inteiro_teor
stringlengths
4.41k
423k
url_download
stringlengths
74
75
dataDecisao
timestamp[ns]
dataPublicacao
timestamp[ns]
decisao
stringlengths
99
2.06k
descricaoClasse
stringclasses
96 values
ementa
stringlengths
99
6.77k
id
stringlengths
10
21
jurisprudenciaCitada
stringlengths
46
1.42k
ministroRelator
stringclasses
16 values
nomeOrgaoJulgador
stringclasses
3 values
numeroProcesso
stringlengths
2
6
referenciasLegislativas
listlengths
1
24
siglaClasse
stringclasses
94 values
tipoDeDecisao
stringclasses
1 value
titulo
stringlengths
6
41
acordaosSimilares
listlengths
1
1
partes_lista_texto
stringlengths
65
2.71k
temaProcs
listlengths
1
1
inteiro_teor_regex
stringlengths
4.51k
431k
NER
dict
Ementa e Acórdão 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA ADV.(A/S) :EDER JOSE GUEDES DA CUNHA EMENTA: PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA. RENDIMENTOS PAGOS EM ATRASO E ACUMULADAMENTE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO STF. TEMA 368. JULGAMENTO DE MÉRITO NO RE 614.406. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, realizada no período de 7 a 13.10.2016, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 14 de outubro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879541. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA ADV.(A/S) :EDER JOSE GUEDES DA CUNHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos fundamentos de que (a) a fundamentação de modo sucinto da decisão ou do acórdão não viola o art. 93, IX da CF/88; (b) o objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), por se tratar de questão infraconstitucional; (c) esta Corte já consolidou o entendimento de que o imposto de renda incidente sobre verbas recebidas acumuladamente deve observar o regime de competência, aplicável à alíquota correspondente ao valor recebido mês a mês, e não a relativa ao total satisfeito de uma única vez (RE 614.406 RG, Rel. Min. ROSA WEBER, Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO, Tema 368, DJe de 27/11/2014); (d) a repercussão geral da questão atinente à imposição à Fazenda do ônus de apresentar cálculo de liquidação do seu próprio débito foi recentemente rejeitada por este Tribunal na análise do ARE 702.780, convertido no RE 729.884, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tema 597, por se tratar de questão infraconstitucional; (e) não cabe a este Supremo apreciar a matéria relativa à incidência de IRPF sobre juros de mora, haja vista seu sobrestamento no juízo de origem. Sustenta a parte agravante, em suma, que há de se dar provimento a este agravo a fim de que seja apreciada e reconhecida a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879578. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA ADV.(A/S) :EDER JOSE GUEDES DA CUNHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos fundamentos de que (a) a fundamentação de modo sucinto da decisão ou do acórdão não viola o art. 93, IX da CF/88; (b) o objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), por se tratar de questão infraconstitucional; (c) esta Corte já consolidou o entendimento de que o imposto de renda incidente sobre verbas recebidas acumuladamente deve observar o regime de competência, aplicável à alíquota correspondente ao valor recebido mês a mês, e não a relativa ao total satisfeito de uma única vez (RE 614.406 RG, Rel. Min. ROSA WEBER, Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO, Tema 368, DJe de 27/11/2014); (d) a repercussão geral da questão atinente à imposição à Fazenda do ônus de apresentar cálculo de liquidação do seu próprio débito foi recentemente rejeitada por este Tribunal na análise do ARE 702.780, convertido no RE 729.884, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tema 597, por se tratar de questão infraconstitucional; (e) não cabe a este Supremo apreciar a matéria relativa à incidência de IRPF sobre juros de mora, haja vista seu sobrestamento no juízo de origem. Sustenta a parte agravante, em suma, que há de se dar provimento a este agravo a fim de que seja apreciada e reconhecida a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879578. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 965976 AGR / SP constitucionalidade do art. 12-A da Lei 7.713/88. Sem contrarrazões. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879578. Supremo Tribunal Federal ARE 965976 AGR / SP constitucionalidade do art. 12-A da Lei 7.713/88. Sem contrarrazões. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879578. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. No que toca à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, deve ser observado entendimento assentado por este Tribunal, do qual não divergiu o aresto impugnado, no julgamento do AI 791.292 QO - RG (Min. Rel. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, para reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que: (…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 3. Quanto à alegação de afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Carta Magna, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais (ARE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879560. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. No que toca à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, deve ser observado entendimento assentado por este Tribunal, do qual não divergiu o aresto impugnado, no julgamento do AI 791.292 QO - RG (Min. Rel. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, para reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que: (…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 3. Quanto à alegação de afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Carta Magna, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais (ARE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 965976 AGR / SP 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 4. No que respeita à forma de incidência de IR sobre valores percebidos acumuladamente, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 614.406 RG (Rel. Min. ROSA WEBER, Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO, Tema 368, DJe de 27/11/2014), sob o regime do art. 543-B do CPC (repercussão geral), consolidou entendimento em relação à matéria discutida no presente recurso extraordinário. Confira- se: Ementa: IMPOSTO DE RENDA PERCEPÇÃO CUMULATIVA DE VALORES ALÍQUOTA. A percepção cumulativa de valores há de de ser considerada, para efeito de fixação de alíquotas, presentes, individualmente, os exercícios envolvidos. Assim, por estar em consonância com o entendimento jurisprudencial acima demonstrado, o acórdão recorrido não merece reparos. 5. Com relação à imposição à Fazenda do ônus de apresentar cálculos de liquidação do seu próprio débito, cuida- se de tema cuja existência de repercussão geral foi recentemente rejeitada por esta Corte na análise do ARE 702.780, convertido no RE 729.884, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tema 597, por se tratar de questão infraconstitucional. 6. Por fim, no tocante à incidência de IRPF sobre juros de mora, trata-se de matéria sobrestada no próprio juízo de origem, razão pela qual não cabe neste instante qualquer apreciação. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879560. Supremo Tribunal Federal ARE 965976 AGR / SP 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 4. No que respeita à forma de incidência de IR sobre valores percebidos acumuladamente, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 614.406 RG (Rel. Min. ROSA WEBER, Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO, Tema 368, DJe de 27/11/2014), sob o regime do art. 543-B do CPC (repercussão geral), consolidou entendimento em relação à matéria discutida no presente recurso extraordinário. Confira- se: Ementa: IMPOSTO DE RENDA PERCEPÇÃO CUMULATIVA DE VALORES ALÍQUOTA. A percepção cumulativa de valores há de de ser considerada, para efeito de fixação de alíquotas, presentes, individualmente, os exercícios envolvidos. Assim, por estar em consonância com o entendimento jurisprudencial acima demonstrado, o acórdão recorrido não merece reparos. 5. Com relação à imposição à Fazenda do ônus de apresentar cálculos de liquidação do seu próprio débito, cuida- se de tema cuja existência de repercussão geral foi recentemente rejeitada por esta Corte na análise do ARE 702.780, convertido no RE 729.884, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tema 597, por se tratar de questão infraconstitucional. 6. Por fim, no tocante à incidência de IRPF sobre juros de mora, trata-se de matéria sobrestada no próprio juízo de origem, razão pela qual não cabe neste instante qualquer apreciação. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 965976 AGR / SP 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879560. Supremo Tribunal Federal ARE 965976 AGR / SP 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA ADV.(A/S) : EDER JOSE GUEDES DA CUNHA (292734/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925237 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA ADV.(A/S) : EDER JOSE GUEDES DA CUNHA (292734/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925237 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11945104
2016-10-14T00:00:00
2016-10-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA. RENDIMENTOS PAGOS EM ATRASO E ACUMULADAMENTE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO STF. TEMA 368. JULGAMENTO DE MÉRITO NO RE 614.406. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur358935
Número de páginas: 7. Análise: 09/11/2016, BMP.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
965976
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 965976 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA ADV.(A/S) : EDER JOSE GUEDES DA CUNHA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA ADV.(A/S) :EDER JOSE GUEDES DA CUNHA EMENTA: PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA. RENDIMENTOS PAGOS EM ATRASO E ACUMULADAMENTE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO Supremo Tribunal Federal. TEMA 368. JULGAMENTO DE MÉRITO NO Recurso Extraordinário 614.406. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, realizada no período de 7 a 13.10.2016, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 14 de outubro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879541. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA ADV.(A/S) :EDER JOSE GUEDES DA CUNHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos fundamentos de que (a) a fundamentação de modo sucinto da decisão ou do acórdão não viola o art. 93, IX da Constituição Federal de 1988/88; (b) o objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), por se tratar de questão infraconstitucional; (c) esta Corte já consolidou o entendimento de que o imposto de renda incidente sobre verbas recebidas acumuladamente deve observar o regime de competência, aplicável à alíquota correspondente ao valor recebido mês a mês, e não a relativa ao total satisfeito de uma única vez (Recurso Extraordinário 614.406 RG, Rel. Min. ROSA WEBER, Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO, Tema 368, DJe de 27/11/2014); (d) a repercussão geral da questão atinente à imposição à Fazenda do ônus de apresentar cálculo de liquidação do seu próprio débito foi recentemente rejeitada por este Tribunal na análise do ARE 702.780, convertido no Recurso Extraordinário 729.884, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tema 597, por se tratar de questão infraconstitucional; (e) não cabe a este Supremo apreciar a matéria relativa à incidência de IRPF sobre juros de mora, haja vista seu sobrestamento no juízo de origem. Sustenta a parte agravante, em suma, que há de se dar provimento a este agravo a fim de que seja apreciada e reconhecida a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879578. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA ADV.(A/S) :EDER JOSE GUEDES DA CUNHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos fundamentos de que (a) a fundamentação de modo sucinto da decisão ou do acórdão não viola o art. 93, IX da Constituição Federal de 1988/88; (b) o objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), por se tratar de questão infraconstitucional; (c) esta Corte já consolidou o entendimento de que o imposto de renda incidente sobre verbas recebidas acumuladamente deve observar o regime de competência, aplicável à alíquota correspondente ao valor recebido mês a mês, e não a relativa ao total satisfeito de uma única vez (Recurso Extraordinário 614.406 RG, Rel. Min. ROSA WEBER, Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO, Tema 368, DJe de 27/11/2014); (d) a repercussão geral da questão atinente à imposição à Fazenda do ônus de apresentar cálculo de liquidação do seu próprio débito foi recentemente rejeitada por este Tribunal na análise do ARE 702.780, convertido no Recurso Extraordinário 729.884, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tema 597, por se tratar de questão infraconstitucional; (e) não cabe a este Supremo apreciar a matéria relativa à incidência de IRPF sobre juros de mora, haja vista seu sobrestamento no juízo de origem. Sustenta a parte agravante, em suma, que há de se dar provimento a este agravo a fim de que seja apreciada e reconhecida a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879578. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 965976 AGR / SP constitucionalidade do art. 12-A da Lei 7.713/88. Sem contrarrazões. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879578. Supremo Tribunal Federal ARE 965976 AGR / SP constitucionalidade do art. 12-A da Lei 7.713/88. Sem contrarrazões. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879578. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. No que toca à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, deve ser observado entendimento assentado por este Tribunal, do qual não divergiu o aresto impugnado, no julgamento do AI 791.292 QO - RG (Min. Rel. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, para reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que: (…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 3. Quanto à alegação de afronta ao art. 5..., LIV e LV, da Carta Magna, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais (ARE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879560. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. No que toca à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, deve ser observado entendimento assentado por este Tribunal, do qual não divergiu o aresto impugnado, no julgamento do AI 791.292 QO - RG (Min. Rel. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, para reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que: (…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 3. Quanto à alegação de afronta ao art. 5..., LIV e LV, da Carta Magna, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais (ARE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 965976 AGR / SP 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 4. No que respeita à forma de incidência de IR sobre valores percebidos acumuladamente, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 614.406 RG (Rel. Min. ROSA WEBER, Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO, Tema 368, DJe de 27/11/2014), sob o regime do art. 543-B do Código de Processo Civil (repercussão geral), consolidou entendimento em relação à matéria discutida no presente recurso extraordinário. Confira- se: Ementa: IMPOSTO DE RENDA PERCEPÇÃO CUMULATIVA DE VALORES ALÍQUOTA. A percepção cumulativa de valores há de de ser considerada, para efeito de fixação de alíquotas, presentes, individualmente, os exercícios envolvidos. Assim, por estar em consonância com o entendimento jurisprudencial acima demonstrado, o acórdão recorrido não merece reparos. 5. Com relação à imposição à Fazenda do ônus de apresentar cálculos de liquidação do seu próprio débito, cuida- se de tema cuja existência de repercussão geral foi recentemente rejeitada por esta Corte na análise do ARE 702.780, convertido no Recurso Extraordinário 729.884, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tema 597, por se tratar de questão infraconstitucional. 6. Por fim, no tocante à incidência de IRPF sobre juros de mora, trata-se de matéria sobrestada no próprio juízo de origem, razão pela qual não cabe neste instante qualquer apreciação. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879560. Supremo Tribunal Federal ARE 965976 AGR / SP 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 4. No que respeita à forma de incidência de IR sobre valores percebidos acumuladamente, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 614.406 RG (Rel. Min. ROSA WEBER, Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO, Tema 368, DJe de 27/11/2014), sob o regime do art. 543-B do Código de Processo Civil (repercussão geral), consolidou entendimento em relação à matéria discutida no presente recurso extraordinário. Confira- se: Ementa: IMPOSTO DE RENDA PERCEPÇÃO CUMULATIVA DE VALORES ALÍQUOTA. A percepção cumulativa de valores há de de ser considerada, para efeito de fixação de alíquotas, presentes, individualmente, os exercícios envolvidos. Assim, por estar em consonância com o entendimento jurisprudencial acima demonstrado, o acórdão recorrido não merece reparos. 5. Com relação à imposição à Fazenda do ônus de apresentar cálculos de liquidação do seu próprio débito, cuida- se de tema cuja existência de repercussão geral foi recentemente rejeitada por esta Corte na análise do ARE 702.780, convertido no Recurso Extraordinário 729.884, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tema 597, por se tratar de questão infraconstitucional. 6. Por fim, no tocante à incidência de IRPF sobre juros de mora, trata-se de matéria sobrestada no próprio juízo de origem, razão pela qual não cabe neste instante qualquer apreciação. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 965976 AGR / SP 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879560. Supremo Tribunal Federal ARE 965976 AGR / SP 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11879560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA ADV.(A/S) : EDER JOSE GUEDES DA CUNHA (292734/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925237 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.976 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA ADV.(A/S) : EDER JOSE GUEDES DA CUNHA (292734/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925237 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965 . 976", "Recurso Extraordinário 614 . 406", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965 . 976", "ARE 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 614 . 406 RG", "ARE 702 . 780", "Recurso Extraordinário 729 . 884", "ARE 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 614 . 406 RG", "ARE 702 . 780", "Recurso Extraordinário 729 . 884", "ARE 965976 AGR / SP", "ARE 965976 AGR / SP", "AI 791 . 292 QO - RG", "AI 791 . 292 QO - RG", "ARE 965976 AGR / SP 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 614 . 406 RG", "ARE 702 . 780", "Recurso Extraordinário 729 . 884", "ARE 965976 AGR / SP 748 .", "Recurso Extraordinário 614 . 406 RG", "ARE 702 . 780", "Recurso Extraordinário 729 . 884", "ARE 965976 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 - A da Lei 7 . 713 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 - A da Lei 7 . 713 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Carta Magna", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Carta Magna", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "Fazenda", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Fazenda", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA", "EDER JOSE GUEDES DA CUNHA", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA", "EDER JOSE GUEDES DA CUNHA", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA", "EDER JOSE GUEDES DA CUNHA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "JOSE MARIA BARBOSA DA SILVA", "EDER JOSE GUEDES DA CUNHA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13 .", "10", ".", "2016", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "27", "/", "11", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "27", "/", "11", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "13", "/", "8", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "13", "/", "8", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "11", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "11", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :TOTAL FLEET S/A ADV.(A/S) :CLÁUDIO ARAÚJO PINHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ADEMIR BISPO PATROCÍNIO ADV.(A/S) :CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA E OUTRO(A/S) ACÓRDÃO – JULGAMENTO – PARTICIPAÇÃO DE MINISTRA IMPEDIDA. Uma vez constatada a participação de julgador impedido, cumpre prover os embargos declaratórios para declarar insubsistente o acórdão formalizado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em acolher os embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 17 de março de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093451. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :TOTAL FLEET S/A ADV.(A/S) :CLÁUDIO ARAÚJO PINHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ADEMIR BISPO PATROCÍNIO ADV.(A/S) :CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim resumidos (folha 352): RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PREQUESTIONAMENTO - CONFIGURAÇÃO - RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. AGRAVO - ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093452. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :TOTAL FLEET S/A ADV.(A/S) :CLÁUDIO ARAÚJO PINHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ADEMIR BISPO PATROCÍNIO ADV.(A/S) :CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim resumidos (folha 352): RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PREQUESTIONAMENTO - CONFIGURAÇÃO - RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. AGRAVO - ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório AI 637396 AGR-ED / RJ PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. Total Fleet S/A, nos embargos de declaração de folha 356 a 363, aponta a existência de vício. Sustenta ter participado do julgamento a ministra Cármen Lúcia, impedida por haver atuado como advogada da empresa, consoante se pode aferir dos documentos de folhas 66 e 239. Requer seja o agravo submetido a nova apreciação. No mais, discorre sobre o tema de fundo e argui a nulidade do Verbete nº 492 da Súmula do Supremo, que teria embasado a condenação. Conforme certificado à folha 367, o embargado não apresentou contrarrazões. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093452. Supremo Tribunal Federal AI 637396 AGR-ED / RJ PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. Total Fleet S/A, nos embargos de declaração de folha 356 a 363, aponta a existência de vício. Sustenta ter participado do julgamento a ministra Cármen Lúcia, impedida por haver atuado como advogada da empresa, consoante se pode aferir dos documentos de folhas 66 e 239. Requer seja o agravo submetido a nova apreciação. No mais, discorre sobre o tema de fundo e argui a nulidade do Verbete nº 492 da Súmula do Supremo, que teria embasado a condenação. Conforme certificado à folha 367, o embargado não apresentou contrarrazões. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciado (folhas 66 e 239), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Procede a articulação de nulidade. A ministra Cármen Lúcia veio a integrar o quórum de julgamento do agravo regimental embora, no processo em que interposto, tenha sido credenciada como advogada, isso, evidentemente, antes de assumir a cadeira no Supremo. Provejo os embargos declaratórios para tornar insubsistente o acórdão formalizado. Os autos do agravo devem vir-me conclusos para exame do regimental e nova submissão à Turma. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093453. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciado (folhas 66 e 239), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Procede a articulação de nulidade. A ministra Cármen Lúcia veio a integrar o quórum de julgamento do agravo regimental embora, no processo em que interposto, tenha sido credenciada como advogada, isso, evidentemente, antes de assumir a cadeira no Supremo. Provejo os embargos declaratórios para tornar insubsistente o acórdão formalizado. Os autos do agravo devem vir-me conclusos para exame do regimental e nova submissão à Turma. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093453. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : TOTAL FLEET S/A ADV.(A/S) : CLÁUDIO ARAÚJO PINHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ADEMIR BISPO PATROCÍNIO ADV.(A/S) : CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração para declarar insubsistente o acórdão da Turma, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121323 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : TOTAL FLEET S/A ADV.(A/S) : CLÁUDIO ARAÚJO PINHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ADEMIR BISPO PATROCÍNIO ADV.(A/S) : CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração para declarar insubsistente o acórdão da Turma, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121323 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8193272
2015-03-17T00:00:00
2015-04-10T00:00:00
A Turma acolheu os embargos de declaração para declarar insubsistente o acórdão da Turma, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
ACÓRDÃO – JULGAMENTO – PARTICIPAÇÃO DE MINISTRA IMPEDIDA. Uma vez constatada a participação de julgador impedido, cumpre prover os embargos declaratórios para declarar insubsistente o acórdão formalizado.
sjur299925
Número de páginas: 5. Análise: 29/04/2015, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
637396
null
AI-AgR-ED
acordaos
AI 637396 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : TOTAL FLEET S/A ADV.(A/S) : CLÁUDIO ARAÚJO PINHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ADEMIR BISPO PATROCÍNIO ADV.(A/S) : CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :TOTAL FLEET S/A ADV.(A/S) :CLÁUDIO ARAÚJO PINHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ADEMIR BISPO PATROCÍNIO ADV.(A/S) :CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA E OUTRO(A/S) ACÓRDÃO – JULGAMENTO – PARTICIPAÇÃO DE MINISTRA IMPEDIDA. Uma vez constatada a participação de julgador impedido, cumpre prover os embargos declaratórios para declarar insubsistente o acórdão formalizado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em acolher os embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 17 de março de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093451. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :TOTAL FLEET S/A ADV.(A/S) :CLÁUDIO ARAÚJO PINHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ADEMIR BISPO PATROCÍNIO ADV.(A/S) :CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim resumidos (folha 352): RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PREQUESTIONAMENTO - CONFIGURAÇÃO - RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. AGRAVO - ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093452. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :TOTAL FLEET S/A ADV.(A/S) :CLÁUDIO ARAÚJO PINHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ADEMIR BISPO PATROCÍNIO ADV.(A/S) :CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim resumidos (folha 352): RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PREQUESTIONAMENTO - CONFIGURAÇÃO - RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. AGRAVO - ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório AI 637396 AGR-ED / RJ PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. Total Fleet S/A, nos embargos de declaração de folha 356 a 363, aponta a existência de vício. Sustenta ter participado do julgamento a ministra Cármen Lúcia, impedida por haver atuado como advogada da empresa, consoante se pode aferir dos documentos de folhas 66 e 239. Requer seja o agravo submetido a nova apreciação. No mais, discorre sobre o tema de fundo e argui a nulidade do Verbete n 492 da Súmula do Supremo, que teria embasado a condenação. Conforme certificado à folha 367, o embargado não apresentou contrarrazões. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093452. Supremo Tribunal Federal AI 637396 AGR-ED / RJ PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. Total Fleet S/A, nos embargos de declaração de folha 356 a 363, aponta a existência de vício. Sustenta ter participado do julgamento a ministra Cármen Lúcia, impedida por haver atuado como advogada da empresa, consoante se pode aferir dos documentos de folhas 66 e 239. Requer seja o agravo submetido a nova apreciação. No mais, discorre sobre o tema de fundo e argui a nulidade do Verbete n 492 da Súmula do Supremo, que teria embasado a condenação. Conforme certificado à folha 367, o embargado não apresentou contrarrazões. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciado (folhas 66 e 239), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Procede a articulação de nulidade. A ministra Cármen Lúcia veio a integrar o quórum de julgamento do agravo regimental embora, no processo em que interposto, tenha sido credenciada como advogada, isso, evidentemente, antes de assumir a cadeira no Supremo. Provejo os embargos declaratórios para tornar insubsistente o acórdão formalizado. Os autos do agravo devem vir-me conclusos para exame do regimental e nova submissão à Turma. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093453. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciado (folhas 66 e 239), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Procede a articulação de nulidade. A ministra Cármen Lúcia veio a integrar o quórum de julgamento do agravo regimental embora, no processo em que interposto, tenha sido credenciada como advogada, isso, evidentemente, antes de assumir a cadeira no Supremo. Provejo os embargos declaratórios para tornar insubsistente o acórdão formalizado. Os autos do agravo devem vir-me conclusos para exame do regimental e nova submissão à Turma. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8093453. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : TOTAL FLEET S/A ADV.(A/S) : CLÁUDIO ARAÚJO PINHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ADEMIR BISPO PATROCÍNIO ADV.(A/S) : CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração para declarar insubsistente o acórdão da Turma, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121323 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 637.396 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : TOTAL FLEET S/A ADV.(A/S) : CLÁUDIO ARAÚJO PINHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ADEMIR BISPO PATROCÍNIO ADV.(A/S) : CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração para declarar insubsistente o acórdão da Turma, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121323 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 637 . 396", "AI 637396 AGR - ED / RJ", "Verbete n 492 da Súmula do Supremo", "AI 637396 AGR - ED / RJ", "Verbete n 492 da Súmula do Supremo", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 637 . 396", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 637 .", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 637 . 396" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TOTAL FLEET S / A", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TOTAL FLEET S / A", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TOTAL FLEET S / A", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Total Fleet S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Total Fleet S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TOTAL FLEET S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TOTAL FLEET S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "CLÁUDIO ARAÚJO PINHO", "ADEMIR BISPO PATROCÍNIO", "CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CLÁUDIO ARAÚJO PINHO", "ADEMIR BISPO", "CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CLÁUDIO ARAÚJO PINHO", "ADEMIR BISPO PATROCÍNIO", "CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA", "MARCO AURÉLIO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Cármen Lúcia", "MARCO AURÉLIO", "Cármen Lúcia", "MARCO AURÉLIO", "CLÁUDIO ARAÚJO PINHO", "ADEMIR BISPO", "CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "CLÁUDIO ARAÚJO PINHO", "ADEMIR BISPO", "CRISTIANE DA SILVA TOLEDO ALMEIDA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "17", "/", "03", "/", "2015", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "17", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/09/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA - AFPEB ADV.(A/S) :FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :ADAM LUIZ ALVES BARRA E OUTRO(A/S) Agravo regimental em ação rescisória. 2. Lei Complementar 110/01. Termos de adesão. 3. Violação à coisa julgada. Art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. 4. Não configuração. Homologação dos termos de adesão. Ato jurídico perfeito. Súmula Vinculante nº 1. 5 Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037932. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 23/09/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA - AFPEB ADV.(A/S) :FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :ADAM LUIZ ALVES BARRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação rescisória ajuizada pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (AFPEB) em face da Caixa Econômica Federal (CEF), buscando a rescisão da decisão monocrática proferida no RE 576.913 pelo min. Celso de Mello, em 12.8.2008, com a consequente invalidade dos termos de adesão firmados após o trânsito em julgado da sentença proferida no Processo 95.0004612-1, da 8ª Vara Federal da Bahia. Em decisão monocrática (eDOC 104), ora atacada pelo presente agravo regimental, julguei improcedente a demanda por reputar inexistente a violação à coisa julgada, uma vez que a decisão rescindenda considerou acertadamente o termo de adesão firmado sob a égide da LC 110/2001 como ato jurídico perfeito, não importando que ele tenha sido homologado durante a fase de execução. Nas razões recursais, a Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia – AFPEB defende, em síntese, que a decisão rescindenda violou o entendimento do STF de não ser aplicável a tese do precedente RE 418.918, rel. min. Ellen Gracie, quando a questão já houver sido judicializada. Sustenta o seguinte: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037933. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA - AFPEB ADV.(A/S) :FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :ADAM LUIZ ALVES BARRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação rescisória ajuizada pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (AFPEB) em face da Caixa Econômica Federal (CEF), buscando a rescisão da decisão monocrática proferida no RE 576.913 pelo min. Celso de Mello, em 12.8.2008, com a consequente invalidade dos termos de adesão firmados após o trânsito em julgado da sentença proferida no Processo 95.0004612-1, da 8ª Vara Federal da Bahia. Em decisão monocrática (eDOC 104), ora atacada pelo presente agravo regimental, julguei improcedente a demanda por reputar inexistente a violação à coisa julgada, uma vez que a decisão rescindenda considerou acertadamente o termo de adesão firmado sob a égide da LC 110/2001 como ato jurídico perfeito, não importando que ele tenha sido homologado durante a fase de execução. Nas razões recursais, a Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia – AFPEB defende, em síntese, que a decisão rescindenda violou o entendimento do STF de não ser aplicável a tese do precedente RE 418.918, rel. min. Ellen Gracie, quando a questão já houver sido judicializada. Sustenta o seguinte: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AR 2258 AGR / BA “Na hipótese da decisão agravada não ser reconsiderada, ficará estabelecida uma situação sui generis dentro do mesmo processo de origem, que transitou em julgado em 1997 e teve seu cumprimento de sentença iniciado em 1998, ou seja, mais de três anos antes da LC 110/2001 que criou os termos de adesão. No mesmo processo de origem, substituídos terão decisões diferentes acerca da violação da coisa julgada diante da questão judicializada, apenas por seus processos idênticos tramitarem de forma diferente na fase de Recurso Extraordinário no STF, no caso haverá ausência de simetria de decisões”. (eDOC 105, p. 23-24). Assim, pugna pelo provimento do agravo regimental, de modo a dar provimento à presente ação rescisória. Instada a manifestar-se sobre as razões do agravo regimental (eDOC 107), a Caixa Econômica Federal – CEF quedou-se inerte (eDOC 108). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037933. Supremo Tribunal Federal AR 2258 AGR / BA “Na hipótese da decisão agravada não ser reconsiderada, ficará estabelecida uma situação sui generis dentro do mesmo processo de origem, que transitou em julgado em 1997 e teve seu cumprimento de sentença iniciado em 1998, ou seja, mais de três anos antes da LC 110/2001 que criou os termos de adesão. No mesmo processo de origem, substituídos terão decisões diferentes acerca da violação da coisa julgada diante da questão judicializada, apenas por seus processos idênticos tramitarem de forma diferente na fase de Recurso Extraordinário no STF, no caso haverá ausência de simetria de decisões”. (eDOC 105, p. 23-24). Assim, pugna pelo provimento do agravo regimental, de modo a dar provimento à presente ação rescisória. Instada a manifestar-se sobre as razões do agravo regimental (eDOC 107), a Caixa Econômica Federal – CEF quedou-se inerte (eDOC 108). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/09/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Considero que as alegações da agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que não trouxe argumentos suficientes a confrontá-la, visando apenas a rediscussão da matéria decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Reafirmo que a decisão que se busca rescindir, ao reiterar o decidido no RE 418.918, Pleno, rel. min. Ellen Gracie, DJ 1.7.2005, apenas conferiu validade jurídica aos termos de adesão firmados sob a égide da LC 110/2001 e, consequente e implicitamente, reconheceu tal fato como causa hábil a extinguir a execução, ante o provimento do recurso extraordinário que buscava rescindir o acórdão que negara validade àqueles. Ademais, o reconhecimento de que o titular da conta e a CEF optaram, na via extrajudicial, pela quitação da obrigação reconhecida judicialmente, ainda que em momento posterior à formação da coisa julgada no processo judicial, não vulnera a garantia constitucional do inciso XXXVI do art. 5º da Constituição Federal. Ressalto que, conforme disposto na LC 110/2001, é facultado ao titular da conta optar pela via consensual, mediante contrato de adesão, para recebimento dos créditos, com a devida homologação no juízo competente. Assim, caberia ao agravante comprovar eventual causa de invalidade dos referidos contratos de adesão, o que não ocorreu. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037934. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Considero que as alegações da agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que não trouxe argumentos suficientes a confrontá-la, visando apenas a rediscussão da matéria decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Reafirmo que a decisão que se busca rescindir, ao reiterar o decidido no RE 418.918, Pleno, rel. min. Ellen Gracie, DJ 1.7.2005, apenas conferiu validade jurídica aos termos de adesão firmados sob a égide da LC 110/2001 e, consequente e implicitamente, reconheceu tal fato como causa hábil a extinguir a execução, ante o provimento do recurso extraordinário que buscava rescindir o acórdão que negara validade àqueles. Ademais, o reconhecimento de que o titular da conta e a CEF optaram, na via extrajudicial, pela quitação da obrigação reconhecida judicialmente, ainda que em momento posterior à formação da coisa julgada no processo judicial, não vulnera a garantia constitucional do inciso XXXVI do art. 5º da Constituição Federal. Ressalto que, conforme disposto na LC 110/2001, é facultado ao titular da conta optar pela via consensual, mediante contrato de adesão, para recebimento dos créditos, com a devida homologação no juízo competente. Assim, caberia ao agravante comprovar eventual causa de invalidade dos referidos contratos de adesão, o que não ocorreu. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES AR 2258 AGR / BA Inexiste, portanto, violação à coisa julgada na decisão monocrática ora rescindenda, a qual conferiu a correta aplicação da lei ao caso concreto, reconhecendo a validade e a eficácia dos termos de acordo, diante da inexistência de comprovação de qualquer causa de invalidade prevista no ordenamento jurídico, tal como na Súmula Vinculante 1, in verbis: “Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar nº 110/2001”. E mais, saliento que, em verdade, aceitar a alegação da agravante seria admitir violação à coisa julgada, nos termos do art. 5º, XXXVI, do texto constitucional. Por fim, pondero que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, para fins de alegação de afronta à coisa julgada, a tentativa de levar à reapreciação de matéria já decidida nos autos de origem não enseja o cabimento de ação rescisória. Confira-se, por oportuno, o julgado abaixo: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA COISA JULGADA. INOBSERVÂNCIA DO DEVER DE LEALDADE PROCESSUAL. MERA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA JÁ APRECIADA POR ESTE TRIBUNAL NA DECISÃO QUE SE QUER DESCONSTITUIR. INVIABILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL DA AÇÃO RESCISÓRIA PARA TAL FIM. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ação rescisória não se presta a rediscutir questões já alegadas no processo de origem. Práticas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037934. Supremo Tribunal Federal AR 2258 AGR / BA Inexiste, portanto, violação à coisa julgada na decisão monocrática ora rescindenda, a qual conferiu a correta aplicação da lei ao caso concreto, reconhecendo a validade e a eficácia dos termos de acordo, diante da inexistência de comprovação de qualquer causa de invalidade prevista no ordenamento jurídico, tal como na Súmula Vinculante 1, in verbis: “Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar nº 110/2001”. E mais, saliento que, em verdade, aceitar a alegação da agravante seria admitir violação à coisa julgada, nos termos do art. 5º, XXXVI, do texto constitucional. Por fim, pondero que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, para fins de alegação de afronta à coisa julgada, a tentativa de levar à reapreciação de matéria já decidida nos autos de origem não enseja o cabimento de ação rescisória. Confira-se, por oportuno, o julgado abaixo: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA COISA JULGADA. INOBSERVÂNCIA DO DEVER DE LEALDADE PROCESSUAL. MERA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA JÁ APRECIADA POR ESTE TRIBUNAL NA DECISÃO QUE SE QUER DESCONSTITUIR. INVIABILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL DA AÇÃO RESCISÓRIA PARA TAL FIM. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ação rescisória não se presta a rediscutir questões já alegadas no processo de origem. Práticas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES AR 2258 AGR / BA incompatíveis com o postulado ético-jurídico da lealdade processual não podem ser admitidas pelo Poder Judiciário. 2. In casu , o autor pretende rediscutir questão já apreciada no processo original, não sendo a ação rescisória o instrumento processual adequado a tal fim. 3. Agravo a que se nega provimento”. (AR 2.017 AgR, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.4.2015 – grifei). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037934. Supremo Tribunal Federal AR 2258 AGR / BA incompatíveis com o postulado ético-jurídico da lealdade processual não podem ser admitidas pelo Poder Judiciário. 2. In casu , o autor pretende rediscutir questão já apreciada no processo original, não sendo a ação rescisória o instrumento processual adequado a tal fim. 3. Agravo a que se nega provimento”. (AR 2.017 AgR, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.4.2015 – grifei). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/09/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA - AFPEB ADV.(A/S) : FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO (0032126/DF) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : ADAM LUIZ ALVES BARRA (19786/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 16 a 22.09.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11795318 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA - AFPEB ADV.(A/S) : FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO (0032126/DF) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : ADAM LUIZ ALVES BARRA (19786/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 16 a 22.09.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11795318 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12047301
2016-09-23T00:00:00
2016-11-18T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 16 a 22.09.2016.
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA
Agravo regimental em ação rescisória. 2. Lei Complementar 110/01. Termos de adesão. 3. Violação à coisa julgada. Art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. 4. Não configuração. Homologação dos termos de adesão. Ato jurídico perfeito. Súmula Vinculante nº 1. 5 Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur360203
- Acórdão(s) citado(s): (RESCISÃO, DECISÃO, VALIDADE, TERMO DE ADESÃO, LEI COMPLEMENTAR 110/01) RE 418918 (TP). (CABIMENTO, AÇÃO RESCISÓRIA) AR 2017 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 13/12/2016, JRS. Revisão: 30/01/2017, KBP.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
2258
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000110 ANO-2001\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED SUV-000001 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AR-AgR
acordaos
AR 2258 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA - AFPEB ADV.(A/S) : FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : ADAM LUIZ ALVES BARRA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/09/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA - AFPEB ADV.(A/S) :FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :ADAM LUIZ ALVES BARRA E OUTRO(A/S) Agravo regimental em ação rescisória. 2. Lei Complementar 110/01. Termos de adesão. 3. Violação à coisa julgada. Art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal. 4. Não configuração. Homologação dos termos de adesão. Ato jurídico perfeito. Súmula Vinculante n 1. 5 Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037932. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 23/09/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA - AFPEB ADV.(A/S) :FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :ADAM LUIZ ALVES BARRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação rescisória ajuizada pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (AFPEB) em face da Caixa Econômica Federal (CEF), buscando a rescisão da decisão monocrática proferida no Recurso Extraordinário 576.913 pelo min. Celso de Mello, em 12.8.2008, com a consequente invalidade dos termos de adesão firmados após o trânsito em julgado da sentença proferida no Processo 95.0004612-1, da 8... Vara Federal da Bahia. Em decisão monocrática (eDOC 104), ora atacada pelo presente agravo regimental, julguei improcedente a demanda por reputar inexistente a violação à coisa julgada, uma vez que a decisão rescindenda considerou acertadamente o termo de adesão firmado sob a égide da Lei Complementar 110/2001 como ato jurídico perfeito, não importando que ele tenha sido homologado durante a fase de execução. Nas razões recursais, a Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia – AFPEB defende, em síntese, que a decisão rescindenda violou o entendimento do Supremo Tribunal Federal de não ser aplicável a tese do precedente Recurso Extraordinário 418.918, rel. min. Ellen Gracie, quando a questão já houver sido judicializada. Sustenta o seguinte: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037933. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA - AFPEB ADV.(A/S) :FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :ADAM LUIZ ALVES BARRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação rescisória ajuizada pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (AFPEB) em face da Caixa Econômica Federal (CEF), buscando a rescisão da decisão monocrática proferida no Recurso Extraordinário 576.913 pelo min. Celso de Mello, em 12.8.2008, com a consequente invalidade dos termos de adesão firmados após o trânsito em julgado da sentença proferida no Processo 95.0004612-1, da 8... Vara Federal da Bahia. Em decisão monocrática (eDOC 104), ora atacada pelo presente agravo regimental, julguei improcedente a demanda por reputar inexistente a violação à coisa julgada, uma vez que a decisão rescindenda considerou acertadamente o termo de adesão firmado sob a égide da Lei Complementar 110/2001 como ato jurídico perfeito, não importando que ele tenha sido homologado durante a fase de execução. Nas razões recursais, a Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia – AFPEB defende, em síntese, que a decisão rescindenda violou o entendimento do Supremo Tribunal Federal de não ser aplicável a tese do precedente Recurso Extraordinário 418.918, rel. min. Ellen Gracie, quando a questão já houver sido judicializada. Sustenta o seguinte: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AR 2258 AGR / BA “Na hipótese da decisão agravada não ser reconsiderada, ficará estabelecida uma situação sui generis dentro do mesmo processo de origem, que transitou em julgado em 1997 e teve seu cumprimento de sentença iniciado em 1998, ou seja, mais de três anos antes da Lei Complementar 110/2001 que criou os termos de adesão. No mesmo processo de origem, substituídos terão decisões diferentes acerca da violação da coisa julgada diante da questão judicializada, apenas por seus processos idênticos tramitarem de forma diferente na fase de Recurso Extraordinário no Supremo Tribunal Federal, no caso haverá ausência de simetria de decisões”. (eDOC 105, p. 23-24). Assim, pugna pelo provimento do agravo regimental, de modo a dar provimento à presente ação rescisória. Instada a manifestar-se sobre as razões do agravo regimental (eDOC 107), a Caixa Econômica Federal – CEF quedou-se inerte (eDOC 108). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037933. Supremo Tribunal Federal AR 2258 AGR / BA “Na hipótese da decisão agravada não ser reconsiderada, ficará estabelecida uma situação sui generis dentro do mesmo processo de origem, que transitou em julgado em 1997 e teve seu cumprimento de sentença iniciado em 1998, ou seja, mais de três anos antes da Lei Complementar 110/2001 que criou os termos de adesão. No mesmo processo de origem, substituídos terão decisões diferentes acerca da violação da coisa julgada diante da questão judicializada, apenas por seus processos idênticos tramitarem de forma diferente na fase de Recurso Extraordinário no Supremo Tribunal Federal, no caso haverá ausência de simetria de decisões”. (eDOC 105, p. 23-24). Assim, pugna pelo provimento do agravo regimental, de modo a dar provimento à presente ação rescisória. Instada a manifestar-se sobre as razões do agravo regimental (eDOC 107), a Caixa Econômica Federal – CEF quedou-se inerte (eDOC 108). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/09/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Considero que as alegações da agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que não trouxe argumentos suficientes a confrontá-la, visando apenas a rediscussão da matéria decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Reafirmo que a decisão que se busca rescindir, ao reiterar o decidido no Recurso Extraordinário 418.918, Pleno, rel. min. Ellen Gracie, DJ 1.7.2005, apenas conferiu validade jurídica aos termos de adesão firmados sob a égide da Lei Complementar 110/2001 e, consequente e implicitamente, reconheceu tal fato como causa hábil a extinguir a execução, ante o provimento do recurso extraordinário que buscava rescindir o acórdão que negara validade àqueles. Ademais, o reconhecimento de que o titular da conta e a CEF optaram, na via extrajudicial, pela quitação da obrigação reconhecida judicialmente, ainda que em momento posterior à formação da coisa julgada no processo judicial, não vulnera a garantia constitucional do inciso XXXVI do art. 5... da Constituição Federal. Ressalto que, conforme disposto na Lei Complementar 110/2001, é facultado ao titular da conta optar pela via consensual, mediante contrato de adesão, para recebimento dos créditos, com a devida homologação no juízo competente. Assim, caberia ao agravante comprovar eventual causa de invalidade dos referidos contratos de adesão, o que não ocorreu. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037934. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Considero que as alegações da agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que não trouxe argumentos suficientes a confrontá-la, visando apenas a rediscussão da matéria decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Reafirmo que a decisão que se busca rescindir, ao reiterar o decidido no Recurso Extraordinário 418.918, Pleno, rel. min. Ellen Gracie, DJ 1.7.2005, apenas conferiu validade jurídica aos termos de adesão firmados sob a égide da Lei Complementar 110/2001 e, consequente e implicitamente, reconheceu tal fato como causa hábil a extinguir a execução, ante o provimento do recurso extraordinário que buscava rescindir o acórdão que negara validade àqueles. Ademais, o reconhecimento de que o titular da conta e a CEF optaram, na via extrajudicial, pela quitação da obrigação reconhecida judicialmente, ainda que em momento posterior à formação da coisa julgada no processo judicial, não vulnera a garantia constitucional do inciso XXXVI do art. 5... da Constituição Federal. Ressalto que, conforme disposto na Lei Complementar 110/2001, é facultado ao titular da conta optar pela via consensual, mediante contrato de adesão, para recebimento dos créditos, com a devida homologação no juízo competente. Assim, caberia ao agravante comprovar eventual causa de invalidade dos referidos contratos de adesão, o que não ocorreu. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES AR 2258 AGR / BA Inexiste, portanto, violação à coisa julgada na decisão monocrática ora rescindenda, a qual conferiu a correta aplicação da lei ao caso concreto, reconhecendo a validade e a eficácia dos termos de acordo, diante da inexistência de comprovação de qualquer causa de invalidade prevista no ordenamento jurídico, tal como na Súmula Vinculante 1, in verbis: “Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar n 110/2001”. E mais, saliento que, em verdade, aceitar a alegação da agravante seria admitir violação à coisa julgada, nos termos do art. 5..., XXXVI, do texto constitucional. Por fim, pondero que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, para fins de alegação de afronta à coisa julgada, a tentativa de levar à reapreciação de matéria já decidida nos autos de origem não enseja o cabimento de ação rescisória. Confira-se, por oportuno, o julgado abaixo: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA COISA JULGADA. INOBSERVÂNCIA DO DEVER DE LEALDADE PROCESSUAL. MERA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA JÁ APRECIADA POR ESTE TRIBUNAL NA DECISÃO QUE SE QUER DESCONSTITUIR. INVIABILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL DA AÇÃO RESCISÓRIA PARA TAL FIM. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ação rescisória não se presta a rediscutir questões já alegadas no processo de origem. Práticas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037934. Supremo Tribunal Federal AR 2258 AGR / BA Inexiste, portanto, violação à coisa julgada na decisão monocrática ora rescindenda, a qual conferiu a correta aplicação da lei ao caso concreto, reconhecendo a validade e a eficácia dos termos de acordo, diante da inexistência de comprovação de qualquer causa de invalidade prevista no ordenamento jurídico, tal como na Súmula Vinculante 1, in verbis: “Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar n 110/2001”. E mais, saliento que, em verdade, aceitar a alegação da agravante seria admitir violação à coisa julgada, nos termos do art. 5..., XXXVI, do texto constitucional. Por fim, pondero que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, para fins de alegação de afronta à coisa julgada, a tentativa de levar à reapreciação de matéria já decidida nos autos de origem não enseja o cabimento de ação rescisória. Confira-se, por oportuno, o julgado abaixo: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA COISA JULGADA. INOBSERVÂNCIA DO DEVER DE LEALDADE PROCESSUAL. MERA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA JÁ APRECIADA POR ESTE TRIBUNAL NA DECISÃO QUE SE QUER DESCONSTITUIR. INVIABILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL DA AÇÃO RESCISÓRIA PARA TAL FIM. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ação rescisória não se presta a rediscutir questões já alegadas no processo de origem. Práticas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES AR 2258 AGR / BA incompatíveis com o postulado ético-jurídico da lealdade processual não podem ser admitidas pelo Poder Judiciário. 2. In casu , o autor pretende rediscutir questão já apreciada no processo original, não sendo a ação rescisória o instrumento processual adequado a tal fim. 3. Agravo a que se nega provimento”. (AR 2.017 AgR, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.4.2015 – grifei). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037934. Supremo Tribunal Federal AR 2258 AGR / BA incompatíveis com o postulado ético-jurídico da lealdade processual não podem ser admitidas pelo Poder Judiciário. 2. In casu , o autor pretende rediscutir questão já apreciada no processo original, não sendo a ação rescisória o instrumento processual adequado a tal fim. 3. Agravo a que se nega provimento”. (AR 2.017 AgR, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.4.2015 – grifei). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/09/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA - AFPEB ADV.(A/S) : FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO (0032126/DF) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : ADAM LUIZ ALVES BARRA (19786/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 16 a 22.09.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11795318 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.258 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA - AFPEB ADV.(A/S) : FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO (0032126/DF) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : ADAM LUIZ ALVES BARRA (19786/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 16 a 22.09.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11795318 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 258", "Recurso Extraordinário 576 . 913", "Processo 95 . 0004612 - 1", "Recurso Extraordinário 418 . 918", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 258", "Recurso Extraordinário 576 . 913", "Recurso Extraordinário 418 . 918", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 258", "Recurso Extraordinário 418 . 918", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 258", "Recurso Extraordinário 418 . 918", "AR 2 . 017 AgR", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 258", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 258" ], "LEGISLACAO": [ "Lei Complementar 110 / 01", "Art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 110 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "2001", "Lei Complementar 110 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 110 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 110 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 110 / 2001", "inciso XXXVI do art . 5 . . . da Constituição Federal", "Lei Complementar 110 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 110", "inciso XXXVI do art . 5 . . . da Constituição Federal", "Lei Complementar 110 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 110 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 110 /", "art . 5 . . . , XXXVI , do texto constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "Brasília", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA", "AFPEB", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA", "AFPEB", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia", "AFPEB", "Caixa Econômica Federal", "CEF", "8", ".", ".", ". Vara Federal da Bahia", "Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia", "AFPEB", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA", "AFPEB", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia", "AFPEB", "Caixa Econômica Federal", "CEF", "8", ".", ". . Vara Federal da Bahia", "Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia", "AFPEB", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Caixa Econômica Federal", "CEF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Caixa Econômica Federal", "CEF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Pleno", "CEF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Pleno", "CEF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS", "AFPEB", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA", "AFPEB", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO", "ADAM LUIZ ALVES BARRA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO", "ADAM LUIZ ALVES BARRA", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO", "ADAM LUIZ ALVES BARRA", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES AR", "GILMAR MENDES AR", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO", "ADAM LUIZ ALVES BARRA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos", "GILMAR MENDES", "FRANCISCA WILCE FERREIRA DE MELO", "ADAM LUIZ ALVES BARRA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "12", ".", "8", ".", "2008", "24", "/", "08", "23", "/", "09", "/", "2016", "12", ".", "8", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "1997", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "1997", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "1", ".", "7", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "1", ".", "7", ".", "2005", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22", ".", "09", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "22", ".", "09", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SANTOS ADV.(A/S) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) :MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS ADV.(A/S) :WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.Administrativo. 3. Servidor público. 4. Base de cálculo para horas extras, quinquênio e gratificação. 5. Impossibilidade de análise da legislação infraconstitucional e de reexame de provas. 6. Súmulas 279 e 280. 7. Agravo regimental ao qual se nega provimento A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039734. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SANTOS ADV.(A/S) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) :MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS ADV.(A/S) :WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento nas súmulas 279 e 280, nos seguintes termos: “O recurso não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Complementar Municipal º 162/95, Lei Municipal 4.623/84 e Decreto 2.724/96) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que a remuneração retributiva dos servidores municipais é composta pelo vencimento base acrescido do valor previsto no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Acerca do quinquênio, foi dado nos termos do artigo 154 do Estatuto dos Funcionários Públicos de Santos, in verbis: ‘O funcionário terá direito, após cada período de cinco anos, contínuos ou não, à percepção de adicional por tempo de serviço público municipal, calculado sobre o vencimento do cargo’. Incluem-se, portanto, na base de cálculo do adicional por tempo de serviço as verbas decorrentes da Lei Complementar Municipal nº 162/95, pois o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039735. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SANTOS ADV.(A/S) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) :MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS ADV.(A/S) :WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento nas súmulas 279 e 280, nos seguintes termos: “O recurso não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Complementar Municipal º 162/95, Lei Municipal 4.623/84 e Decreto 2.724/96) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que a remuneração retributiva dos servidores municipais é composta pelo vencimento base acrescido do valor previsto no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Acerca do quinquênio, foi dado nos termos do artigo 154 do Estatuto dos Funcionários Públicos de Santos, in verbis: ‘O funcionário terá direito, após cada período de cinco anos, contínuos ou não, à percepção de adicional por tempo de serviço público municipal, calculado sobre o vencimento do cargo’. Incluem-se, portanto, na base de cálculo do adicional por tempo de serviço as verbas decorrentes da Lei Complementar Municipal nº 162/95, pois o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 957504 AGR / SP reenquadramento de cargo trouxe um aumento salarial, que compõe os vencimentos do cargo, àqueles que aderiram ao plano de cargos, carreiras e salários e passaram pelo processo de avaliação previsto no Decreto 2.724/96. Instituída pela Lei Orgânica do Município de Santos em seu artigo 741, esta gratificação constitui na diferença de níveis de vencimentos do cargo que ocupa com o imediatamente superior. Destarte, a diferença a título de PCCS integra os vencimentos por ter natureza retributória e vinculada ao cargo ou a função pública, devendo, assim, ser acrescida ao vencimento-referência’. (eDOC 1, pp. 204 e 205) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS EM SAÚDE: INCLUSÃO NA COMPOSIÇÃO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E NA BASE DE CÁLCULO DO ABONO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 280 E 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (AI-AgR 765.925, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24.9.2010) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039735. Supremo Tribunal Federal ARE 957504 AGR / SP reenquadramento de cargo trouxe um aumento salarial, que compõe os vencimentos do cargo, àqueles que aderiram ao plano de cargos, carreiras e salários e passaram pelo processo de avaliação previsto no Decreto 2.724/96. Instituída pela Lei Orgânica do Município de Santos em seu artigo 741, esta gratificação constitui na diferença de níveis de vencimentos do cargo que ocupa com o imediatamente superior. Destarte, a diferença a título de PCCS integra os vencimentos por ter natureza retributória e vinculada ao cargo ou a função pública, devendo, assim, ser acrescida ao vencimento-referência’. (eDOC 1, pp. 204 e 205) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS EM SAÚDE: INCLUSÃO NA COMPOSIÇÃO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E NA BASE DE CÁLCULO DO ABONO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 280 E 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (AI-AgR 765.925, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24.9.2010) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 957504 AGR / SP INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS EM SAÚDE. CONTROVÉRSIA CIRCUNSCRITA À LEGISLAÇÃO MUNICIPAL PERTINENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo demandaria o reexame da legislação local aplicada à espécie. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’. (AI-AgR 759.552, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 3.11.2010) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, IV, do NCPC c/c art. 21, §1º, do RISTF)”. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria constitucional em debate. Nesse sentido, argumenta-se que “a violação aos aludidos comandos constitucionais prescinde de qualquer análise de normas infraconstitucionais”. (eDOC 4) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039735. Supremo Tribunal Federal ARE 957504 AGR / SP INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS EM SAÚDE. CONTROVÉRSIA CIRCUNSCRITA À LEGISLAÇÃO MUNICIPAL PERTINENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo demandaria o reexame da legislação local aplicada à espécie. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’. (AI-AgR 759.552, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 3.11.2010) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, IV, do NCPC c/c art. 21, §1º, do RISTF)”. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria constitucional em debate. Nesse sentido, argumenta-se que “a violação aos aludidos comandos constitucionais prescinde de qualquer análise de normas infraconstitucionais”. (eDOC 4) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem solucionou a controvérsia referente à base de cálculo de horas extras, quinquênio e gratificação, com arrimo na interpretação da legislação infraconstitucional e no acervo probatório constante nos autos. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes de ambas as turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PLANO DE CARGOS E REMUNERAÇÃO. REQUISITOS PARA PROGRESSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (RE-AgR 810.526 rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 28.8.2014); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. REENQUADRAMENTO SEGUNDO PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. LEI COMPLEMENTAR 162/95 DO MUNICÍPIO DE SANTOS. MATÉRIA DE ÍNDOLE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039736. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem solucionou a controvérsia referente à base de cálculo de horas extras, quinquênio e gratificação, com arrimo na interpretação da legislação infraconstitucional e no acervo probatório constante nos autos. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes de ambas as turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PLANO DE CARGOS E REMUNERAÇÃO. REQUISITOS PARA PROGRESSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (RE-AgR 810.526 rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 28.8.2014); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. REENQUADRAMENTO SEGUNDO PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. LEI COMPLEMENTAR 162/95 DO MUNICÍPIO DE SANTOS. MATÉRIA DE ÍNDOLE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 957504 AGR / SP INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DESTA CORTE. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ofensa a direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). 2. A Súmula 279 do STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. O Plenário desta Corte, ao apreciar o RE 611.162, Rel. Min. Ellen Gracie, recusou o recurso extraordinário em que se discutia o pagamento de diferenças em razão de reenquadramento de servidor público municipal segundo PCS previsto na LC 162/95, ante a ausência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional e demandar o reexame de fatos e provas. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘COMPLEMENTAÇÃO DE PENSÃO – SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL – O reenquadramento decorrente da adesão ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (Leis Complementares municipais nºs 162/95 e 241/96), nos termos do Plano de Avaliação de Desempenho (Decreto nº 2.724/96), constitui poder-dever da Administração – Recursos voluntário e oficial improvidos.’ 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 797.711, rel. min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 17.4.2012). Ademais, saliento que o agravante não rebateu os fundamentos apresentados pelo Tribunal de origem, limitando-se apenas a sustentar que o acórdão recorrido fere a Constituição Federal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039736. Supremo Tribunal Federal ARE 957504 AGR / SP INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DESTA CORTE. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ofensa a direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). 2. A Súmula 279 do STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. O Plenário desta Corte, ao apreciar o RE 611.162, Rel. Min. Ellen Gracie, recusou o recurso extraordinário em que se discutia o pagamento de diferenças em razão de reenquadramento de servidor público municipal segundo PCS previsto na LC 162/95, ante a ausência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional e demandar o reexame de fatos e provas. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘COMPLEMENTAÇÃO DE PENSÃO – SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL – O reenquadramento decorrente da adesão ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (Leis Complementares municipais nºs 162/95 e 241/96), nos termos do Plano de Avaliação de Desempenho (Decreto nº 2.724/96), constitui poder-dever da Administração – Recursos voluntário e oficial improvidos.’ 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 797.711, rel. min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 17.4.2012). Ademais, saliento que o agravante não rebateu os fundamentos apresentados pelo Tribunal de origem, limitando-se apenas a sustentar que o acórdão recorrido fere a Constituição Federal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 957504 AGR / SP 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada eventual concessão do benefício da Justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039736. Supremo Tribunal Federal ARE 957504 AGR / SP 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada eventual concessão do benefício da Justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 23/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SANTOS ADV.(A/S) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) : MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS ADV.(A/S) : WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO (160180/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778921 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SANTOS ADV.(A/S) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) : MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS ADV.(A/S) : WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO (160180/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778921 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12047806
2016-09-23T00:00:00
2016-11-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.Administrativo. 3. Servidor público. 4. Base de cálculo para horas extras, quinquênio e gratificação. 5. Impossibilidade de análise da legislação infraconstitucional e de reexame de provas. 6. Súmulas 279 e 280. 7. Agravo regimental ao qual se nega provimento
sjur360134
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, REMUNERAÇÃO) AI 797711 AgR (1ªT), RE 810526 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 23/11/2016, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
957504
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEC-002724 ANO-1996\n DECRETO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LCP-000162 ANO-1995\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE SANTOS, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 957504 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SANTOS ADV.(A/S) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) : MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS ADV.(A/S) : WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SANTOS ADV.(A/S) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) :MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS ADV.(A/S) :WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.Administrativo. 3. Servidor público. 4. Base de cálculo para horas extras, quinquênio e gratificação. 5. Impossibilidade de análise da legislação infraconstitucional e de reexame de provas. 6. Súmulas 279 e 280. 7. Agravo regimental ao qual se nega provimento A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039734. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SANTOS ADV.(A/S) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) :MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS ADV.(A/S) :WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento nas súmulas 279 e 280, nos seguintes termos: “O recurso não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Complementar Municipal 162/95, Lei Municipal 4.623/84 e Decreto 2.724/96) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que a remuneração retributiva dos servidores municipais é composta pelo vencimento base acrescido do valor previsto no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Acerca do quinquênio, foi dado nos termos do artigo 154 do Estatuto dos Funcionários Públicos de Santos, in verbis: ‘O funcionário terá direito, após cada período de cinco anos, contínuos ou não, à percepção de adicional por tempo de serviço público municipal, calculado sobre o vencimento do cargo’. Incluem-se, portanto, na base de cálculo do adicional por tempo de serviço as verbas decorrentes da Lei Complementar Municipal n 162/95, pois o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039735. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SANTOS ADV.(A/S) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) :MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS ADV.(A/S) :WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento nas súmulas 279 e 280, nos seguintes termos: “O recurso não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Complementar Municipal 162/95, Lei Municipal 4.623/84 e Decreto 2.724/96) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que a remuneração retributiva dos servidores municipais é composta pelo vencimento base acrescido do valor previsto no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Acerca do quinquênio, foi dado nos termos do artigo 154 do Estatuto dos Funcionários Públicos de Santos, in verbis: ‘O funcionário terá direito, após cada período de cinco anos, contínuos ou não, à percepção de adicional por tempo de serviço público municipal, calculado sobre o vencimento do cargo’. Incluem-se, portanto, na base de cálculo do adicional por tempo de serviço as verbas decorrentes da Lei Complementar Municipal n 162/95, pois o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 957504 AGR / SP reenquadramento de cargo trouxe um aumento salarial, que compõe os vencimentos do cargo, àqueles que aderiram ao plano de cargos, carreiras e salários e passaram pelo processo de avaliação previsto no Decreto 2.724/96. Instituída pela Lei Orgânica do Município de Santos em seu artigo 741, esta gratificação constitui na diferença de níveis de vencimentos do cargo que ocupa com o imediatamente superior. Destarte, a diferença a título de PCCS integra os vencimentos por ter natureza retributória e vinculada ao cargo ou a função pública, devendo, assim, ser acrescida ao vencimento-referência’. (eDOC 1, pp. 204 e 205) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS EM SAÚDE: INCLUSÃO NA COMPOSIÇÃO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E NA BASE DE CÁLCULO DO ABONO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 280 E 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (AI-AgR 765.925, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24.9.2010) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039735. Supremo Tribunal Federal ARE 957504 AGR / SP reenquadramento de cargo trouxe um aumento salarial, que compõe os vencimentos do cargo, àqueles que aderiram ao plano de cargos, carreiras e salários e passaram pelo processo de avaliação previsto no Decreto 2.724/96. Instituída pela Lei Orgânica do Município de Santos em seu artigo 741, esta gratificação constitui na diferença de níveis de vencimentos do cargo que ocupa com o imediatamente superior. Destarte, a diferença a título de PCCS integra os vencimentos por ter natureza retributória e vinculada ao cargo ou a função pública, devendo, assim, ser acrescida ao vencimento-referência’. (eDOC 1, pp. 204 e 205) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS EM SAÚDE: INCLUSÃO NA COMPOSIÇÃO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E NA BASE DE CÁLCULO DO ABONO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 280 E 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (AI-AgR 765.925, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24.9.2010) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 957504 AGR / SP INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS EM SAÚDE. CONTROVÉRSIA CIRCUNSCRITA À LEGISLAÇÃO MUNICIPAL PERTINENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo demandaria o reexame da legislação local aplicada à espécie. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’. (AI-AgR 759.552, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 3.11.2010) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, IV, do NCPC c/c art. 21, §1..., do RISTF)”. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria constitucional em debate. Nesse sentido, argumenta-se que “a violação aos aludidos comandos constitucionais prescinde de qualquer análise de normas infraconstitucionais”. (eDOC 4) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039735. Supremo Tribunal Federal ARE 957504 AGR / SP INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ASSISTENCIAIS EM SAÚDE. CONTROVÉRSIA CIRCUNSCRITA À LEGISLAÇÃO MUNICIPAL PERTINENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo demandaria o reexame da legislação local aplicada à espécie. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’. (AI-AgR 759.552, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 3.11.2010) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, IV, do NCPC c/c art. 21, §1..., do RISTF)”. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria constitucional em debate. Nesse sentido, argumenta-se que “a violação aos aludidos comandos constitucionais prescinde de qualquer análise de normas infraconstitucionais”. (eDOC 4) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem solucionou a controvérsia referente à base de cálculo de horas extras, quinquênio e gratificação, com arrimo na interpretação da legislação infraconstitucional e no acervo probatório constante nos autos. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes de ambas as turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PLANO DE CARGOS E REMUNERAÇÃO. REQUISITOS PARA PROGRESSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (Recurso Extraordinário-AgR 810.526 rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 28.8.2014); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. REENQUADRAMENTO SEGUNDO PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. LEI COMPLEMENTAR 162/95 DO MUNICÍPIO DE SANTOS. MATÉRIA DE ÍNDOLE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039736. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem solucionou a controvérsia referente à base de cálculo de horas extras, quinquênio e gratificação, com arrimo na interpretação da legislação infraconstitucional e no acervo probatório constante nos autos. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes de ambas as turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PLANO DE CARGOS E REMUNERAÇÃO. REQUISITOS PARA PROGRESSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (Recurso Extraordinário-AgR 810.526 rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 28.8.2014); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. REENQUADRAMENTO SEGUNDO PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. LEI COMPLEMENTAR 162/95 DO MUNICÍPIO DE SANTOS. MATÉRIA DE ÍNDOLE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 957504 AGR / SP INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DESTA CORTE. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ofensa a direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). 2. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. O Plenário desta Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário 611.162, Rel. Min. Ellen Gracie, recusou o recurso extraordinário em que se discutia o pagamento de diferenças em razão de reenquadramento de servidor público municipal segundo PCS previsto na Lei Complementar 162/95, ante a ausência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional e demandar o reexame de fatos e provas. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘COMPLEMENTAÇÃO DE PENSÃO – SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL – O reenquadramento decorrente da adesão ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (Leis Complementares municipais ns 162/95 e 241/96), nos termos do Plano de Avaliação de Desempenho (Decreto n 2.724/96), constitui poder-dever da Administração – Recursos voluntário e oficial improvidos.’ 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 797.711, rel. min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 17.4.2012). Ademais, saliento que o agravante não rebateu os fundamentos apresentados pelo Tribunal de origem, limitando-se apenas a sustentar que o acórdão recorrido fere a Constituição Federal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039736. Supremo Tribunal Federal ARE 957504 AGR / SP INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DESTA CORTE. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ofensa a direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). 2. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. O Plenário desta Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário 611.162, Rel. Min. Ellen Gracie, recusou o recurso extraordinário em que se discutia o pagamento de diferenças em razão de reenquadramento de servidor público municipal segundo PCS previsto na Lei Complementar 162/95, ante a ausência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional e demandar o reexame de fatos e provas. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘COMPLEMENTAÇÃO DE PENSÃO – SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL – O reenquadramento decorrente da adesão ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (Leis Complementares municipais ns 162/95 e 241/96), nos termos do Plano de Avaliação de Desempenho (Decreto n 2.724/96), constitui poder-dever da Administração – Recursos voluntário e oficial improvidos.’ 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 797.711, rel. min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 17.4.2012). Ademais, saliento que o agravante não rebateu os fundamentos apresentados pelo Tribunal de origem, limitando-se apenas a sustentar que o acórdão recorrido fere a Constituição Federal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 957504 AGR / SP 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada eventual concessão do benefício da Justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039736. Supremo Tribunal Federal ARE 957504 AGR / SP 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada eventual concessão do benefício da Justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 23/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SANTOS ADV.(A/S) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) : MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS ADV.(A/S) : WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO (160180/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778921 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.504 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SANTOS ADV.(A/S) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) : MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS ADV.(A/S) : WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO (160180/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778921 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "AGRAVO 957 . 504", "ARE 957504 AGR / SP", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 280", "AI", "-", "AgR 765 . 925", "ARE 957504 AGR / SP", "Súmulas 280", "SÚMULAS 280", "AI", "-", "AgR 765 . 925", "ARE 957504 AGR / SP", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR 759 . 552", "ARE 957504 AGR / SP", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR 759 .", "SÚMULAS NS . 279", "Recurso Extraordinário - AgR 810 . 526", "SÚMULAS NS . 279", "Recurso Extraordinário - AgR 810 . 526", "ARE 957504 AGR / SP", "SÚMULA 280 DESTA CORTE", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 611 . 162", "AI", "-", "AgR 797 . 711", "ARE 957504 AGR", "SÚMULA 280 DESTA CORTE", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR 797 . 711", "ARE 957504 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Municipal 162 / 95", "Lei Municipal 4 . 623 / 84", "Decreto 2 . 724 / 96", "artigo 154 do Estatuto dos Funcionários Públicos de Santos", "Lei Complementar Municipal n 162 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Municipal 162 / 95", "Lei Municipal 4 . 623 / 84", "Decreto 2 . 724 / 96", "artigo 154 do Estatuto dos Funcionários Públicos de Santos", "Lei Complementar Municipal n 162 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 2 . 724 / 96", "Lei Orgânica do Município de Santos", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 2 . 724 / 96", "Lei Orgânica do Município de Santos", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , IV , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , IV , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR 162 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR 162 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Lei Complementar 162 / 95", "Leis Complementares municipais ns 162 / 95", "241", "/", "96", "Decreto n 2 . 724 / 96", "Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2", "Lei Complementar 162 / 95", "Leis Complementares municipais ns 162 / 95", "241", "/", "96", "Decreto n 2 . 724 / 96", "Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SANTOS", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SANTOS", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SANTOS", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SANTOS", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SANTOS", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE SANTOS", "MUNICÍPIO DE SANTOS", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "SANTOS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO DE", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS", "WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS", "WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS", "WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "LUIZ FUX", "Ellen Gracie", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIA", "AMELIA CARVALHO DE FREITAS", "WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "MARIA AMELIA CARVALHO DE FREITAS", "WAGNER JOSÉ DE SOUZA GATTO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "9", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "9", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "11", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "11", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "28", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "28", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ALDAIR DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) :MARTA GULARTE DA SILVEIRA DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 17 de março de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153533. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 809863 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153533. Supremo Tribunal Federal ARE 809863 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ALDAIR DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) :MARTA GULARTE DA SILVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de dezembro de 2014, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153534. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ALDAIR DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) :MARTA GULARTE DA SILVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de dezembro de 2014, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 809863 AGR / RS procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado do Rio Grande do Sul, na minuta de agravo, insiste no processamento do extraordinário, sustentando que o Superior Tribunal de Justiça, ao aplicar à Fazenda Pública o prazo prescricional de cinco anos, tendo em vista o disposto no Decreto nº 20.910/32, violou o princípio da isonomia. Aponta a ocorrência de negativa de prestação jurisdicional, porquanto, apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve manifestação acerca da matéria constitucional. A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153534. Supremo Tribunal Federal ARE 809863 AGR / RS procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado do Rio Grande do Sul, na minuta de agravo, insiste no processamento do extraordinário, sustentando que o Superior Tribunal de Justiça, ao aplicar à Fazenda Pública o prazo prescricional de cinco anos, tendo em vista o disposto no Decreto nº 20.910/32, violou o princípio da isonomia. Aponta a ocorrência de negativa de prestação jurisdicional, porquanto, apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve manifestação acerca da matéria constitucional. A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador Estadual, foi protocolada no prazo em dobro a que tem jus o agravante. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça, analisando o disposto nos artigos 206, § 3º, inciso IV, do Código Civil e 1º do Decreto nº 20.910/32, concluiu que o prazo prescricional nas ações indenizatórias contra a Fazenda Pública é de cinco anos. Eis a síntese do acórdão: ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PRESCRIÇÃO. NÃO INCIDÊNCIA DO ART. 206, § 3o., IV DO CC⁄2002. APLICAÇÃO DO DECRETO 20.910⁄32. RESP. 1.251.993⁄PR, REL.MIN. MAURO CAMPBELL MARQUES, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-C DO CPC E DA RES. 8⁄STJ. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A Primeira Seção desta Corte, nos autos do REsp. 1.251.993⁄PR, da relatoria do eminente Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, julgado sob o rito do artigo 543-C do CPC e da Resolução 8⁄STJ, consolidou o entendimento de que a prescrição contra a Fazenda Pública é quinquenal, mesmo em ações indenizatórias, uma vez que é regida pelo Decreto 20.910⁄32 . 2.A análise de matéria de cunho constitucional é, por força do art. 102, III da Carta Maior, exclusiva da Suprema Corte, sendo, portanto, vedado a este Superior Tribunal de Justiça Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153535. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador Estadual, foi protocolada no prazo em dobro a que tem jus o agravante. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça, analisando o disposto nos artigos 206, § 3º, inciso IV, do Código Civil e 1º do Decreto nº 20.910/32, concluiu que o prazo prescricional nas ações indenizatórias contra a Fazenda Pública é de cinco anos. Eis a síntese do acórdão: ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PRESCRIÇÃO. NÃO INCIDÊNCIA DO ART. 206, § 3o., IV DO CC⁄2002. APLICAÇÃO DO DECRETO 20.910⁄32. RESP. 1.251.993⁄PR, REL.MIN. MAURO CAMPBELL MARQUES, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-C DO CPC E DA RES. 8⁄STJ. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A Primeira Seção desta Corte, nos autos do REsp. 1.251.993⁄PR, da relatoria do eminente Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, julgado sob o rito do artigo 543-C do CPC e da Resolução 8⁄STJ, consolidou o entendimento de que a prescrição contra a Fazenda Pública é quinquenal, mesmo em ações indenizatórias, uma vez que é regida pelo Decreto 20.910⁄32 . 2.A análise de matéria de cunho constitucional é, por força do art. 102, III da Carta Maior, exclusiva da Suprema Corte, sendo, portanto, vedado a este Superior Tribunal de Justiça Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 809863 AGR / RS conhecer da suposta infringência, ainda que para fins de prequestionamento. 3.Agravo Regimental desprovido. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir o Supremo ao reexame dos elementos probatórios pertinentes à comprovação da existência, ou não, de dano para, com base em quadro diverso, assentar o direito à resposta e ao acesso aos documentos solicitados. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153535. Supremo Tribunal Federal ARE 809863 AGR / RS conhecer da suposta infringência, ainda que para fins de prequestionamento. 3.Agravo Regimental desprovido. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir o Supremo ao reexame dos elementos probatórios pertinentes à comprovação da existência, ou não, de dano para, com base em quadro diverso, assentar o direito à resposta e ao acesso aos documentos solicitados. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ALDAIR DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) : MARTA GULARTE DA SILVEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121366 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ALDAIR DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) : MARTA GULARTE DA SILVEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121366 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8194561
2015-03-17T00:00:00
2015-04-10T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur299934
Número de páginas: 7. Análise: 29/04/2015, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
809863
[ "LEG-FED LEI-010406 ANO-2002\n ART-00206 PAR-00003 INC-00004\n CC-2002 CÓDIGO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEC-020910 ANO-1932\n ART-00001\n DECRETO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 809863 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ALDAIR DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) : MARTA GULARTE DA SILVEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ALDAIR DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) :MARTA GULARTE DA SILVEIRA DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 17 de março de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153533. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 809863 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153533. Supremo Tribunal Federal ARE 809863 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ALDAIR DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) :MARTA GULARTE DA SILVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de dezembro de 2014, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153534. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ALDAIR DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) :MARTA GULARTE DA SILVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de dezembro de 2014, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 809863 AGR / RS procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado do Rio Grande do Sul, na minuta de agravo, insiste no processamento do extraordinário, sustentando que o Superior Tribunal de Justiça, ao aplicar à Fazenda Pública o prazo prescricional de cinco anos, tendo em vista o disposto no Decreto n 20.910/32, violou o princípio da isonomia. Aponta a ocorrência de negativa de prestação jurisdicional, porquanto, apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve manifestação acerca da matéria constitucional. A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153534. Supremo Tribunal Federal ARE 809863 AGR / RS procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado do Rio Grande do Sul, na minuta de agravo, insiste no processamento do extraordinário, sustentando que o Superior Tribunal de Justiça, ao aplicar à Fazenda Pública o prazo prescricional de cinco anos, tendo em vista o disposto no Decreto n 20.910/32, violou o princípio da isonomia. Aponta a ocorrência de negativa de prestação jurisdicional, porquanto, apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve manifestação acerca da matéria constitucional. A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador Estadual, foi protocolada no prazo em dobro a que tem jus o agravante. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça, analisando o disposto nos artigos 206, § 3..., inciso IV, do Código Civil e 1... do Decreto n 20.910/32, concluiu que o prazo prescricional nas ações indenizatórias contra a Fazenda Pública é de cinco anos. Eis a síntese do acórdão: ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PRESCRIÇÃO. NÃO INCIDÊNCIA DO ART. 206, § 3o., IV DO Código Civil Brasileiro⁄2002. APLICAÇÃO DO DECRETO 20.910⁄32. RESP. 1.251.993⁄PR, REL.MIN. MAURO CAMPBELL MARQUES, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-C DO Código de Processo Civil E DA RES. 8⁄Superior Tribunal de Justiça. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A Primeira Seção desta Corte, nos autos do REsp. 1.251.993⁄PR, da relatoria do eminente Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, julgado sob o rito do artigo 543-C do Código de Processo Civil e da Resolução 8⁄Superior Tribunal de Justiça, consolidou o entendimento de que a prescrição contra a Fazenda Pública é quinquenal, mesmo em ações indenizatórias, uma vez que é regida pelo Decreto 20.910⁄32 . 2.A análise de matéria de cunho constitucional é, por força do art. 102, III da Carta Maior, exclusiva da Suprema Corte, sendo, portanto, vedado a este Superior Tribunal de Justiça Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153535. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador Estadual, foi protocolada no prazo em dobro a que tem jus o agravante. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça, analisando o disposto nos artigos 206, § 3..., inciso IV, do Código Civil e 1... do Decreto n 20.910/32, concluiu que o prazo prescricional nas ações indenizatórias contra a Fazenda Pública é de cinco anos. Eis a síntese do acórdão: ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PRESCRIÇÃO. NÃO INCIDÊNCIA DO ART. 206, § 3o., IV DO Código Civil Brasileiro⁄2002. APLICAÇÃO DO DECRETO 20.910⁄32. RESP. 1.251.993⁄PR, REL.MIN. MAURO CAMPBELL MARQUES, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-C DO Código de Processo Civil E DA RES. 8⁄Superior Tribunal de Justiça. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A Primeira Seção desta Corte, nos autos do REsp. 1.251.993⁄PR, da relatoria do eminente Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, julgado sob o rito do artigo 543-C do Código de Processo Civil e da Resolução 8⁄Superior Tribunal de Justiça, consolidou o entendimento de que a prescrição contra a Fazenda Pública é quinquenal, mesmo em ações indenizatórias, uma vez que é regida pelo Decreto 20.910⁄32 . 2.A análise de matéria de cunho constitucional é, por força do art. 102, III da Carta Maior, exclusiva da Suprema Corte, sendo, portanto, vedado a este Superior Tribunal de Justiça Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 809863 AGR / RS conhecer da suposta infringência, ainda que para fins de prequestionamento. 3.Agravo Regimental desprovido. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir o Supremo ao reexame dos elementos probatórios pertinentes à comprovação da existência, ou não, de dano para, com base em quadro diverso, assentar o direito à resposta e ao acesso aos documentos solicitados. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153535. Supremo Tribunal Federal ARE 809863 AGR / RS conhecer da suposta infringência, ainda que para fins de prequestionamento. 3.Agravo Regimental desprovido. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir o Supremo ao reexame dos elementos probatórios pertinentes à comprovação da existência, ou não, de dano para, com base em quadro diverso, assentar o direito à resposta e ao acesso aos documentos solicitados. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ALDAIR DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) : MARTA GULARTE DA SILVEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121366 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.863 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ALDAIR DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) : MARTA GULARTE DA SILVEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121366 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809 . 863", "ARE 809863 AGR / RS", "ARE 809863 AGR", "ARE 809863 AGR / RS", "ARE 809863 AGR / RS", "RESP", "REsp . 1 . 251 . 993⁄PR", "251", ".", "993⁄PR", "Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal", "ARE 809863", "Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 20 . 910 / 32", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 20 . 910 / 32", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . , inciso IV , do Código Civil", "Decreto n 20 . 910 / 32", "ART . 206 , § 3o . , IV DO Código Civil Brasileiro⁄2002", "DECRETO 20 . 910⁄32", "ART . 543 - C DO Código de Processo Civil", "artigo 543 - C do Código de Processo Civil", "Decreto 20 . 910⁄32", "art . 102 , III da Carta Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 206 , § 3 . . . , inciso IV , do Código Civil", "Decreto n 20 . 910 / 32", "ART . 206 , § 3o . , IV DO Código Civil Brasileiro⁄2002", "DECRETO 20 . 910⁄32", "ART . 543 - C DO Código de Processo Civil", "artigo 543 - C do Código de Processo Civil", "Decreto 20 . 910⁄32", "art . 102 , III da Carta Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Fazenda Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Fazenda Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", ".", "8⁄Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Seção desta Corte", "Resolução", "8⁄Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", ".", "8⁄Superior Tribunal de Justiça", "Resolução 8⁄Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "RS", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RS", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALDAIR DA SILVA FAGUNDES", "MARTA GULARTE DA SILVEIRA", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALDAIR DA SILVA FAGUNDES", "MARTA GULARTE DA SILVEIRA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALDAIR DA SILVA FAGUNDES", "MARTA GULARTE DA SILVEIRA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MAURO CAMPBELL MARQUES", "MAURO CAMPBELL MARQUES", "MARCO AURÉLIO", "MAURO CAMPBELL MARQUES", "MAURO CAMPBELL MARQUES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALDAIR DA SILVA FAGUNDES", "MARTA GULARTE DA SILVEIRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALDAIR DA SILVA FAGUNDES", "MARTA GULARTE DA SILVEIRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "17", "/", "03", "/", "2015", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "10 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "10 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "17", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA OLIVIA PRUX SILVA ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO ADV.(A/S) :THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESCABIMENTO. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014198. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA OLIVIA PRUX SILVA ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO ADV.(A/S) :THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 07.03.2016, cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que incide, na hipótese, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 279/STF. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014199. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA OLIVIA PRUX SILVA ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO ADV.(A/S) :THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 07.03.2016, cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que incide, na hipótese, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 279/STF. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Tribunal de origem, ao apreciar a questão sobre a alegação de suposta violação ao princípio da irredutibilidade dos vencimentos, assentou que “tampouco se verifica ofensa à irredutibilidade de vencimentos, garantia que protege o servidor da redução do montante global de sua remuneração em virtude de alterações no seu regime jurídico, não albergando a perpetuação de ilegalidades, como é o caso dos autos”. 3. O Tribunal de origem assentou que não houve ofensa à irredutibilidade de vencimentos. Para afastar esse entendimento e chegar à conclusão pretendida pelo agravante, faz-se necessária a análise do conjunto fático probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do CPC/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014200. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Tribunal de origem, ao apreciar a questão sobre a alegação de suposta violação ao princípio da irredutibilidade dos vencimentos, assentou que “tampouco se verifica ofensa à irredutibilidade de vencimentos, garantia que protege o servidor da redução do montante global de sua remuneração em virtude de alterações no seu regime jurídico, não albergando a perpetuação de ilegalidades, como é o caso dos autos”. 3. O Tribunal de origem assentou que não houve ofensa à irredutibilidade de vencimentos. Para afastar esse entendimento e chegar à conclusão pretendida pelo agravante, faz-se necessária a análise do conjunto fático probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do CPC/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014200. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIA OLIVIA PRUX SILVA ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO (12067/DF) ADV.(A/S) : THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER (65722/RS) ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (18966/BA, 13372/DF) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021235 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIA OLIVIA PRUX SILVA ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO (12067/DF) ADV.(A/S) : THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER (65722/RS) ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (18966/BA, 13372/DF) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021235 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12036066
2016-10-28T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESCABIMENTO. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973.
sjur359934
Número de páginas: 4. Análise: 25/11/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
946658
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 946658 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARIA OLIVIA PRUX SILVA ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO ADV.(A/S) : THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA OLIVIA PRUX SILVA ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO ADV.(A/S) :THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESCABIMENTO. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014198. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA OLIVIA PRUX SILVA ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO ADV.(A/S) :THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 07.03.2016, cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que incide, na hipótese, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014199. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA OLIVIA PRUX SILVA ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO ADV.(A/S) :THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 07.03.2016, cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que incide, na hipótese, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Tribunal de origem, ao apreciar a questão sobre a alegação de suposta violação ao princípio da irredutibilidade dos vencimentos, assentou que “tampouco se verifica ofensa à irredutibilidade de vencimentos, garantia que protege o servidor da redução do montante global de sua remuneração em virtude de alterações no seu regime jurídico, não albergando a perpetuação de ilegalidades, como é o caso dos autos”. 3. O Tribunal de origem assentou que não houve ofensa à irredutibilidade de vencimentos. Para afastar esse entendimento e chegar à conclusão pretendida pelo agravante, faz-se necessária a análise do conjunto fático probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014200. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Tribunal de origem, ao apreciar a questão sobre a alegação de suposta violação ao princípio da irredutibilidade dos vencimentos, assentou que “tampouco se verifica ofensa à irredutibilidade de vencimentos, garantia que protege o servidor da redução do montante global de sua remuneração em virtude de alterações no seu regime jurídico, não albergando a perpetuação de ilegalidades, como é o caso dos autos”. 3. O Tribunal de origem assentou que não houve ofensa à irredutibilidade de vencimentos. Para afastar esse entendimento e chegar à conclusão pretendida pelo agravante, faz-se necessária a análise do conjunto fático probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014200. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIA OLIVIA PRUX SILVA ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO (12067/DF) ADV.(A/S) : THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER (65722/RS) ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (18966/BA, 13372/DF) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021235 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946.658 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIA OLIVIA PRUX SILVA ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO (12067/DF) ADV.(A/S) : THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER (65722/RS) ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (18966/BA, 13372/DF) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021235 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 946 . 658", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL", "UFRGS", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL", "UFRGS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL", "UFRGS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL", "UFRGS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL", "UFRGS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARIA OLIVIA PRUX SILVA", "ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO", "THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARIA OLIVIA PRUX SILVA", "ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO", "THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARIA OLIVIA PRUX SILVA", "ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO", "THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARIA OLIVIA PRUX SILVA", "ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO", "THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "MARIA OLIVIA PRUX SILVA", "ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO", "THIAGO MATHIAS GENRO SCHNEIDER", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "10", "/", "2016", "21 a 27 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "07", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "07", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.632 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :T C ADV.(A/S) :SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ESTUPRO. ARTIGO 213 DO CÓDIGO PENAL. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. A repercussão geral, como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário, demanda que o recorrente demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). 2. O recorrente deve demonstrar a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário. 3. A demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos das partes deve ser realizada em tópico específico, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário e não nas razões do agravo regimental, como desejam os agravantes. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. 4. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059170. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 866632 AGR / SP “DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO TÃO SOMENTE PARA REDUZIR A PENA PARA RECLUSIVA DE 7 (SETE) ANOS, MANTIDA NO MAIS, PELOS MÉRITOS QUE OFERECE, A R. DECISÃO OBJURGADA. V.U. SUSTENTOU ORALMENTE O I. DEFENSOR, DR. SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES E, USOU DA PALAVRA, O EXMO. PROCURADOR DE JUSTIÇA, DR. MÁRIO DE MAGALHÃES PAPATERRA LIMONGI.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059170. Supremo Tribunal Federal ARE 866632 AGR / SP “DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO TÃO SOMENTE PARA REDUZIR A PENA PARA RECLUSIVA DE 7 (SETE) ANOS, MANTIDA NO MAIS, PELOS MÉRITOS QUE OFERECE, A R. DECISÃO OBJURGADA. V.U. SUSTENTOU ORALMENTE O I. DEFENSOR, DR. SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES E, USOU DA PALAVRA, O EXMO. PROCURADOR DE JUSTIÇA, DR. MÁRIO DE MAGALHÃES PAPATERRA LIMONGI.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.632 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : T C ADV.(A/S) : SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121462 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.632 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : T C ADV.(A/S) : SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121462 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8164680
2015-03-17T00:00:00
2015-04-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ESTUPRO. ARTIGO 213 DO CÓDIGO PENAL. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. A repercussão geral, como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário, demanda que o recorrente demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). 2. O recorrente deve demonstrar a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário. 3. A demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos das partes deve ser realizada em tópico específico, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário e não nas razões do agravo regimental, como desejam os agravantes. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. 4. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO TÃO SOMENTE PARA REDUZIR A PENA PARA RECLUSIVA DE 7 (SETE) ANOS, MANTIDA NO MAIS, PELOS MÉRITOS QUE OFERECE, A R. DECISÃO OBJURGADA. V.U. SUSTENTOU ORALMENTE O I. DEFENSOR, DR. SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES E, USOU DA PALAVRA, O EXMO. PROCURADOR DE JUSTIÇA, DR. MÁRIO DE MAGALHÃES PAPATERRA LIMONGI.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur299439
- Acórdão(s) citado(s): (REPERCUSSÃO GERAL, DEMONSTRAÇÃO) AI 812378 AgR (TP). - Decisão monocrática citada: (REPERCUSSÃO GERAL, DEMONSTRAÇÃO) AI 731924. Número de páginas: 3. Análise: 20/04/2015, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
866632
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00002 INCLUÍDO PELA LEI 11418/2006\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00213\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 866632 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : T C ADV.(A/S) : SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.632 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :T C ADV.(A/S) :SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ESTUPRO. ARTIGO 213 DO CÓDIGO PENAL. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E ART. 327, § 1..., DO RISTF. 1. A repercussão geral, como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário, demanda que o recorrente demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). 2. O recorrente deve demonstrar a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário. 3. A demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos das partes deve ser realizada em tópico específico, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário e não nas razões do agravo regimental, como desejam os agravantes. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. 4. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059170. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 866632 AGR / SP “DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO TÃO SOMENTE PARA REDUZIR A PENA PARA RECLUSIVA DE 7 (SETE) ANOS, MANTIDA NO MAIS, PELOS MÉRITOS QUE OFERECE, A R. DECISÃO OBJURGADA. V.U. SUSTENTOU ORALMENTE O I. DEFENSOR, DR. SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES E, USOU DA PALAVRA, O EXMO. PROCURADOR DE JUSTIÇA, DR. MÁRIO DE MAGALHÃES PAPATERRA LIMONGI.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059170. Supremo Tribunal Federal ARE 866632 AGR / SP “DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO TÃO SOMENTE PARA REDUZIR A PENA PARA RECLUSIVA DE 7 (SETE) ANOS, MANTIDA NO MAIS, PELOS MÉRITOS QUE OFERECE, A R. DECISÃO OBJURGADA. V.U. SUSTENTOU ORALMENTE O I. DEFENSOR, DR. SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES E, USOU DA PALAVRA, O EXMO. PROCURADOR DE JUSTIÇA, DR. MÁRIO DE MAGALHÃES PAPATERRA LIMONGI.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.632 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : T C ADV.(A/S) : SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121462 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866.632 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : T C ADV.(A/S) : SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121462 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 866 . 632", "AI 731 . 924 / PR", "AI 812 . 378", "-", "AgR", "/", "SP", "ARE 866632 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 213 DO CÓDIGO PENAL", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ART . 327 , § 1 . . . , DO RISTF", "artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n . 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES", "MÁRIO DE MAGALHÃES PAPATERRA LIMONGI .", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES", "MÁRIO DE MAGALHÃES PAPATERRA LIMONGI .", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "T", "C", "SÉRGIO RICARDO DE CARVALHO NEVES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "17", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 ALAGOAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BANCO CITIBANK S A ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOSE AGENOR DA SILVA ADV.(A/S) :LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO – CONTROVÉRSIAS JURÍDICAS DESTITUÍDAS DE REPERCUSSÃO GERAL – AUSÊNCIA DESSE PRÉ-REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DO APELO EXTREMO RECONHECIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ARE 748.371-RG/MT, REL. MIN. GILMAR MENDES E RE 602.136-RG/RJ, REL. MIN. ELLEN GRACIE) – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” POR PARTE DO VENCEDOR DA DEMANDA (NÃO APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES RECURSAIS) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890142. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 ALAGOAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BANCO CITIBANK S A ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOSE AGENOR DA SILVA ADV.(A/S) :LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, deduzido pela parte ora recorrente, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890143. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 ALAGOAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BANCO CITIBANK S A ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOSE AGENOR DA SILVA ADV.(A/S) :LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, deduzido pela parte ora recorrente, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890143. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora recorrida, a parte agravante, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito nos arts. 5º, LIV, da Constituição da República. O exame da presente causa, no entanto, evidencia que o apelo extremo não se revela viável. É que ausente o indispensável prequestionamento da matéria constitucional, que não se admite implícito (RTJ 125/1368, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 131/1391, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 144/300, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RTJ 153/989, Rel. Min. CELSO DE MELLO), incidem as Súmulas 282 e 356 desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora recorrida, a parte agravante, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito nos arts. 5º, LIV, da Constituição da República. O exame da presente causa, no entanto, evidencia que o apelo extremo não se revela viável. É que ausente o indispensável prequestionamento da matéria constitucional, que não se admite implícito (RTJ 125/1368, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 131/1391, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 144/300, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RTJ 153/989, Rel. Min. CELSO DE MELLO), incidem as Súmulas 282 e 356 desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 959978 AGR / AL Não ventilada, no acórdão recorrido, a matéria constitucional suscitada pelo recorrente, deixa de configurar-se, tecnicamente, o prequestionamento do tema, necessário ao conhecimento do recurso extraordinário. A configuração jurídica do prequestionamento – que traduz elemento indispensável ao conhecimento do recurso extraordinário – decorre da oportuna formulação, em momento procedimentalmente adequado, do tema de direito constitucional positivo. Mais do que a satisfação dessa exigência, impõe-se que a matéria questionada tenha sido explicitamente ventilada na decisão recorrida (RTJ 98/754 – RTJ 116/451). Sem o cumulativo atendimento desses pressupostos, além de outros igualmente imprescindíveis, não se viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 159/977). De qualquer maneira, no entanto, e mesmo que se pudesse superar tal óbice, ainda assim não se revelaria acolhível o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo. É que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência e observando o procedimento a que se refere a Lei nº 11.418/2006, entendeu destituídas de repercussão geral as questões suscitadas no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, e no RE 602.136-RG/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, fazendo-o, respectivamente, em decisões assim ementadas: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Supremo Tribunal Federal ARE 959978 AGR / AL Não ventilada, no acórdão recorrido, a matéria constitucional suscitada pelo recorrente, deixa de configurar-se, tecnicamente, o prequestionamento do tema, necessário ao conhecimento do recurso extraordinário. A configuração jurídica do prequestionamento – que traduz elemento indispensável ao conhecimento do recurso extraordinário – decorre da oportuna formulação, em momento procedimentalmente adequado, do tema de direito constitucional positivo. Mais do que a satisfação dessa exigência, impõe-se que a matéria questionada tenha sido explicitamente ventilada na decisão recorrida (RTJ 98/754 – RTJ 116/451). Sem o cumulativo atendimento desses pressupostos, além de outros igualmente imprescindíveis, não se viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 159/977). De qualquer maneira, no entanto, e mesmo que se pudesse superar tal óbice, ainda assim não se revelaria acolhível o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo. É que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência e observando o procedimento a que se refere a Lei nº 11.418/2006, entendeu destituídas de repercussão geral as questões suscitadas no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, e no RE 602.136-RG/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, fazendo-o, respectivamente, em decisões assim ementadas: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 959978 AGR / AL “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Cumpre ressaltar, ainda, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que também não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762- -AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 587.873-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 610.626-AgR/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – AI 618.795-AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 687.304- -AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 701.567-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 748.884-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 832.987- -AgR/DF, Rel. Min. ELLEN GRACIE – RE 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM – RE 599.512-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.), o que não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. A espécie ora em exame não foge aos padrões acima mencionados, refletindo, por isso mesmo, possível situação de ofensa indireta às prescrições da Carta Política, circunstância essa que impede – como precedentemente já enfatizado – o próprio conhecimento do recurso extraordinário (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Supremo Tribunal Federal ARE 959978 AGR / AL “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Cumpre ressaltar, ainda, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que também não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762- -AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 587.873-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 610.626-AgR/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – AI 618.795-AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 687.304- -AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 701.567-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 748.884-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 832.987- -AgR/DF, Rel. Min. ELLEN GRACIE – RE 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM – RE 599.512-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.), o que não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. A espécie ora em exame não foge aos padrões acima mencionados, refletindo, por isso mesmo, possível situação de ofensa indireta às prescrições da Carta Política, circunstância essa que impede – como precedentemente já enfatizado – o próprio conhecimento do recurso extraordinário (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 959978 AGR / AL Cabe enfatizar, por oportuno, a propósito da alegada violação ao art. 5º, LIV, da Constituição, a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – CF, art. 5º, LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Supremo Tribunal Federal ARE 959978 AGR / AL Cabe enfatizar, por oportuno, a propósito da alegada violação ao art. 5º, LIV, da Constituição, a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – CF, art. 5º, LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 959978 AGR / AL que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Supremo Tribunal Federal ARE 959978 AGR / AL que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 23/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BANCO CITIBANK S A ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI (257220/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOSE AGENOR DA SILVA ADV.(A/S) : LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA (6015/AL) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778927 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BANCO CITIBANK S A ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI (257220/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOSE AGENOR DA SILVA ADV.(A/S) : LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA (6015/AL) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778927 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11899588
2016-09-23T00:00:00
2016-10-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO – CONTROVÉRSIAS JURÍDICAS DESTITUÍDAS DE REPERCUSSÃO GERAL – AUSÊNCIA DESSE PRÉ-REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DO APELO EXTREMO RECONHECIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ARE 748.371-RG/MT, REL. MIN. GILMAR MENDES E RE 602.136-RG/RJ, REL. MIN. ELLEN GRACIE) – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” POR PARTE DO VENCEDOR DA DEMANDA (NÃO APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES RECURSAIS) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur358376
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RTJ 131/1391, RTJ 144/300, RTJ 153/989. (PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL) RE 602136 RG, ARE 748371 RG. (OFENSA REFLEXA) AI 610626 AgR (2ªT), AI 687304 AgR (1ªT), RE 599512 AgR (2ªT), AI 701567 AgR (1ªT), AI 587873 AgR (2ªT), AI 618795 AgR (2ªT), AI 832987 AgR (2ªT), AI 748884 AgR (1ªT), AI 165054(1ªT), AI 174473(2ªT), AI 182811(2ªT), AI 188762 AGR(1ªT), RE 236333(2ªT), RTJ 120/912, RTJ 132/455. (DEVIDO PROCESSO LEGAL) AI 192995 AgR (2ªT), AI 215885 AgR (2ªT), RE 257533 AgR (2ªT), AI 447774 AgR (2ªT), AI 427186 AgR (2ªT), RTJ 189/336. - Decisão monocrática citada: (DEVIDO PROCESSO LEGAL) AI 414167. Número de páginas: 8. Análise: 03/11/2016, MAD.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
959978
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00054\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 959978 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO CITIBANK S A ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOSE AGENOR DA SILVA ADV.(A/S) : LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 ALAGOAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BANCO CITIBANK S A ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOSE AGENOR DA SILVA ADV.(A/S) :LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO – CONTROVÉRSIAS JURÍDICAS DESTITUÍDAS DE REPERCUSSÃO GERAL – AUSÊNCIA DESSE PRÉ-REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DO APELO EXTREMO RECONHECIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ARE 748.371-RG/MT, REL. MIN. GILMAR MENDES E Recurso Extraordinário 602.136-RG/RJ, REL. MIN. ELLEN GRACIE) – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” POR PARTE DO VENCEDOR DA DEMANDA (NÃO APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES RECURSAIS) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890142. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 ALAGOAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BANCO CITIBANK S A ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOSE AGENOR DA SILVA ADV.(A/S) :LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, deduzido pela parte ora recorrente, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890143. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 ALAGOAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BANCO CITIBANK S A ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOSE AGENOR DA SILVA ADV.(A/S) :LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, deduzido pela parte ora recorrente, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890143. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora recorrida, a parte agravante, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito nos arts. 5..., LIV, da Constituição da República. O exame da presente causa, no entanto, evidencia que o apelo extremo não se revela viável. É que ausente o indispensável prequestionamento da matéria constitucional, que não se admite implícito (RTJ 125/1368, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 131/1391, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 144/300, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RTJ 153/989, Rel. Min. CELSO DE MELLO), incidem as Súmulas 282 e 356 desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora recorrida, a parte agravante, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito nos arts. 5..., LIV, da Constituição da República. O exame da presente causa, no entanto, evidencia que o apelo extremo não se revela viável. É que ausente o indispensável prequestionamento da matéria constitucional, que não se admite implícito (RTJ 125/1368, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 131/1391, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 144/300, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RTJ 153/989, Rel. Min. CELSO DE MELLO), incidem as Súmulas 282 e 356 desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 959978 AGR / AL Não ventilada, no acórdão recorrido, a matéria constitucional suscitada pelo recorrente, deixa de configurar-se, tecnicamente, o prequestionamento do tema, necessário ao conhecimento do recurso extraordinário. A configuração jurídica do prequestionamento – que traduz elemento indispensável ao conhecimento do recurso extraordinário – decorre da oportuna formulação, em momento procedimentalmente adequado, do tema de direito constitucional positivo. Mais do que a satisfação dessa exigência, impõe-se que a matéria questionada tenha sido explicitamente ventilada na decisão recorrida (RTJ 98/754 – RTJ 116/451). Sem o cumulativo atendimento desses pressupostos, além de outros igualmente imprescindíveis, não se viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 159/977). De qualquer maneira, no entanto, e mesmo que se pudesse superar tal óbice, ainda assim não se revelaria acolhível o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo. É que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência e observando o procedimento a que se refere a Lei n 11.418/2006, entendeu destituídas de repercussão geral as questões suscitadas no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, e no Recurso Extraordinário 602.136-RG/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, fazendo-o, respectivamente, em decisões assim ementadas: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Supremo Tribunal Federal ARE 959978 AGR / AL Não ventilada, no acórdão recorrido, a matéria constitucional suscitada pelo recorrente, deixa de configurar-se, tecnicamente, o prequestionamento do tema, necessário ao conhecimento do recurso extraordinário. A configuração jurídica do prequestionamento – que traduz elemento indispensável ao conhecimento do recurso extraordinário – decorre da oportuna formulação, em momento procedimentalmente adequado, do tema de direito constitucional positivo. Mais do que a satisfação dessa exigência, impõe-se que a matéria questionada tenha sido explicitamente ventilada na decisão recorrida (RTJ 98/754 – RTJ 116/451). Sem o cumulativo atendimento desses pressupostos, além de outros igualmente imprescindíveis, não se viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 159/977). De qualquer maneira, no entanto, e mesmo que se pudesse superar tal óbice, ainda assim não se revelaria acolhível o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo. É que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência e observando o procedimento a que se refere a Lei n 11.418/2006, entendeu destituídas de repercussão geral as questões suscitadas no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, e no Recurso Extraordinário 602.136-RG/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, fazendo-o, respectivamente, em decisões assim ementadas: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 959978 AGR / AL “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Cumpre ressaltar, ainda, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que também não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762- -AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 587.873-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 610.626-AgR/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – AI 618.795-AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 687.304- -AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 701.567-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 748.884-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 832.987- -AgR/DF, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Recurso Extraordinário 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM – Recurso Extraordinário 599.512-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.), o que não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. A espécie ora em exame não foge aos padrões acima mencionados, refletindo, por isso mesmo, possível situação de ofensa indireta às prescrições da Carta Política, circunstância essa que impede – como precedentemente já enfatizado – o próprio conhecimento do recurso extraordinário (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Supremo Tribunal Federal ARE 959978 AGR / AL “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Cumpre ressaltar, ainda, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que também não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762- -AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 587.873-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 610.626-AgR/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – AI 618.795-AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 687.304- -AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 701.567-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 748.884-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 832.987- -AgR/DF, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Recurso Extraordinário 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM – Recurso Extraordinário 599.512-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.), o que não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. A espécie ora em exame não foge aos padrões acima mencionados, refletindo, por isso mesmo, possível situação de ofensa indireta às prescrições da Carta Política, circunstância essa que impede – como precedentemente já enfatizado – o próprio conhecimento do recurso extraordinário (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 959978 AGR / AL Cabe enfatizar, por oportuno, a propósito da alegada violação ao art. 5..., LIV, da Constituição, a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Supremo Tribunal Federal ARE 959978 AGR / AL Cabe enfatizar, por oportuno, a propósito da alegada violação ao art. 5..., LIV, da Constituição, a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 959978 AGR / AL que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5... da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Supremo Tribunal Federal ARE 959978 AGR / AL que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5... da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 23/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BANCO CITIBANK S A ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI (257220/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOSE AGENOR DA SILVA ADV.(A/S) : LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA (6015/AL) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778927 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.978 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BANCO CITIBANK S A ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI (257220/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOSE AGENOR DA SILVA ADV.(A/S) : LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA (6015/AL) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778927 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 602 . 136 - RG / RJ", "RTJ 125 / 1368", "RTJ 131 / 1391", "RTJ 144 / 300", "RTJ", "RTJ 125 / 1368", "RTJ 131 / 1391", "RTJ", "RTJ 153 / 989", "ARE 959978 AGR / AL", "RTJ 98 / 754", "RTJ 116 / 451", "RTJ 159 / 977", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 602 . 136 - RG / RJ", "ARE 959978 AGR / AL", "RTJ 98 / 754", "RTJ 116 / 451", "RTJ 159 / 977", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 602 . 136 - RG / RJ", "ARE 959978 AGR / AL", "AI 165 . 054 / SP", "AI 174 . 473 / MG", "AI 182 . 811 / SP", "AI 188 . 762 - - AgR / PR", "AI 587 . 873 - AgR / RS", "AI 610 . 626 - AgR / RJ", "AI 618 . 795 - AgR / RS", "AI 687 . 304 - - AgR / PR", "AI 701 . 567 - AgR / SP", "AI 748 . 884 - AgR / SP", "AI 832 . 987 - - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 236 . 333 / DF", "Recurso Extraordinário 599 . 512 - AgR / SC", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "ARE 959978 AGR /", "AI 165 . 054 / SP", "AI 174 . 473 / MG", "AI 182 . 811 / SP", "AI 188 . 762 - - AgR / PR", "AI 587 . 873 - AgR / RS", "AI 610 . 626 - AgR / RJ", "AI 618 . 795 - AgR / RS", "AI 687 . 304 - - AgR / PR", "AI 701 . 567 - AgR / SP", "AI 748 . 884 - AgR / SP", "AI 832 . 987 - - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 236 . 333 /", "Recurso Extraordinário 599 . 512 - AgR / SC", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "AI 192 . 995 - AgR / PE", "AI 215 . 885 - AgR / SP", "AI 414 . 167 / RS", "Recurso Extraordinário 257 . 533 - AgR / RS", "RTJ 189 / 336 - 337", "ARE 959978 AGR", "AI 192 . 995 - AgR / PE", "AI 215 . 885 - AgR / SP", "AI 414 . 167 / RS", "Recurso Extraordinário 257 . 533 - AgR / RS", "RTJ 189 / 336 - 337", "ARE 959978 AGR / AL", "AI 427 . 186 - AgR / DF", "AI 447 . 774 - AgR / CE", "ARE 959978 AGR / AL", "AI 427 . 186 - AgR / DF", "AI 447 . 774 - AgR / CE" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 15 , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , LIV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , LIV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 418 / 2006", "Lei n 11 . 418 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LIV , da Constituição", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LV", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 .", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos LIV e LV do artigo 5 . . . da Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos LIV e LV do artigo 5 .", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 ." ], "LOCAL": [ "ALAGOAS", "Brasília", "ALAGOAS", "ALAGOAS", "ALAGOAS", "ALAGOAS", "DF", "ALAGOAS", "ALAGOAS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "BANCO CITIBANK S A", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO CITIBANK S A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO CITIBANK S A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "AL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "BANCO CITIBANK S A", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO CITIBANK S A", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "JOSE AGENOR DA SILVA", "LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA", "CONTROVÉRSIAS", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "JOSE AGENOR DA SILVA", "LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "REINALDO LUIS TADEU", "RONDINA MANDALITI", "JOSE AGENOR DA SILVA", "LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MOREIRA ALVES", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MOREIRA ALVES", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "EROS", "CEZAR PELUSO", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "ELLEN GRACIE", "NELSON JOBIM", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "EROS GRAU", "CEZAR PELUSO", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "ELLEN GRACIE", "NELSON JOBIM", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "ELLEN GRACIE", "CARLOS VELLOSO", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "JOSE AGENOR DA SILVA", "LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "JOSE AGENOR DA SILVA", "LUCIANO HENRIQUE GONCALVES SILVA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "2016", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS ADV.(A/S) :LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) :MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO ADV.(A/S) :ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” POR PARTE DO VENCEDOR DA DEMANDA (NÃO APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES RECURSAIS) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. – A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do CPC/15. – Inaplicabilidade, ao caso, do art. 1.033 do CPC/15, em razão de o acórdão recorrido haver emanado no E. Tribunal Superior do Trabalho. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890126. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 955792 AGR / AM conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890126. Supremo Tribunal Federal ARE 955792 AGR / AM conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890126. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS ADV.(A/S) :LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) :MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO ADV.(A/S) :ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890127. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS ADV.(A/S) :LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) :MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO ADV.(A/S) :ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890127. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo foi interposto por Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRAS contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Superior do Trabalho, está assim ementado: “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. PETROLEIRO. TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. REPERCUSSÃO DAS HORAS EXTRAS NOS REPOUSOS REMUNERADOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 172 DO C. TST. ÓBICE DO ARTIGO 896, § 4º, CLT E DA SÚMULA 333 DO C. TST. Nos termos da Súmula 172 do C. TST, as repercussões das horas extras habitualmente prestadas nos descansos remunerados não se limitam aos repousos semanais previstos no artigos 7º, XV, da Carta da República, 1º da Lei 605/49 e 67 da CLT, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo foi interposto por Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRAS contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Superior do Trabalho, está assim ementado: “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. PETROLEIRO. TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. REPERCUSSÃO DAS HORAS EXTRAS NOS REPOUSOS REMUNERADOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 172 DO C. TST. ÓBICE DO ARTIGO 896, § 4º, CLT E DA SÚMULA 333 DO C. TST. Nos termos da Súmula 172 do C. TST, as repercussões das horas extras habitualmente prestadas nos descansos remunerados não se limitam aos repousos semanais previstos no artigos 7º, XV, da Carta da República, 1º da Lei 605/49 e 67 da CLT, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 955792 AGR / AM incluindo, também, as demais folgas remuneradas que forem concedidas ao empregado por meio de lei, instrumento normativo ou liberalidade patronal. Precedentes desta C. Corte. Incólumes, assim, os artigos 7º, XV e XXVI, da Carta da República, 67 da CLT, 1º e 7º da Lei 605/49, 7º e 3º, V, da Lei 5.811/62. O trânsito do recurso de revista encontra óbice no artigo 896, § 4º, CLT e pela Súmula 333 do C. TST. Agravo de Instrumento conhecido e não provido.” A parte ora agravante sustenta, no apelo extremo em questão, que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o acesso à via recursal extraordinária. É que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. A mera análise do acórdão em referência demonstra que o E. Tribunal Superior do Trabalho, para negar provimento ao recurso da parte ora recorrente, apoiou-se em dispositivos de ordem meramente legal: “No mais, consoante se extrai do teor do v. acórdão regional, transcrito no r. despacho agravado, decidiu o E. Tribunal Regional 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Supremo Tribunal Federal ARE 955792 AGR / AM incluindo, também, as demais folgas remuneradas que forem concedidas ao empregado por meio de lei, instrumento normativo ou liberalidade patronal. Precedentes desta C. Corte. Incólumes, assim, os artigos 7º, XV e XXVI, da Carta da República, 67 da CLT, 1º e 7º da Lei 605/49, 7º e 3º, V, da Lei 5.811/62. O trânsito do recurso de revista encontra óbice no artigo 896, § 4º, CLT e pela Súmula 333 do C. TST. Agravo de Instrumento conhecido e não provido.” A parte ora agravante sustenta, no apelo extremo em questão, que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o acesso à via recursal extraordinária. É que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. A mera análise do acórdão em referência demonstra que o E. Tribunal Superior do Trabalho, para negar provimento ao recurso da parte ora recorrente, apoiou-se em dispositivos de ordem meramente legal: “No mais, consoante se extrai do teor do v. acórdão regional, transcrito no r. despacho agravado, decidiu o E. Tribunal Regional 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 955792 AGR / AM pela manutenção da r. sentença primígena no que concerne aos reflexos das horas extraordinárias habitualmente prestadas nos repousos remunerados, com base na Súmula 172 deste C. TST, de seguinte teor: ‘172 – Repouso remunerado. Horas extras. Cálculo. Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. Ex-prejulgado nº 52.’ Vê-se, pois, que a E. Corte Regional entendeu que o propalado verbete de súmula não alcança apenas o descanso semanal remunerado a que alude a Constituição Federal (artigo 7º, inciso XV) e a legislação laboral (artigos 1º da Lei 605/49 e 67 da CLT), concluindo que as horas extras habitualmente prestadas devem repercutir, pela sua média, nas folgas remuneradas previstas na Lei 5.811/72. De fato, as repercussões das horas extras habitualmente prestadas nos descansos remunerados não se limitam aos repousos semanais previstos nos artigos 7º, XV, da Carta da República, 1º, da Lei 605/49 e 67, da CLT. Tanto é assim que o próprio verbete sumular 172 do C. TST traz em seu bojo a expressão repouso remunerado, e não repouso semanal remunerado. Nessa medida, é certo que os propalados reflexos também deverão incidir sobre as demais folgas remuneradas que forem concedidas ao empregado por meio de lei, instrumento normativo ou liberalidade patronal. Na hipótese dos autos, denota-se que o reclamante estava submetido ao regime de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Lei 5.811/72, a qual trata, em seus artigos 3º, inciso V, e 7º, de folgas, como autênticos repousos remunerados e, assim sendo, as horas extras laboradas neles devem refletir, tal qual muito bem decidiu o E. Tribunal de origem.” Inaplicabilidade, ao caso, do art. 1.033 do CPC/15, em razão de o acórdão recorrido haver emanado no E. Tribunal Superior do Trabalho. Sendo assim, e em face das razões expostas, e considerando, ainda, a existência de precedente específico sobre a matéria ora em exame 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Supremo Tribunal Federal ARE 955792 AGR / AM pela manutenção da r. sentença primígena no que concerne aos reflexos das horas extraordinárias habitualmente prestadas nos repousos remunerados, com base na Súmula 172 deste C. TST, de seguinte teor: ‘172 – Repouso remunerado. Horas extras. Cálculo. Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. Ex-prejulgado nº 52.’ Vê-se, pois, que a E. Corte Regional entendeu que o propalado verbete de súmula não alcança apenas o descanso semanal remunerado a que alude a Constituição Federal (artigo 7º, inciso XV) e a legislação laboral (artigos 1º da Lei 605/49 e 67 da CLT), concluindo que as horas extras habitualmente prestadas devem repercutir, pela sua média, nas folgas remuneradas previstas na Lei 5.811/72. De fato, as repercussões das horas extras habitualmente prestadas nos descansos remunerados não se limitam aos repousos semanais previstos nos artigos 7º, XV, da Carta da República, 1º, da Lei 605/49 e 67, da CLT. Tanto é assim que o próprio verbete sumular 172 do C. TST traz em seu bojo a expressão repouso remunerado, e não repouso semanal remunerado. Nessa medida, é certo que os propalados reflexos também deverão incidir sobre as demais folgas remuneradas que forem concedidas ao empregado por meio de lei, instrumento normativo ou liberalidade patronal. Na hipótese dos autos, denota-se que o reclamante estava submetido ao regime de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Lei 5.811/72, a qual trata, em seus artigos 3º, inciso V, e 7º, de folgas, como autênticos repousos remunerados e, assim sendo, as horas extras laboradas neles devem refletir, tal qual muito bem decidiu o E. Tribunal de origem.” Inaplicabilidade, ao caso, do art. 1.033 do CPC/15, em razão de o acórdão recorrido haver emanado no E. Tribunal Superior do Trabalho. Sendo assim, e em face das razões expostas, e considerando, ainda, a existência de precedente específico sobre a matéria ora em exame 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 955792 AGR / AM (ARE 914.463-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES), nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Supremo Tribunal Federal ARE 955792 AGR / AM (ARE 914.463-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES), nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 23/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS ADV.(A/S) : LEANDRO FONSECA VIANNA (150216/RJ) AGDO.(A/S) : MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO ADV.(A/S) : ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA (3242/AM) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778913 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS ADV.(A/S) : LEANDRO FONSECA VIANNA (150216/RJ) AGDO.(A/S) : MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO ADV.(A/S) : ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA (3242/AM) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778913 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11916472
2016-09-23T00:00:00
2016-10-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” POR PARTE DO VENCEDOR DA DEMANDA (NÃO APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES RECURSAIS) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. – A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do CPC/15. – Inaplicabilidade, ao caso, do art. 1.033 do CPC/15, em razão de o acórdão recorrido haver emanado no E. Tribunal Superior do Trabalho.
sjur358570
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) RTJ 132/455, RTJ 120/912. (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 914463 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 09/11/2016, MAD.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
955792
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01033\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 955792 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS ADV.(A/S) : LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) : MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO ADV.(A/S) : ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS ADV.(A/S) :LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) :MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO ADV.(A/S) :ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” POR PARTE DO VENCEDOR DA DEMANDA (NÃO APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES RECURSAIS) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. – A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil/15. – Inaplicabilidade, ao caso, do art. 1.033 do Código de Processo Civil/15, em razão de o acórdão recorrido haver emanado no E. Tribunal Superior do Trabalho. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890126. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 955792 AGR / AM conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890126. Supremo Tribunal Federal ARE 955792 AGR / AM conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890126. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS ADV.(A/S) :LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) :MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO ADV.(A/S) :ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890127. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS ADV.(A/S) :LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) :MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO ADV.(A/S) :ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890127. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo foi interposto por Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRAS contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Superior do Trabalho, está assim ementado: “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. PETROLEIRO. TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. REPERCUSSÃO DAS HORAS EXTRAS NOS REPOUSOS REMUNERADOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 172 DO C. Tribunal Superior do Trabalho. ÓBICE DO ARTIGO 896, § 4..., Consolidação das Leis do Trabalho E DA SÚMULA 333 DO C. Tribunal Superior do Trabalho. Nos termos da Súmula 172 do C. Tribunal Superior do Trabalho, as repercussões das horas extras habitualmente prestadas nos descansos remunerados não se limitam aos repousos semanais previstos no artigos 7..., XV, da Carta da República, 1... da Lei 605/49 e 67 da Consolidação das Leis do Trabalho, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo foi interposto por Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRAS contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Superior do Trabalho, está assim ementado: “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. PETROLEIRO. TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. REPERCUSSÃO DAS HORAS EXTRAS NOS REPOUSOS REMUNERADOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 172 DO C. Tribunal Superior do Trabalho. ÓBICE DO ARTIGO 896, § 4..., Consolidação das Leis do Trabalho E DA SÚMULA 333 DO C. Tribunal Superior do Trabalho. Nos termos da Súmula 172 do C. Tribunal Superior do Trabalho, as repercussões das horas extras habitualmente prestadas nos descansos remunerados não se limitam aos repousos semanais previstos no artigos 7..., XV, da Carta da República, 1... da Lei 605/49 e 67 da Consolidação das Leis do Trabalho, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 955792 AGR / AM incluindo, também, as demais folgas remuneradas que forem concedidas ao empregado por meio de lei, instrumento normativo ou liberalidade patronal. Precedentes desta C. Corte. Incólumes, assim, os artigos 7..., XV e XXVI, da Carta da República, 67 da Consolidação das Leis do Trabalho, 1... e 7... da Lei 605/49, 7... e 3..., V, da Lei 5.811/62. O trânsito do recurso de revista encontra óbice no artigo 896, § 4..., Consolidação das Leis do Trabalho e pela Súmula 333 do C. Tribunal Superior do Trabalho. Agravo de Instrumento conhecido e não provido.” A parte ora agravante sustenta, no apelo extremo em questão, que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o acesso à via recursal extraordinária. É que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. A mera análise do acórdão em referência demonstra que o E. Tribunal Superior do Trabalho, para negar provimento ao recurso da parte ora recorrente, apoiou-se em dispositivos de ordem meramente legal: “No mais, consoante se extrai do teor do v. acórdão regional, transcrito no r. despacho agravado, decidiu o E. Tribunal Regional 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Supremo Tribunal Federal ARE 955792 AGR / AM incluindo, também, as demais folgas remuneradas que forem concedidas ao empregado por meio de lei, instrumento normativo ou liberalidade patronal. Precedentes desta C. Corte. Incólumes, assim, os artigos 7..., XV e XXVI, da Carta da República, 67 da Consolidação das Leis do Trabalho, 1... e 7... da Lei 605/49, 7... e 3..., V, da Lei 5.811/62. O trânsito do recurso de revista encontra óbice no artigo 896, § 4..., Consolidação das Leis do Trabalho e pela Súmula 333 do C. Tribunal Superior do Trabalho. Agravo de Instrumento conhecido e não provido.” A parte ora agravante sustenta, no apelo extremo em questão, que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o acesso à via recursal extraordinária. É que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. A mera análise do acórdão em referência demonstra que o E. Tribunal Superior do Trabalho, para negar provimento ao recurso da parte ora recorrente, apoiou-se em dispositivos de ordem meramente legal: “No mais, consoante se extrai do teor do v. acórdão regional, transcrito no r. despacho agravado, decidiu o E. Tribunal Regional 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 955792 AGR / AM pela manutenção da r. sentença primígena no que concerne aos reflexos das horas extraordinárias habitualmente prestadas nos repousos remunerados, com base na Súmula 172 deste C. Tribunal Superior do Trabalho, de seguinte teor: ‘172 – Repouso remunerado. Horas extras. Cálculo. Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. Ex-prejulgado n 52.’ Vê-se, pois, que a E. Corte Regional entendeu que o propalado verbete de súmula não alcança apenas o descanso semanal remunerado a que alude a Constituição Federal (artigo 7..., inciso XV) e a legislação laboral (artigos 1... da Lei 605/49 e 67 da Consolidação das Leis do Trabalho), concluindo que as horas extras habitualmente prestadas devem repercutir, pela sua média, nas folgas remuneradas previstas na Lei 5.811/72. De fato, as repercussões das horas extras habitualmente prestadas nos descansos remunerados não se limitam aos repousos semanais previstos nos artigos 7..., XV, da Carta da República, 1..., da Lei 605/49 e 67, da Consolidação das Leis do Trabalho. Tanto é assim que o próprio verbete sumular 172 do C. Tribunal Superior do Trabalho traz em seu bojo a expressão repouso remunerado, e não repouso semanal remunerado. Nessa medida, é certo que os propalados reflexos também deverão incidir sobre as demais folgas remuneradas que forem concedidas ao empregado por meio de lei, instrumento normativo ou liberalidade patronal. Na hipótese dos autos, denota-se que o reclamante estava submetido ao regime de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Lei 5.811/72, a qual trata, em seus artigos 3..., inciso V, e 7..., de folgas, como autênticos repousos remunerados e, assim sendo, as horas extras laboradas neles devem refletir, tal qual muito bem decidiu o E. Tribunal de origem.” Inaplicabilidade, ao caso, do art. 1.033 do Código de Processo Civil/15, em razão de o acórdão recorrido haver emanado no E. Tribunal Superior do Trabalho. Sendo assim, e em face das razões expostas, e considerando, ainda, a existência de precedente específico sobre a matéria ora em exame 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Supremo Tribunal Federal ARE 955792 AGR / AM pela manutenção da r. sentença primígena no que concerne aos reflexos das horas extraordinárias habitualmente prestadas nos repousos remunerados, com base na Súmula 172 deste C. Tribunal Superior do Trabalho, de seguinte teor: ‘172 – Repouso remunerado. Horas extras. Cálculo. Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. Ex-prejulgado n 52.’ Vê-se, pois, que a E. Corte Regional entendeu que o propalado verbete de súmula não alcança apenas o descanso semanal remunerado a que alude a Constituição Federal (artigo 7..., inciso XV) e a legislação laboral (artigos 1... da Lei 605/49 e 67 da Consolidação das Leis do Trabalho), concluindo que as horas extras habitualmente prestadas devem repercutir, pela sua média, nas folgas remuneradas previstas na Lei 5.811/72. De fato, as repercussões das horas extras habitualmente prestadas nos descansos remunerados não se limitam aos repousos semanais previstos nos artigos 7..., XV, da Carta da República, 1..., da Lei 605/49 e 67, da Consolidação das Leis do Trabalho. Tanto é assim que o próprio verbete sumular 172 do C. Tribunal Superior do Trabalho traz em seu bojo a expressão repouso remunerado, e não repouso semanal remunerado. Nessa medida, é certo que os propalados reflexos também deverão incidir sobre as demais folgas remuneradas que forem concedidas ao empregado por meio de lei, instrumento normativo ou liberalidade patronal. Na hipótese dos autos, denota-se que o reclamante estava submetido ao regime de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Lei 5.811/72, a qual trata, em seus artigos 3..., inciso V, e 7..., de folgas, como autênticos repousos remunerados e, assim sendo, as horas extras laboradas neles devem refletir, tal qual muito bem decidiu o E. Tribunal de origem.” Inaplicabilidade, ao caso, do art. 1.033 do Código de Processo Civil/15, em razão de o acórdão recorrido haver emanado no E. Tribunal Superior do Trabalho. Sendo assim, e em face das razões expostas, e considerando, ainda, a existência de precedente específico sobre a matéria ora em exame 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 955792 AGR / AM (ARE 914.463-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES), nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Supremo Tribunal Federal ARE 955792 AGR / AM (ARE 914.463-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES), nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 23/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS ADV.(A/S) : LEANDRO FONSECA VIANNA (150216/RJ) AGDO.(A/S) : MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO ADV.(A/S) : ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA (3242/AM) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778913 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.792 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS ADV.(A/S) : LEANDRO FONSECA VIANNA (150216/RJ) AGDO.(A/S) : MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO ADV.(A/S) : ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA (3242/AM) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778913 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 955792 AGR / AM", "ARE 955792 AGR / AM", "SÚMULA 172 DO C . Tribunal Superior do Trabalho", "SÚMULA 333 DO C . Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 172 do C . Tribunal Superior do Trabalho", "SÚMULA 172 DO C . Tribunal Superior do Trabalho", "SÚMULA 333 DO C . Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 172 do C . Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 333 do C . Tribunal Superior do Trabalho", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "ARE 955792 AGR / AM", "Súmula 333 do C . Tribunal Superior do Trabalho", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "ARE 955792 AGR / AM", "Súmula 172 deste C . Tribunal Superior do Trabalho", "verbete sumular 172 do C . Tribunal Superior do Trabalho", "ARE 955792", "Súmula 172 deste C . Tribunal Superior do Trabalho", "verbete sumular 172 do C . Tribunal Superior do Trabalho", "ARE 955792 AGR / AM", "ARE 914 . 463 - AgR / DF", "ARE 955792 AGR / AM", "ARE 914 . 463 - AgR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 15 , ART . 85 , § 11", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil / 15", "art . 1 . 033 do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 896 , § 4 . . . , Consolidação das Leis do Trabalho", "artigos 7 . . . , XV , da Carta da República", "1", ". . . da Lei 605 / 49", "67 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 896 , § 4 . . . , Consolidação das Leis do Trabalho", "artigos 7 . . . , XV , da Carta da República", "67 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 7 . . . , XV e XXVI , da Carta da República", "67 da Consolidação das Leis do Trabalho", "1 . . . e 7 . . . da Lei 605", "7", ". . . e 3 . . . , V , da Lei 5 . 811 / 62", "artigo 896 , § 4 . . . , Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 7 . . . , XV e XXVI , da Carta da República", "67 da Consolidação das Leis do Trabalho", "1", ".", ". . e 7 . . . da Lei 605 / 49", "7", ". . .", "3", ". . . , V , da Lei 5 . 811 / 62", "artigo 896 , § 4 . . . , Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal ( artigo 7 . . . , inciso XV", "artigos 1 . . . da Lei 605 / 49", "67 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei 5 . 811 / 72", "artigos 7 . . . , XV , da Carta da República", "1", ". . . , da Lei 605 / 49", "67 , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei 5 . 811 / 72", "art . 1 . 033 do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 7 . . . , inciso XV", "artigos 1 . . . da Lei 605 / 49", "67 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei 5 . 811 / 72", "artigos 7 . . . , XV , da Carta da República", "1", "67 , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei 5 . 811 / 72", "art . 1 . 033 do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "AMAZONAS", "AMAZONAS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "PETROLEO BRASILEIRO S . A .", "PETROBRAS", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA", "AMAZONAS", "PETROLEO BRASILEIRO S . A .", "PETROBRAS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "AMAZONAS", "PETROLEO BRASILEIRO S . A .", "PETROBRAS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Petróleo Brasileiro S / A", "PETROBRAS", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Petróleo Brasileiro S / A", "PETROBRAS", "E", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Regional", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "E", ".", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "E", ".", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "PETROBRAS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETROLEO BRASILEIRO S . A .", "PETROBRAS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "LEANDRO FONSECA VIANNA", "MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO", "ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LEANDRO FONSECA VIANNA", "MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO", "ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LEANDRO FONSECA VIANNA", "MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO", "ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "LEANDRO FONSECA VIANNA", "MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO", "ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "LEANDRO FONSECA VIANNA", "MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA COELHO", "ALINE MARIA PEREIRA MENDONÇA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES ADV.(A/S) :LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS ARTS. 2º, 5º, INC. II, 7º, INC. XXIII, 22, INC. I, 40, § 4º, e 48 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 17 de março de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077493. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES ADV.(A/S) :LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado de Rondônia contra julgado da Turma Recursal de Porto Velho/RO, que manteve a determinação da sentença para, de junho de 2006 a junho de 2009, o adicional de insalubridade ser pago ao Agravado, nos termos do art. 86 da Lei Complementar n. 68/1992. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Os arts. 2º, 5º, inc. II, 7º, inc. XXIII, 22, inc. I, 40, § 4º, e 48, da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto de debate e decisão prévios na Turma Recursal de origem, tampouco tendo sido opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077494. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES ADV.(A/S) :LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado de Rondônia contra julgado da Turma Recursal de Porto Velho/RO, que manteve a determinação da sentença para, de junho de 2006 a junho de 2009, o adicional de insalubridade ser pago ao Agravado, nos termos do art. 86 da Lei Complementar n. 68/1992. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Os arts. 2º, 5º, inc. II, 7º, inc. XXIII, 22, inc. I, 40, § 4º, e 48, da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto de debate e decisão prévios na Turma Recursal de origem, tampouco tendo sido opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 827816 AGR-SEGUNDO / RO foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento’ (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). ‘FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. O prequestionamento é requisito de admissibilidade do recurso extraordinário mesmo que a matéria versada no recurso seja de ordem pública. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 748.057-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1º.10.2010). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 12.2.2015, interpõe o Estado de Rondônia, em 20.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta o Agravante não incidir a Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal, “uma vez que a questão relacionada ao dispositivo legal, embora de forma simples, recebeu análise da instância de origem” (fl. 215). Aduz não buscar o reexame de provas, “e sim a valoração da prova já existente nos autos, não devendo, na hipótese, incidir o entendimento consolidado na Súmula 279/STF” (fl. 217). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077494. Supremo Tribunal Federal ARE 827816 AGR-SEGUNDO / RO foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento’ (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). ‘FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. O prequestionamento é requisito de admissibilidade do recurso extraordinário mesmo que a matéria versada no recurso seja de ordem pública. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 748.057-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1º.10.2010). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 12.2.2015, interpõe o Estado de Rondônia, em 20.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta o Agravante não incidir a Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal, “uma vez que a questão relacionada ao dispositivo legal, embora de forma simples, recebeu análise da instância de origem” (fl. 215). Aduz não buscar o reexame de provas, “e sim a valoração da prova já existente nos autos, não devendo, na hipótese, incidir o entendimento consolidado na Súmula 279/STF” (fl. 217). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/03/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 RONDÔNIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, os arts. 2º, 5º, inc. II, 7º, inc. XXIII, 22, inc. I, 40, § 4º, e 48 da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto de debate e decisão prévios na Turma Recursal de origem, tampouco tendo sido opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. O prequestionamento é requisito de admissibilidade do recurso extraordinário mesmo que a matéria versada no recurso seja de ordem pública. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 748.057-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1º.10.2010). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077495. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 RONDÔNIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, os arts. 2º, 5º, inc. II, 7º, inc. XXIII, 22, inc. I, 40, § 4º, e 48 da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto de debate e decisão prévios na Turma Recursal de origem, tampouco tendo sido opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. O prequestionamento é requisito de admissibilidade do recurso extraordinário mesmo que a matéria versada no recurso seja de ordem pública. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 748.057-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1º.10.2010). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 827816 AGR-SEGUNDO / RO 3. O Juiz Relator do acórdão recorrido assentou: “Acertada, portanto, a decisão proferida pelo Juízo a quo ao determinar que entre o período de junho de 2006 a junho de 2009, o adicional seja pago nos termos da Lei Complementar n. 68/1992. (...) No caso sub judice, há laudos periciais referentes aos anos de 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009 que concluem, de forma peremptória, que os servidores públicos que exercem as funções de agente de polícia civil, na Unidade de Buritis, são credenciados a receber adicional de insalubridade em grau máximo” (fl. 145 v.). A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto probatório, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077495. Supremo Tribunal Federal ARE 827816 AGR-SEGUNDO / RO 3. O Juiz Relator do acórdão recorrido assentou: “Acertada, portanto, a decisão proferida pelo Juízo a quo ao determinar que entre o período de junho de 2006 a junho de 2009, o adicional seja pago nos termos da Lei Complementar n. 68/1992. (...) No caso sub judice, há laudos periciais referentes aos anos de 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009 que concluem, de forma peremptória, que os servidores públicos que exercem as funções de agente de polícia civil, na Unidade de Buritis, são credenciados a receber adicional de insalubridade em grau máximo” (fl. 145 v.). A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto probatório, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 PROCED. : RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES ADV.(A/S) : LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052623 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 PROCED. : RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES ADV.(A/S) : LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052623 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8134385
2015-03-17T00:00:00
2015-03-31T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS ARTS. 2º, 5º, INC. II, 7º, INC. XXIII, 22, INC. I, 40, § 4º, e 48 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur298724
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 631961 ED (1ªT), AI 748057 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 14/04/2015, BMP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
827816
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 827816 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES ADV.(A/S) : LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES ADV.(A/S) :LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS ARTS. 2..., 5..., INC. II, 7..., INC. XXIII, 22, INC. I, 40, § 4..., e 48 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 17 de março de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077493. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES ADV.(A/S) :LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado de Rondônia contra julgado da Turma Recursal de Porto Velho/RO, que manteve a determinação da sentença para, de junho de 2006 a junho de 2009, o adicional de insalubridade ser pago ao Agravado, nos termos do art. 86 da Lei Complementar n. 68/1992. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Os arts. 2..., 5..., inc. II, 7..., inc. XXIII, 22, inc. I, 40, § 4..., e 48, da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto de debate e decisão prévios na Turma Recursal de origem, tampouco tendo sido opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077494. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES ADV.(A/S) :LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado de Rondônia contra julgado da Turma Recursal de Porto Velho/RO, que manteve a determinação da sentença para, de junho de 2006 a junho de 2009, o adicional de insalubridade ser pago ao Agravado, nos termos do art. 86 da Lei Complementar n. 68/1992. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Os arts. 2..., 5..., inc. II, 7..., inc. XXIII, 22, inc. I, 40, § 4..., e 48, da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto de debate e decisão prévios na Turma Recursal de origem, tampouco tendo sido opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 827816 AGR-SEGUNDO / RO foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento’ (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). ‘FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. O prequestionamento é requisito de admissibilidade do recurso extraordinário mesmo que a matéria versada no recurso seja de ordem pública. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 748.057-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1....10.2010). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 12.2.2015, interpõe o Estado de Rondônia, em 20.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta o Agravante não incidir a Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal, “uma vez que a questão relacionada ao dispositivo legal, embora de forma simples, recebeu análise da instância de origem” (fl. 215). Aduz não buscar o reexame de provas, “e sim a valoração da prova já existente nos autos, não devendo, na hipótese, incidir o entendimento consolidado na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal” (fl. 217). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077494. Supremo Tribunal Federal ARE 827816 AGR-SEGUNDO / RO foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento’ (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). ‘FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. O prequestionamento é requisito de admissibilidade do recurso extraordinário mesmo que a matéria versada no recurso seja de ordem pública. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 748.057-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1....10.2010). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 12.2.2015, interpõe o Estado de Rondônia, em 20.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta o Agravante não incidir a Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal, “uma vez que a questão relacionada ao dispositivo legal, embora de forma simples, recebeu análise da instância de origem” (fl. 215). Aduz não buscar o reexame de provas, “e sim a valoração da prova já existente nos autos, não devendo, na hipótese, incidir o entendimento consolidado na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal” (fl. 217). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/03/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 RONDÔNIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, os arts. 2..., 5..., inc. II, 7..., inc. XXIII, 22, inc. I, 40, § 4..., e 48 da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto de debate e decisão prévios na Turma Recursal de origem, tampouco tendo sido opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. O prequestionamento é requisito de admissibilidade do recurso extraordinário mesmo que a matéria versada no recurso seja de ordem pública. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 748.057-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1....10.2010). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077495. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 RONDÔNIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, os arts. 2..., 5..., inc. II, 7..., inc. XXIII, 22, inc. I, 40, § 4..., e 48 da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto de debate e decisão prévios na Turma Recursal de origem, tampouco tendo sido opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. O prequestionamento é requisito de admissibilidade do recurso extraordinário mesmo que a matéria versada no recurso seja de ordem pública. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 748.057-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1....10.2010). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 827816 AGR-SEGUNDO / RO 3. O Juiz Relator do acórdão recorrido assentou: “Acertada, portanto, a decisão proferida pelo Juízo a quo ao determinar que entre o período de junho de 2006 a junho de 2009, o adicional seja pago nos termos da Lei Complementar n. 68/1992. (...) No caso sub judice, há laudos periciais referentes aos anos de 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009 que concluem, de forma peremptória, que os servidores públicos que exercem as funções de agente de polícia civil, na Unidade de Buritis, são credenciados a receber adicional de insalubridade em grau máximo” (fl. 145 v.). A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto probatório, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077495. Supremo Tribunal Federal ARE 827816 AGR-SEGUNDO / RO 3. O Juiz Relator do acórdão recorrido assentou: “Acertada, portanto, a decisão proferida pelo Juízo a quo ao determinar que entre o período de junho de 2006 a junho de 2009, o adicional seja pago nos termos da Lei Complementar n. 68/1992. (...) No caso sub judice, há laudos periciais referentes aos anos de 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009 que concluem, de forma peremptória, que os servidores públicos que exercem as funções de agente de polícia civil, na Unidade de Buritis, são credenciados a receber adicional de insalubridade em grau máximo” (fl. 145 v.). A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto probatório, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 PROCED. : RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES ADV.(A/S) : LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052623 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.816 PROCED. : RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES ADV.(A/S) : LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052623 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULAS NS . 282", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmulas ns . 282", "SÚMULAS 282", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "ARE 827816 AGR - SEGUNDO / RO", "AI 631 . 961 - ED", "SÚMULAS 282", "AI 748 . 057 - AgR", "Súmula n . 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 827816 AGR - SEGUNDO / RO", "AI 631 . 961 - ED", "SÚMULAS 282", "AI 748 . 057 - AgR", "Súmula n . 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns . 282", "SÚMULAS 282", "AI 631 . 961 - ED", "SÚMULAS 282", "AI 748 . 057 - AgR", "Súmulas ns . 282", "SÚMULAS 282", "AI 631 . 961 - ED", "SÚMULAS 282", "AI 748 . 057 - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "ARTS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 86 da Lei Complementar n . 68 / 1992", "arts . 2 . . . , 5 . . . , inc . II , 7 . . . , inc . XXIII , 22 , inc . I , 40 , § 4 . . . , e 48 , da Constituição da", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 86 da Lei Complementar n . 68 / 1992", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . I , do Código de Processo Civil", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . I , do Código de Processo Civil", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 68 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 68 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "Brasília", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "Estado de Rondônia", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "Unidade", "Unidade", "Buritis", "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Turma Recursal de Porto Velho / RO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Estado", "Turma Recursal de Porto Velho / RO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Estado", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Estado", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES", "LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES", "LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES", "LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "CÁRMEN LÚCIA", "SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES", "LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "SILVALINO RICARDO MARQUES SOARES", "LAYANNA MÁBIA MAURÍCIO", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "03", "/", "2015", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "6", ".", "2", ".", "2015", "junho de 2006", "junho de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "6", ".", "2", ".", "2015", "junho de 2006", "junho de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "5", ".", "2009", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2010", "12", ".", "2", ".", "2015", "20", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "5", ".", "2009", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2010", "12", ".", "2", ".", "2015", "20", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "15", ".", "5", ".", "2009", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "15", ".", "5", ".", "2009", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2006", "junho de 2009", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2006", "junho de 2009", "2005", "2006", "2007", "2008", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :YONARA PEDDIS FERREIRA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO CIVIL. IMISSÃO NA POSSE. TAXA DE OCUPAÇÃO. RAZOABILIDADE. DECRETO-LEI 70/66. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO CPC E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.8.2014. Examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF). Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 17 de março de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064000. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :YONARA PEDDIS FERREIRA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF), maneja agravo regimental Yonara Peddis Ferreira. Acórdão recorrido publicado em 08.8.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064001. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :YONARA PEDDIS FERREIRA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF), maneja agravo regimental Yonara Peddis Ferreira. Acórdão recorrido publicado em 08.8.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064001. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a sistemática da repercussão geral: “A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de repercussão geral no RE 627.106- RG/PR. O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC. Devolvam-se os autos à Corte de origem. ” Irrepreensível a decisão agravada. A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do que asseverado no comando agravado acima reproduzido. O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC, entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta egrégia 1ª Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões monocráticas, esta última exarada nestes termos: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a sistemática da repercussão geral: “A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de repercussão geral no RE 627.106- RG/PR. O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC. Devolvam-se os autos à Corte de origem. ” Irrepreensível a decisão agravada. A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do que asseverado no comando agravado acima reproduzido. O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC, entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta egrégia 1ª Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões monocráticas, esta última exarada nestes termos: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862976 AGR / PE “REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. QUESTÃO SUSCETÍVEL DE REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO. No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os embargos declaratórios opostos contra o despacho de sobrestamento.” Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado, verbis: “RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Supremo Tribunal Federal ARE 862976 AGR / PE “REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. QUESTÃO SUSCETÍVEL DE REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO. No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os embargos declaratórios opostos contra o despacho de sobrestamento.” Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado, verbis: “RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862976 AGR / PE previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (RE 540.410- QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008). Por seu turno, cabe ressaltar, na esteira dos precedentes, a ausência de publicação do paradigma não constitui obstáculo processual ao imediato julgamento monocrático da causa. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a existência de precedente firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento imediato de causas que versem o mesmo tema, consoante se denota dos seguintes julgados de ambas as Turmas: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Previdenciário. Benefício. Revisão. Repercussão geral. Inexistência. Precedente do Plenário. Falta de publicação. Aplicação. Possibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 3. Ausência de repercussão geral do tema relativo à adoção, para fins de revisão de renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho/99 e maio/04, haja vista a necessidade do exame da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 686.607-ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Supremo Tribunal Federal ARE 862976 AGR / PE previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (RE 540.410- QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008). Por seu turno, cabe ressaltar, na esteira dos precedentes, a ausência de publicação do paradigma não constitui obstáculo processual ao imediato julgamento monocrático da causa. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a existência de precedente firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento imediato de causas que versem o mesmo tema, consoante se denota dos seguintes julgados de ambas as Turmas: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Previdenciário. Benefício. Revisão. Repercussão geral. Inexistência. Precedente do Plenário. Falta de publicação. Aplicação. Possibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 3. Ausência de repercussão geral do tema relativo à adoção, para fins de revisão de renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho/99 e maio/04, haja vista a necessidade do exame da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 686.607-ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862976 AGR / PE DJe 03.12.2012). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REVISÃO DA RENDA MENSAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ADOÇÃO DOS MESMOS ÍNDICES APLICADOS PARA O REAJUSTE DO TETO DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. PORTARIA 5.188/1999. DECRETO 5.061/2004. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO DO STF. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO IMPROVIDO. I Os Ministros desta Corte, no ARE 685.029- RG/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da possibilidade de adoção, para fins de revisão da renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho de 1999 (Portaria 5.188/1999) e maio de 2004 (Decreto 5.061/2004), conforme disposto nas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II A existência de precedente firmado pelo Plenário desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do leading case . Precedentes. III Agravo regimental improvido” (ARE 707.863-ED/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 20.11.2012). Cito, ainda, os seguintes julgados: RE 677.589-AgR-ED/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 20.9.2012, AI 484.418-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 13.03.2009, RE 293.970-AgR/DF, Rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 30.8.2002. Da mesma forma, esse entendimento também pode ser aplicado aos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Supremo Tribunal Federal ARE 862976 AGR / PE DJe 03.12.2012). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REVISÃO DA RENDA MENSAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ADOÇÃO DOS MESMOS ÍNDICES APLICADOS PARA O REAJUSTE DO TETO DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. PORTARIA 5.188/1999. DECRETO 5.061/2004. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO DO STF. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO IMPROVIDO. I Os Ministros desta Corte, no ARE 685.029- RG/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da possibilidade de adoção, para fins de revisão da renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho de 1999 (Portaria 5.188/1999) e maio de 2004 (Decreto 5.061/2004), conforme disposto nas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II A existência de precedente firmado pelo Plenário desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do leading case . Precedentes. III Agravo regimental improvido” (ARE 707.863-ED/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 20.11.2012). Cito, ainda, os seguintes julgados: RE 677.589-AgR-ED/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 20.9.2012, AI 484.418-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 13.03.2009, RE 293.970-AgR/DF, Rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 30.8.2002. Da mesma forma, esse entendimento também pode ser aplicado aos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862976 AGR / PE casos de devolução dos autos à origem para os fins do art. 543-B, § 3º, do Código de Processo Civil. Nesse sentido, o RE 635.086-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 02.5.2011. Considerada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art. 543-B do CPC. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Supremo Tribunal Federal ARE 862976 AGR / PE casos de devolução dos autos à origem para os fins do art. 543-B, § 3º, do Código de Processo Civil. Nesse sentido, o RE 635.086-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 02.5.2011. Considerada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art. 543-B do CPC. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : YONARA PEDDIS FERREIRA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121442 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : YONARA PEDDIS FERREIRA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121442 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8134141
2015-03-17T00:00:00
2015-03-31T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO CIVIL. IMISSÃO NA POSSE. TAXA DE OCUPAÇÃO. RAZOABILIDADE. DECRETO-LEI 70/66. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO CPC E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.8.2014. Examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF). Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur298657
- Acórdão(s) citado(s): (SISTEMÁTICA DE REPERCUSSÃO GERAL) RE 540410 QO (TP). (JULGAMENTO IMEDIATO MONOCRÁTICO) RE 293970 AgR (2ªT), AI 484418 AgR (2ªT), RE 635086 AgR (2ªT), RE 677589 AgR-ED (1ªT), ARE 707863 ED (2ªT), ARE 686607 ED (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SISTEMÁTICA DE REPERCUSSÃO GERAL) RE 587144 ED, ARE 654205 AgR, AI 724356 AgR. Número de páginas: 8. Análise: 14/04/2015, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
862976
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-000070 ANO-1966\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00328\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 862976 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : YONARA PEDDIS FERREIRA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :YONARA PEDDIS FERREIRA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO CIVIL. IMISSÃO NA POSSE. TAXA DE OCUPAÇÃO. RAZOABILIDADE. DECRETO-LEI 70/66. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO Código de Processo Civil E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.8.2014. Examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF). Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 17 de março de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064000. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :YONARA PEDDIS FERREIRA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF), maneja agravo regimental Yonara Peddis Ferreira. Acórdão recorrido publicado em 08.8.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064001. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :YONARA PEDDIS FERREIRA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF), maneja agravo regimental Yonara Peddis Ferreira. Acórdão recorrido publicado em 08.8.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064001. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a sistemática da repercussão geral: “A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 627.106- RG/PR. O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil. Devolvam-se os autos à Corte de origem. ” Irrepreensível a decisão agravada. A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do que asseverado no comando agravado acima reproduzido. O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil, entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta egrégia 1... Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões monocráticas, esta última exarada nestes termos: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a sistemática da repercussão geral: “A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 627.106- RG/PR. O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil. Devolvam-se os autos à Corte de origem. ” Irrepreensível a decisão agravada. A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do que asseverado no comando agravado acima reproduzido. O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil, entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta egrégia 1... Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões monocráticas, esta última exarada nestes termos: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862976 AGR / PE “REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. QUESTÃO SUSCETÍVEL DE REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO. No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os embargos declaratórios opostos contra o despacho de sobrestamento.” Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado, verbis: “RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Supremo Tribunal Federal ARE 862976 AGR / PE “REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. QUESTÃO SUSCETÍVEL DE REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO. No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os embargos declaratórios opostos contra o despacho de sobrestamento.” Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado, verbis: “RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862976 AGR / PE previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (Recurso Extraordinário 540.410- QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008). Por seu turno, cabe ressaltar, na esteira dos precedentes, a ausência de publicação do paradigma não constitui obstáculo processual ao imediato julgamento monocrático da causa. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a existência de precedente firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento imediato de causas que versem o mesmo tema, consoante se denota dos seguintes julgados de ambas as Turmas: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Previdenciário. Benefício. Revisão. Repercussão geral. Inexistência. Precedente do Plenário. Falta de publicação. Aplicação. Possibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 3. Ausência de repercussão geral do tema relativo à adoção, para fins de revisão de renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho/99 e maio/04, haja vista a necessidade do exame da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 686.607-ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Supremo Tribunal Federal ARE 862976 AGR / PE previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (Recurso Extraordinário 540.410- QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008). Por seu turno, cabe ressaltar, na esteira dos precedentes, a ausência de publicação do paradigma não constitui obstáculo processual ao imediato julgamento monocrático da causa. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a existência de precedente firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento imediato de causas que versem o mesmo tema, consoante se denota dos seguintes julgados de ambas as Turmas: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Previdenciário. Benefício. Revisão. Repercussão geral. Inexistência. Precedente do Plenário. Falta de publicação. Aplicação. Possibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 3. Ausência de repercussão geral do tema relativo à adoção, para fins de revisão de renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho/99 e maio/04, haja vista a necessidade do exame da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 686.607-ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862976 AGR / PE DJe 03.12.2012). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REVISÃO DA RENDA MENSAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ADOÇÃO DOS MESMOS ÍNDICES APLICADOS PARA O REAJUSTE DO TETO DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. PORTARIA 5.188/1999. DECRETO 5.061/2004. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO IMPROVIDO. I Os Ministros desta Corte, no ARE 685.029- RG/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da possibilidade de adoção, para fins de revisão da renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho de 1999 (Portaria 5.188/1999) e maio de 2004 (Decreto 5.061/2004), conforme disposto nas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II A existência de precedente firmado pelo Plenário desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do leading case . Precedentes. III Agravo regimental improvido” (ARE 707.863-ED/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 20.11.2012). Cito, ainda, os seguintes julgados: Recurso Extraordinário 677.589-AgR-ED/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 20.9.2012, AI 484.418-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 13.03.2009, Recurso Extraordinário 293.970-AgR/DF, Rel. Min. Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 30.8.2002. Da mesma forma, esse entendimento também pode ser aplicado aos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Supremo Tribunal Federal ARE 862976 AGR / PE DJe 03.12.2012). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REVISÃO DA RENDA MENSAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ADOÇÃO DOS MESMOS ÍNDICES APLICADOS PARA O REAJUSTE DO TETO DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. PORTARIA 5.188/1999. DECRETO 5.061/2004. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO IMPROVIDO. I Os Ministros desta Corte, no ARE 685.029- RG/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da possibilidade de adoção, para fins de revisão da renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho de 1999 (Portaria 5.188/1999) e maio de 2004 (Decreto 5.061/2004), conforme disposto nas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II A existência de precedente firmado pelo Plenário desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do leading case . Precedentes. III Agravo regimental improvido” (ARE 707.863-ED/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 20.11.2012). Cito, ainda, os seguintes julgados: Recurso Extraordinário 677.589-AgR-ED/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 20.9.2012, AI 484.418-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 13.03.2009, Recurso Extraordinário 293.970-AgR/DF, Rel. Min. Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 30.8.2002. Da mesma forma, esse entendimento também pode ser aplicado aos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 862976 AGR / PE casos de devolução dos autos à origem para os fins do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. Nesse sentido, o Recurso Extraordinário 635.086-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 02.5.2011. Considerada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art. 543-B do Código de Processo Civil. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Supremo Tribunal Federal ARE 862976 AGR / PE casos de devolução dos autos à origem para os fins do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. Nesse sentido, o Recurso Extraordinário 635.086-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 02.5.2011. Considerada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art. 543-B do Código de Processo Civil. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8064002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : YONARA PEDDIS FERREIRA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121442 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.976 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : YONARA PEDDIS FERREIRA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121442 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862 . 976", "Recurso Extraordinário 627 . 106 - RG / PR", "ARE 654 . 205 - AgR / DF", "AI 724 . 356 - AgR / RJ", "AI 809 . 009 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED / SP", "Recurso Extraordinário 627 . 106 - RG / PR", "ARE 654 . 205 - AgR / DF", "AI 724 . 356 - AgR / RJ", "AI 809 . 009 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED / SP", "Recurso Extraordinário 606 . 358", "Recurso Extraordinário 606 . 358", "ARE 862976 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 606 . 358", "Recurso Extraordinário 606 . 358", "AI n 715 . 423 - RS - QO", "Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS", "ARE 686 . 607 - ED / RS", "AI n 715 . 423 - RS - QO", "Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS", "ARE 686 . 607 - ED / RS", "ARE 685 . 029 - RG / RS", "ARE 707 . 863 - ED / RS", "Recurso Extraordinário 677 . 589 - AgR - ED / SP", "AI 484 . 418", "-", "AgR", "/", "SP", "Recurso Extraordinário 293 . 970 - AgR / DF", "ARE 862976 AGR / PE", "ARE 685 . 029 - RG / RS", "ARE 707 . 863 - ED / RS", "Recurso Extraordinário 677 . 589 - AgR - ED / SP", "AI 484 . 418 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 293 . 970 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 635 . 086", "ARE 862976 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 635 . 086 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "DECRETO", "-", "LEI 70 / 66", "ARTS . 543 - B DO Código de Processo Civil", "328 DO RISTF", "arts . 543 - B do Código de Processo Civil", "328 do RISTF", "arts . 543 - B do Código de Processo Civil", "328 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 543 - B do Código de Processo Civil", "328 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 328 do RISTF", "art . 543 - B do Código", "de", "art . 328 do RISTF", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 328 do RISTF", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ART . 328 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO REGIMENTO INTERNO", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 203 , V , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 203 , V , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PORTARIA 5 . 188 / 1999", "DECRETO 5 . 061 / 2004", "EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20 / 1998", "41", "/", "2003", "Portaria 5 . 188 / 1999", "Decreto 5 . 061 / 2004", "Emendas Constitucionais 20 / 1998", "41", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PORTARIA 5 . 188 / 1999", "DECRETO 5 . 061 / 2004", "EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20 / 1998", "41", "/", "2003", "Portaria 5 . 188 / 1999", "Decreto 5 . 061 / 2004", "Emendas Constitucionais 20 / 1998", "41", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA", "TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ".", "2", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "YONARA PEDDIS FERREIRA", "MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "YONARA PEDDIS FERREIRA", "MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Yonara Peddis Ferreira", "ROSA WEBER", "YONARA PEDDIS FERREIRA", "MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Yonara Peddis Ferreira", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER ARE", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER ARE", "ELLEN GRACIE", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "ELLEN GRACIE", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Carlos Velloso", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Carlos Velloso", "ROSA WEBER ARE", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "YONARA PEDDIS FERREIRA", "MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "YONARA PEDDIS FERREIRA", "MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "17", "/", "03", "/", "2015", "08", ".", "8", ".", "2014", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "08", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "08", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "19", ".", "4", ".", "2012", "08", ".", "02", ".", "2012", "19", ".", "8", ".", "2011", "10", ".", "6", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "19", ".", "4", ".", "2012", "08", ".", "02", ".", "2012", "19", ".", "8", ".", "2011", "10", ".", "6", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "05", ".", "2007", "3 de maio de 2007", "17", ".", "10", ".", "2008", "junho", "/", "99", "maio", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "05", ".", "2007", "3 de maio de 2007", "17", ".", "10", ".", "2008", "junho", "/", "99", "maio", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "12", ".", "2012", "junho de 1999", "maio de 2004", "20", ".", "11", ".", "2012", "20", ".", "9", ".", "2012", "13", ".", "03", ".", "2009", "30", ".", "8", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "12", ".", "2012", "junho de 1999", "maio de 2004", "20", ".", "11", ".", "2012", "20", ".", "9", ".", "2012", "13", ".", "03", ".", "2009", "30", ".", "8", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "17", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO ADV.(A/S) :RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Publicidade oficial. Caráter educativo, informativo ou de orientação social. 3. Ato de improbidade administrativa não caracterizado. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234056. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO ADV.(A/S) :RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 279. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que: “A tese recursal vem deduzida a partir das próprias premissas fáticas pelo v. Acórdão recorrido, afigurando-se dispensável, assim, o cotejo dos elementos probatórios para a solução da quaestio” (fl. 735- v). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234057. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO ADV.(A/S) :RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 279. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que: “A tese recursal vem deduzida a partir das próprias premissas fáticas pelo v. Acórdão recorrido, afigurando-se dispensável, assim, o cotejo dos elementos probatórios para a solução da quaestio” (fl. 735- v). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, reproduzo o assentado pelo Tribunal acerca da não configuração de ato de improbidade: “Ocorre que, analisando os dados apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, bem como os fatos imputados ao réu/agravante, não vislumbro a existência de ato que configure como improbidade administrativa” (fl. 649). Na espécie, verifico que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável, o que não enseja a abertura do recurso extraordinário, uma vez que se aplica a Súmula 279. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as turmas: ARE-AgR 810.861, rel. min. Rosa Weber, DJe 19.12.2014; ARE- AgR 840.108, de minha relatoria, DJe 18.12.2014; ARE-AgR 741.379, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 30.8.2013; e, RE-AgR 607.437, rel. min. Dias Toffoli, DJe 8.10.2014, este último assim ementado: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234058. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, reproduzo o assentado pelo Tribunal acerca da não configuração de ato de improbidade: “Ocorre que, analisando os dados apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, bem como os fatos imputados ao réu/agravante, não vislumbro a existência de ato que configure como improbidade administrativa” (fl. 649). Na espécie, verifico que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável, o que não enseja a abertura do recurso extraordinário, uma vez que se aplica a Súmula 279. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as turmas: ARE-AgR 810.861, rel. min. Rosa Weber, DJe 19.12.2014; ARE- AgR 840.108, de minha relatoria, DJe 18.12.2014; ARE-AgR 741.379, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 30.8.2013; e, RE-AgR 607.437, rel. min. Dias Toffoli, DJe 8.10.2014, este último assim ementado: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 851496 AGR / DF “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Promoção pessoal. Caracterização. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão sobre a caracterização de promoção pessoal em publicidade veiculada pela administração local não prescinde da análise dos fatos e das provas dos autos, a qual é incabível na via extraordinária, a teor do disposto na Súmula nº 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 607437 AgR, rel. min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 8.10.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234058. Supremo Tribunal Federal ARE 851496 AGR / DF “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Promoção pessoal. Caracterização. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão sobre a caracterização de promoção pessoal em publicidade veiculada pela administração local não prescinde da análise dos fatos e das provas dos autos, a qual é incabível na via extraordinária, a teor do disposto na Súmula nº 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 607437 AgR, rel. min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 8.10.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO ADV.(A/S) : RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184126 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO ADV.(A/S) : RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184126 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8244641
2015-03-24T00:00:00
2015-04-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Publicidade oficial. Caráter educativo, informativo ou de orientação social. 3. Ato de improbidade administrativa não caracterizado. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur301073
- Acórdão(s) citado(s): (IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, PROMOÇÃO PESSOAL) ARE 741379 AgR (2ªT), RE 607437 AgR (1ªT), ARE 810861 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 04/05/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
851496
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 851496 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO ADV.(A/S) : RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO ADV.(A/S) :RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Publicidade oficial. Caráter educativo, informativo ou de orientação social. 3. Ato de improbidade administrativa não caracterizado. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234056. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO ADV.(A/S) :RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 279. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que: “A tese recursal vem deduzida a partir das próprias premissas fáticas pelo v. Acórdão recorrido, afigurando-se dispensável, assim, o cotejo dos elementos probatórios para a solução da quaestio” (fl. 735- v). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234057. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO ADV.(A/S) :RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 279. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que: “A tese recursal vem deduzida a partir das próprias premissas fáticas pelo v. Acórdão recorrido, afigurando-se dispensável, assim, o cotejo dos elementos probatórios para a solução da quaestio” (fl. 735- v). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, reproduzo o assentado pelo Tribunal acerca da não configuração de ato de improbidade: “Ocorre que, analisando os dados apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, bem como os fatos imputados ao réu/agravante, não vislumbro a existência de ato que configure como improbidade administrativa” (fl. 649). Na espécie, verifico que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável, o que não enseja a abertura do recurso extraordinário, uma vez que se aplica a Súmula 279. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as turmas: ARE-AgR 810.861, rel. min. Rosa Weber, DJe 19.12.2014; ARE- AgR 840.108, de minha relatoria, DJe 18.12.2014; ARE-AgR 741.379, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 30.8.2013; e, Recurso Extraordinário-AgR 607.437, rel. min. Dias Toffoli, DJe 8.10.2014, este último assim ementado: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234058. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, reproduzo o assentado pelo Tribunal acerca da não configuração de ato de improbidade: “Ocorre que, analisando os dados apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, bem como os fatos imputados ao réu/agravante, não vislumbro a existência de ato que configure como improbidade administrativa” (fl. 649). Na espécie, verifico que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável, o que não enseja a abertura do recurso extraordinário, uma vez que se aplica a Súmula 279. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as turmas: ARE-AgR 810.861, rel. min. Rosa Weber, DJe 19.12.2014; ARE- AgR 840.108, de minha relatoria, DJe 18.12.2014; ARE-AgR 741.379, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 30.8.2013; e, Recurso Extraordinário-AgR 607.437, rel. min. Dias Toffoli, DJe 8.10.2014, este último assim ementado: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 851496 AGR / DF “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Promoção pessoal. Caracterização. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão sobre a caracterização de promoção pessoal em publicidade veiculada pela administração local não prescinde da análise dos fatos e das provas dos autos, a qual é incabível na via extraordinária, a teor do disposto na Súmula n 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 607437 AgR, rel. min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 8.10.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234058. Supremo Tribunal Federal ARE 851496 AGR / DF “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Promoção pessoal. Caracterização. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão sobre a caracterização de promoção pessoal em publicidade veiculada pela administração local não prescinde da análise dos fatos e das provas dos autos, a qual é incabível na via extraordinária, a teor do disposto na Súmula n 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 607437 AgR, rel. min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 8.10.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO ADV.(A/S) : RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184126 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.496 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO ADV.(A/S) : RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184126 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851 . 496", "ARE", "-", "AgR 810 . 861", "ARE", "-", "AgR 840 . 108", "ARE", "-", "AgR 741 .", "Recurso Extraordinário - AgR 607 . 437", "ARE", "-", "AgR 810 . 861", "ARE", "-", "AgR 840", "ARE", "-", "AgR 741 . 379", "Recurso Extraordinário - AgR 607 . 437", "ARE 851496 AGR / DF", "Súmula n 279 da Corte", "Recurso Extraordinário 607437 AgR", "ARE 851496 AGR / DF", "Súmula n 279 da Corte", "Recurso Extraordinário 607437 AgR", "AGRAVO 851 . 496" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DISTRITO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DISTRITO", "Ministério Público do Distrito Federal e", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO", "RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO", "RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO", "RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO", "RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "JOSÉ CARLOS CAMAPUM BARROSO", "RAMIRO FREITAS DE ALENCAR BARROSO", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "03", "/", "2015", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "19", ".", "12", ".", "2014", "18", ".", "12", ".", "2014", "30", ".", "8", ".", "2013", "8", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "19", ".", "12", ".", "2014", "18", ".", "12", ".", "2014", "30", ".", "8", ".", "2013", "8", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FABIO RODRIGUES BATISTA ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Não ocorrência. Justiça Militar. Julgamento colegiado. Composição. Servidor. Militar. Processo administrativo disciplinar. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. O art. 125, § 5º, da Constituição Federal determina que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas, em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo, entretanto, nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais feitos. 3. Para divergir do entendimento adotado na origem de que teriam sido violadas as garantias constitucionais que informam o processo seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicável e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194952. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ARE 859358 AGR / SP das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194952. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194952. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FABIO RODRIGUES BATISTA ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fábio Rodrigues Batista interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Fabio Rodrigues Batista interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘POLICIAL MILITAR – Expulsão – Reintegração Pleiteada – Descabimento – Agravo Retido reiterado e negado – Arquivamento de IPM não repercute no juízo cível – Razoável duração do processo – Constitucionalidade da pena – Isonomia não maculada – Princípio da Atipicidade – Poder Discricionário do Administrador – Informalismo e regular trâmite processual – Validade das Instruções I-16-PM – Competência do Comandante Geral para aplicação de sanções disciplinares – Dispensabilidade da atuação de Consultoria Jurídica – Devida motivação – Respeito à proporcionalidade e à razoabilidade – Correta fixação de verbas sucumbenciais – Provimento negado. A isonomia Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FABIO RODRIGUES BATISTA ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fábio Rodrigues Batista interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Fabio Rodrigues Batista interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘POLICIAL MILITAR – Expulsão – Reintegração Pleiteada – Descabimento – Agravo Retido reiterado e negado – Arquivamento de IPM não repercute no juízo cível – Razoável duração do processo – Constitucionalidade da pena – Isonomia não maculada – Princípio da Atipicidade – Poder Discricionário do Administrador – Informalismo e regular trâmite processual – Validade das Instruções I-16-PM – Competência do Comandante Geral para aplicação de sanções disciplinares – Dispensabilidade da atuação de Consultoria Jurídica – Devida motivação – Respeito à proporcionalidade e à razoabilidade – Correta fixação de verbas sucumbenciais – Provimento negado. A isonomia Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP é princípio de igualdade material que permite que a lei disponha de modo distinto para situações e circunstâncias diferenciadas. A ordem procedimental aplicada ao rito das Instruções I-16-PM é a mesma dos demais processos administrativos disciplinares. É vedado ao Poder Judiciário substituir-se ao administrador para deliberar de forma diversa quanto ao grau ou extensão da sanção disciplinar. A sucumbência é mera consequência da utilização do Poder Judiciário, devendo ser atribuída à parte vencida ainda que beneficiária da Justiça Gratuita’. Opostos embargos de declaração, não foram conhecidos por decisão monocrática. Na sequência, interposto agravo regimental, foi negado provimento ‘ratificando assim a decisão monocrática acima reproduzida, que não conheceu dos Embargos Declaratórios interpostos’. Sustenta o recorrente, nas razões do recurso extraordinário, violação dos artigos 5º, incisos II, LIV e LV, 37, caput, 84, inciso IV, 93, inciso IX, 125, § 5º, e 133 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP é princípio de igualdade material que permite que a lei disponha de modo distinto para situações e circunstâncias diferenciadas. A ordem procedimental aplicada ao rito das Instruções I-16-PM é a mesma dos demais processos administrativos disciplinares. É vedado ao Poder Judiciário substituir-se ao administrador para deliberar de forma diversa quanto ao grau ou extensão da sanção disciplinar. A sucumbência é mera consequência da utilização do Poder Judiciário, devendo ser atribuída à parte vencida ainda que beneficiária da Justiça Gratuita’. Opostos embargos de declaração, não foram conhecidos por decisão monocrática. Na sequência, interposto agravo regimental, foi negado provimento ‘ratificando assim a decisão monocrática acima reproduzida, que não conheceu dos Embargos Declaratórios interpostos’. Sustenta o recorrente, nas razões do recurso extraordinário, violação dos artigos 5º, incisos II, LIV e LV, 37, caput, 84, inciso IV, 93, inciso IX, 125, § 5º, e 133 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP Ademais, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe de 31/8/11). Também não merece trânsito a alegação de violação dos artigos 5º, inciso II, e 37, caput, da Constituição Federal, uma vez que a afronta aos referidos dispositivos constitucionais seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula nº 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Registre-se, ainda, que não procede a alegada nulidade do julgado recorrido em face do disposto no artigo 125, § 5º, da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP Ademais, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe de 31/8/11). Também não merece trânsito a alegação de violação dos artigos 5º, inciso II, e 37, caput, da Constituição Federal, uma vez que a afronta aos referidos dispositivos constitucionais seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula nº 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Registre-se, ainda, que não procede a alegada nulidade do julgado recorrido em face do disposto no artigo 125, § 5º, da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP Constituição Federal, haja vista que tal dispositivo determina a competência dos Juízes de Direito da Justiça Militar para processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares dos militares, não fazendo nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636 DO STF. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. OFENSA REFLEXA. ARGUIÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PARA REAFIRMAR A JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE RECURSOS INTERPOSTOS NO BOJO DE AÇÕES JUDICIAIS CONTRA ATOS DISCIPLINARES MILITARES. A COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL DEVE SER FIXADA NO ÂMBITO DOS ESTADOS. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. FALTA RESIDUAL. SÚMULA 18 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP Constituição Federal, haja vista que tal dispositivo determina a competência dos Juízes de Direito da Justiça Militar para processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares dos militares, não fazendo nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636 DO STF. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. OFENSA REFLEXA. ARGUIÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PARA REAFIRMAR A JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE RECURSOS INTERPOSTOS NO BOJO DE AÇÕES JUDICIAIS CONTRA ATOS DISCIPLINARES MILITARES. A COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL DEVE SER FIXADA NO ÂMBITO DOS ESTADOS. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. FALTA RESIDUAL. SÚMULA 18 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou- se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. O princípio da legalidade e sua eventual ofensa não desafiam o recurso extraordinário quando sua verificação demanda a análise de normas de natureza infraconstitucional. 5. A Súmula 636 do STF dispõe: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. 6. A Constituição Federal prevê em seu artigo 125, § 5º, a competência singular para julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, nada disciplinando em relação ao julgamento em segundo grau. A propósito, destaco que a competência da Justiça Militar estadual é de ser fixada no âmbito estadual, a teor da Carta Magna. 7. É admissível a punição administrativa do servidor público pela falta residual não compreendida na absolvição do juízo criminal. Inteligência da Súmula 18 do STF. 8. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘Direito constitucional, administrativo e processual civil. Policial Militar. Demissão. Anulação de Ato Administrativo. Apelação Cível. Recurso improvido. A absolvição na esfera criminal, não traz consequências ao âmbito administrativo, porque o fato que não constitui 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou- se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. O princípio da legalidade e sua eventual ofensa não desafiam o recurso extraordinário quando sua verificação demanda a análise de normas de natureza infraconstitucional. 5. A Súmula 636 do STF dispõe: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. 6. A Constituição Federal prevê em seu artigo 125, § 5º, a competência singular para julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, nada disciplinando em relação ao julgamento em segundo grau. A propósito, destaco que a competência da Justiça Militar estadual é de ser fixada no âmbito estadual, a teor da Carta Magna. 7. É admissível a punição administrativa do servidor público pela falta residual não compreendida na absolvição do juízo criminal. Inteligência da Súmula 18 do STF. 8. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘Direito constitucional, administrativo e processual civil. Policial Militar. Demissão. Anulação de Ato Administrativo. Apelação Cível. Recurso improvido. A absolvição na esfera criminal, não traz consequências ao âmbito administrativo, porque o fato que não constitui 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP infração penal, pode perfeitamente constituir infração administrativo-disciplinar. Atendidos os pressupostos de competência, finalidade, forma, motivo e objeto, tem-se por garantia a validade e eficácia do ato administrativo.’ 9. Agravo regimental desprovido’ (ARE nº 664.930/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/11/12). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo-disciplinar. 3. Militar. 4. Art. 125, § 5º da CF. Competência dos juízes de direito do juízo militar para processar e julgar singularmente as ações judiciais contra atos disciplinares, nada mencionando acerca do julgamento colegiado dessas demandas. 5. Ausência de nulidade. 6. Violação do contraditório. Necessidade do reexame dos fatos e provas. Súmula 279. 7. Competência. Comandante-geral da PM. Edição de instrução normativa. Fundamentação deficiente. Súmula 284. 8. Ausência de argumentos hábeis a infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 820.539/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/9/11). Saliente-se que também não procede a alegada nulidade do processo administrativo que originou o ato administrativo objeto de impugnação em sede judicial, em virtude da ausência de defesa por advogado legalmente habilitado, a teor que dispõe a Súmula Vinculante nº 5 deste Supremo Tribunal Federal, in verbis: ‘A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.’ Sobre o tema, o seguinte precedente de minha relatoria: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP infração penal, pode perfeitamente constituir infração administrativo-disciplinar. Atendidos os pressupostos de competência, finalidade, forma, motivo e objeto, tem-se por garantia a validade e eficácia do ato administrativo.’ 9. Agravo regimental desprovido’ (ARE nº 664.930/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/11/12). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo-disciplinar. 3. Militar. 4. Art. 125, § 5º da CF. Competência dos juízes de direito do juízo militar para processar e julgar singularmente as ações judiciais contra atos disciplinares, nada mencionando acerca do julgamento colegiado dessas demandas. 5. Ausência de nulidade. 6. Violação do contraditório. Necessidade do reexame dos fatos e provas. Súmula 279. 7. Competência. Comandante-geral da PM. Edição de instrução normativa. Fundamentação deficiente. Súmula 284. 8. Ausência de argumentos hábeis a infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 820.539/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/9/11). Saliente-se que também não procede a alegada nulidade do processo administrativo que originou o ato administrativo objeto de impugnação em sede judicial, em virtude da ausência de defesa por advogado legalmente habilitado, a teor que dispõe a Súmula Vinculante nº 5 deste Supremo Tribunal Federal, in verbis: ‘A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.’ Sobre o tema, o seguinte precedente de minha relatoria: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Processo administrativo disciplinar. Advogado. Ausência. Súmula Vinculante nº 5. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não ofende a Constituição Federal a ausência de defesa técnica em processo administrativo disciplinar. Incidência da Súmula Vinculante nº 5. 4. Agravo regimental não provido’ (RE nº 451.840/SP -AgR, Primeira Turma, DJe de 22/2/12). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem reconheceram a legalidade do ato administrativo que expulsou o autor, ora recorrente, dos Quadros da Corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo amparadas na legislação infraconstitucional pertinente (Regulamento Disciplinar da Polícia Militar) e nos fatos e provas constantes dos autos, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Sustenta o agravante que teriam sido violados os arts. 5º, inciso XXXV, e 125, § 5º, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Processo administrativo disciplinar. Advogado. Ausência. Súmula Vinculante nº 5. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não ofende a Constituição Federal a ausência de defesa técnica em processo administrativo disciplinar. Incidência da Súmula Vinculante nº 5. 4. Agravo regimental não provido’ (RE nº 451.840/SP -AgR, Primeira Turma, DJe de 22/2/12). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem reconheceram a legalidade do ato administrativo que expulsou o autor, ora recorrente, dos Quadros da Corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo amparadas na legislação infraconstitucional pertinente (Regulamento Disciplinar da Polícia Militar) e nos fatos e provas constantes dos autos, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Sustenta o agravante que teriam sido violados os arts. 5º, inciso XXXV, e 125, § 5º, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP “(...) não pretende qualquer reexame de provas com o presente recurso. O que se requer é que seja VALORADO por esse Pretório Excelso se os fatos já fixados em instância inferior caracterizam ou não ofensa à Constituição Federal. E no que se refere à suscitada afronta ao artigo 125, § 5º C.F., tal norma constitucional estabeleceu ser da competência dos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares militares. Em outras palavras, afastou os juízes militares do julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, matéria eminentemente civil. (…) (…) contrariando o teor do § 5º, do artigo 125, da Constituição da República, no julgamento do apelo interposto no presente feito, participaram 2 (dois) Juízes da classe dos militares. (…) Portanto, entende o Agravante que a restrição aos Juízes Militares no julgamento das ações contra atos disciplinares militares, também se estende ao Segundo Grau de Jurisdição, não obstante não tenha a C.F. disposto de forma expressa a respeito”. Alega, ainda, que não se aplica ao caso o óbice da Súmula nº 284/STF, haja vista que os recursos interpostos pelo ora agravante não carecem de fundamentação. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP “(...) não pretende qualquer reexame de provas com o presente recurso. O que se requer é que seja VALORADO por esse Pretório Excelso se os fatos já fixados em instância inferior caracterizam ou não ofensa à Constituição Federal. E no que se refere à suscitada afronta ao artigo 125, § 5º C.F., tal norma constitucional estabeleceu ser da competência dos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares militares. Em outras palavras, afastou os juízes militares do julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, matéria eminentemente civil. (…) (…) contrariando o teor do § 5º, do artigo 125, da Constituição da República, no julgamento do apelo interposto no presente feito, participaram 2 (dois) Juízes da classe dos militares. (…) Portanto, entende o Agravante que a restrição aos Juízes Militares no julgamento das ações contra atos disciplinares militares, também se estende ao Segundo Grau de Jurisdição, não obstante não tenha a C.F. disposto de forma expressa a respeito”. Alega, ainda, que não se aplica ao caso o óbice da Súmula nº 284/STF, haja vista que os recursos interpostos pelo ora agravante não carecem de fundamentação. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Com efeito, não houve a alegada violação do art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal, uma vez que o agravante teve acesso aos recursos cabíveis e que as decisões proferidas nos autos foram devidamente motivadas, embora contrárias a seus interesses. Adotando esse entendimento, anotem-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA CF/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI Nº 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis nºs 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 764.558/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 12/11/13). “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL DE VENCIMENTO. COMPORTAMENTO OMISSIVO DO CHEFE DO EXECUTIVO. DIREITO À INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. IMPOSSIBILIDADE. Esta Corte firmou o entendimento de que, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Com efeito, não houve a alegada violação do art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal, uma vez que o agravante teve acesso aos recursos cabíveis e que as decisões proferidas nos autos foram devidamente motivadas, embora contrárias a seus interesses. Adotando esse entendimento, anotem-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA CF/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI Nº 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis nºs 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 764.558/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 12/11/13). “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL DE VENCIMENTO. COMPORTAMENTO OMISSIVO DO CHEFE DO EXECUTIVO. DIREITO À INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. IMPOSSIBILIDADE. Esta Corte firmou o entendimento de que, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 859358 AGR / SP embora reconhecida a mora legislativa, não pode o Judiciário deflagrar o processo legislativo, nem fixar prazo para que o chefe do Poder Executivo o faça. Além disso, esta Turma entendeu que o comportamento omissivo do chefe do Poder Executivo não gera direito à indenização por perdas e danos. Inexistência de ofensa ao art. 5º, XXXV, da Constituição federal, porquanto o recurso extraordinário foi analisado tal como proposto. Assim, não há confundir-se decisão desfavorável com falta de prestação jurisdicional. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 547.022/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1/2/08). Ademais, consoante expresso na decisão agravada, o art. 125, § 5º, da Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo nenhuma menção acerca do julgamento colegiado de tais demandas. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL E DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO STF. INCIDÊNCIA. DECISÃO QUE NÃO EXAMINA O MÉRITO DA DEMANDA POR CONSTATAR A OCORRÊNCIA DE LITISPENDÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ART. 125, § 5º, DA CF. COMPETÊNCIA DO JUÍZO DE DIREITO DA JUSTIÇA MILITAR PARA PROCESSAR E JULGAR, SINGULARMENTE, AS AÇÕES JUDICIAIS CONTRA ATOS DISCIPLINARES, NADA DISPONDO ACERCA DO JULGAMENTO DESSAS AÇÕES PELO COLEGIADO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP embora reconhecida a mora legislativa, não pode o Judiciário deflagrar o processo legislativo, nem fixar prazo para que o chefe do Poder Executivo o faça. Além disso, esta Turma entendeu que o comportamento omissivo do chefe do Poder Executivo não gera direito à indenização por perdas e danos. Inexistência de ofensa ao art. 5º, XXXV, da Constituição federal, porquanto o recurso extraordinário foi analisado tal como proposto. Assim, não há confundir-se decisão desfavorável com falta de prestação jurisdicional. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 547.022/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1/2/08). Ademais, consoante expresso na decisão agravada, o art. 125, § 5º, da Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo nenhuma menção acerca do julgamento colegiado de tais demandas. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL E DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO STF. INCIDÊNCIA. DECISÃO QUE NÃO EXAMINA O MÉRITO DA DEMANDA POR CONSTATAR A OCORRÊNCIA DE LITISPENDÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ART. 125, § 5º, DA CF. COMPETÊNCIA DO JUÍZO DE DIREITO DA JUSTIÇA MILITAR PARA PROCESSAR E JULGAR, SINGULARMENTE, AS AÇÕES JUDICIAIS CONTRA ATOS DISCIPLINARES, NADA DISPONDO ACERCA DO JULGAMENTO DESSAS AÇÕES PELO COLEGIADO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 859358 AGR / SP PROVIMENTO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa ao princípio da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Precedentes. IV - Se a decisão de origem limitou-se a verificar, no caso concreto, a ocorrência de coisa julgada e litispendência, a impedir o exame da matéria de fundo debatida na ação, não há falar em questão constitucional que possibilite o conhecimento do extraordinário. Nessas circunstâncias, o tema decidido é exclusivamente infraconstitucional. V - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. VI - O art. 125, § 5º, da Constituição Federal, determina que “compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares”, nada dispondo acerca do julgamento dessas ações pelo colegiado. Precedentes. VII - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 780.166/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/2/14). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Justiça Militar. Julgamento colegiado. Composição. Servidor militar. Processo administrativo disciplinar. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O art. 125, § 5º, da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP PROVIMENTO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa ao princípio da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Precedentes. IV - Se a decisão de origem limitou-se a verificar, no caso concreto, a ocorrência de coisa julgada e litispendência, a impedir o exame da matéria de fundo debatida na ação, não há falar em questão constitucional que possibilite o conhecimento do extraordinário. Nessas circunstâncias, o tema decidido é exclusivamente infraconstitucional. V - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. VI - O art. 125, § 5º, da Constituição Federal, determina que “compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares”, nada dispondo acerca do julgamento dessas ações pelo colegiado. Precedentes. VII - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 780.166/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/2/14). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Justiça Militar. Julgamento colegiado. Composição. Servidor militar. Processo administrativo disciplinar. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O art. 125, § 5º, da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 859358 AGR / SP Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo, entretanto, nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. 2. Para divergir do entendimento adotado na origem, no sentido de que não teriam sido violadas as garantias constitucionais que informam o processo, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental não provido” (AI nº 814.762/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/6/13). De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “A sanção expulsória está prevista no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, fruto de lei complementar... (…) No caso em tela, o Apelante e ex-Sd PM que integrou os quadros da Corporação por mais de dez anos – portanto, tinha estabilidade. A Lei Complementar nº 283, de 09 de março de 2001, trazendo o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, dispõe em seu artigo 71, inciso II, que o processo regular para apurar transgressões de praças estáveis é o Conselho de Disciplina. (…) Após a devida apuração por meio de processo regular, concluiu o Comandante Geral pela prática de ‘atos considerados desonrosos e ofensivos ao decoro profissional, bem como atentatório à Instituição e ao Estado, revelando incompatibilidade com a função 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo, entretanto, nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. 2. Para divergir do entendimento adotado na origem, no sentido de que não teriam sido violadas as garantias constitucionais que informam o processo, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental não provido” (AI nº 814.762/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/6/13). De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “A sanção expulsória está prevista no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, fruto de lei complementar... (…) No caso em tela, o Apelante e ex-Sd PM que integrou os quadros da Corporação por mais de dez anos – portanto, tinha estabilidade. A Lei Complementar nº 283, de 09 de março de 2001, trazendo o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, dispõe em seu artigo 71, inciso II, que o processo regular para apurar transgressões de praças estáveis é o Conselho de Disciplina. (…) Após a devida apuração por meio de processo regular, concluiu o Comandante Geral pela prática de ‘atos considerados desonrosos e ofensivos ao decoro profissional, bem como atentatório à Instituição e ao Estado, revelando incompatibilidade com a função 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 859358 AGR / SP pública, comprovados no presente Processo Regular, consubstanciando transgressões disciplinares de natureza grave, previstas no nº 2 do § 1º c.c. os nº 1 e 3 do § 2º, ambos do Art. 12 do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar’ (fl. 144). (…) Tanto os membros do Conselho de Disciplina, em seu relatório (fls. 104/124), quanto a Autoridade Instauradora, em sede de solução (fls. 126/131), foram uníssonos ao proporem a expulsão do Apelante. Após precisa análise probatória, restou inequívoco para o Comandante Geral o cometimento das transgressões, bem como a incompatibilidade do Apelante para com a função policial militar... (…) É de se consignar que o processo administrativo que resultou na expulsão do Apelante das fileiras da Polícia Militar observou todos os ditames legais previstos para a aplicação dessa penalidade, especialmente o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, não se vislumbrando vícios na instrução que pudessem vir a ensejar sua anulação”. Destarte, concluiu a Corte de origem, com base na legislação aplicável à espécie e nos fatos e nas provas dos autos, que o procedimento administrativo disciplinar que culminou na demissão do agravante se desenvolveu de forma regular, havendo sido observadas todas as garantias constitucionais. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a legislação pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar estadual. Processo administrativo disciplinar. 3. Sanção de exclusão da corporação. Ofensa reflexa. Necessidade de revolvimento do acervo fático- probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP pública, comprovados no presente Processo Regular, consubstanciando transgressões disciplinares de natureza grave, previstas no nº 2 do § 1º c.c. os nº 1 e 3 do § 2º, ambos do Art. 12 do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar’ (fl. 144). (…) Tanto os membros do Conselho de Disciplina, em seu relatório (fls. 104/124), quanto a Autoridade Instauradora, em sede de solução (fls. 126/131), foram uníssonos ao proporem a expulsão do Apelante. Após precisa análise probatória, restou inequívoco para o Comandante Geral o cometimento das transgressões, bem como a incompatibilidade do Apelante para com a função policial militar... (…) É de se consignar que o processo administrativo que resultou na expulsão do Apelante das fileiras da Polícia Militar observou todos os ditames legais previstos para a aplicação dessa penalidade, especialmente o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, não se vislumbrando vícios na instrução que pudessem vir a ensejar sua anulação”. Destarte, concluiu a Corte de origem, com base na legislação aplicável à espécie e nos fatos e nas provas dos autos, que o procedimento administrativo disciplinar que culminou na demissão do agravante se desenvolveu de forma regular, havendo sido observadas todas as garantias constitucionais. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a legislação pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar estadual. Processo administrativo disciplinar. 3. Sanção de exclusão da corporação. Ofensa reflexa. Necessidade de revolvimento do acervo fático- probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 859358 AGR / SP Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 842.179/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/11/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI nº 738.483/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 843.907/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/6/11). Anote-se, por fim, que a suposta incidência da Súmula nº 284/STF não foi utilizada como fundamento na decisão agravada. Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 842.179/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/11/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI nº 738.483/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 843.907/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/6/11). Anote-se, por fim, que a suposta incidência da Súmula nº 284/STF não foi utilizada como fundamento na decisão agravada. Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FABIO RODRIGUES BATISTA ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095745 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FABIO RODRIGUES BATISTA ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095745 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8220763
2015-03-17T00:00:00
2015-04-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Não ocorrência. Justiça Militar. Julgamento colegiado. Composição. Servidor. Militar. Processo administrativo disciplinar. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. O art. 125, § 5º, da Constituição Federal determina que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas, em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo, entretanto, nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais feitos. 3. Para divergir do entendimento adotado na origem de que teriam sido violadas as garantias constitucionais que informam o processo seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicável e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.
sjur300387
- Acórdão(s) citado(s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) RE 547022 AgR (2ªT), ARE 764558 AgR (1ªT). (COMPETÊNCIA, JULGAMENTO, ATO DISCIPLINAR, MILITAR) AI 814762 AgR (1ªT), ARE 780166 AgR (2ªT). (SÚMULAS 279 E 280) AI 738483 AgR (2ªT), AI 843907 AgR (1ªT), ARE 842179 AgR (2ªT). Número de páginas: 18. Análise: 28/04/2015, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
859358
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 ART-00125 PAR-00005\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 859358 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FABIO RODRIGUES BATISTA ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FABIO RODRIGUES BATISTA ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ofensa ao art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal. Não ocorrência. Justiça Militar. Julgamento colegiado. Composição. Servidor. Militar. Processo administrativo disciplinar. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. O art. 125, § 5..., da Constituição Federal determina que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas, em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo, entretanto, nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais feitos. 3. Para divergir do entendimento adotado na origem de que teriam sido violadas as garantias constitucionais que informam o processo seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicável e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194952. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ARE 859358 AGR / SP das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194952. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194952. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FABIO RODRIGUES BATISTA ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fábio Rodrigues Batista interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Fabio Rodrigues Batista interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘POLICIAL MILITAR – Expulsão – Reintegração Pleiteada – Descabimento – Agravo Retido reiterado e negado – Arquivamento de IPM não repercute no juízo cível – Razoável duração do processo – Constitucionalidade da pena – Isonomia não maculada – Princípio da Atipicidade – Poder Discricionário do Administrador – Informalismo e regular trâmite processual – Validade das Instruções I-16-PM – Competência do Comandante Geral para aplicação de sanções disciplinares – Dispensabilidade da atuação de Consultoria Jurídica – Devida motivação – Respeito à proporcionalidade e à razoabilidade – Correta fixação de verbas sucumbenciais – Provimento negado. A isonomia Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FABIO RODRIGUES BATISTA ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fábio Rodrigues Batista interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Fabio Rodrigues Batista interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘POLICIAL MILITAR – Expulsão – Reintegração Pleiteada – Descabimento – Agravo Retido reiterado e negado – Arquivamento de IPM não repercute no juízo cível – Razoável duração do processo – Constitucionalidade da pena – Isonomia não maculada – Princípio da Atipicidade – Poder Discricionário do Administrador – Informalismo e regular trâmite processual – Validade das Instruções I-16-PM – Competência do Comandante Geral para aplicação de sanções disciplinares – Dispensabilidade da atuação de Consultoria Jurídica – Devida motivação – Respeito à proporcionalidade e à razoabilidade – Correta fixação de verbas sucumbenciais – Provimento negado. A isonomia Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP é princípio de igualdade material que permite que a lei disponha de modo distinto para situações e circunstâncias diferenciadas. A ordem procedimental aplicada ao rito das Instruções I-16-PM é a mesma dos demais processos administrativos disciplinares. É vedado ao Poder Judiciário substituir-se ao administrador para deliberar de forma diversa quanto ao grau ou extensão da sanção disciplinar. A sucumbência é mera consequência da utilização do Poder Judiciário, devendo ser atribuída à parte vencida ainda que beneficiária da Justiça Gratuita’. Opostos embargos de declaração, não foram conhecidos por decisão monocrática. Na sequência, interposto agravo regimental, foi negado provimento ‘ratificando assim a decisão monocrática acima reproduzida, que não conheceu dos Embargos Declaratórios interpostos’. Sustenta o recorrente, nas razões do recurso extraordinário, violação dos artigos 5..., incisos II, LIV e LV, 37, caput, 84, inciso IV, 93, inciso IX, 125, § 5..., e 133 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP é princípio de igualdade material que permite que a lei disponha de modo distinto para situações e circunstâncias diferenciadas. A ordem procedimental aplicada ao rito das Instruções I-16-PM é a mesma dos demais processos administrativos disciplinares. É vedado ao Poder Judiciário substituir-se ao administrador para deliberar de forma diversa quanto ao grau ou extensão da sanção disciplinar. A sucumbência é mera consequência da utilização do Poder Judiciário, devendo ser atribuída à parte vencida ainda que beneficiária da Justiça Gratuita’. Opostos embargos de declaração, não foram conhecidos por decisão monocrática. Na sequência, interposto agravo regimental, foi negado provimento ‘ratificando assim a decisão monocrática acima reproduzida, que não conheceu dos Embargos Declaratórios interpostos’. Sustenta o recorrente, nas razões do recurso extraordinário, violação dos artigos 5..., incisos II, LIV e LV, 37, caput, 84, inciso IV, 93, inciso IX, 125, § 5..., e 133 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP Ademais, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe de 31/8/11). Também não merece trânsito a alegação de violação dos artigos 5..., inciso II, e 37, caput, da Constituição Federal, uma vez que a afronta aos referidos dispositivos constitucionais seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula n 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Registre-se, ainda, que não procede a alegada nulidade do julgado recorrido em face do disposto no artigo 125, § 5..., da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP Ademais, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe de 31/8/11). Também não merece trânsito a alegação de violação dos artigos 5..., inciso II, e 37, caput, da Constituição Federal, uma vez que a afronta aos referidos dispositivos constitucionais seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula n 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Registre-se, ainda, que não procede a alegada nulidade do julgado recorrido em face do disposto no artigo 125, § 5..., da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP Constituição Federal, haja vista que tal dispositivo determina a competência dos Juízes de Direito da Justiça Militar para processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares dos militares, não fazendo nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. OFENSA REFLEXA. ARGUIÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PARA REAFIRMAR A JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE RECURSOS INTERPOSTOS NO BOJO DE AÇÕES JUDICIAIS CONTRA ATOS DISCIPLINARES MILITARES. A COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL DEVE SER FIXADA NO ÂMBITO DOS ESTADOS. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. FALTA RESIDUAL. SÚMULA 18 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP Constituição Federal, haja vista que tal dispositivo determina a competência dos Juízes de Direito da Justiça Militar para processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares dos militares, não fazendo nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. OFENSA REFLEXA. ARGUIÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PARA REAFIRMAR A JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE RECURSOS INTERPOSTOS NO BOJO DE AÇÕES JUDICIAIS CONTRA ATOS DISCIPLINARES MILITARES. A COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL DEVE SER FIXADA NO ÂMBITO DOS ESTADOS. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. FALTA RESIDUAL. SÚMULA 18 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou- se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. O princípio da legalidade e sua eventual ofensa não desafiam o recurso extraordinário quando sua verificação demanda a análise de normas de natureza infraconstitucional. 5. A Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. 6. A Constituição Federal prevê em seu artigo 125, § 5..., a competência singular para julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, nada disciplinando em relação ao julgamento em segundo grau. A propósito, destaco que a competência da Justiça Militar estadual é de ser fixada no âmbito estadual, a teor da Carta Magna. 7. É admissível a punição administrativa do servidor público pela falta residual não compreendida na absolvição do juízo criminal. Inteligência da Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal. 8. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘Direito constitucional, administrativo e processual civil. Policial Militar. Demissão. Anulação de Ato Administrativo. Apelação Cível. Recurso improvido. A absolvição na esfera criminal, não traz consequências ao âmbito administrativo, porque o fato que não constitui 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou- se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. O princípio da legalidade e sua eventual ofensa não desafiam o recurso extraordinário quando sua verificação demanda a análise de normas de natureza infraconstitucional. 5. A Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. 6. A Constituição Federal prevê em seu artigo 125, § 5..., a competência singular para julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, nada disciplinando em relação ao julgamento em segundo grau. A propósito, destaco que a competência da Justiça Militar estadual é de ser fixada no âmbito estadual, a teor da Carta Magna. 7. É admissível a punição administrativa do servidor público pela falta residual não compreendida na absolvição do juízo criminal. Inteligência da Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal. 8. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘Direito constitucional, administrativo e processual civil. Policial Militar. Demissão. Anulação de Ato Administrativo. Apelação Cível. Recurso improvido. A absolvição na esfera criminal, não traz consequências ao âmbito administrativo, porque o fato que não constitui 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP infração penal, pode perfeitamente constituir infração administrativo-disciplinar. Atendidos os pressupostos de competência, finalidade, forma, motivo e objeto, tem-se por garantia a validade e eficácia do ato administrativo.’ 9. Agravo regimental desprovido’ (ARE n 664.930/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/11/12). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo-disciplinar. 3. Militar. 4. Art. 125, § 5... da Constituição Federal de 1988. Competência dos juízes de direito do juízo militar para processar e julgar singularmente as ações judiciais contra atos disciplinares, nada mencionando acerca do julgamento colegiado dessas demandas. 5. Ausência de nulidade. 6. Violação do contraditório. Necessidade do reexame dos fatos e provas. Súmula 279. 7. Competência. Comandante-geral da PM. Edição de instrução normativa. Fundamentação deficiente. Súmula 284. 8. Ausência de argumentos hábeis a infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 820.539/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/9/11). Saliente-se que também não procede a alegada nulidade do processo administrativo que originou o ato administrativo objeto de impugnação em sede judicial, em virtude da ausência de defesa por advogado legalmente habilitado, a teor que dispõe a Súmula Vinculante n 5 deste Supremo Tribunal Federal, in verbis: ‘A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.’ Sobre o tema, o seguinte precedente de minha relatoria: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP infração penal, pode perfeitamente constituir infração administrativo-disciplinar. Atendidos os pressupostos de competência, finalidade, forma, motivo e objeto, tem-se por garantia a validade e eficácia do ato administrativo.’ 9. Agravo regimental desprovido’ (ARE n 664.930/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/11/12). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo-disciplinar. 3. Militar. 4. Art. 125, § 5... da Constituição Federal de 1988. Competência dos juízes de direito do juízo militar para processar e julgar singularmente as ações judiciais contra atos disciplinares, nada mencionando acerca do julgamento colegiado dessas demandas. 5. Ausência de nulidade. 6. Violação do contraditório. Necessidade do reexame dos fatos e provas. Súmula 279. 7. Competência. Comandante-geral da PM. Edição de instrução normativa. Fundamentação deficiente. Súmula 284. 8. Ausência de argumentos hábeis a infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 820.539/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/9/11). Saliente-se que também não procede a alegada nulidade do processo administrativo que originou o ato administrativo objeto de impugnação em sede judicial, em virtude da ausência de defesa por advogado legalmente habilitado, a teor que dispõe a Súmula Vinculante n 5 deste Supremo Tribunal Federal, in verbis: ‘A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.’ Sobre o tema, o seguinte precedente de minha relatoria: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Processo administrativo disciplinar. Advogado. Ausência. Súmula Vinculante n 5. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não ofende a Constituição Federal a ausência de defesa técnica em processo administrativo disciplinar. Incidência da Súmula Vinculante n 5. 4. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 451.840/SP -AgR, Primeira Turma, DJe de 22/2/12). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem reconheceram a legalidade do ato administrativo que expulsou o autor, ora recorrente, dos Quadros da Corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo amparadas na legislação infraconstitucional pertinente (Regulamento Disciplinar da Polícia Militar) e nos fatos e provas constantes dos autos, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Sustenta o agravante que teriam sido violados os arts. 5..., inciso XXXV, e 125, § 5..., da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Processo administrativo disciplinar. Advogado. Ausência. Súmula Vinculante n 5. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que não ofende a Constituição Federal a ausência de defesa técnica em processo administrativo disciplinar. Incidência da Súmula Vinculante n 5. 4. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 451.840/SP -AgR, Primeira Turma, DJe de 22/2/12). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem reconheceram a legalidade do ato administrativo que expulsou o autor, ora recorrente, dos Quadros da Corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo amparadas na legislação infraconstitucional pertinente (Regulamento Disciplinar da Polícia Militar) e nos fatos e provas constantes dos autos, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Sustenta o agravante que teriam sido violados os arts. 5..., inciso XXXV, e 125, § 5..., da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Relatório ARE 859358 AGR / SP “(...) não pretende qualquer reexame de provas com o presente recurso. O que se requer é que seja VALORADO por esse Pretório Excelso se os fatos já fixados em instância inferior caracterizam ou não ofensa à Constituição Federal. E no que se refere à suscitada afronta ao artigo 125, § 5... C.F., tal norma constitucional estabeleceu ser da competência dos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares militares. Em outras palavras, afastou os juízes militares do julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, matéria eminentemente civil. (…) (…) contrariando o teor do § 5..., do artigo 125, da Constituição da República, no julgamento do apelo interposto no presente feito, participaram 2 (dois) Juízes da classe dos militares. (…) Portanto, entende o Agravante que a restrição aos Juízes Militares no julgamento das ações contra atos disciplinares militares, também se estende ao Segundo Grau de Jurisdição, não obstante não tenha a C.F. disposto de forma expressa a respeito”. Alega, ainda, que não se aplica ao caso o óbice da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal, haja vista que os recursos interpostos pelo ora agravante não carecem de fundamentação. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP “(...) não pretende qualquer reexame de provas com o presente recurso. O que se requer é que seja VALORADO por esse Pretório Excelso se os fatos já fixados em instância inferior caracterizam ou não ofensa à Constituição Federal. E no que se refere à suscitada afronta ao artigo 125, § 5... C.F., tal norma constitucional estabeleceu ser da competência dos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares militares. Em outras palavras, afastou os juízes militares do julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, matéria eminentemente civil. (…) (…) contrariando o teor do § 5..., do artigo 125, da Constituição da República, no julgamento do apelo interposto no presente feito, participaram 2 (dois) Juízes da classe dos militares. (…) Portanto, entende o Agravante que a restrição aos Juízes Militares no julgamento das ações contra atos disciplinares militares, também se estende ao Segundo Grau de Jurisdição, não obstante não tenha a C.F. disposto de forma expressa a respeito”. Alega, ainda, que não se aplica ao caso o óbice da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal, haja vista que os recursos interpostos pelo ora agravante não carecem de fundamentação. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Com efeito, não houve a alegada violação do art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal, uma vez que o agravante teve acesso aos recursos cabíveis e que as decisões proferidas nos autos foram devidamente motivadas, embora contrárias a seus interesses. Adotando esse entendimento, anotem-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI n 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis ns 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 764.558/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 12/11/13). “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL DE VENCIMENTO. COMPORTAMENTO OMISSIVO DO CHEFE DO EXECUTIVO. DIREITO À INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. IMPOSSIBILIDADE. Esta Corte firmou o entendimento de que, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Com efeito, não houve a alegada violação do art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal, uma vez que o agravante teve acesso aos recursos cabíveis e que as decisões proferidas nos autos foram devidamente motivadas, embora contrárias a seus interesses. Adotando esse entendimento, anotem-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI n 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis ns 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 764.558/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 12/11/13). “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL DE VENCIMENTO. COMPORTAMENTO OMISSIVO DO CHEFE DO EXECUTIVO. DIREITO À INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. IMPOSSIBILIDADE. Esta Corte firmou o entendimento de que, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 859358 AGR / SP embora reconhecida a mora legislativa, não pode o Judiciário deflagrar o processo legislativo, nem fixar prazo para que o chefe do Poder Executivo o faça. Além disso, esta Turma entendeu que o comportamento omissivo do chefe do Poder Executivo não gera direito à indenização por perdas e danos. Inexistência de ofensa ao art. 5..., XXXV, da Constituição federal, porquanto o recurso extraordinário foi analisado tal como proposto. Assim, não há confundir-se decisão desfavorável com falta de prestação jurisdicional. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 547.022/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1/2/08). Ademais, consoante expresso na decisão agravada, o art. 125, § 5..., da Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo nenhuma menção acerca do julgamento colegiado de tais demandas. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL E DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. DECISÃO QUE NÃO EXAMINA O MÉRITO DA DEMANDA POR CONSTATAR A OCORRÊNCIA DE LITISPENDÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ART. 125, § 5..., DA Constituição Federal de 1988. COMPETÊNCIA DO JUÍZO DE DIREITO DA JUSTIÇA MILITAR PARA PROCESSAR E JULGAR, SINGULARMENTE, AS AÇÕES JUDICIAIS CONTRA ATOS DISCIPLINARES, NADA DISPONDO ACERCA DO JULGAMENTO DESSAS AÇÕES PELO COLEGIADO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP embora reconhecida a mora legislativa, não pode o Judiciário deflagrar o processo legislativo, nem fixar prazo para que o chefe do Poder Executivo o faça. Além disso, esta Turma entendeu que o comportamento omissivo do chefe do Poder Executivo não gera direito à indenização por perdas e danos. Inexistência de ofensa ao art. 5..., XXXV, da Constituição federal, porquanto o recurso extraordinário foi analisado tal como proposto. Assim, não há confundir-se decisão desfavorável com falta de prestação jurisdicional. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 547.022/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1/2/08). Ademais, consoante expresso na decisão agravada, o art. 125, § 5..., da Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo nenhuma menção acerca do julgamento colegiado de tais demandas. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL E DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. DECISÃO QUE NÃO EXAMINA O MÉRITO DA DEMANDA POR CONSTATAR A OCORRÊNCIA DE LITISPENDÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ART. 125, § 5..., DA Constituição Federal de 1988. COMPETÊNCIA DO JUÍZO DE DIREITO DA JUSTIÇA MILITAR PARA PROCESSAR E JULGAR, SINGULARMENTE, AS AÇÕES JUDICIAIS CONTRA ATOS DISCIPLINARES, NADA DISPONDO ACERCA DO JULGAMENTO DESSAS AÇÕES PELO COLEGIADO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 859358 AGR / SP PROVIMENTO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa ao princípio da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. IV - Se a decisão de origem limitou-se a verificar, no caso concreto, a ocorrência de coisa julgada e litispendência, a impedir o exame da matéria de fundo debatida na ação, não há falar em questão constitucional que possibilite o conhecimento do extraordinário. Nessas circunstâncias, o tema decidido é exclusivamente infraconstitucional. V - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. VI - O art. 125, § 5..., da Constituição Federal, determina que “compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares”, nada dispondo acerca do julgamento dessas ações pelo colegiado. Precedentes. VII - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 780.166/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/2/14). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Justiça Militar. Julgamento colegiado. Composição. Servidor militar. Processo administrativo disciplinar. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O art. 125, § 5..., da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP PROVIMENTO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa ao princípio da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. IV - Se a decisão de origem limitou-se a verificar, no caso concreto, a ocorrência de coisa julgada e litispendência, a impedir o exame da matéria de fundo debatida na ação, não há falar em questão constitucional que possibilite o conhecimento do extraordinário. Nessas circunstâncias, o tema decidido é exclusivamente infraconstitucional. V - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. VI - O art. 125, § 5..., da Constituição Federal, determina que “compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares”, nada dispondo acerca do julgamento dessas ações pelo colegiado. Precedentes. VII - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 780.166/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/2/14). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Justiça Militar. Julgamento colegiado. Composição. Servidor militar. Processo administrativo disciplinar. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O art. 125, § 5..., da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 859358 AGR / SP Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo, entretanto, nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. 2. Para divergir do entendimento adotado na origem, no sentido de que não teriam sido violadas as garantias constitucionais que informam o processo, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental não provido” (AI n 814.762/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/6/13). De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “A sanção expulsória está prevista no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, fruto de lei complementar... (…) No caso em tela, o Apelante e ex-Sd PM que integrou os quadros da Corporação por mais de dez anos – portanto, tinha estabilidade. A Lei Complementar n 283, de 09 de março de 2001, trazendo o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, dispõe em seu artigo 71, inciso II, que o processo regular para apurar transgressões de praças estáveis é o Conselho de Disciplina. (…) Após a devida apuração por meio de processo regular, concluiu o Comandante Geral pela prática de ‘atos considerados desonrosos e ofensivos ao decoro profissional, bem como atentatório à Instituição e ao Estado, revelando incompatibilidade com a função 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo, entretanto, nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. 2. Para divergir do entendimento adotado na origem, no sentido de que não teriam sido violadas as garantias constitucionais que informam o processo, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental não provido” (AI n 814.762/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/6/13). De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “A sanção expulsória está prevista no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, fruto de lei complementar... (…) No caso em tela, o Apelante e ex-Sd PM que integrou os quadros da Corporação por mais de dez anos – portanto, tinha estabilidade. A Lei Complementar n 283, de 09 de março de 2001, trazendo o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, dispõe em seu artigo 71, inciso II, que o processo regular para apurar transgressões de praças estáveis é o Conselho de Disciplina. (…) Após a devida apuração por meio de processo regular, concluiu o Comandante Geral pela prática de ‘atos considerados desonrosos e ofensivos ao decoro profissional, bem como atentatório à Instituição e ao Estado, revelando incompatibilidade com a função 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 859358 AGR / SP pública, comprovados no presente Processo Regular, consubstanciando transgressões disciplinares de natureza grave, previstas no n 2 do § 1... c.c. os n 1 e 3 do § 2..., ambos do Art. 12 do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar’ (fl. 144). (…) Tanto os membros do Conselho de Disciplina, em seu relatório (fls. 104/124), quanto a Autoridade Instauradora, em sede de solução (fls. 126/131), foram uníssonos ao proporem a expulsão do Apelante. Após precisa análise probatória, restou inequívoco para o Comandante Geral o cometimento das transgressões, bem como a incompatibilidade do Apelante para com a função policial militar... (…) É de se consignar que o processo administrativo que resultou na expulsão do Apelante das fileiras da Polícia Militar observou todos os ditames legais previstos para a aplicação dessa penalidade, especialmente o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, não se vislumbrando vícios na instrução que pudessem vir a ensejar sua anulação”. Destarte, concluiu a Corte de origem, com base na legislação aplicável à espécie e nos fatos e nas provas dos autos, que o procedimento administrativo disciplinar que culminou na demissão do agravante se desenvolveu de forma regular, havendo sido observadas todas as garantias constitucionais. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a legislação pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar estadual. Processo administrativo disciplinar. 3. Sanção de exclusão da corporação. Ofensa reflexa. Necessidade de revolvimento do acervo fático- probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP pública, comprovados no presente Processo Regular, consubstanciando transgressões disciplinares de natureza grave, previstas no n 2 do § 1... c.c. os n 1 e 3 do § 2..., ambos do Art. 12 do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar’ (fl. 144). (…) Tanto os membros do Conselho de Disciplina, em seu relatório (fls. 104/124), quanto a Autoridade Instauradora, em sede de solução (fls. 126/131), foram uníssonos ao proporem a expulsão do Apelante. Após precisa análise probatória, restou inequívoco para o Comandante Geral o cometimento das transgressões, bem como a incompatibilidade do Apelante para com a função policial militar... (…) É de se consignar que o processo administrativo que resultou na expulsão do Apelante das fileiras da Polícia Militar observou todos os ditames legais previstos para a aplicação dessa penalidade, especialmente o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, não se vislumbrando vícios na instrução que pudessem vir a ensejar sua anulação”. Destarte, concluiu a Corte de origem, com base na legislação aplicável à espécie e nos fatos e nas provas dos autos, que o procedimento administrativo disciplinar que culminou na demissão do agravante se desenvolveu de forma regular, havendo sido observadas todas as garantias constitucionais. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a legislação pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar estadual. Processo administrativo disciplinar. 3. Sanção de exclusão da corporação. Ofensa reflexa. Necessidade de revolvimento do acervo fático- probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 859358 AGR / SP Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 842.179/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/11/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 738.483/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 843.907/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/6/11). Anote-se, por fim, que a suposta incidência da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal não foi utilizada como fundamento na decisão agravada. Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Supremo Tribunal Federal ARE 859358 AGR / SP Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 842.179/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/11/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 738.483/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 843.907/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/6/11). Anote-se, por fim, que a suposta incidência da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal não foi utilizada como fundamento na decisão agravada. Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FABIO RODRIGUES BATISTA ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095745 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.358 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FABIO RODRIGUES BATISTA ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095745 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859 . 358", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 859358 AGR / SP", "ARE 859358 AGR / SP", "ARE 859358", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 859358 AGR / SP", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 859358 AGR / SP", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 859358 AGR / SP", "ARE n 639 . 228 / RJ", "Súmula n 636 desta Corte", "ARE 859358 AGR / SP", "ARE n 639 . 228 / RJ", "Súmula n 636 desta Corte", "ARE 859358 AGR / SP", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 18 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 859358 AGR / SP", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 18 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 QO - RG", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 859358 AGR / SP", "AI 791 . 292 QO - RG", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 859358 AGR / SP", "ARE n 664 . 930 / SP - AgR", "AI n 820 . 539 / SP - AgR", "Súmula Vinculante n 5 deste Supremo Tribunal Federal", "ARE 859358 AGR / SP", "ARE n 664 . 930 / SP - AgR", "AI n 820 . 539 / SP - AgR", "Súmula Vinculante n 5 deste Supremo Tribunal Federal", "ARE 859358 AGR / SP", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 451 . 840 / SP - AgR", "ARE 859358 AGR / SP", "Súmula Vinculante n 5", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 5", "Recurso Extraordinário n 451 . 840 / SP - AgR", "ARE 859358 AGR / SP", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 859358 AGR", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 764 . 558 / DF - AgR", "AGRAVO 859 . 358", "ARE n 764 . 558 / DF - AgR", "ARE 859358 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 547 . 022 / RJ - AgR", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 859358 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 547 . 022 / RJ - AgR", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 859358 AGR /", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 780 . 166 / SP - AgR", "ARE 859358 AGR / SP", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 780 . 166 / SP - AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 814 . 762 / SP - AgR", "ARE 859358 AGR / SP", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 814 . 762 / SP - AgR", "ARE 859358 AGR / SP", "Súmulas ns 280", "ARE 859358 AGR / SP", "Súmulas ns 280", "ARE 859358 AGR / SP", "ARE n 842 . 179 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 738 . 483 / SP - AgR", "SÚMULAS N . 279", "AI n 843 . 907 / PR - AgR", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 859358 AGR / SP", "ARE n 842 . 179 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 738 . 483 / SP - AgR", "SÚMULAS N . 279", "AI n 843 . 907 / PR - AgR", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal", "art . 125 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos II , LIV e LV , 37 , caput , 84 , inciso IV , 93 , inciso IX , 125 , § 5 . . . , e", "133 da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos II , LIV e LV , 37 , caput , 84 , inciso IV , 93 , inciso IX , 125 , § 5 . . . , e 133 da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , inciso II , e 37 , caput , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , inciso II , e 37 , caput , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "artigo 125 , § 5 . . .", "Carta Magna .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 125 , § 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 125 , § 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal", "Regulamento Disciplinar da Polícia Militar", "arts . 5 . . . , inciso XXXV , e 125 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n", "Constituição da República", "Constituição Federal", "Regulamento Disciplinar da Polícia Militar", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 125 , § 5 . . . C . F .", "§ 5 . . . , do artigo 125 , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 125 , § 5 . . . C . F .", "§ 5 . . . , do artigo 125 , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ".", ".", ". , inciso XXXV , da Constituição Federal", "ART . 5 . . . , XXXV E LV , E", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "LEI n 10 . 698 / 2003", "Leis ns 10 . 697 / 2003", "10", ".", "698", "/", "2003", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal", "ART . 5 . . . , XXXV E LV , E", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "LEI n 10 . 698 / 2003", "Leis ns 10 . 697 / 2003", "10", ".", "698", "/", "2003", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição federal", "art . 125 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "ART . 125 , § 5 . . . , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição federal", "art . 125 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "ART . 125 , § 5 . . . , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição", "art . 125 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição", "art . 125 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição da República", "Regulamento Disciplinar da Polícia Militar", "Lei Complementar n 283", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição da República", "Regulamento Disciplinar da Polícia Militar", "Lei Complementar n 283", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "/", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "PM", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PM", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "C", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SP", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "FABIO RODRIGUES BATISTA", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "FABIO RODRIGUES BATISTA", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "DIAS TOFFOLI", "Fábio Rodrigues Batista", "Fabio Rodrigues Batista", "DIAS TOFFOLI", "FABIO RODRIGUES BATISTA", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "DIAS TOFFOLI", "Fábio Rodrigues Batista", "Fabio Rodrigues Batista", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "FABIO RODRIGUES BATISTA", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "FABIO RODRIGUES BATISTA", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "6", "/", "11", "31", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "6", "/", "11", "31", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "11", "/", "12", "6", "/", "9", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "11", "/", "12", "6", "/", "9", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "2", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "2", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "12", "/", "11", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "12", "/", "11", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "/", "2", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "/", "2", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "2", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "2", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "6", "/", "13", "09 de março de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "6", "/", "13", "09 de março de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "14", "9", "/", "9", "/", "11", "22", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "14", "9", "/", "9", "/", "11", "22", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :BANCO BMG S/A ADV.(A/S) :PÉRICLES LUIZ MEDEIROS PRADE RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153754. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :BANCO BMG S/A ADV.(A/S) :PÉRICLES LUIZ MEDEIROS PRADE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 274 e 275, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153755. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :BANCO BMG S/A ADV.(A/S) :PÉRICLES LUIZ MEDEIROS PRADE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 274 e 275, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 587106 AGR / SC se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O Estado de Santa Catarina, no regimental de folha 278 a 282, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 25, 170, inciso IV, 173 e 174, § 2º, da Constituição Federal. Aponta a impertinência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. A parte agravada, na contraminuta de folha 289, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153755. Supremo Tribunal Federal RE 587106 AGR / SC se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O Estado de Santa Catarina, no regimental de folha 278 a 282, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 25, 170, inciso IV, 173 e 174, § 2º, da Constituição Federal. Aponta a impertinência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. A parte agravada, na contraminuta de folha 289, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina consignou, (folhas 149, 153,154 e 155): [...] Efetivamente, como já restou demonstrado de forma perfunctória quando da análise da liminar deferida, o Decreto n. 1.707/04, ao determinar que apenas a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina - CREDISC pudesse operar como único ente privado a oferecer empréstimos via consignação em folha de pagamento, fere de morte princípios constitucionais e administrativos aplicáveis a presente hipótese. […] Ora, indiscutível o favoritismo perpetrado, isto porque o ato visou, única e exclusivamente, a adoção de medidas protetivas a uma entidade privada, sem observar os princípios da livre concorrência, manifestada pelo livre mercado e extirpação do monopólio. […] O ato normativo ora apontado, fez com que todas as instituições financeiras que se encontravam em idêntica situação a da CREDISC, restassem afastadas da possibilidade de exploração, como consignatárias para efeitos de desconto em folha de pagamento, criando um privilégio não só infrator do princípio da impessoalidade, finalidade e legalidade acima indicados, mas, igualmente agravador, feriu os princípios da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153756. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina consignou, (folhas 149, 153,154 e 155): [...] Efetivamente, como já restou demonstrado de forma perfunctória quando da análise da liminar deferida, o Decreto n. 1.707/04, ao determinar que apenas a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina - CREDISC pudesse operar como único ente privado a oferecer empréstimos via consignação em folha de pagamento, fere de morte princípios constitucionais e administrativos aplicáveis a presente hipótese. […] Ora, indiscutível o favoritismo perpetrado, isto porque o ato visou, única e exclusivamente, a adoção de medidas protetivas a uma entidade privada, sem observar os princípios da livre concorrência, manifestada pelo livre mercado e extirpação do monopólio. […] O ato normativo ora apontado, fez com que todas as instituições financeiras que se encontravam em idêntica situação a da CREDISC, restassem afastadas da possibilidade de exploração, como consignatárias para efeitos de desconto em folha de pagamento, criando um privilégio não só infrator do princípio da impessoalidade, finalidade e legalidade acima indicados, mas, igualmente agravador, feriu os princípios da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 587106 AGR / SC livre concorrência, livre iniciativa e não intervenção do Estado na Ordem Econômica. […] Mesmo que se aponte acerca de eventual 'relevante interesse coletivo', resta derrogado pelo manifesto favorecimento de ente privado, em detrimento, não apenas dos demais entes privados que restaram expurgados da possibilidade de contratar empréstimos via margem de consignação, mas e, principalmente, pela retirada de possibilidade dos particulares escolherem, livremente, com qual ente operarão, escolhendo a melhor taxa que o mercado oferecer. […] O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153756. Supremo Tribunal Federal RE 587106 AGR / SC livre concorrência, livre iniciativa e não intervenção do Estado na Ordem Econômica. […] Mesmo que se aponte acerca de eventual 'relevante interesse coletivo', resta derrogado pelo manifesto favorecimento de ente privado, em detrimento, não apenas dos demais entes privados que restaram expurgados da possibilidade de contratar empréstimos via margem de consignação, mas e, principalmente, pela retirada de possibilidade dos particulares escolherem, livremente, com qual ente operarão, escolhendo a melhor taxa que o mercado oferecer. […] O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : BANCO BMG S/A ADV.(A/S) : PÉRICLES LUIZ MEDEIROS PRADE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8204638 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : BANCO BMG S/A ADV.(A/S) : PÉRICLES LUIZ MEDEIROS PRADE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8204638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8245625
2015-03-24T00:00:00
2015-04-17T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.3.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur301120
Número de páginas: 6. Análise: 21/05/2015, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
587106
[ "LEG-FED DEC-001707 ANO-2004\n DECRETO" ]
RE-AgR
acordaos
RE 587106 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : BANCO BMG S/A ADV.(A/S) : PÉRICLES LUIZ MEDEIROS PRADE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :BANCO BMG S/A ADV.(A/S) :PÉRICLES LUIZ MEDEIROS PRADE RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153754. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :BANCO BMG S/A ADV.(A/S) :PÉRICLES LUIZ MEDEIROS PRADE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 274 e 275, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153755. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :BANCO BMG S/A ADV.(A/S) :PÉRICLES LUIZ MEDEIROS PRADE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 274 e 275, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 587106 AGR / SC se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O Estado de Santa Catarina, no regimental de folha 278 a 282, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 25, 170, inciso IV, 173 e 174, § 2..., da Constituição Federal. Aponta a impertinência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. A parte agravada, na contraminuta de folha 289, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153755. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 587106 AGR / SC se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O Estado de Santa Catarina, no regimental de folha 278 a 282, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 25, 170, inciso IV, 173 e 174, § 2..., da Constituição Federal. Aponta a impertinência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. A parte agravada, na contraminuta de folha 289, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina consignou, (folhas 149, 153,154 e 155): [...] Efetivamente, como já restou demonstrado de forma perfunctória quando da análise da liminar deferida, o Decreto n. 1.707/04, ao determinar que apenas a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina - CREDISC pudesse operar como único ente privado a oferecer empréstimos via consignação em folha de pagamento, fere de morte princípios constitucionais e administrativos aplicáveis a presente hipótese. […] Ora, indiscutível o favoritismo perpetrado, isto porque o ato visou, única e exclusivamente, a adoção de medidas protetivas a uma entidade privada, sem observar os princípios da livre concorrência, manifestada pelo livre mercado e extirpação do monopólio. […] O ato normativo ora apontado, fez com que todas as instituições financeiras que se encontravam em idêntica situação a da CREDISC, restassem afastadas da possibilidade de exploração, como consignatárias para efeitos de desconto em folha de pagamento, criando um privilégio não só infrator do princípio da impessoalidade, finalidade e legalidade acima indicados, mas, igualmente agravador, feriu os princípios da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153756. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina consignou, (folhas 149, 153,154 e 155): [...] Efetivamente, como já restou demonstrado de forma perfunctória quando da análise da liminar deferida, o Decreto n. 1.707/04, ao determinar que apenas a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina - CREDISC pudesse operar como único ente privado a oferecer empréstimos via consignação em folha de pagamento, fere de morte princípios constitucionais e administrativos aplicáveis a presente hipótese. […] Ora, indiscutível o favoritismo perpetrado, isto porque o ato visou, única e exclusivamente, a adoção de medidas protetivas a uma entidade privada, sem observar os princípios da livre concorrência, manifestada pelo livre mercado e extirpação do monopólio. […] O ato normativo ora apontado, fez com que todas as instituições financeiras que se encontravam em idêntica situação a da CREDISC, restassem afastadas da possibilidade de exploração, como consignatárias para efeitos de desconto em folha de pagamento, criando um privilégio não só infrator do princípio da impessoalidade, finalidade e legalidade acima indicados, mas, igualmente agravador, feriu os princípios da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 587106 AGR / SC livre concorrência, livre iniciativa e não intervenção do Estado na Ordem Econômica. […] Mesmo que se aponte acerca de eventual 'relevante interesse coletivo', resta derrogado pelo manifesto favorecimento de ente privado, em detrimento, não apenas dos demais entes privados que restaram expurgados da possibilidade de contratar empréstimos via margem de consignação, mas e, principalmente, pela retirada de possibilidade dos particulares escolherem, livremente, com qual ente operarão, escolhendo a melhor taxa que o mercado oferecer. […] O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153756. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 587106 AGR / SC livre concorrência, livre iniciativa e não intervenção do Estado na Ordem Econômica. […] Mesmo que se aponte acerca de eventual 'relevante interesse coletivo', resta derrogado pelo manifesto favorecimento de ente privado, em detrimento, não apenas dos demais entes privados que restaram expurgados da possibilidade de contratar empréstimos via margem de consignação, mas e, principalmente, pela retirada de possibilidade dos particulares escolherem, livremente, com qual ente operarão, escolhendo a melhor taxa que o mercado oferecer. […] O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : BANCO BMG S/A ADV.(A/S) : PÉRICLES LUIZ MEDEIROS PRADE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8204638 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587.106 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : BANCO BMG S/A ADV.(A/S) : PÉRICLES LUIZ MEDEIROS PRADE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8204638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587 . 106", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 587106 AGR / SC", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 587106 AGR / SC", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587 . 106", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587 . 106", "Recurso Extraordinário 587106 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 587106 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 587 . 106" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 25 , 170 , inciso IV , 173 e 174 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 25 , 170 , inciso IV , 173 e 174 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n . 1 . 707 / 04", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n . 1 . 707 / 04", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Estado de Santa Catarina", "Estado de Santa Catarina", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO BMG S / A", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO BMG S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO BMG S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina", "CREDISC", "CREDISC", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina", "CREDISC", "CREDISC", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO BMG S / A", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO BMG S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "PÉRICLES LUIZ MEDEIROS", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "PÉRICLES LUIZ MEDEIROS", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "03", "/", "2015", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO ADV.(A/S) :FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. Competência. Distinção entre distrito administrativo e judiciário. 3. Organização judiciária da Justiça estadual. Competência dos estados-membros. 4. Reserva de lei. Iniciativa de tribunal de justiça. 5. Necessidade de revolvimento de legislação local aplicável à espécie. Súmula 280. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073066. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO ADV.(A/S) :FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 280 e na jurisprudência deste Corte, segundo a qual a organização judiciária da Justiça estadual remanesce nos limites da competência dos estados-membros e a regulação normativa dessa matéria está sujeita ao postulado da reserva constitucional de lei em sentido formal, de iniciativa exclusiva de tribunal de justiça. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que “o certo é que o acórdão recorrido, ao concluir que os distritos judiciários podem ser definidos por lei diversa da lei de organização judiciário, acabou por afrontar o art. 125, § 1º, da Carta Magna” (fl. 1237). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073067. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO ADV.(A/S) :FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 280 e na jurisprudência deste Corte, segundo a qual a organização judiciária da Justiça estadual remanesce nos limites da competência dos estados-membros e a regulação normativa dessa matéria está sujeita ao postulado da reserva constitucional de lei em sentido formal, de iniciativa exclusiva de tribunal de justiça. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que “o certo é que o acórdão recorrido, ao concluir que os distritos judiciários podem ser definidos por lei diversa da lei de organização judiciário, acabou por afrontar o art. 125, § 1º, da Carta Magna” (fl. 1237). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme posto na decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme em que a organização judiciária da Justiça estadual remanesce nos limites da competência dos estados- membros e a regulação normativa dessa matéria está sujeita ao postulado da reserva constitucional de lei em sentido formal, de iniciativa exclusiva de tribunal de justiça. Vejam-se os seguintes precedentes do Tribunal Pleno em controle concentrado de constitucionalidade: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. LEI ESTADUAL 13644/2000, ARTIGO 51, §§ 1º E 2º. OFENSA AOS ARTIGOS 22, XXV, E 236 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EMENDA PARLAMENTAR. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. ACUMULAÇÃO DE ATIVIDADE CARTORIAL DE NOTAS E DE REGISTRO. INVASÃO DE COMPETÊNCIA. NORMA DE NATUREZA SECUNDÁRIA. CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. EXAME. IMPOSSIBILIDADE. 1. A Constituição Federal veda ao Poder Legislativo apenas a prerrogativa da formalização de emendas a projeto originário de Tribunal de Justiça, se delas resultar aumento de despesa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme posto na decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme em que a organização judiciária da Justiça estadual remanesce nos limites da competência dos estados- membros e a regulação normativa dessa matéria está sujeita ao postulado da reserva constitucional de lei em sentido formal, de iniciativa exclusiva de tribunal de justiça. Vejam-se os seguintes precedentes do Tribunal Pleno em controle concentrado de constitucionalidade: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. LEI ESTADUAL 13644/2000, ARTIGO 51, §§ 1º E 2º. OFENSA AOS ARTIGOS 22, XXV, E 236 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EMENDA PARLAMENTAR. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. ACUMULAÇÃO DE ATIVIDADE CARTORIAL DE NOTAS E DE REGISTRO. INVASÃO DE COMPETÊNCIA. NORMA DE NATUREZA SECUNDÁRIA. CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. EXAME. IMPOSSIBILIDADE. 1. A Constituição Federal veda ao Poder Legislativo apenas a prerrogativa da formalização de emendas a projeto originário de Tribunal de Justiça, se delas resultar aumento de despesa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 645333 AGR / ES pública, observada ainda a pertinência temática, a harmonia e a simetria à proposta inicial. 2. Lei pertinente à organização judiciária do Estado e destinada a preencher as necessidades de pequenas comarcas, incapazes de suportar o ônus de mais de uma serventia extrajudicial. Norma editada segundo os limites da competência do Estado-membro. Legitimidade. 3. Acumulação de atribuições cartorárias de notas e de registro. Harmonia entre a lei estadual e a Lei Federal 8935/94, que apenas excepcionalmente admite a possibilidade de acumulação de serviços. Norma de natureza secundária. Controle concentrado de constitucionalidade. Exame. Impossibilidade. Ação conhecida em parte e, nesta parte, julgada improcedente.”(ADI 2350, rel. min. MAURÍCIO CORRÊA, Tribunal Pleno, DJe 30.4.2004); “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PROVIMENTOS N. 747/2000 E 750/2001, DO CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA DO ESTADO DE SÃO PAULO, QUE REORGANIZARAM OS SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO, MEDIANTE ACUMULAÇÃO, DESACUMULAÇÃO, EXTINÇÃO E CRIAÇÃO DE UNIDADES. 1. REGIME JURÍDICO DOS SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO. I – Trata-se de atividades jurídicas que são próprias do Estado, porém exercidas por particulares mediante delegação. Exercidas ou traspassadas, mas não por conduto da concessão ou da permissão, normadas pelo caput do art. 175 da Constituição como instrumentos contratuais de privatização do exercício dessa atividade material (não jurídica) em que se constituem os serviços públicos. II – A delegação que lhes timbra a funcionalidade não se traduz, por nenhuma forma, em cláusulas contratuais. III – A sua delegação somente pode recair sobre pessoa natural, e não sobre uma empresa ou pessoa mercantil, visto que de empresa ou pessoa mercantil é que versa a Magna Carta Federal em tema de concessão ou permissão de serviço público. IV – Para se tornar delegatária do Poder Público, tal pessoa natural há de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Supremo Tribunal Federal ARE 645333 AGR / ES pública, observada ainda a pertinência temática, a harmonia e a simetria à proposta inicial. 2. Lei pertinente à organização judiciária do Estado e destinada a preencher as necessidades de pequenas comarcas, incapazes de suportar o ônus de mais de uma serventia extrajudicial. Norma editada segundo os limites da competência do Estado-membro. Legitimidade. 3. Acumulação de atribuições cartorárias de notas e de registro. Harmonia entre a lei estadual e a Lei Federal 8935/94, que apenas excepcionalmente admite a possibilidade de acumulação de serviços. Norma de natureza secundária. Controle concentrado de constitucionalidade. Exame. Impossibilidade. Ação conhecida em parte e, nesta parte, julgada improcedente.”(ADI 2350, rel. min. MAURÍCIO CORRÊA, Tribunal Pleno, DJe 30.4.2004); “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PROVIMENTOS N. 747/2000 E 750/2001, DO CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA DO ESTADO DE SÃO PAULO, QUE REORGANIZARAM OS SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO, MEDIANTE ACUMULAÇÃO, DESACUMULAÇÃO, EXTINÇÃO E CRIAÇÃO DE UNIDADES. 1. REGIME JURÍDICO DOS SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO. I – Trata-se de atividades jurídicas que são próprias do Estado, porém exercidas por particulares mediante delegação. Exercidas ou traspassadas, mas não por conduto da concessão ou da permissão, normadas pelo caput do art. 175 da Constituição como instrumentos contratuais de privatização do exercício dessa atividade material (não jurídica) em que se constituem os serviços públicos. II – A delegação que lhes timbra a funcionalidade não se traduz, por nenhuma forma, em cláusulas contratuais. III – A sua delegação somente pode recair sobre pessoa natural, e não sobre uma empresa ou pessoa mercantil, visto que de empresa ou pessoa mercantil é que versa a Magna Carta Federal em tema de concessão ou permissão de serviço público. IV – Para se tornar delegatária do Poder Público, tal pessoa natural há de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 645333 AGR / ES ganhar habilitação em concurso público de provas e títulos, e não por adjudicação em processo licitatório, regrado, este, pela Constituição como antecedente necessário do contrato de concessão ou de permissão para o desempenho de serviço público. V – Cuida-se ainda de atividades estatais cujo exercício privado jaz sob a exclusiva fiscalização do Poder Judiciário, e não sob órgão ou entidade do Poder Executivo, sabido que por órgão ou entidade do Poder Executivo é que se dá a imediata fiscalização das empresas concessionárias ou permissionárias de serviços públicos. Por órgãos do Poder Judiciário é que se marca a presença do Estado para conferir certeza e liquidez jurídica às relações inter-partes, com esta conhecida diferença: o modo usual de atuação do Poder Judiciário se dá sob o signo da contenciosidade, enquanto o invariável modo de atuação das serventias extra-forenses não adentra essa delicada esfera da litigiosidade entre sujeitos de direito. VI – Enfim, as atividades notariais e de registro não se inscrevem no âmbito das remuneráveis por tarifa ou preço público, mas no círculo das que se pautam por uma tabela de emolumentos, jungidos estes a normas gerais que se editam por lei necessariamente federal. 2. CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. As serventias extrajudiciais se compõem de um feixe de competências públicas, embora exercidas em regime de delegação a pessoa privada. Competências que fazem de tais serventias uma instância de formalização de atos de criação, preservação, modificação, transformação e extinção de direitos e obrigações. Se esse feixe de competências públicas investe as serventias extrajudiciais em parcela do poder estatal idônea à colocação de terceiros numa condição de servil acatamento, a modificação dessas competências estatais (criação, extinção, acumulação e desacumulação de unidades) somente é de ser realizada por meio de lei em sentido formal, segundo a regra de que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Precedentes. 3. PROCESSO DE INCONSTITUCIONALIZAÇÃO. NORMAS “AINDA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Supremo Tribunal Federal ARE 645333 AGR / ES ganhar habilitação em concurso público de provas e títulos, e não por adjudicação em processo licitatório, regrado, este, pela Constituição como antecedente necessário do contrato de concessão ou de permissão para o desempenho de serviço público. V – Cuida-se ainda de atividades estatais cujo exercício privado jaz sob a exclusiva fiscalização do Poder Judiciário, e não sob órgão ou entidade do Poder Executivo, sabido que por órgão ou entidade do Poder Executivo é que se dá a imediata fiscalização das empresas concessionárias ou permissionárias de serviços públicos. Por órgãos do Poder Judiciário é que se marca a presença do Estado para conferir certeza e liquidez jurídica às relações inter-partes, com esta conhecida diferença: o modo usual de atuação do Poder Judiciário se dá sob o signo da contenciosidade, enquanto o invariável modo de atuação das serventias extra-forenses não adentra essa delicada esfera da litigiosidade entre sujeitos de direito. VI – Enfim, as atividades notariais e de registro não se inscrevem no âmbito das remuneráveis por tarifa ou preço público, mas no círculo das que se pautam por uma tabela de emolumentos, jungidos estes a normas gerais que se editam por lei necessariamente federal. 2. CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. As serventias extrajudiciais se compõem de um feixe de competências públicas, embora exercidas em regime de delegação a pessoa privada. Competências que fazem de tais serventias uma instância de formalização de atos de criação, preservação, modificação, transformação e extinção de direitos e obrigações. Se esse feixe de competências públicas investe as serventias extrajudiciais em parcela do poder estatal idônea à colocação de terceiros numa condição de servil acatamento, a modificação dessas competências estatais (criação, extinção, acumulação e desacumulação de unidades) somente é de ser realizada por meio de lei em sentido formal, segundo a regra de que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Precedentes. 3. PROCESSO DE INCONSTITUCIONALIZAÇÃO. NORMAS “AINDA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 645333 AGR / ES CONSTITUCIONAIS”. Tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal indeferiu o pedido de medida liminar há mais de dez anos e que, nesse período, mais de setecentas pessoas foram aprovadas em concurso público e receberam, de boa-fé, as delegações do serviço extrajudicial, a desconstituição dos efeitos concretos emanados dos Provimentos n. 747/2000 e 750/2001 causaria desmesurados prejuízos ao interesse social. Adoção da tese da norma jurídica “ainda constitucional”. Preservação: a) da validade dos atos notariais praticados no Estado de São Paulo, à luz dos provimentos impugnados; b) das outorgas regularmente concedidas a delegatários concursados (eventuais vícios na investidura do delegatário, máxime a ausência de aprovação em concurso público, não se encontram a salvo de posterior declaração de nulidade); c) do curso normal do processo seletivo para o recrutamento de novos delegatários. 4. Ação direta julgada improcedente.” (ADI 2415, rel. min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, DJe 9.2.2012). Do mesmo modo, conforme colocado na decisão agravada, verifico que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo para perquirir a qualificação jurídica de leis estaduais e municipais ou o diploma legal aplicável ao caso concreto, demandaria revolvimento da legislação infraconstitucional de índole local, o que não enseja a abertura da via do recurso extraordinário, uma vez que se aplica a Súmula 280. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as turmas desta Corte: “Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz do Código de Organização Judiciária Estadual e que demanda revolvimento de matéria de fato e de provas (Súmulas 279 e 280)” (RE 149013 AgR, rel. min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, DJ 25.2.2005); “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECLAMAÇÃO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Supremo Tribunal Federal ARE 645333 AGR / ES CONSTITUCIONAIS”. Tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal indeferiu o pedido de medida liminar há mais de dez anos e que, nesse período, mais de setecentas pessoas foram aprovadas em concurso público e receberam, de boa-fé, as delegações do serviço extrajudicial, a desconstituição dos efeitos concretos emanados dos Provimentos n. 747/2000 e 750/2001 causaria desmesurados prejuízos ao interesse social. Adoção da tese da norma jurídica “ainda constitucional”. Preservação: a) da validade dos atos notariais praticados no Estado de São Paulo, à luz dos provimentos impugnados; b) das outorgas regularmente concedidas a delegatários concursados (eventuais vícios na investidura do delegatário, máxime a ausência de aprovação em concurso público, não se encontram a salvo de posterior declaração de nulidade); c) do curso normal do processo seletivo para o recrutamento de novos delegatários. 4. Ação direta julgada improcedente.” (ADI 2415, rel. min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, DJe 9.2.2012). Do mesmo modo, conforme colocado na decisão agravada, verifico que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo para perquirir a qualificação jurídica de leis estaduais e municipais ou o diploma legal aplicável ao caso concreto, demandaria revolvimento da legislação infraconstitucional de índole local, o que não enseja a abertura da via do recurso extraordinário, uma vez que se aplica a Súmula 280. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as turmas desta Corte: “Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz do Código de Organização Judiciária Estadual e que demanda revolvimento de matéria de fato e de provas (Súmulas 279 e 280)” (RE 149013 AgR, rel. min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, DJ 25.2.2005); “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECLAMAÇÃO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 645333 AGR / ES TRABALHISTA. PORTEIRA-ZELADORA DO FORUM DE COMARCA DO INTERIOR DO ESTADO. AS INSTANCIAS TRABALHISTAS RECONHECERAM A EXISTÊNCIA DE RELAÇÃO DE EMPREGO E FALTA GRAVE PATRONAL, COM RESCISAO INDIRETA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 142, 115, II E 144, PAR.5., DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 1/1969. RECONHECIDA COMO FOI A RELAÇÃO DE EMPREGO DA RECLAMANTE COM O ESTADO, E NÃO SE TENDO O VINCULO FUNCIONAL COMO ESTATUTARIO, NÃO HÁ DE DEIXAR DE RECONHECER A INCIDENCIA DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA. A MATÉRIA DE FATO E INSUSCETIVEL DE REAPRECIAÇÃO, NA INSTÂNCIA RARA, A TEOR DA SÚMULA 279. NÃO HÁ COMO DAR PELA OFENSA AOS DISPOSITIVOS MAIORES INVOCADOS, SEM REEXAMINAR A MATÉRIA DE FATO E LEGISLAÇÃO LOCAL SOBRE ORGANIZAÇAO JUDICIÁRIA DO ESTADO. O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO E, POIS, ADMISSIVEL, DIANTE DAS SUMULAS 279 E 280. AGRAVO DESPROVIDO.” (AI 134460 AgR, rel. min. NÉRI DA SILVEIRA, Segunda Turma, DJ 8.4.1994) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Supremo Tribunal Federal ARE 645333 AGR / ES TRABALHISTA. PORTEIRA-ZELADORA DO FORUM DE COMARCA DO INTERIOR DO ESTADO. AS INSTANCIAS TRABALHISTAS RECONHECERAM A EXISTÊNCIA DE RELAÇÃO DE EMPREGO E FALTA GRAVE PATRONAL, COM RESCISAO INDIRETA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 142, 115, II E 144, PAR.5., DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 1/1969. RECONHECIDA COMO FOI A RELAÇÃO DE EMPREGO DA RECLAMANTE COM O ESTADO, E NÃO SE TENDO O VINCULO FUNCIONAL COMO ESTATUTARIO, NÃO HÁ DE DEIXAR DE RECONHECER A INCIDENCIA DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA. A MATÉRIA DE FATO E INSUSCETIVEL DE REAPRECIAÇÃO, NA INSTÂNCIA RARA, A TEOR DA SÚMULA 279. NÃO HÁ COMO DAR PELA OFENSA AOS DISPOSITIVOS MAIORES INVOCADOS, SEM REEXAMINAR A MATÉRIA DE FATO E LEGISLAÇÃO LOCAL SOBRE ORGANIZAÇAO JUDICIÁRIA DO ESTADO. O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO E, POIS, ADMISSIVEL, DIANTE DAS SUMULAS 279 E 280. AGRAVO DESPROVIDO.” (AI 134460 AgR, rel. min. NÉRI DA SILVEIRA, Segunda Turma, DJ 8.4.1994) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO ADV.(A/S) : FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095664 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO ADV.(A/S) : FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095664 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8134444
2015-03-17T00:00:00
2015-03-31T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. Competência. Distinção entre distrito administrativo e judiciário. 3. Organização judiciária da Justiça estadual. Competência dos estados-membros. 4. Reserva de lei. Iniciativa de tribunal de justiça. 5. Necessidade de revolvimento de legislação local aplicável à espécie. Súmula 280. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur298720
- Acórdão(s) citado(s): (INICIATIVA RESERVADA, TRIBUNAL DE JUSTIÇA, REGULAMENTAÇÃO) ADI 2350 (TP), ADI 2415 (TP). (SÚMULA 280) RE 149013 AgR (1ªT), AI 134460 AGR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 17/04/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
645333
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 645333 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO ADV.(A/S) : FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO ADV.(A/S) :FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. Competência. Distinção entre distrito administrativo e judiciário. 3. Organização judiciária da Justiça estadual. Competência dos estados-membros. 4. Reserva de lei. Iniciativa de tribunal de justiça. 5. Necessidade de revolvimento de legislação local aplicável à espécie. Súmula 280. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073066. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO ADV.(A/S) :FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 280 e na jurisprudência deste Corte, segundo a qual a organização judiciária da Justiça estadual remanesce nos limites da competência dos estados-membros e a regulação normativa dessa matéria está sujeita ao postulado da reserva constitucional de lei em sentido formal, de iniciativa exclusiva de tribunal de justiça. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que “o certo é que o acórdão recorrido, ao concluir que os distritos judiciários podem ser definidos por lei diversa da lei de organização judiciário, acabou por afrontar o art. 125, § 1..., da Carta Magna” (fl. 1237). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073067. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO ADV.(A/S) :FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo com base na Súmula 280 e na jurisprudência deste Corte, segundo a qual a organização judiciária da Justiça estadual remanesce nos limites da competência dos estados-membros e a regulação normativa dessa matéria está sujeita ao postulado da reserva constitucional de lei em sentido formal, de iniciativa exclusiva de tribunal de justiça. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que “o certo é que o acórdão recorrido, ao concluir que os distritos judiciários podem ser definidos por lei diversa da lei de organização judiciário, acabou por afrontar o art. 125, § 1..., da Carta Magna” (fl. 1237). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme posto na decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme em que a organização judiciária da Justiça estadual remanesce nos limites da competência dos estados- membros e a regulação normativa dessa matéria está sujeita ao postulado da reserva constitucional de lei em sentido formal, de iniciativa exclusiva de tribunal de justiça. Vejam-se os seguintes precedentes do Tribunal Pleno em controle concentrado de constitucionalidade: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. LEI ESTADUAL 13644/2000, ARTIGO 51, §§ 1... E 2.... OFENSA AOS ARTIGOS 22, XXV, E 236 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EMENDA PARLAMENTAR. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. ACUMULAÇÃO DE ATIVIDADE CARTORIAL DE NOTAS E DE REGISTRO. INVASÃO DE COMPETÊNCIA. NORMA DE NATUREZA SECUNDÁRIA. CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. EXAME. IMPOSSIBILIDADE. 1. A Constituição Federal veda ao Poder Legislativo apenas a prerrogativa da formalização de emendas a projeto originário de Tribunal de Justiça, se delas resultar aumento de despesa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme posto na decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme em que a organização judiciária da Justiça estadual remanesce nos limites da competência dos estados- membros e a regulação normativa dessa matéria está sujeita ao postulado da reserva constitucional de lei em sentido formal, de iniciativa exclusiva de tribunal de justiça. Vejam-se os seguintes precedentes do Tribunal Pleno em controle concentrado de constitucionalidade: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. LEI ESTADUAL 13644/2000, ARTIGO 51, §§ 1... E 2.... OFENSA AOS ARTIGOS 22, XXV, E 236 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EMENDA PARLAMENTAR. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. ACUMULAÇÃO DE ATIVIDADE CARTORIAL DE NOTAS E DE REGISTRO. INVASÃO DE COMPETÊNCIA. NORMA DE NATUREZA SECUNDÁRIA. CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. EXAME. IMPOSSIBILIDADE. 1. A Constituição Federal veda ao Poder Legislativo apenas a prerrogativa da formalização de emendas a projeto originário de Tribunal de Justiça, se delas resultar aumento de despesa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 645333 AGR / ES pública, observada ainda a pertinência temática, a harmonia e a simetria à proposta inicial. 2. Lei pertinente à organização judiciária do Estado e destinada a preencher as necessidades de pequenas comarcas, incapazes de suportar o ônus de mais de uma serventia extrajudicial. Norma editada segundo os limites da competência do Estado-membro. Legitimidade. 3. Acumulação de atribuições cartorárias de notas e de registro. Harmonia entre a lei estadual e a Lei Federal 8935/94, que apenas excepcionalmente admite a possibilidade de acumulação de serviços. Norma de natureza secundária. Controle concentrado de constitucionalidade. Exame. Impossibilidade. Ação conhecida em parte e, nesta parte, julgada improcedente.”(ADI 2350, rel. min. MAURÍCIO CORRÊA, Tribunal Pleno, DJe 30.4.2004); “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PROVIMENTOS N. 747/2000 E 750/2001, DO CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA DO ESTADO DE SÃO PAULO, QUE REORGANIZARAM OS SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO, MEDIANTE ACUMULAÇÃO, DESACUMULAÇÃO, EXTINÇÃO E CRIAÇÃO DE UNIDADES. 1. REGIME JURÍDICO DOS SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO. I – Trata-se de atividades jurídicas que são próprias do Estado, porém exercidas por particulares mediante delegação. Exercidas ou traspassadas, mas não por conduto da concessão ou da permissão, normadas pelo caput do art. 175 da Constituição como instrumentos contratuais de privatização do exercício dessa atividade material (não jurídica) em que se constituem os serviços públicos. II – A delegação que lhes timbra a funcionalidade não se traduz, por nenhuma forma, em cláusulas contratuais. III – A sua delegação somente pode recair sobre pessoa natural, e não sobre uma empresa ou pessoa mercantil, visto que de empresa ou pessoa mercantil é que versa a Magna Carta Federal em tema de concessão ou permissão de serviço público. IV – Para se tornar delegatária do Poder Público, tal pessoa natural há de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Supremo Tribunal Federal ARE 645333 AGR / ES pública, observada ainda a pertinência temática, a harmonia e a simetria à proposta inicial. 2. Lei pertinente à organização judiciária do Estado e destinada a preencher as necessidades de pequenas comarcas, incapazes de suportar o ônus de mais de uma serventia extrajudicial. Norma editada segundo os limites da competência do Estado-membro. Legitimidade. 3. Acumulação de atribuições cartorárias de notas e de registro. Harmonia entre a lei estadual e a Lei Federal 8935/94, que apenas excepcionalmente admite a possibilidade de acumulação de serviços. Norma de natureza secundária. Controle concentrado de constitucionalidade. Exame. Impossibilidade. Ação conhecida em parte e, nesta parte, julgada improcedente.”(ADI 2350, rel. min. MAURÍCIO CORRÊA, Tribunal Pleno, DJe 30.4.2004); “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PROVIMENTOS N. 747/2000 E 750/2001, DO CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA DO ESTADO DE SÃO PAULO, QUE REORGANIZARAM OS SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO, MEDIANTE ACUMULAÇÃO, DESACUMULAÇÃO, EXTINÇÃO E CRIAÇÃO DE UNIDADES. 1. REGIME JURÍDICO DOS SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO. I – Trata-se de atividades jurídicas que são próprias do Estado, porém exercidas por particulares mediante delegação. Exercidas ou traspassadas, mas não por conduto da concessão ou da permissão, normadas pelo caput do art. 175 da Constituição como instrumentos contratuais de privatização do exercício dessa atividade material (não jurídica) em que se constituem os serviços públicos. II – A delegação que lhes timbra a funcionalidade não se traduz, por nenhuma forma, em cláusulas contratuais. III – A sua delegação somente pode recair sobre pessoa natural, e não sobre uma empresa ou pessoa mercantil, visto que de empresa ou pessoa mercantil é que versa a Magna Carta Federal em tema de concessão ou permissão de serviço público. IV – Para se tornar delegatária do Poder Público, tal pessoa natural há de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 645333 AGR / ES ganhar habilitação em concurso público de provas e títulos, e não por adjudicação em processo licitatório, regrado, este, pela Constituição como antecedente necessário do contrato de concessão ou de permissão para o desempenho de serviço público. V – Cuida-se ainda de atividades estatais cujo exercício privado jaz sob a exclusiva fiscalização do Poder Judiciário, e não sob órgão ou entidade do Poder Executivo, sabido que por órgão ou entidade do Poder Executivo é que se dá a imediata fiscalização das empresas concessionárias ou permissionárias de serviços públicos. Por órgãos do Poder Judiciário é que se marca a presença do Estado para conferir certeza e liquidez jurídica às relações inter-partes, com esta conhecida diferença: o modo usual de atuação do Poder Judiciário se dá sob o signo da contenciosidade, enquanto o invariável modo de atuação das serventias extra-forenses não adentra essa delicada esfera da litigiosidade entre sujeitos de direito. VI – Enfim, as atividades notariais e de registro não se inscrevem no âmbito das remuneráveis por tarifa ou preço público, mas no círculo das que se pautam por uma tabela de emolumentos, jungidos estes a normas gerais que se editam por lei necessariamente federal. 2. CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. As serventias extrajudiciais se compõem de um feixe de competências públicas, embora exercidas em regime de delegação a pessoa privada. Competências que fazem de tais serventias uma instância de formalização de atos de criação, preservação, modificação, transformação e extinção de direitos e obrigações. Se esse feixe de competências públicas investe as serventias extrajudiciais em parcela do poder estatal idônea à colocação de terceiros numa condição de servil acatamento, a modificação dessas competências estatais (criação, extinção, acumulação e desacumulação de unidades) somente é de ser realizada por meio de lei em sentido formal, segundo a regra de que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Precedentes. 3. PROCESSO DE INCONSTITUCIONALIZAÇÃO. NORMAS “AINDA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Supremo Tribunal Federal ARE 645333 AGR / ES ganhar habilitação em concurso público de provas e títulos, e não por adjudicação em processo licitatório, regrado, este, pela Constituição como antecedente necessário do contrato de concessão ou de permissão para o desempenho de serviço público. V – Cuida-se ainda de atividades estatais cujo exercício privado jaz sob a exclusiva fiscalização do Poder Judiciário, e não sob órgão ou entidade do Poder Executivo, sabido que por órgão ou entidade do Poder Executivo é que se dá a imediata fiscalização das empresas concessionárias ou permissionárias de serviços públicos. Por órgãos do Poder Judiciário é que se marca a presença do Estado para conferir certeza e liquidez jurídica às relações inter-partes, com esta conhecida diferença: o modo usual de atuação do Poder Judiciário se dá sob o signo da contenciosidade, enquanto o invariável modo de atuação das serventias extra-forenses não adentra essa delicada esfera da litigiosidade entre sujeitos de direito. VI – Enfim, as atividades notariais e de registro não se inscrevem no âmbito das remuneráveis por tarifa ou preço público, mas no círculo das que se pautam por uma tabela de emolumentos, jungidos estes a normas gerais que se editam por lei necessariamente federal. 2. CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. As serventias extrajudiciais se compõem de um feixe de competências públicas, embora exercidas em regime de delegação a pessoa privada. Competências que fazem de tais serventias uma instância de formalização de atos de criação, preservação, modificação, transformação e extinção de direitos e obrigações. Se esse feixe de competências públicas investe as serventias extrajudiciais em parcela do poder estatal idônea à colocação de terceiros numa condição de servil acatamento, a modificação dessas competências estatais (criação, extinção, acumulação e desacumulação de unidades) somente é de ser realizada por meio de lei em sentido formal, segundo a regra de que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Precedentes. 3. PROCESSO DE INCONSTITUCIONALIZAÇÃO. NORMAS “AINDA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 645333 AGR / ES CONSTITUCIONAIS”. Tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal indeferiu o pedido de medida liminar há mais de dez anos e que, nesse período, mais de setecentas pessoas foram aprovadas em concurso público e receberam, de boa-fé, as delegações do serviço extrajudicial, a desconstituição dos efeitos concretos emanados dos Provimentos n. 747/2000 e 750/2001 causaria desmesurados prejuízos ao interesse social. Adoção da tese da norma jurídica “ainda constitucional”. Preservação: a) da validade dos atos notariais praticados no Estado de São Paulo, à luz dos provimentos impugnados; b) das outorgas regularmente concedidas a delegatários concursados (eventuais vícios na investidura do delegatário, máxime a ausência de aprovação em concurso público, não se encontram a salvo de posterior declaração de nulidade); c) do curso normal do processo seletivo para o recrutamento de novos delegatários. 4. Ação direta julgada improcedente.” (ADI 2415, rel. min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, DJe 9.2.2012). Do mesmo modo, conforme colocado na decisão agravada, verifico que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo para perquirir a qualificação jurídica de leis estaduais e municipais ou o diploma legal aplicável ao caso concreto, demandaria revolvimento da legislação infraconstitucional de índole local, o que não enseja a abertura da via do recurso extraordinário, uma vez que se aplica a Súmula 280. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as turmas desta Corte: “Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz do Código de Organização Judiciária Estadual e que demanda revolvimento de matéria de fato e de provas (Súmulas 279 e 280)” (Recurso Extraordinário 149013 AgR, rel. min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, DJ 25.2.2005); “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECLAMAÇÃO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Supremo Tribunal Federal ARE 645333 AGR / ES CONSTITUCIONAIS”. Tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal indeferiu o pedido de medida liminar há mais de dez anos e que, nesse período, mais de setecentas pessoas foram aprovadas em concurso público e receberam, de boa-fé, as delegações do serviço extrajudicial, a desconstituição dos efeitos concretos emanados dos Provimentos n. 747/2000 e 750/2001 causaria desmesurados prejuízos ao interesse social. Adoção da tese da norma jurídica “ainda constitucional”. Preservação: a) da validade dos atos notariais praticados no Estado de São Paulo, à luz dos provimentos impugnados; b) das outorgas regularmente concedidas a delegatários concursados (eventuais vícios na investidura do delegatário, máxime a ausência de aprovação em concurso público, não se encontram a salvo de posterior declaração de nulidade); c) do curso normal do processo seletivo para o recrutamento de novos delegatários. 4. Ação direta julgada improcedente.” (ADI 2415, rel. min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, DJe 9.2.2012). Do mesmo modo, conforme colocado na decisão agravada, verifico que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo para perquirir a qualificação jurídica de leis estaduais e municipais ou o diploma legal aplicável ao caso concreto, demandaria revolvimento da legislação infraconstitucional de índole local, o que não enseja a abertura da via do recurso extraordinário, uma vez que se aplica a Súmula 280. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as turmas desta Corte: “Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz do Código de Organização Judiciária Estadual e que demanda revolvimento de matéria de fato e de provas (Súmulas 279 e 280)” (Recurso Extraordinário 149013 AgR, rel. min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, DJ 25.2.2005); “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECLAMAÇÃO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 645333 AGR / ES TRABALHISTA. PORTEIRA-ZELADORA DO FORUM DE COMARCA DO INTERIOR DO ESTADO. AS INSTANCIAS TRABALHISTAS RECONHECERAM A EXISTÊNCIA DE RELAÇÃO DE EMPREGO E FALTA GRAVE PATRONAL, COM RESCISAO INDIRETA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 142, 115, II E 144, PAR.5., DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 1/1969. RECONHECIDA COMO FOI A RELAÇÃO DE EMPREGO DA RECLAMANTE COM O ESTADO, E NÃO SE TENDO O VINCULO FUNCIONAL COMO ESTATUTARIO, NÃO HÁ DE DEIXAR DE RECONHECER A INCIDENCIA DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA. A MATÉRIA DE FATO E INSUSCETIVEL DE REAPRECIAÇÃO, NA INSTÂNCIA RARA, A TEOR DA SÚMULA 279. NÃO HÁ COMO DAR PELA OFENSA AOS DISPOSITIVOS MAIORES INVOCADOS, SEM REEXAMINAR A MATÉRIA DE FATO E LEGISLAÇÃO LOCAL SOBRE ORGANIZAÇAO JUDICIÁRIA DO ESTADO. O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO E, POIS, ADMISSIVEL, DIANTE DAS SUMULAS 279 E 280. AGRAVO DESPROVIDO.” (AI 134460 AgR, rel. min. NÉRI DA SILVEIRA, Segunda Turma, DJ 8.4.1994) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Supremo Tribunal Federal ARE 645333 AGR / ES TRABALHISTA. PORTEIRA-ZELADORA DO FORUM DE COMARCA DO INTERIOR DO ESTADO. AS INSTANCIAS TRABALHISTAS RECONHECERAM A EXISTÊNCIA DE RELAÇÃO DE EMPREGO E FALTA GRAVE PATRONAL, COM RESCISAO INDIRETA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 142, 115, II E 144, PAR.5., DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 1/1969. RECONHECIDA COMO FOI A RELAÇÃO DE EMPREGO DA RECLAMANTE COM O ESTADO, E NÃO SE TENDO O VINCULO FUNCIONAL COMO ESTATUTARIO, NÃO HÁ DE DEIXAR DE RECONHECER A INCIDENCIA DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA. A MATÉRIA DE FATO E INSUSCETIVEL DE REAPRECIAÇÃO, NA INSTÂNCIA RARA, A TEOR DA SÚMULA 279. NÃO HÁ COMO DAR PELA OFENSA AOS DISPOSITIVOS MAIORES INVOCADOS, SEM REEXAMINAR A MATÉRIA DE FATO E LEGISLAÇÃO LOCAL SOBRE ORGANIZAÇAO JUDICIÁRIA DO ESTADO. O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO E, POIS, ADMISSIVEL, DIANTE DAS SUMULAS 279 E 280. AGRAVO DESPROVIDO.” (AI 134460 AgR, rel. min. NÉRI DA SILVEIRA, Segunda Turma, DJ 8.4.1994) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8073068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO ADV.(A/S) : FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095664 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.333 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO ADV.(A/S) : FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095664 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645 . 333", "ARE 645333 AGR", "ADI 2350", "ARE 645333 AGR /", "ADI 2350", "ARE 645333", "ARE 645333 AGR / ES", "ARE 645333 AGR / ES", "ADI 2415", "Recurso Extraordinário 149013 AgR", "ARE 645333 AGR", "ADI 2415", "Recurso Extraordinário 149013 AgR", "AI 134460 AgR", "ARE 645333 AGR / ES", "AI 134460 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 125 , § 1 . . . , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 125 , § 1 . . . , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL 13644 / 2000 , ARTIGO 51 , §", "ARTIGOS 22 , XXV , E 236 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL 13644 / 2000 , ARTIGO 51 , § § 1 .", "ARTIGOS 22 , XXV , E 236 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Federal 8935 / 94", "PROVIMENTOS N . 747 / 2000", "750", "/", "2001", "art . 175 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Federal 8935 / 94", "PROVIMENTOS N . 747 / 2000", "750", "/", "2001", "art . 175 da Constituição", "Magna", "Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Provimentos n . 747 / 2000", "750", "/", "2001", "Código de Organização Judiciária Estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Provimentos n . 747 / 2000", "750", "/", "2001", "Código de Organização Judiciária Estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 142 , 115 , II E 144 , PAR . 5 . , DA", "EMENDA CONSTITUCIONAL N . 1 / 1969", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EMENDA CONSTITUCIONAL N . 1 / 1969", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "INTERIOR DO ESTADO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Tribunal Pleno", "CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Magna Carta Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA DO ESTADO DE SÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "ES", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO", "FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO", "FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER", "GILMAR MENDES", "ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO", "FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MAURÍCIO CORRÊA", "MAURÍCIO CORRÊA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "AYRES BRITTO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "GILMAR MENDES", "NÉRI DA SILVEIRA", "NÉRI DA SILVEIRA", "GILMAR MENDES", "ABREU", "FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "ELTEVINA ABREU DO VALE RIBEIRO", "FABRÍCIO DE ALENCASTRO GAERTNER", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "03", "/", "2015", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "2", ".", "2012", "25", ".", "2", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "2", ".", "2012", "25", ".", "2", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "4", ".", "1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "4", ".", "1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL - ANOREG/BR ADV.(A/S) :MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA EMENTA Agravo regimental em ação ordinária. Demanda proposta em face do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Incompetência do Supremo Tribunal Federal para apreciar originariamente a demanda manejada pela via ordinária. Jurisprudência prevalecente da Corte. Conteúdo do ato emanado pelo CNJ que não atrai a competência do STF. Agravo não provido. Remessa ao juízo competente. 1. A jurisprudência prevalecente do STF está orientada no sentido de que a competência prevista no art. 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal alcança apenas as demandas manejadas por meio de ações de natureza mandamental (mandado de segurança, mandado de injunção, habeas data e habeas corpus). Tratando-se de demanda em face do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manejada pela via ordinária, sua apreciação compete à Justiça Federal de primeira instância, e não ao Supremo Tribunal Federal. Entendimento firmado pelo Plenário na AO nº 1.706-AgR/DF. 2. Ainda que se adote, na interpretação do art. 102, I, r, da CF/88, a posição externada pelo Ministro Dias Toffoli na AO nº 1.814-QO/MG e na ACO nº 1.680-AgR/AL, que considera essencialmente o conteúdo do ato impugnado, demandas que respeitem às serventias extrajudiciais fiscalizadas pelos tribunais locais não se inserem dentre as matérias que devem ser reservadas à apreciação originária da Corte, uma vez que, em tais casos, a atividade disciplinadora ou fiscalizadora do CNJ em relação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281015. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão AO 1874 AGR / DF aos serviços auxiliares repercute apenas reflexamente sobre os tribunais. 3. Agravo não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281015. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF aos serviços auxiliares repercute apenas reflexamente sobre os tribunais. 3. Agravo não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL - ANOREG/BR ADV.(A/S) :MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A UNIÃO interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão assim fundamentada: “Vistos. Cuida-se de ação originária, proposta pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil – ANOREG/BR, em face do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, que, por ato de seu plenário, decidiu, no processo 0003410-42.2013.2.00.0000, que os serviços de notas e registros estão sob a incidência da Lei de Acesso à Informação, relativamente aos atos praticados e à soma da arrecadação obtida pelas serventias extrajudiciais. Requereu o julgamento pela procedência da ação, para: ‘(i) declarar a nulidade do acórdão proferido pelo CNJ nos autos da Consulta 0003410-42.2013.2.00.0000, ocorrido na 178ª Sessão de Julgamento do CNJ, realizada em 5/11/2013, condenando aquela Corte Administrativa a (i.1) a intimar a Autora a, querendo, integrar aquele feito antes que se realize nova deliberação sobre o dever – total ou parcial – ou a proibição da pública divulgação dos rendimentos percebidos pelos notários e registradores em razão do desempenho da atividade pública que lhes foi Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL - ANOREG/BR ADV.(A/S) :MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A UNIÃO interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão assim fundamentada: “Vistos. Cuida-se de ação originária, proposta pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil – ANOREG/BR, em face do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, que, por ato de seu plenário, decidiu, no processo 0003410-42.2013.2.00.0000, que os serviços de notas e registros estão sob a incidência da Lei de Acesso à Informação, relativamente aos atos praticados e à soma da arrecadação obtida pelas serventias extrajudiciais. Requereu o julgamento pela procedência da ação, para: ‘(i) declarar a nulidade do acórdão proferido pelo CNJ nos autos da Consulta 0003410-42.2013.2.00.0000, ocorrido na 178ª Sessão de Julgamento do CNJ, realizada em 5/11/2013, condenando aquela Corte Administrativa a (i.1) a intimar a Autora a, querendo, integrar aquele feito antes que se realize nova deliberação sobre o dever – total ou parcial – ou a proibição da pública divulgação dos rendimentos percebidos pelos notários e registradores em razão do desempenho da atividade pública que lhes foi Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório AO 1874 AGR / DF constitucionalmente delegada; e (i.2) retirar do seu portal, em especial do campo Justiça Aberta, a informação a respeito do rendimento auferido pelos notários e registradores no desempenho da atividade notarial e de registro até que ocorra novo julgamento do pedido formulado nos autos da Consulta 0003410- 42.2013.2.00.0000; ou, subsidiariamente; (ii) declarar a nulidade do ato “normativo geral” objeto do acórdão do CNJ, proferido nos autos da Consulta 0003410-42.2013.2.00.0000, (ii.1) condenando aquela Corte Administrativa a retirar do seu portal, em especial do campo ‘Justiça Aberta’, a informação a respeito do rendimento auferido pelos notários e registradores nas serventias extrajudiciais por eles dirigidas; e (ii.2) reconhecendo o direito subjetivo de os associados da Autora não terem divulgada no portal do CNJ, em especial no campo “Justiça Aberta”, a informação a respeito do rendimento por eles auferido no desempenho da atividade notarial e de registro; e (iii) declarar a nulidade parcial do art. 2° do Provimento 24, de 23 de outubro de 2012, do CNJ, naquilo que impõe aos notários e registradores o dever de informar àquela Corte Administrativa a totalidade da remuneração percebida a título de emolumentos, reconhecendo o direito subjetivo de os associados da Autora não encaminharem ao CNJ informação concernente à totalidade da remuneração por eles percebida a título de emolumentos’. Em decisão monocrática, deferi parcialmente o pedido de antecipação da tutela, tão somente para determinar que a divulgação dos dados das serventias extrajudiciais determinada pelo acórdão do CNJ, nos autos da Consulta 0003410- 42.2013.2.00.0000, não incluísse o CPF dos notários e registradores. Em face desse decisum, foram opostos embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF constitucionalmente delegada; e (i.2) retirar do seu portal, em especial do campo Justiça Aberta, a informação a respeito do rendimento auferido pelos notários e registradores no desempenho da atividade notarial e de registro até que ocorra novo julgamento do pedido formulado nos autos da Consulta 0003410- 42.2013.2.00.0000; ou, subsidiariamente; (ii) declarar a nulidade do ato “normativo geral” objeto do acórdão do CNJ, proferido nos autos da Consulta 0003410-42.2013.2.00.0000, (ii.1) condenando aquela Corte Administrativa a retirar do seu portal, em especial do campo ‘Justiça Aberta’, a informação a respeito do rendimento auferido pelos notários e registradores nas serventias extrajudiciais por eles dirigidas; e (ii.2) reconhecendo o direito subjetivo de os associados da Autora não terem divulgada no portal do CNJ, em especial no campo “Justiça Aberta”, a informação a respeito do rendimento por eles auferido no desempenho da atividade notarial e de registro; e (iii) declarar a nulidade parcial do art. 2° do Provimento 24, de 23 de outubro de 2012, do CNJ, naquilo que impõe aos notários e registradores o dever de informar àquela Corte Administrativa a totalidade da remuneração percebida a título de emolumentos, reconhecendo o direito subjetivo de os associados da Autora não encaminharem ao CNJ informação concernente à totalidade da remuneração por eles percebida a título de emolumentos’. Em decisão monocrática, deferi parcialmente o pedido de antecipação da tutela, tão somente para determinar que a divulgação dos dados das serventias extrajudiciais determinada pelo acórdão do CNJ, nos autos da Consulta 0003410- 42.2013.2.00.0000, não incluísse o CPF dos notários e registradores. Em face desse decisum, foram opostos embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório AO 1874 AGR / DF A União apresentou contestação, defendendo, preliminarmente, a competência originária desta Corte para o julgamento de todas as demandas intentadas contra o CNJ e, no mérito, requereu a total improcedência do pedido autoral. É o relatório. Em sessão Plenária de 24/9/14, esta Corte promoveu o julgamento de questão de ordem na AO 1814/DF e de agravo regimental na ACO 1680/AL, a fim de analisar o alcance da competência originária deste STF, com fulcro no art. 102, I, “r”, da CF, relativamente a demanda de natureza ordinária proposta em face do Conselho Nacional de Justiça. Naquela ocasião, expus o raciocínio de que devem ser preservadas à apreciação primária desta Suprema Corte apenas as demandas que digam respeito às atividades disciplinadora e fiscalizadora do CNJ que repercutam frontalmente sobre os Tribunais ou seus membros, ainda que não veiculadas por ação mandamental, o que corresponde às ações que versem sobre Autonomia dos Tribunais ou Regime Disciplinar da Magistratura. Nesse passo, deliberação do CNJ relativa a serventias extrajudiciais, a par de não decorrer de uma atuação corretiva ou correicional sobre os tribunais ou seus membros, atinge esses órgãos de modo apenas reflexo, naquilo que diz respeito à suas atribuições de fiscalização sobre os serviços notariais e de registro, restando desatendidos, desse modo, os necessários pressupostos à atração da competência originária desta Corte. De fato, nos termos do art. 96, I, ‘b’, foi atribuída aos tribunais a organização de seus serviços auxiliares, competindo- lhe, ainda, velar pelo exercício da atividade correicional respectiva. Essa previsão faz surgir o ‘vínculo funcional, lógico e operacional’ - para usar as palavras do eminente Ministro Ayres Britto, na ADI 4140/GO-MC – das serventias extraforenses com o Poder Judiciário, necessário para que se tenha por assegurada a estabilidade dos atos jurídicos em âmbito judicial e extrajudicial. Seguindo com as lições do Ministro: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF A União apresentou contestação, defendendo, preliminarmente, a competência originária desta Corte para o julgamento de todas as demandas intentadas contra o CNJ e, no mérito, requereu a total improcedência do pedido autoral. É o relatório. Em sessão Plenária de 24/9/14, esta Corte promoveu o julgamento de questão de ordem na AO 1814/DF e de agravo regimental na ACO 1680/AL, a fim de analisar o alcance da competência originária deste STF, com fulcro no art. 102, I, “r”, da CF, relativamente a demanda de natureza ordinária proposta em face do Conselho Nacional de Justiça. Naquela ocasião, expus o raciocínio de que devem ser preservadas à apreciação primária desta Suprema Corte apenas as demandas que digam respeito às atividades disciplinadora e fiscalizadora do CNJ que repercutam frontalmente sobre os Tribunais ou seus membros, ainda que não veiculadas por ação mandamental, o que corresponde às ações que versem sobre Autonomia dos Tribunais ou Regime Disciplinar da Magistratura. Nesse passo, deliberação do CNJ relativa a serventias extrajudiciais, a par de não decorrer de uma atuação corretiva ou correicional sobre os tribunais ou seus membros, atinge esses órgãos de modo apenas reflexo, naquilo que diz respeito à suas atribuições de fiscalização sobre os serviços notariais e de registro, restando desatendidos, desse modo, os necessários pressupostos à atração da competência originária desta Corte. De fato, nos termos do art. 96, I, ‘b’, foi atribuída aos tribunais a organização de seus serviços auxiliares, competindo- lhe, ainda, velar pelo exercício da atividade correicional respectiva. Essa previsão faz surgir o ‘vínculo funcional, lógico e operacional’ - para usar as palavras do eminente Ministro Ayres Britto, na ADI 4140/GO-MC – das serventias extraforenses com o Poder Judiciário, necessário para que se tenha por assegurada a estabilidade dos atos jurídicos em âmbito judicial e extrajudicial. Seguindo com as lições do Ministro: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório AO 1874 AGR / DF ‘Para que servem as serventias, os cartórios? Para conferir estabilidade, certeza aos atos jurídicos; atividade típica do Poder Judiciário no plano jurisdicional. As serventias fazem, no plano administrativo, o que os órgãos do Poder Judiciário fazem no plano judicante, no plano jurisdicional. Há uma perceptível e clara identidade ou afinidade de funções entre o Poder Judiciário e as serventias. Umas serventias atuando administrativamente e os órgãos do Poder Judiciário jurisdicionalmente.’ Dessa feita, relativamente aos serviços auxiliares, em que a posição dos tribunais é de supervisão e organização, resta evidente que a disciplina traçada pelos tribunais locais às serventias não repercutem sobre estes, apenas deles emanam. Por consequência, a disciplina do CNJ sobre essa específica competência das cortes locais, as atingiria apenas incidentalmente, repercutindo, em verdade, de modo direto, sobre as serventias extrajudiciais. Ressalte-se que a própria ACO 1680/AL versava sobre insurgência de serventuários interinos contra a Resolução nº 80/2009 do CNJ (que, dentre outras providências, declarou a vacância dos serviços notariais e de registro ocupados em desacordo com as normas constitucionais), tendo esta Corte concluído na sessão de 24/9/14, pela ausência de competência originária deste STF para apreciação daquela lide. Acompanhando a jurisprudência da Corte e fundamentando-me nas razões acima expostas, concluo pela ausência de competência originária deste Supremo Tribunal para apreciação da celeuma apresentada nestes autos. Pelo exposto, não conheço desta ação, prejudicados os embargos de declaração opostos em face da decisão cautelar. Remetam-se os autos à Justiça Federal de 1ª instância.” Alega a União que o Supremo Tribunal Federal tem competência 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF ‘Para que servem as serventias, os cartórios? Para conferir estabilidade, certeza aos atos jurídicos; atividade típica do Poder Judiciário no plano jurisdicional. As serventias fazem, no plano administrativo, o que os órgãos do Poder Judiciário fazem no plano judicante, no plano jurisdicional. Há uma perceptível e clara identidade ou afinidade de funções entre o Poder Judiciário e as serventias. Umas serventias atuando administrativamente e os órgãos do Poder Judiciário jurisdicionalmente.’ Dessa feita, relativamente aos serviços auxiliares, em que a posição dos tribunais é de supervisão e organização, resta evidente que a disciplina traçada pelos tribunais locais às serventias não repercutem sobre estes, apenas deles emanam. Por consequência, a disciplina do CNJ sobre essa específica competência das cortes locais, as atingiria apenas incidentalmente, repercutindo, em verdade, de modo direto, sobre as serventias extrajudiciais. Ressalte-se que a própria ACO 1680/AL versava sobre insurgência de serventuários interinos contra a Resolução nº 80/2009 do CNJ (que, dentre outras providências, declarou a vacância dos serviços notariais e de registro ocupados em desacordo com as normas constitucionais), tendo esta Corte concluído na sessão de 24/9/14, pela ausência de competência originária deste STF para apreciação daquela lide. Acompanhando a jurisprudência da Corte e fundamentando-me nas razões acima expostas, concluo pela ausência de competência originária deste Supremo Tribunal para apreciação da celeuma apresentada nestes autos. Pelo exposto, não conheço desta ação, prejudicados os embargos de declaração opostos em face da decisão cautelar. Remetam-se os autos à Justiça Federal de 1ª instância.” Alega a União que o Supremo Tribunal Federal tem competência 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório AO 1874 AGR / DF para julgar todas as ações propostas contra o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou contra atos emanados desse órgão, não existindo, na alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, qualquer restrição quanto ao instrumento processual a ser utilizado. Aduz que, considerando as atribuições constitucionais conferidas ao Conselho Nacional de Justiça, é natural que seus atos não sejam submetidos ao controle jurisdicional de nenhum outro órgão do Poder Judiciário que não o Supremo Tribunal Federal, sob pena de se concretizar situação não desejada pelo legislador constitucional, qual seja, a de um juízo ou tribunal controlado pelo CNJ julgar as ações do órgão controlador. Sustenta que o Supremo Tribunal Federal é a único competente para apreciar e julgar as ações do CNJ, justamente por ser o único órgão do Poder Judiciário que não está sujeito a controle pelo referido Conselho. Acrescenta a agravante que a submissão de todos os atos do CNJ ao controle jurisdicional foi exatamente uma das razões de decidir adotadas por esta Corte nos julgamentos da ADI nº 3.367/DF e da Reclamação nº 15.551/GO. Requer, na esteira dos precedentes citados, a reconsideração da decisão agravada para o fim de fixar a competência do Supremo Tribunal Federal para o julgamento da ação. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF para julgar todas as ações propostas contra o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou contra atos emanados desse órgão, não existindo, na alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, qualquer restrição quanto ao instrumento processual a ser utilizado. Aduz que, considerando as atribuições constitucionais conferidas ao Conselho Nacional de Justiça, é natural que seus atos não sejam submetidos ao controle jurisdicional de nenhum outro órgão do Poder Judiciário que não o Supremo Tribunal Federal, sob pena de se concretizar situação não desejada pelo legislador constitucional, qual seja, a de um juízo ou tribunal controlado pelo CNJ julgar as ações do órgão controlador. Sustenta que o Supremo Tribunal Federal é a único competente para apreciar e julgar as ações do CNJ, justamente por ser o único órgão do Poder Judiciário que não está sujeito a controle pelo referido Conselho. Acrescenta a agravante que a submissão de todos os atos do CNJ ao controle jurisdicional foi exatamente uma das razões de decidir adotadas por esta Corte nos julgamentos da ADI nº 3.367/DF e da Reclamação nº 15.551/GO. Requer, na esteira dos precedentes citados, a reconsideração da decisão agravada para o fim de fixar a competência do Supremo Tribunal Federal para o julgamento da ação. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Segundo o entendimento prevalecente na jurisprudência desta Corte, na interpretação do espectro de ações intentadas contra atos emanados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)), estaria abarcado no art. 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal, o critério da natureza da ação. Assim, a competência originária deste Supremo Tribunal Federal tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração em face do CNJ de ações de natureza mandamental, quais sejam, mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, pois, em tal situação, o referido Conselho qualificar-se-ia como órgão coator dotado de legitimação passiva ad causam para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária perante a Suprema Corte. Tal orientação restou assim sintetizada no julgamento da AO nº 1.706-AR/DF, da relatoria do Ministro Celso de Mello: “E M E N T A: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS – A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (CF, ART. 102, I, ‘r’) – CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ – RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Segundo o entendimento prevalecente na jurisprudência desta Corte, na interpretação do espectro de ações intentadas contra atos emanados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)), estaria abarcado no art. 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal, o critério da natureza da ação. Assim, a competência originária deste Supremo Tribunal Federal tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração em face do CNJ de ações de natureza mandamental, quais sejam, mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, pois, em tal situação, o referido Conselho qualificar-se-ia como órgão coator dotado de legitimação passiva ad causam para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária perante a Suprema Corte. Tal orientação restou assim sintetizada no julgamento da AO nº 1.706-AR/DF, da relatoria do Ministro Celso de Mello: “E M E N T A: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS – A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (CF, ART. 102, I, ‘r’) – CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ – RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples ‘parte formal’, investido de mera ‘personalidade judiciária’ ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator – LEGITIMAÇÃO PASSIVA ‘AD CAUSAM’ DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO – COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, ‘r’, DA CONSTITUIÇÃO – DOUTRINA – PRECEDENTES – AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar-se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ‘ad causam’ para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles ‘writs’ constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples ‘parte formal’ (Pontes de Miranda, ’Comentários ao Código de Processo Civil’, tomo I/222-223, item n. 5, 4ª ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, ’Manual de Direito Administrativo’, p. 15/17, item n. 5, 25ª ed., 2012, Atlas, v.g.), revestido de mera ’personalidade judiciária’ (Victor Nunes Leal, ’Problemas de Direito Público’, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, ‘Código de Processo Civil’, p. 101, 5ª ed., 2013, RT; Humberto 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples ‘parte formal’, investido de mera ‘personalidade judiciária’ ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator – LEGITIMAÇÃO PASSIVA ‘AD CAUSAM’ DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO – COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, ‘r’, DA CONSTITUIÇÃO – DOUTRINA – PRECEDENTES – AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar-se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ‘ad causam’ para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles ‘writs’ constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples ‘parte formal’ (Pontes de Miranda, ’Comentários ao Código de Processo Civil’, tomo I/222-223, item n. 5, 4ª ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, ’Manual de Direito Administrativo’, p. 15/17, item n. 5, 25ª ed., 2012, Atlas, v.g.), revestido de mera ’personalidade judiciária’ (Victor Nunes Leal, ’Problemas de Direito Público’, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, ‘Código de Processo Civil’, p. 101, 5ª ed., 2013, RT; Humberto 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF Theodoro Júnior, ’Curso de Direito Processual Civil’, vol. I/101, item n. 70, 54ª ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, ’Código de Processo Civil Comentado’, p. 233, item n. 5, 13ª ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas ‘d’ e ‘q’, da Constituição, a legitimação passiva ‘ad causam’ referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes” (AO nº 1.706-AgR/DF, Pleno, rel. o Min. Celso de Mello, DJe de 18.2.2014). No mesmo sentido são os seguintes julgados: ACO nº 1.849-AgR/DF, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 14/11/2014; ACO nº 2.373-AgR/DF, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 14/10/14; ACO nº 2.148/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 3/9/14; ACO nº 1.987/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 17/6/14 ACO nº 2.220/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 5/5/14; dentre outros. Entretanto, no julgamento conjunto da Questão de Ordem na Ação Originária nº 1.814/MG e do Agravo Regimental na Ação Cível Originária nº 1.680/AL, no qual o Plenário desta Corte voltou a apreciar o alcance da alínea r do inciso I do art. 102, da Constituição Federal, ressalvei meu entendimento pessoal no sentido de que é necessário analisar o conteúdo do ato emanado pelo Conselho Nacional Justiça a fim de se reconhecer ou refutar a competência originária desta Corte nas ações intentadas contra atos do mencionado órgão, adotando, por assim dizer, o “critério do conteúdo do ato impugnado”, e não apenas o critério da natureza da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF Theodoro Júnior, ’Curso de Direito Processual Civil’, vol. I/101, item n. 70, 54ª ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, ’Código de Processo Civil Comentado’, p. 233, item n. 5, 13ª ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas ‘d’ e ‘q’, da Constituição, a legitimação passiva ‘ad causam’ referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes” (AO nº 1.706-AgR/DF, Pleno, rel. o Min. Celso de Mello, DJe de 18.2.2014). No mesmo sentido são os seguintes julgados: ACO nº 1.849-AgR/DF, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 14/11/2014; ACO nº 2.373-AgR/DF, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 14/10/14; ACO nº 2.148/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 3/9/14; ACO nº 1.987/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 17/6/14 ACO nº 2.220/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 5/5/14; dentre outros. Entretanto, no julgamento conjunto da Questão de Ordem na Ação Originária nº 1.814/MG e do Agravo Regimental na Ação Cível Originária nº 1.680/AL, no qual o Plenário desta Corte voltou a apreciar o alcance da alínea r do inciso I do art. 102, da Constituição Federal, ressalvei meu entendimento pessoal no sentido de que é necessário analisar o conteúdo do ato emanado pelo Conselho Nacional Justiça a fim de se reconhecer ou refutar a competência originária desta Corte nas ações intentadas contra atos do mencionado órgão, adotando, por assim dizer, o “critério do conteúdo do ato impugnado”, e não apenas o critério da natureza da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF ação. As razões desse posicionamento foram exaustivamente expostas em meu voto vista, do qual destaco os seguintes trechos: “As pretensões, sempre deduzidas com fulcro no art. 102, I, r, da Constituição Federal, encerram os mais diversos pleitos, o que tem contribuído para que este Supremo Tribunal venha- se inclinando a não reconhecer sua competência originária nas hipóteses em que tais requerimentos sejam manejados por via diversa da mandamental. Nesse sentido, já deixou esta Corte assentado não lhe competir o exame de ações civis públicas (Pet nº 3.986-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, Dje- 167, de 5/9/08) e ações populares (Pet nº 3.674-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 19-12-2006) propostas em relação a atos dos conselhos referidos na alínea r do inciso I do art. 102 da CF/1988. Tenho, entretanto, que a atração do feito ao rol de demandas originariamente atribuídas a esta Corte há que ser, paulatinamente, definida a partir de perspectiva dúplice: de um lado, restritiva, a ponto de preservar a feição excepcional da competência da Corte Suprema; de outro, amplificada, de modo a não delimitar a apreciação originária do Supremo Tribunal com foco apenas na natureza processual da demanda, sem antes analisar a substância da matéria deduzida. De fato, parece-me temerário se reduzir o alcance do art. 102, inciso I, alínea r, da Constituição de 1988, a partir de interpretação de índole formal sobre o dispositivo, de modo a se conceber que, ante a incapacidade processual dos referidos conselhos, a competência originária do STF para processar e julgar as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho Nacional do Ministério Público se restrinja aos feitos de natureza mandamental. (...) A interpretação que neste voto exponho segue a linha de compreensão deste Supremo Tribunal quanto à necessidade de se atender à ratio subjacente à edição da norma (in casu, a alínea 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF ação. As razões desse posicionamento foram exaustivamente expostas em meu voto vista, do qual destaco os seguintes trechos: “As pretensões, sempre deduzidas com fulcro no art. 102, I, r, da Constituição Federal, encerram os mais diversos pleitos, o que tem contribuído para que este Supremo Tribunal venha- se inclinando a não reconhecer sua competência originária nas hipóteses em que tais requerimentos sejam manejados por via diversa da mandamental. Nesse sentido, já deixou esta Corte assentado não lhe competir o exame de ações civis públicas (Pet nº 3.986-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, Dje- 167, de 5/9/08) e ações populares (Pet nº 3.674-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 19-12-2006) propostas em relação a atos dos conselhos referidos na alínea r do inciso I do art. 102 da CF/1988. Tenho, entretanto, que a atração do feito ao rol de demandas originariamente atribuídas a esta Corte há que ser, paulatinamente, definida a partir de perspectiva dúplice: de um lado, restritiva, a ponto de preservar a feição excepcional da competência da Corte Suprema; de outro, amplificada, de modo a não delimitar a apreciação originária do Supremo Tribunal com foco apenas na natureza processual da demanda, sem antes analisar a substância da matéria deduzida. De fato, parece-me temerário se reduzir o alcance do art. 102, inciso I, alínea r, da Constituição de 1988, a partir de interpretação de índole formal sobre o dispositivo, de modo a se conceber que, ante a incapacidade processual dos referidos conselhos, a competência originária do STF para processar e julgar as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho Nacional do Ministério Público se restrinja aos feitos de natureza mandamental. (...) A interpretação que neste voto exponho segue a linha de compreensão deste Supremo Tribunal quanto à necessidade de se atender à ratio subjacente à edição da norma (in casu, a alínea 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF r do art. 102, I, da CF), o que implica não nego, antes reforço a imediata restrição ao alcance da palavra ações constante do dispositivo, mas insisto apenas na exata medida exigida para o atendimento da finalidade do comando normativo. No ponto, e considerando a já destacada missão constitucional do Conselho Nacional de Justiça, entendo que devem ser preservadas à apreciação primária desta Suprema Corte as demandas que digam respeito às atividades disciplinadora e fiscalizadora do CNJ que repercutam frontalmente nos tribunais ou em seus membros, ainda que não veiculadas por ação mandamental ou, em expressão mais sucinta: todas as ações que digam respeito à autonomia dos tribunais ou ao regime disciplinar da magistratura. (…) Ora, a deliberação do CNJ quanto à vacância de serventias extrajudiciais, a par de não ter decorrido de uma atuação corretiva ou correicional sobre os tribunais ou seus membros, atingiu esses órgãos de modo apenas reflexo, naquilo que dizia respeito a suas atribuições de fiscalização sobre os serviços notariais e de registro, restando desatendidos, desse modo, os necessários pressupostos à atração da competência originária desta Corte. De fato, nos termos do art. 96, I, b, foi atribuída aos tribunais a organização de seus serviços auxiliares, competindo- lhes, ainda, velar pelo exercício da atividade correicional respectiva. Essa previsão faz surgir o vínculo funcional, lógico e operacional - para usar as palavras proferidas pelo eminente Ministro Ayres Britto na ADI nº 4.140/GO-MC das serventias extraforenses com o Poder Judiciário, necessário para que se tenha por assegurada a estabilidade dos atos jurídicos em âmbito judicial e extrajudicial. Seguindo com as lições do Ministro: ‘Para que servem as serventias, os cartórios? Para conferir estabilidade, certeza aos atos jurídicos; atividade típica do Poder Judiciário no plano jurisdicional. As 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF r do art. 102, I, da CF), o que implica não nego, antes reforço a imediata restrição ao alcance da palavra ações constante do dispositivo, mas insisto apenas na exata medida exigida para o atendimento da finalidade do comando normativo. No ponto, e considerando a já destacada missão constitucional do Conselho Nacional de Justiça, entendo que devem ser preservadas à apreciação primária desta Suprema Corte as demandas que digam respeito às atividades disciplinadora e fiscalizadora do CNJ que repercutam frontalmente nos tribunais ou em seus membros, ainda que não veiculadas por ação mandamental ou, em expressão mais sucinta: todas as ações que digam respeito à autonomia dos tribunais ou ao regime disciplinar da magistratura. (…) Ora, a deliberação do CNJ quanto à vacância de serventias extrajudiciais, a par de não ter decorrido de uma atuação corretiva ou correicional sobre os tribunais ou seus membros, atingiu esses órgãos de modo apenas reflexo, naquilo que dizia respeito a suas atribuições de fiscalização sobre os serviços notariais e de registro, restando desatendidos, desse modo, os necessários pressupostos à atração da competência originária desta Corte. De fato, nos termos do art. 96, I, b, foi atribuída aos tribunais a organização de seus serviços auxiliares, competindo- lhes, ainda, velar pelo exercício da atividade correicional respectiva. Essa previsão faz surgir o vínculo funcional, lógico e operacional - para usar as palavras proferidas pelo eminente Ministro Ayres Britto na ADI nº 4.140/GO-MC das serventias extraforenses com o Poder Judiciário, necessário para que se tenha por assegurada a estabilidade dos atos jurídicos em âmbito judicial e extrajudicial. Seguindo com as lições do Ministro: ‘Para que servem as serventias, os cartórios? Para conferir estabilidade, certeza aos atos jurídicos; atividade típica do Poder Judiciário no plano jurisdicional. As 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF serventias fazem, no plano administrativo, o que os órgãos do Poder Judiciário fazem no plano judicante, no plano jurisdicional. Há uma perceptível e clara identidade ou afinidade de funções entre o Poder Judiciário e as serventias. Umas serventias atuando administrativamente e os órgãos do Poder Judiciário jurisdicionalmente.’ Dessa feita, relativamente aos serviços auxiliares, em que a posição dos tribunais é de supervisão e organização, resta evidente que a disciplina traçada pelos tribunais locais às serventias não repercutem sobre si, apenas de si emanam. Por consequência, a disciplina do CNJ sobre essa específica competência das cortes locais as atingiria apenas incidentalmente, repercutindo, em verdade, de modo direto, sobre as serventias extrajudiciais. Os exemplos citados, portanto, parecem-me ocupar posições opostas no campo de delimitação da competência do Conselho Nacional de Justiça: uma a Rcl nº 15.551/GO tem por demanda matriz típica hipótese de atuação do Conselho sobre o poder conferido aos tribunais para a regência de seus interesses diretos (no caso, o provimento das vagas de desembargador) e estaria, na interpretação aqui conferida, sujeita à competência originária desta Corte; a outra a ACO nº 1.680/AL, comporta lide acerca de ato do CNJ que incide apenas reflexamente sobre o tribunal local, na medida em que tão somente seu poder de regramento sobre serviço de natureza auxiliar pode vir a ser atingido. Esta última não atrairia a competência desta Corte. (...) Nessa linha de raciocínio, os atos administrativos do CNJ como os atos de qualquer órgão do Judiciário se submetem à jurisdição de primeira instância (porque nenhuma subversão hierárquica pode daí decorrer); os atos finalísticos, por outro lado, e tão somente os que digam respeito à missão precípua do Conselho (quais sejam: os que incidam frontalmente sobre 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF serventias fazem, no plano administrativo, o que os órgãos do Poder Judiciário fazem no plano judicante, no plano jurisdicional. Há uma perceptível e clara identidade ou afinidade de funções entre o Poder Judiciário e as serventias. Umas serventias atuando administrativamente e os órgãos do Poder Judiciário jurisdicionalmente.’ Dessa feita, relativamente aos serviços auxiliares, em que a posição dos tribunais é de supervisão e organização, resta evidente que a disciplina traçada pelos tribunais locais às serventias não repercutem sobre si, apenas de si emanam. Por consequência, a disciplina do CNJ sobre essa específica competência das cortes locais as atingiria apenas incidentalmente, repercutindo, em verdade, de modo direto, sobre as serventias extrajudiciais. Os exemplos citados, portanto, parecem-me ocupar posições opostas no campo de delimitação da competência do Conselho Nacional de Justiça: uma a Rcl nº 15.551/GO tem por demanda matriz típica hipótese de atuação do Conselho sobre o poder conferido aos tribunais para a regência de seus interesses diretos (no caso, o provimento das vagas de desembargador) e estaria, na interpretação aqui conferida, sujeita à competência originária desta Corte; a outra a ACO nº 1.680/AL, comporta lide acerca de ato do CNJ que incide apenas reflexamente sobre o tribunal local, na medida em que tão somente seu poder de regramento sobre serviço de natureza auxiliar pode vir a ser atingido. Esta última não atrairia a competência desta Corte. (...) Nessa linha de raciocínio, os atos administrativos do CNJ como os atos de qualquer órgão do Judiciário se submetem à jurisdição de primeira instância (porque nenhuma subversão hierárquica pode daí decorrer); os atos finalísticos, por outro lado, e tão somente os que digam respeito à missão precípua do Conselho (quais sejam: os que incidam frontalmente sobre 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF interesses diretos de tribunais e membros da magistratura), devem ser submetidos à competência originária desta Corte. (…) Nessa senda, seriam, fatalmente, de competência primária desta Corte: (i) demandas relacionadas ao exercício do poder disciplinar do CNJ sobre os membros da magistratura; (ii) ações em face de decisões do Conselho que desconstituam ato normativo ou deliberação de tribunal local relacionados a matérias a esse diretamente afetas (como foi o caso da Rcl nº 15.551/GO); e (iii) outras em que a atuação do CNJ se dê, precipuamente, na consecução de sua atividade fim, quando direta e especialmente incidente sobre membros e órgãos a ele diretamente subordinados. Por outro lado, não vislumbro, em sede de ação ordinária, a competência do STF para apreciar demandas cujos objetos sejam, verbi gratia, deliberações do CNJ que (i) atinjam tão somente servidores dos órgãos fiscalizados ou mesmo as serventias extrajudiciais fiscalizadas pelos tribunais locais; (ii) revejam atos administrativos gerais dos tribunais (assim considerados os que não se sujeitam a regulamentação distinta do Judiciário de que seriam exemplo os relacionados a concursos públicos ou licitações dos tribunais locais), ou (iii) decisões outras de naturezas diversas que não digam respeito a interesse exclusivo de toda magistratura.” Assim pontuada a questão, tenho que, seja com base no “critério da natureza da ação” adotado pela jurisprudência prevalecente desta Corte, que conferiu interpretação mais restritiva do alcance do art. 102, I, r, da Constituição Federal, seja com base no “critério do conteúdo do ato impugnado” por mim defendido em uma interpretação mais ampliativa do dispositivo com vistas a preservar a missão constitucional atribuída ao Conselho Nacional de Justiça, a hipótese dos autos não atrai competência originária do Supremo Tribunal Federal para apreciá-la. Isso porque a demanda foi judicializada por meio de ação ordinária (o que, nos termos daquele primeiro critério, a exclui da apreciação deste Tribunal); e, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF interesses diretos de tribunais e membros da magistratura), devem ser submetidos à competência originária desta Corte. (…) Nessa senda, seriam, fatalmente, de competência primária desta Corte: (i) demandas relacionadas ao exercício do poder disciplinar do CNJ sobre os membros da magistratura; (ii) ações em face de decisões do Conselho que desconstituam ato normativo ou deliberação de tribunal local relacionados a matérias a esse diretamente afetas (como foi o caso da Rcl nº 15.551/GO); e (iii) outras em que a atuação do CNJ se dê, precipuamente, na consecução de sua atividade fim, quando direta e especialmente incidente sobre membros e órgãos a ele diretamente subordinados. Por outro lado, não vislumbro, em sede de ação ordinária, a competência do STF para apreciar demandas cujos objetos sejam, verbi gratia, deliberações do CNJ que (i) atinjam tão somente servidores dos órgãos fiscalizados ou mesmo as serventias extrajudiciais fiscalizadas pelos tribunais locais; (ii) revejam atos administrativos gerais dos tribunais (assim considerados os que não se sujeitam a regulamentação distinta do Judiciário de que seriam exemplo os relacionados a concursos públicos ou licitações dos tribunais locais), ou (iii) decisões outras de naturezas diversas que não digam respeito a interesse exclusivo de toda magistratura.” Assim pontuada a questão, tenho que, seja com base no “critério da natureza da ação” adotado pela jurisprudência prevalecente desta Corte, que conferiu interpretação mais restritiva do alcance do art. 102, I, r, da Constituição Federal, seja com base no “critério do conteúdo do ato impugnado” por mim defendido em uma interpretação mais ampliativa do dispositivo com vistas a preservar a missão constitucional atribuída ao Conselho Nacional de Justiça, a hipótese dos autos não atrai competência originária do Supremo Tribunal Federal para apreciá-la. Isso porque a demanda foi judicializada por meio de ação ordinária (o que, nos termos daquele primeiro critério, a exclui da apreciação deste Tribunal); e, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF ademais (e aqui se dá a causa de exclusão pelo segundo critério), o conteúdo do ato impugnado na presente ação – ato do Plenário do CNJ que decidiu que os serviços de notas e registros estão sob a incidência da Lei de Acesso à Informação – não está abarcado entre aqueles atos do CNJ que justificariam a apreciação originária desta Corte, porquanto nenhuma subversão hierárquica pode advir da submissão da causa à jurisdição da primeira instância da Justiça Federal. Conforme ressaltei no voto proferido na AO nº 1.814-QO/MG, “não vislumbro, em sede de ação ordinária, a competência do STF para apreciar demandas cujos objetos sejam, verbi gratia, deliberações do CNJ que (i) atinjam tão somente servidores dos órgãos fiscalizados ou mesmo as serventias extrajudiciais fiscalizadas pelos tribunais locais; [...]”. É justamente a hipótese dos autos, uma vez que a deliberação do CNJ impugnada na presente demanda foi direcionada às serventias extrajudiciais, atingindo os tribunais locais apenas reflexamente, na medida em que tão somente o poder de regramento sobre serviço de natureza auxiliar pode vir a ser atingido. Importa lembrar que a posição dos tribunais em relação a seus serviços auxiliares é de supervisão e organização, nos termos do que determina o art. 96, inciso I, alínea b, da Constituição Federal: “Art. 96. Compete privativamente: I - aos tribunais: (...) b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados, velando pelo exercício da atividade correicional respectiva; (...)” Assim, nos termos em que fundamentei a decisão monocrática agravada, “a disciplina traçada pelos tribunais locais às serventias não repercutem sobre si, apenas de si emanam. Por 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF ademais (e aqui se dá a causa de exclusão pelo segundo critério), o conteúdo do ato impugnado na presente ação – ato do Plenário do CNJ que decidiu que os serviços de notas e registros estão sob a incidência da Lei de Acesso à Informação – não está abarcado entre aqueles atos do CNJ que justificariam a apreciação originária desta Corte, porquanto nenhuma subversão hierárquica pode advir da submissão da causa à jurisdição da primeira instância da Justiça Federal. Conforme ressaltei no voto proferido na AO nº 1.814-QO/MG, “não vislumbro, em sede de ação ordinária, a competência do STF para apreciar demandas cujos objetos sejam, verbi gratia, deliberações do CNJ que (i) atinjam tão somente servidores dos órgãos fiscalizados ou mesmo as serventias extrajudiciais fiscalizadas pelos tribunais locais; [...]”. É justamente a hipótese dos autos, uma vez que a deliberação do CNJ impugnada na presente demanda foi direcionada às serventias extrajudiciais, atingindo os tribunais locais apenas reflexamente, na medida em que tão somente o poder de regramento sobre serviço de natureza auxiliar pode vir a ser atingido. Importa lembrar que a posição dos tribunais em relação a seus serviços auxiliares é de supervisão e organização, nos termos do que determina o art. 96, inciso I, alínea b, da Constituição Federal: “Art. 96. Compete privativamente: I - aos tribunais: (...) b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados, velando pelo exercício da atividade correicional respectiva; (...)” Assim, nos termos em que fundamentei a decisão monocrática agravada, “a disciplina traçada pelos tribunais locais às serventias não repercutem sobre si, apenas de si emanam. Por 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF consequência, a disciplina do CNJ sobre essa específica competência das cortes locais as atingiria apenas incidentalmente, repercutindo, em verdade, de modo direto, sobre as serventias extrajudiciais”. Desse modo, não reconheço qualquer motivação a ensejar a competência originária desta Corte para julgamento da causa, devendo essa ser submetida à apreciação da primeira instância da Justiça Federal, nos termos do art. 109, I, da Constituição Federal. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, devendo-se remeter, por conseguinte, os autos à Justiça Federal de primeiro grau. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF consequência, a disciplina do CNJ sobre essa específica competência das cortes locais as atingiria apenas incidentalmente, repercutindo, em verdade, de modo direto, sobre as serventias extrajudiciais”. Desse modo, não reconheço qualquer motivação a ensejar a competência originária desta Corte para julgamento da causa, devendo essa ser submetida à apreciação da primeira instância da Justiça Federal, nos termos do art. 109, I, da Constituição Federal. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, devendo-se remeter, por conseguinte, os autos à Justiça Federal de primeiro grau. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL - ANOREG/BR ADV.(A/S) : MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8183799 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL - ANOREG/BR ADV.(A/S) : MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8183799 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8312362
2015-03-24T00:00:00
2015-04-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015.
AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA
EMENTA Agravo regimental em ação ordinária. Demanda proposta em face do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Incompetência do Supremo Tribunal Federal para apreciar originariamente a demanda manejada pela via ordinária. Jurisprudência prevalecente da Corte. Conteúdo do ato emanado pelo CNJ que não atrai a competência do STF. Agravo não provido. Remessa ao juízo competente. 1. A jurisprudência prevalecente do STF está orientada no sentido de que a competência prevista no art. 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal alcança apenas as demandas manejadas por meio de ações de natureza mandamental (mandado de segurança, mandado de injunção, habeas data e habeas corpus). Tratando-se de demanda em face do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manejada pela via ordinária, sua apreciação compete à Justiça Federal de primeira instância, e não ao Supremo Tribunal Federal. Entendimento firmado pelo Plenário na AO nº 1.706-AgR/DF. 2. Ainda que se adote, na interpretação do art. 102, I, r, da CF/88, a posição externada pelo Ministro Dias Toffoli na AO nº 1.814-QO/MG e na ACO nº 1.680-AgR/AL, que considera essencialmente o conteúdo do ato impugnado, demandas que respeitem às serventias extrajudiciais fiscalizadas pelos tribunais locais não se inserem dentre as matérias que devem ser reservadas à apreciação originária da Corte, uma vez que, em tais casos, a atividade disciplinadora ou fiscalizadora do CNJ em relação aos serviços auxiliares repercute apenas reflexamente sobre os tribunais. 3. Agravo não provido.
sjur302113
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF, JULGAMENTO, AÇÃO JUDICIAL, CNJ) ACO 1680 AgR (TP), AO 1706 AgR (TP), AO 1814 QO (TP), ACO 2373 AgR (2ªT), ACO 1849 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF, JULGAMENTO, AÇÃO JUDICIAL, CNJ) ACO 2220, ACO 1987, ACO 2148. Número de páginas: 17. Análise: 07/05/2015, AMA.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1874
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00096 INC-00001 LET-B ART-00102 \n INC-00001 LET-R ART-00109 INC-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-012527 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA - LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO" ]
AO-AgR
acordaos
AO 1874 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL - ANOREG/BR ADV.(A/S) : MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL - ANOREG/BR ADV.(A/S) :MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA EMENTA Agravo regimental em ação ordinária. Demanda proposta em face do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Incompetência do Supremo Tribunal Federal para apreciar originariamente a demanda manejada pela via ordinária. Jurisprudência prevalecente da Corte. Conteúdo do ato emanado pelo CNJ que não atrai a competência do Supremo Tribunal Federal. Agravo não provido. Remessa ao juízo competente. 1. A jurisprudência prevalecente do Supremo Tribunal Federal está orientada no sentido de que a competência prevista no art. 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal alcança apenas as demandas manejadas por meio de ações de natureza mandamental (mandado de segurança, mandado de injunção, habeas data e habeas corpus). Tratando-se de demanda em face do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manejada pela via ordinária, sua apreciação compete à Justiça Federal de primeira instância, e não ao Supremo Tribunal Federal. Entendimento firmado pelo Plenário na AO n 1.706-AgR/DF. 2. Ainda que se adote, na interpretação do art. 102, I, r, da Constituição Federal de 1988/88, a posição externada pelo Ministro Dias Toffoli na AO n 1.814-QO/MG e na ACO n 1.680-AgR/AL, que considera essencialmente o conteúdo do ato impugnado, demandas que respeitem às serventias extrajudiciais fiscalizadas pelos tribunais locais não se inserem dentre as matérias que devem ser reservadas à apreciação originária da Corte, uma vez que, em tais casos, a atividade disciplinadora ou fiscalizadora do CNJ em relação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281015. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão AO 1874 AGR / DF aos serviços auxiliares repercute apenas reflexamente sobre os tribunais. 3. Agravo não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281015. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF aos serviços auxiliares repercute apenas reflexamente sobre os tribunais. 3. Agravo não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL - ANOREG/BR ADV.(A/S) :MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A UNIÃO interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão assim fundamentada: “Vistos. Cuida-se de ação originária, proposta pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil – ANOREG/BR, em face do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, que, por ato de seu plenário, decidiu, no processo 0003410-42.2013.2.00.0000, que os serviços de notas e registros estão sob a incidência da Lei de Acesso à Informação, relativamente aos atos praticados e à soma da arrecadação obtida pelas serventias extrajudiciais. Requereu o julgamento pela procedência da ação, para: ‘(i) declarar a nulidade do acórdão proferido pelo CNJ nos autos da Consulta 0003410-42.2013.2.00.0000, ocorrido na 178... Sessão de Julgamento do CNJ, realizada em 5/11/2013, condenando aquela Corte Administrativa a (i.1) a intimar a Autora a, querendo, integrar aquele feito antes que se realize nova deliberação sobre o dever – total ou parcial – ou a proibição da pública divulgação dos rendimentos percebidos pelos notários e registradores em razão do desempenho da atividade pública que lhes foi Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL - ANOREG/BR ADV.(A/S) :MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A UNIÃO interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão assim fundamentada: “Vistos. Cuida-se de ação originária, proposta pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil – ANOREG/BR, em face do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, que, por ato de seu plenário, decidiu, no processo 0003410-42.2013.2.00.0000, que os serviços de notas e registros estão sob a incidência da Lei de Acesso à Informação, relativamente aos atos praticados e à soma da arrecadação obtida pelas serventias extrajudiciais. Requereu o julgamento pela procedência da ação, para: ‘(i) declarar a nulidade do acórdão proferido pelo CNJ nos autos da Consulta 0003410-42.2013.2.00.0000, ocorrido na 178... Sessão de Julgamento do CNJ, realizada em 5/11/2013, condenando aquela Corte Administrativa a (i.1) a intimar a Autora a, querendo, integrar aquele feito antes que se realize nova deliberação sobre o dever – total ou parcial – ou a proibição da pública divulgação dos rendimentos percebidos pelos notários e registradores em razão do desempenho da atividade pública que lhes foi Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório AO 1874 AGR / DF constitucionalmente delegada; e (i.2) retirar do seu portal, em especial do campo Justiça Aberta, a informação a respeito do rendimento auferido pelos notários e registradores no desempenho da atividade notarial e de registro até que ocorra novo julgamento do pedido formulado nos autos da Consulta 0003410- 42.2013.2.00.0000; ou, subsidiariamente; (ii) declarar a nulidade do ato “normativo geral” objeto do acórdão do CNJ, proferido nos autos da Consulta 0003410-42.2013.2.00.0000, (ii.1) condenando aquela Corte Administrativa a retirar do seu portal, em especial do campo ‘Justiça Aberta’, a informação a respeito do rendimento auferido pelos notários e registradores nas serventias extrajudiciais por eles dirigidas; e (ii.2) reconhecendo o direito subjetivo de os associados da Autora não terem divulgada no portal do CNJ, em especial no campo “Justiça Aberta”, a informação a respeito do rendimento por eles auferido no desempenho da atividade notarial e de registro; e (iii) declarar a nulidade parcial do art. 2... do Provimento 24, de 23 de outubro de 2012, do CNJ, naquilo que impõe aos notários e registradores o dever de informar àquela Corte Administrativa a totalidade da remuneração percebida a título de emolumentos, reconhecendo o direito subjetivo de os associados da Autora não encaminharem ao CNJ informação concernente à totalidade da remuneração por eles percebida a título de emolumentos’. Em decisão monocrática, deferi parcialmente o pedido de antecipação da tutela, tão somente para determinar que a divulgação dos dados das serventias extrajudiciais determinada pelo acórdão do CNJ, nos autos da Consulta 0003410- 42.2013.2.00.0000, não incluísse o CPF dos notários e registradores. Em face desse decisum, foram opostos embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF constitucionalmente delegada; e (i.2) retirar do seu portal, em especial do campo Justiça Aberta, a informação a respeito do rendimento auferido pelos notários e registradores no desempenho da atividade notarial e de registro até que ocorra novo julgamento do pedido formulado nos autos da Consulta 0003410- 42.2013.2.00.0000; ou, subsidiariamente; (ii) declarar a nulidade do ato “normativo geral” objeto do acórdão do CNJ, proferido nos autos da Consulta 0003410-42.2013.2.00.0000, (ii.1) condenando aquela Corte Administrativa a retirar do seu portal, em especial do campo ‘Justiça Aberta’, a informação a respeito do rendimento auferido pelos notários e registradores nas serventias extrajudiciais por eles dirigidas; e (ii.2) reconhecendo o direito subjetivo de os associados da Autora não terem divulgada no portal do CNJ, em especial no campo “Justiça Aberta”, a informação a respeito do rendimento por eles auferido no desempenho da atividade notarial e de registro; e (iii) declarar a nulidade parcial do art. 2... do Provimento 24, de 23 de outubro de 2012, do CNJ, naquilo que impõe aos notários e registradores o dever de informar àquela Corte Administrativa a totalidade da remuneração percebida a título de emolumentos, reconhecendo o direito subjetivo de os associados da Autora não encaminharem ao CNJ informação concernente à totalidade da remuneração por eles percebida a título de emolumentos’. Em decisão monocrática, deferi parcialmente o pedido de antecipação da tutela, tão somente para determinar que a divulgação dos dados das serventias extrajudiciais determinada pelo acórdão do CNJ, nos autos da Consulta 0003410- 42.2013.2.00.0000, não incluísse o CPF dos notários e registradores. Em face desse decisum, foram opostos embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório AO 1874 AGR / DF A União apresentou contestação, defendendo, preliminarmente, a competência originária desta Corte para o julgamento de todas as demandas intentadas contra o CNJ e, no mérito, requereu a total improcedência do pedido autoral. É o relatório. Em sessão Plenária de 24/9/14, esta Corte promoveu o julgamento de questão de ordem na AO 1814/DF e de agravo regimental na ACO 1680/AL, a fim de analisar o alcance da competência originária deste Supremo Tribunal Federal, com fulcro no art. 102, I, “r”, da Constituição Federal de 1988, relativamente a demanda de natureza ordinária proposta em face do Conselho Nacional de Justiça. Naquela ocasião, expus o raciocínio de que devem ser preservadas à apreciação primária desta Suprema Corte apenas as demandas que digam respeito às atividades disciplinadora e fiscalizadora do CNJ que repercutam frontalmente sobre os Tribunais ou seus membros, ainda que não veiculadas por ação mandamental, o que corresponde às ações que versem sobre Autonomia dos Tribunais ou Regime Disciplinar da Magistratura. Nesse passo, deliberação do CNJ relativa a serventias extrajudiciais, a par de não decorrer de uma atuação corretiva ou correicional sobre os tribunais ou seus membros, atinge esses órgãos de modo apenas reflexo, naquilo que diz respeito à suas atribuições de fiscalização sobre os serviços notariais e de registro, restando desatendidos, desse modo, os necessários pressupostos à atração da competência originária desta Corte. De fato, nos termos do art. 96, I, ‘b’, foi atribuída aos tribunais a organização de seus serviços auxiliares, competindo- lhe, ainda, velar pelo exercício da atividade correicional respectiva. Essa previsão faz surgir o ‘vínculo funcional, lógico e operacional’ - para usar as palavras do eminente Ministro Ayres Britto, na ADI 4140/GO-MC – das serventias extraforenses com o Poder Judiciário, necessário para que se tenha por assegurada a estabilidade dos atos jurídicos em âmbito judicial e extrajudicial. Seguindo com as lições do Ministro: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF A União apresentou contestação, defendendo, preliminarmente, a competência originária desta Corte para o julgamento de todas as demandas intentadas contra o CNJ e, no mérito, requereu a total improcedência do pedido autoral. É o relatório. Em sessão Plenária de 24/9/14, esta Corte promoveu o julgamento de questão de ordem na AO 1814/DF e de agravo regimental na ACO 1680/AL, a fim de analisar o alcance da competência originária deste Supremo Tribunal Federal, com fulcro no art. 102, I, “r”, da Constituição Federal de 1988, relativamente a demanda de natureza ordinária proposta em face do Conselho Nacional de Justiça. Naquela ocasião, expus o raciocínio de que devem ser preservadas à apreciação primária desta Suprema Corte apenas as demandas que digam respeito às atividades disciplinadora e fiscalizadora do CNJ que repercutam frontalmente sobre os Tribunais ou seus membros, ainda que não veiculadas por ação mandamental, o que corresponde às ações que versem sobre Autonomia dos Tribunais ou Regime Disciplinar da Magistratura. Nesse passo, deliberação do CNJ relativa a serventias extrajudiciais, a par de não decorrer de uma atuação corretiva ou correicional sobre os tribunais ou seus membros, atinge esses órgãos de modo apenas reflexo, naquilo que diz respeito à suas atribuições de fiscalização sobre os serviços notariais e de registro, restando desatendidos, desse modo, os necessários pressupostos à atração da competência originária desta Corte. De fato, nos termos do art. 96, I, ‘b’, foi atribuída aos tribunais a organização de seus serviços auxiliares, competindo- lhe, ainda, velar pelo exercício da atividade correicional respectiva. Essa previsão faz surgir o ‘vínculo funcional, lógico e operacional’ - para usar as palavras do eminente Ministro Ayres Britto, na ADI 4140/GO-MC – das serventias extraforenses com o Poder Judiciário, necessário para que se tenha por assegurada a estabilidade dos atos jurídicos em âmbito judicial e extrajudicial. Seguindo com as lições do Ministro: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório AO 1874 AGR / DF ‘Para que servem as serventias, os cartórios? Para conferir estabilidade, certeza aos atos jurídicos; atividade típica do Poder Judiciário no plano jurisdicional. As serventias fazem, no plano administrativo, o que os órgãos do Poder Judiciário fazem no plano judicante, no plano jurisdicional. Há uma perceptível e clara identidade ou afinidade de funções entre o Poder Judiciário e as serventias. Umas serventias atuando administrativamente e os órgãos do Poder Judiciário jurisdicionalmente.’ Dessa feita, relativamente aos serviços auxiliares, em que a posição dos tribunais é de supervisão e organização, resta evidente que a disciplina traçada pelos tribunais locais às serventias não repercutem sobre estes, apenas deles emanam. Por consequência, a disciplina do CNJ sobre essa específica competência das cortes locais, as atingiria apenas incidentalmente, repercutindo, em verdade, de modo direto, sobre as serventias extrajudiciais. Ressalte-se que a própria ACO 1680/AL versava sobre insurgência de serventuários interinos contra a Resolução n 80/2009 do CNJ (que, dentre outras providências, declarou a vacância dos serviços notariais e de registro ocupados em desacordo com as normas constitucionais), tendo esta Corte concluído na sessão de 24/9/14, pela ausência de competência originária deste Supremo Tribunal Federal para apreciação daquela lide. Acompanhando a jurisprudência da Corte e fundamentando-me nas razões acima expostas, concluo pela ausência de competência originária deste Supremo Tribunal para apreciação da celeuma apresentada nestes autos. Pelo exposto, não conheço desta ação, prejudicados os embargos de declaração opostos em face da decisão cautelar. Remetam-se os autos à Justiça Federal de 1... instância.” Alega a União que o Supremo Tribunal Federal tem competência 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF ‘Para que servem as serventias, os cartórios? Para conferir estabilidade, certeza aos atos jurídicos; atividade típica do Poder Judiciário no plano jurisdicional. As serventias fazem, no plano administrativo, o que os órgãos do Poder Judiciário fazem no plano judicante, no plano jurisdicional. Há uma perceptível e clara identidade ou afinidade de funções entre o Poder Judiciário e as serventias. Umas serventias atuando administrativamente e os órgãos do Poder Judiciário jurisdicionalmente.’ Dessa feita, relativamente aos serviços auxiliares, em que a posição dos tribunais é de supervisão e organização, resta evidente que a disciplina traçada pelos tribunais locais às serventias não repercutem sobre estes, apenas deles emanam. Por consequência, a disciplina do CNJ sobre essa específica competência das cortes locais, as atingiria apenas incidentalmente, repercutindo, em verdade, de modo direto, sobre as serventias extrajudiciais. Ressalte-se que a própria ACO 1680/AL versava sobre insurgência de serventuários interinos contra a Resolução n 80/2009 do CNJ (que, dentre outras providências, declarou a vacância dos serviços notariais e de registro ocupados em desacordo com as normas constitucionais), tendo esta Corte concluído na sessão de 24/9/14, pela ausência de competência originária deste Supremo Tribunal Federal para apreciação daquela lide. Acompanhando a jurisprudência da Corte e fundamentando-me nas razões acima expostas, concluo pela ausência de competência originária deste Supremo Tribunal para apreciação da celeuma apresentada nestes autos. Pelo exposto, não conheço desta ação, prejudicados os embargos de declaração opostos em face da decisão cautelar. Remetam-se os autos à Justiça Federal de 1... instância.” Alega a União que o Supremo Tribunal Federal tem competência 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório AO 1874 AGR / DF para julgar todas as ações propostas contra o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou contra atos emanados desse órgão, não existindo, na alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, qualquer restrição quanto ao instrumento processual a ser utilizado. Aduz que, considerando as atribuições constitucionais conferidas ao Conselho Nacional de Justiça, é natural que seus atos não sejam submetidos ao controle jurisdicional de nenhum outro órgão do Poder Judiciário que não o Supremo Tribunal Federal, sob pena de se concretizar situação não desejada pelo legislador constitucional, qual seja, a de um juízo ou tribunal controlado pelo CNJ julgar as ações do órgão controlador. Sustenta que o Supremo Tribunal Federal é a único competente para apreciar e julgar as ações do CNJ, justamente por ser o único órgão do Poder Judiciário que não está sujeito a controle pelo referido Conselho. Acrescenta a agravante que a submissão de todos os atos do CNJ ao controle jurisdicional foi exatamente uma das razões de decidir adotadas por esta Corte nos julgamentos da ADI n 3.367/DF e da Reclamação n 15.551/GO. Requer, na esteira dos precedentes citados, a reconsideração da decisão agravada para o fim de fixar a competência do Supremo Tribunal Federal para o julgamento da ação. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF para julgar todas as ações propostas contra o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou contra atos emanados desse órgão, não existindo, na alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, qualquer restrição quanto ao instrumento processual a ser utilizado. Aduz que, considerando as atribuições constitucionais conferidas ao Conselho Nacional de Justiça, é natural que seus atos não sejam submetidos ao controle jurisdicional de nenhum outro órgão do Poder Judiciário que não o Supremo Tribunal Federal, sob pena de se concretizar situação não desejada pelo legislador constitucional, qual seja, a de um juízo ou tribunal controlado pelo CNJ julgar as ações do órgão controlador. Sustenta que o Supremo Tribunal Federal é a único competente para apreciar e julgar as ações do CNJ, justamente por ser o único órgão do Poder Judiciário que não está sujeito a controle pelo referido Conselho. Acrescenta a agravante que a submissão de todos os atos do CNJ ao controle jurisdicional foi exatamente uma das razões de decidir adotadas por esta Corte nos julgamentos da ADI n 3.367/DF e da Reclamação n 15.551/GO. Requer, na esteira dos precedentes citados, a reconsideração da decisão agravada para o fim de fixar a competência do Supremo Tribunal Federal para o julgamento da ação. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Segundo o entendimento prevalecente na jurisprudência desta Corte, na interpretação do espectro de ações intentadas contra atos emanados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)), estaria abarcado no art. 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal, o critério da natureza da ação. Assim, a competência originária deste Supremo Tribunal Federal tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração em face do CNJ de ações de natureza mandamental, quais sejam, mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, pois, em tal situação, o referido Conselho qualificar-se-ia como órgão coator dotado de legitimação passiva ad causam para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária perante a Suprema Corte. Tal orientação restou assim sintetizada no julgamento da AO n 1.706-AR/DF, da relatoria do Ministro Celso de Mello: “E M E N T A: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS – A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ‘r’) – CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ – RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Segundo o entendimento prevalecente na jurisprudência desta Corte, na interpretação do espectro de ações intentadas contra atos emanados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)), estaria abarcado no art. 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal, o critério da natureza da ação. Assim, a competência originária deste Supremo Tribunal Federal tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração em face do CNJ de ações de natureza mandamental, quais sejam, mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, pois, em tal situação, o referido Conselho qualificar-se-ia como órgão coator dotado de legitimação passiva ad causam para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária perante a Suprema Corte. Tal orientação restou assim sintetizada no julgamento da AO n 1.706-AR/DF, da relatoria do Ministro Celso de Mello: “E M E N T A: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS – A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ‘r’) – CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ – RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples ‘parte formal’, investido de mera ‘personalidade judiciária’ ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator – LEGITIMAÇÃO PASSIVA ‘AD CAUSAM’ DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO – COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, ‘r’, DA CONSTITUIÇÃO – DOUTRINA – PRECEDENTES – AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar-se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ‘ad causam’ para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles ‘writs’ constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples ‘parte formal’ (Pontes de Miranda, ’Comentários ao Código de Processo Civil’, tomo I/222-223, item n. 5, 4... ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, ’Manual de Direito Administrativo’, p. 15/17, item n. 5, 25... ed., 2012, Atlas, v.g.), revestido de mera ’personalidade judiciária’ (Victor Nunes Leal, ’Problemas de Direito Público’, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, ‘Código de Processo Civil’, p. 101, 5... ed., 2013, RT; Humberto 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples ‘parte formal’, investido de mera ‘personalidade judiciária’ ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator – LEGITIMAÇÃO PASSIVA ‘AD CAUSAM’ DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO – COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, ‘r’, DA CONSTITUIÇÃO – DOUTRINA – PRECEDENTES – AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar-se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ‘ad causam’ para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles ‘writs’ constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples ‘parte formal’ (Pontes de Miranda, ’Comentários ao Código de Processo Civil’, tomo I/222-223, item n. 5, 4... ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, ’Manual de Direito Administrativo’, p. 15/17, item n. 5, 25... ed., 2012, Atlas, v.g.), revestido de mera ’personalidade judiciária’ (Victor Nunes Leal, ’Problemas de Direito Público’, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, ‘Código de Processo Civil’, p. 101, 5... ed., 2013, RT; Humberto 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF Theodoro Júnior, ’Curso de Direito Processual Civil’, vol. I/101, item n. 70, 54... ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, ’Código de Processo Civil Comentado’, p. 233, item n. 5, 13... ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas ‘d’ e ‘q’, da Constituição, a legitimação passiva ‘ad causam’ referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes” (AO n 1.706-AgR/DF, Pleno, rel. o Min. Celso de Mello, DJe de 18.2.2014). No mesmo sentido são os seguintes julgados: ACO n 1.849-AgR/DF, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 14/11/2014; ACO n 2.373-AgR/DF, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 14/10/14; ACO n 2.148/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 3/9/14; ACO n 1.987/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 17/6/14 ACO n 2.220/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 5/5/14; dentre outros. Entretanto, no julgamento conjunto da Questão de Ordem na Ação Originária n 1.814/MG e do Agravo Regimental na Ação Cível Originária n 1.680/AL, no qual o Plenário desta Corte voltou a apreciar o alcance da alínea r do inciso I do art. 102, da Constituição Federal, ressalvei meu entendimento pessoal no sentido de que é necessário analisar o conteúdo do ato emanado pelo Conselho Nacional Justiça a fim de se reconhecer ou refutar a competência originária desta Corte nas ações intentadas contra atos do mencionado órgão, adotando, por assim dizer, o “critério do conteúdo do ato impugnado”, e não apenas o critério da natureza da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF Theodoro Júnior, ’Curso de Direito Processual Civil’, vol. I/101, item n. 70, 54... ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, ’Código de Processo Civil Comentado’, p. 233, item n. 5, 13... ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas ‘d’ e ‘q’, da Constituição, a legitimação passiva ‘ad causam’ referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes” (AO n 1.706-AgR/DF, Pleno, rel. o Min. Celso de Mello, DJe de 18.2.2014). No mesmo sentido são os seguintes julgados: ACO n 1.849-AgR/DF, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 14/11/2014; ACO n 2.373-AgR/DF, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 14/10/14; ACO n 2.148/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 3/9/14; ACO n 1.987/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 17/6/14 ACO n 2.220/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 5/5/14; dentre outros. Entretanto, no julgamento conjunto da Questão de Ordem na Ação Originária n 1.814/MG e do Agravo Regimental na Ação Cível Originária n 1.680/AL, no qual o Plenário desta Corte voltou a apreciar o alcance da alínea r do inciso I do art. 102, da Constituição Federal, ressalvei meu entendimento pessoal no sentido de que é necessário analisar o conteúdo do ato emanado pelo Conselho Nacional Justiça a fim de se reconhecer ou refutar a competência originária desta Corte nas ações intentadas contra atos do mencionado órgão, adotando, por assim dizer, o “critério do conteúdo do ato impugnado”, e não apenas o critério da natureza da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF ação. As razões desse posicionamento foram exaustivamente expostas em meu voto vista, do qual destaco os seguintes trechos: “As pretensões, sempre deduzidas com fulcro no art. 102, I, r, da Constituição Federal, encerram os mais diversos pleitos, o que tem contribuído para que este Supremo Tribunal venha- se inclinando a não reconhecer sua competência originária nas hipóteses em que tais requerimentos sejam manejados por via diversa da mandamental. Nesse sentido, já deixou esta Corte assentado não lhe competir o exame de ações civis públicas (Pet n 3.986-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, Dje- 167, de 5/9/08) e ações populares (Pet n 3.674-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 19-12-2006) propostas em relação a atos dos conselhos referidos na alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição Federal de 1988/1988. Tenho, entretanto, que a atração do feito ao rol de demandas originariamente atribuídas a esta Corte há que ser, paulatinamente, definida a partir de perspectiva dúplice: de um lado, restritiva, a ponto de preservar a feição excepcional da competência da Corte Suprema; de outro, amplificada, de modo a não delimitar a apreciação originária do Supremo Tribunal com foco apenas na natureza processual da demanda, sem antes analisar a substância da matéria deduzida. De fato, parece-me temerário se reduzir o alcance do art. 102, inciso I, alínea r, da Constituição de 1988, a partir de interpretação de índole formal sobre o dispositivo, de modo a se conceber que, ante a incapacidade processual dos referidos conselhos, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho Nacional do Ministério Público se restrinja aos feitos de natureza mandamental. (...) A interpretação que neste voto exponho segue a linha de compreensão deste Supremo Tribunal quanto à necessidade de se atender à ratio subjacente à edição da norma (in casu, a alínea 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF ação. As razões desse posicionamento foram exaustivamente expostas em meu voto vista, do qual destaco os seguintes trechos: “As pretensões, sempre deduzidas com fulcro no art. 102, I, r, da Constituição Federal, encerram os mais diversos pleitos, o que tem contribuído para que este Supremo Tribunal venha- se inclinando a não reconhecer sua competência originária nas hipóteses em que tais requerimentos sejam manejados por via diversa da mandamental. Nesse sentido, já deixou esta Corte assentado não lhe competir o exame de ações civis públicas (Pet n 3.986-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, Dje- 167, de 5/9/08) e ações populares (Pet n 3.674-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 19-12-2006) propostas em relação a atos dos conselhos referidos na alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição Federal de 1988/1988. Tenho, entretanto, que a atração do feito ao rol de demandas originariamente atribuídas a esta Corte há que ser, paulatinamente, definida a partir de perspectiva dúplice: de um lado, restritiva, a ponto de preservar a feição excepcional da competência da Corte Suprema; de outro, amplificada, de modo a não delimitar a apreciação originária do Supremo Tribunal com foco apenas na natureza processual da demanda, sem antes analisar a substância da matéria deduzida. De fato, parece-me temerário se reduzir o alcance do art. 102, inciso I, alínea r, da Constituição de 1988, a partir de interpretação de índole formal sobre o dispositivo, de modo a se conceber que, ante a incapacidade processual dos referidos conselhos, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho Nacional do Ministério Público se restrinja aos feitos de natureza mandamental. (...) A interpretação que neste voto exponho segue a linha de compreensão deste Supremo Tribunal quanto à necessidade de se atender à ratio subjacente à edição da norma (in casu, a alínea 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF r do art. 102, I, da Constituição Federal de 1988), o que implica não nego, antes reforço a imediata restrição ao alcance da palavra ações constante do dispositivo, mas insisto apenas na exata medida exigida para o atendimento da finalidade do comando normativo. No ponto, e considerando a já destacada missão constitucional do Conselho Nacional de Justiça, entendo que devem ser preservadas à apreciação primária desta Suprema Corte as demandas que digam respeito às atividades disciplinadora e fiscalizadora do CNJ que repercutam frontalmente nos tribunais ou em seus membros, ainda que não veiculadas por ação mandamental ou, em expressão mais sucinta: todas as ações que digam respeito à autonomia dos tribunais ou ao regime disciplinar da magistratura. (…) Ora, a deliberação do CNJ quanto à vacância de serventias extrajudiciais, a par de não ter decorrido de uma atuação corretiva ou correicional sobre os tribunais ou seus membros, atingiu esses órgãos de modo apenas reflexo, naquilo que dizia respeito a suas atribuições de fiscalização sobre os serviços notariais e de registro, restando desatendidos, desse modo, os necessários pressupostos à atração da competência originária desta Corte. De fato, nos termos do art. 96, I, b, foi atribuída aos tribunais a organização de seus serviços auxiliares, competindo- lhes, ainda, velar pelo exercício da atividade correicional respectiva. Essa previsão faz surgir o vínculo funcional, lógico e operacional - para usar as palavras proferidas pelo eminente Ministro Ayres Britto na ADI n 4.140/GO-MC das serventias extraforenses com o Poder Judiciário, necessário para que se tenha por assegurada a estabilidade dos atos jurídicos em âmbito judicial e extrajudicial. Seguindo com as lições do Ministro: ‘Para que servem as serventias, os cartórios? Para conferir estabilidade, certeza aos atos jurídicos; atividade típica do Poder Judiciário no plano jurisdicional. As 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF r do art. 102, I, da Constituição Federal de 1988), o que implica não nego, antes reforço a imediata restrição ao alcance da palavra ações constante do dispositivo, mas insisto apenas na exata medida exigida para o atendimento da finalidade do comando normativo. No ponto, e considerando a já destacada missão constitucional do Conselho Nacional de Justiça, entendo que devem ser preservadas à apreciação primária desta Suprema Corte as demandas que digam respeito às atividades disciplinadora e fiscalizadora do CNJ que repercutam frontalmente nos tribunais ou em seus membros, ainda que não veiculadas por ação mandamental ou, em expressão mais sucinta: todas as ações que digam respeito à autonomia dos tribunais ou ao regime disciplinar da magistratura. (…) Ora, a deliberação do CNJ quanto à vacância de serventias extrajudiciais, a par de não ter decorrido de uma atuação corretiva ou correicional sobre os tribunais ou seus membros, atingiu esses órgãos de modo apenas reflexo, naquilo que dizia respeito a suas atribuições de fiscalização sobre os serviços notariais e de registro, restando desatendidos, desse modo, os necessários pressupostos à atração da competência originária desta Corte. De fato, nos termos do art. 96, I, b, foi atribuída aos tribunais a organização de seus serviços auxiliares, competindo- lhes, ainda, velar pelo exercício da atividade correicional respectiva. Essa previsão faz surgir o vínculo funcional, lógico e operacional - para usar as palavras proferidas pelo eminente Ministro Ayres Britto na ADI n 4.140/GO-MC das serventias extraforenses com o Poder Judiciário, necessário para que se tenha por assegurada a estabilidade dos atos jurídicos em âmbito judicial e extrajudicial. Seguindo com as lições do Ministro: ‘Para que servem as serventias, os cartórios? Para conferir estabilidade, certeza aos atos jurídicos; atividade típica do Poder Judiciário no plano jurisdicional. As 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF serventias fazem, no plano administrativo, o que os órgãos do Poder Judiciário fazem no plano judicante, no plano jurisdicional. Há uma perceptível e clara identidade ou afinidade de funções entre o Poder Judiciário e as serventias. Umas serventias atuando administrativamente e os órgãos do Poder Judiciário jurisdicionalmente.’ Dessa feita, relativamente aos serviços auxiliares, em que a posição dos tribunais é de supervisão e organização, resta evidente que a disciplina traçada pelos tribunais locais às serventias não repercutem sobre si, apenas de si emanam. Por consequência, a disciplina do CNJ sobre essa específica competência das cortes locais as atingiria apenas incidentalmente, repercutindo, em verdade, de modo direto, sobre as serventias extrajudiciais. Os exemplos citados, portanto, parecem-me ocupar posições opostas no campo de delimitação da competência do Conselho Nacional de Justiça: uma a Rcl n 15.551/GO tem por demanda matriz típica hipótese de atuação do Conselho sobre o poder conferido aos tribunais para a regência de seus interesses diretos (no caso, o provimento das vagas de desembargador) e estaria, na interpretação aqui conferida, sujeita à competência originária desta Corte; a outra a ACO n 1.680/AL, comporta lide acerca de ato do CNJ que incide apenas reflexamente sobre o tribunal local, na medida em que tão somente seu poder de regramento sobre serviço de natureza auxiliar pode vir a ser atingido. Esta última não atrairia a competência desta Corte. (...) Nessa linha de raciocínio, os atos administrativos do CNJ como os atos de qualquer órgão do Judiciário se submetem à jurisdição de primeira instância (porque nenhuma subversão hierárquica pode daí decorrer); os atos finalísticos, por outro lado, e tão somente os que digam respeito à missão precípua do Conselho (quais sejam: os que incidam frontalmente sobre 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF serventias fazem, no plano administrativo, o que os órgãos do Poder Judiciário fazem no plano judicante, no plano jurisdicional. Há uma perceptível e clara identidade ou afinidade de funções entre o Poder Judiciário e as serventias. Umas serventias atuando administrativamente e os órgãos do Poder Judiciário jurisdicionalmente.’ Dessa feita, relativamente aos serviços auxiliares, em que a posição dos tribunais é de supervisão e organização, resta evidente que a disciplina traçada pelos tribunais locais às serventias não repercutem sobre si, apenas de si emanam. Por consequência, a disciplina do CNJ sobre essa específica competência das cortes locais as atingiria apenas incidentalmente, repercutindo, em verdade, de modo direto, sobre as serventias extrajudiciais. Os exemplos citados, portanto, parecem-me ocupar posições opostas no campo de delimitação da competência do Conselho Nacional de Justiça: uma a Rcl n 15.551/GO tem por demanda matriz típica hipótese de atuação do Conselho sobre o poder conferido aos tribunais para a regência de seus interesses diretos (no caso, o provimento das vagas de desembargador) e estaria, na interpretação aqui conferida, sujeita à competência originária desta Corte; a outra a ACO n 1.680/AL, comporta lide acerca de ato do CNJ que incide apenas reflexamente sobre o tribunal local, na medida em que tão somente seu poder de regramento sobre serviço de natureza auxiliar pode vir a ser atingido. Esta última não atrairia a competência desta Corte. (...) Nessa linha de raciocínio, os atos administrativos do CNJ como os atos de qualquer órgão do Judiciário se submetem à jurisdição de primeira instância (porque nenhuma subversão hierárquica pode daí decorrer); os atos finalísticos, por outro lado, e tão somente os que digam respeito à missão precípua do Conselho (quais sejam: os que incidam frontalmente sobre 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF interesses diretos de tribunais e membros da magistratura), devem ser submetidos à competência originária desta Corte. (…) Nessa senda, seriam, fatalmente, de competência primária desta Corte: (i) demandas relacionadas ao exercício do poder disciplinar do CNJ sobre os membros da magistratura; (ii) ações em face de decisões do Conselho que desconstituam ato normativo ou deliberação de tribunal local relacionados a matérias a esse diretamente afetas (como foi o caso da Rcl n 15.551/GO); e (iii) outras em que a atuação do CNJ se dê, precipuamente, na consecução de sua atividade fim, quando direta e especialmente incidente sobre membros e órgãos a ele diretamente subordinados. Por outro lado, não vislumbro, em sede de ação ordinária, a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar demandas cujos objetos sejam, verbi gratia, deliberações do CNJ que (i) atinjam tão somente servidores dos órgãos fiscalizados ou mesmo as serventias extrajudiciais fiscalizadas pelos tribunais locais; (ii) revejam atos administrativos gerais dos tribunais (assim considerados os que não se sujeitam a regulamentação distinta do Judiciário de que seriam exemplo os relacionados a concursos públicos ou licitações dos tribunais locais), ou (iii) decisões outras de naturezas diversas que não digam respeito a interesse exclusivo de toda magistratura.” Assim pontuada a questão, tenho que, seja com base no “critério da natureza da ação” adotado pela jurisprudência prevalecente desta Corte, que conferiu interpretação mais restritiva do alcance do art. 102, I, r, da Constituição Federal, seja com base no “critério do conteúdo do ato impugnado” por mim defendido em uma interpretação mais ampliativa do dispositivo com vistas a preservar a missão constitucional atribuída ao Conselho Nacional de Justiça, a hipótese dos autos não atrai competência originária do Supremo Tribunal Federal para apreciá-la. Isso porque a demanda foi judicializada por meio de ação ordinária (o que, nos termos daquele primeiro critério, a exclui da apreciação deste Tribunal); e, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF interesses diretos de tribunais e membros da magistratura), devem ser submetidos à competência originária desta Corte. (…) Nessa senda, seriam, fatalmente, de competência primária desta Corte: (i) demandas relacionadas ao exercício do poder disciplinar do CNJ sobre os membros da magistratura; (ii) ações em face de decisões do Conselho que desconstituam ato normativo ou deliberação de tribunal local relacionados a matérias a esse diretamente afetas (como foi o caso da Rcl n 15.551/GO); e (iii) outras em que a atuação do CNJ se dê, precipuamente, na consecução de sua atividade fim, quando direta e especialmente incidente sobre membros e órgãos a ele diretamente subordinados. Por outro lado, não vislumbro, em sede de ação ordinária, a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar demandas cujos objetos sejam, verbi gratia, deliberações do CNJ que (i) atinjam tão somente servidores dos órgãos fiscalizados ou mesmo as serventias extrajudiciais fiscalizadas pelos tribunais locais; (ii) revejam atos administrativos gerais dos tribunais (assim considerados os que não se sujeitam a regulamentação distinta do Judiciário de que seriam exemplo os relacionados a concursos públicos ou licitações dos tribunais locais), ou (iii) decisões outras de naturezas diversas que não digam respeito a interesse exclusivo de toda magistratura.” Assim pontuada a questão, tenho que, seja com base no “critério da natureza da ação” adotado pela jurisprudência prevalecente desta Corte, que conferiu interpretação mais restritiva do alcance do art. 102, I, r, da Constituição Federal, seja com base no “critério do conteúdo do ato impugnado” por mim defendido em uma interpretação mais ampliativa do dispositivo com vistas a preservar a missão constitucional atribuída ao Conselho Nacional de Justiça, a hipótese dos autos não atrai competência originária do Supremo Tribunal Federal para apreciá-la. Isso porque a demanda foi judicializada por meio de ação ordinária (o que, nos termos daquele primeiro critério, a exclui da apreciação deste Tribunal); e, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF ademais (e aqui se dá a causa de exclusão pelo segundo critério), o conteúdo do ato impugnado na presente ação – ato do Plenário do CNJ que decidiu que os serviços de notas e registros estão sob a incidência da Lei de Acesso à Informação – não está abarcado entre aqueles atos do CNJ que justificariam a apreciação originária desta Corte, porquanto nenhuma subversão hierárquica pode advir da submissão da causa à jurisdição da primeira instância da Justiça Federal. Conforme ressaltei no voto proferido na AO n 1.814-QO/MG, “não vislumbro, em sede de ação ordinária, a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar demandas cujos objetos sejam, verbi gratia, deliberações do CNJ que (i) atinjam tão somente servidores dos órgãos fiscalizados ou mesmo as serventias extrajudiciais fiscalizadas pelos tribunais locais; [...]”. É justamente a hipótese dos autos, uma vez que a deliberação do CNJ impugnada na presente demanda foi direcionada às serventias extrajudiciais, atingindo os tribunais locais apenas reflexamente, na medida em que tão somente o poder de regramento sobre serviço de natureza auxiliar pode vir a ser atingido. Importa lembrar que a posição dos tribunais em relação a seus serviços auxiliares é de supervisão e organização, nos termos do que determina o art. 96, inciso I, alínea b, da Constituição Federal: “Art. 96. Compete privativamente: I - aos tribunais: (...) b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados, velando pelo exercício da atividade correicional respectiva; (...)” Assim, nos termos em que fundamentei a decisão monocrática agravada, “a disciplina traçada pelos tribunais locais às serventias não repercutem sobre si, apenas de si emanam. Por 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF ademais (e aqui se dá a causa de exclusão pelo segundo critério), o conteúdo do ato impugnado na presente ação – ato do Plenário do CNJ que decidiu que os serviços de notas e registros estão sob a incidência da Lei de Acesso à Informação – não está abarcado entre aqueles atos do CNJ que justificariam a apreciação originária desta Corte, porquanto nenhuma subversão hierárquica pode advir da submissão da causa à jurisdição da primeira instância da Justiça Federal. Conforme ressaltei no voto proferido na AO n 1.814-QO/MG, “não vislumbro, em sede de ação ordinária, a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar demandas cujos objetos sejam, verbi gratia, deliberações do CNJ que (i) atinjam tão somente servidores dos órgãos fiscalizados ou mesmo as serventias extrajudiciais fiscalizadas pelos tribunais locais; [...]”. É justamente a hipótese dos autos, uma vez que a deliberação do CNJ impugnada na presente demanda foi direcionada às serventias extrajudiciais, atingindo os tribunais locais apenas reflexamente, na medida em que tão somente o poder de regramento sobre serviço de natureza auxiliar pode vir a ser atingido. Importa lembrar que a posição dos tribunais em relação a seus serviços auxiliares é de supervisão e organização, nos termos do que determina o art. 96, inciso I, alínea b, da Constituição Federal: “Art. 96. Compete privativamente: I - aos tribunais: (...) b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados, velando pelo exercício da atividade correicional respectiva; (...)” Assim, nos termos em que fundamentei a decisão monocrática agravada, “a disciplina traçada pelos tribunais locais às serventias não repercutem sobre si, apenas de si emanam. Por 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1874 AGR / DF consequência, a disciplina do CNJ sobre essa específica competência das cortes locais as atingiria apenas incidentalmente, repercutindo, em verdade, de modo direto, sobre as serventias extrajudiciais”. Desse modo, não reconheço qualquer motivação a ensejar a competência originária desta Corte para julgamento da causa, devendo essa ser submetida à apreciação da primeira instância da Justiça Federal, nos termos do art. 109, I, da Constituição Federal. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, devendo-se remeter, por conseguinte, os autos à Justiça Federal de primeiro grau. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Supremo Tribunal Federal AO 1874 AGR / DF consequência, a disciplina do CNJ sobre essa específica competência das cortes locais as atingiria apenas incidentalmente, repercutindo, em verdade, de modo direto, sobre as serventias extrajudiciais”. Desse modo, não reconheço qualquer motivação a ensejar a competência originária desta Corte para julgamento da causa, devendo essa ser submetida à apreciação da primeira instância da Justiça Federal, nos termos do art. 109, I, da Constituição Federal. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, devendo-se remeter, por conseguinte, os autos à Justiça Federal de primeiro grau. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL - ANOREG/BR ADV.(A/S) : MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8183799 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.874 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL - ANOREG/BR ADV.(A/S) : MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8183799 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 874", "AO n 1 . 706 - AgR / DF", "AO n 1 . 814 - QO / MG", "ACO n 1 . 680 - AgR / AL", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 874", "-", ".", ".", "AÇÃO", "0003410", "-", "42", ".", "2013", ".", "2", ".", ".", "0000", "Consulta 0003410 - 42 . 2013 . 2 . 00 . 0000", "Consulta 0003410 - 42 . 2013 . 2 . 00 . 0000", "Consulta 0003410 - 42 . 2013 . 2 . 00 . 0000", "Consulta 0003410 - 42 . 2013 .", "Consulta 0003410 - 42 .", "Consulta 0003410 - 42 .", "Consulta 0003410 - 42 . 2013 . 2", ". 00", ". 0000", "AO 1874", "AO 1814 / DF", "ACO 1680 / AL", "ADI 4140 / GO - MC", "AO 1814 / DF", "ACO 1680 / AL", "ADI 4140 / GO - MC", "ACO 1680 / AL", "ACO 1680 / AL", "ADI n 3 . 367 / DF", "Reclamação n 15 . 551 / GO", "ADI n 3 . 367 / DF", "Reclamação n 15 . 551 / GO", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 874", "AO n 1 . 706 - AR / DF", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 874", "AO n 1 . 706 - AR / DF", "AO n 1 . 706 - AgR / DF", "ACO n 1 . 849 - AgR / DF", "ACO n 2 . 373 - AgR / DF", "ACO n 2 . 148 / DF", "ACO n 1 . 987 / RS", "ACO n 2 . 220 / DF", "Ação Originária n 1 . 814 / MG", "Agravo Regimental na Ação Cível Originária n 1 . 680 / AL", "AO n 1 . 706 - AgR / DF", "ACO n 1 . 849 - AgR / DF", "ACO n 2 . 373 - AgR / DF", "ACO n 2 . 148 / DF", "ACO n 1 . 987 / RS", "ACO n 2 . 220 / DF", "Agravo Regimental na Ação Cível Originária n 1 . 680 / AL", "AO 1874 AGR / DF", "Pet n 3 . 986 - AgR", "Pet n 3 . 674 - QO", "AO 1874", "Pet n 3 . 986 - AgR", "Pet n 3 . 674 - QO", "ADI n 4 . 140 / GO - MC", "ADI n 4 . 140 / GO - MC", "Rcl n 15 . 551 / GO", "ACO n 1 . 680 / AL", "Rcl n 15 . 551 / GO", "ACO n 1 . 680 / AL", "Rcl n 15 . 551 / GO", "Rcl n 15 . 551 / GO", "AO n 1 . 814 - QO / MG", "AO n 1 . 814 - QO / MG", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 874", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 874" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , inciso I , alínea r , da Constituição Federal", "art . 102 , I , r , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Acesso à", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Acesso à Informação", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ r ” , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ r ” , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 80 / 2009 do CNJ", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 80 / 2009 do CNJ", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea r do inciso I do art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea r do inciso I do art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso I , alínea r , da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , ‘ r ’", "ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , ‘ r ’", "ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 , I , ‘ r ’ , DA CONSTITUIÇÃO", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 , I , ‘ r ’ , DA CONSTITUIÇÃO", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Código de", "art . 102 , I , alíneas ‘ d ’ e ‘ [UNK] ’ , da Constituição", "alínea r do inciso I do art . 102 , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Código de Processo Civil Comentado", "e", "‘ [UNK] ’ , da Constituição", "alínea r do inciso I do art . 102 , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , r , da Constituição Federal", "alínea r do inciso I do art . 102 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "art . 102 , inciso I , alínea r , da Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , r , da Constituição Federal", "alínea r do inciso I do art . 102 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "art . 102 , inciso I , alínea r , da Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , r , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , r , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Acesso à", "art . 96 , inciso I , alínea b , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Acesso à", "art . 96 , inciso I , alínea b , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL", "ANOREG", "/", "BR", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO DOS", "ANOREG", "/", "BR", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "Associação dos Notários e Registradores do Brasil", "ANOREG", "/", "BR", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "178", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL", "ANOREG", "/", "BR", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "Associação dos Notários e Registradores do Brasil", "ANOREG", "/", "BR", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CNJ", "CNJ", "CNJ", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNJ", "CNJ", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "União", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "União", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Conselho Nacional do Ministério Público", "CNMP", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Suprema Corte", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "CNJ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Conselho Nacional do Ministério Público", "CNMP", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Suprema Corte", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "CNJ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "DF", "CNJ", "UNIÃO", "CNJ", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Suprema Corte", "Conselho Nacional de Justiça", "Forense", "Atlas", "Forense", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "UNIÃO", "CNJ", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Suprema Corte", "Conselho Nacional de Justiça", "Forense", "Atlas", "Forense", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1874", "/", "Forense", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "União Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "União Federal", "CNJ", "Pleno", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Plenário", "Conselho Nacional Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "Forense", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "União Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "União Federal", "CNJ", "Pleno", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Plenário", "Conselho Nacional Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho Nacional do Ministério Público", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Corte", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho Nacional do Ministério Público", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1874", "AGR", "/", "DF", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1874", "AGR", "/", "Plenário do CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1874", "AGR", "/", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO DOS", "ANOREG", "/", "BR", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL", "ANOREG", "/", "BR", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", ".", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN", "DIAS TOFFOLI", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Pontes de Miranda", "José dos Santos Carvalho Filho", "Victor Nunes Leal", "Luiz Guilherme Marinoni", "Daniel Mitidiero", "Pontes de Miranda", "José dos Santos Carvalho Filho", "Victor Nunes Leal", "Luiz Guilherme Marinoni", "Daniel Mitidiero", "Humberto", "DIAS TOFFOLI", "Theodoro Júnior", "Nelson Nery Júnior", "Rosa Maria de Andrade Nery", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Theodoro Júnior", "Nelson Nery Júnior", "Rosa Maria de Andrade Nery", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "MAURICIO GARCIA PALLARES ZOCKUN", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "5", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "5", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de outubro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de outubro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1995", "2012", "1960", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1995", "2012", "1960", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "2013", "18", ".", "2", ".", "2014", "14", "/", "11", "/", "2014", "14", "/", "10", "/", "14", "3", "/", "9", "/", "14", "17", "/", "6", "/", "14", "5", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "2013", "18", ".", "2", ".", "2014", "14", "/", "11", "/", "2014", "14", "/", "10", "/", "14", "3", "/", "9", "/", "14", "17", "/", "6", "/", "14", "5", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "9", "/", "08", "19", "-", "12", "-", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "9", "/", "08", "19", "-", "12", "-", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TELEFÔNICA BRASIL S/A ADV.(A/S) :HELDER MASSAAKI KANAMARU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :AYRTON FERREIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. INDENIZAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA Nº 283/STF. INCIDÊNCIA. VALOR FIXADO A TÍTULO DE DANO MORAL. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 743.771. 1. “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” (Súmula nº 283/STF). Precedente: RE 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 12/9/2008. 2. O valor fixado a título de dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes. 3. In casu, o acórdão recorrido manteve a condenação da recorrente ao pagamento de indenização por danos morais. 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285202. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 862074 AGR / SP das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285202. Supremo Tribunal Federal ARE 862074 AGR / SP das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TELEFÔNICA BRASIL S/A ADV.(A/S) :HELDER MASSAAKI KANAMARU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :AYRTON FERREIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela TELEFÔNICA BRASIL S/A contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E CIVIL. TERCEIRO NÃO USUÁRIO DO SERVIÇO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO PLENÁRIO NO RE 591.874-RG. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. ARGUIÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 636 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "Primeiramente cumpre destacar que em que pese a alegação da inexistência de repercussão geral, a própria decisão aponta para o reconhecimento de sua existência em julgado desta corte no RE 591.8774. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285201. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TELEFÔNICA BRASIL S/A ADV.(A/S) :HELDER MASSAAKI KANAMARU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :AYRTON FERREIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela TELEFÔNICA BRASIL S/A contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E CIVIL. TERCEIRO NÃO USUÁRIO DO SERVIÇO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO PLENÁRIO NO RE 591.874-RG. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. ARGUIÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 636 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "Primeiramente cumpre destacar que em que pese a alegação da inexistência de repercussão geral, a própria decisão aponta para o reconhecimento de sua existência em julgado desta corte no RE 591.8774. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285201. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 862074 AGR / SP Assim, deve-se apontar que a discussão quanto o quantum indenizatório é matéria de Repercussão Geral sim, visto que no atual sistema judiciário existe verdadeira indústria dos Danos Morais, sendo certo que a constante fixação de Danos Morais sem o respeito ao Principio da Proporcionalidade vem causando situações esdruxulas que impedem inclusive a realização de conciliações visto que os autores de ações com pedido em danos morais sempre esperam a condenação em valores exorbitantes se recusando a composição por valores mais justos. Portanto, é imprescindível a manifestação desta corte para que sejam fixados parâmetros para indenizações por Danos Morais facilitando assim inclusive a realização de acordos e desafogando o judiciário. Ocorre, também, que enquanto ocorreu a violação de leis Federais conforme afirma o Ministro relator que proferiu a decisão. É importante ressaltar que ainda assim houve a violação direta da Constituição Federal." (fls. 191-192). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285201. Supremo Tribunal Federal ARE 862074 AGR / SP Assim, deve-se apontar que a discussão quanto o quantum indenizatório é matéria de Repercussão Geral sim, visto que no atual sistema judiciário existe verdadeira indústria dos Danos Morais, sendo certo que a constante fixação de Danos Morais sem o respeito ao Principio da Proporcionalidade vem causando situações esdruxulas que impedem inclusive a realização de conciliações visto que os autores de ações com pedido em danos morais sempre esperam a condenação em valores exorbitantes se recusando a composição por valores mais justos. Portanto, é imprescindível a manifestação desta corte para que sejam fixados parâmetros para indenizações por Danos Morais facilitando assim inclusive a realização de acordos e desafogando o judiciário. Ocorre, também, que enquanto ocorreu a violação de leis Federais conforme afirma o Ministro relator que proferiu a decisão. É importante ressaltar que ainda assim houve a violação direta da Constituição Federal." (fls. 191-192). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285201. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que, ao contrário do alegado pela recorrente, a decisão impugnada consignou que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o RE 591.874, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema atinente à responsabilidade objetiva de empresa privada prestadora de serviço público em relação a terceiro não usuário do serviço, situação diversa da presente demanda, em que se discute o nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral e o quantum indenizatório. Demais disso, a decisão agravada assentou que o conhecimento do recurso extraordinário demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula nº 279/STF. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente, não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar esse fundamento da decisão impugnada e, ao assim proceder, deixou de atacar razão que, por si só, é suficiente para a manutenção da decisão vergastada. Incide, mutatis mutandis, o enunciado da Súmula nº 283 do STF: “é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285203. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que, ao contrário do alegado pela recorrente, a decisão impugnada consignou que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o RE 591.874, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema atinente à responsabilidade objetiva de empresa privada prestadora de serviço público em relação a terceiro não usuário do serviço, situação diversa da presente demanda, em que se discute o nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral e o quantum indenizatório. Demais disso, a decisão agravada assentou que o conhecimento do recurso extraordinário demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula nº 279/STF. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente, não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar esse fundamento da decisão impugnada e, ao assim proceder, deixou de atacar razão que, por si só, é suficiente para a manutenção da decisão vergastada. Incide, mutatis mutandis, o enunciado da Súmula nº 283 do STF: “é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 862074 AGR / SP inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido”. (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007). Por fim, conforme asseverado na decisão recorrida, o valor fixado a título de danos morais e materiais decorrentes da relação entre concessionária de serviço público e consumidor, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do AI 839.695, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 1/9/2011, o qual possui a seguinte ementa: RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Quantum indenizatório. danos morais e materiais. concessionária de serviço público. Consumidor. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o quantum indenizatório de condenação por danos morais e materiais decorrentes da relação entre concessionária de serviço público e consumidor, versa sobre tema infraconstitucional. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285203. Supremo Tribunal Federal ARE 862074 AGR / SP inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido”. (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007). Por fim, conforme asseverado na decisão recorrida, o valor fixado a título de danos morais e materiais decorrentes da relação entre concessionária de serviço público e consumidor, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do AI 839.695, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 1/9/2011, o qual possui a seguinte ementa: RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Quantum indenizatório. danos morais e materiais. concessionária de serviço público. Consumidor. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o quantum indenizatório de condenação por danos morais e materiais decorrentes da relação entre concessionária de serviço público e consumidor, versa sobre tema infraconstitucional. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : TELEFÔNICA BRASIL S/A ADV.(A/S) : HELDER MASSAAKI KANAMARU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : AYRTON FERREIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351012 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : TELEFÔNICA BRASIL S/A ADV.(A/S) : HELDER MASSAAKI KANAMARU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : AYRTON FERREIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8363337
2015-04-14T00:00:00
2015-05-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. INDENIZAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA Nº 283/STF. INCIDÊNCIA. VALOR FIXADO A TÍTULO DE DANO MORAL. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 743.771. 1. “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” (Súmula nº 283/STF). Precedente: RE 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 12/9/2008. 2. O valor fixado a título de dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes. 3. In casu, o acórdão recorrido manteve a condenação da recorrente ao pagamento de indenização por danos morais. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur302952
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 283) AI 489247 AgR (1ªT). (VALOR, DANO MORAL FIXADO) AI 839695 RG. Número de páginas: 7. Análise: 18/05/2015, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
862074
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 862074 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : TELEFÔNICA BRASIL S/A ADV.(A/S) : HELDER MASSAAKI KANAMARU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : AYRTON FERREIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TELEFÔNICA BRASIL S/A ADV.(A/S) :HELDER MASSAAKI KANAMARU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :AYRTON FERREIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. INDENIZAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA n 283/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. VALOR FIXADO A TÍTULO DE DANO MORAL. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 743.771. 1. “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” (Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal). Precedente: Recurso Extraordinário 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 12/9/2008. 2. O valor fixado a título de dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes. 3. In casu, o acórdão recorrido manteve a condenação da recorrente ao pagamento de indenização por danos morais. 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285202. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 862074 AGR / SP das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285202. Supremo Tribunal Federal ARE 862074 AGR / SP das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TELEFÔNICA BRASIL S/A ADV.(A/S) :HELDER MASSAAKI KANAMARU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :AYRTON FERREIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela TELEFÔNICA BRASIL S/A contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E CIVIL. TERCEIRO NÃO USUÁRIO DO SERVIÇO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO PLENÁRIO NO Recurso Extraordinário 591.874-RG. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. ARGUIÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "Primeiramente cumpre destacar que em que pese a alegação da inexistência de repercussão geral, a própria decisão aponta para o reconhecimento de sua existência em julgado desta corte no Recurso Extraordinário 591.8774. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285201. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TELEFÔNICA BRASIL S/A ADV.(A/S) :HELDER MASSAAKI KANAMARU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :AYRTON FERREIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela TELEFÔNICA BRASIL S/A contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E CIVIL. TERCEIRO NÃO USUÁRIO DO SERVIÇO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO PLENÁRIO NO Recurso Extraordinário 591.874-RG. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. ARGUIÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "Primeiramente cumpre destacar que em que pese a alegação da inexistência de repercussão geral, a própria decisão aponta para o reconhecimento de sua existência em julgado desta corte no Recurso Extraordinário 591.8774. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285201. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 862074 AGR / SP Assim, deve-se apontar que a discussão quanto o quantum indenizatório é matéria de Repercussão Geral sim, visto que no atual sistema judiciário existe verdadeira indústria dos Danos Morais, sendo certo que a constante fixação de Danos Morais sem o respeito ao Principio da Proporcionalidade vem causando situações esdruxulas que impedem inclusive a realização de conciliações visto que os autores de ações com pedido em danos morais sempre esperam a condenação em valores exorbitantes se recusando a composição por valores mais justos. Portanto, é imprescindível a manifestação desta corte para que sejam fixados parâmetros para indenizações por Danos Morais facilitando assim inclusive a realização de acordos e desafogando o judiciário. Ocorre, também, que enquanto ocorreu a violação de leis Federais conforme afirma o Ministro relator que proferiu a decisão. É importante ressaltar que ainda assim houve a violação direta da Constituição Federal." (fls. 191-192). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285201. Supremo Tribunal Federal ARE 862074 AGR / SP Assim, deve-se apontar que a discussão quanto o quantum indenizatório é matéria de Repercussão Geral sim, visto que no atual sistema judiciário existe verdadeira indústria dos Danos Morais, sendo certo que a constante fixação de Danos Morais sem o respeito ao Principio da Proporcionalidade vem causando situações esdruxulas que impedem inclusive a realização de conciliações visto que os autores de ações com pedido em danos morais sempre esperam a condenação em valores exorbitantes se recusando a composição por valores mais justos. Portanto, é imprescindível a manifestação desta corte para que sejam fixados parâmetros para indenizações por Danos Morais facilitando assim inclusive a realização de acordos e desafogando o judiciário. Ocorre, também, que enquanto ocorreu a violação de leis Federais conforme afirma o Ministro relator que proferiu a decisão. É importante ressaltar que ainda assim houve a violação direta da Constituição Federal." (fls. 191-192). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285201. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que, ao contrário do alegado pela recorrente, a decisão impugnada consignou que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o Recurso Extraordinário 591.874, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema atinente à responsabilidade objetiva de empresa privada prestadora de serviço público em relação a terceiro não usuário do serviço, situação diversa da presente demanda, em que se discute o nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral e o quantum indenizatório. Demais disso, a decisão agravada assentou que o conhecimento do recurso extraordinário demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente, não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar esse fundamento da decisão impugnada e, ao assim proceder, deixou de atacar razão que, por si só, é suficiente para a manutenção da decisão vergastada. Incide, mutatis mutandis, o enunciado da Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal: “é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285203. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que, ao contrário do alegado pela recorrente, a decisão impugnada consignou que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o Recurso Extraordinário 591.874, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema atinente à responsabilidade objetiva de empresa privada prestadora de serviço público em relação a terceiro não usuário do serviço, situação diversa da presente demanda, em que se discute o nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral e o quantum indenizatório. Demais disso, a decisão agravada assentou que o conhecimento do recurso extraordinário demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente, não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar esse fundamento da decisão impugnada e, ao assim proceder, deixou de atacar razão que, por si só, é suficiente para a manutenção da decisão vergastada. Incide, mutatis mutandis, o enunciado da Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal: “é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 862074 AGR / SP inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido”. (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007). Por fim, conforme asseverado na decisão recorrida, o valor fixado a título de danos morais e materiais decorrentes da relação entre concessionária de serviço público e consumidor, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do AI 839.695, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 1/9/2011, o qual possui a seguinte ementa: RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Quantum indenizatório. danos morais e materiais. concessionária de serviço público. Consumidor. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o quantum indenizatório de condenação por danos morais e materiais decorrentes da relação entre concessionária de serviço público e consumidor, versa sobre tema infraconstitucional. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285203. Supremo Tribunal Federal ARE 862074 AGR / SP inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido”. (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007). Por fim, conforme asseverado na decisão recorrida, o valor fixado a título de danos morais e materiais decorrentes da relação entre concessionária de serviço público e consumidor, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do AI 839.695, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 1/9/2011, o qual possui a seguinte ementa: RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Quantum indenizatório. danos morais e materiais. concessionária de serviço público. Consumidor. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o quantum indenizatório de condenação por danos morais e materiais decorrentes da relação entre concessionária de serviço público e consumidor, versa sobre tema infraconstitucional. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : TELEFÔNICA BRASIL S/A ADV.(A/S) : HELDER MASSAAKI KANAMARU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : AYRTON FERREIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351012 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862.074 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : TELEFÔNICA BRASIL S/A ADV.(A/S) : HELDER MASSAAKI KANAMARU E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : AYRTON FERREIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862 . 074", "SÚMULA n 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 771", "Súmula n 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 505 . 028 - AgR", "ARE 743 . 771", "ARE 862074 AGR / SP", "ARE 862074 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862 . 074", "Recurso Extraordinário 591 . 874 - RG", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 636 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 591 . 8774", "Recurso Extraordinário 591 . 874 - RG", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 636 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 591 . 8774", "ARE 862074 AGR / SP", "ARE 862074 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 862 . 074", "Recurso Extraordinário 591 . 874", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 591 . 874", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 862074 AGR / SP", "SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 489 . 247 - AgR", "AI 839 . 695", "ARE 862074 AGR / SP", "SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 489 . 247 - AgR", "AI 839 . 695" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TELEFÔNICA BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TELEFÔNICA BRASIL S / A", "TELEFÔNICA BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TELEFÔNICA BRASIL S / A", "TELEFÔNICA BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TELEFÔNICA BRASIL S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TELEFÔNICA BRASIL S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "HELDER MASSAAKI KANAMARU", "EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA", "AYRTON FERREIRA", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "HELDER MASSAAKI KANAMARU", "EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA", "AYRTON FERREIRA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "HELDER MASSAAKI KANAMARU", "EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA", "AYRTON FERREIRA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "LUIZ FUX", "HELDER MASSAAKI KANAMARU", "EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA", "AYRTON FERREIRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "HELDER MASSAAKI KANAMARU", "EDSON HENRIQUE RODRIGUES DA SILVA", "AYRTON FERREIRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "04", "/", "2015", "12", "/", "9", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "02", "/", "2007", "1", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "02", "/", "2007", "1", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "14", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUCIANO COUTINHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10 DO STF. SUPOSTO AFASTAMENTO DA LEI. NÃO CONFIGURAÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Nada obstante seja cabível reclamação por violação à súmula vinculante, tem-se que o caso dos autos não fornece suporte para a incidência da Súmula Vinculante 10 do STF. 2. Agravo regimental, interposto em 07.07.2016, a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 28 de outubro a 8 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de novembro de 2016. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030419. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RCL 17091 AGR / RJ Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030419. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUCIANO COUTINHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática em que julguei improcedente a reclamação, nos seguintes termos: Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, em face de acórdão prolatado pela 6ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, nos autos da Apelação/Reexame Necessário 0020225-86.2011.4.02.5101, cuja ementa reproduzo a seguir: MANDADO DE SEGURANÇA. ACESSO À IMPRENSA DE RELATÓRIOS DE ANÁLISE ELABORADOS PELO BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL BNDES. INEXISTÊNCIA DE SIGILO BANCÁRIO. PRINCÍPIOS DA PUBLICIDADE E TRANSPARÊNCIA. É legítima a pretensão da imprensa de ter acesso a relatórios de análise, elaborados pelo BNDES, contendo a justificativa técnica para as operações de empréstimo e financiamentos milionários, concedidos com o emprego de verbas públicas (em última análise). Matéria de interesse público indiscutível. Inexistem em tais relatórios dados bancários sigilosos ou que comprometam a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUCIANO COUTINHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática em que julguei improcedente a reclamação, nos seguintes termos: Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, em face de acórdão prolatado pela 6ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, nos autos da Apelação/Reexame Necessário 0020225-86.2011.4.02.5101, cuja ementa reproduzo a seguir: MANDADO DE SEGURANÇA. ACESSO À IMPRENSA DE RELATÓRIOS DE ANÁLISE ELABORADOS PELO BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL BNDES. INEXISTÊNCIA DE SIGILO BANCÁRIO. PRINCÍPIOS DA PUBLICIDADE E TRANSPARÊNCIA. É legítima a pretensão da imprensa de ter acesso a relatórios de análise, elaborados pelo BNDES, contendo a justificativa técnica para as operações de empréstimo e financiamentos milionários, concedidos com o emprego de verbas públicas (em última análise). Matéria de interesse público indiscutível. Inexistem em tais relatórios dados bancários sigilosos ou que comprometam a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ segurança da sociedade e do Estado (art. 5º, incisos XIV e XXXIII, da Lei Maior). Observância dos princípios da publicidade (art. 37, caput, da CF) e da transparência, nos termos da Lei n.º 12.527/2011. A própria essência da ideia republicana e a lógica da liberdade de imprensa são respaldo suficiente a autorizar o acesso, aos canais noticiosos, de dados importantes à ciência, pela população, do uso de vultosas quantias de empresa pública de financiamento. Evita-se que se diga que favores foram concedidos a amigos do rei. Apelação do BNDES e remessa necessária desprovidas. Apelação dos Impetrantes provida Foram interpostos embargos de declaração em face do ato reclamado, desprovidos nos seguintes termos: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OBSCURIDADE. REEXAME DA CAUSA. PREQUESTIONAMENTO. 1. Embargos de declaração que apontam a existência de omissões e obscuridades no acórdão, meramente visando à revisão do julgado. Entretanto, o voto condutor apreciou todas as questões apresentadas, estando devidamente fundamentado. Foram superadas as preliminares arguidas. Foi claramente assentado, no caso, ser legítima a pretensão da imprensa de ter acesso a relatórios de análise, elaborados pelo BNDES, contendo a justificativa técnica para as operações de empréstimo e financiamentos milionários, concedidos com o emprego de verbas públicas (em última análise), por se tratar de matéria de interesse público indiscutível, em observância dos princípios da publicidade (art. 37, caput , da CF) e da transparência, nos termos da Lei n.º 12.527/2011. Não houve qualquer ofensa à reserva de Plenário ou à Súmula Vinculante n.º 10 do STF. Se a parte não se conforma, deve interpor o recurso cabível, porque, nos estritos limites dos embargos de declaração, não há vício a ser sanado. 2. O julgador não está obrigado a analisar explicitamente cada um dos argumentos, teses e teorias aduzidas pelas partes, bastando que resolva fundamentadamente a lide. Mesmo os embargos de declaração manifestados com explícito intuito de prequestionamento exigem a presença dos requisitos previstos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ segurança da sociedade e do Estado (art. 5º, incisos XIV e XXXIII, da Lei Maior). Observância dos princípios da publicidade (art. 37, caput, da CF) e da transparência, nos termos da Lei n.º 12.527/2011. A própria essência da ideia republicana e a lógica da liberdade de imprensa são respaldo suficiente a autorizar o acesso, aos canais noticiosos, de dados importantes à ciência, pela população, do uso de vultosas quantias de empresa pública de financiamento. Evita-se que se diga que favores foram concedidos a amigos do rei. Apelação do BNDES e remessa necessária desprovidas. Apelação dos Impetrantes provida Foram interpostos embargos de declaração em face do ato reclamado, desprovidos nos seguintes termos: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OBSCURIDADE. REEXAME DA CAUSA. PREQUESTIONAMENTO. 1. Embargos de declaração que apontam a existência de omissões e obscuridades no acórdão, meramente visando à revisão do julgado. Entretanto, o voto condutor apreciou todas as questões apresentadas, estando devidamente fundamentado. Foram superadas as preliminares arguidas. Foi claramente assentado, no caso, ser legítima a pretensão da imprensa de ter acesso a relatórios de análise, elaborados pelo BNDES, contendo a justificativa técnica para as operações de empréstimo e financiamentos milionários, concedidos com o emprego de verbas públicas (em última análise), por se tratar de matéria de interesse público indiscutível, em observância dos princípios da publicidade (art. 37, caput , da CF) e da transparência, nos termos da Lei n.º 12.527/2011. Não houve qualquer ofensa à reserva de Plenário ou à Súmula Vinculante n.º 10 do STF. Se a parte não se conforma, deve interpor o recurso cabível, porque, nos estritos limites dos embargos de declaração, não há vício a ser sanado. 2. O julgador não está obrigado a analisar explicitamente cada um dos argumentos, teses e teorias aduzidas pelas partes, bastando que resolva fundamentadamente a lide. Mesmo os embargos de declaração manifestados com explícito intuito de prequestionamento exigem a presença dos requisitos previstos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ no artigo 535 do CPC. Os embargos não se prestam a provocar o Colegiado a repetir em outras palavras o que está expressamente assentado, ou modificar o aresto nas suas premissas explicitamente destacadas. 3. Recurso desprovido . Na reclamação, aduz-se violação à Súmula Vinculante 10 do STF, sob o argumento de que houve negativa de vigência do art. 1º, caput, e § 1º, IV da Lei Complementar 105/2001, referente ao sigilo das operações de instituições financeiras, sem observância da cláusula da reserva de plenário. Sustenta-se, em síntese, que o ato reclamado ao deferir o pedido de acesso e extração de cópias dos Relatórios de Análise de Operações de Financiamento, com aporte de valores iguais ou superiores a cem milhões, celebradas com pessoas de direito público, afastou a aplicação, no caso concreto, do 1º, caput, e § 1º, IV da Lei Complementar 105/2001, com base na interpretação extensiva dos art. 5º, XIV, e 220 da Constituição da República, os quais resguardam o direito de acesso à informação e a necessidade de divulgação e controle pelos meios de informação. Ao prestar informações, o Desembargador Federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região confirmou o entendimento adotado pelo ato reclamado (eDOC 29). A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência da reclamação (eDOC 35). O pedido de liminar foi deferido, em parte, pelo Mininistro Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria do feito (eDOC 24). O Ministro Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria do feito, indeferiu o pedido de reconsideração da decisão que deferiu parcialmente o pedido de liminar (eDOC 34). É o relatório. Decido. A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu art. 102, I, l, para a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal e garantia da autoridade de suas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ no artigo 535 do CPC. Os embargos não se prestam a provocar o Colegiado a repetir em outras palavras o que está expressamente assentado, ou modificar o aresto nas suas premissas explicitamente destacadas. 3. Recurso desprovido . Na reclamação, aduz-se violação à Súmula Vinculante 10 do STF, sob o argumento de que houve negativa de vigência do art. 1º, caput, e § 1º, IV da Lei Complementar 105/2001, referente ao sigilo das operações de instituições financeiras, sem observância da cláusula da reserva de plenário. Sustenta-se, em síntese, que o ato reclamado ao deferir o pedido de acesso e extração de cópias dos Relatórios de Análise de Operações de Financiamento, com aporte de valores iguais ou superiores a cem milhões, celebradas com pessoas de direito público, afastou a aplicação, no caso concreto, do 1º, caput, e § 1º, IV da Lei Complementar 105/2001, com base na interpretação extensiva dos art. 5º, XIV, e 220 da Constituição da República, os quais resguardam o direito de acesso à informação e a necessidade de divulgação e controle pelos meios de informação. Ao prestar informações, o Desembargador Federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região confirmou o entendimento adotado pelo ato reclamado (eDOC 29). A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência da reclamação (eDOC 35). O pedido de liminar foi deferido, em parte, pelo Mininistro Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria do feito (eDOC 24). O Ministro Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria do feito, indeferiu o pedido de reconsideração da decisão que deferiu parcialmente o pedido de liminar (eDOC 34). É o relatório. Decido. A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu art. 102, I, l, para a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal e garantia da autoridade de suas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ decisões. Nesse último caso, a decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no caso concreto. A partir da vigência da Emenda Constitucional 45, também passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3º, da CF/88). Assim sendo, nada obstante seja cabível a aviação de reclamação por violação à Súmula Vinculante, tem-se que o caso dos autos não fornece suporte fático para a incidência da Súmula Vinculante 10 do STF. A jurisprudência desta Corte Constitucional firmou-se no sentido de que o afastamento da aplicação de norma infraconstitucional, quando realizado com lastro na incompatibilidade desse ato normativo com a Constituição, ainda que não declare explicitamente sua inconstitucionalidade, equivale materialmente à declaração expressa de inconstitucionalidade e, portanto, também se subordina à apreciação da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou do respectivo órgão especial: Controle de constitucionalidade: reserva de plenário e quorum qualificado (Constituição, art. 99): aplicação não apenas à declaração em via principal, quanto à declaração incidente de inconstitucionalidade, para a qual, aliás, foram inicialmente estabelecidas as exigências. II. Controle de constitucionalidade; reputa-se declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que - embora sem o explicitar - afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição. (RE 240096, de relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, Dje 21.05.1999) AGRAVO DE INSTRUMENTO - SOCIEDADE CIVIL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS RELATIVOS AO EXERCÍCIO DE PROFISSÃO LEGALMENTE REGULAMENTADA - COFINS - MODALIDADE DE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - DISCUSSÃO EM TORNO DA POSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL DE A ISENÇÃO OUTORGADA POR LEI COMPLEMENTAR (LC Nº 70/91) SER 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ decisões. Nesse último caso, a decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no caso concreto. A partir da vigência da Emenda Constitucional 45, também passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3º, da CF/88). Assim sendo, nada obstante seja cabível a aviação de reclamação por violação à Súmula Vinculante, tem-se que o caso dos autos não fornece suporte fático para a incidência da Súmula Vinculante 10 do STF. A jurisprudência desta Corte Constitucional firmou-se no sentido de que o afastamento da aplicação de norma infraconstitucional, quando realizado com lastro na incompatibilidade desse ato normativo com a Constituição, ainda que não declare explicitamente sua inconstitucionalidade, equivale materialmente à declaração expressa de inconstitucionalidade e, portanto, também se subordina à apreciação da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou do respectivo órgão especial: Controle de constitucionalidade: reserva de plenário e quorum qualificado (Constituição, art. 99): aplicação não apenas à declaração em via principal, quanto à declaração incidente de inconstitucionalidade, para a qual, aliás, foram inicialmente estabelecidas as exigências. II. Controle de constitucionalidade; reputa-se declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que - embora sem o explicitar - afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição. (RE 240096, de relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, Dje 21.05.1999) AGRAVO DE INSTRUMENTO - SOCIEDADE CIVIL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS RELATIVOS AO EXERCÍCIO DE PROFISSÃO LEGALMENTE REGULAMENTADA - COFINS - MODALIDADE DE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - DISCUSSÃO EM TORNO DA POSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL DE A ISENÇÃO OUTORGADA POR LEI COMPLEMENTAR (LC Nº 70/91) SER 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ REVOGADA POR MERA LEI ORDINÁRIA (LEI Nº 9.430/96) - EXAME DA QUESTÃO CONCERNENTE ÀS RELAÇÕES ENTRE A LEI COMPLEMENTAR E A LEI ORDINÁRIA - EXISTÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL - QUESTÃO PREJUDICIAL DE CONSTITUCIONALIDADE (CPC, ARTS. 480 A 482) - POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) - INOBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, DA CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO "FULL BENCH" - CONSEQÜENTE NULIDADE DO JULGAMENTO EFETUADO POR ÓRGÃO MERAMENTE FRACIONÁRIO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO. - A estrita observância, pelos Tribunais em geral, do postulado da reserva de plenário, inscrito no art. 97 da Constituição, atua como pressuposto de validade e de eficácia jurídicas da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público. Doutrina. Jurisprudência. - A inconstitucionalidade de leis ou de outros atos estatais somente pode ser declarada, quer em sede de fiscalização abstrata (método concentrado), quer em sede de controle incidental (método difuso), pelo voto da maioria absoluta dos membros integrantes do Tribunal, reunidos em sessão plenária ou, onde houver, no respectivo órgão especial. Precedentes. - Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal, em conseqüência, dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão meramente fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ REVOGADA POR MERA LEI ORDINÁRIA (LEI Nº 9.430/96) - EXAME DA QUESTÃO CONCERNENTE ÀS RELAÇÕES ENTRE A LEI COMPLEMENTAR E A LEI ORDINÁRIA - EXISTÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL - QUESTÃO PREJUDICIAL DE CONSTITUCIONALIDADE (CPC, ARTS. 480 A 482) - POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) - INOBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, DA CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO "FULL BENCH" - CONSEQÜENTE NULIDADE DO JULGAMENTO EFETUADO POR ÓRGÃO MERAMENTE FRACIONÁRIO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO. - A estrita observância, pelos Tribunais em geral, do postulado da reserva de plenário, inscrito no art. 97 da Constituição, atua como pressuposto de validade e de eficácia jurídicas da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público. Doutrina. Jurisprudência. - A inconstitucionalidade de leis ou de outros atos estatais somente pode ser declarada, quer em sede de fiscalização abstrata (método concentrado), quer em sede de controle incidental (método difuso), pelo voto da maioria absoluta dos membros integrantes do Tribunal, reunidos em sessão plenária ou, onde houver, no respectivo órgão especial. Precedentes. - Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal, em conseqüência, dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão meramente fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ jurídica ao Tribunal Pleno. E QUIVALÊNCIA, PARA OS FINS DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO, ENTRE A DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E O JULGAMENTO, QUE, SEM PROCLAMÁ-LA EXPLICITAMENTE, RECUSA APLICABILIDADE A ATO DO PODER PÚBLICO, SOB ALEGAÇÃO DE CONFLITO COM CRITÉRIOS RESULTANTES DO TEXTO CONSTITUCIONAL . Equivale à própria declaração de inconstitucionalidade a decisão de Tribunal, que, sem proclamá-la, explícita e formalmente, deixa de aplicar, afastando-lhe a incidência, determinado ato estatal subjacente à controvérsia jurídica, para resolvê-la sob alegação de conflito com critérios resultantes do texto constitucional. Precedentes (STF). (AI 472897 AgR, de relatoria do Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, Dje 126.10.2007) Diversa, entretanto, é a hipótese em que o afastamento da incidência do ato normativo não se dá por contrastação com norma constitucional. Nesse contexto, a não aplicação da norma não implica, por si só, a realização de controle de constitucionalidade. É possível, por exemplo, que a autoridade judiciária deixe de aplicar a norma por entender que não há subsunção ou, ainda, que a incidência normativa seja resolvida mediante a interpretação de normas infraconstitucionais, sem potencial ofensa direta à Constituição: PLENÁRIO RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. (ARE 806506 AgR, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, DJe 11.06.2015) DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA DE TRÂNSITO. LIMITES DA RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA CF/88 E SÚMULA VINCULANTE 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ jurídica ao Tribunal Pleno. E QUIVALÊNCIA, PARA OS FINS DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO, ENTRE A DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E O JULGAMENTO, QUE, SEM PROCLAMÁ-LA EXPLICITAMENTE, RECUSA APLICABILIDADE A ATO DO PODER PÚBLICO, SOB ALEGAÇÃO DE CONFLITO COM CRITÉRIOS RESULTANTES DO TEXTO CONSTITUCIONAL . Equivale à própria declaração de inconstitucionalidade a decisão de Tribunal, que, sem proclamá-la, explícita e formalmente, deixa de aplicar, afastando-lhe a incidência, determinado ato estatal subjacente à controvérsia jurídica, para resolvê-la sob alegação de conflito com critérios resultantes do texto constitucional. Precedentes (STF). (AI 472897 AgR, de relatoria do Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, Dje 126.10.2007) Diversa, entretanto, é a hipótese em que o afastamento da incidência do ato normativo não se dá por contrastação com norma constitucional. Nesse contexto, a não aplicação da norma não implica, por si só, a realização de controle de constitucionalidade. É possível, por exemplo, que a autoridade judiciária deixe de aplicar a norma por entender que não há subsunção ou, ainda, que a incidência normativa seja resolvida mediante a interpretação de normas infraconstitucionais, sem potencial ofensa direta à Constituição: PLENÁRIO RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. (ARE 806506 AgR, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, DJe 11.06.2015) DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA DE TRÂNSITO. LIMITES DA RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA CF/88 E SÚMULA VINCULANTE 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ Nº 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal . Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 790364 AgR, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 16.06.2015) DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO COLETIVA. EFEITOS DA SENTENÇA. COMPETÊNCIA TERRITORIAL. ART. 2º-A DA LEI N. 9.494/97. ARTIGO 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.7.2014. 1. Imprescindível, à caracterização da afronta à cláusula da reserva de plenário, que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não se verifica in casu. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (ARE 868211 AgR, de relatoria da Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, Dje 11.06.2015) RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ Nº 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal . Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 790364 AgR, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 16.06.2015) DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO COLETIVA. EFEITOS DA SENTENÇA. COMPETÊNCIA TERRITORIAL. ART. 2º-A DA LEI N. 9.494/97. ARTIGO 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.7.2014. 1. Imprescindível, à caracterização da afronta à cláusula da reserva de plenário, que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não se verifica in casu. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (ARE 868211 AgR, de relatoria da Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, Dje 11.06.2015) RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição . 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2º, e 475-o, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente. (Rcl 6944, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 13.08.2010) Ou seja, a hipótese de afastamento da aplicação da norma, sem fundamento, explícito ou implícito, no juízo intelectivo entre objeto normativo e parâmetro constitucional, não induz à existência de controle de constitucionalidade e, por conseguinte, não há que se exigir reserva de plenário para a mera interpretação e aplicação das normas jurídicas que naturam o próprio exercício da jurisdição. Fixadas tais premissas, verifico que o ato reclamado, ao deferir o pedido concernente ao acesso e extração de cópias dos Relatórios de Análise de Operações de Financiamento, com aporte de valores iguais ou superiores a cem milhões, concluindo pela não incidência do sigilo bancário previsto no 1º, caput, e § 1º, IV da Lei Complementar 105/2001, o fez nos seguintes termos(eDOC 20, p. 175-176): Dessa forma, deve ser assegurado à população, através da imprensa, como é o caso, e também, evidentemente, nos termos da Lei nº 12.527/2001, o acesso às informações de interesses público, pertinentes à aplicação e investimento de verbas públicas, tal como disposto no art. 5º, incisos XIV e XXXIII, da Lei Maior, não sendo o caso de sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. Transcreve-se, ainda, os fundamentos do voto da relatora, que restou vencida apenas parcialmente (eDOC 20, p. 169-170 - grifei): A por verdadeira pá de cal sobre o assunto, a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, conhecida como Lei de Transparência Pública, veio definitivamente elucidar a questão 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição . 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2º, e 475-o, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente. (Rcl 6944, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 13.08.2010) Ou seja, a hipótese de afastamento da aplicação da norma, sem fundamento, explícito ou implícito, no juízo intelectivo entre objeto normativo e parâmetro constitucional, não induz à existência de controle de constitucionalidade e, por conseguinte, não há que se exigir reserva de plenário para a mera interpretação e aplicação das normas jurídicas que naturam o próprio exercício da jurisdição. Fixadas tais premissas, verifico que o ato reclamado, ao deferir o pedido concernente ao acesso e extração de cópias dos Relatórios de Análise de Operações de Financiamento, com aporte de valores iguais ou superiores a cem milhões, concluindo pela não incidência do sigilo bancário previsto no 1º, caput, e § 1º, IV da Lei Complementar 105/2001, o fez nos seguintes termos(eDOC 20, p. 175-176): Dessa forma, deve ser assegurado à população, através da imprensa, como é o caso, e também, evidentemente, nos termos da Lei nº 12.527/2001, o acesso às informações de interesses público, pertinentes à aplicação e investimento de verbas públicas, tal como disposto no art. 5º, incisos XIV e XXXIII, da Lei Maior, não sendo o caso de sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. Transcreve-se, ainda, os fundamentos do voto da relatora, que restou vencida apenas parcialmente (eDOC 20, p. 169-170 - grifei): A por verdadeira pá de cal sobre o assunto, a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, conhecida como Lei de Transparência Pública, veio definitivamente elucidar a questão 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ acerca do acesso do cidadão à informação, submetendo as empresas públicas ao seu regime e determinando que a publicidade a que estão submetidas refere-se à parcela dos recursos públicos recebidos e à sua destinação, sem prejuízo das prestações de contas a que estejam legalmente obrigadas. E mais, determina que os procedimentos de acesso à informação destinam-se a assegurar direito fundamental com observância dos princípios básicos da administração pública e importantes diretrizes: observância da publicidade como regra geral e do sigilo como exceção; divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações; fomento da cultura de transparência na administração pública; e desenvolvimento do controle social da administração pública. (…) É possível concluir a partir da singela leitura do artigo acima mencionado que os Relatórios de Análise objeto do presente mandamus são documentos produzidos por Órgão da Administração Indireta e que versam sobre a utilização de recursos públicos, enquadrando-se, portanto, perfeitamente nas disposições da Lei da Transparência . Constata-se, portanto, da leitura dos excertos, que o afastamento da incidência do ato normativo, no caso dos autos, ocorreu com base na sua incompatibilidade com a legislação infraconstitucional (Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011- Lei da Transparência). Esse é o cerne que motiva o afastamento da aplicação do dispositivo legal, de tal forma que a não aplicação da norma não teve como fundamento, explícito ou implícito, a sua incompatibilidade com a Constituição. Ademais, a fundamentação da decisão com base em princípios constitucionais não resulta, necessariamente, em juízo de inconstitucionalidade. Nesse sentido, confiram-se: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. ENSINO SUPERIOR. SUPLETIVO. IDADE MÍNIMA NÃO ALCANÇADA. SÚMULA STF 10. ART. 97, CF: INAPLICABILIDADE. 1. Para a caracterização de ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de plenário (full 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ acerca do acesso do cidadão à informação, submetendo as empresas públicas ao seu regime e determinando que a publicidade a que estão submetidas refere-se à parcela dos recursos públicos recebidos e à sua destinação, sem prejuízo das prestações de contas a que estejam legalmente obrigadas. E mais, determina que os procedimentos de acesso à informação destinam-se a assegurar direito fundamental com observância dos princípios básicos da administração pública e importantes diretrizes: observância da publicidade como regra geral e do sigilo como exceção; divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações; fomento da cultura de transparência na administração pública; e desenvolvimento do controle social da administração pública. (…) É possível concluir a partir da singela leitura do artigo acima mencionado que os Relatórios de Análise objeto do presente mandamus são documentos produzidos por Órgão da Administração Indireta e que versam sobre a utilização de recursos públicos, enquadrando-se, portanto, perfeitamente nas disposições da Lei da Transparência . Constata-se, portanto, da leitura dos excertos, que o afastamento da incidência do ato normativo, no caso dos autos, ocorreu com base na sua incompatibilidade com a legislação infraconstitucional (Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011- Lei da Transparência). Esse é o cerne que motiva o afastamento da aplicação do dispositivo legal, de tal forma que a não aplicação da norma não teve como fundamento, explícito ou implícito, a sua incompatibilidade com a Constituição. Ademais, a fundamentação da decisão com base em princípios constitucionais não resulta, necessariamente, em juízo de inconstitucionalidade. Nesse sentido, confiram-se: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. ENSINO SUPERIOR. SUPLETIVO. IDADE MÍNIMA NÃO ALCANÇADA. SÚMULA STF 10. ART. 97, CF: INAPLICABILIDADE. 1. Para a caracterização de ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de plenário (full 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ bench), é necessário que a norma aplicável à espécie seja efetivamente afastada por alegada incompatibilidade com a Constituição Federal. 2. Não incidindo a norma no caso e não tendo sido ela discutida, não se caracteriza ofensa à Súmula Vinculante 10, do Supremo Tribunal Federal.3. O embasamento da decisão em princípios constitucionais não resulta, necessariamente, em juízo de inconstitucionalidade. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.(RE 566502 AgR, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, DJe 24.03. 2011) No mesmo sentido, confiram-se, a propósito, os seguintes julgados: Rcl 9.740, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia, DJe 16.3.2010, Rcl 8.272, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 28.5.2009. Descaracterizada, pois, a afronta à Súmula Vinculante 10 do STF. Ante o exposto, com base no art. 161, parágrafo único, do RISTF, julgo improcedente o pedido da presente reclamação. Nas razões do agravo, insiste o agravante na alegação de violação à Súmula Vinculante 10 do STF, uma vez que o ato reclamado ao deferir o pedido de acesso e extração de cópias dos Relatórios de Análise de Operações de Financiamento, com aporte de valores iguais ou superiores a cem milhões, celebradas com pessoas de direito público, afastou a aplicação, no caso concreto, do 1º, caput, e § 1º, IV da Lei Complementar 105/2001, com base na interpretação extensiva dos art. 5º, XIV, e 220 da Constituição da República, os quais resguardam o direito de acesso à informação e a necessidade de divulgação e controle pelos meios de informação. Houve apresentação de contraminuta (eDOC 40). É o relatório. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ bench), é necessário que a norma aplicável à espécie seja efetivamente afastada por alegada incompatibilidade com a Constituição Federal. 2. Não incidindo a norma no caso e não tendo sido ela discutida, não se caracteriza ofensa à Súmula Vinculante 10, do Supremo Tribunal Federal.3. O embasamento da decisão em princípios constitucionais não resulta, necessariamente, em juízo de inconstitucionalidade. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.(RE 566502 AgR, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, DJe 24.03. 2011) No mesmo sentido, confiram-se, a propósito, os seguintes julgados: Rcl 9.740, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia, DJe 16.3.2010, Rcl 8.272, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 28.5.2009. Descaracterizada, pois, a afronta à Súmula Vinculante 10 do STF. Ante o exposto, com base no art. 161, parágrafo único, do RISTF, julgo improcedente o pedido da presente reclamação. Nas razões do agravo, insiste o agravante na alegação de violação à Súmula Vinculante 10 do STF, uma vez que o ato reclamado ao deferir o pedido de acesso e extração de cópias dos Relatórios de Análise de Operações de Financiamento, com aporte de valores iguais ou superiores a cem milhões, celebradas com pessoas de direito público, afastou a aplicação, no caso concreto, do 1º, caput, e § 1º, IV da Lei Complementar 105/2001, com base na interpretação extensiva dos art. 5º, XIV, e 220 da Constituição da República, os quais resguardam o direito de acesso à informação e a necessidade de divulgação e controle pelos meios de informação. Houve apresentação de contraminuta (eDOC 40). É o relatório. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. O recurso não merece acolhida, por não superar o ônus argumentativo de buscar ultrapassar os fundamentos da decisão agravada mediante adequada distinção, visto que lastreados em precedentes do Supremo Tribunal Federal. No caso, negou-se provimento à reclamação tendo em vista que o caso tem-se que o caso não fornece suporte para a incidência da Súmula Vinculante 10 do STF. O Agravante, contudo, insistiu na tese de que houve violação da Súmula Vinculante 10/STF, sem contudo infirmar os argumentos de que o ato reclamado não afastou a aplicação da legislação aplicável à espécie, pois incompatível com a Constituição Federal, mas simplesmente realizou mera interpretação e aplicação das normas jurídicas que emerge do próprio exercício da jurisdição. A parte agravante não logrou convelir, pois, os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030410. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. O recurso não merece acolhida, por não superar o ônus argumentativo de buscar ultrapassar os fundamentos da decisão agravada mediante adequada distinção, visto que lastreados em precedentes do Supremo Tribunal Federal. No caso, negou-se provimento à reclamação tendo em vista que o caso tem-se que o caso não fornece suporte para a incidência da Súmula Vinculante 10 do STF. O Agravante, contudo, insistiu na tese de que houve violação da Súmula Vinculante 10/STF, sem contudo infirmar os argumentos de que o ato reclamado não afastou a aplicação da legislação aplicável à espécie, pois incompatível com a Constituição Federal, mas simplesmente realizou mera interpretação e aplicação das normas jurídicas que emerge do próprio exercício da jurisdição. A parte agravante não logrou convelir, pois, os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD (121558/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO (172650/SP) AGDO.(A/S) : RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUCIANO COUTINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli (não participou do julgamento desse processo o Ministro Edson Fachin por sucedê-lo na Primeira Turma). Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047691 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD (121558/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO (172650/SP) AGDO.(A/S) : RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUCIANO COUTINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli (não participou do julgamento desse processo o Ministro Edson Fachin por sucedê-lo na Primeira Turma). Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047691 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12056492
2016-11-09T00:00:00
2016-11-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10 DO STF. SUPOSTO AFASTAMENTO DA LEI. NÃO CONFIGURAÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Nada obstante seja cabível reclamação por violação à súmula vinculante, tem-se que o caso dos autos não fornece suporte para a incidência da Súmula Vinculante 10 do STF. 2. Agravo regimental, interposto em 07.07.2016, a que se nega provimento.
sjur360373
Número de páginas: 14. Análise: 02/12/2016, MJC.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
17091
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 17091 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) : RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUCIANO COUTINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUCIANO COUTINHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10 DO Supremo Tribunal Federal. SUPOSTO AFASTAMENTO DA LEI. NÃO CONFIGURAÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Nada obstante seja cabível reclamação por violação à súmula vinculante, tem-se que o caso dos autos não fornece suporte para a incidência da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental, interposto em 07.07.2016, a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 28 de outubro a 8 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de novembro de 2016. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030419. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RCL 17091 AGR / RJ Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030419. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUCIANO COUTINHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática em que julguei improcedente a reclamação, nos seguintes termos: Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, em face de acórdão prolatado pela 6... Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2... Região, nos autos da Apelação/Reexame Necessário 0020225-86.2011.4.02.5101, cuja ementa reproduzo a seguir: MANDADO DE SEGURANÇA. ACESSO À IMPRENSA DE RELATÓRIOS DE ANÁLISE ELABORADOS PELO BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL BNDES. INEXISTÊNCIA DE SIGILO BANCÁRIO. PRINCÍPIOS DA PUBLICIDADE E TRANSPARÊNCIA. É legítima a pretensão da imprensa de ter acesso a relatórios de análise, elaborados pelo BNDES, contendo a justificativa técnica para as operações de empréstimo e financiamentos milionários, concedidos com o emprego de verbas públicas (em última análise). Matéria de interesse público indiscutível. Inexistem em tais relatórios dados bancários sigilosos ou que comprometam a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUCIANO COUTINHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática em que julguei improcedente a reclamação, nos seguintes termos: Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, em face de acórdão prolatado pela 6... Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2... Região, nos autos da Apelação/Reexame Necessário 0020225-86.2011.4.02.5101, cuja ementa reproduzo a seguir: MANDADO DE SEGURANÇA. ACESSO À IMPRENSA DE RELATÓRIOS DE ANÁLISE ELABORADOS PELO BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL BNDES. INEXISTÊNCIA DE SIGILO BANCÁRIO. PRINCÍPIOS DA PUBLICIDADE E TRANSPARÊNCIA. É legítima a pretensão da imprensa de ter acesso a relatórios de análise, elaborados pelo BNDES, contendo a justificativa técnica para as operações de empréstimo e financiamentos milionários, concedidos com o emprego de verbas públicas (em última análise). Matéria de interesse público indiscutível. Inexistem em tais relatórios dados bancários sigilosos ou que comprometam a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ segurança da sociedade e do Estado (art. 5..., incisos XIV e XXXIII, da Lei Maior). Observância dos princípios da publicidade (art. 37, caput, da Constituição Federal de 1988) e da transparência, nos termos da Lei n. 12.527/2011. A própria essência da ideia republicana e a lógica da liberdade de imprensa são respaldo suficiente a autorizar o acesso, aos canais noticiosos, de dados importantes à ciência, pela população, do uso de vultosas quantias de empresa pública de financiamento. Evita-se que se diga que favores foram concedidos a amigos do rei. Apelação do BNDES e remessa necessária desprovidas. Apelação dos Impetrantes provida Foram interpostos embargos de declaração em face do ato reclamado, desprovidos nos seguintes termos: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OBSCURIDADE. REEXAME DA CAUSA. PREQUESTIONAMENTO. 1. Embargos de declaração que apontam a existência de omissões e obscuridades no acórdão, meramente visando à revisão do julgado. Entretanto, o voto condutor apreciou todas as questões apresentadas, estando devidamente fundamentado. Foram superadas as preliminares arguidas. Foi claramente assentado, no caso, ser legítima a pretensão da imprensa de ter acesso a relatórios de análise, elaborados pelo BNDES, contendo a justificativa técnica para as operações de empréstimo e financiamentos milionários, concedidos com o emprego de verbas públicas (em última análise), por se tratar de matéria de interesse público indiscutível, em observância dos princípios da publicidade (art. 37, caput , da Constituição Federal de 1988) e da transparência, nos termos da Lei n. 12.527/2011. Não houve qualquer ofensa à reserva de Plenário ou à Súmula Vinculante n. 10 do Supremo Tribunal Federal. Se a parte não se conforma, deve interpor o recurso cabível, porque, nos estritos limites dos embargos de declaração, não há vício a ser sanado. 2. O julgador não está obrigado a analisar explicitamente cada um dos argumentos, teses e teorias aduzidas pelas partes, bastando que resolva fundamentadamente a lide. Mesmo os embargos de declaração manifestados com explícito intuito de prequestionamento exigem a presença dos requisitos previstos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ segurança da sociedade e do Estado (art. 5..., incisos XIV e XXXIII, da Lei Maior). Observância dos princípios da publicidade (art. 37, caput, da Constituição Federal de 1988) e da transparência, nos termos da Lei n. 12.527/2011. A própria essência da ideia republicana e a lógica da liberdade de imprensa são respaldo suficiente a autorizar o acesso, aos canais noticiosos, de dados importantes à ciência, pela população, do uso de vultosas quantias de empresa pública de financiamento. Evita-se que se diga que favores foram concedidos a amigos do rei. Apelação do BNDES e remessa necessária desprovidas. Apelação dos Impetrantes provida Foram interpostos embargos de declaração em face do ato reclamado, desprovidos nos seguintes termos: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OBSCURIDADE. REEXAME DA CAUSA. PREQUESTIONAMENTO. 1. Embargos de declaração que apontam a existência de omissões e obscuridades no acórdão, meramente visando à revisão do julgado. Entretanto, o voto condutor apreciou todas as questões apresentadas, estando devidamente fundamentado. Foram superadas as preliminares arguidas. Foi claramente assentado, no caso, ser legítima a pretensão da imprensa de ter acesso a relatórios de análise, elaborados pelo BNDES, contendo a justificativa técnica para as operações de empréstimo e financiamentos milionários, concedidos com o emprego de verbas públicas (em última análise), por se tratar de matéria de interesse público indiscutível, em observância dos princípios da publicidade (art. 37, caput , da Constituição Federal de 1988) e da transparência, nos termos da Lei n. 12.527/2011. Não houve qualquer ofensa à reserva de Plenário ou à Súmula Vinculante n. 10 do Supremo Tribunal Federal. Se a parte não se conforma, deve interpor o recurso cabível, porque, nos estritos limites dos embargos de declaração, não há vício a ser sanado. 2. O julgador não está obrigado a analisar explicitamente cada um dos argumentos, teses e teorias aduzidas pelas partes, bastando que resolva fundamentadamente a lide. Mesmo os embargos de declaração manifestados com explícito intuito de prequestionamento exigem a presença dos requisitos previstos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ no artigo 535 do Código de Processo Civil. Os embargos não se prestam a provocar o Colegiado a repetir em outras palavras o que está expressamente assentado, ou modificar o aresto nas suas premissas explicitamente destacadas. 3. Recurso desprovido . Na reclamação, aduz-se violação à Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, sob o argumento de que houve negativa de vigência do art. 1..., caput, e § 1..., IV da Lei Complementar 105/2001, referente ao sigilo das operações de instituições financeiras, sem observância da cláusula da reserva de plenário. Sustenta-se, em síntese, que o ato reclamado ao deferir o pedido de acesso e extração de cópias dos Relatórios de Análise de Operações de Financiamento, com aporte de valores iguais ou superiores a cem milhões, celebradas com pessoas de direito público, afastou a aplicação, no caso concreto, do 1..., caput, e § 1..., IV da Lei Complementar 105/2001, com base na interpretação extensiva dos art. 5..., XIV, e 220 da Constituição da República, os quais resguardam o direito de acesso à informação e a necessidade de divulgação e controle pelos meios de informação. Ao prestar informações, o Desembargador Federal do Tribunal Regional Federal da 2... Região confirmou o entendimento adotado pelo ato reclamado (eDOC 29). A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência da reclamação (eDOC 35). O pedido de liminar foi deferido, em parte, pelo Mininistro Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria do feito (eDOC 24). O Ministro Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria do feito, indeferiu o pedido de reconsideração da decisão que deferiu parcialmente o pedido de liminar (eDOC 34). É o relatório. Decido. A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu art. 102, I, l, para a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal e garantia da autoridade de suas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ no artigo 535 do Código de Processo Civil. Os embargos não se prestam a provocar o Colegiado a repetir em outras palavras o que está expressamente assentado, ou modificar o aresto nas suas premissas explicitamente destacadas. 3. Recurso desprovido . Na reclamação, aduz-se violação à Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, sob o argumento de que houve negativa de vigência do art. 1..., caput, e § 1..., IV da Lei Complementar 105/2001, referente ao sigilo das operações de instituições financeiras, sem observância da cláusula da reserva de plenário. Sustenta-se, em síntese, que o ato reclamado ao deferir o pedido de acesso e extração de cópias dos Relatórios de Análise de Operações de Financiamento, com aporte de valores iguais ou superiores a cem milhões, celebradas com pessoas de direito público, afastou a aplicação, no caso concreto, do 1..., caput, e § 1..., IV da Lei Complementar 105/2001, com base na interpretação extensiva dos art. 5..., XIV, e 220 da Constituição da República, os quais resguardam o direito de acesso à informação e a necessidade de divulgação e controle pelos meios de informação. Ao prestar informações, o Desembargador Federal do Tribunal Regional Federal da 2... Região confirmou o entendimento adotado pelo ato reclamado (eDOC 29). A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência da reclamação (eDOC 35). O pedido de liminar foi deferido, em parte, pelo Mininistro Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria do feito (eDOC 24). O Ministro Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria do feito, indeferiu o pedido de reconsideração da decisão que deferiu parcialmente o pedido de liminar (eDOC 34). É o relatório. Decido. A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu art. 102, I, l, para a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal e garantia da autoridade de suas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ decisões. Nesse último caso, a decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no caso concreto. A partir da vigência da Emenda Constitucional 45, também passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88). Assim sendo, nada obstante seja cabível a aviação de reclamação por violação à Súmula Vinculante, tem-se que o caso dos autos não fornece suporte fático para a incidência da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência desta Corte Constitucional firmou-se no sentido de que o afastamento da aplicação de norma infraconstitucional, quando realizado com lastro na incompatibilidade desse ato normativo com a Constituição, ainda que não declare explicitamente sua inconstitucionalidade, equivale materialmente à declaração expressa de inconstitucionalidade e, portanto, também se subordina à apreciação da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou do respectivo órgão especial: Controle de constitucionalidade: reserva de plenário e quorum qualificado (Constituição, art. 99): aplicação não apenas à declaração em via principal, quanto à declaração incidente de inconstitucionalidade, para a qual, aliás, foram inicialmente estabelecidas as exigências. II. Controle de constitucionalidade; reputa-se declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que - embora sem o explicitar - afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição. (Recurso Extraordinário 240096, de relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, Dje 21.05.1999) AGRAVO DE INSTRUMENTO - SOCIEDADE CIVIL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS RELATIVOS AO EXERCÍCIO DE PROFISSÃO LEGALMENTE REGULAMENTADA - COFINS - MODALIDADE DE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - DISCUSSÃO EM TORNO DA POSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL DE A ISENÇÃO OUTORGADA POR LEI COMPLEMENTAR (Lei Complementar n 70/91) SER 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ decisões. Nesse último caso, a decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no caso concreto. A partir da vigência da Emenda Constitucional 45, também passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88). Assim sendo, nada obstante seja cabível a aviação de reclamação por violação à Súmula Vinculante, tem-se que o caso dos autos não fornece suporte fático para a incidência da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência desta Corte Constitucional firmou-se no sentido de que o afastamento da aplicação de norma infraconstitucional, quando realizado com lastro na incompatibilidade desse ato normativo com a Constituição, ainda que não declare explicitamente sua inconstitucionalidade, equivale materialmente à declaração expressa de inconstitucionalidade e, portanto, também se subordina à apreciação da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou do respectivo órgão especial: Controle de constitucionalidade: reserva de plenário e quorum qualificado (Constituição, art. 99): aplicação não apenas à declaração em via principal, quanto à declaração incidente de inconstitucionalidade, para a qual, aliás, foram inicialmente estabelecidas as exigências. II. Controle de constitucionalidade; reputa-se declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que - embora sem o explicitar - afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição. (Recurso Extraordinário 240096, de relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, Dje 21.05.1999) AGRAVO DE INSTRUMENTO - SOCIEDADE CIVIL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS RELATIVOS AO EXERCÍCIO DE PROFISSÃO LEGALMENTE REGULAMENTADA - COFINS - MODALIDADE DE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - DISCUSSÃO EM TORNO DA POSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL DE A ISENÇÃO OUTORGADA POR LEI COMPLEMENTAR (Lei Complementar n 70/91) SER 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ REVOGADA POR MERA LEI ORDINÁRIA (LEI n 9.430/96) - EXAME DA QUESTÃO CONCERNENTE ÀS RELAÇÕES ENTRE A LEI COMPLEMENTAR E A LEI ORDINÁRIA - EXISTÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL - QUESTÃO PREJUDICIAL DE CONSTITUCIONALIDADE (Código de Processo Civil, ARTS. 480 A 482) - POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) - INOBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, DA CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO "FULL BENCH" - CONSEQÜENTE NULIDADE DO JULGAMENTO EFETUADO POR ÓRGÃO MERAMENTE FRACIONÁRIO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO. - A estrita observância, pelos Tribunais em geral, do postulado da reserva de plenário, inscrito no art. 97 da Constituição, atua como pressuposto de validade e de eficácia jurídicas da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público. Doutrina. Jurisprudência. - A inconstitucionalidade de leis ou de outros atos estatais somente pode ser declarada, quer em sede de fiscalização abstrata (método concentrado), quer em sede de controle incidental (método difuso), pelo voto da maioria absoluta dos membros integrantes do Tribunal, reunidos em sessão plenária ou, onde houver, no respectivo órgão especial. Precedentes. - Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal, em conseqüência, dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão meramente fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ REVOGADA POR MERA LEI ORDINÁRIA (LEI n 9.430/96) - EXAME DA QUESTÃO CONCERNENTE ÀS RELAÇÕES ENTRE A LEI COMPLEMENTAR E A LEI ORDINÁRIA - EXISTÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL - QUESTÃO PREJUDICIAL DE CONSTITUCIONALIDADE (Código de Processo Civil, ARTS. 480 A 482) - POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) - INOBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, DA CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO "FULL BENCH" - CONSEQÜENTE NULIDADE DO JULGAMENTO EFETUADO POR ÓRGÃO MERAMENTE FRACIONÁRIO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO. - A estrita observância, pelos Tribunais em geral, do postulado da reserva de plenário, inscrito no art. 97 da Constituição, atua como pressuposto de validade e de eficácia jurídicas da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público. Doutrina. Jurisprudência. - A inconstitucionalidade de leis ou de outros atos estatais somente pode ser declarada, quer em sede de fiscalização abstrata (método concentrado), quer em sede de controle incidental (método difuso), pelo voto da maioria absoluta dos membros integrantes do Tribunal, reunidos em sessão plenária ou, onde houver, no respectivo órgão especial. Precedentes. - Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal, em conseqüência, dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão meramente fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ jurídica ao Tribunal Pleno. E QUIVALÊNCIA, PARA OS FINS DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO, ENTRE A DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E O JULGAMENTO, QUE, SEM PROCLAMÁ-LA EXPLICITAMENTE, RECUSA APLICABILIDADE A ATO DO PODER PÚBLICO, SOB ALEGAÇÃO DE CONFLITO COM CRITÉRIOS RESULTANTES DO TEXTO CONSTITUCIONAL . Equivale à própria declaração de inconstitucionalidade a decisão de Tribunal, que, sem proclamá-la, explícita e formalmente, deixa de aplicar, afastando-lhe a incidência, determinado ato estatal subjacente à controvérsia jurídica, para resolvê-la sob alegação de conflito com critérios resultantes do texto constitucional. Precedentes (Supremo Tribunal Federal). (AI 472897 AgR, de relatoria do Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, Dje 126.10.2007) Diversa, entretanto, é a hipótese em que o afastamento da incidência do ato normativo não se dá por contrastação com norma constitucional. Nesse contexto, a não aplicação da norma não implica, por si só, a realização de controle de constitucionalidade. É possível, por exemplo, que a autoridade judiciária deixe de aplicar a norma por entender que não há subsunção ou, ainda, que a incidência normativa seja resolvida mediante a interpretação de normas infraconstitucionais, sem potencial ofensa direta à Constituição: PLENÁRIO RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. (ARE 806506 AgR, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, DJe 11.06.2015) DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA DE TRÂNSITO. LIMITES DA RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88 E SÚMULA VINCULANTE 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ jurídica ao Tribunal Pleno. E QUIVALÊNCIA, PARA OS FINS DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO, ENTRE A DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E O JULGAMENTO, QUE, SEM PROCLAMÁ-LA EXPLICITAMENTE, RECUSA APLICABILIDADE A ATO DO PODER PÚBLICO, SOB ALEGAÇÃO DE CONFLITO COM CRITÉRIOS RESULTANTES DO TEXTO CONSTITUCIONAL . Equivale à própria declaração de inconstitucionalidade a decisão de Tribunal, que, sem proclamá-la, explícita e formalmente, deixa de aplicar, afastando-lhe a incidência, determinado ato estatal subjacente à controvérsia jurídica, para resolvê-la sob alegação de conflito com critérios resultantes do texto constitucional. Precedentes (Supremo Tribunal Federal). (AI 472897 AgR, de relatoria do Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, Dje 126.10.2007) Diversa, entretanto, é a hipótese em que o afastamento da incidência do ato normativo não se dá por contrastação com norma constitucional. Nesse contexto, a não aplicação da norma não implica, por si só, a realização de controle de constitucionalidade. É possível, por exemplo, que a autoridade judiciária deixe de aplicar a norma por entender que não há subsunção ou, ainda, que a incidência normativa seja resolvida mediante a interpretação de normas infraconstitucionais, sem potencial ofensa direta à Constituição: PLENÁRIO RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. (ARE 806506 AgR, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, DJe 11.06.2015) DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA DE TRÂNSITO. LIMITES DA RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88 E SÚMULA VINCULANTE 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ n 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal . Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 790364 AgR, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 16.06.2015) DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO COLETIVA. EFEITOS DA SENTENÇA. COMPETÊNCIA TERRITORIAL. ART. 2...-A DA LEI N. 9.494/97. ARTIGO 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.7.2014. 1. Imprescindível, à caracterização da afronta à cláusula da reserva de plenário, que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não se verifica in casu. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (ARE 868211 AgR, de relatoria da Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, Dje 11.06.2015) RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ n 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal . Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 790364 AgR, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 16.06.2015) DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO COLETIVA. EFEITOS DA SENTENÇA. COMPETÊNCIA TERRITORIAL. ART. 2...-A DA LEI N. 9.494/97. ARTIGO 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.7.2014. 1. Imprescindível, à caracterização da afronta à cláusula da reserva de plenário, que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não se verifica in casu. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (ARE 868211 AgR, de relatoria da Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, Dje 11.06.2015) RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição . 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2..., e 475-o, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente. (Rcl 6944, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 13.08.2010) Ou seja, a hipótese de afastamento da aplicação da norma, sem fundamento, explícito ou implícito, no juízo intelectivo entre objeto normativo e parâmetro constitucional, não induz à existência de controle de constitucionalidade e, por conseguinte, não há que se exigir reserva de plenário para a mera interpretação e aplicação das normas jurídicas que naturam o próprio exercício da jurisdição. Fixadas tais premissas, verifico que o ato reclamado, ao deferir o pedido concernente ao acesso e extração de cópias dos Relatórios de Análise de Operações de Financiamento, com aporte de valores iguais ou superiores a cem milhões, concluindo pela não incidência do sigilo bancário previsto no 1..., caput, e § 1..., IV da Lei Complementar 105/2001, o fez nos seguintes termos(eDOC 20, p. 175-176): Dessa forma, deve ser assegurado à população, através da imprensa, como é o caso, e também, evidentemente, nos termos da Lei n 12.527/2001, o acesso às informações de interesses público, pertinentes à aplicação e investimento de verbas públicas, tal como disposto no art. 5..., incisos XIV e XXXIII, da Lei Maior, não sendo o caso de sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. Transcreve-se, ainda, os fundamentos do voto da relatora, que restou vencida apenas parcialmente (eDOC 20, p. 169-170 - grifei): A por verdadeira pá de cal sobre o assunto, a Lei n 12.527, de 18 de novembro de 2011, conhecida como Lei de Transparência Pública, veio definitivamente elucidar a questão 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição . 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2..., e 475-o, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente. (Rcl 6944, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 13.08.2010) Ou seja, a hipótese de afastamento da aplicação da norma, sem fundamento, explícito ou implícito, no juízo intelectivo entre objeto normativo e parâmetro constitucional, não induz à existência de controle de constitucionalidade e, por conseguinte, não há que se exigir reserva de plenário para a mera interpretação e aplicação das normas jurídicas que naturam o próprio exercício da jurisdição. Fixadas tais premissas, verifico que o ato reclamado, ao deferir o pedido concernente ao acesso e extração de cópias dos Relatórios de Análise de Operações de Financiamento, com aporte de valores iguais ou superiores a cem milhões, concluindo pela não incidência do sigilo bancário previsto no 1..., caput, e § 1..., IV da Lei Complementar 105/2001, o fez nos seguintes termos(eDOC 20, p. 175-176): Dessa forma, deve ser assegurado à população, através da imprensa, como é o caso, e também, evidentemente, nos termos da Lei n 12.527/2001, o acesso às informações de interesses público, pertinentes à aplicação e investimento de verbas públicas, tal como disposto no art. 5..., incisos XIV e XXXIII, da Lei Maior, não sendo o caso de sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. Transcreve-se, ainda, os fundamentos do voto da relatora, que restou vencida apenas parcialmente (eDOC 20, p. 169-170 - grifei): A por verdadeira pá de cal sobre o assunto, a Lei n 12.527, de 18 de novembro de 2011, conhecida como Lei de Transparência Pública, veio definitivamente elucidar a questão 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ acerca do acesso do cidadão à informação, submetendo as empresas públicas ao seu regime e determinando que a publicidade a que estão submetidas refere-se à parcela dos recursos públicos recebidos e à sua destinação, sem prejuízo das prestações de contas a que estejam legalmente obrigadas. E mais, determina que os procedimentos de acesso à informação destinam-se a assegurar direito fundamental com observância dos princípios básicos da administração pública e importantes diretrizes: observância da publicidade como regra geral e do sigilo como exceção; divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações; fomento da cultura de transparência na administração pública; e desenvolvimento do controle social da administração pública. (…) É possível concluir a partir da singela leitura do artigo acima mencionado que os Relatórios de Análise objeto do presente mandamus são documentos produzidos por Órgão da Administração Indireta e que versam sobre a utilização de recursos públicos, enquadrando-se, portanto, perfeitamente nas disposições da Lei da Transparência . Constata-se, portanto, da leitura dos excertos, que o afastamento da incidência do ato normativo, no caso dos autos, ocorreu com base na sua incompatibilidade com a legislação infraconstitucional (Lei n 12.527, de 18 de novembro de 2011- Lei da Transparência). Esse é o cerne que motiva o afastamento da aplicação do dispositivo legal, de tal forma que a não aplicação da norma não teve como fundamento, explícito ou implícito, a sua incompatibilidade com a Constituição. Ademais, a fundamentação da decisão com base em princípios constitucionais não resulta, necessariamente, em juízo de inconstitucionalidade. Nesse sentido, confiram-se: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. ENSINO SUPERIOR. SUPLETIVO. IDADE MÍNIMA NÃO ALCANÇADA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 10. ART. 97, Constituição Federal de 1988: INAPLICABILIDADE. 1. Para a caracterização de ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de plenário (full 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ acerca do acesso do cidadão à informação, submetendo as empresas públicas ao seu regime e determinando que a publicidade a que estão submetidas refere-se à parcela dos recursos públicos recebidos e à sua destinação, sem prejuízo das prestações de contas a que estejam legalmente obrigadas. E mais, determina que os procedimentos de acesso à informação destinam-se a assegurar direito fundamental com observância dos princípios básicos da administração pública e importantes diretrizes: observância da publicidade como regra geral e do sigilo como exceção; divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações; fomento da cultura de transparência na administração pública; e desenvolvimento do controle social da administração pública. (…) É possível concluir a partir da singela leitura do artigo acima mencionado que os Relatórios de Análise objeto do presente mandamus são documentos produzidos por Órgão da Administração Indireta e que versam sobre a utilização de recursos públicos, enquadrando-se, portanto, perfeitamente nas disposições da Lei da Transparência . Constata-se, portanto, da leitura dos excertos, que o afastamento da incidência do ato normativo, no caso dos autos, ocorreu com base na sua incompatibilidade com a legislação infraconstitucional (Lei n 12.527, de 18 de novembro de 2011- Lei da Transparência). Esse é o cerne que motiva o afastamento da aplicação do dispositivo legal, de tal forma que a não aplicação da norma não teve como fundamento, explícito ou implícito, a sua incompatibilidade com a Constituição. Ademais, a fundamentação da decisão com base em princípios constitucionais não resulta, necessariamente, em juízo de inconstitucionalidade. Nesse sentido, confiram-se: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. ENSINO SUPERIOR. SUPLETIVO. IDADE MÍNIMA NÃO ALCANÇADA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 10. ART. 97, Constituição Federal de 1988: INAPLICABILIDADE. 1. Para a caracterização de ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de plenário (full 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Relatório RCL 17091 AGR / RJ bench), é necessário que a norma aplicável à espécie seja efetivamente afastada por alegada incompatibilidade com a Constituição Federal. 2. Não incidindo a norma no caso e não tendo sido ela discutida, não se caracteriza ofensa à Súmula Vinculante 10, do Supremo Tribunal Federal.3. O embasamento da decisão em princípios constitucionais não resulta, necessariamente, em juízo de inconstitucionalidade. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.(Recurso Extraordinário 566502 AgR, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, DJe 24.03. 2011) No mesmo sentido, confiram-se, a propósito, os seguintes julgados: Rcl 9.740, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia, DJe 16.3.2010, Rcl 8.272, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 28.5.2009. Descaracterizada, pois, a afronta à Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, com base no art. 161, parágrafo único, do RISTF, julgo improcedente o pedido da presente reclamação. Nas razões do agravo, insiste o agravante na alegação de violação à Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que o ato reclamado ao deferir o pedido de acesso e extração de cópias dos Relatórios de Análise de Operações de Financiamento, com aporte de valores iguais ou superiores a cem milhões, celebradas com pessoas de direito público, afastou a aplicação, no caso concreto, do 1..., caput, e § 1..., IV da Lei Complementar 105/2001, com base na interpretação extensiva dos art. 5..., XIV, e 220 da Constituição da República, os quais resguardam o direito de acesso à informação e a necessidade de divulgação e controle pelos meios de informação. Houve apresentação de contraminuta (eDOC 40). É o relatório. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Supremo Tribunal Federal RCL 17091 AGR / RJ bench), é necessário que a norma aplicável à espécie seja efetivamente afastada por alegada incompatibilidade com a Constituição Federal. 2. Não incidindo a norma no caso e não tendo sido ela discutida, não se caracteriza ofensa à Súmula Vinculante 10, do Supremo Tribunal Federal.3. O embasamento da decisão em princípios constitucionais não resulta, necessariamente, em juízo de inconstitucionalidade. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.(Recurso Extraordinário 566502 AgR, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, DJe 24.03. 2011) No mesmo sentido, confiram-se, a propósito, os seguintes julgados: Rcl 9.740, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia, DJe 16.3.2010, Rcl 8.272, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 28.5.2009. Descaracterizada, pois, a afronta à Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, com base no art. 161, parágrafo único, do RISTF, julgo improcedente o pedido da presente reclamação. Nas razões do agravo, insiste o agravante na alegação de violação à Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que o ato reclamado ao deferir o pedido de acesso e extração de cópias dos Relatórios de Análise de Operações de Financiamento, com aporte de valores iguais ou superiores a cem milhões, celebradas com pessoas de direito público, afastou a aplicação, no caso concreto, do 1..., caput, e § 1..., IV da Lei Complementar 105/2001, com base na interpretação extensiva dos art. 5..., XIV, e 220 da Constituição da República, os quais resguardam o direito de acesso à informação e a necessidade de divulgação e controle pelos meios de informação. Houve apresentação de contraminuta (eDOC 40). É o relatório. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. O recurso não merece acolhida, por não superar o ônus argumentativo de buscar ultrapassar os fundamentos da decisão agravada mediante adequada distinção, visto que lastreados em precedentes do Supremo Tribunal Federal. No caso, negou-se provimento à reclamação tendo em vista que o caso tem-se que o caso não fornece suporte para a incidência da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. O Agravante, contudo, insistiu na tese de que houve violação da Súmula Vinculante 10/Supremo Tribunal Federal, sem contudo infirmar os argumentos de que o ato reclamado não afastou a aplicação da legislação aplicável à espécie, pois incompatível com a Constituição Federal, mas simplesmente realizou mera interpretação e aplicação das normas jurídicas que emerge do próprio exercício da jurisdição. A parte agravante não logrou convelir, pois, os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030410. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. O recurso não merece acolhida, por não superar o ônus argumentativo de buscar ultrapassar os fundamentos da decisão agravada mediante adequada distinção, visto que lastreados em precedentes do Supremo Tribunal Federal. No caso, negou-se provimento à reclamação tendo em vista que o caso tem-se que o caso não fornece suporte para a incidência da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. O Agravante, contudo, insistiu na tese de que houve violação da Súmula Vinculante 10/Supremo Tribunal Federal, sem contudo infirmar os argumentos de que o ato reclamado não afastou a aplicação da legislação aplicável à espécie, pois incompatível com a Constituição Federal, mas simplesmente realizou mera interpretação e aplicação das normas jurídicas que emerge do próprio exercício da jurisdição. A parte agravante não logrou convelir, pois, os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD (121558/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO (172650/SP) AGDO.(A/S) : RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUCIANO COUTINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli (não participou do julgamento desse processo o Ministro Edson Fachin por sucedê-lo na Primeira Turma). Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047691 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.091 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD (121558/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO (172650/SP) AGDO.(A/S) : RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUCIANO COUTINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli (não participou do julgamento desse processo o Ministro Edson Fachin por sucedê-lo na Primeira Turma). Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047691 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 17 . 091", "SÚMULA VINCULANTE 10 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "RCL 17091", "RCL 17091", "Apelação", "Reexame Necessário 0020225 - 86 . 2011 . 4 . 02 . 5101", "RECLAMAÇÃO 17 . 091", "Apelação", "Reexame Necessário 0020225 - 86 . 2011 . 4 . 02 . 5101", "Súmula Vinculante n . 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n . 10 do Supremo Tribunal Federal", "RCL 17091 AGR / RJ", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 240096", "RCL 17091", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 240096", "RCL 17091 AGR / RJ", "RCL 17091", "RCL 17091 AGR / RJ", "AI 472897 AgR", "ARE 806506 AgR", "RCL 17091 AGR / RJ", "AI 472897 AgR", "ARE 806506 AgR", "ARE 790364 AgR", "ARE 868211 AgR", "SÚMULA VINCULANTE N . 10", "SÚMULA VINCULANTE N . 10 DO SUPREMO", "RCL", "ARE 790364 AgR", "ARE 868211 AgR", "SÚMULA VINCULANTE N . 10", "súmula vinculante n . 10", "RCL 17091 AGR / RJ", "Rcl 6944", "Rcl 6944", "Súmula Vinculante 10 , do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 566502 AgR", "Rcl 9 . 740", "Rcl 8 . 272", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 , do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 566502 AgR", "Rcl 9 . 740", "Rcl 8 . 272", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos XIV e XXXIII , da Lei Maior", "art . 37 , caput , da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 12 . 527 / 2011", "art . 37 , caput , da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 12 . 527 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos XIV e XXXIII , da Lei Maior", "art . 37 , caput , da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 12 . 527 / 2011", "art . 37 , caput , da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 12 . 527 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "art . 1 . . . , caput , e § 1 . . . , IV da Lei Complementar 105 / 2001", "1", ". . . , caput , e § 1 . . . , IV da Lei Complementar 105 / 2001", "art . 5 . . . , XIV , e 220 da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "art . 1 . . . , caput , e § 1 . . . , IV da Lei Complementar 105 / 2001", "1", ". . . , caput , e § 1 . . . , IV da Lei Complementar 105 / 2001", "art . 5 . . . , XIV , e 220 da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição", "Constituição , art . 99", "Constituição", "Lei Complementar n 70 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição", "Constituição , art . 99", "Constituição", "Lei Complementar n 70 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 430 / 96", "Código de Processo Civil , ARTS . 480 A 482", "Constituição Federal de 1988 , ART . 97", "art . 97 da Constituição", "artigo 97 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 430 / 96", "Código de Processo Civil , ARTS . 480", "Constituição Federal de 1988 , ART . 97", "art . 97 da Constituição", "artigo 97 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "Constituição", "CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO", "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição", "CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO", "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "LEI N . 9 . 494 / 97", "ARTIGO 97 DA LEI MAIOR", "Constituição Federal", "Constituição da República", "LEI N . 9 . 032 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "ART . 2 . . . - A DA", "LEI N . 9 . 494 / 97", "ARTIGO 97 DA LEI MAIOR", "Constituição Federal", "Constituição da República", "LEI N . 9 . 032 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "arts . 273 , § 2 . . . , e 475 - o , do Código de Processo Civil", "art . 115 , da Lei n . 8 . 213 / 91", "1", ". . . , caput , e § 1 . . . , IV da Lei Complementar 105 / 2001", "Lei n 12 . 527 / 2001", "art . 5 . . . , incisos XIV e XXXIII , da Lei Maior", "Lei n 12 . 527", "Lei de Transparência Pública", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "arts . 273 , § 2 . . . , e 475 - o , do Código de Processo Civil", "art . 115 , da Lei n . 8 . 213 / 91", "1", ".", ". . , caput , e § 1 . . . , IV da Lei Complementar 105 / 2001", "Lei n 12 . 527 / 2001", "art . 5 . . . , incisos XIV e XXXIII , da Lei Maior", "Lei n 12 . 527", "Lei de Transparência Pública", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei da", "Lei n 12 . 527", "Lei da Transparência", "Constituição", "ART . 97 ,", "Constituição Federal de 1988", "art . 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei da Transparência", "Lei n 12 . 527", "Lei da Transparência", "Constituição", "ART . 97 ,", "Constituição Federal de 1988", "art . 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 161 , parágrafo único , do RISTF", "1", ". . . , caput , e § 1 . . . , IV da Lei Complementar 105 / 2001", "art . 5 . . . , XIV , e 220 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 161 , parágrafo único , do RISTF", "1", ". . . , caput , e § 1 . . . , IV da Lei Complementar 105 / 2001", "art . 5 . . . , XIV , e 220 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL", "EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S / A", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2 . .", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL", "EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S / A", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2 . .", "Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL", "BNDES", "BNDES", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL", "EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S / A", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2 . .", ".", "Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL", "BNDES", "BNDES", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "BNDES", "BNDES", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RJ", "BNDES", "BNDES", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "SOCIEDADE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário dos Tribunais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário dos Tribunais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SEXTA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SEXTA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "AGR", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL", "EMPRESA", "FOLHA DA MANHÃ S / A", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2 .", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL", "EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S / A", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2 .", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE FIDALGO", "RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR", "LUCIANO COUTINHO", "Luís Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "PATRICE", "ALEXANDRE FIDALGO", "RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR", "LUCIANO COUTINHO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "PATRICE GILLES PAIM LYARD", "ALEXANDRE FIDALGO", "RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR", "LUCIANO COUTINHO", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carmem Lúcia", "Carmem Lúcia", "Ellen Gracie", "Carmem Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Carmem Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "PATRICE GILLES PAIM LYARD", "ALEXANDRE FIDALGO", "RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR", "LUCIANO COUTINHO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE FIDALGO", "RICARDO DE OLIVEIRA BALTHAZAR", "LUCIANO COUTINHO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "11", "/", "2016", "07", ".", "07", ".", "2016", "28 de outubro", "8 de novembro de 2016", "9 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "05", ".", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "05", ".", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "126", ".", "10", ".", "2007", "11", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "126", ".", "10", ".", "2007", "11", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "06", ".", "2015", "02", ".", "7", ".", "2014", "11", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "06", ".", "2015", "02", ".", "7", ".", "2014", "11", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "08", ".", "2010", "18 de novembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "08", ".", "2010", "18 de novembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de novembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de novembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "03", ".", "2011", "16", ".", "3", ".", "2010", "28", ".", "5", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "03", ".", "2011", "16", ".", "3", ".", "2010", "28", ".", "5", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "28", ".", "10", "8", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "10", "8", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ERNI MARIA SIMON ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. RE 420.816. APLICAÇÃO DO ART. 1º-D DA LEI 9.494/97. EXCLUSÃO DOS CASOS DEFINIDOS EM LEI COMO DE PEQUENO VALOR. AVERIGUAÇÃO. JUÍZO DA EXECUÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS, PARA ACLARAR O ACÓRDÃO EMBARGADO, SEM ALTERAÇÃO DO RESULTADO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, para aclarar o acórdão embargado, sem alteração do resultado, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 14 de abril de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258930. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ERNI MARIA SIMON ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: EMENTA: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 1º-D DA LEI 9.494/1997, INTRODUZIDO PELA MEDIDA PROVISÓRIA 2.180-35/01. 1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 420.816, da relatoria do ministro Carlos Velloso, reconheceu a constitucionalidade do art. 1º-D da Lei 9.494/1997, introduzido pela Medida Provisória 2.180-35/01. Na oportunidade, esta Casa de Justiça reduziu a aplicação do dispositivo à hipótese de execução, por quantia certa, contra a Fazenda Pública (Código de Processo Civil, art. 730), excluídos os casos de pagamentos de obrigações definidos em lei como de pequeno valor, objeto do § 3º do art. 100 da Constituição Republicana. 2. A matéria ventilada no agravo regimental em exame, no sentido de que o presente processo se refere a obrigações de pequeno valor, não foi objeto de discussão pela instância judicante de origem. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de exame neste momento processual. 3. Agravo regimental desprovido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258931. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ERNI MARIA SIMON ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: EMENTA: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 1º-D DA LEI 9.494/1997, INTRODUZIDO PELA MEDIDA PROVISÓRIA 2.180-35/01. 1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 420.816, da relatoria do ministro Carlos Velloso, reconheceu a constitucionalidade do art. 1º-D da Lei 9.494/1997, introduzido pela Medida Provisória 2.180-35/01. Na oportunidade, esta Casa de Justiça reduziu a aplicação do dispositivo à hipótese de execução, por quantia certa, contra a Fazenda Pública (Código de Processo Civil, art. 730), excluídos os casos de pagamentos de obrigações definidos em lei como de pequeno valor, objeto do § 3º do art. 100 da Constituição Republicana. 2. A matéria ventilada no agravo regimental em exame, no sentido de que o presente processo se refere a obrigações de pequeno valor, não foi objeto de discussão pela instância judicante de origem. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de exame neste momento processual. 3. Agravo regimental desprovido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório RE 481320 AGR-SEGUNDO-ED / RS Sustenta a parte embargante, em suma, que “não foi apreciada a alegação de que o recurso extraordinário do executado merecia apenas parcial provimento, a fim de que a verificação da efetiva incidência do óbice inscrito no art. 1º-D da Lei nº 9.494/97 seja averiguada em primeira instância, por ocasião do retorno dos autos, diretamente pelo MM. Juízo da execução, como já fez o STF (...)” (fls. 201/202). Intimada, a União pede a rejeição dos embargos de declaração (fls. 216-221). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258931. Supremo Tribunal Federal RE 481320 AGR-SEGUNDO-ED / RS Sustenta a parte embargante, em suma, que “não foi apreciada a alegação de que o recurso extraordinário do executado merecia apenas parcial provimento, a fim de que a verificação da efetiva incidência do óbice inscrito no art. 1º-D da Lei nº 9.494/97 seja averiguada em primeira instância, por ocasião do retorno dos autos, diretamente pelo MM. Juízo da execução, como já fez o STF (...)” (fls. 201/202). Intimada, a União pede a rejeição dos embargos de declaração (fls. 216-221). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão do então relator, Min. Ayres Britto, deu provimento ao recurso extraordinário da União para “declarar a constitucionalidade do art. 1º-D da Lei 9.494/97, excetuados os casos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor, nos termos do parágrafo 3º, do art. 100, da Constituição Federal”(fl. 161). Portanto, o pedido deduzido nas razões do recurso extraordinário da União (fls. 86-87) foi totalmente atendido, razão pela qual não há se falar em parcial provimento. Contudo, acolho os embargos de declaração tão somente para aclarar que caberá ao juízo da execução, como decorrência lógica do provimento do recurso extraordinário, verificar a aplicabilidade ou não do art. 1º-D da Lei 9.494/97 ao caso concreto, pois não é possível averiguar, na via extraordinária, a informação de que todos os valores executados (…) são de pequeno valor” (fl. 175), em razão dos óbices das Súmulas 282 e 279 do STF. 2. Diante do exposto, acolho os embargos de declaração, para aclarar o acórdão embargado, sem alteração do resultado. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258932. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão do então relator, Min. Ayres Britto, deu provimento ao recurso extraordinário da União para “declarar a constitucionalidade do art. 1º-D da Lei 9.494/97, excetuados os casos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor, nos termos do parágrafo 3º, do art. 100, da Constituição Federal”(fl. 161). Portanto, o pedido deduzido nas razões do recurso extraordinário da União (fls. 86-87) foi totalmente atendido, razão pela qual não há se falar em parcial provimento. Contudo, acolho os embargos de declaração tão somente para aclarar que caberá ao juízo da execução, como decorrência lógica do provimento do recurso extraordinário, verificar a aplicabilidade ou não do art. 1º-D da Lei 9.494/97 ao caso concreto, pois não é possível averiguar, na via extraordinária, a informação de que todos os valores executados (…) são de pequeno valor” (fl. 175), em razão dos óbices das Súmulas 282 e 279 do STF. 2. Diante do exposto, acolho os embargos de declaração, para aclarar o acórdão embargado, sem alteração do resultado. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : ERNI MARIA SIMON ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, para aclarar o acórdão embargado, sem alteração do resultado, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8343852 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : ERNI MARIA SIMON ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, para aclarar o acórdão embargado, sem alteração do resultado, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8343852 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8351644
2015-04-14T00:00:00
2015-05-05T00:00:00
A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, para aclarar o acórdão embargado, sem alteração do resultado, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015.
EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. RE 420.816. APLICAÇÃO DO ART. 1º-D DA LEI 9.494/97. EXCLUSÃO DOS CASOS DEFINIDOS EM LEI COMO DE PEQUENO VALOR. AVERIGUAÇÃO. JUÍZO DA EXECUÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS, PARA ACLARAR O ACÓRDÃO EMBARGADO, SEM ALTERAÇÃO DO RESULTADO.
sjur302759
Número de páginas: 5. Análise: 15/05/2015, BMP.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
481320
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00100 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\n ART-00001 LET-D\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR-segundo-ED
acordaos
RE 481320 AgR-segundo-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ERNI MARIA SIMON ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ERNI MARIA SIMON ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. Recurso Extraordinário 420.816. APLICAÇÃO DO ART. 1...-D DA LEI 9.494/97. EXCLUSÃO DOS CASOS DEFINIDOS EM LEI COMO DE PEQUENO VALOR. AVERIGUAÇÃO. JUÍZO DA EXECUÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS, PARA ACLARAR O ACÓRDÃO EMBARGADO, SEM ALTERAÇÃO DO RESULTADO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, para aclarar o acórdão embargado, sem alteração do resultado, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 14 de abril de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258930. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ERNI MARIA SIMON ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: EMENTA: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 1...-D DA LEI 9.494/1997, INTRODUZIDO PELA MEDIDA PROVISÓRIA 2.180-35/01. 1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 420.816, da relatoria do ministro Carlos Velloso, reconheceu a constitucionalidade do art. 1...-D da Lei 9.494/1997, introduzido pela Medida Provisória 2.180-35/01. Na oportunidade, esta Casa de Justiça reduziu a aplicação do dispositivo à hipótese de execução, por quantia certa, contra a Fazenda Pública (Código de Processo Civil, art. 730), excluídos os casos de pagamentos de obrigações definidos em lei como de pequeno valor, objeto do § 3... do art. 100 da Constituição Republicana. 2. A matéria ventilada no agravo regimental em exame, no sentido de que o presente processo se refere a obrigações de pequeno valor, não foi objeto de discussão pela instância judicante de origem. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de exame neste momento processual. 3. Agravo regimental desprovido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258931. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ERNI MARIA SIMON ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: EMENTA: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 1...-D DA LEI 9.494/1997, INTRODUZIDO PELA MEDIDA PROVISÓRIA 2.180-35/01. 1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 420.816, da relatoria do ministro Carlos Velloso, reconheceu a constitucionalidade do art. 1...-D da Lei 9.494/1997, introduzido pela Medida Provisória 2.180-35/01. Na oportunidade, esta Casa de Justiça reduziu a aplicação do dispositivo à hipótese de execução, por quantia certa, contra a Fazenda Pública (Código de Processo Civil, art. 730), excluídos os casos de pagamentos de obrigações definidos em lei como de pequeno valor, objeto do § 3... do art. 100 da Constituição Republicana. 2. A matéria ventilada no agravo regimental em exame, no sentido de que o presente processo se refere a obrigações de pequeno valor, não foi objeto de discussão pela instância judicante de origem. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de exame neste momento processual. 3. Agravo regimental desprovido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório Recurso Extraordinário 481320 AGR-SEGUNDO-ED / RS Sustenta a parte embargante, em suma, que “não foi apreciada a alegação de que o recurso extraordinário do executado merecia apenas parcial provimento, a fim de que a verificação da efetiva incidência do óbice inscrito no art. 1...-D da Lei n 9.494/97 seja averiguada em primeira instância, por ocasião do retorno dos autos, diretamente pelo MM. Juízo da execução, como já fez o Supremo Tribunal Federal (...)” (fls. 201/202). Intimada, a União pede a rejeição dos embargos de declaração (fls. 216-221). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258931. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 481320 AGR-SEGUNDO-ED / RS Sustenta a parte embargante, em suma, que “não foi apreciada a alegação de que o recurso extraordinário do executado merecia apenas parcial provimento, a fim de que a verificação da efetiva incidência do óbice inscrito no art. 1...-D da Lei n 9.494/97 seja averiguada em primeira instância, por ocasião do retorno dos autos, diretamente pelo MM. Juízo da execução, como já fez o Supremo Tribunal Federal (...)” (fls. 201/202). Intimada, a União pede a rejeição dos embargos de declaração (fls. 216-221). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão do então relator, Min. Ayres Britto, deu provimento ao recurso extraordinário da União para “declarar a constitucionalidade do art. 1...-D da Lei 9.494/97, excetuados os casos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor, nos termos do parágrafo 3..., do art. 100, da Constituição Federal”(fl. 161). Portanto, o pedido deduzido nas razões do recurso extraordinário da União (fls. 86-87) foi totalmente atendido, razão pela qual não há se falar em parcial provimento. Contudo, acolho os embargos de declaração tão somente para aclarar que caberá ao juízo da execução, como decorrência lógica do provimento do recurso extraordinário, verificar a aplicabilidade ou não do art. 1...-D da Lei 9.494/97 ao caso concreto, pois não é possível averiguar, na via extraordinária, a informação de que todos os valores executados (…) são de pequeno valor” (fl. 175), em razão dos óbices das Súmulas 282 e 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Diante do exposto, acolho os embargos de declaração, para aclarar o acórdão embargado, sem alteração do resultado. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258932. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão do então relator, Min. Ayres Britto, deu provimento ao recurso extraordinário da União para “declarar a constitucionalidade do art. 1...-D da Lei 9.494/97, excetuados os casos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor, nos termos do parágrafo 3..., do art. 100, da Constituição Federal”(fl. 161). Portanto, o pedido deduzido nas razões do recurso extraordinário da União (fls. 86-87) foi totalmente atendido, razão pela qual não há se falar em parcial provimento. Contudo, acolho os embargos de declaração tão somente para aclarar que caberá ao juízo da execução, como decorrência lógica do provimento do recurso extraordinário, verificar a aplicabilidade ou não do art. 1...-D da Lei 9.494/97 ao caso concreto, pois não é possível averiguar, na via extraordinária, a informação de que todos os valores executados (…) são de pequeno valor” (fl. 175), em razão dos óbices das Súmulas 282 e 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Diante do exposto, acolho os embargos de declaração, para aclarar o acórdão embargado, sem alteração do resultado. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : ERNI MARIA SIMON ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, para aclarar o acórdão embargado, sem alteração do resultado, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 14.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8343852 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481.320 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : ERNI MARIA SIMON ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, para aclarar o acórdão embargado, sem alteração do resultado, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 14.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8343852 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481 . 320", "Recurso Extraordinário 420 . 816", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481 . 320", "Recurso Extraordinário 420 . 816", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481 . 320", "Recurso Extraordinário 420 . 816", "Recurso Extraordinário 481320 AGR", "Recurso Extraordinário 481320 AGR -", "Súmulas 282 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 481 . 320" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . . . - D DA", "LEI 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . . . - D DA", "LEI 9 . 494 / 1997", "art . 1 . . . - D da Lei 9 . 494 / 1997", "Código de Processo Civil , art . 730", "§ 3 . . . do art . 100 da Constituição Republicana", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . . . - D DA", "LEI 9 . 494 / 1997", "art . 1 . . . - D da Lei 9 . 494 / 1997", "Medida Provisória 2 . 180 - 35 / 01", "Código de Processo Civil , art . 730", "§ 3 . . . do art . 100 da Constituição Republicana", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - D da Lei n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - D da Lei n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - D da Lei 9 . 494 / 97", "parágrafo 3 . . . , do art . 100 , da Constituição Federal", "art . 1 . . . - D da Lei 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - D da Lei 9 . 494 / 97", "parágrafo 3 . . . , do art . 100 , da Constituição Federal", "art . 1 . . . - D da Lei 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "União", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "União", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "ERNI MARIA SIMON", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "TEORI ZAVASCKI", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ERNI MARIA SIMON", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "TEORI ZAVASCKI", "Carlos Velloso", "TEORI ZAVASCKI", "ERNI MARIA SIMON", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "TEORI ZAVASCKI", "Carlos Velloso", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "ERNI MARIA SIMON", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "ERNI MARIA SIMON", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "04", "/", "2015", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "14", ".", "04", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "04", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CRISTINA MOREIRA DA ROCHA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Auditores fiscais. Reequadramento. 3. Leis estaduais 15.464 e 16.190 de 2005. Ofensa reflexa ao texto constitucional. Súmula 280. 4. Necessidade de reexame de conteúdo fático-probatório. Súmula 279. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268333. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CRISTINA MOREIRA DA ROCHA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência e nas súmulas 279 e 280. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que o acórdão recorrido validou e aplicou ato normativo estadual em afronta aos princípios da legalidade e da irredutibilidade de vencimentos, não havendo, assim, motivo para o óbice do recurso extraordinário pela Súmula 280. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268334. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CRISTINA MOREIRA DA ROCHA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência e nas súmulas 279 e 280. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que o acórdão recorrido validou e aplicou ato normativo estadual em afronta aos princípios da legalidade e da irredutibilidade de vencimentos, não havendo, assim, motivo para o óbice do recurso extraordinário pela Súmula 280. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Reitero que, com relação a alegada ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, o acórdão recorrido assentou, no caso, que a Administração, ao efetivar o reenquadramento dos recorridos na nova carreira, agiu nos limites da legalidade “não havendo que se falar em violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, porquanto ausentes quaisquer provas nesse sentido.” (Fl. 296). Ademais, conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia dos autos (ato administrativo que desconsiderou o período de estágio probatório para fins de posicionamento e reposicionamento dos servidores na nova carreira) com base na legislação local aplicável à espécie (leis estaduais 15.464 e 16.190 de 2005) e por meio da análise dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, por óbice das súmulas 280 e 279. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268335. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Reitero que, com relação a alegada ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, o acórdão recorrido assentou, no caso, que a Administração, ao efetivar o reenquadramento dos recorridos na nova carreira, agiu nos limites da legalidade “não havendo que se falar em violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, porquanto ausentes quaisquer provas nesse sentido.” (Fl. 296). Ademais, conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia dos autos (ato administrativo que desconsiderou o período de estágio probatório para fins de posicionamento e reposicionamento dos servidores na nova carreira) com base na legislação local aplicável à espécie (leis estaduais 15.464 e 16.190 de 2005) e por meio da análise dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, por óbice das súmulas 280 e 279. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 863128 AGR / MG PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE-AgR 780.764, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 5.2.2014); “Recurso Extraordinário. Agravo Regimental. 2. Servidores públicos estaduais. Reenquadramento. 3. Lei local. Súmula 280. 4. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE- AgR 296.380, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 25.10.2002). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268335. Supremo Tribunal Federal ARE 863128 AGR / MG PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE-AgR 780.764, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 5.2.2014); “Recurso Extraordinário. Agravo Regimental. 2. Servidores públicos estaduais. Reenquadramento. 3. Lei local. Súmula 280. 4. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE- AgR 296.380, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 25.10.2002). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CRISTINA MOREIRA DA ROCHA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8343893 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CRISTINA MOREIRA DA ROCHA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8343893 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8351971
2015-04-14T00:00:00
2015-05-05T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Auditores fiscais. Reequadramento. 3. Leis estaduais 15.464 e 16.190 de 2005. Ofensa reflexa ao texto constitucional. Súmula 280. 4. Necessidade de reexame de conteúdo fático-probatório. Súmula 279. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur302763
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279, SÚMULA 280) RE 296380 AgR (2ªT), ARE 780764 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 18/05/2015, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
863128
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-015464 ANO-2005\n LEI ORDINÁRIA, MG\n\n", "LEG-EST LEI-016190 ANO-2005\n LEI ORDINÁRIA, MG" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 863128 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CRISTINA MOREIRA DA ROCHA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CRISTINA MOREIRA DA ROCHA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Auditores fiscais. Reequadramento. 3. Leis estaduais 15.464 e 16.190 de 2005. Ofensa reflexa ao texto constitucional. Súmula 280. 4. Necessidade de reexame de conteúdo fático-probatório. Súmula 279. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268333. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CRISTINA MOREIRA DA ROCHA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência e nas súmulas 279 e 280. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que o acórdão recorrido validou e aplicou ato normativo estadual em afronta aos princípios da legalidade e da irredutibilidade de vencimentos, não havendo, assim, motivo para o óbice do recurso extraordinário pela Súmula 280. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268334. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CRISTINA MOREIRA DA ROCHA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência e nas súmulas 279 e 280. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que o acórdão recorrido validou e aplicou ato normativo estadual em afronta aos princípios da legalidade e da irredutibilidade de vencimentos, não havendo, assim, motivo para o óbice do recurso extraordinário pela Súmula 280. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Reitero que, com relação a alegada ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, o acórdão recorrido assentou, no caso, que a Administração, ao efetivar o reenquadramento dos recorridos na nova carreira, agiu nos limites da legalidade “não havendo que se falar em violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, porquanto ausentes quaisquer provas nesse sentido.” (Fl. 296). Ademais, conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia dos autos (ato administrativo que desconsiderou o período de estágio probatório para fins de posicionamento e reposicionamento dos servidores na nova carreira) com base na legislação local aplicável à espécie (leis estaduais 15.464 e 16.190 de 2005) e por meio da análise dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, por óbice das súmulas 280 e 279. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268335. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Reitero que, com relação a alegada ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, o acórdão recorrido assentou, no caso, que a Administração, ao efetivar o reenquadramento dos recorridos na nova carreira, agiu nos limites da legalidade “não havendo que se falar em violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, porquanto ausentes quaisquer provas nesse sentido.” (Fl. 296). Ademais, conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia dos autos (ato administrativo que desconsiderou o período de estágio probatório para fins de posicionamento e reposicionamento dos servidores na nova carreira) com base na legislação local aplicável à espécie (leis estaduais 15.464 e 16.190 de 2005) e por meio da análise dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, por óbice das súmulas 280 e 279. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 863128 AGR / MG PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE-AgR 780.764, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 5.2.2014); “Recurso Extraordinário. Agravo Regimental. 2. Servidores públicos estaduais. Reenquadramento. 3. Lei local. Súmula 280. 4. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário- AgR 296.380, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 25.10.2002). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268335. Supremo Tribunal Federal ARE 863128 AGR / MG PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE-AgR 780.764, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 5.2.2014); “Recurso Extraordinário. Agravo Regimental. 2. Servidores públicos estaduais. Reenquadramento. 3. Lei local. Súmula 280. 4. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário- AgR 296.380, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 25.10.2002). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8268335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CRISTINA MOREIRA DA ROCHA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 14.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8343893 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.128 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CRISTINA MOREIRA DA ROCHA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 14.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8343893 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863 . 128", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863 . 128 MINAS", "ARE 863128 AGR / MG", "SÚMULAS NS . 279", "ARE", "-", "AgR 780 . 764", "Recurso Extraordinário - AgR 296 . 380", "ARE 863128 AGR / MG", "SÚMULAS NS . 279", "ARE", "-", "AgR 780", "Recurso Extraordinário - AgR 296 . 380" ], "LEGISLACAO": [ "Leis", "estaduais 15 . 464", "16", ".", "190 de 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "leis estaduais 15 . 464", "16", ".", "190 de 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "leis estaduais 15 . 464", "16", ".", "190 de 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "CRISTINA MOREIRA DA ROCHA", "MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CRISTINA MOREIRA DA ROCHA", "MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CRISTINA MOREIRA DA ROCHA", "MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "CRISTINA MOREIRA DA ROCHA", "MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "CRISTINA MOREIRA DA ROCHA", "MARIA FERNANDA PIRES DE CARVALHO PEREIRA", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "04", "/", "2015", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2014", "25", ".", "10", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2014", "25", ".", "10", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "14", ".", "04", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "04", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SIDNEY DE CASTRO CESAR ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Policial militar. Demissão. Litispendência. 3. Não cabe ao STF rever decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do CPC. Precedente: AI-QO 760.358. 4. Ofensa aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Precedente: ARE-RG 748.371, Tema 660. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234048. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SIDNEY DE CASTRO CESAR ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo, aos seguintes fundamentos: (i) não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática da repercussão geral; (ii) o Tema 660 da repercussão geral cujo paradigma é o ARE 748.371, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013; (iii) a competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4º, do texto constitucional, refere-se tão somente à perda de graduação como pena acessória criminal; e, (iv) a Súmula 636. No agravo regimental, sustenta-se que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional são ofensas diretas à Constituição Federal. Alega-se, ainda, que houve violação ao princípio do juiz natural, uma vez que “não poderia, jamais, o Tribunal ‘a quo’ simplesmente analisar o mérito recursal, como o fez” (eDOC 12, p. 12). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234049. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SIDNEY DE CASTRO CESAR ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo, aos seguintes fundamentos: (i) não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática da repercussão geral; (ii) o Tema 660 da repercussão geral cujo paradigma é o ARE 748.371, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013; (iii) a competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4º, do texto constitucional, refere-se tão somente à perda de graduação como pena acessória criminal; e, (iv) a Súmula 636. No agravo regimental, sustenta-se que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional são ofensas diretas à Constituição Federal. Alega-se, ainda, que houve violação ao princípio do juiz natural, uma vez que “não poderia, jamais, o Tribunal ‘a quo’ simplesmente analisar o mérito recursal, como o fez” (eDOC 12, p. 12). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, o Pleno desta Corte, na Questão de Ordem no AI 760.358, de minha relatoria, DJe 3.12.2009, firmou entendimento de que não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-B do CPC. Confira-se a ementa desse julgado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234050. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, o Pleno desta Corte, na Questão de Ordem no AI 760.358, de minha relatoria, DJe 3.12.2009, firmou entendimento de que não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-B do CPC. Confira-se a ementa desse julgado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 845641 AGR / SP múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (grifei). Nesse sentido, ressalto que não cabe interposição do agravo previsto no artigo 544 de CPC contra decisão de tribunal que aplica a sistemática da repercussão geral. Portanto, não procede a alegação de violação ao princípio do juiz natural, pois o Tribunal a quo procedeu de acordo com a regência legal da repercussão geral, aplicando o mérito da decisão do STF em controvérsia similar. Sendo assim, também não cabe falar de negativa da prestação jurisdicional, dado que se aplicou o mérito do Tema 339 da repercussão geral cujo paradigma é o AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010, ementado nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234050. Supremo Tribunal Federal ARE 845641 AGR / SP múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (grifei). Nesse sentido, ressalto que não cabe interposição do agravo previsto no artigo 544 de CPC contra decisão de tribunal que aplica a sistemática da repercussão geral. Portanto, não procede a alegação de violação ao princípio do juiz natural, pois o Tribunal a quo procedeu de acordo com a regência legal da repercussão geral, aplicando o mérito da decisão do STF em controvérsia similar. Sendo assim, também não cabe falar de negativa da prestação jurisdicional, dado que se aplicou o mérito do Tema 339 da repercussão geral cujo paradigma é o AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010, ementado nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 845641 AGR / SP Igualmente, vale dizer que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral (Tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013. Veja-se a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234050. Supremo Tribunal Federal ARE 845641 AGR / SP Igualmente, vale dizer que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral (Tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013. Veja-se a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SIDNEY DE CASTRO CESAR ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184114 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SIDNEY DE CASTRO CESAR ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184114 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8244882
2015-03-24T00:00:00
2015-04-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Policial militar. Demissão. Litispendência. 3. Não cabe ao STF rever decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do CPC. Precedente: AI-QO 760.358. 4. Ofensa aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Precedente: ARE-RG 748.371, Tema 660. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur301082
- Acórdão(s) citado(s): (REPERCUSSÃO GERAL, RECURSO) AI 760358 QO (TP). (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 6. Análise: 04/05/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
845641
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B ART-00544\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 845641 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SIDNEY DE CASTRO CESAR ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SIDNEY DE CASTRO CESAR ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Policial militar. Demissão. Litispendência. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente: AI-QO 760.358. 4. Ofensa aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Precedente: ARE-RG 748.371, Tema 660. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234048. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SIDNEY DE CASTRO CESAR ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo, aos seguintes fundamentos: (i) não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática da repercussão geral; (ii) o Tema 660 da repercussão geral cujo paradigma é o ARE 748.371, de minha relatoria, DJe 1....8.2013; (iii) a competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4..., do texto constitucional, refere-se tão somente à perda de graduação como pena acessória criminal; e, (iv) a Súmula 636. No agravo regimental, sustenta-se que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional são ofensas diretas à Constituição Federal. Alega-se, ainda, que houve violação ao princípio do juiz natural, uma vez que “não poderia, jamais, o Tribunal ‘a quo’ simplesmente analisar o mérito recursal, como o fez” (eDOC 12, p. 12). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234049. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SIDNEY DE CASTRO CESAR ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso extraordinário com agravo, aos seguintes fundamentos: (i) não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática da repercussão geral; (ii) o Tema 660 da repercussão geral cujo paradigma é o ARE 748.371, de minha relatoria, DJe 1....8.2013; (iii) a competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4..., do texto constitucional, refere-se tão somente à perda de graduação como pena acessória criminal; e, (iv) a Súmula 636. No agravo regimental, sustenta-se que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional são ofensas diretas à Constituição Federal. Alega-se, ainda, que houve violação ao princípio do juiz natural, uma vez que “não poderia, jamais, o Tribunal ‘a quo’ simplesmente analisar o mérito recursal, como o fez” (eDOC 12, p. 12). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, o Pleno desta Corte, na Questão de Ordem no AI 760.358, de minha relatoria, DJe 3.12.2009, firmou entendimento de que não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil. Confira-se a ementa desse julgado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234050. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Inicialmente, conforme já posto na decisão agravada, o Pleno desta Corte, na Questão de Ordem no AI 760.358, de minha relatoria, DJe 3.12.2009, firmou entendimento de que não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil. Confira-se a ementa desse julgado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 845641 AGR / SP múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (grifei). Nesse sentido, ressalto que não cabe interposição do agravo previsto no artigo 544 de Código de Processo Civil contra decisão de tribunal que aplica a sistemática da repercussão geral. Portanto, não procede a alegação de violação ao princípio do juiz natural, pois o Tribunal a quo procedeu de acordo com a regência legal da repercussão geral, aplicando o mérito da decisão do Supremo Tribunal Federal em controvérsia similar. Sendo assim, também não cabe falar de negativa da prestação jurisdicional, dado que se aplicou o mérito do Tema 339 da repercussão geral cujo paradigma é o AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010, ementado nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234050. Supremo Tribunal Federal ARE 845641 AGR / SP múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (grifei). Nesse sentido, ressalto que não cabe interposição do agravo previsto no artigo 544 de Código de Processo Civil contra decisão de tribunal que aplica a sistemática da repercussão geral. Portanto, não procede a alegação de violação ao princípio do juiz natural, pois o Tribunal a quo procedeu de acordo com a regência legal da repercussão geral, aplicando o mérito da decisão do Supremo Tribunal Federal em controvérsia similar. Sendo assim, também não cabe falar de negativa da prestação jurisdicional, dado que se aplicou o mérito do Tema 339 da repercussão geral cujo paradigma é o AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010, ementado nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 845641 AGR / SP Igualmente, vale dizer que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral (Tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1....8.2013. Veja-se a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234050. Supremo Tribunal Federal ARE 845641 AGR / SP Igualmente, vale dizer que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral (Tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1....8.2013. Veja-se a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SIDNEY DE CASTRO CESAR ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184114 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.641 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SIDNEY DE CASTRO CESAR ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184114 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845 . 641", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845 . 641", "ARE 748 . 371", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845 . 641", "ARE 748 . 371", "ARE 845641 AGR / SP", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 845641 AGR / SP", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 845641 AGR / SP", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ARE 845641 AGR / SP", "ARE", "-", "RG 748 . 371" ], "LEGISLACAO": [ "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "§ 3 . . . do art .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 544 de Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , art . 544 , § §", "incisos", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 544 de Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . .", "incisos XXXV e LX do art . 5 .", "inciso IX do art . 93 da Constituição", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "SIDNEY DE CASTRO CESAR", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SIDNEY DE CASTRO CESAR", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SIDNEY DE CASTRO CESAR", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SIDNEY DE CASTRO CESAR", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "SIDNEY DE CASTRO CESAR", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "03", "/", "2015", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "3", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "3", ".", "12", ".", "2009", "543", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. INSCRIÇÃO NO CADIN. CANCELAMENTO ADMINISTRATIVO. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779723. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que julgou prejudicado o pedido em razão do cancelamento das inscrições no CADIN que deram ensejo à propositura da ação. Sustenta o agravante, essencialmente, que “busca-se (…) um provimento declaratório que ponha a resguardo os direitos do Estado nas hipóteses em que supostos débitos já estejam sendo discutidos judicialmente, impedindo-se a União Federal de recorrer à sistemática de inscrição nos cadastros informativos de créditos não quitados, com as consequências disso derivadas”; assim, “não se entrevê verdadeiro prejuízo na continuidade da presente lide, a partir do momento em que a matéria de fundo não se esvai com o fato de que a União Federal tenha retirado seus meios de coerção em relação aos débitos inicialmente glosados pela ação”(fls. 325/326-e). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779766. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que julgou prejudicado o pedido em razão do cancelamento das inscrições no CADIN que deram ensejo à propositura da ação. Sustenta o agravante, essencialmente, que “busca-se (…) um provimento declaratório que ponha a resguardo os direitos do Estado nas hipóteses em que supostos débitos já estejam sendo discutidos judicialmente, impedindo-se a União Federal de recorrer à sistemática de inscrição nos cadastros informativos de créditos não quitados, com as consequências disso derivadas”; assim, “não se entrevê verdadeiro prejuízo na continuidade da presente lide, a partir do momento em que a matéria de fundo não se esvai com o fato de que a União Federal tenha retirado seus meios de coerção em relação aos débitos inicialmente glosados pela ação”(fls. 325/326-e). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779766. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar os fundamentos da decisão agravada, razão pela qual deve ser reiterado o seu teor, a seguir transcrito: 1. Trata-se de ação cível originária proposta pelo Estado de São Paulo, com pedido de antecipação dos efeitos da tutela para cumprimento de obrigação de não fazer, para que a União se abstenha de aplicar ao autor as sanções do art. 23, § 3º, da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000), com fundamento em irregularidades contratuais. A medida liminar não foi apreciada e a União apresentou contestação, na qual alega que não se aplica ao caso o princípio da intranscendência subjetiva, diante da existência de previsão específica, no art. 20, II, da Lei de Responsabilidade Fiscal, de tetos máximos para o Legislativo, Judiciário, Executivo e Ministério Público do Estado. As partes apresentaram razões finais e a Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência do pedido. Por fim, a União informou o cancelamento das inscrições no CADIN que motivaram o pedido inicial e requereu sua extinção sem resolução de mérito, com o que não concordou o autor, 2. A jurisprudência desta Corte reconhece a intranscendência subjetiva na aplicação das medidas restritivas de direitos. Nesse sentido, do Pleno: “Ação Cível Originária. 2. Estado do Pará. Ato da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República que determinou a suspensão de repasse de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779767. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar os fundamentos da decisão agravada, razão pela qual deve ser reiterado o seu teor, a seguir transcrito: 1. Trata-se de ação cível originária proposta pelo Estado de São Paulo, com pedido de antecipação dos efeitos da tutela para cumprimento de obrigação de não fazer, para que a União se abstenha de aplicar ao autor as sanções do art. 23, § 3º, da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000), com fundamento em irregularidades contratuais. A medida liminar não foi apreciada e a União apresentou contestação, na qual alega que não se aplica ao caso o princípio da intranscendência subjetiva, diante da existência de previsão específica, no art. 20, II, da Lei de Responsabilidade Fiscal, de tetos máximos para o Legislativo, Judiciário, Executivo e Ministério Público do Estado. As partes apresentaram razões finais e a Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência do pedido. Por fim, a União informou o cancelamento das inscrições no CADIN que motivaram o pedido inicial e requereu sua extinção sem resolução de mérito, com o que não concordou o autor, 2. A jurisprudência desta Corte reconhece a intranscendência subjetiva na aplicação das medidas restritivas de direitos. Nesse sentido, do Pleno: “Ação Cível Originária. 2. Estado do Pará. Ato da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República que determinou a suspensão de repasse de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ACO 769 AGR / SP verbas suplementares previstas no Termo Aditivo nº 002/006 ao Convênio nº 080/2005-SEDH/PR firmado com a Defensoria Pública do Pará. 3. Incidência do princípio da boa-fé no âmbito dos convênios administrativos. 4. Plausibilidade do argumento da violação ao princípio da ‘intranscendência das sanções e das medidas restritivas de ordem jurídica’, bem delineado pelo Ministro Celso de Mello em decisão na AC-AgR-QO nº 1.033/DF. 4. Decisão antecipatória de tutela referendada para suspender o ato da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República” (ACO 970 tutela antecipada/PA, Pleno, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 17/05/2007, DJe 19/12/2007). Apesar da existência de acórdãos afastando a responsabilidade do Executivo por atos do Legislativo (por exemplo, o AC 2659 MC-REF/MS, Pleno, rel. Min. Celso de Mello, j. 12/08/2010, DJe 23/09/2010), não se pode deixar de levar em consideração que isso gera uma forma indireta de irresponsabilidade do Estado por seus atos, ou por atos praticados por seus próprios órgãos internos. 3. No caso, o descumprimento de contratos e convênios firmados com a União não se deu por pessoa jurídica distinta (como, por exemplo, autarquia ou empresa pública), mas sim pela Secretaria de Transportes do Estado, o que levaria à não aplicação ao caso da teoria da intranscendência subjetiva das medidas restritivas de direito, tendo em vista que não houve a responsabilização do Estado por ato externo, mas sim por ato praticado por seu Poder Executivo. Contudo, diante da informação da União de cancelamento das inscrições, com a juntada da respectiva certidão negativa (fls. 294/305), e tendo em vista que o pedido inicial se restringe aos convênios e às três inscrições derivadas de seu descumprimento houve perda superveniente do objeto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779767. Supremo Tribunal Federal ACO 769 AGR / SP verbas suplementares previstas no Termo Aditivo nº 002/006 ao Convênio nº 080/2005-SEDH/PR firmado com a Defensoria Pública do Pará. 3. Incidência do princípio da boa-fé no âmbito dos convênios administrativos. 4. Plausibilidade do argumento da violação ao princípio da ‘intranscendência das sanções e das medidas restritivas de ordem jurídica’, bem delineado pelo Ministro Celso de Mello em decisão na AC-AgR-QO nº 1.033/DF. 4. Decisão antecipatória de tutela referendada para suspender o ato da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República” (ACO 970 tutela antecipada/PA, Pleno, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 17/05/2007, DJe 19/12/2007). Apesar da existência de acórdãos afastando a responsabilidade do Executivo por atos do Legislativo (por exemplo, o AC 2659 MC-REF/MS, Pleno, rel. Min. Celso de Mello, j. 12/08/2010, DJe 23/09/2010), não se pode deixar de levar em consideração que isso gera uma forma indireta de irresponsabilidade do Estado por seus atos, ou por atos praticados por seus próprios órgãos internos. 3. No caso, o descumprimento de contratos e convênios firmados com a União não se deu por pessoa jurídica distinta (como, por exemplo, autarquia ou empresa pública), mas sim pela Secretaria de Transportes do Estado, o que levaria à não aplicação ao caso da teoria da intranscendência subjetiva das medidas restritivas de direito, tendo em vista que não houve a responsabilização do Estado por ato externo, mas sim por ato praticado por seu Poder Executivo. Contudo, diante da informação da União de cancelamento das inscrições, com a juntada da respectiva certidão negativa (fls. 294/305), e tendo em vista que o pedido inicial se restringe aos convênios e às três inscrições derivadas de seu descumprimento houve perda superveniente do objeto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ACO 769 AGR / SP Com efeito, não há falar na permanência do interesse de agir, uma vez que a superveniente perda do objeto da demanda em decorrência do cancelamento das questionadas inscrições no CADIN torna desnecessária a pretendida declaração de impossibilidade de inscrição de débito objeto de discussão judicial. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779767. Supremo Tribunal Federal ACO 769 AGR / SP Com efeito, não há falar na permanência do interesse de agir, uma vez que a superveniente perda do objeto da demanda em decorrência do cancelamento das questionadas inscrições no CADIN torna desnecessária a pretendida declaração de impossibilidade de inscrição de débito objeto de discussão judicial. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885629 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885629 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7894345
2015-02-10T00:00:00
2015-03-02T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015.
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
Ementa: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. INSCRIÇÃO NO CADIN. CANCELAMENTO ADMINISTRATIVO. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur293778
Número de páginas: 6. Análise: 11/03/2015, AMS.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
769
null
ACO-AgR
acordaos
ACO 769 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. INSCRIÇÃO NO CADIN. CANCELAMENTO ADMINISTRATIVO. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779723. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que julgou prejudicado o pedido em razão do cancelamento das inscrições no CADIN que deram ensejo à propositura da ação. Sustenta o agravante, essencialmente, que “busca-se (…) um provimento declaratório que ponha a resguardo os direitos do Estado nas hipóteses em que supostos débitos já estejam sendo discutidos judicialmente, impedindo-se a União Federal de recorrer à sistemática de inscrição nos cadastros informativos de créditos não quitados, com as consequências disso derivadas”; assim, “não se entrevê verdadeiro prejuízo na continuidade da presente lide, a partir do momento em que a matéria de fundo não se esvai com o fato de que a União Federal tenha retirado seus meios de coerção em relação aos débitos inicialmente glosados pela ação”(fls. 325/326-e). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779766. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que julgou prejudicado o pedido em razão do cancelamento das inscrições no CADIN que deram ensejo à propositura da ação. Sustenta o agravante, essencialmente, que “busca-se (…) um provimento declaratório que ponha a resguardo os direitos do Estado nas hipóteses em que supostos débitos já estejam sendo discutidos judicialmente, impedindo-se a União Federal de recorrer à sistemática de inscrição nos cadastros informativos de créditos não quitados, com as consequências disso derivadas”; assim, “não se entrevê verdadeiro prejuízo na continuidade da presente lide, a partir do momento em que a matéria de fundo não se esvai com o fato de que a União Federal tenha retirado seus meios de coerção em relação aos débitos inicialmente glosados pela ação”(fls. 325/326-e). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779766. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar os fundamentos da decisão agravada, razão pela qual deve ser reiterado o seu teor, a seguir transcrito: 1. Trata-se de ação cível originária proposta pelo Estado de São Paulo, com pedido de antecipação dos efeitos da tutela para cumprimento de obrigação de não fazer, para que a União se abstenha de aplicar ao autor as sanções do art. 23, § 3..., da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000), com fundamento em irregularidades contratuais. A medida liminar não foi apreciada e a União apresentou contestação, na qual alega que não se aplica ao caso o princípio da intranscendência subjetiva, diante da existência de previsão específica, no art. 20, II, da Lei de Responsabilidade Fiscal, de tetos máximos para o Legislativo, Judiciário, Executivo e Ministério Público do Estado. As partes apresentaram razões finais e a Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência do pedido. Por fim, a União informou o cancelamento das inscrições no CADIN que motivaram o pedido inicial e requereu sua extinção sem resolução de mérito, com o que não concordou o autor, 2. A jurisprudência desta Corte reconhece a intranscendência subjetiva na aplicação das medidas restritivas de direitos. Nesse sentido, do Pleno: “Ação Cível Originária. 2. Estado do Pará. Ato da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República que determinou a suspensão de repasse de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779767. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar os fundamentos da decisão agravada, razão pela qual deve ser reiterado o seu teor, a seguir transcrito: 1. Trata-se de ação cível originária proposta pelo Estado de São Paulo, com pedido de antecipação dos efeitos da tutela para cumprimento de obrigação de não fazer, para que a União se abstenha de aplicar ao autor as sanções do art. 23, § 3..., da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000), com fundamento em irregularidades contratuais. A medida liminar não foi apreciada e a União apresentou contestação, na qual alega que não se aplica ao caso o princípio da intranscendência subjetiva, diante da existência de previsão específica, no art. 20, II, da Lei de Responsabilidade Fiscal, de tetos máximos para o Legislativo, Judiciário, Executivo e Ministério Público do Estado. As partes apresentaram razões finais e a Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência do pedido. Por fim, a União informou o cancelamento das inscrições no CADIN que motivaram o pedido inicial e requereu sua extinção sem resolução de mérito, com o que não concordou o autor, 2. A jurisprudência desta Corte reconhece a intranscendência subjetiva na aplicação das medidas restritivas de direitos. Nesse sentido, do Pleno: “Ação Cível Originária. 2. Estado do Pará. Ato da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República que determinou a suspensão de repasse de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ACO 769 AGR / SP verbas suplementares previstas no Termo Aditivo n 002/006 ao Convênio n 080/2005-SEDH/PR firmado com a Defensoria Pública do Pará. 3. Incidência do princípio da boa-fé no âmbito dos convênios administrativos. 4. Plausibilidade do argumento da violação ao princípio da ‘intranscendência das sanções e das medidas restritivas de ordem jurídica’, bem delineado pelo Ministro Celso de Mello em decisão na AC-AgR-QO n 1.033/DF. 4. Decisão antecipatória de tutela referendada para suspender o ato da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República” (ACO 970 tutela antecipada/PA, Pleno, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 17/05/2007, DJe 19/12/2007). Apesar da existência de acórdãos afastando a responsabilidade do Executivo por atos do Legislativo (por exemplo, o AC 2659 MC-REF/MS, Pleno, rel. Min. Celso de Mello, j. 12/08/2010, DJe 23/09/2010), não se pode deixar de levar em consideração que isso gera uma forma indireta de irresponsabilidade do Estado por seus atos, ou por atos praticados por seus próprios órgãos internos. 3. No caso, o descumprimento de contratos e convênios firmados com a União não se deu por pessoa jurídica distinta (como, por exemplo, autarquia ou empresa pública), mas sim pela Secretaria de Transportes do Estado, o que levaria à não aplicação ao caso da teoria da intranscendência subjetiva das medidas restritivas de direito, tendo em vista que não houve a responsabilização do Estado por ato externo, mas sim por ato praticado por seu Poder Executivo. Contudo, diante da informação da União de cancelamento das inscrições, com a juntada da respectiva certidão negativa (fls. 294/305), e tendo em vista que o pedido inicial se restringe aos convênios e às três inscrições derivadas de seu descumprimento houve perda superveniente do objeto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779767. Supremo Tribunal Federal ACO 769 AGR / SP verbas suplementares previstas no Termo Aditivo n 002/006 ao Convênio n 080/2005-SEDH/PR firmado com a Defensoria Pública do Pará. 3. Incidência do princípio da boa-fé no âmbito dos convênios administrativos. 4. Plausibilidade do argumento da violação ao princípio da ‘intranscendência das sanções e das medidas restritivas de ordem jurídica’, bem delineado pelo Ministro Celso de Mello em decisão na AC-AgR-QO n 1.033/DF. 4. Decisão antecipatória de tutela referendada para suspender o ato da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República” (ACO 970 tutela antecipada/PA, Pleno, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 17/05/2007, DJe 19/12/2007). Apesar da existência de acórdãos afastando a responsabilidade do Executivo por atos do Legislativo (por exemplo, o AC 2659 MC-REF/MS, Pleno, rel. Min. Celso de Mello, j. 12/08/2010, DJe 23/09/2010), não se pode deixar de levar em consideração que isso gera uma forma indireta de irresponsabilidade do Estado por seus atos, ou por atos praticados por seus próprios órgãos internos. 3. No caso, o descumprimento de contratos e convênios firmados com a União não se deu por pessoa jurídica distinta (como, por exemplo, autarquia ou empresa pública), mas sim pela Secretaria de Transportes do Estado, o que levaria à não aplicação ao caso da teoria da intranscendência subjetiva das medidas restritivas de direito, tendo em vista que não houve a responsabilização do Estado por ato externo, mas sim por ato praticado por seu Poder Executivo. Contudo, diante da informação da União de cancelamento das inscrições, com a juntada da respectiva certidão negativa (fls. 294/305), e tendo em vista que o pedido inicial se restringe aos convênios e às três inscrições derivadas de seu descumprimento houve perda superveniente do objeto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ACO 769 AGR / SP Com efeito, não há falar na permanência do interesse de agir, uma vez que a superveniente perda do objeto da demanda em decorrência do cancelamento das questionadas inscrições no CADIN torna desnecessária a pretendida declaração de impossibilidade de inscrição de débito objeto de discussão judicial. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779767. Supremo Tribunal Federal ACO 769 AGR / SP Com efeito, não há falar na permanência do interesse de agir, uma vez que a superveniente perda do objeto da demanda em decorrência do cancelamento das questionadas inscrições no CADIN torna desnecessária a pretendida declaração de impossibilidade de inscrição de débito objeto de discussão judicial. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885629 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885629 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769", "AC", "-", "AgR", "-", "QO n 1 . 033 / DF", "ACO 970 tutela antecipada / PA", "AC 2659 MC - REF / MS", "AC", "-", "AgR", "-", "QO n 1 . 033 / DF", "ACO 970 tutela antecipada / PA", "AC 2659 MC - REF / MS", "ACO", "ACO 769 AGR", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 769" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 , § 3 . . . , da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei Complementar 101 / 2000", "art . 20 , II , da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 , § 3 . . . , da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei Complementar 101 / 2000", "art . 20 , II , da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Estado do Pará", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado do Pará", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "União", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "União Federal", "União Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Estado", "União", "União", "Ministério Público do Estado", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "União", "Pleno", "Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "União", "União", "Ministério Público do Estado", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "União", "Pleno", "Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEDH", "/", "PR", "Defensoria Pública do Pará", "Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República", "Pleno", "Pleno", "União", "Secretaria de Transportes do Estado", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Defensoria Pública do Pará", "Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República", "Pleno", "Pleno", "União", "Secretaria de Transportes do Estado", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CADIN", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2007", "19", "/", "12", "/", "2007", "12", "/", "08", "/", "2010", "23", "/", "09", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2007", "19", "/", "12", "/", "2007", "12", "/", "08", "/", "2010", "23", "/", "09", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :SIDNEY DA SILVA PATRÍCIO ADV.(A/S) :MATEUS TEIXEIRA DE LIMA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Improbidade administrativa. Campanha publicitária. Administração local. Promoção pessoal não configurada. 3. Acórdão do Tribunal de origem fundamentado na legislação infraconstitucional e nos elementos fático-probatórios constantes dos autos. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234022. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :SIDNEY DA SILVA PATRÍCIO ADV.(A/S) :MATEUS TEIXEIRA DE LIMA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão, por mim proferida, que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, por entender que o Tribunal de origem, ao indeferir a petição inicial da ação de improbidade administrativa por ausência de indícios de autoria e materialidade, decidiu a controvérsia dos autos com base na interpretação da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) e por meio da análise dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Nas razões do agravo regimental, sustenta-se a ocorrência de violação direta e frontal ao art. 37, § 1º, da Constituição, que pormenoriza a forma como deve ser realizada a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234023. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :SIDNEY DA SILVA PATRÍCIO ADV.(A/S) :MATEUS TEIXEIRA DE LIMA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão, por mim proferida, que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, por entender que o Tribunal de origem, ao indeferir a petição inicial da ação de improbidade administrativa por ausência de indícios de autoria e materialidade, decidiu a controvérsia dos autos com base na interpretação da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) e por meio da análise dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Nas razões do agravo regimental, sustenta-se a ocorrência de violação direta e frontal ao art. 37, § 1º, da Constituição, que pormenoriza a forma como deve ser realizada a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234023. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. O Tribunal a quo resolveu a controvérsia fundamentado nas razões a seguir transcritas: “Com razão o réu/agravante. A lei que disciplina o procedimento para apuração de atos de improbidade administrativa (Lei n. 8.429/92) prevê em seu art. 17, § 8º a possibilidade de rejeição da petição inicial da ação de improbidade administrativa em três situações, entre elas, o convencimento acerca da inexistência do ato de improbidade, in verbis: (…) Tenho conhecimento acerca da jurisprudência dominante deste TJDFT no sentido de que apenas excepcionalmente é admitida a rejeição da petição inicial nos processos em que apurado ato de improbidade administrativa. Entretanto, entendo que no caso ora em análise está configurada essa excepcionalidade, a permitir a rejeição da petição inicial na ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, contra o agravante, Sidney da Silva Patrício. Ocorre que, analisando os dados apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, bem como os fatos imputados aos réus/agravantes, não vislumbro a existência de ato que configure como improbidade administrativa” (eDOC 3, fls. 1/82). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234024. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. O Tribunal a quo resolveu a controvérsia fundamentado nas razões a seguir transcritas: “Com razão o réu/agravante. A lei que disciplina o procedimento para apuração de atos de improbidade administrativa (Lei n. 8.429/92) prevê em seu art. 17, § 8º a possibilidade de rejeição da petição inicial da ação de improbidade administrativa em três situações, entre elas, o convencimento acerca da inexistência do ato de improbidade, in verbis: (…) Tenho conhecimento acerca da jurisprudência dominante deste TJDFT no sentido de que apenas excepcionalmente é admitida a rejeição da petição inicial nos processos em que apurado ato de improbidade administrativa. Entretanto, entendo que no caso ora em análise está configurada essa excepcionalidade, a permitir a rejeição da petição inicial na ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, contra o agravante, Sidney da Silva Patrício. Ocorre que, analisando os dados apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, bem como os fatos imputados aos réus/agravantes, não vislumbro a existência de ato que configure como improbidade administrativa” (eDOC 3, fls. 1/82). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234024. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 829850 AGR / DF Conforme consignado na decisão agravada, o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios – TJDFT, ao julgar a ação de improbidade administrativa, decidiu a controvérsia com base na interpretação da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) e por meio da análise dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que encontra óbice na jurisprudência e no Enunciado 279 da Súmula do STF. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PAGAMENTO INDEVIDO. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 830.345-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 5.11.2014); “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Promoção pessoal. Caracterização. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão sobre a caracterização de promoção pessoal em publicidade veiculada pela administração local não prescinde da análise dos fatos e das provas dos autos, a qual é incabível na via extraordinária, a teor do disposto na Súmula nº 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido. (RE 607.437- AgR, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, Dje 8.10.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234024. Supremo Tribunal Federal ARE 829850 AGR / DF Conforme consignado na decisão agravada, o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios – TJDFT, ao julgar a ação de improbidade administrativa, decidiu a controvérsia com base na interpretação da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) e por meio da análise dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que encontra óbice na jurisprudência e no Enunciado 279 da Súmula do STF. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PAGAMENTO INDEVIDO. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 830.345-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 5.11.2014); “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Promoção pessoal. Caracterização. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão sobre a caracterização de promoção pessoal em publicidade veiculada pela administração local não prescinde da análise dos fatos e das provas dos autos, a qual é incabível na via extraordinária, a teor do disposto na Súmula nº 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido. (RE 607.437- AgR, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, Dje 8.10.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234024. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : SIDNEY DA SILVA PATRÍCIO ADV.(A/S) : MATEUS TEIXEIRA DE LIMA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184095 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : SIDNEY DA SILVA PATRÍCIO ADV.(A/S) : MATEUS TEIXEIRA DE LIMA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184095 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8439204
2015-03-24T00:00:00
2015-05-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Improbidade administrativa. Campanha publicitária. Administração local. Promoção pessoal não configurada. 3. Acórdão do Tribunal de origem fundamentado na legislação infraconstitucional e nos elementos fático-probatórios constantes dos autos. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur304301
- Acórdão(s) citado(s): (IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA) RE 607437 AgR (1ªT), ARE 830345 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 27/05/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
829850
[ "LEG-FED LEI-008429 ANO-1992\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 829850 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : SIDNEY DA SILVA PATRÍCIO ADV.(A/S) : MATEUS TEIXEIRA DE LIMA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :SIDNEY DA SILVA PATRÍCIO ADV.(A/S) :MATEUS TEIXEIRA DE LIMA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Improbidade administrativa. Campanha publicitária. Administração local. Promoção pessoal não configurada. 3. Acórdão do Tribunal de origem fundamentado na legislação infraconstitucional e nos elementos fático-probatórios constantes dos autos. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234022. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :SIDNEY DA SILVA PATRÍCIO ADV.(A/S) :MATEUS TEIXEIRA DE LIMA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão, por mim proferida, que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, por entender que o Tribunal de origem, ao indeferir a petição inicial da ação de improbidade administrativa por ausência de indícios de autoria e materialidade, decidiu a controvérsia dos autos com base na interpretação da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) e por meio da análise dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Nas razões do agravo regimental, sustenta-se a ocorrência de violação direta e frontal ao art. 37, § 1..., da Constituição, que pormenoriza a forma como deve ser realizada a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234023. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :SIDNEY DA SILVA PATRÍCIO ADV.(A/S) :MATEUS TEIXEIRA DE LIMA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão, por mim proferida, que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, por entender que o Tribunal de origem, ao indeferir a petição inicial da ação de improbidade administrativa por ausência de indícios de autoria e materialidade, decidiu a controvérsia dos autos com base na interpretação da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) e por meio da análise dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Nas razões do agravo regimental, sustenta-se a ocorrência de violação direta e frontal ao art. 37, § 1..., da Constituição, que pormenoriza a forma como deve ser realizada a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234023. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. O Tribunal a quo resolveu a controvérsia fundamentado nas razões a seguir transcritas: “Com razão o réu/agravante. A lei que disciplina o procedimento para apuração de atos de improbidade administrativa (Lei n. 8.429/92) prevê em seu art. 17, § 8... a possibilidade de rejeição da petição inicial da ação de improbidade administrativa em três situações, entre elas, o convencimento acerca da inexistência do ato de improbidade, in verbis: (…) Tenho conhecimento acerca da jurisprudência dominante deste TJDFT no sentido de que apenas excepcionalmente é admitida a rejeição da petição inicial nos processos em que apurado ato de improbidade administrativa. Entretanto, entendo que no caso ora em análise está configurada essa excepcionalidade, a permitir a rejeição da petição inicial na ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, contra o agravante, Sidney da Silva Patrício. Ocorre que, analisando os dados apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, bem como os fatos imputados aos réus/agravantes, não vislumbro a existência de ato que configure como improbidade administrativa” (eDOC 3, fls. 1/82). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234024. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. O Tribunal a quo resolveu a controvérsia fundamentado nas razões a seguir transcritas: “Com razão o réu/agravante. A lei que disciplina o procedimento para apuração de atos de improbidade administrativa (Lei n. 8.429/92) prevê em seu art. 17, § 8... a possibilidade de rejeição da petição inicial da ação de improbidade administrativa em três situações, entre elas, o convencimento acerca da inexistência do ato de improbidade, in verbis: (…) Tenho conhecimento acerca da jurisprudência dominante deste TJDFT no sentido de que apenas excepcionalmente é admitida a rejeição da petição inicial nos processos em que apurado ato de improbidade administrativa. Entretanto, entendo que no caso ora em análise está configurada essa excepcionalidade, a permitir a rejeição da petição inicial na ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, contra o agravante, Sidney da Silva Patrício. Ocorre que, analisando os dados apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, bem como os fatos imputados aos réus/agravantes, não vislumbro a existência de ato que configure como improbidade administrativa” (eDOC 3, fls. 1/82). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234024. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 829850 AGR / DF Conforme consignado na decisão agravada, o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios – TJDFT, ao julgar a ação de improbidade administrativa, decidiu a controvérsia com base na interpretação da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) e por meio da análise dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que encontra óbice na jurisprudência e no Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PAGAMENTO INDEVIDO. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 830.345-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 5.11.2014); “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Promoção pessoal. Caracterização. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão sobre a caracterização de promoção pessoal em publicidade veiculada pela administração local não prescinde da análise dos fatos e das provas dos autos, a qual é incabível na via extraordinária, a teor do disposto na Súmula n 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido. (Recurso Extraordinário 607.437- AgR, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, Dje 8.10.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234024. Supremo Tribunal Federal ARE 829850 AGR / DF Conforme consignado na decisão agravada, o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios – TJDFT, ao julgar a ação de improbidade administrativa, decidiu a controvérsia com base na interpretação da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) e por meio da análise dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que encontra óbice na jurisprudência e no Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PAGAMENTO INDEVIDO. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 830.345-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 5.11.2014); “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Promoção pessoal. Caracterização. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão sobre a caracterização de promoção pessoal em publicidade veiculada pela administração local não prescinde da análise dos fatos e das provas dos autos, a qual é incabível na via extraordinária, a teor do disposto na Súmula n 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido. (Recurso Extraordinário 607.437- AgR, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, Dje 8.10.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8234024. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : SIDNEY DA SILVA PATRÍCIO ADV.(A/S) : MATEUS TEIXEIRA DE LIMA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184095 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829.850 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : SIDNEY DA SILVA PATRÍCIO ADV.(A/S) : MATEUS TEIXEIRA DE LIMA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184095 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 829 . 850", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 830 . 345 - AgR", "Súmula n 279 da Corte", "Recurso Extraordinário 607 . 437 - AgR", "ARE 829850 AGR / DF", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 830 . 345 - AgR", "Súmula n 279 da Corte", "Recurso Extraordinário 607 . 437 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Improbidade Administrativa", "Lei 8 . 429 / 92", "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Improbidade Administrativa", "Lei 8 . 429 / 92", "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Improbidade Administrativa", "Lei 8 . 429 / 92", "Lei de Improbidade Administrativa", "Lei 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "TJDFT", "Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TJDFT", "Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "TJDFT", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "TJDFT", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "SIDNEY DA SILVA", "MATEUS TEIXEIRA DE LIMA", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SIDNEY DA SILVA", "MATEUS TEIXEIRA DE LIMA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SIDNEY DA SILVA", "MATEUS TEIXEIRA DE LIMA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Sidney da Silva Patrício", "GILMAR MENDES", "Sidney da Silva Patrício", "GILMAR MENDES ARE", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "SIDNEY DA SILVA", "MATEUS TEIXEIRA DE LIMA", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "SIDNEY DA SILVA", "MATEUS TEIXEIRA DE LIMA", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "03", "/", "2015", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "11", ".", "2014", "8", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "11", ".", "2014", "8", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) :LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR ADV.(A/S) :MARCELO LUCAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. TRANSPOSIÇÃO DE REGIME CELETISTA PARA ESTATUTÁRIO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. DECRETO Nº 20.910/1932. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a repercussão geral da matéria no RE 563.965-RG, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, reafirmou sua jurisprudência de que não há direito adquirido à regime jurídico e assegurou, por outro lado, a irredutibilidade de vencimentos. Entendimento aplicável ao caso dos autos. Precedentes. A jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que a discussão acerca do prazo prescricional aplicado à Fazenda Pública pautado no Decreto nº 20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905951. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 245154 AGR / MG MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905951. Supremo Tribunal Federal RE 245154 AGR / MG MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905951. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) :LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR ADV.(A/S) :MARCELO LUCAS PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que deu provimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que o princípio da irredutibilidade de vencimentos deve ser observado mesmo no momento da transição compulsória de um regime jurídico para outro. 2. A parte agravante alega que o recurso não merece provimento, uma vez que o caso atrai a incidência das Súmulas 279, 280 e 283/STF. Sustenta, ainda, que, “segundo a melhor doutrina e jurisprudência, quando da transição do regime celetista para o regime estatutário, houve um rompimento total dos vínculos até então estabelecidos, ou seja, extinguiu-se por completo o contrato de trabalho para o início de um novo regime laboral, com regras e institutos específicos, inclusive no que diz respeito à remuneração dos servidores”, assim, “não se pode arguir, na vigência de uma nova relação laboral – in casu, a estatutária, a eficácia das regras da relação antiga, que não mais perduram no mundo jurídico” (fls. 236). Afirma que é firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que servidor público não tem direito adquirido a regime jurídico. Por fim, ressalva a ocorrência da prescrição quinquenal do fundo de direito, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910/1932. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905952. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) :LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR ADV.(A/S) :MARCELO LUCAS PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que deu provimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que o princípio da irredutibilidade de vencimentos deve ser observado mesmo no momento da transição compulsória de um regime jurídico para outro. 2. A parte agravante alega que o recurso não merece provimento, uma vez que o caso atrai a incidência das Súmulas 279, 280 e 283/STF. Sustenta, ainda, que, “segundo a melhor doutrina e jurisprudência, quando da transição do regime celetista para o regime estatutário, houve um rompimento total dos vínculos até então estabelecidos, ou seja, extinguiu-se por completo o contrato de trabalho para o início de um novo regime laboral, com regras e institutos específicos, inclusive no que diz respeito à remuneração dos servidores”, assim, “não se pode arguir, na vigência de uma nova relação laboral – in casu, a estatutária, a eficácia das regras da relação antiga, que não mais perduram no mundo jurídico” (fls. 236). Afirma que é firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que servidor público não tem direito adquirido a regime jurídico. Por fim, ressalva a ocorrência da prescrição quinquenal do fundo de direito, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910/1932. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905952. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 245154 AGR / MG 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905952. Supremo Tribunal Federal RE 245154 AGR / MG 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905952. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 212/213): “Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual julgara improcedente pedido de servidor, submetido ao regime jurídico único instituído pela Lei estadual nº 10.254/90, no sentido da manutenção do patamar remuneratório que percebia na vigência do contrato de trabalho extinto. Concluiu-se que ‘(...) aqueles direitos proclamados pela Justiça Trabalhista estavam afetos ao vínculo trabalhista exclusivamente, enquanto adotado o regime celetista para reger a relação de emprego, afastando a produção de efeitos fora dos limites de sua incidência, ou seja, não alcançam a nova relação empregatícia regida agora pelo regime jurídico único do servidor público civil.’ (Fls. 139) Alega a parte recorrente vulneração dos artigos 7º, VI e 39, § 2º, da Constituição. Assevera obrigatória, na mudança de regime, a observância da garantia da irredutibilidade de vencimentos (Fls. 147). A questão é saber se o princípio da irredutibilidade (art. 39, § 2º, c/c art. 7º, VI, da Constituição) autorizaria pleitear na Justiça Comum que os valores reconhecidos pela Justiça Trabalhista fossem pagos no regime estatutário. A maioria das decisões desta Corte indica que a resposta é afirmativa. Essa é a conclusão que se extrai do voto proferido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 212/213): “Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual julgara improcedente pedido de servidor, submetido ao regime jurídico único instituído pela Lei estadual nº 10.254/90, no sentido da manutenção do patamar remuneratório que percebia na vigência do contrato de trabalho extinto. Concluiu-se que ‘(...) aqueles direitos proclamados pela Justiça Trabalhista estavam afetos ao vínculo trabalhista exclusivamente, enquanto adotado o regime celetista para reger a relação de emprego, afastando a produção de efeitos fora dos limites de sua incidência, ou seja, não alcançam a nova relação empregatícia regida agora pelo regime jurídico único do servidor público civil.’ (Fls. 139) Alega a parte recorrente vulneração dos artigos 7º, VI e 39, § 2º, da Constituição. Assevera obrigatória, na mudança de regime, a observância da garantia da irredutibilidade de vencimentos (Fls. 147). A questão é saber se o princípio da irredutibilidade (art. 39, § 2º, c/c art. 7º, VI, da Constituição) autorizaria pleitear na Justiça Comum que os valores reconhecidos pela Justiça Trabalhista fossem pagos no regime estatutário. A maioria das decisões desta Corte indica que a resposta é afirmativa. Essa é a conclusão que se extrai do voto proferido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 245154 AGR / MG pelo rel. min. Ilmar Galvão no RE 212.131, Primeira Turma, DJ 29.10.1999, que, em caso semelhante, deu a exata dimensão da irredutibilidade aplicada à transição compulsória de um regime para outro: ‘Na verdade, não tem ele direito adquirido a regime jurídico, razão pela qual nada impede a alteração, pela lei, do plano de remuneração dos cargos do serviço público. Essa faculdade da Administração, todavia, segundo tem entendido esta Corte, não vai ao ponto de possibilitar a redução da remuneração que o servidor vinha percebendo sob o regime anterior.’ No mesmo sentido, envolvendo servidores do Estado de Minas Gerais: RE 243.349, rel. min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 11.10.2001; AI 202.722-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, RE 252.349-AgR, rel. min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 23.08.2002. Do exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art. 557, § 1º-A, CPC). Fixo os honorários em 10% sobre o valor da condenação (art. 20, § 4º, CPC).” 2. Ressalta-se que o Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento que inexiste direito adquirido a regime jurídico. Com efeito, após reconhecida a repercussão geral da matéria no RE 563.965- RG, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, a Corte, reafirmando a jurisprudência deste Tribunal, fixou que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido à forma de cálculo da remuneração, tendo em conta a inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Assegurou-se, por outro lado, a irredutibilidade de vencimentos. Veja-se a ementa do julgado: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Supremo Tribunal Federal RE 245154 AGR / MG pelo rel. min. Ilmar Galvão no RE 212.131, Primeira Turma, DJ 29.10.1999, que, em caso semelhante, deu a exata dimensão da irredutibilidade aplicada à transição compulsória de um regime para outro: ‘Na verdade, não tem ele direito adquirido a regime jurídico, razão pela qual nada impede a alteração, pela lei, do plano de remuneração dos cargos do serviço público. Essa faculdade da Administração, todavia, segundo tem entendido esta Corte, não vai ao ponto de possibilitar a redução da remuneração que o servidor vinha percebendo sob o regime anterior.’ No mesmo sentido, envolvendo servidores do Estado de Minas Gerais: RE 243.349, rel. min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 11.10.2001; AI 202.722-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, RE 252.349-AgR, rel. min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 23.08.2002. Do exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art. 557, § 1º-A, CPC). Fixo os honorários em 10% sobre o valor da condenação (art. 20, § 4º, CPC).” 2. Ressalta-se que o Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento que inexiste direito adquirido a regime jurídico. Com efeito, após reconhecida a repercussão geral da matéria no RE 563.965- RG, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, a Corte, reafirmando a jurisprudência deste Tribunal, fixou que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido à forma de cálculo da remuneração, tendo em conta a inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Assegurou-se, por outro lado, a irredutibilidade de vencimentos. Veja-se a ementa do julgado: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 245154 AGR / MG REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, conseqüentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” 3. Sobre a questão, confiram-se, ainda, os seguintes julgados desta Corte: “Servidor do Estado de Minas Gerais. Conversão do regime de trabalho celetista para o estatutário. Redução de vencimentos. Ofensa ao art. 7º, VI, c/c art. 39, § 2o, da CF. Precedente: RE 212.131. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (RE 243.349, Relª. Minª. Ellen Gracie) “Irredutibilidade de vencimentos: aplicação à hipótese de conversão compulsória do regime jurídico do servidor, da qual não pode resultar a redução do salário a que fazia jus, enquanto submetido à legislação trabalhista. Precedente (RE 212.131, 1ª T., Galvão, DJ 29.10.99).” (AI 202.722-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence) 4. Por fim, nota-se que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido de que a discussão acerca do prazo prescricional aplicado à Fazenda Pública pautado no Decreto nº 20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional. Nesse sentido, veja-se a ementa do ARE 798.346-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Supremo Tribunal Federal RE 245154 AGR / MG REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, conseqüentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” 3. Sobre a questão, confiram-se, ainda, os seguintes julgados desta Corte: “Servidor do Estado de Minas Gerais. Conversão do regime de trabalho celetista para o estatutário. Redução de vencimentos. Ofensa ao art. 7º, VI, c/c art. 39, § 2o, da CF. Precedente: RE 212.131. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (RE 243.349, Relª. Minª. Ellen Gracie) “Irredutibilidade de vencimentos: aplicação à hipótese de conversão compulsória do regime jurídico do servidor, da qual não pode resultar a redução do salário a que fazia jus, enquanto submetido à legislação trabalhista. Precedente (RE 212.131, 1ª T., Galvão, DJ 29.10.99).” (AI 202.722-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence) 4. Por fim, nota-se que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido de que a discussão acerca do prazo prescricional aplicado à Fazenda Pública pautado no Decreto nº 20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional. Nesse sentido, veja-se a ementa do ARE 798.346-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 245154 AGR / MG Gilmar Mendes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação de indenização contra a Fazenda Pública. Prazo prescricional. Decreto 20.910/1932. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta ao texto constitucional. 3. Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” 5. Outros precedentes: ARE 776.908-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 772.157-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 786.012-AgR, Rel. Min. Luiz Fux. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Supremo Tribunal Federal RE 245154 AGR / MG Gilmar Mendes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação de indenização contra a Fazenda Pública. Prazo prescricional. Decreto 20.910/1932. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta ao texto constitucional. 3. Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” 5. Outros precedentes: ARE 776.908-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 772.157-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 786.012-AgR, Rel. Min. Luiz Fux. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) : LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR ADV.(A/S) : MARCELO LUCAS PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894534 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) : LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR ADV.(A/S) : MARCELO LUCAS PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894534 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7938796
2015-02-10T00:00:00
2015-03-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. TRANSPOSIÇÃO DE REGIME CELETISTA PARA ESTATUTÁRIO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. DECRETO Nº 20.910/1932. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a repercussão geral da matéria no RE 563.965-RG, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, reafirmou sua jurisprudência de que não há direito adquirido à regime jurídico e assegurou, por outro lado, a irredutibilidade de vencimentos. Entendimento aplicável ao caso dos autos. Precedentes. A jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que a discussão acerca do prazo prescricional aplicado à Fazenda Pública pautado no Decreto nº 20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294857
- Acórdão(s) citado(s): (REGIME JURÍDICO, DIREITO ADQUIRIDO) RE 563965 RG. (IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS) RE 243349 (2ªT), AI 202722 AgR (1ªT). (PRAZO PRESCRICIONAL) ARE 772157 AgR (2ªT), ARE 776908 AgR (2ªT), ARE 786012 AgR (1ªT), ARE 798346 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 18/03/2015, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
245154
[ "LEG-FED DEC-020910 ANO-1932\n DECRETO" ]
RE-AgR
acordaos
RE 245154 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) : LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR ADV.(A/S) : MARCELO LUCAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) :LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR ADV.(A/S) :MARCELO LUCAS PEREIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. TRANSPOSIÇÃO DE REGIME CELETISTA PARA ESTATUTÁRIO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. DECRETO n 20.910/1932. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário 563.965-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, reafirmou sua jurisprudência de que não há direito adquirido à regime jurídico e assegurou, por outro lado, a irredutibilidade de vencimentos. Entendimento aplicável ao caso dos autos. Precedentes. A jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que a discussão acerca do prazo prescricional aplicado à Fazenda Pública pautado no Decreto n 20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905951. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905951. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905951. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) :LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR ADV.(A/S) :MARCELO LUCAS PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que deu provimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que o princípio da irredutibilidade de vencimentos deve ser observado mesmo no momento da transição compulsória de um regime jurídico para outro. 2. A parte agravante alega que o recurso não merece provimento, uma vez que o caso atrai a incidência das Súmulas 279, 280 e 283/Supremo Tribunal Federal. Sustenta, ainda, que, “segundo a melhor doutrina e jurisprudência, quando da transição do regime celetista para o regime estatutário, houve um rompimento total dos vínculos até então estabelecidos, ou seja, extinguiu-se por completo o contrato de trabalho para o início de um novo regime laboral, com regras e institutos específicos, inclusive no que diz respeito à remuneração dos servidores”, assim, “não se pode arguir, na vigência de uma nova relação laboral – in casu, a estatutária, a eficácia das regras da relação antiga, que não mais perduram no mundo jurídico” (fls. 236). Afirma que é firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que servidor público não tem direito adquirido a regime jurídico. Por fim, ressalva a ocorrência da prescrição quinquenal do fundo de direito, nos termos do art. 1... do Decreto n 20.910/1932. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905952. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) :LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR ADV.(A/S) :MARCELO LUCAS PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que deu provimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que o princípio da irredutibilidade de vencimentos deve ser observado mesmo no momento da transição compulsória de um regime jurídico para outro. 2. A parte agravante alega que o recurso não merece provimento, uma vez que o caso atrai a incidência das Súmulas 279, 280 e 283/Supremo Tribunal Federal. Sustenta, ainda, que, “segundo a melhor doutrina e jurisprudência, quando da transição do regime celetista para o regime estatutário, houve um rompimento total dos vínculos até então estabelecidos, ou seja, extinguiu-se por completo o contrato de trabalho para o início de um novo regime laboral, com regras e institutos específicos, inclusive no que diz respeito à remuneração dos servidores”, assim, “não se pode arguir, na vigência de uma nova relação laboral – in casu, a estatutária, a eficácia das regras da relação antiga, que não mais perduram no mundo jurídico” (fls. 236). Afirma que é firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que servidor público não tem direito adquirido a regime jurídico. Por fim, ressalva a ocorrência da prescrição quinquenal do fundo de direito, nos termos do art. 1... do Decreto n 20.910/1932. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905952. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905952. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905952. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 212/213): “Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual julgara improcedente pedido de servidor, submetido ao regime jurídico único instituído pela Lei estadual n 10.254/90, no sentido da manutenção do patamar remuneratório que percebia na vigência do contrato de trabalho extinto. Concluiu-se que ‘(...) aqueles direitos proclamados pela Justiça Trabalhista estavam afetos ao vínculo trabalhista exclusivamente, enquanto adotado o regime celetista para reger a relação de emprego, afastando a produção de efeitos fora dos limites de sua incidência, ou seja, não alcançam a nova relação empregatícia regida agora pelo regime jurídico único do servidor público civil.’ (Fls. 139) Alega a parte recorrente vulneração dos artigos 7..., VI e 39, § 2..., da Constituição. Assevera obrigatória, na mudança de regime, a observância da garantia da irredutibilidade de vencimentos (Fls. 147). A questão é saber se o princípio da irredutibilidade (art. 39, § 2..., c/c art. 7..., VI, da Constituição) autorizaria pleitear na Justiça Comum que os valores reconhecidos pela Justiça Trabalhista fossem pagos no regime estatutário. A maioria das decisões desta Corte indica que a resposta é afirmativa. Essa é a conclusão que se extrai do voto proferido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 212/213): “Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual julgara improcedente pedido de servidor, submetido ao regime jurídico único instituído pela Lei estadual n 10.254/90, no sentido da manutenção do patamar remuneratório que percebia na vigência do contrato de trabalho extinto. Concluiu-se que ‘(...) aqueles direitos proclamados pela Justiça Trabalhista estavam afetos ao vínculo trabalhista exclusivamente, enquanto adotado o regime celetista para reger a relação de emprego, afastando a produção de efeitos fora dos limites de sua incidência, ou seja, não alcançam a nova relação empregatícia regida agora pelo regime jurídico único do servidor público civil.’ (Fls. 139) Alega a parte recorrente vulneração dos artigos 7..., VI e 39, § 2..., da Constituição. Assevera obrigatória, na mudança de regime, a observância da garantia da irredutibilidade de vencimentos (Fls. 147). A questão é saber se o princípio da irredutibilidade (art. 39, § 2..., c/c art. 7..., VI, da Constituição) autorizaria pleitear na Justiça Comum que os valores reconhecidos pela Justiça Trabalhista fossem pagos no regime estatutário. A maioria das decisões desta Corte indica que a resposta é afirmativa. Essa é a conclusão que se extrai do voto proferido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG pelo rel. min. Ilmar Galvão no Recurso Extraordinário 212.131, Primeira Turma, DJ 29.10.1999, que, em caso semelhante, deu a exata dimensão da irredutibilidade aplicada à transição compulsória de um regime para outro: ‘Na verdade, não tem ele direito adquirido a regime jurídico, razão pela qual nada impede a alteração, pela lei, do plano de remuneração dos cargos do serviço público. Essa faculdade da Administração, todavia, segundo tem entendido esta Corte, não vai ao ponto de possibilitar a redução da remuneração que o servidor vinha percebendo sob o regime anterior.’ No mesmo sentido, envolvendo servidores do Estado de Minas Gerais: Recurso Extraordinário 243.349, rel. min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 11.10.2001; AI 202.722-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, Recurso Extraordinário 252.349-AgR, rel. min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 23.08.2002. Do exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art. 557, § 1...-A, Código de Processo Civil). Fixo os honorários em 10% sobre o valor da condenação (art. 20, § 4..., Código de Processo Civil).” 2. Ressalta-se que o Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento que inexiste direito adquirido a regime jurídico. Com efeito, após reconhecida a repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário 563.965- RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, a Corte, reafirmando a jurisprudência deste Tribunal, fixou que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido à forma de cálculo da remuneração, tendo em conta a inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Assegurou-se, por outro lado, a irredutibilidade de vencimentos. Veja-se a ementa do julgado: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG pelo rel. min. Ilmar Galvão no Recurso Extraordinário 212.131, Primeira Turma, DJ 29.10.1999, que, em caso semelhante, deu a exata dimensão da irredutibilidade aplicada à transição compulsória de um regime para outro: ‘Na verdade, não tem ele direito adquirido a regime jurídico, razão pela qual nada impede a alteração, pela lei, do plano de remuneração dos cargos do serviço público. Essa faculdade da Administração, todavia, segundo tem entendido esta Corte, não vai ao ponto de possibilitar a redução da remuneração que o servidor vinha percebendo sob o regime anterior.’ No mesmo sentido, envolvendo servidores do Estado de Minas Gerais: Recurso Extraordinário 243.349, rel. min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 11.10.2001; AI 202.722-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, Recurso Extraordinário 252.349-AgR, rel. min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 23.08.2002. Do exposto, dou provimento ao recurso extraordinário (art. 557, § 1...-A, Código de Processo Civil). Fixo os honorários em 10% sobre o valor da condenação (art. 20, § 4..., Código de Processo Civil).” 2. Ressalta-se que o Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento que inexiste direito adquirido a regime jurídico. Com efeito, após reconhecida a repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário 563.965- RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, a Corte, reafirmando a jurisprudência deste Tribunal, fixou que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido à forma de cálculo da remuneração, tendo em conta a inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Assegurou-se, por outro lado, a irredutibilidade de vencimentos. Veja-se a ementa do julgado: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, conseqüentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” 3. Sobre a questão, confiram-se, ainda, os seguintes julgados desta Corte: “Servidor do Estado de Minas Gerais. Conversão do regime de trabalho celetista para o estatutário. Redução de vencimentos. Ofensa ao art. 7..., VI, c/c art. 39, § 2o, da Constituição Federal de 1988. Precedente: Recurso Extraordinário 212.131. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (Recurso Extraordinário 243.349, Rel. Min. Ellen Gracie) “Irredutibilidade de vencimentos: aplicação à hipótese de conversão compulsória do regime jurídico do servidor, da qual não pode resultar a redução do salário a que fazia jus, enquanto submetido à legislação trabalhista. Precedente (Recurso Extraordinário 212.131, 1... T., Galvão, DJ 29.10.99).” (AI 202.722-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence) 4. Por fim, nota-se que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido de que a discussão acerca do prazo prescricional aplicado à Fazenda Pública pautado no Decreto n 20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional. Nesse sentido, veja-se a ementa do ARE 798.346-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, conseqüentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” 3. Sobre a questão, confiram-se, ainda, os seguintes julgados desta Corte: “Servidor do Estado de Minas Gerais. Conversão do regime de trabalho celetista para o estatutário. Redução de vencimentos. Ofensa ao art. 7..., VI, c/c art. 39, § 2o, da Constituição Federal de 1988. Precedente: Recurso Extraordinário 212.131. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (Recurso Extraordinário 243.349, Rel. Min. Ellen Gracie) “Irredutibilidade de vencimentos: aplicação à hipótese de conversão compulsória do regime jurídico do servidor, da qual não pode resultar a redução do salário a que fazia jus, enquanto submetido à legislação trabalhista. Precedente (Recurso Extraordinário 212.131, 1... T., Galvão, DJ 29.10.99).” (AI 202.722-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence) 4. Por fim, nota-se que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido de que a discussão acerca do prazo prescricional aplicado à Fazenda Pública pautado no Decreto n 20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional. Nesse sentido, veja-se a ementa do ARE 798.346-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG Gilmar Mendes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação de indenização contra a Fazenda Pública. Prazo prescricional. Decreto 20.910/1932. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta ao texto constitucional. 3. Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” 5. Outros precedentes: ARE 776.908-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 772.157-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 786.012-AgR, Rel. Min. Luiz Fux. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG Gilmar Mendes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação de indenização contra a Fazenda Pública. Prazo prescricional. Decreto 20.910/1932. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta ao texto constitucional. 3. Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” 5. Outros precedentes: ARE 776.908-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 772.157-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 786.012-AgR, Rel. Min. Luiz Fux. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7905953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) : LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR ADV.(A/S) : MARCELO LUCAS PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894534 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245.154 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) : LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR ADV.(A/S) : MARCELO LUCAS PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894534 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245 . 154 MINAS", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "Súmulas 279 , 280 e 283 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 245 . 154", "Súmulas 279 , 280 e 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 212 . 131", "Recurso Extraordinário 243 . 349", "AI 202 . 722 - AgR", "Recurso Extraordinário 252 . 349 - AgR", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 212 . 131", "Recurso Extraordinário 243 . 349", "AI 202 . 722 - AgR", "Recurso Extraordinário 252 . 349 - AgR", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 212 . 131", "Recurso Extraordinário 243 . 349", "Recurso Extraordinário 212 . 131", "AI 202 . 722 - AgR", "ARE 798 . 346 - AgR", "Recurso Extraordinário 245154 AGR", "Recurso Extraordinário 212 . 131", "Recurso Extraordinário 243 . 349", "Recurso Extraordinário 212 . 131", "AI 202 . 722 - AgR", "ARE 798 . 346 - AgR", "Recurso Extraordinário 245154 AGR /", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 776 . 908 - AgR", "ARE 772 . 157 - AgR", "ARE 786 . 012 - AgR", "Recurso Extraordinário 245154 AGR / MG", "AI", "-", "QO -", "RG 791 . 292", "ARE 776 . 908 - AgR", "ARE 772 . 157 - AgR", "ARE 786 . 012 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "DECRETO n 20 . 910 / 1932", "Decreto n 20 . 910 / 1932", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . do Decreto n 20 . 910 / 1932", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . do Decreto n 20 . 910 / 1932", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 10 . 254 / 90", "artigos 7 . . . , VI e 39 , § 2 . . . , da Constituição", "art . 39 , § 2 . . . , c / c art . 7 . . . , VI , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 10 . 254 / 90", "artigos 7 . . . , VI e 39 , § 2 . . . , da Constituição", "art . 39 , § 2 . . . , c / c art . 7 . . . , VI , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 1 . . . - A , Código de Processo Civil", "art . 20 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 1 . . . - A , Código de Processo Civil", "art . 20 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001", "Lei Complementar n . 203 / 2001", "Constituição da República de 1988", "art . 7 . . . , VI , c / c art . 39 , § 2o , da Constituição Federal de 1988", "Decreto n 20 . 910 / 1932", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001", "Lei Complementar n . 203 / 2001", "Constituição da República de 1988", "art . 7 . . . , VI , c / c art . 39 , § 2o , da Constituição Federal de 1988", "Decreto n 20 . 910 / 1932", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 20 . 910 / 1932", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 20 . 910 / 1932", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "MINAS GERAIS", "Estado de Minas Gerais", "Estado de Minas Gerais", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado de Minas Gerais", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado de Minas Gerais", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MG", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "JOÃO PINHEIRO", "LUCAS DE MORAIS GUALTIERI", "MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR", "MARCELO LUCAS PEREIRA", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOÃO PINHEIRO", "LUCAS DE MORAIS GUALTIERI", "MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR", "MARCELO LUCAS PEREIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "JOÃO PINHEIRO", "LUCAS DE MORAIS GUALTIERI", "MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR", "MARCELO LUCAS PEREIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ilmar Galvão", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Cármen Lúcia", "Ilmar Galvão", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "JOÃO PINHEIRO", "LUCAS DE MORAIS GUALTIERI", "MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO", "MARCELO LUCAS PEREIRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "JOÃO PINHEIRO", "LUCAS DE MORAIS GUALTIERI", "MANOEL TEIXEIRA AZEVEDO JÚNIOR", "MARCELO LUCAS PEREIRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "10", ".", "1999", "11", ".", "10", ".", "2001", "23", ".", "08", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "10", ".", "1999", "11", ".", "10", ".", "2001", "23", ".", "08", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "10", ".", "99", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "10", ".", "99", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.954 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :FLÁVIO PABLO DE SOUSA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Penal. Homicídio simples. Artigo 121, caput, do Código Penal. Pena-base. Instrumento do crime. Faca de dimensões avantajadas. Valoração como circunstância judicial desfavorável (art. 59, CP). Descabimento. Forma normal de execução do crime. Paciente que se limitou a desferir um único golpe na vítima. Conduta ínsita ao tipo penal. Aumento decotado. Atenuante genérica. Confissão. Impossibilidade de redução da pena abaixo do mínimo legal. Precedentes. Pena superior a 4 (quatro) anos e inferior a 8 (oito) anos de reclusão. Réu primário. Ausência de circunstâncias judiciais desfavoráveis. Fixação do regime prisional semiaberto. Ordem de habeas corpus parcialmente concedida. 1. O emprego de arma branca de dimensões avantajadas na execução de homicídio, por si só, não deve ser valorado como circunstância judicial desfavorável (art. 59, CP) quando seu emprego traduzir forma normal de execução do crime. 2. Atenuantes genéricas não podem conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. Precedentes. 3. Fixada a pena no mínimo legal, descabe a imposição de regime prisional mais severo que a pena aplicada admite. 4. Ordem de habeas corpus parcialmente concedida para reduzir a pena imposta ao paciente ao mínimo legal e fixar o regime inicial semiaberto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142304. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 124954 / DF ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142304. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.954 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :FLÁVIO PABLO DE SOUSA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios em favor de Flávio Pablo de Sousa, apontando como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que proveu parcialmente o agravo regimental no AREsp nº 496.002/DF, Relator o Ministro Jorge Mussi. Narra a inicial que o paciente foi condenado pelo Tribunal do Júri de São Sebastião, como incurso nas sanções do art. 121, caput, do Código Penal, à pena de 8 (oito) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime fechado, e que, no julgamento da apelação por ele interposta, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios reduziu sua pena a 7 (sete) anos e 3 (três) meses de reclusão, mantido o regime mais gravoso, nos termos do art. 33, § 3º, do Código Penal. Aduz a impetrante que o recurso especial interposto pelo paciente não foi admitido na origem, o que deu ensejo a agravo, ao qual se negou seguimento. Contra essa decisão o paciente interpôs agravo regimental, o qual foi provido parcialmente pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, para o fim de reduzir a pena imposta a 7 (sete) anos de reclusão, por força da atenuante da confissão, mantidos a circunstância judicial desfavorável que importou na majoração da pena-base e o regime fechado. Sustenta a impetrante que essa decisão violou o princípio da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142301. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.954 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :FLÁVIO PABLO DE SOUSA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios em favor de Flávio Pablo de Sousa, apontando como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que proveu parcialmente o agravo regimental no AREsp nº 496.002/DF, Relator o Ministro Jorge Mussi. Narra a inicial que o paciente foi condenado pelo Tribunal do Júri de São Sebastião, como incurso nas sanções do art. 121, caput, do Código Penal, à pena de 8 (oito) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime fechado, e que, no julgamento da apelação por ele interposta, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios reduziu sua pena a 7 (sete) anos e 3 (três) meses de reclusão, mantido o regime mais gravoso, nos termos do art. 33, § 3º, do Código Penal. Aduz a impetrante que o recurso especial interposto pelo paciente não foi admitido na origem, o que deu ensejo a agravo, ao qual se negou seguimento. Contra essa decisão o paciente interpôs agravo regimental, o qual foi provido parcialmente pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, para o fim de reduzir a pena imposta a 7 (sete) anos de reclusão, por força da atenuante da confissão, mantidos a circunstância judicial desfavorável que importou na majoração da pena-base e o regime fechado. Sustenta a impetrante que essa decisão violou o princípio da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 124954 / DF individualização da pena (art. 5º, XLVI, CF), uma vez que a pena-base foi majorada em 1 (um) ano e 6 (seis) meses pelo fato de o paciente “ter saído do local e se armado com uma faca enorme, com lâmina de trinta e cinco centímetros de comprimento por oito de largura (folha 55), provocando grave lesão com dez centímetros de profundidade, que causou a morte imediata da vítima”. Segundo a impetrante, a fundamentação dessa majoração seria inidônea, por ser inerente ao próprio tipo penal. Ao ver da impetrante, o fato de o paciente ter-se utilizado de uma faca não pode ser valorado negativamente, uma vez que mesmo armas de fogo possuem alto poder letal e não importam em reprimenda maior. Segundo a inicial, “[c]abe ressaltar que o paciente desferiu um único golpe na vítima. O tamanho, em centímetros, desse golpe, também não se revela motivo suficiente para majorar a pena-base, uma vez que não caracterizou violência ou ousadia exacerbada além da necessária para a prática do crime em questão, não ultrapassando a reprovação inerente à conduta típica”. A impetrante sustenta que também houve violação do princípio da individualização da pena pela desproporcionalidade na redução de pena em apenas 6 (seis) meses em razão da atenuante da confissão, enquanto a circunstância judicial desfavorável importou em um aumento de 1 (um) ano e 6 (seis) meses. Assevera, por fim, que não houve motivação idônea para a imposição do regime fechado, uma vez que amparada na existência de uma única circunstância judicial negativa, quando todas as demais seriam favoráveis ao paciente. Ante o exposto, requer a concessão de ordem “para reformar o v. Acórdão vergastado, fixando a pena-base no mínimo legal, aumentando a diminuição da pena em face da atenuante da confissão e estabelecendo o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena”. Por reputar devidamente instruída a petição inicial, dispensei a requisição de informações à autoridade coatora. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142301. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF individualização da pena (art. 5º, XLVI, CF), uma vez que a pena-base foi majorada em 1 (um) ano e 6 (seis) meses pelo fato de o paciente “ter saído do local e se armado com uma faca enorme, com lâmina de trinta e cinco centímetros de comprimento por oito de largura (folha 55), provocando grave lesão com dez centímetros de profundidade, que causou a morte imediata da vítima”. Segundo a impetrante, a fundamentação dessa majoração seria inidônea, por ser inerente ao próprio tipo penal. Ao ver da impetrante, o fato de o paciente ter-se utilizado de uma faca não pode ser valorado negativamente, uma vez que mesmo armas de fogo possuem alto poder letal e não importam em reprimenda maior. Segundo a inicial, “[c]abe ressaltar que o paciente desferiu um único golpe na vítima. O tamanho, em centímetros, desse golpe, também não se revela motivo suficiente para majorar a pena-base, uma vez que não caracterizou violência ou ousadia exacerbada além da necessária para a prática do crime em questão, não ultrapassando a reprovação inerente à conduta típica”. A impetrante sustenta que também houve violação do princípio da individualização da pena pela desproporcionalidade na redução de pena em apenas 6 (seis) meses em razão da atenuante da confissão, enquanto a circunstância judicial desfavorável importou em um aumento de 1 (um) ano e 6 (seis) meses. Assevera, por fim, que não houve motivação idônea para a imposição do regime fechado, uma vez que amparada na existência de uma única circunstância judicial negativa, quando todas as demais seriam favoráveis ao paciente. Ante o exposto, requer a concessão de ordem “para reformar o v. Acórdão vergastado, fixando a pena-base no mínimo legal, aumentando a diminuição da pena em face da atenuante da confissão e estabelecendo o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena”. Por reputar devidamente instruída a petição inicial, dispensei a requisição de informações à autoridade coatora. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 124954 / DF O Ministério Público Federal, pelo parecer da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, opinou pela concessão parcial da ordem, a fim de se reduzir a pena-base do paciente ao mínimo legal de 6 (seis) anos, com a fixação do regime inicial semiaberto. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142301. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF O Ministério Público Federal, pelo parecer da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, opinou pela concessão parcial da ordem, a fim de se reduzir a pena-base do paciente ao mínimo legal de 6 (seis) anos, com a fixação do regime inicial semiaberto. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.954 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como exposto, trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios em favor de Flávio Pablo de Sousa, apontando como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que proveu parcialmente o agravo regimental no AREsp nº 496.002/DF, Relator o Ministro Jorge Mussi. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENA-BASE. CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL. MAJORAÇÃO FUNDADA EM ELEMENTOS CONCRETOS. REANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. 1. Se o acórdão objurgado aumentou a pena-base com fundamento na situação concreta do caso, não há como, em sede de recurso especial, reavaliar a adequada majoração penal, em razão o óbice contido na Súmula n. 7/STJ. PARCIAL CONFISSÃO ESPONTÂNEA. FUNDAMENTO UTILIZADO PARA NA CONDENAÇÃO. RECONHECIMENTO IN TOTUM. 2. É entendimento pacificado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que, se o magistrado se utilizada da confissão para alicerçar a condenação do réu, seja ela parcial ou total, é de ser reconhecida por completo a atenuante. REGIME FECHADO. CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL. POSSIBILIDADE. 3. Este Sodalício possui jurisprudência no sentido de que, havendo pelo menos uma circunstância judicial desfavorável, pode ser fixado regime inicial mais gravoso para o resgate da reprimenda. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.954 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como exposto, trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios em favor de Flávio Pablo de Sousa, apontando como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que proveu parcialmente o agravo regimental no AREsp nº 496.002/DF, Relator o Ministro Jorge Mussi. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENA-BASE. CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL. MAJORAÇÃO FUNDADA EM ELEMENTOS CONCRETOS. REANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. 1. Se o acórdão objurgado aumentou a pena-base com fundamento na situação concreta do caso, não há como, em sede de recurso especial, reavaliar a adequada majoração penal, em razão o óbice contido na Súmula n. 7/STJ. PARCIAL CONFISSÃO ESPONTÂNEA. FUNDAMENTO UTILIZADO PARA NA CONDENAÇÃO. RECONHECIMENTO IN TOTUM. 2. É entendimento pacificado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que, se o magistrado se utilizada da confissão para alicerçar a condenação do réu, seja ela parcial ou total, é de ser reconhecida por completo a atenuante. REGIME FECHADO. CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL. POSSIBILIDADE. 3. Este Sodalício possui jurisprudência no sentido de que, havendo pelo menos uma circunstância judicial desfavorável, pode ser fixado regime inicial mais gravoso para o resgate da reprimenda. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 124954 / DF 4. Agravo regimental parcialmente provido.” Essa é a razão por que se insurge o impetrante. Em matéria de dosimetria de pena, cabe ao Supremo Tribunal Federal exercer “o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias” (HC nº 120.095/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 20/5/14). Na espécie, constata-se flagrante ilegalidade na dosimetria da pena e na fixação do regime mais gravoso, a autorizar a concessão, em parte, da ordem de habeas corpus. O acórdão ora impugnado assim se pronunciou a respeito da pena- base imposta ao paciente: “Referente à aplicação da pena-base, observa-se que o Tribunal de Justiça Candango readequou o aumento promovido na sentença penal condenatória, de 2 anos e 6 meses (baseado na existência de circunstância judicial desfavorável), para 1 ano e 6 meses, verbis: Em relação à dosimetria, anoto que, na primeira fase, foram consideradas negativas apenas as circunstâncias do crime, em razão de o réu ter saído do local e se armado com uma faca enorme, com lâmina de trinta e cinco centímetros de comprimento por oito de largura (folha 55), provocando grave lesão com dez centímetros de profundidade, que causou a morte imediata da vítima. O aumento de dois anos e seis meses, contudo, é exagerado, devendo ser reduzido para um ano e seis meses, do que resulta a pena-base de sete anos e seis meses de reclusão. (fl. 509) Da leitura do excerto supra, infere-se que a reprimenda de piso restou majorada em razão da forma como o delito ocorreu, pois, o agravante saiu do local e retornou armado com uma 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF 4. Agravo regimental parcialmente provido.” Essa é a razão por que se insurge o impetrante. Em matéria de dosimetria de pena, cabe ao Supremo Tribunal Federal exercer “o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias” (HC nº 120.095/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 20/5/14). Na espécie, constata-se flagrante ilegalidade na dosimetria da pena e na fixação do regime mais gravoso, a autorizar a concessão, em parte, da ordem de habeas corpus. O acórdão ora impugnado assim se pronunciou a respeito da pena- base imposta ao paciente: “Referente à aplicação da pena-base, observa-se que o Tribunal de Justiça Candango readequou o aumento promovido na sentença penal condenatória, de 2 anos e 6 meses (baseado na existência de circunstância judicial desfavorável), para 1 ano e 6 meses, verbis: Em relação à dosimetria, anoto que, na primeira fase, foram consideradas negativas apenas as circunstâncias do crime, em razão de o réu ter saído do local e se armado com uma faca enorme, com lâmina de trinta e cinco centímetros de comprimento por oito de largura (folha 55), provocando grave lesão com dez centímetros de profundidade, que causou a morte imediata da vítima. O aumento de dois anos e seis meses, contudo, é exagerado, devendo ser reduzido para um ano e seis meses, do que resulta a pena-base de sete anos e seis meses de reclusão. (fl. 509) Da leitura do excerto supra, infere-se que a reprimenda de piso restou majorada em razão da forma como o delito ocorreu, pois, o agravante saiu do local e retornou armado com uma 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 124954 / DF enorme faca. Assim, como o acórdão objurgado encontra-se devidamente fundamentado na situação concreta do desenrolar do crime e não em elementos inerentes ao tipo, não há como, em sede de recurso especial, reavaliar a adequada majoração penal.” Verifica-se, portanto, que as instâncias ordinárias, com o beneplácito do Superior Tribunal de Justiça, valoraram negativamente o fato de o paciente ter empregado uma faca de 35 cm de lâmina no homicídio, com a qual provocou na vítima uma “grave lesão com dez centímetros de profundidade”, causa de sua morte. Essa circunstância, todavia, é inidônea para justificar a majoração da pena-base, uma vez que ínsita ao próprio crime de homicídio. Como bem ressaltado pelo Ministério Público Federal em seu parecer, “o evento morte, resultado do tipo penal em questão, há de ser acionado por algum meio, este, por sua vez, com aptidão de produzir lesão fatal”. Não se olvida que, segundo Damásio Evangelista de Jesus, o instrumento empregado na prática criminosa pode ser considerado circunstância judicial desfavorável, na fixação da pena-base (Direito penal, parte geral. 32. ed. São Paulo : Saraiva, 2011. V. 1, p. 601). A meu ver, todavia, o instrumento empregado para a prática do homicídio somente pode ser valorado negativamente quando seu emprego traduzir, pela especial forma de execução do crime, a periculosidade concreta do agente, a tornar mais reprovável sua conduta. Na espécie, a arma branca empregada no homicídio, a despeito de suas dimensões avantajadas, não torna mais censurável a conduta do paciente, uma vez que não se revelou anormal o modo de execução do crime, praticado mediante o desferimento de um único golpe. É o quanto basta para que se decote o indevido aumento de 1 (um) ano e 6 (seis) meses na pena-base do paciente, que deverá retroceder ao mínimo legal de 6 (seis) anos de reclusão. Fixada a pena no mínimo legal, resta prejudicada sua pretendida 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF enorme faca. Assim, como o acórdão objurgado encontra-se devidamente fundamentado na situação concreta do desenrolar do crime e não em elementos inerentes ao tipo, não há como, em sede de recurso especial, reavaliar a adequada majoração penal.” Verifica-se, portanto, que as instâncias ordinárias, com o beneplácito do Superior Tribunal de Justiça, valoraram negativamente o fato de o paciente ter empregado uma faca de 35 cm de lâmina no homicídio, com a qual provocou na vítima uma “grave lesão com dez centímetros de profundidade”, causa de sua morte. Essa circunstância, todavia, é inidônea para justificar a majoração da pena-base, uma vez que ínsita ao próprio crime de homicídio. Como bem ressaltado pelo Ministério Público Federal em seu parecer, “o evento morte, resultado do tipo penal em questão, há de ser acionado por algum meio, este, por sua vez, com aptidão de produzir lesão fatal”. Não se olvida que, segundo Damásio Evangelista de Jesus, o instrumento empregado na prática criminosa pode ser considerado circunstância judicial desfavorável, na fixação da pena-base (Direito penal, parte geral. 32. ed. São Paulo : Saraiva, 2011. V. 1, p. 601). A meu ver, todavia, o instrumento empregado para a prática do homicídio somente pode ser valorado negativamente quando seu emprego traduzir, pela especial forma de execução do crime, a periculosidade concreta do agente, a tornar mais reprovável sua conduta. Na espécie, a arma branca empregada no homicídio, a despeito de suas dimensões avantajadas, não torna mais censurável a conduta do paciente, uma vez que não se revelou anormal o modo de execução do crime, praticado mediante o desferimento de um único golpe. É o quanto basta para que se decote o indevido aumento de 1 (um) ano e 6 (seis) meses na pena-base do paciente, que deverá retroceder ao mínimo legal de 6 (seis) anos de reclusão. Fixada a pena no mínimo legal, resta prejudicada sua pretendida 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 124954 / DF redução, em maior extensão, por força da atenuante da confissão. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a incidência de circunstância atenuante não tem o condão de reduzir a pena aquém do mínimo legal (RE nº 597.270-QO-RG/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 5/6/09; RHC nº 118.996/AM, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/3/14; HC nº 109.538/MS, Primeira Turma, Redatora do acórdão a Ministra Rosa Weber, DJe de 26/12/12; HC nº 94.365/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes de Direito, DJe de 29/8/08; HC nº 93.821/RS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11/4/08; HC nº 70.883/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 24/6/94). Finalmente, como o regime fechado foi imposto tão somente em razão da circunstância judicial desfavorável ora decotada, o paciente faz jus ao regime prisional intermediário. Como destaquei no HC nº 121.043, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1º/7/14, “(...) na minha concepção, revela-se um contrassenso fixar- se a pena do paciente no mínimo legal, por inexistência de motivos para a sua majoração e, ao mesmo tempo, impor-se o regime mais gravoso em virtude de proposições não cogitadas na primeira fase da dosimetria. Ora, se foram favoráveis ao paciente as diretrizes do art. 59 do Código Penal para a fixação da pena no mínimo legal, não há razão para que ele não seja favorecido, também, na fixação do regime. De acordo com Alberto Silva Franco e Rui Stoco, é inadmissível a imposição de regime mais gravoso “quando houv[er] fixação da reprimenda no patamar mínimo permitido por lei, diante da valoração totalmente favorável ao acusado das circunstâncias judiciais postas no art. 59. De fato, se na análise da culpabilidade do agente e de todos os indicadores do referido dispositivo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF redução, em maior extensão, por força da atenuante da confissão. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a incidência de circunstância atenuante não tem o condão de reduzir a pena aquém do mínimo legal (RE nº 597.270-QO-RG/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 5/6/09; RHC nº 118.996/AM, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/3/14; HC nº 109.538/MS, Primeira Turma, Redatora do acórdão a Ministra Rosa Weber, DJe de 26/12/12; HC nº 94.365/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes de Direito, DJe de 29/8/08; HC nº 93.821/RS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11/4/08; HC nº 70.883/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 24/6/94). Finalmente, como o regime fechado foi imposto tão somente em razão da circunstância judicial desfavorável ora decotada, o paciente faz jus ao regime prisional intermediário. Como destaquei no HC nº 121.043, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1º/7/14, “(...) na minha concepção, revela-se um contrassenso fixar- se a pena do paciente no mínimo legal, por inexistência de motivos para a sua majoração e, ao mesmo tempo, impor-se o regime mais gravoso em virtude de proposições não cogitadas na primeira fase da dosimetria. Ora, se foram favoráveis ao paciente as diretrizes do art. 59 do Código Penal para a fixação da pena no mínimo legal, não há razão para que ele não seja favorecido, também, na fixação do regime. De acordo com Alberto Silva Franco e Rui Stoco, é inadmissível a imposição de regime mais gravoso “quando houv[er] fixação da reprimenda no patamar mínimo permitido por lei, diante da valoração totalmente favorável ao acusado das circunstâncias judiciais postas no art. 59. De fato, se na análise da culpabilidade do agente e de todos os indicadores do referido dispositivo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 124954 / DF legal, não vislumbrou o juiz nenhum elemento que autorizasse a aplicação da pena acima do mínimo legal, logicamente também lhe faltará qualquer base para a determinação do cumprimento da pena em regime mais severo, pois as circunstâncias que devem nortear ambas as decisões são exatamente as mesmas” (Código Penal e sua interpretação. 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007, p. 349). Ante o exposto, concedo, em parte, a ordem de habeas corpus, para o fim de reduzir a pena do paciente a 6 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF legal, não vislumbrou o juiz nenhum elemento que autorizasse a aplicação da pena acima do mínimo legal, logicamente também lhe faltará qualquer base para a determinação do cumprimento da pena em regime mais severo, pois as circunstâncias que devem nortear ambas as decisões são exatamente as mesmas” (Código Penal e sua interpretação. 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007, p. 349). Ante o exposto, concedo, em parte, a ordem de habeas corpus, para o fim de reduzir a pena do paciente a 6 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.954 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : FLÁVIO PABLO DE SOUSA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma concedeu, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894520 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.954 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : FLÁVIO PABLO DE SOUSA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma concedeu, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894520 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8164752
2015-02-10T00:00:00
2015-04-08T00:00:00
A Turma concedeu, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
HABEAS CORPUS
EMENTA Habeas corpus. Penal. Homicídio simples. Artigo 121, caput, do Código Penal. Pena-base. Instrumento do crime. Faca de dimensões avantajadas. Valoração como circunstância judicial desfavorável (art. 59, CP). Descabimento. Forma normal de execução do crime. Paciente que se limitou a desferir um único golpe na vítima. Conduta ínsita ao tipo penal. Aumento decotado. Atenuante genérica. Confissão. Impossibilidade de redução da pena abaixo do mínimo legal. Precedentes. Pena superior a 4 (quatro) anos e inferior a 8 (oito) anos de reclusão. Réu primário. Ausência de circunstâncias judiciais desfavoráveis. Fixação do regime prisional semiaberto. Ordem de habeas corpus parcialmente concedida. 1. O emprego de arma branca de dimensões avantajadas na execução de homicídio, por si só, não deve ser valorado como circunstância judicial desfavorável (art. 59, CP) quando seu emprego traduzir forma normal de execução do crime. 2. Atenuantes genéricas não podem conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. Precedentes. 3. Fixada a pena no mínimo legal, descabe a imposição de regime prisional mais severo que a pena aplicada admite. 4. Ordem de habeas corpus parcialmente concedida para reduzir a pena imposta ao paciente ao mínimo legal e fixar o regime inicial semiaberto.
sjur299458
- Acórdão(s) citado(s): (DOSIMETRIA DA PENA) HC 120095 (1ªT). (CIRCUNSTÂNCIA ATENUANTE, REDUÇÃO DA PENA, MÍNIMO LEGAL) HC 70883 (1ªT), HC 93821 (1ªT), HC 94365 (1ªT), HC 109538 (1ªT), RHC 118996 (2ªT), RE 597270 QO RG. (REGIME FECHADO, CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL, REGIME PRISIONAL) HC 121043 (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 09/04/2015, JRS.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
124954
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00059 ART-00121 \"CAPUT\"\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 124954
[ "" ]
PACTE.(S) : FLÁVIO PABLO DE SOUSA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.954 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :FLÁVIO PABLO DE SOUSA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Penal. Homicídio simples. Artigo 121, caput, do Código Penal. Pena-base. Instrumento do crime. Faca de dimensões avantajadas. Valoração como circunstância judicial desfavorável (art. 59, Código Penal Brasileiro). Descabimento. Forma normal de execução do crime. Paciente que se limitou a desferir um único golpe na vítima. Conduta ínsita ao tipo penal. Aumento decotado. Atenuante genérica. Confissão. Impossibilidade de redução da pena abaixo do mínimo legal. Precedentes. Pena superior a 4 (quatro) anos e inferior a 8 (oito) anos de reclusão. Réu primário. Ausência de circunstâncias judiciais desfavoráveis. Fixação do regime prisional semiaberto. Ordem de habeas corpus parcialmente concedida. 1. O emprego de arma branca de dimensões avantajadas na execução de homicídio, por si só, não deve ser valorado como circunstância judicial desfavorável (art. 59, Código Penal Brasileiro) quando seu emprego traduzir forma normal de execução do crime. 2. Atenuantes genéricas não podem conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. Precedentes. 3. Fixada a pena no mínimo legal, descabe a imposição de regime prisional mais severo que a pena aplicada admite. 4. Ordem de habeas corpus parcialmente concedida para reduzir a pena imposta ao paciente ao mínimo legal e fixar o regime inicial semiaberto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142304. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 124954 / DF ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142304. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.954 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :FLÁVIO PABLO DE SOUSA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios em favor de Flávio Pablo de Sousa, apontando como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que proveu parcialmente o agravo regimental no AREsp n 496.002/DF, Relator o Ministro Jorge Mussi. Narra a inicial que o paciente foi condenado pelo Tribunal do Júri de São Sebastião, como incurso nas sanções do art. 121, caput, do Código Penal, à pena de 8 (oito) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime fechado, e que, no julgamento da apelação por ele interposta, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios reduziu sua pena a 7 (sete) anos e 3 (três) meses de reclusão, mantido o regime mais gravoso, nos termos do art. 33, § 3..., do Código Penal. Aduz a impetrante que o recurso especial interposto pelo paciente não foi admitido na origem, o que deu ensejo a agravo, ao qual se negou seguimento. Contra essa decisão o paciente interpôs agravo regimental, o qual foi provido parcialmente pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, para o fim de reduzir a pena imposta a 7 (sete) anos de reclusão, por força da atenuante da confissão, mantidos a circunstância judicial desfavorável que importou na majoração da pena-base e o regime fechado. Sustenta a impetrante que essa decisão violou o princípio da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142301. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.954 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :FLÁVIO PABLO DE SOUSA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios em favor de Flávio Pablo de Sousa, apontando como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que proveu parcialmente o agravo regimental no AREsp n 496.002/DF, Relator o Ministro Jorge Mussi. Narra a inicial que o paciente foi condenado pelo Tribunal do Júri de São Sebastião, como incurso nas sanções do art. 121, caput, do Código Penal, à pena de 8 (oito) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime fechado, e que, no julgamento da apelação por ele interposta, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios reduziu sua pena a 7 (sete) anos e 3 (três) meses de reclusão, mantido o regime mais gravoso, nos termos do art. 33, § 3..., do Código Penal. Aduz a impetrante que o recurso especial interposto pelo paciente não foi admitido na origem, o que deu ensejo a agravo, ao qual se negou seguimento. Contra essa decisão o paciente interpôs agravo regimental, o qual foi provido parcialmente pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, para o fim de reduzir a pena imposta a 7 (sete) anos de reclusão, por força da atenuante da confissão, mantidos a circunstância judicial desfavorável que importou na majoração da pena-base e o regime fechado. Sustenta a impetrante que essa decisão violou o princípio da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 124954 / DF individualização da pena (art. 5..., XLVI, Constituição Federal de 1988), uma vez que a pena-base foi majorada em 1 (um) ano e 6 (seis) meses pelo fato de o paciente “ter saído do local e se armado com uma faca enorme, com lâmina de trinta e cinco centímetros de comprimento por oito de largura (folha 55), provocando grave lesão com dez centímetros de profundidade, que causou a morte imediata da vítima”. Segundo a impetrante, a fundamentação dessa majoração seria inidônea, por ser inerente ao próprio tipo penal. Ao ver da impetrante, o fato de o paciente ter-se utilizado de uma faca não pode ser valorado negativamente, uma vez que mesmo armas de fogo possuem alto poder letal e não importam em reprimenda maior. Segundo a inicial, “[c]abe ressaltar que o paciente desferiu um único golpe na vítima. O tamanho, em centímetros, desse golpe, também não se revela motivo suficiente para majorar a pena-base, uma vez que não caracterizou violência ou ousadia exacerbada além da necessária para a prática do crime em questão, não ultrapassando a reprovação inerente à conduta típica”. A impetrante sustenta que também houve violação do princípio da individualização da pena pela desproporcionalidade na redução de pena em apenas 6 (seis) meses em razão da atenuante da confissão, enquanto a circunstância judicial desfavorável importou em um aumento de 1 (um) ano e 6 (seis) meses. Assevera, por fim, que não houve motivação idônea para a imposição do regime fechado, uma vez que amparada na existência de uma única circunstância judicial negativa, quando todas as demais seriam favoráveis ao paciente. Ante o exposto, requer a concessão de ordem “para reformar o v. Acórdão vergastado, fixando a pena-base no mínimo legal, aumentando a diminuição da pena em face da atenuante da confissão e estabelecendo o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena”. Por reputar devidamente instruída a petição inicial, dispensei a requisição de informações à autoridade coatora. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142301. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF individualização da pena (art. 5..., XLVI, Constituição Federal de 1988), uma vez que a pena-base foi majorada em 1 (um) ano e 6 (seis) meses pelo fato de o paciente “ter saído do local e se armado com uma faca enorme, com lâmina de trinta e cinco centímetros de comprimento por oito de largura (folha 55), provocando grave lesão com dez centímetros de profundidade, que causou a morte imediata da vítima”. Segundo a impetrante, a fundamentação dessa majoração seria inidônea, por ser inerente ao próprio tipo penal. Ao ver da impetrante, o fato de o paciente ter-se utilizado de uma faca não pode ser valorado negativamente, uma vez que mesmo armas de fogo possuem alto poder letal e não importam em reprimenda maior. Segundo a inicial, “[c]abe ressaltar que o paciente desferiu um único golpe na vítima. O tamanho, em centímetros, desse golpe, também não se revela motivo suficiente para majorar a pena-base, uma vez que não caracterizou violência ou ousadia exacerbada além da necessária para a prática do crime em questão, não ultrapassando a reprovação inerente à conduta típica”. A impetrante sustenta que também houve violação do princípio da individualização da pena pela desproporcionalidade na redução de pena em apenas 6 (seis) meses em razão da atenuante da confissão, enquanto a circunstância judicial desfavorável importou em um aumento de 1 (um) ano e 6 (seis) meses. Assevera, por fim, que não houve motivação idônea para a imposição do regime fechado, uma vez que amparada na existência de uma única circunstância judicial negativa, quando todas as demais seriam favoráveis ao paciente. Ante o exposto, requer a concessão de ordem “para reformar o v. Acórdão vergastado, fixando a pena-base no mínimo legal, aumentando a diminuição da pena em face da atenuante da confissão e estabelecendo o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena”. Por reputar devidamente instruída a petição inicial, dispensei a requisição de informações à autoridade coatora. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 124954 / DF O Ministério Público Federal, pelo parecer da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, opinou pela concessão parcial da ordem, a fim de se reduzir a pena-base do paciente ao mínimo legal de 6 (seis) anos, com a fixação do regime inicial semiaberto. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142301. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF O Ministério Público Federal, pelo parecer da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, opinou pela concessão parcial da ordem, a fim de se reduzir a pena-base do paciente ao mínimo legal de 6 (seis) anos, com a fixação do regime inicial semiaberto. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.954 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como exposto, trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios em favor de Flávio Pablo de Sousa, apontando como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que proveu parcialmente o agravo regimental no AREsp n 496.002/DF, Relator o Ministro Jorge Mussi. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENA-BASE. CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL. MAJORAÇÃO FUNDADA EM ELEMENTOS CONCRETOS. REANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/Superior Tribunal de Justiça. 1. Se o acórdão objurgado aumentou a pena-base com fundamento na situação concreta do caso, não há como, em sede de recurso especial, reavaliar a adequada majoração penal, em razão o óbice contido na Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça. PARCIAL CONFISSÃO ESPONTÂNEA. FUNDAMENTO UTILIZADO PARA NA CONDENAÇÃO. RECONHECIMENTO IN TOTUM. 2. É entendimento pacificado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que, se o magistrado se utilizada da confissão para alicerçar a condenação do réu, seja ela parcial ou total, é de ser reconhecida por completo a atenuante. REGIME FECHADO. CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL. POSSIBILIDADE. 3. Este Sodalício possui jurisprudência no sentido de que, havendo pelo menos uma circunstância judicial desfavorável, pode ser fixado regime inicial mais gravoso para o resgate da reprimenda. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.954 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como exposto, trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios em favor de Flávio Pablo de Sousa, apontando como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que proveu parcialmente o agravo regimental no AREsp n 496.002/DF, Relator o Ministro Jorge Mussi. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENA-BASE. CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL. MAJORAÇÃO FUNDADA EM ELEMENTOS CONCRETOS. REANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/Superior Tribunal de Justiça. 1. Se o acórdão objurgado aumentou a pena-base com fundamento na situação concreta do caso, não há como, em sede de recurso especial, reavaliar a adequada majoração penal, em razão o óbice contido na Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça. PARCIAL CONFISSÃO ESPONTÂNEA. FUNDAMENTO UTILIZADO PARA NA CONDENAÇÃO. RECONHECIMENTO IN TOTUM. 2. É entendimento pacificado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que, se o magistrado se utilizada da confissão para alicerçar a condenação do réu, seja ela parcial ou total, é de ser reconhecida por completo a atenuante. REGIME FECHADO. CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL. POSSIBILIDADE. 3. Este Sodalício possui jurisprudência no sentido de que, havendo pelo menos uma circunstância judicial desfavorável, pode ser fixado regime inicial mais gravoso para o resgate da reprimenda. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 124954 / DF 4. Agravo regimental parcialmente provido.” Essa é a razão por que se insurge o impetrante. Em matéria de dosimetria de pena, cabe ao Supremo Tribunal Federal exercer “o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias” (HC n 120.095/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 20/5/14). Na espécie, constata-se flagrante ilegalidade na dosimetria da pena e na fixação do regime mais gravoso, a autorizar a concessão, em parte, da ordem de habeas corpus. O acórdão ora impugnado assim se pronunciou a respeito da pena- base imposta ao paciente: “Referente à aplicação da pena-base, observa-se que o Tribunal de Justiça Candango readequou o aumento promovido na sentença penal condenatória, de 2 anos e 6 meses (baseado na existência de circunstância judicial desfavorável), para 1 ano e 6 meses, verbis: Em relação à dosimetria, anoto que, na primeira fase, foram consideradas negativas apenas as circunstâncias do crime, em razão de o réu ter saído do local e se armado com uma faca enorme, com lâmina de trinta e cinco centímetros de comprimento por oito de largura (folha 55), provocando grave lesão com dez centímetros de profundidade, que causou a morte imediata da vítima. O aumento de dois anos e seis meses, contudo, é exagerado, devendo ser reduzido para um ano e seis meses, do que resulta a pena-base de sete anos e seis meses de reclusão. (fl. 509) Da leitura do excerto supra, infere-se que a reprimenda de piso restou majorada em razão da forma como o delito ocorreu, pois, o agravante saiu do local e retornou armado com uma 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF 4. Agravo regimental parcialmente provido.” Essa é a razão por que se insurge o impetrante. Em matéria de dosimetria de pena, cabe ao Supremo Tribunal Federal exercer “o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias” (HC n 120.095/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 20/5/14). Na espécie, constata-se flagrante ilegalidade na dosimetria da pena e na fixação do regime mais gravoso, a autorizar a concessão, em parte, da ordem de habeas corpus. O acórdão ora impugnado assim se pronunciou a respeito da pena- base imposta ao paciente: “Referente à aplicação da pena-base, observa-se que o Tribunal de Justiça Candango readequou o aumento promovido na sentença penal condenatória, de 2 anos e 6 meses (baseado na existência de circunstância judicial desfavorável), para 1 ano e 6 meses, verbis: Em relação à dosimetria, anoto que, na primeira fase, foram consideradas negativas apenas as circunstâncias do crime, em razão de o réu ter saído do local e se armado com uma faca enorme, com lâmina de trinta e cinco centímetros de comprimento por oito de largura (folha 55), provocando grave lesão com dez centímetros de profundidade, que causou a morte imediata da vítima. O aumento de dois anos e seis meses, contudo, é exagerado, devendo ser reduzido para um ano e seis meses, do que resulta a pena-base de sete anos e seis meses de reclusão. (fl. 509) Da leitura do excerto supra, infere-se que a reprimenda de piso restou majorada em razão da forma como o delito ocorreu, pois, o agravante saiu do local e retornou armado com uma 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 124954 / DF enorme faca. Assim, como o acórdão objurgado encontra-se devidamente fundamentado na situação concreta do desenrolar do crime e não em elementos inerentes ao tipo, não há como, em sede de recurso especial, reavaliar a adequada majoração penal.” Verifica-se, portanto, que as instâncias ordinárias, com o beneplácito do Superior Tribunal de Justiça, valoraram negativamente o fato de o paciente ter empregado uma faca de 35 cm de lâmina no homicídio, com a qual provocou na vítima uma “grave lesão com dez centímetros de profundidade”, causa de sua morte. Essa circunstância, todavia, é inidônea para justificar a majoração da pena-base, uma vez que ínsita ao próprio crime de homicídio. Como bem ressaltado pelo Ministério Público Federal em seu parecer, “o evento morte, resultado do tipo penal em questão, há de ser acionado por algum meio, este, por sua vez, com aptidão de produzir lesão fatal”. Não se olvida que, segundo Damásio Evangelista de Jesus, o instrumento empregado na prática criminosa pode ser considerado circunstância judicial desfavorável, na fixação da pena-base (Direito penal, parte geral. 32. ed. São Paulo : Saraiva, 2011. V. 1, p. 601). A meu ver, todavia, o instrumento empregado para a prática do homicídio somente pode ser valorado negativamente quando seu emprego traduzir, pela especial forma de execução do crime, a periculosidade concreta do agente, a tornar mais reprovável sua conduta. Na espécie, a arma branca empregada no homicídio, a despeito de suas dimensões avantajadas, não torna mais censurável a conduta do paciente, uma vez que não se revelou anormal o modo de execução do crime, praticado mediante o desferimento de um único golpe. É o quanto basta para que se decote o indevido aumento de 1 (um) ano e 6 (seis) meses na pena-base do paciente, que deverá retroceder ao mínimo legal de 6 (seis) anos de reclusão. Fixada a pena no mínimo legal, resta prejudicada sua pretendida 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF enorme faca. Assim, como o acórdão objurgado encontra-se devidamente fundamentado na situação concreta do desenrolar do crime e não em elementos inerentes ao tipo, não há como, em sede de recurso especial, reavaliar a adequada majoração penal.” Verifica-se, portanto, que as instâncias ordinárias, com o beneplácito do Superior Tribunal de Justiça, valoraram negativamente o fato de o paciente ter empregado uma faca de 35 cm de lâmina no homicídio, com a qual provocou na vítima uma “grave lesão com dez centímetros de profundidade”, causa de sua morte. Essa circunstância, todavia, é inidônea para justificar a majoração da pena-base, uma vez que ínsita ao próprio crime de homicídio. Como bem ressaltado pelo Ministério Público Federal em seu parecer, “o evento morte, resultado do tipo penal em questão, há de ser acionado por algum meio, este, por sua vez, com aptidão de produzir lesão fatal”. Não se olvida que, segundo Damásio Evangelista de Jesus, o instrumento empregado na prática criminosa pode ser considerado circunstância judicial desfavorável, na fixação da pena-base (Direito penal, parte geral. 32. ed. São Paulo : Saraiva, 2011. V. 1, p. 601). A meu ver, todavia, o instrumento empregado para a prática do homicídio somente pode ser valorado negativamente quando seu emprego traduzir, pela especial forma de execução do crime, a periculosidade concreta do agente, a tornar mais reprovável sua conduta. Na espécie, a arma branca empregada no homicídio, a despeito de suas dimensões avantajadas, não torna mais censurável a conduta do paciente, uma vez que não se revelou anormal o modo de execução do crime, praticado mediante o desferimento de um único golpe. É o quanto basta para que se decote o indevido aumento de 1 (um) ano e 6 (seis) meses na pena-base do paciente, que deverá retroceder ao mínimo legal de 6 (seis) anos de reclusão. Fixada a pena no mínimo legal, resta prejudicada sua pretendida 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 124954 / DF redução, em maior extensão, por força da atenuante da confissão. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a incidência de circunstância atenuante não tem o condão de reduzir a pena aquém do mínimo legal (Recurso Extraordinário n 597.270-QO-RG/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 5/6/09; RHC n 118.996/AM, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/3/14; HC n 109.538/MS, Primeira Turma, Redatora do acórdão a Ministra Rosa Weber, DJe de 26/12/12; HC n 94.365/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes de Direito, DJe de 29/8/08; HC n 93.821/RS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11/4/08; HC n 70.883/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 24/6/94). Finalmente, como o regime fechado foi imposto tão somente em razão da circunstância judicial desfavorável ora decotada, o paciente faz jus ao regime prisional intermediário. Como destaquei no HC n 121.043, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1.../7/14, “(...) na minha concepção, revela-se um contrassenso fixar- se a pena do paciente no mínimo legal, por inexistência de motivos para a sua majoração e, ao mesmo tempo, impor-se o regime mais gravoso em virtude de proposições não cogitadas na primeira fase da dosimetria. Ora, se foram favoráveis ao paciente as diretrizes do art. 59 do Código Penal para a fixação da pena no mínimo legal, não há razão para que ele não seja favorecido, também, na fixação do regime. De acordo com Alberto Silva Franco e Rui Stoco, é inadmissível a imposição de regime mais gravoso “quando houv[er] fixação da reprimenda no patamar mínimo permitido por lei, diante da valoração totalmente favorável ao acusado das circunstâncias judiciais postas no art. 59. De fato, se na análise da culpabilidade do agente e de todos os indicadores do referido dispositivo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF redução, em maior extensão, por força da atenuante da confissão. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a incidência de circunstância atenuante não tem o condão de reduzir a pena aquém do mínimo legal (Recurso Extraordinário n 597.270-QO-RG/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 5/6/09; RHC n 118.996/AM, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/3/14; HC n 109.538/MS, Primeira Turma, Redatora do acórdão a Ministra Rosa Weber, DJe de 26/12/12; HC n 94.365/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes de Direito, DJe de 29/8/08; HC n 93.821/RS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11/4/08; HC n 70.883/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 24/6/94). Finalmente, como o regime fechado foi imposto tão somente em razão da circunstância judicial desfavorável ora decotada, o paciente faz jus ao regime prisional intermediário. Como destaquei no HC n 121.043, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1.../7/14, “(...) na minha concepção, revela-se um contrassenso fixar- se a pena do paciente no mínimo legal, por inexistência de motivos para a sua majoração e, ao mesmo tempo, impor-se o regime mais gravoso em virtude de proposições não cogitadas na primeira fase da dosimetria. Ora, se foram favoráveis ao paciente as diretrizes do art. 59 do Código Penal para a fixação da pena no mínimo legal, não há razão para que ele não seja favorecido, também, na fixação do regime. De acordo com Alberto Silva Franco e Rui Stoco, é inadmissível a imposição de regime mais gravoso “quando houv[er] fixação da reprimenda no patamar mínimo permitido por lei, diante da valoração totalmente favorável ao acusado das circunstâncias judiciais postas no art. 59. De fato, se na análise da culpabilidade do agente e de todos os indicadores do referido dispositivo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 124954 / DF legal, não vislumbrou o juiz nenhum elemento que autorizasse a aplicação da pena acima do mínimo legal, logicamente também lhe faltará qualquer base para a determinação do cumprimento da pena em regime mais severo, pois as circunstâncias que devem nortear ambas as decisões são exatamente as mesmas” (Código Penal e sua interpretação. 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007, p. 349). Ante o exposto, concedo, em parte, a ordem de habeas corpus, para o fim de reduzir a pena do paciente a 6 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Supremo Tribunal Federal HC 124954 / DF legal, não vislumbrou o juiz nenhum elemento que autorizasse a aplicação da pena acima do mínimo legal, logicamente também lhe faltará qualquer base para a determinação do cumprimento da pena em regime mais severo, pois as circunstâncias que devem nortear ambas as decisões são exatamente as mesmas” (Código Penal e sua interpretação. 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007, p. 349). Ante o exposto, concedo, em parte, a ordem de habeas corpus, para o fim de reduzir a pena do paciente a 6 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.954 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : FLÁVIO PABLO DE SOUSA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma concedeu, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894520 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.954 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : FLÁVIO PABLO DE SOUSA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma concedeu, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894520 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 124 . 954", "HC 124954 / DF", "HC 124954 / DF", "HABEAS CORPUS 124 . 954", "AREsp n 496 . 002 / DF", "HABEAS CORPUS 124 . 954 DISTRITO", "AREsp n 496 . 002 / DF", "HC 124954 / DF", "HC 124954 / DF", "HC 124954 / DF", "HC 124954 / DF", "HABEAS CORPUS 124 . 954", "AREsp n 496 . 002 / DF", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "AREsp n 496 . 002 / DF", "SÚMULA N . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 124954 / DF", "HC n 120 . 095 / MS", "HC 124954 / DF", "HC n 120 . 095 / MS", "HC 124954 / DF", "HC 124954 / DF", "HC 124954 / DF", "Recurso Extraordinário n 597 . 270 - QO - RG / RS", "RHC n 118 . 996 / AM", "HC n 109 . 538 / MS", "HC n 94 . 365 / RS", "HC n 93 . 821 / RS", "HC n 70 . 883 / SP", "HC n 121 . 043", "HC 124954 / DF", "Recurso Extraordinário n 597 . 270 - QO - RG / RS", "RHC n 118 . 996 / AM", "HC n 109 . 538 / MS", "HC n 94 . 365 / RS", "HC n 93 . 821 / RS", "HC n 70 . 883 / SP", "HC n 121 . 043", "HC 124954 / DF", "HC 124954 / DF", "HABEAS CORPUS 124 . 954", "HABEAS CORPUS 124 . 954" ], "LEGISLACAO": [ "Artigo 121 , caput , do Código Penal", "art . 59 , Código Penal Brasileiro", "art . 59 , Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , caput , do Código Penal", "art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , caput , do Código Penal", "art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XLVI , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XLVI , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal do Júri de São Sebastião", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal de Justiça Candango", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal de Justiça Candango", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Saraiva", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Saraiva", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Revista dos Tribunais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Revista dos Tribunais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "FLÁVIO PABLO DE SOUSA", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "FLÁVIO PABLO DE SOUSA", "DIAS TOFFOLI", "Flávio Pablo de Sousa", "Jorge Mussi", "DIAS TOFFOLI", "FLÁVIO PABLO DE SOUSA", "DIAS TOFFOLI", "Flávio Pablo de Sousa", "Jorge Mussi", "Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira", "Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Flávio Pablo de Sousa", "Jorge Mussi", "DIAS TOFFOLI", "Flávio Pablo de Sousa", "Jorge Mussi", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "Damásio Evangelista de Jesus", "Damásio Evangelista de Jesus", "DIAS TOFFOLI", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Menezes de Direito", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Alberto Silva Franco", "Rui Stoco", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Menezes de Direito", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Alberto Silva Franco", "Rui Stoco", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "FLÁVIO PABLO DE SOUSA", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "FLÁVIO PABLO DE SOUSA", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "6", "/", "09", "7", "/", "3", "/", "14", "26", "/", "12", "/", "12", "29", "/", "8", "/", "08", "11", "/", "4", "/", "08", "24", "/", "6", "/", "94", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "6", "/", "09", "7", "/", "3", "/", "14", "26", "/", "12", "/", "12", "29", "/", "8", "/", "08", "11", "/", "4", "/", "08", "24", "/", "6", "/", "94", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SINDICATO. DESMEMBRAMENTO. CATEGORIA ESPECÍFICA. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de ser possível o desmembramento de entidade sindical quando a nova entidade representa categoria específica. Precedentes. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916815. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 607216 ED / DF MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916815. Supremo Tribunal Federal RE 607216 ED / DF MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916815. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 1001-1003): “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a ) interposto de acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 936): MANDADO DE SEGURANÇA. REGISTRO SINDICAL. SENTENÇA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR À PROMULGAÇÃO DA EC/45. COMPETENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL DECLARADA PELO STJ CC Nº 91.121/DF. PRINCÍPIO DA UNIDADE SINDICAL. OFENSA NÃO CARACTERIZADA. 1. Competência da Justiça Federal para o processamento e julgamento da presente ação reconhecida pelo STJ, quando do julgamento do Conflito de Competência nº 91.121-DF, suscitado pelo TRT da 10ª Região. 2. O princípio da unicidade sindical (CF, art. 8º, II, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 1001-1003): “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a ) interposto de acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 936): MANDADO DE SEGURANÇA. REGISTRO SINDICAL. SENTENÇA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR À PROMULGAÇÃO DA EC/45. COMPETENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL DECLARADA PELO STJ CC Nº 91.121/DF. PRINCÍPIO DA UNIDADE SINDICAL. OFENSA NÃO CARACTERIZADA. 1. Competência da Justiça Federal para o processamento e julgamento da presente ação reconhecida pelo STJ, quando do julgamento do Conflito de Competência nº 91.121-DF, suscitado pelo TRT da 10ª Região. 2. O princípio da unicidade sindical (CF, art. 8º, II, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 607216 ED / DF Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de sua base territorial: ao contrário, a jurisprudência do STF está consolidada no sentido da legitimidade constitucional do desmembramento territorial de um sindicato para constituir outro, por deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território de ambos não se reduza a área inferior à de um município (RE-AgR 154250 / SP). 3. O registro de sindicato com âmbito de atuação no Estado de São Paulo não implica a unicidade permanente de representação, admitindo-se, sem qualquer ofensa ao ordenamento constitucional, o desmembramento em unidades sindicais com atuação territorial mais restrita, desde que respeitado o limite territorial de um município. 4. Apelação não provida. Nas razões do recurso extraordinário, indica-se ofensa ao disposto no art. 8º, I e II, da Constituição federal. É o relatório. Decido. Ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal firmaram orientação quanto à possibilidade de desmembramento de sindicato em unidades menores, desde que a entidade criada abranja a área mínima correspondente à de um município. Confiram-se nesse sentido, v.g., os seguintes precedentes: EMENTA: I. Sindicato: unicidade e desmembramento. 1. O princípio da unicidade sindical (CF, art. 8º, II, da Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de sua base territorial: ao contrário, a jurisprudência do STF está consolidada no sentido da legitimidade constitucional do desmembramento territorial de um sindicato para constituir outro, por deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território de ambos não se reduza a área inferior à de um município (v.g., MS 21.080, Rezek, DJ 1º.10.93; RE 191.231, Pertence, DJ 06.08.99; RE 153.534; Velloso, DJ 11.06.99; AgRgRE 207.910, Maurício, DJ 4.12.98; RE 207.780, Galvão, DJ 17.10.97; RE 180222, Galvão, DJ 29.08.00). 2. No caso, o Tribunal a quo assentou que não houve superposição sindical total, mas apenas um desmembramento que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Supremo Tribunal Federal RE 607216 ED / DF Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de sua base territorial: ao contrário, a jurisprudência do STF está consolidada no sentido da legitimidade constitucional do desmembramento territorial de um sindicato para constituir outro, por deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território de ambos não se reduza a área inferior à de um município (RE-AgR 154250 / SP). 3. O registro de sindicato com âmbito de atuação no Estado de São Paulo não implica a unicidade permanente de representação, admitindo-se, sem qualquer ofensa ao ordenamento constitucional, o desmembramento em unidades sindicais com atuação territorial mais restrita, desde que respeitado o limite territorial de um município. 4. Apelação não provida. Nas razões do recurso extraordinário, indica-se ofensa ao disposto no art. 8º, I e II, da Constituição federal. É o relatório. Decido. Ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal firmaram orientação quanto à possibilidade de desmembramento de sindicato em unidades menores, desde que a entidade criada abranja a área mínima correspondente à de um município. Confiram-se nesse sentido, v.g., os seguintes precedentes: EMENTA: I. Sindicato: unicidade e desmembramento. 1. O princípio da unicidade sindical (CF, art. 8º, II, da Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de sua base territorial: ao contrário, a jurisprudência do STF está consolidada no sentido da legitimidade constitucional do desmembramento territorial de um sindicato para constituir outro, por deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território de ambos não se reduza a área inferior à de um município (v.g., MS 21.080, Rezek, DJ 1º.10.93; RE 191.231, Pertence, DJ 06.08.99; RE 153.534; Velloso, DJ 11.06.99; AgRgRE 207.910, Maurício, DJ 4.12.98; RE 207.780, Galvão, DJ 17.10.97; RE 180222, Galvão, DJ 29.08.00). 2. No caso, o Tribunal a quo assentou que não houve superposição sindical total, mas apenas um desmembramento que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RE 607216 ED / DF originou novas organizações sindicais regionais cuja área de atuação é menor do que a do agravante, o que não ofende a garantia constitucional da unicidade. (...) (RE 154.250-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 08.06.2007); EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DESMEMBRAMENTO DE SINDICATO. ENTIDADE PRÉ-EXISTENTE. MONOPÓLIO DA REPRESENTAÇÃO SINDICAL EM DETERMINADA BASE TERRITORIAL. PRINCÍPIO DA UNICIDADE SINDICAL. POSSIBILIDADE DE CISÃO. NORMAS DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. 1. Acolhendo o princípio da não intervenção e não interferência estatal na organização sindical (CF, artigo 8º, I), o legislador constituinte outorgou aos trabalhadores e empregadores interessados a capacidade para definir a base territorial da entidade que não poderá ser inferior à área de um Município, afastando a competência do Ministério do Trabalho para delimitá-la na forma prevista no artigo 517, § 1º da Consolidação das Leis do Trabalho. 2. Unicidade sindical. A norma constitucional estabelece que é livre a associação profissional ou sindical, vedando à lei a exigência de autorização estatal para a instituição de sindicato, ressalvado o seu registro no órgão competente (Ministério do Trabalho) a quem cumpre zelar pela observância do princípio da unicidade sindical em atuação conjunta com os terceiros interessados (sindicatos), de conformidade com as disposições contidas nas Instruções Normativas nºs 5/90 e 9/90, que lhes facultam, no prazo nelas fixado, a impugnação do registro de fundação da entidade, competindo à Administração Pública anular o ato se julgada procedente a alegação. (...) Agravo regimental não provido. (RE 207.910-AgR, rel. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 26.06.1998) Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido. Do exposto, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte embargante afirma que a decisão embargada foi 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Supremo Tribunal Federal RE 607216 ED / DF originou novas organizações sindicais regionais cuja área de atuação é menor do que a do agravante, o que não ofende a garantia constitucional da unicidade. (...) (RE 154.250-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 08.06.2007); EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DESMEMBRAMENTO DE SINDICATO. ENTIDADE PRÉ-EXISTENTE. MONOPÓLIO DA REPRESENTAÇÃO SINDICAL EM DETERMINADA BASE TERRITORIAL. PRINCÍPIO DA UNICIDADE SINDICAL. POSSIBILIDADE DE CISÃO. NORMAS DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. 1. Acolhendo o princípio da não intervenção e não interferência estatal na organização sindical (CF, artigo 8º, I), o legislador constituinte outorgou aos trabalhadores e empregadores interessados a capacidade para definir a base territorial da entidade que não poderá ser inferior à área de um Município, afastando a competência do Ministério do Trabalho para delimitá-la na forma prevista no artigo 517, § 1º da Consolidação das Leis do Trabalho. 2. Unicidade sindical. A norma constitucional estabelece que é livre a associação profissional ou sindical, vedando à lei a exigência de autorização estatal para a instituição de sindicato, ressalvado o seu registro no órgão competente (Ministério do Trabalho) a quem cumpre zelar pela observância do princípio da unicidade sindical em atuação conjunta com os terceiros interessados (sindicatos), de conformidade com as disposições contidas nas Instruções Normativas nºs 5/90 e 9/90, que lhes facultam, no prazo nelas fixado, a impugnação do registro de fundação da entidade, competindo à Administração Pública anular o ato se julgada procedente a alegação. (...) Agravo regimental não provido. (RE 207.910-AgR, rel. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 26.06.1998) Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido. Do exposto, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte embargante afirma que a decisão embargada foi 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório RE 607216 ED / DF omissa por não analisar a existência de vícios na concessão do registro sindical a outra entidade – o SINPRAFARMA/AMERICANA – , a qual abrangeria área pertencente a ora recorrente (fls. 1009/1010). 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Supremo Tribunal Federal RE 607216 ED / DF omissa por não analisar a existência de vícios na concessão do registro sindical a outra entidade – o SINPRAFARMA/AMERICANA – , a qual abrangeria área pertencente a ora recorrente (fls. 1009/1010). 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. 3. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de ser possível o desmembramento de entidade sindical quando a nova entidade representa categoria específica. Nesse sentido, veja- se o seguinte precedente: “CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE -- HOSPITAIS, ESTABELECIMENTOS E SERVIÇOS -- CNS. DESMEMBRAMENTO DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA UNICIDADE. Improcedência da alegação, posto que a novel entidade representa categoria específica, até então congregada por entidade de natureza eclética, hipótese em que estava fadada ao desmembramento, concretizado como manifestação da liberdade sindical consagrada no art. 8º, II, da Constituição Federal. Agravo desprovido. (RE 241.935-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão)” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916817. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. 3. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de ser possível o desmembramento de entidade sindical quando a nova entidade representa categoria específica. Nesse sentido, veja- se o seguinte precedente: “CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE -- HOSPITAIS, ESTABELECIMENTOS E SERVIÇOS -- CNS. DESMEMBRAMENTO DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA UNICIDADE. Improcedência da alegação, posto que a novel entidade representa categoria específica, até então congregada por entidade de natureza eclética, hipótese em que estava fadada ao desmembramento, concretizado como manifestação da liberdade sindical consagrada no art. 8º, II, da Constituição Federal. Agravo desprovido. (RE 241.935-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão)” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 607216 ED / DF 4. No que diz respeito à controvérsia acerca da identidade entre as categorias, tal questão não foi objeto de análise do acórdão impugnado pelo apelo extremo. Incidem, portanto, as Súmulas 282 e 356/STF, que exigem o prequestionamento da matéria alegada. 5. Ademais, verifica-se que a sua apreciação demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Consolidação das Leis do Trabalho), bem como o reexame do conjunto fático-probatório acostado aos autos. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/STF. A propósito, cite-se o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SINDICATO ESPECÍFICO. DESMEMBRAMENTO: POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA UNICIDADE SINDICAL: PRECEDENTES. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 817.765-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916817. Supremo Tribunal Federal RE 607216 ED / DF 4. No que diz respeito à controvérsia acerca da identidade entre as categorias, tal questão não foi objeto de análise do acórdão impugnado pelo apelo extremo. Incidem, portanto, as Súmulas 282 e 356/STF, que exigem o prequestionamento da matéria alegada. 5. Ademais, verifica-se que a sua apreciação demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Consolidação das Leis do Trabalho), bem como o reexame do conjunto fático-probatório acostado aos autos. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/STF. A propósito, cite-se o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SINDICATO ESPECÍFICO. DESMEMBRAMENTO: POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA UNICIDADE SINDICAL: PRECEDENTES. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 817.765-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894551 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894551 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7938179
2015-02-10T00:00:00
2015-03-06T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SINDICATO. DESMEMBRAMENTO. CATEGORIA ESPECÍFICA. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de ser possível o desmembramento de entidade sindical quando a nova entidade representa categoria específica. Precedentes. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294833
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO, AGR) Rcl 11022 ED (TP), ARE 680718 ED (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 18/03/2015, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
607216
[ "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-ED
acordaos
RE 607216 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SINDICATO. DESMEMBRAMENTO. CATEGORIA ESPECÍFICA. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de ser possível o desmembramento de entidade sindical quando a nova entidade representa categoria específica. Precedentes. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916815. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 607216 ED / DF MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916815. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607216 ED / DF MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916815. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 1001-1003): “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a ) interposto de acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 936): MANDADO DE SEGURANÇA. REGISTRO SINDICAL. SENTENÇA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR À PROMULGAÇÃO DA EC/45. COMPETENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL DECLARADA PELO Superior Tribunal de Justiça Código Civil Brasileiro n 91.121/DF. PRINCÍPIO DA UNIDADE SINDICAL. OFENSA NÃO CARACTERIZADA. 1. Competência da Justiça Federal para o processamento e julgamento da presente ação reconhecida pelo Superior Tribunal de Justiça, quando do julgamento do Conflito de Competência n 91.121-DF, suscitado pelo TRT da 10... Região. 2. O princípio da unicidade sindical (Constituição Federal de 1988, art. 8..., II, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 1001-1003): “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a ) interposto de acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 936): MANDADO DE SEGURANÇA. REGISTRO SINDICAL. SENTENÇA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR À PROMULGAÇÃO DA EC/45. COMPETENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL DECLARADA PELO Superior Tribunal de Justiça Código Civil Brasileiro n 91.121/DF. PRINCÍPIO DA UNIDADE SINDICAL. OFENSA NÃO CARACTERIZADA. 1. Competência da Justiça Federal para o processamento e julgamento da presente ação reconhecida pelo Superior Tribunal de Justiça, quando do julgamento do Conflito de Competência n 91.121-DF, suscitado pelo TRT da 10... Região. 2. O princípio da unicidade sindical (Constituição Federal de 1988, art. 8..., II, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 607216 ED / DF Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de sua base territorial: ao contrário, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido da legitimidade constitucional do desmembramento territorial de um sindicato para constituir outro, por deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território de ambos não se reduza a área inferior à de um município (Recurso Extraordinário-AgR 154250 / SP). 3. O registro de sindicato com âmbito de atuação no Estado de São Paulo não implica a unicidade permanente de representação, admitindo-se, sem qualquer ofensa ao ordenamento constitucional, o desmembramento em unidades sindicais com atuação territorial mais restrita, desde que respeitado o limite territorial de um município. 4. Apelação não provida. Nas razões do recurso extraordinário, indica-se ofensa ao disposto no art. 8..., I e II, da Constituição federal. É o relatório. Decido. Ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal firmaram orientação quanto à possibilidade de desmembramento de sindicato em unidades menores, desde que a entidade criada abranja a área mínima correspondente à de um município. Confiram-se nesse sentido, v.g., os seguintes precedentes: EMENTA: I. Sindicato: unicidade e desmembramento. 1. O princípio da unicidade sindical (Constituição Federal de 1988, art. 8..., II, da Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de sua base territorial: ao contrário, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido da legitimidade constitucional do desmembramento territorial de um sindicato para constituir outro, por deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território de ambos não se reduza a área inferior à de um município (v.g., MS 21.080, Rezek, DJ 1....10.93; Recurso Extraordinário 191.231, Pertence, DJ 06.08.99; Recurso Extraordinário 153.534; Velloso, DJ 11.06.99; AgRgRE 207.910, Maurício, DJ 4.12.98; Recurso Extraordinário 207.780, Galvão, DJ 17.10.97; Recurso Extraordinário 180222, Galvão, DJ 29.08.00). 2. No caso, o Tribunal a quo assentou que não houve superposição sindical total, mas apenas um desmembramento que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607216 ED / DF Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de sua base territorial: ao contrário, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido da legitimidade constitucional do desmembramento territorial de um sindicato para constituir outro, por deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território de ambos não se reduza a área inferior à de um município (Recurso Extraordinário-AgR 154250 / SP). 3. O registro de sindicato com âmbito de atuação no Estado de São Paulo não implica a unicidade permanente de representação, admitindo-se, sem qualquer ofensa ao ordenamento constitucional, o desmembramento em unidades sindicais com atuação territorial mais restrita, desde que respeitado o limite territorial de um município. 4. Apelação não provida. Nas razões do recurso extraordinário, indica-se ofensa ao disposto no art. 8..., I e II, da Constituição federal. É o relatório. Decido. Ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal firmaram orientação quanto à possibilidade de desmembramento de sindicato em unidades menores, desde que a entidade criada abranja a área mínima correspondente à de um município. Confiram-se nesse sentido, v.g., os seguintes precedentes: EMENTA: I. Sindicato: unicidade e desmembramento. 1. O princípio da unicidade sindical (Constituição Federal de 1988, art. 8..., II, da Constituição) não garante por si só ao sindicato a intangibilidade de sua base territorial: ao contrário, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido da legitimidade constitucional do desmembramento territorial de um sindicato para constituir outro, por deliberação dos partícipes da fundação deste, desde que o território de ambos não se reduza a área inferior à de um município (v.g., MS 21.080, Rezek, DJ 1....10.93; Recurso Extraordinário 191.231, Pertence, DJ 06.08.99; Recurso Extraordinário 153.534; Velloso, DJ 11.06.99; AgRgRE 207.910, Maurício, DJ 4.12.98; Recurso Extraordinário 207.780, Galvão, DJ 17.10.97; Recurso Extraordinário 180222, Galvão, DJ 29.08.00). 2. No caso, o Tribunal a quo assentou que não houve superposição sindical total, mas apenas um desmembramento que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 607216 ED / DF originou novas organizações sindicais regionais cuja área de atuação é menor do que a do agravante, o que não ofende a garantia constitucional da unicidade. (...) (Recurso Extraordinário 154.250-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 08.06.2007); EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DESMEMBRAMENTO DE SINDICATO. ENTIDADE PRÉ-EXISTENTE. MONOPÓLIO DA REPRESENTAÇÃO SINDICAL EM DETERMINADA BASE TERRITORIAL. PRINCÍPIO DA UNICIDADE SINDICAL. POSSIBILIDADE DE CISÃO. NORMAS DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. 1. Acolhendo o princípio da não intervenção e não interferência estatal na organização sindical (Constituição Federal de 1988, artigo 8..., I), o legislador constituinte outorgou aos trabalhadores e empregadores interessados a capacidade para definir a base territorial da entidade que não poderá ser inferior à área de um Município, afastando a competência do Ministério do Trabalho para delimitá-la na forma prevista no artigo 517, § 1... da Consolidação das Leis do Trabalho. 2. Unicidade sindical. A norma constitucional estabelece que é livre a associação profissional ou sindical, vedando à lei a exigência de autorização estatal para a instituição de sindicato, ressalvado o seu registro no órgão competente (Ministério do Trabalho) a quem cumpre zelar pela observância do princípio da unicidade sindical em atuação conjunta com os terceiros interessados (sindicatos), de conformidade com as disposições contidas nas Instruções Normativas ns 5/90 e 9/90, que lhes facultam, no prazo nelas fixado, a impugnação do registro de fundação da entidade, competindo à Administração Pública anular o ato se julgada procedente a alegação. (...) Agravo regimental não provido. (Recurso Extraordinário 207.910-AgR, rel. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 26.06.1998) Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido. Do exposto, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte embargante afirma que a decisão embargada foi 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607216 ED / DF originou novas organizações sindicais regionais cuja área de atuação é menor do que a do agravante, o que não ofende a garantia constitucional da unicidade. (...) (Recurso Extraordinário 154.250-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 08.06.2007); EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DESMEMBRAMENTO DE SINDICATO. ENTIDADE PRÉ-EXISTENTE. MONOPÓLIO DA REPRESENTAÇÃO SINDICAL EM DETERMINADA BASE TERRITORIAL. PRINCÍPIO DA UNICIDADE SINDICAL. POSSIBILIDADE DE CISÃO. NORMAS DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. 1. Acolhendo o princípio da não intervenção e não interferência estatal na organização sindical (Constituição Federal de 1988, artigo 8..., I), o legislador constituinte outorgou aos trabalhadores e empregadores interessados a capacidade para definir a base territorial da entidade que não poderá ser inferior à área de um Município, afastando a competência do Ministério do Trabalho para delimitá-la na forma prevista no artigo 517, § 1... da Consolidação das Leis do Trabalho. 2. Unicidade sindical. A norma constitucional estabelece que é livre a associação profissional ou sindical, vedando à lei a exigência de autorização estatal para a instituição de sindicato, ressalvado o seu registro no órgão competente (Ministério do Trabalho) a quem cumpre zelar pela observância do princípio da unicidade sindical em atuação conjunta com os terceiros interessados (sindicatos), de conformidade com as disposições contidas nas Instruções Normativas ns 5/90 e 9/90, que lhes facultam, no prazo nelas fixado, a impugnação do registro de fundação da entidade, competindo à Administração Pública anular o ato se julgada procedente a alegação. (...) Agravo regimental não provido. (Recurso Extraordinário 207.910-AgR, rel. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 26.06.1998) Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido. Do exposto, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte embargante afirma que a decisão embargada foi 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 607216 ED / DF omissa por não analisar a existência de vícios na concessão do registro sindical a outra entidade – o SINPRAFARMA/AMERICANA – , a qual abrangeria área pertencente a ora recorrente (fls. 1009/1010). 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607216 ED / DF omissa por não analisar a existência de vícios na concessão do registro sindical a outra entidade – o SINPRAFARMA/AMERICANA – , a qual abrangeria área pertencente a ora recorrente (fls. 1009/1010). 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. 3. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de ser possível o desmembramento de entidade sindical quando a nova entidade representa categoria específica. Nesse sentido, veja- se o seguinte precedente: “CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE -- HOSPITAIS, ESTABELECIMENTOS E SERVIÇOS -- CNS. DESMEMBRAMENTO DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA UNICIDADE. Improcedência da alegação, posto que a novel entidade representa categoria específica, até então congregada por entidade de natureza eclética, hipótese em que estava fadada ao desmembramento, concretizado como manifestação da liberdade sindical consagrada no art. 8..., II, da Constituição Federal. Agravo desprovido. (Recurso Extraordinário 241.935-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão)” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916817. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. 3. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de ser possível o desmembramento de entidade sindical quando a nova entidade representa categoria específica. Nesse sentido, veja- se o seguinte precedente: “CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE -- HOSPITAIS, ESTABELECIMENTOS E SERVIÇOS -- CNS. DESMEMBRAMENTO DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA UNICIDADE. Improcedência da alegação, posto que a novel entidade representa categoria específica, até então congregada por entidade de natureza eclética, hipótese em que estava fadada ao desmembramento, concretizado como manifestação da liberdade sindical consagrada no art. 8..., II, da Constituição Federal. Agravo desprovido. (Recurso Extraordinário 241.935-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão)” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 607216 ED / DF 4. No que diz respeito à controvérsia acerca da identidade entre as categorias, tal questão não foi objeto de análise do acórdão impugnado pelo apelo extremo. Incidem, portanto, as Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal, que exigem o prequestionamento da matéria alegada. 5. Ademais, verifica-se que a sua apreciação demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Consolidação das Leis do Trabalho), bem como o reexame do conjunto fático-probatório acostado aos autos. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A propósito, cite-se o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SINDICATO ESPECÍFICO. DESMEMBRAMENTO: POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA UNICIDADE SINDICAL: PRECEDENTES. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 817.765-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916817. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607216 ED / DF 4. No que diz respeito à controvérsia acerca da identidade entre as categorias, tal questão não foi objeto de análise do acórdão impugnado pelo apelo extremo. Incidem, portanto, as Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal, que exigem o prequestionamento da matéria alegada. 5. Ademais, verifica-se que a sua apreciação demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Consolidação das Leis do Trabalho), bem como o reexame do conjunto fático-probatório acostado aos autos. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A propósito, cite-se o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SINDICATO ESPECÍFICO. DESMEMBRAMENTO: POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA UNICIDADE SINDICAL: PRECEDENTES. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 817.765-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894551 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.216 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : SINDIFARMA - SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS DISTR. PERF. SIMILARES E MANIPULAÇÕES DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894551 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 216", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 607216 ED /", "Recurso Extraordinário 607216 ED", "Conflito de Competência n 91 . 121 - DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 216", "Conflito de Competência n 91 . 121 - DF", "Recurso Extraordinário 607216 ED / DF", "Recurso Extraordinário - AgR 154250 / SP", "MS 21 . 080", "Recurso Extraordinário 191 . 231", "Recurso Extraordinário 153 . 534", "AgRgRE 207 . 910", "Recurso Extraordinário 207 . 780", "Recurso Extraordinário 180222", "Recurso Extraordinário 607216 ED / DF", "Recurso Extraordinário - AgR 154250 / SP", "MS 21 . 080", "Recurso Extraordinário 191 . 231", "Recurso Extraordinário 153 . 534", "AgRgRE 207 . 910", "Recurso Extraordinário 207 . 780", "Recurso Extraordinário 180222", "Recurso Extraordinário 154 . 250 - AgR", "Recurso Extraordinário 207 . 910 - AgR", "Recurso Extraordinário 607216 ED / DF", "Recurso Extraordinário 154 . 250 - AgR", "Recurso Extraordinário 207 . 910 - AgR", "Recurso Extraordinário 607216 ED / DF", "Recurso Extraordinário 607216 ED / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 216", "MI 823 - ED - segundos", "Rcl 11 . 022 - ED", "ARE 680 . 718 - ED", "Recurso Extraordinário 241 . 935 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 216", "MI 823 - ED - segundos", "Rcl 11 . 022 - ED", "ARE 680 . 718 - ED", "Recurso Extraordinário 241 . 935 - AgR", "Recurso Extraordinário 607216 ED / DF", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 817 . 765 - AgR", "Recurso Extraordinário 607216 ED / DF", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "ARE 817 . 765 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 216" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC", "/", "45", "Código Civil Brasileiro n 91 . 121 / DF", "Constituição Federal de 1988 , art . 8 . . . , II", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC", "/", "45", "Código Civil Brasileiro n 91 . 121 / DF", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . , I e II , da Constituição federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 8 . . . , II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . , I e II , da Constituição federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 8 . . . , II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS DO TRABALHO", "Constituição Federal de 1988 , artigo 8 . . . , I", "artigo 517 , § 1 . . . da Consolidação das Leis do Trabalho", "Instruções Normativas ns 5 / 90", "9", "/", "90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS", "Constituição Federal de 1988 , artigo 8 . . . , I", "artigo 517 , § 1 . . . da Consolidação das Leis do Trabalho", "Instruções Normativas ns 5 / 90", "9", "/", "90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . , II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE SÃO PAULO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE SÃO PAULO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SINDIFARMA", "SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SINDIFARMA", "SINDICATO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "TRT da 10 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDIFARMA", "SINDICATO DOS", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "TRT da 10 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Rezek", "Galvão", "Galvão", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Rezek", "Pertence", "Galvão", "Galvão", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Ministério do Trabalho", "Ministério do Trabalho", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Ministério do Trabalho", "Ministério do Trabalho", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SINPRAFARMA", "/", "AMERICANA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SINPRAFARMA /", "AMERICANA", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE", "CNS", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE", "CNS", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SINDIFARMA", "-", "SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDIFARMA", "-", "SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE FARMÁCIAS DROGARIAS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "Pertence", "Velloso", "Maurício", "Velloso", "Maurício", "Sepúlveda Pertence", "Maurício Corrêa", "Sepúlveda Pertence", "Maurício Corrêa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ilmar Galvão", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ilmar Galvão", "ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "LILIAN CASTILHO RODRIGUES PINTIASKI", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "93", "06", ".", "08", ".", "99", "11", ".", "06", ".", "99", "4", ".", "12", ".", "98", "17", ".", "10", ".", "97", "29", ".", "08", ".", "00", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "93", "06", ".", "08", ".", "99", "11", ".", "06", ".", "99", "4", ".", "12", ".", "98", "17", ".", "10", ".", "97", "29", ".", "08", ".", "00", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "06", ".", "2007", "26", ".", "06", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "06", ".", "2007", "26", ".", "06", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/12/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF ADV.(A/S) :WAGNER ROSSI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE ATO COMISSIVO QUE SE POSSA ATRIBUIR INDIVIDUALMENTE AO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO. SÚMULA 177 DO STJ. PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 16 de dezembro de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531131. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 16/12/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF ADV.(A/S) :WAGNER ROSSI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento ao presente recurso ordinário por entender, em suma, que a exclusão da parte agravante do certame decorreu de ato do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União (art. 8º, inciso I, da LC 73/1993), e não de ato que pudesse ser atribuído individualmente ao Advogado-Geral da União. A parte agravante alega, em suma, que para a solução deste recurso deve ser considerado o posicionamento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça no julgamento do MS 20.209/DF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531387. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF ADV.(A/S) :WAGNER ROSSI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento ao presente recurso ordinário por entender, em suma, que a exclusão da parte agravante do certame decorreu de ato do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União (art. 8º, inciso I, da LC 73/1993), e não de ato que pudesse ser atribuído individualmente ao Advogado-Geral da União. A parte agravante alega, em suma, que para a solução deste recurso deve ser considerado o posicionamento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça no julgamento do MS 20.209/DF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/12/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação da recorrente não merece prosperar. A decisão agravada adotou jurisprudência já assentada pelo Tribunal em casos análogos e merece ser confirmada, pelos próprios fundamentos nela deduzidos. Com efeito, o seguinte trecho sintetiza as razões pelas quais se chegou à conclusão sobre a ausência no caso de ato comissivo que se possa atribuir individualmente ao Advogado- Geral da União (art. 1º, parágrafo único, da Lei 8.682/1993): “(...) Os documentos demonstram que a recorrente foi desclassificada do concurso público na fase de sindicância de vida pregressa, por ato do Conselho Superior da Advocacia- Geral da União, conforme a ata da sessão eletrônica de 1º de abril, de 2013 (vol. 2, pag. 47). Nos termos do art. 7º, I, da LC 73/1993 e itens 7 e 12.2.4 do Edital 10 – AGU, de 7/5/2012, a sindicância de vida pregressa é etapa anterior à homologação do certame e faz parte das atribuições do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União. Está, portanto, evidenciada a atuação do Advogado-Geral da União na qualidade de presidente do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União (art. 8º, inciso I, da LC 73/1993), o que reforça o conteúdo do acórdão recorrido. Em situação análoga, o Pleno desta Corte já decidiu pela ilegitimidade de Ministro de Estado para figurar em polo passivo de mandado de segurança, ainda que a autoridade presida determinado órgão colegiado, porquanto o que deve caracterizar o Ministro de Estado como autoridade coatora é a “atividade específica que exerça, inerente ao cargo, ou seja, a atuação em si, como Ministro de Estado, a integrar a mais alta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531388. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação da recorrente não merece prosperar. A decisão agravada adotou jurisprudência já assentada pelo Tribunal em casos análogos e merece ser confirmada, pelos próprios fundamentos nela deduzidos. Com efeito, o seguinte trecho sintetiza as razões pelas quais se chegou à conclusão sobre a ausência no caso de ato comissivo que se possa atribuir individualmente ao Advogado- Geral da União (art. 1º, parágrafo único, da Lei 8.682/1993): “(...) Os documentos demonstram que a recorrente foi desclassificada do concurso público na fase de sindicância de vida pregressa, por ato do Conselho Superior da Advocacia- Geral da União, conforme a ata da sessão eletrônica de 1º de abril, de 2013 (vol. 2, pag. 47). Nos termos do art. 7º, I, da LC 73/1993 e itens 7 e 12.2.4 do Edital 10 – AGU, de 7/5/2012, a sindicância de vida pregressa é etapa anterior à homologação do certame e faz parte das atribuições do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União. Está, portanto, evidenciada a atuação do Advogado-Geral da União na qualidade de presidente do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União (art. 8º, inciso I, da LC 73/1993), o que reforça o conteúdo do acórdão recorrido. Em situação análoga, o Pleno desta Corte já decidiu pela ilegitimidade de Ministro de Estado para figurar em polo passivo de mandado de segurança, ainda que a autoridade presida determinado órgão colegiado, porquanto o que deve caracterizar o Ministro de Estado como autoridade coatora é a “atividade específica que exerça, inerente ao cargo, ou seja, a atuação em si, como Ministro de Estado, a integrar a mais alta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RMS 32987 AGR / DF equipe de assessores do Presidente da República: ‘COMPETÊNCIA - MANDADO DE SEGURANÇA - ATO DE MINISTRO DE ESTADO PRATICADO NA QUALIDADE DE PRESIDENTE DE ÓRGÃO COLEGIADO - JUÍZO FEDERAL x SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. À luz do disposto no artigo 105, inciso I, alinea "b", da Constituição Federal, a competência do Superior Tribunal de Justiça em mandado de segurança pressupõe a posição do Ministro de Estado, como autoridade coatora, considerado o ato, comissivo ou omissivo, ligado a atividade específica que exerça, inerente ao cargo, ou seja, a atuação, em si, como Ministro de Estado, a integrar a mais alta equipe de assessores do Presidente da República. Tratando-se de procedimento relativo a órgão colegiado, como é o caso do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, do qual o Ministro do Trabalho é presidente por força do disposto no par. 1. do artigo 3., da Lei n. 8.036/90, a competência para processar e julgar o mandado de segurança e do JUÍZO FEDERAL. Precedente: recurso em mandado de segurança n. 10.078-DF, Pleno do Supremo Tribunal Federal, relator designado Ministro Pedro Chaves, julgado em 22 de agosto de 1962, publicado na Revista Trimestral de Jurisprudência n. 28, paginas 90 a 92’ (RMS 21.560, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJ de 18/12/1992). Na mesma linha de entendimento, a 2ª Turma desta Corte julgou o RMS 25.479, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, que recebeu a seguinte ementa: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPETÊNCIA. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ATO DE ÓRGÃO COLEGIADO PRESIDIDO POR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531388. Supremo Tribunal Federal RMS 32987 AGR / DF equipe de assessores do Presidente da República: ‘COMPETÊNCIA - MANDADO DE SEGURANÇA - ATO DE MINISTRO DE ESTADO PRATICADO NA QUALIDADE DE PRESIDENTE DE ÓRGÃO COLEGIADO - JUÍZO FEDERAL x SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. À luz do disposto no artigo 105, inciso I, alinea "b", da Constituição Federal, a competência do Superior Tribunal de Justiça em mandado de segurança pressupõe a posição do Ministro de Estado, como autoridade coatora, considerado o ato, comissivo ou omissivo, ligado a atividade específica que exerça, inerente ao cargo, ou seja, a atuação, em si, como Ministro de Estado, a integrar a mais alta equipe de assessores do Presidente da República. Tratando-se de procedimento relativo a órgão colegiado, como é o caso do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, do qual o Ministro do Trabalho é presidente por força do disposto no par. 1. do artigo 3., da Lei n. 8.036/90, a competência para processar e julgar o mandado de segurança e do JUÍZO FEDERAL. Precedente: recurso em mandado de segurança n. 10.078-DF, Pleno do Supremo Tribunal Federal, relator designado Ministro Pedro Chaves, julgado em 22 de agosto de 1962, publicado na Revista Trimestral de Jurisprudência n. 28, paginas 90 a 92’ (RMS 21.560, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJ de 18/12/1992). Na mesma linha de entendimento, a 2ª Turma desta Corte julgou o RMS 25.479, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, que recebeu a seguinte ementa: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPETÊNCIA. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ATO DE ÓRGÃO COLEGIADO PRESIDIDO POR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RMS 32987 AGR / DF MINISTRO DE ESTADO. O Superior Tribunal de Justiça é incompetente para julgar ato do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União. Recurso a que se nega provimento.’ (RMS 25.479, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ de 25/11/2005). 3. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso.” Da mesma forma, não procede as alegações quanto ao decidido no MS 20.209/DF, também julgado pela 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, que, em sentido contrário ao decidido no MS 20.192/DF, teria “reconhecido a legitimidade passiva do Advogado-Geral da União em mandado de segurança impetrado pela própria agravante contra sua desclassificação de concurso da Procuradoria da Fazenda Nacional, também na fase de exame de vida pregressa, e também em função do inquérito tratado neste processo”. Isso porque as razões de decidir deste recurso ordinário adotaram como parâmetros os pedidos e documentos que instruíram o MS 20.192/DF, em especial, o edital do concurso público para provimento de cargos vagos de Advogado da União de 2ª Categoria (Edital 10 – AGU, de 7/5/2012). A superveniência de decisão relacionada à objeto e causa de pedir distintos do panorama delineado neste recurso (concurso para o cargo de Procurador da Fazenda Nacional), não representa subsídio apto a alterar os fundamentos da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531388. Supremo Tribunal Federal RMS 32987 AGR / DF MINISTRO DE ESTADO. O Superior Tribunal de Justiça é incompetente para julgar ato do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União. Recurso a que se nega provimento.’ (RMS 25.479, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ de 25/11/2005). 3. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso.” Da mesma forma, não procede as alegações quanto ao decidido no MS 20.209/DF, também julgado pela 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, que, em sentido contrário ao decidido no MS 20.192/DF, teria “reconhecido a legitimidade passiva do Advogado-Geral da União em mandado de segurança impetrado pela própria agravante contra sua desclassificação de concurso da Procuradoria da Fazenda Nacional, também na fase de exame de vida pregressa, e também em função do inquérito tratado neste processo”. Isso porque as razões de decidir deste recurso ordinário adotaram como parâmetros os pedidos e documentos que instruíram o MS 20.192/DF, em especial, o edital do concurso público para provimento de cargos vagos de Advogado da União de 2ª Categoria (Edital 10 – AGU, de 7/5/2012). A superveniência de decisão relacionada à objeto e causa de pedir distintos do panorama delineado neste recurso (concurso para o cargo de Procurador da Fazenda Nacional), não representa subsídio apto a alterar os fundamentos da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 16/12/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF ADV.(A/S) : WAGNER ROSSI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7688752 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF ADV.(A/S) : WAGNER ROSSI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7688752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7719130
2014-12-16T00:00:00
2015-02-11T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 16.12.2014.
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE ATO COMISSIVO QUE SE POSSA ATRIBUIR INDIVIDUALMENTE AO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO. SÚMULA 177 DO STJ. PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
sjur291786
Número de páginas: 6. Análise: 26/02/2015, MJC
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
32987
[ "LEG-FED LEI-008682 ANO-1993\n ART-00001 PAR-ÚNICO\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED EDT-000010 ANO-2012\n EDITAL DA ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO - AGU\n\n", "LEG-FED SUMSTJ-000177 \n SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ" ]
RMS-AgR
acordaos
RMS 32987 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF ADV.(A/S) : WAGNER ROSSI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/12/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF ADV.(A/S) :WAGNER ROSSI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE ATO COMISSIVO QUE SE POSSA ATRIBUIR INDIVIDUALMENTE AO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO. SÚMULA 177 DO Superior Tribunal de Justiça. PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 16 de dezembro de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531131. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 16/12/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF ADV.(A/S) :WAGNER ROSSI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento ao presente recurso ordinário por entender, em suma, que a exclusão da parte agravante do certame decorreu de ato do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União (art. 8..., inciso I, da Lei Complementar 73/1993), e não de ato que pudesse ser atribuído individualmente ao Advogado-Geral da União. A parte agravante alega, em suma, que para a solução deste recurso deve ser considerado o posicionamento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça no julgamento do MS 20.209/DF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531387. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF ADV.(A/S) :WAGNER ROSSI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento ao presente recurso ordinário por entender, em suma, que a exclusão da parte agravante do certame decorreu de ato do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União (art. 8..., inciso I, da Lei Complementar 73/1993), e não de ato que pudesse ser atribuído individualmente ao Advogado-Geral da União. A parte agravante alega, em suma, que para a solução deste recurso deve ser considerado o posicionamento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça no julgamento do MS 20.209/DF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/12/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação da recorrente não merece prosperar. A decisão agravada adotou jurisprudência já assentada pelo Tribunal em casos análogos e merece ser confirmada, pelos próprios fundamentos nela deduzidos. Com efeito, o seguinte trecho sintetiza as razões pelas quais se chegou à conclusão sobre a ausência no caso de ato comissivo que se possa atribuir individualmente ao Advogado- Geral da União (art. 1..., parágrafo único, da Lei 8.682/1993): “(...) Os documentos demonstram que a recorrente foi desclassificada do concurso público na fase de sindicância de vida pregressa, por ato do Conselho Superior da Advocacia- Geral da União, conforme a ata da sessão eletrônica de 1... de abril, de 2013 (vol. 2, pag. 47). Nos termos do art. 7..., I, da Lei Complementar 73/1993 e itens 7 e 12.2.4 do Edital 10 – AGU, de 7/5/2012, a sindicância de vida pregressa é etapa anterior à homologação do certame e faz parte das atribuições do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União. Está, portanto, evidenciada a atuação do Advogado-Geral da União na qualidade de presidente do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União (art. 8..., inciso I, da Lei Complementar 73/1993), o que reforça o conteúdo do acórdão recorrido. Em situação análoga, o Pleno desta Corte já decidiu pela ilegitimidade de Ministro de Estado para figurar em polo passivo de mandado de segurança, ainda que a autoridade presida determinado órgão colegiado, porquanto o que deve caracterizar o Ministro de Estado como autoridade coatora é a “atividade específica que exerça, inerente ao cargo, ou seja, a atuação em si, como Ministro de Estado, a integrar a mais alta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531388. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação da recorrente não merece prosperar. A decisão agravada adotou jurisprudência já assentada pelo Tribunal em casos análogos e merece ser confirmada, pelos próprios fundamentos nela deduzidos. Com efeito, o seguinte trecho sintetiza as razões pelas quais se chegou à conclusão sobre a ausência no caso de ato comissivo que se possa atribuir individualmente ao Advogado- Geral da União (art. 1..., parágrafo único, da Lei 8.682/1993): “(...) Os documentos demonstram que a recorrente foi desclassificada do concurso público na fase de sindicância de vida pregressa, por ato do Conselho Superior da Advocacia- Geral da União, conforme a ata da sessão eletrônica de 1... de abril, de 2013 (vol. 2, pag. 47). Nos termos do art. 7..., I, da Lei Complementar 73/1993 e itens 7 e 12.2.4 do Edital 10 – AGU, de 7/5/2012, a sindicância de vida pregressa é etapa anterior à homologação do certame e faz parte das atribuições do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União. Está, portanto, evidenciada a atuação do Advogado-Geral da União na qualidade de presidente do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União (art. 8..., inciso I, da Lei Complementar 73/1993), o que reforça o conteúdo do acórdão recorrido. Em situação análoga, o Pleno desta Corte já decidiu pela ilegitimidade de Ministro de Estado para figurar em polo passivo de mandado de segurança, ainda que a autoridade presida determinado órgão colegiado, porquanto o que deve caracterizar o Ministro de Estado como autoridade coatora é a “atividade específica que exerça, inerente ao cargo, ou seja, a atuação em si, como Ministro de Estado, a integrar a mais alta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RMS 32987 AGR / DF equipe de assessores do Presidente da República: ‘COMPETÊNCIA - MANDADO DE SEGURANÇA - ATO DE MINISTRO DE ESTADO PRATICADO NA QUALIDADE DE PRESIDENTE DE ÓRGÃO COLEGIADO - JUÍZO FEDERAL x SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. À luz do disposto no artigo 105, inciso I, alinea "b", da Constituição Federal, a competência do Superior Tribunal de Justiça em mandado de segurança pressupõe a posição do Ministro de Estado, como autoridade coatora, considerado o ato, comissivo ou omissivo, ligado a atividade específica que exerça, inerente ao cargo, ou seja, a atuação, em si, como Ministro de Estado, a integrar a mais alta equipe de assessores do Presidente da República. Tratando-se de procedimento relativo a órgão colegiado, como é o caso do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, do qual o Ministro do Trabalho é presidente por força do disposto no par. 1. do artigo 3., da Lei n. 8.036/90, a competência para processar e julgar o mandado de segurança e do JUÍZO FEDERAL. Precedente: recurso em mandado de segurança n. 10.078-DF, Pleno do Supremo Tribunal Federal, relator designado Ministro Pedro Chaves, julgado em 22 de agosto de 1962, publicado na Revista Trimestral de Jurisprudência n. 28, paginas 90 a 92’ (RMS 21.560, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJ de 18/12/1992). Na mesma linha de entendimento, a 2... Turma desta Corte julgou o RMS 25.479, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, que recebeu a seguinte ementa: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPETÊNCIA. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ATO DE ÓRGÃO COLEGIADO PRESIDIDO POR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531388. Supremo Tribunal Federal RMS 32987 AGR / DF equipe de assessores do Presidente da República: ‘COMPETÊNCIA - MANDADO DE SEGURANÇA - ATO DE MINISTRO DE ESTADO PRATICADO NA QUALIDADE DE PRESIDENTE DE ÓRGÃO COLEGIADO - JUÍZO FEDERAL x SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. À luz do disposto no artigo 105, inciso I, alinea "b", da Constituição Federal, a competência do Superior Tribunal de Justiça em mandado de segurança pressupõe a posição do Ministro de Estado, como autoridade coatora, considerado o ato, comissivo ou omissivo, ligado a atividade específica que exerça, inerente ao cargo, ou seja, a atuação, em si, como Ministro de Estado, a integrar a mais alta equipe de assessores do Presidente da República. Tratando-se de procedimento relativo a órgão colegiado, como é o caso do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, do qual o Ministro do Trabalho é presidente por força do disposto no par. 1. do artigo 3., da Lei n. 8.036/90, a competência para processar e julgar o mandado de segurança e do JUÍZO FEDERAL. Precedente: recurso em mandado de segurança n. 10.078-DF, Pleno do Supremo Tribunal Federal, relator designado Ministro Pedro Chaves, julgado em 22 de agosto de 1962, publicado na Revista Trimestral de Jurisprudência n. 28, paginas 90 a 92’ (RMS 21.560, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJ de 18/12/1992). Na mesma linha de entendimento, a 2... Turma desta Corte julgou o RMS 25.479, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, que recebeu a seguinte ementa: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPETÊNCIA. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ATO DE ÓRGÃO COLEGIADO PRESIDIDO POR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RMS 32987 AGR / DF MINISTRO DE ESTADO. O Superior Tribunal de Justiça é incompetente para julgar ato do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União. Recurso a que se nega provimento.’ (RMS 25.479, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ de 25/11/2005). 3. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso.” Da mesma forma, não procede as alegações quanto ao decidido no MS 20.209/DF, também julgado pela 1... Seção do Superior Tribunal de Justiça, que, em sentido contrário ao decidido no MS 20.192/DF, teria “reconhecido a legitimidade passiva do Advogado-Geral da União em mandado de segurança impetrado pela própria agravante contra sua desclassificação de concurso da Procuradoria da Fazenda Nacional, também na fase de exame de vida pregressa, e também em função do inquérito tratado neste processo”. Isso porque as razões de decidir deste recurso ordinário adotaram como parâmetros os pedidos e documentos que instruíram o MS 20.192/DF, em especial, o edital do concurso público para provimento de cargos vagos de Advogado da União de 2... Categoria (Edital 10 – AGU, de 7/5/2012). A superveniência de decisão relacionada à objeto e causa de pedir distintos do panorama delineado neste recurso (concurso para o cargo de Procurador da Fazenda Nacional), não representa subsídio apto a alterar os fundamentos da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531388. Supremo Tribunal Federal RMS 32987 AGR / DF MINISTRO DE ESTADO. O Superior Tribunal de Justiça é incompetente para julgar ato do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União. Recurso a que se nega provimento.’ (RMS 25.479, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ de 25/11/2005). 3. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso.” Da mesma forma, não procede as alegações quanto ao decidido no MS 20.209/DF, também julgado pela 1... Seção do Superior Tribunal de Justiça, que, em sentido contrário ao decidido no MS 20.192/DF, teria “reconhecido a legitimidade passiva do Advogado-Geral da União em mandado de segurança impetrado pela própria agravante contra sua desclassificação de concurso da Procuradoria da Fazenda Nacional, também na fase de exame de vida pregressa, e também em função do inquérito tratado neste processo”. Isso porque as razões de decidir deste recurso ordinário adotaram como parâmetros os pedidos e documentos que instruíram o MS 20.192/DF, em especial, o edital do concurso público para provimento de cargos vagos de Advogado da União de 2... Categoria (Edital 10 – AGU, de 7/5/2012). A superveniência de decisão relacionada à objeto e causa de pedir distintos do panorama delineado neste recurso (concurso para o cargo de Procurador da Fazenda Nacional), não representa subsídio apto a alterar os fundamentos da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 16/12/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF ADV.(A/S) : WAGNER ROSSI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7688752 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.987 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF ADV.(A/S) : WAGNER ROSSI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7688752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 177 DO Superior Tribunal de Justiça", "RECURSO ORD . EM MANDADO DE SEGURANÇA 32 . 987", "MS 20 . 209 / DF", "MS 20 . 209 / DF", "RMS 32987", "RMS 21 . 560", "RMS 25 . 479", "RMS 32987", "recurso em mandado de segurança n . 10 . 078 - DF", "RMS 21 . 560", "RMS 25 . 479", "RMS 32987", "RMS 25 . 479", "MS 20 . 209 / DF", "MS 20 . 192 / DF", "MS 20 . 192 / DF", "RMS 32987 AGR", "RMS 25 . 479", "MS 20 . 209 / DF", "MS 20 . 192 / DF", "MS 20 . 192 / DF", "RECURSO ORD . EM MANDADO DE SEGURANÇA 32 . 987" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . , inciso I , da Lei Complementar 73 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . , inciso I , da Lei Complementar 73 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , parágrafo único , da Lei 8 . 682 / 1993", "art . 7 . . . , I , da Lei Complementar 73 / 1993", "art . 8 . . . , inciso I , da Lei Complementar 73 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , parágrafo único , da Lei 8 . 682 / 1993", "art . 7 . . . , I , da Lei Complementar 73 / 1993", "art . 8 . . . , inciso I , da Lei Complementar 73 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "artigo 105 , inciso I , alinea \" b \" , da Constituição Federal", "par . 1 . do artigo 3 . , da Lei n . 8 . 036 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 105 , inciso I , alinea \" b \" , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Conselho Superior da Advocacia - Geral da União", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Conselho Superior da Advocacia - Geral da União", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "União", "Conselho Superior da Advocacia - Geral da União", "AGU", "Conselho Superior da Advocacia - Geral da União", "União", "Conselho Superior da Advocacia - Geral da União", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "União", "Conselho Superior da Advocacia - Geral da União", "Conselho Superior da Advocacia - Geral da União", "União", "Conselho Superior da Advocacia - Geral da União", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço", "Supremo Tribunal Federal", "2", "SUPERIOR TRIBUNAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço", "Supremo Tribunal Federal", "Revista Trimestral de Jurisprudência", "2", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Conselho Superior da Advocacia - Geral da União", "2", ".", ".", "1", "União", "Procuradoria da Fazenda Nacional", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Conselho Superior da Advocacia - Geral da União", "2", ".", ".", ". Turma", "1", "Seção do Superior Tribunal de Justiça", "União", "Procuradoria da Fazenda Nacional", "União", "AGU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "2", ".", ".", ". Turma", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "MARCIA THAIS DE OLIVEIRA", "WAGNER ROSSI RODRIGUES", "TEORI ZAVASCKI", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF", "WAGNER ROSSI RODRIGUES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF", "WAGNER ROSSI RODRIGUES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Pedro Chaves", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Pedro Chaves", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "TEORI ZAVASCKI", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "TEORI ZAVASCKI", "MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF", "WAGNER ROSSI RODRIGUES", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "MARCIA THAIS DE OLIVEIRA STOLF", "WAGNER ROSSI RODRIGUES", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "16", "/", "12", "/", "2014", "16 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "1", ".", ". . de abril , de", "2013", "7", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "1", ".", ".", ". de abril", "2013", "7", "/", "5", "/", "2012", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de agosto de 1962", "18", "/", "12", "/", "1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de agosto de 1962", "18", "/", "12", "/", "1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "11", "/", "2005", "7", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "11", "/", "2005", "7", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A ADV.(A/S) :AIRTON BOMBARDELI RIELLA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA. LEI Nº 9.961/2000. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a questão concernente à legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei nº 9.782/99 não possui índole constitucional. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916324. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A ADV.(A/S) :AIRTON BOMBARDELI RIELLA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se recurso extraordinário interposto contra acórdão da 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. LEI 9.782/99. RESOLUÇÃO 03/ANVISA. PORTARIA 383/99. ISENÇÃO. BASE DE CÁLCULO. 1. Afigura-se como ilegal a Resolução ANVS n° 9.782/99, impondo-se a inexigibilidade dos valores devidos a título da Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária em relação aos registros de produtos protocolados até o dia 10 de maio de 1999. 2. A Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária caracteriza-se como tributo com valor fixo, criado independentemente de base de cálculo e de alíquota, no qual o faturamento da empresa funciona não como base Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A ADV.(A/S) :AIRTON BOMBARDELI RIELLA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se recurso extraordinário interposto contra acórdão da 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. LEI 9.782/99. RESOLUÇÃO 03/ANVISA. PORTARIA 383/99. ISENÇÃO. BASE DE CÁLCULO. 1. Afigura-se como ilegal a Resolução ANVS n° 9.782/99, impondo-se a inexigibilidade dos valores devidos a título da Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária em relação aos registros de produtos protocolados até o dia 10 de maio de 1999. 2. A Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária caracteriza-se como tributo com valor fixo, criado independentemente de base de cálculo e de alíquota, no qual o faturamento da empresa funciona não como base Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 633221 AGR / RS imponível, mas como um referencial para e estabelecer a classe do contribuinte, e, por conseguinte, o valor do tributo por ele devido.’ Foram opostos embargos de declaração os quais foram acolhidos somente para fins de prequestionamento. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 59, I; 145, II, § 2°; 146, I; 150, I e III; 154, I, todos da Carta. Sustenta, em síntese, que o valor da taxa deve ser cobrado para remunerar o empenho da administração pública em determinada tarefa, devendo, portanto, estar baseado em um valor fixo. O recurso extraordinário não merece acolhida, tendo em vista que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a solução da controvérsia depende previamente do exame da legislação infraconstitucional. Confiram-se os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA. LEI N. 9.782/99. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Supremo Tribunal Federal RE 633221 AGR / RS imponível, mas como um referencial para e estabelecer a classe do contribuinte, e, por conseguinte, o valor do tributo por ele devido.’ Foram opostos embargos de declaração os quais foram acolhidos somente para fins de prequestionamento. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 59, I; 145, II, § 2°; 146, I; 150, I e III; 154, I, todos da Carta. Sustenta, em síntese, que o valor da taxa deve ser cobrado para remunerar o empenho da administração pública em determinada tarefa, devendo, portanto, estar baseado em um valor fixo. O recurso extraordinário não merece acolhida, tendo em vista que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a solução da controvérsia depende previamente do exame da legislação infraconstitucional. Confiram-se os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA. LEI N. 9.782/99. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 633221 AGR / RS no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 3 . O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 4. As Súmulas ns. 282 e 356 do STF dispõem, respectivamente, verbis : é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada e o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento . 5 . A controvérsia sub judice legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei n. 9.782/99 é de índole infraconstitucional, por isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. (Precedentes: RE n. 595.465, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 06.12.11; RE n. 574.797, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22.11.11; RE n. 637.507, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 11.04.11; AI n. 618.553, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 02.06.10; AI n. 721.577-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 18.04.12, entre outros). 6. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. LEI Nº 9.782/1999. ANVISA. VALOR FIXO. EQUIVALÊNCIA COM O CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL. LEGALIDADE. BI-TRIBUTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária, instituída pela Lei 9.782/99, tem como fato gerador atividade administrativa relacionada ao exercício do poder de polícia legalmente atribuído à ANVISA, no sentido de inibir-se a possibilidade de que surja qualquer risco sanitário à população brasileira. 2. ...1. O fato gerador da taxa de vigilância sanitária, consoante a sua matriz 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Supremo Tribunal Federal RE 633221 AGR / RS no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 3 . O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 4. As Súmulas ns. 282 e 356 do STF dispõem, respectivamente, verbis : é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada e o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento . 5 . A controvérsia sub judice legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei n. 9.782/99 é de índole infraconstitucional, por isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. (Precedentes: RE n. 595.465, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 06.12.11; RE n. 574.797, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22.11.11; RE n. 637.507, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 11.04.11; AI n. 618.553, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 02.06.10; AI n. 721.577-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 18.04.12, entre outros). 6. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. LEI Nº 9.782/1999. ANVISA. VALOR FIXO. EQUIVALÊNCIA COM O CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL. LEGALIDADE. BI-TRIBUTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária, instituída pela Lei 9.782/99, tem como fato gerador atividade administrativa relacionada ao exercício do poder de polícia legalmente atribuído à ANVISA, no sentido de inibir-se a possibilidade de que surja qualquer risco sanitário à população brasileira. 2. ...1. O fato gerador da taxa de vigilância sanitária, consoante a sua matriz 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 633221 AGR / RS jurídica, Lei 9.782/99, é o exercício do poder de polícia. (…) (AMS 2000.72.00.004234-7, Rel. Juiz Federal Marcos Roberto Araújo dos Santos, D. E. 19/02/2008). 3. ...2. O faturamento da empresa foi utilizado somente para efeito de enquadramento do seu tipo empresarial, como referência para fixação do quantum devido a título de taxa de fiscalização sanitária, o qual varia conforme o porte da empresa e o grau de atividade sujeita à fiscalização e vigilância sanitária. (…) (AMS 2001.04.01.064986-8, Rel. Des. Fed. Joel Ilan Paciornick, D. E. 04/03/2008) 4. Ao decidir pela constitucionalidade da taxa de fiscalização da Comissão de Valores Imobiliários CVM, a Corte Suprema admitiu a cobrança de valor fixo (RE 177.835, Rel. Min. Carlos Velloso, 2001). 5. A equivalência com o custo da atividade estatal foi estimada pelo legislador, não havendo indício de que estejam dissociados dos gastos suportados pelo erário para manter a estrutura de fiscalização e a realização das atividades inerentes à concessão da autorização, e deve ser suportado por quem da causa e se beneficie diretamente desta atividade. 6. Não há bi-tributação pelo fato de o sujeito passivo estar submetido à fiscalização sanitária por mais de um ente estatal, haja vista que cada ente cobra uma taxa pela atividade fiscalizatória que exerce, conforme a competência que lhe cabe, definida em Lei. 7 . Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 685.213-AgR, Rel. Min Luiz Fux) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Taxa de Fiscalização Sanitária. 3. Jurisprudência consolidada da Corte. Precedentes . 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 860.273- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes) Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Taxa de fiscalização. ANVISA. Ofensa reflexa. Lei nº 9.782/99 e Resolução nº 105/01. Ausência de prequestionamento. Súmulas nºs 282 e 356 desta 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Supremo Tribunal Federal RE 633221 AGR / RS jurídica, Lei 9.782/99, é o exercício do poder de polícia. (…) (AMS 2000.72.00.004234-7, Rel. Juiz Federal Marcos Roberto Araújo dos Santos, D. E. 19/02/2008). 3. ...2. O faturamento da empresa foi utilizado somente para efeito de enquadramento do seu tipo empresarial, como referência para fixação do quantum devido a título de taxa de fiscalização sanitária, o qual varia conforme o porte da empresa e o grau de atividade sujeita à fiscalização e vigilância sanitária. (…) (AMS 2001.04.01.064986-8, Rel. Des. Fed. Joel Ilan Paciornick, D. E. 04/03/2008) 4. Ao decidir pela constitucionalidade da taxa de fiscalização da Comissão de Valores Imobiliários CVM, a Corte Suprema admitiu a cobrança de valor fixo (RE 177.835, Rel. Min. Carlos Velloso, 2001). 5. A equivalência com o custo da atividade estatal foi estimada pelo legislador, não havendo indício de que estejam dissociados dos gastos suportados pelo erário para manter a estrutura de fiscalização e a realização das atividades inerentes à concessão da autorização, e deve ser suportado por quem da causa e se beneficie diretamente desta atividade. 6. Não há bi-tributação pelo fato de o sujeito passivo estar submetido à fiscalização sanitária por mais de um ente estatal, haja vista que cada ente cobra uma taxa pela atividade fiscalizatória que exerce, conforme a competência que lhe cabe, definida em Lei. 7 . Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 685.213-AgR, Rel. Min Luiz Fux) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Taxa de Fiscalização Sanitária. 3. Jurisprudência consolidada da Corte. Precedentes . 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 860.273- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes) Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Taxa de fiscalização. ANVISA. Ofensa reflexa. Lei nº 9.782/99 e Resolução nº 105/01. Ausência de prequestionamento. Súmulas nºs 282 e 356 desta 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Relatório RE 633221 AGR / RS Corte. 1. O art. 170, parágrafo único, da Constituição Federal, apontado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela recorrente. Incidem, na espécie, as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca da alegada exigência, em multiplicidade, da taxa de fiscalização, por parte da ANVISA, seria necessário analisar as normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie (notadamente a Lei nº 9.782/99 e a Resolução nº 105/01), o que não é admissível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido. (AI 701.534-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Diante do exposto, com base no art. 557, caput , do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante insiste na existência de violação direta aos dispositivos constitucionais mencionados. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Supremo Tribunal Federal RE 633221 AGR / RS Corte. 1. O art. 170, parágrafo único, da Constituição Federal, apontado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela recorrente. Incidem, na espécie, as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca da alegada exigência, em multiplicidade, da taxa de fiscalização, por parte da ANVISA, seria necessário analisar as normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie (notadamente a Lei nº 9.782/99 e a Resolução nº 105/01), o que não é admissível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido. (AI 701.534-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Diante do exposto, com base no art. 557, caput , do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante insiste na existência de violação direta aos dispositivos constitucionais mencionados. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como restou consignado na decisão singular, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem se orientado no sentido de que a questão acerca da legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei nº 9.782/99 não possui índole constitucional, uma vez que eventual ofensa à Constituição, se houvesse, ocorreria de forma indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: RE 595.465, Rel. Min. Dias Toffoli; e AI 721.577-AgR, Rel. Min. Luiz Fux. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916326. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como restou consignado na decisão singular, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem se orientado no sentido de que a questão acerca da legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei nº 9.782/99 não possui índole constitucional, uma vez que eventual ofensa à Constituição, se houvesse, ocorreria de forma indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: RE 595.465, Rel. Min. Dias Toffoli; e AI 721.577-AgR, Rel. Min. Luiz Fux. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916326. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A ADV.(A/S) : AIRTON BOMBARDELI RIELLA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894556 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A ADV.(A/S) : AIRTON BOMBARDELI RIELLA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894556 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7938163
2015-02-10T00:00:00
2015-03-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA. LEI Nº 9.961/2000. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a questão concernente à legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei nº 9.782/99 não possui índole constitucional. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294839
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 721577 AgR (1ªT). - Decisão monocrática citada: (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 595465. Número de páginas: 8. Análise: 18/03/2015, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
633221
[ "LEG-FED LEI-009782 ANO-1999\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 633221 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A ADV.(A/S) : AIRTON BOMBARDELI RIELLA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A ADV.(A/S) :AIRTON BOMBARDELI RIELLA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA. LEI n 9.961/2000. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a questão concernente à legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei n 9.782/99 não possui índole constitucional. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916324. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A ADV.(A/S) :AIRTON BOMBARDELI RIELLA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se recurso extraordinário interposto contra acórdão da 1... Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. LEI 9.782/99. RESOLUÇÃO 03/ANVISA. PORTARIA 383/99. ISENÇÃO. BASE DE CÁLCULO. 1. Afigura-se como ilegal a Resolução ANVS n 9.782/99, impondo-se a inexigibilidade dos valores devidos a título da Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária em relação aos registros de produtos protocolados até o dia 10 de maio de 1999. 2. A Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária caracteriza-se como tributo com valor fixo, criado independentemente de base de cálculo e de alíquota, no qual o faturamento da empresa funciona não como base Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A ADV.(A/S) :AIRTON BOMBARDELI RIELLA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se recurso extraordinário interposto contra acórdão da 1... Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. LEI 9.782/99. RESOLUÇÃO 03/ANVISA. PORTARIA 383/99. ISENÇÃO. BASE DE CÁLCULO. 1. Afigura-se como ilegal a Resolução ANVS n 9.782/99, impondo-se a inexigibilidade dos valores devidos a título da Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária em relação aos registros de produtos protocolados até o dia 10 de maio de 1999. 2. A Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária caracteriza-se como tributo com valor fixo, criado independentemente de base de cálculo e de alíquota, no qual o faturamento da empresa funciona não como base Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 633221 AGR / RS imponível, mas como um referencial para e estabelecer a classe do contribuinte, e, por conseguinte, o valor do tributo por ele devido.’ Foram opostos embargos de declaração os quais foram acolhidos somente para fins de prequestionamento. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 59, I; 145, II, § 2...; 146, I; 150, I e III; 154, I, todos da Carta. Sustenta, em síntese, que o valor da taxa deve ser cobrado para remunerar o empenho da administração pública em determinada tarefa, devendo, portanto, estar baseado em um valor fixo. O recurso extraordinário não merece acolhida, tendo em vista que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a solução da controvérsia depende previamente do exame da legislação infraconstitucional. Confiram-se os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA. LEI N. 9.782/99. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 633221 AGR / RS imponível, mas como um referencial para e estabelecer a classe do contribuinte, e, por conseguinte, o valor do tributo por ele devido.’ Foram opostos embargos de declaração os quais foram acolhidos somente para fins de prequestionamento. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 59, I; 145, II, § 2...; 146, I; 150, I e III; 154, I, todos da Carta. Sustenta, em síntese, que o valor da taxa deve ser cobrado para remunerar o empenho da administração pública em determinada tarefa, devendo, portanto, estar baseado em um valor fixo. O recurso extraordinário não merece acolhida, tendo em vista que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a solução da controvérsia depende previamente do exame da legislação infraconstitucional. Confiram-se os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA. LEI N. 9.782/99. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 633221 AGR / RS no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3 . O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 4. As Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem, respectivamente, verbis : é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada e o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento . 5 . A controvérsia sub judice legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei n. 9.782/99 é de índole infraconstitucional, por isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 595.465, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 06.12.11; Recurso Extraordinário n. 574.797, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22.11.11; Recurso Extraordinário n. 637.507, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 11.04.11; AI n. 618.553, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 02.06.10; AI n. 721.577-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 18.04.12, entre outros). 6. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. LEI n 9.782/1999. ANVISA. VALOR FIXO. EQUIVALÊNCIA COM O CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL. LEGALIDADE. BI-TRIBUTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária, instituída pela Lei 9.782/99, tem como fato gerador atividade administrativa relacionada ao exercício do poder de polícia legalmente atribuído à ANVISA, no sentido de inibir-se a possibilidade de que surja qualquer risco sanitário à população brasileira. 2. ...1. O fato gerador da taxa de vigilância sanitária, consoante a sua matriz 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 633221 AGR / RS no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3 . O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 4. As Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem, respectivamente, verbis : é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada e o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento . 5 . A controvérsia sub judice legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei n. 9.782/99 é de índole infraconstitucional, por isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 595.465, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 06.12.11; Recurso Extraordinário n. 574.797, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22.11.11; Recurso Extraordinário n. 637.507, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 11.04.11; AI n. 618.553, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 02.06.10; AI n. 721.577-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 18.04.12, entre outros). 6. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. LEI n 9.782/1999. ANVISA. VALOR FIXO. EQUIVALÊNCIA COM O CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL. LEGALIDADE. BI-TRIBUTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária, instituída pela Lei 9.782/99, tem como fato gerador atividade administrativa relacionada ao exercício do poder de polícia legalmente atribuído à ANVISA, no sentido de inibir-se a possibilidade de que surja qualquer risco sanitário à população brasileira. 2. ...1. O fato gerador da taxa de vigilância sanitária, consoante a sua matriz 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 633221 AGR / RS jurídica, Lei 9.782/99, é o exercício do poder de polícia. (…) (AMS 2000.72.00.004234-7, Rel. Juiz Federal Marcos Roberto Araújo dos Santos, D. E. 19/02/2008). 3. ...2. O faturamento da empresa foi utilizado somente para efeito de enquadramento do seu tipo empresarial, como referência para fixação do quantum devido a título de taxa de fiscalização sanitária, o qual varia conforme o porte da empresa e o grau de atividade sujeita à fiscalização e vigilância sanitária. (…) (AMS 2001.04.01.064986-8, Rel. Des. Fed. Joel Ilan Paciornick, D. E. 04/03/2008) 4. Ao decidir pela constitucionalidade da taxa de fiscalização da Comissão de Valores Imobiliários CVM, a Corte Suprema admitiu a cobrança de valor fixo (Recurso Extraordinário 177.835, Rel. Min. Carlos Velloso, 2001). 5. A equivalência com o custo da atividade estatal foi estimada pelo legislador, não havendo indício de que estejam dissociados dos gastos suportados pelo erário para manter a estrutura de fiscalização e a realização das atividades inerentes à concessão da autorização, e deve ser suportado por quem da causa e se beneficie diretamente desta atividade. 6. Não há bi-tributação pelo fato de o sujeito passivo estar submetido à fiscalização sanitária por mais de um ente estatal, haja vista que cada ente cobra uma taxa pela atividade fiscalizatória que exerce, conforme a competência que lhe cabe, definida em Lei. 7 . Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 685.213-AgR, Rel. Min Luiz Fux) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Taxa de Fiscalização Sanitária. 3. Jurisprudência consolidada da Corte. Precedentes . 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 860.273- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes) Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Taxa de fiscalização. ANVISA. Ofensa reflexa. Lei n 9.782/99 e Resolução n 105/01. Ausência de prequestionamento. Súmulas ns 282 e 356 desta 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 633221 AGR / RS jurídica, Lei 9.782/99, é o exercício do poder de polícia. (…) (AMS 2000.72.00.004234-7, Rel. Juiz Federal Marcos Roberto Araújo dos Santos, D. E. 19/02/2008). 3. ...2. O faturamento da empresa foi utilizado somente para efeito de enquadramento do seu tipo empresarial, como referência para fixação do quantum devido a título de taxa de fiscalização sanitária, o qual varia conforme o porte da empresa e o grau de atividade sujeita à fiscalização e vigilância sanitária. (…) (AMS 2001.04.01.064986-8, Rel. Des. Fed. Joel Ilan Paciornick, D. E. 04/03/2008) 4. Ao decidir pela constitucionalidade da taxa de fiscalização da Comissão de Valores Imobiliários CVM, a Corte Suprema admitiu a cobrança de valor fixo (Recurso Extraordinário 177.835, Rel. Min. Carlos Velloso, 2001). 5. A equivalência com o custo da atividade estatal foi estimada pelo legislador, não havendo indício de que estejam dissociados dos gastos suportados pelo erário para manter a estrutura de fiscalização e a realização das atividades inerentes à concessão da autorização, e deve ser suportado por quem da causa e se beneficie diretamente desta atividade. 6. Não há bi-tributação pelo fato de o sujeito passivo estar submetido à fiscalização sanitária por mais de um ente estatal, haja vista que cada ente cobra uma taxa pela atividade fiscalizatória que exerce, conforme a competência que lhe cabe, definida em Lei. 7 . Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 685.213-AgR, Rel. Min Luiz Fux) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Taxa de Fiscalização Sanitária. 3. Jurisprudência consolidada da Corte. Precedentes . 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 860.273- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes) Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Taxa de fiscalização. ANVISA. Ofensa reflexa. Lei n 9.782/99 e Resolução n 105/01. Ausência de prequestionamento. Súmulas ns 282 e 356 desta 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 633221 AGR / RS Corte. 1. O art. 170, parágrafo único, da Constituição Federal, apontado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela recorrente. Incidem, na espécie, as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca da alegada exigência, em multiplicidade, da taxa de fiscalização, por parte da ANVISA, seria necessário analisar as normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie (notadamente a Lei n 9.782/99 e a Resolução n 105/01), o que não é admissível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido. (AI 701.534-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Diante do exposto, com base no art. 557, caput , do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante insiste na existência de violação direta aos dispositivos constitucionais mencionados. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 633221 AGR / RS Corte. 1. O art. 170, parágrafo único, da Constituição Federal, apontado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela recorrente. Incidem, na espécie, as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca da alegada exigência, em multiplicidade, da taxa de fiscalização, por parte da ANVISA, seria necessário analisar as normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie (notadamente a Lei n 9.782/99 e a Resolução n 105/01), o que não é admissível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido. (AI 701.534-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Diante do exposto, com base no art. 557, caput , do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante insiste na existência de violação direta aos dispositivos constitucionais mencionados. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como restou consignado na decisão singular, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem se orientado no sentido de que a questão acerca da legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei n 9.782/99 não possui índole constitucional, uma vez que eventual ofensa à Constituição, se houvesse, ocorreria de forma indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário 595.465, Rel. Min. Dias Toffoli; e AI 721.577-AgR, Rel. Min. Luiz Fux. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916326. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como restou consignado na decisão singular, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem se orientado no sentido de que a questão acerca da legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei n 9.782/99 não possui índole constitucional, uma vez que eventual ofensa à Constituição, se houvesse, ocorreria de forma indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário 595.465, Rel. Min. Dias Toffoli; e AI 721.577-AgR, Rel. Min. Luiz Fux. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916326. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A ADV.(A/S) : AIRTON BOMBARDELI RIELLA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894556 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.221 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A ADV.(A/S) : AIRTON BOMBARDELI RIELLA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894556 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 221", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 221", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 221", "RESOLUÇÃO 03 / ANVISA", "Recurso Extraordinário 633221 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 633221 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 633221 AGR / RS", "Súmulas ns . 282", "Recurso Extraordinário n . 595 . 465", "Recurso Extraordinário n . 574 . 797", "Recurso Extraordinário n . 637 . 507", "AI n . 618 . 553", "AI n . 721 . 577 - AgR", "Recurso Extraordinário 633221 AGR / RS", "Súmulas ns . 282", "Recurso Extraordinário n . 595 . 465", "Recurso Extraordinário n . 574 . 797", "Recurso Extraordinário n . 637 . 507", "AI n . 618 . 553", "AI n . 721 . 577 - AgR", "Recurso Extraordinário 633221 AGR /", "AMS 2000 .", "72", ".", "00", "004234", "-", "AMS 2001 . 04 . 01 . 064986 - 8", "Recurso Extraordinário 177 . 835", "Recurso Extraordinário 685 . 213 - AgR", "AI 860 . 273 - AgR", "Recurso Extraordinário 633221", "AMS 2000 . 72 . 00 . 004234 - 7", "AMS 2001 . 04 . 01 . 064986 - 8", "Recurso Extraordinário 177 . 835", "Recurso Extraordinário 685 . 213 - AgR", "AI 860 . 273 - AgR", "Recurso Extraordinário 633221 AGR", "AI 701 . 534 - AgR", "Recurso Extraordinário 633221", "AI 701 . 534 - AgR", "Recurso Extraordinário 595 . 465", "AI 721 . 577 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 221", "Recurso Extraordinário 595 . 465", "AI 721 . 577 -", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 221", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 221" ], "LEGISLACAO": [ "LEI n 9 . 961 / 2000", "Lei n 9 . 782 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 782 / 99", "RESOLUÇÃO 03 / ANVISA", "PORTARIA 383 / 99", "Resolução ANVS n 9 . 782", "/", "99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 782 / 99", "PORTARIA 383 / 99", "Resolução ANVS n 9 . 782 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts", "LEI N . 9 . 782 / 99", "ART . 323 DO RISTF C . C .", "ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 323 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "150 , I e III ; 154 , I , todos da Carta", "LEI N . 9 . 782 / 99", "ART . 323 DO RISTF C .", "ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO", "art .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Lei n . 9 . 782 / 99", "Constituição", "LEI n 9 . 782 / 1999", "Lei 9 . 782 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 9 . 782 / 99", "Constituição", "LEI n 9 . 782 / 1999", "Lei 9 . 782 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200", "Lei 9 . 782 / 99", "Lei n 9 . 782 / 99", "Resolução n 105 / 01", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 782 / 99", "Lei n 9 . 782 / 99", "Resolução n 105 / 01", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 170 , parágrafo único , da Constituição Federal", "Lei n 9 . 782 / 99", "Resolução n 105 / 01", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 170 , parágrafo único , da Constituição Federal", "Lei n 9 . 782 / 99", "Resolução n 105 / 01", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 782 / 99", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 782 / 99", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S / A", "UNIÃO", "UNIÃO", "AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA", "ANVISA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S / A", "UNIÃO", "UNIÃO", "AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA", "ANVISA", "1", ".", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S / A", "UNIÃO", "UNIÃO", "AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA", "ANVISA", "Tribunal Regional Federal da 4 .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ".", "ANVISA", "ANVISA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "ANVISA", "ANVISA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Comissão de Valores Imobiliários", "CVM", "Corte Suprema", "ANVISA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Comissão de Valores Imobiliários", "CVM", "Corte Suprema", "ANVISA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "ANVISA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RS", "ANVISA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S / A", "UNIÃO", "UNIÃO", "AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA", "ANVISA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S / A", "UNIÃO", "UNIÃO", "AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA", "ANVISA", ".", ". Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "AIRTON BOMBARDELI", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "AIRTON BOMBARDELI RIELLA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "AIRTON BOMBARDELI RIELLA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "TAXA", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Ricardo", "Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marcos Roberto Araújo dos Santos", "Joel Ilan Paciornick", "Carlos Velloso", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Marcos Roberto Araújo dos Santos", "Joel Ilan Paciornick", "Carlos Velloso", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "AIRTON BOMBARDELI", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "AIRTON BOMBARDELI RIELLA", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de maio de 1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de maio de 1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "12", ".", "11", "22", ".", "11", ".", "11", "11", ".", "04", ".", "11", "02", ".", "06", ".", "10", "18", ".", "04", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "12", ".", "11", "22", ".", "11", ".", "11", "11", ".", "04", ".", "11", "02", ".", "06", ".", "10", "18", ".", "04", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2008", "04", "/", "03", "/", "2008", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2008", "04", "/", "03", "/", "2008", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MARIA DO CARMO MACHADO NESSI ADV.(A/S) :ANA RITA RIBEIRO SERPA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA SOB A ÓTICA CONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. Hipótese em que, para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto à personalidade jurídica da FUNDASUL e analisar se a natureza do vínculo mantido pela recorrida permite a acumulação com o cargo de professora estadual, seria necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constante do autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916316. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MARIA DO CARMO MACHADO NESSI ADV.(A/S) :ANA RITA RIBEIRO SERPA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que o caso atrai a incidência das Súmulas 280, 282 e 356/STF. 2. A parte agravante reitera o argumento de que o Tribunal de origem violou os termos do art. 37, XVI e XVII, da Constituição, ao permitir a acumulação, pela agravada, do cargo de auxiliar administrativo em fundação com personalidade jurídica de direito privado com o cargo de professora estadual. Sustenta que “o contexto fático-jurídico está bem delineado na decisão do TJRS, tratando-se de fundação mantida pelo poder público, sua natureza é pública e, em assim sendo, a autora é detentora de emprego público” (fls. 275). 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916317. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MARIA DO CARMO MACHADO NESSI ADV.(A/S) :ANA RITA RIBEIRO SERPA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que o caso atrai a incidência das Súmulas 280, 282 e 356/STF. 2. A parte agravante reitera o argumento de que o Tribunal de origem violou os termos do art. 37, XVI e XVII, da Constituição, ao permitir a acumulação, pela agravada, do cargo de auxiliar administrativo em fundação com personalidade jurídica de direito privado com o cargo de professora estadual. Sustenta que “o contexto fático-jurídico está bem delineado na decisão do TJRS, tratando-se de fundação mantida pelo poder público, sua natureza é pública e, em assim sendo, a autora é detentora de emprego público” (fls. 275). 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916317. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 267-269): “Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, cuja ementa possui o seguinte teor (fls. 224): ‘ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CUMULAÇÃO DE VENCIMENTOS DE CARGO E DE SALÁRIO EM EMPREGO DE FUNDAÇÃO COM PERSONALIDADE JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO. POSSIBILIDADE. DANO MORAL. INEXISTÊNCIA. 1. A proibição do art. 37, XVI, XVII da CF/88 não se aplica à hipótese de cumulação de vencimentos (do cargo de professor) e de salário (do emprego em fundação com personalidade de direito privado). Dano moral não configurado por falta de imputabilidade. 2. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA.’ O recorrente alega violação ao art. 37, XVI, da Constituição, bem como ao art. 17, do ADCT. Sustenta que o cargo de auxiliar administrativo ocupado pela ora recorrida na Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social – FGTAS (antiga FUNDASUL) possui natureza pública, de modo que não poderia haver cumulação deste com o cargo público de professora estadual. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 267-269): “Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, cuja ementa possui o seguinte teor (fls. 224): ‘ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CUMULAÇÃO DE VENCIMENTOS DE CARGO E DE SALÁRIO EM EMPREGO DE FUNDAÇÃO COM PERSONALIDADE JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO. POSSIBILIDADE. DANO MORAL. INEXISTÊNCIA. 1. A proibição do art. 37, XVI, XVII da CF/88 não se aplica à hipótese de cumulação de vencimentos (do cargo de professor) e de salário (do emprego em fundação com personalidade de direito privado). Dano moral não configurado por falta de imputabilidade. 2. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA.’ O recorrente alega violação ao art. 37, XVI, da Constituição, bem como ao art. 17, do ADCT. Sustenta que o cargo de auxiliar administrativo ocupado pela ora recorrida na Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social – FGTAS (antiga FUNDASUL) possui natureza pública, de modo que não poderia haver cumulação deste com o cargo público de professora estadual. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 621705 AGR / RS O recurso extraordinário, ao alegar que o acórdão recorrido ofende o art. 17, do ADCT, versa questão constitucional não ventilada na decisão recorrida e que não foi objeto de embargos de declaração, faltando-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). Verifico que o Tribunal a quo concluiu que a referida fundação tem personalidade jurídica de direito privado, de tal forma que o vínculo mantido entre esta e a recorrida é celetista, não havendo que se falar em acumulação indevida de cargos públicos (fls. 228): ‘Efetivamente, as vedações contidas nos dispositivos da Constituição Federal (art. 37, XVI, XVII, da CF/88) de cumular cargos, empregos ou funções públicas não abrangem o vínculo celetista com pessoa jurídica de direito privado, no caso, com a FUNDASUL. De resto, a locução “fundação mantida pelo poder público” respeita àquelas em que o Estado confira personalidade de direito público, o que não é o caso daquela fundação com a qual a apelante mantém vínculo de emprego’ Para concluir diversamente, no sentido de rever a personalidade jurídica da fundação em questão e analisar se a natureza do vínculo estabelecido com seus funcionários permite ou não a cumulação com o cargo de professor, seria necessário apreciar a legislação estadual instituidora da fundação. Tal circunstância inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, ante a vedação contida na Súmula 280 desta Corte. Confira-se nesse sentido o RE 603.271-AgR (rel. min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 02.05.2012), cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Supremo Tribunal Federal RE 621705 AGR / RS O recurso extraordinário, ao alegar que o acórdão recorrido ofende o art. 17, do ADCT, versa questão constitucional não ventilada na decisão recorrida e que não foi objeto de embargos de declaração, faltando-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). Verifico que o Tribunal a quo concluiu que a referida fundação tem personalidade jurídica de direito privado, de tal forma que o vínculo mantido entre esta e a recorrida é celetista, não havendo que se falar em acumulação indevida de cargos públicos (fls. 228): ‘Efetivamente, as vedações contidas nos dispositivos da Constituição Federal (art. 37, XVI, XVII, da CF/88) de cumular cargos, empregos ou funções públicas não abrangem o vínculo celetista com pessoa jurídica de direito privado, no caso, com a FUNDASUL. De resto, a locução “fundação mantida pelo poder público” respeita àquelas em que o Estado confira personalidade de direito público, o que não é o caso daquela fundação com a qual a apelante mantém vínculo de emprego’ Para concluir diversamente, no sentido de rever a personalidade jurídica da fundação em questão e analisar se a natureza do vínculo estabelecido com seus funcionários permite ou não a cumulação com o cargo de professor, seria necessário apreciar a legislação estadual instituidora da fundação. Tal circunstância inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, ante a vedação contida na Súmula 280 desta Corte. Confira-se nesse sentido o RE 603.271-AgR (rel. min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 02.05.2012), cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 621705 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO. DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE EXTRAORDINÁRIA PREVISTA NO ART. 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. EMPREGADOS DA FUNDAÇÃO GAÚCHA DO TRABALHO E AÇÃO SOCIAL FGTAS. NATUREZA JURÍDICA DA ENTIDADE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL PERTINENTE. SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES. 1. Não é possível, neste momento processual, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso. 2. Agravo regimental desprovido.’ Do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Nessa linha, confiram-se também os seguintes precedentes desta Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS. DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DOS CARGOS. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.7.2009. O Tribunal a quo tratou de matéria infraconstitucional referente ao conceito legal de cargo público para fins de acumulação remuneratória. O exame da alegada ofensa a dispositivo constitucional dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada. Precedentes. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Supremo Tribunal Federal RE 621705 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO. DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE EXTRAORDINÁRIA PREVISTA NO ART. 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. EMPREGADOS DA FUNDAÇÃO GAÚCHA DO TRABALHO E AÇÃO SOCIAL FGTAS. NATUREZA JURÍDICA DA ENTIDADE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL PERTINENTE. SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES. 1. Não é possível, neste momento processual, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso. 2. Agravo regimental desprovido.’ Do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Nessa linha, confiram-se também os seguintes precedentes desta Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS. DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DOS CARGOS. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.7.2009. O Tribunal a quo tratou de matéria infraconstitucional referente ao conceito legal de cargo público para fins de acumulação remuneratória. O exame da alegada ofensa a dispositivo constitucional dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada. Precedentes. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 621705 AGR / RS Aplicação da Súmula 283/STF: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.’ Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 776.355-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como analisar o acervo fático-probatório dos autos. 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 638.754-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Supremo Tribunal Federal RE 621705 AGR / RS Aplicação da Súmula 283/STF: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.’ Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 776.355-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como analisar o acervo fático-probatório dos autos. 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 638.754-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MARIA DO CARMO MACHADO NESSI ADV.(A/S) : ANA RITA RIBEIRO SERPA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894552 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MARIA DO CARMO MACHADO NESSI ADV.(A/S) : ANA RITA RIBEIRO SERPA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7938407
2015-02-10T00:00:00
2015-03-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA SOB A ÓTICA CONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. Hipótese em que, para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto à personalidade jurídica da FUNDASUL e analisar se a natureza do vínculo mantido pela recorrida permite a acumulação com o cargo de professora estadual, seria necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constante do autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294864
- Acórdão(s) citado(s): (REEXAME, FATO, PROVA, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 638754 AgR (2ªT), RE 776355 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 18/03/2015, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
621705
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 621705 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MARIA DO CARMO MACHADO NESSI ADV.(A/S) : ANA RITA RIBEIRO SERPA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MARIA DO CARMO MACHADO NESSI ADV.(A/S) :ANA RITA RIBEIRO SERPA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA SOB A ÓTICA CONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Hipótese em que, para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto à personalidade jurídica da FUNDASUL e analisar se a natureza do vínculo mantido pela recorrida permite a acumulação com o cargo de professora estadual, seria necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constante do autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916316. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MARIA DO CARMO MACHADO NESSI ADV.(A/S) :ANA RITA RIBEIRO SERPA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que o caso atrai a incidência das Súmulas 280, 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera o argumento de que o Tribunal de origem violou os termos do art. 37, XVI e XVII, da Constituição, ao permitir a acumulação, pela agravada, do cargo de auxiliar administrativo em fundação com personalidade jurídica de direito privado com o cargo de professora estadual. Sustenta que “o contexto fático-jurídico está bem delineado na decisão do TJRS, tratando-se de fundação mantida pelo poder público, sua natureza é pública e, em assim sendo, a autora é detentora de emprego público” (fls. 275). 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916317. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MARIA DO CARMO MACHADO NESSI ADV.(A/S) :ANA RITA RIBEIRO SERPA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que o caso atrai a incidência das Súmulas 280, 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera o argumento de que o Tribunal de origem violou os termos do art. 37, XVI e XVII, da Constituição, ao permitir a acumulação, pela agravada, do cargo de auxiliar administrativo em fundação com personalidade jurídica de direito privado com o cargo de professora estadual. Sustenta que “o contexto fático-jurídico está bem delineado na decisão do TJRS, tratando-se de fundação mantida pelo poder público, sua natureza é pública e, em assim sendo, a autora é detentora de emprego público” (fls. 275). 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916317. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 267-269): “Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, cuja ementa possui o seguinte teor (fls. 224): ‘ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CUMULAÇÃO DE VENCIMENTOS DE CARGO E DE SALÁRIO EM EMPREGO DE FUNDAÇÃO COM PERSONALIDADE JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO. POSSIBILIDADE. DANO MORAL. INEXISTÊNCIA. 1. A proibição do art. 37, XVI, XVII da Constituição Federal de 1988/88 não se aplica à hipótese de cumulação de vencimentos (do cargo de professor) e de salário (do emprego em fundação com personalidade de direito privado). Dano moral não configurado por falta de imputabilidade. 2. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA.’ O recorrente alega violação ao art. 37, XVI, da Constituição, bem como ao art. 17, do ADCT. Sustenta que o cargo de auxiliar administrativo ocupado pela ora recorrida na Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social – FGTAS (antiga FUNDASUL) possui natureza pública, de modo que não poderia haver cumulação deste com o cargo público de professora estadual. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 267-269): “Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, cuja ementa possui o seguinte teor (fls. 224): ‘ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CUMULAÇÃO DE VENCIMENTOS DE CARGO E DE SALÁRIO EM EMPREGO DE FUNDAÇÃO COM PERSONALIDADE JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO. POSSIBILIDADE. DANO MORAL. INEXISTÊNCIA. 1. A proibição do art. 37, XVI, XVII da Constituição Federal de 1988/88 não se aplica à hipótese de cumulação de vencimentos (do cargo de professor) e de salário (do emprego em fundação com personalidade de direito privado). Dano moral não configurado por falta de imputabilidade. 2. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA.’ O recorrente alega violação ao art. 37, XVI, da Constituição, bem como ao art. 17, do ADCT. Sustenta que o cargo de auxiliar administrativo ocupado pela ora recorrida na Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social – FGTAS (antiga FUNDASUL) possui natureza pública, de modo que não poderia haver cumulação deste com o cargo público de professora estadual. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 621705 AGR / RS O recurso extraordinário, ao alegar que o acórdão recorrido ofende o art. 17, do ADCT, versa questão constitucional não ventilada na decisão recorrida e que não foi objeto de embargos de declaração, faltando-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). Verifico que o Tribunal a quo concluiu que a referida fundação tem personalidade jurídica de direito privado, de tal forma que o vínculo mantido entre esta e a recorrida é celetista, não havendo que se falar em acumulação indevida de cargos públicos (fls. 228): ‘Efetivamente, as vedações contidas nos dispositivos da Constituição Federal (art. 37, XVI, XVII, da Constituição Federal de 1988/88) de cumular cargos, empregos ou funções públicas não abrangem o vínculo celetista com pessoa jurídica de direito privado, no caso, com a FUNDASUL. De resto, a locução “fundação mantida pelo poder público” respeita àquelas em que o Estado confira personalidade de direito público, o que não é o caso daquela fundação com a qual a apelante mantém vínculo de emprego’ Para concluir diversamente, no sentido de rever a personalidade jurídica da fundação em questão e analisar se a natureza do vínculo estabelecido com seus funcionários permite ou não a cumulação com o cargo de professor, seria necessário apreciar a legislação estadual instituidora da fundação. Tal circunstância inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, ante a vedação contida na Súmula 280 desta Corte. Confira-se nesse sentido o Recurso Extraordinário 603.271-AgR (rel. min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 02.05.2012), cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 621705 AGR / RS O recurso extraordinário, ao alegar que o acórdão recorrido ofende o art. 17, do ADCT, versa questão constitucional não ventilada na decisão recorrida e que não foi objeto de embargos de declaração, faltando-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). Verifico que o Tribunal a quo concluiu que a referida fundação tem personalidade jurídica de direito privado, de tal forma que o vínculo mantido entre esta e a recorrida é celetista, não havendo que se falar em acumulação indevida de cargos públicos (fls. 228): ‘Efetivamente, as vedações contidas nos dispositivos da Constituição Federal (art. 37, XVI, XVII, da Constituição Federal de 1988/88) de cumular cargos, empregos ou funções públicas não abrangem o vínculo celetista com pessoa jurídica de direito privado, no caso, com a FUNDASUL. De resto, a locução “fundação mantida pelo poder público” respeita àquelas em que o Estado confira personalidade de direito público, o que não é o caso daquela fundação com a qual a apelante mantém vínculo de emprego’ Para concluir diversamente, no sentido de rever a personalidade jurídica da fundação em questão e analisar se a natureza do vínculo estabelecido com seus funcionários permite ou não a cumulação com o cargo de professor, seria necessário apreciar a legislação estadual instituidora da fundação. Tal circunstância inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, ante a vedação contida na Súmula 280 desta Corte. Confira-se nesse sentido o Recurso Extraordinário 603.271-AgR (rel. min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 02.05.2012), cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 621705 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO. DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE EXTRAORDINÁRIA PREVISTA NO ART. 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. EMPREGADOS DA FUNDAÇÃO GAÚCHA DO TRABALHO E AÇÃO SOCIAL FGTAS. NATUREZA JURÍDICA DA ENTIDADE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL PERTINENTE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Não é possível, neste momento processual, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso. 2. Agravo regimental desprovido.’ Do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Nessa linha, confiram-se também os seguintes precedentes desta Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS. DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DOS CARGOS. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.7.2009. O Tribunal a quo tratou de matéria infraconstitucional referente ao conceito legal de cargo público para fins de acumulação remuneratória. O exame da alegada ofensa a dispositivo constitucional dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada. Precedentes. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 621705 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO. DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE EXTRAORDINÁRIA PREVISTA NO ART. 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. EMPREGADOS DA FUNDAÇÃO GAÚCHA DO TRABALHO E AÇÃO SOCIAL FGTAS. NATUREZA JURÍDICA DA ENTIDADE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL PERTINENTE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Não é possível, neste momento processual, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso. 2. Agravo regimental desprovido.’ Do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Nessa linha, confiram-se também os seguintes precedentes desta Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS. DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DOS CARGOS. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.7.2009. O Tribunal a quo tratou de matéria infraconstitucional referente ao conceito legal de cargo público para fins de acumulação remuneratória. O exame da alegada ofensa a dispositivo constitucional dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada. Precedentes. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 621705 AGR / RS Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.’ Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 776.355-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como analisar o acervo fático-probatório dos autos. 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 638.754-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 621705 AGR / RS Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.’ Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 776.355-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como analisar o acervo fático-probatório dos autos. 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 638.754-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MARIA DO CARMO MACHADO NESSI ADV.(A/S) : ANA RITA RIBEIRO SERPA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894552 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621.705 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MARIA DO CARMO MACHADO NESSI ADV.(A/S) : ANA RITA RIBEIRO SERPA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621 . 705", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621 . 705", "Súmulas 280 , 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621 . 705", "Súmulas 280 , 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621 . 705", "Recurso Extraordinário 621705 AGR / RS", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 603 . 271 - AgR", "Recurso Extraordinário 621705 AGR / RS", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 603 . 271 - AgR", "Recurso Extraordinário 621705 AGR / RS", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 621705 AGR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 621705 AGR / RS", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 776 . 355 - AgR", "ARE 638 . 754 - AgR", "Recurso Extraordinário 621705 AGR / RS", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 776 . 355 - AgR", "ARE 638 . 754 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 621", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XVI e XVII , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XVI e XVII , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XVI , XVII da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 37 , XVI , da Constituição", "art . 17 , do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "XVII da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 37 , XVI", "art . 17 , do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Constituição Federal", "art . 37 , XVI , XVII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 17 , do ADCT", "Constituição Federal", "art . 37 , XVI , XVII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FUNDASUL", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "PRIMEIRA TURMA", "TJRS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TJRS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social", "FGTAS", "FUNDASUL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social", "FGTAS", "FUNDASUL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "FUNDASUL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "FUNDASUL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "FUNDAÇÃO GAÚCHA DO TRABALHO", "FGTAS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "FUNDAÇÃO GAÚCHA DO TRABALHO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARIA DO CARMO MACHADO NESSI", "ANA RITA RIBEIRO SERPA", "Rosa Weber", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARIA DO CARMO MACHADO NESSI", "ANA RITA RIBEIRO SERPA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "MARIA DO CARMO MACHADO NESSI", "ANA RITA RIBEIRO SERPA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Ayres Britto", "ROBERTO BARROSO", "MARIA DO CARMO MACHADO NESSI", "ANA RITA RIBEIRO SERPA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "MARIA DO CARMO MACHADO NESSI", "ANA RITA RIBEIRO SERPA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "05", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "05", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "7", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "7", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIO LUIZ FERNANDES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CRIME DE DESCAMINHO. REITERAÇÃO DELITIVA. IMPOSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DA ATIPICIDADE PENAL. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. Esta Corte reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância, por tratar-se de matéria infraconstitucional. Precedentes. O acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927005. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 849776 AGR / SP regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927005. Supremo Tribunal Federal ARE 849776 AGR / SP regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIO LUIZ FERNANDES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: ‘PENAL. PROCESSO PENAL. ARTIGO 334, § 1º, ALÍNEA "C", DO CÓDIGO PENAL. AFASTADA A PRELIMINAR DE NULIDADE. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA ANTES DA INSTRUÇÃO. POSSIBILIDADE. VALOR DOS TRIBUTOS ILUDIDOS INFERIOR AO ESTIPULADO NA PORTARIA MF 75/2012. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA. REPROVABILIDADE DA CONDUTA. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APELAÇÃO MINISTERIAL PROVIDA. 1. Possibilidade de absolvição sumária antes da instrução, mesmo que ultrapassado o momento previsto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIO LUIZ FERNANDES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: ‘PENAL. PROCESSO PENAL. ARTIGO 334, § 1º, ALÍNEA "C", DO CÓDIGO PENAL. AFASTADA A PRELIMINAR DE NULIDADE. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA ANTES DA INSTRUÇÃO. POSSIBILIDADE. VALOR DOS TRIBUTOS ILUDIDOS INFERIOR AO ESTIPULADO NA PORTARIA MF 75/2012. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA. REPROVABILIDADE DA CONDUTA. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APELAÇÃO MINISTERIAL PROVIDA. 1. Possibilidade de absolvição sumária antes da instrução, mesmo que ultrapassado o momento previsto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 849776 AGR / SP no artigo 397, caput , do Código de Processo Penal. 2. O artigo 20, caput , da Lei n.º 10.522/2002, com a redação dada pela Lei n.º 11.033/2004, autoriza o arquivamento dos autos da execução fiscal, sem baixa na distribuição, quando o valor devido não ultrapassar R$ 10.000,00 (dez mil reais). 3. O Supremo Tribunal Federal, conforme precedentes da Primeira Turma e da Segunda Turma, tem considerado, para avaliação da insignificância, o patamar de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), previsto no artigo 20 da Lei nº 10.522/02, atualizado pela Portaria nº 75/2012 do Ministério da Fazenda. 4. Os dados probatórios do caso em tela demonstram que o valor do total dos tributos iludidos perfaz a cifra de R$ 14.043,45 (quatorze mil, quarenta e três reais e quarenta e cinco centavos), razão pela qual seria aplicável o princípio da insignificância. Entretanto, permanecendo a acusada na prática delitiva do descaminho com habitualidade, deixa de ser aplicável o princípio da insignificância, independentemente do valor do tributo iludido. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. 5. Preliminar de nulidade da sentença rejeitada. Apelação do Ministério Público provida.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos princípios da intervenção mínima, da razoabilidade, da proibição das penas perpétuas, da humanidade e racionalidade das penas, da individualização das penas e da insignificância. Aduz que “considerar procedimentos administrativos pretéritos como mote de afastabilidade do princípio da insignificância possui questionável constitucionalidade em face da presunção de inocência”. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que “a ofensa deve consistir em ofensa direta e frontal à Constituição Federal”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Supremo Tribunal Federal ARE 849776 AGR / SP no artigo 397, caput , do Código de Processo Penal. 2. O artigo 20, caput , da Lei n.º 10.522/2002, com a redação dada pela Lei n.º 11.033/2004, autoriza o arquivamento dos autos da execução fiscal, sem baixa na distribuição, quando o valor devido não ultrapassar R$ 10.000,00 (dez mil reais). 3. O Supremo Tribunal Federal, conforme precedentes da Primeira Turma e da Segunda Turma, tem considerado, para avaliação da insignificância, o patamar de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), previsto no artigo 20 da Lei nº 10.522/02, atualizado pela Portaria nº 75/2012 do Ministério da Fazenda. 4. Os dados probatórios do caso em tela demonstram que o valor do total dos tributos iludidos perfaz a cifra de R$ 14.043,45 (quatorze mil, quarenta e três reais e quarenta e cinco centavos), razão pela qual seria aplicável o princípio da insignificância. Entretanto, permanecendo a acusada na prática delitiva do descaminho com habitualidade, deixa de ser aplicável o princípio da insignificância, independentemente do valor do tributo iludido. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. 5. Preliminar de nulidade da sentença rejeitada. Apelação do Ministério Público provida.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos princípios da intervenção mínima, da razoabilidade, da proibição das penas perpétuas, da humanidade e racionalidade das penas, da individualização das penas e da insignificância. Aduz que “considerar procedimentos administrativos pretéritos como mote de afastabilidade do princípio da insignificância possui questionável constitucionalidade em face da presunção de inocência”. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que “a ofensa deve consistir em ofensa direta e frontal à Constituição Federal”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 849776 AGR / SP O recurso é inadmissível, tendo em vista que o recorrente não indicou os dispositivos constitucionais supostamente violados pelo acórdão recorrido. Nessas condições, incide a súmula 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” Ademais, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância. Nesse sentido, veja-se a ementa do AI 747.522-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso (Plenário Virtual): “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Princípio da insignificância. Atipicidade da conduta. Ofensa ao art. 5°, incs. XXXV, LV e LIV, da Constituição Federal. Inocorrência. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão do reconhecimento de aplicação do princípio da insignificância, porque se trata de matéria infraconstitucional.” De qualquer forma, o acórdão impugnado está alinhado com a orientação do Tribunal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal (HC 114.675, Rel. Min. Ricardo Lewandowisk; e HC 115.331, Rel. Min. Gilmar Mendes). Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. [...]” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Supremo Tribunal Federal ARE 849776 AGR / SP O recurso é inadmissível, tendo em vista que o recorrente não indicou os dispositivos constitucionais supostamente violados pelo acórdão recorrido. Nessas condições, incide a súmula 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” Ademais, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância. Nesse sentido, veja-se a ementa do AI 747.522-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso (Plenário Virtual): “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Princípio da insignificância. Atipicidade da conduta. Ofensa ao art. 5°, incs. XXXV, LV e LIV, da Constituição Federal. Inocorrência. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão do reconhecimento de aplicação do princípio da insignificância, porque se trata de matéria infraconstitucional.” De qualquer forma, o acórdão impugnado está alinhado com a orientação do Tribunal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal (HC 114.675, Rel. Min. Ricardo Lewandowisk; e HC 115.331, Rel. Min. Gilmar Mendes). Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. [...]” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório ARE 849776 AGR / SP 2. A parte agravante alega que: (i) “as razões do recurso extraordinário, à f. 312, fazem referência expressa à existência de violação ao artigo 5º, inciso XLVII, da Constituição”; (ii) “sob a ótica da defesa técnica, não se afigura correto o fundamento da decisão agravada segundo o qual ‘o acórdão impugnado está alinhado com a orientação do Tribunal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal’”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Supremo Tribunal Federal ARE 849776 AGR / SP 2. A parte agravante alega que: (i) “as razões do recurso extraordinário, à f. 312, fazem referência expressa à existência de violação ao artigo 5º, inciso XLVII, da Constituição”; (ii) “sob a ótica da defesa técnica, não se afigura correto o fundamento da decisão agravada segundo o qual ‘o acórdão impugnado está alinhado com a orientação do Tribunal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal’”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Com efeito, o agravante não se desincumbiu do seu dever processual de desconstituir o fundamento de que “o Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância”, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” 2. De qualquer forma, tal como constatou a decisão agravada, esta Corte reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância, por tratar-se de matéria infraconstitucional (AI 747.522-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso). No mesmo sentido, veja-se o RE 638.545. Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1) PROCESSUAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927007. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Com efeito, o agravante não se desincumbiu do seu dever processual de desconstituir o fundamento de que “o Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância”, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” 2. De qualquer forma, tal como constatou a decisão agravada, esta Corte reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância, por tratar-se de matéria infraconstitucional (AI 747.522-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso). No mesmo sentido, veja-se o RE 638.545. Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1) PROCESSUAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 849776 AGR / SP PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL. 2) CONTROVÉRSIA SOBRE APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” 3. Ademais, o acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal. Nessa linha, vejam-se o HC 115.331, Rel. Min. Gilmar Mendes; e o HC 114.675, Rel. Min. Ricardo Lewandowisk, assim ementado: “PENAL. HABEAS CORPUS . CRIME DE DESCAMINHO. VALOR SONEGADO INFERIOR AO FIXADO NO ART. 20 DA LEI 10.522/2002, COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.033/2004. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. APLICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REITERAÇÃO DELITIVA. EXISTÊNCIA DE OUTROS PROCEDIMENTOS FISCAIS. ORDEM DENEGADA. I - Nos termos da jurisprudência deste Tribunal, o princípio da insignificância deve ser aplicado ao delito de descaminho quando o valor sonegado for inferior ao estabelecido no art. 20 da Lei 10.522/2002, com a redação dada pela Lei 11.033/2004. II - Entretanto, os autos dão conta da existência de mais oito procedimentos fiscais instaurados contra o paciente, nos quais os valores dos impostos elididos, somados, extrapolam o referido limite, o que demonstra a habitualidade criminosa e impede a aplicação do princípio da insignificância, em razão do elevado grau de reprovabilidade da conduta do agente. III - Ordem denegada.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927007. Supremo Tribunal Federal ARE 849776 AGR / SP PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL. 2) CONTROVÉRSIA SOBRE APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” 3. Ademais, o acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal. Nessa linha, vejam-se o HC 115.331, Rel. Min. Gilmar Mendes; e o HC 114.675, Rel. Min. Ricardo Lewandowisk, assim ementado: “PENAL. HABEAS CORPUS . CRIME DE DESCAMINHO. VALOR SONEGADO INFERIOR AO FIXADO NO ART. 20 DA LEI 10.522/2002, COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.033/2004. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. APLICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REITERAÇÃO DELITIVA. EXISTÊNCIA DE OUTROS PROCEDIMENTOS FISCAIS. ORDEM DENEGADA. I - Nos termos da jurisprudência deste Tribunal, o princípio da insignificância deve ser aplicado ao delito de descaminho quando o valor sonegado for inferior ao estabelecido no art. 20 da Lei 10.522/2002, com a redação dada pela Lei 11.033/2004. II - Entretanto, os autos dão conta da existência de mais oito procedimentos fiscais instaurados contra o paciente, nos quais os valores dos impostos elididos, somados, extrapolam o referido limite, o que demonstra a habitualidade criminosa e impede a aplicação do princípio da insignificância, em razão do elevado grau de reprovabilidade da conduta do agente. III - Ordem denegada.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIO LUIZ FERNANDES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894738 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIO LUIZ FERNANDES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894738 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7993761
2015-02-10T00:00:00
2015-03-12T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CRIME DE DESCAMINHO. REITERAÇÃO DELITIVA. IMPOSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DA ATIPICIDADE PENAL. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. Esta Corte reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância, por tratar-se de matéria infraconstitucional. Precedentes. O acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur295804
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA) AI 747522 RG, ARE 737174 AgR (2ªT). (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, REITERAÇÃO DELITIVA) HC 114675 (2ªT), HC 115331 (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 27/03/2015, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
849776
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 849776 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARIO LUIZ FERNANDES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIO LUIZ FERNANDES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CRIME DE DESCAMINHO. REITERAÇÃO DELITIVA. IMPOSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DA ATIPICIDADE PENAL. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. Esta Corte reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância, por tratar-se de matéria infraconstitucional. Precedentes. O acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927005. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 849776 AGR / SP regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927005. Supremo Tribunal Federal ARE 849776 AGR / SP regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIO LUIZ FERNANDES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: ‘PENAL. PROCESSO PENAL. ARTIGO 334, § 1..., ALÍNEA "C", DO CÓDIGO PENAL. AFASTADA A PRELIMINAR DE NULIDADE. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA ANTES DA INSTRUÇÃO. POSSIBILIDADE. VALOR DOS TRIBUTOS ILUDIDOS INFERIOR AO ESTIPULADO NA PORTARIA MF 75/2012. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA. REPROVABILIDADE DA CONDUTA. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APELAÇÃO MINISTERIAL PROVIDA. 1. Possibilidade de absolvição sumária antes da instrução, mesmo que ultrapassado o momento previsto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIO LUIZ FERNANDES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: ‘PENAL. PROCESSO PENAL. ARTIGO 334, § 1..., ALÍNEA "C", DO CÓDIGO PENAL. AFASTADA A PRELIMINAR DE NULIDADE. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA ANTES DA INSTRUÇÃO. POSSIBILIDADE. VALOR DOS TRIBUTOS ILUDIDOS INFERIOR AO ESTIPULADO NA PORTARIA MF 75/2012. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA. REPROVABILIDADE DA CONDUTA. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APELAÇÃO MINISTERIAL PROVIDA. 1. Possibilidade de absolvição sumária antes da instrução, mesmo que ultrapassado o momento previsto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 849776 AGR / SP no artigo 397, caput , do Código de Processo Penal. 2. O artigo 20, caput , da Lei n. 10.522/2002, com a redação dada pela Lei n. 11.033/2004, autoriza o arquivamento dos autos da execução fiscal, sem baixa na distribuição, quando o valor devido não ultrapassar R$ 10.000,00 (dez mil reais). 3. O Supremo Tribunal Federal, conforme precedentes da Primeira Turma e da Segunda Turma, tem considerado, para avaliação da insignificância, o patamar de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), previsto no artigo 20 da Lei n 10.522/02, atualizado pela Portaria n 75/2012 do Ministério da Fazenda. 4. Os dados probatórios do caso em tela demonstram que o valor do total dos tributos iludidos perfaz a cifra de R$ 14.043,45 (quatorze mil, quarenta e três reais e quarenta e cinco centavos), razão pela qual seria aplicável o princípio da insignificância. Entretanto, permanecendo a acusada na prática delitiva do descaminho com habitualidade, deixa de ser aplicável o princípio da insignificância, independentemente do valor do tributo iludido. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. 5. Preliminar de nulidade da sentença rejeitada. Apelação do Ministério Público provida.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos princípios da intervenção mínima, da razoabilidade, da proibição das penas perpétuas, da humanidade e racionalidade das penas, da individualização das penas e da insignificância. Aduz que “considerar procedimentos administrativos pretéritos como mote de afastabilidade do princípio da insignificância possui questionável constitucionalidade em face da presunção de inocência”. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que “a ofensa deve consistir em ofensa direta e frontal à Constituição Federal”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Supremo Tribunal Federal ARE 849776 AGR / SP no artigo 397, caput , do Código de Processo Penal. 2. O artigo 20, caput , da Lei n. 10.522/2002, com a redação dada pela Lei n. 11.033/2004, autoriza o arquivamento dos autos da execução fiscal, sem baixa na distribuição, quando o valor devido não ultrapassar R$ 10.000,00 (dez mil reais). 3. O Supremo Tribunal Federal, conforme precedentes da Primeira Turma e da Segunda Turma, tem considerado, para avaliação da insignificância, o patamar de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), previsto no artigo 20 da Lei n 10.522/02, atualizado pela Portaria n 75/2012 do Ministério da Fazenda. 4. Os dados probatórios do caso em tela demonstram que o valor do total dos tributos iludidos perfaz a cifra de R$ 14.043,45 (quatorze mil, quarenta e três reais e quarenta e cinco centavos), razão pela qual seria aplicável o princípio da insignificância. Entretanto, permanecendo a acusada na prática delitiva do descaminho com habitualidade, deixa de ser aplicável o princípio da insignificância, independentemente do valor do tributo iludido. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. 5. Preliminar de nulidade da sentença rejeitada. Apelação do Ministério Público provida.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos princípios da intervenção mínima, da razoabilidade, da proibição das penas perpétuas, da humanidade e racionalidade das penas, da individualização das penas e da insignificância. Aduz que “considerar procedimentos administrativos pretéritos como mote de afastabilidade do princípio da insignificância possui questionável constitucionalidade em face da presunção de inocência”. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que “a ofensa deve consistir em ofensa direta e frontal à Constituição Federal”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 849776 AGR / SP O recurso é inadmissível, tendo em vista que o recorrente não indicou os dispositivos constitucionais supostamente violados pelo acórdão recorrido. Nessas condições, incide a súmula 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” Ademais, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância. Nesse sentido, veja-se a ementa do AI 747.522-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso (Plenário Virtual): “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Princípio da insignificância. Atipicidade da conduta. Ofensa ao art. 5..., incs. XXXV, LV e LIV, da Constituição Federal. Inocorrência. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão do reconhecimento de aplicação do princípio da insignificância, porque se trata de matéria infraconstitucional.” De qualquer forma, o acórdão impugnado está alinhado com a orientação do Tribunal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal (HC 114.675, Rel. Min. Ricardo Lewandowisk; e HC 115.331, Rel. Min. Gilmar Mendes). Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. [...]” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Supremo Tribunal Federal ARE 849776 AGR / SP O recurso é inadmissível, tendo em vista que o recorrente não indicou os dispositivos constitucionais supostamente violados pelo acórdão recorrido. Nessas condições, incide a súmula 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” Ademais, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância. Nesse sentido, veja-se a ementa do AI 747.522-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso (Plenário Virtual): “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Princípio da insignificância. Atipicidade da conduta. Ofensa ao art. 5..., incs. XXXV, LV e LIV, da Constituição Federal. Inocorrência. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão do reconhecimento de aplicação do princípio da insignificância, porque se trata de matéria infraconstitucional.” De qualquer forma, o acórdão impugnado está alinhado com a orientação do Tribunal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal (HC 114.675, Rel. Min. Ricardo Lewandowisk; e HC 115.331, Rel. Min. Gilmar Mendes). Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. [...]” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório ARE 849776 AGR / SP 2. A parte agravante alega que: (i) “as razões do recurso extraordinário, à f. 312, fazem referência expressa à existência de violação ao artigo 5..., inciso XLVII, da Constituição”; (ii) “sob a ótica da defesa técnica, não se afigura correto o fundamento da decisão agravada segundo o qual ‘o acórdão impugnado está alinhado com a orientação do Tribunal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal’”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Supremo Tribunal Federal ARE 849776 AGR / SP 2. A parte agravante alega que: (i) “as razões do recurso extraordinário, à f. 312, fazem referência expressa à existência de violação ao artigo 5..., inciso XLVII, da Constituição”; (ii) “sob a ótica da defesa técnica, não se afigura correto o fundamento da decisão agravada segundo o qual ‘o acórdão impugnado está alinhado com a orientação do Tribunal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal’”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Com efeito, o agravante não se desincumbiu do seu dever processual de desconstituir o fundamento de que “o Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância”, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” 2. De qualquer forma, tal como constatou a decisão agravada, esta Corte reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância, por tratar-se de matéria infraconstitucional (AI 747.522-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso). No mesmo sentido, veja-se o Recurso Extraordinário 638.545. Rel. Min. Cármen Lúcia, assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1) PROCESSUAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927007. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Com efeito, o agravante não se desincumbiu do seu dever processual de desconstituir o fundamento de que “o Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância”, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” 2. De qualquer forma, tal como constatou a decisão agravada, esta Corte reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância, por tratar-se de matéria infraconstitucional (AI 747.522-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso). No mesmo sentido, veja-se o Recurso Extraordinário 638.545. Rel. Min. Cármen Lúcia, assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1) PROCESSUAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 849776 AGR / SP PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL. 2) CONTROVÉRSIA SOBRE APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” 3. Ademais, o acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal. Nessa linha, vejam-se o HC 115.331, Rel. Min. Gilmar Mendes; e o HC 114.675, Rel. Min. Ricardo Lewandowisk, assim ementado: “PENAL. HABEAS CORPUS . CRIME DE DESCAMINHO. VALOR SONEGADO INFERIOR AO FIXADO NO ART. 20 DA LEI 10.522/2002, COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.033/2004. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. APLICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REITERAÇÃO DELITIVA. EXISTÊNCIA DE OUTROS PROCEDIMENTOS FISCAIS. ORDEM DENEGADA. I - Nos termos da jurisprudência deste Tribunal, o princípio da insignificância deve ser aplicado ao delito de descaminho quando o valor sonegado for inferior ao estabelecido no art. 20 da Lei 10.522/2002, com a redação dada pela Lei 11.033/2004. II - Entretanto, os autos dão conta da existência de mais oito procedimentos fiscais instaurados contra o paciente, nos quais os valores dos impostos elididos, somados, extrapolam o referido limite, o que demonstra a habitualidade criminosa e impede a aplicação do princípio da insignificância, em razão do elevado grau de reprovabilidade da conduta do agente. III - Ordem denegada.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927007. Supremo Tribunal Federal ARE 849776 AGR / SP PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL. 2) CONTROVÉRSIA SOBRE APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” 3. Ademais, o acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal. Nessa linha, vejam-se o HC 115.331, Rel. Min. Gilmar Mendes; e o HC 114.675, Rel. Min. Ricardo Lewandowisk, assim ementado: “PENAL. HABEAS CORPUS . CRIME DE DESCAMINHO. VALOR SONEGADO INFERIOR AO FIXADO NO ART. 20 DA LEI 10.522/2002, COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.033/2004. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. APLICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REITERAÇÃO DELITIVA. EXISTÊNCIA DE OUTROS PROCEDIMENTOS FISCAIS. ORDEM DENEGADA. I - Nos termos da jurisprudência deste Tribunal, o princípio da insignificância deve ser aplicado ao delito de descaminho quando o valor sonegado for inferior ao estabelecido no art. 20 da Lei 10.522/2002, com a redação dada pela Lei 11.033/2004. II - Entretanto, os autos dão conta da existência de mais oito procedimentos fiscais instaurados contra o paciente, nos quais os valores dos impostos elididos, somados, extrapolam o referido limite, o que demonstra a habitualidade criminosa e impede a aplicação do princípio da insignificância, em razão do elevado grau de reprovabilidade da conduta do agente. III - Ordem denegada.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIO LUIZ FERNANDES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894738 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.776 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIO LUIZ FERNANDES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894738 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849 . 776", "ARE 849776 AGR / SP", "ARE 849776 AGR / SP", "ARE 849776 AGR / SP", "ARE 849776 AGR / SP", "súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AI 747 . 522 - RG", "HC 114 . 675", "HC 115 . 331", "ARE 849776 AGR / SP", "súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AI 747 . 522 - RG", "HC 114 . 675", "HC 115 . 331", "ARE 849776 AGR / SP", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "AI 747 . 522 - RG", "Recurso Extraordinário 638 . 545", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "AI 747 . 522 - RG", "Recurso Extraordinário 638 . 545", "ARE 849776 AGR", "SÚMULAS N . 282", "HC 115 . 331", "HC 114 . 675", "ARE 849776 AGR / SP PENAL", "SÚMULAS N . 282", "HC 115 . 331", "HC 114 . 675", "AGRAVO 849 . 776" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 334 , § 1 . . . , ALÍNEA \" C \" , DO CÓDIGO PENAL", "PORTARIA MF 75 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 334 ,", "PORTARIA MF 75 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 397 , caput , do Código de Processo Penal", "artigo 20 , caput , da Lei n . 10 . 522 / 2002", "Lei n . 11 . 033 / 2004", "artigo 20 da Lei n 10 . 522 / 02", "Portaria n 75 / 2012", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 397 , caput , do Código de Processo Penal", "artigo 20 , caput , da Lei n . 10 . 522 / 2002", "Lei n . 11 . 033 / 2004", "artigo 20 da Lei n 10 . 522 / 02", "Portaria n 75 / 2012", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incs . XXXV , LV e LIV , da Constituição Federal", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XLVII , da Constituição ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XLVII , da Constituição ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 20 DA LEI 10 . 522 / 2002", "LEI 11 . 033 / 2004", "art . 20 da Lei 10 . 522 / 2002", "Lei 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 20 DA LEI 10 . 522 / 2002", "LEI 11 . 033 / 2004", "art . 20 da Lei 10 . 522 / 2002", "Lei 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Ministério da Fazenda", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Ministério", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARIO LUIZ FERNANDES", "Rosa Weber", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARIO LUIZ FERNANDES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARIO LUIZ FERNANDES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowisk", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowisk", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowisk", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowisk", "ROBERTO BARROSO", "MARIO LUIZ FERNANDES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "MARIO LUIZ FERNANDES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO - CREDI- COMIGO ADV.(A/S) :EDMAR QUEIROZ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Alegação de ofensa aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371. Tema 660 3. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811769. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO - CREDI- COMIGO ADV.(A/S) :EDMAR QUEIROZ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão monocrática (fls. 335- 338) de minha relatoria que negou seguimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência e nos enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. No agravo regimental, alega-se, em síntese, violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, uma vez que há disparidade entre a decisão de primeiro grau e a proferida pela Turma Recursal. Ademais, sustenta-se que houve violação direta à Constituição Federal É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811770. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO - CREDI- COMIGO ADV.(A/S) :EDMAR QUEIROZ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão monocrática (fls. 335- 338) de minha relatoria que negou seguimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência e nos enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. No agravo regimental, alega-se, em síntese, violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, uma vez que há disparidade entre a decisão de primeiro grau e a proferida pela Turma Recursal. Ademais, sustenta-se que houve violação direta à Constituição Federal É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Quanto à alegação de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, aplica-se ao caso entendimento fixado no ARE-RG 748.371 (de minha relatoria, paradigma do Tema 660 da sistemática da repercussão geral, DJe 1.8.2013), em que se rejeitou a repercussão geral relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Confira-se a ementada do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ainda que assim não fosse, conforme já consignado na decisão ora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811771. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Quanto à alegação de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, aplica-se ao caso entendimento fixado no ARE-RG 748.371 (de minha relatoria, paradigma do Tema 660 da sistemática da repercussão geral, DJe 1.8.2013), em que se rejeitou a repercussão geral relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Confira-se a ementada do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ainda que assim não fosse, conforme já consignado na decisão ora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 827387 AGR / GO agravada, divergir do entendimento adotado no acórdão recorrido demandaria reexame do conjunto fático-probatório dos autos, além da análise das cláusulas contratuais e de legislação infraconstitucional aplicável, hipóteses que não ensejam a abertura da via extraordinária. Incidem, portanto, os enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811771. Supremo Tribunal Federal ARE 827387 AGR / GO agravada, divergir do entendimento adotado no acórdão recorrido demandaria reexame do conjunto fático-probatório dos autos, além da análise das cláusulas contratuais e de legislação infraconstitucional aplicável, hipóteses que não ensejam a abertura da via extraordinária. Incidem, portanto, os enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO - CREDI-COMIGO ADV.(A/S) : EDMAR QUEIROZ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885696 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO - CREDI-COMIGO ADV.(A/S) : EDMAR QUEIROZ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7894413
2015-02-10T00:00:00
2015-03-02T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Alegação de ofensa aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371. Tema 660 3. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur293770
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 5. Análise: 11/03/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
827387
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 827387 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO - CREDI-COMIGO ADV.(A/S) : EDMAR QUEIROZ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO - CREDI- COMIGO ADV.(A/S) :EDMAR QUEIROZ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Alegação de ofensa aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371. Tema 660 3. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811769. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO - CREDI- COMIGO ADV.(A/S) :EDMAR QUEIROZ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão monocrática (fls. 335- 338) de minha relatoria que negou seguimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência e nos enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. No agravo regimental, alega-se, em síntese, violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, uma vez que há disparidade entre a decisão de primeiro grau e a proferida pela Turma Recursal. Ademais, sustenta-se que houve violação direta à Constituição Federal É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811770. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO - CREDI- COMIGO ADV.(A/S) :EDMAR QUEIROZ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão monocrática (fls. 335- 338) de minha relatoria que negou seguimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência e nos enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. No agravo regimental, alega-se, em síntese, violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, uma vez que há disparidade entre a decisão de primeiro grau e a proferida pela Turma Recursal. Ademais, sustenta-se que houve violação direta à Constituição Federal É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Quanto à alegação de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, aplica-se ao caso entendimento fixado no ARE-RG 748.371 (de minha relatoria, paradigma do Tema 660 da sistemática da repercussão geral, DJe 1.8.2013), em que se rejeitou a repercussão geral relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Confira-se a ementada do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ainda que assim não fosse, conforme já consignado na decisão ora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811771. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Quanto à alegação de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, aplica-se ao caso entendimento fixado no ARE-RG 748.371 (de minha relatoria, paradigma do Tema 660 da sistemática da repercussão geral, DJe 1.8.2013), em que se rejeitou a repercussão geral relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Confira-se a ementada do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ainda que assim não fosse, conforme já consignado na decisão ora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 827387 AGR / GO agravada, divergir do entendimento adotado no acórdão recorrido demandaria reexame do conjunto fático-probatório dos autos, além da análise das cláusulas contratuais e de legislação infraconstitucional aplicável, hipóteses que não ensejam a abertura da via extraordinária. Incidem, portanto, os enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811771. Supremo Tribunal Federal ARE 827387 AGR / GO agravada, divergir do entendimento adotado no acórdão recorrido demandaria reexame do conjunto fático-probatório dos autos, além da análise das cláusulas contratuais e de legislação infraconstitucional aplicável, hipóteses que não ensejam a abertura da via extraordinária. Incidem, portanto, os enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7811771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO - CREDI-COMIGO ADV.(A/S) : EDMAR QUEIROZ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885696 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827.387 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO - CREDI-COMIGO ADV.(A/S) : EDMAR QUEIROZ DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 827 . 387", "enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ARE 827387 AGR / GO", "enunciados 279", "ARE 827387 AGR / GO", "enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "Brasília", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO -", "CREDI", "-", "COMIGO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO", "CREDI", "-", "COMIGO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA COMIGO", "CREDI", "-", "COMIGO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "COOPERATIVA", "COMIGO", "CREDI", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS FUNCIONÁRIOS DA", "COMIGO", "-", "CREDI", "-", "COMIGO", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "EDMAR QUEIROZ DA SILVA", "ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA", "CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "EDMAR QUEIROZ DA SILVA", "ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA", "CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "EDMAR QUEIROZ DA SILVA", "ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA", "CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "EDMAR QUEIROZ DA SILVA", "ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA", "CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "EDMAR QUEIROZ DA SILVA", "ANTÔNIO HENRIQUE DE ALMEIDA", "CARLOS HENRIQUE LEMES BORGES", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "1", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "1", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ISRAEL JOÃO CANCINO ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: RECLAMAÇÃO AJUIZADA NA VIGÊNCIA DO CPC/73 – DECISÃO EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE FEZ INCIDIR , NO CASO CONCRETO, A DISCIPLINA FUNDADA NO § 3º DO ART. 543-B DO CPC/73 – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DO USO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL SOB A ÉGIDE DO CPC/73 – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP , REL. MIN. ELLEN GRACIE – RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE – AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELA IMPROCEDÊNCIA DA PRESENTE RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080216. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão RCL 23329 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 07 a 13 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080216. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 07 a 13 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ISRAEL JOÃO CANCINO ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Inconformada com essa decisão, o agravante interpõe o presente recurso, sustentando, em síntese, o que se segue: “O caso presente, porém, com a devida vênia, não guarda a mínima identidade ou semelhança com aqueles brilhantes e VV. julgados evocados pelo Excelentíssimo Ministro Relator para negar seguimento à Reclamação. ….................................................................................................. É certo, também, que na reclamação foi demonstrado e comprovado que o E. Tribunal ‘a quo’ incidiu em erro grave na aplicação do precedente fixado no RE nº 564.354/SE, o qual evocou para negar seguimento ao RE e, com isso, afrontou a autoridade das rr. decisões proferidas no referido precedente e usurpou a competência dessa E. Corte. …................................................................................................... Com efeito, no RE 564.354/SE, esse E. STF decidiu e estabeleceu que o pressuposto para adequação das Rendas Mensais do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080217. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ISRAEL JOÃO CANCINO ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Inconformada com essa decisão, o agravante interpõe o presente recurso, sustentando, em síntese, o que se segue: “O caso presente, porém, com a devida vênia, não guarda a mínima identidade ou semelhança com aqueles brilhantes e VV. julgados evocados pelo Excelentíssimo Ministro Relator para negar seguimento à Reclamação. ….................................................................................................. É certo, também, que na reclamação foi demonstrado e comprovado que o E. Tribunal ‘a quo’ incidiu em erro grave na aplicação do precedente fixado no RE nº 564.354/SE, o qual evocou para negar seguimento ao RE e, com isso, afrontou a autoridade das rr. decisões proferidas no referido precedente e usurpou a competência dessa E. Corte. …................................................................................................... Com efeito, no RE 564.354/SE, esse E. STF decidiu e estabeleceu que o pressuposto para adequação das Rendas Mensais do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório RCL 23329 AGR / SP benefício (RMBs) aos novos tetos trazidos pelas Emendas Constitucionais nºs 20/1998 e 41/2003 é que o salário-de-benefício tenha sofrido a incidência do teto do regime geral de Previdência que incidia sobre o salário de benefício, e não que tenha sofrido a incidência do limite do salário de contribuição. Assinalou mais e reiteradamente esse Excelso Pretório que o teto que incidia sobre o valor do salário de benefício NÃO PODE E NÃO DEVE, EM HIPÓTESE ALGUMA, SER CONFUNDIDO COM O LIMITE DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. …................................................................................................... Pode-se afirmar, também, que nas rr. decisões que são objeto da reclamação, o Tribunal ‘a quo’ misturou conceitos absolutamente distintos, do que resultou a adoção, no caso concreto, de premissa completamente diversa daquela estabelecida por esse Egrégio Supremo Tribunal Federal no precedente paradigma. …................................................................................................... A conclusão lógica que se impõe é que a c. Corte Especial, ao obstar o seguimento do RE interposto pelos reclamantes, de fato, usurpou a competência constitucional desse E. Supremo Tribunal Federal.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. ODIM BRANDÃO FERREIRA, opinou pela improcedência da presente reclamação em parecer assim ementado: “Reclamação. Negativa de seguimento a recurso extraordinário. Agravo regimental desprovido. Alegada não aplicação, pelo Tribunal de origem, de precedente do STF ajustado ao presente caso. A indelegabilidade da palavra final do STF nos feitos de sua competência impõe algum meio de impugnação das decisões que aplicam, bem ou mal, precedentes em processos repetitivos. O contexto de dúvida objetiva e fundada a respeito do recurso cabível autoriza o conhecimento da reclamação até que tornada pública a orientação dos Tribunais Superiores. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080217. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP benefício (RMBs) aos novos tetos trazidos pelas Emendas Constitucionais nºs 20/1998 e 41/2003 é que o salário-de-benefício tenha sofrido a incidência do teto do regime geral de Previdência que incidia sobre o salário de benefício, e não que tenha sofrido a incidência do limite do salário de contribuição. Assinalou mais e reiteradamente esse Excelso Pretório que o teto que incidia sobre o valor do salário de benefício NÃO PODE E NÃO DEVE, EM HIPÓTESE ALGUMA, SER CONFUNDIDO COM O LIMITE DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. …................................................................................................... Pode-se afirmar, também, que nas rr. decisões que são objeto da reclamação, o Tribunal ‘a quo’ misturou conceitos absolutamente distintos, do que resultou a adoção, no caso concreto, de premissa completamente diversa daquela estabelecida por esse Egrégio Supremo Tribunal Federal no precedente paradigma. …................................................................................................... A conclusão lógica que se impõe é que a c. Corte Especial, ao obstar o seguimento do RE interposto pelos reclamantes, de fato, usurpou a competência constitucional desse E. Supremo Tribunal Federal.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. ODIM BRANDÃO FERREIRA, opinou pela improcedência da presente reclamação em parecer assim ementado: “Reclamação. Negativa de seguimento a recurso extraordinário. Agravo regimental desprovido. Alegada não aplicação, pelo Tribunal de origem, de precedente do STF ajustado ao presente caso. A indelegabilidade da palavra final do STF nos feitos de sua competência impõe algum meio de impugnação das decisões que aplicam, bem ou mal, precedentes em processos repetitivos. O contexto de dúvida objetiva e fundada a respeito do recurso cabível autoriza o conhecimento da reclamação até que tornada pública a orientação dos Tribunais Superiores. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório RCL 23329 AGR / SP O acórdão reclamado é claro em afirmar que os dados previdenciários pesquisados acusam que o benefício não sofreu limitação em sua equação inicial, pelas regras legais de concessão do benefício. Correta a não aplicação do precedente ao caso. Impossibilidade de revisão dos dados colhidos e da eficiência do sistema pesquisado na via reclamatória. Parecer pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080217. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP O acórdão reclamado é claro em afirmar que os dados previdenciários pesquisados acusam que o benefício não sofreu limitação em sua equação inicial, pelas regras legais de concessão do benefício. Correta a não aplicação do precedente ao caso. Impossibilidade de revisão dos dados colhidos e da eficiência do sistema pesquisado na via reclamatória. Parecer pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Tal como referido na decisão recorrida, o Plenário desta Suprema Corte, resolvendo questão de ordem suscitada no AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. GILMAR MENDES, firmou entendimento no sentido da inadmissibilidade tanto do antigo agravo de instrumento (substituído pelo ARE, nos termos da Lei nº 12.322/2010) quanto, até mesmo, da reclamação naquelas hipóteses em que o Tribunal de origem, dando execução ao que dispunha o § 3º do art. 543-B do CPC/73, reproduzia o julgamento que o Supremo Tribunal Federal proferira, sobre o mérito da controvérsia, em processo no qual esta Corte reconhecera existente a repercussão geral: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. ....................................................................................................... 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” (grifei) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Tal como referido na decisão recorrida, o Plenário desta Suprema Corte, resolvendo questão de ordem suscitada no AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. GILMAR MENDES, firmou entendimento no sentido da inadmissibilidade tanto do antigo agravo de instrumento (substituído pelo ARE, nos termos da Lei nº 12.322/2010) quanto, até mesmo, da reclamação naquelas hipóteses em que o Tribunal de origem, dando execução ao que dispunha o § 3º do art. 543-B do CPC/73, reproduzia o julgamento que o Supremo Tribunal Federal proferira, sobre o mérito da controvérsia, em processo no qual esta Corte reconhecera existente a repercussão geral: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. ....................................................................................................... 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” (grifei) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP É oportuno registrar que essa orientação também foi observada no julgamento conjunto da Rcl 7.569/SP e da Rcl 7.547/SP, ambas de relatoria da eminente Ministra ELLEN GRACIE, realizado na mesma sessão em que firmado o precedente anteriormente referido. A diretriz jurisprudencial que venho de referir, inicialmente limitada aos casos em que se reconheceu existente a repercussão geral do litígio constitucional, foi estendida às hipóteses nas quais se declarou ausente a transcendência da controvérsia constitucional, reafirmando-se, também em mencionada situação (inexistência de repercussão geral), a inadmissibilidade da reclamação: “Agravo regimental em reclamação. 2. Identidade entre tema da repercussão geral e matéria tratada nos autos. 3. Pressupostos de admissibilidade de recurso da competência de outro tribunal. Ausência de repercussão geral. Tema 181. 4. Não cabimento da reclamação. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 12.351-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno – grifei) “A reclamação não constitui instrumento processual adequado para questionar o acerto de decisão do Tribunal de origem que, tendo em vista a ausência de repercussão geral firmada no âmbito desta Suprema Corte, e com suporte no art. 543-B, § 2º, do CPC, considera inadmitido recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Rcl 14.278-AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) Impõe-se destacar, por relevante, que essa diretriz jurisprudencial vinha sendo observada no âmbito desta Suprema Corte em sucessivas decisões (Rcl 8.787-AgR/DF, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 9.395/BA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 9.432/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 9.436/CE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 9.547/CE, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Rcl 9.576/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.571/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Rcl 11.587/RS, Rel. Min. RICARDO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP É oportuno registrar que essa orientação também foi observada no julgamento conjunto da Rcl 7.569/SP e da Rcl 7.547/SP, ambas de relatoria da eminente Ministra ELLEN GRACIE, realizado na mesma sessão em que firmado o precedente anteriormente referido. A diretriz jurisprudencial que venho de referir, inicialmente limitada aos casos em que se reconheceu existente a repercussão geral do litígio constitucional, foi estendida às hipóteses nas quais se declarou ausente a transcendência da controvérsia constitucional, reafirmando-se, também em mencionada situação (inexistência de repercussão geral), a inadmissibilidade da reclamação: “Agravo regimental em reclamação. 2. Identidade entre tema da repercussão geral e matéria tratada nos autos. 3. Pressupostos de admissibilidade de recurso da competência de outro tribunal. Ausência de repercussão geral. Tema 181. 4. Não cabimento da reclamação. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 12.351-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno – grifei) “A reclamação não constitui instrumento processual adequado para questionar o acerto de decisão do Tribunal de origem que, tendo em vista a ausência de repercussão geral firmada no âmbito desta Suprema Corte, e com suporte no art. 543-B, § 2º, do CPC, considera inadmitido recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Rcl 14.278-AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) Impõe-se destacar, por relevante, que essa diretriz jurisprudencial vinha sendo observada no âmbito desta Suprema Corte em sucessivas decisões (Rcl 8.787-AgR/DF, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 9.395/BA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 9.432/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 9.436/CE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 9.547/CE, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Rcl 9.576/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.571/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Rcl 11.587/RS, Rel. Min. RICARDO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP LEWANDOWSKI – Rcl 11.593/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Rcl 12.124-AgR/PR, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 12.289/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Rcl 12.351/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 12.407/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.606/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 15.411/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 16.269/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 16.334/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 16.801-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 17.406/BA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “2. Não se admite o uso da reclamação constitucional para questionar a aplicação, pelo tribunal de origem, de entendimento do STF sobre a repercussão geral de determinada matéria, conforme a sistemática introduzida pela EC nº 45/2004. Precedentes. 3. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal na questão ora em análise. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 9.264-AgR/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “Esta Corte, reunida em sessão plenária, concluiu que a reclamação não é o remédio adequado para apreciar a correção da aplicação de precedente em repercussão geral (Rcl 7.547 e Rcl 7.569, rel. min. Ellen Gracie, julgados em 19.11.2009). Do exposto, não conheço da presente reclamação.” (Rcl 9.448/DF, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não é cabível a reclamação para corrigir eventual equívoco na aplicação da repercussão geral pela Corte de origem. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP LEWANDOWSKI – Rcl 11.593/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Rcl 12.124-AgR/PR, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 12.289/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Rcl 12.351/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 12.407/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.606/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 15.411/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 16.269/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 16.334/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 16.801-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 17.406/BA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “2. Não se admite o uso da reclamação constitucional para questionar a aplicação, pelo tribunal de origem, de entendimento do STF sobre a repercussão geral de determinada matéria, conforme a sistemática introduzida pela EC nº 45/2004. Precedentes. 3. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal na questão ora em análise. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 9.264-AgR/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “Esta Corte, reunida em sessão plenária, concluiu que a reclamação não é o remédio adequado para apreciar a correção da aplicação de precedente em repercussão geral (Rcl 7.547 e Rcl 7.569, rel. min. Ellen Gracie, julgados em 19.11.2009). Do exposto, não conheço da presente reclamação.” (Rcl 9.448/DF, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não é cabível a reclamação para corrigir eventual equívoco na aplicação da repercussão geral pela Corte de origem. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP II – Agravo improvido.” (Rcl 9.757-AgR/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DE RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Tribunal firmou o entendimento de que não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte. (Rcl 15.165 AgR, Relator. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, julgado em 20/03/2013, publicado em 26/08/2013). 2. ‘In casu’, a agravante alega que o Superior Tribunal de Justiça usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal, uma vez que, ao indeferir liminarmente o Recurso Extraordinário, teria aplicado precedente de repercussão geral equivocado. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (Rcl 13.024-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “1. O Plenário desta Corte firmou o entendimento de que não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 15.165-AgR/MT, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Vê-se, pois, considerado o magistério jurisprudencial firmado por este Supremo Tribunal Federal, que se revelavam incognoscíveis 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP II – Agravo improvido.” (Rcl 9.757-AgR/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DE RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Tribunal firmou o entendimento de que não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte. (Rcl 15.165 AgR, Relator. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, julgado em 20/03/2013, publicado em 26/08/2013). 2. ‘In casu’, a agravante alega que o Superior Tribunal de Justiça usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal, uma vez que, ao indeferir liminarmente o Recurso Extraordinário, teria aplicado precedente de repercussão geral equivocado. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (Rcl 13.024-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “1. O Plenário desta Corte firmou o entendimento de que não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 15.165-AgR/MT, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Vê-se, pois, considerado o magistério jurisprudencial firmado por este Supremo Tribunal Federal, que se revelavam incognoscíveis 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP o antigo agravo de instrumento (substituído pelo ARE, nos termos da Lei nº 12.322/2010) ou a própria reclamação contra decisão do Tribunal de origem que, ao aplicar os parágrafos do art. 543-B do CPC/73, fazia incidir, no caso concreto, orientação plenária desta Suprema Corte – não importando, para tal efeito, que se tratasse de ato decisório que deixasse de reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia jurídica (Rcl 17.323-AgR/GO, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.) ou que se cuidasse de julgamento de mérito de matéria cuja repercussão geral tivesse sido anteriormente proclamada (Rcl 16.349-AgR/RN, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.) – ou que houvesse sobrestado o recurso extraordinário (Rcl 11.375-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 11.418-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.). Dessume-se, portanto, considerados todos esses precedentes, que não cabe reclamação contra ato decisório que dissente de orientação jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, eis que esse instrumento processual, que possui específica destinação constitucional, não tem por finalidade viabilizar a revisão de julgamentos, em ordem a torná-los compatíveis com a jurisprudência predominante no Tribunal: “– A reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, ‘l’, da Carta Política (RTJ 134/1033) –, embora cabível, em tese, quando se tratar de decisão revestida de efeito vinculante (como sucede com os julgamentos proferidos em sede de controle normativo abstrato), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, além de não constituir meio de revisão da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes.” (Rcl 18.347-MC/BA, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP o antigo agravo de instrumento (substituído pelo ARE, nos termos da Lei nº 12.322/2010) ou a própria reclamação contra decisão do Tribunal de origem que, ao aplicar os parágrafos do art. 543-B do CPC/73, fazia incidir, no caso concreto, orientação plenária desta Suprema Corte – não importando, para tal efeito, que se tratasse de ato decisório que deixasse de reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia jurídica (Rcl 17.323-AgR/GO, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.) ou que se cuidasse de julgamento de mérito de matéria cuja repercussão geral tivesse sido anteriormente proclamada (Rcl 16.349-AgR/RN, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.) – ou que houvesse sobrestado o recurso extraordinário (Rcl 11.375-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 11.418-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.). Dessume-se, portanto, considerados todos esses precedentes, que não cabe reclamação contra ato decisório que dissente de orientação jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, eis que esse instrumento processual, que possui específica destinação constitucional, não tem por finalidade viabilizar a revisão de julgamentos, em ordem a torná-los compatíveis com a jurisprudência predominante no Tribunal: “– A reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, ‘l’, da Carta Política (RTJ 134/1033) –, embora cabível, em tese, quando se tratar de decisão revestida de efeito vinculante (como sucede com os julgamentos proferidos em sede de controle normativo abstrato), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, além de não constituir meio de revisão da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes.” (Rcl 18.347-MC/BA, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP Esse mesmo entendimento também prevalecia ainda que se cuidasse de diretriz estabelecida em sede de repercussão geral, pois – não custa enfatizar – os julgamentos que a Corte Suprema proferia no âmbito delineado pelo art. 543-B do CPC/73, que disciplinava a sistemática da repercussão geral, não se revestiam de eficácia vinculante: “(…) 1. As decisões proferidas em sede de recurso extraordinário, ainda que em regime de repercussão geral, não geram efeitos vinculantes aptos a ensejar o cabimento de reclamação, que não serve como sucedâneo recursal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 17.512-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSSO – grifei) Em consequência dessa orientação, eventuais julgados contrários, até mesmo, ao “leading case” da própria repercussão geral, emanados de outros órgãos judiciários, não comportavam a utilização da via reclamatória, como teve o ensejo de advertir o Plenário do Supremo Tribunal Federal: “(…) 7. A cassação ou revisão das decisões dos Juízes contrárias à orientação firmada em sede de repercussão geral há de ser feita pelo Tribunal a que estiverem vinculados, pela via recursal ordinária. 8. A atuação do Supremo Tribunal Federal, no ponto, deve ser subsidiária, só se manifesta quando o Tribunal ‘a quo’ negasse observância ao ‘leading case’ da repercussão geral, ensejando, então, a interposição e a subida de recurso extraordinário para cassação ou revisão do acórdão, conforme previsão legal específica constante do art. 543-B, § 4º, do Código de Processo Civil. 9. Nada autoriza ou aconselha que se substituam as vias recursais ordinária e extraordinária pela reclamação. (…).” (Rcl 10.793/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Vale registrar, por oportuno, no sentido ora exposto e ante a inquestionável procedência de suas observações, a seguinte passagem 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP Esse mesmo entendimento também prevalecia ainda que se cuidasse de diretriz estabelecida em sede de repercussão geral, pois – não custa enfatizar – os julgamentos que a Corte Suprema proferia no âmbito delineado pelo art. 543-B do CPC/73, que disciplinava a sistemática da repercussão geral, não se revestiam de eficácia vinculante: “(…) 1. As decisões proferidas em sede de recurso extraordinário, ainda que em regime de repercussão geral, não geram efeitos vinculantes aptos a ensejar o cabimento de reclamação, que não serve como sucedâneo recursal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 17.512-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSSO – grifei) Em consequência dessa orientação, eventuais julgados contrários, até mesmo, ao “leading case” da própria repercussão geral, emanados de outros órgãos judiciários, não comportavam a utilização da via reclamatória, como teve o ensejo de advertir o Plenário do Supremo Tribunal Federal: “(…) 7. A cassação ou revisão das decisões dos Juízes contrárias à orientação firmada em sede de repercussão geral há de ser feita pelo Tribunal a que estiverem vinculados, pela via recursal ordinária. 8. A atuação do Supremo Tribunal Federal, no ponto, deve ser subsidiária, só se manifesta quando o Tribunal ‘a quo’ negasse observância ao ‘leading case’ da repercussão geral, ensejando, então, a interposição e a subida de recurso extraordinário para cassação ou revisão do acórdão, conforme previsão legal específica constante do art. 543-B, § 4º, do Código de Processo Civil. 9. Nada autoriza ou aconselha que se substituam as vias recursais ordinária e extraordinária pela reclamação. (…).” (Rcl 10.793/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Vale registrar, por oportuno, no sentido ora exposto e ante a inquestionável procedência de suas observações, a seguinte passagem 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP da decisão proferida pela eminente Ministra ROSA WEBER, em caso similar ao ora em exame, por ocasião do julgamento da Rcl 23.288/SP, de que foi Relatora: “RECLAMAÇÃO. INSURGÊNCIA CONTRA A APLICAÇÃO DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL PELA CORTE DE ORIGEM. ART 543-B DO CPC/73. NÃO CABIMENTO. …................................................................................................... 1. Trata-se de reclamação ajuizada em 10.3.2016 por Salvador Lombardi contra decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, nos autos do Processo nº 0006672- -26.2013.4.03.6183, à alegação de usurpação da competência desta Suprema Corte e de afronta ao que decidido no RE 564.354 RG. 2. Narra o autor que a Corte Especial do TRF da 3ª Região, ao julgamento de agravo interno manejado contra decisão da Vice-Presidência que negou seguimento ao recurso extraordinário por ele interposto, concluiu inexistir afronta ao RE 564.354, julgado por esta Corte sob a sistemática da Repercussão Geral, ao fundamento de que não houve limitação do salário de benefício do reclamante ao teto do salário de contribuição vigente à época da concessão. Aponta, no entanto, que, ‘(…) no RE 564.354/SE, esse E. STF (...) estabeleceu que o pressuposto para adequação das Rendas Mensais do benefício (RMBs) aos novos tetos trazidos pelas Emendas Constitucionais nºs 20/1998 e 41/2003 é que o salário-de-benefício tenha sofrido a incidência do teto do regime geral de Previdência que incidia sobre o salário de benefício, e não que tenha sofrido a incidência do limite do salário de contribuição’. 3. Afirma que o Tribunal ‘a quo’ teria misturado os conceitos de ‘teto do salário de contribuição’ e ‘teto de regime geral de previdência social’, adotando premissa diversa daquela estabelecida por esse Egrégio Supremo Tribunal Federal no RE 564.354-RG. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP da decisão proferida pela eminente Ministra ROSA WEBER, em caso similar ao ora em exame, por ocasião do julgamento da Rcl 23.288/SP, de que foi Relatora: “RECLAMAÇÃO. INSURGÊNCIA CONTRA A APLICAÇÃO DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL PELA CORTE DE ORIGEM. ART 543-B DO CPC/73. NÃO CABIMENTO. …................................................................................................... 1. Trata-se de reclamação ajuizada em 10.3.2016 por Salvador Lombardi contra decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, nos autos do Processo nº 0006672- -26.2013.4.03.6183, à alegação de usurpação da competência desta Suprema Corte e de afronta ao que decidido no RE 564.354 RG. 2. Narra o autor que a Corte Especial do TRF da 3ª Região, ao julgamento de agravo interno manejado contra decisão da Vice-Presidência que negou seguimento ao recurso extraordinário por ele interposto, concluiu inexistir afronta ao RE 564.354, julgado por esta Corte sob a sistemática da Repercussão Geral, ao fundamento de que não houve limitação do salário de benefício do reclamante ao teto do salário de contribuição vigente à época da concessão. Aponta, no entanto, que, ‘(…) no RE 564.354/SE, esse E. STF (...) estabeleceu que o pressuposto para adequação das Rendas Mensais do benefício (RMBs) aos novos tetos trazidos pelas Emendas Constitucionais nºs 20/1998 e 41/2003 é que o salário-de-benefício tenha sofrido a incidência do teto do regime geral de Previdência que incidia sobre o salário de benefício, e não que tenha sofrido a incidência do limite do salário de contribuição’. 3. Afirma que o Tribunal ‘a quo’ teria misturado os conceitos de ‘teto do salário de contribuição’ e ‘teto de regime geral de previdência social’, adotando premissa diversa daquela estabelecida por esse Egrégio Supremo Tribunal Federal no RE 564.354-RG. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP 4. Requer, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. No mérito, pugna pela procedência da presente reclamação, para que, cassada a decisão reclamada, seja determinado o encaminhamento do apelo extremo a esta Corte. (…). …................................................................................................... 2. Verifico que o Órgão Especial da Corte reclamada negou provimento ao agravo interno manejado contra decisão que julgou prejudicado o recurso extraordinário do reclamante, nos termos do art. 543-B, § 3º, do CPC/73, ao fundamento de que o acórdão recorrido guarda plena conformação com o que decidido por esta Suprema Corte no RE 564.354 RG, quanto à possibilidade de aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional n. 20/1998 e do art. 5º da Emenda Constitucional n. 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados ao teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. 3. No julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, bem como nas Reclamações 7.569 e 7.547, este Pretório Excelso consolidou o entendimento de que, ressalvada a hipótese de recusa de retratação, é incabível reclamação contra decisão que aplica o art. 543-B do CPC/73. Contra decisão desse teor, reputou-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal ‘a quo’. A propósito, dentre vários, recordo os seguintes precedentes: …................................................................................................... 4. Consoante bem destacado no voto proferido pelo Ministro Teori Zavaski no julgamento da Rcl 23.327 AgR, DJe 27.4.2016, ‘a Corte, não obstante as Reclamações 11.408 e 11.427, em que se discute a medida cabível para a impugnação da alegada aplicação indevida da sistemática da repercussão geral, ainda estejam pendentes de solução, em razão de pedido de vista, continua não admitindo a reclamação com esse propósito, conforme julgamento de vários casos semelhantes na sessão Plenária de 18/12/2013 (Rcl 16.479-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Rcl-AgR 11.663, 11.703, 11.799, 12.043, 12.053, Rel. Min. Luiz Fux)’. …................................................................................................... 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP 4. Requer, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. No mérito, pugna pela procedência da presente reclamação, para que, cassada a decisão reclamada, seja determinado o encaminhamento do apelo extremo a esta Corte. (…). …................................................................................................... 2. Verifico que o Órgão Especial da Corte reclamada negou provimento ao agravo interno manejado contra decisão que julgou prejudicado o recurso extraordinário do reclamante, nos termos do art. 543-B, § 3º, do CPC/73, ao fundamento de que o acórdão recorrido guarda plena conformação com o que decidido por esta Suprema Corte no RE 564.354 RG, quanto à possibilidade de aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional n. 20/1998 e do art. 5º da Emenda Constitucional n. 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados ao teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. 3. No julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, bem como nas Reclamações 7.569 e 7.547, este Pretório Excelso consolidou o entendimento de que, ressalvada a hipótese de recusa de retratação, é incabível reclamação contra decisão que aplica o art. 543-B do CPC/73. Contra decisão desse teor, reputou-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal ‘a quo’. A propósito, dentre vários, recordo os seguintes precedentes: …................................................................................................... 4. Consoante bem destacado no voto proferido pelo Ministro Teori Zavaski no julgamento da Rcl 23.327 AgR, DJe 27.4.2016, ‘a Corte, não obstante as Reclamações 11.408 e 11.427, em que se discute a medida cabível para a impugnação da alegada aplicação indevida da sistemática da repercussão geral, ainda estejam pendentes de solução, em razão de pedido de vista, continua não admitindo a reclamação com esse propósito, conforme julgamento de vários casos semelhantes na sessão Plenária de 18/12/2013 (Rcl 16.479-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Rcl-AgR 11.663, 11.703, 11.799, 12.043, 12.053, Rel. Min. Luiz Fux)’. …................................................................................................... 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP 6. Ante o exposto, forte nos arts. 38 da Lei 8.038/1990 e 21, § 1º, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação, restando prejudicado o exame do pedido liminar.” (grifei) Cumpre ressaltar, finalmente, em face da ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, que este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033, v.g.) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP 6. Ante o exposto, forte nos arts. 38 da Lei 8.038/1990 e 21, § 1º, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação, restando prejudicado o exame do pedido liminar.” (grifei) Cumpre ressaltar, finalmente, em face da ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, que este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033, v.g.) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 14/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ISRAEL JOÃO CANCINO ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (18454/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899256 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ISRAEL JOÃO CANCINO ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (18454/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899256 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12096119
2016-10-14T00:00:00
2016-11-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO AJUIZADA NA VIGÊNCIA DO CPC/73 – DECISÃO EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE FEZ INCIDIR, NO CASO CONCRETO, A DISCIPLINA FUNDADA NO § 3º DO ART. 543-B DO CPC/73 – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DO USO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL SOB A ÉGIDE DO CPC/73 – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE – RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE – AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELA IMPROCEDÊNCIA DA PRESENTE RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur360929
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, QUESTIONAMENTO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL, TRIBUNAL DE ORIGEM) Rcl 7547 (TP), Rcl 7569 (TP), AI 760358 QO (TP), Rcl 9264 AgR (TP), Rcl 8787 AgR (TP), Rcl 9757 AgR (TP), Rcl 11587 AgR (TP), Rcl 11593 AgR (TP), Rcl 11418 AgR (1ªT), Rcl 11375 AgR (1ªT), Rcl 12124 AgR (TP), Rcl 12407 AgR (TP), Rcl 12351 AgR (TP), Rcl 12606 AgR (TP), Rcl 13024 AgR (TP), Rcl 15165 AgR (TP), Rcl 15411 AgR (TP), Rcl 14278 AgR (1ªT), Rcl 16349 AgR (TP), Rcl 17406 AgR (1ªT), Rcl 17323 AgR (1ªT), Rcl 16801 AgR (2ªT). (EFEITO VINCULANTE, DECISÃO, STF, MATÉRIA, REPERCUSSÃO GERAL) Rcl 10793 (TP), Rcl 17512 AgR (1ªT). (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 1591 (TP), Rcl 724 AgR (2ªT), Rcl 1852 AgR (2ªT), Rcl 5465 ED (TP), Rcl 5684 AgR (TP), Rcl 6534 AgR (TP), RTJ 134/1033 (RCL 336), RTJ 168/718 (RCL 603). - Decisões monocráticas citadas: (RECLAMAÇÃO, QUESTIONAMENTO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL, TRIBUNAL DE ORIGEM) Rcl 9395, Rcl 9448, Rcl 9436, Rcl 9547, Rcl 9576, Rcl 9432, Rcl 11571, Rcl 12289, Rcl 12351, Rcl 16269, Rcl 16334. (FUNÇÃO, RECLAMAÇÃO) Rcl 18347 MC. (RECURSO, DECISÃO, APLICAÇÃO, SISTEMÁTICA, REPERCUSSÃO GERAL) Rcl 23288. Número de páginas: 17. Análise: 25/01/2017, JRS. Revisão: 22/02/2017, KBP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
23329
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B PAR-00003\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-012322 ANO-2010\n LEI ORDINÁRIA" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 23329 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ISRAEL JOÃO CANCINO ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ISRAEL JOÃO CANCINO ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: RECLAMAÇÃO AJUIZADA NA VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/73 – DECISÃO EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE FEZ INCIDIR , NO CASO CONCRETO, A DISCIPLINA FUNDADA NO § 3... DO ART. 543-B DO Código de Processo Civil/73 – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DO USO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/73 – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP , REL. MIN. ELLEN GRACIE – RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE – AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELA IMPROCEDÊNCIA DA PRESENTE RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO . Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080216. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão RCL 23329 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 07 a 13 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080216. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 07 a 13 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ISRAEL JOÃO CANCINO ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Inconformada com essa decisão, o agravante interpõe o presente recurso, sustentando, em síntese, o que se segue: “O caso presente, porém, com a devida vênia, não guarda a mínima identidade ou semelhança com aqueles brilhantes e VV. julgados evocados pelo Excelentíssimo Ministro Relator para negar seguimento à Reclamação. ….................................................................................................. É certo, também, que na reclamação foi demonstrado e comprovado que o E. Tribunal ‘a quo’ incidiu em erro grave na aplicação do precedente fixado no Recurso Extraordinário n 564.354/SE, o qual evocou para negar seguimento ao Recurso Extraordinário e, com isso, afrontou a autoridade das rr. decisões proferidas no referido precedente e usurpou a competência dessa E. Corte. …................................................................................................... Com efeito, no Recurso Extraordinário 564.354/SE, esse E. Supremo Tribunal Federal decidiu e estabeleceu que o pressuposto para adequação das Rendas Mensais do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080217. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ISRAEL JOÃO CANCINO ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Inconformada com essa decisão, o agravante interpõe o presente recurso, sustentando, em síntese, o que se segue: “O caso presente, porém, com a devida vênia, não guarda a mínima identidade ou semelhança com aqueles brilhantes e VV. julgados evocados pelo Excelentíssimo Ministro Relator para negar seguimento à Reclamação. ….................................................................................................. É certo, também, que na reclamação foi demonstrado e comprovado que o E. Tribunal ‘a quo’ incidiu em erro grave na aplicação do precedente fixado no Recurso Extraordinário n 564.354/SE, o qual evocou para negar seguimento ao Recurso Extraordinário e, com isso, afrontou a autoridade das rr. decisões proferidas no referido precedente e usurpou a competência dessa E. Corte. …................................................................................................... Com efeito, no Recurso Extraordinário 564.354/SE, esse E. Supremo Tribunal Federal decidiu e estabeleceu que o pressuposto para adequação das Rendas Mensais do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório RCL 23329 AGR / SP benefício (RMBs) aos novos tetos trazidos pelas Emendas Constitucionais ns 20/1998 e 41/2003 é que o salário-de-benefício tenha sofrido a incidência do teto do regime geral de Previdência que incidia sobre o salário de benefício, e não que tenha sofrido a incidência do limite do salário de contribuição. Assinalou mais e reiteradamente esse Excelso Pretório que o teto que incidia sobre o valor do salário de benefício NÃO PODE E NÃO DEVE, EM HIPÓTESE ALGUMA, SER CONFUNDIDO COM O LIMITE DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. …................................................................................................... Pode-se afirmar, também, que nas rr. decisões que são objeto da reclamação, o Tribunal ‘a quo’ misturou conceitos absolutamente distintos, do que resultou a adoção, no caso concreto, de premissa completamente diversa daquela estabelecida por esse Egrégio Supremo Tribunal Federal no precedente paradigma. …................................................................................................... A conclusão lógica que se impõe é que a c. Corte Especial, ao obstar o seguimento do Recurso Extraordinário interposto pelos reclamantes, de fato, usurpou a competência constitucional desse E. Supremo Tribunal Federal.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. ODIM BRANDÃO FERREIRA, opinou pela improcedência da presente reclamação em parecer assim ementado: “Reclamação. Negativa de seguimento a recurso extraordinário. Agravo regimental desprovido. Alegada não aplicação, pelo Tribunal de origem, de precedente do Supremo Tribunal Federal ajustado ao presente caso. A indelegabilidade da palavra final do Supremo Tribunal Federal nos feitos de sua competência impõe algum meio de impugnação das decisões que aplicam, bem ou mal, precedentes em processos repetitivos. O contexto de dúvida objetiva e fundada a respeito do recurso cabível autoriza o conhecimento da reclamação até que tornada pública a orientação dos Tribunais Superiores. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080217. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP benefício (RMBs) aos novos tetos trazidos pelas Emendas Constitucionais ns 20/1998 e 41/2003 é que o salário-de-benefício tenha sofrido a incidência do teto do regime geral de Previdência que incidia sobre o salário de benefício, e não que tenha sofrido a incidência do limite do salário de contribuição. Assinalou mais e reiteradamente esse Excelso Pretório que o teto que incidia sobre o valor do salário de benefício NÃO PODE E NÃO DEVE, EM HIPÓTESE ALGUMA, SER CONFUNDIDO COM O LIMITE DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. …................................................................................................... Pode-se afirmar, também, que nas rr. decisões que são objeto da reclamação, o Tribunal ‘a quo’ misturou conceitos absolutamente distintos, do que resultou a adoção, no caso concreto, de premissa completamente diversa daquela estabelecida por esse Egrégio Supremo Tribunal Federal no precedente paradigma. …................................................................................................... A conclusão lógica que se impõe é que a c. Corte Especial, ao obstar o seguimento do Recurso Extraordinário interposto pelos reclamantes, de fato, usurpou a competência constitucional desse E. Supremo Tribunal Federal.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. ODIM BRANDÃO FERREIRA, opinou pela improcedência da presente reclamação em parecer assim ementado: “Reclamação. Negativa de seguimento a recurso extraordinário. Agravo regimental desprovido. Alegada não aplicação, pelo Tribunal de origem, de precedente do Supremo Tribunal Federal ajustado ao presente caso. A indelegabilidade da palavra final do Supremo Tribunal Federal nos feitos de sua competência impõe algum meio de impugnação das decisões que aplicam, bem ou mal, precedentes em processos repetitivos. O contexto de dúvida objetiva e fundada a respeito do recurso cabível autoriza o conhecimento da reclamação até que tornada pública a orientação dos Tribunais Superiores. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório RCL 23329 AGR / SP O acórdão reclamado é claro em afirmar que os dados previdenciários pesquisados acusam que o benefício não sofreu limitação em sua equação inicial, pelas regras legais de concessão do benefício. Correta a não aplicação do precedente ao caso. Impossibilidade de revisão dos dados colhidos e da eficiência do sistema pesquisado na via reclamatória. Parecer pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080217. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP O acórdão reclamado é claro em afirmar que os dados previdenciários pesquisados acusam que o benefício não sofreu limitação em sua equação inicial, pelas regras legais de concessão do benefício. Correta a não aplicação do precedente ao caso. Impossibilidade de revisão dos dados colhidos e da eficiência do sistema pesquisado na via reclamatória. Parecer pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Tal como referido na decisão recorrida, o Plenário desta Suprema Corte, resolvendo questão de ordem suscitada no AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. GILMAR MENDES, firmou entendimento no sentido da inadmissibilidade tanto do antigo agravo de instrumento (substituído pelo ARE, nos termos da Lei n 12.322/2010) quanto, até mesmo, da reclamação naquelas hipóteses em que o Tribunal de origem, dando execução ao que dispunha o § 3... do art. 543-B do Código de Processo Civil/73, reproduzia o julgamento que o Supremo Tribunal Federal proferira, sobre o mérito da controvérsia, em processo no qual esta Corte reconhecera existente a repercussão geral: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. ....................................................................................................... 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” (grifei) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Tal como referido na decisão recorrida, o Plenário desta Suprema Corte, resolvendo questão de ordem suscitada no AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. GILMAR MENDES, firmou entendimento no sentido da inadmissibilidade tanto do antigo agravo de instrumento (substituído pelo ARE, nos termos da Lei n 12.322/2010) quanto, até mesmo, da reclamação naquelas hipóteses em que o Tribunal de origem, dando execução ao que dispunha o § 3... do art. 543-B do Código de Processo Civil/73, reproduzia o julgamento que o Supremo Tribunal Federal proferira, sobre o mérito da controvérsia, em processo no qual esta Corte reconhecera existente a repercussão geral: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. ....................................................................................................... 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” (grifei) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP É oportuno registrar que essa orientação também foi observada no julgamento conjunto da Rcl 7.569/SP e da Rcl 7.547/SP, ambas de relatoria da eminente Ministra ELLEN GRACIE, realizado na mesma sessão em que firmado o precedente anteriormente referido. A diretriz jurisprudencial que venho de referir, inicialmente limitada aos casos em que se reconheceu existente a repercussão geral do litígio constitucional, foi estendida às hipóteses nas quais se declarou ausente a transcendência da controvérsia constitucional, reafirmando-se, também em mencionada situação (inexistência de repercussão geral), a inadmissibilidade da reclamação: “Agravo regimental em reclamação. 2. Identidade entre tema da repercussão geral e matéria tratada nos autos. 3. Pressupostos de admissibilidade de recurso da competência de outro tribunal. Ausência de repercussão geral. Tema 181. 4. Não cabimento da reclamação. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 12.351-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno – grifei) “A reclamação não constitui instrumento processual adequado para questionar o acerto de decisão do Tribunal de origem que, tendo em vista a ausência de repercussão geral firmada no âmbito desta Suprema Corte, e com suporte no art. 543-B, § 2..., do Código de Processo Civil, considera inadmitido recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Rcl 14.278-AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) Impõe-se destacar, por relevante, que essa diretriz jurisprudencial vinha sendo observada no âmbito desta Suprema Corte em sucessivas decisões (Rcl 8.787-AgR/DF, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 9.395/BA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 9.432/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 9.436/CE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 9.547/CE, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Rcl 9.576/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.571/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Rcl 11.587/RS, Rel. Min. RICARDO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP É oportuno registrar que essa orientação também foi observada no julgamento conjunto da Rcl 7.569/SP e da Rcl 7.547/SP, ambas de relatoria da eminente Ministra ELLEN GRACIE, realizado na mesma sessão em que firmado o precedente anteriormente referido. A diretriz jurisprudencial que venho de referir, inicialmente limitada aos casos em que se reconheceu existente a repercussão geral do litígio constitucional, foi estendida às hipóteses nas quais se declarou ausente a transcendência da controvérsia constitucional, reafirmando-se, também em mencionada situação (inexistência de repercussão geral), a inadmissibilidade da reclamação: “Agravo regimental em reclamação. 2. Identidade entre tema da repercussão geral e matéria tratada nos autos. 3. Pressupostos de admissibilidade de recurso da competência de outro tribunal. Ausência de repercussão geral. Tema 181. 4. Não cabimento da reclamação. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 12.351-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno – grifei) “A reclamação não constitui instrumento processual adequado para questionar o acerto de decisão do Tribunal de origem que, tendo em vista a ausência de repercussão geral firmada no âmbito desta Suprema Corte, e com suporte no art. 543-B, § 2..., do Código de Processo Civil, considera inadmitido recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Rcl 14.278-AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) Impõe-se destacar, por relevante, que essa diretriz jurisprudencial vinha sendo observada no âmbito desta Suprema Corte em sucessivas decisões (Rcl 8.787-AgR/DF, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 9.395/BA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 9.432/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 9.436/CE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 9.547/CE, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Rcl 9.576/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.571/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Rcl 11.587/RS, Rel. Min. RICARDO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP LEWANDOWSKI – Rcl 11.593/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Rcl 12.124-AgR/PR, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 12.289/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Rcl 12.351/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 12.407/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.606/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 15.411/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 16.269/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 16.334/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 16.801-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 17.406/BA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “2. Não se admite o uso da reclamação constitucional para questionar a aplicação, pelo tribunal de origem, de entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a repercussão geral de determinada matéria, conforme a sistemática introduzida pela EC n 45/2004. Precedentes. 3. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal na questão ora em análise. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 9.264-AgR/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “Esta Corte, reunida em sessão plenária, concluiu que a reclamação não é o remédio adequado para apreciar a correção da aplicação de precedente em repercussão geral (Rcl 7.547 e Rcl 7.569, rel. min. Ellen Gracie, julgados em 19.11.2009). Do exposto, não conheço da presente reclamação.” (Rcl 9.448/DF, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não é cabível a reclamação para corrigir eventual equívoco na aplicação da repercussão geral pela Corte de origem. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP LEWANDOWSKI – Rcl 11.593/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Rcl 12.124-AgR/PR, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 12.289/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Rcl 12.351/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 12.407/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.606/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 15.411/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 16.269/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 16.334/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 16.801-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 17.406/BA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “2. Não se admite o uso da reclamação constitucional para questionar a aplicação, pelo tribunal de origem, de entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a repercussão geral de determinada matéria, conforme a sistemática introduzida pela EC n 45/2004. Precedentes. 3. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal na questão ora em análise. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 9.264-AgR/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “Esta Corte, reunida em sessão plenária, concluiu que a reclamação não é o remédio adequado para apreciar a correção da aplicação de precedente em repercussão geral (Rcl 7.547 e Rcl 7.569, rel. min. Ellen Gracie, julgados em 19.11.2009). Do exposto, não conheço da presente reclamação.” (Rcl 9.448/DF, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não é cabível a reclamação para corrigir eventual equívoco na aplicação da repercussão geral pela Corte de origem. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP II – Agravo improvido.” (Rcl 9.757-AgR/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DE RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Tribunal firmou o entendimento de que não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte. (Rcl 15.165 AgR, Relator. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, julgado em 20/03/2013, publicado em 26/08/2013). 2. ‘In casu’, a agravante alega que o Superior Tribunal de Justiça usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal, uma vez que, ao indeferir liminarmente o Recurso Extraordinário, teria aplicado precedente de repercussão geral equivocado. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (Rcl 13.024-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “1. O Plenário desta Corte firmou o entendimento de que não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 15.165-AgR/MT, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Vê-se, pois, considerado o magistério jurisprudencial firmado por este Supremo Tribunal Federal, que se revelavam incognoscíveis 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP II – Agravo improvido.” (Rcl 9.757-AgR/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DE RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Tribunal firmou o entendimento de que não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte. (Rcl 15.165 AgR, Relator. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, julgado em 20/03/2013, publicado em 26/08/2013). 2. ‘In casu’, a agravante alega que o Superior Tribunal de Justiça usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal, uma vez que, ao indeferir liminarmente o Recurso Extraordinário, teria aplicado precedente de repercussão geral equivocado. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (Rcl 13.024-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “1. O Plenário desta Corte firmou o entendimento de que não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 15.165-AgR/MT, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Vê-se, pois, considerado o magistério jurisprudencial firmado por este Supremo Tribunal Federal, que se revelavam incognoscíveis 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP o antigo agravo de instrumento (substituído pelo ARE, nos termos da Lei n 12.322/2010) ou a própria reclamação contra decisão do Tribunal de origem que, ao aplicar os parágrafos do art. 543-B do Código de Processo Civil/73, fazia incidir, no caso concreto, orientação plenária desta Suprema Corte – não importando, para tal efeito, que se tratasse de ato decisório que deixasse de reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia jurídica (Rcl 17.323-AgR/GO, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.) ou que se cuidasse de julgamento de mérito de matéria cuja repercussão geral tivesse sido anteriormente proclamada (Rcl 16.349-AgR/RN, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.) – ou que houvesse sobrestado o recurso extraordinário (Rcl 11.375-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 11.418-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.). Dessume-se, portanto, considerados todos esses precedentes, que não cabe reclamação contra ato decisório que dissente de orientação jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, eis que esse instrumento processual, que possui específica destinação constitucional, não tem por finalidade viabilizar a revisão de julgamentos, em ordem a torná-los compatíveis com a jurisprudência predominante no Tribunal: “– A reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, ‘l’, da Carta Política (RTJ 134/1033) –, embora cabível, em tese, quando se tratar de decisão revestida de efeito vinculante (como sucede com os julgamentos proferidos em sede de controle normativo abstrato), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, além de não constituir meio de revisão da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes.” (Rcl 18.347-MC/BA, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP o antigo agravo de instrumento (substituído pelo ARE, nos termos da Lei n 12.322/2010) ou a própria reclamação contra decisão do Tribunal de origem que, ao aplicar os parágrafos do art. 543-B do Código de Processo Civil/73, fazia incidir, no caso concreto, orientação plenária desta Suprema Corte – não importando, para tal efeito, que se tratasse de ato decisório que deixasse de reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia jurídica (Rcl 17.323-AgR/GO, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.) ou que se cuidasse de julgamento de mérito de matéria cuja repercussão geral tivesse sido anteriormente proclamada (Rcl 16.349-AgR/RN, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.) – ou que houvesse sobrestado o recurso extraordinário (Rcl 11.375-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 11.418-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.). Dessume-se, portanto, considerados todos esses precedentes, que não cabe reclamação contra ato decisório que dissente de orientação jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, eis que esse instrumento processual, que possui específica destinação constitucional, não tem por finalidade viabilizar a revisão de julgamentos, em ordem a torná-los compatíveis com a jurisprudência predominante no Tribunal: “– A reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, ‘l’, da Carta Política (RTJ 134/1033) –, embora cabível, em tese, quando se tratar de decisão revestida de efeito vinculante (como sucede com os julgamentos proferidos em sede de controle normativo abstrato), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, além de não constituir meio de revisão da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes.” (Rcl 18.347-MC/BA, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP Esse mesmo entendimento também prevalecia ainda que se cuidasse de diretriz estabelecida em sede de repercussão geral, pois – não custa enfatizar – os julgamentos que a Corte Suprema proferia no âmbito delineado pelo art. 543-B do Código de Processo Civil/73, que disciplinava a sistemática da repercussão geral, não se revestiam de eficácia vinculante: “(…) 1. As decisões proferidas em sede de recurso extraordinário, ainda que em regime de repercussão geral, não geram efeitos vinculantes aptos a ensejar o cabimento de reclamação, que não serve como sucedâneo recursal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 17.512-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSSO – grifei) Em consequência dessa orientação, eventuais julgados contrários, até mesmo, ao “leading case” da própria repercussão geral, emanados de outros órgãos judiciários, não comportavam a utilização da via reclamatória, como teve o ensejo de advertir o Plenário do Supremo Tribunal Federal: “(…) 7. A cassação ou revisão das decisões dos Juízes contrárias à orientação firmada em sede de repercussão geral há de ser feita pelo Tribunal a que estiverem vinculados, pela via recursal ordinária. 8. A atuação do Supremo Tribunal Federal, no ponto, deve ser subsidiária, só se manifesta quando o Tribunal ‘a quo’ negasse observância ao ‘leading case’ da repercussão geral, ensejando, então, a interposição e a subida de recurso extraordinário para cassação ou revisão do acórdão, conforme previsão legal específica constante do art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. 9. Nada autoriza ou aconselha que se substituam as vias recursais ordinária e extraordinária pela reclamação. (…).” (Rcl 10.793/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Vale registrar, por oportuno, no sentido ora exposto e ante a inquestionável procedência de suas observações, a seguinte passagem 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP Esse mesmo entendimento também prevalecia ainda que se cuidasse de diretriz estabelecida em sede de repercussão geral, pois – não custa enfatizar – os julgamentos que a Corte Suprema proferia no âmbito delineado pelo art. 543-B do Código de Processo Civil/73, que disciplinava a sistemática da repercussão geral, não se revestiam de eficácia vinculante: “(…) 1. As decisões proferidas em sede de recurso extraordinário, ainda que em regime de repercussão geral, não geram efeitos vinculantes aptos a ensejar o cabimento de reclamação, que não serve como sucedâneo recursal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 17.512-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSSO – grifei) Em consequência dessa orientação, eventuais julgados contrários, até mesmo, ao “leading case” da própria repercussão geral, emanados de outros órgãos judiciários, não comportavam a utilização da via reclamatória, como teve o ensejo de advertir o Plenário do Supremo Tribunal Federal: “(…) 7. A cassação ou revisão das decisões dos Juízes contrárias à orientação firmada em sede de repercussão geral há de ser feita pelo Tribunal a que estiverem vinculados, pela via recursal ordinária. 8. A atuação do Supremo Tribunal Federal, no ponto, deve ser subsidiária, só se manifesta quando o Tribunal ‘a quo’ negasse observância ao ‘leading case’ da repercussão geral, ensejando, então, a interposição e a subida de recurso extraordinário para cassação ou revisão do acórdão, conforme previsão legal específica constante do art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. 9. Nada autoriza ou aconselha que se substituam as vias recursais ordinária e extraordinária pela reclamação. (…).” (Rcl 10.793/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Vale registrar, por oportuno, no sentido ora exposto e ante a inquestionável procedência de suas observações, a seguinte passagem 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP da decisão proferida pela eminente Ministra ROSA WEBER, em caso similar ao ora em exame, por ocasião do julgamento da Rcl 23.288/SP, de que foi Relatora: “RECLAMAÇÃO. INSURGÊNCIA CONTRA A APLICAÇÃO DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL PELA CORTE DE ORIGEM. ART 543-B DO Código de Processo Civil/73. NÃO CABIMENTO. …................................................................................................... 1. Trata-se de reclamação ajuizada em 10.3.2016 por Salvador Lombardi contra decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região, nos autos do Processo n 0006672- -26.2013.4.03.6183, à alegação de usurpação da competência desta Suprema Corte e de afronta ao que decidido no Recurso Extraordinário 564.354 RG. 2. Narra o autor que a Corte Especial do TRF da 3... Região, ao julgamento de agravo interno manejado contra decisão da Vice-Presidência que negou seguimento ao recurso extraordinário por ele interposto, concluiu inexistir afronta ao Recurso Extraordinário 564.354, julgado por esta Corte sob a sistemática da Repercussão Geral, ao fundamento de que não houve limitação do salário de benefício do reclamante ao teto do salário de contribuição vigente à época da concessão. Aponta, no entanto, que, ‘(…) no Recurso Extraordinário 564.354/SE, esse E. Supremo Tribunal Federal (...) estabeleceu que o pressuposto para adequação das Rendas Mensais do benefício (RMBs) aos novos tetos trazidos pelas Emendas Constitucionais ns 20/1998 e 41/2003 é que o salário-de-benefício tenha sofrido a incidência do teto do regime geral de Previdência que incidia sobre o salário de benefício, e não que tenha sofrido a incidência do limite do salário de contribuição’. 3. Afirma que o Tribunal ‘a quo’ teria misturado os conceitos de ‘teto do salário de contribuição’ e ‘teto de regime geral de previdência social’, adotando premissa diversa daquela estabelecida por esse Egrégio Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 564.354-RG. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP da decisão proferida pela eminente Ministra ROSA WEBER, em caso similar ao ora em exame, por ocasião do julgamento da Rcl 23.288/SP, de que foi Relatora: “RECLAMAÇÃO. INSURGÊNCIA CONTRA A APLICAÇÃO DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL PELA CORTE DE ORIGEM. ART 543-B DO Código de Processo Civil/73. NÃO CABIMENTO. …................................................................................................... 1. Trata-se de reclamação ajuizada em 10.3.2016 por Salvador Lombardi contra decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região, nos autos do Processo n 0006672- -26.2013.4.03.6183, à alegação de usurpação da competência desta Suprema Corte e de afronta ao que decidido no Recurso Extraordinário 564.354 RG. 2. Narra o autor que a Corte Especial do TRF da 3... Região, ao julgamento de agravo interno manejado contra decisão da Vice-Presidência que negou seguimento ao recurso extraordinário por ele interposto, concluiu inexistir afronta ao Recurso Extraordinário 564.354, julgado por esta Corte sob a sistemática da Repercussão Geral, ao fundamento de que não houve limitação do salário de benefício do reclamante ao teto do salário de contribuição vigente à época da concessão. Aponta, no entanto, que, ‘(…) no Recurso Extraordinário 564.354/SE, esse E. Supremo Tribunal Federal (...) estabeleceu que o pressuposto para adequação das Rendas Mensais do benefício (RMBs) aos novos tetos trazidos pelas Emendas Constitucionais ns 20/1998 e 41/2003 é que o salário-de-benefício tenha sofrido a incidência do teto do regime geral de Previdência que incidia sobre o salário de benefício, e não que tenha sofrido a incidência do limite do salário de contribuição’. 3. Afirma que o Tribunal ‘a quo’ teria misturado os conceitos de ‘teto do salário de contribuição’ e ‘teto de regime geral de previdência social’, adotando premissa diversa daquela estabelecida por esse Egrégio Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 564.354-RG. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP 4. Requer, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. No mérito, pugna pela procedência da presente reclamação, para que, cassada a decisão reclamada, seja determinado o encaminhamento do apelo extremo a esta Corte. (…). …................................................................................................... 2. Verifico que o Órgão Especial da Corte reclamada negou provimento ao agravo interno manejado contra decisão que julgou prejudicado o recurso extraordinário do reclamante, nos termos do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil/73, ao fundamento de que o acórdão recorrido guarda plena conformação com o que decidido por esta Suprema Corte no Recurso Extraordinário 564.354 RG, quanto à possibilidade de aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional n. 20/1998 e do art. 5... da Emenda Constitucional n. 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados ao teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. 3. No julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, bem como nas Reclamações 7.569 e 7.547, este Pretório Excelso consolidou o entendimento de que, ressalvada a hipótese de recusa de retratação, é incabível reclamação contra decisão que aplica o art. 543-B do Código de Processo Civil/73. Contra decisão desse teor, reputou-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal ‘a quo’. A propósito, dentre vários, recordo os seguintes precedentes: …................................................................................................... 4. Consoante bem destacado no voto proferido pelo Ministro Teori Zavaski no julgamento da Rcl 23.327 AgR, DJe 27.4.2016, ‘a Corte, não obstante as Reclamações 11.408 e 11.427, em que se discute a medida cabível para a impugnação da alegada aplicação indevida da sistemática da repercussão geral, ainda estejam pendentes de solução, em razão de pedido de vista, continua não admitindo a reclamação com esse propósito, conforme julgamento de vários casos semelhantes na sessão Plenária de 18/12/2013 (Rcl 16.479-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Rcl-AgR 11.663, 11.703, 11.799, 12.043, 12.053, Rel. Min. Luiz Fux)’. …................................................................................................... 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP 4. Requer, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. No mérito, pugna pela procedência da presente reclamação, para que, cassada a decisão reclamada, seja determinado o encaminhamento do apelo extremo a esta Corte. (…). …................................................................................................... 2. Verifico que o Órgão Especial da Corte reclamada negou provimento ao agravo interno manejado contra decisão que julgou prejudicado o recurso extraordinário do reclamante, nos termos do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil/73, ao fundamento de que o acórdão recorrido guarda plena conformação com o que decidido por esta Suprema Corte no Recurso Extraordinário 564.354 RG, quanto à possibilidade de aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional n. 20/1998 e do art. 5... da Emenda Constitucional n. 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados ao teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. 3. No julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, bem como nas Reclamações 7.569 e 7.547, este Pretório Excelso consolidou o entendimento de que, ressalvada a hipótese de recusa de retratação, é incabível reclamação contra decisão que aplica o art. 543-B do Código de Processo Civil/73. Contra decisão desse teor, reputou-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal ‘a quo’. A propósito, dentre vários, recordo os seguintes precedentes: …................................................................................................... 4. Consoante bem destacado no voto proferido pelo Ministro Teori Zavaski no julgamento da Rcl 23.327 AgR, DJe 27.4.2016, ‘a Corte, não obstante as Reclamações 11.408 e 11.427, em que se discute a medida cabível para a impugnação da alegada aplicação indevida da sistemática da repercussão geral, ainda estejam pendentes de solução, em razão de pedido de vista, continua não admitindo a reclamação com esse propósito, conforme julgamento de vários casos semelhantes na sessão Plenária de 18/12/2013 (Rcl 16.479-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Rcl-AgR 11.663, 11.703, 11.799, 12.043, 12.053, Rel. Min. Luiz Fux)’. …................................................................................................... 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP 6. Ante o exposto, forte nos arts. 38 da Lei 8.038/1990 e 21, § 1..., do RISTF, nego seguimento à presente reclamação, restando prejudicado o exame do pedido liminar.” (grifei) Cumpre ressaltar, finalmente, em face da ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, que este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033, v.g.) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP 6. Ante o exposto, forte nos arts. 38 da Lei 8.038/1990 e 21, § 1..., do RISTF, nego seguimento à presente reclamação, restando prejudicado o exame do pedido liminar.” (grifei) Cumpre ressaltar, finalmente, em face da ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, que este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033, v.g.) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 23329 AGR / SP AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Supremo Tribunal Federal RCL 23329 AGR / SP AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 14/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ISRAEL JOÃO CANCINO ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (18454/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899256 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.329 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ISRAEL JOÃO CANCINO ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (18454/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899256 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 23 . 329", "RCL 7 . 547 / SP", "RCL 7 . 569 / SP", "AI 760 . 358 - QO / SE", "Recurso Extraordinário n 564 . 354 / SE", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "RECLAMAÇÃO 23 . 329", "Recurso Extraordinário n 564 .", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "RCL 23329 AGR", "AI 760 . 358 - QO / SE", "AI 760 . 358 - QO /", "Rcl 7 . 569 / SP", "Rcl 7 . 547 / SP", "Rcl 12 . 351 - AgR / DF", "Rcl 14 . 278 - AgR / SP", "Rcl 8 . 787 - AgR / DF", "Rcl 9 . 395 / BA", "Rcl 9 . 432 / SP", "Rcl 9 . 436 / CE", "Rcl 9 . 547 / CE", "Rcl 9 . 576 / SP", "Rcl 11 . 571 / PR", "Rcl 11 . 587 / RS", "RCL 23329 AGR / SP", "Rcl 7 . 569 / SP", "Rcl 7 . 547 / SP", "Rcl 12 . 351 - AgR / DF", "Rcl 14 . 278 - AgR / SP", "Rcl 8 . 787 - AgR / DF", "Rcl 9 . 395 / BA", "Rcl 9 . 436 / CE", "Rcl 9 . 547 / CE", "Rcl 9 . 576 / SP", "Rcl 11 . 571 / PR", "Rcl 11 . 587 / RS", "RCL 23329 AGR / SP", "Rcl 11 . 593 / DF", "Rcl 12 . 124 - AgR / PR", "Rcl 12 . 289 / DF", "Rcl 12 . 351 / DF", "Rcl 12 . 407 / DF", "Rcl 12 . 606 / DF", "Rcl 15 . 411 / RJ", "Rcl 16 . 269 / MG", "Rcl 16 . 334 / SC", "Rcl 16 . 801 - AgR / SP", "Rcl 17 . 406 / BA", "Rcl 9 . 264 - AgR / MG", "Rcl 7 . 547", "Rcl 7 . 569", "Rcl 9 . 448 / DF", "Rcl 11 .", "593", "/", "Rcl 12 . 124 - AgR / PR", "Rcl 12 . 289 / DF", "Rcl 12 . 351 / DF", "Rcl 12 . 407 / DF", "Rcl 12 . 606 / DF", "Rcl 15 . 411 / RJ", "Rcl 16 . 269 / MG", "Rcl 16 . 334 / SC", "Rcl 16 . 801 - AgR / SP", "Rcl 17 . 406 / BA", "Rcl 9 . 264 - AgR / MG", "Rcl 7 . 547", "Rcl 7 . 569", "Rcl 9 . 448 / DF", "Rcl 9 . 757 - AgR / MG", "Rcl 15 . 165 AgR", "Rcl 13 . 024 - AgR / DF", "Rcl 15 . 165 - AgR / MT", "RCL 23329 AGR / SP", "Rcl 9 . 757 - AgR / MG", "Rcl 15 . 165 AgR", "Rcl 13 . 024 - AgR / DF", "Rcl 15 . 165 - AgR / MT", "Rcl 17 . 323 - AgR / GO", "Rcl 16 . 349 - AgR / RN", "Rcl 11 . 375 - AgR / DF", "Rcl 11 . 418 - AgR / DF", "RTJ 134 / 1033", "Rcl 18 . 347 - MC / BA", "RCL 23329 AGR / SP", "Rcl 17 . 323 - AgR / GO", "Rcl 16 . 349 - AgR / RN", "Rcl 11 . 375 - AgR / DF", "Rcl 11 . 418 - AgR / DF", "RTJ 134 / 1033", "Rcl 18 . 347 - MC / BA", "RCL 23329 AGR / SP", "Rcl 17 . 512 - AgR / SP", "Rcl 10 . 793 / SP", "RCL 23329 AGR / SP", "Rcl 17 . 512 - AgR / SP", "Rcl 10 . 793 / SP", "RCL 23329 AGR", "Rcl 23 . 288 / SP", "Processo n 0006672 - - 26 . 2013 . 4 . 03 . 6183", "Recurso Extraordinário 564 . 354 RG", "Recurso Extraordinário 564 . 354", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Recurso Extraordinário 564 . 354 -", "RCL 23329 AGR / SP", "Rcl 23 . 288 / SP", "Processo n 0006672 - - 26 . 2013 . 4 . 03 . 6183", "Recurso Extraordinário 564 . 354 RG", "Recurso Extraordinário 564 . 354", "Recurso Extraordinário 564 . 354 / SE", "Recurso Extraordinário 564 . 354 - RG .", "Recurso Extraordinário 564 . 354 RG", "AI 760 . 358", "Reclamações 7 . 569", "Rcl 23 . 327 AgR", "Reclamações 11 . 408", "Rcl 16 . 479 - AgR", "Recurso Extraordinário 564 . 354 RG", "AI 760 .", "Rcl 23 . 327 AgR", "Rcl 16 . 479 - AgR", "Rcl", "-", "AgR 11 . 663", "RCL 23329 AGR / SP", "RTJ 168 / 718", "RCL 23329 AGR / SP", "RTJ 168 / 718", "RCL 23329 AGR / SP", "Rcl 724 - AgR / ES", "Rcl Ag . Rg 1852", "Rcl", "Ag", ".", "Rg . 724", "Rcl 1 . 591 / RN", "ADI 1662 - SP", "Rcl 1 . 852 - AgR / RN", "RCL 23329 AGR / SP", "Rcl 724 -", "Rcl Ag . Rg 1852", "Rcl", "Ag", ". Rg . 724", "Rcl 1 . 591 / RN", "ADI 1662 - SP", "Rcl 1 . 852 - AgR / RN", "RCL 23329", "Rcl 5 . 465 - ED / ES", "Rcl 5 . 684 - AgR / PE", "Rcl 6 . 534 - AgR / MA", "Rcl 5 . 465 - ED / ES", "Rcl 5 . 684 - AgR / PE", "Rcl 6 . 534 - AgR / MA", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 73", "ART . 543 - B DO Código de Processo Civil / 73", "Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas Constitucionais ns 20 / 1998", "41", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200", "Emendas Constitucionais ns 20 / 1998", "41", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 322 / 2010", "§ 3 . . . do art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 322 / 2010", "art . 543", "§ 3 . . . do art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 322 / 2010", "art . 543 - B do Código de Processo Civil /", "art . 102 , I , ‘ l ’ , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 322 / 2010", "art . 543 - B do Código de Processo Civil / 73", "art . 102 , I , ‘ l ’ , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil / 73", "art . 543 - B , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil / 73", "art . 543 - B , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART 543 - B DO Código de Processo Civil / 73", "Emendas Constitucionais ns", "41", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART 543 - B DO Código de Processo Civil / 73", "Emendas Constitucionais ns 20 / 1998", "41", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "art . 14 da Emenda Constitucional n . 20 / 1998", "Emenda Constitucional", "art . 543 - B do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "art . 14 da Emenda Constitucional n . 20 / 1998", "art . 5 . . . da Emenda Constitucional n . 41 / 2003", "art . 543 - B do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "arts . 38 da Lei 8 . 038 / 1990", "21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 102 , I , “ l ” , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 38 da Lei 8 . 038 / 1990", "21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 102 , I , “ l ” , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "-", "GERAL DA REPÚBLICA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3 .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3 . .", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Especial", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "Pleno", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Tribunal Pleno", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Suprema Corte", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Corte Suprema", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Corte Especial do TRF da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Corte Especial do TRF da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Órgão Especial", "Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Plenário", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Plenário", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3 .", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3 . .", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "ISRAEL JOÃO CANCINO", "ANIS SLEIMAN", "ELLEN GRACIE", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ISRAEL JOÃO CANCINO", "ANIS SLEIMAN", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ISRAEL JOÃO CANCINO", "ANIS SLEIMAN", "CELSO DE MELLO", "ODIM BRANDÃO FERREIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "CELSO", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "DIAS TOFFOLI", "JOAQUIM BARBOSA", "AYRES BRITTO", "CEZAR PELUSO", "AYRES BRITTO", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO 2", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "DIAS TOFFOLI", "JOAQUIM BARBOSA", "AYRES BRITTO", "CEZAR PELUSO", "AYRES BRITTO", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO 2", "CELSO DE MELLO", "LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS", "TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSSO", "ELLEN GRACIE", "ROBERTO BARROSSO", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "Salvador Lombardi", "ROSA WEBER", "Salvador Lombardi", "CELSO DE MELLO", "Teori Zavaski", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Teori Zavaski", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "OCTAVIO GALLOTTI", "Maurício Correa", "Octávio Gallotti", "ELLEN GRACIE", "MAURÍCIO CORRÊA", "OCTAVIO GALLOTTI", "Maurício Correa", "Octávio Gallotti .", "ELLEN GRACIE", "MAURÍCIO CORRÊA", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ISRAEL JOÃO CANCINO", "ANIS SLEIMAN", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "ISRAEL JOÃO CANCINO", "ANIS SLEIMAN", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "11", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "11", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "03", "/", "2013", "26", "/", "08", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "03", "/", "2013", "26", "/", "08", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "3", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "3", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "4", ".", "2016", "18", "/", "12", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "27", ".", "4", ".", "2016", "18", "/", "12", "/", "2013", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 ACRE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) :DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES ADV.(A/S) :JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO ARE 748.371-RG/MT – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” POR PARTE DO VENCEDOR DA DEMANDA (NÃO APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES RECURSAIS) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 7 a 13 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982833. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 ACRE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) :DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES ADV.(A/S) :JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982834. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 ACRE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) :DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES ADV.(A/S) :JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982834. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pela 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado do Acre, está assim ementado: “JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. PROFESSOR. EXERCÍCIO DA DOCÊNCIA A ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. GRATIFICAÇÃO PREVISTA NA LCE 67/99. PRELIMINARES DE NULIDADE DA SENTENÇA AFASTADAS. FALTA DE REGULAMENTAÇÃO QUANTO AO PERCENTUAL A SER ATRIBUÍDO EM CADA CASO. INÉRCIA DO PODER EXECUTIVO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA E INCOMPETÊNCIA DOS JUIZADOS FAZENDÁRIOS REJEITADAS. VERBA DEVIDA. PERCENTUAL QUE DEVE SER ESTABELECIDO NO MÍNIMO (5%). ENTENDIMENTO MAJORITÁRIO DESTA COMPOSIÇÃO NO SENTIDO DE MANTER A SENTENÇA ‘A QUO’ PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS NESSA PARTE, NOS TERMOS DO ART. 46 DA LEI 9.099/95.REATORA VENCIDA NESSE PONTO. MULTA INDEVIDA. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO SOMENTE PARA AFASTAR A IMPOSIÇÃO DA MULTA PROCESSUAL ARBITRADA.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pela 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado do Acre, está assim ementado: “JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. PROFESSOR. EXERCÍCIO DA DOCÊNCIA A ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. GRATIFICAÇÃO PREVISTA NA LCE 67/99. PRELIMINARES DE NULIDADE DA SENTENÇA AFASTADAS. FALTA DE REGULAMENTAÇÃO QUANTO AO PERCENTUAL A SER ATRIBUÍDO EM CADA CASO. INÉRCIA DO PODER EXECUTIVO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA E INCOMPETÊNCIA DOS JUIZADOS FAZENDÁRIOS REJEITADAS. VERBA DEVIDA. PERCENTUAL QUE DEVE SER ESTABELECIDO NO MÍNIMO (5%). ENTENDIMENTO MAJORITÁRIO DESTA COMPOSIÇÃO NO SENTIDO DE MANTER A SENTENÇA ‘A QUO’ PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS NESSA PARTE, NOS TERMOS DO ART. 46 DA LEI 9.099/95.REATORA VENCIDA NESSE PONTO. MULTA INDEVIDA. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO SOMENTE PARA AFASTAR A IMPOSIÇÃO DA MULTA PROCESSUAL ARBITRADA.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 981101 AGR / AC A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o órgão judiciário de origem teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional, fazendo-o em decisão assim ementada: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Cabe registrar, de outro lado, que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 280/STF, que assim dispõe: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei Complementar estadual nº 67/99), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Supremo Tribunal Federal ARE 981101 AGR / AC A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o órgão judiciário de origem teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional, fazendo-o em decisão assim ementada: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Cabe registrar, de outro lado, que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 280/STF, que assim dispõe: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei Complementar estadual nº 67/99), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 981101 AGR / AC mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/STF, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. Impende salientar, por relevante, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (ARE 916.870-AgR/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 926.687-AgR/AC, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROFESSOR. GRATIFICAÇÃO DE ENSINO ESPECIAL. GATE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 67/1999. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. LEI LOCAL. SÚMULA 280. 1. Nos termos da orientação sedimentada na súmula 280 do STF, não cabe recurso extraordinário quando a verificação da alegada ofensa à Constituição Federal depende de análise prévia da legislação infraconstitucional pertinente à matéria em discussão. 2. A decisão que inadmitiu o recurso extraordinário não ofendeu a norma do art. 93, IX, da Constituição, porquanto está devidamente fundamentada. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (ARE 900.563-AgR/AC, Rel. Min. EDSON FACHIN ) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público. Gratificação pelo exercício de docência a alunos portadores de necessidades especiais. Lei Complementar nº 67/1999 do Estado do Acre. 3. Matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do STF. 4. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279 do STF. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 928.531-AgR/AC, Rel. Min. GILMAR MENDES) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Supremo Tribunal Federal ARE 981101 AGR / AC mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/STF, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. Impende salientar, por relevante, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (ARE 916.870-AgR/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 926.687-AgR/AC, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROFESSOR. GRATIFICAÇÃO DE ENSINO ESPECIAL. GATE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 67/1999. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. LEI LOCAL. SÚMULA 280. 1. Nos termos da orientação sedimentada na súmula 280 do STF, não cabe recurso extraordinário quando a verificação da alegada ofensa à Constituição Federal depende de análise prévia da legislação infraconstitucional pertinente à matéria em discussão. 2. A decisão que inadmitiu o recurso extraordinário não ofendeu a norma do art. 93, IX, da Constituição, porquanto está devidamente fundamentada. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (ARE 900.563-AgR/AC, Rel. Min. EDSON FACHIN ) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público. Gratificação pelo exercício de docência a alunos portadores de necessidades especiais. Lei Complementar nº 67/1999 do Estado do Acre. 3. Matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do STF. 4. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279 do STF. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 928.531-AgR/AC, Rel. Min. GILMAR MENDES) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 981101 AGR / AC Impõe-se observar, por oportuno, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (CF, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a propósito do sentido que esta Corte tem dado à cláusula inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal, mesmo afastando-se, por mera concessão dialética, a questão da ofensa reflexa, desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora agravante, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos, em sua manifestação, pelo eminente Relator do processo em cujo âmbito se reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia em causa (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Supremo Tribunal Federal ARE 981101 AGR / AC Impõe-se observar, por oportuno, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (CF, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a propósito do sentido que esta Corte tem dado à cláusula inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal, mesmo afastando-se, por mera concessão dialética, a questão da ofensa reflexa, desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora agravante, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos, em sua manifestação, pelo eminente Relator do processo em cujo âmbito se reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia em causa (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 981101 AGR / AC Ressalto, ainda, que se revela inaplicável ao caso o art. 1.033 do CPC/15 pelo fato de a configuração de ofensa reflexa não constituir o único fundamento que deu suporte ao ato decisório ora impugnado. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Supremo Tribunal Federal ARE 981101 AGR / AC Ressalto, ainda, que se revela inaplicável ao caso o art. 1.033 do CPC/15 pelo fato de a configuração de ofensa reflexa não constituir o único fundamento que deu suporte ao ato decisório ora impugnado. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) : DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES ADV.(A/S) : JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS (3066/AC, 3611/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899278 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) : DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES ADV.(A/S) : JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS (3066/AC, 3611/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899278 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11998691
2016-10-14T00:00:00
2016-11-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO –ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO ARE 748.371-RG/MT – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” POR PARTE DO VENCEDOR DA DEMANDA (NÃO APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES RECURSAIS) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur359589
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. (PROFESSOR, GRATIFICAÇÃO DE ENSINO ESPECIAL) ARE 900563 AgR (1ªT), ARE 916870 AgR (2ªT), ARE 928531 AgR (2ªT), ARE 926687 AgR (1ªT). (FUNDAMENTAÇÃO) RE 327143 AgR (2ªT), AI 529105 AgR (2ªT), AI 637301 AgR (1ªT), AI 731527 AgR (2ªT), AI 838209 AgR (2ªT), AI 842316 AgR (1ªT), AI 840788 AgR (1ªT), RTJ 170/627-628, RTJ 150/269. Número de páginas: 8. Análise: 16/11/2016, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
981101
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00322 REDAÇÃO DADA PELA EMR-21/2007\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000067 ANO-1999\n LEI COMPLEMENTAR, AC" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 981101 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) : DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES ADV.(A/S) : JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 ACRE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) :DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES ADV.(A/S) :JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO ARE 748.371-RG/MT – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” POR PARTE DO VENCEDOR DA DEMANDA (NÃO APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES RECURSAIS) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 7 a 13 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982833. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 ACRE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) :DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES ADV.(A/S) :JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982834. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 ACRE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) :DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES ADV.(A/S) :JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982834. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pela 1... Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado do Acre, está assim ementado: “JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. PROFESSOR. EXERCÍCIO DA DOCÊNCIA A ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. GRATIFICAÇÃO PREVISTA NA LCE 67/99. PRELIMINARES DE NULIDADE DA SENTENÇA AFASTADAS. FALTA DE REGULAMENTAÇÃO QUANTO AO PERCENTUAL A SER ATRIBUÍDO EM CADA CASO. INÉRCIA DO PODER EXECUTIVO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA E INCOMPETÊNCIA DOS JUIZADOS FAZENDÁRIOS REJEITADAS. VERBA DEVIDA. PERCENTUAL QUE DEVE SER ESTABELECIDO NO MÍNIMO (5%). ENTENDIMENTO MAJORITÁRIO DESTA COMPOSIÇÃO NO SENTIDO DE MANTER A SENTENÇA ‘A QUO’ PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS NESSA PARTE, NOS TERMOS DO ART. 46 DA LEI 9.099/95.REATORA VENCIDA NESSE PONTO. MULTA INDEVIDA. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO SOMENTE PARA AFASTAR A IMPOSIÇÃO DA MULTA PROCESSUAL ARBITRADA.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pela 1... Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado do Acre, está assim ementado: “JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. PROFESSOR. EXERCÍCIO DA DOCÊNCIA A ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. GRATIFICAÇÃO PREVISTA NA LCE 67/99. PRELIMINARES DE NULIDADE DA SENTENÇA AFASTADAS. FALTA DE REGULAMENTAÇÃO QUANTO AO PERCENTUAL A SER ATRIBUÍDO EM CADA CASO. INÉRCIA DO PODER EXECUTIVO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA E INCOMPETÊNCIA DOS JUIZADOS FAZENDÁRIOS REJEITADAS. VERBA DEVIDA. PERCENTUAL QUE DEVE SER ESTABELECIDO NO MÍNIMO (5%). ENTENDIMENTO MAJORITÁRIO DESTA COMPOSIÇÃO NO SENTIDO DE MANTER A SENTENÇA ‘A QUO’ PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS NESSA PARTE, NOS TERMOS DO ART. 46 DA LEI 9.099/95.REATORA VENCIDA NESSE PONTO. MULTA INDEVIDA. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO SOMENTE PARA AFASTAR A IMPOSIÇÃO DA MULTA PROCESSUAL ARBITRADA.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 981101 AGR / AC A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o órgão judiciário de origem teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional, fazendo-o em decisão assim ementada: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Cabe registrar, de outro lado, que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei Complementar estadual n 67/99), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Supremo Tribunal Federal ARE 981101 AGR / AC A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o órgão judiciário de origem teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional, fazendo-o em decisão assim ementada: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Cabe registrar, de outro lado, que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei Complementar estadual n 67/99), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 981101 AGR / AC mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. Impende salientar, por relevante, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (ARE 916.870-AgR/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 926.687-AgR/AC, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROFESSOR. GRATIFICAÇÃO DE ENSINO ESPECIAL. GATE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 67/1999. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. LEI LOCAL. SÚMULA 280. 1. Nos termos da orientação sedimentada na súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso extraordinário quando a verificação da alegada ofensa à Constituição Federal depende de análise prévia da legislação infraconstitucional pertinente à matéria em discussão. 2. A decisão que inadmitiu o recurso extraordinário não ofendeu a norma do art. 93, IX, da Constituição, porquanto está devidamente fundamentada. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (ARE 900.563-AgR/AC, Rel. Min. EDSON FACHIN ) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público. Gratificação pelo exercício de docência a alunos portadores de necessidades especiais. Lei Complementar n 67/1999 do Estado do Acre. 3. Matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. 4. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 928.531-AgR/AC, Rel. Min. GILMAR MENDES) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Supremo Tribunal Federal ARE 981101 AGR / AC mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. Impende salientar, por relevante, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (ARE 916.870-AgR/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 926.687-AgR/AC, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROFESSOR. GRATIFICAÇÃO DE ENSINO ESPECIAL. GATE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 67/1999. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. LEI LOCAL. SÚMULA 280. 1. Nos termos da orientação sedimentada na súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso extraordinário quando a verificação da alegada ofensa à Constituição Federal depende de análise prévia da legislação infraconstitucional pertinente à matéria em discussão. 2. A decisão que inadmitiu o recurso extraordinário não ofendeu a norma do art. 93, IX, da Constituição, porquanto está devidamente fundamentada. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (ARE 900.563-AgR/AC, Rel. Min. EDSON FACHIN ) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público. Gratificação pelo exercício de docência a alunos portadores de necessidades especiais. Lei Complementar n 67/1999 do Estado do Acre. 3. Matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. 4. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 928.531-AgR/AC, Rel. Min. GILMAR MENDES) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 981101 AGR / AC Impõe-se observar, por oportuno, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a propósito do sentido que esta Corte tem dado à cláusula inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal, mesmo afastando-se, por mera concessão dialética, a questão da ofensa reflexa, desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora agravante, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos, em sua manifestação, pelo eminente Relator do processo em cujo âmbito se reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia em causa (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Supremo Tribunal Federal ARE 981101 AGR / AC Impõe-se observar, por oportuno, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a propósito do sentido que esta Corte tem dado à cláusula inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal, mesmo afastando-se, por mera concessão dialética, a questão da ofensa reflexa, desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora agravante, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos, em sua manifestação, pelo eminente Relator do processo em cujo âmbito se reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia em causa (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 981101 AGR / AC Ressalto, ainda, que se revela inaplicável ao caso o art. 1.033 do Código de Processo Civil/15 pelo fato de a configuração de ofensa reflexa não constituir o único fundamento que deu suporte ao ato decisório ora impugnado. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Supremo Tribunal Federal ARE 981101 AGR / AC Ressalto, ainda, que se revela inaplicável ao caso o art. 1.033 do Código de Processo Civil/15 pelo fato de a configuração de ofensa reflexa não constituir o único fundamento que deu suporte ao ato decisório ora impugnado. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) : DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES ADV.(A/S) : JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS (3066/AC, 3611/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899278 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.101 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) : DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES ADV.(A/S) : JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS (3066/AC, 3611/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899278 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 981101 AGR / AC", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 916 . 870 - AgR / AC", "ARE 926 . 687 - AgR / AC", "súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 900 . 563 - AgR / AC", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 928 . 531 - AgR / AC", "ARE 981101 AGR / AC", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 916 . 870 - AgR / AC", "ARE 926 . 687 - AgR / AC", "súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 900 . 563 - AgR / AC", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 928 . 531 - AgR / AC", "RTJ 170 / 627 - 628", "RTJ 150 / 269", "AI 731 . 527 - AgR / RJ", "AI 838 . 209 - AgR / MA", "AI 840 . 788 - AgR / SC", "842", ".", "316", "-", "AgR", "/", "RJ", "RTJ 150 / 269", "AI 529 . 105 - AgR / CE", "AI 637 . 301 - AgR / GO", "Recurso Extraordinário 327 . 143 - AgR / PE", "RTJ 150 / 269", "AI 731 . 527 - AgR / RJ", "AI 838 . 209 - AgR / MA", "AI 840 . 788 - AgR / SC", "AI 842 . 316 - AgR / RJ", "RTJ 150 / 269", "AI 529 . 105 - AgR / CE", "AI 637 . 301 - AgR / GO", "Recurso Extraordinário 327 . 143 - AgR / PE", "ARE 981101 AGR", "ARE" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 15 , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LCE 67 / 99", "ART . 46 DA LEI 9 . 099 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LCE 67 / 99", "ART . 46 DA LEI 9 . 099 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 322 do RISTF", "Emenda Regimental n 21 / 2007", "Lei Complementar estadual n 67 / 99", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 322 do RISTF", "Emenda Regimental n 21 / 2007", "Lei Complementar estadual n 67 / 99", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 67 /", "Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição", "Lei Complementar n 67 / 1999", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 67 / 1999", "Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição", "Lei Complementar n 67 / 1999", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 93 , IX", "Carta Política", "Constituição", "inciso IX do art . 93 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Constituição Federal de 1988 , art . 93 , IX", "Carta Política", "Constituição", "inciso IX do art . 93 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 033 do Código de Processo Civil / 15", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 033 do Código de Processo Civil / 15", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "Brasília", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado do Acre", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado do Acre", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "ACRE", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ACRE", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES", "JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES", "JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES", "JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "CARLOS VELLOSO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES", "JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "DANIELA SILVA BARBOSA CHAVES", "JOAO RODHOLFO WERTZ DOS SANTOS", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) :RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. SEGUNDO AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorar os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 07 a 13 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898497. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) :RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 29.06.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de que “tal apelo não pode ser analisado sem o prévio exame da legislação infraconstitucional, o que inviabiliza porque a ofensa à Constituição Federal, se ocorresse, seria indireta”. 2. A parte agravante sustenta que ”a falta de intimação no tocante à juntada do laudo pericial tolhe o direito de defesa da parte, a qual não terá oportunidade de impugnar o conteúdo do documento pela falta de ciência de sua confecção e anexação aos autos, causando, indubitavelmente, prejuízo irreparável”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898498. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) :RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 29.06.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de que “tal apelo não pode ser analisado sem o prévio exame da legislação infraconstitucional, o que inviabiliza porque a ofensa à Constituição Federal, se ocorresse, seria indireta”. 2. A parte agravante sustenta que ”a falta de intimação no tocante à juntada do laudo pericial tolhe o direito de defesa da parte, a qual não terá oportunidade de impugnar o conteúdo do documento pela falta de ciência de sua confecção e anexação aos autos, causando, indubitavelmente, prejuízo irreparável”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim ementado: “PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE. PROVA DA INCAPACIDADE. PERÍCIA MÉDICA JUDICIAL. LAUDO DESFAVORÁVEL. JULGAMENTO DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DA PARTE AUTORA IMPROVIDO”. 4. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. O Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898499. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim ementado: “PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE. PROVA DA INCAPACIDADE. PERÍCIA MÉDICA JUDICIAL. LAUDO DESFAVORÁVEL. JULGAMENTO DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DA PARTE AUTORA IMPROVIDO”. 4. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. O Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 944895 AGR-SEGUNDO / SP multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tais verbas, contudo, ficam com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898499. Supremo Tribunal Federal ARE 944895 AGR-SEGUNDO / SP multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tais verbas, contudo, ficam com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Tipo Texto 524 SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) :RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846931. Supremo Tribunal Federal SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) :RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) : RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR (138058/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorou os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944548 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) : RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR (138058/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorou os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944548 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11966963
2016-10-14T00:00:00
2016-11-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorou os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. SEGUNDO AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur359130
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 6. Análise: 18/11/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
944895
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-00098 PAR-00003 ART-01021 PAR-00004 \n PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 944895 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) : RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) :RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. SEGUNDO AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorar os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 07 a 13 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898497. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) :RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 29.06.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de que “tal apelo não pode ser analisado sem o prévio exame da legislação infraconstitucional, o que inviabiliza porque a ofensa à Constituição Federal, se ocorresse, seria indireta”. 2. A parte agravante sustenta que ”a falta de intimação no tocante à juntada do laudo pericial tolhe o direito de defesa da parte, a qual não terá oportunidade de impugnar o conteúdo do documento pela falta de ciência de sua confecção e anexação aos autos, causando, indubitavelmente, prejuízo irreparável”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898498. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) :RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 29.06.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de que “tal apelo não pode ser analisado sem o prévio exame da legislação infraconstitucional, o que inviabiliza porque a ofensa à Constituição Federal, se ocorresse, seria indireta”. 2. A parte agravante sustenta que ”a falta de intimação no tocante à juntada do laudo pericial tolhe o direito de defesa da parte, a qual não terá oportunidade de impugnar o conteúdo do documento pela falta de ciência de sua confecção e anexação aos autos, causando, indubitavelmente, prejuízo irreparável”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim ementado: “PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE. PROVA DA INCAPACIDADE. PERÍCIA MÉDICA JUDICIAL. LAUDO DESFAVORÁVEL. JULGAMENTO DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DA PARTE AUTORA IMPROVIDO”. 4. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. O Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898499. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim ementado: “PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE. PROVA DA INCAPACIDADE. PERÍCIA MÉDICA JUDICIAL. LAUDO DESFAVORÁVEL. JULGAMENTO DE IMPROCEDÊNCIA. RECURSO DA PARTE AUTORA IMPROVIDO”. 4. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. O Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 944895 AGR-SEGUNDO / SP multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tais verbas, contudo, ficam com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898499. Supremo Tribunal Federal ARE 944895 AGR-SEGUNDO / SP multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tais verbas, contudo, ficam com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Tipo Texto 524 SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) :RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846931. Supremo Tribunal Federal SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) :RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) : RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR (138058/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorou os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944548 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 944.895 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARTA APARECIDA DE SENA GOMES ADV.(A/S) : RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR (138058/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorou os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944548 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "AGRAVO 944 . 895", "Tema 660 -", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 748 . 371 -", "ARE 944895 AGR - SEGUNDO / SP", "ARE 944895 AGR - SEGUNDO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , §", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARTA APARECIDA DE SENA GOMES", "RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARTA APARECIDA DE SENA GOMES", "RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARTA APARECIDA DE SENA GOMES", "RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARTA APARECIDA DE SENA GOMES", "RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "MARTA APARECIDA DE SENA GOMES", "RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "MARTA APARECIDA DE SENA GOMES", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "MARTA APARECIDA DE SENA GOMES", "RICARDO AURELIO DE MORAES SALGADO JUNIOR", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "07 a 13 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "29", ".", "06", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "29", ".", "06", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) :VALENTINA AVELAR DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA N. 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão e no mérito. Brasília, 14 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935749. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) :VALENTINA AVELAR DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 28.10.2015, o Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Maria Ignez de Faria, por ausência de esgotamento da instância (Súmula n. 281 do Supremo Tribunal). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.11.2015, opõe a Embargante, em 12.11.2015, embargos de declaração. 3. A Embargante alega que “não há expressamente o julgado em colegiado, sobre a apelação e os embargos de declaração interpostos pela Embargante, mas evidentemente houve conhecimento de todos os integrantes da 8ª Turma” (sic). Requer o acolhimento do presente recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935750. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) :VALENTINA AVELAR DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 28.10.2015, o Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Maria Ignez de Faria, por ausência de esgotamento da instância (Súmula n. 281 do Supremo Tribunal). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.11.2015, opõe a Embargante, em 12.11.2015, embargos de declaração. 3. A Embargante alega que “não há expressamente o julgado em colegiado, sobre a apelação e os embargos de declaração interpostos pela Embargante, mas evidentemente houve conhecimento de todos os integrantes da 8ª Turma” (sic). Requer o acolhimento do presente recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Recebo os embargos de declaração e os converto em agravo regimental (Pet n. 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e RE n. 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste à Agravante. 3. Como afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário foi interposto contra decisão monocrática em embargos de declaração na apelação do Tribunal Regional Federal da Primeira Região. Logo, não se mostrou de última instância o julgado recorrido. Incide, na espécie, a Súmula n. 281 deste Supremo Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO STF. A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da CF/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. A recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 769.759-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 26.11.2013). “Agravo regimental em agravo interposto nos autos do recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática. Não exaurimento de instâncias. Enunciado 281 da Súmula do STF. 3. Processo Penal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 731.783-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935751. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Recebo os embargos de declaração e os converto em agravo regimental (Pet n. 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e RE n. 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste à Agravante. 3. Como afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário foi interposto contra decisão monocrática em embargos de declaração na apelação do Tribunal Regional Federal da Primeira Região. Logo, não se mostrou de última instância o julgado recorrido. Incide, na espécie, a Súmula n. 281 deste Supremo Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO STF. A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da CF/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. A recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 769.759-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 26.11.2013). “Agravo regimental em agravo interposto nos autos do recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática. Não exaurimento de instâncias. Enunciado 281 da Súmula do STF. 3. Processo Penal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 731.783-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 923527 ED / MG 11.3.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA SUSCETÍVEL DE IMPUGNAÇÃO NA VIA ORDINÁRIA. ESGOTAMENTO DE INSTÂNCIA. INOCORRÊNCIA. ÓBICE SÚMULA 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada. Precedentes: AI 757.161-ED, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 12.04.2011 e AI 814.970, 1ª Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 23.02.2011. 2. In casu, o recurso extraordinário foi interposto contra decisão monocrática que negou seguimento à apelação. Caberia, portanto, a interposição de agravo interno para suscitar a manifestação do órgão colegiado da Corte de origem. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 797.148-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 12.9.2011). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935751. Supremo Tribunal Federal ARE 923527 ED / MG 11.3.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA SUSCETÍVEL DE IMPUGNAÇÃO NA VIA ORDINÁRIA. ESGOTAMENTO DE INSTÂNCIA. INOCORRÊNCIA. ÓBICE SÚMULA 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada. Precedentes: AI 757.161-ED, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 12.04.2011 e AI 814.970, 1ª Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 23.02.2011. 2. In casu, o recurso extraordinário foi interposto contra decisão monocrática que negou seguimento à apelação. Caberia, portanto, a interposição de agravo interno para suscitar a manifestação do órgão colegiado da Corte de origem. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 797.148-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 12.9.2011). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Tipo Texto 524 EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) :VALENTINA AVELAR DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Surge impróprio converter embargos declaratórios em agravo presente o princípio da fungibilidade na contramão. Explico: é que as causas de pedir dos recursos são diversas. O primeiro diz respeito a pronunciamento judicial omisso, contraditório ou obscuro. O segundo ataca o fundo em si da decisão proferida. Também cumpre divergir no que se declara que o crivo negativo do Juízo primeiro de admissibilidade não desafia embargos declaratórios. Estes são cabíveis contra todo ato judicial com carga decisória, no que visam afastar omissão, contradição ou obscuridade. Tem-se que o fenômeno da interrupção é bilateral e não se pode compelir a parte contrária a como que prejulgar os declaratórios protocolados. Sabedora da interposição, confia no efeito interruptivo quanto ao prazo recursal. Provejo o agravo resultante da conversão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846925. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) :VALENTINA AVELAR DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Surge impróprio converter embargos declaratórios em agravo presente o princípio da fungibilidade na contramão. Explico: é que as causas de pedir dos recursos são diversas. O primeiro diz respeito a pronunciamento judicial omisso, contraditório ou obscuro. O segundo ataca o fundo em si da decisão proferida. Também cumpre divergir no que se declara que o crivo negativo do Juízo primeiro de admissibilidade não desafia embargos declaratórios. Estes são cabíveis contra todo ato judicial com carga decisória, no que visam afastar omissão, contradição ou obscuridade. Tem-se que o fenômeno da interrupção é bilateral e não se pode compelir a parte contrária a como que prejulgar os declaratórios protocolados. Sabedora da interposição, confia no efeito interruptivo quanto ao prazo recursal. Provejo o agravo resultante da conversão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846925. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) : VALENTINA AVELAR DE CARVALHO (38936/MG) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este negou provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão e no mérito. Plenário, sessão virtual de 07 a 13.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11933993 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) : VALENTINA AVELAR DE CARVALHO (38936/MG) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este negou provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão e no mérito. Plenário, sessão virtual de 07 a 13.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11933993 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11967545
2016-10-14T00:00:00
2016-11-04T00:00:00
O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este negou provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão e no mérito. Plenário, sessão virtual de 07 a 13.10.2016.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA N. 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur359240
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CONVERSÃO, AGRAVO REGIMENTAL) RE 195578 ED (2ªT), Pet 1245 ED-AgR (2ªT). (SÚMULA 281) AI 797148 AgR (1ªT), ARE 731783 AgR (2ªT), ARE 769759 AgR (TP). Número de páginas: 6. Análise: 22/11/2016, AMS.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
923527
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000281 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 923527 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) : VALENTINA AVELAR DE CARVALHO EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) :VALENTINA AVELAR DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA N. 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão e no mérito. Brasília, 14 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935749. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) :VALENTINA AVELAR DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 28.10.2015, o Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Maria Ignez de Faria, por ausência de esgotamento da instância (Súmula n. 281 do Supremo Tribunal). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.11.2015, opõe a Embargante, em 12.11.2015, embargos de declaração. 3. A Embargante alega que “não há expressamente o julgado em colegiado, sobre a apelação e os embargos de declaração interpostos pela Embargante, mas evidentemente houve conhecimento de todos os integrantes da 8... Turma” (sic). Requer o acolhimento do presente recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935750. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) :VALENTINA AVELAR DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 28.10.2015, o Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Maria Ignez de Faria, por ausência de esgotamento da instância (Súmula n. 281 do Supremo Tribunal). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.11.2015, opõe a Embargante, em 12.11.2015, embargos de declaração. 3. A Embargante alega que “não há expressamente o julgado em colegiado, sobre a apelação e os embargos de declaração interpostos pela Embargante, mas evidentemente houve conhecimento de todos os integrantes da 8... Turma” (sic). Requer o acolhimento do presente recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Recebo os embargos de declaração e os converto em agravo regimental (Pet n. 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e Recurso Extraordinário n. 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste à Agravante. 3. Como afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário foi interposto contra decisão monocrática em embargos de declaração na apelação do Tribunal Regional Federal da Primeira Região. Logo, não se mostrou de última instância o julgado recorrido. Incide, na espécie, a Súmula n. 281 deste Supremo Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal. A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. A recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 769.759-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 26.11.2013). “Agravo regimental em agravo interposto nos autos do recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática. Não exaurimento de instâncias. Enunciado 281 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Processo Penal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 731.783-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935751. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Recebo os embargos de declaração e os converto em agravo regimental (Pet n. 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e Recurso Extraordinário n. 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste à Agravante. 3. Como afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário foi interposto contra decisão monocrática em embargos de declaração na apelação do Tribunal Regional Federal da Primeira Região. Logo, não se mostrou de última instância o julgado recorrido. Incide, na espécie, a Súmula n. 281 deste Supremo Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal. A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. A recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 769.759-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 26.11.2013). “Agravo regimental em agravo interposto nos autos do recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática. Não exaurimento de instâncias. Enunciado 281 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Processo Penal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 731.783-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 923527 ED / MG 11.3.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA SUSCETÍVEL DE IMPUGNAÇÃO NA VIA ORDINÁRIA. ESGOTAMENTO DE INSTÂNCIA. INOCORRÊNCIA. ÓBICE SÚMULA 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada. Precedentes: AI 757.161-ED, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 12.04.2011 e AI 814.970, 1... Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 23.02.2011. 2. In casu, o recurso extraordinário foi interposto contra decisão monocrática que negou seguimento à apelação. Caberia, portanto, a interposição de agravo interno para suscitar a manifestação do órgão colegiado da Corte de origem. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 797.148-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 12.9.2011). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935751. Supremo Tribunal Federal ARE 923527 ED / MG 11.3.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA SUSCETÍVEL DE IMPUGNAÇÃO NA VIA ORDINÁRIA. ESGOTAMENTO DE INSTÂNCIA. INOCORRÊNCIA. ÓBICE SÚMULA 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada. Precedentes: AI 757.161-ED, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 12.04.2011 e AI 814.970, 1... Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 23.02.2011. 2. In casu, o recurso extraordinário foi interposto contra decisão monocrática que negou seguimento à apelação. Caberia, portanto, a interposição de agravo interno para suscitar a manifestação do órgão colegiado da Corte de origem. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 797.148-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 12.9.2011). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Tipo Texto 524 EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) :VALENTINA AVELAR DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Surge impróprio converter embargos declaratórios em agravo presente o princípio da fungibilidade na contramão. Explico: é que as causas de pedir dos recursos são diversas. O primeiro diz respeito a pronunciamento judicial omisso, contraditório ou obscuro. O segundo ataca o fundo em si da decisão proferida. Também cumpre divergir no que se declara que o crivo negativo do Juízo primeiro de admissibilidade não desafia embargos declaratórios. Estes são cabíveis contra todo ato judicial com carga decisória, no que visam afastar omissão, contradição ou obscuridade. Tem-se que o fenômeno da interrupção é bilateral e não se pode compelir a parte contrária a como que prejulgar os declaratórios protocolados. Sabedora da interposição, confia no efeito interruptivo quanto ao prazo recursal. Provejo o agravo resultante da conversão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846925. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) :VALENTINA AVELAR DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Surge impróprio converter embargos declaratórios em agravo presente o princípio da fungibilidade na contramão. Explico: é que as causas de pedir dos recursos são diversas. O primeiro diz respeito a pronunciamento judicial omisso, contraditório ou obscuro. O segundo ataca o fundo em si da decisão proferida. Também cumpre divergir no que se declara que o crivo negativo do Juízo primeiro de admissibilidade não desafia embargos declaratórios. Estes são cabíveis contra todo ato judicial com carga decisória, no que visam afastar omissão, contradição ou obscuridade. Tem-se que o fenômeno da interrupção é bilateral e não se pode compelir a parte contrária a como que prejulgar os declaratórios protocolados. Sabedora da interposição, confia no efeito interruptivo quanto ao prazo recursal. Provejo o agravo resultante da conversão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846925. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) : VALENTINA AVELAR DE CARVALHO (38936/MG) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este negou provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão e no mérito. Plenário, sessão virtual de 07 a 13.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11933993 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923.527 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : MARIA IGNEZ DE FARIA ADV.(A/S) : VALENTINA AVELAR DE CARVALHO (38936/MG) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este negou provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão e no mérito. Plenário, sessão virtual de 07 a 13.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11933993 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 923 . 527", "SÚMULA N . 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula n . 281 do Supremo Tribunal", "AGRAVO 923 . 527", "Súmula n . 281 do Supremo Tribunal", "Pet n . 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário n . 195 . 578 - ED", "Súmula n . 281 deste Supremo Tribunal", "SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 769 . 759 - AgR", "Enunciado 281 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 731 . 783 - AgR", "Pet n . 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário n . 195 . 578 - ED", "Súmula n . 281 deste Supremo Tribunal", "SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 769 . 759 - AgR", "Enunciado 281 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 731 . 783 - AgR", "ARE 923527 ED / MG", "SÚMULA 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 757 . 161 - ED", "AI 814 . 970", "AI n . 797 . 148 - AgR", "ARE 923527 ED / MG", "SÚMULA 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 757 . 161 - ED", "AI 814 . 970", "AI n . 797 . 148 - AgR", "AGRAVO 923 . 527" ], "LEGISLACAO": [ "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "FAZENDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Tribunal Regional Federal da Primeira Região", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal Regional Federal da Primeira Região", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "INTERPOSIÇÃO", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARIA IGNEZ DE FARIA", "VALENTINA AVELAR DE CARVALHO", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "MARIA IGNEZ DE FARIA", "VALENTINA AVELAR DE CARVALHO", "Maria Ignez de Faria", "MARIA IGNEZ DE FARIA", "VALENTINA AVELAR DE CARVALHO", "CÁRMEN LÚCIA", "Maria Ignez de Faria", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Ilmar Galvão", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Ilmar Galvão", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "MARIA IGNEZ DE FARIA", "VALENTINA AVELAR DE CARVALHO", "MARCO AURÉLIO", "MARIA IGNEZ DE FARIA", "VALENTINA AVELAR DE CARVALHO", "MARCO AURÉLIO", "MARIA IGNEZ DE FARIA", "VALENTINA AVELAR DE CARVALHO", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos", "MARIA IGNEZ DE FARIA", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "28", ".", "10", ".", "2015", "6", ".", "11", ".", "2015", "12", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "28", ".", "10", ".", "2015", "6", ".", "11", ".", "2015", "12", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "22", ".", "5", ".", "1998", "23", ".", "8", ".", "1996", "26", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "22", ".", "5", ".", "1998", "23", ".", "8", ".", "1996", "26", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "3", ".", "2013", "12", ".", "04", ".", "2011", "23", ".", "02", ".", "2011", "12", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "3", ".", "2013", "12", ".", "04", ".", "2011", "23", ".", "02", ".", "2011", "12", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "07", "13 .", "10 .", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ICMS IMPORTAÇÃO. CONTRIBUINTE NÃO HABITUAL. EC 33/2001. NECESSIDADE DE LEGISLAÇÃO LOCAL POSTERIOR A EMENDA CONSTITUCIONAL. RE 439.796-RG. 1. Nos termos da jurisprudência desta Corte, após a Emenda Constitucional 33/2001, é constitucional a incidência de ICMS sobre operações de importação efetuadas por pessoa, física ou jurídica, que não se dedica habitualmente ao comércio ou à prestação de serviços. 2. A validade da constituição do crédito tributário, todavia, depende da existência de lei complementar de normas gerais (LC 114/2002) e de legislação local resultantes do exercício da competência tributária, contemporâneas à ocorrência do fato jurídico que se pretenda tributar. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898550. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 636790 AGR / DF Brasília, 07 a 13 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898550. Supremo Tribunal Federal RE 636790 AGR / DF Brasília, 07 a 13 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898550. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que deu provimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra decisão proferida pela Quarta Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. EC Nº 33/2001. BEM IMPORTADO. CONTRIBUINTE NÃO- HABITUAL DO TRIBUTO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO DE INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. REJEIÇÃO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADO. I- Não há que se cogitar na instauração do Incidente de Uniformização de Jurisprudência se a divergência entre os Órgãos Fracionários do Tribunal não estiver amplamente demonstrada, sujeitando-se o seu processamento à prudente discricionariedade do magistrado. II- Sem respaldo o pedido de instauração do Incidente de Argüição de Inconstitucionalidade no tocante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que deu provimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra decisão proferida pela Quarta Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. EC Nº 33/2001. BEM IMPORTADO. CONTRIBUINTE NÃO- HABITUAL DO TRIBUTO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO DE INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. REJEIÇÃO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADO. I- Não há que se cogitar na instauração do Incidente de Uniformização de Jurisprudência se a divergência entre os Órgãos Fracionários do Tribunal não estiver amplamente demonstrada, sujeitando-se o seu processamento à prudente discricionariedade do magistrado. II- Sem respaldo o pedido de instauração do Incidente de Argüição de Inconstitucionalidade no tocante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 636790 AGR / DF à EC nº 33/01, tendo o Conselho Especial deste Tribunal deixado de conhecer de arguição com o mesmo teor, havendo, a par disso, inúmeros precedentes nesta Casa no sentido da constitucionalidade da referida Emenda. III – É cabível o recolhimento do ICMS em se cuidando da importação de bens por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, por força do artigo 155, § 2º, inciso IX, alínea “a”, da CF, com a redação erigida pela Emenda Constitucional nº 33/2001. III- Recurso não provido’. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, b e c, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 150, I e III, b, e 155, II, §2º, I, XII, a, e c, todos da Carta. Sustenta, em síntese, que a incidência do ICMS sobre importações por contribuintes não habituais foi instaurada no DF pelo Decreto Distrital nº 3.123/2003, a qual só poderia gerar efeitos em 2004 e não regulamentou a não-cumulatividade. Assim, não poderia alcançar importação ocorrida no ano de 2003 e nem seria aplicável porquanto inviável a aplicação de regime tributário do ICMS sem a regulamentação da não-cumulatividade. Defende que não é contribuinte do ICMS, mas apenas do ISS, pelo que requer a aplicação da Súmula nº 660 do STF e 156 do STJ. Aduz que a EC nº 33/01 não foi capaz de constitucionalizar a Lei distrital nº 1.254/1996 em razão da inexistência de constitucionalidade superveniente. A pretensão recursal merece prosperar em parte. De início, cumpre registrar que quanto, à suposta ausência de regulamentação da não cumulatividade pelo Decreto distrital nº 3.123/2003, o recurso não merece seguimento. Incide, na hipótese, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário nos casos em que o deslinde da controvérsia depende previamente do exame de legislação infraconstitucional e do reexame do conjunto fático e probatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal RE 636790 AGR / DF à EC nº 33/01, tendo o Conselho Especial deste Tribunal deixado de conhecer de arguição com o mesmo teor, havendo, a par disso, inúmeros precedentes nesta Casa no sentido da constitucionalidade da referida Emenda. III – É cabível o recolhimento do ICMS em se cuidando da importação de bens por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, por força do artigo 155, § 2º, inciso IX, alínea “a”, da CF, com a redação erigida pela Emenda Constitucional nº 33/2001. III- Recurso não provido’. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, b e c, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 150, I e III, b, e 155, II, §2º, I, XII, a, e c, todos da Carta. Sustenta, em síntese, que a incidência do ICMS sobre importações por contribuintes não habituais foi instaurada no DF pelo Decreto Distrital nº 3.123/2003, a qual só poderia gerar efeitos em 2004 e não regulamentou a não-cumulatividade. Assim, não poderia alcançar importação ocorrida no ano de 2003 e nem seria aplicável porquanto inviável a aplicação de regime tributário do ICMS sem a regulamentação da não-cumulatividade. Defende que não é contribuinte do ICMS, mas apenas do ISS, pelo que requer a aplicação da Súmula nº 660 do STF e 156 do STJ. Aduz que a EC nº 33/01 não foi capaz de constitucionalizar a Lei distrital nº 1.254/1996 em razão da inexistência de constitucionalidade superveniente. A pretensão recursal merece prosperar em parte. De início, cumpre registrar que quanto, à suposta ausência de regulamentação da não cumulatividade pelo Decreto distrital nº 3.123/2003, o recurso não merece seguimento. Incide, na hipótese, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário nos casos em que o deslinde da controvérsia depende previamente do exame de legislação infraconstitucional e do reexame do conjunto fático e probatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RE 636790 AGR / DF O Plenário do Supremo Tribunal Federal, nos autos do RE 439.796, julgado sob a relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, sob a sistemática da repercussão geral (Tema 171), apreciou a matéria relativa à incidência do ICMS sobre as operações de importação realizadas por pessoa não comerciante. Confira-se, a propósito, a ementa do julgado: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS. ICMS. IMPORTAÇÃO. PESSOA QUE NÃO SE DEDICA AO COMÉRCIO OU À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO OU DE TRANSPORTE INTERESTADUAL OU INTERMUNICIPAL. “NÃO CONTRIBUINTE”. VIGÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 33/2002. POSSIBILIDADE. REQUISITO DE VALIDADE. FLUXO DE POSITIVAÇÃO. EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. CRITÉRIOS PARA AFERIÇÃO. 1. Há competência constitucional para estender a incidência do ICMS à operação de importação de bem destinado a pessoa que não se dedica habitualmente ao comércio ou à prestação de serviços, após a vigência da EC 33/2001. 2. A incidência do ICMS sobre operação de importação de bem não viola, em princípio, a regra da vedação à cumulatividade (art. 155, § 2º, I da Constituição), pois se não houver acumulação da carga tributária, nada haveria a ser compensado. 3. Divergência entre as expressões “bem” e “mercadoria” (arts. 155, II e 155, §2, IX, a da Constituição). É constitucional a tributação das operações de circulação jurídica de bens amparadas pela importação. A operação de importação não descaracteriza, tão-somente por si, a classificação do bem importado como mercadoria. Em sentido semelhante, a circunstância de o destinatário do bem não ser contribuinte habitual do tributo também não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal RE 636790 AGR / DF O Plenário do Supremo Tribunal Federal, nos autos do RE 439.796, julgado sob a relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, sob a sistemática da repercussão geral (Tema 171), apreciou a matéria relativa à incidência do ICMS sobre as operações de importação realizadas por pessoa não comerciante. Confira-se, a propósito, a ementa do julgado: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS. ICMS. IMPORTAÇÃO. PESSOA QUE NÃO SE DEDICA AO COMÉRCIO OU À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO OU DE TRANSPORTE INTERESTADUAL OU INTERMUNICIPAL. “NÃO CONTRIBUINTE”. VIGÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 33/2002. POSSIBILIDADE. REQUISITO DE VALIDADE. FLUXO DE POSITIVAÇÃO. EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. CRITÉRIOS PARA AFERIÇÃO. 1. Há competência constitucional para estender a incidência do ICMS à operação de importação de bem destinado a pessoa que não se dedica habitualmente ao comércio ou à prestação de serviços, após a vigência da EC 33/2001. 2. A incidência do ICMS sobre operação de importação de bem não viola, em princípio, a regra da vedação à cumulatividade (art. 155, § 2º, I da Constituição), pois se não houver acumulação da carga tributária, nada haveria a ser compensado. 3. Divergência entre as expressões “bem” e “mercadoria” (arts. 155, II e 155, §2, IX, a da Constituição). É constitucional a tributação das operações de circulação jurídica de bens amparadas pela importação. A operação de importação não descaracteriza, tão-somente por si, a classificação do bem importado como mercadoria. Em sentido semelhante, a circunstância de o destinatário do bem não ser contribuinte habitual do tributo também não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RE 636790 AGR / DF afeta a caracterização da operação de circulação de mercadoria. Ademais, a exoneração das operações de importação pode desequilibrar as relações pertinentes às operações internas com o mesmo tipo de bem, de modo a afetar os princípios da isonomia e da livre concorrência. CONDIÇÕES CONSTITUCIONAIS PARA TRIBUTAÇÃO 4. Existência e suficiência de legislação infraconstitucional para instituição do tributo (violação dos arts. 146, II e 155, XII, § 2º, i da Constituição). A validade da constituição do crédito tributário depende da existência de lei complementar de normas gerais (LC 114/2002) e de legislação local resultantes do exercício da competência tributária, contemporâneas à ocorrência do fato jurídico que se pretenda tributar. 5. Modificações da legislação federal ou local anteriores à EC 33/2001 não foram convalidadas, na medida em que inexistente o fenômeno da “constitucionalização superveniente” no sistema jurídico brasileiro. A ampliação da hipótese de incidência, da base de cálculo e da sujeição passiva da regra-matriz de incidência tributária realizada por lei anterior à EC 33/2001 e à LC 114/2002 não serve de fundamento de validade à tributação das operações de importação realizadas por empresas que não sejam comerciais ou prestadoras de serviços de comunicação ou de transporte intermunicipal ou interestadual. 6 A tributação somente será admissível se também respeitadas as regras da anterioridade e da anterioridade, cuja observância se afere com base em cada legislação local que tenha modificado adequadamente a regra-matriz e que seja posterior à LC 114/2002’. Na oportunidade, decidiu-se que, com o advento da EC nº 33/2001, que determinou a incidência do tributo “sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal RE 636790 AGR / DF afeta a caracterização da operação de circulação de mercadoria. Ademais, a exoneração das operações de importação pode desequilibrar as relações pertinentes às operações internas com o mesmo tipo de bem, de modo a afetar os princípios da isonomia e da livre concorrência. CONDIÇÕES CONSTITUCIONAIS PARA TRIBUTAÇÃO 4. Existência e suficiência de legislação infraconstitucional para instituição do tributo (violação dos arts. 146, II e 155, XII, § 2º, i da Constituição). A validade da constituição do crédito tributário depende da existência de lei complementar de normas gerais (LC 114/2002) e de legislação local resultantes do exercício da competência tributária, contemporâneas à ocorrência do fato jurídico que se pretenda tributar. 5. Modificações da legislação federal ou local anteriores à EC 33/2001 não foram convalidadas, na medida em que inexistente o fenômeno da “constitucionalização superveniente” no sistema jurídico brasileiro. A ampliação da hipótese de incidência, da base de cálculo e da sujeição passiva da regra-matriz de incidência tributária realizada por lei anterior à EC 33/2001 e à LC 114/2002 não serve de fundamento de validade à tributação das operações de importação realizadas por empresas que não sejam comerciais ou prestadoras de serviços de comunicação ou de transporte intermunicipal ou interestadual. 6 A tributação somente será admissível se também respeitadas as regras da anterioridade e da anterioridade, cuja observância se afere com base em cada legislação local que tenha modificado adequadamente a regra-matriz e que seja posterior à LC 114/2002’. Na oportunidade, decidiu-se que, com o advento da EC nº 33/2001, que determinou a incidência do tributo “sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RE 636790 AGR / DF jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade”, a cobrança de ICMS deixou de sujeitar-se à qualidade daquele que será destinatário da operação. No termos do voto condutor, “admitida a ‘importação de bem’ como critério material de nova modalidade de regra-matriz para o tributo, o importador pode ser considerado sujeito passivo da exação”. Ocorre que, para tanto, se faz necessária a edição de normas geral e local posteriores à nova redação do art. 155, §2º, IX, a, da Carta, com a finalidade específica de conferir aplicabilidade ao dispositivo constitucional em questão. Isso porque a mera previsão abstrata de incidência do tributo não é suficiente para implicar a cobrança automática da exação, sob pena de afronta ao princípio da legalidade tributária. Desse modo, conclui-se que a cobrança do imposto não pode estar fundamentada apenas em legislação infraconstitucional anterior à vigência da Emenda, tendo em conta que sua cobrança somente restou legitimada a partir da alteração do texto constitucional. Atualmente, a incidência do tributo nas operações de importação realizadas por contribuinte não habitual está legitimada pela Lei Complementar nº 114/2002, cabendo à legislação local posterior dar continuidade ao ciclo de positivação deflagrado pelo exercício da competência tributária previsto na Constituição, de modo que, enfim, a cobrança do ICMS seja plenamente válida. A orientação adotada no acórdão recorrido diverge do entendimento assentado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, uma vez que fundamenta a exigência do tributo na Lei estadual nº 1.254/1996, com redação dada pela Lei distrital nº 3.123/2003, a qual, à época, não estava apta a determinar a incidência de ICMS sobre operações de importação realizadas por contribuinte não habitual, em observância à anterioridade constitucional. Na hipótese do presente recurso extraordinário, observo que a importação ocorreu em 14.10.2003, portanto, em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal RE 636790 AGR / DF jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade”, a cobrança de ICMS deixou de sujeitar-se à qualidade daquele que será destinatário da operação. No termos do voto condutor, “admitida a ‘importação de bem’ como critério material de nova modalidade de regra-matriz para o tributo, o importador pode ser considerado sujeito passivo da exação”. Ocorre que, para tanto, se faz necessária a edição de normas geral e local posteriores à nova redação do art. 155, §2º, IX, a, da Carta, com a finalidade específica de conferir aplicabilidade ao dispositivo constitucional em questão. Isso porque a mera previsão abstrata de incidência do tributo não é suficiente para implicar a cobrança automática da exação, sob pena de afronta ao princípio da legalidade tributária. Desse modo, conclui-se que a cobrança do imposto não pode estar fundamentada apenas em legislação infraconstitucional anterior à vigência da Emenda, tendo em conta que sua cobrança somente restou legitimada a partir da alteração do texto constitucional. Atualmente, a incidência do tributo nas operações de importação realizadas por contribuinte não habitual está legitimada pela Lei Complementar nº 114/2002, cabendo à legislação local posterior dar continuidade ao ciclo de positivação deflagrado pelo exercício da competência tributária previsto na Constituição, de modo que, enfim, a cobrança do ICMS seja plenamente válida. A orientação adotada no acórdão recorrido diverge do entendimento assentado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, uma vez que fundamenta a exigência do tributo na Lei estadual nº 1.254/1996, com redação dada pela Lei distrital nº 3.123/2003, a qual, à época, não estava apta a determinar a incidência de ICMS sobre operações de importação realizadas por contribuinte não habitual, em observância à anterioridade constitucional. Na hipótese do presente recurso extraordinário, observo que a importação ocorreu em 14.10.2003, portanto, em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RE 636790 AGR / DF momento no qual Lei Distrital nº 3.123/2003 não estava apta a surtir efeitos. No mesmo sentido: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS. ICMS. IMPORTAÇÃO POR QUEM NÃO É CONTRIBUINTE DA EXAÇÃO. EC 33/2002. FATO GERADOR ANTERIOR À EDIÇÃO DA NOVA LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. RE 474.267/RS-RG (REL. MIN. JOAQUIM BARBOSA). ACÓRDÃO RECORRIDO. CONSONÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 474.267/RS-RG (Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 20/3/2014), fixou a orientação de que o ICMS previsto no art. 155, § 2º, IX, “a”, da CF/88 somente é exigível às importações ocorridas após a edição de legislação local estadual (ou distrital) que tenha cumprido as previsões da EC 33/2001 e da LC 114/2002. 2. No caso do Estado do Rio Grande do Sul, somente após o advento da Lei 13.099/2008 é que as operações de importação realizadas por pessoas ou empresas que não sejam comerciais ou prestadoras de serviços de comunicação ou de transporte intermunicipal ou interestadual estarão sujeitas ao ICMS-Importação. 3. O acórdão recorrido, que afastou a incidência do citado imposto, não merece ser reformado, uma vez que o fato gerador da exação ocorreu em 1/9/2008, data anterior à vigência a Lei 13.099/2008 (publicada em 19/12/2008). 4. Agravo regimental a que se nega provimento’. (RE nº 797.294 AgR / RS, Rel. Min. Teori Zavascki) Confira-se a seguinte decisão: AI 730695/DF, Rel. Min. Marco Aurélio. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal RE 636790 AGR / DF momento no qual Lei Distrital nº 3.123/2003 não estava apta a surtir efeitos. No mesmo sentido: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS. ICMS. IMPORTAÇÃO POR QUEM NÃO É CONTRIBUINTE DA EXAÇÃO. EC 33/2002. FATO GERADOR ANTERIOR À EDIÇÃO DA NOVA LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. RE 474.267/RS-RG (REL. MIN. JOAQUIM BARBOSA). ACÓRDÃO RECORRIDO. CONSONÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 474.267/RS-RG (Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 20/3/2014), fixou a orientação de que o ICMS previsto no art. 155, § 2º, IX, “a”, da CF/88 somente é exigível às importações ocorridas após a edição de legislação local estadual (ou distrital) que tenha cumprido as previsões da EC 33/2001 e da LC 114/2002. 2. No caso do Estado do Rio Grande do Sul, somente após o advento da Lei 13.099/2008 é que as operações de importação realizadas por pessoas ou empresas que não sejam comerciais ou prestadoras de serviços de comunicação ou de transporte intermunicipal ou interestadual estarão sujeitas ao ICMS-Importação. 3. O acórdão recorrido, que afastou a incidência do citado imposto, não merece ser reformado, uma vez que o fato gerador da exação ocorreu em 1/9/2008, data anterior à vigência a Lei 13.099/2008 (publicada em 19/12/2008). 4. Agravo regimental a que se nega provimento’. (RE nº 797.294 AgR / RS, Rel. Min. Teori Zavascki) Confira-se a seguinte decisão: AI 730695/DF, Rel. Min. Marco Aurélio. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Relatório RE 636790 AGR / DF Diante do exposto, com base no art. 21, § 2º, do RI/STF, dou provimento ao recurso para reconhecer a impossibilidade de cobrança da exação. Fica a parte vencida desonerada dos honorários advocatícios nos termos da Súmula nº 512/STF. 2. A parte agravante sustenta que não há repercussão geral das questões debatidas e que “o despacho ora agravado não procedeu à análise da preliminar de repercussão geral do recurso extraordinário, partindo direto para o enfrentamento do mérito da causa”. No mérito, sustenta que: (i) no âmbito do Distrito Federal, a incidência do ICMS importação para contribuinte não habitual tem origem na Lei nº 1.254/1996, que é anterior à data da importação do bem, razão pela qual o recurso extraordinário não merece provimento; (ii) “Na espécie, afirmou o acórdão, com todas as letras, que havia lei local prevendo a cobrança. Para afastar a alegação, com efeito, houve a necessidade de se pesquisar o conteúdo do ordenamento jurídico local, incursão que se acha defesa em sede de recurso extraordinário”. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal RE 636790 AGR / DF Diante do exposto, com base no art. 21, § 2º, do RI/STF, dou provimento ao recurso para reconhecer a impossibilidade de cobrança da exação. Fica a parte vencida desonerada dos honorários advocatícios nos termos da Súmula nº 512/STF. 2. A parte agravante sustenta que não há repercussão geral das questões debatidas e que “o despacho ora agravado não procedeu à análise da preliminar de repercussão geral do recurso extraordinário, partindo direto para o enfrentamento do mérito da causa”. No mérito, sustenta que: (i) no âmbito do Distrito Federal, a incidência do ICMS importação para contribuinte não habitual tem origem na Lei nº 1.254/1996, que é anterior à data da importação do bem, razão pela qual o recurso extraordinário não merece provimento; (ii) “Na espécie, afirmou o acórdão, com todas as letras, que havia lei local prevendo a cobrança. Para afastar a alegação, com efeito, houve a necessidade de se pesquisar o conteúdo do ordenamento jurídico local, incursão que se acha defesa em sede de recurso extraordinário”. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. O Tribunal de origem ao apreciar a controvérsia proferiu acórdão assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. EC Nº 33/2001. BEM IMPORTADO. CONTRIBUINTE NÃO- HABITUAL DO TRIBUTO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO DE INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. REJEIÇÃO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADO. I- Não há que se cogitar na instauração do Incidente de Uniformização de Jurisprudência se a divergência entre os Órgãos Fracionários do Tribunal não estiver amplamente demonstrada, sujeitando-se o seu processamento à prudente discricionariedade do magistrado. II- Sem respaldo o pedido de instauração do Incidente de Argüição de Inconstitucionalidade no tocante à EC nº 33/01, tendo o Conselho Especial deste Tribunal deixado de conhecer de arguição com o mesmo teor, havendo, a par disso, inúmeros precedentes nesta Casa no sentido da constitucionalidade da referida Emenda. III – É cabível o recolhimento do ICMS em se cuidando da importação de bens por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, por força do artigo 155, § Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898552. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. O Tribunal de origem ao apreciar a controvérsia proferiu acórdão assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. EC Nº 33/2001. BEM IMPORTADO. CONTRIBUINTE NÃO- HABITUAL DO TRIBUTO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO DE INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. REJEIÇÃO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADO. I- Não há que se cogitar na instauração do Incidente de Uniformização de Jurisprudência se a divergência entre os Órgãos Fracionários do Tribunal não estiver amplamente demonstrada, sujeitando-se o seu processamento à prudente discricionariedade do magistrado. II- Sem respaldo o pedido de instauração do Incidente de Argüição de Inconstitucionalidade no tocante à EC nº 33/01, tendo o Conselho Especial deste Tribunal deixado de conhecer de arguição com o mesmo teor, havendo, a par disso, inúmeros precedentes nesta Casa no sentido da constitucionalidade da referida Emenda. III – É cabível o recolhimento do ICMS em se cuidando da importação de bens por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, por força do artigo 155, § Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 636790 AGR / DF 2º, inciso IX, alínea “a”, da CF, com a redação erigida pela Emenda Constitucional nº 33/2001. III- Recurso não provido” 4. A conclusão do Tribunal de origem diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, firmada sob a sistemática da repercussão geral no RE 439796 (Tema 171), na medida em que a validade da constituição do crédito tributário depende da existência de lei complementar de normas gerais (LC 114/2002) e de legislação local resultantes do exercício da competência tributária, contemporâneas à ocorrência do fato jurídico que se pretenda tributar. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898552. Supremo Tribunal Federal RE 636790 AGR / DF 2º, inciso IX, alínea “a”, da CF, com a redação erigida pela Emenda Constitucional nº 33/2001. III- Recurso não provido” 4. A conclusão do Tribunal de origem diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, firmada sob a sistemática da repercussão geral no RE 439796 (Tema 171), na medida em que a validade da constituição do crédito tributário depende da existência de lei complementar de normas gerais (LC 114/2002) e de legislação local resultantes do exercício da competência tributária, contemporâneas à ocorrência do fato jurídico que se pretenda tributar. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO (13398/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944512 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO (13398/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944512 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11966602
2016-10-14T00:00:00
2016-11-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ICMS IMPORTAÇÃO. CONTRIBUINTE NÃO HABITUAL. EC 33/2001. NECESSIDADE DE LEGISLAÇÃO LOCAL POSTERIOR A EMENDA CONSTITUCIONAL. RE 439.796-RG. 1. Nos termos da jurisprudência desta Corte, após a Emenda Constitucional 33/2001, é constitucional a incidência de ICMS sobre operações de importação efetuadas por pessoa, física ou jurídica, que não se dedica habitualmente ao comércio ou à prestação de serviços. 2. A validade da constituição do crédito tributário, todavia, depende da existência de lei complementar de normas gerais (LC 114/2002) e de legislação local resultantes do exercício da competência tributária, contemporâneas à ocorrência do fato jurídico que se pretenda tributar. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur359111
- Acórdão(s) citado(s): (CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO) RE 439796 RG. Número de páginas: 12. Análise: 18/11/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
636790
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000033 ANO-2001\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LCP-000114 ANO-2002\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 636790 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ICMS IMPORTAÇÃO. CONTRIBUINTE NÃO HABITUAL. EC 33/2001. NECESSIDADE DE LEGISLAÇÃO LOCAL POSTERIOR A EMENDA CONSTITUCIONAL. Recurso Extraordinário 439.796-RG. 1. Nos termos da jurisprudência desta Corte, após a Emenda Constitucional 33/2001, é constitucional a incidência de ICMS sobre operações de importação efetuadas por pessoa, física ou jurídica, que não se dedica habitualmente ao comércio ou à prestação de serviços. 2. A validade da constituição do crédito tributário, todavia, depende da existência de lei complementar de normas gerais (Lei Complementar 114/2002) e de legislação local resultantes do exercício da competência tributária, contemporâneas à ocorrência do fato jurídico que se pretenda tributar. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898550. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF Brasília, 07 a 13 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898550. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF Brasília, 07 a 13 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898550. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que deu provimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra decisão proferida pela Quarta Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. EC n 33/2001. BEM IMPORTADO. CONTRIBUINTE NÃO- HABITUAL DO TRIBUTO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO DE INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. REJEIÇÃO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADO. I- Não há que se cogitar na instauração do Incidente de Uniformização de Jurisprudência se a divergência entre os Órgãos Fracionários do Tribunal não estiver amplamente demonstrada, sujeitando-se o seu processamento à prudente discricionariedade do magistrado. II- Sem respaldo o pedido de instauração do Incidente de Argüição de Inconstitucionalidade no tocante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que deu provimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra decisão proferida pela Quarta Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. EC n 33/2001. BEM IMPORTADO. CONTRIBUINTE NÃO- HABITUAL DO TRIBUTO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO DE INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. REJEIÇÃO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADO. I- Não há que se cogitar na instauração do Incidente de Uniformização de Jurisprudência se a divergência entre os Órgãos Fracionários do Tribunal não estiver amplamente demonstrada, sujeitando-se o seu processamento à prudente discricionariedade do magistrado. II- Sem respaldo o pedido de instauração do Incidente de Argüição de Inconstitucionalidade no tocante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF à EC n 33/01, tendo o Conselho Especial deste Tribunal deixado de conhecer de arguição com o mesmo teor, havendo, a par disso, inúmeros precedentes nesta Casa no sentido da constitucionalidade da referida Emenda. III – É cabível o recolhimento do ICMS em se cuidando da importação de bens por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, por força do artigo 155, § 2..., inciso IX, alínea “a”, da Constituição Federal de 1988, com a redação erigida pela Emenda Constitucional n 33/2001. III- Recurso não provido’. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, b e c, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 150, I e III, b, e 155, II, §2..., I, XII, a, e c, todos da Carta. Sustenta, em síntese, que a incidência do ICMS sobre importações por contribuintes não habituais foi instaurada no DF pelo Decreto Distrital n 3.123/2003, a qual só poderia gerar efeitos em 2004 e não regulamentou a não-cumulatividade. Assim, não poderia alcançar importação ocorrida no ano de 2003 e nem seria aplicável porquanto inviável a aplicação de regime tributário do ICMS sem a regulamentação da não-cumulatividade. Defende que não é contribuinte do ICMS, mas apenas do ISS, pelo que requer a aplicação da Súmula n 660 do Supremo Tribunal Federal e 156 do Superior Tribunal de Justiça. Aduz que a EC n 33/01 não foi capaz de constitucionalizar a Lei distrital n 1.254/1996 em razão da inexistência de constitucionalidade superveniente. A pretensão recursal merece prosperar em parte. De início, cumpre registrar que quanto, à suposta ausência de regulamentação da não cumulatividade pelo Decreto distrital n 3.123/2003, o recurso não merece seguimento. Incide, na hipótese, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário nos casos em que o deslinde da controvérsia depende previamente do exame de legislação infraconstitucional e do reexame do conjunto fático e probatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF à EC n 33/01, tendo o Conselho Especial deste Tribunal deixado de conhecer de arguição com o mesmo teor, havendo, a par disso, inúmeros precedentes nesta Casa no sentido da constitucionalidade da referida Emenda. III – É cabível o recolhimento do ICMS em se cuidando da importação de bens por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, por força do artigo 155, § 2..., inciso IX, alínea “a”, da Constituição Federal de 1988, com a redação erigida pela Emenda Constitucional n 33/2001. III- Recurso não provido’. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, b e c, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 150, I e III, b, e 155, II, §2..., I, XII, a, e c, todos da Carta. Sustenta, em síntese, que a incidência do ICMS sobre importações por contribuintes não habituais foi instaurada no DF pelo Decreto Distrital n 3.123/2003, a qual só poderia gerar efeitos em 2004 e não regulamentou a não-cumulatividade. Assim, não poderia alcançar importação ocorrida no ano de 2003 e nem seria aplicável porquanto inviável a aplicação de regime tributário do ICMS sem a regulamentação da não-cumulatividade. Defende que não é contribuinte do ICMS, mas apenas do ISS, pelo que requer a aplicação da Súmula n 660 do Supremo Tribunal Federal e 156 do Superior Tribunal de Justiça. Aduz que a EC n 33/01 não foi capaz de constitucionalizar a Lei distrital n 1.254/1996 em razão da inexistência de constitucionalidade superveniente. A pretensão recursal merece prosperar em parte. De início, cumpre registrar que quanto, à suposta ausência de regulamentação da não cumulatividade pelo Decreto distrital n 3.123/2003, o recurso não merece seguimento. Incide, na hipótese, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário nos casos em que o deslinde da controvérsia depende previamente do exame de legislação infraconstitucional e do reexame do conjunto fático e probatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF O Plenário do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Recurso Extraordinário 439.796, julgado sob a relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, sob a sistemática da repercussão geral (Tema 171), apreciou a matéria relativa à incidência do ICMS sobre as operações de importação realizadas por pessoa não comerciante. Confira-se, a propósito, a ementa do julgado: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS. ICMS. IMPORTAÇÃO. PESSOA QUE NÃO SE DEDICA AO COMÉRCIO OU À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO OU DE TRANSPORTE INTERESTADUAL OU INTERMUNICIPAL. “NÃO CONTRIBUINTE”. VIGÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 33/2002. POSSIBILIDADE. REQUISITO DE VALIDADE. FLUXO DE POSITIVAÇÃO. EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. CRITÉRIOS PARA AFERIÇÃO. 1. Há competência constitucional para estender a incidência do ICMS à operação de importação de bem destinado a pessoa que não se dedica habitualmente ao comércio ou à prestação de serviços, após a vigência da EC 33/2001. 2. A incidência do ICMS sobre operação de importação de bem não viola, em princípio, a regra da vedação à cumulatividade (art. 155, § 2..., I da Constituição), pois se não houver acumulação da carga tributária, nada haveria a ser compensado. 3. Divergência entre as expressões “bem” e “mercadoria” (arts. 155, II e 155, §2, IX, a da Constituição). É constitucional a tributação das operações de circulação jurídica de bens amparadas pela importação. A operação de importação não descaracteriza, tão-somente por si, a classificação do bem importado como mercadoria. Em sentido semelhante, a circunstância de o destinatário do bem não ser contribuinte habitual do tributo também não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF O Plenário do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Recurso Extraordinário 439.796, julgado sob a relatoria do Ministro Joaquim Barbosa, sob a sistemática da repercussão geral (Tema 171), apreciou a matéria relativa à incidência do ICMS sobre as operações de importação realizadas por pessoa não comerciante. Confira-se, a propósito, a ementa do julgado: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS. ICMS. IMPORTAÇÃO. PESSOA QUE NÃO SE DEDICA AO COMÉRCIO OU À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO OU DE TRANSPORTE INTERESTADUAL OU INTERMUNICIPAL. “NÃO CONTRIBUINTE”. VIGÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL 33/2002. POSSIBILIDADE. REQUISITO DE VALIDADE. FLUXO DE POSITIVAÇÃO. EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. CRITÉRIOS PARA AFERIÇÃO. 1. Há competência constitucional para estender a incidência do ICMS à operação de importação de bem destinado a pessoa que não se dedica habitualmente ao comércio ou à prestação de serviços, após a vigência da EC 33/2001. 2. A incidência do ICMS sobre operação de importação de bem não viola, em princípio, a regra da vedação à cumulatividade (art. 155, § 2..., I da Constituição), pois se não houver acumulação da carga tributária, nada haveria a ser compensado. 3. Divergência entre as expressões “bem” e “mercadoria” (arts. 155, II e 155, §2, IX, a da Constituição). É constitucional a tributação das operações de circulação jurídica de bens amparadas pela importação. A operação de importação não descaracteriza, tão-somente por si, a classificação do bem importado como mercadoria. Em sentido semelhante, a circunstância de o destinatário do bem não ser contribuinte habitual do tributo também não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF afeta a caracterização da operação de circulação de mercadoria. Ademais, a exoneração das operações de importação pode desequilibrar as relações pertinentes às operações internas com o mesmo tipo de bem, de modo a afetar os princípios da isonomia e da livre concorrência. CONDIÇÕES CONSTITUCIONAIS PARA TRIBUTAÇÃO 4. Existência e suficiência de legislação infraconstitucional para instituição do tributo (violação dos arts. 146, II e 155, XII, § 2..., i da Constituição). A validade da constituição do crédito tributário depende da existência de lei complementar de normas gerais (Lei Complementar 114/2002) e de legislação local resultantes do exercício da competência tributária, contemporâneas à ocorrência do fato jurídico que se pretenda tributar. 5. Modificações da legislação federal ou local anteriores à EC 33/2001 não foram convalidadas, na medida em que inexistente o fenômeno da “constitucionalização superveniente” no sistema jurídico brasileiro. A ampliação da hipótese de incidência, da base de cálculo e da sujeição passiva da regra-matriz de incidência tributária realizada por lei anterior à EC 33/2001 e à Lei Complementar 114/2002 não serve de fundamento de validade à tributação das operações de importação realizadas por empresas que não sejam comerciais ou prestadoras de serviços de comunicação ou de transporte intermunicipal ou interestadual. 6 A tributação somente será admissível se também respeitadas as regras da anterioridade e da anterioridade, cuja observância se afere com base em cada legislação local que tenha modificado adequadamente a regra-matriz e que seja posterior à Lei Complementar 114/2002’. Na oportunidade, decidiu-se que, com o advento da EC n 33/2001, que determinou a incidência do tributo “sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF afeta a caracterização da operação de circulação de mercadoria. Ademais, a exoneração das operações de importação pode desequilibrar as relações pertinentes às operações internas com o mesmo tipo de bem, de modo a afetar os princípios da isonomia e da livre concorrência. CONDIÇÕES CONSTITUCIONAIS PARA TRIBUTAÇÃO 4. Existência e suficiência de legislação infraconstitucional para instituição do tributo (violação dos arts. 146, II e 155, XII, § 2..., i da Constituição). A validade da constituição do crédito tributário depende da existência de lei complementar de normas gerais (Lei Complementar 114/2002) e de legislação local resultantes do exercício da competência tributária, contemporâneas à ocorrência do fato jurídico que se pretenda tributar. 5. Modificações da legislação federal ou local anteriores à EC 33/2001 não foram convalidadas, na medida em que inexistente o fenômeno da “constitucionalização superveniente” no sistema jurídico brasileiro. A ampliação da hipótese de incidência, da base de cálculo e da sujeição passiva da regra-matriz de incidência tributária realizada por lei anterior à EC 33/2001 e à Lei Complementar 114/2002 não serve de fundamento de validade à tributação das operações de importação realizadas por empresas que não sejam comerciais ou prestadoras de serviços de comunicação ou de transporte intermunicipal ou interestadual. 6 A tributação somente será admissível se também respeitadas as regras da anterioridade e da anterioridade, cuja observância se afere com base em cada legislação local que tenha modificado adequadamente a regra-matriz e que seja posterior à Lei Complementar 114/2002’. Na oportunidade, decidiu-se que, com o advento da EC n 33/2001, que determinou a incidência do tributo “sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade”, a cobrança de ICMS deixou de sujeitar-se à qualidade daquele que será destinatário da operação. No termos do voto condutor, “admitida a ‘importação de bem’ como critério material de nova modalidade de regra-matriz para o tributo, o importador pode ser considerado sujeito passivo da exação”. Ocorre que, para tanto, se faz necessária a edição de normas geral e local posteriores à nova redação do art. 155, §2..., IX, a, da Carta, com a finalidade específica de conferir aplicabilidade ao dispositivo constitucional em questão. Isso porque a mera previsão abstrata de incidência do tributo não é suficiente para implicar a cobrança automática da exação, sob pena de afronta ao princípio da legalidade tributária. Desse modo, conclui-se que a cobrança do imposto não pode estar fundamentada apenas em legislação infraconstitucional anterior à vigência da Emenda, tendo em conta que sua cobrança somente restou legitimada a partir da alteração do texto constitucional. Atualmente, a incidência do tributo nas operações de importação realizadas por contribuinte não habitual está legitimada pela Lei Complementar n 114/2002, cabendo à legislação local posterior dar continuidade ao ciclo de positivação deflagrado pelo exercício da competência tributária previsto na Constituição, de modo que, enfim, a cobrança do ICMS seja plenamente válida. A orientação adotada no acórdão recorrido diverge do entendimento assentado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, uma vez que fundamenta a exigência do tributo na Lei estadual n 1.254/1996, com redação dada pela Lei distrital n 3.123/2003, a qual, à época, não estava apta a determinar a incidência de ICMS sobre operações de importação realizadas por contribuinte não habitual, em observância à anterioridade constitucional. Na hipótese do presente recurso extraordinário, observo que a importação ocorreu em 14.10.2003, portanto, em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade”, a cobrança de ICMS deixou de sujeitar-se à qualidade daquele que será destinatário da operação. No termos do voto condutor, “admitida a ‘importação de bem’ como critério material de nova modalidade de regra-matriz para o tributo, o importador pode ser considerado sujeito passivo da exação”. Ocorre que, para tanto, se faz necessária a edição de normas geral e local posteriores à nova redação do art. 155, §2..., IX, a, da Carta, com a finalidade específica de conferir aplicabilidade ao dispositivo constitucional em questão. Isso porque a mera previsão abstrata de incidência do tributo não é suficiente para implicar a cobrança automática da exação, sob pena de afronta ao princípio da legalidade tributária. Desse modo, conclui-se que a cobrança do imposto não pode estar fundamentada apenas em legislação infraconstitucional anterior à vigência da Emenda, tendo em conta que sua cobrança somente restou legitimada a partir da alteração do texto constitucional. Atualmente, a incidência do tributo nas operações de importação realizadas por contribuinte não habitual está legitimada pela Lei Complementar n 114/2002, cabendo à legislação local posterior dar continuidade ao ciclo de positivação deflagrado pelo exercício da competência tributária previsto na Constituição, de modo que, enfim, a cobrança do ICMS seja plenamente válida. A orientação adotada no acórdão recorrido diverge do entendimento assentado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, uma vez que fundamenta a exigência do tributo na Lei estadual n 1.254/1996, com redação dada pela Lei distrital n 3.123/2003, a qual, à época, não estava apta a determinar a incidência de ICMS sobre operações de importação realizadas por contribuinte não habitual, em observância à anterioridade constitucional. Na hipótese do presente recurso extraordinário, observo que a importação ocorreu em 14.10.2003, portanto, em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF momento no qual Lei Distrital n 3.123/2003 não estava apta a surtir efeitos. No mesmo sentido: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS. ICMS. IMPORTAÇÃO POR QUEM NÃO É CONTRIBUINTE DA EXAÇÃO. EC 33/2002. FATO GERADOR ANTERIOR À EDIÇÃO DA NOVA LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. Recurso Extraordinário 474.267/RS-RG (REL. MIN. JOAQUIM BARBOSA). ACÓRDÃO RECORRIDO. CONSONÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 474.267/RS-RG (Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 20/3/2014), fixou a orientação de que o ICMS previsto no art. 155, § 2..., IX, “a”, da Constituição Federal de 1988/88 somente é exigível às importações ocorridas após a edição de legislação local estadual (ou distrital) que tenha cumprido as previsões da EC 33/2001 e da Lei Complementar 114/2002. 2. No caso do Estado do Rio Grande do Sul, somente após o advento da Lei 13.099/2008 é que as operações de importação realizadas por pessoas ou empresas que não sejam comerciais ou prestadoras de serviços de comunicação ou de transporte intermunicipal ou interestadual estarão sujeitas ao ICMS-Importação. 3. O acórdão recorrido, que afastou a incidência do citado imposto, não merece ser reformado, uma vez que o fato gerador da exação ocorreu em 1/9/2008, data anterior à vigência a Lei 13.099/2008 (publicada em 19/12/2008). 4. Agravo regimental a que se nega provimento’. (Recurso Extraordinário n 797.294 AgR / RS, Rel. Min. Teori Zavascki) Confira-se a seguinte decisão: AI 730695/DF, Rel. Min. Marco Aurélio. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF momento no qual Lei Distrital n 3.123/2003 não estava apta a surtir efeitos. No mesmo sentido: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS. ICMS. IMPORTAÇÃO POR QUEM NÃO É CONTRIBUINTE DA EXAÇÃO. EC 33/2002. FATO GERADOR ANTERIOR À EDIÇÃO DA NOVA LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. Recurso Extraordinário 474.267/RS-RG (REL. MIN. JOAQUIM BARBOSA). ACÓRDÃO RECORRIDO. CONSONÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 474.267/RS-RG (Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 20/3/2014), fixou a orientação de que o ICMS previsto no art. 155, § 2..., IX, “a”, da Constituição Federal de 1988/88 somente é exigível às importações ocorridas após a edição de legislação local estadual (ou distrital) que tenha cumprido as previsões da EC 33/2001 e da Lei Complementar 114/2002. 2. No caso do Estado do Rio Grande do Sul, somente após o advento da Lei 13.099/2008 é que as operações de importação realizadas por pessoas ou empresas que não sejam comerciais ou prestadoras de serviços de comunicação ou de transporte intermunicipal ou interestadual estarão sujeitas ao ICMS-Importação. 3. O acórdão recorrido, que afastou a incidência do citado imposto, não merece ser reformado, uma vez que o fato gerador da exação ocorreu em 1/9/2008, data anterior à vigência a Lei 13.099/2008 (publicada em 19/12/2008). 4. Agravo regimental a que se nega provimento’. (Recurso Extraordinário n 797.294 AgR / RS, Rel. Min. Teori Zavascki) Confira-se a seguinte decisão: AI 730695/DF, Rel. Min. Marco Aurélio. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF Diante do exposto, com base no art. 21, § 2..., do RI/Supremo Tribunal Federal, dou provimento ao recurso para reconhecer a impossibilidade de cobrança da exação. Fica a parte vencida desonerada dos honorários advocatícios nos termos da Súmula n 512/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante sustenta que não há repercussão geral das questões debatidas e que “o despacho ora agravado não procedeu à análise da preliminar de repercussão geral do recurso extraordinário, partindo direto para o enfrentamento do mérito da causa”. No mérito, sustenta que: (i) no âmbito do Distrito Federal, a incidência do ICMS importação para contribuinte não habitual tem origem na Lei n 1.254/1996, que é anterior à data da importação do bem, razão pela qual o recurso extraordinário não merece provimento; (ii) “Na espécie, afirmou o acórdão, com todas as letras, que havia lei local prevendo a cobrança. Para afastar a alegação, com efeito, houve a necessidade de se pesquisar o conteúdo do ordenamento jurídico local, incursão que se acha defesa em sede de recurso extraordinário”. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF Diante do exposto, com base no art. 21, § 2..., do RI/Supremo Tribunal Federal, dou provimento ao recurso para reconhecer a impossibilidade de cobrança da exação. Fica a parte vencida desonerada dos honorários advocatícios nos termos da Súmula n 512/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante sustenta que não há repercussão geral das questões debatidas e que “o despacho ora agravado não procedeu à análise da preliminar de repercussão geral do recurso extraordinário, partindo direto para o enfrentamento do mérito da causa”. No mérito, sustenta que: (i) no âmbito do Distrito Federal, a incidência do ICMS importação para contribuinte não habitual tem origem na Lei n 1.254/1996, que é anterior à data da importação do bem, razão pela qual o recurso extraordinário não merece provimento; (ii) “Na espécie, afirmou o acórdão, com todas as letras, que havia lei local prevendo a cobrança. Para afastar a alegação, com efeito, houve a necessidade de se pesquisar o conteúdo do ordenamento jurídico local, incursão que se acha defesa em sede de recurso extraordinário”. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898551. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. O Tribunal de origem ao apreciar a controvérsia proferiu acórdão assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. EC n 33/2001. BEM IMPORTADO. CONTRIBUINTE NÃO- HABITUAL DO TRIBUTO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO DE INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. REJEIÇÃO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADO. I- Não há que se cogitar na instauração do Incidente de Uniformização de Jurisprudência se a divergência entre os Órgãos Fracionários do Tribunal não estiver amplamente demonstrada, sujeitando-se o seu processamento à prudente discricionariedade do magistrado. II- Sem respaldo o pedido de instauração do Incidente de Argüição de Inconstitucionalidade no tocante à EC n 33/01, tendo o Conselho Especial deste Tribunal deixado de conhecer de arguição com o mesmo teor, havendo, a par disso, inúmeros precedentes nesta Casa no sentido da constitucionalidade da referida Emenda. III – É cabível o recolhimento do ICMS em se cuidando da importação de bens por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, por força do artigo 155, § Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898552. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. O Tribunal de origem ao apreciar a controvérsia proferiu acórdão assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. EC n 33/2001. BEM IMPORTADO. CONTRIBUINTE NÃO- HABITUAL DO TRIBUTO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO DE INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. REJEIÇÃO. PEDIDO DE INSTAURAÇÃO INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADO. I- Não há que se cogitar na instauração do Incidente de Uniformização de Jurisprudência se a divergência entre os Órgãos Fracionários do Tribunal não estiver amplamente demonstrada, sujeitando-se o seu processamento à prudente discricionariedade do magistrado. II- Sem respaldo o pedido de instauração do Incidente de Argüição de Inconstitucionalidade no tocante à EC n 33/01, tendo o Conselho Especial deste Tribunal deixado de conhecer de arguição com o mesmo teor, havendo, a par disso, inúmeros precedentes nesta Casa no sentido da constitucionalidade da referida Emenda. III – É cabível o recolhimento do ICMS em se cuidando da importação de bens por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, por força do artigo 155, § Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF 2..., inciso IX, alínea “a”, da Constituição Federal de 1988, com a redação erigida pela Emenda Constitucional n 33/2001. III- Recurso não provido” 4. A conclusão do Tribunal de origem diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, firmada sob a sistemática da repercussão geral no Recurso Extraordinário 439796 (Tema 171), na medida em que a validade da constituição do crédito tributário depende da existência de lei complementar de normas gerais (Lei Complementar 114/2002) e de legislação local resultantes do exercício da competência tributária, contemporâneas à ocorrência do fato jurídico que se pretenda tributar. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898552. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF 2..., inciso IX, alínea “a”, da Constituição Federal de 1988, com a redação erigida pela Emenda Constitucional n 33/2001. III- Recurso não provido” 4. A conclusão do Tribunal de origem diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, firmada sob a sistemática da repercussão geral no Recurso Extraordinário 439796 (Tema 171), na medida em que a validade da constituição do crédito tributário depende da existência de lei complementar de normas gerais (Lei Complementar 114/2002) e de legislação local resultantes do exercício da competência tributária, contemporâneas à ocorrência do fato jurídico que se pretenda tributar. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO (13398/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944512 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.790 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO (13398/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944512 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 790", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 790", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "Súmula n 660 do Supremo Tribunal Federal", "156 do Superior Tribunal de Justiça", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "Súmula n 660 do Supremo Tribunal Federal", "156 do Superior Tribunal de Justiça", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 439 . 796", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 439 . 796", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 474 . 267 / RS - RG", "Recurso Extraordinário 474 . 267 / RS - RG", "Recurso Extraordinário n 797 . 294 AgR / RS", "AI 730695 / DF", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 474", "Recurso Extraordinário 474 . 267 / RS - RG", "Recurso Extraordinário n 797 . 294 AgR / RS", "AI 730695 / DF", "Súmula n 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 636790 AGR / DF", "Súmula n 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 790", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 790", "Recurso Extraordinário 636790", "Recurso Extraordinário 439796", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 636790", "Recurso Extraordinário 439796", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 790", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 790" ], "LEGISLACAO": [ "EC 33 / 2001", "Emenda Constitucional 33 / 2001", "Lei Complementar 114 / 2002", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 , Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 33 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 33 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 33 / 01", "artigo 155 , § 2 . . . , inciso IX , alínea “ a ” , da Constituição Federal de 1988", "Emenda Constitucional n 33 / 2001", "art . 102 , III , a , b e c , da Constituição Federal", "arts", "Decreto Distrital n 3 . 123 / 2003", "EC n 33 / 01", "Lei distrital n 1 . 254 / 1996", "Decreto distrital n 3 . 123 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 33 / 01", "artigo 155 , § 2 . . . , inciso IX , alínea “ a ” , da Constituição Federal de 1988", "Emenda Constitucional n 33 / 2001", "art . 102 , III , a , b e c , da Constituição Federal", "arts . 150 , I e III ,", "Decreto Distrital n 3 . 123 / 2003", "EC n 33 / 01", "Lei distrital n 1 . 254 / 1996", "Decreto distrital n 3 . 123 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EMENDA CONSTITUCIONAL 33 / 2002", "EC 33 / 2001", "art . 155 , § 2 . . . , I da Constituição", "arts . 155 , II e 155 , § 2 , IX , a da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EMENDA CONSTITUCIONAL 33 / 2002", "EC 33 / 2001", "art . 155 , § 2 . . . , I da Constituição", "arts . 155 , II e 155 , § 2 , IX , a da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 146 , II e 155 , XII , § 2 . . . , i da Constituição", "Lei Complementar 114 / 2002", "EC 33 / 2001", "EC 33 / 2001", "Lei Complementar 114 / 2002", "Lei Complementar 114 / 2002", "EC n 33 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 146 , II e 155 , XII , § 2 . . . , i da Constituição", "Lei Complementar 114 / 2002", "EC 33 / 2001", "EC 33 / 2001", "Lei Complementar 114 / 2002", "Lei Complementar 114 / 2002", "EC n 33 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , § 2 . . . , IX , a , da Carta", "Lei Complementar n 114 / 2002", "Constituição", "Lei estadual n 1 . 254 / 1996", "Lei distrital n 3 . 123 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 114 / 2002", "Constituição", "Lei estadual n 1 . 254 / 1996", "Lei distrital n 3 . 123 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital n 3 . 123 / 2003", "EC 33 / 2002", "art . 155 , § 2 . . . , IX , “ a ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "EC 33 / 2001", "Lei Complementar 114 / 2002", "Lei 13 . 099 / 2008", "Lei 13 . 099 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital n 3 . 123 / 2003", "EC 33 / 2002", "art . 155 , § 2 . . . , IX , “ a ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "EC 33 / 2001", "Lei Complementar 114 / 2002", "Lei 13 . 099 / 2008", "Lei 13 . 099 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 254 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 254 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 33 / 2001", "EC n 33 / 01", "artigo 155 , § Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 33 / 2001", "EC n 33 / 01", "artigo 155 , § Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 33 / 2001", "Lei Complementar 114 / 2002", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 , Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "Emenda Constitucional n 33 / 2001", "Lei Complementar 114 / 2002", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 , Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DF", "DF", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA", "Quarta Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DISTRITO", "EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA", "Quarta Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "EDITORA GRÁFICA IPIRANGA LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "Teori Zavascki", "Marco Aurélio", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "Teori Zavascki", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "13 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "13 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2004", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "2004", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "10", ".", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "10", ".", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "3", "/", "2014", "1", "/", "9", "/", "2008", "19", "/", "12", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "3", "/", "2014", "1", "/", "9", "/", "2008", "19", "/", "12", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES ADV.(A/S) :JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA E OUTRO(A/S) DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540669. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 839771 AGR / RJ Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540669. Supremo Tribunal Federal ARE 839771 AGR / RJ Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES ADV.(A/S) :JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 31 de outubro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7665250. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES ADV.(A/S) :JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 31 de outubro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7665250. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 839771 AGR / RJ recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado do Rio de Janeiro insiste no processamento do extraordinário. Afirma que a matéria versada no recurso não requer a apreciação de matéria probatória e aponta ter havido ofensa direta aos artigos 2º e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Sustenta que o Judiciário não pode determinar o pagamento de verbas indeferidas pela Administração Pública. A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7665250. Supremo Tribunal Federal ARE 839771 AGR / RJ recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado do Rio de Janeiro insiste no processamento do extraordinário. Afirma que a matéria versada no recurso não requer a apreciação de matéria probatória e aponta ter havido ofensa direta aos artigos 2º e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Sustenta que o Judiciário não pode determinar o pagamento de verbas indeferidas pela Administração Pública. A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7665250. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita Procuradora do Estado, foi protocolada no prazo em dobro a que tem jus o agravante. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, soberano no exame dos fatos, assentou o direito do agravado às diferenças de valores referentes à progressão funcional alusiva ao cargo de Comissário de Polícia Civil até abril de 2002. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540691. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita Procuradora do Estado, foi protocolada no prazo em dobro a que tem jus o agravante. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, soberano no exame dos fatos, assentou o direito do agravado às diferenças de valores referentes à progressão funcional alusiva ao cargo de Comissário de Polícia Civil até abril de 2002. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540691. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 839771 AGR / RJ normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540691. Supremo Tribunal Federal ARE 839771 AGR / RJ normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540691. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES ADV.(A/S) : JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695329 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES ADV.(A/S) : JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695329 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7718850
2014-12-16T00:00:00
2015-02-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.
sjur291832
Número de páginas: 7. Análise: 24/02/2015, AUR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
839771
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 839771 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES ADV.(A/S) : JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES ADV.(A/S) :JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA E OUTRO(A/S) DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540669. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 839771 AGR / RJ Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540669. Supremo Tribunal Federal ARE 839771 AGR / RJ Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES ADV.(A/S) :JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 31 de outubro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7665250. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES ADV.(A/S) :JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 31 de outubro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7665250. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 839771 AGR / RJ recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado do Rio de Janeiro insiste no processamento do extraordinário. Afirma que a matéria versada no recurso não requer a apreciação de matéria probatória e aponta ter havido ofensa direta aos artigos 2... e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Sustenta que o Judiciário não pode determinar o pagamento de verbas indeferidas pela Administração Pública. A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7665250. Supremo Tribunal Federal ARE 839771 AGR / RJ recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado do Rio de Janeiro insiste no processamento do extraordinário. Afirma que a matéria versada no recurso não requer a apreciação de matéria probatória e aponta ter havido ofensa direta aos artigos 2... e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Sustenta que o Judiciário não pode determinar o pagamento de verbas indeferidas pela Administração Pública. A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7665250. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita Procuradora do Estado, foi protocolada no prazo em dobro a que tem jus o agravante. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, soberano no exame dos fatos, assentou o direito do agravado às diferenças de valores referentes à progressão funcional alusiva ao cargo de Comissário de Polícia Civil até abril de 2002. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540691. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita Procuradora do Estado, foi protocolada no prazo em dobro a que tem jus o agravante. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, soberano no exame dos fatos, assentou o direito do agravado às diferenças de valores referentes à progressão funcional alusiva ao cargo de Comissário de Polícia Civil até abril de 2002. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540691. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 839771 AGR / RJ normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540691. Supremo Tribunal Federal ARE 839771 AGR / RJ normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7540691. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES ADV.(A/S) : JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695329 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.771 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES ADV.(A/S) : JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695329 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839 . 771", "ARE 839771 AGR / RJ", "ARE 839771 AGR / RJ", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 839771 AGR / RJ", "ARE 839771", "ARE 839771 AGR", "ARE 839771", "AGRAVO 839 . 771" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 2 . . . e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 2 . . . e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RJ", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES", "JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES", "JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES", "JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "PAULO ROBERTO SOLER DE MAGALHAES", "JOSÉ ANTONIO SILVA GRANGEIA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "31 de outubro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "31 de outubro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "abril de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "abril de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) :RODRIGO DA SILVA CASTRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. VPNI. DEVOLUÇÃO DE PARCELAS RECEBIDAS POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTE ESPECÍFICO DO PLENÁRIO PARA SITUAÇÃO IDÊNTICA. PRINCÍPIOS DA BOA-FÉ E DA SEGURANÇA JURÍDICA. 1. Quando do julgamento do MS 25.430, o Supremo Tribunal Federal assentou, por 10 votos a 1, que as verbas recebidas em virtude de liminar deferida por este Tribunal não terão que ser devolvidas por ocasião do julgamento final do mandado de segurança, em função dos princípios da boa-fé e da segurança jurídica e tendo em conta expressiva mudança de jurisprudência relativamente à eventual ofensa à coisa julgada de parcela vencimental incorporada à remuneração por força de decisão judicial. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889427. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21 Ementa e Acórdão MS 31543 AGR / DF Brasília, 14 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889427. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF Brasília, 14 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) :RODRIGO DA SILVA CASTRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto, em 06.09.2016, em face de decisão monocrática em que concedi parcialmente a segurança, nos seguintes termos (eDOC 35): “Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Cinira Melhorança Albertão contra o Acórdão 2.756/2012, do Tribunal de Contas da União, que determinou a exclusão, do valor da sua aposentadoria, do índice de 28,86%, denominado VPNI DECISÃO JUDICIAL APOS, garantido a todos os professores da Universidade Federal de Mato Grosso por força de título judicial transitado em julgado em 06.03.1996, bem como a impossibilidade de devolução de valores recebidos de boa-fé (fl. 3 da petição inicial) entre os meses de fevereiro a dezembro de 2008. Alega a decadência do direito da Administração Pública à revisão de índice já incorporado aos vencimentos, tendo em vista o decurso do prazo de cinco anos previstos na Lei 9.784/99 entre a aposentadoria (1997) e a revisão (2012). Aponta que o ato da administração é inconstitucional por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) :RODRIGO DA SILVA CASTRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto, em 06.09.2016, em face de decisão monocrática em que concedi parcialmente a segurança, nos seguintes termos (eDOC 35): “Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Cinira Melhorança Albertão contra o Acórdão 2.756/2012, do Tribunal de Contas da União, que determinou a exclusão, do valor da sua aposentadoria, do índice de 28,86%, denominado VPNI DECISÃO JUDICIAL APOS, garantido a todos os professores da Universidade Federal de Mato Grosso por força de título judicial transitado em julgado em 06.03.1996, bem como a impossibilidade de devolução de valores recebidos de boa-fé (fl. 3 da petição inicial) entre os meses de fevereiro a dezembro de 2008. Alega a decadência do direito da Administração Pública à revisão de índice já incorporado aos vencimentos, tendo em vista o decurso do prazo de cinco anos previstos na Lei 9.784/99 entre a aposentadoria (1997) e a revisão (2012). Aponta que o ato da administração é inconstitucional por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF ofender a coisa julgada e o direito adquirido, na medida em que a incorporação do índice aos proventos da Impetrante se deu por decisão judicial transitada em julgado. Sustenta que a ação rescisória proposta pela UFMT em face dessa decisão foi julgada improcedente pelo Superior Tribunal de Justiça, pendente apenas de recurso de agravo regimental em face da decisão do STF de negativa de seguimento do recurso extraordinário, por tratar de demanda cujo debate cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Ressalta, ainda, ter ocorrido violação aos princípios da separação dos poderes, da segurança jurídica, da boa-fé e da proteção à confiança dos administrados. A liminar foi deferida pelo meu antecessor na relatoria do feito, Ministro Ricardo Lewandowski, para suspender os efeitos do Acórdão 2.756/2012, da 1ª Câmara do Tribunal de Contas da União TCU, proferido nos autos do Processo 852.933/1997-5, até o julgamento final deste writ (eDOC 22). Em face dessa decisão, a União interpôs agravo regimental (Petição 46.720/2012), sustentando a inocorrência da decadência administrativa e a legalidade do ato do TCU, ante a inexistência de violação à coisa julgada e à ausência de ofensa ao princípio da separação dos poderes. O Tribunal de Contas da União prestou informações em que aponta a inaplicabilidade do art. 54, da Lei 9.784/99 aos processos por meio dos quais exerce a sua competência de controle externo, especialmente aos casos de aposentadoria, cuja natureza de atos complexos justificam a inaplicabilidade do prazo decadencial. Sustenta, ainda, a inexistência de violação à coisa julgada, porquanto a vantagem de 28,86% foi incorporada apenas aos vencimentos e o julgamento não abarcaria a nova situação de aposentadoria. Por fim, alega a inocorrência de violação a direito adquirido, porquanto inexiste direito adquirido a regime jurídico, assim como a supremacia do princípio da legalidade (eDOC 29). A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da segurança, porquanto a coisa julgada não mais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF ofender a coisa julgada e o direito adquirido, na medida em que a incorporação do índice aos proventos da Impetrante se deu por decisão judicial transitada em julgado. Sustenta que a ação rescisória proposta pela UFMT em face dessa decisão foi julgada improcedente pelo Superior Tribunal de Justiça, pendente apenas de recurso de agravo regimental em face da decisão do STF de negativa de seguimento do recurso extraordinário, por tratar de demanda cujo debate cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Ressalta, ainda, ter ocorrido violação aos princípios da separação dos poderes, da segurança jurídica, da boa-fé e da proteção à confiança dos administrados. A liminar foi deferida pelo meu antecessor na relatoria do feito, Ministro Ricardo Lewandowski, para suspender os efeitos do Acórdão 2.756/2012, da 1ª Câmara do Tribunal de Contas da União TCU, proferido nos autos do Processo 852.933/1997-5, até o julgamento final deste writ (eDOC 22). Em face dessa decisão, a União interpôs agravo regimental (Petição 46.720/2012), sustentando a inocorrência da decadência administrativa e a legalidade do ato do TCU, ante a inexistência de violação à coisa julgada e à ausência de ofensa ao princípio da separação dos poderes. O Tribunal de Contas da União prestou informações em que aponta a inaplicabilidade do art. 54, da Lei 9.784/99 aos processos por meio dos quais exerce a sua competência de controle externo, especialmente aos casos de aposentadoria, cuja natureza de atos complexos justificam a inaplicabilidade do prazo decadencial. Sustenta, ainda, a inexistência de violação à coisa julgada, porquanto a vantagem de 28,86% foi incorporada apenas aos vencimentos e o julgamento não abarcaria a nova situação de aposentadoria. Por fim, alega a inocorrência de violação a direito adquirido, porquanto inexiste direito adquirido a regime jurídico, assim como a supremacia do princípio da legalidade (eDOC 29). A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da segurança, porquanto a coisa julgada não mais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF beneficia a Impetrante na forma como ela pretende ver reconhecida no mandado de segurança, diante da alteração da realidade normativa, traduzida na reestruturação do regime remuneratório subsequente ao decisório (eDOC 30). É o relatório. Decido. 1. No que tange à alegação da Impetrante quanto à quebra da proteção da confiança e à decadência administrativa , é preciso consignar que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de ser inaplicável o art. 54 da Lei 9.784/99, para os casos em que o Tribunal de Contas da União examina a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. A decadência administrativa não pode consumar-se porque, sendo a concessão de benefício um ato complexo, não se aperfeiçoa enquanto não houver apreciação pela Corte de Contas. Confira-se: ‘EMENTA: I. Mandado de Segurança. Tribunal de Contas da União. Pensão temporária (L. 8.112/90, art. 217, inciso II, alínea 'b'): suspensão liminar: presença dos seus pressupostos. 1. Ato do Tribunal de Contas da União que, liminarmente, determinou a suspensão de quaisquer pagamentos decorrentes de pensão temporária instituída em favor de menor cuja guarda fora confiada ao servidor falecido, seu avô. 2. Caracterização do periculum in mora, dada a necessidade de prevenir lesão ao Erário e garantir a eficácia de eventual decisão futura, diante de grave suspeita de vícios na sua concessão e, principalmente, quando a sua retirada não significa o desamparo de pretenso titular. 3. Plausibilidade da tese que exige a comprovação da dependência econômica para recebimento da pensão temporária prevista na letra b do inciso II do art. 217 da L. 8.112/90, tendo em vista que, no caso, à vista da capacidade econômica dos pais do beneficiário, apurada pela equipe de auditoria, não se pode inferir que a dependência econômica tenha sido a única causa para a concessão da guarda do requerente aos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF beneficia a Impetrante na forma como ela pretende ver reconhecida no mandado de segurança, diante da alteração da realidade normativa, traduzida na reestruturação do regime remuneratório subsequente ao decisório (eDOC 30). É o relatório. Decido. 1. No que tange à alegação da Impetrante quanto à quebra da proteção da confiança e à decadência administrativa , é preciso consignar que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de ser inaplicável o art. 54 da Lei 9.784/99, para os casos em que o Tribunal de Contas da União examina a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. A decadência administrativa não pode consumar-se porque, sendo a concessão de benefício um ato complexo, não se aperfeiçoa enquanto não houver apreciação pela Corte de Contas. Confira-se: ‘EMENTA: I. Mandado de Segurança. Tribunal de Contas da União. Pensão temporária (L. 8.112/90, art. 217, inciso II, alínea 'b'): suspensão liminar: presença dos seus pressupostos. 1. Ato do Tribunal de Contas da União que, liminarmente, determinou a suspensão de quaisquer pagamentos decorrentes de pensão temporária instituída em favor de menor cuja guarda fora confiada ao servidor falecido, seu avô. 2. Caracterização do periculum in mora, dada a necessidade de prevenir lesão ao Erário e garantir a eficácia de eventual decisão futura, diante de grave suspeita de vícios na sua concessão e, principalmente, quando a sua retirada não significa o desamparo de pretenso titular. 3. Plausibilidade da tese que exige a comprovação da dependência econômica para recebimento da pensão temporária prevista na letra b do inciso II do art. 217 da L. 8.112/90, tendo em vista que, no caso, à vista da capacidade econômica dos pais do beneficiário, apurada pela equipe de auditoria, não se pode inferir que a dependência econômica tenha sido a única causa para a concessão da guarda do requerente aos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF avós. II. mandado de segurança: alegação improcedente de prejuízo. Indiferente para a continuidade do processo a perda do benefício pelo impetrante por ter atingido a idade limite de vinte e um anos: dada a confirmação, em decisão de mérito, do entendimento do TCU manifestado na cautelar - objeto desta impetração - mantém-se o interesse do requerente no julgamento do mérito do mandado de segurança, já que, se concedida a ordem, estaria ele resguardado de devolver os valores recebidos desde a decisão impugnada. III. Contraditório, ampla defesa e devido processo legal: exigência afastada nos casos em que o Tribunal de Contas da União, no exercício do controle externo que lhe atribui a Constituição (art. 71, III), aprecia a legalidade da concessão de aposentadoria ou pensão, só após o que se aperfeiçoa o ato complexo, dotando-o de definitividade administrativa. IV. Tribunal de Contas da União: controle externo: não consumação de decadência administrativa, por não se aplicar o prazo previsto no art. 54 da L. 9.784/99, dado o não aperfeiçoamento do ato complexo de concessão.’ (MS 25.409, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJe de 18.05.2007) O entendimento foi também convolado em recente precedente da Primeira Turma: ‘O ato de concessão de aposentadoria é complexo, de modo que só se aperfeiçoa com o exame de sua legalidade e subsequente registro pelo Tribunal de Contas da União. Assim, enquanto não aperfeiçoado o ato concessivo de aposentadoria, com o respectivo registro perante a Corte de Contas da União, não há falar na fluência do prazo do art. 54 da 9.784/99, referente ao lapso de tempo de que dispõe a administração pública para promover a anulação de atos de que resultem efeitos favoráveis aos destinatários.’ (MS 27.628 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF avós. II. mandado de segurança: alegação improcedente de prejuízo. Indiferente para a continuidade do processo a perda do benefício pelo impetrante por ter atingido a idade limite de vinte e um anos: dada a confirmação, em decisão de mérito, do entendimento do TCU manifestado na cautelar - objeto desta impetração - mantém-se o interesse do requerente no julgamento do mérito do mandado de segurança, já que, se concedida a ordem, estaria ele resguardado de devolver os valores recebidos desde a decisão impugnada. III. Contraditório, ampla defesa e devido processo legal: exigência afastada nos casos em que o Tribunal de Contas da União, no exercício do controle externo que lhe atribui a Constituição (art. 71, III), aprecia a legalidade da concessão de aposentadoria ou pensão, só após o que se aperfeiçoa o ato complexo, dotando-o de definitividade administrativa. IV. Tribunal de Contas da União: controle externo: não consumação de decadência administrativa, por não se aplicar o prazo previsto no art. 54 da L. 9.784/99, dado o não aperfeiçoamento do ato complexo de concessão.’ (MS 25.409, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJe de 18.05.2007) O entendimento foi também convolado em recente precedente da Primeira Turma: ‘O ato de concessão de aposentadoria é complexo, de modo que só se aperfeiçoa com o exame de sua legalidade e subsequente registro pelo Tribunal de Contas da União. Assim, enquanto não aperfeiçoado o ato concessivo de aposentadoria, com o respectivo registro perante a Corte de Contas da União, não há falar na fluência do prazo do art. 54 da 9.784/99, referente ao lapso de tempo de que dispõe a administração pública para promover a anulação de atos de que resultem efeitos favoráveis aos destinatários.’ (MS 27.628 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF DJe de 06.11.2015) Assim, ainda que a aposentadoria tenha sido concedida pelo órgão competente da Universidade Federal de Mato Grosso em 12.03.1997 e que o Tribunal de Contas da União tenha feito a glosa em debate nestes autos apenas em 15.05.2012, não há falar-se em decadência do direito daquela Corte à prévia revisão do ato de concessão para posterior homologação ou negativa de registro. 2. Inobstante a inaplicabilidade do prazo decadencial do art. 54, da Lei 9.784/99 ao caso concreto, firmou-se na corte o entendimento no sentido de que ultrapassado prazo de cinco anos desde a data de entrada do processo administrativo junto à Corte de Contas, é indispensável dar ciência aos interessados sobre a existência do processo administrativo junto ao TCU , em observância ao princípio do contraditório e da confiança. Neste sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PENSÃO MILITAR. CONCESSÃO ADMINISTRATIVA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXAME. DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. BENEFICIÁRIOS. HABILITAÇÃO. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. DEMONSTRAÇÃO. ORDEM CONCEDIDA. 1. O procedimento administrativo complexo de verificação das condições de validade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão não se sujeita à regra prevista no art. 54 da Lei 9.784/99. Por outro lado, a abertura de contraditório e ampla defesa ao interessado é indispensável apenas se ultrapassado o prazo de cinco anos da entrada no Tribunal de Contas da União do respectivo processo administrativo encaminhado pelo órgão de origem para fins de registro. Precedentes. 2. Tendo ocorrido a habilitação na forma exigida pela Lei 3.765/1960, inclusive no que se refere à 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF DJe de 06.11.2015) Assim, ainda que a aposentadoria tenha sido concedida pelo órgão competente da Universidade Federal de Mato Grosso em 12.03.1997 e que o Tribunal de Contas da União tenha feito a glosa em debate nestes autos apenas em 15.05.2012, não há falar-se em decadência do direito daquela Corte à prévia revisão do ato de concessão para posterior homologação ou negativa de registro. 2. Inobstante a inaplicabilidade do prazo decadencial do art. 54, da Lei 9.784/99 ao caso concreto, firmou-se na corte o entendimento no sentido de que ultrapassado prazo de cinco anos desde a data de entrada do processo administrativo junto à Corte de Contas, é indispensável dar ciência aos interessados sobre a existência do processo administrativo junto ao TCU , em observância ao princípio do contraditório e da confiança. Neste sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PENSÃO MILITAR. CONCESSÃO ADMINISTRATIVA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXAME. DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. BENEFICIÁRIOS. HABILITAÇÃO. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. DEMONSTRAÇÃO. ORDEM CONCEDIDA. 1. O procedimento administrativo complexo de verificação das condições de validade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão não se sujeita à regra prevista no art. 54 da Lei 9.784/99. Por outro lado, a abertura de contraditório e ampla defesa ao interessado é indispensável apenas se ultrapassado o prazo de cinco anos da entrada no Tribunal de Contas da União do respectivo processo administrativo encaminhado pelo órgão de origem para fins de registro. Precedentes. 2. Tendo ocorrido a habilitação na forma exigida pela Lei 3.765/1960, inclusive no que se refere à 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF demonstração da dependência econômica, fazem jus os impetrantes à pensão militar reclamada. 3. Ordem concedida.’ (MS 31.472, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 12.11.2015) ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. APRECIAÇÃO DA LEGALIDADE DO ATO DE CONCESSÃO INICIAL DE APOSENTADORIA, REFORMA E PENSÃO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA APENAS SE PASSADOS MAIS DE CINCO ANOS. TERMO INICIAL. DATA EM QUE O PROCESSO ADMINISTRATIVO É RECEBIDO NA CORTE DE CONTAS. EMBARGOS ACOLHIDOS. I - O termo inicial do prazo para apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão conta-se a partir da data em que o processo administrativo é recebido na Corte de Contas. II Embargos acolhidos.’ (MS 26.053 Edsegundos, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 23.05.2011) No caso concreto, contudo, não decorreu o prazo de cinco anos reconhecido pelo STF como ensejador da abertura de prazo para defesa do interessado , na medida em que consta dos autos que o processo administrativo de concessão da aposentadoria à Impetrante nº 23108.000318/1997-6 chegou à Corte de Contas em 03.04.2009 (eDOC 20, p. 46) e o acórdão que reconheceu irregularidade na concessão foi proferido em 15.05.2012, de modo que não houve a ofensa ao contraditório e à ampla defesa. 3. Superada a questão preliminar, passo a analisar o mérito deste mandamus, cujo debate cinge-se à contrariedade à garantia constitucional da coisa julgada por acórdão do Tribunal de Contas da União, pelo qual foi negado registro de aposentadoria a servidora da Universidade Federal do Mato Grosso, determinando-se a imediata interrupção no pagamento do percentual de 28,86%. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF demonstração da dependência econômica, fazem jus os impetrantes à pensão militar reclamada. 3. Ordem concedida.’ (MS 31.472, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 12.11.2015) ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. APRECIAÇÃO DA LEGALIDADE DO ATO DE CONCESSÃO INICIAL DE APOSENTADORIA, REFORMA E PENSÃO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA APENAS SE PASSADOS MAIS DE CINCO ANOS. TERMO INICIAL. DATA EM QUE O PROCESSO ADMINISTRATIVO É RECEBIDO NA CORTE DE CONTAS. EMBARGOS ACOLHIDOS. I - O termo inicial do prazo para apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão conta-se a partir da data em que o processo administrativo é recebido na Corte de Contas. II Embargos acolhidos.’ (MS 26.053 Edsegundos, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 23.05.2011) No caso concreto, contudo, não decorreu o prazo de cinco anos reconhecido pelo STF como ensejador da abertura de prazo para defesa do interessado , na medida em que consta dos autos que o processo administrativo de concessão da aposentadoria à Impetrante nº 23108.000318/1997-6 chegou à Corte de Contas em 03.04.2009 (eDOC 20, p. 46) e o acórdão que reconheceu irregularidade na concessão foi proferido em 15.05.2012, de modo que não houve a ofensa ao contraditório e à ampla defesa. 3. Superada a questão preliminar, passo a analisar o mérito deste mandamus, cujo debate cinge-se à contrariedade à garantia constitucional da coisa julgada por acórdão do Tribunal de Contas da União, pelo qual foi negado registro de aposentadoria a servidora da Universidade Federal do Mato Grosso, determinando-se a imediata interrupção no pagamento do percentual de 28,86%. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento segundo o qual a força vinculativa da coisa julgada atua rebus sic stantibus, significando que a alteração do contexto fático implica a modificação dos fundamentos pelos quais o próprio direito se constituiu, razão pela qual não podem ser opostos, nesses casos, os princípios do ato jurídico perfeito e da proteção ao direito adquirido. Assim, a mudança do status quo existente quando da formação da coisa julgada tem aptidão de produzir a imediata e automática cessação da eficácia da decisão acobertada pela res judicata, prescindindo de novo pronunciamento judicial. Nesse sentido, o voto do Min. Dias Toffoli, proferido em sede do MS 22.682, consigna, de forma precisa, que: ‘a coisa julgada formada em favor do servidor público anteriormente à edição de lei de reestruturação da carreira não lhe garante o direito de continuar recebendo vantagens calculadas de acordo com a lei vigente ao tempo da prolação de decisão judicial.’ O tema foi debatido pelo Plenário desta Corte, na sessão de 24.09.2014, quando do julgamento do RE 596.663, afetado à sistemática da repercussão geral no Tema 494, a versar sobre os limites objetivos da coisa julgada em sede de execução , assentando a seguinte tese: A sentença que reconhece ao trabalhador ou a servidor o direito a determinado percentual de acréscimo remuneratório deixa de ter eficácia a partir da superveniente incorporação definitiva do referido percentual nos seus ganhos . Assentou-se, ainda, no mesmo julgamento, que a alteração do regime jurídico garante à Impetrante o direito à irredutibilidade dos proventos, mas não à manutenção no regime anterior. Nesse contexto, tratando-se de relação jurídica de trato sucessivo, se houver a demonstração de que houve modificação da estrutura remuneratória da carreira à qual pertence a 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento segundo o qual a força vinculativa da coisa julgada atua rebus sic stantibus, significando que a alteração do contexto fático implica a modificação dos fundamentos pelos quais o próprio direito se constituiu, razão pela qual não podem ser opostos, nesses casos, os princípios do ato jurídico perfeito e da proteção ao direito adquirido. Assim, a mudança do status quo existente quando da formação da coisa julgada tem aptidão de produzir a imediata e automática cessação da eficácia da decisão acobertada pela res judicata, prescindindo de novo pronunciamento judicial. Nesse sentido, o voto do Min. Dias Toffoli, proferido em sede do MS 22.682, consigna, de forma precisa, que: ‘a coisa julgada formada em favor do servidor público anteriormente à edição de lei de reestruturação da carreira não lhe garante o direito de continuar recebendo vantagens calculadas de acordo com a lei vigente ao tempo da prolação de decisão judicial.’ O tema foi debatido pelo Plenário desta Corte, na sessão de 24.09.2014, quando do julgamento do RE 596.663, afetado à sistemática da repercussão geral no Tema 494, a versar sobre os limites objetivos da coisa julgada em sede de execução , assentando a seguinte tese: A sentença que reconhece ao trabalhador ou a servidor o direito a determinado percentual de acréscimo remuneratório deixa de ter eficácia a partir da superveniente incorporação definitiva do referido percentual nos seus ganhos . Assentou-se, ainda, no mesmo julgamento, que a alteração do regime jurídico garante à Impetrante o direito à irredutibilidade dos proventos, mas não à manutenção no regime anterior. Nesse contexto, tratando-se de relação jurídica de trato sucessivo, se houver a demonstração de que houve modificação da estrutura remuneratória da carreira à qual pertence a 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF Impetrante, não é possível manter o pagamento de vantagem econômica sem qualquer limitação temporal. Nesse sentido, confira-se: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROVENTOS. APOSENTADORIA. REGISTRO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). NATUREZA DE ANTECIPAÇÃO SALARIAL. PREVISÃO LEGAL. DECISÃO JUDICIAL. ALCANCE. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 54 DA LEI Nº 9.784/99. INAPLICABILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE LCULO DA REMUNERAÇÃO. ALEGADA OFENSA AOS PCÁRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA E IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PLANOS ECONÔMICOS. REAJUSTES SALARIAIS. VANTAGEM SALARIAL RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REMUNERAÇÃO. ALCANCE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. O processo de registro de aposentadoria, desde que não tenha transcorrido período de tempo superior a cinco anos entre o início do processo no TCU e o indeferimento do registro, não impõe o contraditório nesse lapso de tempo, nos termos da Súmula Vinculante nº 03 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF Impetrante, não é possível manter o pagamento de vantagem econômica sem qualquer limitação temporal. Nesse sentido, confira-se: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROVENTOS. APOSENTADORIA. REGISTRO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). NATUREZA DE ANTECIPAÇÃO SALARIAL. PREVISÃO LEGAL. DECISÃO JUDICIAL. ALCANCE. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 54 DA LEI Nº 9.784/99. INAPLICABILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE LCULO DA REMUNERAÇÃO. ALEGADA OFENSA AOS PCÁRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA E IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PLANOS ECONÔMICOS. REAJUSTES SALARIAIS. VANTAGEM SALARIAL RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REMUNERAÇÃO. ALCANCE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. O processo de registro de aposentadoria, desde que não tenha transcorrido período de tempo superior a cinco anos entre o início do processo no TCU e o indeferimento do registro, não impõe o contraditório nesse lapso de tempo, nos termos da Súmula Vinculante nº 03 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 3. As URPs Unidade de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data-base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis: Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados "Gatilhos" e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão- somente até a data-base de cada categoria. 4. A alteração por lei do regramento anterior da composição da remuneração do agente público, assegura-se-lhes somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: RE 563.965/RN-RG, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Ministro Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004; RE 185255, Rel. Ministro Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 19.09.1997. 5. A boa-fé na percepção de parte imotivada de vencimentos, reconhecido no acórdão do TCU, conjura o dever de devolução. 6. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5º, XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 3. As URPs Unidade de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data-base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis: Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados "Gatilhos" e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão- somente até a data-base de cada categoria. 4. A alteração por lei do regramento anterior da composição da remuneração do agente público, assegura-se-lhes somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: RE 563.965/RN-RG, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Ministro Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004; RE 185255, Rel. Ministro Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 19.09.1997. 5. A boa-fé na percepção de parte imotivada de vencimentos, reconhecido no acórdão do TCU, conjura o dever de devolução. 6. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5º, XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF modificações no contexto fático-jurídico em que produzida - como as inúmeras leis que reestruturam as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 7. In casu, restou demonstrado nos autos a improcedência do pedido de continuidade do pagamento da URP, tendo em vista, sobretudo, os reajustes salariais advindos após à sua concessão, com destaque ao aumento salarial provocado pela reestruturação de carreira dos docentes em universidades federais - verbi gratia, Lei nº 11.784/2008 -, que vieram a incorporar o valor que era pago em separado a título de antecipação salarial. 8. segurança denegada.’ (MS 31.642, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23.09.2014) No caso concreto , o Tribunal de Contas da União, por meio do Acórdão 2.756/2012, assentou que a parcela correspondente ao percentual de 28,86%, objeto da decisão proferida no processo 94.0002414-2, da 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Mato Grosso, transitada em julgado em 06.03.1996, foi ulteriormente absorvida por reestruturações remuneratórias na carreira da Impetrante, em especial a decorrente da Medida Provisória 1.704-1, de 30.07.1998 . A respeito desse índice específico, a Corte editou a Súmula Vinculante 51, do seguinte teor: ‘O reajuste de 28,86%, concedido aos servidores militares pelas Leis 8622/1993 e 8627/1993, estende-se aos servidores civis do poder executivo, observadas as eventuais compensações decorrentes dos reajustes diferenciados concedidos pelos mesmos diplomas legais.’ Como visto, o Tribunal de Contas da União expressamente anotou no Acórdão impugnado que o índice de 28,86% concedido à Impetrante pela decisão judicial foi compensado pela modificação do regime jurídico de vencimentos. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF modificações no contexto fático-jurídico em que produzida - como as inúmeras leis que reestruturam as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 7. In casu, restou demonstrado nos autos a improcedência do pedido de continuidade do pagamento da URP, tendo em vista, sobretudo, os reajustes salariais advindos após à sua concessão, com destaque ao aumento salarial provocado pela reestruturação de carreira dos docentes em universidades federais - verbi gratia, Lei nº 11.784/2008 -, que vieram a incorporar o valor que era pago em separado a título de antecipação salarial. 8. segurança denegada.’ (MS 31.642, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23.09.2014) No caso concreto , o Tribunal de Contas da União, por meio do Acórdão 2.756/2012, assentou que a parcela correspondente ao percentual de 28,86%, objeto da decisão proferida no processo 94.0002414-2, da 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Mato Grosso, transitada em julgado em 06.03.1996, foi ulteriormente absorvida por reestruturações remuneratórias na carreira da Impetrante, em especial a decorrente da Medida Provisória 1.704-1, de 30.07.1998 . A respeito desse índice específico, a Corte editou a Súmula Vinculante 51, do seguinte teor: ‘O reajuste de 28,86%, concedido aos servidores militares pelas Leis 8622/1993 e 8627/1993, estende-se aos servidores civis do poder executivo, observadas as eventuais compensações decorrentes dos reajustes diferenciados concedidos pelos mesmos diplomas legais.’ Como visto, o Tribunal de Contas da União expressamente anotou no Acórdão impugnado que o índice de 28,86% concedido à Impetrante pela decisão judicial foi compensado pela modificação do regime jurídico de vencimentos. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF Assim, não se revela cabível regular a atuação do Tribunal de Contas da União, ao afastar a aplicação continuada de índices, quando demonstradas mudanças significativas na estrutura salarial do regime remuneratório a que se submete o servidor, pois estar-se-ia reconhecendo a existência de direito adquirido a regime de vencimentos, contrariando-se expressamente jurisprudência sedimentada deste Supremo Tribunal Federal. Assim, as alegações de ofensa aos princípios constitucionais acima tratados, porque refutadas, não ensejam a concessão da segurança. Anoto, por oportuno, que decisões liminares anteriormente concedidas em casos análogos vem sendo revogadas pelos demais componentes desta Corte, conforme se vê dos julgamentos proferidos nos seguintes mandados de segurança: MS 31.348 e 32.182, de relatoria da Min. Cármen Lúcia; MS 31.099 e 31.527, de relatoria da Min. Rosa Weber, este último assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA. PODERES DO RELATOR. CONCESSÃO DE APOSENTADORIA. ATO COMPLEXO. TERMO INICIAL DO PRAZO PREVISTO NO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. RELAÇÃO JURÍDICA CONTINUATIVA. MODIFICAÇÃO DO ESTADO DE FATO OU DE DIREITO. EXAURIMENTO DA EFICÁCIA DE SENTENÇA ACOBERTADA PELA COISA JULGADA. PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. 1. O art. 205 do Regimento Interno desta Suprema Corte, na redação conferida pela Emenda Regimental nº 28/2009, expressamente autoriza o Relator a julgar monocraticamente o mandado de segurança quando a matéria em debate for objeto de jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. 2. O ato de 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF Assim, não se revela cabível regular a atuação do Tribunal de Contas da União, ao afastar a aplicação continuada de índices, quando demonstradas mudanças significativas na estrutura salarial do regime remuneratório a que se submete o servidor, pois estar-se-ia reconhecendo a existência de direito adquirido a regime de vencimentos, contrariando-se expressamente jurisprudência sedimentada deste Supremo Tribunal Federal. Assim, as alegações de ofensa aos princípios constitucionais acima tratados, porque refutadas, não ensejam a concessão da segurança. Anoto, por oportuno, que decisões liminares anteriormente concedidas em casos análogos vem sendo revogadas pelos demais componentes desta Corte, conforme se vê dos julgamentos proferidos nos seguintes mandados de segurança: MS 31.348 e 32.182, de relatoria da Min. Cármen Lúcia; MS 31.099 e 31.527, de relatoria da Min. Rosa Weber, este último assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA. PODERES DO RELATOR. CONCESSÃO DE APOSENTADORIA. ATO COMPLEXO. TERMO INICIAL DO PRAZO PREVISTO NO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. RELAÇÃO JURÍDICA CONTINUATIVA. MODIFICAÇÃO DO ESTADO DE FATO OU DE DIREITO. EXAURIMENTO DA EFICÁCIA DE SENTENÇA ACOBERTADA PELA COISA JULGADA. PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. 1. O art. 205 do Regimento Interno desta Suprema Corte, na redação conferida pela Emenda Regimental nº 28/2009, expressamente autoriza o Relator a julgar monocraticamente o mandado de segurança quando a matéria em debate for objeto de jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. 2. O ato de 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF concessão de aposentadoria é complexo, de modo que só se aperfeiçoa com o exame de sua legalidade e subsequente registro pelo Tribunal de Contas da União. Assim, enquanto não aperfeiçoado o ato concessivo de aposentadoria, com o respectivo registro perante a Corte de Contas da União, não há falar na fluência do prazo do art. 54 da 9.784/99, referente ao lapso de tempo de que dispõe a administração pública para promover a anulação de atos de que resultem efeitos favoráveis aos destinatários. Precedentes: MS 25561, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 21.11.2014; MS 27296, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 18.6.2014; e MS 28576, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11.6.2014. 3. Ao julgamento do RE 596.663, esta Suprema Corte decidiu o tema nº 494 da Repercussão Geral, assentando a seguinte tese: A sentença que reconhece ao trabalhador ou a servidor o direito a determinado percentual de acréscimo remuneratório deixa de ter eficácia a partir da superveniente incorporação definitiva do referido percentual nos seus ganhos. 4. No caso, o Tribunal de Contas da União registrou que a parcela atinente ao percentual de 28,86%, objeto de decisão judicial transitada em julgado em 06.3.1996, foi ulteriormente absorvida por reestruturações remuneratórias ocorridas na carreira das impetrantes. 5. Balizada na compreensão de que não há direito adquirido a regime jurídico, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, reafirmada ao julgamento, sob a sistemática da repercussão geral, do RE 563.965, reputa revestida de legitimidade constitucional a alteração na estrutura dos vencimentos de servidores públicos, desde que com eficácia ex nunc e sem redução nominal de estipêndios. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (Primeira Turma, DJe 23.04.2015) A orientação é seguida também pela Segunda Turma, 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF concessão de aposentadoria é complexo, de modo que só se aperfeiçoa com o exame de sua legalidade e subsequente registro pelo Tribunal de Contas da União. Assim, enquanto não aperfeiçoado o ato concessivo de aposentadoria, com o respectivo registro perante a Corte de Contas da União, não há falar na fluência do prazo do art. 54 da 9.784/99, referente ao lapso de tempo de que dispõe a administração pública para promover a anulação de atos de que resultem efeitos favoráveis aos destinatários. Precedentes: MS 25561, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 21.11.2014; MS 27296, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 18.6.2014; e MS 28576, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11.6.2014. 3. Ao julgamento do RE 596.663, esta Suprema Corte decidiu o tema nº 494 da Repercussão Geral, assentando a seguinte tese: A sentença que reconhece ao trabalhador ou a servidor o direito a determinado percentual de acréscimo remuneratório deixa de ter eficácia a partir da superveniente incorporação definitiva do referido percentual nos seus ganhos. 4. No caso, o Tribunal de Contas da União registrou que a parcela atinente ao percentual de 28,86%, objeto de decisão judicial transitada em julgado em 06.3.1996, foi ulteriormente absorvida por reestruturações remuneratórias ocorridas na carreira das impetrantes. 5. Balizada na compreensão de que não há direito adquirido a regime jurídico, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, reafirmada ao julgamento, sob a sistemática da repercussão geral, do RE 563.965, reputa revestida de legitimidade constitucional a alteração na estrutura dos vencimentos de servidores públicos, desde que com eficácia ex nunc e sem redução nominal de estipêndios. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (Primeira Turma, DJe 23.04.2015) A orientação é seguida também pela Segunda Turma, 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF consoante julgado de 24.05.2016, no MS 32.536, de relatoria do Min. Teori Zavascki: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. APOSENTADORIA. EXAME. DIREITO À DIFERENÇA DE PERCENTUAL REMUNERATÓRIO DE 28,86%, INCLUSIVE PARA O FUTURO, RECONHECIDO POR SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. PERDA DA EFICÁCIA VINCULANTE DA DECISÃO JUDICIAL, EM RAZÃO DA SUPERVENIENTE ALTERAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS FÁTICOS E JURÍDICOS QUE LHE DERAM SUPORTE. SUBMISSÃO À CLÁUSULA REBUS SIC STANTIBUS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA À COISA JULGADA. ORIENTAÇÃO FIRMADA POR ESTA SEGUNDA TURMA NO JULGAMENTO DO MS 32.435- AGR (ACÓRDÃO DE MINHA RELATORIA, DJE DE 15/10/2015). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ 4. Por fim, na linha do que restou decidido no MS 25.430, descabe a devolução dos valores percebidos pela autora por força da decisão liminar proferida nesta ação. Conforme assentado pela Ministra Cármen Lúcia em seu primoroso voto, até recentemente prevaleceu neste Supremo Tribunal a oponibilidade da coisa julgada ao Tribunal de Contas da União pela ausência, nas sentenças, de limitação temporal quanto à incidência da parcela reconhecida, ou pela utilização de expressões como incorporação ou integração do percentual aos vencimentos dos demandantes, bem como seu pagamento com efeitos presentes e futuros . Assim, a liminar que agora reformo ao proferir o julgamento de mérito foi deferida pelo meu antecessor em um contexto de fundada dúvida sobre a higidez na atuação daquele órgão de controle externo da Administração Pública Federal . 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF consoante julgado de 24.05.2016, no MS 32.536, de relatoria do Min. Teori Zavascki: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. APOSENTADORIA. EXAME. DIREITO À DIFERENÇA DE PERCENTUAL REMUNERATÓRIO DE 28,86%, INCLUSIVE PARA O FUTURO, RECONHECIDO POR SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. PERDA DA EFICÁCIA VINCULANTE DA DECISÃO JUDICIAL, EM RAZÃO DA SUPERVENIENTE ALTERAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS FÁTICOS E JURÍDICOS QUE LHE DERAM SUPORTE. SUBMISSÃO À CLÁUSULA REBUS SIC STANTIBUS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA À COISA JULGADA. ORIENTAÇÃO FIRMADA POR ESTA SEGUNDA TURMA NO JULGAMENTO DO MS 32.435- AGR (ACÓRDÃO DE MINHA RELATORIA, DJE DE 15/10/2015). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ 4. Por fim, na linha do que restou decidido no MS 25.430, descabe a devolução dos valores percebidos pela autora por força da decisão liminar proferida nesta ação. Conforme assentado pela Ministra Cármen Lúcia em seu primoroso voto, até recentemente prevaleceu neste Supremo Tribunal a oponibilidade da coisa julgada ao Tribunal de Contas da União pela ausência, nas sentenças, de limitação temporal quanto à incidência da parcela reconhecida, ou pela utilização de expressões como incorporação ou integração do percentual aos vencimentos dos demandantes, bem como seu pagamento com efeitos presentes e futuros . Assim, a liminar que agora reformo ao proferir o julgamento de mérito foi deferida pelo meu antecessor em um contexto de fundada dúvida sobre a higidez na atuação daquele órgão de controle externo da Administração Pública Federal . 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF Assim, a orientação jurisprudencial prevalecente no STF sustentava a irresignação da Impetrante, causando-lhe uma expectativa justa de manutenção no pagamento da parcela discutida. A mudança de orientação da Corte denota a necessidade de ser respeitada essa expectativa, justificando-se o pagamento da rubrica até esta decisão. Neste sentido, confira-se o MS 27.965, de minha relatoria, julgado em 15.03.2016: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVOS REGIMENTAIS EM MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. APOSENTADORIA. EXAME. DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. DIREITO AO PAGAMENTO DA UNIDADE DE REFERÊNCIA E PADRÃO URP DE 26,05%, INCLUSIVE PARA O FUTURO, RECONHECIDO POR SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. PERDA DA EFICÁCIA VINCULANTE DA DECISÃO JUDICIAL, EM RAZÃO DA SUPERVENIENTE ALTERAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS FÁTICOS E JURÍDICOS QUE LHE DERAM SUPORTE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA À GARANTIA DA COISA JULGADA, DA SEGURANÇA JURÍDICA, DA BOA-FÉ E DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. DEVOLUÇÃO DAS VERBAS PERCEBIDAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, o ato de concessão de aposentadoria é complexo, aperfeiçoando-se somente após a sua apreciação pelo Tribunal de Contas da União, sendo, desta forma, inaplicável o art. 54, da Lei nº 9.784/1999, para os casos em que o TCU examina a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. Inexiste afronta ao princípio da separação de poderes quando o TCU não desconstitui decisão advinda do Poder Judiciário, mas apenas emite interpretação quanto à modificação das condições fáticas que justificaram a prolação da sentença, exercendo o seu poder-dever de fiscalizar a legalidade das concessões. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF Assim, a orientação jurisprudencial prevalecente no STF sustentava a irresignação da Impetrante, causando-lhe uma expectativa justa de manutenção no pagamento da parcela discutida. A mudança de orientação da Corte denota a necessidade de ser respeitada essa expectativa, justificando-se o pagamento da rubrica até esta decisão. Neste sentido, confira-se o MS 27.965, de minha relatoria, julgado em 15.03.2016: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVOS REGIMENTAIS EM MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. APOSENTADORIA. EXAME. DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. DIREITO AO PAGAMENTO DA UNIDADE DE REFERÊNCIA E PADRÃO URP DE 26,05%, INCLUSIVE PARA O FUTURO, RECONHECIDO POR SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. PERDA DA EFICÁCIA VINCULANTE DA DECISÃO JUDICIAL, EM RAZÃO DA SUPERVENIENTE ALTERAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS FÁTICOS E JURÍDICOS QUE LHE DERAM SUPORTE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA À GARANTIA DA COISA JULGADA, DA SEGURANÇA JURÍDICA, DA BOA-FÉ E DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. DEVOLUÇÃO DAS VERBAS PERCEBIDAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, o ato de concessão de aposentadoria é complexo, aperfeiçoando-se somente após a sua apreciação pelo Tribunal de Contas da União, sendo, desta forma, inaplicável o art. 54, da Lei nº 9.784/1999, para os casos em que o TCU examina a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. Inexiste afronta ao princípio da separação de poderes quando o TCU não desconstitui decisão advinda do Poder Judiciário, mas apenas emite interpretação quanto à modificação das condições fáticas que justificaram a prolação da sentença, exercendo o seu poder-dever de fiscalizar a legalidade das concessões. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF 3. A eficácia temporal da sentença, cuidando-se de relação jurídica de trato continuado, circunscreve-se aos pressupostos fáticos e jurídicos que lhe serviram de fundamento, não se verificando ofensa ao princípio da coisa julgada quando o TCU verifica mudanças no conjunto fático que deu suporte à decisão. 4. Não se constata ofensa aos princípios da segurança jurídica e da boa-fé quando a alteração do contexto fático implica alteração dos fundamentos pelos quais o próprio direito se constituiu. 5. Esta Corte decidiu, quando do julgamento do MS 25.430, que as verbas recebidas a título de URP, que havia sido incorporado à remuneração dos servidores e teve sua ilegalidade declarada pelo Tribunal de Contas da União, até o momento do julgamento, não terão que ser devolvidas, em função dos princípios da boa-fé e da segurança jurídica, tendo em conta expressiva mudança de jurisprudência relativamente à eventual ofensa à coisa julgada de parcela vencimental incorporada à remuneração por força de decisão judicial. 6. Agravos regimentais a que se nega provimento.’ 5. Por derradeiro, assento a competência do Relator da causa para, monocraticamente, denegar ou conceder mandado de segurança, quando a matéria versada na impetração constitua objeto de jurisprudência consolidada na Suprema Corte (artigo 205 do RISTF), o que sói ocorrer no caso em apreciação. 6. Ante o exposto, com fulcro nos precedentes colacionados aos autos, concedo parcialmente a segurança, apenas para afastar a devolução dos valores percebidos pela Impetrante até a data desta decisão, ficando prejudicado o agravo regimental interposto pela União”. Sustenta-se a impossibilidade de decisão monocrática acerca da devolução dos valores percebidos pela autora, uma vez que o entendimento não se fundamentou em jurisprudência consolidada da Corte, mas em acórdão que ainda não transitou em julgado. Neste 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF 3. A eficácia temporal da sentença, cuidando-se de relação jurídica de trato continuado, circunscreve-se aos pressupostos fáticos e jurídicos que lhe serviram de fundamento, não se verificando ofensa ao princípio da coisa julgada quando o TCU verifica mudanças no conjunto fático que deu suporte à decisão. 4. Não se constata ofensa aos princípios da segurança jurídica e da boa-fé quando a alteração do contexto fático implica alteração dos fundamentos pelos quais o próprio direito se constituiu. 5. Esta Corte decidiu, quando do julgamento do MS 25.430, que as verbas recebidas a título de URP, que havia sido incorporado à remuneração dos servidores e teve sua ilegalidade declarada pelo Tribunal de Contas da União, até o momento do julgamento, não terão que ser devolvidas, em função dos princípios da boa-fé e da segurança jurídica, tendo em conta expressiva mudança de jurisprudência relativamente à eventual ofensa à coisa julgada de parcela vencimental incorporada à remuneração por força de decisão judicial. 6. Agravos regimentais a que se nega provimento.’ 5. Por derradeiro, assento a competência do Relator da causa para, monocraticamente, denegar ou conceder mandado de segurança, quando a matéria versada na impetração constitua objeto de jurisprudência consolidada na Suprema Corte (artigo 205 do RISTF), o que sói ocorrer no caso em apreciação. 6. Ante o exposto, com fulcro nos precedentes colacionados aos autos, concedo parcialmente a segurança, apenas para afastar a devolução dos valores percebidos pela Impetrante até a data desta decisão, ficando prejudicado o agravo regimental interposto pela União”. Sustenta-se a impossibilidade de decisão monocrática acerca da devolução dos valores percebidos pela autora, uma vez que o entendimento não se fundamentou em jurisprudência consolidada da Corte, mas em acórdão que ainda não transitou em julgado. Neste 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF contexto, ressalta-se a inexistência de consenso quanto à matéria. Alega-se a inaplicabilidade do decidido no MS 25.430 ao caso dos autos e que “em se tratando de percepção de verbas pecuniárias de forma precária, a revogação da medida liminar que a assegurava obriga sua restituição ao erário” (eDOC 47, fl. 4). Aponta-se a ausência de boa-fé do servidor a partir da decisão do Tribunal de Contas da União que suspendeu os pagamentos das parcelas em análise. Aduz-se, ainda, que o caráter alimentar dos vencimentos ou proventos não obsta a restituição dos valores recebidos indevidamente, tendo em vista que, para tanto, o ordenamento jurídico disciplinou o limite dos descontos decorrentes de reposições ou indenizações ao erário. É o relatório. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF contexto, ressalta-se a inexistência de consenso quanto à matéria. Alega-se a inaplicabilidade do decidido no MS 25.430 ao caso dos autos e que “em se tratando de percepção de verbas pecuniárias de forma precária, a revogação da medida liminar que a assegurava obriga sua restituição ao erário” (eDOC 47, fl. 4). Aponta-se a ausência de boa-fé do servidor a partir da decisão do Tribunal de Contas da União que suspendeu os pagamentos das parcelas em análise. Aduz-se, ainda, que o caráter alimentar dos vencimentos ou proventos não obsta a restituição dos valores recebidos indevidamente, tendo em vista que, para tanto, o ordenamento jurídico disciplinou o limite dos descontos decorrentes de reposições ou indenizações ao erário. É o relatório. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Com efeito, conforme salientado na decisão atacada, restou decidido, quando do julgamento do MS 25.430, por 10 votos a 1, que as verbas recebidas até o momento do julgamento não terão que ser devolvidas, em função dos princípios da boa-fé e da segurança jurídica, tendo em conta expressiva mudança de jurisprudência relativamente à eventual ofensa à coisa julgada de parcela vencimental incorporada à remuneração por força de decisão judicial. Neste sentido os seguintes precedentes: MS 27.965 AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 11.04.2016 e 26.443 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 05.04.2016. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889429. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Com efeito, conforme salientado na decisão atacada, restou decidido, quando do julgamento do MS 25.430, por 10 votos a 1, que as verbas recebidas até o momento do julgamento não terão que ser devolvidas, em função dos princípios da boa-fé e da segurança jurídica, tendo em conta expressiva mudança de jurisprudência relativamente à eventual ofensa à coisa julgada de parcela vencimental incorporada à remuneração por força de decisão judicial. Neste sentido os seguintes precedentes: MS 27.965 AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 11.04.2016 e 26.443 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 05.04.2016. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21 Tipo Texto 524 AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) :RODRIGO DA SILVA CASTRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Provejo o agravo para que o mandado de segurança tenha regular sequência. Surge a problemática alusiva à devolução de verbas recebidas em virtude de medida liminar tornada insubsistente. Aquele que recebe os valores sabe que o faz em caráter precário e efêmero, porquanto fica a ordem judicial submetida a condição resolutiva, ou seja, vir-se posteriormente a concluir pela inexistência do direito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11847019. Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) :RODRIGO DA SILVA CASTRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Provejo o agravo para que o mandado de segurança tenha regular sequência. Surge a problemática alusiva à devolução de verbas recebidas em virtude de medida liminar tornada insubsistente. Aquele que recebe os valores sabe que o faz em caráter precário e efêmero, porquanto fica a ordem judicial submetida a condição resolutiva, ou seja, vir-se posteriormente a concluir pela inexistência do direito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11847019. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) : RODRIGO DA SILVA CASTRO (0022829/DF) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944503 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) : RODRIGO DA SILVA CASTRO (0022829/DF) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944503 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11982473
2016-10-14T00:00:00
2016-11-08T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. VPNI. DEVOLUÇÃO DE PARCELAS RECEBIDAS POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTE ESPECÍFICO DO PLENÁRIO PARA SITUAÇÃO IDÊNTICA. PRINCÍPIOS DA BOA-FÉ E DA SEGURANÇA JURÍDICA. 1. Quando do julgamento do MS 25.430, o Supremo Tribunal Federal assentou, por 10 votos a 1, que as verbas recebidas em virtude de liminar deferida por este Tribunal não terão que ser devolvidas por ocasião do julgamento final do mandado de segurança, em função dos princípios da boa-fé e da segurança jurídica e tendo em conta expressiva mudança de jurisprudência relativamente à eventual ofensa à coisa julgada de parcela vencimental incorporada à remuneração por força de decisão judicial. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur359417
- Acórdão(s) citado(s): (BOA-FÉ, SEGURANÇA JURÍDICA) MS 26443 AgR (2ªT), MS 27965 AgR (1ªT). Número de páginas: 21. Análise: 14/11/2016, BMP.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
31543
null
MS-AgR
acordaos
MS 31543 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) : RODRIGO DA SILVA CASTRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) :RODRIGO DA SILVA CASTRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. VPNI. DEVOLUÇÃO DE PARCELAS RECEBIDAS POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTE ESPECÍFICO DO PLENÁRIO PARA SITUAÇÃO IDÊNTICA. PRINCÍPIOS DA BOA-FÉ E DA SEGURANÇA JURÍDICA. 1. Quando do julgamento do MS 25.430, o Supremo Tribunal Federal assentou, por 10 votos a 1, que as verbas recebidas em virtude de liminar deferida por este Tribunal não terão que ser devolvidas por ocasião do julgamento final do mandado de segurança, em função dos princípios da boa-fé e da segurança jurídica e tendo em conta expressiva mudança de jurisprudência relativamente à eventual ofensa à coisa julgada de parcela vencimental incorporada à remuneração por força de decisão judicial. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889427. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21 Ementa e Acórdão MS 31543 AGR / DF Brasília, 14 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889427. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF Brasília, 14 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) :RODRIGO DA SILVA CASTRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto, em 06.09.2016, em face de decisão monocrática em que concedi parcialmente a segurança, nos seguintes termos (eDOC 35): “Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Cinira Melhorança Albertão contra o Acórdão 2.756/2012, do Tribunal de Contas da União, que determinou a exclusão, do valor da sua aposentadoria, do índice de 28,86%, denominado VPNI DECISÃO JUDICIAL APOS, garantido a todos os professores da Universidade Federal de Mato Grosso por força de título judicial transitado em julgado em 06.03.1996, bem como a impossibilidade de devolução de valores recebidos de boa-fé (fl. 3 da petição inicial) entre os meses de fevereiro a dezembro de 2008. Alega a decadência do direito da Administração Pública à revisão de índice já incorporado aos vencimentos, tendo em vista o decurso do prazo de cinco anos previstos na Lei 9.784/99 entre a aposentadoria (1997) e a revisão (2012). Aponta que o ato da administração é inconstitucional por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) :RODRIGO DA SILVA CASTRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto, em 06.09.2016, em face de decisão monocrática em que concedi parcialmente a segurança, nos seguintes termos (eDOC 35): “Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Cinira Melhorança Albertão contra o Acórdão 2.756/2012, do Tribunal de Contas da União, que determinou a exclusão, do valor da sua aposentadoria, do índice de 28,86%, denominado VPNI DECISÃO JUDICIAL APOS, garantido a todos os professores da Universidade Federal de Mato Grosso por força de título judicial transitado em julgado em 06.03.1996, bem como a impossibilidade de devolução de valores recebidos de boa-fé (fl. 3 da petição inicial) entre os meses de fevereiro a dezembro de 2008. Alega a decadência do direito da Administração Pública à revisão de índice já incorporado aos vencimentos, tendo em vista o decurso do prazo de cinco anos previstos na Lei 9.784/99 entre a aposentadoria (1997) e a revisão (2012). Aponta que o ato da administração é inconstitucional por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF ofender a coisa julgada e o direito adquirido, na medida em que a incorporação do índice aos proventos da Impetrante se deu por decisão judicial transitada em julgado. Sustenta que a ação rescisória proposta pela UFMT em face dessa decisão foi julgada improcedente pelo Superior Tribunal de Justiça, pendente apenas de recurso de agravo regimental em face da decisão do Supremo Tribunal Federal de negativa de seguimento do recurso extraordinário, por tratar de demanda cujo debate cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Ressalta, ainda, ter ocorrido violação aos princípios da separação dos poderes, da segurança jurídica, da boa-fé e da proteção à confiança dos administrados. A liminar foi deferida pelo meu antecessor na relatoria do feito, Ministro Ricardo Lewandowski, para suspender os efeitos do Acórdão 2.756/2012, da 1... Câmara do Tribunal de Contas da União TCU, proferido nos autos do Processo 852.933/1997-5, até o julgamento final deste writ (eDOC 22). Em face dessa decisão, a União interpôs agravo regimental (Petição 46.720/2012), sustentando a inocorrência da decadência administrativa e a legalidade do ato do TCU, ante a inexistência de violação à coisa julgada e à ausência de ofensa ao princípio da separação dos poderes. O Tribunal de Contas da União prestou informações em que aponta a inaplicabilidade do art. 54, da Lei 9.784/99 aos processos por meio dos quais exerce a sua competência de controle externo, especialmente aos casos de aposentadoria, cuja natureza de atos complexos justificam a inaplicabilidade do prazo decadencial. Sustenta, ainda, a inexistência de violação à coisa julgada, porquanto a vantagem de 28,86% foi incorporada apenas aos vencimentos e o julgamento não abarcaria a nova situação de aposentadoria. Por fim, alega a inocorrência de violação a direito adquirido, porquanto inexiste direito adquirido a regime jurídico, assim como a supremacia do princípio da legalidade (eDOC 29). A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da segurança, porquanto a coisa julgada não mais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF ofender a coisa julgada e o direito adquirido, na medida em que a incorporação do índice aos proventos da Impetrante se deu por decisão judicial transitada em julgado. Sustenta que a ação rescisória proposta pela UFMT em face dessa decisão foi julgada improcedente pelo Superior Tribunal de Justiça, pendente apenas de recurso de agravo regimental em face da decisão do Supremo Tribunal Federal de negativa de seguimento do recurso extraordinário, por tratar de demanda cujo debate cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Ressalta, ainda, ter ocorrido violação aos princípios da separação dos poderes, da segurança jurídica, da boa-fé e da proteção à confiança dos administrados. A liminar foi deferida pelo meu antecessor na relatoria do feito, Ministro Ricardo Lewandowski, para suspender os efeitos do Acórdão 2.756/2012, da 1... Câmara do Tribunal de Contas da União TCU, proferido nos autos do Processo 852.933/1997-5, até o julgamento final deste writ (eDOC 22). Em face dessa decisão, a União interpôs agravo regimental (Petição 46.720/2012), sustentando a inocorrência da decadência administrativa e a legalidade do ato do TCU, ante a inexistência de violação à coisa julgada e à ausência de ofensa ao princípio da separação dos poderes. O Tribunal de Contas da União prestou informações em que aponta a inaplicabilidade do art. 54, da Lei 9.784/99 aos processos por meio dos quais exerce a sua competência de controle externo, especialmente aos casos de aposentadoria, cuja natureza de atos complexos justificam a inaplicabilidade do prazo decadencial. Sustenta, ainda, a inexistência de violação à coisa julgada, porquanto a vantagem de 28,86% foi incorporada apenas aos vencimentos e o julgamento não abarcaria a nova situação de aposentadoria. Por fim, alega a inocorrência de violação a direito adquirido, porquanto inexiste direito adquirido a regime jurídico, assim como a supremacia do princípio da legalidade (eDOC 29). A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da segurança, porquanto a coisa julgada não mais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF beneficia a Impetrante na forma como ela pretende ver reconhecida no mandado de segurança, diante da alteração da realidade normativa, traduzida na reestruturação do regime remuneratório subsequente ao decisório (eDOC 30). É o relatório. Decido. 1. No que tange à alegação da Impetrante quanto à quebra da proteção da confiança e à decadência administrativa , é preciso consignar que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de ser inaplicável o art. 54 da Lei 9.784/99, para os casos em que o Tribunal de Contas da União examina a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. A decadência administrativa não pode consumar-se porque, sendo a concessão de benefício um ato complexo, não se aperfeiçoa enquanto não houver apreciação pela Corte de Contas. Confira-se: ‘EMENTA: I. Mandado de Segurança. Tribunal de Contas da União. Pensão temporária (L. 8.112/90, art. 217, inciso II, alínea 'b'): suspensão liminar: presença dos seus pressupostos. 1. Ato do Tribunal de Contas da União que, liminarmente, determinou a suspensão de quaisquer pagamentos decorrentes de pensão temporária instituída em favor de menor cuja guarda fora confiada ao servidor falecido, seu avô. 2. Caracterização do periculum in mora, dada a necessidade de prevenir lesão ao Erário e garantir a eficácia de eventual decisão futura, diante de grave suspeita de vícios na sua concessão e, principalmente, quando a sua retirada não significa o desamparo de pretenso titular. 3. Plausibilidade da tese que exige a comprovação da dependência econômica para recebimento da pensão temporária prevista na letra b do inciso II do art. 217 da L. 8.112/90, tendo em vista que, no caso, à vista da capacidade econômica dos pais do beneficiário, apurada pela equipe de auditoria, não se pode inferir que a dependência econômica tenha sido a única causa para a concessão da guarda do requerente aos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF beneficia a Impetrante na forma como ela pretende ver reconhecida no mandado de segurança, diante da alteração da realidade normativa, traduzida na reestruturação do regime remuneratório subsequente ao decisório (eDOC 30). É o relatório. Decido. 1. No que tange à alegação da Impetrante quanto à quebra da proteção da confiança e à decadência administrativa , é preciso consignar que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de ser inaplicável o art. 54 da Lei 9.784/99, para os casos em que o Tribunal de Contas da União examina a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. A decadência administrativa não pode consumar-se porque, sendo a concessão de benefício um ato complexo, não se aperfeiçoa enquanto não houver apreciação pela Corte de Contas. Confira-se: ‘EMENTA: I. Mandado de Segurança. Tribunal de Contas da União. Pensão temporária (L. 8.112/90, art. 217, inciso II, alínea 'b'): suspensão liminar: presença dos seus pressupostos. 1. Ato do Tribunal de Contas da União que, liminarmente, determinou a suspensão de quaisquer pagamentos decorrentes de pensão temporária instituída em favor de menor cuja guarda fora confiada ao servidor falecido, seu avô. 2. Caracterização do periculum in mora, dada a necessidade de prevenir lesão ao Erário e garantir a eficácia de eventual decisão futura, diante de grave suspeita de vícios na sua concessão e, principalmente, quando a sua retirada não significa o desamparo de pretenso titular. 3. Plausibilidade da tese que exige a comprovação da dependência econômica para recebimento da pensão temporária prevista na letra b do inciso II do art. 217 da L. 8.112/90, tendo em vista que, no caso, à vista da capacidade econômica dos pais do beneficiário, apurada pela equipe de auditoria, não se pode inferir que a dependência econômica tenha sido a única causa para a concessão da guarda do requerente aos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF avós. II. mandado de segurança: alegação improcedente de prejuízo. Indiferente para a continuidade do processo a perda do benefício pelo impetrante por ter atingido a idade limite de vinte e um anos: dada a confirmação, em decisão de mérito, do entendimento do TCU manifestado na cautelar - objeto desta impetração - mantém-se o interesse do requerente no julgamento do mérito do mandado de segurança, já que, se concedida a ordem, estaria ele resguardado de devolver os valores recebidos desde a decisão impugnada. III. Contraditório, ampla defesa e devido processo legal: exigência afastada nos casos em que o Tribunal de Contas da União, no exercício do controle externo que lhe atribui a Constituição (art. 71, III), aprecia a legalidade da concessão de aposentadoria ou pensão, só após o que se aperfeiçoa o ato complexo, dotando-o de definitividade administrativa. IV. Tribunal de Contas da União: controle externo: não consumação de decadência administrativa, por não se aplicar o prazo previsto no art. 54 da L. 9.784/99, dado o não aperfeiçoamento do ato complexo de concessão.’ (MS 25.409, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJe de 18.05.2007) O entendimento foi também convolado em recente precedente da Primeira Turma: ‘O ato de concessão de aposentadoria é complexo, de modo que só se aperfeiçoa com o exame de sua legalidade e subsequente registro pelo Tribunal de Contas da União. Assim, enquanto não aperfeiçoado o ato concessivo de aposentadoria, com o respectivo registro perante a Corte de Contas da União, não há falar na fluência do prazo do art. 54 da 9.784/99, referente ao lapso de tempo de que dispõe a administração pública para promover a anulação de atos de que resultem efeitos favoráveis aos destinatários.’ (MS 27.628 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF avós. II. mandado de segurança: alegação improcedente de prejuízo. Indiferente para a continuidade do processo a perda do benefício pelo impetrante por ter atingido a idade limite de vinte e um anos: dada a confirmação, em decisão de mérito, do entendimento do TCU manifestado na cautelar - objeto desta impetração - mantém-se o interesse do requerente no julgamento do mérito do mandado de segurança, já que, se concedida a ordem, estaria ele resguardado de devolver os valores recebidos desde a decisão impugnada. III. Contraditório, ampla defesa e devido processo legal: exigência afastada nos casos em que o Tribunal de Contas da União, no exercício do controle externo que lhe atribui a Constituição (art. 71, III), aprecia a legalidade da concessão de aposentadoria ou pensão, só após o que se aperfeiçoa o ato complexo, dotando-o de definitividade administrativa. IV. Tribunal de Contas da União: controle externo: não consumação de decadência administrativa, por não se aplicar o prazo previsto no art. 54 da L. 9.784/99, dado o não aperfeiçoamento do ato complexo de concessão.’ (MS 25.409, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJe de 18.05.2007) O entendimento foi também convolado em recente precedente da Primeira Turma: ‘O ato de concessão de aposentadoria é complexo, de modo que só se aperfeiçoa com o exame de sua legalidade e subsequente registro pelo Tribunal de Contas da União. Assim, enquanto não aperfeiçoado o ato concessivo de aposentadoria, com o respectivo registro perante a Corte de Contas da União, não há falar na fluência do prazo do art. 54 da 9.784/99, referente ao lapso de tempo de que dispõe a administração pública para promover a anulação de atos de que resultem efeitos favoráveis aos destinatários.’ (MS 27.628 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF DJe de 06.11.2015) Assim, ainda que a aposentadoria tenha sido concedida pelo órgão competente da Universidade Federal de Mato Grosso em 12.03.1997 e que o Tribunal de Contas da União tenha feito a glosa em debate nestes autos apenas em 15.05.2012, não há falar-se em decadência do direito daquela Corte à prévia revisão do ato de concessão para posterior homologação ou negativa de registro. 2. Inobstante a inaplicabilidade do prazo decadencial do art. 54, da Lei 9.784/99 ao caso concreto, firmou-se na corte o entendimento no sentido de que ultrapassado prazo de cinco anos desde a data de entrada do processo administrativo junto à Corte de Contas, é indispensável dar ciência aos interessados sobre a existência do processo administrativo junto ao TCU , em observância ao princípio do contraditório e da confiança. Neste sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PENSÃO MILITAR. CONCESSÃO ADMINISTRATIVA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXAME. DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. BENEFICIÁRIOS. HABILITAÇÃO. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. DEMONSTRAÇÃO. ORDEM CONCEDIDA. 1. O procedimento administrativo complexo de verificação das condições de validade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão não se sujeita à regra prevista no art. 54 da Lei 9.784/99. Por outro lado, a abertura de contraditório e ampla defesa ao interessado é indispensável apenas se ultrapassado o prazo de cinco anos da entrada no Tribunal de Contas da União do respectivo processo administrativo encaminhado pelo órgão de origem para fins de registro. Precedentes. 2. Tendo ocorrido a habilitação na forma exigida pela Lei 3.765/1960, inclusive no que se refere à 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF DJe de 06.11.2015) Assim, ainda que a aposentadoria tenha sido concedida pelo órgão competente da Universidade Federal de Mato Grosso em 12.03.1997 e que o Tribunal de Contas da União tenha feito a glosa em debate nestes autos apenas em 15.05.2012, não há falar-se em decadência do direito daquela Corte à prévia revisão do ato de concessão para posterior homologação ou negativa de registro. 2. Inobstante a inaplicabilidade do prazo decadencial do art. 54, da Lei 9.784/99 ao caso concreto, firmou-se na corte o entendimento no sentido de que ultrapassado prazo de cinco anos desde a data de entrada do processo administrativo junto à Corte de Contas, é indispensável dar ciência aos interessados sobre a existência do processo administrativo junto ao TCU , em observância ao princípio do contraditório e da confiança. Neste sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PENSÃO MILITAR. CONCESSÃO ADMINISTRATIVA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXAME. DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. BENEFICIÁRIOS. HABILITAÇÃO. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. DEMONSTRAÇÃO. ORDEM CONCEDIDA. 1. O procedimento administrativo complexo de verificação das condições de validade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão não se sujeita à regra prevista no art. 54 da Lei 9.784/99. Por outro lado, a abertura de contraditório e ampla defesa ao interessado é indispensável apenas se ultrapassado o prazo de cinco anos da entrada no Tribunal de Contas da União do respectivo processo administrativo encaminhado pelo órgão de origem para fins de registro. Precedentes. 2. Tendo ocorrido a habilitação na forma exigida pela Lei 3.765/1960, inclusive no que se refere à 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF demonstração da dependência econômica, fazem jus os impetrantes à pensão militar reclamada. 3. Ordem concedida.’ (MS 31.472, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 12.11.2015) ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. APRECIAÇÃO DA LEGALIDADE DO ATO DE CONCESSÃO INICIAL DE APOSENTADORIA, REFORMA E PENSÃO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA APENAS SE PASSADOS MAIS DE CINCO ANOS. TERMO INICIAL. DATA EM QUE O PROCESSO ADMINISTRATIVO É RECEBIDO NA CORTE DE CONTAS. EMBARGOS ACOLHIDOS. I - O termo inicial do prazo para apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão conta-se a partir da data em que o processo administrativo é recebido na Corte de Contas. II Embargos acolhidos.’ (MS 26.053 Edsegundos, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 23.05.2011) No caso concreto, contudo, não decorreu o prazo de cinco anos reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal como ensejador da abertura de prazo para defesa do interessado , na medida em que consta dos autos que o processo administrativo de concessão da aposentadoria à Impetrante n 23108.000318/1997-6 chegou à Corte de Contas em 03.04.2009 (eDOC 20, p. 46) e o acórdão que reconheceu irregularidade na concessão foi proferido em 15.05.2012, de modo que não houve a ofensa ao contraditório e à ampla defesa. 3. Superada a questão preliminar, passo a analisar o mérito deste mandamus, cujo debate cinge-se à contrariedade à garantia constitucional da coisa julgada por acórdão do Tribunal de Contas da União, pelo qual foi negado registro de aposentadoria a servidora da Universidade Federal do Mato Grosso, determinando-se a imediata interrupção no pagamento do percentual de 28,86%. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF demonstração da dependência econômica, fazem jus os impetrantes à pensão militar reclamada. 3. Ordem concedida.’ (MS 31.472, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 12.11.2015) ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. APRECIAÇÃO DA LEGALIDADE DO ATO DE CONCESSÃO INICIAL DE APOSENTADORIA, REFORMA E PENSÃO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA APENAS SE PASSADOS MAIS DE CINCO ANOS. TERMO INICIAL. DATA EM QUE O PROCESSO ADMINISTRATIVO É RECEBIDO NA CORTE DE CONTAS. EMBARGOS ACOLHIDOS. I - O termo inicial do prazo para apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão conta-se a partir da data em que o processo administrativo é recebido na Corte de Contas. II Embargos acolhidos.’ (MS 26.053 Edsegundos, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 23.05.2011) No caso concreto, contudo, não decorreu o prazo de cinco anos reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal como ensejador da abertura de prazo para defesa do interessado , na medida em que consta dos autos que o processo administrativo de concessão da aposentadoria à Impetrante n 23108.000318/1997-6 chegou à Corte de Contas em 03.04.2009 (eDOC 20, p. 46) e o acórdão que reconheceu irregularidade na concessão foi proferido em 15.05.2012, de modo que não houve a ofensa ao contraditório e à ampla defesa. 3. Superada a questão preliminar, passo a analisar o mérito deste mandamus, cujo debate cinge-se à contrariedade à garantia constitucional da coisa julgada por acórdão do Tribunal de Contas da União, pelo qual foi negado registro de aposentadoria a servidora da Universidade Federal do Mato Grosso, determinando-se a imediata interrupção no pagamento do percentual de 28,86%. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento segundo o qual a força vinculativa da coisa julgada atua rebus sic stantibus, significando que a alteração do contexto fático implica a modificação dos fundamentos pelos quais o próprio direito se constituiu, razão pela qual não podem ser opostos, nesses casos, os princípios do ato jurídico perfeito e da proteção ao direito adquirido. Assim, a mudança do status quo existente quando da formação da coisa julgada tem aptidão de produzir a imediata e automática cessação da eficácia da decisão acobertada pela res judicata, prescindindo de novo pronunciamento judicial. Nesse sentido, o voto do Min. Dias Toffoli, proferido em sede do MS 22.682, consigna, de forma precisa, que: ‘a coisa julgada formada em favor do servidor público anteriormente à edição de lei de reestruturação da carreira não lhe garante o direito de continuar recebendo vantagens calculadas de acordo com a lei vigente ao tempo da prolação de decisão judicial.’ O tema foi debatido pelo Plenário desta Corte, na sessão de 24.09.2014, quando do julgamento do Recurso Extraordinário 596.663, afetado à sistemática da repercussão geral no Tema 494, a versar sobre os limites objetivos da coisa julgada em sede de execução , assentando a seguinte tese: A sentença que reconhece ao trabalhador ou a servidor o direito a determinado percentual de acréscimo remuneratório deixa de ter eficácia a partir da superveniente incorporação definitiva do referido percentual nos seus ganhos . Assentou-se, ainda, no mesmo julgamento, que a alteração do regime jurídico garante à Impetrante o direito à irredutibilidade dos proventos, mas não à manutenção no regime anterior. Nesse contexto, tratando-se de relação jurídica de trato sucessivo, se houver a demonstração de que houve modificação da estrutura remuneratória da carreira à qual pertence a 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento segundo o qual a força vinculativa da coisa julgada atua rebus sic stantibus, significando que a alteração do contexto fático implica a modificação dos fundamentos pelos quais o próprio direito se constituiu, razão pela qual não podem ser opostos, nesses casos, os princípios do ato jurídico perfeito e da proteção ao direito adquirido. Assim, a mudança do status quo existente quando da formação da coisa julgada tem aptidão de produzir a imediata e automática cessação da eficácia da decisão acobertada pela res judicata, prescindindo de novo pronunciamento judicial. Nesse sentido, o voto do Min. Dias Toffoli, proferido em sede do MS 22.682, consigna, de forma precisa, que: ‘a coisa julgada formada em favor do servidor público anteriormente à edição de lei de reestruturação da carreira não lhe garante o direito de continuar recebendo vantagens calculadas de acordo com a lei vigente ao tempo da prolação de decisão judicial.’ O tema foi debatido pelo Plenário desta Corte, na sessão de 24.09.2014, quando do julgamento do Recurso Extraordinário 596.663, afetado à sistemática da repercussão geral no Tema 494, a versar sobre os limites objetivos da coisa julgada em sede de execução , assentando a seguinte tese: A sentença que reconhece ao trabalhador ou a servidor o direito a determinado percentual de acréscimo remuneratório deixa de ter eficácia a partir da superveniente incorporação definitiva do referido percentual nos seus ganhos . Assentou-se, ainda, no mesmo julgamento, que a alteração do regime jurídico garante à Impetrante o direito à irredutibilidade dos proventos, mas não à manutenção no regime anterior. Nesse contexto, tratando-se de relação jurídica de trato sucessivo, se houver a demonstração de que houve modificação da estrutura remuneratória da carreira à qual pertence a 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF Impetrante, não é possível manter o pagamento de vantagem econômica sem qualquer limitação temporal. Nesse sentido, confira-se: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROVENTOS. APOSENTADORIA. REGISTRO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). NATUREZA DE ANTECIPAÇÃO SALARIAL. PREVISÃO LEGAL. DECISÃO JUDICIAL. ALCANCE. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 54 DA LEI n 9.784/99. INAPLICABILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE LCULO DA REMUNERAÇÃO. ALEGADA OFENSA AOS PCÁRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA E IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PLANOS ECONÔMICOS. REAJUSTES SALARIAIS. VANTAGEM SALARIAL RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REMUNERAÇÃO. ALCANCE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. O processo de registro de aposentadoria, desde que não tenha transcorrido período de tempo superior a cinco anos entre o início do processo no TCU e o indeferimento do registro, não impõe o contraditório nesse lapso de tempo, nos termos da Súmula Vinculante n 03 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF Impetrante, não é possível manter o pagamento de vantagem econômica sem qualquer limitação temporal. Nesse sentido, confira-se: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROVENTOS. APOSENTADORIA. REGISTRO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). NATUREZA DE ANTECIPAÇÃO SALARIAL. PREVISÃO LEGAL. DECISÃO JUDICIAL. ALCANCE. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 54 DA LEI n 9.784/99. INAPLICABILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE LCULO DA REMUNERAÇÃO. ALEGADA OFENSA AOS PCÁRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA E IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PLANOS ECONÔMICOS. REAJUSTES SALARIAIS. VANTAGEM SALARIAL RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REMUNERAÇÃO. ALCANCE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. O processo de registro de aposentadoria, desde que não tenha transcorrido período de tempo superior a cinco anos entre o início do processo no TCU e o indeferimento do registro, não impõe o contraditório nesse lapso de tempo, nos termos da Súmula Vinculante n 03 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 3. As URPs Unidade de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data-base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis: Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados "Gatilhos" e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão- somente até a data-base de cada categoria. 4. A alteração por lei do regramento anterior da composição da remuneração do agente público, assegura-se-lhes somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: Recurso Extraordinário 563.965/RN-RG, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Ministro Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004; Recurso Extraordinário 185255, Rel. Ministro Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 19.09.1997. 5. A boa-fé na percepção de parte imotivada de vencimentos, reconhecido no acórdão do TCU, conjura o dever de devolução. 6. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5..., XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 3. As URPs Unidade de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data-base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis: Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados "Gatilhos" e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão- somente até a data-base de cada categoria. 4. A alteração por lei do regramento anterior da composição da remuneração do agente público, assegura-se-lhes somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: Recurso Extraordinário 563.965/RN-RG, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Ministro Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004; Recurso Extraordinário 185255, Rel. Ministro Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 19.09.1997. 5. A boa-fé na percepção de parte imotivada de vencimentos, reconhecido no acórdão do TCU, conjura o dever de devolução. 6. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5..., XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF modificações no contexto fático-jurídico em que produzida - como as inúmeras leis que reestruturam as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 7. In casu, restou demonstrado nos autos a improcedência do pedido de continuidade do pagamento da URP, tendo em vista, sobretudo, os reajustes salariais advindos após à sua concessão, com destaque ao aumento salarial provocado pela reestruturação de carreira dos docentes em universidades federais - verbi gratia, Lei n 11.784/2008 -, que vieram a incorporar o valor que era pago em separado a título de antecipação salarial. 8. segurança denegada.’ (MS 31.642, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23.09.2014) No caso concreto , o Tribunal de Contas da União, por meio do Acórdão 2.756/2012, assentou que a parcela correspondente ao percentual de 28,86%, objeto da decisão proferida no processo 94.0002414-2, da 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Mato Grosso, transitada em julgado em 06.03.1996, foi ulteriormente absorvida por reestruturações remuneratórias na carreira da Impetrante, em especial a decorrente da Medida Provisória 1.704-1, de 30.07.1998 . A respeito desse índice específico, a Corte editou a Súmula Vinculante 51, do seguinte teor: ‘O reajuste de 28,86%, concedido aos servidores militares pelas Leis 8622/1993 e 8627/1993, estende-se aos servidores civis do poder executivo, observadas as eventuais compensações decorrentes dos reajustes diferenciados concedidos pelos mesmos diplomas legais.’ Como visto, o Tribunal de Contas da União expressamente anotou no Acórdão impugnado que o índice de 28,86% concedido à Impetrante pela decisão judicial foi compensado pela modificação do regime jurídico de vencimentos. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF modificações no contexto fático-jurídico em que produzida - como as inúmeras leis que reestruturam as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 7. In casu, restou demonstrado nos autos a improcedência do pedido de continuidade do pagamento da URP, tendo em vista, sobretudo, os reajustes salariais advindos após à sua concessão, com destaque ao aumento salarial provocado pela reestruturação de carreira dos docentes em universidades federais - verbi gratia, Lei n 11.784/2008 -, que vieram a incorporar o valor que era pago em separado a título de antecipação salarial. 8. segurança denegada.’ (MS 31.642, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23.09.2014) No caso concreto , o Tribunal de Contas da União, por meio do Acórdão 2.756/2012, assentou que a parcela correspondente ao percentual de 28,86%, objeto da decisão proferida no processo 94.0002414-2, da 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Mato Grosso, transitada em julgado em 06.03.1996, foi ulteriormente absorvida por reestruturações remuneratórias na carreira da Impetrante, em especial a decorrente da Medida Provisória 1.704-1, de 30.07.1998 . A respeito desse índice específico, a Corte editou a Súmula Vinculante 51, do seguinte teor: ‘O reajuste de 28,86%, concedido aos servidores militares pelas Leis 8622/1993 e 8627/1993, estende-se aos servidores civis do poder executivo, observadas as eventuais compensações decorrentes dos reajustes diferenciados concedidos pelos mesmos diplomas legais.’ Como visto, o Tribunal de Contas da União expressamente anotou no Acórdão impugnado que o índice de 28,86% concedido à Impetrante pela decisão judicial foi compensado pela modificação do regime jurídico de vencimentos. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF Assim, não se revela cabível regular a atuação do Tribunal de Contas da União, ao afastar a aplicação continuada de índices, quando demonstradas mudanças significativas na estrutura salarial do regime remuneratório a que se submete o servidor, pois estar-se-ia reconhecendo a existência de direito adquirido a regime de vencimentos, contrariando-se expressamente jurisprudência sedimentada deste Supremo Tribunal Federal. Assim, as alegações de ofensa aos princípios constitucionais acima tratados, porque refutadas, não ensejam a concessão da segurança. Anoto, por oportuno, que decisões liminares anteriormente concedidas em casos análogos vem sendo revogadas pelos demais componentes desta Corte, conforme se vê dos julgamentos proferidos nos seguintes mandados de segurança: MS 31.348 e 32.182, de relatoria da Min. Cármen Lúcia; MS 31.099 e 31.527, de relatoria da Min. Rosa Weber, este último assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA. PODERES DO RELATOR. CONCESSÃO DE APOSENTADORIA. ATO COMPLEXO. TERMO INICIAL DO PRAZO PREVISTO NO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. RELAÇÃO JURÍDICA CONTINUATIVA. MODIFICAÇÃO DO ESTADO DE FATO OU DE DIREITO. EXAURIMENTO DA EFICÁCIA DE SENTENÇA ACOBERTADA PELA COISA JULGADA. PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. 1. O art. 205 do Regimento Interno desta Suprema Corte, na redação conferida pela Emenda Regimental n 28/2009, expressamente autoriza o Relator a julgar monocraticamente o mandado de segurança quando a matéria em debate for objeto de jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. 2. O ato de 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF Assim, não se revela cabível regular a atuação do Tribunal de Contas da União, ao afastar a aplicação continuada de índices, quando demonstradas mudanças significativas na estrutura salarial do regime remuneratório a que se submete o servidor, pois estar-se-ia reconhecendo a existência de direito adquirido a regime de vencimentos, contrariando-se expressamente jurisprudência sedimentada deste Supremo Tribunal Federal. Assim, as alegações de ofensa aos princípios constitucionais acima tratados, porque refutadas, não ensejam a concessão da segurança. Anoto, por oportuno, que decisões liminares anteriormente concedidas em casos análogos vem sendo revogadas pelos demais componentes desta Corte, conforme se vê dos julgamentos proferidos nos seguintes mandados de segurança: MS 31.348 e 32.182, de relatoria da Min. Cármen Lúcia; MS 31.099 e 31.527, de relatoria da Min. Rosa Weber, este último assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA. PODERES DO RELATOR. CONCESSÃO DE APOSENTADORIA. ATO COMPLEXO. TERMO INICIAL DO PRAZO PREVISTO NO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. RELAÇÃO JURÍDICA CONTINUATIVA. MODIFICAÇÃO DO ESTADO DE FATO OU DE DIREITO. EXAURIMENTO DA EFICÁCIA DE SENTENÇA ACOBERTADA PELA COISA JULGADA. PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. 1. O art. 205 do Regimento Interno desta Suprema Corte, na redação conferida pela Emenda Regimental n 28/2009, expressamente autoriza o Relator a julgar monocraticamente o mandado de segurança quando a matéria em debate for objeto de jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. 2. O ato de 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF concessão de aposentadoria é complexo, de modo que só se aperfeiçoa com o exame de sua legalidade e subsequente registro pelo Tribunal de Contas da União. Assim, enquanto não aperfeiçoado o ato concessivo de aposentadoria, com o respectivo registro perante a Corte de Contas da União, não há falar na fluência do prazo do art. 54 da 9.784/99, referente ao lapso de tempo de que dispõe a administração pública para promover a anulação de atos de que resultem efeitos favoráveis aos destinatários. Precedentes: MS 25561, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 21.11.2014; MS 27296, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 18.6.2014; e MS 28576, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11.6.2014. 3. Ao julgamento do Recurso Extraordinário 596.663, esta Suprema Corte decidiu o tema n 494 da Repercussão Geral, assentando a seguinte tese: A sentença que reconhece ao trabalhador ou a servidor o direito a determinado percentual de acréscimo remuneratório deixa de ter eficácia a partir da superveniente incorporação definitiva do referido percentual nos seus ganhos. 4. No caso, o Tribunal de Contas da União registrou que a parcela atinente ao percentual de 28,86%, objeto de decisão judicial transitada em julgado em 06.3.1996, foi ulteriormente absorvida por reestruturações remuneratórias ocorridas na carreira das impetrantes. 5. Balizada na compreensão de que não há direito adquirido a regime jurídico, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, reafirmada ao julgamento, sob a sistemática da repercussão geral, do Recurso Extraordinário 563.965, reputa revestida de legitimidade constitucional a alteração na estrutura dos vencimentos de servidores públicos, desde que com eficácia ex nunc e sem redução nominal de estipêndios. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (Primeira Turma, DJe 23.04.2015) A orientação é seguida também pela Segunda Turma, 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF concessão de aposentadoria é complexo, de modo que só se aperfeiçoa com o exame de sua legalidade e subsequente registro pelo Tribunal de Contas da União. Assim, enquanto não aperfeiçoado o ato concessivo de aposentadoria, com o respectivo registro perante a Corte de Contas da União, não há falar na fluência do prazo do art. 54 da 9.784/99, referente ao lapso de tempo de que dispõe a administração pública para promover a anulação de atos de que resultem efeitos favoráveis aos destinatários. Precedentes: MS 25561, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 21.11.2014; MS 27296, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 18.6.2014; e MS 28576, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11.6.2014. 3. Ao julgamento do Recurso Extraordinário 596.663, esta Suprema Corte decidiu o tema n 494 da Repercussão Geral, assentando a seguinte tese: A sentença que reconhece ao trabalhador ou a servidor o direito a determinado percentual de acréscimo remuneratório deixa de ter eficácia a partir da superveniente incorporação definitiva do referido percentual nos seus ganhos. 4. No caso, o Tribunal de Contas da União registrou que a parcela atinente ao percentual de 28,86%, objeto de decisão judicial transitada em julgado em 06.3.1996, foi ulteriormente absorvida por reestruturações remuneratórias ocorridas na carreira das impetrantes. 5. Balizada na compreensão de que não há direito adquirido a regime jurídico, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, reafirmada ao julgamento, sob a sistemática da repercussão geral, do Recurso Extraordinário 563.965, reputa revestida de legitimidade constitucional a alteração na estrutura dos vencimentos de servidores públicos, desde que com eficácia ex nunc e sem redução nominal de estipêndios. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (Primeira Turma, DJe 23.04.2015) A orientação é seguida também pela Segunda Turma, 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF consoante julgado de 24.05.2016, no MS 32.536, de relatoria do Min. Teori Zavascki: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. APOSENTADORIA. EXAME. DIREITO À DIFERENÇA DE PERCENTUAL REMUNERATÓRIO DE 28,86%, INCLUSIVE PARA O FUTURO, RECONHECIDO POR SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. PERDA DA EFICÁCIA VINCULANTE DA DECISÃO JUDICIAL, EM RAZÃO DA SUPERVENIENTE ALTERAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS FÁTICOS E JURÍDICOS QUE LHE DERAM SUPORTE. SUBMISSÃO À CLÁUSULA REBUS SIC STANTIBUS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA À COISA JULGADA. ORIENTAÇÃO FIRMADA POR ESTA SEGUNDA TURMA NO JULGAMENTO DO MS 32.435- AGR (ACÓRDÃO DE MINHA RELATORIA, DJE DE 15/10/2015). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ 4. Por fim, na linha do que restou decidido no MS 25.430, descabe a devolução dos valores percebidos pela autora por força da decisão liminar proferida nesta ação. Conforme assentado pela Ministra Cármen Lúcia em seu primoroso voto, até recentemente prevaleceu neste Supremo Tribunal a oponibilidade da coisa julgada ao Tribunal de Contas da União pela ausência, nas sentenças, de limitação temporal quanto à incidência da parcela reconhecida, ou pela utilização de expressões como incorporação ou integração do percentual aos vencimentos dos demandantes, bem como seu pagamento com efeitos presentes e futuros . Assim, a liminar que agora reformo ao proferir o julgamento de mérito foi deferida pelo meu antecessor em um contexto de fundada dúvida sobre a higidez na atuação daquele órgão de controle externo da Administração Pública Federal . 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF consoante julgado de 24.05.2016, no MS 32.536, de relatoria do Min. Teori Zavascki: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. APOSENTADORIA. EXAME. DIREITO À DIFERENÇA DE PERCENTUAL REMUNERATÓRIO DE 28,86%, INCLUSIVE PARA O FUTURO, RECONHECIDO POR SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. PERDA DA EFICÁCIA VINCULANTE DA DECISÃO JUDICIAL, EM RAZÃO DA SUPERVENIENTE ALTERAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS FÁTICOS E JURÍDICOS QUE LHE DERAM SUPORTE. SUBMISSÃO À CLÁUSULA REBUS SIC STANTIBUS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA À COISA JULGADA. ORIENTAÇÃO FIRMADA POR ESTA SEGUNDA TURMA NO JULGAMENTO DO MS 32.435- AGR (ACÓRDÃO DE MINHA RELATORIA, DJE DE 15/10/2015). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ 4. Por fim, na linha do que restou decidido no MS 25.430, descabe a devolução dos valores percebidos pela autora por força da decisão liminar proferida nesta ação. Conforme assentado pela Ministra Cármen Lúcia em seu primoroso voto, até recentemente prevaleceu neste Supremo Tribunal a oponibilidade da coisa julgada ao Tribunal de Contas da União pela ausência, nas sentenças, de limitação temporal quanto à incidência da parcela reconhecida, ou pela utilização de expressões como incorporação ou integração do percentual aos vencimentos dos demandantes, bem como seu pagamento com efeitos presentes e futuros . Assim, a liminar que agora reformo ao proferir o julgamento de mérito foi deferida pelo meu antecessor em um contexto de fundada dúvida sobre a higidez na atuação daquele órgão de controle externo da Administração Pública Federal . 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF Assim, a orientação jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal sustentava a irresignação da Impetrante, causando-lhe uma expectativa justa de manutenção no pagamento da parcela discutida. A mudança de orientação da Corte denota a necessidade de ser respeitada essa expectativa, justificando-se o pagamento da rubrica até esta decisão. Neste sentido, confira-se o MS 27.965, de minha relatoria, julgado em 15.03.2016: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVOS REGIMENTAIS EM MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. APOSENTADORIA. EXAME. DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. DIREITO AO PAGAMENTO DA UNIDADE DE REFERÊNCIA E PADRÃO URP DE 26,05%, INCLUSIVE PARA O FUTURO, RECONHECIDO POR SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. PERDA DA EFICÁCIA VINCULANTE DA DECISÃO JUDICIAL, EM RAZÃO DA SUPERVENIENTE ALTERAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS FÁTICOS E JURÍDICOS QUE LHE DERAM SUPORTE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA À GARANTIA DA COISA JULGADA, DA SEGURANÇA JURÍDICA, DA BOA-FÉ E DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. DEVOLUÇÃO DAS VERBAS PERCEBIDAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o ato de concessão de aposentadoria é complexo, aperfeiçoando-se somente após a sua apreciação pelo Tribunal de Contas da União, sendo, desta forma, inaplicável o art. 54, da Lei n 9.784/1999, para os casos em que o TCU examina a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. Inexiste afronta ao princípio da separação de poderes quando o TCU não desconstitui decisão advinda do Poder Judiciário, mas apenas emite interpretação quanto à modificação das condições fáticas que justificaram a prolação da sentença, exercendo o seu poder-dever de fiscalizar a legalidade das concessões. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF Assim, a orientação jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal sustentava a irresignação da Impetrante, causando-lhe uma expectativa justa de manutenção no pagamento da parcela discutida. A mudança de orientação da Corte denota a necessidade de ser respeitada essa expectativa, justificando-se o pagamento da rubrica até esta decisão. Neste sentido, confira-se o MS 27.965, de minha relatoria, julgado em 15.03.2016: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVOS REGIMENTAIS EM MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. APOSENTADORIA. EXAME. DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. DIREITO AO PAGAMENTO DA UNIDADE DE REFERÊNCIA E PADRÃO URP DE 26,05%, INCLUSIVE PARA O FUTURO, RECONHECIDO POR SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. PERDA DA EFICÁCIA VINCULANTE DA DECISÃO JUDICIAL, EM RAZÃO DA SUPERVENIENTE ALTERAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS FÁTICOS E JURÍDICOS QUE LHE DERAM SUPORTE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA À GARANTIA DA COISA JULGADA, DA SEGURANÇA JURÍDICA, DA BOA-FÉ E DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. DEVOLUÇÃO DAS VERBAS PERCEBIDAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o ato de concessão de aposentadoria é complexo, aperfeiçoando-se somente após a sua apreciação pelo Tribunal de Contas da União, sendo, desta forma, inaplicável o art. 54, da Lei n 9.784/1999, para os casos em que o TCU examina a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. Inexiste afronta ao princípio da separação de poderes quando o TCU não desconstitui decisão advinda do Poder Judiciário, mas apenas emite interpretação quanto à modificação das condições fáticas que justificaram a prolação da sentença, exercendo o seu poder-dever de fiscalizar a legalidade das concessões. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF 3. A eficácia temporal da sentença, cuidando-se de relação jurídica de trato continuado, circunscreve-se aos pressupostos fáticos e jurídicos que lhe serviram de fundamento, não se verificando ofensa ao princípio da coisa julgada quando o TCU verifica mudanças no conjunto fático que deu suporte à decisão. 4. Não se constata ofensa aos princípios da segurança jurídica e da boa-fé quando a alteração do contexto fático implica alteração dos fundamentos pelos quais o próprio direito se constituiu. 5. Esta Corte decidiu, quando do julgamento do MS 25.430, que as verbas recebidas a título de URP, que havia sido incorporado à remuneração dos servidores e teve sua ilegalidade declarada pelo Tribunal de Contas da União, até o momento do julgamento, não terão que ser devolvidas, em função dos princípios da boa-fé e da segurança jurídica, tendo em conta expressiva mudança de jurisprudência relativamente à eventual ofensa à coisa julgada de parcela vencimental incorporada à remuneração por força de decisão judicial. 6. Agravos regimentais a que se nega provimento.’ 5. Por derradeiro, assento a competência do Relator da causa para, monocraticamente, denegar ou conceder mandado de segurança, quando a matéria versada na impetração constitua objeto de jurisprudência consolidada na Suprema Corte (artigo 205 do RISTF), o que sói ocorrer no caso em apreciação. 6. Ante o exposto, com fulcro nos precedentes colacionados aos autos, concedo parcialmente a segurança, apenas para afastar a devolução dos valores percebidos pela Impetrante até a data desta decisão, ficando prejudicado o agravo regimental interposto pela União”. Sustenta-se a impossibilidade de decisão monocrática acerca da devolução dos valores percebidos pela autora, uma vez que o entendimento não se fundamentou em jurisprudência consolidada da Corte, mas em acórdão que ainda não transitou em julgado. Neste 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF 3. A eficácia temporal da sentença, cuidando-se de relação jurídica de trato continuado, circunscreve-se aos pressupostos fáticos e jurídicos que lhe serviram de fundamento, não se verificando ofensa ao princípio da coisa julgada quando o TCU verifica mudanças no conjunto fático que deu suporte à decisão. 4. Não se constata ofensa aos princípios da segurança jurídica e da boa-fé quando a alteração do contexto fático implica alteração dos fundamentos pelos quais o próprio direito se constituiu. 5. Esta Corte decidiu, quando do julgamento do MS 25.430, que as verbas recebidas a título de URP, que havia sido incorporado à remuneração dos servidores e teve sua ilegalidade declarada pelo Tribunal de Contas da União, até o momento do julgamento, não terão que ser devolvidas, em função dos princípios da boa-fé e da segurança jurídica, tendo em conta expressiva mudança de jurisprudência relativamente à eventual ofensa à coisa julgada de parcela vencimental incorporada à remuneração por força de decisão judicial. 6. Agravos regimentais a que se nega provimento.’ 5. Por derradeiro, assento a competência do Relator da causa para, monocraticamente, denegar ou conceder mandado de segurança, quando a matéria versada na impetração constitua objeto de jurisprudência consolidada na Suprema Corte (artigo 205 do RISTF), o que sói ocorrer no caso em apreciação. 6. Ante o exposto, com fulcro nos precedentes colacionados aos autos, concedo parcialmente a segurança, apenas para afastar a devolução dos valores percebidos pela Impetrante até a data desta decisão, ficando prejudicado o agravo regimental interposto pela União”. Sustenta-se a impossibilidade de decisão monocrática acerca da devolução dos valores percebidos pela autora, uma vez que o entendimento não se fundamentou em jurisprudência consolidada da Corte, mas em acórdão que ainda não transitou em julgado. Neste 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21 Relatório MS 31543 AGR / DF contexto, ressalta-se a inexistência de consenso quanto à matéria. Alega-se a inaplicabilidade do decidido no MS 25.430 ao caso dos autos e que “em se tratando de percepção de verbas pecuniárias de forma precária, a revogação da medida liminar que a assegurava obriga sua restituição ao erário” (eDOC 47, fl. 4). Aponta-se a ausência de boa-fé do servidor a partir da decisão do Tribunal de Contas da União que suspendeu os pagamentos das parcelas em análise. Aduz-se, ainda, que o caráter alimentar dos vencimentos ou proventos não obsta a restituição dos valores recebidos indevidamente, tendo em vista que, para tanto, o ordenamento jurídico disciplinou o limite dos descontos decorrentes de reposições ou indenizações ao erário. É o relatório. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Supremo Tribunal Federal MS 31543 AGR / DF contexto, ressalta-se a inexistência de consenso quanto à matéria. Alega-se a inaplicabilidade do decidido no MS 25.430 ao caso dos autos e que “em se tratando de percepção de verbas pecuniárias de forma precária, a revogação da medida liminar que a assegurava obriga sua restituição ao erário” (eDOC 47, fl. 4). Aponta-se a ausência de boa-fé do servidor a partir da decisão do Tribunal de Contas da União que suspendeu os pagamentos das parcelas em análise. Aduz-se, ainda, que o caráter alimentar dos vencimentos ou proventos não obsta a restituição dos valores recebidos indevidamente, tendo em vista que, para tanto, o ordenamento jurídico disciplinou o limite dos descontos decorrentes de reposições ou indenizações ao erário. É o relatório. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Com efeito, conforme salientado na decisão atacada, restou decidido, quando do julgamento do MS 25.430, por 10 votos a 1, que as verbas recebidas até o momento do julgamento não terão que ser devolvidas, em função dos princípios da boa-fé e da segurança jurídica, tendo em conta expressiva mudança de jurisprudência relativamente à eventual ofensa à coisa julgada de parcela vencimental incorporada à remuneração por força de decisão judicial. Neste sentido os seguintes precedentes: MS 27.965 AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 11.04.2016 e 26.443 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 05.04.2016. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889429. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Com efeito, conforme salientado na decisão atacada, restou decidido, quando do julgamento do MS 25.430, por 10 votos a 1, que as verbas recebidas até o momento do julgamento não terão que ser devolvidas, em função dos princípios da boa-fé e da segurança jurídica, tendo em conta expressiva mudança de jurisprudência relativamente à eventual ofensa à coisa julgada de parcela vencimental incorporada à remuneração por força de decisão judicial. Neste sentido os seguintes precedentes: MS 27.965 AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 11.04.2016 e 26.443 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 05.04.2016. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21 Tipo Texto 524 AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) :RODRIGO DA SILVA CASTRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Provejo o agravo para que o mandado de segurança tenha regular sequência. Surge a problemática alusiva à devolução de verbas recebidas em virtude de medida liminar tornada insubsistente. Aquele que recebe os valores sabe que o faz em caráter precário e efêmero, porquanto fica a ordem judicial submetida a condição resolutiva, ou seja, vir-se posteriormente a concluir pela inexistência do direito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11847019. Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) :RODRIGO DA SILVA CASTRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Provejo o agravo para que o mandado de segurança tenha regular sequência. Surge a problemática alusiva à devolução de verbas recebidas em virtude de medida liminar tornada insubsistente. Aquele que recebe os valores sabe que o faz em caráter precário e efêmero, porquanto fica a ordem judicial submetida a condição resolutiva, ou seja, vir-se posteriormente a concluir pela inexistência do direito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11847019. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) : RODRIGO DA SILVA CASTRO (0022829/DF) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944503 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.543 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO ADV.(A/S) : RODRIGO DA SILVA CASTRO (0022829/DF) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944503 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 25 . 430", "MS 31543 AGR / DF", "MS 31543 AGR / DF", "Acórdão 2 . 756 / 2012 , do", "Acórdão 2 . 756 / 2012", "MS 31543 AGR / DF", "Acórdão 2 . 756 / 2012", "Processo 852 . 933 / 1997 - 5", "Petição 46 . 720 / 2012", "MS 31543 AGR / DF", "Acórdão 2 . 756 / 2012", "Processo 852 . 933 / 1997 - 5", "Petição 46 . 720 / 2012", "MS 31543 AGR / DF", "MS 31543 AGR /", "MS 31543 AGR / DF", "MS 25 . 409", "MS 27 . 628 AgR", "MS 31543 AGR / DF", "MS 25 . 409", "MS 27 . 628 AgR", "MS 31543", "MS 31543 AGR / DF", "MS 31543 AGR / DF", "MS 31 . 472", "MS 26 . 053 Edsegundos", "MS 31543", "MS 31 . 472", "MS 26 . 053 Edsegundos", "MS 31543 AGR / DF", "MS 22 . 682", "Recurso Extraordinário 596 . 663", "MS 31543 AGR / DF", "MS 22 . 682", "Recurso Extraordinário 596 . 663", "MS 31543 AGR / DF", "Súmula Vinculante n 03 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 03 do Supremo Tribunal Federal", "MS 31543 AGR / DF", "MS 30916", "MS 25525", "MS 25697", "Recurso Extraordinário 563 . 965 / RN - RG", "MS 24 . 784", "Recurso Extraordinário 185255", "MS 31543 AGR / DF", "MS 30916", "MS 25525", "MS 25697", "Recurso Extraordinário 563 . 965 / RN - RG", "MS 24 . 784", "Recurso Extraordinário 185255", "MS 31543 AGR / DF", "MS 31 . 642", "Acórdão 2 . 756 / 2012", "Súmula Vinculante 51", "MS 31543 AGR / DF", "MS 31 . 642", "Acórdão 2 . 756 / 2012", "Súmula Vinculante 51", "MS 31543 AGR / DF", "MS 31 . 348", "32", ".", "182", "MS 31 . 099", "31", ".", "527", "MS 31543", "MS 31 . 348", "32", ".", "182", "MS 31 . 099", "31", ".", "527", "MS 31543 AGR / DF", "MS 25561", "MS 27296", "MS 28576", "Recurso Extraordinário 596 . 663", "Recurso Extraordinário 563 . 965", "MS 31543", "MS 25561", "MS 27296", "MS 28576", "Recurso Extraordinário 596 . 663", "Recurso Extraordinário 563 . 965", "MS 31543 AGR / DF", "MS 32 . 536", "MS 32 . 435 - AGR", "MS 25 . 430", "MS 31543 AGR / DF", "MS 32 . 536", "MS 32 . 435 - AGR", "MS 25 . 430", "MS 31543", "MS 27 . 965", "MS 31543 AGR / DF", "MS 27 . 965", "MS 31543 AGR / DF", "MS 25 . 430", "MS 31543 AGR / DF", "MS 25 . 430", "MS 31543 AGR / DF", "MS 25 . 430", "MS 31543 AGR / DF", "MS 25 . 430", "MS 25 . 430", "MS 27 . 965 AgR", "MS 25 . 430", "MS 27 . 965 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 , da Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 , da Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "L", ". 8 . 112 / 90 , art . 217 , inciso", "letra b do inciso II do art . 217 da L . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "L", ". 8 . 112 / 90 , art . 217 , inciso", "letra b do inciso II do art . 217 da L . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 54 da L . 9 . 784 / 99", "art . 54 da 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição ( art . 71 , III", "art . 54 da L . 9 . 784 / 99", "art . 54 da 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 , da Lei 9 . 784 / 99", "art . 54 da Lei 9 . 784 /", "Lei 3 . 765 / 1960", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 , da Lei 9 . 784 / 99", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "Lei 3 . 765 / 1960", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 54 DA LEI n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 54 DA LEI n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "CRFB", "/", "88 , art . 71 , III", "CRFB", "/", "88 , art . 5 . . . , XXXVI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "CRFB", "/", "88 , art . 71 , III", "CRFB", "/", "88 , art . 5 . . . , XXXVI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 784 / 2008", "Leis 8622 / 1993", "8627", "/", "1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 784 / 2008", "Medida Provisória 1 . 704 - 1", "Leis 8622 / 1993", "8627", "/", "1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 54 DA LEI 9 . 784 / 1999", "art", "Emenda Regimental n 28 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 54 DA LEI 9 . 784 / 1999", "Emenda Regimental n 28 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 , da Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 , da Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 205 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 205 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "Universidade Federal de Mato Grosso", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "Universidade Federal de Mato Grosso", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UFMT", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ".", "Câmara do Tribunal de Contas da União", "TCU", "União", "TCU", "Tribunal de Contas da União", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UFMT", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Câmara do Tribunal de Contas da União", "TCU", "União", "TCU", "Tribunal de Contas da União", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TCU", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Primeira Turma", "Tribunal de Contas da União", "Corte de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Primeira Turma", "Tribunal de Contas da União", "Corte de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Universidade Federal de Mato Grosso", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Universidade Federal de Mato Grosso", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Corte", "Tribunal de Contas da União", "Universidade Federal do Mato Grosso", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Corte", "Tribunal de Contas da União", "Universidade Federal do Mato Grosso", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Corte", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TCU", "TCU", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "TCU", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Contas da União", "Corte de Contas", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Primeira Turma", "Tribunal de Contas da União", "3", ".", ".", ".", "Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Mato Grosso", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Primeira Turma", "Tribunal de Contas da União", "3", ".", ".", ". Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Mato Grosso", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Contas da União", "Corte de Contas da União", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Corte de Contas da União", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Suprema Corte", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL DE CONTAS", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TCU", "Tribunal de Contas da União", "Suprema Corte", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Tribunal de Contas da União", "Suprema Corte", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO", "RODRIGO DA SILVA CASTRO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO", "RODRIGO DA SILVA CASTRO", "EDSON FACHIN", "Cinira Melhorança Albertão", "EDSON FACHIN", "RODRIGO DA SILVA CASTRO", "EDSON FACHIN", "Cinira Melhorança Albertão", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "ROSA WEBER", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Carlos Velloso", "Sydney Sanches", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Carlos Velloso", "Sydney Sanches", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO", "RODRIGO DA SILVA CASTRO", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO", "RODRIGO DA SILVA CASTRO", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "CINIRA MELHORANÇA ALBERTÃO", "RODRIGO DA SILVA CASTRO", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "CINIRA", "RODRIGO DA SILVA CASTRO", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "06", ".", "09", ".", "2016", "06", ".", "03", ".", "1996", "fevereiro a dezembro de 2008", "1997", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "06", ".", "09", ".", "2016", "06", ".", "03", ".", "1996", "fevereiro a dezembro de 2008", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "05", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "05", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "11", ".", "2015", "12", ".", "03", ".", "1997", "15", ".", "05", ".", "2012", "99", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "11", ".", "2015", "12", ".", "03", ".", "1997", "15", ".", "05", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "11", ".", "2015", "23", ".", "05", ".", "2011", "03", ".", "04", ".", "2009", "15", ".", "05", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "11", ".", "2015", "23", ".", "05", ".", "2011", "03", ".", "04", ".", "2009", "15", ".", "05", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "09", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "09", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "FEVEREIRO DE 1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "FEVEREIRO DE 1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "06", ".", "2012", "19", ".", "03", ".", "2010", "12", ".", "03", ".", "2010", "20", ".", "03", ".", "2009", "25", ".", "06", ".", "2004", "19", ".", "09", ".", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "06", ".", "2012", "19", ".", "03", ".", "2010", "12", ".", "03", ".", "2010", "20", ".", "03", ".", "2009", "25", ".", "06", ".", "2004", "19", ".", "09", ".", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "09", ".", "2014", "06", ".", "03", ".", "1996", "30", ".", "07", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "09", ".", "2014", "06", ".", "03", ".", "1996", "30", ".", "07", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "11", ".", "2014", "18", ".", "6", ".", "2014", "11", ".", "6", ".", "2014", "06", ".", "3", ".", "1996", "23", ".", "04", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "11", ".", "2014", "18", ".", "6", ".", "2014", "11", ".", "6", ".", "2014", "06", ".", "3", ".", "1996", "23", ".", "04", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "05", ".", "2016", "15", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "05", ".", "2016", "15", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "11", ".", "04", ".", "2016", "05", ".", "04", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "11", ".", "04", ".", "2016", "05", ".", "04", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13 .", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PRESCRIÇÃO. INDENIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689693. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguinte fundamentos (fls. 464): “Trata-se de processo em que são discutidos a incidência de prescrição em processo administrativo disciplinar e o pagamento de indenização por danos morais. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para dissentir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem, são imprescindíveis o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, o que é inviável neste momento processual. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante reitera as alegações expedidas no recurso extraordinário interposto com base no art. 120, III, a, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689694. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguinte fundamentos (fls. 464): “Trata-se de processo em que são discutidos a incidência de prescrição em processo administrativo disciplinar e o pagamento de indenização por danos morais. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para dissentir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem, são imprescindíveis o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, o que é inviável neste momento processual. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante reitera as alegações expedidas no recurso extraordinário interposto com base no art. 120, III, a, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 698614 AGR / RJ Constituição. Sustenta que a solução da controvérsia prescinde da análise de provas e da legislação infraconstitucional aplicada ao caso. Aduz que “o dano moral, como regra, não é passível de comprovação, ou seja, decorre do próprio evento danoso – in re ipsa. Entretanto, no caso dos autos, a humilhação sofrida pelos agravantes perante seus pares, familiares, vergonha, sofrimento psíquico, desestabilização emocional, tudo ocasionado pelas punições arbitrárias, indica o dano gerado” (fls. 475). 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689694. Supremo Tribunal Federal ARE 698614 AGR / RJ Constituição. Sustenta que a solução da controvérsia prescinde da análise de provas e da legislação infraconstitucional aplicada ao caso. Aduz que “o dano moral, como regra, não é passível de comprovação, ou seja, decorre do próprio evento danoso – in re ipsa. Entretanto, no caso dos autos, a humilhação sofrida pelos agravantes perante seus pares, familiares, vergonha, sofrimento psíquico, desestabilização emocional, tudo ocasionado pelas punições arbitrárias, indica o dano gerado” (fls. 475). 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) 1. O agravo regimental não pode ser provido. Na hipótese, o acórdão do Tribunal de origem indeferiu o pedido de indenização por danos morais, em razão da inexistência de qualquer ilegalidade no processamento e julgamento do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Veja-se o seguinte trecho conclusivo do voto condutor do acórdão (fls. 379/377): “Tratando-se de aplicação de penalidade disciplinar e o prazo destinado a Administração Pública Municipal iniciar o processo administrativo disciplinar, apurar os fatos em tela e efetivamente, se for o caso, penalizar o servidor público, diz o art. 184 da Lei nº 94/79: […] No caso concreto, realmente não há que se falar em prescrição do direito de punir do Município do Rio de Janeiro, considerando que as condutas praticadas pelos servidores/autores e que ensejaram a apuração disciplinar administrativa ocorreram nas datas de 07/02/2000 e 07/8/2000 e a Urbe instaurou o Processo Administrativo Disciplinar (PAD 05/504.386/2001) em 2001. De toda forma, o poder público apenas aplicou as penalidades disciplinares por meio de ato do Secretário Municipal de Administração datado de 01/12/2008, evidenciando que, embora tenha diligenciado a apuração das faltas funcionais, não observou o lapso temporal de dois anos a partir da cessação da causa interruptiva (180 dias contados de 07/06/01 – data da abertura do PAD). Assim, não obstante a apuração dos fatos tenha se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689695. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) 1. O agravo regimental não pode ser provido. Na hipótese, o acórdão do Tribunal de origem indeferiu o pedido de indenização por danos morais, em razão da inexistência de qualquer ilegalidade no processamento e julgamento do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Veja-se o seguinte trecho conclusivo do voto condutor do acórdão (fls. 379/377): “Tratando-se de aplicação de penalidade disciplinar e o prazo destinado a Administração Pública Municipal iniciar o processo administrativo disciplinar, apurar os fatos em tela e efetivamente, se for o caso, penalizar o servidor público, diz o art. 184 da Lei nº 94/79: […] No caso concreto, realmente não há que se falar em prescrição do direito de punir do Município do Rio de Janeiro, considerando que as condutas praticadas pelos servidores/autores e que ensejaram a apuração disciplinar administrativa ocorreram nas datas de 07/02/2000 e 07/8/2000 e a Urbe instaurou o Processo Administrativo Disciplinar (PAD 05/504.386/2001) em 2001. De toda forma, o poder público apenas aplicou as penalidades disciplinares por meio de ato do Secretário Municipal de Administração datado de 01/12/2008, evidenciando que, embora tenha diligenciado a apuração das faltas funcionais, não observou o lapso temporal de dois anos a partir da cessação da causa interruptiva (180 dias contados de 07/06/01 – data da abertura do PAD). Assim, não obstante a apuração dos fatos tenha se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 698614 AGR / RJ processado de forma escorreita, pela Administração Pública Municipal desde os idos de junho de 2001 não tendo o poder público se quedado inerte, este deixou escoar no curso do PAD o lapso temporal dentro do qual poderia aplicar as sanções disciplinares aos servidores em tela, restando prescrita a pretensão punitiva estatal. No que diz respeito ao pedido de condenação da Urbe no pagamento de verba indenizatória a título de danos morais, no entanto, este não merece acolhida, considerando que não há como apontar qualquer ilegalidade no processamento e julgamento do PAD, não ficou evidenciada qualquer afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Sobre a ausência de dano moral extrapatrimonial indenizável na hipótese, ajustadamente decidiu a juízo de primeiro grau, ao entender que: ‘[...] Verificada a legalidade do processo disciplinar, cuja motivação foi a prática de ilícito administrativo funcional, assim definido pelo próprio Estatuto dos Servidores, não pode prosperar a pretensão anulatória do pedido indenizatório, na medida em que o ato lícito decorrente do poder disciplinar não enseja a reparação.’ 2. Desse modo, para divergir de tal entendimento seria necessário nova apreciação dos fatos e material probatório constantes dos autos, assim como o reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, circunstâncias que impedem o processamento do recurso extraordinário (Súmula 279/STF). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689695. Supremo Tribunal Federal ARE 698614 AGR / RJ processado de forma escorreita, pela Administração Pública Municipal desde os idos de junho de 2001 não tendo o poder público se quedado inerte, este deixou escoar no curso do PAD o lapso temporal dentro do qual poderia aplicar as sanções disciplinares aos servidores em tela, restando prescrita a pretensão punitiva estatal. No que diz respeito ao pedido de condenação da Urbe no pagamento de verba indenizatória a título de danos morais, no entanto, este não merece acolhida, considerando que não há como apontar qualquer ilegalidade no processamento e julgamento do PAD, não ficou evidenciada qualquer afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Sobre a ausência de dano moral extrapatrimonial indenizável na hipótese, ajustadamente decidiu a juízo de primeiro grau, ao entender que: ‘[...] Verificada a legalidade do processo disciplinar, cuja motivação foi a prática de ilícito administrativo funcional, assim definido pelo próprio Estatuto dos Servidores, não pode prosperar a pretensão anulatória do pedido indenizatório, na medida em que o ato lícito decorrente do poder disciplinar não enseja a reparação.’ 2. Desse modo, para divergir de tal entendimento seria necessário nova apreciação dos fatos e material probatório constantes dos autos, assim como o reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, circunstâncias que impedem o processamento do recurso extraordinário (Súmula 279/STF). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695242 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695242 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7708982
2014-12-16T00:00:00
2015-02-10T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PRESCRIÇÃO. INDENIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur291677
Número de páginas: 6. Análise: 23/02/2015, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
698614
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 698614 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PRESCRIÇÃO. INDENIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689693. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguinte fundamentos (fls. 464): “Trata-se de processo em que são discutidos a incidência de prescrição em processo administrativo disciplinar e o pagamento de indenização por danos morais. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para dissentir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem, são imprescindíveis o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, o que é inviável neste momento processual. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante reitera as alegações expedidas no recurso extraordinário interposto com base no art. 120, III, a, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689694. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguinte fundamentos (fls. 464): “Trata-se de processo em que são discutidos a incidência de prescrição em processo administrativo disciplinar e o pagamento de indenização por danos morais. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, para dissentir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem, são imprescindíveis o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, o que é inviável neste momento processual. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante reitera as alegações expedidas no recurso extraordinário interposto com base no art. 120, III, a, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 698614 AGR / RJ Constituição. Sustenta que a solução da controvérsia prescinde da análise de provas e da legislação infraconstitucional aplicada ao caso. Aduz que “o dano moral, como regra, não é passível de comprovação, ou seja, decorre do próprio evento danoso – in re ipsa. Entretanto, no caso dos autos, a humilhação sofrida pelos agravantes perante seus pares, familiares, vergonha, sofrimento psíquico, desestabilização emocional, tudo ocasionado pelas punições arbitrárias, indica o dano gerado” (fls. 475). 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689694. Supremo Tribunal Federal ARE 698614 AGR / RJ Constituição. Sustenta que a solução da controvérsia prescinde da análise de provas e da legislação infraconstitucional aplicada ao caso. Aduz que “o dano moral, como regra, não é passível de comprovação, ou seja, decorre do próprio evento danoso – in re ipsa. Entretanto, no caso dos autos, a humilhação sofrida pelos agravantes perante seus pares, familiares, vergonha, sofrimento psíquico, desestabilização emocional, tudo ocasionado pelas punições arbitrárias, indica o dano gerado” (fls. 475). 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) 1. O agravo regimental não pode ser provido. Na hipótese, o acórdão do Tribunal de origem indeferiu o pedido de indenização por danos morais, em razão da inexistência de qualquer ilegalidade no processamento e julgamento do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Veja-se o seguinte trecho conclusivo do voto condutor do acórdão (fls. 379/377): “Tratando-se de aplicação de penalidade disciplinar e o prazo destinado a Administração Pública Municipal iniciar o processo administrativo disciplinar, apurar os fatos em tela e efetivamente, se for o caso, penalizar o servidor público, diz o art. 184 da Lei n 94/79: […] No caso concreto, realmente não há que se falar em prescrição do direito de punir do Município do Rio de Janeiro, considerando que as condutas praticadas pelos servidores/autores e que ensejaram a apuração disciplinar administrativa ocorreram nas datas de 07/02/2000 e 07/8/2000 e a Urbe instaurou o Processo Administrativo Disciplinar (PAD 05/504.386/2001) em 2001. De toda forma, o poder público apenas aplicou as penalidades disciplinares por meio de ato do Secretário Municipal de Administração datado de 01/12/2008, evidenciando que, embora tenha diligenciado a apuração das faltas funcionais, não observou o lapso temporal de dois anos a partir da cessação da causa interruptiva (180 dias contados de 07/06/01 – data da abertura do PAD). Assim, não obstante a apuração dos fatos tenha se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689695. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) 1. O agravo regimental não pode ser provido. Na hipótese, o acórdão do Tribunal de origem indeferiu o pedido de indenização por danos morais, em razão da inexistência de qualquer ilegalidade no processamento e julgamento do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Veja-se o seguinte trecho conclusivo do voto condutor do acórdão (fls. 379/377): “Tratando-se de aplicação de penalidade disciplinar e o prazo destinado a Administração Pública Municipal iniciar o processo administrativo disciplinar, apurar os fatos em tela e efetivamente, se for o caso, penalizar o servidor público, diz o art. 184 da Lei n 94/79: […] No caso concreto, realmente não há que se falar em prescrição do direito de punir do Município do Rio de Janeiro, considerando que as condutas praticadas pelos servidores/autores e que ensejaram a apuração disciplinar administrativa ocorreram nas datas de 07/02/2000 e 07/8/2000 e a Urbe instaurou o Processo Administrativo Disciplinar (PAD 05/504.386/2001) em 2001. De toda forma, o poder público apenas aplicou as penalidades disciplinares por meio de ato do Secretário Municipal de Administração datado de 01/12/2008, evidenciando que, embora tenha diligenciado a apuração das faltas funcionais, não observou o lapso temporal de dois anos a partir da cessação da causa interruptiva (180 dias contados de 07/06/01 – data da abertura do PAD). Assim, não obstante a apuração dos fatos tenha se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 698614 AGR / RJ processado de forma escorreita, pela Administração Pública Municipal desde os idos de junho de 2001 não tendo o poder público se quedado inerte, este deixou escoar no curso do PAD o lapso temporal dentro do qual poderia aplicar as sanções disciplinares aos servidores em tela, restando prescrita a pretensão punitiva estatal. No que diz respeito ao pedido de condenação da Urbe no pagamento de verba indenizatória a título de danos morais, no entanto, este não merece acolhida, considerando que não há como apontar qualquer ilegalidade no processamento e julgamento do PAD, não ficou evidenciada qualquer afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Sobre a ausência de dano moral extrapatrimonial indenizável na hipótese, ajustadamente decidiu a juízo de primeiro grau, ao entender que: ‘[...] Verificada a legalidade do processo disciplinar, cuja motivação foi a prática de ilícito administrativo funcional, assim definido pelo próprio Estatuto dos Servidores, não pode prosperar a pretensão anulatória do pedido indenizatório, na medida em que o ato lícito decorrente do poder disciplinar não enseja a reparação.’ 2. Desse modo, para divergir de tal entendimento seria necessário nova apreciação dos fatos e material probatório constantes dos autos, assim como o reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, circunstâncias que impedem o processamento do recurso extraordinário (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689695. Supremo Tribunal Federal ARE 698614 AGR / RJ processado de forma escorreita, pela Administração Pública Municipal desde os idos de junho de 2001 não tendo o poder público se quedado inerte, este deixou escoar no curso do PAD o lapso temporal dentro do qual poderia aplicar as sanções disciplinares aos servidores em tela, restando prescrita a pretensão punitiva estatal. No que diz respeito ao pedido de condenação da Urbe no pagamento de verba indenizatória a título de danos morais, no entanto, este não merece acolhida, considerando que não há como apontar qualquer ilegalidade no processamento e julgamento do PAD, não ficou evidenciada qualquer afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Sobre a ausência de dano moral extrapatrimonial indenizável na hipótese, ajustadamente decidiu a juízo de primeiro grau, ao entender que: ‘[...] Verificada a legalidade do processo disciplinar, cuja motivação foi a prática de ilícito administrativo funcional, assim definido pelo próprio Estatuto dos Servidores, não pode prosperar a pretensão anulatória do pedido indenizatório, na medida em que o ato lícito decorrente do poder disciplinar não enseja a reparação.’ 2. Desse modo, para divergir de tal entendimento seria necessário nova apreciação dos fatos e material probatório constantes dos autos, assim como o reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, circunstâncias que impedem o processamento do recurso extraordinário (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695242 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.614 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695242 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698 . 614", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 698614 AGR / RJ", "ARE 698614 AGR / RJ", "PAD 05 / 504 . 386 / 2001", "PAD 05 / 504 . 386 / 2001", "ARE 698614 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 698614 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 120 , III , a , da Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 120 , III , a , da Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 184 da Lei n 94 / 79", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 184 da Lei n 94 / 79", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "Município do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "Município do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Urbe", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Urbe", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Urbe", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Urbe", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE", "NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CLAUDINA PETTERSEN GODINHO", "NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CLAUDINA PETTERSEN GODINHO", "NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CLAUDINA PETTERSEN GODINHO", "NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "CLAUDINA PETTERSEN GODINHO MURATORE", "NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "16", "/", "12", "/", "2014", "16 de", "dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "07", "/", "02", "/", "2000", "07", "/", "8", "/", "2000", "2001", "01", "/", "12", "/", "2008", "07", "/", "06", "/", "01", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "07", "/", "02", "/", "2000", "07", "/", "8", "/", "2000", "2001", "01", "/", "12", "/", "2008", "07", "/", "06", "/", "01", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) :LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI ADV.(A/S) :JACSON SIMON E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TIAGO SANGIOGO EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. AÇÃO AJUIZADA APÓS O ESGOTAMENTO DO PRAZO DE VALIDADE. ADMISSIBILIDADE NA ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO CPC E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.01.2013. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que incabíveis embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática. Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da fungibilidade. Adequado o paradigma aplicável à hipótese, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF). Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904477. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 768429 ED / RS Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental; vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904477. Supremo Tribunal Federal RE 768429 ED / RS Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental; vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) :LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI ADV.(A/S) :JACSON SIMON E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TIAGO SANGIOGO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF), opõe embargos de declaração o Estado do Rio Grande do Sul, apontando omisso o julgado. Insurge-se contra a decisão, ao argumento de que o paradigma apontado na decisão embargada não se amolda à matéria discutida no presente feito. Acórdão recorrido publicado em 08.01.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904478. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) :LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI ADV.(A/S) :JACSON SIMON E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TIAGO SANGIOGO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF), opõe embargos de declaração o Estado do Rio Grande do Sul, apontando omisso o julgado. Insurge-se contra a decisão, ao argumento de que o paradigma apontado na decisão embargada não se amolda à matéria discutida no presente feito. Acórdão recorrido publicado em 08.01.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo como agravo regimental os embargos de declaração, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.3.2012) Passo ao exame da insurgência. O paradigma apontado no comando agravado, com efeito, não se amolda ao caso em apreço. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904479. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo como agravo regimental os embargos de declaração, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.3.2012) Passo ao exame da insurgência. O paradigma apontado no comando agravado, com efeito, não se amolda ao caso em apreço. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 768429 ED / RS Contudo, examinando detidamente a matéria tratada no presente feito, constato ser idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, cujo paradigma é RE 766.304-RG/RS. Nesse contexto, reitero que o art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC, entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta egrégia 1ª Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões monocráticas, esta última exarada nestes termos: “REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. QUESTÃO SUSCETÍVEL DE REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO. No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904479. Supremo Tribunal Federal RE 768429 ED / RS Contudo, examinando detidamente a matéria tratada no presente feito, constato ser idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, cujo paradigma é RE 766.304-RG/RS. Nesse contexto, reitero que o art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC, entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta egrégia 1ª Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões monocráticas, esta última exarada nestes termos: “REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. QUESTÃO SUSCETÍVEL DE REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO. No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 768429 ED / RS embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os embargos declaratórios opostos contra o despacho de sobrestamento.” Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado, verbis: “RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (RE 540.410- QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008). Nesse sentir, observada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta Corte, merece manutenção a sistemática do art. 543-B do CPC aplicada à espécie. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904479. Supremo Tribunal Federal RE 768429 ED / RS embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os embargos declaratórios opostos contra o despacho de sobrestamento.” Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado, verbis: “RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (RE 540.410- QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008). Nesse sentir, observada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta Corte, merece manutenção a sistemática do art. 543-B do CPC aplicada à espécie. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) : LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI ADV.(A/S) : JACSON SIMON E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TIAGO SANGIOGO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958776 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) : LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI ADV.(A/S) : JACSON SIMON E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TIAGO SANGIOGO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958776 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7981301
2015-02-24T00:00:00
2015-03-11T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. AÇÃO AJUIZADA APÓS O ESGOTAMENTO DO PRAZO DE VALIDADE. ADMISSIBILIDADE NA ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO CPC E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.01.2013. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que incabíveis embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática. Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da fungibilidade. Adequado o paradigma aplicável à hipótese, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF). Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.
sjur295569
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO, AGR) AI 841137 ED (TP), ARE 656354 ED (1ªT). (SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL) RE 540410 QO (TP). - Decisões monocráticas citadas: (SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL) RE 587144 ED, AI 809009 AgR, ARE 654205 AgR, AI 724356 AgR. Número de páginas: 7. Análise: 25/03/2015, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
768429
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00328\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-ED
acordaos
RE 768429 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) : LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI ADV.(A/S) : JACSON SIMON E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TIAGO SANGIOGO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) :LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI ADV.(A/S) :JACSON SIMON E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TIAGO SANGIOGO EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. AÇÃO AJUIZADA APÓS O ESGOTAMENTO DO PRAZO DE VALIDADE. ADMISSIBILIDADE NA ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO Código de Processo Civil E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.01.2013. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que incabíveis embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática. Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da fungibilidade. Adequado o paradigma aplicável à hipótese, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF). Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904477. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 768429 ED / RS Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental; vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904477. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 768429 ED / RS Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental; vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) :LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI ADV.(A/S) :JACSON SIMON E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TIAGO SANGIOGO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF), opõe embargos de declaração o Estado do Rio Grande do Sul, apontando omisso o julgado. Insurge-se contra a decisão, ao argumento de que o paradigma apontado na decisão embargada não se amolda à matéria discutida no presente feito. Acórdão recorrido publicado em 08.01.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904478. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) :LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI ADV.(A/S) :JACSON SIMON E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TIAGO SANGIOGO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF), opõe embargos de declaração o Estado do Rio Grande do Sul, apontando omisso o julgado. Insurge-se contra a decisão, ao argumento de que o paradigma apontado na decisão embargada não se amolda à matéria discutida no presente feito. Acórdão recorrido publicado em 08.01.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo como agravo regimental os embargos de declaração, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.3.2012) Passo ao exame da insurgência. O paradigma apontado no comando agravado, com efeito, não se amolda ao caso em apreço. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904479. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo como agravo regimental os embargos de declaração, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.3.2012) Passo ao exame da insurgência. O paradigma apontado no comando agravado, com efeito, não se amolda ao caso em apreço. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 768429 ED / RS Contudo, examinando detidamente a matéria tratada no presente feito, constato ser idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, cujo paradigma é Recurso Extraordinário 766.304-RG/RS. Nesse contexto, reitero que o art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil, entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta egrégia 1... Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões monocráticas, esta última exarada nestes termos: “REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. QUESTÃO SUSCETÍVEL DE REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO. No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904479. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 768429 ED / RS Contudo, examinando detidamente a matéria tratada no presente feito, constato ser idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, cujo paradigma é Recurso Extraordinário 766.304-RG/RS. Nesse contexto, reitero que o art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil, entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta egrégia 1... Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões monocráticas, esta última exarada nestes termos: “REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. QUESTÃO SUSCETÍVEL DE REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO. No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 768429 ED / RS embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os embargos declaratórios opostos contra o despacho de sobrestamento.” Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado, verbis: “RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (Recurso Extraordinário 540.410- QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008). Nesse sentir, observada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta Corte, merece manutenção a sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil aplicada à espécie. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904479. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 768429 ED / RS embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os embargos declaratórios opostos contra o despacho de sobrestamento.” Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado, verbis: “RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (Recurso Extraordinário 540.410- QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008). Nesse sentir, observada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta Corte, merece manutenção a sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil aplicada à espécie. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) : LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI ADV.(A/S) : JACSON SIMON E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TIAGO SANGIOGO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958776 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.429 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) : LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI ADV.(A/S) : JACSON SIMON E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TIAGO SANGIOGO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958776 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768 . 429", "Recurso Extraordinário 768429 ED / RS", "Recurso Extraordinário 768429 ED / RS", "AI 841 . 137 - ED / RS", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "ARE 656 . 354 - ED / BA", "AI 841 . 137 - ED / RS", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 -", "ARE 656 . 354 - ED / BA", "Recurso Extraordinário 768429 ED / RS", "Recurso Extraordinário 766 . 304 - RG / RS", "ARE 654 . 205 - AgR / DF", "AI 724 . 356 - AgR / RJ", "AI 809 . 009 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED / SP", "Recurso Extraordinário 606 . 358", "Recurso Extraordinário 606 . 358", "Recurso Extraordinário 768429 ED / RS", "Recurso Extraordinário 766 . 304 - RG / RS", "ARE 654 . 205 - AgR / DF", "AI 724 . 356 - AgR / RJ", "AI 809 . 009 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED / SP", "Recurso Extraordinário 606 . 358", "Recurso Extraordinário 606 . 358", "Recurso Extraordinário 768429 ED / RS", "AI n 715 . 423 - RS - QO", "Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS", "Recurso Extraordinário 768429 ED / RS", "AI n 715 . 423 - RS - QO", "Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768 . 429" ], "LEGISLACAO": [ "ARTS . 543 - B DO Código de Processo Civil", "328 DO RISTF", "arts . 543 - B do Código", "de Processo Civil", "328 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 543 - B do Código de Processo Civil", "328 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 543 - B do Código de Processo Civil", "328 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ART", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Art . 203 , V , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Art . 203 , V , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "1", ".", ".", "2", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário Virtual", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Suécia", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Suécia", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI", "JACSON SIMON", "TIAGO SANGIOGO", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI", "JACSON SIMON", "TIAGO SANGIOGO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI", "JACSON SIMON", "TIAGO SANGIOGO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "Luiz Fux", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "ELLEN GRACIE", "Cezar Peluso", "ELLEN GRACIE", "Cezar Peluso", "ROSA WEBER", "LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI", "JACSON SIMON", "TIAGO SANGIOGO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "LUSIANE BUENO DE OLIVEIRA BRZEZINSKI", "JACSON SIMON", "TIAGO SANGIOGO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "02", "/", "2015", "08", ".", "01", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "08", ".", "01", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "08", ".", "01", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "19", ".", "9", ".", "2011", "14", ".", "3", ".", "2011", "7", ".", "4", ".", "2011", "9", ".", "3", ".", "2011", "5", ".", "4", ".", "2011", "05", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "19", ".", "9", ".", "2011", "14", ".", "3", ".", "2011", "7", ".", "4", ".", "2011", "9", ".", "3", ".", "2011", "5", ".", "4", ".", "2011", "05", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2012", "08", ".", "02", ".", "2012", "19", ".", "8", ".", "2011", "10", ".", "6", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2012", "08", ".", "02", ".", "2012", "19", ".", "8", ".", "2011", "10", ".", "6", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "05", ".", "2007", "3 de maio de 2007", "17", ".", "10", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "05", ".", "2007", "3 de maio de", "17", ".", "10", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PAULO CESAR DE SOUSA ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AO ATO JURÍDICO PERFEITO. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). LEIS ESTADUAIS 1.386/51, 4.819/58 E 200/74. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULAS 279 E 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894089. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PAULO CESAR DE SOUSA ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes argumentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) a análise da prescrição impõe incursão na legislação infraconstitucional; (c) é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa; (d) o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base nas Leis Estaduais 1.386/51, 4.819/58 e 200/74, de modo que eventual ofensa ao ato jurídico perfeito seria apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 280 do STF. Sustenta a parte agravante, em síntese, que (a) o tema relativo à prescrição administrativa é de índole social e apresenta repercussão geral, tendo em vista a abrangência dos destinatários atingidos; (b) a revisão do ato de concessão da aposentadoria após mais de cinco anos coloca em confronto o princípio da autotutela da administração e a segurança jurídica; (c) a análise do recurso prescinde do reexame de provas, porquanto busca-se o restabelecimento de benefício pago por mais de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894090. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PAULO CESAR DE SOUSA ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes argumentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) a análise da prescrição impõe incursão na legislação infraconstitucional; (c) é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa; (d) o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base nas Leis Estaduais 1.386/51, 4.819/58 e 200/74, de modo que eventual ofensa ao ato jurídico perfeito seria apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 280 do STF. Sustenta a parte agravante, em síntese, que (a) o tema relativo à prescrição administrativa é de índole social e apresenta repercussão geral, tendo em vista a abrangência dos destinatários atingidos; (b) a revisão do ato de concessão da aposentadoria após mais de cinco anos coloca em confronto o princípio da autotutela da administração e a segurança jurídica; (c) a análise do recurso prescinde do reexame de provas, porquanto busca-se o restabelecimento de benefício pago por mais de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 857050 AGR / SP cinco anos pelo Estado e arbitrariamente suprimido. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894090. Supremo Tribunal Federal ARE 857050 AGR / SP cinco anos pelo Estado e arbitrariamente suprimido. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894091. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 857050 AGR / SP Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Quanto à prescrição, sua apreciação impõe a incursão em matéria infraconstitucional. Nesse sentido, o seguinte precedente desta Corte: EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. PRESCRIÇÃO. TRANSFERÊNCIA DO BENEFÍCIO PARA A PREVI. INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.11.2010. Não cuidaram os agravantes de infirmarem os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, ante a necessidade do reexame de provas, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, a, da Lei Maior. Agravo conhecido e não provido. ARE 676.372 AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 20/3/2013. 4. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894091. Supremo Tribunal Federal ARE 857050 AGR / SP Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Quanto à prescrição, sua apreciação impõe a incursão em matéria infraconstitucional. Nesse sentido, o seguinte precedente desta Corte: EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. PRESCRIÇÃO. TRANSFERÊNCIA DO BENEFÍCIO PARA A PREVI. INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.11.2010. Não cuidaram os agravantes de infirmarem os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, ante a necessidade do reexame de provas, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, a, da Lei Maior. Agravo conhecido e não provido. ARE 676.372 AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 20/3/2013. 4. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 857050 AGR / SP extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. Efetivamente, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base nas Leis Estaduais 1.386/51, 4.819/58 e 200/74, de modo que eventual ofensa ao ato jurídico perfeito seria apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 280 do STF. No mesmo sentido: Ementa: PREVIDENCIÁRIO. DIREITO ADQUIRIDO AO RECEBIMENTO DE COMPLEMENTAÇÃO DE BENEFÍCIO DE ACORDO COM AS REGRAS VIGENTES NO PERÍODO DE ADESÃO AO PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 742.083 RG/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 1/7/2013. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894091. Supremo Tribunal Federal ARE 857050 AGR / SP extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. Efetivamente, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base nas Leis Estaduais 1.386/51, 4.819/58 e 200/74, de modo que eventual ofensa ao ato jurídico perfeito seria apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 280 do STF. No mesmo sentido: Ementa: PREVIDENCIÁRIO. DIREITO ADQUIRIDO AO RECEBIMENTO DE COMPLEMENTAÇÃO DE BENEFÍCIO DE ACORDO COM AS REGRAS VIGENTES NO PERÍODO DE ADESÃO AO PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 742.083 RG/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 1/7/2013. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PAULO CESAR DE SOUSA ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7942346 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PAULO CESAR DE SOUSA ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7942346 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7971033
2015-02-24T00:00:00
2015-03-10T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AO ATO JURÍDICO PERFEITO. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). LEIS ESTADUAIS 1.386/51, 4.819/58 E 200/74. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULAS 279 E 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur295353
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) ARE 748371 RG. (COMPLEMENTAÇÃO, BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO) ARE 742083 RG. Número de páginas: 7. Análise: 23/03/2015, MAD.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
857050
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-001386 ANO-1951\n LEI ORDINÁRIA, SP\n\n", "LEG-EST LEI-004819 ANO-1958\n LEI ORDINÁRIA, SP\n\n", "LEG-EST LEI-000200 ANO-1974\n LEI ORDINÁRIA, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 857050 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PAULO CESAR DE SOUSA ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PAULO CESAR DE SOUSA ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AO ATO JURÍDICO PERFEITO. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). LEIS ESTADUAIS 1.386/51, 4.819/58 E 200/74. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894089. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PAULO CESAR DE SOUSA ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes argumentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) a análise da prescrição impõe incursão na legislação infraconstitucional; (c) é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa; (d) o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base nas Leis Estaduais 1.386/51, 4.819/58 e 200/74, de modo que eventual ofensa ao ato jurídico perfeito seria apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, que (a) o tema relativo à prescrição administrativa é de índole social e apresenta repercussão geral, tendo em vista a abrangência dos destinatários atingidos; (b) a revisão do ato de concessão da aposentadoria após mais de cinco anos coloca em confronto o princípio da autotutela da administração e a segurança jurídica; (c) a análise do recurso prescinde do reexame de provas, porquanto busca-se o restabelecimento de benefício pago por mais de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894090. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PAULO CESAR DE SOUSA ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes argumentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) a análise da prescrição impõe incursão na legislação infraconstitucional; (c) é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa; (d) o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base nas Leis Estaduais 1.386/51, 4.819/58 e 200/74, de modo que eventual ofensa ao ato jurídico perfeito seria apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, que (a) o tema relativo à prescrição administrativa é de índole social e apresenta repercussão geral, tendo em vista a abrangência dos destinatários atingidos; (b) a revisão do ato de concessão da aposentadoria após mais de cinco anos coloca em confronto o princípio da autotutela da administração e a segurança jurídica; (c) a análise do recurso prescinde do reexame de provas, porquanto busca-se o restabelecimento de benefício pago por mais de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 857050 AGR / SP cinco anos pelo Estado e arbitrariamente suprimido. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894090. Supremo Tribunal Federal ARE 857050 AGR / SP cinco anos pelo Estado e arbitrariamente suprimido. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894091. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 857050 AGR / SP Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Quanto à prescrição, sua apreciação impõe a incursão em matéria infraconstitucional. Nesse sentido, o seguinte precedente desta Corte: EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. PRESCRIÇÃO. TRANSFERÊNCIA DO BENEFÍCIO PARA A PREVI. INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.11.2010. Não cuidaram os agravantes de infirmarem os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, ante a necessidade do reexame de provas, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, a, da Lei Maior. Agravo conhecido e não provido. ARE 676.372 AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 20/3/2013. 4. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894091. Supremo Tribunal Federal ARE 857050 AGR / SP Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Quanto à prescrição, sua apreciação impõe a incursão em matéria infraconstitucional. Nesse sentido, o seguinte precedente desta Corte: EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. PRESCRIÇÃO. TRANSFERÊNCIA DO BENEFÍCIO PARA A PREVI. INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.11.2010. Não cuidaram os agravantes de infirmarem os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, ante a necessidade do reexame de provas, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, a, da Lei Maior. Agravo conhecido e não provido. ARE 676.372 AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 20/3/2013. 4. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 857050 AGR / SP extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. Efetivamente, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base nas Leis Estaduais 1.386/51, 4.819/58 e 200/74, de modo que eventual ofensa ao ato jurídico perfeito seria apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. No mesmo sentido: Ementa: PREVIDENCIÁRIO. DIREITO ADQUIRIDO AO RECEBIMENTO DE COMPLEMENTAÇÃO DE BENEFÍCIO DE ACORDO COM AS REGRAS VIGENTES NO PERÍODO DE ADESÃO AO PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 742.083 RG/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 1/7/2013. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894091. Supremo Tribunal Federal ARE 857050 AGR / SP extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. Efetivamente, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base nas Leis Estaduais 1.386/51, 4.819/58 e 200/74, de modo que eventual ofensa ao ato jurídico perfeito seria apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. No mesmo sentido: Ementa: PREVIDENCIÁRIO. DIREITO ADQUIRIDO AO RECEBIMENTO DE COMPLEMENTAÇÃO DE BENEFÍCIO DE ACORDO COM AS REGRAS VIGENTES NO PERÍODO DE ADESÃO AO PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 742.083 RG/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 1/7/2013. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PAULO CESAR DE SOUSA ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7942346 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.050 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PAULO CESAR DE SOUSA ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7942346 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 748 . 371", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 857050 AGR / SP", "ARE 857050 AGR / SP", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 676 . 372 AgR / DF", "ARE 857050 AGR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 676 . 372 AgR / DF", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 796 . 905AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 742 . 083 RG / DF", "ARE 857050 AGR /", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 796 . 905AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 742 . 083 RG / DF" ], "LEGISLACAO": [ "LEIS", "ESTADUAIS", "1 .", "386 / 51", "4", ".", "819", "/", "58", "200", "/", "74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Estaduais 1 . 386 / 51", "4", ".", "819", "/", "58", "200", "/", "74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Estaduais 1 . 386 / 51", "4", ".", "819", "/", "58", "200", "/", "74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Estaduais 1 . 386 / 51", "4", ".", "819", "/", "58", "200", "/", "74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Estaduais 1 . 386 / 51", "4", ".", "819", "/", "58", "200", "/", "74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SP", "Plenário", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "PAULO CESAR DE SOUSA", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "PAULO CESAR DE SOUSA", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "PAULO CESAR DE SOUSA", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "PAULO CESAR DE SOUSA", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "PAULO CESAR DE SOUSA", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "02", "/", "2015", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", "/", "02", "/", "2013", "19", "/", "02", "/", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", "/", "02", "/", "2013", "19", "/", "02", "/", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "11", ".", "2010", "20", "/", "3", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "11", ".", "2010", "20", "/", "3", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "21", "/", "5", "/", "2012", "8", "/", "3", "/", "2012", "19", "/", "8", "/", "2011", "1", "/", "7", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "21", "/", "5", "/", "2012", "8", "/", "3", "/", "2012", "19", "/", "8", "/", "2011", "1", "/", "7", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTONIO FELIPE DE SOUZA ADV.(A/S) :ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. ARTIGOS 1º, III, 5º, CAPUT E XXII, E 37, CAPUT, DA CF/88. NORMAS DE CONTEÚDO PRINCIPIOLÓGICO. DEFICIÊNCIA RECURSAL. SÚMULA 284/STF. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES – TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AFRONTA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTE. VALIDADE DA APLICAÇÃO DA TAXA REFERENCIAL – TR. ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA DOS DEPÓSITOS EFETUADOS NA CONTA VINCULADA AO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO – FGTS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. ARE 848.240-RG (REL. MIN. TEORI ZAVASCKI – TEMA 787). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894065. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 847732 AGR / RN justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894065. Supremo Tribunal Federal ARE 847732 AGR / RN justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTONIO FELIPE DE SOUZA ADV.(A/S) :ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos argumentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) os artigos 1º, III, 5º, caput e XXII, e 37, caput, da CF/88 não possuem comandos suficientes para infirmar as conclusões do acórdão recorrido (Súmula 284 do STF); (c) o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na apreciação do ARE 748.371-RG, Tema 660, por se tratar de questão infraconstitucional; e (d) o julgamento do extraordinário demanda apreciação de legislação infraconstitucional, de modo que eventual ofensa à Carta Magna seria meramente indireta. A parte recorrente sustenta, em suma, que (a) foi apresentada fundamentação pormenorizada de repercussão geral; e (b) houve violação frontal aos dispositivos constitucionais indicados, de modo que a apreciação do recurso independe de interpretação de legislação infraconstitucional. No mais, repisa as mesmas razões já trazidas nos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894066. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTONIO FELIPE DE SOUZA ADV.(A/S) :ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos argumentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) os artigos 1º, III, 5º, caput e XXII, e 37, caput, da CF/88 não possuem comandos suficientes para infirmar as conclusões do acórdão recorrido (Súmula 284 do STF); (c) o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na apreciação do ARE 748.371-RG, Tema 660, por se tratar de questão infraconstitucional; e (d) o julgamento do extraordinário demanda apreciação de legislação infraconstitucional, de modo que eventual ofensa à Carta Magna seria meramente indireta. A parte recorrente sustenta, em suma, que (a) foi apresentada fundamentação pormenorizada de repercussão geral; e (b) houve violação frontal aos dispositivos constitucionais indicados, de modo que a apreciação do recurso independe de interpretação de legislação infraconstitucional. No mais, repisa as mesmas razões já trazidas nos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF/88 e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Com relação à ofensa aos artigos 1º, III, 5º, caput, XXII, e 37, caput, da CF/88, trata-se de normas de conteúdo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894067. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF/88 e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Com relação à ofensa aos artigos 1º, III, 5º, caput, XXII, e 37, caput, da CF/88, trata-se de normas de conteúdo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 847732 AGR / RN principiológico, em cujo âmbito de abrangência nem remotamente se vê potencial de interferir na específica situação em exame. Como se vê, o apelo apoia-se em dispositivos incapazes de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazer disposições de conteúdo genérico, o que atrai a aplicação da Súmula 284/STF: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. 4. Ademais, quanto à alegação de afronta ao art. 5º, XXXVI, da Carta Magna, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 5. Por fim, ainda que superados esses graves óbices, o Juízo de origem decidiu a controvérsia tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais aplicáveis. Nesse sentido, em situação análoga: Ementa: ADMINISTRATIVO. INCIDÊNCIA DOS JUROS PROGRESSIVOS SOBRE CONTA VINCULADA DE FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO - FGTS. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (RE 628137 RG / RJ - RIO DE JANEIRO, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23/11/2010) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894067. Supremo Tribunal Federal ARE 847732 AGR / RN principiológico, em cujo âmbito de abrangência nem remotamente se vê potencial de interferir na específica situação em exame. Como se vê, o apelo apoia-se em dispositivos incapazes de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazer disposições de conteúdo genérico, o que atrai a aplicação da Súmula 284/STF: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. 4. Ademais, quanto à alegação de afronta ao art. 5º, XXXVI, da Carta Magna, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 5. Por fim, ainda que superados esses graves óbices, o Juízo de origem decidiu a controvérsia tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais aplicáveis. Nesse sentido, em situação análoga: Ementa: ADMINISTRATIVO. INCIDÊNCIA DOS JUROS PROGRESSIVOS SOBRE CONTA VINCULADA DE FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO - FGTS. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (RE 628137 RG / RJ - RIO DE JANEIRO, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23/11/2010) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 847732 AGR / RN O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Adite-se que o objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 848.240 (de minha relatoria, Tema 787), por se tratar de questão infraconstitucional. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894067. Supremo Tribunal Federal ARE 847732 AGR / RN O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Adite-se que o objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 848.240 (de minha relatoria, Tema 787), por se tratar de questão infraconstitucional. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ANTONIO FELIPE DE SOUZA ADV.(A/S) : ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7942335 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ANTONIO FELIPE DE SOUZA ADV.(A/S) : ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7942335 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7971066
2015-02-24T00:00:00
2015-03-10T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. ARTIGOS 1º, III, 5º, CAPUT E XXII, E 37, CAPUT, DA CF/88. NORMAS DE CONTEÚDO PRINCIPIOLÓGICO. DEFICIÊNCIA RECURSAL. SÚMULA 284/STF. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES – TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AFRONTA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTE. VALIDADE DA APLICAÇÃO DA TAXA REFERENCIAL – TR. ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA DOS DEPÓSITOS EFETUADOS NA CONTA VINCULADA AO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO – FGTS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. ARE 848.240-RG (REL. MIN. TEORI ZAVASCKI – TEMA 787). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur295355
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) ARE 748371 RG. (FGTS, CORREÇÃO MONETÁRIA) ARE 848240 RG. Número de páginas: 7. Análise: 23/03/2015, MAD.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
847732
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 INC-00003 ART-00005 \"CAPUT\" \n INC-00022 ART-00037 \"CAPUT\"\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 847732 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ANTONIO FELIPE DE SOUZA ADV.(A/S) : ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTONIO FELIPE DE SOUZA ADV.(A/S) :ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. ARTIGOS 1..., III, 5..., CAPUT E XXII, E 37, CAPUT, DA Constituição Federal de 1988/88. NORMAS DE CONTEÚDO PRINCIPIOLÓGICO. DEFICIÊNCIA RECURSAL. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES – TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AFRONTA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTE. VALIDADE DA APLICAÇÃO DA TAXA REFERENCIAL – TR. ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA DOS DEPÓSITOS EFETUADOS NA CONTA VINCULADA AO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO – FGTS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. ARE 848.240-RG (REL. MIN. TEORI ZAVASCKI – TEMA 787). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894065. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 847732 AGR / RN justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894065. Supremo Tribunal Federal ARE 847732 AGR / RN justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTONIO FELIPE DE SOUZA ADV.(A/S) :ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos argumentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) os artigos 1..., III, 5..., caput e XXII, e 37, caput, da Constituição Federal de 1988/88 não possuem comandos suficientes para infirmar as conclusões do acórdão recorrido (Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal); (c) o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na apreciação do ARE 748.371-RG, Tema 660, por se tratar de questão infraconstitucional; e (d) o julgamento do extraordinário demanda apreciação de legislação infraconstitucional, de modo que eventual ofensa à Carta Magna seria meramente indireta. A parte recorrente sustenta, em suma, que (a) foi apresentada fundamentação pormenorizada de repercussão geral; e (b) houve violação frontal aos dispositivos constitucionais indicados, de modo que a apreciação do recurso independe de interpretação de legislação infraconstitucional. No mais, repisa as mesmas razões já trazidas nos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894066. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTONIO FELIPE DE SOUZA ADV.(A/S) :ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos argumentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) os artigos 1..., III, 5..., caput e XXII, e 37, caput, da Constituição Federal de 1988/88 não possuem comandos suficientes para infirmar as conclusões do acórdão recorrido (Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal); (c) o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na apreciação do ARE 748.371-RG, Tema 660, por se tratar de questão infraconstitucional; e (d) o julgamento do extraordinário demanda apreciação de legislação infraconstitucional, de modo que eventual ofensa à Carta Magna seria meramente indireta. A parte recorrente sustenta, em suma, que (a) foi apresentada fundamentação pormenorizada de repercussão geral; e (b) houve violação frontal aos dispositivos constitucionais indicados, de modo que a apreciação do recurso independe de interpretação de legislação infraconstitucional. No mais, repisa as mesmas razões já trazidas nos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Com relação à ofensa aos artigos 1..., III, 5..., caput, XXII, e 37, caput, da Constituição Federal de 1988/88, trata-se de normas de conteúdo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894067. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Com relação à ofensa aos artigos 1..., III, 5..., caput, XXII, e 37, caput, da Constituição Federal de 1988/88, trata-se de normas de conteúdo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 847732 AGR / RN principiológico, em cujo âmbito de abrangência nem remotamente se vê potencial de interferir na específica situação em exame. Como se vê, o apelo apoia-se em dispositivos incapazes de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazer disposições de conteúdo genérico, o que atrai a aplicação da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. 4. Ademais, quanto à alegação de afronta ao art. 5..., XXXVI, da Carta Magna, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 5. Por fim, ainda que superados esses graves óbices, o Juízo de origem decidiu a controvérsia tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais aplicáveis. Nesse sentido, em situação análoga: Ementa: ADMINISTRATIVO. INCIDÊNCIA DOS JUROS PROGRESSIVOS SOBRE CONTA VINCULADA DE FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO - FGTS. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (Recurso Extraordinário 628137 RG / RJ - RIO DE JANEIRO, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23/11/2010) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894067. Supremo Tribunal Federal ARE 847732 AGR / RN principiológico, em cujo âmbito de abrangência nem remotamente se vê potencial de interferir na específica situação em exame. Como se vê, o apelo apoia-se em dispositivos incapazes de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazer disposições de conteúdo genérico, o que atrai a aplicação da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. 4. Ademais, quanto à alegação de afronta ao art. 5..., XXXVI, da Carta Magna, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 5. Por fim, ainda que superados esses graves óbices, o Juízo de origem decidiu a controvérsia tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais aplicáveis. Nesse sentido, em situação análoga: Ementa: ADMINISTRATIVO. INCIDÊNCIA DOS JUROS PROGRESSIVOS SOBRE CONTA VINCULADA DE FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO - FGTS. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (Recurso Extraordinário 628137 RG / RJ - RIO DE JANEIRO, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23/11/2010) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 847732 AGR / RN O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Adite-se que o objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 848.240 (de minha relatoria, Tema 787), por se tratar de questão infraconstitucional. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894067. Supremo Tribunal Federal ARE 847732 AGR / RN O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Adite-se que o objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 848.240 (de minha relatoria, Tema 787), por se tratar de questão infraconstitucional. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ANTONIO FELIPE DE SOUZA ADV.(A/S) : ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7942335 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 847.732 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ANTONIO FELIPE DE SOUZA ADV.(A/S) : ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7942335 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 284 / Supremo", "ARE 748 . 371", "ARE 848 . 240 - RG", "ARE 847732 AGR / RN", "ARE 847732 AGR / RN", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 847732 AGR / RN", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 628137 RG / RJ -", "ARE 847732 AGR / RN", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 628137 RG / RJ -", "ARE 847732 AGR / RN", "ARE", "ARE 847732 AGR / RN", "ARE 848 . 240" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGOS 1 . . . , III , 5 . . . , CAPUT E XXII , E 37 , CAPUT , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . , III , 5 . . . , caput e XXII , e 37 , caput , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ". . , caput e XXII , e 37 , caput , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição", "Federal de 1988 / 88", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "artigos 1 . . . , III , 5 . . . , caput , XXII , e 37 , caput , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "artigos 1 . . . , III , 5 . . . , caput , XXII , e 37 , caput , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n", "art . 5 . . . , XXXVI , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO NORTE", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONOMICA FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONOMICA FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONOMICA FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONOMICA FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONOMICA FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "ANTONIO FELIPE DE SOUZA", "ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE", "PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ANTONIO FELIPE DE SOUZA", "ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE", "PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ANTONIO FELIPE DE SOUZA", "ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE", "PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ANTONIO FELIPE DE SOUZA", "ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE", "PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "ANTONIO FELIPE DE SOUZA", "ADEILSON FERREIRA DE ANDRADE", "PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE SOUZA", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", "/", "02", "/", "2013", "19", "/", "02", "/", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", "/", "02", "/", "2013", "19", "/", "02", "/", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/09/2016 SEGUNDA TURMA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ ALBERTO FERREIRA ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA Terceiro agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Reajuste concedido pela Lei nº 1.206/87 do Estado do Rio de Janeiro. Extensão aos servidores do poder judiciário, com fundamento no princípio da isonomia. Impossibilidade. Súmula nº 339/STF. RE nº 592.317/RJ-RG. Súmula Vinculante nº 37. Precedentes (AREs nºs 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ- AgR). ARE nº 909.437/RJ-RG. Repercussão geral reconhecida. Mérito julgado. Reafirmação da jurisprudência. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sempre foi pacífica no sentido de que “não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia” (Súmula nº 339/STF). Essa Orientação foi reiterada no julgamento do mérito do RE nº 592.317/RJ-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, sob o rito da repercussão geral (DJe de 10/11/14) e, posteriormente, com a edição da Súmula Vinculante nº 37. 2. A Segunda Turma dessa Corte, ao examinar os ARE nºs 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ-AgR, concluiu que a extensão, por via judicial, do reajuste instituído pela Lei Estadual 1.206/87 aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro com base no princípio da isonomia contraria a Súmula Vinculante nº 37. 3. Posteriormente, o Plenário da Corte, no exame do ARE nº 909.437/RJ-RG, Relator o Ministro Roberto Barroso, cujo julgamento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805058. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ virtual foi concluído em 1º/9/16, reconheceu a existência de repercussão geral da matéria em debate nos presentes autos, sendo que, na análise do mérito reafirmou-se o entendimento aqui exarado. 4. Na ocasião assentou-se, também, ser necessário “dispensar a devolução de valores eventualmente recebidos até a data da conclusão do [referido] julgamento, em atenção à segurança jurídica (CPC/2015, art. 525, § 13)”. 5. Agravo regimental não provido. 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 16 a 22/9/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de setembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805058. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ virtual foi concluído em 1º/9/16, reconheceu a existência de repercussão geral da matéria em debate nos presentes autos, sendo que, na análise do mérito reafirmou-se o entendimento aqui exarado. 4. Na ocasião assentou-se, também, ser necessário “dispensar a devolução de valores eventualmente recebidos até a data da conclusão do [referido] julgamento, em atenção à segurança jurídica (CPC/2015, art. 525, § 13)”. 5. Agravo regimental não provido. 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 16 a 22/9/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de setembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 23/09/2016 SEGUNDA TURMA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ ALBERTO FERREIRA ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Luiz Alberto Ferreira interpôs tempestivo agravo regimental, em 1º/7/16, contra a decisão em que dei provimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado do Rio de Janeiro interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual reconsiderei decisão anterior para negar seguimento ao recurso extraordinário por ele interposto, com a seguinte fundamentação: ‘(...) [O] Tribunal de Justiça concluiu que o reajuste concedido pela Lei nº 1.206/87 do Estado do Rio de Janeiro tinha natureza de revisão geral anual, pois visava tão somente recompor perdas remuneratórias decorrentes da inflação, motivo pelo qual deveria ser estendida a todo o funcionalismo público. Esse entendimento está em consonância com a orientação adotada nesta Corte sobre a matéria, não encontrando óbice no preceito sumulado de nº 339/STF. (…) Por outro lado, para rever esse entendimento e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ ALBERTO FERREIRA ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Luiz Alberto Ferreira interpôs tempestivo agravo regimental, em 1º/7/16, contra a decisão em que dei provimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado do Rio de Janeiro interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual reconsiderei decisão anterior para negar seguimento ao recurso extraordinário por ele interposto, com a seguinte fundamentação: ‘(...) [O] Tribunal de Justiça concluiu que o reajuste concedido pela Lei nº 1.206/87 do Estado do Rio de Janeiro tinha natureza de revisão geral anual, pois visava tão somente recompor perdas remuneratórias decorrentes da inflação, motivo pelo qual deveria ser estendida a todo o funcionalismo público. Esse entendimento está em consonância com a orientação adotada nesta Corte sobre a matéria, não encontrando óbice no preceito sumulado de nº 339/STF. (…) Por outro lado, para rever esse entendimento e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ concluir que os servidores do Poder Judiciário teriam sido agraciados por reajuste próprio ou que a vantagem em comento teria sido concedida de forma específica, por categoria, sendo, assim, inviável sua extensão, seria necessário examinar a legislação local em comento, fim a que não se presta o recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 280/STF. (...) Ademais, para verificar a suposta insuficiência de recursos e ausência de previsão orçamentária, seria necessário analisar os fatos e as provas da causa à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal e das normas orçamentárias do Estado, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Ante o exposto, reconsidero a decisão agravada para, conhecendo do agravo, negar seguimento ao recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro.’ Sustenta o agravante que a decisão agravada deveria ser reconsiderada, haja vista que o acórdão prolatado no Tribunal a quo teria violado o art. 2º da Constituição Federal, assim como os preceitos da Súmula nº 339/STF e da Súmula Vinculante nº 37/STF. Aduz, in verbis, que: ‘(...) a causa de pedir da pretensão deduzida nesta demanda não é outra senão a violação do princípio da isonomia... (…) (…) a pretensão deduzida e acolhida pelas instâncias ordinárias tem por suporte a invocação do princípio da isonomia. (...) (…) os servidores do Poder Judiciário estadual (…) não foram contemplados com os reajustes concedidos pela lei Estadual n. 1.206/87 porque a eles e exclusivamente a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ concluir que os servidores do Poder Judiciário teriam sido agraciados por reajuste próprio ou que a vantagem em comento teria sido concedida de forma específica, por categoria, sendo, assim, inviável sua extensão, seria necessário examinar a legislação local em comento, fim a que não se presta o recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 280/STF. (...) Ademais, para verificar a suposta insuficiência de recursos e ausência de previsão orçamentária, seria necessário analisar os fatos e as provas da causa à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal e das normas orçamentárias do Estado, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Ante o exposto, reconsidero a decisão agravada para, conhecendo do agravo, negar seguimento ao recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro.’ Sustenta o agravante que a decisão agravada deveria ser reconsiderada, haja vista que o acórdão prolatado no Tribunal a quo teria violado o art. 2º da Constituição Federal, assim como os preceitos da Súmula nº 339/STF e da Súmula Vinculante nº 37/STF. Aduz, in verbis, que: ‘(...) a causa de pedir da pretensão deduzida nesta demanda não é outra senão a violação do princípio da isonomia... (…) (…) a pretensão deduzida e acolhida pelas instâncias ordinárias tem por suporte a invocação do princípio da isonomia. (...) (…) os servidores do Poder Judiciário estadual (…) não foram contemplados com os reajustes concedidos pela lei Estadual n. 1.206/87 porque a eles e exclusivamente a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ eles foram concedidos reajustes específicos. (...) A inconteste ausência de lei e a invocação do princípio da isonomia para a obtenção daquilo que a lei consistentemente não concedeu – e não concedeu por concreta implementação da isonomia ante a anterior atribuição de aumento a determinada categoria – é o quanto basta para se opor à pretensão presente na Súmula Vinculante 37.’ Afirma, também, que não incidiriam, no caso, os óbices das Súmulas nºs 279, 280 e 636/STF. Intimado o agravado, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, alegando, em síntese, que a Súmula Vinculante nº 37 não seria aplicável ao caso dos autos, devendo se aplicada à hipótese o mesmo entendimento utilizado para a edição da Súmula Vinculante nº 51. Decido. Merece prosperar a irresignação. A segunda Turma desta Corte no julgamento dos AREs nºs 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ-AgR, ambos da relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 12/5/16, ao examinar especificamente a matéria em análise nestes autos concluiu pela impossibilidade de se estender o reajuste conferido pela Lei nº 1.206/87 do Estado de São Paulo aos serventuários da justiça, sob o fundamento de que a concessão da referida extensão seria contrária ao entendimento firmado neste Tribunal no exame do RE nº 592.317/RJ-RG, julgado sob a sistemática da repercussão geral, bem como, ofenderia o enunciado da Súmula Vinculante nº 37. Na ocasião, o Ministro Gilmar Mendes ao proferir voto- vista, assim se pronunciou: ‘O recorrido, serventuário da Justiça aposentado, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ eles foram concedidos reajustes específicos. (...) A inconteste ausência de lei e a invocação do princípio da isonomia para a obtenção daquilo que a lei consistentemente não concedeu – e não concedeu por concreta implementação da isonomia ante a anterior atribuição de aumento a determinada categoria – é o quanto basta para se opor à pretensão presente na Súmula Vinculante 37.’ Afirma, também, que não incidiriam, no caso, os óbices das Súmulas nºs 279, 280 e 636/STF. Intimado o agravado, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, alegando, em síntese, que a Súmula Vinculante nº 37 não seria aplicável ao caso dos autos, devendo se aplicada à hipótese o mesmo entendimento utilizado para a edição da Súmula Vinculante nº 51. Decido. Merece prosperar a irresignação. A segunda Turma desta Corte no julgamento dos AREs nºs 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ-AgR, ambos da relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 12/5/16, ao examinar especificamente a matéria em análise nestes autos concluiu pela impossibilidade de se estender o reajuste conferido pela Lei nº 1.206/87 do Estado de São Paulo aos serventuários da justiça, sob o fundamento de que a concessão da referida extensão seria contrária ao entendimento firmado neste Tribunal no exame do RE nº 592.317/RJ-RG, julgado sob a sistemática da repercussão geral, bem como, ofenderia o enunciado da Súmula Vinculante nº 37. Na ocasião, o Ministro Gilmar Mendes ao proferir voto- vista, assim se pronunciou: ‘O recorrido, serventuário da Justiça aposentado, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ ajuizou ação pleiteando a extensão do reajuste conferido pela Lei nº 1.206, de 15 de outubro de 1987, aos servidores civis e militares da Administração Direta e Autárquica do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. A referida lei, em seu artigo 5º, excluiu os serventuários da Justiça (…). (…) [E]m período de grande crescimento inflacionário e instabilidade econômica, o Estado do Rio de Janeiro aumentou os vencimentos de seus servidores várias vezes ao longo do ano por meio de diversas leis, algumas específicas para determinada categoria e outras que contemplaram mais de uma classe de servidor. Especificamente em relação aos serventuários do Poder Judiciário, pode-se verificar que a Lei estadual 1.206, de outubro de 1987, que motivou o ajuizamento dessas ações por extensão do reajuste, excluiu expressamente estes servidores do reajuste, uma vez que seus vencimentos já tinham sido reajustados pela Lei 1.181, de agosto de 1987, dois meses antes. Assim, verifica-se que os serventuários do Poder Judiciário, que tiveram aumento de vencimentos por legislação especial, não foram prejudicados pela exclusão da Lei 1.206/87, que apenas lhes negou aumento superior ao já recebido. Ocorre que, ainda em 1987, 400 serventuários impetraram o Mandado de Segurança nº 583/87 pleiteando a extensão do aumento concedido, o que foi deferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Em 1988, 1.200 serventuários ajuizaram ação de rito ordinário (Processo nº 1988.001.040463-2) com o mesmo objetivo, que também foi julgada procedente e já transitou em julgado. Diante das decisões judicais, a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em 1998, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ ajuizou ação pleiteando a extensão do reajuste conferido pela Lei nº 1.206, de 15 de outubro de 1987, aos servidores civis e militares da Administração Direta e Autárquica do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. A referida lei, em seu artigo 5º, excluiu os serventuários da Justiça (…). (…) [E]m período de grande crescimento inflacionário e instabilidade econômica, o Estado do Rio de Janeiro aumentou os vencimentos de seus servidores várias vezes ao longo do ano por meio de diversas leis, algumas específicas para determinada categoria e outras que contemplaram mais de uma classe de servidor. Especificamente em relação aos serventuários do Poder Judiciário, pode-se verificar que a Lei estadual 1.206, de outubro de 1987, que motivou o ajuizamento dessas ações por extensão do reajuste, excluiu expressamente estes servidores do reajuste, uma vez que seus vencimentos já tinham sido reajustados pela Lei 1.181, de agosto de 1987, dois meses antes. Assim, verifica-se que os serventuários do Poder Judiciário, que tiveram aumento de vencimentos por legislação especial, não foram prejudicados pela exclusão da Lei 1.206/87, que apenas lhes negou aumento superior ao já recebido. Ocorre que, ainda em 1987, 400 serventuários impetraram o Mandado de Segurança nº 583/87 pleiteando a extensão do aumento concedido, o que foi deferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Em 1988, 1.200 serventuários ajuizaram ação de rito ordinário (Processo nº 1988.001.040463-2) com o mesmo objetivo, que também foi julgada procedente e já transitou em julgado. Diante das decisões judicais, a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em 1998, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ concedeu administrativamente (Processo Administrativo nº 11599/1998) o percentual de 10% a todos os servidores ativos, inativos e pensionistas do Poder Judiciário, como forma de adiantamento do percentual apurado na ação judicial paradigma. Em 2012, o Presidente do Tribunal de Justiça reconheceu, novamente em sede administrativa, o direito de todos os servidores ativos ao reajuste concedido no Processo nº 1988.001.040463-2, excluindo, todavia, os aposentados e pensionistas. A partir desse momento, novas ações foram ajuizadas pleiteando a extensão do aumento aos aposentados, a imediata incorporação do percentual de 24%, bem como seu pagamento retroativo a 1998, quando o pleito foi reconhecido administrativamente pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no Processo 98/11599- TJ. Na espécie, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro estendeu benefício concedido aos demais servidores do Estado do Rio de Janeiro pela Lei estadual nº 1.206, de 15 de outubro de 1987, a serventuário do Poder Judiciário aposentado, com base no princípio da isonomia. (...) O posicionamento do acórdão recorrido, inclusive, reflete o entendimento consignado na Súmula 300 do Tribunal de Justiça. (…) A súmula resulta do julgamento do Incidente de Uniformização de Jurisprudência nº 64836- 60.2012.8.19.0000, em que o Órgão Especial do Tribunal, por maioria, com base no princípio da isonomia e considerando as decisões administrativas sobre o tema, reconheceu o direito de todos os servidores a perceberem a diferença de vencimentos originada com a declaração de inconstitucionalidade do art. 5º da Lei 1.206/87 proferida 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ concedeu administrativamente (Processo Administrativo nº 11599/1998) o percentual de 10% a todos os servidores ativos, inativos e pensionistas do Poder Judiciário, como forma de adiantamento do percentual apurado na ação judicial paradigma. Em 2012, o Presidente do Tribunal de Justiça reconheceu, novamente em sede administrativa, o direito de todos os servidores ativos ao reajuste concedido no Processo nº 1988.001.040463-2, excluindo, todavia, os aposentados e pensionistas. A partir desse momento, novas ações foram ajuizadas pleiteando a extensão do aumento aos aposentados, a imediata incorporação do percentual de 24%, bem como seu pagamento retroativo a 1998, quando o pleito foi reconhecido administrativamente pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no Processo 98/11599- TJ. Na espécie, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro estendeu benefício concedido aos demais servidores do Estado do Rio de Janeiro pela Lei estadual nº 1.206, de 15 de outubro de 1987, a serventuário do Poder Judiciário aposentado, com base no princípio da isonomia. (...) O posicionamento do acórdão recorrido, inclusive, reflete o entendimento consignado na Súmula 300 do Tribunal de Justiça. (…) A súmula resulta do julgamento do Incidente de Uniformização de Jurisprudência nº 64836- 60.2012.8.19.0000, em que o Órgão Especial do Tribunal, por maioria, com base no princípio da isonomia e considerando as decisões administrativas sobre o tema, reconheceu o direito de todos os servidores a perceberem a diferença de vencimentos originada com a declaração de inconstitucionalidade do art. 5º da Lei 1.206/87 proferida 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ incidentalmente nos autos do Mandado de Segurança 583/1987. Verifico, assim, que a extensão do reajuste da Lei 1.206/87 aos serventuários do Poder Judiciário importa em conceder aumento de vencimentos com base no princípio da isonomia, em clara afronta ao disposto na Súmula 339 e na Súmula Vinculante 37: ‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.’ Esse entendimento restou consagrado no RE-RG 592.317 (tema 315 da sistemática da repercussão geral), de minha relatoria, DJe 7.11.2014, em que se discutiu a possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia. (…) Pelo exposto, considerando que o acordão recorrido conflita com firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, peço vênia ao Relator para divergir e votar por dar provimento ao agravo regimental. Desse modo, considerando a decisão de mérito proferida no RE-RG 592.317 e o teor da Súmula Vinculante 37, dou provimento ao recurso extraordinário para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial.’ Após o voto-vista, o Ministro Relator retificou seu voto para também prover o recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro. Os referidos julgados restaram assim ementados: ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ incidentalmente nos autos do Mandado de Segurança 583/1987. Verifico, assim, que a extensão do reajuste da Lei 1.206/87 aos serventuários do Poder Judiciário importa em conceder aumento de vencimentos com base no princípio da isonomia, em clara afronta ao disposto na Súmula 339 e na Súmula Vinculante 37: ‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.’ Esse entendimento restou consagrado no RE-RG 592.317 (tema 315 da sistemática da repercussão geral), de minha relatoria, DJe 7.11.2014, em que se discutiu a possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia. (…) Pelo exposto, considerando que o acordão recorrido conflita com firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, peço vênia ao Relator para divergir e votar por dar provimento ao agravo regimental. Desse modo, considerando a decisão de mérito proferida no RE-RG 592.317 e o teor da Súmula Vinculante 37, dou provimento ao recurso extraordinário para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial.’ Após o voto-vista, o Ministro Relator retificou seu voto para também prover o recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro. Os referidos julgados restaram assim ementados: ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ SERVIDORES PÚBLICOS. ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO, COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. ILEGITIMIDADE. SÚMULA VINCULANTE 37. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA NO JULGAMENTO DO RE 592.317-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, PLENÁRIO, TEMA 315). 1. A extensão do reajuste instituído pela Lei Estadual 1.206/87 aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, com base no princípio da isonomia, contraria firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consubstanciada na Súmula Vinculante 37 (‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia’). 2. Agravo regimental provido.’ Ante o exposto, reconsidero a decisão ora agravada e nos termos do artigo 932, inciso V, do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/15), dou provimento ao recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial. Custas e honorários advocatícios fixados em R$ 1.000,00 pela parte autora, vencida, aplicada, caso deferida a gratuidade de justiça, a regra do artigo 12 da Lei nº 1.060/50.” Sustenta o agravante que a decisão agravada deveria ser reconsiderada, ou submetida a julgamento colegiado, tendo em vista que o reajuste previsto pela Lei Estadual aplica-se a todos os servidores públicos, com o intuito de recompor as perdas inflacionárias do período, com estrita observância ao inciso X do art. 37 da CF/88. Aduz, in verbis, que, “[e]m igual linha, a natureza jurídica de revisão geral do reajuste instituído pela Lei Estadual nº 1.206/87 atrai um 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ SERVIDORES PÚBLICOS. ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO, COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. ILEGITIMIDADE. SÚMULA VINCULANTE 37. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA NO JULGAMENTO DO RE 592.317-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, PLENÁRIO, TEMA 315). 1. A extensão do reajuste instituído pela Lei Estadual 1.206/87 aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, com base no princípio da isonomia, contraria firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consubstanciada na Súmula Vinculante 37 (‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia’). 2. Agravo regimental provido.’ Ante o exposto, reconsidero a decisão ora agravada e nos termos do artigo 932, inciso V, do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/15), dou provimento ao recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial. Custas e honorários advocatícios fixados em R$ 1.000,00 pela parte autora, vencida, aplicada, caso deferida a gratuidade de justiça, a regra do artigo 12 da Lei nº 1.060/50.” Sustenta o agravante que a decisão agravada deveria ser reconsiderada, ou submetida a julgamento colegiado, tendo em vista que o reajuste previsto pela Lei Estadual aplica-se a todos os servidores públicos, com o intuito de recompor as perdas inflacionárias do período, com estrita observância ao inciso X do art. 37 da CF/88. Aduz, in verbis, que, “[e]m igual linha, a natureza jurídica de revisão geral do reajuste instituído pela Lei Estadual nº 1.206/87 atrai um 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ tratamento semelhante ao que foi conferido pela Suprema Corte ao índice de reajuste de 28,86% instituído pelas Leis 8.622/93 e 8.627/93, originando a Súmula nº 672, aprovada durante a vigência da Súmula 339: (…) Ressalte-se que recentemente a Súmula 672 foi convertida na Súmula Vinculante nº 51, vinculando todo o Poder Judiciário e Administração Pública, sendo imperiosa sua observância no caso ora em exame, por força do disposto no art. 103-A da CF/88 e art.927, II do CPC. Ou seja, em que pese a presente causa se referir à incidência do percentual de 24%, além de se atentar para o fato de que se trata apenas de reposição inflacionária (e não aumento de remuneração), deve-se ater à força vinculante da SV 51, utilizando do seu fundamento quanto a utilização do reajuste de 28,86% aos servidores civis, para o julgamento favorável a recorrente. (…) Ademais, a Súmula Vinculante 37 (Súmula 339) não constitui qualquer óbice para a procedência dos pedidos iniciais, porque o percentual de 24% não concede aumento de vencimentos mas apenas de reposição inflacionária, acarretando somente a manutenção dos valores. Vale dizer, a demanda não envolve nem aumento de vencimentos (mas mera reposição inflacionária) tampouco isonomia (dado que a discussão deriva exclusivamente do inciso X do artigo 37 da Constituição da República), a afastar a incidência da Súmula Vinculante 37.” Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, alegando, em síntese, que a decisão espelha a jurisprudência da Suprema Corte. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ tratamento semelhante ao que foi conferido pela Suprema Corte ao índice de reajuste de 28,86% instituído pelas Leis 8.622/93 e 8.627/93, originando a Súmula nº 672, aprovada durante a vigência da Súmula 339: (…) Ressalte-se que recentemente a Súmula 672 foi convertida na Súmula Vinculante nº 51, vinculando todo o Poder Judiciário e Administração Pública, sendo imperiosa sua observância no caso ora em exame, por força do disposto no art. 103-A da CF/88 e art.927, II do CPC. Ou seja, em que pese a presente causa se referir à incidência do percentual de 24%, além de se atentar para o fato de que se trata apenas de reposição inflacionária (e não aumento de remuneração), deve-se ater à força vinculante da SV 51, utilizando do seu fundamento quanto a utilização do reajuste de 28,86% aos servidores civis, para o julgamento favorável a recorrente. (…) Ademais, a Súmula Vinculante 37 (Súmula 339) não constitui qualquer óbice para a procedência dos pedidos iniciais, porque o percentual de 24% não concede aumento de vencimentos mas apenas de reposição inflacionária, acarretando somente a manutenção dos valores. Vale dizer, a demanda não envolve nem aumento de vencimentos (mas mera reposição inflacionária) tampouco isonomia (dado que a discussão deriva exclusivamente do inciso X do artigo 37 da Constituição da República), a afastar a incidência da Súmula Vinculante 37.” Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, alegando, em síntese, que a decisão espelha a jurisprudência da Suprema Corte. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 23/09/2016 SEGUNDA TURMA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A segunda Turma desta Corte, no julgamento dos ARE nºs 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ-AgR, ambos da relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 12/5/16, ao examinar especificamente a matéria em análise nestes autos concluiu pela impossibilidade de se estender o reajuste conferido pela Lei nº 1.206/87 do Estado do Rio de Janeiro aos serventuários da Justiça, sob o fundamento de que a concessão da referida extensão seria contrária ao entendimento firmado neste Tribunal no exame do RE nº 592.317/RJ-RG, julgado sob a sistemática da repercussão geral, bem como, ofenderia o enunciado da Súmula Vinculante nº 37. Na ocasião, o Ministro Gilmar Mendes ao proferir voto-vista, assim se pronunciou: “O recorrido, serventuário da Justiça aposentado, ajuizou ação pleiteando a extensão do reajuste conferido pela Lei nº 1.206, de 15 de outubro de 1987, aos servidores civis e militares da Administração Direta e Autárquica do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. A referida lei, em seu artigo 5º, excluiu os serventuários da Justiça (…). (…) [E]m período de grande crescimento inflacionário e instabilidade econômica, o Estado do Rio de Janeiro aumentou os vencimentos de seus servidores várias vezes ao longo do ano por meio de diversas leis, algumas específicas para determinada categoria e outras que contemplaram mais de uma classe de servidor. Especificamente em relação aos serventuários do Poder Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A segunda Turma desta Corte, no julgamento dos ARE nºs 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ-AgR, ambos da relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 12/5/16, ao examinar especificamente a matéria em análise nestes autos concluiu pela impossibilidade de se estender o reajuste conferido pela Lei nº 1.206/87 do Estado do Rio de Janeiro aos serventuários da Justiça, sob o fundamento de que a concessão da referida extensão seria contrária ao entendimento firmado neste Tribunal no exame do RE nº 592.317/RJ-RG, julgado sob a sistemática da repercussão geral, bem como, ofenderia o enunciado da Súmula Vinculante nº 37. Na ocasião, o Ministro Gilmar Mendes ao proferir voto-vista, assim se pronunciou: “O recorrido, serventuário da Justiça aposentado, ajuizou ação pleiteando a extensão do reajuste conferido pela Lei nº 1.206, de 15 de outubro de 1987, aos servidores civis e militares da Administração Direta e Autárquica do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. A referida lei, em seu artigo 5º, excluiu os serventuários da Justiça (…). (…) [E]m período de grande crescimento inflacionário e instabilidade econômica, o Estado do Rio de Janeiro aumentou os vencimentos de seus servidores várias vezes ao longo do ano por meio de diversas leis, algumas específicas para determinada categoria e outras que contemplaram mais de uma classe de servidor. Especificamente em relação aos serventuários do Poder Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ Judiciário, pode-se verificar que a Lei estadual 1.206, de outubro de 1987, que motivou o ajuizamento dessas ações por extensão do reajuste, excluiu expressamente estes servidores do reajuste, uma vez que seus vencimentos já tinham sido reajustados pela Lei 1.181, de agosto de 1987, dois meses antes. Assim, verifica-se que os serventuários do Poder Judiciário, que tiveram aumento de vencimentos por legislação especial, não foram prejudicados pela exclusão da Lei 1.206/87, que apenas lhes negou aumento superior ao já recebido. Ocorre que, ainda em 1987, 400 serventuários impetraram o Mandado de Segurança nº 583/87 pleiteando a extensão do aumento concedido, o que foi deferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Em 1988, 1.200 serventuários ajuizaram ação de rito ordinário (Processo nº 1988.001.040463-2) com o mesmo objetivo, que também foi julgada procedente e já transitou em julgado. Diante das decisões judicais, a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em 1998, concedeu administrativamente (Processo Administrativo nº 11599/1998) o percentual de 10% a todos os servidores ativos, inativos e pensionistas do Poder Judiciário, como forma de adiantamento do percentual apurado na ação judicial paradigma. Em 2012, o Presidente do Tribunal de Justiça reconheceu, novamente em sede administrativa, o direito de todos os servidores ativos ao reajuste concedido no Processo nº 1988.001.040463-2, excluindo, todavia, os aposentados e pensionistas. A partir desse momento, novas ações foram ajuizadas pleiteando a extensão do aumento aos aposentados, a imediata incorporação do percentual de 24%, bem como seu pagamento retroativo a 1998, quando o pleito foi reconhecido administrativamente pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no Processo 98/11599-TJ. Na espécie, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro estendeu benefício concedido aos demais servidores do Estado do Rio de Janeiro pela Lei estadual nº 1.206, de 15 de outubro de 1987, a serventuário do Poder 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ Judiciário, pode-se verificar que a Lei estadual 1.206, de outubro de 1987, que motivou o ajuizamento dessas ações por extensão do reajuste, excluiu expressamente estes servidores do reajuste, uma vez que seus vencimentos já tinham sido reajustados pela Lei 1.181, de agosto de 1987, dois meses antes. Assim, verifica-se que os serventuários do Poder Judiciário, que tiveram aumento de vencimentos por legislação especial, não foram prejudicados pela exclusão da Lei 1.206/87, que apenas lhes negou aumento superior ao já recebido. Ocorre que, ainda em 1987, 400 serventuários impetraram o Mandado de Segurança nº 583/87 pleiteando a extensão do aumento concedido, o que foi deferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Em 1988, 1.200 serventuários ajuizaram ação de rito ordinário (Processo nº 1988.001.040463-2) com o mesmo objetivo, que também foi julgada procedente e já transitou em julgado. Diante das decisões judicais, a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em 1998, concedeu administrativamente (Processo Administrativo nº 11599/1998) o percentual de 10% a todos os servidores ativos, inativos e pensionistas do Poder Judiciário, como forma de adiantamento do percentual apurado na ação judicial paradigma. Em 2012, o Presidente do Tribunal de Justiça reconheceu, novamente em sede administrativa, o direito de todos os servidores ativos ao reajuste concedido no Processo nº 1988.001.040463-2, excluindo, todavia, os aposentados e pensionistas. A partir desse momento, novas ações foram ajuizadas pleiteando a extensão do aumento aos aposentados, a imediata incorporação do percentual de 24%, bem como seu pagamento retroativo a 1998, quando o pleito foi reconhecido administrativamente pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no Processo 98/11599-TJ. Na espécie, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro estendeu benefício concedido aos demais servidores do Estado do Rio de Janeiro pela Lei estadual nº 1.206, de 15 de outubro de 1987, a serventuário do Poder 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ Judiciário aposentado, com base no princípio da isonomia. (...) O posicionamento do acórdão recorrido, inclusive, reflete o entendimento consignado na Súmula 300 do Tribunal de Justiça. (…) A súmula resulta do julgamento do Incidente de Uniformização de Jurisprudência nº 64836-60.2012.8.19.0000, em que o Órgão Especial do Tribunal, por maioria, com base no princípio da isonomia e considerando as decisões administrativas sobre o tema, reconheceu o direito de todos os servidores a perceberem a diferença de vencimentos originada com a declaração de inconstitucionalidade do art. 5º da Lei 1.206/87 proferida incidentalmente nos autos do Mandado de Segurança 583/1987. Verifico, assim, que a extensão do reajuste da Lei 1.206/87 aos serventuários do Poder Judiciário importa em conceder aumento de vencimentos com base no princípio da isonomia, em clara afronta ao disposto na Súmula 339 e na Súmula Vinculante 37: ‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.’ Esse entendimento restou consagrado no RE-RG 592.317 (tema 315 da sistemática da repercussão geral), de minha relatoria, DJe 7.11.2014, em que se discutiu a possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia. (…) Pelo exposto, considerando que o acordão recorrido conflita com firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, peço vênia ao Relator para divergir e votar por 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ Judiciário aposentado, com base no princípio da isonomia. (...) O posicionamento do acórdão recorrido, inclusive, reflete o entendimento consignado na Súmula 300 do Tribunal de Justiça. (…) A súmula resulta do julgamento do Incidente de Uniformização de Jurisprudência nº 64836-60.2012.8.19.0000, em que o Órgão Especial do Tribunal, por maioria, com base no princípio da isonomia e considerando as decisões administrativas sobre o tema, reconheceu o direito de todos os servidores a perceberem a diferença de vencimentos originada com a declaração de inconstitucionalidade do art. 5º da Lei 1.206/87 proferida incidentalmente nos autos do Mandado de Segurança 583/1987. Verifico, assim, que a extensão do reajuste da Lei 1.206/87 aos serventuários do Poder Judiciário importa em conceder aumento de vencimentos com base no princípio da isonomia, em clara afronta ao disposto na Súmula 339 e na Súmula Vinculante 37: ‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.’ Esse entendimento restou consagrado no RE-RG 592.317 (tema 315 da sistemática da repercussão geral), de minha relatoria, DJe 7.11.2014, em que se discutiu a possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia. (…) Pelo exposto, considerando que o acordão recorrido conflita com firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, peço vênia ao Relator para divergir e votar por 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ dar provimento ao agravo regimental. Desse modo, considerando a decisão de mérito proferida no RE-RG 592.317 e o teor da Súmula Vinculante 37, dou provimento ao recurso extraordinário para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial.” Após o voto-vista, o Ministro Relator retificou seu voto para também prover o recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro. Os referidos julgados foram assim ementados: “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDORES PÚBLICOS. ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO, COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. ILEGITIMIDADE. SÚMULA VINCULANTE 37. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA NO JULGAMENTO DO RE 592.317-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, PLENÁRIO, TEMA 315). 1. A extensão do reajuste instituído pela Lei Estadual 1.206/87 aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, com base no princípio da isonomia, contraria firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consubstanciada na Súmula Vinculante 37 (‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia’). 2. Agravo regimental provido.” Ressalte-se que, posteriormente, esta Corte, no exame do ARE nº 909.437/RJ-RG, Relator o Ministro Roberto Barroso, cujo julgamento foi concluído em 1º/9/16, reconheceu a existência de repercussão geral da matéria em debate nos presentes autos - “extensão, por via judicial, aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro do reajuste 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ dar provimento ao agravo regimental. Desse modo, considerando a decisão de mérito proferida no RE-RG 592.317 e o teor da Súmula Vinculante 37, dou provimento ao recurso extraordinário para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial.” Após o voto-vista, o Ministro Relator retificou seu voto para também prover o recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro. Os referidos julgados foram assim ementados: “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDORES PÚBLICOS. ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO, COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. ILEGITIMIDADE. SÚMULA VINCULANTE 37. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA NO JULGAMENTO DO RE 592.317-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, PLENÁRIO, TEMA 315). 1. A extensão do reajuste instituído pela Lei Estadual 1.206/87 aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, com base no princípio da isonomia, contraria firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consubstanciada na Súmula Vinculante 37 (‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia’). 2. Agravo regimental provido.” Ressalte-se que, posteriormente, esta Corte, no exame do ARE nº 909.437/RJ-RG, Relator o Ministro Roberto Barroso, cujo julgamento foi concluído em 1º/9/16, reconheceu a existência de repercussão geral da matéria em debate nos presentes autos - “extensão, por via judicial, aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro do reajuste 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ concedido pela Lei estadual 1.206/1987” -, sendo que, na análise do mérito reafirmou o entendimento aqui exarado. Na ocasião, assentou a Corte, também, ser necessário “dispensar a devolução de valores eventualmente recebidos até a data da conclusão do [referido] julgamento, em atenção à segurança jurídica (CPC/2015, art. 525, § 13)”. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ concedido pela Lei estadual 1.206/1987” -, sendo que, na análise do mérito reafirmou o entendimento aqui exarado. Na ocasião, assentou a Corte, também, ser necessário “dispensar a devolução de valores eventualmente recebidos até a data da conclusão do [referido] julgamento, em atenção à segurança jurídica (CPC/2015, art. 525, § 13)”. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 23/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LUIZ ALBERTO FERREIRA ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778895 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LUIZ ALBERTO FERREIRA ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778895 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11828282
2016-09-23T00:00:00
2016-10-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016.
TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Terceiro agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Reajuste concedido pela Lei nº 1.206/87 do Estado do Rio de Janeiro. Extensão aos servidores do poder judiciário, com fundamento no princípio da isonomia. Impossibilidade. Súmula nº 339/STF. RE nº 592.317/RJ-RG. Súmula Vinculante nº 37. Precedentes (AREs nºs 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ-AgR). ARE nº 909.437/RJ-RG. Repercussão geral reconhecida. Mérito julgado. Reafirmação da jurisprudência. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sempre foi pacífica no sentido de que “não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia” (Súmula nº 339/STF). Essa Orientação foi reiterada no julgamento do mérito do RE nº 592.317/RJ-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, sob o rito da repercussão geral (DJe de 10/11/14) e, posteriormente, com a edição da Súmula Vinculante nº 37. 2. A Segunda Turma dessa Corte, ao examinar os ARE nºs 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ-AgR, concluiu que a extensão, por via judicial, do reajuste instituído pela Lei Estadual 1.206/87 aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro com base no princípio da isonomia contraria a Súmula Vinculante nº 37. 3. Posteriormente, o Plenário da Corte, no exame do ARE nº 909.437/RJ-RG, Relator o Ministro Roberto Barroso, cujo julgamento virtual foi concluído em 1º/9/16, reconheceu a existência de repercussão geral da matéria em debate nos presentes autos, sendo que, na análise do mérito reafirmou-se o entendimento aqui exarado. 4. Na ocasião assentou-se, também, ser necessário “dispensar a devolução de valores eventualmente recebidos até a data da conclusão do [referido] julgamento, em atenção à segurança jurídica (CPC/2015, art. 525, § 13)”. 5. Agravo regimental não provido. 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.
sjur357798
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, EXTENSÃO DE REAJUSTE) RE 592317 RG, ARE 842201 AgR (2ªT), ARE 841799 AgR (2ªT), ARE 855723 AgR-segundo (2ªT). Número de páginas: 16. Análise: 17/10/2016, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
802143
[ "LEG-FED SUMSTF-000339 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-001206 ANO-1987\n LEI ORDINÁRIA, RJ\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00525 PAR-00003\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUV-000037 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-terceiro
acordaos
ARE 802143 AgR-terceiro
[ "" ]
AGTE.(S) : LUIZ ALBERTO FERREIRA ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/09/2016 SEGUNDA TURMA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ ALBERTO FERREIRA ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA Terceiro agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Reajuste concedido pela Lei n 1.206/87 do Estado do Rio de Janeiro. Extensão aos servidores do poder judiciário, com fundamento no princípio da isonomia. Impossibilidade. Súmula n 339/Supremo Tribunal Federal. Recurso Extraordinário n 592.317/RJ-RG. Súmula Vinculante n 37. Precedentes (AREs ns 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ- AgR). ARE n 909.437/RJ-RG. Repercussão geral reconhecida. Mérito julgado. Reafirmação da jurisprudência. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sempre foi pacífica no sentido de que “não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia” (Súmula n 339/Supremo Tribunal Federal). Essa Orientação foi reiterada no julgamento do mérito do Recurso Extraordinário n 592.317/RJ-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, sob o rito da repercussão geral (DJe de 10/11/14) e, posteriormente, com a edição da Súmula Vinculante n 37. 2. A Segunda Turma dessa Corte, ao examinar os ARE ns 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ-AgR, concluiu que a extensão, por via judicial, do reajuste instituído pela Lei Estadual 1.206/87 aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro com base no princípio da isonomia contraria a Súmula Vinculante n 37. 3. Posteriormente, o Plenário da Corte, no exame do ARE n 909.437/RJ-RG, Relator o Ministro Roberto Barroso, cujo julgamento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805058. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ virtual foi concluído em 1.../9/16, reconheceu a existência de repercussão geral da matéria em debate nos presentes autos, sendo que, na análise do mérito reafirmou-se o entendimento aqui exarado. 4. Na ocasião assentou-se, também, ser necessário “dispensar a devolução de valores eventualmente recebidos até a data da conclusão do [referido] julgamento, em atenção à segurança jurídica (Código de Processo Civil/2015, art. 525, § 13)”. 5. Agravo regimental não provido. 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 16 a 22/9/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de setembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805058. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ virtual foi concluído em 1.../9/16, reconheceu a existência de repercussão geral da matéria em debate nos presentes autos, sendo que, na análise do mérito reafirmou-se o entendimento aqui exarado. 4. Na ocasião assentou-se, também, ser necessário “dispensar a devolução de valores eventualmente recebidos até a data da conclusão do [referido] julgamento, em atenção à segurança jurídica (Código de Processo Civil/2015, art. 525, § 13)”. 5. Agravo regimental não provido. 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 16 a 22/9/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de setembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 23/09/2016 SEGUNDA TURMA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ ALBERTO FERREIRA ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Luiz Alberto Ferreira interpôs tempestivo agravo regimental, em 1.../7/16, contra a decisão em que dei provimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado do Rio de Janeiro interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual reconsiderei decisão anterior para negar seguimento ao recurso extraordinário por ele interposto, com a seguinte fundamentação: ‘(...) [O] Tribunal de Justiça concluiu que o reajuste concedido pela Lei n 1.206/87 do Estado do Rio de Janeiro tinha natureza de revisão geral anual, pois visava tão somente recompor perdas remuneratórias decorrentes da inflação, motivo pelo qual deveria ser estendida a todo o funcionalismo público. Esse entendimento está em consonância com a orientação adotada nesta Corte sobre a matéria, não encontrando óbice no preceito sumulado de n 339/Supremo Tribunal Federal. (…) Por outro lado, para rever esse entendimento e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ ALBERTO FERREIRA ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Luiz Alberto Ferreira interpôs tempestivo agravo regimental, em 1.../7/16, contra a decisão em que dei provimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado do Rio de Janeiro interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual reconsiderei decisão anterior para negar seguimento ao recurso extraordinário por ele interposto, com a seguinte fundamentação: ‘(...) [O] Tribunal de Justiça concluiu que o reajuste concedido pela Lei n 1.206/87 do Estado do Rio de Janeiro tinha natureza de revisão geral anual, pois visava tão somente recompor perdas remuneratórias decorrentes da inflação, motivo pelo qual deveria ser estendida a todo o funcionalismo público. Esse entendimento está em consonância com a orientação adotada nesta Corte sobre a matéria, não encontrando óbice no preceito sumulado de n 339/Supremo Tribunal Federal. (…) Por outro lado, para rever esse entendimento e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ concluir que os servidores do Poder Judiciário teriam sido agraciados por reajuste próprio ou que a vantagem em comento teria sido concedida de forma específica, por categoria, sendo, assim, inviável sua extensão, seria necessário examinar a legislação local em comento, fim a que não se presta o recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. (...) Ademais, para verificar a suposta insuficiência de recursos e ausência de previsão orçamentária, seria necessário analisar os fatos e as provas da causa à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal e das normas orçamentárias do Estado, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, reconsidero a decisão agravada para, conhecendo do agravo, negar seguimento ao recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro.’ Sustenta o agravante que a decisão agravada deveria ser reconsiderada, haja vista que o acórdão prolatado no Tribunal a quo teria violado o art. 2... da Constituição Federal, assim como os preceitos da Súmula n 339/Supremo Tribunal Federal e da Súmula Vinculante n 37/Supremo Tribunal Federal. Aduz, in verbis, que: ‘(...) a causa de pedir da pretensão deduzida nesta demanda não é outra senão a violação do princípio da isonomia... (…) (…) a pretensão deduzida e acolhida pelas instâncias ordinárias tem por suporte a invocação do princípio da isonomia. (...) (…) os servidores do Poder Judiciário estadual (…) não foram contemplados com os reajustes concedidos pela lei Estadual n. 1.206/87 porque a eles e exclusivamente a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ concluir que os servidores do Poder Judiciário teriam sido agraciados por reajuste próprio ou que a vantagem em comento teria sido concedida de forma específica, por categoria, sendo, assim, inviável sua extensão, seria necessário examinar a legislação local em comento, fim a que não se presta o recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. (...) Ademais, para verificar a suposta insuficiência de recursos e ausência de previsão orçamentária, seria necessário analisar os fatos e as provas da causa à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal e das normas orçamentárias do Estado, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, reconsidero a decisão agravada para, conhecendo do agravo, negar seguimento ao recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro.’ Sustenta o agravante que a decisão agravada deveria ser reconsiderada, haja vista que o acórdão prolatado no Tribunal a quo teria violado o art. 2... da Constituição Federal, assim como os preceitos da Súmula n 339/Supremo Tribunal Federal e da Súmula Vinculante n 37/Supremo Tribunal Federal. Aduz, in verbis, que: ‘(...) a causa de pedir da pretensão deduzida nesta demanda não é outra senão a violação do princípio da isonomia... (…) (…) a pretensão deduzida e acolhida pelas instâncias ordinárias tem por suporte a invocação do princípio da isonomia. (...) (…) os servidores do Poder Judiciário estadual (…) não foram contemplados com os reajustes concedidos pela lei Estadual n. 1.206/87 porque a eles e exclusivamente a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ eles foram concedidos reajustes específicos. (...) A inconteste ausência de lei e a invocação do princípio da isonomia para a obtenção daquilo que a lei consistentemente não concedeu – e não concedeu por concreta implementação da isonomia ante a anterior atribuição de aumento a determinada categoria – é o quanto basta para se opor à pretensão presente na Súmula Vinculante 37.’ Afirma, também, que não incidiriam, no caso, os óbices das Súmulas ns 279, 280 e 636/Supremo Tribunal Federal. Intimado o agravado, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, alegando, em síntese, que a Súmula Vinculante n 37 não seria aplicável ao caso dos autos, devendo se aplicada à hipótese o mesmo entendimento utilizado para a edição da Súmula Vinculante n 51. Decido. Merece prosperar a irresignação. A segunda Turma desta Corte no julgamento dos AREs ns 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ-AgR, ambos da relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 12/5/16, ao examinar especificamente a matéria em análise nestes autos concluiu pela impossibilidade de se estender o reajuste conferido pela Lei n 1.206/87 do Estado de São Paulo aos serventuários da justiça, sob o fundamento de que a concessão da referida extensão seria contrária ao entendimento firmado neste Tribunal no exame do Recurso Extraordinário n 592.317/RJ-RG, julgado sob a sistemática da repercussão geral, bem como, ofenderia o enunciado da Súmula Vinculante n 37. Na ocasião, o Ministro Gilmar Mendes ao proferir voto- vista, assim se pronunciou: ‘O recorrido, serventuário da Justiça aposentado, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ eles foram concedidos reajustes específicos. (...) A inconteste ausência de lei e a invocação do princípio da isonomia para a obtenção daquilo que a lei consistentemente não concedeu – e não concedeu por concreta implementação da isonomia ante a anterior atribuição de aumento a determinada categoria – é o quanto basta para se opor à pretensão presente na Súmula Vinculante 37.’ Afirma, também, que não incidiriam, no caso, os óbices das Súmulas ns 279, 280 e 636/Supremo Tribunal Federal. Intimado o agravado, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, alegando, em síntese, que a Súmula Vinculante n 37 não seria aplicável ao caso dos autos, devendo se aplicada à hipótese o mesmo entendimento utilizado para a edição da Súmula Vinculante n 51. Decido. Merece prosperar a irresignação. A segunda Turma desta Corte no julgamento dos AREs ns 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ-AgR, ambos da relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 12/5/16, ao examinar especificamente a matéria em análise nestes autos concluiu pela impossibilidade de se estender o reajuste conferido pela Lei n 1.206/87 do Estado de São Paulo aos serventuários da justiça, sob o fundamento de que a concessão da referida extensão seria contrária ao entendimento firmado neste Tribunal no exame do Recurso Extraordinário n 592.317/RJ-RG, julgado sob a sistemática da repercussão geral, bem como, ofenderia o enunciado da Súmula Vinculante n 37. Na ocasião, o Ministro Gilmar Mendes ao proferir voto- vista, assim se pronunciou: ‘O recorrido, serventuário da Justiça aposentado, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ ajuizou ação pleiteando a extensão do reajuste conferido pela Lei n 1.206, de 15 de outubro de 1987, aos servidores civis e militares da Administração Direta e Autárquica do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. A referida lei, em seu artigo 5..., excluiu os serventuários da Justiça (…). (…) [E]m período de grande crescimento inflacionário e instabilidade econômica, o Estado do Rio de Janeiro aumentou os vencimentos de seus servidores várias vezes ao longo do ano por meio de diversas leis, algumas específicas para determinada categoria e outras que contemplaram mais de uma classe de servidor. Especificamente em relação aos serventuários do Poder Judiciário, pode-se verificar que a Lei estadual 1.206, de outubro de 1987, que motivou o ajuizamento dessas ações por extensão do reajuste, excluiu expressamente estes servidores do reajuste, uma vez que seus vencimentos já tinham sido reajustados pela Lei 1.181, de agosto de 1987, dois meses antes. Assim, verifica-se que os serventuários do Poder Judiciário, que tiveram aumento de vencimentos por legislação especial, não foram prejudicados pela exclusão da Lei 1.206/87, que apenas lhes negou aumento superior ao já recebido. Ocorre que, ainda em 1987, 400 serventuários impetraram o Mandado de Segurança n 583/87 pleiteando a extensão do aumento concedido, o que foi deferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Em 1988, 1.200 serventuários ajuizaram ação de rito ordinário (Processo n 1988.001.040463-2) com o mesmo objetivo, que também foi julgada procedente e já transitou em julgado. Diante das decisões judicais, a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em 1998, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ ajuizou ação pleiteando a extensão do reajuste conferido pela Lei n 1.206, de 15 de outubro de 1987, aos servidores civis e militares da Administração Direta e Autárquica do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. A referida lei, em seu artigo 5..., excluiu os serventuários da Justiça (…). (…) [E]m período de grande crescimento inflacionário e instabilidade econômica, o Estado do Rio de Janeiro aumentou os vencimentos de seus servidores várias vezes ao longo do ano por meio de diversas leis, algumas específicas para determinada categoria e outras que contemplaram mais de uma classe de servidor. Especificamente em relação aos serventuários do Poder Judiciário, pode-se verificar que a Lei estadual 1.206, de outubro de 1987, que motivou o ajuizamento dessas ações por extensão do reajuste, excluiu expressamente estes servidores do reajuste, uma vez que seus vencimentos já tinham sido reajustados pela Lei 1.181, de agosto de 1987, dois meses antes. Assim, verifica-se que os serventuários do Poder Judiciário, que tiveram aumento de vencimentos por legislação especial, não foram prejudicados pela exclusão da Lei 1.206/87, que apenas lhes negou aumento superior ao já recebido. Ocorre que, ainda em 1987, 400 serventuários impetraram o Mandado de Segurança n 583/87 pleiteando a extensão do aumento concedido, o que foi deferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Em 1988, 1.200 serventuários ajuizaram ação de rito ordinário (Processo n 1988.001.040463-2) com o mesmo objetivo, que também foi julgada procedente e já transitou em julgado. Diante das decisões judicais, a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em 1998, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ concedeu administrativamente (Processo Administrativo n 11599/1998) o percentual de 10% a todos os servidores ativos, inativos e pensionistas do Poder Judiciário, como forma de adiantamento do percentual apurado na ação judicial paradigma. Em 2012, o Presidente do Tribunal de Justiça reconheceu, novamente em sede administrativa, o direito de todos os servidores ativos ao reajuste concedido no Processo n 1988.001.040463-2, excluindo, todavia, os aposentados e pensionistas. A partir desse momento, novas ações foram ajuizadas pleiteando a extensão do aumento aos aposentados, a imediata incorporação do percentual de 24%, bem como seu pagamento retroativo a 1998, quando o pleito foi reconhecido administrativamente pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no Processo 98/11599- TJ. Na espécie, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro estendeu benefício concedido aos demais servidores do Estado do Rio de Janeiro pela Lei estadual n 1.206, de 15 de outubro de 1987, a serventuário do Poder Judiciário aposentado, com base no princípio da isonomia. (...) O posicionamento do acórdão recorrido, inclusive, reflete o entendimento consignado na Súmula 300 do Tribunal de Justiça. (…) A súmula resulta do julgamento do Incidente de Uniformização de Jurisprudência n 64836- 60.2012.8.19.0000, em que o Órgão Especial do Tribunal, por maioria, com base no princípio da isonomia e considerando as decisões administrativas sobre o tema, reconheceu o direito de todos os servidores a perceberem a diferença de vencimentos originada com a declaração de inconstitucionalidade do art. 5... da Lei 1.206/87 proferida 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ concedeu administrativamente (Processo Administrativo n 11599/1998) o percentual de 10% a todos os servidores ativos, inativos e pensionistas do Poder Judiciário, como forma de adiantamento do percentual apurado na ação judicial paradigma. Em 2012, o Presidente do Tribunal de Justiça reconheceu, novamente em sede administrativa, o direito de todos os servidores ativos ao reajuste concedido no Processo n 1988.001.040463-2, excluindo, todavia, os aposentados e pensionistas. A partir desse momento, novas ações foram ajuizadas pleiteando a extensão do aumento aos aposentados, a imediata incorporação do percentual de 24%, bem como seu pagamento retroativo a 1998, quando o pleito foi reconhecido administrativamente pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no Processo 98/11599- TJ. Na espécie, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro estendeu benefício concedido aos demais servidores do Estado do Rio de Janeiro pela Lei estadual n 1.206, de 15 de outubro de 1987, a serventuário do Poder Judiciário aposentado, com base no princípio da isonomia. (...) O posicionamento do acórdão recorrido, inclusive, reflete o entendimento consignado na Súmula 300 do Tribunal de Justiça. (…) A súmula resulta do julgamento do Incidente de Uniformização de Jurisprudência n 64836- 60.2012.8.19.0000, em que o Órgão Especial do Tribunal, por maioria, com base no princípio da isonomia e considerando as decisões administrativas sobre o tema, reconheceu o direito de todos os servidores a perceberem a diferença de vencimentos originada com a declaração de inconstitucionalidade do art. 5... da Lei 1.206/87 proferida 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ incidentalmente nos autos do Mandado de Segurança 583/1987. Verifico, assim, que a extensão do reajuste da Lei 1.206/87 aos serventuários do Poder Judiciário importa em conceder aumento de vencimentos com base no princípio da isonomia, em clara afronta ao disposto na Súmula 339 e na Súmula Vinculante 37: ‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.’ Esse entendimento restou consagrado no Recurso Extraordinário-RG 592.317 (tema 315 da sistemática da repercussão geral), de minha relatoria, DJe 7.11.2014, em que se discutiu a possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia. (…) Pelo exposto, considerando que o acordão recorrido conflita com firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, peço vênia ao Relator para divergir e votar por dar provimento ao agravo regimental. Desse modo, considerando a decisão de mérito proferida no Recurso Extraordinário-RG 592.317 e o teor da Súmula Vinculante 37, dou provimento ao recurso extraordinário para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial.’ Após o voto-vista, o Ministro Relator retificou seu voto para também prover o recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro. Os referidos julgados restaram assim ementados: ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ incidentalmente nos autos do Mandado de Segurança 583/1987. Verifico, assim, que a extensão do reajuste da Lei 1.206/87 aos serventuários do Poder Judiciário importa em conceder aumento de vencimentos com base no princípio da isonomia, em clara afronta ao disposto na Súmula 339 e na Súmula Vinculante 37: ‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.’ Esse entendimento restou consagrado no Recurso Extraordinário-RG 592.317 (tema 315 da sistemática da repercussão geral), de minha relatoria, DJe 7.11.2014, em que se discutiu a possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia. (…) Pelo exposto, considerando que o acordão recorrido conflita com firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, peço vênia ao Relator para divergir e votar por dar provimento ao agravo regimental. Desse modo, considerando a decisão de mérito proferida no Recurso Extraordinário-RG 592.317 e o teor da Súmula Vinculante 37, dou provimento ao recurso extraordinário para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial.’ Após o voto-vista, o Ministro Relator retificou seu voto para também prover o recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro. Os referidos julgados restaram assim ementados: ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ SERVIDORES PÚBLICOS. ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO, COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. ILEGITIMIDADE. SÚMULA VINCULANTE 37. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 592.317-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, PLENÁRIO, TEMA 315). 1. A extensão do reajuste instituído pela Lei Estadual 1.206/87 aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, com base no princípio da isonomia, contraria firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consubstanciada na Súmula Vinculante 37 (‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia’). 2. Agravo regimental provido.’ Ante o exposto, reconsidero a decisão ora agravada e nos termos do artigo 932, inciso V, do Código de Processo Civil (Lei n 13.105/15), dou provimento ao recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial. Custas e honorários advocatícios fixados em R$ 1.000,00 pela parte autora, vencida, aplicada, caso deferida a gratuidade de justiça, a regra do artigo 12 da Lei n 1.060/50.” Sustenta o agravante que a decisão agravada deveria ser reconsiderada, ou submetida a julgamento colegiado, tendo em vista que o reajuste previsto pela Lei Estadual aplica-se a todos os servidores públicos, com o intuito de recompor as perdas inflacionárias do período, com estrita observância ao inciso X do art. 37 da Constituição Federal de 1988/88. Aduz, in verbis, que, “[e]m igual linha, a natureza jurídica de revisão geral do reajuste instituído pela Lei Estadual n 1.206/87 atrai um 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ SERVIDORES PÚBLICOS. ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO, COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. ILEGITIMIDADE. SÚMULA VINCULANTE 37. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 592.317-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, PLENÁRIO, TEMA 315). 1. A extensão do reajuste instituído pela Lei Estadual 1.206/87 aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, com base no princípio da isonomia, contraria firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consubstanciada na Súmula Vinculante 37 (‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia’). 2. Agravo regimental provido.’ Ante o exposto, reconsidero a decisão ora agravada e nos termos do artigo 932, inciso V, do Código de Processo Civil (Lei n 13.105/15), dou provimento ao recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial. Custas e honorários advocatícios fixados em R$ 1.000,00 pela parte autora, vencida, aplicada, caso deferida a gratuidade de justiça, a regra do artigo 12 da Lei n 1.060/50.” Sustenta o agravante que a decisão agravada deveria ser reconsiderada, ou submetida a julgamento colegiado, tendo em vista que o reajuste previsto pela Lei Estadual aplica-se a todos os servidores públicos, com o intuito de recompor as perdas inflacionárias do período, com estrita observância ao inciso X do art. 37 da Constituição Federal de 1988/88. Aduz, in verbis, que, “[e]m igual linha, a natureza jurídica de revisão geral do reajuste instituído pela Lei Estadual n 1.206/87 atrai um 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Relatório ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ tratamento semelhante ao que foi conferido pela Suprema Corte ao índice de reajuste de 28,86% instituído pelas Leis 8.622/93 e 8.627/93, originando a Súmula n 672, aprovada durante a vigência da Súmula 339: (…) Ressalte-se que recentemente a Súmula 672 foi convertida na Súmula Vinculante n 51, vinculando todo o Poder Judiciário e Administração Pública, sendo imperiosa sua observância no caso ora em exame, por força do disposto no art. 103-A da Constituição Federal de 1988/88 e art.927, II do Código de Processo Civil. Ou seja, em que pese a presente causa se referir à incidência do percentual de 24%, além de se atentar para o fato de que se trata apenas de reposição inflacionária (e não aumento de remuneração), deve-se ater à força vinculante da SV 51, utilizando do seu fundamento quanto a utilização do reajuste de 28,86% aos servidores civis, para o julgamento favorável a recorrente. (…) Ademais, a Súmula Vinculante 37 (Súmula 339) não constitui qualquer óbice para a procedência dos pedidos iniciais, porque o percentual de 24% não concede aumento de vencimentos mas apenas de reposição inflacionária, acarretando somente a manutenção dos valores. Vale dizer, a demanda não envolve nem aumento de vencimentos (mas mera reposição inflacionária) tampouco isonomia (dado que a discussão deriva exclusivamente do inciso X do artigo 37 da Constituição da República), a afastar a incidência da Súmula Vinculante 37.” Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, alegando, em síntese, que a decisão espelha a jurisprudência da Suprema Corte. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ tratamento semelhante ao que foi conferido pela Suprema Corte ao índice de reajuste de 28,86% instituído pelas Leis 8.622/93 e 8.627/93, originando a Súmula n 672, aprovada durante a vigência da Súmula 339: (…) Ressalte-se que recentemente a Súmula 672 foi convertida na Súmula Vinculante n 51, vinculando todo o Poder Judiciário e Administração Pública, sendo imperiosa sua observância no caso ora em exame, por força do disposto no art. 103-A da Constituição Federal de 1988/88 e art.927, II do Código de Processo Civil. Ou seja, em que pese a presente causa se referir à incidência do percentual de 24%, além de se atentar para o fato de que se trata apenas de reposição inflacionária (e não aumento de remuneração), deve-se ater à força vinculante da SV 51, utilizando do seu fundamento quanto a utilização do reajuste de 28,86% aos servidores civis, para o julgamento favorável a recorrente. (…) Ademais, a Súmula Vinculante 37 (Súmula 339) não constitui qualquer óbice para a procedência dos pedidos iniciais, porque o percentual de 24% não concede aumento de vencimentos mas apenas de reposição inflacionária, acarretando somente a manutenção dos valores. Vale dizer, a demanda não envolve nem aumento de vencimentos (mas mera reposição inflacionária) tampouco isonomia (dado que a discussão deriva exclusivamente do inciso X do artigo 37 da Constituição da República), a afastar a incidência da Súmula Vinculante 37.” Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, alegando, em síntese, que a decisão espelha a jurisprudência da Suprema Corte. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 23/09/2016 SEGUNDA TURMA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A segunda Turma desta Corte, no julgamento dos ARE ns 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ-AgR, ambos da relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 12/5/16, ao examinar especificamente a matéria em análise nestes autos concluiu pela impossibilidade de se estender o reajuste conferido pela Lei n 1.206/87 do Estado do Rio de Janeiro aos serventuários da Justiça, sob o fundamento de que a concessão da referida extensão seria contrária ao entendimento firmado neste Tribunal no exame do Recurso Extraordinário n 592.317/RJ-RG, julgado sob a sistemática da repercussão geral, bem como, ofenderia o enunciado da Súmula Vinculante n 37. Na ocasião, o Ministro Gilmar Mendes ao proferir voto-vista, assim se pronunciou: “O recorrido, serventuário da Justiça aposentado, ajuizou ação pleiteando a extensão do reajuste conferido pela Lei n 1.206, de 15 de outubro de 1987, aos servidores civis e militares da Administração Direta e Autárquica do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. A referida lei, em seu artigo 5..., excluiu os serventuários da Justiça (…). (…) [E]m período de grande crescimento inflacionário e instabilidade econômica, o Estado do Rio de Janeiro aumentou os vencimentos de seus servidores várias vezes ao longo do ano por meio de diversas leis, algumas específicas para determinada categoria e outras que contemplaram mais de uma classe de servidor. Especificamente em relação aos serventuários do Poder Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A segunda Turma desta Corte, no julgamento dos ARE ns 841.799/RJ-AgR e 842.201/RJ-AgR, ambos da relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 12/5/16, ao examinar especificamente a matéria em análise nestes autos concluiu pela impossibilidade de se estender o reajuste conferido pela Lei n 1.206/87 do Estado do Rio de Janeiro aos serventuários da Justiça, sob o fundamento de que a concessão da referida extensão seria contrária ao entendimento firmado neste Tribunal no exame do Recurso Extraordinário n 592.317/RJ-RG, julgado sob a sistemática da repercussão geral, bem como, ofenderia o enunciado da Súmula Vinculante n 37. Na ocasião, o Ministro Gilmar Mendes ao proferir voto-vista, assim se pronunciou: “O recorrido, serventuário da Justiça aposentado, ajuizou ação pleiteando a extensão do reajuste conferido pela Lei n 1.206, de 15 de outubro de 1987, aos servidores civis e militares da Administração Direta e Autárquica do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. A referida lei, em seu artigo 5..., excluiu os serventuários da Justiça (…). (…) [E]m período de grande crescimento inflacionário e instabilidade econômica, o Estado do Rio de Janeiro aumentou os vencimentos de seus servidores várias vezes ao longo do ano por meio de diversas leis, algumas específicas para determinada categoria e outras que contemplaram mais de uma classe de servidor. Especificamente em relação aos serventuários do Poder Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ Judiciário, pode-se verificar que a Lei estadual 1.206, de outubro de 1987, que motivou o ajuizamento dessas ações por extensão do reajuste, excluiu expressamente estes servidores do reajuste, uma vez que seus vencimentos já tinham sido reajustados pela Lei 1.181, de agosto de 1987, dois meses antes. Assim, verifica-se que os serventuários do Poder Judiciário, que tiveram aumento de vencimentos por legislação especial, não foram prejudicados pela exclusão da Lei 1.206/87, que apenas lhes negou aumento superior ao já recebido. Ocorre que, ainda em 1987, 400 serventuários impetraram o Mandado de Segurança n 583/87 pleiteando a extensão do aumento concedido, o que foi deferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Em 1988, 1.200 serventuários ajuizaram ação de rito ordinário (Processo n 1988.001.040463-2) com o mesmo objetivo, que também foi julgada procedente e já transitou em julgado. Diante das decisões judicais, a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em 1998, concedeu administrativamente (Processo Administrativo n 11599/1998) o percentual de 10% a todos os servidores ativos, inativos e pensionistas do Poder Judiciário, como forma de adiantamento do percentual apurado na ação judicial paradigma. Em 2012, o Presidente do Tribunal de Justiça reconheceu, novamente em sede administrativa, o direito de todos os servidores ativos ao reajuste concedido no Processo n 1988.001.040463-2, excluindo, todavia, os aposentados e pensionistas. A partir desse momento, novas ações foram ajuizadas pleiteando a extensão do aumento aos aposentados, a imediata incorporação do percentual de 24%, bem como seu pagamento retroativo a 1998, quando o pleito foi reconhecido administrativamente pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no Processo 98/11599-TJ. Na espécie, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro estendeu benefício concedido aos demais servidores do Estado do Rio de Janeiro pela Lei estadual n 1.206, de 15 de outubro de 1987, a serventuário do Poder 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ Judiciário, pode-se verificar que a Lei estadual 1.206, de outubro de 1987, que motivou o ajuizamento dessas ações por extensão do reajuste, excluiu expressamente estes servidores do reajuste, uma vez que seus vencimentos já tinham sido reajustados pela Lei 1.181, de agosto de 1987, dois meses antes. Assim, verifica-se que os serventuários do Poder Judiciário, que tiveram aumento de vencimentos por legislação especial, não foram prejudicados pela exclusão da Lei 1.206/87, que apenas lhes negou aumento superior ao já recebido. Ocorre que, ainda em 1987, 400 serventuários impetraram o Mandado de Segurança n 583/87 pleiteando a extensão do aumento concedido, o que foi deferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Em 1988, 1.200 serventuários ajuizaram ação de rito ordinário (Processo n 1988.001.040463-2) com o mesmo objetivo, que também foi julgada procedente e já transitou em julgado. Diante das decisões judicais, a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em 1998, concedeu administrativamente (Processo Administrativo n 11599/1998) o percentual de 10% a todos os servidores ativos, inativos e pensionistas do Poder Judiciário, como forma de adiantamento do percentual apurado na ação judicial paradigma. Em 2012, o Presidente do Tribunal de Justiça reconheceu, novamente em sede administrativa, o direito de todos os servidores ativos ao reajuste concedido no Processo n 1988.001.040463-2, excluindo, todavia, os aposentados e pensionistas. A partir desse momento, novas ações foram ajuizadas pleiteando a extensão do aumento aos aposentados, a imediata incorporação do percentual de 24%, bem como seu pagamento retroativo a 1998, quando o pleito foi reconhecido administrativamente pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no Processo 98/11599-TJ. Na espécie, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro estendeu benefício concedido aos demais servidores do Estado do Rio de Janeiro pela Lei estadual n 1.206, de 15 de outubro de 1987, a serventuário do Poder 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ Judiciário aposentado, com base no princípio da isonomia. (...) O posicionamento do acórdão recorrido, inclusive, reflete o entendimento consignado na Súmula 300 do Tribunal de Justiça. (…) A súmula resulta do julgamento do Incidente de Uniformização de Jurisprudência n 64836-60.2012.8.19.0000, em que o Órgão Especial do Tribunal, por maioria, com base no princípio da isonomia e considerando as decisões administrativas sobre o tema, reconheceu o direito de todos os servidores a perceberem a diferença de vencimentos originada com a declaração de inconstitucionalidade do art. 5... da Lei 1.206/87 proferida incidentalmente nos autos do Mandado de Segurança 583/1987. Verifico, assim, que a extensão do reajuste da Lei 1.206/87 aos serventuários do Poder Judiciário importa em conceder aumento de vencimentos com base no princípio da isonomia, em clara afronta ao disposto na Súmula 339 e na Súmula Vinculante 37: ‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.’ Esse entendimento restou consagrado no Recurso Extraordinário-RG 592.317 (tema 315 da sistemática da repercussão geral), de minha relatoria, DJe 7.11.2014, em que se discutiu a possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia. (…) Pelo exposto, considerando que o acordão recorrido conflita com firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, peço vênia ao Relator para divergir e votar por 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ Judiciário aposentado, com base no princípio da isonomia. (...) O posicionamento do acórdão recorrido, inclusive, reflete o entendimento consignado na Súmula 300 do Tribunal de Justiça. (…) A súmula resulta do julgamento do Incidente de Uniformização de Jurisprudência n 64836-60.2012.8.19.0000, em que o Órgão Especial do Tribunal, por maioria, com base no princípio da isonomia e considerando as decisões administrativas sobre o tema, reconheceu o direito de todos os servidores a perceberem a diferença de vencimentos originada com a declaração de inconstitucionalidade do art. 5... da Lei 1.206/87 proferida incidentalmente nos autos do Mandado de Segurança 583/1987. Verifico, assim, que a extensão do reajuste da Lei 1.206/87 aos serventuários do Poder Judiciário importa em conceder aumento de vencimentos com base no princípio da isonomia, em clara afronta ao disposto na Súmula 339 e na Súmula Vinculante 37: ‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.’ Esse entendimento restou consagrado no Recurso Extraordinário-RG 592.317 (tema 315 da sistemática da repercussão geral), de minha relatoria, DJe 7.11.2014, em que se discutiu a possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia. (…) Pelo exposto, considerando que o acordão recorrido conflita com firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, peço vênia ao Relator para divergir e votar por 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ dar provimento ao agravo regimental. Desse modo, considerando a decisão de mérito proferida no Recurso Extraordinário-RG 592.317 e o teor da Súmula Vinculante 37, dou provimento ao recurso extraordinário para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial.” Após o voto-vista, o Ministro Relator retificou seu voto para também prover o recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro. Os referidos julgados foram assim ementados: “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDORES PÚBLICOS. ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO, COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. ILEGITIMIDADE. SÚMULA VINCULANTE 37. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 592.317-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, PLENÁRIO, TEMA 315). 1. A extensão do reajuste instituído pela Lei Estadual 1.206/87 aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, com base no princípio da isonomia, contraria firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consubstanciada na Súmula Vinculante 37 (‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia’). 2. Agravo regimental provido.” Ressalte-se que, posteriormente, esta Corte, no exame do ARE n 909.437/RJ-RG, Relator o Ministro Roberto Barroso, cujo julgamento foi concluído em 1.../9/16, reconheceu a existência de repercussão geral da matéria em debate nos presentes autos - “extensão, por via judicial, aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro do reajuste 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ dar provimento ao agravo regimental. Desse modo, considerando a decisão de mérito proferida no Recurso Extraordinário-RG 592.317 e o teor da Súmula Vinculante 37, dou provimento ao recurso extraordinário para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial.” Após o voto-vista, o Ministro Relator retificou seu voto para também prover o recurso extraordinário do Estado do Rio de Janeiro. Os referidos julgados foram assim ementados: “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDORES PÚBLICOS. ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO, COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. ILEGITIMIDADE. SÚMULA VINCULANTE 37. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 592.317-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, PLENÁRIO, TEMA 315). 1. A extensão do reajuste instituído pela Lei Estadual 1.206/87 aos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, com base no princípio da isonomia, contraria firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consubstanciada na Súmula Vinculante 37 (‘Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia’). 2. Agravo regimental provido.” Ressalte-se que, posteriormente, esta Corte, no exame do ARE n 909.437/RJ-RG, Relator o Ministro Roberto Barroso, cujo julgamento foi concluído em 1.../9/16, reconheceu a existência de repercussão geral da matéria em debate nos presentes autos - “extensão, por via judicial, aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro do reajuste 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ concedido pela Lei estadual 1.206/1987” -, sendo que, na análise do mérito reafirmou o entendimento aqui exarado. Na ocasião, assentou a Corte, também, ser necessário “dispensar a devolução de valores eventualmente recebidos até a data da conclusão do [referido] julgamento, em atenção à segurança jurídica (Código de Processo Civil/2015, art. 525, § 13)”. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Supremo Tribunal Federal ARE 802143 AGR-TERCEIRO / RJ concedido pela Lei estadual 1.206/1987” -, sendo que, na análise do mérito reafirmou o entendimento aqui exarado. Na ocasião, assentou a Corte, também, ser necessário “dispensar a devolução de valores eventualmente recebidos até a data da conclusão do [referido] julgamento, em atenção à segurança jurídica (Código de Processo Civil/2015, art. 525, § 13)”. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 23/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LUIZ ALBERTO FERREIRA ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778895 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.143 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LUIZ ALBERTO FERREIRA ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778895 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802 . 143", "Súmula n 339 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 592 . 317 / RJ - RG", "Súmula Vinculante n 37", "AREs ns 841 . 799 / RJ - AgR", "842", ".", "201", "/", "RJ", "-", "AgR", "ARE n 909 . 437 / RJ - RG", "Súmula n 339 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 592 . 317 / RJ - RG", "Súmula Vinculante n 37 . 2", "ARE ns 841 . 799 / RJ - AgR", "Súmula Vinculante n 37 . 3", "ARE n 909 . 437 / RJ - RG", "ARE 802143 AGR - TERCEIRO / RJ", "preceito", "ARE 802143 AGR", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 339 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 37 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 802143 AGR - TERCEIRO / RJ", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 339 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 37 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 802143 AGR - TERCEIRO / RJ", "Súmula Vinculante 37 .", "Súmulas ns 279 , 280 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 37", "Súmula Vinculante n 51", "AREs ns 841 . 799 / RJ - AgR", "842", ".", "201 / RJ -", "AgR", "Recurso Extraordinário n 592 . 317 / RJ - RG", "Súmula Vinculante n 37", "ARE 802143 AGR - TERCEIRO / RJ", "Súmula Vinculante 37 .", "Súmulas ns 279 , 280 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 37", "Súmula Vinculante n 51", "AREs ns 841 . 799 / RJ - AgR", "842", ". 201 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 592 . 317 / RJ - RG", "Súmula Vinculante n 37", "ARE 802143 AGR - TERCEIRO", "Processo n 1988 . 001 . 040463 - 2", "ARE 802143", "Processo n 1988 . 001 . 040463 - 2", "ARE 802143 AGR", "Processo Administrativo n 11599 / 1998", "Processo n 1988 . 001 . 040463 - 2", "Processo 98 /", "Súmula 300 do Tribunal de Justiça", "Incidente de Uniformização de Jurisprudência n 64836 - 60 . 2012 . 8 . 19 . 0000", "ARE 802143 AGR", "Processo", "Processo n 1988 . 001 . 040463 - 2", "Processo 98 / 11599 - TJ", "Súmula 300 do Tribunal de Justiça", "Incidente de Uniformização de Jurisprudência n 64836 - 60 . 2012 . 8 . 19 . 0000", "ARE 802143 AGR - TERCEIRO / RJ", "Mandado de Segurança 583 / 1987", "Súmula 339", "Súmula Vinculante 37", "Recurso Extraordinário - RG 592 . 317", "Recurso Extraordinário - RG 592 . 317", "Súmula Vinculante 37", "Mandado de Segurança 583 / 1987", "Súmula 339", "Súmula Vinculante 37", "Recurso Extraordinário - RG 592 . 317", "Recurso Extraordinário - RG 592 . 317", "Súmula Vinculante 37", "SÚMULA", "Recurso Extraordinário 592 . 317 - RG", "Súmula Vinculante 37", "SÚMULA VINCULANTE 37", "Recurso Extraordinário 592 . 317 - RG", "Súmula Vinculante 37", "ARE 802143 AGR", "Súmula Vinculante 37 .", "Súmula Vinculante n 51", "Súmula Vinculante 37 .", "ARE ns 841 . 799 / RJ - AgR", "842", ".", "201", "/", "RJ", "-", "AgR", "Recurso Extraordinário n 592 . 317 / RJ - RG", "Súmula Vinculante n 37", "ARE ns 841 . 799 / RJ -", "842", ".", "201", "/", "RJ", "Recurso Extraordinário n 592 . 317 / RJ - RG", "Súmula Vinculante n 37", "Processo n 1988 . 001 . 040463 - 2", "Processo", "Mandado de Segurança n 583 / 87", "Processo n 1988 . 001 . 040463 - 2", "Processo 98 / 11599 - TJ", "Súmula 300 do Tribunal de Justiça", "Incidente de Uniformização de Jurisprudência n 64836 - 60 . 2012 . 8 . 19 . 0000", "Mandado de Segurança 583 / 1987", "Súmula 339", "Súmula Vinculante 37", "Recurso Extraordinário - RG 592 . 317", "ARE 802143 AGR - TERCEIRO", "Súmula 300 do Tribunal de Justiça", "Incidente de Uniformização de Jurisprudência n 64836 - 60 . 2012 . 8 . 19 . 0000", "Mandado de Segurança 583 / 1987", "Súmula 339", "Súmula Vinculante 37", "Recurso Extraordinário - RG 592 . 317", "ARE 802143 AGR", "Recurso Extraordinário - RG 592 . 317", "Súmula Vinculante 37", "Recurso Extraordinário 592 . 317 - RG", "Súmula Vinculante 37", "ARE n 909 . 437 / RJ - RG", "Recurso Extraordinário - RG 592 . 317", "Recurso Extraordinário 592 . 317 - RG", "Súmula Vinculante 37", "ARE n 909 . 437 / RJ - RG" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 1 . 206 / 87", "Lei Estadual 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art .", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 525 , § 13", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 206 / 87 do Estado do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 2 . . . da Constituição Federal", "lei Estadual n . 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 2 . . . da Constituição Federal", "lei Estadual n . 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , da Lei n 13 . 105 / 15", "Código de Processo Civil", "Lei n 1 . 206 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , da Lei n 13 . 105 / 15", "Código de Processo Civil", "Lei n 1 . 206 / 87 do Estado de São Paulo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 206", "Lei estadual 1 . 206", "Lei 1 . 181", "Lei 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 206", "Lei estadual 1 . 206", "Lei 1 . 181", "Lei 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 1 . 206", "Lei 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 1 . 206", "art . 5 . . . da Lei 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 1 . 206 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL 1 . 206 / 87", "Lei Estadual 1 . 206 / 87", "artigo 932 , inciso V , do Código de Processo Civil", "Lei n 13 . 105 / 15", "artigo 12 da Lei n 1 . 060 / 50", "inciso X do art . 37 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Estadual n 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL 1 . 206 / 87", "Lei Estadual 1 . 206 / 87", "artigo 932 , inciso V , do Código de Processo Civil", "Lei n 13 . 105 / 15", "artigo 12 da Lei n 1 . 060 / 50", "inciso X do art . 37 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Estadual n 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 8 . 622 / 93", "8", ".", "627", "/", "93", "art . 103 - A da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 927 , II do Código de Processo Civil", "inciso X do artigo 37 da Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , da Lei n 13 . 105 / 15", "Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 8 . 622 / 93", "8", ".", "627", "/", "93", "art . 103 - A da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 927 , II do Código de Processo Civil", "inciso X do artigo 37 da Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , da Lei n 13 . 105 / 15", "Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 206 / 87 do Estado do Rio de Janeiro", "Lei n 1 . 206", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 206 / 87", "Lei n 1 . 206", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual 1 . 206", "Lei 1 . 181", "Lei 1 . 206 / 87", "Lei estadual n 1 . 206", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual 1 . 206", "Lei 1 . 181", "Lei 1 . 206 / 87", "Processo", "Lei estadual n 1 . 206", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei 1 . 206 / 87", "Lei 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei 1 . 206 / 87", "Lei 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL 1 . 206 / 87", "Lei Estadual 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL 1 . 206 / 87", "Lei Estadual 1 . 206 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual 1 . 206 / 1987", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 525 , § 13 )", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual 1 . 206 / 1987", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 525 , § 13 )", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "TERCEIRO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário da Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TERCEIRO", "Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves", "ICP", "-", "Brasil", "segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RJ", "Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "-", "TERCEIRO", "/", "RJ", "Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RJ", "Tribunal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Órgão Especial do Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "-", "TERCEIRO", "/", "RJ", "Tribunal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Órgão Especial do Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "TERCEIRO", "segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TERCEIRO", "segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Órgão Especial", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TOFFOLI", "TERCEIRO", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TERCEIRO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "2", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "LUIZ ALBERTO FERREIRA", "RUDI MEIRA CASSEL", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ ALBERTO FERREIRA", "RUDI MEIRA CASSEL", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Alberto Ferreira", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ ALBERTO FERREIRA", "RUDI MEIRA CASSEL", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Alberto Ferreira", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI ARE", "DIAS", "GILMAR MENDES", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ ALBERTO FERREIRA", "RUDI MEIRA CASSEL", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ ALBERTO FERREIRA", "RUDI MEIRA CASSEL", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki" ], "TEMPO": [ "23", "/", "09", "/", "2016", "10", "/", "11", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "9", "/", "16", "16", "22", "/", "9", "/", "2016", "23 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "9", "/", "16", "16", "22", "/", "9", "/", "2016", "23 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "5", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "5", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de outubro de 1987", "outubro de 1987", "agosto de 1987", "1987", "1988", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de outubro de 1987", "outubro de 1987", "agosto de 1987", "1987", "1988", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", "1998", "15 de outubro de 1987", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", "1998", "15 de outubro de 1987", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "12", "/", "5", "/", "16", "15 de outubro de 1987", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "12", "/", "5", "/", "16", "15 de outubro de 1987", "24", "/", "08", "/", "2001", "outubro de 1987", "agosto de 1987", "1987", "1988", "1998", "2012", "1998", "15 de outubro de 1987", "24", "/", "08", "/", "2001", "outubro de 1987", "agosto de 1987", "1987", "1988", "1998", "2012", "1998", "15 de outubro de 1987", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "9", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "9", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BAYER S.A. ADV.(A/S) :JORGE NEVES DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRABALHO. COMPETÊNCIA. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE 22 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO RECLAMADA ANTERIOR AO PARADIGMA INVOCADO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A reclamação é incabível por alegação de afronta à autoridade de decisão ou de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal proferida ou editada posteriormente ao ato reclamado. 2. In casu, o ato apontado como reclamado reafirmou a competência da justiça comum estadual para o julgamento da ação de reparação de danos decorrente de acidente de trabalho, em decisão proferida e acobertada pelo trânsito em julgado em momento anterior à da edição da Súmula Vinculante 22. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942777. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RCL 18920 AGR / RJ ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942777. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BAYER S.A. ADV.(A/S) :JORGE NEVES DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Neusa Maria Cristino Simões e outro(s) em face de decisão em que neguei seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: ”RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. COMPETÊNCIA. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE 22 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ATO RECLAMADO ANTERIOR À EDIÇÃO DO VERBETE VINCULANTE. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. Nas suas razões de recurso, os agravantes sustentam que, ao contrário do afirmado pela decisão agravada, o ato reclamado consistiria no acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do Agravo de Instrumento 1.417.204/RJ. Acrescentam, assim, que referido julgado teria sido proferido em setembro de 2014, data posterior, portanto, à da edição da Súmula Vinculante 22, apontada como violada pelo ato reclamado. Por essa razão, argumentam não incidir ao caso o entendimento desta Suprema Corte segundo o qual incabível o instrumento de reclamação por afronta à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942778. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BAYER S.A. ADV.(A/S) :JORGE NEVES DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Neusa Maria Cristino Simões e outro(s) em face de decisão em que neguei seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: ”RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. COMPETÊNCIA. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE 22 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ATO RECLAMADO ANTERIOR À EDIÇÃO DO VERBETE VINCULANTE. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. Nas suas razões de recurso, os agravantes sustentam que, ao contrário do afirmado pela decisão agravada, o ato reclamado consistiria no acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do Agravo de Instrumento 1.417.204/RJ. Acrescentam, assim, que referido julgado teria sido proferido em setembro de 2014, data posterior, portanto, à da edição da Súmula Vinculante 22, apontada como violada pelo ato reclamado. Por essa razão, argumentam não incidir ao caso o entendimento desta Suprema Corte segundo o qual incabível o instrumento de reclamação por afronta à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 18920 AGR / RJ autoridade de Súmula Vinculante editada após a prolação do ato. Reafirmam, desse modo, o confronto entre o ato reclamado e a Súmula Vinculante 22 desta Suprema Corte, por firmar a competência da Justiça Comum para processar e julgar ação de reparação de danos decorrente de acidente de trabalho. Requerem, por fim, o provimento do presente agravo regimental para a reforma da decisão agravada, julgando-se procedente a reclamação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942778. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ autoridade de Súmula Vinculante editada após a prolação do ato. Reafirmam, desse modo, o confronto entre o ato reclamado e a Súmula Vinculante 22 desta Suprema Corte, por firmar a competência da Justiça Comum para processar e julgar ação de reparação de danos decorrente de acidente de trabalho. Requerem, por fim, o provimento do presente agravo regimental para a reforma da decisão agravada, julgando-se procedente a reclamação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. Em que pese a irresignação dos agravantes, as razões deduzidas no recurso são incapazes de desconstituir o fundamento da decisão agravada. In casu, a reclamação ajuizada pelos ora agravantes foi inadmitida, ao fundamento do não cabimento desse instrumento constitucional quando nela se argui afronta à autoridade de decisão ou de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal proferida ou editada posteriormente ao ato reclamado. Na origem, os agravantes (viúva e três filhos) ajuizaram ação de reparação de danos decorrente do acidente de trabalho que vitimou Manoel Bendito Simões. Contra o acórdão do Tribunal de Justiça que reconheceu a competência da Justiça Trabalhista para processar e julgar o feito, a parte impetrou o Agravo de Instrumento 838.653/RJ perante o Superior Tribunal de Justiça, provido monocraticamente “para determinar a competência da Justiça Comum para o julgamento da lide”. Essa decisão foi confirmada pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do agravo regimental, operando-se o trânsito em julgado do acórdão em 12/6/2007. Prolatada a sentença de mérito em 17/3/2009, o Juízo singular julgou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. Em que pese a irresignação dos agravantes, as razões deduzidas no recurso são incapazes de desconstituir o fundamento da decisão agravada. In casu, a reclamação ajuizada pelos ora agravantes foi inadmitida, ao fundamento do não cabimento desse instrumento constitucional quando nela se argui afronta à autoridade de decisão ou de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal proferida ou editada posteriormente ao ato reclamado. Na origem, os agravantes (viúva e três filhos) ajuizaram ação de reparação de danos decorrente do acidente de trabalho que vitimou Manoel Bendito Simões. Contra o acórdão do Tribunal de Justiça que reconheceu a competência da Justiça Trabalhista para processar e julgar o feito, a parte impetrou o Agravo de Instrumento 838.653/RJ perante o Superior Tribunal de Justiça, provido monocraticamente “para determinar a competência da Justiça Comum para o julgamento da lide”. Essa decisão foi confirmada pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do agravo regimental, operando-se o trânsito em julgado do acórdão em 12/6/2007. Prolatada a sentença de mérito em 17/3/2009, o Juízo singular julgou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18920 AGR / RJ improcedente o pedido formulado na inicial. Confirmada a sentença no Tribunal de Justiça, os ora agravantes interpuseram recurso especial, inadmitido na origem. Contra esse juízo de inadmissibilidade, foi interposto o Agravo de Instrumento 1.417.204/RJ, oportunidade em que o Superior Tribunal de Justiça inadmitiu o recurso. Em seguida, o relator recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e determinou a redistribuição do feito, de modo que o Ministro Raul Araújo, em 11.11.2013, deu provimento ao recurso especial, “a fim de reconhecer a competência da Justiça Laboral para processar e julgar a presente ação indenizatória proposta pela viúva e seus filhos em virtude da morte de empregado em acidente de trabalho, determinando a remessa dos autos à Justiça do Trabalho”. Em 1º/8/2014, os embargos de declaração opostos pela parte adversa foram acolhidos, com efeitos modificativos, para negar provimento ao agravo de instrumento, porquanto “a decisão desta egrégia Corte, que fixou a competência da Justiça Comum para o julgamento da lide, proferida e transitada em julgado antes da edição da súmula vinculante 22/STF, deve prevalecer”. A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo regimental e rejeitou os embargos de declaração opostos desse julgado. Nesse contexto, os agravantes afirmam que o ato objeto da insurgência consiste na decisão dos embargos de declaração que reformou a decisão proferida no agravo de instrumento e entendeu competente a Justiça Comum para processar e julgar ação de reparação de danos decorrente de acidente de trabalho, proferida em 1º/8/2014, em data posterior à da edição da Súmula Vinculante 22. Embora os agravantes busquem convencer que o reconhecimento da competência da Justiça Comum para processamento e julgamento da ação de reparação de danos em apreço afrontou a Súmula Vinculante 22, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ improcedente o pedido formulado na inicial. Confirmada a sentença no Tribunal de Justiça, os ora agravantes interpuseram recurso especial, inadmitido na origem. Contra esse juízo de inadmissibilidade, foi interposto o Agravo de Instrumento 1.417.204/RJ, oportunidade em que o Superior Tribunal de Justiça inadmitiu o recurso. Em seguida, o relator recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e determinou a redistribuição do feito, de modo que o Ministro Raul Araújo, em 11.11.2013, deu provimento ao recurso especial, “a fim de reconhecer a competência da Justiça Laboral para processar e julgar a presente ação indenizatória proposta pela viúva e seus filhos em virtude da morte de empregado em acidente de trabalho, determinando a remessa dos autos à Justiça do Trabalho”. Em 1º/8/2014, os embargos de declaração opostos pela parte adversa foram acolhidos, com efeitos modificativos, para negar provimento ao agravo de instrumento, porquanto “a decisão desta egrégia Corte, que fixou a competência da Justiça Comum para o julgamento da lide, proferida e transitada em julgado antes da edição da súmula vinculante 22/STF, deve prevalecer”. A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo regimental e rejeitou os embargos de declaração opostos desse julgado. Nesse contexto, os agravantes afirmam que o ato objeto da insurgência consiste na decisão dos embargos de declaração que reformou a decisão proferida no agravo de instrumento e entendeu competente a Justiça Comum para processar e julgar ação de reparação de danos decorrente de acidente de trabalho, proferida em 1º/8/2014, em data posterior à da edição da Súmula Vinculante 22. Embora os agravantes busquem convencer que o reconhecimento da competência da Justiça Comum para processamento e julgamento da ação de reparação de danos em apreço afrontou a Súmula Vinculante 22, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18920 AGR / RJ caso dos autos demanda análise acurada das decisões anteriormente proferidas. Conforme destacado na decisão agravada, entendimento assentado em momento anterior à da prolação da decisão objeto da reclamação, declarou a competência da Justiça Comum para a apreciação da lide. Pertinente, assim, transcrever excertos do acórdão proferido no AgRg no Ag 838.653/RJ, cujo trânsito em julgado operou-se em 12/6/2007: “O recurso especial interposto pelo agravado preenche todos os requisitos constitucionais e processuais, autorizadores do seu conhecimento. No mais, a jurisprudência do STJ é pacífica no que tange à competência da Justiça Comum para o julgamento de ação de indenização movida pelos familiares do ex-empregado falecido em decorrência de acidente do trabalho. Confiram-se os precedentes a seguir transcritos, além daquele citado no decisório agravado: "CONFLITO DE COMPETÊNCIA. ACIDENTE DO TRABALHO. VIÚVA E FILHA DE EMPREGADO VITIMADO EM SERVIÇO. DEMANDA EM NOME PRÓPRIO. 1. Após o advento da Emenda Constitucional 45, consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Conflito de Competência 7204-MG - compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações de dano moral e patrimonial, decorrentes de acidente do trabalho 2. No caso, as autoras, na condição de viúva e filha do empregado vitimado, buscam e atuam em nome próprio, perseguindo direito próprio, não decorrente da antiga relação de emprego e sim do acidente do trabalho. 3 - Neste contexto, em se tratando de ato das empresas, suficientes à caracterização de culpa civil, de onde emergente o direito à indenização pleiteada, a competência para o processo e julgamento é da Justiça Estadual. 4 - Competência determinada pela natureza jurídica da lide, relacionada com o tema da responsabilidade civil. 5 - Conflito conhecido para declarar competente o Juízo de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ caso dos autos demanda análise acurada das decisões anteriormente proferidas. Conforme destacado na decisão agravada, entendimento assentado em momento anterior à da prolação da decisão objeto da reclamação, declarou a competência da Justiça Comum para a apreciação da lide. Pertinente, assim, transcrever excertos do acórdão proferido no AgRg no Ag 838.653/RJ, cujo trânsito em julgado operou-se em 12/6/2007: “O recurso especial interposto pelo agravado preenche todos os requisitos constitucionais e processuais, autorizadores do seu conhecimento. No mais, a jurisprudência do STJ é pacífica no que tange à competência da Justiça Comum para o julgamento de ação de indenização movida pelos familiares do ex-empregado falecido em decorrência de acidente do trabalho. Confiram-se os precedentes a seguir transcritos, além daquele citado no decisório agravado: "CONFLITO DE COMPETÊNCIA. ACIDENTE DO TRABALHO. VIÚVA E FILHA DE EMPREGADO VITIMADO EM SERVIÇO. DEMANDA EM NOME PRÓPRIO. 1. Após o advento da Emenda Constitucional 45, consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Conflito de Competência 7204-MG - compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações de dano moral e patrimonial, decorrentes de acidente do trabalho 2. No caso, as autoras, na condição de viúva e filha do empregado vitimado, buscam e atuam em nome próprio, perseguindo direito próprio, não decorrente da antiga relação de emprego e sim do acidente do trabalho. 3 - Neste contexto, em se tratando de ato das empresas, suficientes à caracterização de culpa civil, de onde emergente o direito à indenização pleiteada, a competência para o processo e julgamento é da Justiça Estadual. 4 - Competência determinada pela natureza jurídica da lide, relacionada com o tema da responsabilidade civil. 5 - Conflito conhecido para declarar competente o Juízo de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18920 AGR / RJ Direito da 6ª Vara Cível de Dourados - MS - o suscitado" (CC 40.618/MS, relator o em. Ministro Fernando Gonçalves, DJ 13/10/2005)”. Regularmente processado o feito, o Juízo declarado competente prolatou sentença de mérito, julgando improcedente o pedido formulado na inicial. Em face da decisão contrária aos interesses da parte, a controvérsia foi novamente submetida ao crivo do Superior Tribunal de Justiça. Desse modo, a Corte Superior deliberou que, quanto à competência para o julgamento do feito, a matéria já havia sido definitivamente apreciada pela Quarta Turma do STJ, nos autos do AgRg no Ag 838.653/RJ (Rel. Min. Cesar Asfor Rocha, DJe de 27/03/2006), no qual ficou determinada a competência da Justiça Comum para a apreciação da lide, tendo sido a decisão acobertada pela transitado em julgado. Extraio os seguintes trechos da decisão reclamada: “apesar de se concluir que a súmula vinculante nº 22 abarca a hipótese ora questionada, sua edição se deu apenas em 2.12.2009, enquanto a questão relativa à competência para o julgamento da presente lide já havia sido apreciada por este Pretório em decisão que transitou em julgado no dia 12/6/2007 (AgRg no Ag 838.653/RJ, Relator o eminente Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, DJe de 27/03/2006). Nesse contexto, não há falar em desrespeito ao aludido enunciado vinculante (…). Tem-se, pois, que a decisão desta egrégia Corte, que fixou a competência da Justiça Comum para o julgamento da lide, proferida e transitada em julgado antes da edição da súmula vinculante 22/STF, deve prevalecer. Diante de tais premissas, em respeito à coisa julgada e ao princípio da segurança jurídica, não é possível o acolhimento de novo pedido de exame da competência para o julgamento do feito”. Diante desse quadro, reafirmo a prevalência da decisão que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ Direito da 6ª Vara Cível de Dourados - MS - o suscitado" (CC 40.618/MS, relator o em. Ministro Fernando Gonçalves, DJ 13/10/2005)”. Regularmente processado o feito, o Juízo declarado competente prolatou sentença de mérito, julgando improcedente o pedido formulado na inicial. Em face da decisão contrária aos interesses da parte, a controvérsia foi novamente submetida ao crivo do Superior Tribunal de Justiça. Desse modo, a Corte Superior deliberou que, quanto à competência para o julgamento do feito, a matéria já havia sido definitivamente apreciada pela Quarta Turma do STJ, nos autos do AgRg no Ag 838.653/RJ (Rel. Min. Cesar Asfor Rocha, DJe de 27/03/2006), no qual ficou determinada a competência da Justiça Comum para a apreciação da lide, tendo sido a decisão acobertada pela transitado em julgado. Extraio os seguintes trechos da decisão reclamada: “apesar de se concluir que a súmula vinculante nº 22 abarca a hipótese ora questionada, sua edição se deu apenas em 2.12.2009, enquanto a questão relativa à competência para o julgamento da presente lide já havia sido apreciada por este Pretório em decisão que transitou em julgado no dia 12/6/2007 (AgRg no Ag 838.653/RJ, Relator o eminente Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, DJe de 27/03/2006). Nesse contexto, não há falar em desrespeito ao aludido enunciado vinculante (…). Tem-se, pois, que a decisão desta egrégia Corte, que fixou a competência da Justiça Comum para o julgamento da lide, proferida e transitada em julgado antes da edição da súmula vinculante 22/STF, deve prevalecer. Diante de tais premissas, em respeito à coisa julgada e ao princípio da segurança jurídica, não é possível o acolhimento de novo pedido de exame da competência para o julgamento do feito”. Diante desse quadro, reafirmo a prevalência da decisão que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18920 AGR / RJ primeiramente apreciou o tema relativo à competência para efeito de verificação da suposta violação ao referido enunciado sumular. Com efeito, os fundamentos nela estabelecidos prevaleciam à época para a declaração do juízo competente, não obstante tal entendimento haja sofrido modificações posteriormente. Inclusive, o entendimento assentado na oportunidade validou o processamento e julgamento do feito perante o juízo comum estadual. Pois bem. Consoante mencionado anteriormente, a decisão que fixou a competência da Justiça Comum para o feito (AgRg no Ag 838.653/RJ) transitou em julgado em 12/6/2007. A Súmula Vinculante 22, por sua vez, foi aprovada pelo Tribunal Pleno em 2/12/2009 e publicada no DJe de 11/12/2009, e possui o seguinte teor: “a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações de indenização por danos morais e patrimoniais decorrentes de acidente de trabalho propostas por empregado contra empregador, inclusive aquelas que ainda não possuíam sentença de mérito em primeiro grau quando da promulgação da Emenda Constitucional n. 45/04”. Verifica-se, pois, que o verbete vinculante que se alega desrespeitado foi editado em data muito posterior à decisão reclamada. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de que não cabe Reclamação por alegação de afronta à autoridade de decisão ou de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal proferida ou editada posteriormente ao ato reclamado. É o que se colhe dos seguintes arestos: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO. DECISÃO RECLAMADA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR AO PRONUNCIAMENTO DO STF 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ primeiramente apreciou o tema relativo à competência para efeito de verificação da suposta violação ao referido enunciado sumular. Com efeito, os fundamentos nela estabelecidos prevaleciam à época para a declaração do juízo competente, não obstante tal entendimento haja sofrido modificações posteriormente. Inclusive, o entendimento assentado na oportunidade validou o processamento e julgamento do feito perante o juízo comum estadual. Pois bem. Consoante mencionado anteriormente, a decisão que fixou a competência da Justiça Comum para o feito (AgRg no Ag 838.653/RJ) transitou em julgado em 12/6/2007. A Súmula Vinculante 22, por sua vez, foi aprovada pelo Tribunal Pleno em 2/12/2009 e publicada no DJe de 11/12/2009, e possui o seguinte teor: “a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações de indenização por danos morais e patrimoniais decorrentes de acidente de trabalho propostas por empregado contra empregador, inclusive aquelas que ainda não possuíam sentença de mérito em primeiro grau quando da promulgação da Emenda Constitucional n. 45/04”. Verifica-se, pois, que o verbete vinculante que se alega desrespeitado foi editado em data muito posterior à decisão reclamada. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de que não cabe Reclamação por alegação de afronta à autoridade de decisão ou de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal proferida ou editada posteriormente ao ato reclamado. É o que se colhe dos seguintes arestos: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO. DECISÃO RECLAMADA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR AO PRONUNCIAMENTO DO STF 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18920 AGR / RJ DOTADO DE EFICÁCIA VINCULANTE. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é pacífica quanto ao não cabimento de reclamação quando o ato reclamado é anterior à decisão tida por violada. 2. Agravo regimental não provido” (Rcl 10.199-AgR/SC, Rel. Min. Teori Zavascki). “O CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO, NOS TERMOS DO ART. 103-A, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, PRESSUPÕE A EXISTÊNCIA DE SÚMULA VINCULANTE ANTERIOR À DECISÃO IMPUGNADA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Rcl 7.989-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). “RECLAMAÇÃO. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa à súmula vinculante n. 10. Decisão anterior à edição desta. Seguimento negado. Agravo improvido. Não cabe reclamação por ofensa a súmula vinculante editada após a decisão impugnada” (Rcl 8.846-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso). “Agravo interno em reclamação – Alegada ofensa à autoridade do STF e à eficácia da Súmula Vinculante nº 10 - Decisão reclamada anterior ao paradigma – Desrespeito não configurado - Agravo regimental não provido. 1 - Ato reclamado anterior à Súmula Vinculante nº 10, que se apresentou como paradigma. Caso de não conhecimento da reclamação, conforme jurisprudência do STF. Precedentes do Plenário: Rcl nº 1.723/CE-AgR-QO, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/8/01; Rcl nº 4.131/SP, relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/6/08 e Rcl nº 4.644/SC-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia. 2- A tese de que houve julgamento definitivo apenas quando o Tribunal se pronunciou em embargos declaratórios equivale a dizer que esse instante, de fato, só ocorrerá quando houver o trânsito em julgado. Trata-se de perpetuação indevida da jurisdição, o que, na prática, inviabiliza a própria ideia de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ DOTADO DE EFICÁCIA VINCULANTE. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é pacífica quanto ao não cabimento de reclamação quando o ato reclamado é anterior à decisão tida por violada. 2. Agravo regimental não provido” (Rcl 10.199-AgR/SC, Rel. Min. Teori Zavascki). “O CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO, NOS TERMOS DO ART. 103-A, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, PRESSUPÕE A EXISTÊNCIA DE SÚMULA VINCULANTE ANTERIOR À DECISÃO IMPUGNADA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Rcl 7.989-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). “RECLAMAÇÃO. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa à súmula vinculante n. 10. Decisão anterior à edição desta. Seguimento negado. Agravo improvido. Não cabe reclamação por ofensa a súmula vinculante editada após a decisão impugnada” (Rcl 8.846-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso). “Agravo interno em reclamação – Alegada ofensa à autoridade do STF e à eficácia da Súmula Vinculante nº 10 - Decisão reclamada anterior ao paradigma – Desrespeito não configurado - Agravo regimental não provido. 1 - Ato reclamado anterior à Súmula Vinculante nº 10, que se apresentou como paradigma. Caso de não conhecimento da reclamação, conforme jurisprudência do STF. Precedentes do Plenário: Rcl nº 1.723/CE-AgR-QO, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/8/01; Rcl nº 4.131/SP, relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/6/08 e Rcl nº 4.644/SC-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia. 2- A tese de que houve julgamento definitivo apenas quando o Tribunal se pronunciou em embargos declaratórios equivale a dizer que esse instante, de fato, só ocorrerá quando houver o trânsito em julgado. Trata-se de perpetuação indevida da jurisdição, o que, na prática, inviabiliza a própria ideia de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18920 AGR / RJ posteridade da súmula vinculante 3 - Agravo regimental não provido.”(Rcl 7.900 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ posteridade da súmula vinculante 3 - Agravo regimental não provido.”(Rcl 7.900 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BAYER S.A. ADV.(A/S) : JORGE NEVES DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958717 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BAYER S.A. ADV.(A/S) : JORGE NEVES DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958717 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7981931
2015-02-24T00:00:00
2015-03-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRABALHO. COMPETÊNCIA. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE 22 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO RECLAMADA ANTERIOR AO PARADIGMA INVOCADO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A reclamação é incabível por alegação de afronta à autoridade de decisão ou de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal proferida ou editada posteriormente ao ato reclamado. 2. In casu, o ato apontado como reclamado reafirmou a competência da justiça comum estadual para o julgamento da ação de reparação de danos decorrente de acidente de trabalho, em decisão proferida e acobertada pelo trânsito em julgado em momento anterior à da edição da Súmula Vinculante 22. 3. Agravo regimental desprovido.
sjur295615
- Acórdão(s) citado(s): (RCL, AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE) Rcl 7900 AgR (TP), Rcl 8846 AgR (TP), Rcl 7989 AgR (TP), Rcl 10199 AgR (TP). Número de páginas: 12. Análise: 30/03/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
18920
[ "LEG-FED SUV-000022 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 18920 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BAYER S.A. ADV.(A/S) : JORGE NEVES DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BAYER S.A. ADV.(A/S) :JORGE NEVES DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRABALHO. COMPETÊNCIA. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE 22 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO RECLAMADA ANTERIOR AO PARADIGMA INVOCADO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A reclamação é incabível por alegação de afronta à autoridade de decisão ou de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal proferida ou editada posteriormente ao ato reclamado. 2. In casu, o ato apontado como reclamado reafirmou a competência da justiça comum estadual para o julgamento da ação de reparação de danos decorrente de acidente de trabalho, em decisão proferida e acobertada pelo trânsito em julgado em momento anterior à da edição da Súmula Vinculante 22. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942777. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RCL 18920 AGR / RJ ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942777. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BAYER S.A. ADV.(A/S) :JORGE NEVES DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Neusa Maria Cristino Simões e outro(s) em face de decisão em que neguei seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: ”RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. COMPETÊNCIA. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE 22 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ATO RECLAMADO ANTERIOR À EDIÇÃO DO VERBETE VINCULANTE. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. Nas suas razões de recurso, os agravantes sustentam que, ao contrário do afirmado pela decisão agravada, o ato reclamado consistiria no acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do Agravo de Instrumento 1.417.204/RJ. Acrescentam, assim, que referido julgado teria sido proferido em setembro de 2014, data posterior, portanto, à da edição da Súmula Vinculante 22, apontada como violada pelo ato reclamado. Por essa razão, argumentam não incidir ao caso o entendimento desta Suprema Corte segundo o qual incabível o instrumento de reclamação por afronta à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942778. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BAYER S.A. ADV.(A/S) :JORGE NEVES DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Neusa Maria Cristino Simões e outro(s) em face de decisão em que neguei seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: ”RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. COMPETÊNCIA. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE 22 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ATO RECLAMADO ANTERIOR À EDIÇÃO DO VERBETE VINCULANTE. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. Nas suas razões de recurso, os agravantes sustentam que, ao contrário do afirmado pela decisão agravada, o ato reclamado consistiria no acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do Agravo de Instrumento 1.417.204/RJ. Acrescentam, assim, que referido julgado teria sido proferido em setembro de 2014, data posterior, portanto, à da edição da Súmula Vinculante 22, apontada como violada pelo ato reclamado. Por essa razão, argumentam não incidir ao caso o entendimento desta Suprema Corte segundo o qual incabível o instrumento de reclamação por afronta à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 18920 AGR / RJ autoridade de Súmula Vinculante editada após a prolação do ato. Reafirmam, desse modo, o confronto entre o ato reclamado e a Súmula Vinculante 22 desta Suprema Corte, por firmar a competência da Justiça Comum para processar e julgar ação de reparação de danos decorrente de acidente de trabalho. Requerem, por fim, o provimento do presente agravo regimental para a reforma da decisão agravada, julgando-se procedente a reclamação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942778. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ autoridade de Súmula Vinculante editada após a prolação do ato. Reafirmam, desse modo, o confronto entre o ato reclamado e a Súmula Vinculante 22 desta Suprema Corte, por firmar a competência da Justiça Comum para processar e julgar ação de reparação de danos decorrente de acidente de trabalho. Requerem, por fim, o provimento do presente agravo regimental para a reforma da decisão agravada, julgando-se procedente a reclamação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. Em que pese a irresignação dos agravantes, as razões deduzidas no recurso são incapazes de desconstituir o fundamento da decisão agravada. In casu, a reclamação ajuizada pelos ora agravantes foi inadmitida, ao fundamento do não cabimento desse instrumento constitucional quando nela se argui afronta à autoridade de decisão ou de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal proferida ou editada posteriormente ao ato reclamado. Na origem, os agravantes (viúva e três filhos) ajuizaram ação de reparação de danos decorrente do acidente de trabalho que vitimou Manoel Bendito Simões. Contra o acórdão do Tribunal de Justiça que reconheceu a competência da Justiça Trabalhista para processar e julgar o feito, a parte impetrou o Agravo de Instrumento 838.653/RJ perante o Superior Tribunal de Justiça, provido monocraticamente “para determinar a competência da Justiça Comum para o julgamento da lide”. Essa decisão foi confirmada pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do agravo regimental, operando-se o trânsito em julgado do acórdão em 12/6/2007. Prolatada a sentença de mérito em 17/3/2009, o Juízo singular julgou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. Em que pese a irresignação dos agravantes, as razões deduzidas no recurso são incapazes de desconstituir o fundamento da decisão agravada. In casu, a reclamação ajuizada pelos ora agravantes foi inadmitida, ao fundamento do não cabimento desse instrumento constitucional quando nela se argui afronta à autoridade de decisão ou de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal proferida ou editada posteriormente ao ato reclamado. Na origem, os agravantes (viúva e três filhos) ajuizaram ação de reparação de danos decorrente do acidente de trabalho que vitimou Manoel Bendito Simões. Contra o acórdão do Tribunal de Justiça que reconheceu a competência da Justiça Trabalhista para processar e julgar o feito, a parte impetrou o Agravo de Instrumento 838.653/RJ perante o Superior Tribunal de Justiça, provido monocraticamente “para determinar a competência da Justiça Comum para o julgamento da lide”. Essa decisão foi confirmada pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do agravo regimental, operando-se o trânsito em julgado do acórdão em 12/6/2007. Prolatada a sentença de mérito em 17/3/2009, o Juízo singular julgou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18920 AGR / RJ improcedente o pedido formulado na inicial. Confirmada a sentença no Tribunal de Justiça, os ora agravantes interpuseram recurso especial, inadmitido na origem. Contra esse juízo de inadmissibilidade, foi interposto o Agravo de Instrumento 1.417.204/RJ, oportunidade em que o Superior Tribunal de Justiça inadmitiu o recurso. Em seguida, o relator recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e determinou a redistribuição do feito, de modo que o Ministro Raul Araújo, em 11.11.2013, deu provimento ao recurso especial, “a fim de reconhecer a competência da Justiça Laboral para processar e julgar a presente ação indenizatória proposta pela viúva e seus filhos em virtude da morte de empregado em acidente de trabalho, determinando a remessa dos autos à Justiça do Trabalho”. Em 1.../8/2014, os embargos de declaração opostos pela parte adversa foram acolhidos, com efeitos modificativos, para negar provimento ao agravo de instrumento, porquanto “a decisão desta egrégia Corte, que fixou a competência da Justiça Comum para o julgamento da lide, proferida e transitada em julgado antes da edição da súmula vinculante 22/Supremo Tribunal Federal, deve prevalecer”. A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo regimental e rejeitou os embargos de declaração opostos desse julgado. Nesse contexto, os agravantes afirmam que o ato objeto da insurgência consiste na decisão dos embargos de declaração que reformou a decisão proferida no agravo de instrumento e entendeu competente a Justiça Comum para processar e julgar ação de reparação de danos decorrente de acidente de trabalho, proferida em 1.../8/2014, em data posterior à da edição da Súmula Vinculante 22. Embora os agravantes busquem convencer que o reconhecimento da competência da Justiça Comum para processamento e julgamento da ação de reparação de danos em apreço afrontou a Súmula Vinculante 22, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ improcedente o pedido formulado na inicial. Confirmada a sentença no Tribunal de Justiça, os ora agravantes interpuseram recurso especial, inadmitido na origem. Contra esse juízo de inadmissibilidade, foi interposto o Agravo de Instrumento 1.417.204/RJ, oportunidade em que o Superior Tribunal de Justiça inadmitiu o recurso. Em seguida, o relator recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e determinou a redistribuição do feito, de modo que o Ministro Raul Araújo, em 11.11.2013, deu provimento ao recurso especial, “a fim de reconhecer a competência da Justiça Laboral para processar e julgar a presente ação indenizatória proposta pela viúva e seus filhos em virtude da morte de empregado em acidente de trabalho, determinando a remessa dos autos à Justiça do Trabalho”. Em 1.../8/2014, os embargos de declaração opostos pela parte adversa foram acolhidos, com efeitos modificativos, para negar provimento ao agravo de instrumento, porquanto “a decisão desta egrégia Corte, que fixou a competência da Justiça Comum para o julgamento da lide, proferida e transitada em julgado antes da edição da súmula vinculante 22/Supremo Tribunal Federal, deve prevalecer”. A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo regimental e rejeitou os embargos de declaração opostos desse julgado. Nesse contexto, os agravantes afirmam que o ato objeto da insurgência consiste na decisão dos embargos de declaração que reformou a decisão proferida no agravo de instrumento e entendeu competente a Justiça Comum para processar e julgar ação de reparação de danos decorrente de acidente de trabalho, proferida em 1.../8/2014, em data posterior à da edição da Súmula Vinculante 22. Embora os agravantes busquem convencer que o reconhecimento da competência da Justiça Comum para processamento e julgamento da ação de reparação de danos em apreço afrontou a Súmula Vinculante 22, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18920 AGR / RJ caso dos autos demanda análise acurada das decisões anteriormente proferidas. Conforme destacado na decisão agravada, entendimento assentado em momento anterior à da prolação da decisão objeto da reclamação, declarou a competência da Justiça Comum para a apreciação da lide. Pertinente, assim, transcrever excertos do acórdão proferido no AgRg no Ag 838.653/RJ, cujo trânsito em julgado operou-se em 12/6/2007: “O recurso especial interposto pelo agravado preenche todos os requisitos constitucionais e processuais, autorizadores do seu conhecimento. No mais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no que tange à competência da Justiça Comum para o julgamento de ação de indenização movida pelos familiares do ex-empregado falecido em decorrência de acidente do trabalho. Confiram-se os precedentes a seguir transcritos, além daquele citado no decisório agravado: "CONFLITO DE COMPETÊNCIA. ACIDENTE DO TRABALHO. VIÚVA E FILHA DE EMPREGADO VITIMADO EM SERVIÇO. DEMANDA EM NOME PRÓPRIO. 1. Após o advento da Emenda Constitucional 45, consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Conflito de Competência 7204-MG - compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações de dano moral e patrimonial, decorrentes de acidente do trabalho 2. No caso, as autoras, na condição de viúva e filha do empregado vitimado, buscam e atuam em nome próprio, perseguindo direito próprio, não decorrente da antiga relação de emprego e sim do acidente do trabalho. 3 - Neste contexto, em se tratando de ato das empresas, suficientes à caracterização de culpa civil, de onde emergente o direito à indenização pleiteada, a competência para o processo e julgamento é da Justiça Estadual. 4 - Competência determinada pela natureza jurídica da lide, relacionada com o tema da responsabilidade civil. 5 - Conflito conhecido para declarar competente o Juízo de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ caso dos autos demanda análise acurada das decisões anteriormente proferidas. Conforme destacado na decisão agravada, entendimento assentado em momento anterior à da prolação da decisão objeto da reclamação, declarou a competência da Justiça Comum para a apreciação da lide. Pertinente, assim, transcrever excertos do acórdão proferido no AgRg no Ag 838.653/RJ, cujo trânsito em julgado operou-se em 12/6/2007: “O recurso especial interposto pelo agravado preenche todos os requisitos constitucionais e processuais, autorizadores do seu conhecimento. No mais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no que tange à competência da Justiça Comum para o julgamento de ação de indenização movida pelos familiares do ex-empregado falecido em decorrência de acidente do trabalho. Confiram-se os precedentes a seguir transcritos, além daquele citado no decisório agravado: "CONFLITO DE COMPETÊNCIA. ACIDENTE DO TRABALHO. VIÚVA E FILHA DE EMPREGADO VITIMADO EM SERVIÇO. DEMANDA EM NOME PRÓPRIO. 1. Após o advento da Emenda Constitucional 45, consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Conflito de Competência 7204-MG - compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações de dano moral e patrimonial, decorrentes de acidente do trabalho 2. No caso, as autoras, na condição de viúva e filha do empregado vitimado, buscam e atuam em nome próprio, perseguindo direito próprio, não decorrente da antiga relação de emprego e sim do acidente do trabalho. 3 - Neste contexto, em se tratando de ato das empresas, suficientes à caracterização de culpa civil, de onde emergente o direito à indenização pleiteada, a competência para o processo e julgamento é da Justiça Estadual. 4 - Competência determinada pela natureza jurídica da lide, relacionada com o tema da responsabilidade civil. 5 - Conflito conhecido para declarar competente o Juízo de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18920 AGR / RJ Direito da 6... Vara Cível de Dourados - MS - o suscitado" (Código Civil Brasileiro 40.618/MS, relator o em. Ministro Fernando Gonçalves, DJ 13/10/2005)”. Regularmente processado o feito, o Juízo declarado competente prolatou sentença de mérito, julgando improcedente o pedido formulado na inicial. Em face da decisão contrária aos interesses da parte, a controvérsia foi novamente submetida ao crivo do Superior Tribunal de Justiça. Desse modo, a Corte Superior deliberou que, quanto à competência para o julgamento do feito, a matéria já havia sido definitivamente apreciada pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do AgRg no Ag 838.653/RJ (Rel. Min. Cesar Asfor Rocha, DJe de 27/03/2006), no qual ficou determinada a competência da Justiça Comum para a apreciação da lide, tendo sido a decisão acobertada pela transitado em julgado. Extraio os seguintes trechos da decisão reclamada: “apesar de se concluir que a súmula vinculante n 22 abarca a hipótese ora questionada, sua edição se deu apenas em 2.12.2009, enquanto a questão relativa à competência para o julgamento da presente lide já havia sido apreciada por este Pretório em decisão que transitou em julgado no dia 12/6/2007 (AgRg no Ag 838.653/RJ, Relator o eminente Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, DJe de 27/03/2006). Nesse contexto, não há falar em desrespeito ao aludido enunciado vinculante (…). Tem-se, pois, que a decisão desta egrégia Corte, que fixou a competência da Justiça Comum para o julgamento da lide, proferida e transitada em julgado antes da edição da súmula vinculante 22/Supremo Tribunal Federal, deve prevalecer. Diante de tais premissas, em respeito à coisa julgada e ao princípio da segurança jurídica, não é possível o acolhimento de novo pedido de exame da competência para o julgamento do feito”. Diante desse quadro, reafirmo a prevalência da decisão que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ Direito da 6... Vara Cível de Dourados - MS - o suscitado" (Código Civil Brasileiro 40.618/MS, relator o em. Ministro Fernando Gonçalves, DJ 13/10/2005)”. Regularmente processado o feito, o Juízo declarado competente prolatou sentença de mérito, julgando improcedente o pedido formulado na inicial. Em face da decisão contrária aos interesses da parte, a controvérsia foi novamente submetida ao crivo do Superior Tribunal de Justiça. Desse modo, a Corte Superior deliberou que, quanto à competência para o julgamento do feito, a matéria já havia sido definitivamente apreciada pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do AgRg no Ag 838.653/RJ (Rel. Min. Cesar Asfor Rocha, DJe de 27/03/2006), no qual ficou determinada a competência da Justiça Comum para a apreciação da lide, tendo sido a decisão acobertada pela transitado em julgado. Extraio os seguintes trechos da decisão reclamada: “apesar de se concluir que a súmula vinculante n 22 abarca a hipótese ora questionada, sua edição se deu apenas em 2.12.2009, enquanto a questão relativa à competência para o julgamento da presente lide já havia sido apreciada por este Pretório em decisão que transitou em julgado no dia 12/6/2007 (AgRg no Ag 838.653/RJ, Relator o eminente Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, DJe de 27/03/2006). Nesse contexto, não há falar em desrespeito ao aludido enunciado vinculante (…). Tem-se, pois, que a decisão desta egrégia Corte, que fixou a competência da Justiça Comum para o julgamento da lide, proferida e transitada em julgado antes da edição da súmula vinculante 22/Supremo Tribunal Federal, deve prevalecer. Diante de tais premissas, em respeito à coisa julgada e ao princípio da segurança jurídica, não é possível o acolhimento de novo pedido de exame da competência para o julgamento do feito”. Diante desse quadro, reafirmo a prevalência da decisão que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18920 AGR / RJ primeiramente apreciou o tema relativo à competência para efeito de verificação da suposta violação ao referido enunciado sumular. Com efeito, os fundamentos nela estabelecidos prevaleciam à época para a declaração do juízo competente, não obstante tal entendimento haja sofrido modificações posteriormente. Inclusive, o entendimento assentado na oportunidade validou o processamento e julgamento do feito perante o juízo comum estadual. Pois bem. Consoante mencionado anteriormente, a decisão que fixou a competência da Justiça Comum para o feito (AgRg no Ag 838.653/RJ) transitou em julgado em 12/6/2007. A Súmula Vinculante 22, por sua vez, foi aprovada pelo Tribunal Pleno em 2/12/2009 e publicada no DJe de 11/12/2009, e possui o seguinte teor: “a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações de indenização por danos morais e patrimoniais decorrentes de acidente de trabalho propostas por empregado contra empregador, inclusive aquelas que ainda não possuíam sentença de mérito em primeiro grau quando da promulgação da Emenda Constitucional n. 45/04”. Verifica-se, pois, que o verbete vinculante que se alega desrespeitado foi editado em data muito posterior à decisão reclamada. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de que não cabe Reclamação por alegação de afronta à autoridade de decisão ou de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal proferida ou editada posteriormente ao ato reclamado. É o que se colhe dos seguintes arestos: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO. DECISÃO RECLAMADA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR AO PRONUNCIAMENTO DO Supremo Tribunal Federal 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ primeiramente apreciou o tema relativo à competência para efeito de verificação da suposta violação ao referido enunciado sumular. Com efeito, os fundamentos nela estabelecidos prevaleciam à época para a declaração do juízo competente, não obstante tal entendimento haja sofrido modificações posteriormente. Inclusive, o entendimento assentado na oportunidade validou o processamento e julgamento do feito perante o juízo comum estadual. Pois bem. Consoante mencionado anteriormente, a decisão que fixou a competência da Justiça Comum para o feito (AgRg no Ag 838.653/RJ) transitou em julgado em 12/6/2007. A Súmula Vinculante 22, por sua vez, foi aprovada pelo Tribunal Pleno em 2/12/2009 e publicada no DJe de 11/12/2009, e possui o seguinte teor: “a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações de indenização por danos morais e patrimoniais decorrentes de acidente de trabalho propostas por empregado contra empregador, inclusive aquelas que ainda não possuíam sentença de mérito em primeiro grau quando da promulgação da Emenda Constitucional n. 45/04”. Verifica-se, pois, que o verbete vinculante que se alega desrespeitado foi editado em data muito posterior à decisão reclamada. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de que não cabe Reclamação por alegação de afronta à autoridade de decisão ou de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal proferida ou editada posteriormente ao ato reclamado. É o que se colhe dos seguintes arestos: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO. DECISÃO RECLAMADA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR AO PRONUNCIAMENTO DO Supremo Tribunal Federal 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18920 AGR / RJ DOTADO DE EFICÁCIA VINCULANTE. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é pacífica quanto ao não cabimento de reclamação quando o ato reclamado é anterior à decisão tida por violada. 2. Agravo regimental não provido” (Rcl 10.199-AgR/SC, Rel. Min. Teori Zavascki). “O CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO, NOS TERMOS DO ART. 103-A, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, PRESSUPÕE A EXISTÊNCIA DE SÚMULA VINCULANTE ANTERIOR À DECISÃO IMPUGNADA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Rcl 7.989-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). “RECLAMAÇÃO. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa à súmula vinculante n. 10. Decisão anterior à edição desta. Seguimento negado. Agravo improvido. Não cabe reclamação por ofensa a súmula vinculante editada após a decisão impugnada” (Rcl 8.846-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso). “Agravo interno em reclamação – Alegada ofensa à autoridade do Supremo Tribunal Federal e à eficácia da Súmula Vinculante n 10 - Decisão reclamada anterior ao paradigma – Desrespeito não configurado - Agravo regimental não provido. 1 - Ato reclamado anterior à Súmula Vinculante n 10, que se apresentou como paradigma. Caso de não conhecimento da reclamação, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Precedentes do Plenário: Rcl n 1.723/CE-AgR-QO, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/8/01; Rcl n 4.131/SP, relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/6/08 e Rcl n 4.644/SC-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia. 2- A tese de que houve julgamento definitivo apenas quando o Tribunal se pronunciou em embargos declaratórios equivale a dizer que esse instante, de fato, só ocorrerá quando houver o trânsito em julgado. Trata-se de perpetuação indevida da jurisdição, o que, na prática, inviabiliza a própria ideia de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ DOTADO DE EFICÁCIA VINCULANTE. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é pacífica quanto ao não cabimento de reclamação quando o ato reclamado é anterior à decisão tida por violada. 2. Agravo regimental não provido” (Rcl 10.199-AgR/SC, Rel. Min. Teori Zavascki). “O CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO, NOS TERMOS DO ART. 103-A, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, PRESSUPÕE A EXISTÊNCIA DE SÚMULA VINCULANTE ANTERIOR À DECISÃO IMPUGNADA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Rcl 7.989-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). “RECLAMAÇÃO. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa à súmula vinculante n. 10. Decisão anterior à edição desta. Seguimento negado. Agravo improvido. Não cabe reclamação por ofensa a súmula vinculante editada após a decisão impugnada” (Rcl 8.846-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso). “Agravo interno em reclamação – Alegada ofensa à autoridade do Supremo Tribunal Federal e à eficácia da Súmula Vinculante n 10 - Decisão reclamada anterior ao paradigma – Desrespeito não configurado - Agravo regimental não provido. 1 - Ato reclamado anterior à Súmula Vinculante n 10, que se apresentou como paradigma. Caso de não conhecimento da reclamação, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Precedentes do Plenário: Rcl n 1.723/CE-AgR-QO, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/8/01; Rcl n 4.131/SP, relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/6/08 e Rcl n 4.644/SC-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia. 2- A tese de que houve julgamento definitivo apenas quando o Tribunal se pronunciou em embargos declaratórios equivale a dizer que esse instante, de fato, só ocorrerá quando houver o trânsito em julgado. Trata-se de perpetuação indevida da jurisdição, o que, na prática, inviabiliza a própria ideia de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18920 AGR / RJ posteridade da súmula vinculante 3 - Agravo regimental não provido.”(Rcl 7.900 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Supremo Tribunal Federal RCL 18920 AGR / RJ posteridade da súmula vinculante 3 - Agravo regimental não provido.”(Rcl 7.900 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7942779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BAYER S.A. ADV.(A/S) : JORGE NEVES DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958717 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.920 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOÃO TANCREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BAYER S.A. ADV.(A/S) : JORGE NEVES DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958717 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 18 . 920", "SÚMULA VINCULANTE 22 DO SUPREMO", "RCL", "RCL 18920", "SÚMULA VINCULANTE 22 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Agravo de Instrumento 1 . 417 . 204 / RJ", "Súmula Vinculante 22", "RECLAMAÇÃO 18 . 920", "SÚMULA VINCULANTE 22 DO", "Agravo de Instrumento 1 . 417 . 204 / RJ", "Súmula Vinculante 22", "Súmula Vinculante 22 desta Suprema Corte", "Súmula Vinculante 22 desta Suprema Corte", "Agravo de Instrumento 838 . 653 / RJ", "RECLAMAÇÃO 18 . 920", "Agravo de Instrumento 838 . 653 / RJ", "RCL 18920 AGR / RJ", "Agravo de Instrumento 1 . 417 . 204 / RJ", "súmula vinculante 22 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 22", "RCL 18920 AGR / RJ", "Agravo de Instrumento 1 . 417 . 204 / RJ", "súmula vinculante 22 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 22", "Súmula Vinculante 22", "RCL 18920 AGR / RJ", "AgRg no Ag 838 . 653 / RJ", "Conflito de Competência 7204 - MG", "RCL 18920", "AgRg no Ag 838 . 653 / RJ", "Conflito de Competência 7204 - MG", "AgRg no Ag 838 . 653 / RJ", "AgRg no Ag 838 . 653 / RJ", "súmula vinculante 22 / Supremo Tribunal Federal", "AgRg no Ag 838 . 653 / RJ", "AgRg no Ag 838 . 653 / RJ", "súmula vinculante 22 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 18920 AGR / RJ", "AgRg no Ag 838 . 653 / RJ", "Súmula Vinculante 22", "RCL 18920 AGR / RJ", "AgRg no Ag 838 . 653 / RJ", "RCL 18920 AGR / RJ", "Rcl 10 . 199 - AgR / SC", "Rcl 7 . 989 - AgR", "Rcl 8 . 846 - AgR", "Súmula Vinculante n 10", "Súmula Vinculante n 10", "Rcl n 1 . 723 / CE - AgR - QO", "Rcl n 4 . 131 / SP", "Rcl n 4 . 644 / SC - AgR", "Rcl 10 . 199 - AgR / SC", "Rcl 7 . 989 - AgR", "Rcl 8 . 846 - AgR", "Rcl n 1 . 723 / CE - AgR - QO", "Rcl n 4 . 131 / SP", "Rcl n 4 . 644 / SC - AgR", "Rcl 7 . 900 AgR", "Rcl 7 . 900 AgR", "RECLAMAÇÃO 18 . 920", "RECLAMAÇÃO 18 . 920" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Emenda Constitucional 45", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 40 . 618 / MS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 40 . 618 / MS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n . 45 / 04 ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n . 45 / 04 ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 103 - A , § 3 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 103 - A , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BAYER S . A .", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BAYER S . A", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BAYER S . A", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "RJ", "Vara Cível de Dourados - MS", "Superior Tribunal de Justiça", "Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "QUARTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Vara Cível de Dourados", "Superior Tribunal de Justiça", "Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "QUARTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BAYER S . A", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BAYER S . A .", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Suécia", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES", "JOÃO TANCREDO", "JORGE NEVES DE OLIVEIRA", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES", "JOÃO TANCREDO", "JORGE NEVES DE OLIVEIRA", "LUIZ FUX", "Neusa Maria Cristino Simões", "LUIZ FUX", "NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES", "JOÃO TANCREDO", "JORGE NEVES DE OLIVEIRA", "LUIZ FUX", "Neusa Maria Cristino Simões", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Manoel Bendito Simões", "LUIZ FUX", "Manoel Bendito Simões", "LUIZ FUX", "Raul Araújo", "Raul Araújo", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Fernando Gonçalves", "Cesar Asfor Rocha", "CESAR ASFOR ROCHA", "Fernando Gonçalves", "Cesar Asfor Rocha", "CESAR ASFOR ROCHA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES", "JOÃO TANCREDO", "JORGE NEVES DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "NEUSA MARIA CRISTINO SIMÕES", "JOÃO TANCREDO", "JORGE NEVES DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "12", "/", "6", "/", "2007", "17", "/", "3", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "12", "/", "6", "/", "2007", "17", "/", "3", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "11", ".", "2013", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "11", ".", "2013", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2014", "/", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "6", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "6", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "10", "/", "2005", "27", "/", "03", "/", "2006", "2", ".", "12", ".", "2009", "12", "/", "6", "/", "2007", "27", "/", "03", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "10", "/", "2005", "27", "/", "03", "/", "2006", ".", "12", ".", "2009", "12", "/", "6", "/", "2007", "27", "/", "03", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "6", "/", "2007", "2", "/", "12", "/", "2009", "11", "/", "12", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "6", "/", "2007", "2", "/", "12", "/", "2009", "11", "/", "12", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "8", "/", "01", "6", "/", "6", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "/", "6", "/", "6", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Não configura ofensa ao princípio da separação de poderes a determinação, pelo Poder Judiciário, da adoção de medidas assecuratórias para garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. 3. Política pública constitucionalmente prevista. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037963. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, contra decisão de minha lavra, que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário. Na decisão, assentei que o princípio da separação de poderes não inviabiliza, por si só, a atuação do Poder Judiciário diante de inadimplemento do Estado de políticas públicas constitucionalmente previstas, nos termos da jurisprudência desta Corte. Além disso, consignei que divergir do entendimento adotado no acórdão recorrido demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279. Nas razões do agravo regimental, sustenta-se que a matéria debatida no extraordinário é exclusivamente de direito e refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário atuar em face de políticas públicas relativas a obras públicas. Pugna-se pela vinculação do julgado ao Tema 698 da sistemática da repercussão geral cujo paradigma é o RE 684.612, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 6.6.2014. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037964. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, contra decisão de minha lavra, que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário. Na decisão, assentei que o princípio da separação de poderes não inviabiliza, por si só, a atuação do Poder Judiciário diante de inadimplemento do Estado de políticas públicas constitucionalmente previstas, nos termos da jurisprudência desta Corte. Além disso, consignei que divergir do entendimento adotado no acórdão recorrido demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279. Nas razões do agravo regimental, sustenta-se que a matéria debatida no extraordinário é exclusivamente de direito e refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário atuar em face de políticas públicas relativas a obras públicas. Pugna-se pela vinculação do julgado ao Tema 698 da sistemática da repercussão geral cujo paradigma é o RE 684.612, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 6.6.2014. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Nas razões do agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão atacada. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Conforme já demonstrado na decisão agravada, o Supremo Tribunal tem entendimento pacífico de que “É possível ao Poder Judiciário determinar a implementação, pelo Estado, quando inadimplente, de políticas públicas constitucionalmente previstas, sem que haja ingerência em questão que envolve o poder discricionário do Poder Executivo” (AI 731.487-AgR, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 20.8.2010). A propósito, confiram-se os precedentes, para além daqueles já citados na decisão agravada: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. Educação de deficientes auditivos. Professores especializados em Libras. 3. Inadimplemento estatal de políticas públicas com previsão constitucional. Intervenção excepcional do Judiciário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037965. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Nas razões do agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão atacada. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Conforme já demonstrado na decisão agravada, o Supremo Tribunal tem entendimento pacífico de que “É possível ao Poder Judiciário determinar a implementação, pelo Estado, quando inadimplente, de políticas públicas constitucionalmente previstas, sem que haja ingerência em questão que envolve o poder discricionário do Poder Executivo” (AI 731.487-AgR, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 20.8.2010). A propósito, confiram-se os precedentes, para além daqueles já citados na decisão agravada: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. Educação de deficientes auditivos. Professores especializados em Libras. 3. Inadimplemento estatal de políticas públicas com previsão constitucional. Intervenção excepcional do Judiciário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 819270 AGR / SP Possibilidade. Precedentes. 4. Cláusula da reserva do possível. Inoponibilidade. Núcleo de intangibilidade dos direitos fundamentais. 5. Constitucionalidade e convencionalidade das políticas públicas de inserção dos portadores de necessidades especiais na sociedade. Precedentes. 6. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 860.979 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.5.2015); “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERMUNICIPAL, INTERESTADUAL E INTERNACIONAL DE PASSAGEIROS - ABRATI. CONSTITUCIONALIDADE DA LEI N. 8.899, DE 29 DE JUNHO DE 1994, QUE CONCEDE PASSE LIVRE ÀS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA ORDEM ECONÔMICA, DA ISONOMIA, DA LIVRE INICIATIVA E DO DIREITO DE PROPRIEDADE, ALÉM DE AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE FONTE DE CUSTEIO (ARTS. 1º, INC. IV, 5º, INC. XXII, E 170 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA): IMPROCEDÊNCIA. 1. A Autora, associação de associação de classe, teve sua legitimidade para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade reconhecida a partir do julgamento do Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.153, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 9.9.2005. 2. Pertinência temática entre as finalidades da Autora e a matéria veiculada na lei questionada reconhecida. 3. Em 30.3.2007, o Brasil assinou, na sede das Organizações das Nações Unidas, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, bem como seu Protocolo Facultativo, comprometendo-se a implementar medidas para dar efetividade ao que foi ajustado. 4. A Lei n. 8.899/94 é parte das políticas públicas para inserir os portadores de necessidades especiais na sociedade e objetiva a igualdade de oportunidades e a humanização das relações sociais, em cumprimento aos fundamentos da República de cidadania e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037965. Supremo Tribunal Federal ARE 819270 AGR / SP Possibilidade. Precedentes. 4. Cláusula da reserva do possível. Inoponibilidade. Núcleo de intangibilidade dos direitos fundamentais. 5. Constitucionalidade e convencionalidade das políticas públicas de inserção dos portadores de necessidades especiais na sociedade. Precedentes. 6. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 860.979 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.5.2015); “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERMUNICIPAL, INTERESTADUAL E INTERNACIONAL DE PASSAGEIROS - ABRATI. CONSTITUCIONALIDADE DA LEI N. 8.899, DE 29 DE JUNHO DE 1994, QUE CONCEDE PASSE LIVRE ÀS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA ORDEM ECONÔMICA, DA ISONOMIA, DA LIVRE INICIATIVA E DO DIREITO DE PROPRIEDADE, ALÉM DE AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE FONTE DE CUSTEIO (ARTS. 1º, INC. IV, 5º, INC. XXII, E 170 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA): IMPROCEDÊNCIA. 1. A Autora, associação de associação de classe, teve sua legitimidade para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade reconhecida a partir do julgamento do Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.153, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 9.9.2005. 2. Pertinência temática entre as finalidades da Autora e a matéria veiculada na lei questionada reconhecida. 3. Em 30.3.2007, o Brasil assinou, na sede das Organizações das Nações Unidas, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, bem como seu Protocolo Facultativo, comprometendo-se a implementar medidas para dar efetividade ao que foi ajustado. 4. A Lei n. 8.899/94 é parte das políticas públicas para inserir os portadores de necessidades especiais na sociedade e objetiva a igualdade de oportunidades e a humanização das relações sociais, em cumprimento aos fundamentos da República de cidadania e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 819270 AGR / SP dignidade da pessoa humana, o que se concretiza pela definição de meios para que eles sejam alcançados. 5. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada improcedente”. (ADI 2.649, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008, grifei); e, “PRÉDIO PÚBLICO PORTADOR DE NECESSIDADE ESPECIAL ACESSO. A Constituição de 1988, a Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência e as Leis federais nº 7.853/89, nº 5.500/86 e nº 9.086/95 estas duas do Estado de São Paulo asseguram o direito dos portadores de necessidades especiais ao acesso a prédios públicos, devendo a Administração adotar providências que o viabilizem”. (RE 440.028, rel. min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 26.11.2013). Quanto ao pedido referente à vinculação do presente julgado ao Tema 698 da sistemática da repercussão geral, para incidência do disposto no art. 543-B do CPC, verifico que o paradigma invocado se refere à contratação urgente de profissionais de saúde (médicos e funcionários técnicos) ante sua insuficiência na rede pública. No presente caso, discute-se a obrigação de fazer, imposta ao Estado, consistente na adaptação dos logadouros, dos edifícios de uso público e dos veículos de transporte coletivo a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. Não há, portanto, identidade entre os temas. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037965. Supremo Tribunal Federal ARE 819270 AGR / SP dignidade da pessoa humana, o que se concretiza pela definição de meios para que eles sejam alcançados. 5. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada improcedente”. (ADI 2.649, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008, grifei); e, “PRÉDIO PÚBLICO PORTADOR DE NECESSIDADE ESPECIAL ACESSO. A Constituição de 1988, a Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência e as Leis federais nº 7.853/89, nº 5.500/86 e nº 9.086/95 estas duas do Estado de São Paulo asseguram o direito dos portadores de necessidades especiais ao acesso a prédios públicos, devendo a Administração adotar providências que o viabilizem”. (RE 440.028, rel. min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 26.11.2013). Quanto ao pedido referente à vinculação do presente julgado ao Tema 698 da sistemática da repercussão geral, para incidência do disposto no art. 543-B do CPC, verifico que o paradigma invocado se refere à contratação urgente de profissionais de saúde (médicos e funcionários técnicos) ante sua insuficiência na rede pública. No presente caso, discute-se a obrigação de fazer, imposta ao Estado, consistente na adaptação dos logadouros, dos edifícios de uso público e dos veículos de transporte coletivo a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. Não há, portanto, identidade entre os temas. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778897 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778897 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12047288
2016-09-23T00:00:00
2016-11-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Não configura ofensa ao princípio da separação de poderes a determinação, pelo Poder Judiciário, da adoção de medidas assecuratórias para garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. 3. Política pública constitucionalmente prevista. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur360089
- Acórdão(s) citado(s): (IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS) ADI 2649 (TP), RE 440028 (1ªT), ARE 860979 AgR (2ªT), AI 731487 AGR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 23/11/2016, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
819270
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 819270 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Não configura ofensa ao princípio da separação de poderes a determinação, pelo Poder Judiciário, da adoção de medidas assecuratórias para garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. 3. Política pública constitucionalmente prevista. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037963. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, contra decisão de minha lavra, que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário. Na decisão, assentei que o princípio da separação de poderes não inviabiliza, por si só, a atuação do Poder Judiciário diante de inadimplemento do Estado de políticas públicas constitucionalmente previstas, nos termos da jurisprudência desta Corte. Além disso, consignei que divergir do entendimento adotado no acórdão recorrido demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279. Nas razões do agravo regimental, sustenta-se que a matéria debatida no extraordinário é exclusivamente de direito e refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário atuar em face de políticas públicas relativas a obras públicas. Pugna-se pela vinculação do julgado ao Tema 698 da sistemática da repercussão geral cujo paradigma é o Recurso Extraordinário 684.612, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 6.6.2014. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037964. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, contra decisão de minha lavra, que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário. Na decisão, assentei que o princípio da separação de poderes não inviabiliza, por si só, a atuação do Poder Judiciário diante de inadimplemento do Estado de políticas públicas constitucionalmente previstas, nos termos da jurisprudência desta Corte. Além disso, consignei que divergir do entendimento adotado no acórdão recorrido demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279. Nas razões do agravo regimental, sustenta-se que a matéria debatida no extraordinário é exclusivamente de direito e refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário atuar em face de políticas públicas relativas a obras públicas. Pugna-se pela vinculação do julgado ao Tema 698 da sistemática da repercussão geral cujo paradigma é o Recurso Extraordinário 684.612, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 6.6.2014. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Nas razões do agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão atacada. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Conforme já demonstrado na decisão agravada, o Supremo Tribunal tem entendimento pacífico de que “É possível ao Poder Judiciário determinar a implementação, pelo Estado, quando inadimplente, de políticas públicas constitucionalmente previstas, sem que haja ingerência em questão que envolve o poder discricionário do Poder Executivo” (AI 731.487-AgR, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 20.8.2010). A propósito, confiram-se os precedentes, para além daqueles já citados na decisão agravada: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. Educação de deficientes auditivos. Professores especializados em Libras. 3. Inadimplemento estatal de políticas públicas com previsão constitucional. Intervenção excepcional do Judiciário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037965. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Nas razões do agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão atacada. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Conforme já demonstrado na decisão agravada, o Supremo Tribunal tem entendimento pacífico de que “É possível ao Poder Judiciário determinar a implementação, pelo Estado, quando inadimplente, de políticas públicas constitucionalmente previstas, sem que haja ingerência em questão que envolve o poder discricionário do Poder Executivo” (AI 731.487-AgR, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 20.8.2010). A propósito, confiram-se os precedentes, para além daqueles já citados na decisão agravada: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. Educação de deficientes auditivos. Professores especializados em Libras. 3. Inadimplemento estatal de políticas públicas com previsão constitucional. Intervenção excepcional do Judiciário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 819270 AGR / SP Possibilidade. Precedentes. 4. Cláusula da reserva do possível. Inoponibilidade. Núcleo de intangibilidade dos direitos fundamentais. 5. Constitucionalidade e convencionalidade das políticas públicas de inserção dos portadores de necessidades especiais na sociedade. Precedentes. 6. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 860.979 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.5.2015); “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERMUNICIPAL, INTERESTADUAL E INTERNACIONAL DE PASSAGEIROS - ABRATI. CONSTITUCIONALIDADE DA LEI N. 8.899, DE 29 DE JUNHO DE 1994, QUE CONCEDE PASSE LIVRE ÀS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA ORDEM ECONÔMICA, DA ISONOMIA, DA LIVRE INICIATIVA E DO DIREITO DE PROPRIEDADE, ALÉM DE AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE FONTE DE CUSTEIO (ARTS. 1..., INC. IV, 5..., INC. XXII, E 170 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA): IMPROCEDÊNCIA. 1. A Autora, associação de associação de classe, teve sua legitimidade para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade reconhecida a partir do julgamento do Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.153, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 9.9.2005. 2. Pertinência temática entre as finalidades da Autora e a matéria veiculada na lei questionada reconhecida. 3. Em 30.3.2007, o Brasil assinou, na sede das Organizações das Nações Unidas, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, bem como seu Protocolo Facultativo, comprometendo-se a implementar medidas para dar efetividade ao que foi ajustado. 4. A Lei n. 8.899/94 é parte das políticas públicas para inserir os portadores de necessidades especiais na sociedade e objetiva a igualdade de oportunidades e a humanização das relações sociais, em cumprimento aos fundamentos da República de cidadania e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037965. Supremo Tribunal Federal ARE 819270 AGR / SP Possibilidade. Precedentes. 4. Cláusula da reserva do possível. Inoponibilidade. Núcleo de intangibilidade dos direitos fundamentais. 5. Constitucionalidade e convencionalidade das políticas públicas de inserção dos portadores de necessidades especiais na sociedade. Precedentes. 6. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 860.979 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.5.2015); “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERMUNICIPAL, INTERESTADUAL E INTERNACIONAL DE PASSAGEIROS - ABRATI. CONSTITUCIONALIDADE DA LEI N. 8.899, DE 29 DE JUNHO DE 1994, QUE CONCEDE PASSE LIVRE ÀS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA ORDEM ECONÔMICA, DA ISONOMIA, DA LIVRE INICIATIVA E DO DIREITO DE PROPRIEDADE, ALÉM DE AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE FONTE DE CUSTEIO (ARTS. 1..., INC. IV, 5..., INC. XXII, E 170 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA): IMPROCEDÊNCIA. 1. A Autora, associação de associação de classe, teve sua legitimidade para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade reconhecida a partir do julgamento do Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.153, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 9.9.2005. 2. Pertinência temática entre as finalidades da Autora e a matéria veiculada na lei questionada reconhecida. 3. Em 30.3.2007, o Brasil assinou, na sede das Organizações das Nações Unidas, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, bem como seu Protocolo Facultativo, comprometendo-se a implementar medidas para dar efetividade ao que foi ajustado. 4. A Lei n. 8.899/94 é parte das políticas públicas para inserir os portadores de necessidades especiais na sociedade e objetiva a igualdade de oportunidades e a humanização das relações sociais, em cumprimento aos fundamentos da República de cidadania e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 819270 AGR / SP dignidade da pessoa humana, o que se concretiza pela definição de meios para que eles sejam alcançados. 5. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada improcedente”. (ADI 2.649, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008, grifei); e, “PRÉDIO PÚBLICO PORTADOR DE NECESSIDADE ESPECIAL ACESSO. A Constituição de 1988, a Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência e as Leis federais n 7.853/89, n 5.500/86 e n 9.086/95 estas duas do Estado de São Paulo asseguram o direito dos portadores de necessidades especiais ao acesso a prédios públicos, devendo a Administração adotar providências que o viabilizem”. (Recurso Extraordinário 440.028, rel. min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 26.11.2013). Quanto ao pedido referente à vinculação do presente julgado ao Tema 698 da sistemática da repercussão geral, para incidência do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil, verifico que o paradigma invocado se refere à contratação urgente de profissionais de saúde (médicos e funcionários técnicos) ante sua insuficiência na rede pública. No presente caso, discute-se a obrigação de fazer, imposta ao Estado, consistente na adaptação dos logadouros, dos edifícios de uso público e dos veículos de transporte coletivo a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. Não há, portanto, identidade entre os temas. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037965. Supremo Tribunal Federal ARE 819270 AGR / SP dignidade da pessoa humana, o que se concretiza pela definição de meios para que eles sejam alcançados. 5. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada improcedente”. (ADI 2.649, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008, grifei); e, “PRÉDIO PÚBLICO PORTADOR DE NECESSIDADE ESPECIAL ACESSO. A Constituição de 1988, a Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência e as Leis federais n 7.853/89, n 5.500/86 e n 9.086/95 estas duas do Estado de São Paulo asseguram o direito dos portadores de necessidades especiais ao acesso a prédios públicos, devendo a Administração adotar providências que o viabilizem”. (Recurso Extraordinário 440.028, rel. min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 26.11.2013). Quanto ao pedido referente à vinculação do presente julgado ao Tema 698 da sistemática da repercussão geral, para incidência do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil, verifico que o paradigma invocado se refere à contratação urgente de profissionais de saúde (médicos e funcionários técnicos) ante sua insuficiência na rede pública. No presente caso, discute-se a obrigação de fazer, imposta ao Estado, consistente na adaptação dos logadouros, dos edifícios de uso público e dos veículos de transporte coletivo a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. Não há, portanto, identidade entre os temas. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12037965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778897 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.270 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778897 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Recurso Extraordinário 684 . 612", "AGRAVO 819 . 270", "Recurso Extraordinário 684 . 612", "AI 731 . 487 - AgR", "AI 731 . 487 - AgR", "ARE 819270 AGR / SP", "ARE 860 . 979 AgR", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 153", "ARE 819270 AGR / SP", "ARE 860 . 979 AgR", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 153", "ARE 819270 AGR", "ADI 2 . 649", "Recurso Extraordinário 440 . 028", "ADI 2 . 649", "Recurso Extraordinário 440 . 028" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI N . 8 . 899", "ARTS . 1 . . . , INC . IV , 5 . . . , INC . XXII , E 170 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Lei n . 8 . 899 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI N . 8 . 899", "Lei n . 8 . 899 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com", "federais n 7 . 853 / 89", "n 5 . 500 / 86", "n 9 . 086 / 95", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com", "Leis", "federais n 7 . 853 / 89", "n 5 . 500 / 86", "n 9 . 086 / 95", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO", "ABRATI", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERMUNICIPAL", "ABRATI", "ARTS", "Brasil", "Organizações das Nações Unidas", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCO AURÉLIO", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "6", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "6", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "17", ".", "3", ".", "2016", "20", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "17", ".", "3", ".", "2016", "20", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "5", ".", "2015", "29 DE JUNHO DE 1994", "9", ".", "9", ".", "2005", "30", ".", "3", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "5", ".", "2015", "29 DE JUNHO DE 1994", "9", ".", "9", ".", "2005", "30", ".", "3", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "10", ".", "2008", "26", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "10", ".", "2008", "26", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARCOS CLEITON LEITE BARBA ADV.(A/S) :MARCOS CLEITON LEITE BARBA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA ACÓRDÃO QUE INADMITIU O MANDAMUS COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. ATOS JURISDICIONAIS PRATICADOS PELO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível a impetração de mandado de segurança contra ato jurisdicional, exceto nos casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão questionada. 2. In casu, o mandado de segurança impetrado no Tribunal Superior do Trabalho objetivava a reforma dos acórdãos proferidos no processo ED-ED-ED-AgR-E-ED-RR-34600-32-2008.5.11.0003 que: (i) ao apreciar os segundos embargos de declaração opostos pelo impetrante, impôs multa no percentual de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, e (ii) diante da reiteração da conduta processual, elevou a punição para 10% (dez por cento), nos termos do art. 538, parágrafo único, do CPC/1973. 3. Em tais circunstâncias, a decisão objeto da impetração não padece dos vícios que autorizariam a utilização da via mandamental ab origine. Deveras, as medidas adotadas pelo acórdão impugnado encontram respaldo na lei processual e na jurisprudência. 4. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924073. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RMS 33522 AGR / AM da ata de julgamento virtual de 7 a 13/10/2016, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924073. Supremo Tribunal Federal RMS 33522 AGR / AM da ata de julgamento virtual de 7 a 13/10/2016, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924073. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARCOS CLEITON LEITE BARBA ADV.(A/S) :MARCOS CLEITON LEITE BARBA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MARCOS CLEITON LEITE BARBA contra decisão que negou seguimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos da seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA ACÓRDÃO QUE INADMITIU O MANDADO DE SEGURANÇA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA OU PREJUÍZO IRREPARÁVEL OU DE DIFÍCIL REPARAÇÃO. INCABIMENTO. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado com a referida decisão, o agravante reitera as razões expendidas no recurso ordinário, afirmando que o ato coator consiste no fato de que, a despeito da interposição de agravo regimental e de embargos de declaração, no âmbito da ação trabalhista no Tribunal Superior do Trabalho (RR 34600-32.2008.5.11.0003), a autoridade coatora não sanou os vícios apontados, aplicando-lhe multa com fundamento no suposto caráter protelatório, situação que ensejaria lesão ao exercício do contraditório e à ampla defesa. Afirma, ainda, que a indevida imposição de multa, com fundamento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924074. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARCOS CLEITON LEITE BARBA ADV.(A/S) :MARCOS CLEITON LEITE BARBA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MARCOS CLEITON LEITE BARBA contra decisão que negou seguimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos da seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA ACÓRDÃO QUE INADMITIU O MANDADO DE SEGURANÇA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA OU PREJUÍZO IRREPARÁVEL OU DE DIFÍCIL REPARAÇÃO. INCABIMENTO. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado com a referida decisão, o agravante reitera as razões expendidas no recurso ordinário, afirmando que o ato coator consiste no fato de que, a despeito da interposição de agravo regimental e de embargos de declaração, no âmbito da ação trabalhista no Tribunal Superior do Trabalho (RR 34600-32.2008.5.11.0003), a autoridade coatora não sanou os vícios apontados, aplicando-lhe multa com fundamento no suposto caráter protelatório, situação que ensejaria lesão ao exercício do contraditório e à ampla defesa. Afirma, ainda, que a indevida imposição de multa, com fundamento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RMS 33522 AGR / AM no art. 538 do CPC/1973, e a exigência de seu recolhimento, podem impedir o conhecimento do recurso extraordinário protocolizado no TST no dia 08.09.2014. Requer, ao final, seja este agravo regimental provido para reformar a decisão impugnada a fim de que o mérito do recurso ordinário seja apreciado. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do recurso ordinário, em parecer assim ementado: “Recurso ordinário em mandado de segurança. Atos jurisdicionais que aplicam multas processuais, motivadas pelo intento protelatório da parte. Incidência do art. 538, par. único do CPC: não há teratologia ou ilegalidade, razão porque não se admite mandado de segurança. Precedentes. Parecer pelo desprovimento do recurso.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924074. Supremo Tribunal Federal RMS 33522 AGR / AM no art. 538 do CPC/1973, e a exigência de seu recolhimento, podem impedir o conhecimento do recurso extraordinário protocolizado no TST no dia 08.09.2014. Requer, ao final, seja este agravo regimental provido para reformar a decisão impugnada a fim de que o mérito do recurso ordinário seja apreciado. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do recurso ordinário, em parecer assim ementado: “Recurso ordinário em mandado de segurança. Atos jurisdicionais que aplicam multas processuais, motivadas pelo intento protelatório da parte. Incidência do art. 538, par. único do CPC: não há teratologia ou ilegalidade, razão porque não se admite mandado de segurança. Precedentes. Parecer pelo desprovimento do recurso.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. O agravante não trouxe argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Consoante se colhe dos autos, o mandado de segurança impetrado no Tribunal Superior do Trabalho objetivava a cassação dos acórdãos proferidos no processo ED-ED-ED-AgR-E-ED-RR-34600-32-2008.5.11.0003 que: (i) ao apreciar os segundos embargos de declaração opostos pelo impetrante, impôs multa no percentual de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, e (ii) diante da reiteração da conduta processual, elevou a punição para 10% (dez por cento), nos termos do art. 538, parágrafo único, do CPC/1973. Com efeito, o decisum está em consonância com o entendimento assentado nesta Corte no sentido da inadmissibilidade de mandado de segurança contra ato jurisdicional, ressalvados os casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão questionada, situações não verificadas no caso em exame. Ora, não há qualquer ilegalidade ou teratologia em atos jurisdicionais que, aplicando disposição expressa no Código de Processo Civil, impõem multas processuais motivadas pelo intento protelatório da parte. Sob esse enfoque, confiram-se os seguintes precedentes: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. O agravante não trouxe argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Consoante se colhe dos autos, o mandado de segurança impetrado no Tribunal Superior do Trabalho objetivava a cassação dos acórdãos proferidos no processo ED-ED-ED-AgR-E-ED-RR-34600-32-2008.5.11.0003 que: (i) ao apreciar os segundos embargos de declaração opostos pelo impetrante, impôs multa no percentual de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, e (ii) diante da reiteração da conduta processual, elevou a punição para 10% (dez por cento), nos termos do art. 538, parágrafo único, do CPC/1973. Com efeito, o decisum está em consonância com o entendimento assentado nesta Corte no sentido da inadmissibilidade de mandado de segurança contra ato jurisdicional, ressalvados os casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão questionada, situações não verificadas no caso em exame. Ora, não há qualquer ilegalidade ou teratologia em atos jurisdicionais que, aplicando disposição expressa no Código de Processo Civil, impõem multas processuais motivadas pelo intento protelatório da parte. Sob esse enfoque, confiram-se os seguintes precedentes: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 33522 AGR / AM “Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Aferição da tempestividade do recurso. Data da entrada da petição no Protocolo do Tribunal. Irrelevância da data da postagem nos Correios. Precedentes do STF. 4. Mandado de segurança contra ato judicial. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Precedentes. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RMS 32.932 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 25-02-2016). AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATOS JURISDICIONAIS PRATICADOS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. NÃO CABIMENTO DO WRIT. CONFORMIDADE DOS ATOS IMPUGNADOS À JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE, DIANTE DO ABUSO NO EXERCÍCIO DO DIREITO DE RECORRER. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA AMPLA DEFESA. Conforme pacífica jurisprudência desta Suprema Corte, o mandado de segurança não se consubstancia em uma nova via recursal para a reiteração da irresignação do interessado contra determinado ato jurisdicional. Por isso, exige-se a demonstração de inequívoca teratologia, situação ausente na presente hipótese. As medidas adotadas encontram respaldo na lei processual e na jurisprudência. Agravo regimental conhecido e não provido. (MS 32772 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Tribunal Pleno, julgado em 05/03/2015, Dje 25-03-2015). “Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Ato da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. Ato de índole jurisdicional. Inadmissibilidade de mandado de segurança. Inexistência de decisão teratológica que cause ofensa a direito líquido e certo. Inexistência de obstáculo judicial. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. Inadmissibilidade de impetração de mandado de segurança contra ato revestido de conteúdo jurisdicional passível de recurso próprio. Precedentes. O ato questionado consiste 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Supremo Tribunal Federal RMS 33522 AGR / AM “Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Aferição da tempestividade do recurso. Data da entrada da petição no Protocolo do Tribunal. Irrelevância da data da postagem nos Correios. Precedentes do STF. 4. Mandado de segurança contra ato judicial. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Precedentes. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RMS 32.932 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 25-02-2016). AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATOS JURISDICIONAIS PRATICADOS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. NÃO CABIMENTO DO WRIT. CONFORMIDADE DOS ATOS IMPUGNADOS À JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE, DIANTE DO ABUSO NO EXERCÍCIO DO DIREITO DE RECORRER. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA AMPLA DEFESA. Conforme pacífica jurisprudência desta Suprema Corte, o mandado de segurança não se consubstancia em uma nova via recursal para a reiteração da irresignação do interessado contra determinado ato jurisdicional. Por isso, exige-se a demonstração de inequívoca teratologia, situação ausente na presente hipótese. As medidas adotadas encontram respaldo na lei processual e na jurisprudência. Agravo regimental conhecido e não provido. (MS 32772 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Tribunal Pleno, julgado em 05/03/2015, Dje 25-03-2015). “Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Ato da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. Ato de índole jurisdicional. Inadmissibilidade de mandado de segurança. Inexistência de decisão teratológica que cause ofensa a direito líquido e certo. Inexistência de obstáculo judicial. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. Inadmissibilidade de impetração de mandado de segurança contra ato revestido de conteúdo jurisdicional passível de recurso próprio. Precedentes. O ato questionado consiste 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 33522 AGR / AM em ato de índole jurisdicional passível de recurso. Deixou-se de interpôr o respectivo recurso extraordinário, transitando em julgado a ação. 2. Não há particularidades no caso que apontariam para uma decisão teratológica. A decisão do Superior Tribunal de Justiça encontra-se amplamente fundamentada na legislação aplicável à situação e na jurisprudência dominante daquele Tribunal, bastando uma rápida pesquisa em seu sítio na internet para que se verifique a necessidade da identificação do número do processo quando do preparo, sob pena de ser o recurso considerado deserto. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RMS 31.214-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14-12-2012). Nesse sentido, consoante se colhe do excerto da decisão do TST que indeferiu a inicial do mandado de segurança, o caso sub examine não revela hipótese de ilegalidade ou teratologia que autorizasse o cabimento deste remédio constitucional, in verbis: “Revela-se inadequada a via eleita pela parte. Na hipótese, fica evidenciado que o intuito do Impetrante é, mais uma vez, pela via do mandamus, impugnar as decisões que consideraram os reiterados embargos declaratórios protelatórios (três ao todo), como se recurso fosse, o que não se mostra possível. Ademais, não se vislumbra ‘periculum in mora’ - o que, aliás, sequer foi apontado pelo Impetrante - a justificar a liminar pretendida. Nada foi alegado no sentido de haver eventual óbice ao pagamento da multa por ED’s protelatórios e, assim, evitar a imputação de deserção ao seu recurso extraordinário, ou mesmo que houvesse urgência para a concessão da segurança. Também é de se ressaltar que não se constata haver direito líquido e certo, já que as multas processuais foram aplicadas em face da conduta reiterada da parte, arcando, assim, com as consequências processuais de seus atos, entre elas a impossibilidade de interposição de qualquer outro recurso, caso não deposite o respectivo valor (art. 538, parágrafo único, do CPC). Incabível, assim, sob qualquer ângulo que se examine, a impetração do presente mandado de segurança.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Supremo Tribunal Federal RMS 33522 AGR / AM em ato de índole jurisdicional passível de recurso. Deixou-se de interpôr o respectivo recurso extraordinário, transitando em julgado a ação. 2. Não há particularidades no caso que apontariam para uma decisão teratológica. A decisão do Superior Tribunal de Justiça encontra-se amplamente fundamentada na legislação aplicável à situação e na jurisprudência dominante daquele Tribunal, bastando uma rápida pesquisa em seu sítio na internet para que se verifique a necessidade da identificação do número do processo quando do preparo, sob pena de ser o recurso considerado deserto. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RMS 31.214-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14-12-2012). Nesse sentido, consoante se colhe do excerto da decisão do TST que indeferiu a inicial do mandado de segurança, o caso sub examine não revela hipótese de ilegalidade ou teratologia que autorizasse o cabimento deste remédio constitucional, in verbis: “Revela-se inadequada a via eleita pela parte. Na hipótese, fica evidenciado que o intuito do Impetrante é, mais uma vez, pela via do mandamus, impugnar as decisões que consideraram os reiterados embargos declaratórios protelatórios (três ao todo), como se recurso fosse, o que não se mostra possível. Ademais, não se vislumbra ‘periculum in mora’ - o que, aliás, sequer foi apontado pelo Impetrante - a justificar a liminar pretendida. Nada foi alegado no sentido de haver eventual óbice ao pagamento da multa por ED’s protelatórios e, assim, evitar a imputação de deserção ao seu recurso extraordinário, ou mesmo que houvesse urgência para a concessão da segurança. Também é de se ressaltar que não se constata haver direito líquido e certo, já que as multas processuais foram aplicadas em face da conduta reiterada da parte, arcando, assim, com as consequências processuais de seus atos, entre elas a impossibilidade de interposição de qualquer outro recurso, caso não deposite o respectivo valor (art. 538, parágrafo único, do CPC). Incabível, assim, sob qualquer ângulo que se examine, a impetração do presente mandado de segurança.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 33522 AGR / AM Em tais circunstâncias, a ausência de plausibilidade das razões expendidas no agravo regimental impede a reforma da decisão impugnada. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Supremo Tribunal Federal RMS 33522 AGR / AM Em tais circunstâncias, a ausência de plausibilidade das razões expendidas no agravo regimental impede a reforma da decisão impugnada. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARCOS CLEITON LEITE BARBA ADV.(A/S) : MARCOS CLEITON LEITE BARBA (5133/AM) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944504 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARCOS CLEITON LEITE BARBA ADV.(A/S) : MARCOS CLEITON LEITE BARBA (5133/AM) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944504 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11966591
2016-10-14T00:00:00
2016-11-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA ACÓRDÃO QUE INADMITIU O MANDAMUS COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. ATOS JURISDICIONAIS PRATICADOS PELO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível a impetração de mandado de segurança contra ato jurisdicional, exceto nos casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão questionada. 2. In casu, o mandado de segurança impetrado no Tribunal Superior do Trabalho objetivava a reforma dos acórdãos proferidos no processo ED-ED-ED-AgR-E-ED-RR-34600-32-2008.5.11.0003 que: (i) ao apreciar os segundos embargos de declaração opostos pelo impetrante, impôs multa no percentual de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, e (ii) diante da reiteração da conduta processual, elevou a punição para 10% (dez por cento), nos termos do art. 538, parágrafo único, do CPC/1973. 3. Em tais circunstâncias, a decisão objeto da impetração não padece dos vícios que autorizariam a utilização da via mandamental ab origine. Deveras, as medidas adotadas pelo acórdão impugnado encontram respaldo na lei processual e na jurisprudência. 4. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO.
sjur359112
- Acórdão(s) citado(s): (MS, ATO JURISDICIONAL) RMS 31214 AgR (1ªT), RMS 32932 AgR (2ªT), MS 32772 AgR (TP). Número de páginas: 9. Análise: 08/11/2016, JRS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
33522
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00538 PAR-ÚNICO\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RMS-AgR
acordaos
RMS 33522 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCOS CLEITON LEITE BARBA ADV.(A/S) : MARCOS CLEITON LEITE BARBA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARCOS CLEITON LEITE BARBA ADV.(A/S) :MARCOS CLEITON LEITE BARBA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA ACÓRDÃO QUE INADMITIU O MANDAMUS COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. ATOS JURISDICIONAIS PRATICADOS PELO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível a impetração de mandado de segurança contra ato jurisdicional, exceto nos casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão questionada. 2. In casu, o mandado de segurança impetrado no Tribunal Superior do Trabalho objetivava a reforma dos acórdãos proferidos no processo ED-ED-ED-AgR-E-ED-RR-34600-32-2008.5.11.0003 que: (i) ao apreciar os segundos embargos de declaração opostos pelo impetrante, impôs multa no percentual de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, e (ii) diante da reiteração da conduta processual, elevou a punição para 10% (dez por cento), nos termos do art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil/1973. 3. Em tais circunstâncias, a decisão objeto da impetração não padece dos vícios que autorizariam a utilização da via mandamental ab origine. Deveras, as medidas adotadas pelo acórdão impugnado encontram respaldo na lei processual e na jurisprudência. 4. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924073. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RMS 33522 AGR / AM da ata de julgamento virtual de 7 a 13/10/2016, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924073. Supremo Tribunal Federal RMS 33522 AGR / AM da ata de julgamento virtual de 7 a 13/10/2016, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924073. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARCOS CLEITON LEITE BARBA ADV.(A/S) :MARCOS CLEITON LEITE BARBA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MARCOS CLEITON LEITE BARBA contra decisão que negou seguimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos da seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA ACÓRDÃO QUE INADMITIU O MANDADO DE SEGURANÇA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA OU PREJUÍZO IRREPARÁVEL OU DE DIFÍCIL REPARAÇÃO. INCABIMENTO. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado com a referida decisão, o agravante reitera as razões expendidas no recurso ordinário, afirmando que o ato coator consiste no fato de que, a despeito da interposição de agravo regimental e de embargos de declaração, no âmbito da ação trabalhista no Tribunal Superior do Trabalho (RR 34600-32.2008.5.11.0003), a autoridade coatora não sanou os vícios apontados, aplicando-lhe multa com fundamento no suposto caráter protelatório, situação que ensejaria lesão ao exercício do contraditório e à ampla defesa. Afirma, ainda, que a indevida imposição de multa, com fundamento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924074. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARCOS CLEITON LEITE BARBA ADV.(A/S) :MARCOS CLEITON LEITE BARBA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MARCOS CLEITON LEITE BARBA contra decisão que negou seguimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, nos termos da seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA ACÓRDÃO QUE INADMITIU O MANDADO DE SEGURANÇA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA OU PREJUÍZO IRREPARÁVEL OU DE DIFÍCIL REPARAÇÃO. INCABIMENTO. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado com a referida decisão, o agravante reitera as razões expendidas no recurso ordinário, afirmando que o ato coator consiste no fato de que, a despeito da interposição de agravo regimental e de embargos de declaração, no âmbito da ação trabalhista no Tribunal Superior do Trabalho (RR 34600-32.2008.5.11.0003), a autoridade coatora não sanou os vícios apontados, aplicando-lhe multa com fundamento no suposto caráter protelatório, situação que ensejaria lesão ao exercício do contraditório e à ampla defesa. Afirma, ainda, que a indevida imposição de multa, com fundamento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RMS 33522 AGR / AM no art. 538 do Código de Processo Civil/1973, e a exigência de seu recolhimento, podem impedir o conhecimento do recurso extraordinário protocolizado no Tribunal Superior do Trabalho no dia 08.09.2014. Requer, ao final, seja este agravo regimental provido para reformar a decisão impugnada a fim de que o mérito do recurso ordinário seja apreciado. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do recurso ordinário, em parecer assim ementado: “Recurso ordinário em mandado de segurança. Atos jurisdicionais que aplicam multas processuais, motivadas pelo intento protelatório da parte. Incidência do art. 538, par. único do Código de Processo Civil: não há teratologia ou ilegalidade, razão porque não se admite mandado de segurança. Precedentes. Parecer pelo desprovimento do recurso.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924074. Supremo Tribunal Federal RMS 33522 AGR / AM no art. 538 do Código de Processo Civil/1973, e a exigência de seu recolhimento, podem impedir o conhecimento do recurso extraordinário protocolizado no Tribunal Superior do Trabalho no dia 08.09.2014. Requer, ao final, seja este agravo regimental provido para reformar a decisão impugnada a fim de que o mérito do recurso ordinário seja apreciado. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do recurso ordinário, em parecer assim ementado: “Recurso ordinário em mandado de segurança. Atos jurisdicionais que aplicam multas processuais, motivadas pelo intento protelatório da parte. Incidência do art. 538, par. único do Código de Processo Civil: não há teratologia ou ilegalidade, razão porque não se admite mandado de segurança. Precedentes. Parecer pelo desprovimento do recurso.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. O agravante não trouxe argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Consoante se colhe dos autos, o mandado de segurança impetrado no Tribunal Superior do Trabalho objetivava a cassação dos acórdãos proferidos no processo ED-ED-ED-AgR-E-ED-RR-34600-32-2008.5.11.0003 que: (i) ao apreciar os segundos embargos de declaração opostos pelo impetrante, impôs multa no percentual de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, e (ii) diante da reiteração da conduta processual, elevou a punição para 10% (dez por cento), nos termos do art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil/1973. Com efeito, o decisum está em consonância com o entendimento assentado nesta Corte no sentido da inadmissibilidade de mandado de segurança contra ato jurisdicional, ressalvados os casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão questionada, situações não verificadas no caso em exame. Ora, não há qualquer ilegalidade ou teratologia em atos jurisdicionais que, aplicando disposição expressa no Código de Processo Civil, impõem multas processuais motivadas pelo intento protelatório da parte. Sob esse enfoque, confiram-se os seguintes precedentes: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. O agravante não trouxe argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Consoante se colhe dos autos, o mandado de segurança impetrado no Tribunal Superior do Trabalho objetivava a cassação dos acórdãos proferidos no processo ED-ED-ED-AgR-E-ED-RR-34600-32-2008.5.11.0003 que: (i) ao apreciar os segundos embargos de declaração opostos pelo impetrante, impôs multa no percentual de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, e (ii) diante da reiteração da conduta processual, elevou a punição para 10% (dez por cento), nos termos do art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil/1973. Com efeito, o decisum está em consonância com o entendimento assentado nesta Corte no sentido da inadmissibilidade de mandado de segurança contra ato jurisdicional, ressalvados os casos de flagrante ilegalidade ou teratologia da decisão questionada, situações não verificadas no caso em exame. Ora, não há qualquer ilegalidade ou teratologia em atos jurisdicionais que, aplicando disposição expressa no Código de Processo Civil, impõem multas processuais motivadas pelo intento protelatório da parte. Sob esse enfoque, confiram-se os seguintes precedentes: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 33522 AGR / AM “Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Aferição da tempestividade do recurso. Data da entrada da petição no Protocolo do Tribunal. Irrelevância da data da postagem nos Correios. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 4. Mandado de segurança contra ato judicial. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Precedentes. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RMS 32.932 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 25-02-2016). AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATOS JURISDICIONAIS PRATICADOS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. NÃO CABIMENTO DO WRIT. CONFORMIDADE DOS ATOS IMPUGNADOS À JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE, DIANTE DO ABUSO NO EXERCÍCIO DO DIREITO DE RECORRER. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA AMPLA DEFESA. Conforme pacífica jurisprudência desta Suprema Corte, o mandado de segurança não se consubstancia em uma nova via recursal para a reiteração da irresignação do interessado contra determinado ato jurisdicional. Por isso, exige-se a demonstração de inequívoca teratologia, situação ausente na presente hipótese. As medidas adotadas encontram respaldo na lei processual e na jurisprudência. Agravo regimental conhecido e não provido. (MS 32772 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Tribunal Pleno, julgado em 05/03/2015, Dje 25-03-2015). “Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Ato da 3... Turma do Superior Tribunal de Justiça. Ato de índole jurisdicional. Inadmissibilidade de mandado de segurança. Inexistência de decisão teratológica que cause ofensa a direito líquido e certo. Inexistência de obstáculo judicial. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. Inadmissibilidade de impetração de mandado de segurança contra ato revestido de conteúdo jurisdicional passível de recurso próprio. Precedentes. O ato questionado consiste 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Supremo Tribunal Federal RMS 33522 AGR / AM “Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Aferição da tempestividade do recurso. Data da entrada da petição no Protocolo do Tribunal. Irrelevância da data da postagem nos Correios. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 4. Mandado de segurança contra ato judicial. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Precedentes. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RMS 32.932 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 25-02-2016). AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATOS JURISDICIONAIS PRATICADOS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. NÃO CABIMENTO DO WRIT. CONFORMIDADE DOS ATOS IMPUGNADOS À JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE, DIANTE DO ABUSO NO EXERCÍCIO DO DIREITO DE RECORRER. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA AMPLA DEFESA. Conforme pacífica jurisprudência desta Suprema Corte, o mandado de segurança não se consubstancia em uma nova via recursal para a reiteração da irresignação do interessado contra determinado ato jurisdicional. Por isso, exige-se a demonstração de inequívoca teratologia, situação ausente na presente hipótese. As medidas adotadas encontram respaldo na lei processual e na jurisprudência. Agravo regimental conhecido e não provido. (MS 32772 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Tribunal Pleno, julgado em 05/03/2015, Dje 25-03-2015). “Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Ato da 3... Turma do Superior Tribunal de Justiça. Ato de índole jurisdicional. Inadmissibilidade de mandado de segurança. Inexistência de decisão teratológica que cause ofensa a direito líquido e certo. Inexistência de obstáculo judicial. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. Inadmissibilidade de impetração de mandado de segurança contra ato revestido de conteúdo jurisdicional passível de recurso próprio. Precedentes. O ato questionado consiste 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 33522 AGR / AM em ato de índole jurisdicional passível de recurso. Deixou-se de interpôr o respectivo recurso extraordinário, transitando em julgado a ação. 2. Não há particularidades no caso que apontariam para uma decisão teratológica. A decisão do Superior Tribunal de Justiça encontra-se amplamente fundamentada na legislação aplicável à situação e na jurisprudência dominante daquele Tribunal, bastando uma rápida pesquisa em seu sítio na internet para que se verifique a necessidade da identificação do número do processo quando do preparo, sob pena de ser o recurso considerado deserto. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RMS 31.214-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14-12-2012). Nesse sentido, consoante se colhe do excerto da decisão do Tribunal Superior do Trabalho que indeferiu a inicial do mandado de segurança, o caso sub examine não revela hipótese de ilegalidade ou teratologia que autorizasse o cabimento deste remédio constitucional, in verbis: “Revela-se inadequada a via eleita pela parte. Na hipótese, fica evidenciado que o intuito do Impetrante é, mais uma vez, pela via do mandamus, impugnar as decisões que consideraram os reiterados embargos declaratórios protelatórios (três ao todo), como se recurso fosse, o que não se mostra possível. Ademais, não se vislumbra ‘periculum in mora’ - o que, aliás, sequer foi apontado pelo Impetrante - a justificar a liminar pretendida. Nada foi alegado no sentido de haver eventual óbice ao pagamento da multa por ED’s protelatórios e, assim, evitar a imputação de deserção ao seu recurso extraordinário, ou mesmo que houvesse urgência para a concessão da segurança. Também é de se ressaltar que não se constata haver direito líquido e certo, já que as multas processuais foram aplicadas em face da conduta reiterada da parte, arcando, assim, com as consequências processuais de seus atos, entre elas a impossibilidade de interposição de qualquer outro recurso, caso não deposite o respectivo valor (art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil). Incabível, assim, sob qualquer ângulo que se examine, a impetração do presente mandado de segurança.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Supremo Tribunal Federal RMS 33522 AGR / AM em ato de índole jurisdicional passível de recurso. Deixou-se de interpôr o respectivo recurso extraordinário, transitando em julgado a ação. 2. Não há particularidades no caso que apontariam para uma decisão teratológica. A decisão do Superior Tribunal de Justiça encontra-se amplamente fundamentada na legislação aplicável à situação e na jurisprudência dominante daquele Tribunal, bastando uma rápida pesquisa em seu sítio na internet para que se verifique a necessidade da identificação do número do processo quando do preparo, sob pena de ser o recurso considerado deserto. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RMS 31.214-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14-12-2012). Nesse sentido, consoante se colhe do excerto da decisão do Tribunal Superior do Trabalho que indeferiu a inicial do mandado de segurança, o caso sub examine não revela hipótese de ilegalidade ou teratologia que autorizasse o cabimento deste remédio constitucional, in verbis: “Revela-se inadequada a via eleita pela parte. Na hipótese, fica evidenciado que o intuito do Impetrante é, mais uma vez, pela via do mandamus, impugnar as decisões que consideraram os reiterados embargos declaratórios protelatórios (três ao todo), como se recurso fosse, o que não se mostra possível. Ademais, não se vislumbra ‘periculum in mora’ - o que, aliás, sequer foi apontado pelo Impetrante - a justificar a liminar pretendida. Nada foi alegado no sentido de haver eventual óbice ao pagamento da multa por ED’s protelatórios e, assim, evitar a imputação de deserção ao seu recurso extraordinário, ou mesmo que houvesse urgência para a concessão da segurança. Também é de se ressaltar que não se constata haver direito líquido e certo, já que as multas processuais foram aplicadas em face da conduta reiterada da parte, arcando, assim, com as consequências processuais de seus atos, entre elas a impossibilidade de interposição de qualquer outro recurso, caso não deposite o respectivo valor (art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil). Incabível, assim, sob qualquer ângulo que se examine, a impetração do presente mandado de segurança.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 33522 AGR / AM Em tais circunstâncias, a ausência de plausibilidade das razões expendidas no agravo regimental impede a reforma da decisão impugnada. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Supremo Tribunal Federal RMS 33522 AGR / AM Em tais circunstâncias, a ausência de plausibilidade das razões expendidas no agravo regimental impede a reforma da decisão impugnada. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARCOS CLEITON LEITE BARBA ADV.(A/S) : MARCOS CLEITON LEITE BARBA (5133/AM) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944504 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.522 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARCOS CLEITON LEITE BARBA ADV.(A/S) : MARCOS CLEITON LEITE BARBA (5133/AM) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944504 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ ".", ".", "RECURSO ORD . EM MANDADO DE SEGURANÇA 33 . 522 AMAZONAS", "RR 34600 - 32 . 2008 . 5 . 11 . 0003", "RR 34600 - 32 . 2008 . 5 . 11 . 0003", "RMS 33522 AGR / AM", "RMS 33522 AGR", "ED", "-", "ED", "-", "ED", "-", "AgR", "-", "E", "-", "ED", "-", "RR", "-", "34600", "-", "32", "-", "2008", ".", "5", ".", "11", ".", "0003", "ED", "-", "ED", "-", "ED", "-", "AgR", "-", "E", "-", "ED", "-", "RR", "-", "34600", "-", "32", "-", "2008", ".", "5", ".", "11", ".", "0003", "RMS 33522 AGR / AM", "RMS 32 . 932 AgR", "MS 32772 AgR", "RMS 33522 AGR / AM", "RMS 32 . 932 AgR", "MS 32772 AgR", "RMS 33522 AGR / AM", "RMS 31 . 214 - AgR", "RMS 33522 AGR / AM", "RMS 31 . 214 - AgR", "RMS 33522" ], "LEGISLACAO": [ "art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 538 do Código de Processo Civil / 1973", "art . 538 , par . único do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 538 do Código de Processo Civil / 1973", "art . 538 , par . único do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "AMAZONAS", "Brasília", "Brasília", "AMAZONAS", "AMAZONAS", "AMAZONAS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Superior do Trabalho", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "AMAZONAS", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal Pleno", "3", ".", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal Pleno", "3", ".", ". . Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "-" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "MARCOS CLEITON LEITE BARBA", "MARCOS CLEITON LEITE BARBA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCOS CLEITON LEITE BARBA", "MARCOS CLEITON LEITE BARBA", "LUIZ FUX", "MARCOS CLEITON LEITE BARBA", "LUIZ FUX", "MARCOS CLEITON LEITE BARBA", "MARCOS CLEITON LEITE BARBA", "LUIZ FUX", "MARCOS CLEITON LEITE BARBA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCOS CLEITON LEITE BARBA", "MARCOS CLEITON LEITE BARBA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "MARCOS CLEITON LEITE BARBA", "MARCOS CLEITON LEITE BARBA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", "/", "10", "/", "2016", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", "/", "10", "/", "2016", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "09", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "09", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "-", "02", "-", "2016", "05", "/", "03", "/", "2015", "25", "-", "03", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "-", "02", "-", "2016", "05", "/", "03", "/", "2015", "25", "-", "03", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "-", "12", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "-", "12", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES ADV.(A/S) :HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO AGDO.(A/S) :GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA ADV.(A/S) :ADMILSON PEREIRA RODRIGUES EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PAGAMENTO DE QUINQUÊNIOS. SÚMULAS 279 E 280/STF. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos e a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 a 22 de setembro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756747. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES ADV.(A/S) :HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO AGDO.(A/S) :GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA ADV.(A/S) :ADMILSON PEREIRA RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno, interposto em 02.03.2016, cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob o fundamento de que incidem, na hipótese, as Súmulas 279 e 280/STF. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação ao art. 37, caput e II, da Constituição. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756748. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES ADV.(A/S) :HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO AGDO.(A/S) :GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA ADV.(A/S) :ADMILSON PEREIRA RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno, interposto em 02.03.2016, cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob o fundamento de que incidem, na hipótese, as Súmulas 279 e 280/STF. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação ao art. 37, caput e II, da Constituição. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO ORDINÁRIA - SERVIDOR PÚBLICO - INGRESSO ANTERIOR À EC N.º 57/03 - ROMPIMENTO DO VÍNCULO - AUSÊNCIA - QUINQUÊNIOS - REGRA TRANSITÓRIA - ART. 112 ADCT CEMG - PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 1 - Tendo em vista que o autor não teve rompido o seu vínculo com a universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes, é certo que faz jus à percepção dos quinquênios almejados em respeito ao direito adquirido, por ter ingressado no serviço público estadual antes da edição da Emenda Constitucional n.º 57/03, enquadrando-se na regra de transição estabelecida pelo artigo 112, da ADCT, da Constituição Estadual de Minas Gerais. 2 - Recurso provido.” 3. Como se percebe claramente, a matéria controvertida depende do reexame do conjunto fático-probatório e a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756749. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO ORDINÁRIA - SERVIDOR PÚBLICO - INGRESSO ANTERIOR À EC N.º 57/03 - ROMPIMENTO DO VÍNCULO - AUSÊNCIA - QUINQUÊNIOS - REGRA TRANSITÓRIA - ART. 112 ADCT CEMG - PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 1 - Tendo em vista que o autor não teve rompido o seu vínculo com a universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes, é certo que faz jus à percepção dos quinquênios almejados em respeito ao direito adquirido, por ter ingressado no serviço público estadual antes da edição da Emenda Constitucional n.º 57/03, enquadrando-se na regra de transição estabelecida pelo artigo 112, da ADCT, da Constituição Estadual de Minas Gerais. 2 - Recurso provido.” 3. Como se percebe claramente, a matéria controvertida depende do reexame do conjunto fático-probatório e a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 928968 AGR / MG ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do CPC/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756749. Supremo Tribunal Federal ARE 928968 AGR / MG ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do CPC/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES ADV.(A/S) : HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO (75741/MG) AGDO.(A/S) : GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA ADV.(A/S) : ADMILSON PEREIRA RODRIGUES (130972/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794823 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES ADV.(A/S) : HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO (75741/MG) AGDO.(A/S) : GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA ADV.(A/S) : ADMILSON PEREIRA RODRIGUES (130972/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794823 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11796070
2016-09-23T00:00:00
2016-10-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PAGAMENTO DE QUINQUÊNIOS. SÚMULAS 279 E 280/STF. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos e a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973.
sjur357695
Número de páginas: 5. Análise: 13/10/2016, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
928968
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, MG\n\n", "LEG-EST ADCT ANO-1989\n ART-00112\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, MG\n\n", "LEG-EST EMC-000057 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL, MG" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 928968 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES ADV.(A/S) : HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO AGDO.(A/S) : GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA ADV.(A/S) : ADMILSON PEREIRA RODRIGUES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES ADV.(A/S) :HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO AGDO.(A/S) :GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA ADV.(A/S) :ADMILSON PEREIRA RODRIGUES EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PAGAMENTO DE QUINQUÊNIOS. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos e a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 a 22 de setembro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756747. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES ADV.(A/S) :HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO AGDO.(A/S) :GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA ADV.(A/S) :ADMILSON PEREIRA RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno, interposto em 02.03.2016, cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que incidem, na hipótese, as Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação ao art. 37, caput e II, da Constituição. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756748. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES ADV.(A/S) :HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO AGDO.(A/S) :GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA ADV.(A/S) :ADMILSON PEREIRA RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno, interposto em 02.03.2016, cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que incidem, na hipótese, as Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação ao art. 37, caput e II, da Constituição. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO ORDINÁRIA - SERVIDOR PÚBLICO - INGRESSO ANTERIOR À EC N. 57/03 - ROMPIMENTO DO VÍNCULO - AUSÊNCIA - QUINQUÊNIOS - REGRA TRANSITÓRIA - ART. 112 ADCT CEMG - PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 1 - Tendo em vista que o autor não teve rompido o seu vínculo com a universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes, é certo que faz jus à percepção dos quinquênios almejados em respeito ao direito adquirido, por ter ingressado no serviço público estadual antes da edição da Emenda Constitucional n. 57/03, enquadrando-se na regra de transição estabelecida pelo artigo 112, da ADCT, da Constituição Estadual de Minas Gerais. 2 - Recurso provido.” 3. Como se percebe claramente, a matéria controvertida depende do reexame do conjunto fático-probatório e a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756749. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO ORDINÁRIA - SERVIDOR PÚBLICO - INGRESSO ANTERIOR À EC N. 57/03 - ROMPIMENTO DO VÍNCULO - AUSÊNCIA - QUINQUÊNIOS - REGRA TRANSITÓRIA - ART. 112 ADCT CEMG - PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 1 - Tendo em vista que o autor não teve rompido o seu vínculo com a universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes, é certo que faz jus à percepção dos quinquênios almejados em respeito ao direito adquirido, por ter ingressado no serviço público estadual antes da edição da Emenda Constitucional n. 57/03, enquadrando-se na regra de transição estabelecida pelo artigo 112, da ADCT, da Constituição Estadual de Minas Gerais. 2 - Recurso provido.” 3. Como se percebe claramente, a matéria controvertida depende do reexame do conjunto fático-probatório e a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 928968 AGR / MG ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756749. Supremo Tribunal Federal ARE 928968 AGR / MG ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11756749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES ADV.(A/S) : HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO (75741/MG) AGDO.(A/S) : GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA ADV.(A/S) : ADMILSON PEREIRA RODRIGUES (130972/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794823 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 928.968 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES ADV.(A/S) : HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO (75741/MG) AGDO.(A/S) : GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA ADV.(A/S) : ADMILSON PEREIRA RODRIGUES (130972/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794823 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "Súmulas 279", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 928968 AGR / MG", "ARE 928968 AGR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "art . 37 , caput e II , da Constituição", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "art . 37 , caput e II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC N . 57 / 03", "Emenda Constitucional n . 57 / 03", "artigo 112 , da ADCT , da Constituição Estadual de Minas Gerais", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC N . 57 / 03", "Emenda Constitucional n . 57 / 03", "artigo 112 , da ADCT , da Constituição Estadual de Minas Gerais", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS", "UNIMONTES", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS", "UNIMONTES", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS", "UNIMONTES", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CEMG", "universidade Estadual de Montes Claros", "Unimontes", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CEMG", "universidade Estadual de Montes Claros", "Unimontes", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS", "UNIMONTES", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS", "UNIMONTES", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO", "GEORGINO VENERANDO QUINTINO", "ADMILSON PEREIRA RODRIGUES", "LUÍS", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO", "GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA", "ADMILSON PEREIRA RODRIGUES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO", "GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA", "ADMILSON PEREIRA RODRIGUES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO", "GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA", "ADMILSON PEREIRA RODRIGUES", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "HENDERSON GERALDO TEIXEIRA OGANDO", "GEORGINO VENERANDO QUINTINO EVANGELISTA", "ADMILSON PEREIRA RODRIGUES", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "23", "/", "09", "/", "2016", "16 a 22 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "02", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "02", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM FACE DE RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO QUE JÁ CONSTAVA DO ACORDÃO DE SEGUNDO GRAU. PRECLUSÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. DOSIMETRIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o agravo regimental que não impugna todos os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. 2. O sistema constitucional vigente, que prevê o cabimento simultâneo de recurso extraordinário e recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de segundo grau, preconiza que, da decisão do STJ no recurso especial, só se admitirá recurso extraordinário se a questão constitucional objeto do último for diversa daquela resolvida pela instância ordinária. Precedentes. 3. Não há ilegalidade no regime gravoso fixado com lastro em circunstâncias judiciais desfavoráveis, conforme inteligência dos artigos 33 e 59, ambos do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890287. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 951702 AGR / DF 4. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890287. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF 4. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 17) interposto em face de decisão em neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário (eDOC 15), nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 24, p. 2399): PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ART. 288 DO CP. PENA INFERIOR A 4 (QUATRO) ANOS. ANÁLISE DO ART. 33, § 2º, C, E § 3º, DO CP. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. REGIME SEMIABERTO. POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE. I – Condenação à pena definitiva inferior a 4 (quatro) de reclusão, em que fixada a pena- base acima do mínimo legal – portanto reconhecidas circunstâncias judiciais desfavoráveis -, justifica, nos termos do disposto no art. 33, §§2º e 3º, do CP, a imposição do regime inicial semiaberto. (Precedentes). II – Do mesmo modo, ante a existência de circunstâncias judiciais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 17) interposto em face de decisão em neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário (eDOC 15), nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 24, p. 2399): PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ART. 288 DO CP. PENA INFERIOR A 4 (QUATRO) ANOS. ANÁLISE DO ART. 33, § 2º, C, E § 3º, DO CP. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. REGIME SEMIABERTO. POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE. I – Condenação à pena definitiva inferior a 4 (quatro) de reclusão, em que fixada a pena- base acima do mínimo legal – portanto reconhecidas circunstâncias judiciais desfavoráveis -, justifica, nos termos do disposto no art. 33, §§2º e 3º, do CP, a imposição do regime inicial semiaberto. (Precedentes). II – Do mesmo modo, ante a existência de circunstâncias judiciais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 951702 AGR / DF desfavoráveis, não há falar em conversão da pena privativa de liberdade para restritiva de direitos, ex vi do art. 44, III, do Código Penal. Agravo regimental desprovido. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição e às Súmulas 718 e 719 do STF. Alega-se que o acórdão recorrido violou o direito à ampla defesa porque não apresentou motivação idônea a justificar regime mais gravoso daquele previsto no art. 33 do Código Penal. Sustenta-se que a decisão fundamentou o regime e a impossibilidade de substituição da pena em razão da gravidade abstrata do crime. Busca-se, em suma, a fixação do regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. A Vice-Presidência do STJ indeferiu liminarmente o recurso, com base no art. 543-A, § 5º, do CPC (redação anterior à vigência da Lei 13.105/2015), quanto à suposta afronta ao art. 5º, LV, da CF e, quanto aos demais argumentos, inadmitiu o recurso por se tratar de ofensa reflexa à CF. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, observo que a matéria está preclusa, tendo em vista que a discussão acerca da fixação do regime e da substituição da pena iniciou-se na decisão de segundo grau, sendo que dessa não foi interposto recurso extraordinário. O recorrente interpôs somente recurso especial. Como é cediço, o sistema recursal vigente prevê o cabimento simultâneo do recurso extraordinário e do recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de segundo grau. Dessa forma, suposta violação constitucional deveria ter sido suscitada no momento processual oportuno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF desfavoráveis, não há falar em conversão da pena privativa de liberdade para restritiva de direitos, ex vi do art. 44, III, do Código Penal. Agravo regimental desprovido. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição e às Súmulas 718 e 719 do STF. Alega-se que o acórdão recorrido violou o direito à ampla defesa porque não apresentou motivação idônea a justificar regime mais gravoso daquele previsto no art. 33 do Código Penal. Sustenta-se que a decisão fundamentou o regime e a impossibilidade de substituição da pena em razão da gravidade abstrata do crime. Busca-se, em suma, a fixação do regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. A Vice-Presidência do STJ indeferiu liminarmente o recurso, com base no art. 543-A, § 5º, do CPC (redação anterior à vigência da Lei 13.105/2015), quanto à suposta afronta ao art. 5º, LV, da CF e, quanto aos demais argumentos, inadmitiu o recurso por se tratar de ofensa reflexa à CF. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, observo que a matéria está preclusa, tendo em vista que a discussão acerca da fixação do regime e da substituição da pena iniciou-se na decisão de segundo grau, sendo que dessa não foi interposto recurso extraordinário. O recorrente interpôs somente recurso especial. Como é cediço, o sistema recursal vigente prevê o cabimento simultâneo do recurso extraordinário e do recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de segundo grau. Dessa forma, suposta violação constitucional deveria ter sido suscitada no momento processual oportuno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 951702 AGR / DF Somente se admite recurso extraordinário em face de acórdão proferido em recurso especial se a questão constitucional objeto do último recurso for diversa da resolvida pela instância ordinária, o que não ocorre nesses autos. Nesse sentido, confiram-se os julgados: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 665016, Rel. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 07.05.2012) DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o acórdão proferido pelo STJ, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Precedente. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 885314, Rel. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.09.2015.) Ainda que fosse possível transpor esse óbice processual, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF Somente se admite recurso extraordinário em face de acórdão proferido em recurso especial se a questão constitucional objeto do último recurso for diversa da resolvida pela instância ordinária, o que não ocorre nesses autos. Nesse sentido, confiram-se os julgados: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 665016, Rel. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 07.05.2012) DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o acórdão proferido pelo STJ, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Precedente. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 885314, Rel. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.09.2015.) Ainda que fosse possível transpor esse óbice processual, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 951702 AGR / DF assento que, ao contrário do que alega o recorrente, o Tribunal de origem, para fundamentar o regime prisional mais gravoso, não se baseou na gravidade abstrata do crime, mas em circunstância judicial desfavorável, qual seja: “presença do abalo social pelo temor causado na comunidade (na redondeza) em que atuavam” (eDOC 22, p. 2199). Essa mesma circunstância foi registrada pelo juízo de primeiro grau nos seguintes termos: “os membros da sociedade delituosa amedontravam os moradores da redondeza em que atuavam, conforme esclarecido pela testemunha Ernandes (fl. 948)” (eDOC 20, p. 1846). Da mesma forma, o pedido de substituição da pena não foi acolhido em razão da valoração negativa das circunstâncias do crime; ou seja, o juízo a quo apresentou fundamentação idônea. Assim, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável nesta instância, seja pela incidência da Súmula 279 do STF. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1º, RISTF. ” O agravante aponta “que não houve a interposição de Recurso Extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, pois, inicialmente, a afronta era apenas quanto à legislação infraconstitucional, artigos 33 e 44 do Código Penal.” (eDOC. 30, p. 16) Além disso, retoma os argumentos expostos na interposição do recurso extraordinário, quais sejam: que o acórdão recorrido violou o direito à ampla defesa porque não apresentou motivação idônea a justificar regime mais gravoso daquele previsto no art. 33 do Código Penal. Sustenta-se que a decisão fundamentou o regime e a impossibilidade de substituição da pena em razão da gravidade abstrata do crime. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF assento que, ao contrário do que alega o recorrente, o Tribunal de origem, para fundamentar o regime prisional mais gravoso, não se baseou na gravidade abstrata do crime, mas em circunstância judicial desfavorável, qual seja: “presença do abalo social pelo temor causado na comunidade (na redondeza) em que atuavam” (eDOC 22, p. 2199). Essa mesma circunstância foi registrada pelo juízo de primeiro grau nos seguintes termos: “os membros da sociedade delituosa amedontravam os moradores da redondeza em que atuavam, conforme esclarecido pela testemunha Ernandes (fl. 948)” (eDOC 20, p. 1846). Da mesma forma, o pedido de substituição da pena não foi acolhido em razão da valoração negativa das circunstâncias do crime; ou seja, o juízo a quo apresentou fundamentação idônea. Assim, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável nesta instância, seja pela incidência da Súmula 279 do STF. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1º, RISTF. ” O agravante aponta “que não houve a interposição de Recurso Extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, pois, inicialmente, a afronta era apenas quanto à legislação infraconstitucional, artigos 33 e 44 do Código Penal.” (eDOC. 30, p. 16) Além disso, retoma os argumentos expostos na interposição do recurso extraordinário, quais sejam: que o acórdão recorrido violou o direito à ampla defesa porque não apresentou motivação idônea a justificar regime mais gravoso daquele previsto no art. 33 do Código Penal. Sustenta-se que a decisão fundamentou o regime e a impossibilidade de substituição da pena em razão da gravidade abstrata do crime. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 951702 AGR / DF É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Verifico que a parte agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada. Apenas fez ilação genérica de que os pressupostos de admissibilidade recursal foram atendidos. Logo, o agravo não preenche o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RISTF. Nesse sentido, é pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedente. 3. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 880.671-AgR, Rel. Min. Roberto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Verifico que a parte agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada. Apenas fez ilação genérica de que os pressupostos de admissibilidade recursal foram atendidos. Logo, o agravo não preenche o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RISTF. Nesse sentido, é pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedente. 3. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 880.671-AgR, Rel. Min. Roberto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 951702 AGR / DF Barroso, Primeira Turma, DJe 30.06.2015). Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Fundamentos não impugnados. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não provido. (ARE 870.404-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 13.08.2015). AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II As questões em exame nestes autos tiveram sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 675.505-RG, do AI 765.567-RG e do ARE 743.771-RG. Essas decisões valem para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF e o art. 543- A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. III Agravo regimental a que se nega provimento . (RE 869.656-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 07.08.2015). No mesmo sentido: ARE 800.087-ED, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.08.2015; RE 890.833-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 12.08.2015; ARE 846.469-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 27.05.2015; RE 695.605-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 22.05.2015. Ademais, reforço que a matéria está preclusa, tendo em vista que a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF Barroso, Primeira Turma, DJe 30.06.2015). Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Fundamentos não impugnados. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não provido. (ARE 870.404-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 13.08.2015). AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II As questões em exame nestes autos tiveram sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 675.505-RG, do AI 765.567-RG e do ARE 743.771-RG. Essas decisões valem para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF e o art. 543- A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. III Agravo regimental a que se nega provimento . (RE 869.656-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 07.08.2015). No mesmo sentido: ARE 800.087-ED, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.08.2015; RE 890.833-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 12.08.2015; ARE 846.469-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 27.05.2015; RE 695.605-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 22.05.2015. Ademais, reforço que a matéria está preclusa, tendo em vista que a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 951702 AGR / DF discussão acerca da fixação do regime e da substituição da pena iniciou- se na decisão de segundo grau, sendo que dessa não foi interposto recurso extraordinário. O recorrente interpôs somente recurso especial. Como é cediço, o sistema recursal vigente prevê o cabimento simultâneo do recurso extraordinário e do recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de segundo grau. Dessa forma, suposta violação constitucional deveria ter sido suscitada no momento processual oportuno. Somente se admite recurso extraordinário em face de acórdão proferido em recurso especial se a questão constitucional objeto do último recurso for diversa da resolvida pela instância ordinária, o que não ocorre nesses autos. Nesse sentido, confiram-se os julgados: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 665016, Rel. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 07.05.2012) DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o acórdão proferido pelo STJ, em sede de recurso especial, somente legitima o uso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF discussão acerca da fixação do regime e da substituição da pena iniciou- se na decisão de segundo grau, sendo que dessa não foi interposto recurso extraordinário. O recorrente interpôs somente recurso especial. Como é cediço, o sistema recursal vigente prevê o cabimento simultâneo do recurso extraordinário e do recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de segundo grau. Dessa forma, suposta violação constitucional deveria ter sido suscitada no momento processual oportuno. Somente se admite recurso extraordinário em face de acórdão proferido em recurso especial se a questão constitucional objeto do último recurso for diversa da resolvida pela instância ordinária, o que não ocorre nesses autos. Nesse sentido, confiram-se os julgados: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 665016, Rel. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 07.05.2012) DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o acórdão proferido pelo STJ, em sede de recurso especial, somente legitima o uso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 951702 AGR / DF do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Precedente. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 885314, Rel. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.09.2015.) Ainda que fosse possível transpor esse óbice processual, assento que, ao contrário do que alega o recorrente, o Tribunal de origem, para fundamentar o regime prisional mais gravoso, não se baseou na gravidade abstrata do crime, mas em circunstância judicial desfavorável, qual seja: “presença do abalo social pelo temor causado na comunidade (na redondeza) em que atuavam” (eDOC 22, p. 2199). Essa mesma circunstância foi registrada pelo juízo de primeiro grau nos seguintes termos: “os membros da sociedade delituosa amedontravam os moradores da redondeza em que atuavam, conforme esclarecido pela testemunha Ernandes (fl. 948)” (eDOC 20, p. 1846). Da mesma forma, o pedido de substituição da pena não foi acolhido em razão da valoração negativa das circunstâncias do crime; ou seja, o juízo a quo apresentou fundamentação idônea, embora contrária aos interesses do agravante. Assim, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável nesta instância, tendo em vista a incidência da Súmula 279 do STF. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Precedente. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 885314, Rel. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.09.2015.) Ainda que fosse possível transpor esse óbice processual, assento que, ao contrário do que alega o recorrente, o Tribunal de origem, para fundamentar o regime prisional mais gravoso, não se baseou na gravidade abstrata do crime, mas em circunstância judicial desfavorável, qual seja: “presença do abalo social pelo temor causado na comunidade (na redondeza) em que atuavam” (eDOC 22, p. 2199). Essa mesma circunstância foi registrada pelo juízo de primeiro grau nos seguintes termos: “os membros da sociedade delituosa amedontravam os moradores da redondeza em que atuavam, conforme esclarecido pela testemunha Ernandes (fl. 948)” (eDOC 20, p. 1846). Da mesma forma, o pedido de substituição da pena não foi acolhido em razão da valoração negativa das circunstâncias do crime; ou seja, o juízo a quo apresentou fundamentação idônea, embora contrária aos interesses do agravante. Assim, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável nesta instância, tendo em vista a incidência da Súmula 279 do STF. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846933. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Tipo Texto 524 ARE 951702 AGR / DF ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846933. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS (20605/DF) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944550 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS (20605/DF) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944550 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11967212
2016-10-14T00:00:00
2016-11-04T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM FACE DE RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO QUE JÁ CONSTAVA DO ACORDÃO DE SEGUNDO GRAU. PRECLUSÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. DOSIMETRIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o agravo regimental que não impugna todos os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. 2. O sistema constitucional vigente, que prevê o cabimento simultâneo de recurso extraordinário e recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de segundo grau, preconiza que, da decisão do STJ no recurso especial, só se admitirá recurso extraordinário se a questão constitucional objeto do último for diversa daquela resolvida pela instância ordinária. Precedentes. 3. Não há ilegalidade no regime gravoso fixado com lastro em circunstâncias judiciais desfavoráveis, conforme inteligência dos artigos 33 e 59, ambos do Código Penal. 4. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 5. Agravo regimental desprovido.
sjur359136
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) RE 695605 AgR (2ªT), ARE 800087 ED (1ªT), RE 869656 AgR (TP), ARE 870404 AgR (2ªT), ARE 846469 AgR (2ªT), ARE 880671 AgR (1ªT), RE 890833 AgR (1ªT). (RE CONCOMITANTE RESP) ARE 885314 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 21/11/2016, MJC.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
951702
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 951702 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM FACE DE RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO QUE JÁ CONSTAVA DO ACORDÃO DE SEGUNDO GRAU. PRECLUSÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. DOSIMETRIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o agravo regimental que não impugna todos os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. 2. O sistema constitucional vigente, que prevê o cabimento simultâneo de recurso extraordinário e recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de segundo grau, preconiza que, da decisão do Superior Tribunal de Justiça no recurso especial, só se admitirá recurso extraordinário se a questão constitucional objeto do último for diversa daquela resolvida pela instância ordinária. Precedentes. 3. Não há ilegalidade no regime gravoso fixado com lastro em circunstâncias judiciais desfavoráveis, conforme inteligência dos artigos 33 e 59, ambos do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890287. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 951702 AGR / DF 4. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890287. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF 4. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 17) interposto em face de decisão em neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário (eDOC 15), nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 24, p. 2399): PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ART. 288 DO Código Penal Brasileiro. PENA INFERIOR A 4 (QUATRO) ANOS. ANÁLISE DO ART. 33, § 2..., C, E § 3..., DO Código Penal Brasileiro. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. REGIME SEMIABERTO. POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE. I – Condenação à pena definitiva inferior a 4 (quatro) de reclusão, em que fixada a pena- base acima do mínimo legal – portanto reconhecidas circunstâncias judiciais desfavoráveis -, justifica, nos termos do disposto no art. 33, §§2... e 3..., do Código Penal Brasileiro, a imposição do regime inicial semiaberto. (Precedentes). II – Do mesmo modo, ante a existência de circunstâncias judiciais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 17) interposto em face de decisão em neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário (eDOC 15), nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 24, p. 2399): PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ART. 288 DO Código Penal Brasileiro. PENA INFERIOR A 4 (QUATRO) ANOS. ANÁLISE DO ART. 33, § 2..., C, E § 3..., DO Código Penal Brasileiro. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. REGIME SEMIABERTO. POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE. I – Condenação à pena definitiva inferior a 4 (quatro) de reclusão, em que fixada a pena- base acima do mínimo legal – portanto reconhecidas circunstâncias judiciais desfavoráveis -, justifica, nos termos do disposto no art. 33, §§2... e 3..., do Código Penal Brasileiro, a imposição do regime inicial semiaberto. (Precedentes). II – Do mesmo modo, ante a existência de circunstâncias judiciais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 951702 AGR / DF desfavoráveis, não há falar em conversão da pena privativa de liberdade para restritiva de direitos, ex vi do art. 44, III, do Código Penal. Agravo regimental desprovido. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição e às Súmulas 718 e 719 do Supremo Tribunal Federal. Alega-se que o acórdão recorrido violou o direito à ampla defesa porque não apresentou motivação idônea a justificar regime mais gravoso daquele previsto no art. 33 do Código Penal. Sustenta-se que a decisão fundamentou o regime e a impossibilidade de substituição da pena em razão da gravidade abstrata do crime. Busca-se, em suma, a fixação do regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. A Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça indeferiu liminarmente o recurso, com base no art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil (redação anterior à vigência da Lei 13.105/2015), quanto à suposta afronta ao art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988 e, quanto aos demais argumentos, inadmitiu o recurso por se tratar de ofensa reflexa à Constituição Federal de 1988. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, observo que a matéria está preclusa, tendo em vista que a discussão acerca da fixação do regime e da substituição da pena iniciou-se na decisão de segundo grau, sendo que dessa não foi interposto recurso extraordinário. O recorrente interpôs somente recurso especial. Como é cediço, o sistema recursal vigente prevê o cabimento simultâneo do recurso extraordinário e do recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de segundo grau. Dessa forma, suposta violação constitucional deveria ter sido suscitada no momento processual oportuno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF desfavoráveis, não há falar em conversão da pena privativa de liberdade para restritiva de direitos, ex vi do art. 44, III, do Código Penal. Agravo regimental desprovido. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição e às Súmulas 718 e 719 do Supremo Tribunal Federal. Alega-se que o acórdão recorrido violou o direito à ampla defesa porque não apresentou motivação idônea a justificar regime mais gravoso daquele previsto no art. 33 do Código Penal. Sustenta-se que a decisão fundamentou o regime e a impossibilidade de substituição da pena em razão da gravidade abstrata do crime. Busca-se, em suma, a fixação do regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. A Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça indeferiu liminarmente o recurso, com base no art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil (redação anterior à vigência da Lei 13.105/2015), quanto à suposta afronta ao art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988 e, quanto aos demais argumentos, inadmitiu o recurso por se tratar de ofensa reflexa à Constituição Federal de 1988. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, observo que a matéria está preclusa, tendo em vista que a discussão acerca da fixação do regime e da substituição da pena iniciou-se na decisão de segundo grau, sendo que dessa não foi interposto recurso extraordinário. O recorrente interpôs somente recurso especial. Como é cediço, o sistema recursal vigente prevê o cabimento simultâneo do recurso extraordinário e do recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de segundo grau. Dessa forma, suposta violação constitucional deveria ter sido suscitada no momento processual oportuno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 951702 AGR / DF Somente se admite recurso extraordinário em face de acórdão proferido em recurso especial se a questão constitucional objeto do último recurso for diversa da resolvida pela instância ordinária, o que não ocorre nesses autos. Nesse sentido, confiram-se os julgados: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 665016, Rel. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 07.05.2012) DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Precedente. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 885314, Rel. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.09.2015.) Ainda que fosse possível transpor esse óbice processual, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF Somente se admite recurso extraordinário em face de acórdão proferido em recurso especial se a questão constitucional objeto do último recurso for diversa da resolvida pela instância ordinária, o que não ocorre nesses autos. Nesse sentido, confiram-se os julgados: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 665016, Rel. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 07.05.2012) DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Precedente. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 885314, Rel. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.09.2015.) Ainda que fosse possível transpor esse óbice processual, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 951702 AGR / DF assento que, ao contrário do que alega o recorrente, o Tribunal de origem, para fundamentar o regime prisional mais gravoso, não se baseou na gravidade abstrata do crime, mas em circunstância judicial desfavorável, qual seja: “presença do abalo social pelo temor causado na comunidade (na redondeza) em que atuavam” (eDOC 22, p. 2199). Essa mesma circunstância foi registrada pelo juízo de primeiro grau nos seguintes termos: “os membros da sociedade delituosa amedontravam os moradores da redondeza em que atuavam, conforme esclarecido pela testemunha Ernandes (fl. 948)” (eDOC 20, p. 1846). Da mesma forma, o pedido de substituição da pena não foi acolhido em razão da valoração negativa das circunstâncias do crime; ou seja, o juízo a quo apresentou fundamentação idônea. Assim, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável nesta instância, seja pela incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1..., RISTF. ” O agravante aponta “que não houve a interposição de Recurso Extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, pois, inicialmente, a afronta era apenas quanto à legislação infraconstitucional, artigos 33 e 44 do Código Penal.” (eDOC. 30, p. 16) Além disso, retoma os argumentos expostos na interposição do recurso extraordinário, quais sejam: que o acórdão recorrido violou o direito à ampla defesa porque não apresentou motivação idônea a justificar regime mais gravoso daquele previsto no art. 33 do Código Penal. Sustenta-se que a decisão fundamentou o regime e a impossibilidade de substituição da pena em razão da gravidade abstrata do crime. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF assento que, ao contrário do que alega o recorrente, o Tribunal de origem, para fundamentar o regime prisional mais gravoso, não se baseou na gravidade abstrata do crime, mas em circunstância judicial desfavorável, qual seja: “presença do abalo social pelo temor causado na comunidade (na redondeza) em que atuavam” (eDOC 22, p. 2199). Essa mesma circunstância foi registrada pelo juízo de primeiro grau nos seguintes termos: “os membros da sociedade delituosa amedontravam os moradores da redondeza em que atuavam, conforme esclarecido pela testemunha Ernandes (fl. 948)” (eDOC 20, p. 1846). Da mesma forma, o pedido de substituição da pena não foi acolhido em razão da valoração negativa das circunstâncias do crime; ou seja, o juízo a quo apresentou fundamentação idônea. Assim, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável nesta instância, seja pela incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1..., RISTF. ” O agravante aponta “que não houve a interposição de Recurso Extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, pois, inicialmente, a afronta era apenas quanto à legislação infraconstitucional, artigos 33 e 44 do Código Penal.” (eDOC. 30, p. 16) Além disso, retoma os argumentos expostos na interposição do recurso extraordinário, quais sejam: que o acórdão recorrido violou o direito à ampla defesa porque não apresentou motivação idônea a justificar regime mais gravoso daquele previsto no art. 33 do Código Penal. Sustenta-se que a decisão fundamentou o regime e a impossibilidade de substituição da pena em razão da gravidade abstrata do crime. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 951702 AGR / DF É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Verifico que a parte agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada. Apenas fez ilação genérica de que os pressupostos de admissibilidade recursal foram atendidos. Logo, o agravo não preenche o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1..., do RISTF. Nesse sentido, é pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedente. 3. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 880.671-AgR, Rel. Min. Roberto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Verifico que a parte agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada. Apenas fez ilação genérica de que os pressupostos de admissibilidade recursal foram atendidos. Logo, o agravo não preenche o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1..., do RISTF. Nesse sentido, é pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedente. 3. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 880.671-AgR, Rel. Min. Roberto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 951702 AGR / DF Barroso, Primeira Turma, DJe 30.06.2015). Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Fundamentos não impugnados. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não provido. (ARE 870.404-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 13.08.2015). AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II As questões em exame nestes autos tiveram sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 675.505-RG, do AI 765.567-RG e do ARE 743.771-RG. Essas decisões valem para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF e o art. 543- A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. III Agravo regimental a que se nega provimento . (Recurso Extraordinário 869.656-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 07.08.2015). No mesmo sentido: ARE 800.087-ED, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.08.2015; Recurso Extraordinário 890.833-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 12.08.2015; ARE 846.469-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 27.05.2015; Recurso Extraordinário 695.605-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 22.05.2015. Ademais, reforço que a matéria está preclusa, tendo em vista que a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF Barroso, Primeira Turma, DJe 30.06.2015). Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Fundamentos não impugnados. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não provido. (ARE 870.404-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 13.08.2015). AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II As questões em exame nestes autos tiveram sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento do ARE 675.505-RG, do AI 765.567-RG e do ARE 743.771-RG. Essas decisões valem para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF e o art. 543- A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. III Agravo regimental a que se nega provimento . (Recurso Extraordinário 869.656-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 07.08.2015). No mesmo sentido: ARE 800.087-ED, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.08.2015; Recurso Extraordinário 890.833-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 12.08.2015; ARE 846.469-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 27.05.2015; Recurso Extraordinário 695.605-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 22.05.2015. Ademais, reforço que a matéria está preclusa, tendo em vista que a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 951702 AGR / DF discussão acerca da fixação do regime e da substituição da pena iniciou- se na decisão de segundo grau, sendo que dessa não foi interposto recurso extraordinário. O recorrente interpôs somente recurso especial. Como é cediço, o sistema recursal vigente prevê o cabimento simultâneo do recurso extraordinário e do recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de segundo grau. Dessa forma, suposta violação constitucional deveria ter sido suscitada no momento processual oportuno. Somente se admite recurso extraordinário em face de acórdão proferido em recurso especial se a questão constitucional objeto do último recurso for diversa da resolvida pela instância ordinária, o que não ocorre nesses autos. Nesse sentido, confiram-se os julgados: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 665016, Rel. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 07.05.2012) DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF discussão acerca da fixação do regime e da substituição da pena iniciou- se na decisão de segundo grau, sendo que dessa não foi interposto recurso extraordinário. O recorrente interpôs somente recurso especial. Como é cediço, o sistema recursal vigente prevê o cabimento simultâneo do recurso extraordinário e do recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de segundo grau. Dessa forma, suposta violação constitucional deveria ter sido suscitada no momento processual oportuno. Somente se admite recurso extraordinário em face de acórdão proferido em recurso especial se a questão constitucional objeto do último recurso for diversa da resolvida pela instância ordinária, o que não ocorre nesses autos. Nesse sentido, confiram-se os julgados: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 665016, Rel. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 07.05.2012) DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 951702 AGR / DF do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Precedente. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 885314, Rel. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.09.2015.) Ainda que fosse possível transpor esse óbice processual, assento que, ao contrário do que alega o recorrente, o Tribunal de origem, para fundamentar o regime prisional mais gravoso, não se baseou na gravidade abstrata do crime, mas em circunstância judicial desfavorável, qual seja: “presença do abalo social pelo temor causado na comunidade (na redondeza) em que atuavam” (eDOC 22, p. 2199). Essa mesma circunstância foi registrada pelo juízo de primeiro grau nos seguintes termos: “os membros da sociedade delituosa amedontravam os moradores da redondeza em que atuavam, conforme esclarecido pela testemunha Ernandes (fl. 948)” (eDOC 20, p. 1846). Da mesma forma, o pedido de substituição da pena não foi acolhido em razão da valoração negativa das circunstâncias do crime; ou seja, o juízo a quo apresentou fundamentação idônea, embora contrária aos interesses do agravante. Assim, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável nesta instância, tendo em vista a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Precedente. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 885314, Rel. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.09.2015.) Ainda que fosse possível transpor esse óbice processual, assento que, ao contrário do que alega o recorrente, o Tribunal de origem, para fundamentar o regime prisional mais gravoso, não se baseou na gravidade abstrata do crime, mas em circunstância judicial desfavorável, qual seja: “presença do abalo social pelo temor causado na comunidade (na redondeza) em que atuavam” (eDOC 22, p. 2199). Essa mesma circunstância foi registrada pelo juízo de primeiro grau nos seguintes termos: “os membros da sociedade delituosa amedontravam os moradores da redondeza em que atuavam, conforme esclarecido pela testemunha Ernandes (fl. 948)” (eDOC 20, p. 1846). Da mesma forma, o pedido de substituição da pena não foi acolhido em razão da valoração negativa das circunstâncias do crime; ou seja, o juízo a quo apresentou fundamentação idônea, embora contrária aos interesses do agravante. Assim, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável nesta instância, tendo em vista a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846933. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Tipo Texto 524 ARE 951702 AGR / DF ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846933. Supremo Tribunal Federal ARE 951702 AGR / DF ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS (20605/DF) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944550 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.702 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS (20605/DF) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944550 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 951702 AGR / DF", "ARE 951702 AGR / DF", "ARE 951702 AGR / DF", "Súmulas 718 e 719 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 718 e 719 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 951702", "ARE 665016", "ARE 885314", "ARE 951702 AGR / DF", "ARE 665016", "ARE 885314", "ARE 951702 AGR / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 951702 AGR / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 951702 AGR /", "ARE 951702 AGR / DF", "AGRAVO 951 . 702", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 880 . 671 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 880 . 671 - AgR", "ARE 951702 AGR / DF", "ARE 870 . 404 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 675 . 505 - RG", "AI 765 . 567 - RG", "ARE 743 . 771 - RG", "Recurso Extraordinário 869 . 656 - AgR", "ARE 800 . 087 - ED", "Recurso Extraordinário 890 . 833 - AgR", "ARE 846 . 469 - AgR", "Recurso Extraordinário 695 . 605 - AgR", "ARE 951702 AGR / DF", "ARE 870 . 404 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 675 . 505 - RG", "AI 765 . 567 - RG", "ARE 743 . 771 - RG", "Recurso Extraordinário 869 . 656 - AgR", "ARE 800 . 087 - ED", "Recurso Extraordinário 890 . 833 - AgR", "ARE 846 . 469 - AgR", "Recurso Extraordinário 695 . 605 - AgR", "ARE 951702 AGR / DF", "ARE 665016", "ARE 951702 AGR / DF", "ARE 665016", "ARE 885314", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 951702 AGR / DF", "ARE 885314", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 951702 AGR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "artigos 33 e 59 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 288 DO Código Penal Brasileiro", "ART . 33 , § 2 . . . , C , E § 3 . . . , DO Código Penal Brasileiro", "art . 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 288 DO Código Penal Brasileiro", "ART . 33 , § 2 . . . , C , E § 3 . . . , DO Código Penal Brasileiro", "art . 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 , III , do Código Penal", "art . 102 ,", "art . 5 . . . , LV , da Constituição", "art . 33 do Código Penal", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 13 . 105 / 2015", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 , III , do Código Penal", "art . 5 . . . , LV , da Constituição", "art . 33 do Código Penal", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 13 . 105 / 2015", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 33 e 44 do Código Penal", "art . 33 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 33 e 44 do Código Penal .", "art . 33 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 11 . 418 / 2006", "arts . 326 e 327 do RISTF", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de", "Lei 11 . 418 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Vice", "-", "Presidência do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Vice", "-", "Presidência do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Segundo", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segundo Grau", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segundo Grau", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA", "CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA", "CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA", "CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS", "EDSON FACHIN", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Ernandes", "Ernandes", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Roberto", "EDSON FACHIN", "Roberto", "EDSON FACHIN", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Barroso", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "Roberto Barroso", "Ernandes", "Roberto Barroso", "Ernandes", "EDSON FACHIN", "FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA", "CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA", "CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA", "CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA TEIXEIRA", "CARLOS HENRIQUE DE LIMA SANTOS", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "05", ".", "2012", "11", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "05", ".", "2012", "11", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "06", ".", "2015", "13", ".", "08", ".", "2015", "07", ".", "08", ".", "2015", "14", ".", "08", ".", "2015", "12", ".", "08", ".", "2015", "27", ".", "05", ".", "2015", "22", ".", "05", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "06", ".", "2015", "13", ".", "08", ".", "2015", "07", ".", "08", ".", "2015", "14", ".", "08", ".", "2015", "12", ".", "08", ".", "2015", "27", ".", "05", ".", "2015", "22", ".", "05", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "05", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "05", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LEVIO OSCAR SCATTOLINI ADV.(A/S) :VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO NO TCU. CITAÇÃO POR EDITAL. EXAURIMENTO DOS MEIOS RAZOÁVEIS PARA CITAÇÃO DA PARTE. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A Corte de Contas efetuou regularmente a citação do impetrante por edital, depois de tentar localizá-lo por carta registrada e entrega de ofício por servidor designado (art. 22 da Lei nº 8.443/1992 e art. 179 do RI/TCU). 2. Não deve a Administração Pública assumir a tarefa de localizar a parte a qualquer custo, eximindo o particular, especialmente aquele que de alguma forma gere dinheiro público, do ônus de manter seus dados atualizados junto aos órgãos oficiais. 3. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, aplicando-se multa de 1% (um por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (CPC, art. 1.021, §§ 4º e 5º), por decisão unânime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11984372. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão MS 33625 AGR / DF provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11984372. Supremo Tribunal Federal MS 33625 AGR / DF provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11984372. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LEVIO OSCAR SCATTOLINI ADV.(A/S) :VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática por mim proferida, com a seguinte ementa (doc. 23): “Ementa: DIREITO PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA. ALEGADA NULIDADE DA CITAÇÃO FEITA PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. 1. A Corte de Contas efetuou regularmente a citação do impetrante por edital, depois de tentar localizá-lo por carta registrada e entrega de ofício por servidor designado (art. 22 da Lei nº 8.443/1992 e art. 179 do RI/TCU). 2. Segurança denegada.” 2. A parte recorrente reitera os argumentos da inicial. Insiste em afirmar que os atos praticados pelo TCU, na citação do ora agravante, não teriam observado as exigências legais, em especial a Resolução TCU nº 170/2004, art. 6º, II, alíneas a, b, c e d. Alega desrespeito a procedimentos internos e à jurisprudência daquela Corte de Contas, em afronta ao direito de defesa e ao princípio da estrita legalidade. Destaca trecho de parecer técnico existente no processo administrativo, no sentido de que “a pesquisa [na lista telefônica] foi efetuada por endereço e não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968042. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LEVIO OSCAR SCATTOLINI ADV.(A/S) :VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática por mim proferida, com a seguinte ementa (doc. 23): “Ementa: DIREITO PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA. ALEGADA NULIDADE DA CITAÇÃO FEITA PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. 1. A Corte de Contas efetuou regularmente a citação do impetrante por edital, depois de tentar localizá-lo por carta registrada e entrega de ofício por servidor designado (art. 22 da Lei nº 8.443/1992 e art. 179 do RI/TCU). 2. Segurança denegada.” 2. A parte recorrente reitera os argumentos da inicial. Insiste em afirmar que os atos praticados pelo TCU, na citação do ora agravante, não teriam observado as exigências legais, em especial a Resolução TCU nº 170/2004, art. 6º, II, alíneas a, b, c e d. Alega desrespeito a procedimentos internos e à jurisprudência daquela Corte de Contas, em afronta ao direito de defesa e ao princípio da estrita legalidade. Destaca trecho de parecer técnico existente no processo administrativo, no sentido de que “a pesquisa [na lista telefônica] foi efetuada por endereço e não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório MS 33625 AGR / DF por nome do suposto assinante” (doc. 26, p. 6). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968042. Supremo Tribunal Federal MS 33625 AGR / DF por nome do suposto assinante” (doc. 26, p. 6). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. 2. A decisão agravada assentou o seguinte: (i) o exercício da garantia à ampla defesa (art. 5º, LV, da CF) perfaz-se nos moldes das normas procedimentais aplicáveis; (ii) a autoridade impetrada procurou obter o endereço do ora agravante no cadastro da Receita Federal, na lista telefônica e em contato telefônico com o escritório dos demais responsáveis; e (iii) o TCU não tem a obrigação de tentar localizar, sem limites, os responsáveis indicados no processo administrativo – especialmente os que não mantêm seus dados atualizados junto à Receita Federal –, o que é evidenciado pelas expressões ‘uma ou mais das seguintes providências’ e ‘conforme o caso’ previstas, respectivamente, nos arts. 6º e 7º da Resolução TCU nº 170/2004. 3. Como assentado na decisão monocrática, mesmo em matéria penal, esta Corte tem assentado que, para a realização de citação editalícia, basta que se promova o exaurimento de providências razoáveis pela autoridade competente (cf. HC 120.120, Rel. Min. Cármen Lúcia; e HC 116.029, Rel. Min. Rosa Weber). Nesse sentido, é irrelevante que a pesquisa junto à lista telefônica tenha supostamente ocorrido por endereço, e não por nome do assinante, haja vista as diligências já razoavelmente realizadas para a localização do responsável. 4. Não deve a Administração assumir a tarefa de localizar a parte a qualquer custo, eximindo o particular, especialmente aquele que de alguma forma gere dinheiro público, do ônus de manter seus dados atualizados junto aos órgãos oficiais. Nesse sentido, reproduzo trecho da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. 2. A decisão agravada assentou o seguinte: (i) o exercício da garantia à ampla defesa (art. 5º, LV, da CF) perfaz-se nos moldes das normas procedimentais aplicáveis; (ii) a autoridade impetrada procurou obter o endereço do ora agravante no cadastro da Receita Federal, na lista telefônica e em contato telefônico com o escritório dos demais responsáveis; e (iii) o TCU não tem a obrigação de tentar localizar, sem limites, os responsáveis indicados no processo administrativo – especialmente os que não mantêm seus dados atualizados junto à Receita Federal –, o que é evidenciado pelas expressões ‘uma ou mais das seguintes providências’ e ‘conforme o caso’ previstas, respectivamente, nos arts. 6º e 7º da Resolução TCU nº 170/2004. 3. Como assentado na decisão monocrática, mesmo em matéria penal, esta Corte tem assentado que, para a realização de citação editalícia, basta que se promova o exaurimento de providências razoáveis pela autoridade competente (cf. HC 120.120, Rel. Min. Cármen Lúcia; e HC 116.029, Rel. Min. Rosa Weber). Nesse sentido, é irrelevante que a pesquisa junto à lista telefônica tenha supostamente ocorrido por endereço, e não por nome do assinante, haja vista as diligências já razoavelmente realizadas para a localização do responsável. 4. Não deve a Administração assumir a tarefa de localizar a parte a qualquer custo, eximindo o particular, especialmente aquele que de alguma forma gere dinheiro público, do ônus de manter seus dados atualizados junto aos órgãos oficiais. Nesse sentido, reproduzo trecho da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33625 AGR / DF motivação da decisão recorrida, cujas razões ora reitero: “11. Quanto à forma da citação, dispõe a Lei nº 8.443/1992: ‘Art. 22. A citação, a audiência, a comunicação de diligência ou a notificação far-se-á: I - mediante ciência do responsável ou do interessado, na forma estabelecida no Regimento Interno; II - pelo correio, mediante carta registrada, com aviso de recebimento; III - por edital publicado no Diário Oficial da União quando o seu destinatário não for localizado.’ 12. O Regimento Interno do TCU, citado no inciso I do dispositivo acima, estabelece o seguinte quanto à citação (art. 179): ‘Art. 179. A citação, a audiência ou a notificação, bem como a comunicação de diligência e de rejeição de alegações de defesa, far-se-ão: I - mediante ciência da parte, efetivada por servidor designado, por meio eletrônico, fac-símile, telegrama ou qualquer outra forma, desde que fique confirmada inequivocamente a entrega da comunicação ao destinatário; II - mediante carta registrada, com aviso de recebimento que comprove a entrega no endereço do destinatário; III - por edital publicado nos órgãos oficiais, quando o seu destinatário não for localizado. ‘ 13. No caso, consta do ato impugnado que a primeira tentativa de citação foi feita por carta registrada, no endereço ‘Rua Nebraska, 401, apto. 131, Brooklin Novo – São Paulo’, obtido mediante consulta ao sistema CPF. No entanto, o aviso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Supremo Tribunal Federal MS 33625 AGR / DF motivação da decisão recorrida, cujas razões ora reitero: “11. Quanto à forma da citação, dispõe a Lei nº 8.443/1992: ‘Art. 22. A citação, a audiência, a comunicação de diligência ou a notificação far-se-á: I - mediante ciência do responsável ou do interessado, na forma estabelecida no Regimento Interno; II - pelo correio, mediante carta registrada, com aviso de recebimento; III - por edital publicado no Diário Oficial da União quando o seu destinatário não for localizado.’ 12. O Regimento Interno do TCU, citado no inciso I do dispositivo acima, estabelece o seguinte quanto à citação (art. 179): ‘Art. 179. A citação, a audiência ou a notificação, bem como a comunicação de diligência e de rejeição de alegações de defesa, far-se-ão: I - mediante ciência da parte, efetivada por servidor designado, por meio eletrônico, fac-símile, telegrama ou qualquer outra forma, desde que fique confirmada inequivocamente a entrega da comunicação ao destinatário; II - mediante carta registrada, com aviso de recebimento que comprove a entrega no endereço do destinatário; III - por edital publicado nos órgãos oficiais, quando o seu destinatário não for localizado. ‘ 13. No caso, consta do ato impugnado que a primeira tentativa de citação foi feita por carta registrada, no endereço ‘Rua Nebraska, 401, apto. 131, Brooklin Novo – São Paulo’, obtido mediante consulta ao sistema CPF. No entanto, o aviso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33625 AGR / DF de recebimento retornou com a informação de que o destinatário havia se mudado. 14. Nessa hipótese, a Resolução TCU nº 170/2004, que trata das comunicações processuais no âmbito da Corte de Contas, determina que a unidade adote ‘uma ou mais das seguintes providências’ (art. 6º): ‘a) consulta a outros cadastros mantidos por instituições públicas ou privadas que possam oferecer subsídios à obtenção do endereço do destinatário, fazendo juntar aos autos documentação ou informação comprobatória do resultado da consulta; b) solicitação de auxílio à unidade jurisdicionada ou órgão de controle interno ao qual esteja vinculado o destinatário ou o processo; c) solicitação de colaboração à secretaria do Tribunal na unidade da federação em que se supõe residir o destinatário; d) solicitação de colaboração dos órgãos de controle externo estaduais.’ 15. A unidade técnica, então, consultou a lista telefônica e obteve como endereço do ora impetrante o ‘Condomínio Edifício Danielle F. Halle’, mesmo endereço que constava do banco de dados da Receita Federal. Procedeu-se, assim, à tentativa de sua citação pessoal, por meio de servidor designado, sem sucesso. Em seguida, a unidade técnica tentou obter o endereço em contato telefônico com o escritório dos demais responsáveis indicados nos autos, mas também não teve êxito. Por essa razão, realizou-se a citação por edital. 16. Anoto que o TCU não tem a obrigação de tentar localizar, sem limites, os responsáveis indicados no processo administrativo – especialmente os que não mantém seus dados atualizados junto à Receita Federal –, o que é evidenciado pelas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Supremo Tribunal Federal MS 33625 AGR / DF de recebimento retornou com a informação de que o destinatário havia se mudado. 14. Nessa hipótese, a Resolução TCU nº 170/2004, que trata das comunicações processuais no âmbito da Corte de Contas, determina que a unidade adote ‘uma ou mais das seguintes providências’ (art. 6º): ‘a) consulta a outros cadastros mantidos por instituições públicas ou privadas que possam oferecer subsídios à obtenção do endereço do destinatário, fazendo juntar aos autos documentação ou informação comprobatória do resultado da consulta; b) solicitação de auxílio à unidade jurisdicionada ou órgão de controle interno ao qual esteja vinculado o destinatário ou o processo; c) solicitação de colaboração à secretaria do Tribunal na unidade da federação em que se supõe residir o destinatário; d) solicitação de colaboração dos órgãos de controle externo estaduais.’ 15. A unidade técnica, então, consultou a lista telefônica e obteve como endereço do ora impetrante o ‘Condomínio Edifício Danielle F. Halle’, mesmo endereço que constava do banco de dados da Receita Federal. Procedeu-se, assim, à tentativa de sua citação pessoal, por meio de servidor designado, sem sucesso. Em seguida, a unidade técnica tentou obter o endereço em contato telefônico com o escritório dos demais responsáveis indicados nos autos, mas também não teve êxito. Por essa razão, realizou-se a citação por edital. 16. Anoto que o TCU não tem a obrigação de tentar localizar, sem limites, os responsáveis indicados no processo administrativo – especialmente os que não mantém seus dados atualizados junto à Receita Federal –, o que é evidenciado pelas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33625 AGR / DF expressões ‘uma ou mais das seguintes providências’ e ‘conforme o caso’ previstas, respectivamente, nos arts. 6º e 7º da Resolução TCU nº 170/2004. A propósito, o Min. Luiz Fux reconheceu a regularidade da citação por edital em hipótese semelhante à dos autos (MS 31.582). Mesmo em matéria penal, este Tribunal também tem assentado que, para a realização de citação editalícia, o que se exige é o exaurimento das providências razoáveis de localização do réu (cf. HC 120.120, Rel. Min. Cármen Lúcia; e HC 116.029, Rel. Min. Rosa Weber).” 5. Ante o exposto, nego provimento ao recurso por manifesta improcedência, aplicando multa de 1% (um por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (CPC, art. 1.021, §§ 4º e 5º), em caso de unanimidade da decisão. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Supremo Tribunal Federal MS 33625 AGR / DF expressões ‘uma ou mais das seguintes providências’ e ‘conforme o caso’ previstas, respectivamente, nos arts. 6º e 7º da Resolução TCU nº 170/2004. A propósito, o Min. Luiz Fux reconheceu a regularidade da citação por edital em hipótese semelhante à dos autos (MS 31.582). Mesmo em matéria penal, este Tribunal também tem assentado que, para a realização de citação editalícia, o que se exige é o exaurimento das providências razoáveis de localização do réu (cf. HC 120.120, Rel. Min. Cármen Lúcia; e HC 116.029, Rel. Min. Rosa Weber).” 5. Ante o exposto, nego provimento ao recurso por manifesta improcedência, aplicando multa de 1% (um por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (CPC, art. 1.021, §§ 4º e 5º), em caso de unanimidade da decisão. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LEVIO OSCAR SCATTOLINI ADV.(A/S) : VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA (0195142/SP) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021122 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LEVIO OSCAR SCATTOLINI ADV.(A/S) : VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA (0195142/SP) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021122 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12036134
2016-10-28T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO NO TCU. CITAÇÃO POR EDITAL. EXAURIMENTO DOS MEIOS RAZOÁVEIS PARA CITAÇÃO DA PARTE. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A Corte de Contas efetuou regularmente a citação do impetrante por edital, depois de tentar localizá-lo por carta registrada e entrega de ofício por servidor designado (art. 22 da Lei nº 8.443/1992 e art. 179 do RI/TCU). 2. Não deve a Administração Pública assumir a tarefa de localizar a parte a qualquer custo, eximindo o particular, especialmente aquele que de alguma forma gere dinheiro público, do ônus de manter seus dados atualizados junto aos órgãos oficiais. 3. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, aplicando-se multa de 1% (um por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (CPC, art. 1.021, §§ 4º e 5º), por decisão unânime.
sjur359957
- Acórdão(s) citado(s): (CITAÇÃO POR EDITAL) HC 116029 (1ªT), HC 120120 (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 24/11/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
33625
[ "LEG-FED LEI-008443 ANO-1992\n ART-00022\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1993\n ART-00179\n REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO - TCU" ]
MS-AgR
acordaos
MS 33625 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LEVIO OSCAR SCATTOLINI ADV.(A/S) : VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LEVIO OSCAR SCATTOLINI ADV.(A/S) :VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO NO TCU. CITAÇÃO POR EDITAL. EXAURIMENTO DOS MEIOS RAZOÁVEIS PARA CITAÇÃO DA PARTE. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A Corte de Contas efetuou regularmente a citação do impetrante por edital, depois de tentar localizá-lo por carta registrada e entrega de ofício por servidor designado (art. 22 da Lei n 8.443/1992 e art. 179 do RI/TCU). 2. Não deve a Administração Pública assumir a tarefa de localizar a parte a qualquer custo, eximindo o particular, especialmente aquele que de alguma forma gere dinheiro público, do ônus de manter seus dados atualizados junto aos órgãos oficiais. 3. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, aplicando-se multa de 1% (um por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (Código de Processo Civil, art. 1.021, §§ 4... e 5...), por decisão unânime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11984372. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão MS 33625 AGR / DF provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11984372. Supremo Tribunal Federal MS 33625 AGR / DF provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11984372. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LEVIO OSCAR SCATTOLINI ADV.(A/S) :VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática por mim proferida, com a seguinte ementa (doc. 23): “Ementa: DIREITO PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA. ALEGADA NULIDADE DA CITAÇÃO FEITA PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. 1. A Corte de Contas efetuou regularmente a citação do impetrante por edital, depois de tentar localizá-lo por carta registrada e entrega de ofício por servidor designado (art. 22 da Lei n 8.443/1992 e art. 179 do RI/TCU). 2. Segurança denegada.” 2. A parte recorrente reitera os argumentos da inicial. Insiste em afirmar que os atos praticados pelo TCU, na citação do ora agravante, não teriam observado as exigências legais, em especial a Resolução TCU n 170/2004, art. 6..., II, alíneas a, b, c e d. Alega desrespeito a procedimentos internos e à jurisprudência daquela Corte de Contas, em afronta ao direito de defesa e ao princípio da estrita legalidade. Destaca trecho de parecer técnico existente no processo administrativo, no sentido de que “a pesquisa [na lista telefônica] foi efetuada por endereço e não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968042. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LEVIO OSCAR SCATTOLINI ADV.(A/S) :VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática por mim proferida, com a seguinte ementa (doc. 23): “Ementa: DIREITO PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA. ALEGADA NULIDADE DA CITAÇÃO FEITA PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. 1. A Corte de Contas efetuou regularmente a citação do impetrante por edital, depois de tentar localizá-lo por carta registrada e entrega de ofício por servidor designado (art. 22 da Lei n 8.443/1992 e art. 179 do RI/TCU). 2. Segurança denegada.” 2. A parte recorrente reitera os argumentos da inicial. Insiste em afirmar que os atos praticados pelo TCU, na citação do ora agravante, não teriam observado as exigências legais, em especial a Resolução TCU n 170/2004, art. 6..., II, alíneas a, b, c e d. Alega desrespeito a procedimentos internos e à jurisprudência daquela Corte de Contas, em afronta ao direito de defesa e ao princípio da estrita legalidade. Destaca trecho de parecer técnico existente no processo administrativo, no sentido de que “a pesquisa [na lista telefônica] foi efetuada por endereço e não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório MS 33625 AGR / DF por nome do suposto assinante” (doc. 26, p. 6). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968042. Supremo Tribunal Federal MS 33625 AGR / DF por nome do suposto assinante” (doc. 26, p. 6). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. 2. A decisão agravada assentou o seguinte: (i) o exercício da garantia à ampla defesa (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988) perfaz-se nos moldes das normas procedimentais aplicáveis; (ii) a autoridade impetrada procurou obter o endereço do ora agravante no cadastro da Receita Federal, na lista telefônica e em contato telefônico com o escritório dos demais responsáveis; e (iii) o TCU não tem a obrigação de tentar localizar, sem limites, os responsáveis indicados no processo administrativo – especialmente os que não mantêm seus dados atualizados junto à Receita Federal –, o que é evidenciado pelas expressões ‘uma ou mais das seguintes providências’ e ‘conforme o caso’ previstas, respectivamente, nos arts. 6... e 7... da Resolução TCU n 170/2004. 3. Como assentado na decisão monocrática, mesmo em matéria penal, esta Corte tem assentado que, para a realização de citação editalícia, basta que se promova o exaurimento de providências razoáveis pela autoridade competente (cf. HC 120.120, Rel. Min. Cármen Lúcia; e HC 116.029, Rel. Min. Rosa Weber). Nesse sentido, é irrelevante que a pesquisa junto à lista telefônica tenha supostamente ocorrido por endereço, e não por nome do assinante, haja vista as diligências já razoavelmente realizadas para a localização do responsável. 4. Não deve a Administração assumir a tarefa de localizar a parte a qualquer custo, eximindo o particular, especialmente aquele que de alguma forma gere dinheiro público, do ônus de manter seus dados atualizados junto aos órgãos oficiais. Nesse sentido, reproduzo trecho da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. 2. A decisão agravada assentou o seguinte: (i) o exercício da garantia à ampla defesa (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988) perfaz-se nos moldes das normas procedimentais aplicáveis; (ii) a autoridade impetrada procurou obter o endereço do ora agravante no cadastro da Receita Federal, na lista telefônica e em contato telefônico com o escritório dos demais responsáveis; e (iii) o TCU não tem a obrigação de tentar localizar, sem limites, os responsáveis indicados no processo administrativo – especialmente os que não mantêm seus dados atualizados junto à Receita Federal –, o que é evidenciado pelas expressões ‘uma ou mais das seguintes providências’ e ‘conforme o caso’ previstas, respectivamente, nos arts. 6... e 7... da Resolução TCU n 170/2004. 3. Como assentado na decisão monocrática, mesmo em matéria penal, esta Corte tem assentado que, para a realização de citação editalícia, basta que se promova o exaurimento de providências razoáveis pela autoridade competente (cf. HC 120.120, Rel. Min. Cármen Lúcia; e HC 116.029, Rel. Min. Rosa Weber). Nesse sentido, é irrelevante que a pesquisa junto à lista telefônica tenha supostamente ocorrido por endereço, e não por nome do assinante, haja vista as diligências já razoavelmente realizadas para a localização do responsável. 4. Não deve a Administração assumir a tarefa de localizar a parte a qualquer custo, eximindo o particular, especialmente aquele que de alguma forma gere dinheiro público, do ônus de manter seus dados atualizados junto aos órgãos oficiais. Nesse sentido, reproduzo trecho da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33625 AGR / DF motivação da decisão recorrida, cujas razões ora reitero: “11. Quanto à forma da citação, dispõe a Lei n 8.443/1992: ‘Art. 22. A citação, a audiência, a comunicação de diligência ou a notificação far-se-á: I - mediante ciência do responsável ou do interessado, na forma estabelecida no Regimento Interno; II - pelo correio, mediante carta registrada, com aviso de recebimento; III - por edital publicado no Diário Oficial da União quando o seu destinatário não for localizado.’ 12. O Regimento Interno do TCU, citado no inciso I do dispositivo acima, estabelece o seguinte quanto à citação (art. 179): ‘Art. 179. A citação, a audiência ou a notificação, bem como a comunicação de diligência e de rejeição de alegações de defesa, far-se-ão: I - mediante ciência da parte, efetivada por servidor designado, por meio eletrônico, fac-símile, telegrama ou qualquer outra forma, desde que fique confirmada inequivocamente a entrega da comunicação ao destinatário; II - mediante carta registrada, com aviso de recebimento que comprove a entrega no endereço do destinatário; III - por edital publicado nos órgãos oficiais, quando o seu destinatário não for localizado. ‘ 13. No caso, consta do ato impugnado que a primeira tentativa de citação foi feita por carta registrada, no endereço ‘Rua Nebraska, 401, apto. 131, Brooklin Novo – São Paulo’, obtido mediante consulta ao sistema CPF. No entanto, o aviso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Supremo Tribunal Federal MS 33625 AGR / DF motivação da decisão recorrida, cujas razões ora reitero: “11. Quanto à forma da citação, dispõe a Lei n 8.443/1992: ‘Art. 22. A citação, a audiência, a comunicação de diligência ou a notificação far-se-á: I - mediante ciência do responsável ou do interessado, na forma estabelecida no Regimento Interno; II - pelo correio, mediante carta registrada, com aviso de recebimento; III - por edital publicado no Diário Oficial da União quando o seu destinatário não for localizado.’ 12. O Regimento Interno do TCU, citado no inciso I do dispositivo acima, estabelece o seguinte quanto à citação (art. 179): ‘Art. 179. A citação, a audiência ou a notificação, bem como a comunicação de diligência e de rejeição de alegações de defesa, far-se-ão: I - mediante ciência da parte, efetivada por servidor designado, por meio eletrônico, fac-símile, telegrama ou qualquer outra forma, desde que fique confirmada inequivocamente a entrega da comunicação ao destinatário; II - mediante carta registrada, com aviso de recebimento que comprove a entrega no endereço do destinatário; III - por edital publicado nos órgãos oficiais, quando o seu destinatário não for localizado. ‘ 13. No caso, consta do ato impugnado que a primeira tentativa de citação foi feita por carta registrada, no endereço ‘Rua Nebraska, 401, apto. 131, Brooklin Novo – São Paulo’, obtido mediante consulta ao sistema CPF. No entanto, o aviso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33625 AGR / DF de recebimento retornou com a informação de que o destinatário havia se mudado. 14. Nessa hipótese, a Resolução TCU n 170/2004, que trata das comunicações processuais no âmbito da Corte de Contas, determina que a unidade adote ‘uma ou mais das seguintes providências’ (art. 6...): ‘a) consulta a outros cadastros mantidos por instituições públicas ou privadas que possam oferecer subsídios à obtenção do endereço do destinatário, fazendo juntar aos autos documentação ou informação comprobatória do resultado da consulta; b) solicitação de auxílio à unidade jurisdicionada ou órgão de controle interno ao qual esteja vinculado o destinatário ou o processo; c) solicitação de colaboração à secretaria do Tribunal na unidade da federação em que se supõe residir o destinatário; d) solicitação de colaboração dos órgãos de controle externo estaduais.’ 15. A unidade técnica, então, consultou a lista telefônica e obteve como endereço do ora impetrante o ‘Condomínio Edifício Danielle F. Halle’, mesmo endereço que constava do banco de dados da Receita Federal. Procedeu-se, assim, à tentativa de sua citação pessoal, por meio de servidor designado, sem sucesso. Em seguida, a unidade técnica tentou obter o endereço em contato telefônico com o escritório dos demais responsáveis indicados nos autos, mas também não teve êxito. Por essa razão, realizou-se a citação por edital. 16. Anoto que o TCU não tem a obrigação de tentar localizar, sem limites, os responsáveis indicados no processo administrativo – especialmente os que não mantém seus dados atualizados junto à Receita Federal –, o que é evidenciado pelas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Supremo Tribunal Federal MS 33625 AGR / DF de recebimento retornou com a informação de que o destinatário havia se mudado. 14. Nessa hipótese, a Resolução TCU n 170/2004, que trata das comunicações processuais no âmbito da Corte de Contas, determina que a unidade adote ‘uma ou mais das seguintes providências’ (art. 6...): ‘a) consulta a outros cadastros mantidos por instituições públicas ou privadas que possam oferecer subsídios à obtenção do endereço do destinatário, fazendo juntar aos autos documentação ou informação comprobatória do resultado da consulta; b) solicitação de auxílio à unidade jurisdicionada ou órgão de controle interno ao qual esteja vinculado o destinatário ou o processo; c) solicitação de colaboração à secretaria do Tribunal na unidade da federação em que se supõe residir o destinatário; d) solicitação de colaboração dos órgãos de controle externo estaduais.’ 15. A unidade técnica, então, consultou a lista telefônica e obteve como endereço do ora impetrante o ‘Condomínio Edifício Danielle F. Halle’, mesmo endereço que constava do banco de dados da Receita Federal. Procedeu-se, assim, à tentativa de sua citação pessoal, por meio de servidor designado, sem sucesso. Em seguida, a unidade técnica tentou obter o endereço em contato telefônico com o escritório dos demais responsáveis indicados nos autos, mas também não teve êxito. Por essa razão, realizou-se a citação por edital. 16. Anoto que o TCU não tem a obrigação de tentar localizar, sem limites, os responsáveis indicados no processo administrativo – especialmente os que não mantém seus dados atualizados junto à Receita Federal –, o que é evidenciado pelas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 33625 AGR / DF expressões ‘uma ou mais das seguintes providências’ e ‘conforme o caso’ previstas, respectivamente, nos arts. 6... e 7... da Resolução TCU n 170/2004. A propósito, o Min. Luiz Fux reconheceu a regularidade da citação por edital em hipótese semelhante à dos autos (MS 31.582). Mesmo em matéria penal, este Tribunal também tem assentado que, para a realização de citação editalícia, o que se exige é o exaurimento das providências razoáveis de localização do réu (cf. HC 120.120, Rel. Min. Cármen Lúcia; e HC 116.029, Rel. Min. Rosa Weber).” 5. Ante o exposto, nego provimento ao recurso por manifesta improcedência, aplicando multa de 1% (um por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (Código de Processo Civil, art. 1.021, §§ 4... e 5...), em caso de unanimidade da decisão. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Supremo Tribunal Federal MS 33625 AGR / DF expressões ‘uma ou mais das seguintes providências’ e ‘conforme o caso’ previstas, respectivamente, nos arts. 6... e 7... da Resolução TCU n 170/2004. A propósito, o Min. Luiz Fux reconheceu a regularidade da citação por edital em hipótese semelhante à dos autos (MS 31.582). Mesmo em matéria penal, este Tribunal também tem assentado que, para a realização de citação editalícia, o que se exige é o exaurimento das providências razoáveis de localização do réu (cf. HC 120.120, Rel. Min. Cármen Lúcia; e HC 116.029, Rel. Min. Rosa Weber).” 5. Ante o exposto, nego provimento ao recurso por manifesta improcedência, aplicando multa de 1% (um por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (Código de Processo Civil, art. 1.021, §§ 4... e 5...), em caso de unanimidade da decisão. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11968043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LEVIO OSCAR SCATTOLINI ADV.(A/S) : VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA (0195142/SP) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021122 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.625 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LEVIO OSCAR SCATTOLINI ADV.(A/S) : VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA (0195142/SP) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021122 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 33625 AGR / DF", "MS 33625 AGR / DF", "MS 33625 AGR / DF", "MS 33625 AGR /", "HC 120 . 120", "HC 116 . 029", "MANDADO DE SEGURANÇA 33 . 625", "HC 120 . 120", "HC 116 . 029", "MS 33625 AGR", "MS 33625 AGR", "MS 33625 AGR / DF", "MS 33625 AGR / DF", "MS 33625 AGR", "MS 31 . 582", "HC 120 . 120", "HC 116 . 029", "MS 33625 AGR / DF", "MS 31 . 582", "HC 120 . 120", "HC 116 . 029", "MANDADO DE SEGURANÇA 33 . 625" ], "LEGISLACAO": [ "art . 22 da Lei n 8 . 443 / 1992", "art . 179 do RI / TCU", "Código de Processo Civil , art . 1 . 021 , § § 4", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 da Lei n 8 . 443 / 1992", "art . 179 do RI / TCU", "Resolução TCU n 170 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 da Lei n 8 . 443 / 1992", "art . 179 do RI / TCU", "Resolução TCU n 170 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "arts . 6 . . . e 7 . . . da Resolução TCU n 170 / 2004", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "arts . 6 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 443 / 1992", "Medida Provisória n", "Lei n 8 . 443 / 1992", "Regimento Interno do TCU", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução TCU n 170 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução TCU n 170 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução TCU n 170 / 2004", "Código de Processo Civil , art . 1 . 021 , § § 4 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução TCU n 170 / 2004", "Código de Processo Civil , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Rua Nebraska", "Brooklin Novo", "São Paulo", "Rua Nebraska", "Brooklin Novo", "São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "TCU", "Corte", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Corte de Contas", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Receita Federal", "TCU", "Receita Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Receita Federal", "TCU", "Receita Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Regimento", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Corte de Contas", "Condomínio Edifício Danielle F . Halle", "Receita Federal", "TCU", "Receita Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Corte de Contas", "Condomínio Edifício Danielle F . Halle ’", "Receita Federal", "TCU", "Receita Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "LEVIO OSCAR SCATTOLINI", "VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LEVIO OSCAR SCATTOLINI", "VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LEVIO OSCAR SCATTOLINI", "VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Luiz", "Fux", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "LEVIO OSCAR SCATTOLINI", "VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "LEVIO OSCAR SCATTOLINI", "VIVIEN LYS PORTO FERREIRA DA SILVA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 a 27 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 a 27 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PIAUÍ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - ADUFPI ADV.(A/S) :LUIZ GONZAGA SOARES VIANA Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO ORIGINÁRIA. EXERCÍCIO DE COMPETÊNCIA RECURSAL ORDINÁRIA. DECLARAÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO POR MAIS DA METADE DOS INTEGRANTES DO TRIBUNAL DE ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL EM EXECUÇÃO DE SENTENÇA TRABALHISTA. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. REPETIÇÃO DA INSURGÊNCIA. NECESSIDADE DE SE BUSCAR A ANULAÇÃO DO ATO E POSTERIOR OFERTA DE EXCEÇÃO RITUAL. AGRAVOS REGIMENTAIS. NEGATIVA DE PROVIMENTO. I – Os objetivos pretendidos por meio do presente agravo regimental, cuja competência foi declinada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região em prol do Supremo Tribunal Federal, ante as declarações de suspeição e impedimento de 5 (cinco) dos seus membros, encontra-se arrimado exatamente nos mesmos fundamentos deduzidos em outro agravo regimental já analisado pelo tribunal de origem. II – Nulidade que precisa ser alegada perante o órgão prolator da decisão. Exercido o direito de recorrer opera-se a preclusão consumativa, que impossibilita nova insurgência contra o mesmo ato. III – Pretensão das agravantes que implicaria na possibilidade de reconhecimento do impedimento e da suspeição, independentemente da utilização do instrumento processual adequado – exceções rituais -, em absoluta violação às disposições contidas no Código de Processo Civil, em seus arts. 304 e seguintes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142707. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AO 1417 AGR / PI IV – Impossibilidade do STF de proclamar a nulidade de ato praticado por outro órgão do Poder Judiciário, sem que isso tenha sido requerido anteriormente perante o órgão de origem. V - Impossibilidade de reabertura da discussão daquilo já analisado judicialmente. VI – Agravos regimentais desprovidos. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negar provimento aos agravos regimentais. Brasília, 28 de novembro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142707. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI IV – Impossibilidade do STF de proclamar a nulidade de ato praticado por outro órgão do Poder Judiciário, sem que isso tenha sido requerido anteriormente perante o órgão de origem. V - Impossibilidade de reabertura da discussão daquilo já analisado judicialmente. VI – Agravos regimentais desprovidos. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negar provimento aos agravos regimentais. Brasília, 28 de novembro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PIAUÍ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - ADUFPI ADV.(A/S) :LUIZ GONZAGA SOARES VIANA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Tratam-se de dois agravos regimentais interpostos pela União e pela Fundação Universidade do Piauí, essa última representada pela Procuradoria-Geral Federal, contra decisão monocrática de minha lavra que extinguiu o processo de conhecimento de competência originária desta Corte, oriundo, em verdade, de recurso de agravo regimental (autuado na origem sob o nº 00089-2005-000-22-40-1 e aqui como Inq 1.417) aforado em conjunto pelas ora agravantes (cujas cópias se encontram acostadas às fls. 02/18 destes autos), contra decisão exarada pelo Juiz Vice-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região em procedimento interno, autuado sob o nº 01172-1997-22-00-3, instaurado para viabilizar a expedição de precatório complementar que, por sua vez, objetiva a quitação dos valores decorrentes de Reclamação Trabalhista, ora em fase de execução de sentença, autuada sob o nº 02.1069/90, movida pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Seção Sindical do Piauí) em face da Universidade Federal do Piauí. Na oportunidade fundamentei a extinção do processo – já que o feito foi equivocamente autuado como “Ação Originária” – que, em verdade, corresponde, no sistema processual pátrio, ao não conhecimento do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142708. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PIAUÍ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - ADUFPI ADV.(A/S) :LUIZ GONZAGA SOARES VIANA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Tratam-se de dois agravos regimentais interpostos pela União e pela Fundação Universidade do Piauí, essa última representada pela Procuradoria-Geral Federal, contra decisão monocrática de minha lavra que extinguiu o processo de conhecimento de competência originária desta Corte, oriundo, em verdade, de recurso de agravo regimental (autuado na origem sob o nº 00089-2005-000-22-40-1 e aqui como Inq 1.417) aforado em conjunto pelas ora agravantes (cujas cópias se encontram acostadas às fls. 02/18 destes autos), contra decisão exarada pelo Juiz Vice-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região em procedimento interno, autuado sob o nº 01172-1997-22-00-3, instaurado para viabilizar a expedição de precatório complementar que, por sua vez, objetiva a quitação dos valores decorrentes de Reclamação Trabalhista, ora em fase de execução de sentença, autuada sob o nº 02.1069/90, movida pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Seção Sindical do Piauí) em face da Universidade Federal do Piauí. Na oportunidade fundamentei a extinção do processo – já que o feito foi equivocamente autuado como “Ação Originária” – que, em verdade, corresponde, no sistema processual pátrio, ao não conhecimento do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142708. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório AO 1417 AGR / PI recurso, nos seguintes argumentos: “Impende frisar, primeiramente, que o Supremo Tribunal Federal atua no presente feito em substituição ao tribunal de apelação – no caso dos autos o TRT – 22ª Região – tendo em vista que cinco, dos oitos Juízes daquela Casa, afirmaram-se impedidos ou suspeitos para a análise deste recurso. Diante, entretanto, do fato do presente recurso de agravo repetir, basicamente, os mesmos argumentos expendidos pela ora agravante no recurso de agravo regimental autuado no TRT – 22ª Região sob o n. 00067-2005-000-22-40-1 (fls. 405/411), já julgado e não conhecido por aquele Tribunal, com fundamento no seu descabimento (fl. 446), imperioso o não conhecimento do recurso ora sob julgamento, sob pena de causar-se grave violação ao sistema processual, na medida em que o Supremo Tribunal Federal não é instância revisora de todas as decisões proferidas pelos órgãos integrantes dos diversos ramos do Poder Judiciário. Conveniente salientar, também, que, independentemente das razões aduzidas pelo TRT – 22ª Região para o não conhecimento daquele AR, não pode esta Corte manifestar-se sobre tema que representa mera repetição daquilo já apreciado, o que retiraria por completo a autoridade do julgamento exarado no segundo grau de jurisdição e, mais grave, ofenderia a coisa julgada. A alegação deduzida pela Procuradoria-Geral da República, de eventual nulidade do julgamento proferido no Agravo Regimental autuado perante o TRT-22ª Região sob o n. 00067-2005-000-22-40-1, sob o hipotético fundamento de encontrar-se a maior parte do colegiado impedida ou suspeita, não pode ser aqui apreciada, justamente por não ser este o objeto do presente agravo”. As agravantes fundamentaram seus recursos no fato de inexistir julgamento válido por parte do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região, uma vez que 5 (cinco) dos seus 8 (oito) membros declararam-se suspeitos ou impedidos para a análise do caso. Aduziram que não há nos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142708. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI recurso, nos seguintes argumentos: “Impende frisar, primeiramente, que o Supremo Tribunal Federal atua no presente feito em substituição ao tribunal de apelação – no caso dos autos o TRT – 22ª Região – tendo em vista que cinco, dos oitos Juízes daquela Casa, afirmaram-se impedidos ou suspeitos para a análise deste recurso. Diante, entretanto, do fato do presente recurso de agravo repetir, basicamente, os mesmos argumentos expendidos pela ora agravante no recurso de agravo regimental autuado no TRT – 22ª Região sob o n. 00067-2005-000-22-40-1 (fls. 405/411), já julgado e não conhecido por aquele Tribunal, com fundamento no seu descabimento (fl. 446), imperioso o não conhecimento do recurso ora sob julgamento, sob pena de causar-se grave violação ao sistema processual, na medida em que o Supremo Tribunal Federal não é instância revisora de todas as decisões proferidas pelos órgãos integrantes dos diversos ramos do Poder Judiciário. Conveniente salientar, também, que, independentemente das razões aduzidas pelo TRT – 22ª Região para o não conhecimento daquele AR, não pode esta Corte manifestar-se sobre tema que representa mera repetição daquilo já apreciado, o que retiraria por completo a autoridade do julgamento exarado no segundo grau de jurisdição e, mais grave, ofenderia a coisa julgada. A alegação deduzida pela Procuradoria-Geral da República, de eventual nulidade do julgamento proferido no Agravo Regimental autuado perante o TRT-22ª Região sob o n. 00067-2005-000-22-40-1, sob o hipotético fundamento de encontrar-se a maior parte do colegiado impedida ou suspeita, não pode ser aqui apreciada, justamente por não ser este o objeto do presente agravo”. As agravantes fundamentaram seus recursos no fato de inexistir julgamento válido por parte do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região, uma vez que 5 (cinco) dos seus 8 (oito) membros declararam-se suspeitos ou impedidos para a análise do caso. Aduziram que não há nos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142708. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório AO 1417 AGR / PI autos comprovação de que as causas de suspeição e impedimento tenham surgido entre o julgamento do primeiro agravo e do segundo, razão pela qual evidencia-se a nulidade daquilo decidido pelo TRT no primeiro agravo (autuado na origem sob o nº 00067-2005-000-22-40-1), o que afastaria a hipótese de “coisa julgada”. A fl. 446 consta certidão de julgamento, noticiando que o TRT – 22ª Região, em sessão realizada em 21/3/2006, não conheceu do agravo regimental autuado sob o nº 00067-2005-000-22-40-1. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142708. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI autos comprovação de que as causas de suspeição e impedimento tenham surgido entre o julgamento do primeiro agravo e do segundo, razão pela qual evidencia-se a nulidade daquilo decidido pelo TRT no primeiro agravo (autuado na origem sob o nº 00067-2005-000-22-40-1), o que afastaria a hipótese de “coisa julgada”. A fl. 446 consta certidão de julgamento, noticiando que o TRT – 22ª Região, em sessão realizada em 21/3/2006, não conheceu do agravo regimental autuado sob o nº 00067-2005-000-22-40-1. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142708. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PIAUÍ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Senhor Presidente, bem analisados os autos, entendo não assistir razão aos agravantes. Observo que os objetivos pretendidos por meio do agravo regimental (fls. 02-18) – autuado na origem sob o nº 00089-2005-000-22-40- 1 - cuja competência foi declinada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região em prol do Supremo Tribunal Federal (ante as declarações de suspeição e impedimento de 5 (cinco) dos seus membros) e por mim não conhecido -, encontra-se arrimado exatamente nos mesmos fundamentos deduzidos no agravo regimental autuado na origem sob o nº 00067-2005- 000-22-40-1, não conhecido pelo TRT – 22ª Região. Insta salientar também que o agravo cuja competência foi declinada em prol dessa Casa (00089-2005-000-22-40-1) foi distribuído, no TRT – 22ª Região, por dependência àquele não conhecido na origem, conforme ilustra a certidão de fl. 446 destes autos, verbis: “CERTIDÃO E REMESSA Ref. Ao AG 00089-2005-000-22-40-1 Certifico, para os fins necessários, em cumprimento ao despacho retro, que o Agravo Regimental nº AG-00067-2005- 000-40-1 foi julgado em 21.03.2006, tendo a seguinte conclusão, da Certidão de Julgamento desta Secretaria: ‘Certifico que o Tribunal Regional do Trabalho, em Sessão Ordinária, hoje realizada, julgou os presentes autos, tendo resolvido, por unanimidade, não conhecer do agravo regimental por incabível’” (grifos no original). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PIAUÍ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Senhor Presidente, bem analisados os autos, entendo não assistir razão aos agravantes. Observo que os objetivos pretendidos por meio do agravo regimental (fls. 02-18) – autuado na origem sob o nº 00089-2005-000-22-40- 1 - cuja competência foi declinada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região em prol do Supremo Tribunal Federal (ante as declarações de suspeição e impedimento de 5 (cinco) dos seus membros) e por mim não conhecido -, encontra-se arrimado exatamente nos mesmos fundamentos deduzidos no agravo regimental autuado na origem sob o nº 00067-2005- 000-22-40-1, não conhecido pelo TRT – 22ª Região. Insta salientar também que o agravo cuja competência foi declinada em prol dessa Casa (00089-2005-000-22-40-1) foi distribuído, no TRT – 22ª Região, por dependência àquele não conhecido na origem, conforme ilustra a certidão de fl. 446 destes autos, verbis: “CERTIDÃO E REMESSA Ref. Ao AG 00089-2005-000-22-40-1 Certifico, para os fins necessários, em cumprimento ao despacho retro, que o Agravo Regimental nº AG-00067-2005- 000-40-1 foi julgado em 21.03.2006, tendo a seguinte conclusão, da Certidão de Julgamento desta Secretaria: ‘Certifico que o Tribunal Regional do Trabalho, em Sessão Ordinária, hoje realizada, julgou os presentes autos, tendo resolvido, por unanimidade, não conhecer do agravo regimental por incabível’” (grifos no original). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AO 1417 AGR / PI O fato de se tratarem de recursos idênticos resta ainda mais evidente quando analisado o requerimento final das agravantes, deduzido no agravo autuado na origem sob o nº 00089-2005-000-22-40-1 –, remetido ao Supremo e que, por meio de decisão monocrática, não conheci -, conforme expresso a fl. 17 desses autos: “provimento deste Recurso, para conhecimento de que houve cerceamento de defesa e equívoco na conta produzida nos autos e que é correta a conta produzida pelas Agravantes e já demonstrada através do Agravo Regimental a que este deverá estar apenso, de maneira a reduzir a conta exequenda aos patamares efetivamente atestado pelo Núcleo Executivo de Cálculos e Perícias da Advocacia-Geral da União, por sua Procuradoria neste Estado” (grifei). Oportuno, por outro lado, transcrever também o pedido deduzido no agravo regimental autuado na origem sob nº 00067-2005-000-22-40-1, não conhecido pelo TRT – 22ª Região foi, verbis: “a retratação dos termos do despacho de fls. 1884/1886, que determinou a manifestação da União no prazo exíguo de 05 dias e acolha a presente manifestação. No mérito requer-se seja conhecido e provido o presente agravo para que seja reformado o despacho agravado, de modo a que sejam determinadas as devidas correções nos cálculos elaborados pela Contadoria Judicial com o acolhimento dos valores constantes dos autos”. Evidente, portanto, que o segundo recurso é mera repetição do primeiro, já que ambos se fundam nos mesmos fatos – cerceamento de defesa, dada a concessão de prazo exíguo (cinco dias) para a manifestação da executada, ora agravante, sobre os cálculos apresentados pelo setor de cálculos do tribunal e discordância em relação aos valores apresentados pela contadoria judicial do TRT – 22ª Região –, além de apresentarem exatamente os mesmos pedidos – reconhecimento da existência do alegado cerceamento de defesa e acolhimento dos cálculos por ela 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI O fato de se tratarem de recursos idênticos resta ainda mais evidente quando analisado o requerimento final das agravantes, deduzido no agravo autuado na origem sob o nº 00089-2005-000-22-40-1 –, remetido ao Supremo e que, por meio de decisão monocrática, não conheci -, conforme expresso a fl. 17 desses autos: “provimento deste Recurso, para conhecimento de que houve cerceamento de defesa e equívoco na conta produzida nos autos e que é correta a conta produzida pelas Agravantes e já demonstrada através do Agravo Regimental a que este deverá estar apenso, de maneira a reduzir a conta exequenda aos patamares efetivamente atestado pelo Núcleo Executivo de Cálculos e Perícias da Advocacia-Geral da União, por sua Procuradoria neste Estado” (grifei). Oportuno, por outro lado, transcrever também o pedido deduzido no agravo regimental autuado na origem sob nº 00067-2005-000-22-40-1, não conhecido pelo TRT – 22ª Região foi, verbis: “a retratação dos termos do despacho de fls. 1884/1886, que determinou a manifestação da União no prazo exíguo de 05 dias e acolha a presente manifestação. No mérito requer-se seja conhecido e provido o presente agravo para que seja reformado o despacho agravado, de modo a que sejam determinadas as devidas correções nos cálculos elaborados pela Contadoria Judicial com o acolhimento dos valores constantes dos autos”. Evidente, portanto, que o segundo recurso é mera repetição do primeiro, já que ambos se fundam nos mesmos fatos – cerceamento de defesa, dada a concessão de prazo exíguo (cinco dias) para a manifestação da executada, ora agravante, sobre os cálculos apresentados pelo setor de cálculos do tribunal e discordância em relação aos valores apresentados pela contadoria judicial do TRT – 22ª Região –, além de apresentarem exatamente os mesmos pedidos – reconhecimento da existência do alegado cerceamento de defesa e acolhimento dos cálculos por ela 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AO 1417 AGR / PI apresentados, em detrimento daqueles ofertados pela contadoria judicial. Demonstrado, portanto, tratarem-se de recursos idênticos, resta o exame da questão alegada no presente Regimental (movido contra decisão monocrática de minha lavra, que extinguiu de plano, ou seja, não conheceu, do segundo agravo regimental, autuado na origem sob o nº 00089-2005-000-22-40-1), de nulidade do julgamento proferido pelo TRT – 22ª Região no primeiro agravo regimental (autuado na origem sob o nº 00067-2005-000-22-40-1), tendo em vista que 5 (cinco) dos seus 8 (oito) integrantes declararam-se suspeitos ou impedidos quando do julgamento do segundo agravo (autuado na origem sob o nº 00089-2005-000-22-40-1). Na decisão monocrática que proferi, em momento algum contraditei a invalidade dos atos processuais praticados por magistrados suspeitos ou impedidos, até porque a imparcialidade é pressuposto de desenvolvimento válido e regular da relação jurídica processual e, com isso, do próprio exercício da atividade jurisdicional. Ocorre que a mencionada nulidade precisa ser reconhecida pelo órgão competente e por meio do instrumento processual adequado. O ato não é inexistente, mas sim inválido e, enquanto isso não for reconhecido, permanece produzindo efeitos no processo. Até mesmo o impedimento, circunstância que fulmina diretamente a imparcialidade, exige que a anulação formal do ato praticado se dê por meio de processo autônomo, na medida em que o impedimento se encontra arrolado como hipótese autorizadora do aforamento de ação rescisória (art. 485, inciso II do CPC). E competente para a invalidação de julgamento seu é o próprio tribunal ou o Supremo Tribunal Federal, mas por meio do manejo das exceções de suspeição e de impedimento. Além do mais, exercido o direito de recorrer contra aquilo decidido, a preclusão consumativa repele a possibilidade de nova insurgência calcada nos mesmos fatos, que somente seria afastada por meio da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI apresentados, em detrimento daqueles ofertados pela contadoria judicial. Demonstrado, portanto, tratarem-se de recursos idênticos, resta o exame da questão alegada no presente Regimental (movido contra decisão monocrática de minha lavra, que extinguiu de plano, ou seja, não conheceu, do segundo agravo regimental, autuado na origem sob o nº 00089-2005-000-22-40-1), de nulidade do julgamento proferido pelo TRT – 22ª Região no primeiro agravo regimental (autuado na origem sob o nº 00067-2005-000-22-40-1), tendo em vista que 5 (cinco) dos seus 8 (oito) integrantes declararam-se suspeitos ou impedidos quando do julgamento do segundo agravo (autuado na origem sob o nº 00089-2005-000-22-40-1). Na decisão monocrática que proferi, em momento algum contraditei a invalidade dos atos processuais praticados por magistrados suspeitos ou impedidos, até porque a imparcialidade é pressuposto de desenvolvimento válido e regular da relação jurídica processual e, com isso, do próprio exercício da atividade jurisdicional. Ocorre que a mencionada nulidade precisa ser reconhecida pelo órgão competente e por meio do instrumento processual adequado. O ato não é inexistente, mas sim inválido e, enquanto isso não for reconhecido, permanece produzindo efeitos no processo. Até mesmo o impedimento, circunstância que fulmina diretamente a imparcialidade, exige que a anulação formal do ato praticado se dê por meio de processo autônomo, na medida em que o impedimento se encontra arrolado como hipótese autorizadora do aforamento de ação rescisória (art. 485, inciso II do CPC). E competente para a invalidação de julgamento seu é o próprio tribunal ou o Supremo Tribunal Federal, mas por meio do manejo das exceções de suspeição e de impedimento. Além do mais, exercido o direito de recorrer contra aquilo decidido, a preclusão consumativa repele a possibilidade de nova insurgência calcada nos mesmos fatos, que somente seria afastada por meio da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AO 1417 AGR / PI anulação do ato praticado e consequente devolução de prazo ao interessado para a propositura do recurso. Não é dado a essa Corte, por meio de agravo regimental, que, por sua vez, é mera repetição de outro já analisado pelo tribunal de apelação, reconhecer ex officio a nulidade do primeiro julgamento (que não é, e nem poderia ser, objeto do presente recurso), ante o impedimento e a suspeição dos seus julgadores e, diante disso, proferir novo julgamento, acolhendo ou refutando os cálculos da contadoria judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região. A postura, em princípio, pode parecer demasiadamente apegada ao formalismo, mas, analisada verticalmente, não é. Admitir aquilo buscado pelas agravantes implicaria, em primeiro lugar, afirmar-se a possibilidade de reconhecimento do impedimento e da suspeição, independentemente da utilização do instrumento processual adequado – exceções rituais -, em absoluta violação às disposições contidas no Código de Processo Civil (arts. 304 e seguintes). Mas não é só, pois, acolhendo a tese das agravantes, também estaria o Supremo a ignorar a existência de ato praticado por outro órgão integrante do Poder Judiciário, inválido é verdade, mas cuja nulidade ainda não foi proclamada e cuja competência para tanto, em princípio, nem sua seria, posto que, somente após a recusa do tribunal em anular o seu julgamento, é que estaria aberta às partes a possibilidade de obtenção do reconhecimento dessa situação perante a Corte Suprema, e sempre, repiso, por meio da utilização do instrumento processual adequado (exceções rituais). Por fim, ao dar azo à tese defendida pelas agravantes, estaria essa Casa afastando a incidência das regras inerentes ao instituto da preclusão, sobre as quais se desenvolve todo o Processo Civil, permitindo às partes a reabertura da discussão daquilo já analisado judicialmente, cuja 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI anulação do ato praticado e consequente devolução de prazo ao interessado para a propositura do recurso. Não é dado a essa Corte, por meio de agravo regimental, que, por sua vez, é mera repetição de outro já analisado pelo tribunal de apelação, reconhecer ex officio a nulidade do primeiro julgamento (que não é, e nem poderia ser, objeto do presente recurso), ante o impedimento e a suspeição dos seus julgadores e, diante disso, proferir novo julgamento, acolhendo ou refutando os cálculos da contadoria judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região. A postura, em princípio, pode parecer demasiadamente apegada ao formalismo, mas, analisada verticalmente, não é. Admitir aquilo buscado pelas agravantes implicaria, em primeiro lugar, afirmar-se a possibilidade de reconhecimento do impedimento e da suspeição, independentemente da utilização do instrumento processual adequado – exceções rituais -, em absoluta violação às disposições contidas no Código de Processo Civil (arts. 304 e seguintes). Mas não é só, pois, acolhendo a tese das agravantes, também estaria o Supremo a ignorar a existência de ato praticado por outro órgão integrante do Poder Judiciário, inválido é verdade, mas cuja nulidade ainda não foi proclamada e cuja competência para tanto, em princípio, nem sua seria, posto que, somente após a recusa do tribunal em anular o seu julgamento, é que estaria aberta às partes a possibilidade de obtenção do reconhecimento dessa situação perante a Corte Suprema, e sempre, repiso, por meio da utilização do instrumento processual adequado (exceções rituais). Por fim, ao dar azo à tese defendida pelas agravantes, estaria essa Casa afastando a incidência das regras inerentes ao instituto da preclusão, sobre as quais se desenvolve todo o Processo Civil, permitindo às partes a reabertura da discussão daquilo já analisado judicialmente, cuja 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AO 1417 AGR / PI possibilidade somente seria possível após a anulação do ato. Isso posto, mantenho o entendimento esposado na decisão monocrática aqui atacada e nego provimento aos presentes Agravos Regimentais. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI possibilidade somente seria possível após a anulação do ato. Isso posto, mantenho o entendimento esposado na decisão monocrática aqui atacada e nego provimento aos presentes Agravos Regimentais. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 28/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - ADUFPI ADV.(A/S) : LUIZ GONZAGA SOARES VIANA (51065/PI) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento aos agravos regimentais. Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021541 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - ADUFPI ADV.(A/S) : LUIZ GONZAGA SOARES VIANA (51065/PI) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento aos agravos regimentais. Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021541 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12150422
2016-10-28T00:00:00
2016-12-02T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento aos agravos regimentais. Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO ORIGINÁRIA. EXERCÍCIO DE COMPETÊNCIA RECURSAL ORDINÁRIA. DECLARAÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO POR MAIS DA METADE DOS INTEGRANTES DO TRIBUNAL DE ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL EM EXECUÇÃO DE SENTENÇA TRABALHISTA. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. REPETIÇÃO DA INSURGÊNCIA. NECESSIDADE DE SE BUSCAR A ANULAÇÃO DO ATO E POSTERIOR OFERTA DE EXCEÇÃO RITUAL. AGRAVOS REGIMENTAIS. NEGATIVA DE PROVIMENTO. I – Os objetivos pretendidos por meio do presente agravo regimental, cuja competência foi declinada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região em prol do Supremo Tribunal Federal, ante as declarações de suspeição e impedimento de 5 (cinco) dos seus membros, encontra-se arrimado exatamente nos mesmos fundamentos deduzidos em outro agravo regimental já analisado pelo tribunal de origem. II – Nulidade que precisa ser alegada perante o órgão prolator da decisão. Exercido o direito de recorrer opera-se a preclusão consumativa, que impossibilita nova insurgência contra o mesmo ato. III – Pretensão das agravantes que implicaria na possibilidade de reconhecimento do impedimento e da suspeição, independentemente da utilização do instrumento processual adequado – exceções rituais -, em absoluta violação às disposições contidas no Código de Processo Civil, em seus arts. 304 e seguintes. IV – Impossibilidade do STF de proclamar a nulidade de ato praticado por outro órgão do Poder Judiciário, sem que isso tenha sido requerido anteriormente perante o órgão de origem. V - Impossibilidade de reabertura da discussão daquilo já analisado judicialmente. VI – Agravos regimentais desprovidos.
sjur361242
Número de páginas: 11. Análise: 05/12/2016, AMA.
RICARDO LEWANDOWSKI
Tribunal Pleno
1417
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00304 ART-00485 INC-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
AO-AgR
acordaos
AO 1417 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - ADUFPI ADV.(A/S) : LUIZ GONZAGA SOARES VIANA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PIAUÍ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - ADUFPI ADV.(A/S) :LUIZ GONZAGA SOARES VIANA Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO ORIGINÁRIA. EXERCÍCIO DE COMPETÊNCIA RECURSAL ORDINÁRIA. DECLARAÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO POR MAIS DA METADE DOS INTEGRANTES DO TRIBUNAL DE ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL EM EXECUÇÃO DE SENTENÇA TRABALHISTA. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. REPETIÇÃO DA INSURGÊNCIA. NECESSIDADE DE SE BUSCAR A ANULAÇÃO DO ATO E POSTERIOR OFERTA DE EXCEÇÃO RITUAL. AGRAVOS REGIMENTAIS. NEGATIVA DE PROVIMENTO. I – Os objetivos pretendidos por meio do presente agravo regimental, cuja competência foi declinada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 22... Região em prol do Supremo Tribunal Federal, ante as declarações de suspeição e impedimento de 5 (cinco) dos seus membros, encontra-se arrimado exatamente nos mesmos fundamentos deduzidos em outro agravo regimental já analisado pelo tribunal de origem. II – Nulidade que precisa ser alegada perante o órgão prolator da decisão. Exercido o direito de recorrer opera-se a preclusão consumativa, que impossibilita nova insurgência contra o mesmo ato. III – Pretensão das agravantes que implicaria na possibilidade de reconhecimento do impedimento e da suspeição, independentemente da utilização do instrumento processual adequado – exceções rituais -, em absoluta violação às disposições contidas no Código de Processo Civil, em seus arts. 304 e seguintes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142707. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AO 1417 AGR / PI IV – Impossibilidade do Supremo Tribunal Federal de proclamar a nulidade de ato praticado por outro órgão do Poder Judiciário, sem que isso tenha sido requerido anteriormente perante o órgão de origem. V - Impossibilidade de reabertura da discussão daquilo já analisado judicialmente. VI – Agravos regimentais desprovidos. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negar provimento aos agravos regimentais. Brasília, 28 de novembro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142707. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI IV – Impossibilidade do Supremo Tribunal Federal de proclamar a nulidade de ato praticado por outro órgão do Poder Judiciário, sem que isso tenha sido requerido anteriormente perante o órgão de origem. V - Impossibilidade de reabertura da discussão daquilo já analisado judicialmente. VI – Agravos regimentais desprovidos. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negar provimento aos agravos regimentais. Brasília, 28 de novembro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PIAUÍ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - ADUFPI ADV.(A/S) :LUIZ GONZAGA SOARES VIANA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Tratam-se de dois agravos regimentais interpostos pela União e pela Fundação Universidade do Piauí, essa última representada pela Procuradoria-Geral Federal, contra decisão monocrática de minha lavra que extinguiu o processo de conhecimento de competência originária desta Corte, oriundo, em verdade, de recurso de agravo regimental (autuado na origem sob o n 00089-2005-000-22-40-1 e aqui como Inq 1.417) aforado em conjunto pelas ora agravantes (cujas cópias se encontram acostadas às fls. 02/18 destes autos), contra decisão exarada pelo Juiz Vice-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 22... Região em procedimento interno, autuado sob o n 01172-1997-22-00-3, instaurado para viabilizar a expedição de precatório complementar que, por sua vez, objetiva a quitação dos valores decorrentes de Reclamação Trabalhista, ora em fase de execução de sentença, autuada sob o n 02.1069/90, movida pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Seção Sindical do Piauí) em face da Universidade Federal do Piauí. Na oportunidade fundamentei a extinção do processo – já que o feito foi equivocamente autuado como “Ação Originária” – que, em verdade, corresponde, no sistema processual pátrio, ao não conhecimento do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142708. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PIAUÍ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - ADUFPI ADV.(A/S) :LUIZ GONZAGA SOARES VIANA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Tratam-se de dois agravos regimentais interpostos pela União e pela Fundação Universidade do Piauí, essa última representada pela Procuradoria-Geral Federal, contra decisão monocrática de minha lavra que extinguiu o processo de conhecimento de competência originária desta Corte, oriundo, em verdade, de recurso de agravo regimental (autuado na origem sob o n 00089-2005-000-22-40-1 e aqui como Inq 1.417) aforado em conjunto pelas ora agravantes (cujas cópias se encontram acostadas às fls. 02/18 destes autos), contra decisão exarada pelo Juiz Vice-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 22... Região em procedimento interno, autuado sob o n 01172-1997-22-00-3, instaurado para viabilizar a expedição de precatório complementar que, por sua vez, objetiva a quitação dos valores decorrentes de Reclamação Trabalhista, ora em fase de execução de sentença, autuada sob o n 02.1069/90, movida pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Seção Sindical do Piauí) em face da Universidade Federal do Piauí. Na oportunidade fundamentei a extinção do processo – já que o feito foi equivocamente autuado como “Ação Originária” – que, em verdade, corresponde, no sistema processual pátrio, ao não conhecimento do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142708. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório AO 1417 AGR / PI recurso, nos seguintes argumentos: “Impende frisar, primeiramente, que o Supremo Tribunal Federal atua no presente feito em substituição ao tribunal de apelação – no caso dos autos o TRT – 22... Região – tendo em vista que cinco, dos oitos Juízes daquela Casa, afirmaram-se impedidos ou suspeitos para a análise deste recurso. Diante, entretanto, do fato do presente recurso de agravo repetir, basicamente, os mesmos argumentos expendidos pela ora agravante no recurso de agravo regimental autuado no TRT – 22... Região sob o n. 00067-2005-000-22-40-1 (fls. 405/411), já julgado e não conhecido por aquele Tribunal, com fundamento no seu descabimento (fl. 446), imperioso o não conhecimento do recurso ora sob julgamento, sob pena de causar-se grave violação ao sistema processual, na medida em que o Supremo Tribunal Federal não é instância revisora de todas as decisões proferidas pelos órgãos integrantes dos diversos ramos do Poder Judiciário. Conveniente salientar, também, que, independentemente das razões aduzidas pelo TRT – 22... Região para o não conhecimento daquele AR, não pode esta Corte manifestar-se sobre tema que representa mera repetição daquilo já apreciado, o que retiraria por completo a autoridade do julgamento exarado no segundo grau de jurisdição e, mais grave, ofenderia a coisa julgada. A alegação deduzida pela Procuradoria-Geral da República, de eventual nulidade do julgamento proferido no Agravo Regimental autuado perante o TRT-22... Região sob o n. 00067-2005-000-22-40-1, sob o hipotético fundamento de encontrar-se a maior parte do colegiado impedida ou suspeita, não pode ser aqui apreciada, justamente por não ser este o objeto do presente agravo”. As agravantes fundamentaram seus recursos no fato de inexistir julgamento válido por parte do Tribunal Regional do Trabalho da 22... Região, uma vez que 5 (cinco) dos seus 8 (oito) membros declararam-se suspeitos ou impedidos para a análise do caso. Aduziram que não há nos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142708. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI recurso, nos seguintes argumentos: “Impende frisar, primeiramente, que o Supremo Tribunal Federal atua no presente feito em substituição ao tribunal de apelação – no caso dos autos o TRT – 22... Região – tendo em vista que cinco, dos oitos Juízes daquela Casa, afirmaram-se impedidos ou suspeitos para a análise deste recurso. Diante, entretanto, do fato do presente recurso de agravo repetir, basicamente, os mesmos argumentos expendidos pela ora agravante no recurso de agravo regimental autuado no TRT – 22... Região sob o n. 00067-2005-000-22-40-1 (fls. 405/411), já julgado e não conhecido por aquele Tribunal, com fundamento no seu descabimento (fl. 446), imperioso o não conhecimento do recurso ora sob julgamento, sob pena de causar-se grave violação ao sistema processual, na medida em que o Supremo Tribunal Federal não é instância revisora de todas as decisões proferidas pelos órgãos integrantes dos diversos ramos do Poder Judiciário. Conveniente salientar, também, que, independentemente das razões aduzidas pelo TRT – 22... Região para o não conhecimento daquele AR, não pode esta Corte manifestar-se sobre tema que representa mera repetição daquilo já apreciado, o que retiraria por completo a autoridade do julgamento exarado no segundo grau de jurisdição e, mais grave, ofenderia a coisa julgada. A alegação deduzida pela Procuradoria-Geral da República, de eventual nulidade do julgamento proferido no Agravo Regimental autuado perante o TRT-22... Região sob o n. 00067-2005-000-22-40-1, sob o hipotético fundamento de encontrar-se a maior parte do colegiado impedida ou suspeita, não pode ser aqui apreciada, justamente por não ser este o objeto do presente agravo”. As agravantes fundamentaram seus recursos no fato de inexistir julgamento válido por parte do Tribunal Regional do Trabalho da 22... Região, uma vez que 5 (cinco) dos seus 8 (oito) membros declararam-se suspeitos ou impedidos para a análise do caso. Aduziram que não há nos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142708. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório AO 1417 AGR / PI autos comprovação de que as causas de suspeição e impedimento tenham surgido entre o julgamento do primeiro agravo e do segundo, razão pela qual evidencia-se a nulidade daquilo decidido pelo TRT no primeiro agravo (autuado na origem sob o n 00067-2005-000-22-40-1), o que afastaria a hipótese de “coisa julgada”. A fl. 446 consta certidão de julgamento, noticiando que o TRT – 22... Região, em sessão realizada em 21/3/2006, não conheceu do agravo regimental autuado sob o n 00067-2005-000-22-40-1. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142708. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI autos comprovação de que as causas de suspeição e impedimento tenham surgido entre o julgamento do primeiro agravo e do segundo, razão pela qual evidencia-se a nulidade daquilo decidido pelo TRT no primeiro agravo (autuado na origem sob o n 00067-2005-000-22-40-1), o que afastaria a hipótese de “coisa julgada”. A fl. 446 consta certidão de julgamento, noticiando que o TRT – 22... Região, em sessão realizada em 21/3/2006, não conheceu do agravo regimental autuado sob o n 00067-2005-000-22-40-1. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12142708. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PIAUÍ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Senhor Presidente, bem analisados os autos, entendo não assistir razão aos agravantes. Observo que os objetivos pretendidos por meio do agravo regimental (fls. 02-18) – autuado na origem sob o n 00089-2005-000-22-40- 1 - cuja competência foi declinada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 22... Região em prol do Supremo Tribunal Federal (ante as declarações de suspeição e impedimento de 5 (cinco) dos seus membros) e por mim não conhecido -, encontra-se arrimado exatamente nos mesmos fundamentos deduzidos no agravo regimental autuado na origem sob o n 00067-2005- 000-22-40-1, não conhecido pelo TRT – 22... Região. Insta salientar também que o agravo cuja competência foi declinada em prol dessa Casa (00089-2005-000-22-40-1) foi distribuído, no TRT – 22... Região, por dependência àquele não conhecido na origem, conforme ilustra a certidão de fl. 446 destes autos, verbis: “CERTIDÃO E REMESSA Ref. Ao AG 00089-2005-000-22-40-1 Certifico, para os fins necessários, em cumprimento ao despacho retro, que o Agravo Regimental n AG-00067-2005- 000-40-1 foi julgado em 21.03.2006, tendo a seguinte conclusão, da Certidão de Julgamento desta Secretaria: ‘Certifico que o Tribunal Regional do Trabalho, em Sessão Ordinária, hoje realizada, julgou os presentes autos, tendo resolvido, por unanimidade, não conhecer do agravo regimental por incabível’” (grifos no original). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PIAUÍ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Senhor Presidente, bem analisados os autos, entendo não assistir razão aos agravantes. Observo que os objetivos pretendidos por meio do agravo regimental (fls. 02-18) – autuado na origem sob o n 00089-2005-000-22-40- 1 - cuja competência foi declinada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 22... Região em prol do Supremo Tribunal Federal (ante as declarações de suspeição e impedimento de 5 (cinco) dos seus membros) e por mim não conhecido -, encontra-se arrimado exatamente nos mesmos fundamentos deduzidos no agravo regimental autuado na origem sob o n 00067-2005- 000-22-40-1, não conhecido pelo TRT – 22... Região. Insta salientar também que o agravo cuja competência foi declinada em prol dessa Casa (00089-2005-000-22-40-1) foi distribuído, no TRT – 22... Região, por dependência àquele não conhecido na origem, conforme ilustra a certidão de fl. 446 destes autos, verbis: “CERTIDÃO E REMESSA Ref. Ao AG 00089-2005-000-22-40-1 Certifico, para os fins necessários, em cumprimento ao despacho retro, que o Agravo Regimental n AG-00067-2005- 000-40-1 foi julgado em 21.03.2006, tendo a seguinte conclusão, da Certidão de Julgamento desta Secretaria: ‘Certifico que o Tribunal Regional do Trabalho, em Sessão Ordinária, hoje realizada, julgou os presentes autos, tendo resolvido, por unanimidade, não conhecer do agravo regimental por incabível’” (grifos no original). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AO 1417 AGR / PI O fato de se tratarem de recursos idênticos resta ainda mais evidente quando analisado o requerimento final das agravantes, deduzido no agravo autuado na origem sob o n 00089-2005-000-22-40-1 –, remetido ao Supremo e que, por meio de decisão monocrática, não conheci -, conforme expresso a fl. 17 desses autos: “provimento deste Recurso, para conhecimento de que houve cerceamento de defesa e equívoco na conta produzida nos autos e que é correta a conta produzida pelas Agravantes e já demonstrada através do Agravo Regimental a que este deverá estar apenso, de maneira a reduzir a conta exequenda aos patamares efetivamente atestado pelo Núcleo Executivo de Cálculos e Perícias da Advocacia-Geral da União, por sua Procuradoria neste Estado” (grifei). Oportuno, por outro lado, transcrever também o pedido deduzido no agravo regimental autuado na origem sob n 00067-2005-000-22-40-1, não conhecido pelo TRT – 22... Região foi, verbis: “a retratação dos termos do despacho de fls. 1884/1886, que determinou a manifestação da União no prazo exíguo de 05 dias e acolha a presente manifestação. No mérito requer-se seja conhecido e provido o presente agravo para que seja reformado o despacho agravado, de modo a que sejam determinadas as devidas correções nos cálculos elaborados pela Contadoria Judicial com o acolhimento dos valores constantes dos autos”. Evidente, portanto, que o segundo recurso é mera repetição do primeiro, já que ambos se fundam nos mesmos fatos – cerceamento de defesa, dada a concessão de prazo exíguo (cinco dias) para a manifestação da executada, ora agravante, sobre os cálculos apresentados pelo setor de cálculos do tribunal e discordância em relação aos valores apresentados pela contadoria judicial do TRT – 22... Região –, além de apresentarem exatamente os mesmos pedidos – reconhecimento da existência do alegado cerceamento de defesa e acolhimento dos cálculos por ela 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI O fato de se tratarem de recursos idênticos resta ainda mais evidente quando analisado o requerimento final das agravantes, deduzido no agravo autuado na origem sob o n 00089-2005-000-22-40-1 –, remetido ao Supremo e que, por meio de decisão monocrática, não conheci -, conforme expresso a fl. 17 desses autos: “provimento deste Recurso, para conhecimento de que houve cerceamento de defesa e equívoco na conta produzida nos autos e que é correta a conta produzida pelas Agravantes e já demonstrada através do Agravo Regimental a que este deverá estar apenso, de maneira a reduzir a conta exequenda aos patamares efetivamente atestado pelo Núcleo Executivo de Cálculos e Perícias da Advocacia-Geral da União, por sua Procuradoria neste Estado” (grifei). Oportuno, por outro lado, transcrever também o pedido deduzido no agravo regimental autuado na origem sob n 00067-2005-000-22-40-1, não conhecido pelo TRT – 22... Região foi, verbis: “a retratação dos termos do despacho de fls. 1884/1886, que determinou a manifestação da União no prazo exíguo de 05 dias e acolha a presente manifestação. No mérito requer-se seja conhecido e provido o presente agravo para que seja reformado o despacho agravado, de modo a que sejam determinadas as devidas correções nos cálculos elaborados pela Contadoria Judicial com o acolhimento dos valores constantes dos autos”. Evidente, portanto, que o segundo recurso é mera repetição do primeiro, já que ambos se fundam nos mesmos fatos – cerceamento de defesa, dada a concessão de prazo exíguo (cinco dias) para a manifestação da executada, ora agravante, sobre os cálculos apresentados pelo setor de cálculos do tribunal e discordância em relação aos valores apresentados pela contadoria judicial do TRT – 22... Região –, além de apresentarem exatamente os mesmos pedidos – reconhecimento da existência do alegado cerceamento de defesa e acolhimento dos cálculos por ela 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AO 1417 AGR / PI apresentados, em detrimento daqueles ofertados pela contadoria judicial. Demonstrado, portanto, tratarem-se de recursos idênticos, resta o exame da questão alegada no presente Regimental (movido contra decisão monocrática de minha lavra, que extinguiu de plano, ou seja, não conheceu, do segundo agravo regimental, autuado na origem sob o n 00089-2005-000-22-40-1), de nulidade do julgamento proferido pelo TRT – 22... Região no primeiro agravo regimental (autuado na origem sob o n 00067-2005-000-22-40-1), tendo em vista que 5 (cinco) dos seus 8 (oito) integrantes declararam-se suspeitos ou impedidos quando do julgamento do segundo agravo (autuado na origem sob o n 00089-2005-000-22-40-1). Na decisão monocrática que proferi, em momento algum contraditei a invalidade dos atos processuais praticados por magistrados suspeitos ou impedidos, até porque a imparcialidade é pressuposto de desenvolvimento válido e regular da relação jurídica processual e, com isso, do próprio exercício da atividade jurisdicional. Ocorre que a mencionada nulidade precisa ser reconhecida pelo órgão competente e por meio do instrumento processual adequado. O ato não é inexistente, mas sim inválido e, enquanto isso não for reconhecido, permanece produzindo efeitos no processo. Até mesmo o impedimento, circunstância que fulmina diretamente a imparcialidade, exige que a anulação formal do ato praticado se dê por meio de processo autônomo, na medida em que o impedimento se encontra arrolado como hipótese autorizadora do aforamento de ação rescisória (art. 485, inciso II do Código de Processo Civil). E competente para a invalidação de julgamento seu é o próprio tribunal ou o Supremo Tribunal Federal, mas por meio do manejo das exceções de suspeição e de impedimento. Além do mais, exercido o direito de recorrer contra aquilo decidido, a preclusão consumativa repele a possibilidade de nova insurgência calcada nos mesmos fatos, que somente seria afastada por meio da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI apresentados, em detrimento daqueles ofertados pela contadoria judicial. Demonstrado, portanto, tratarem-se de recursos idênticos, resta o exame da questão alegada no presente Regimental (movido contra decisão monocrática de minha lavra, que extinguiu de plano, ou seja, não conheceu, do segundo agravo regimental, autuado na origem sob o n 00089-2005-000-22-40-1), de nulidade do julgamento proferido pelo TRT – 22... Região no primeiro agravo regimental (autuado na origem sob o n 00067-2005-000-22-40-1), tendo em vista que 5 (cinco) dos seus 8 (oito) integrantes declararam-se suspeitos ou impedidos quando do julgamento do segundo agravo (autuado na origem sob o n 00089-2005-000-22-40-1). Na decisão monocrática que proferi, em momento algum contraditei a invalidade dos atos processuais praticados por magistrados suspeitos ou impedidos, até porque a imparcialidade é pressuposto de desenvolvimento válido e regular da relação jurídica processual e, com isso, do próprio exercício da atividade jurisdicional. Ocorre que a mencionada nulidade precisa ser reconhecida pelo órgão competente e por meio do instrumento processual adequado. O ato não é inexistente, mas sim inválido e, enquanto isso não for reconhecido, permanece produzindo efeitos no processo. Até mesmo o impedimento, circunstância que fulmina diretamente a imparcialidade, exige que a anulação formal do ato praticado se dê por meio de processo autônomo, na medida em que o impedimento se encontra arrolado como hipótese autorizadora do aforamento de ação rescisória (art. 485, inciso II do Código de Processo Civil). E competente para a invalidação de julgamento seu é o próprio tribunal ou o Supremo Tribunal Federal, mas por meio do manejo das exceções de suspeição e de impedimento. Além do mais, exercido o direito de recorrer contra aquilo decidido, a preclusão consumativa repele a possibilidade de nova insurgência calcada nos mesmos fatos, que somente seria afastada por meio da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AO 1417 AGR / PI anulação do ato praticado e consequente devolução de prazo ao interessado para a propositura do recurso. Não é dado a essa Corte, por meio de agravo regimental, que, por sua vez, é mera repetição de outro já analisado pelo tribunal de apelação, reconhecer ex officio a nulidade do primeiro julgamento (que não é, e nem poderia ser, objeto do presente recurso), ante o impedimento e a suspeição dos seus julgadores e, diante disso, proferir novo julgamento, acolhendo ou refutando os cálculos da contadoria judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 22... Região. A postura, em princípio, pode parecer demasiadamente apegada ao formalismo, mas, analisada verticalmente, não é. Admitir aquilo buscado pelas agravantes implicaria, em primeiro lugar, afirmar-se a possibilidade de reconhecimento do impedimento e da suspeição, independentemente da utilização do instrumento processual adequado – exceções rituais -, em absoluta violação às disposições contidas no Código de Processo Civil (arts. 304 e seguintes). Mas não é só, pois, acolhendo a tese das agravantes, também estaria o Supremo a ignorar a existência de ato praticado por outro órgão integrante do Poder Judiciário, inválido é verdade, mas cuja nulidade ainda não foi proclamada e cuja competência para tanto, em princípio, nem sua seria, posto que, somente após a recusa do tribunal em anular o seu julgamento, é que estaria aberta às partes a possibilidade de obtenção do reconhecimento dessa situação perante a Corte Suprema, e sempre, repiso, por meio da utilização do instrumento processual adequado (exceções rituais). Por fim, ao dar azo à tese defendida pelas agravantes, estaria essa Casa afastando a incidência das regras inerentes ao instituto da preclusão, sobre as quais se desenvolve todo o Processo Civil, permitindo às partes a reabertura da discussão daquilo já analisado judicialmente, cuja 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI anulação do ato praticado e consequente devolução de prazo ao interessado para a propositura do recurso. Não é dado a essa Corte, por meio de agravo regimental, que, por sua vez, é mera repetição de outro já analisado pelo tribunal de apelação, reconhecer ex officio a nulidade do primeiro julgamento (que não é, e nem poderia ser, objeto do presente recurso), ante o impedimento e a suspeição dos seus julgadores e, diante disso, proferir novo julgamento, acolhendo ou refutando os cálculos da contadoria judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 22... Região. A postura, em princípio, pode parecer demasiadamente apegada ao formalismo, mas, analisada verticalmente, não é. Admitir aquilo buscado pelas agravantes implicaria, em primeiro lugar, afirmar-se a possibilidade de reconhecimento do impedimento e da suspeição, independentemente da utilização do instrumento processual adequado – exceções rituais -, em absoluta violação às disposições contidas no Código de Processo Civil (arts. 304 e seguintes). Mas não é só, pois, acolhendo a tese das agravantes, também estaria o Supremo a ignorar a existência de ato praticado por outro órgão integrante do Poder Judiciário, inválido é verdade, mas cuja nulidade ainda não foi proclamada e cuja competência para tanto, em princípio, nem sua seria, posto que, somente após a recusa do tribunal em anular o seu julgamento, é que estaria aberta às partes a possibilidade de obtenção do reconhecimento dessa situação perante a Corte Suprema, e sempre, repiso, por meio da utilização do instrumento processual adequado (exceções rituais). Por fim, ao dar azo à tese defendida pelas agravantes, estaria essa Casa afastando a incidência das regras inerentes ao instituto da preclusão, sobre as quais se desenvolve todo o Processo Civil, permitindo às partes a reabertura da discussão daquilo já analisado judicialmente, cuja 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AO 1417 AGR / PI possibilidade somente seria possível após a anulação do ato. Isso posto, mantenho o entendimento esposado na decisão monocrática aqui atacada e nego provimento aos presentes Agravos Regimentais. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Supremo Tribunal Federal AO 1417 AGR / PI possibilidade somente seria possível após a anulação do ato. Isso posto, mantenho o entendimento esposado na decisão monocrática aqui atacada e nego provimento aos presentes Agravos Regimentais. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12126754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 28/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - ADUFPI ADV.(A/S) : LUIZ GONZAGA SOARES VIANA (51065/PI) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento aos agravos regimentais. Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021541 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.417 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - ADUFPI ADV.(A/S) : LUIZ GONZAGA SOARES VIANA (51065/PI) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento aos agravos regimentais. Plenário, sessão virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021541 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 417", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 417", "-", "2005", "-", "000", "-", "22", "-", "40", "-", "1", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 417", "AO", "AO 1417 AGR / PI", "AO", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 417", "00089", "-", "-", "AG 00089 - 2005 -", "-", "Agravo Regimental n AG - 00067 - 2005 - 000 - 40 - 1", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 417", "AG 00089 -", "Agravo Regimental n AG - 00067 - 2005 - 000 - 40 - 1", "AO 1417", "00089", "-", "2005", "-", "000", "-", "22", "-", "40", "-", "AO 1417 AGR / PI", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 417", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 417" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 485 , inciso II do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 485 , inciso II do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2" ], "LOCAL": [ "PIAUÍ", "Brasília", "Brasília", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ" ], "ORGANIZACAO": [ "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ", "ASSOCIAÇÃO DOS", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ", "ADUFPI", "Tribunal Regional do Trabalho da 22 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ", "ASSOCIAÇÃO DOS", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ", "ADUFPI", "União", "Fundação Universidade do Piauí", "Procuradoria", "-", "Geral Federal", "Tribunal Regional do Trabalho da 22 . . . Região", "Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior", "Seção Sindical do Piauí", "Universidade Federal do Piauí", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ", "ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ", "ADUFPI", "União", "Fundação Universidade do Piauí", "Procuradoria", "-", "Geral Federal", "Tribunal Regional do Trabalho da 22 . . . Região", "Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior", "Seção Sindical do Piauí", "Universidade Federal do Piauí", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "TRT", "–", "22 . . . Região", "TRT", "–", "22 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "TRT", "–", "22 . . . Região", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "TRT", "-", "22 . . . Região", "Tribunal Regional do Trabalho da 22 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRT", "–", "22 . . . Região", "TRT", "–", "22 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "TRT", "–", "22 . . . Região", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "TRT", "-", "22 . . . Região", "Tribunal Regional do Trabalho da 22 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TRT", "TRT", "22 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TRT", "TRT", "22 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Tribunal Regional do Trabalho da 22 .", "Supremo Tribunal Federal", "TRT", "22", "TRT", "22", "Tribunal Regional do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal Regional do Trabalho da 22 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "TRT", "22 . . . Região", "TRT", "22", "Tribunal Regional do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1417", "AGR", "/", "PI", "Supremo", "Núcleo Executivo de Cálculos e Perícias da Advocacia - Geral da União", "TRT", "22", "União", "TRT", "–", "22 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Núcleo Executivo de Cálculos", "-", "Geral da União", "TRT", "22", "União", "TRT", "22", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1417", "TRT", "22", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TRT", "22 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Regional do Trabalho da 22 . . . Região", "Supremo", "Corte Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional do Trabalho da 22 . . . Região", "Supremo", "Corte Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1417", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ", "UNIVERSIDADE", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ GONZAGA SOARES VIANA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ GONZAGA SOARES VIANA", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ GONZAGA SOARES VIANA", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ GONZAGA SOARES VIANA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ GONZAGA SOARES VIANA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "3", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "3", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "21", ".", "03", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "21", ".", "03", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOÃO PEREIRA ADV.(A/S) :SHEILA CRISTINE GRANJA EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. VENCIMENTOS. CONVERSÃO EM URV. LIMITAÇÃO TEMPORAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. DESCABIMENTO. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 561.836, Rel. Min. Luiz Fux, assentou o seguinte: (i) é direito dos servidores a incorporação dos 11,98%, ou do índice calculado em um processo de liquidação, decorrentes da conversão do Cruzeiro Real em URV, quando o cálculo considera valor discrepante do correspondente à data do efetivo pagamento; (ii) com o advento de lei que reestrutura a carreira de servidor público, concedendo aumento real, pode haver compensação entre esse aumento e os valores devidos a título de URV. 2. O Tribunal de origem assentou que a alegada reestruturação da carreira não foi comprovada pelo ora recorrente. Com efeito, dissentir desse entendimento faz-se necessário a análise de fatos e provas constantes dos autos, procedimento vedado neste momento processual. Súmula 279/STF. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014140. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 905605 AGR / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014140. Supremo Tribunal Federal ARE 905605 AGR / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014140. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOÃO PEREIRA ADV.(A/S) :SHEILA CRISTINE GRANJA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 09.09.2015, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: (i) o v. acórdão recorrido está em conformidade com o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, do mérito do RE 561.836-RG; e (ii) incidência da Súmula 279/STF. 2. A parte agravante sustenta que o processo deve ser sobrestado para aguardar o julgamento definitivo do RE 561.836-RG. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014141. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOÃO PEREIRA ADV.(A/S) :SHEILA CRISTINE GRANJA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 09.09.2015, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: (i) o v. acórdão recorrido está em conformidade com o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, do mérito do RE 561.836-RG; e (ii) incidência da Súmula 279/STF. 2. A parte agravante sustenta que o processo deve ser sobrestado para aguardar o julgamento definitivo do RE 561.836-RG. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014141. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 561.836-RG, sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, assentou que a incorporação do índice decorrente da conversão de URV para o plano Real tem por termo final o momento em que a carreira do servidor passa por uma reestruturação remuneratória. 3. Decidiu-se, ainda, ser possível, na fase de execução que se comprovem fatos novos, uma vez que ao servidor não subsiste direito à percepção ad aeternum da parcela. Por exemplo, é possível alegar-se na fase de execução o surgimento de uma lei nova reestruturando a carreira num sentido geral de modo a absorver o valor incorporado pelo servidor. 4. Na hipótese, o Tribunal de origem assentou que: “Ainda, considerando-se que as eventuais diferenças decorrentes da conversão em URV não se compensam com reajustes concedidos por lei municipal superveniente à Lei nº 8.880/94, por possuírem natureza jurídica diversa, cabia à recorrida demonstrar que o aludido resíduo cessou por ocasião da fixação de novo padrão de vencimentos para os servidores ou reestruturação remuneratória (termo ad quem), em consonância com o teor do acórdão proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014142. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 561.836-RG, sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, assentou que a incorporação do índice decorrente da conversão de URV para o plano Real tem por termo final o momento em que a carreira do servidor passa por uma reestruturação remuneratória. 3. Decidiu-se, ainda, ser possível, na fase de execução que se comprovem fatos novos, uma vez que ao servidor não subsiste direito à percepção ad aeternum da parcela. Por exemplo, é possível alegar-se na fase de execução o surgimento de uma lei nova reestruturando a carreira num sentido geral de modo a absorver o valor incorporado pelo servidor. 4. Na hipótese, o Tribunal de origem assentou que: “Ainda, considerando-se que as eventuais diferenças decorrentes da conversão em URV não se compensam com reajustes concedidos por lei municipal superveniente à Lei nº 8.880/94, por possuírem natureza jurídica diversa, cabia à recorrida demonstrar que o aludido resíduo cessou por ocasião da fixação de novo padrão de vencimentos para os servidores ou reestruturação remuneratória (termo ad quem), em consonância com o teor do acórdão proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014142. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 905605 AGR / SP 26/09/2013, do RE 561.836/RN, de relatoria do ilustre Ministro Luiz Fux; o que não logrou fazer.” 5. Desse modo, assim como assentou a decisão agravada, divergir deste entendimento faz-se necessário o reexame de fatos e provas constantes dos autos, providência vedado neste momento processual nos termos da Súmula 279/STF 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do CPC/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014142. Supremo Tribunal Federal ARE 905605 AGR / SP 26/09/2013, do RE 561.836/RN, de relatoria do ilustre Ministro Luiz Fux; o que não logrou fazer.” 5. Desse modo, assim como assentou a decisão agravada, divergir deste entendimento faz-se necessário o reexame de fatos e provas constantes dos autos, providência vedado neste momento processual nos termos da Súmula 279/STF 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do CPC/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014142. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOÃO PEREIRA ADV.(A/S) : SHEILA CRISTINE GRANJA (347395/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021206 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOÃO PEREIRA ADV.(A/S) : SHEILA CRISTINE GRANJA (347395/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021206 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12035931
2016-10-28T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. VENCIMENTOS. CONVERSÃO EM URV. LIMITAÇÃO TEMPORAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. DESCABIMENTO. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 561.836, Rel. Min. Luiz Fux, assentou o seguinte: (i) é direito dos servidores a incorporação dos 11,98%, ou do índice calculado em um processo de liquidação, decorrentes da conversão do Cruzeiro Real em URV, quando o cálculo considera valor discrepante do correspondente à data do efetivo pagamento; (ii) com o advento de lei que reestrutura a carreira de servidor público, concedendo aumento real, pode haver compensação entre esse aumento e os valores devidos a título de URV. 2. O Tribunal de origem assentou que a alegada reestruturação da carreira não foi comprovada pelo ora recorrente. Com efeito, dissentir desse entendimento faz-se necessário a análise de fatos e provas constantes dos autos, procedimento vedado neste momento processual. Súmula 279/STF. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973.
sjur359914
- Acórdão(s) citado(s): (REMUNERAÇÃO, CONVERSÃO EM URV) RE 561836 RG. Número de páginas: 6. Análise: 23/11/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
905605
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 905605 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOÃO PEREIRA ADV.(A/S) : SHEILA CRISTINE GRANJA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOÃO PEREIRA ADV.(A/S) :SHEILA CRISTINE GRANJA EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. VENCIMENTOS. CONVERSÃO EM URV. LIMITAÇÃO TEMPORAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. DESCABIMENTO. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 561.836, Rel. Min. Luiz Fux, assentou o seguinte: (i) é direito dos servidores a incorporação dos 11,98%, ou do índice calculado em um processo de liquidação, decorrentes da conversão do Cruzeiro Real em URV, quando o cálculo considera valor discrepante do correspondente à data do efetivo pagamento; (ii) com o advento de lei que reestrutura a carreira de servidor público, concedendo aumento real, pode haver compensação entre esse aumento e os valores devidos a título de URV. 2. O Tribunal de origem assentou que a alegada reestruturação da carreira não foi comprovada pelo ora recorrente. Com efeito, dissentir desse entendimento faz-se necessário a análise de fatos e provas constantes dos autos, procedimento vedado neste momento processual. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014140. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 905605 AGR / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014140. Supremo Tribunal Federal ARE 905605 AGR / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014140. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOÃO PEREIRA ADV.(A/S) :SHEILA CRISTINE GRANJA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 09.09.2015, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: (i) o v. acórdão recorrido está em conformidade com o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, do mérito do Recurso Extraordinário 561.836-RG; e (ii) incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante sustenta que o processo deve ser sobrestado para aguardar o julgamento definitivo do Recurso Extraordinário 561.836-RG. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014141. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOÃO PEREIRA ADV.(A/S) :SHEILA CRISTINE GRANJA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 09.09.2015, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: (i) o v. acórdão recorrido está em conformidade com o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, do mérito do Recurso Extraordinário 561.836-RG; e (ii) incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante sustenta que o processo deve ser sobrestado para aguardar o julgamento definitivo do Recurso Extraordinário 561.836-RG. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014141. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 561.836-RG, sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, assentou que a incorporação do índice decorrente da conversão de URV para o plano Real tem por termo final o momento em que a carreira do servidor passa por uma reestruturação remuneratória. 3. Decidiu-se, ainda, ser possível, na fase de execução que se comprovem fatos novos, uma vez que ao servidor não subsiste direito à percepção ad aeternum da parcela. Por exemplo, é possível alegar-se na fase de execução o surgimento de uma lei nova reestruturando a carreira num sentido geral de modo a absorver o valor incorporado pelo servidor. 4. Na hipótese, o Tribunal de origem assentou que: “Ainda, considerando-se que as eventuais diferenças decorrentes da conversão em URV não se compensam com reajustes concedidos por lei municipal superveniente à Lei n 8.880/94, por possuírem natureza jurídica diversa, cabia à recorrida demonstrar que o aludido resíduo cessou por ocasião da fixação de novo padrão de vencimentos para os servidores ou reestruturação remuneratória (termo ad quem), em consonância com o teor do acórdão proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014142. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 561.836-RG, sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, assentou que a incorporação do índice decorrente da conversão de URV para o plano Real tem por termo final o momento em que a carreira do servidor passa por uma reestruturação remuneratória. 3. Decidiu-se, ainda, ser possível, na fase de execução que se comprovem fatos novos, uma vez que ao servidor não subsiste direito à percepção ad aeternum da parcela. Por exemplo, é possível alegar-se na fase de execução o surgimento de uma lei nova reestruturando a carreira num sentido geral de modo a absorver o valor incorporado pelo servidor. 4. Na hipótese, o Tribunal de origem assentou que: “Ainda, considerando-se que as eventuais diferenças decorrentes da conversão em URV não se compensam com reajustes concedidos por lei municipal superveniente à Lei n 8.880/94, por possuírem natureza jurídica diversa, cabia à recorrida demonstrar que o aludido resíduo cessou por ocasião da fixação de novo padrão de vencimentos para os servidores ou reestruturação remuneratória (termo ad quem), em consonância com o teor do acórdão proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014142. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 905605 AGR / SP 26/09/2013, do Recurso Extraordinário 561.836/RN, de relatoria do ilustre Ministro Luiz Fux; o que não logrou fazer.” 5. Desse modo, assim como assentou a decisão agravada, divergir deste entendimento faz-se necessário o reexame de fatos e provas constantes dos autos, providência vedado neste momento processual nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014142. Supremo Tribunal Federal ARE 905605 AGR / SP 26/09/2013, do Recurso Extraordinário 561.836/RN, de relatoria do ilustre Ministro Luiz Fux; o que não logrou fazer.” 5. Desse modo, assim como assentou a decisão agravada, divergir deste entendimento faz-se necessário o reexame de fatos e provas constantes dos autos, providência vedado neste momento processual nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12014142. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOÃO PEREIRA ADV.(A/S) : SHEILA CRISTINE GRANJA (347395/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021206 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.605 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOÃO PEREIRA ADV.(A/S) : SHEILA CRISTINE GRANJA (347395/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021206 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905 . 605", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 561 . 836", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 905605 AGR / SP", "ARE 905605 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 561 . 836 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 561 . 836 - RG .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Recurso Extraordinário 561 . 836 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 561 . 836 - RG", "Recurso Extraordinário 561 . 836 - RG", "Recurso Extraordinário 561 . 836 - RG", "ARE 905605 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 561 . 836 / RN", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 905605 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 561 . 836 / RN", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 880 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 880 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "JOÃO PEREIRA", "SHEILA CRISTINE GRANJA", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO", "ROBERTO BARROSO", "JOÃO PEREIRA", "SHEILA CRISTINE GRANJA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOÃO PEREIRA", "SHEILA CRISTINE GRANJA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "JOÃO PEREIRA", "SHEILA CRISTINE GRANJA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "JOÃO PEREIRA", "SHEILA CRISTINE GRANJA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 a 27 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 a 27 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "09", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "09", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "09", "/", "2013", "1973", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA ADV.(A/S) :LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO AFASTAMENTO E LICENÇAS. CONTAGEM. APOSENTADORIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DEBATE NO ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. LEI DE ÍNDOLE LOCAL. SÚMULA 280 STF 1. É inviável o processamento do recurso quando o agravante não se desincumbe do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RISTF. Incidência da Súmula 283 do STF. 2. A matéria debatida pelo Tribunal de origem no que diz respeito às hipóteses de eventuais afastamentos/licenças para efeito de aposentaria ou disponibilidade de servidor público, previstas na legislação de regência do referidos cargos e carreiras, restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a suposta violação ao texto constitucional, caso houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não se admite nesta via excepcional. 3 .Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 16 a 22 de setembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755673. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Ementa e Acórdão ARE 936153 AGR / GO taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de setembro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755673. Supremo Tribunal Federal ARE 936153 AGR / GO taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de setembro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA ADV.(A/S) :LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, mediante a compreensão de que a solução da presente controvérsia demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, de índole local (Lei n. 13.909/01), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo em sede extraordinária, incidindo os termos das Súmulas 279 e 280 do STF. Nas razões recursais, alega-se o seguinte: “Mas com a devida vênia, há entendimento nessa corte diametralmente oposto ao esposado pelo n. Ministro prolator da decisão ora fustigada, com base justamente no que decidido na ADI 3772/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. É dizer: com base em referida decisão, essa suprema corte entendeu que tempo de afastamento para curso de pós-graduação não poderia ser contado para fins de aposentadoria especial por professor, ainda que com a permissão da legislação local.” Intimada para se manifestar sobre o presente recurso, a parte ora Agravada pugna pelo não provimento deste Agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755674. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA ADV.(A/S) :LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, mediante a compreensão de que a solução da presente controvérsia demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, de índole local (Lei n. 13.909/01), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo em sede extraordinária, incidindo os termos das Súmulas 279 e 280 do STF. Nas razões recursais, alega-se o seguinte: “Mas com a devida vênia, há entendimento nessa corte diametralmente oposto ao esposado pelo n. Ministro prolator da decisão ora fustigada, com base justamente no que decidido na ADI 3772/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. É dizer: com base em referida decisão, essa suprema corte entendeu que tempo de afastamento para curso de pós-graduação não poderia ser contado para fins de aposentadoria especial por professor, ainda que com a permissão da legislação local.” Intimada para se manifestar sobre o presente recurso, a parte ora Agravada pugna pelo não provimento deste Agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. EDSON FACHIN 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recurso não merece acolhida. Compulsando os autos, verifico que o agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RISTF. Com efeito, os agravantes não refutaram os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a repisar as razões do recurso extraordinário. Quanto à alegada ofensa ao que restou decidido na ADI 3.772/DF, ressalto que já me manifestei quando da decisão monocrática. Na ocasião, assentei que esta Corte pacificou entendimento no sentido de que “a função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar”. Sem embargo, conforme já posta na decisão agravada, entendo que a matéria debatida pelo Tribunal de origem no que diz respeito às hipóteses de eventuais afastamentos/licenças para efeito de aposentaria ou disponibilidade de servidor público, previstas na legislação de regência do referidos cargos e carreiras, restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a suposta violação ao texto constitucional, caso houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não se admite nesta via excepcional. Ante o exposto, voto por negar provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755675. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recurso não merece acolhida. Compulsando os autos, verifico que o agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RISTF. Com efeito, os agravantes não refutaram os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a repisar as razões do recurso extraordinário. Quanto à alegada ofensa ao que restou decidido na ADI 3.772/DF, ressalto que já me manifestei quando da decisão monocrática. Na ocasião, assentei que esta Corte pacificou entendimento no sentido de que “a função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar”. Sem embargo, conforme já posta na decisão agravada, entendo que a matéria debatida pelo Tribunal de origem no que diz respeito às hipóteses de eventuais afastamentos/licenças para efeito de aposentaria ou disponibilidade de servidor público, previstas na legislação de regência do referidos cargos e carreiras, restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a suposta violação ao texto constitucional, caso houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não se admite nesta via excepcional. Ante o exposto, voto por negar provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755675. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA ADV.(A/S) : LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO (0036169/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794826 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA ADV.(A/S) : LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO (0036169/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794826 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11804305
2016-09-23T00:00:00
2016-10-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO AFASTAMENTO E LICENÇAS. CONTAGEM. APOSENTADORIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DEBATE NO ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. LEI DE ÍNDOLE LOCAL. SÚMULA 280 STF 1. É inviável o processamento do recurso quando o agravante não se desincumbe do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RISTF. Incidência da Súmula 283 do STF. 2. A matéria debatida pelo Tribunal de origem no que diz respeito às hipóteses de eventuais afastamentos/licenças para efeito de aposentaria ou disponibilidade de servidor público, previstas na legislação de regência do referidos cargos e carreiras, restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a suposta violação ao texto constitucional, caso houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não se admite nesta via excepcional. 3 .Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur357705
Número de páginas: 5. Análise: 13/10/2016, MJC.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
936153
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-013909 ANO-2001\n LEI ORDINÁRIA, GO" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 936153 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA ADV.(A/S) : LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA ADV.(A/S) :LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO AFASTAMENTO E LICENÇAS. CONTAGEM. APOSENTADORIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DEBATE NO ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. LEI DE ÍNDOLE LOCAL. SÚMULA 280 Supremo Tribunal Federal 1. É inviável o processamento do recurso quando o agravante não se desincumbe do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1..., do RISTF. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. 2. A matéria debatida pelo Tribunal de origem no que diz respeito às hipóteses de eventuais afastamentos/licenças para efeito de aposentaria ou disponibilidade de servidor público, previstas na legislação de regência do referidos cargos e carreiras, restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a suposta violação ao texto constitucional, caso houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não se admite nesta via excepcional. 3 .Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 16 a 22 de setembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755673. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Ementa e Acórdão ARE 936153 AGR / GO taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de setembro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755673. Supremo Tribunal Federal ARE 936153 AGR / GO taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de setembro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA ADV.(A/S) :LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, mediante a compreensão de que a solução da presente controvérsia demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, de índole local (Lei n. 13.909/01), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo em sede extraordinária, incidindo os termos das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nas razões recursais, alega-se o seguinte: “Mas com a devida vênia, há entendimento nessa corte diametralmente oposto ao esposado pelo n. Ministro prolator da decisão ora fustigada, com base justamente no que decidido na ADI 3772/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. É dizer: com base em referida decisão, essa suprema corte entendeu que tempo de afastamento para curso de pós-graduação não poderia ser contado para fins de aposentadoria especial por professor, ainda que com a permissão da legislação local.” Intimada para se manifestar sobre o presente recurso, a parte ora Agravada pugna pelo não provimento deste Agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755674. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA ADV.(A/S) :LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, mediante a compreensão de que a solução da presente controvérsia demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, de índole local (Lei n. 13.909/01), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo em sede extraordinária, incidindo os termos das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nas razões recursais, alega-se o seguinte: “Mas com a devida vênia, há entendimento nessa corte diametralmente oposto ao esposado pelo n. Ministro prolator da decisão ora fustigada, com base justamente no que decidido na ADI 3772/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. É dizer: com base em referida decisão, essa suprema corte entendeu que tempo de afastamento para curso de pós-graduação não poderia ser contado para fins de aposentadoria especial por professor, ainda que com a permissão da legislação local.” Intimada para se manifestar sobre o presente recurso, a parte ora Agravada pugna pelo não provimento deste Agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. EDSON FACHIN 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recurso não merece acolhida. Compulsando os autos, verifico que o agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1..., do RISTF. Com efeito, os agravantes não refutaram os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a repisar as razões do recurso extraordinário. Quanto à alegada ofensa ao que restou decidido na ADI 3.772/DF, ressalto que já me manifestei quando da decisão monocrática. Na ocasião, assentei que esta Corte pacificou entendimento no sentido de que “a função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar”. Sem embargo, conforme já posta na decisão agravada, entendo que a matéria debatida pelo Tribunal de origem no que diz respeito às hipóteses de eventuais afastamentos/licenças para efeito de aposentaria ou disponibilidade de servidor público, previstas na legislação de regência do referidos cargos e carreiras, restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a suposta violação ao texto constitucional, caso houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não se admite nesta via excepcional. Ante o exposto, voto por negar provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755675. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recurso não merece acolhida. Compulsando os autos, verifico que o agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1..., do RISTF. Com efeito, os agravantes não refutaram os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a repisar as razões do recurso extraordinário. Quanto à alegada ofensa ao que restou decidido na ADI 3.772/DF, ressalto que já me manifestei quando da decisão monocrática. Na ocasião, assentei que esta Corte pacificou entendimento no sentido de que “a função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar”. Sem embargo, conforme já posta na decisão agravada, entendo que a matéria debatida pelo Tribunal de origem no que diz respeito às hipóteses de eventuais afastamentos/licenças para efeito de aposentaria ou disponibilidade de servidor público, previstas na legislação de regência do referidos cargos e carreiras, restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a suposta violação ao texto constitucional, caso houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não se admite nesta via excepcional. Ante o exposto, voto por negar provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11755675. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA ADV.(A/S) : LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO (0036169/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794826 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936.153 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA ADV.(A/S) : LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO (0036169/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794826 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936 . 153 GOIÁS", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 936153 AGR / GO", "ARE 936153 AGR / GO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936 . 153", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ADI 3772 / DF", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ADI 3772 / DF", "RECURSO", "AGRAVO 936 . 153 GOIÁS", "ADI 3 . 772 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 936 . 153", "ADI 3 . 772 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "LEI DE ÍNDOLE LOCAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 13 . 909 / 01", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 13 . 909 / 01", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA", "LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO", "Luís Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA", "LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA", "LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "NILDA LOPES OLIVEIRA", "LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "NILDA LOPES OLIVEIRA LISITA", "LEYRIANNE CRISTINA MATIAS CARVALHO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DENÚNCIA ANÔNIMA: ADMISSIBILIDADE. REQUISITOS LEGITIMADORES DO ACOLHIMENTO: PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados” (HC 99.490, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 31.1.2011). 2. É lícita a prorrogação do prazo legal de autorização para interceptação telefônica, ainda que sucessivamente, quando o fato seja complexo e, como tal, exija investigação diferenciada e contínua. 3. Para a verificação de alegada nulidade de determinados lapsos de tempo nos quais a interceptação telefônica tenha sido realizada sem autorização judicial, seria imprescindível o reexame de fatos e provas, a que não se presta o recurso ordinário em habeas corpus. 4. Recurso ao qual se nega provimento. Prejudicado o agravo regimental interposto. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao recurso ordinário e julgar prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479226. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão RHC 125392 / RJ da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 17 de março de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479226. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 17 de março de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, com requerimento de medida liminar, interposto por Mauro de Miranda Montenegro Martins, Delegado de Polícia Federal, contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual, em 12.8.2014, não conheceu o Habeas Corpus n. 139.306, Relator o Ministro Moura Ribeiro. O caso 2. Da leitura dos autos, extrai-se ter sido o Recorrente denunciado pela prática dos delitos previstos nos arts. 288, 317, caput, 318, 319, 325, caput, 348, caput, e 349 c/c os arts. 29 e 69, todos do Código Penal. Segundo a denúncia, “os denunciados Mauro Montenegro, Daniel Brandão, Jomar e Jorge Maurício, com indispensável auxílio do Escrivão de Polícia Federal Álvaro Andrade e do Agente de Polícia Federal Alvan Fernandes, transformaram a Delegacia Previdenciária do Rio de Janeiro em um verdadeiro ‘balcão de negócios’ no qual eram oferecidos benefícios aos investigados e respectivos advogados em troca de vantagens pecuniárias indevidas”. 3. A defesa impetrou, no Tribunal Regional da Segunda Região, habeas corpus, denegado, contra ato praticado pelo Juízo da Sexta Vara Federal Criminal/SJRJ nos autos da Medida Cautelar n. 2005.51.01505390- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, com requerimento de medida liminar, interposto por Mauro de Miranda Montenegro Martins, Delegado de Polícia Federal, contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual, em 12.8.2014, não conheceu o Habeas Corpus n. 139.306, Relator o Ministro Moura Ribeiro. O caso 2. Da leitura dos autos, extrai-se ter sido o Recorrente denunciado pela prática dos delitos previstos nos arts. 288, 317, caput, 318, 319, 325, caput, 348, caput, e 349 c/c os arts. 29 e 69, todos do Código Penal. Segundo a denúncia, “os denunciados Mauro Montenegro, Daniel Brandão, Jomar e Jorge Maurício, com indispensável auxílio do Escrivão de Polícia Federal Álvaro Andrade e do Agente de Polícia Federal Alvan Fernandes, transformaram a Delegacia Previdenciária do Rio de Janeiro em um verdadeiro ‘balcão de negócios’ no qual eram oferecidos benefícios aos investigados e respectivos advogados em troca de vantagens pecuniárias indevidas”. 3. A defesa impetrou, no Tribunal Regional da Segunda Região, habeas corpus, denegado, contra ato praticado pelo Juízo da Sexta Vara Federal Criminal/SJRJ nos autos da Medida Cautelar n. 2005.51.01505390- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Relatório RHC 125392 / RJ 4, na qual se fundamentou o oferecimento da denúncia nos Autos n. 2003.51.01.513657-6. 4. Contra essa decisão, a defesa impetrou, no Superior Tribunal de Justiça, o Habeas Corpus n. 139.306, Relator o Ministro Moura Ribeiro, não conhecido: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. PROCESSUAL PENAL. INVESTIGAÇÃO DE ATOS ILÍCITOS SUPOSTAMENTE PRATICADOS POR POLICIAIS. DISTRIBUIÇÃO ILEGAL DE INQUÉRITOS. OPERAÇÃO ‘CEROL’. ALEGAÇÃO DE QUE DENÚNCIA ANÔNIMA SEM PRÉVIA VERIFICAÇÃO DA SUA VERACIDADE ENSEJOU O DEFERIMENTO DA ESCUTA TELEFÔNICA. INOCORRÊNCIA. ALEGAÇÃO DE NULIDADE NA ESCUTA. ÔNUS DO IMPETRANTE DEMONSTRAR O PREJUÍZO SUPOSTAMENTE SOFRIDO. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO CONCRETO SUPORTADO. INEXISTÊNCIA. EVENTUAL ESCUTA TELEFÔNICA REALIZADA FORA DO PERÍODO DETERMINADO PELO JUÍZO DEVE SER LEVADA AO CONHECIMENTO DESTE E NÃO DIRETAMENTE AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRORROGAÇÕES DA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. POSSIBILIDADE. AUTORIZAÇÃO JUDICIAL DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. "HABEAS CORPUS" NÃO CONHECIDO. 1. Os Tribunais Superiores assentaram que o uso do remédio heroico se restringe a sanar ato ilegal de autoridade, que deve ser cessado de imediato, inadmitido seu uso indiscriminado como substitutivo de recursos e nem sequer para as revisões criminais. 2. A medida cautelar que autorizou a interceptação das comunicações telefônicas do paciente e de outros policiais investigados, de acordo com os elementos que instruem a presente impetração e diferentemente do que afirmado pelo impetrante, não foi 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ 4, na qual se fundamentou o oferecimento da denúncia nos Autos n. 2003.51.01.513657-6. 4. Contra essa decisão, a defesa impetrou, no Superior Tribunal de Justiça, o Habeas Corpus n. 139.306, Relator o Ministro Moura Ribeiro, não conhecido: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. PROCESSUAL PENAL. INVESTIGAÇÃO DE ATOS ILÍCITOS SUPOSTAMENTE PRATICADOS POR POLICIAIS. DISTRIBUIÇÃO ILEGAL DE INQUÉRITOS. OPERAÇÃO ‘CEROL’. ALEGAÇÃO DE QUE DENÚNCIA ANÔNIMA SEM PRÉVIA VERIFICAÇÃO DA SUA VERACIDADE ENSEJOU O DEFERIMENTO DA ESCUTA TELEFÔNICA. INOCORRÊNCIA. ALEGAÇÃO DE NULIDADE NA ESCUTA. ÔNUS DO IMPETRANTE DEMONSTRAR O PREJUÍZO SUPOSTAMENTE SOFRIDO. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO CONCRETO SUPORTADO. INEXISTÊNCIA. EVENTUAL ESCUTA TELEFÔNICA REALIZADA FORA DO PERÍODO DETERMINADO PELO JUÍZO DEVE SER LEVADA AO CONHECIMENTO DESTE E NÃO DIRETAMENTE AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRORROGAÇÕES DA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. POSSIBILIDADE. AUTORIZAÇÃO JUDICIAL DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. "HABEAS CORPUS" NÃO CONHECIDO. 1. Os Tribunais Superiores assentaram que o uso do remédio heroico se restringe a sanar ato ilegal de autoridade, que deve ser cessado de imediato, inadmitido seu uso indiscriminado como substitutivo de recursos e nem sequer para as revisões criminais. 2. A medida cautelar que autorizou a interceptação das comunicações telefônicas do paciente e de outros policiais investigados, de acordo com os elementos que instruem a presente impetração e diferentemente do que afirmado pelo impetrante, não foi 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Relatório RHC 125392 / RJ deferida exclusivamente com base em denúncia anônima sem prévia investigação e nem tampouco se originou a partir de informação policial de 06/06/2005, de modo que não há se falar em ilegalidade. 3. A jurisprudência desta Egrégia Corte Superior já proclamou que é ônus do interessado demonstrar o prejuízo concreto a que teria sido submetido em razão da nulidade arguida, o que não ocorreu. Precedentes. 4. A teor do art. 563, do Código de Processo Penal, não se reconhece nulidade sem a demonstração do efetivo prejuízo suportado pelo paciente com a interceptação telefônica realizada. Hipótese não configurada. 5. Se houve um período de interceptação das comunicações telefônicas do paciente realizada sem autorização judicial esta se deu por conta do executor da medida, devendo a ilegalidade ser submetida ao juiz da causa e não diretamente ao Tribunal de Justiça, que não pode examinar a matéria, sob pena de supressão de instância. 6. As interceptações telefônicas podem ser prorrogadas sucessivamente por decisão judicial devidamente fundamentada, sendo imprescindível que o requerente justifique a sua necessidade. Precedentes. 7. Habeas corpus não conhecido”. 5. Esse julgado é o objeto do presente recurso ordinário em habeas corpus, interposto tempestivamente, no qual o Recorrente afirma que “para se inaugurar uma escuta telefônica a partir de um informe anônimo se torna imprescindível um prévio exame pormenorizado acerca daquela informação”. Sustenta que “o presente recurso ordinário em habeas corpus ataca dois pontos, a saber: I - a abertura de medida cautelar de interceptação telefônica com base em denúncia anônima, sem a devida investigação preliminar (art. 2º, incisos I, da Lei 9.296/96)2, assim como sem esgotar, antecipadamente, outros meios de prova menos gravosos; II - a existência de escutas telefônicas realizadas ao largo de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ deferida exclusivamente com base em denúncia anônima sem prévia investigação e nem tampouco se originou a partir de informação policial de 06/06/2005, de modo que não há se falar em ilegalidade. 3. A jurisprudência desta Egrégia Corte Superior já proclamou que é ônus do interessado demonstrar o prejuízo concreto a que teria sido submetido em razão da nulidade arguida, o que não ocorreu. Precedentes. 4. A teor do art. 563, do Código de Processo Penal, não se reconhece nulidade sem a demonstração do efetivo prejuízo suportado pelo paciente com a interceptação telefônica realizada. Hipótese não configurada. 5. Se houve um período de interceptação das comunicações telefônicas do paciente realizada sem autorização judicial esta se deu por conta do executor da medida, devendo a ilegalidade ser submetida ao juiz da causa e não diretamente ao Tribunal de Justiça, que não pode examinar a matéria, sob pena de supressão de instância. 6. As interceptações telefônicas podem ser prorrogadas sucessivamente por decisão judicial devidamente fundamentada, sendo imprescindível que o requerente justifique a sua necessidade. Precedentes. 7. Habeas corpus não conhecido”. 5. Esse julgado é o objeto do presente recurso ordinário em habeas corpus, interposto tempestivamente, no qual o Recorrente afirma que “para se inaugurar uma escuta telefônica a partir de um informe anônimo se torna imprescindível um prévio exame pormenorizado acerca daquela informação”. Sustenta que “o presente recurso ordinário em habeas corpus ataca dois pontos, a saber: I - a abertura de medida cautelar de interceptação telefônica com base em denúncia anônima, sem a devida investigação preliminar (art. 2º, incisos I, da Lei 9.296/96)2, assim como sem esgotar, antecipadamente, outros meios de prova menos gravosos; II - a existência de escutas telefônicas realizadas ao largo de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Relatório RHC 125392 / RJ prévia autorização judicial (art. 1o, Lei 9.296/963), entendidas pelo v. acórdão vergastado como mera nulidade relativa, cujo prejuízo deveria ter sido demonstrado pelo paciente”. Este o teor dos pedidos: “1) seja DEFERIDA A MEDIDA LIMINAR NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS, para que seja determinado o sobrestamento do andamento da ação penal junto ao MM. Juízo de 1º grau, uma vez que essa se encontra no seu momento final de apresentação de alegações finais por parte do Parquet Federal, já que estão presentes ambos os requisitos legais. O fumus boni juris, ou a plausibilidade do direito invocado, decorre de uma análise meramente superficial e sumária acerca da prova pré-constituída, capaz de demonstrar que a escuta telefônica foi deflagrada com apoio único em denúncia anônima, deixando de atentar para as imprescindíveis investigações preliminares, bem como dos outros meios investigativos anteriores àquela. Meios esses expressamente suscitados pelo próprio Mm. Juízo de 1º grau dias antes da r. decisão autorizadora das escutas (proferida por um juiz substituto) como os mais eficazes e adequados para a investigação policial que se conduzia. Com efeito, os fundamentos suscitados pelo v. acórdão recorrido são, nesse recurso ordinário, enfrentados à exaustão, afastando, s.m.j., a idoneidade daquela motivação. Afora as duas nulidades acima apontadas, a defesa faz ainda prova pré-constituída acerca da existência de lapso brutal de escutas telefônicas realizadas ao largo da prévia autorização judicial. A questão, enfrentada pelo v. acórdão recorrido consignou, em entendimento que afronta a jurisprudência do e. STF, que caberia à defesa comprovar o prejuízo, malgrado esse Sodalício fixe que, nesse caso, o resultado das escutas deve ser descartado inteiramente. O periculum in mora decorre da existência de flagrante constrangimento ilegal imposto ao paciente, por intermédio da consecução de ação penal fundada em uma escuta telefônica manifestamente nula, e que, entretanto, sustenta a integralidade da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ prévia autorização judicial (art. 1o, Lei 9.296/963), entendidas pelo v. acórdão vergastado como mera nulidade relativa, cujo prejuízo deveria ter sido demonstrado pelo paciente”. Este o teor dos pedidos: “1) seja DEFERIDA A MEDIDA LIMINAR NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS, para que seja determinado o sobrestamento do andamento da ação penal junto ao MM. Juízo de 1º grau, uma vez que essa se encontra no seu momento final de apresentação de alegações finais por parte do Parquet Federal, já que estão presentes ambos os requisitos legais. O fumus boni juris, ou a plausibilidade do direito invocado, decorre de uma análise meramente superficial e sumária acerca da prova pré-constituída, capaz de demonstrar que a escuta telefônica foi deflagrada com apoio único em denúncia anônima, deixando de atentar para as imprescindíveis investigações preliminares, bem como dos outros meios investigativos anteriores àquela. Meios esses expressamente suscitados pelo próprio Mm. Juízo de 1º grau dias antes da r. decisão autorizadora das escutas (proferida por um juiz substituto) como os mais eficazes e adequados para a investigação policial que se conduzia. Com efeito, os fundamentos suscitados pelo v. acórdão recorrido são, nesse recurso ordinário, enfrentados à exaustão, afastando, s.m.j., a idoneidade daquela motivação. Afora as duas nulidades acima apontadas, a defesa faz ainda prova pré-constituída acerca da existência de lapso brutal de escutas telefônicas realizadas ao largo da prévia autorização judicial. A questão, enfrentada pelo v. acórdão recorrido consignou, em entendimento que afronta a jurisprudência do e. STF, que caberia à defesa comprovar o prejuízo, malgrado esse Sodalício fixe que, nesse caso, o resultado das escutas deve ser descartado inteiramente. O periculum in mora decorre da existência de flagrante constrangimento ilegal imposto ao paciente, por intermédio da consecução de ação penal fundada em uma escuta telefônica manifestamente nula, e que, entretanto, sustenta a integralidade da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Relatório RHC 125392 / RJ aventada justa causa penal, visto que o próprio Parquet Federal desistiu de todas as suas testemunhas no curso da instrução probatória, deixando de arcar com seu ônus probatório, estando apoiado exclusivamente em uma medida cautelar inteiramente nula. 2) No mérito, que seja PROVIDO O RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS, com o efeito de anular a integralidade da medida cautelar de interceptação telefônica (itens I e I.1), ou, subsidiariamente, dos seus trechos produzidos ao largo de prévia reserva de jurisdição. (item II)“. 6. Em 9.12.2014, indeferi o requerimento de liminar e determinei vista dos autos à Procuradoria-Geral da República. 7. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo “desprovimento do recurso”. 8. Em 16.12.2014, o Recorrente interpôs agravo regimental contra a decisão liminar, alegando não pretender o trancamento da ação penal, mas “comprovar a nulidade das provas colhidas e do meio impróprio utilizado”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ aventada justa causa penal, visto que o próprio Parquet Federal desistiu de todas as suas testemunhas no curso da instrução probatória, deixando de arcar com seu ônus probatório, estando apoiado exclusivamente em uma medida cautelar inteiramente nula. 2) No mérito, que seja PROVIDO O RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS, com o efeito de anular a integralidade da medida cautelar de interceptação telefônica (itens I e I.1), ou, subsidiariamente, dos seus trechos produzidos ao largo de prévia reserva de jurisdição. (item II)“. 6. Em 9.12.2014, indeferi o requerimento de liminar e determinei vista dos autos à Procuradoria-Geral da República. 7. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo “desprovimento do recurso”. 8. Em 16.12.2014, o Recorrente interpôs agravo regimental contra a decisão liminar, alegando não pretender o trancamento da ação penal, mas “comprovar a nulidade das provas colhidas e do meio impróprio utilizado”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/03/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 2. Consta na decisão recorrida: “Segundo precedentes do Supremo Tribunal Federal, nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada ‘denúncia anônima’, desde que ela seja seguida de diligências para averiguar os fatos nela noticiados (HC 86.082, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 22.8.2008; HC 97.107, Rel. Min. CESAR PELUSO, DJe de 26.3.2011; HC 95.244, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe 30.4.2011; e, HC 99.490/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe 1/2/2011). Diante disso, a partir dos elementos que instruem o presente "habeas corpus", verifico que a aludida medida cautelar (n. 2005.51.01.505390-4), distribuída aos 20/05/2005 por dependência ao IPL nº 06/2003 ao Juízo da 6ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, se originou, como bem consignou o acórdão recorrido, a partir de representação da Diretoria de Inteligência Policial do Departamento de Polícia Federal (Ofício nº 265/2005 de 12 de maio de 2005 – fls. 630/636). Convém registrar, que o inquérito policial (IPL 06/2003) foi instaurado em 1º/07/2003, pela Corregedoria-Geral do Departamento de Polícia Federal (DPF), com o objetivo apurar a ocorrência de infrações penais de quadrilha ou bando, facilitação de contrabando ou descaminho, prevaricação, coação no curso do processo e tráfico de influência na Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e que tiveram desdobramento na Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários (DELEFAZ), e na Delegacia de Repressão aos Crimes Previdenciários (DELEPREV). A autoridade policial, para justificar as medidas requeridas no aludido ofício (nº 265/2005), registrou que a Corregedoria-Geral do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 2. Consta na decisão recorrida: “Segundo precedentes do Supremo Tribunal Federal, nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada ‘denúncia anônima’, desde que ela seja seguida de diligências para averiguar os fatos nela noticiados (HC 86.082, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 22.8.2008; HC 97.107, Rel. Min. CESAR PELUSO, DJe de 26.3.2011; HC 95.244, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe 30.4.2011; e, HC 99.490/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe 1/2/2011). Diante disso, a partir dos elementos que instruem o presente "habeas corpus", verifico que a aludida medida cautelar (n. 2005.51.01.505390-4), distribuída aos 20/05/2005 por dependência ao IPL nº 06/2003 ao Juízo da 6ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, se originou, como bem consignou o acórdão recorrido, a partir de representação da Diretoria de Inteligência Policial do Departamento de Polícia Federal (Ofício nº 265/2005 de 12 de maio de 2005 – fls. 630/636). Convém registrar, que o inquérito policial (IPL 06/2003) foi instaurado em 1º/07/2003, pela Corregedoria-Geral do Departamento de Polícia Federal (DPF), com o objetivo apurar a ocorrência de infrações penais de quadrilha ou bando, facilitação de contrabando ou descaminho, prevaricação, coação no curso do processo e tráfico de influência na Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e que tiveram desdobramento na Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários (DELEFAZ), e na Delegacia de Repressão aos Crimes Previdenciários (DELEPREV). A autoridade policial, para justificar as medidas requeridas no aludido ofício (nº 265/2005), registrou que a Corregedoria-Geral do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ DPF investigava a atuação de vários policiais federais, entre eles o escrivão ÁLVARO ANDRADE DA SILVA, que integraria um suposto esquema de corrupção no âmbito da DELEFAZ, que supostamente intermediavam facilidades e solicitavam vantagens ilícitas a investigados nos inquéritos que tramitavam naquela delegacia. Relatou, ainda, que a sua diretoria de inteligência estava recebendo reiteradas notícias de que o esquema ilícito acima tinha migrado para outra delegacia (DELEPREV), a qual era chefiada pelo paciente e contava também com o escrivão ÁLVARO, que já era investigado no IPL nº 06/2003, o qual, "após sua remoção para a DELEPREV, trouxe consigo a forma de atuação da DELEFAZ, local onde já se relacionaria com o DPF MONTENEGRO Acrescentou que os dados obtidos apontavam para a existência de um esquema de redistribuição de inquéritos policiais, que estavam a cargo de uma Força-Tarefa do INSS criada para apurar ilegalidades na área de fiscalização previdenciária de algumas empresas no estado do Rio de Janeiro, para pessoas de confiança do Delegado da Polícia Federal MAURO MONTENEGRO, ora paciente, e estes supostamente solicitavam vantagens ilícitas aos empresários investigados. Concluiu dizendo que como os supostos fatos delituosos noticiados estavam em andamento, a investigação deveria tomar outro rumo para não perder a oportunidade de constatar a possível existência de elo entre as pessoas que supostamente participavam dos esquemas nas delegacias supracitadas. Importa consignar, ainda, que o referido expediente juntou documento (Informação Policial de 11/05/2005 - fls. 637/638) que rechaça, a meu sentir, a alegação do impetrante de que a medida cautelar foi deferida tão somente com base em denúncia anônima, porque nele a Divisão de Contra-Inteligência Policial registra que examinaram inquéritos e fizeram levantamentos, "através de entrevistas com pessoas, análise de dados fornecidos pelo Ministério Público Federal e outra fontes", para constatar a existência de indícios de redistribuição irregular de inquéritos no âmbito da DELEPREV, repito, chefiada à época pelo ora paciente. Tanto é verdade, que a Juíza da 6ª Vara Federal Criminal da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ DPF investigava a atuação de vários policiais federais, entre eles o escrivão ÁLVARO ANDRADE DA SILVA, que integraria um suposto esquema de corrupção no âmbito da DELEFAZ, que supostamente intermediavam facilidades e solicitavam vantagens ilícitas a investigados nos inquéritos que tramitavam naquela delegacia. Relatou, ainda, que a sua diretoria de inteligência estava recebendo reiteradas notícias de que o esquema ilícito acima tinha migrado para outra delegacia (DELEPREV), a qual era chefiada pelo paciente e contava também com o escrivão ÁLVARO, que já era investigado no IPL nº 06/2003, o qual, "após sua remoção para a DELEPREV, trouxe consigo a forma de atuação da DELEFAZ, local onde já se relacionaria com o DPF MONTENEGRO Acrescentou que os dados obtidos apontavam para a existência de um esquema de redistribuição de inquéritos policiais, que estavam a cargo de uma Força-Tarefa do INSS criada para apurar ilegalidades na área de fiscalização previdenciária de algumas empresas no estado do Rio de Janeiro, para pessoas de confiança do Delegado da Polícia Federal MAURO MONTENEGRO, ora paciente, e estes supostamente solicitavam vantagens ilícitas aos empresários investigados. Concluiu dizendo que como os supostos fatos delituosos noticiados estavam em andamento, a investigação deveria tomar outro rumo para não perder a oportunidade de constatar a possível existência de elo entre as pessoas que supostamente participavam dos esquemas nas delegacias supracitadas. Importa consignar, ainda, que o referido expediente juntou documento (Informação Policial de 11/05/2005 - fls. 637/638) que rechaça, a meu sentir, a alegação do impetrante de que a medida cautelar foi deferida tão somente com base em denúncia anônima, porque nele a Divisão de Contra-Inteligência Policial registra que examinaram inquéritos e fizeram levantamentos, "através de entrevistas com pessoas, análise de dados fornecidos pelo Ministério Público Federal e outra fontes", para constatar a existência de indícios de redistribuição irregular de inquéritos no âmbito da DELEPREV, repito, chefiada à época pelo ora paciente. Tanto é verdade, que a Juíza da 6ª Vara Federal Criminal da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ Seção Judiciária do Rio de Janeiro, como dito, competente para examinar a aludida representação, fez constar da decisão que "o pedido tem por base uma informação policial e documentos que a acompanham, dando-nos conta de uma análise feita a partir dos inquéritos que, inicialmente a cargo de Delegados que compõem a Força-Tarefa, foram redistribuídos, a mando de um dos investigados (Delegado Montenegro), ao Delegado Brasil, lotado na DELEPREV, porém não integrante da Força-Tarefa" (fl. 656). Logo, não há falar em ilegalidade perpetrada pelo acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região porque a medida cautelar que deferiu a interceptação das comunicações telefônicas do paciente e de outros integrantes do suposto grupo criminoso não foi deferida unicamente com base em denúncia anônima sem prévia investigação como afirmado na impetração e não se originou a partir da informação policial de 06/06/2005 (fl. 688), mas do Ofício nº 265/2005 de 12 de maio de 2005 (fls. 630/636). Ademais, para corroborar o afirmado acima, a apontada denúncia anônima (Informação Policial de 06/06/2005, fl. 688), que segundo o impetrante teria servido de fundamento exclusivo para o deferimento da interceptação telefônica pelo Juízo a quo, foi acostada aos autos junto com o Ofício nº 316/2005, de 07/06/2005, também da Diretoria de Inteligência Policial (fls. 682/687), que noticiou a identificação de novos dados para auxiliar na investigação da rede de contatos dos investigados já mencionados no requerimento anterior (Ofício nº 265/2005) e requereu interceptação das comunicações telefônicas de terminais específicos. A Juíza a quo, ao examinar o novo requerimento, além de ratificar a decisão anterior (fls. 654/657), fez constar que ‘os razoáveis indícios de autoria e participação e que motivaram a autorização dada por este Juízo para a diligência permanecem presentes" e que "a diligência solicitada é necessária e imprescindível ao prosseguimento das investigações, tendo em vista a natureza dos crimes que são objeto de apuração e a impossibilidade de avanço efetivo da persecução sem o acesso aos dados ora requisitados’ (fl. 692). Ora, está suficientemente demonstrado que a aludida informação policial de 06/06/2005 não serviu de fundamento para o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ Seção Judiciária do Rio de Janeiro, como dito, competente para examinar a aludida representação, fez constar da decisão que "o pedido tem por base uma informação policial e documentos que a acompanham, dando-nos conta de uma análise feita a partir dos inquéritos que, inicialmente a cargo de Delegados que compõem a Força-Tarefa, foram redistribuídos, a mando de um dos investigados (Delegado Montenegro), ao Delegado Brasil, lotado na DELEPREV, porém não integrante da Força-Tarefa" (fl. 656). Logo, não há falar em ilegalidade perpetrada pelo acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região porque a medida cautelar que deferiu a interceptação das comunicações telefônicas do paciente e de outros integrantes do suposto grupo criminoso não foi deferida unicamente com base em denúncia anônima sem prévia investigação como afirmado na impetração e não se originou a partir da informação policial de 06/06/2005 (fl. 688), mas do Ofício nº 265/2005 de 12 de maio de 2005 (fls. 630/636). Ademais, para corroborar o afirmado acima, a apontada denúncia anônima (Informação Policial de 06/06/2005, fl. 688), que segundo o impetrante teria servido de fundamento exclusivo para o deferimento da interceptação telefônica pelo Juízo a quo, foi acostada aos autos junto com o Ofício nº 316/2005, de 07/06/2005, também da Diretoria de Inteligência Policial (fls. 682/687), que noticiou a identificação de novos dados para auxiliar na investigação da rede de contatos dos investigados já mencionados no requerimento anterior (Ofício nº 265/2005) e requereu interceptação das comunicações telefônicas de terminais específicos. A Juíza a quo, ao examinar o novo requerimento, além de ratificar a decisão anterior (fls. 654/657), fez constar que ‘os razoáveis indícios de autoria e participação e que motivaram a autorização dada por este Juízo para a diligência permanecem presentes" e que "a diligência solicitada é necessária e imprescindível ao prosseguimento das investigações, tendo em vista a natureza dos crimes que são objeto de apuração e a impossibilidade de avanço efetivo da persecução sem o acesso aos dados ora requisitados’ (fl. 692). Ora, está suficientemente demonstrado que a aludida informação policial de 06/06/2005 não serviu de fundamento para o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ deferimento da medida cautelar em questão, de modo que merece ser chancelado e não praticou nenhuma ilegalidade, repito, o acórdão recorrido quando consignou que "a informação policial referida pelo impetrante (de 06/06) consubstancia apenas um dos elementos em que se baseou a investigação" e ‘não serviu para o início da medida de interceptação telefônica impugnada, a qual também não foi deferida com base em 'denúncia anônima’ (fl. 3.523). (…) De outra parte, o impetrante afirma a presença de vício insanável porque há prova pré-constituída nos autos demonstrando que foram realizadas escutas telefônicas em períodos sem a devida autorização legal e que não há que se falar em demonstração do prejuízo sofrido pelo paciente. O Tribunal a quo ao tratar do tema no writ lá impetrado, consignou que a questão relativa a regularidade da interceptação era matéria de prova que deveria ser avaliada no curso da ação penal e não na via do habeas corpus, e acrescentou que: "Na verdade, apesar do longo 'quadro' que integra a inicial (fls. 09/19), como bem observou a autoridade impetrada nas informações prestadas (fls. 3.391), entendimento corroborado no parecer ministerial (fl. 3.437), o impetrante não apontou nenhum diálogo interceptado nestes períodos que tenha sido indevidamente utilizado pela acusação em desfavor do paciente. Cabe frisar que a denúncia refere-se a outros elementos de prova colhidos em desfavor do paciente (v.g. cautelar nº 2005.51.01.505110- 5), mencionados à fl. 147, e acompanhamentos de encontros, mencionados à fl. 151). Insta destacar que a ação constitucional ora manejada é uma ação de cognição sumária, que não comporta dilação probatória nem valoração probatória exauriente. Para que a ordem de habeas corpus possa ser concedida com base no art. 648, inc. VI, do CPP, é imprescindível que se trate de coação ilegal e, portanto, não relevável, desde que originada da manifesta nulidade do processo. De outro giro, qualquer possibilidade de discussão, passa a ser preliminar de recurso e o Tribunal não poderia sobre ela deliberar sob pena de supressão de instância e interferência no Juízo natural para conhecimento e processamento da causa" (fls. 3.528/3.529)." (fl. 632). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ deferimento da medida cautelar em questão, de modo que merece ser chancelado e não praticou nenhuma ilegalidade, repito, o acórdão recorrido quando consignou que "a informação policial referida pelo impetrante (de 06/06) consubstancia apenas um dos elementos em que se baseou a investigação" e ‘não serviu para o início da medida de interceptação telefônica impugnada, a qual também não foi deferida com base em 'denúncia anônima’ (fl. 3.523). (…) De outra parte, o impetrante afirma a presença de vício insanável porque há prova pré-constituída nos autos demonstrando que foram realizadas escutas telefônicas em períodos sem a devida autorização legal e que não há que se falar em demonstração do prejuízo sofrido pelo paciente. O Tribunal a quo ao tratar do tema no writ lá impetrado, consignou que a questão relativa a regularidade da interceptação era matéria de prova que deveria ser avaliada no curso da ação penal e não na via do habeas corpus, e acrescentou que: "Na verdade, apesar do longo 'quadro' que integra a inicial (fls. 09/19), como bem observou a autoridade impetrada nas informações prestadas (fls. 3.391), entendimento corroborado no parecer ministerial (fl. 3.437), o impetrante não apontou nenhum diálogo interceptado nestes períodos que tenha sido indevidamente utilizado pela acusação em desfavor do paciente. Cabe frisar que a denúncia refere-se a outros elementos de prova colhidos em desfavor do paciente (v.g. cautelar nº 2005.51.01.505110- 5), mencionados à fl. 147, e acompanhamentos de encontros, mencionados à fl. 151). Insta destacar que a ação constitucional ora manejada é uma ação de cognição sumária, que não comporta dilação probatória nem valoração probatória exauriente. Para que a ordem de habeas corpus possa ser concedida com base no art. 648, inc. VI, do CPP, é imprescindível que se trate de coação ilegal e, portanto, não relevável, desde que originada da manifesta nulidade do processo. De outro giro, qualquer possibilidade de discussão, passa a ser preliminar de recurso e o Tribunal não poderia sobre ela deliberar sob pena de supressão de instância e interferência no Juízo natural para conhecimento e processamento da causa" (fls. 3.528/3.529)." (fl. 632). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ Como se observa da transcrição acima, o colegiado a quo entendeu que não havia constrangimento ilegal porque (a) não ficou demonstrado o prejuízo sofrido pelo paciente com as supostas interceptações telefônicas tidas por ilegais; (b) existiam outros elementos prova suficientes para justificar a persecução penal; e (c) não houve manifestação do juízo a quo sobre a nulidade apontada. No ponto, também não há falar em ilegalidade flagrante perpetrada pelo Tribunal Regional, porque no processo penal vige o princípio dos ‘pas de nullité sans grief’, contido no art. 563, do Código de Processo Penal, de onde se extraí que é ônus de quem alega a existência de nulidade demonstrar o prejuízo concreto sofrido, o que não logrou fazer o impetrante. Neste writ, o impetrante, também, não trouxe nenhuma conversa telefônica interceptada em período não autorizado pela justiça utilizada em desfavor do paciente. (…) No caso, como se extrai das transcrições supra, além de existirem outros elementos de prova para justificar a persecução penal inaugurada contra o paciente, neste habeas corpus não ficou evidenciado e nem tampouco demonstrado o suposto prejuízo sofrido com a interceptação telefônica. Não bastasse, diferentemente do que afirma o impetrante, a meu sentir, a matéria, como bem assinalou o acórdão recorrido, deve sim ser tratada pelo juízo da causa, porque se existiu um período de escuta telefônica não autorizado, tal fato não se perpetrou por ato do juiz, mas sim, supostamente por conta do encarregado de realizar as interceptações dos diálogos. Dessa forma, o juízo a quo não era mesmo a autoridade coatora, devendo a suposta ilegalidade ser submetida a seu crivo e não diretamente ao Tribunal a quo. Ademais, se o Tribunal a quo não examinou a questão, com mais razão não pode está Egrégia Corte Superior fazê-lo, sob pena de indevida supressão de instância e porque como bem assinalou aquele colegiado, na via estreita do habeas corpus não cabe o exame aprofundado da prova acostada aos autos. (…) Por fim, o impetrante afirma que a Lei nº 9.296/1996 somente autoriza a prorrogação da interceptação telefônica uma única vez, pelo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ Como se observa da transcrição acima, o colegiado a quo entendeu que não havia constrangimento ilegal porque (a) não ficou demonstrado o prejuízo sofrido pelo paciente com as supostas interceptações telefônicas tidas por ilegais; (b) existiam outros elementos prova suficientes para justificar a persecução penal; e (c) não houve manifestação do juízo a quo sobre a nulidade apontada. No ponto, também não há falar em ilegalidade flagrante perpetrada pelo Tribunal Regional, porque no processo penal vige o princípio dos ‘pas de nullité sans grief’, contido no art. 563, do Código de Processo Penal, de onde se extraí que é ônus de quem alega a existência de nulidade demonstrar o prejuízo concreto sofrido, o que não logrou fazer o impetrante. Neste writ, o impetrante, também, não trouxe nenhuma conversa telefônica interceptada em período não autorizado pela justiça utilizada em desfavor do paciente. (…) No caso, como se extrai das transcrições supra, além de existirem outros elementos de prova para justificar a persecução penal inaugurada contra o paciente, neste habeas corpus não ficou evidenciado e nem tampouco demonstrado o suposto prejuízo sofrido com a interceptação telefônica. Não bastasse, diferentemente do que afirma o impetrante, a meu sentir, a matéria, como bem assinalou o acórdão recorrido, deve sim ser tratada pelo juízo da causa, porque se existiu um período de escuta telefônica não autorizado, tal fato não se perpetrou por ato do juiz, mas sim, supostamente por conta do encarregado de realizar as interceptações dos diálogos. Dessa forma, o juízo a quo não era mesmo a autoridade coatora, devendo a suposta ilegalidade ser submetida a seu crivo e não diretamente ao Tribunal a quo. Ademais, se o Tribunal a quo não examinou a questão, com mais razão não pode está Egrégia Corte Superior fazê-lo, sob pena de indevida supressão de instância e porque como bem assinalou aquele colegiado, na via estreita do habeas corpus não cabe o exame aprofundado da prova acostada aos autos. (…) Por fim, o impetrante afirma que a Lei nº 9.296/1996 somente autoriza a prorrogação da interceptação telefônica uma única vez, pelo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ prazo máximo de 15 (quinze) dias. Sem razão, porém. Na linha da jurisprudência desta Egrégia Corte Superior são admissíveis sucessivas renovações das interceptações telefônicas desde que comprovada a sua necessidade, sobretudo em casos como o presente, em que as prorrogações foram devidamente fundamentadas em resposta aos elementos de prova que foram surgindo no curso das investigações”. 3. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados” (HC 99.490, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 31.1.2011). Assim, por exemplo: “Legitimidade e validade do processo que se originou de investigações baseadas, no primeiro momento, de ‘denúncia anônima’ dando conta de possíveis práticas ilícitas relacionadas ao tráfico de substância entorpecente. Entendeu-se não haver flagrante forjado o resultante de diligências policiais após denúncia anônima sobre tráfico de entorpecentes (HC 74.195, rel. Min. Sidney Sanches, 1ª Turma, DJ 13.09.1996)” (RHC 86.082, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 22.8.2008). “Não é nulo o inquérito policial instaurado a partir da prisão em flagrante dos acusados, ainda que a autoridade policial tenha tomado conhecimento prévio dos fatos por meio de denúncia anônima” (HC 90.178, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 26.3.2010). “EMENTA: Habeas corpus. Constitucional e processual penal. Possibilidade de denúncia anônima, desde que acompanhada de demais elementos colhidos a partir dela. Instauração de inquérito. Quebra de sigilo telefônico. Trancamento do inquérito. Denúncia recebida. Inexistência de constrangimento ilegal. 1. O precedente referido pelo impetrante na inicial (HC nº 84.827/TO, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 23/11/07), de fato, assentou o 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ prazo máximo de 15 (quinze) dias. Sem razão, porém. Na linha da jurisprudência desta Egrégia Corte Superior são admissíveis sucessivas renovações das interceptações telefônicas desde que comprovada a sua necessidade, sobretudo em casos como o presente, em que as prorrogações foram devidamente fundamentadas em resposta aos elementos de prova que foram surgindo no curso das investigações”. 3. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados” (HC 99.490, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 31.1.2011). Assim, por exemplo: “Legitimidade e validade do processo que se originou de investigações baseadas, no primeiro momento, de ‘denúncia anônima’ dando conta de possíveis práticas ilícitas relacionadas ao tráfico de substância entorpecente. Entendeu-se não haver flagrante forjado o resultante de diligências policiais após denúncia anônima sobre tráfico de entorpecentes (HC 74.195, rel. Min. Sidney Sanches, 1ª Turma, DJ 13.09.1996)” (RHC 86.082, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 22.8.2008). “Não é nulo o inquérito policial instaurado a partir da prisão em flagrante dos acusados, ainda que a autoridade policial tenha tomado conhecimento prévio dos fatos por meio de denúncia anônima” (HC 90.178, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 26.3.2010). “EMENTA: Habeas corpus. Constitucional e processual penal. Possibilidade de denúncia anônima, desde que acompanhada de demais elementos colhidos a partir dela. Instauração de inquérito. Quebra de sigilo telefônico. Trancamento do inquérito. Denúncia recebida. Inexistência de constrangimento ilegal. 1. O precedente referido pelo impetrante na inicial (HC nº 84.827/TO, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 23/11/07), de fato, assentou o 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ entendimento de que é vedada a persecução penal iniciada com base, exclusivamente, em denúncia anônima. Firmou-se a orientação de que a autoridade policial, ao receber uma denúncia anônima, deve antes realizar diligências preliminares para averiguar se os fatos narrados nessa ‘denúncia’ são materialmente verdadeiros, para, só então, iniciar as investigações” (HC 95.244, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 30.4.2010). O procedimento adotado na primeira instância está em consonância com a jurisprudência deste Supremo Tribunal quanto à “realização de diligências preliminares para apurar a veracidade das informações obtidas anonimamente e, então, instaurar o procedimento investigatório propriamente dito” (HC 98.345, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJ 17.9.2010). 4. No mesmo sentido foi o parecer da Procuradoria-Geral da República: “5. Sem razão o recorrente. 6. A alegação de que a medida cautelar foi deferida apenas com base em denúncia anônima não merece prosperar. Com efeito, conforme consignado pelo Tribunal de origem: ‘Considerando o breve histórico traçado, observo que a informação policial referida pelo impetrante (de 06/06) consubstancia apenas um dos elementos em que se baseou à investigação. Não serviu para o início da medida de interceptação telefônica impugnada, a qual também· não foi deferida com base em ‘denúncia anônima’. Ao revés, estava lastreada em outros dados de investigação, citados acima (representação de 12/05). Portanto, não verifico violação aos inc. I e II do art. 2°, da Lei nº 9296/96”. Dessa forma, nada há o que se reparar na presente via, porquanto, conforme a firme orientação dessa Suprema Corte, “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada ‘denúncia anônima’, desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados (86.082, rel. min. Ellen Gracie, DJe de 22.08.2008; 90.178, rel. min. Cezar Peluso, DJe de 26.03.2010; e HC 95.244, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 30.04.2010)” (HC nº 99.490/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 01.02.2011). 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ entendimento de que é vedada a persecução penal iniciada com base, exclusivamente, em denúncia anônima. Firmou-se a orientação de que a autoridade policial, ao receber uma denúncia anônima, deve antes realizar diligências preliminares para averiguar se os fatos narrados nessa ‘denúncia’ são materialmente verdadeiros, para, só então, iniciar as investigações” (HC 95.244, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 30.4.2010). O procedimento adotado na primeira instância está em consonância com a jurisprudência deste Supremo Tribunal quanto à “realização de diligências preliminares para apurar a veracidade das informações obtidas anonimamente e, então, instaurar o procedimento investigatório propriamente dito” (HC 98.345, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJ 17.9.2010). 4. No mesmo sentido foi o parecer da Procuradoria-Geral da República: “5. Sem razão o recorrente. 6. A alegação de que a medida cautelar foi deferida apenas com base em denúncia anônima não merece prosperar. Com efeito, conforme consignado pelo Tribunal de origem: ‘Considerando o breve histórico traçado, observo que a informação policial referida pelo impetrante (de 06/06) consubstancia apenas um dos elementos em que se baseou à investigação. Não serviu para o início da medida de interceptação telefônica impugnada, a qual também· não foi deferida com base em ‘denúncia anônima’. Ao revés, estava lastreada em outros dados de investigação, citados acima (representação de 12/05). Portanto, não verifico violação aos inc. I e II do art. 2°, da Lei nº 9296/96”. Dessa forma, nada há o que se reparar na presente via, porquanto, conforme a firme orientação dessa Suprema Corte, “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada ‘denúncia anônima’, desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados (86.082, rel. min. Ellen Gracie, DJe de 22.08.2008; 90.178, rel. min. Cezar Peluso, DJe de 26.03.2010; e HC 95.244, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 30.04.2010)” (HC nº 99.490/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 01.02.2011). 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ 7. Em relação à afirmação de que houve diversos períodos em que foram realizadas interceptações sem autorização judicial, como asseverado no acórdão impugnado, a questão não foi submetida ao crivo do juízo de primeiro grau: ‘Se houve um período de interceptação das comunicações telefônicas do paciente realizada sem autorização judicial esta se deu por conta do executor da medida, devendo a ilegalidade ser submetida ao juiz da causa e não diretamente ao Tribunal de Justiça, que não pode examinar a matéria, sob pena de supressão de instância’. Ademais, essa questão demanda incursão na matéria fática, o que não é possível na via estreita do habeas corpus. 8. Dessa feita, não há qualquer ilegalidade a ser sanada. A decisão que decretou a quebra do sigilo telefônico mostra-se suficiente e adequadamente fundamentada, com suporte em elementos que demonstraram a existência de veementes indícios de práticas criminosas. 9. Também é incontroverso que, demonstrada a necessidade de prosseguir com as escutas, as interceptações telefônicas podem ser prorrogadas, como já discutido pelo Supremo Tribunal Federal: “Eventual ilegalidade da decisão que autorizou a interceptação telefônica e suas prorrogações por 30 (trinta) dias consecutivos. Não ocorrência. Possibilidade de se prorrogar o prazo de autorização para a interceptação telefônica por períodos sucessivos quando a intensidade e a complexidade das condutas delitivas investigadas assim o demandarem. Precedentes. […] 1. É da jurisprudência desta Corte o entendimento de ser possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessiva, especialmente quando o fato é complexo, a exigir investigação diferenciada e contínua (HC nº 83.515/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 4/3/05). 2. Cabe registrar que a autorização da interceptação por 30 (dias) dias consecutivos nada mais é do que a soma dos períodos, ou seja, 15 (quinze) dias prorrogáveis por mais 15 (quinze) dias, em função da quantidade de investigados e da complexidade da organização criminosa. 3. Nesse contexto, considerando o entendimento jurisprudencial e doutrinário acerca da possibilidade de se prorrogar o prazo de autorização para a 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ 7. Em relação à afirmação de que houve diversos períodos em que foram realizadas interceptações sem autorização judicial, como asseverado no acórdão impugnado, a questão não foi submetida ao crivo do juízo de primeiro grau: ‘Se houve um período de interceptação das comunicações telefônicas do paciente realizada sem autorização judicial esta se deu por conta do executor da medida, devendo a ilegalidade ser submetida ao juiz da causa e não diretamente ao Tribunal de Justiça, que não pode examinar a matéria, sob pena de supressão de instância’. Ademais, essa questão demanda incursão na matéria fática, o que não é possível na via estreita do habeas corpus. 8. Dessa feita, não há qualquer ilegalidade a ser sanada. A decisão que decretou a quebra do sigilo telefônico mostra-se suficiente e adequadamente fundamentada, com suporte em elementos que demonstraram a existência de veementes indícios de práticas criminosas. 9. Também é incontroverso que, demonstrada a necessidade de prosseguir com as escutas, as interceptações telefônicas podem ser prorrogadas, como já discutido pelo Supremo Tribunal Federal: “Eventual ilegalidade da decisão que autorizou a interceptação telefônica e suas prorrogações por 30 (trinta) dias consecutivos. Não ocorrência. Possibilidade de se prorrogar o prazo de autorização para a interceptação telefônica por períodos sucessivos quando a intensidade e a complexidade das condutas delitivas investigadas assim o demandarem. Precedentes. […] 1. É da jurisprudência desta Corte o entendimento de ser possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessiva, especialmente quando o fato é complexo, a exigir investigação diferenciada e contínua (HC nº 83.515/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 4/3/05). 2. Cabe registrar que a autorização da interceptação por 30 (dias) dias consecutivos nada mais é do que a soma dos períodos, ou seja, 15 (quinze) dias prorrogáveis por mais 15 (quinze) dias, em função da quantidade de investigados e da complexidade da organização criminosa. 3. Nesse contexto, considerando o entendimento jurisprudencial e doutrinário acerca da possibilidade de se prorrogar o prazo de autorização para a 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ interceptação telefônica por períodos sucessivos quando a intensidade e a complexidade das condutas delitivas investigadas assim o demandarem, não há que se falar, na espécie, em nulidade da referida escuta e de suas prorrogações, uma vez que autorizada pelo Juízo de piso, com a observância das exigências previstas na lei de regência (Lei nº 9.296/96, art. 5º).” (HC nº. 106.129, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 26.3.2012); ‘É possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5º, caput, da L. 9.296/96.’ (HC nº. 83.515, Rel. Min. Nelson Jobim, Tribunal Pleno, DJ 04.3.2005)”. 5. Quanto à prorrogação da interceptação telefônica, este Supremo Tribunal firmou entendimento de ser “lícita a prorrogação do prazo legal de autorização para interceptação telefônica, ainda que de modo sucessivo, quando o fato seja complexo e, como tal, exija investigação diferenciada e contínua”: “EMENTAS: 1. COMPETÊNCIA. Criminal. Originária. Inquérito pendente no STF. Desmembramento. Não ocorrência. Mera remessa de cópia, a requerimento do MP, a juízo competente para apuração de fatos diversos, respeitantes a pessoas sem prerrogativa de foro especial. Inexistência de ações penais em curso e de consequente conexão. Questão de ordem resolvida nesse sentido. Preliminar repelida. Agravo regimental improvido. Voto vencido. Não se caracteriza desmembramento ilegal de ação penal, a mera remessa de cópia de inquérito, a requerimento do representante do Ministério Público, a outro juízo, competente para apurar fatos diversos, respeitantes a pessoas sujeitas a seu foro. 2. COMPETÊNCIA. Criminal. Ação penal. Magistrado de Tribunal Federal Regional. Condição de corréu. Conexão da acusação com fatos imputados a Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Pretensão de ser julgado perante este. Inadmissibilidade. Prerrogativa de foro. Irrenunciabilidade. Ofensa às garantias do juiz natural e da ampla defesa, elementares do devido processo legal. Inexistência. Feito da competência do Supremo. Precedentes. Preliminar rejeitada. Aplicação da súmula 704. Não viola as garantias do juiz natural e da ampla 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ interceptação telefônica por períodos sucessivos quando a intensidade e a complexidade das condutas delitivas investigadas assim o demandarem, não há que se falar, na espécie, em nulidade da referida escuta e de suas prorrogações, uma vez que autorizada pelo Juízo de piso, com a observância das exigências previstas na lei de regência (Lei nº 9.296/96, art. 5º).” (HC nº. 106.129, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 26.3.2012); ‘É possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5º, caput, da L. 9.296/96.’ (HC nº. 83.515, Rel. Min. Nelson Jobim, Tribunal Pleno, DJ 04.3.2005)”. 5. Quanto à prorrogação da interceptação telefônica, este Supremo Tribunal firmou entendimento de ser “lícita a prorrogação do prazo legal de autorização para interceptação telefônica, ainda que de modo sucessivo, quando o fato seja complexo e, como tal, exija investigação diferenciada e contínua”: “EMENTAS: 1. COMPETÊNCIA. Criminal. Originária. Inquérito pendente no STF. Desmembramento. Não ocorrência. Mera remessa de cópia, a requerimento do MP, a juízo competente para apuração de fatos diversos, respeitantes a pessoas sem prerrogativa de foro especial. Inexistência de ações penais em curso e de consequente conexão. Questão de ordem resolvida nesse sentido. Preliminar repelida. Agravo regimental improvido. Voto vencido. Não se caracteriza desmembramento ilegal de ação penal, a mera remessa de cópia de inquérito, a requerimento do representante do Ministério Público, a outro juízo, competente para apurar fatos diversos, respeitantes a pessoas sujeitas a seu foro. 2. COMPETÊNCIA. Criminal. Ação penal. Magistrado de Tribunal Federal Regional. Condição de corréu. Conexão da acusação com fatos imputados a Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Pretensão de ser julgado perante este. Inadmissibilidade. Prerrogativa de foro. Irrenunciabilidade. Ofensa às garantias do juiz natural e da ampla defesa, elementares do devido processo legal. Inexistência. Feito da competência do Supremo. Precedentes. Preliminar rejeitada. Aplicação da súmula 704. Não viola as garantias do juiz natural e da ampla 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ defesa, elementares do devido processo legal, a atração, por conexão ou continência, do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados, a qual é irrenunciável. 3. COMPETÊNCIA. Criminal. Inquéritos. Reunião perante o Supremo Tribunal Federal. Avocação. Inadmissibilidade. Conexão inexistente. Medida, ademais, facultativa. Número excessivo de acusados. Ausência de prejuízo à defesa. Preliminar repelida. Precedentes. Inteligência dos arts. 69, 76, 77 e 80 do CPP. Não quadra avocar inquérito policial, quando não haja conexão entre os fatos, nem conveniência de reunião de procedimentos ante o número excessivo de suspeitos ou investigados. 4. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Necessidade demonstrada nas sucessivas decisões. Fundamentação bastante. Situação fática excepcional, insuscetível de apuração plena por outros meios. Subsidiariedade caracterizada. Preliminares rejeitadas. Aplicação dos arts. 5º, XII, e 93, IX, da CF, e arts. 2º, 4º, § 2º, e 5º, da Lei nº 9.296/96. Voto vencido. É lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso. 5. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Prazo legal de autorização. Prorrogações sucessivas. Admissibilidade. Fatos complexos e graves. Necessidade de investigação diferenciada e contínua. Motivações diversas. Ofensa ao art. 5º, caput , da Lei nº 9.296/96. Não ocorrência. Preliminar rejeitada. Voto vencido. É lícita a prorrogação do prazo legal de autorização para interceptação telefônica, ainda que de modo sucessivo, quando o fato seja complexo e, como tal, exija investigação diferenciada e contínua. 6. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Prazo legal de autorização. Prorrogações sucessivas pelo Ministro Relator, também durante o recesso forense. Admissibilidade. Competência subsistente do Relator. Preliminar repelida. Voto vencido. O Ministro Relator de inquérito policial, objeto de supervisão do Supremo Tribunal Federal, tem competência para determinar, durante as férias e recesso forenses, realização de diligências e provas que dependam de decisão judicial, inclusive interceptação de conversação telefônica. 7. PROVA. Criminal. Escuta ambiental. Captação e interceptação de sinais eletromagnéticos, óticos ou acústicos. Meio probatório legalmente admitido. Fatos que 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ defesa, elementares do devido processo legal, a atração, por conexão ou continência, do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados, a qual é irrenunciável. 3. COMPETÊNCIA. Criminal. Inquéritos. Reunião perante o Supremo Tribunal Federal. Avocação. Inadmissibilidade. Conexão inexistente. Medida, ademais, facultativa. Número excessivo de acusados. Ausência de prejuízo à defesa. Preliminar repelida. Precedentes. Inteligência dos arts. 69, 76, 77 e 80 do CPP. Não quadra avocar inquérito policial, quando não haja conexão entre os fatos, nem conveniência de reunião de procedimentos ante o número excessivo de suspeitos ou investigados. 4. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Necessidade demonstrada nas sucessivas decisões. Fundamentação bastante. Situação fática excepcional, insuscetível de apuração plena por outros meios. Subsidiariedade caracterizada. Preliminares rejeitadas. Aplicação dos arts. 5º, XII, e 93, IX, da CF, e arts. 2º, 4º, § 2º, e 5º, da Lei nº 9.296/96. Voto vencido. É lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso. 5. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Prazo legal de autorização. Prorrogações sucessivas. Admissibilidade. Fatos complexos e graves. Necessidade de investigação diferenciada e contínua. Motivações diversas. Ofensa ao art. 5º, caput , da Lei nº 9.296/96. Não ocorrência. Preliminar rejeitada. Voto vencido. É lícita a prorrogação do prazo legal de autorização para interceptação telefônica, ainda que de modo sucessivo, quando o fato seja complexo e, como tal, exija investigação diferenciada e contínua. 6. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Prazo legal de autorização. Prorrogações sucessivas pelo Ministro Relator, também durante o recesso forense. Admissibilidade. Competência subsistente do Relator. Preliminar repelida. Voto vencido. O Ministro Relator de inquérito policial, objeto de supervisão do Supremo Tribunal Federal, tem competência para determinar, durante as férias e recesso forenses, realização de diligências e provas que dependam de decisão judicial, inclusive interceptação de conversação telefônica. 7. PROVA. Criminal. Escuta ambiental. Captação e interceptação de sinais eletromagnéticos, óticos ou acústicos. Meio probatório legalmente admitido. Fatos que 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ configurariam crimes praticados por quadrilha ou bando ou organização criminosa. Autorização judicial circunstanciada. Previsão normativa expressa do procedimento. Preliminar repelida. Inteligência dos arts. 1º e 2º, IV, da Lei nº 9.034/95, com a redação da Lei nº 10.217/95. Para fins de persecução criminal de ilícitos praticados por quadrilha, bando, organização ou associação criminosa de qualquer tipo, são permitidos a captação e a interceptação de sinais eletromagnéticos, óticos e acústicos, bem como seu registro e análise, mediante circunstanciada autorização judicial. 8. PROVA. Criminal. Escuta ambiental e exploração de local. Captação de sinais óticos e acústicos. Escritório de advocacia. Ingresso da autoridade policial, no período noturno, para instalação de equipamento. Medidas autorizadas por decisão judicial. Invasão de domicílio. Não caracterização. Suspeita grave da prática de crime por advogado, no escritório, sob pretexto de exercício da profissão. Situação não acobertada pela inviolabilidade constitucional. Inteligência do art. 5º, X e XI, da CF, art. 150, § 4º, III, do CP, e art. 7º, II, da Lei nº 8.906/94. Preliminar rejeitada. Votos vencidos. Não opera a inviolabilidade do escritório de advocacia, quando o próprio advogado seja suspeito da prática de crime, sobretudo concebido e consumado no âmbito desse local de trabalho, sob pretexto de exercício da profissão. 9. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Transcrição da totalidade das gravações. Desnecessidade. Gravações diárias e ininterruptas de diversos terminais durante período de 7 (sete) meses. Conteúdo sonoro armazenado em 2 (dois) DVDs e 1 (hum) HD, com mais de quinhentos mil arquivos. Impossibilidade material e inutilidade prática de reprodução gráfica. Suficiência da transcrição literal e integral das gravações em que se apoiou a denúncia. Acesso garantido às defesas também mediante meio magnético, com reabertura de prazo. Cerceamento de defesa não ocorrente. Preliminar repelida. Interpretação do art. 6º, § 1º, da Lei nº 9.296/96. Precedentes. Votos vencidos. O disposto no art. 6º, § 1º, da Lei federal nº 9.296, de 24 de julho de 1996, só comporta a interpretação sensata de que, salvo para fim ulterior, só é exigível, na formalização da prova de interceptação telefônica, a transcrição integral de tudo aquilo que seja relevante para esclarecer sobre os fatos da causa sub iudice. 10. PROVA. Criminal. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ configurariam crimes praticados por quadrilha ou bando ou organização criminosa. Autorização judicial circunstanciada. Previsão normativa expressa do procedimento. Preliminar repelida. Inteligência dos arts. 1º e 2º, IV, da Lei nº 9.034/95, com a redação da Lei nº 10.217/95. Para fins de persecução criminal de ilícitos praticados por quadrilha, bando, organização ou associação criminosa de qualquer tipo, são permitidos a captação e a interceptação de sinais eletromagnéticos, óticos e acústicos, bem como seu registro e análise, mediante circunstanciada autorização judicial. 8. PROVA. Criminal. Escuta ambiental e exploração de local. Captação de sinais óticos e acústicos. Escritório de advocacia. Ingresso da autoridade policial, no período noturno, para instalação de equipamento. Medidas autorizadas por decisão judicial. Invasão de domicílio. Não caracterização. Suspeita grave da prática de crime por advogado, no escritório, sob pretexto de exercício da profissão. Situação não acobertada pela inviolabilidade constitucional. Inteligência do art. 5º, X e XI, da CF, art. 150, § 4º, III, do CP, e art. 7º, II, da Lei nº 8.906/94. Preliminar rejeitada. Votos vencidos. Não opera a inviolabilidade do escritório de advocacia, quando o próprio advogado seja suspeito da prática de crime, sobretudo concebido e consumado no âmbito desse local de trabalho, sob pretexto de exercício da profissão. 9. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Transcrição da totalidade das gravações. Desnecessidade. Gravações diárias e ininterruptas de diversos terminais durante período de 7 (sete) meses. Conteúdo sonoro armazenado em 2 (dois) DVDs e 1 (hum) HD, com mais de quinhentos mil arquivos. Impossibilidade material e inutilidade prática de reprodução gráfica. Suficiência da transcrição literal e integral das gravações em que se apoiou a denúncia. Acesso garantido às defesas também mediante meio magnético, com reabertura de prazo. Cerceamento de defesa não ocorrente. Preliminar repelida. Interpretação do art. 6º, § 1º, da Lei nº 9.296/96. Precedentes. Votos vencidos. O disposto no art. 6º, § 1º, da Lei federal nº 9.296, de 24 de julho de 1996, só comporta a interpretação sensata de que, salvo para fim ulterior, só é exigível, na formalização da prova de interceptação telefônica, a transcrição integral de tudo aquilo que seja relevante para esclarecer sobre os fatos da causa sub iudice. 10. PROVA. Criminal. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ Perícia. Documentos e objetos apreendidos. Laudos ainda em processo de elaboração. Juntada imediata antes do recebimento da denúncia. Inadmissibilidade. Prova não concluída nem usada pelo representante do Ministério Público na denúncia. Falta de interesse processual. Cerceamento de defesa inconcebível. Preliminar rejeitada. Não pode caracterizar cerceamento de defesa prévia contra a denúncia, a falta de laudo pericial em processo de elaboração e no qual não se baseou nem poderia ter-se baseado o representante do Ministério Público. 11. AÇÃO PENAL. Denúncia. Exposição clara e objetiva dos fatos. Acusações específicas baseadas nos elementos retóricos coligidos no inquérito policial. Possibilidade de plena defesa. Justa causa presente. Aptidão formal. Observância do disposto no art. 41 do CPP. Recebimento, exceto em relação ao crime previsto no art. 288 do CP, quanto a um dos denunciados. Votos vencidos. Deve ser recebida a denúncia que, baseada em elementos de prova, contém exposição clara e objetiva dos fatos delituosos e que, como tal, possibilita plena e ampla defesa aos acusados. 12. MAGISTRADO. Ação penal. Denúncia. Recebimento. Infrações penais graves. Afastamento do exercício da função jurisdicional. Aplicação do art. 29 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN (Lei Complementar nº 35/79). Medida aconselhável de resguardo ao prestígio do cargo e à própria respeitabilidade do juiz. Ofensa ao art. 5º, LVII, da CF. Não ocorrência. Não viola a garantia constitucional da chamada presunção de inocência, o afastamento do cargo de magistrado contra o qual é recebida denúncia ou queixa” (Inq 2.424, Relator o Ministro Cezar Peluzo, Tribunal Pleno, DJe 26.3.2010). “Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. COMPETÊNCIA POR PREVENCÃO. NULIDADE RELATIVA. SÚMULA 706/STF. PRECLUSÃO. MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. PRORROGAÇÕES SUCESSIVAS. LEGITIMIDADE. 1. Nos termos da Súmula 706/STF, é relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção, a qual deve ser arguida oportuna e 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ Perícia. Documentos e objetos apreendidos. Laudos ainda em processo de elaboração. Juntada imediata antes do recebimento da denúncia. Inadmissibilidade. Prova não concluída nem usada pelo representante do Ministério Público na denúncia. Falta de interesse processual. Cerceamento de defesa inconcebível. Preliminar rejeitada. Não pode caracterizar cerceamento de defesa prévia contra a denúncia, a falta de laudo pericial em processo de elaboração e no qual não se baseou nem poderia ter-se baseado o representante do Ministério Público. 11. AÇÃO PENAL. Denúncia. Exposição clara e objetiva dos fatos. Acusações específicas baseadas nos elementos retóricos coligidos no inquérito policial. Possibilidade de plena defesa. Justa causa presente. Aptidão formal. Observância do disposto no art. 41 do CPP. Recebimento, exceto em relação ao crime previsto no art. 288 do CP, quanto a um dos denunciados. Votos vencidos. Deve ser recebida a denúncia que, baseada em elementos de prova, contém exposição clara e objetiva dos fatos delituosos e que, como tal, possibilita plena e ampla defesa aos acusados. 12. MAGISTRADO. Ação penal. Denúncia. Recebimento. Infrações penais graves. Afastamento do exercício da função jurisdicional. Aplicação do art. 29 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN (Lei Complementar nº 35/79). Medida aconselhável de resguardo ao prestígio do cargo e à própria respeitabilidade do juiz. Ofensa ao art. 5º, LVII, da CF. Não ocorrência. Não viola a garantia constitucional da chamada presunção de inocência, o afastamento do cargo de magistrado contra o qual é recebida denúncia ou queixa” (Inq 2.424, Relator o Ministro Cezar Peluzo, Tribunal Pleno, DJe 26.3.2010). “Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. COMPETÊNCIA POR PREVENCÃO. NULIDADE RELATIVA. SÚMULA 706/STF. PRECLUSÃO. MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. PRORROGAÇÕES SUCESSIVAS. LEGITIMIDADE. 1. Nos termos da Súmula 706/STF, é relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção, a qual deve ser arguida oportuna e 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ tempestivamente, sob pena de preclusão. Precedentes. 2. É legítima a prorrogação de interceptações telefônicas, desde que a decisão seja devidamente fundamentada e observe o art. 5º, XII, da Constituição Federal e a Lei 9.296/96. Eventual referência às decisões pretéritas não traduzem motivação deficiente quando demonstrado que as razões iniciais legitimadoras da interceptação subsistem e o contexto fático delineado pela parte requerente indique a sua necessidade, como único meio de prova, para elucidação do fato criminoso. 3. Recurso ordinário improvido” (RHC 108.926, Relator o Ministro Teori Zavaski, Segunda Turma, DJe 10.3.2015). 6. Para a verificação de alegada nulidade de lapsos de tempo nos quais a interceptação telefônica tenha sido realizada sem autorização judicial, seria imprescindível o reexame de fatos e provas, a que não se presta o recurso ordinário em habeas corpus. 7. Ao não conhecer do habeas corpus, o Superior Tribunal de Justiça decidiu em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, assentando que o “habeas corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.6.2001). Confiram-se também os julgados a seguir: “EMENTA: HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. TRIBUNAL DO JÚRI. NULIDADES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE QUESITOS OBRIGATÓRIOS. LEGÍTIMA DEFESA DA HONRA. CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES APLICÁVEIS. PRETENSÃO DE AFASTAMENTO DE QUALIFICADORA NÃO CONFIGURADA. DEFICIÊNCIA NA FORMULAÇÃO DE QUESITO PERTINENTE À QUALIFICADORA. ESTUPRO. ALEGAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA DE PROVAS DA AUTORIA E DA MATERIALIDADE. DIREITO À PROGRESSÃO DE REGIME 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ tempestivamente, sob pena de preclusão. Precedentes. 2. É legítima a prorrogação de interceptações telefônicas, desde que a decisão seja devidamente fundamentada e observe o art. 5º, XII, da Constituição Federal e a Lei 9.296/96. Eventual referência às decisões pretéritas não traduzem motivação deficiente quando demonstrado que as razões iniciais legitimadoras da interceptação subsistem e o contexto fático delineado pela parte requerente indique a sua necessidade, como único meio de prova, para elucidação do fato criminoso. 3. Recurso ordinário improvido” (RHC 108.926, Relator o Ministro Teori Zavaski, Segunda Turma, DJe 10.3.2015). 6. Para a verificação de alegada nulidade de lapsos de tempo nos quais a interceptação telefônica tenha sido realizada sem autorização judicial, seria imprescindível o reexame de fatos e provas, a que não se presta o recurso ordinário em habeas corpus. 7. Ao não conhecer do habeas corpus, o Superior Tribunal de Justiça decidiu em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, assentando que o “habeas corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.6.2001). Confiram-se também os julgados a seguir: “EMENTA: HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. TRIBUNAL DO JÚRI. NULIDADES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE QUESITOS OBRIGATÓRIOS. LEGÍTIMA DEFESA DA HONRA. CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES APLICÁVEIS. PRETENSÃO DE AFASTAMENTO DE QUALIFICADORA NÃO CONFIGURADA. DEFICIÊNCIA NA FORMULAÇÃO DE QUESITO PERTINENTE À QUALIFICADORA. ESTUPRO. ALEGAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA DE PROVAS DA AUTORIA E DA MATERIALIDADE. DIREITO À PROGRESSÃO DE REGIME 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ PRISIONAL. Não há nulidade pela ausência de quesitação de tese não sustentada pelo defensor em Plenário de julgamento do Tribunal do Júri. Precedentes: 76.050, HC 67.793, HC 81.855, HC 76.611. In casu, além da tese da legítima defesa não ser invocada em momento oportuno, a ata da realização do julgamento dá conta de que os quesitos foram submetidos à apreciação das partes, que concordaram com os mesmos. Não há prejuízo para o réu, quando as circunstâncias atenuantes são afirmadas de modo genérico, desde que sejam consideradas na fixação da pena. Precedente: HC 65.505. A análise da configuração da qualificadora do emprego de meio cruel exige exame aprofundado do material probatório. Exame inadmissível em sede de habeas corpus. Pela mesma razão, não é possível a verificação da ocorrência ou não do crime de estupro, ante as alegações de insuficiência de provas da autoria e da materialidade. O habeas corpus é via processual de verdadeiro atalho, que dispensa a chamada 'dilação probatória'. Precedentes. Tanto a denúncia quanto a pronúncia explicitaram que o recurso utilizado para dificultar a defesa da vítima foi a surpresa. Improcedência da alegação de deficiência da quesitação. Reconhecida a inconstitucionalidade do impedimento da progressão de regime na execução das penas pelo cometimento de crime hediondo, impõe-se a concessão da ordem para afastar o óbice legal. Ressalve-se que pretendida progressão dependerá do preenchimento dos requisitos objetivos e subjetivos que a lei prevê; tudo a ser aferido pelo Juízo da execução. Habeas corpus parcialmente concedido” (HC 84.754, Relator o Ministro Carlos Britto, Primeira Turma, DJ 7.12.2006, grifos nossos). 8. Essa pretensa nulidade não foi examinada pelo juízo de origem, o que traduziria dupla supressão de instância, por não ter havido apreciação do objeto da impetração na segunda instância estadual. Este Supremo Tribunal não admite o conhecimento de habeas corpus em casos como o presente, por incabível o exame, per saltum, de argumentos não apreciados pelo órgão judicial apontado coator, especialmente em se cuidando de casos nos quais não se comprovam requisitos para o acolhimento do pleito, como o flagrante 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ PRISIONAL. Não há nulidade pela ausência de quesitação de tese não sustentada pelo defensor em Plenário de julgamento do Tribunal do Júri. Precedentes: 76.050, HC 67.793, HC 81.855, HC 76.611. In casu, além da tese da legítima defesa não ser invocada em momento oportuno, a ata da realização do julgamento dá conta de que os quesitos foram submetidos à apreciação das partes, que concordaram com os mesmos. Não há prejuízo para o réu, quando as circunstâncias atenuantes são afirmadas de modo genérico, desde que sejam consideradas na fixação da pena. Precedente: HC 65.505. A análise da configuração da qualificadora do emprego de meio cruel exige exame aprofundado do material probatório. Exame inadmissível em sede de habeas corpus. Pela mesma razão, não é possível a verificação da ocorrência ou não do crime de estupro, ante as alegações de insuficiência de provas da autoria e da materialidade. O habeas corpus é via processual de verdadeiro atalho, que dispensa a chamada 'dilação probatória'. Precedentes. Tanto a denúncia quanto a pronúncia explicitaram que o recurso utilizado para dificultar a defesa da vítima foi a surpresa. Improcedência da alegação de deficiência da quesitação. Reconhecida a inconstitucionalidade do impedimento da progressão de regime na execução das penas pelo cometimento de crime hediondo, impõe-se a concessão da ordem para afastar o óbice legal. Ressalve-se que pretendida progressão dependerá do preenchimento dos requisitos objetivos e subjetivos que a lei prevê; tudo a ser aferido pelo Juízo da execução. Habeas corpus parcialmente concedido” (HC 84.754, Relator o Ministro Carlos Britto, Primeira Turma, DJ 7.12.2006, grifos nossos). 8. Essa pretensa nulidade não foi examinada pelo juízo de origem, o que traduziria dupla supressão de instância, por não ter havido apreciação do objeto da impetração na segunda instância estadual. Este Supremo Tribunal não admite o conhecimento de habeas corpus em casos como o presente, por incabível o exame, per saltum, de argumentos não apreciados pelo órgão judicial apontado coator, especialmente em se cuidando de casos nos quais não se comprovam requisitos para o acolhimento do pleito, como o flagrante 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ constrangimento e a manifesta ilegalidade ou abuso de poder: “’Habeas corpus.’ Questão de ordem. Inadmissibilidade de ‘habeas corpus’ em que se pretenda seja concedida liminar por esta Corte substitutiva de duas denegações sucessivas dessa liminar pelos relatores de dois tribunais inferiores a ela, mas dos quais um é superior hierarquicamente ao outro. - A admitir-se essa sucessividade de ‘habeas corpus’, sem que o anterior tenha sido julgado definitivamente para a concessão de liminar ‘per saltum’ -, ter-se-ão de admitir consequências que ferem princípios processuais fundamentais, como o da hierarquia dos graus de jurisdição e o da competência deles. ‘Habeas corpus’ não conhecido” (HC 76.347-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 8.5.1998, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. Impetração contra ato de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Indeferimento de medida liminar em habeas corpus. Caso de ilegalidade aparente. Cognição que implicaria, ademais, dupla supressão de instância. Não conhecimento. Denegação ulterior de HC de co-réu, pelo STJ. Irrelevância. HC indeferido. Agravo improvido. Aplicação da Súmula 691. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere, com legalidade aparente, a liminar, sobretudo quando o conhecimento implicaria dupla supressão de instância” (HC 86.552- AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 17.2.2006, grifos nossos). Em idêntico norte, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 90.209, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski: “EMENTA: PENAL. PROCESO PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. I - A decisão atacada indeferiu liminarmente a inicial sob o 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ constrangimento e a manifesta ilegalidade ou abuso de poder: “’Habeas corpus.’ Questão de ordem. Inadmissibilidade de ‘habeas corpus’ em que se pretenda seja concedida liminar por esta Corte substitutiva de duas denegações sucessivas dessa liminar pelos relatores de dois tribunais inferiores a ela, mas dos quais um é superior hierarquicamente ao outro. - A admitir-se essa sucessividade de ‘habeas corpus’, sem que o anterior tenha sido julgado definitivamente para a concessão de liminar ‘per saltum’ -, ter-se-ão de admitir consequências que ferem princípios processuais fundamentais, como o da hierarquia dos graus de jurisdição e o da competência deles. ‘Habeas corpus’ não conhecido” (HC 76.347-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 8.5.1998, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. Impetração contra ato de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Indeferimento de medida liminar em habeas corpus. Caso de ilegalidade aparente. Cognição que implicaria, ademais, dupla supressão de instância. Não conhecimento. Denegação ulterior de HC de co-réu, pelo STJ. Irrelevância. HC indeferido. Agravo improvido. Aplicação da Súmula 691. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere, com legalidade aparente, a liminar, sobretudo quando o conhecimento implicaria dupla supressão de instância” (HC 86.552- AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 17.2.2006, grifos nossos). Em idêntico norte, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 90.209, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski: “EMENTA: PENAL. PROCESO PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. I - A decisão atacada indeferiu liminarmente a inicial sob o 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ fundamento da inexistência de flagrante ilegalidade da decisão proferida em sede liminar. II - O não-conhecimento da matéria objeto daquela impetração impede a sua análise por esta Corte, sob pena de supressão de instância. III - Agravo Regimental desprovido” (DJ 16.3.2007, grifos nossos). Assim também: Habeas Corpus n. 73.390, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996, e Habeas Corpus n. 81.115, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001. 9. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao recurso, ficando, por óbvio, prejudicado o agravo regimental. 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ fundamento da inexistência de flagrante ilegalidade da decisão proferida em sede liminar. II - O não-conhecimento da matéria objeto daquela impetração impede a sua análise por esta Corte, sob pena de supressão de instância. III - Agravo Regimental desprovido” (DJ 16.3.2007, grifos nossos). Assim também: Habeas Corpus n. 73.390, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996, e Habeas Corpus n. 81.115, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001. 9. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao recurso, ficando, por óbvio, prejudicado o agravo regimental. 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário e julgou prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052615 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário e julgou prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052615 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8521399
2015-03-17T00:00:00
2015-05-21T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário e julgou prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DENÚNCIA ANÔNIMA: ADMISSIBILIDADE. REQUISITOS LEGITIMADORES DO ACOLHIMENTO: PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados” (HC 99.490, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 31.1.2011). 2. É lícita a prorrogação do prazo legal de autorização para interceptação telefônica, ainda que sucessivamente, quando o fato seja complexo e, como tal, exija investigação diferenciada e contínua. 3. Para a verificação de alegada nulidade de determinados lapsos de tempo nos quais a interceptação telefônica tenha sido realizada sem autorização judicial, seria imprescindível o reexame de fatos e provas, a que não se presta o recurso ordinário em habeas corpus. 4. Recurso ao qual se nega provimento. Prejudicado o agravo regimental interposto.
sjur305413
- Acórdão(s) citado(s): (INSTAURAÇÃO, PERSECUÇÃO PENAL, DENÚNCIA ANÔNIMA) RHC 86082 (2ªT), HC 90178 (2ªT), HC 95244 (1ªT), HC 98345 (1ªT), HC 99490 (2ªT). (INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA, PRORROGAÇÃO SUCESSIVA) Inq 2424 (TP), RHC 108926 (2ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 74295 (1ªT), HC 84754 (1ªT). (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 73390 (2ªT), HC 81115 (1ªT), HC 86552 AgR (1ªT), HC 90209 AgR (1ªT), HC 76347 QO (1ªT). Número de páginas: 24. Análise: 26/05/2015, JRS. Revisão: 31/07/2015, KBP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
125392
null
RHC
acordaos
RHC 125392
[ "" ]
RECTE.(S) : MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DENÚNCIA ANÔNIMA: ADMISSIBILIDADE. REQUISITOS LEGITIMADORES DO ACOLHIMENTO: PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados” (HC 99.490, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 31.1.2011). 2. É lícita a prorrogação do prazo legal de autorização para interceptação telefônica, ainda que sucessivamente, quando o fato seja complexo e, como tal, exija investigação diferenciada e contínua. 3. Para a verificação de alegada nulidade de determinados lapsos de tempo nos quais a interceptação telefônica tenha sido realizada sem autorização judicial, seria imprescindível o reexame de fatos e provas, a que não se presta o recurso ordinário em habeas corpus. 4. Recurso ao qual se nega provimento. Prejudicado o agravo regimental interposto. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao recurso ordinário e julgar prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479226. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão RHC 125392 / RJ da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 17 de março de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479226. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 17 de março de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, com requerimento de medida liminar, interposto por Mauro de Miranda Montenegro Martins, Delegado de Polícia Federal, contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual, em 12.8.2014, não conheceu o Habeas Corpus n. 139.306, Relator o Ministro Moura Ribeiro. O caso 2. Da leitura dos autos, extrai-se ter sido o Recorrente denunciado pela prática dos delitos previstos nos arts. 288, 317, caput, 318, 319, 325, caput, 348, caput, e 349 c/c os arts. 29 e 69, todos do Código Penal. Segundo a denúncia, “os denunciados Mauro Montenegro, Daniel Brandão, Jomar e Jorge Maurício, com indispensável auxílio do Escrivão de Polícia Federal Álvaro Andrade e do Agente de Polícia Federal Alvan Fernandes, transformaram a Delegacia Previdenciária do Rio de Janeiro em um verdadeiro ‘balcão de negócios’ no qual eram oferecidos benefícios aos investigados e respectivos advogados em troca de vantagens pecuniárias indevidas”. 3. A defesa impetrou, no Tribunal Regional da Segunda Região, habeas corpus, denegado, contra ato praticado pelo Juízo da Sexta Vara Federal Criminal/SJRJ nos autos da Medida Cautelar n. 2005.51.01505390- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, com requerimento de medida liminar, interposto por Mauro de Miranda Montenegro Martins, Delegado de Polícia Federal, contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual, em 12.8.2014, não conheceu o Habeas Corpus n. 139.306, Relator o Ministro Moura Ribeiro. O caso 2. Da leitura dos autos, extrai-se ter sido o Recorrente denunciado pela prática dos delitos previstos nos arts. 288, 317, caput, 318, 319, 325, caput, 348, caput, e 349 c/c os arts. 29 e 69, todos do Código Penal. Segundo a denúncia, “os denunciados Mauro Montenegro, Daniel Brandão, Jomar e Jorge Maurício, com indispensável auxílio do Escrivão de Polícia Federal Álvaro Andrade e do Agente de Polícia Federal Alvan Fernandes, transformaram a Delegacia Previdenciária do Rio de Janeiro em um verdadeiro ‘balcão de negócios’ no qual eram oferecidos benefícios aos investigados e respectivos advogados em troca de vantagens pecuniárias indevidas”. 3. A defesa impetrou, no Tribunal Regional da Segunda Região, habeas corpus, denegado, contra ato praticado pelo Juízo da Sexta Vara Federal Criminal/SJRJ nos autos da Medida Cautelar n. 2005.51.01505390- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Relatório RHC 125392 / RJ 4, na qual se fundamentou o oferecimento da denúncia nos Autos n. 2003.51.01.513657-6. 4. Contra essa decisão, a defesa impetrou, no Superior Tribunal de Justiça, o Habeas Corpus n. 139.306, Relator o Ministro Moura Ribeiro, não conhecido: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. PROCESSUAL PENAL. INVESTIGAÇÃO DE ATOS ILÍCITOS SUPOSTAMENTE PRATICADOS POR POLICIAIS. DISTRIBUIÇÃO ILEGAL DE INQUÉRITOS. OPERAÇÃO ‘CEROL’. ALEGAÇÃO DE QUE DENÚNCIA ANÔNIMA SEM PRÉVIA VERIFICAÇÃO DA SUA VERACIDADE ENSEJOU O DEFERIMENTO DA ESCUTA TELEFÔNICA. INOCORRÊNCIA. ALEGAÇÃO DE NULIDADE NA ESCUTA. ÔNUS DO IMPETRANTE DEMONSTRAR O PREJUÍZO SUPOSTAMENTE SOFRIDO. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO CONCRETO SUPORTADO. INEXISTÊNCIA. EVENTUAL ESCUTA TELEFÔNICA REALIZADA FORA DO PERÍODO DETERMINADO PELO JUÍZO DEVE SER LEVADA AO CONHECIMENTO DESTE E NÃO DIRETAMENTE AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRORROGAÇÕES DA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. POSSIBILIDADE. AUTORIZAÇÃO JUDICIAL DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. "HABEAS CORPUS" NÃO CONHECIDO. 1. Os Tribunais Superiores assentaram que o uso do remédio heroico se restringe a sanar ato ilegal de autoridade, que deve ser cessado de imediato, inadmitido seu uso indiscriminado como substitutivo de recursos e nem sequer para as revisões criminais. 2. A medida cautelar que autorizou a interceptação das comunicações telefônicas do paciente e de outros policiais investigados, de acordo com os elementos que instruem a presente impetração e diferentemente do que afirmado pelo impetrante, não foi 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ 4, na qual se fundamentou o oferecimento da denúncia nos Autos n. 2003.51.01.513657-6. 4. Contra essa decisão, a defesa impetrou, no Superior Tribunal de Justiça, o Habeas Corpus n. 139.306, Relator o Ministro Moura Ribeiro, não conhecido: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. PROCESSUAL PENAL. INVESTIGAÇÃO DE ATOS ILÍCITOS SUPOSTAMENTE PRATICADOS POR POLICIAIS. DISTRIBUIÇÃO ILEGAL DE INQUÉRITOS. OPERAÇÃO ‘CEROL’. ALEGAÇÃO DE QUE DENÚNCIA ANÔNIMA SEM PRÉVIA VERIFICAÇÃO DA SUA VERACIDADE ENSEJOU O DEFERIMENTO DA ESCUTA TELEFÔNICA. INOCORRÊNCIA. ALEGAÇÃO DE NULIDADE NA ESCUTA. ÔNUS DO IMPETRANTE DEMONSTRAR O PREJUÍZO SUPOSTAMENTE SOFRIDO. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO CONCRETO SUPORTADO. INEXISTÊNCIA. EVENTUAL ESCUTA TELEFÔNICA REALIZADA FORA DO PERÍODO DETERMINADO PELO JUÍZO DEVE SER LEVADA AO CONHECIMENTO DESTE E NÃO DIRETAMENTE AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRORROGAÇÕES DA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. POSSIBILIDADE. AUTORIZAÇÃO JUDICIAL DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. "HABEAS CORPUS" NÃO CONHECIDO. 1. Os Tribunais Superiores assentaram que o uso do remédio heroico se restringe a sanar ato ilegal de autoridade, que deve ser cessado de imediato, inadmitido seu uso indiscriminado como substitutivo de recursos e nem sequer para as revisões criminais. 2. A medida cautelar que autorizou a interceptação das comunicações telefônicas do paciente e de outros policiais investigados, de acordo com os elementos que instruem a presente impetração e diferentemente do que afirmado pelo impetrante, não foi 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Relatório RHC 125392 / RJ deferida exclusivamente com base em denúncia anônima sem prévia investigação e nem tampouco se originou a partir de informação policial de 06/06/2005, de modo que não há se falar em ilegalidade. 3. A jurisprudência desta Egrégia Corte Superior já proclamou que é ônus do interessado demonstrar o prejuízo concreto a que teria sido submetido em razão da nulidade arguida, o que não ocorreu. Precedentes. 4. A teor do art. 563, do Código de Processo Penal, não se reconhece nulidade sem a demonstração do efetivo prejuízo suportado pelo paciente com a interceptação telefônica realizada. Hipótese não configurada. 5. Se houve um período de interceptação das comunicações telefônicas do paciente realizada sem autorização judicial esta se deu por conta do executor da medida, devendo a ilegalidade ser submetida ao juiz da causa e não diretamente ao Tribunal de Justiça, que não pode examinar a matéria, sob pena de supressão de instância. 6. As interceptações telefônicas podem ser prorrogadas sucessivamente por decisão judicial devidamente fundamentada, sendo imprescindível que o requerente justifique a sua necessidade. Precedentes. 7. Habeas corpus não conhecido”. 5. Esse julgado é o objeto do presente recurso ordinário em habeas corpus, interposto tempestivamente, no qual o Recorrente afirma que “para se inaugurar uma escuta telefônica a partir de um informe anônimo se torna imprescindível um prévio exame pormenorizado acerca daquela informação”. Sustenta que “o presente recurso ordinário em habeas corpus ataca dois pontos, a saber: I - a abertura de medida cautelar de interceptação telefônica com base em denúncia anônima, sem a devida investigação preliminar (art. 2..., incisos I, da Lei 9.296/96)2, assim como sem esgotar, antecipadamente, outros meios de prova menos gravosos; II - a existência de escutas telefônicas realizadas ao largo de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ deferida exclusivamente com base em denúncia anônima sem prévia investigação e nem tampouco se originou a partir de informação policial de 06/06/2005, de modo que não há se falar em ilegalidade. 3. A jurisprudência desta Egrégia Corte Superior já proclamou que é ônus do interessado demonstrar o prejuízo concreto a que teria sido submetido em razão da nulidade arguida, o que não ocorreu. Precedentes. 4. A teor do art. 563, do Código de Processo Penal, não se reconhece nulidade sem a demonstração do efetivo prejuízo suportado pelo paciente com a interceptação telefônica realizada. Hipótese não configurada. 5. Se houve um período de interceptação das comunicações telefônicas do paciente realizada sem autorização judicial esta se deu por conta do executor da medida, devendo a ilegalidade ser submetida ao juiz da causa e não diretamente ao Tribunal de Justiça, que não pode examinar a matéria, sob pena de supressão de instância. 6. As interceptações telefônicas podem ser prorrogadas sucessivamente por decisão judicial devidamente fundamentada, sendo imprescindível que o requerente justifique a sua necessidade. Precedentes. 7. Habeas corpus não conhecido”. 5. Esse julgado é o objeto do presente recurso ordinário em habeas corpus, interposto tempestivamente, no qual o Recorrente afirma que “para se inaugurar uma escuta telefônica a partir de um informe anônimo se torna imprescindível um prévio exame pormenorizado acerca daquela informação”. Sustenta que “o presente recurso ordinário em habeas corpus ataca dois pontos, a saber: I - a abertura de medida cautelar de interceptação telefônica com base em denúncia anônima, sem a devida investigação preliminar (art. 2..., incisos I, da Lei 9.296/96)2, assim como sem esgotar, antecipadamente, outros meios de prova menos gravosos; II - a existência de escutas telefônicas realizadas ao largo de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Relatório RHC 125392 / RJ prévia autorização judicial (art. 1o, Lei 9.296/963), entendidas pelo v. acórdão vergastado como mera nulidade relativa, cujo prejuízo deveria ter sido demonstrado pelo paciente”. Este o teor dos pedidos: “1) seja DEFERIDA A MEDIDA LIMINAR NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS, para que seja determinado o sobrestamento do andamento da ação penal junto ao MM. Juízo de 1... grau, uma vez que essa se encontra no seu momento final de apresentação de alegações finais por parte do Parquet Federal, já que estão presentes ambos os requisitos legais. O fumus boni juris, ou a plausibilidade do direito invocado, decorre de uma análise meramente superficial e sumária acerca da prova pré-constituída, capaz de demonstrar que a escuta telefônica foi deflagrada com apoio único em denúncia anônima, deixando de atentar para as imprescindíveis investigações preliminares, bem como dos outros meios investigativos anteriores àquela. Meios esses expressamente suscitados pelo próprio Mm. Juízo de 1... grau dias antes da r. decisão autorizadora das escutas (proferida por um juiz substituto) como os mais eficazes e adequados para a investigação policial que se conduzia. Com efeito, os fundamentos suscitados pelo v. acórdão recorrido são, nesse recurso ordinário, enfrentados à exaustão, afastando, s.m.j., a idoneidade daquela motivação. Afora as duas nulidades acima apontadas, a defesa faz ainda prova pré-constituída acerca da existência de lapso brutal de escutas telefônicas realizadas ao largo da prévia autorização judicial. A questão, enfrentada pelo v. acórdão recorrido consignou, em entendimento que afronta a jurisprudência do e. Supremo Tribunal Federal, que caberia à defesa comprovar o prejuízo, malgrado esse Sodalício fixe que, nesse caso, o resultado das escutas deve ser descartado inteiramente. O periculum in mora decorre da existência de flagrante constrangimento ilegal imposto ao paciente, por intermédio da consecução de ação penal fundada em uma escuta telefônica manifestamente nula, e que, entretanto, sustenta a integralidade da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ prévia autorização judicial (art. 1o, Lei 9.296/963), entendidas pelo v. acórdão vergastado como mera nulidade relativa, cujo prejuízo deveria ter sido demonstrado pelo paciente”. Este o teor dos pedidos: “1) seja DEFERIDA A MEDIDA LIMINAR NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS, para que seja determinado o sobrestamento do andamento da ação penal junto ao MM. Juízo de 1... grau, uma vez que essa se encontra no seu momento final de apresentação de alegações finais por parte do Parquet Federal, já que estão presentes ambos os requisitos legais. O fumus boni juris, ou a plausibilidade do direito invocado, decorre de uma análise meramente superficial e sumária acerca da prova pré-constituída, capaz de demonstrar que a escuta telefônica foi deflagrada com apoio único em denúncia anônima, deixando de atentar para as imprescindíveis investigações preliminares, bem como dos outros meios investigativos anteriores àquela. Meios esses expressamente suscitados pelo próprio Mm. Juízo de 1... grau dias antes da r. decisão autorizadora das escutas (proferida por um juiz substituto) como os mais eficazes e adequados para a investigação policial que se conduzia. Com efeito, os fundamentos suscitados pelo v. acórdão recorrido são, nesse recurso ordinário, enfrentados à exaustão, afastando, s.m.j., a idoneidade daquela motivação. Afora as duas nulidades acima apontadas, a defesa faz ainda prova pré-constituída acerca da existência de lapso brutal de escutas telefônicas realizadas ao largo da prévia autorização judicial. A questão, enfrentada pelo v. acórdão recorrido consignou, em entendimento que afronta a jurisprudência do e. Supremo Tribunal Federal, que caberia à defesa comprovar o prejuízo, malgrado esse Sodalício fixe que, nesse caso, o resultado das escutas deve ser descartado inteiramente. O periculum in mora decorre da existência de flagrante constrangimento ilegal imposto ao paciente, por intermédio da consecução de ação penal fundada em uma escuta telefônica manifestamente nula, e que, entretanto, sustenta a integralidade da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Relatório RHC 125392 / RJ aventada justa causa penal, visto que o próprio Parquet Federal desistiu de todas as suas testemunhas no curso da instrução probatória, deixando de arcar com seu ônus probatório, estando apoiado exclusivamente em uma medida cautelar inteiramente nula. 2) No mérito, que seja PROVIDO O RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS, com o efeito de anular a integralidade da medida cautelar de interceptação telefônica (itens I e I.1), ou, subsidiariamente, dos seus trechos produzidos ao largo de prévia reserva de jurisdição. (item II)“. 6. Em 9.12.2014, indeferi o requerimento de liminar e determinei vista dos autos à Procuradoria-Geral da República. 7. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo “desprovimento do recurso”. 8. Em 16.12.2014, o Recorrente interpôs agravo regimental contra a decisão liminar, alegando não pretender o trancamento da ação penal, mas “comprovar a nulidade das provas colhidas e do meio impróprio utilizado”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ aventada justa causa penal, visto que o próprio Parquet Federal desistiu de todas as suas testemunhas no curso da instrução probatória, deixando de arcar com seu ônus probatório, estando apoiado exclusivamente em uma medida cautelar inteiramente nula. 2) No mérito, que seja PROVIDO O RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS, com o efeito de anular a integralidade da medida cautelar de interceptação telefônica (itens I e I.1), ou, subsidiariamente, dos seus trechos produzidos ao largo de prévia reserva de jurisdição. (item II)“. 6. Em 9.12.2014, indeferi o requerimento de liminar e determinei vista dos autos à Procuradoria-Geral da República. 7. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo “desprovimento do recurso”. 8. Em 16.12.2014, o Recorrente interpôs agravo regimental contra a decisão liminar, alegando não pretender o trancamento da ação penal, mas “comprovar a nulidade das provas colhidas e do meio impróprio utilizado”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/03/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 2. Consta na decisão recorrida: “Segundo precedentes do Supremo Tribunal Federal, nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada ‘denúncia anônima’, desde que ela seja seguida de diligências para averiguar os fatos nela noticiados (HC 86.082, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 22.8.2008; HC 97.107, Rel. Min. CESAR PELUSO, DJe de 26.3.2011; HC 95.244, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe 30.4.2011; e, HC 99.490/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe 1/2/2011). Diante disso, a partir dos elementos que instruem o presente "habeas corpus", verifico que a aludida medida cautelar (n. 2005.51.01.505390-4), distribuída aos 20/05/2005 por dependência ao IPL n 06/2003 ao Juízo da 6... Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, se originou, como bem consignou o acórdão recorrido, a partir de representação da Diretoria de Inteligência Policial do Departamento de Polícia Federal (Ofício n 265/2005 de 12 de maio de 2005 – fls. 630/636). Convém registrar, que o inquérito policial (IPL 06/2003) foi instaurado em 1.../07/2003, pela Corregedoria-Geral do Departamento de Polícia Federal (DPF), com o objetivo apurar a ocorrência de infrações penais de quadrilha ou bando, facilitação de contrabando ou descaminho, prevaricação, coação no curso do processo e tráfico de influência na Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e que tiveram desdobramento na Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários (DELEFAZ), e na Delegacia de Repressão aos Crimes Previdenciários (DELEPREV). A autoridade policial, para justificar as medidas requeridas no aludido ofício (n 265/2005), registrou que a Corregedoria-Geral do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 2. Consta na decisão recorrida: “Segundo precedentes do Supremo Tribunal Federal, nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada ‘denúncia anônima’, desde que ela seja seguida de diligências para averiguar os fatos nela noticiados (HC 86.082, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 22.8.2008; HC 97.107, Rel. Min. CESAR PELUSO, DJe de 26.3.2011; HC 95.244, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe 30.4.2011; e, HC 99.490/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe 1/2/2011). Diante disso, a partir dos elementos que instruem o presente "habeas corpus", verifico que a aludida medida cautelar (n. 2005.51.01.505390-4), distribuída aos 20/05/2005 por dependência ao IPL n 06/2003 ao Juízo da 6... Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, se originou, como bem consignou o acórdão recorrido, a partir de representação da Diretoria de Inteligência Policial do Departamento de Polícia Federal (Ofício n 265/2005 de 12 de maio de 2005 – fls. 630/636). Convém registrar, que o inquérito policial (IPL 06/2003) foi instaurado em 1.../07/2003, pela Corregedoria-Geral do Departamento de Polícia Federal (DPF), com o objetivo apurar a ocorrência de infrações penais de quadrilha ou bando, facilitação de contrabando ou descaminho, prevaricação, coação no curso do processo e tráfico de influência na Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e que tiveram desdobramento na Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários (DELEFAZ), e na Delegacia de Repressão aos Crimes Previdenciários (DELEPREV). A autoridade policial, para justificar as medidas requeridas no aludido ofício (n 265/2005), registrou que a Corregedoria-Geral do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ DPF investigava a atuação de vários policiais federais, entre eles o escrivão ÁLVARO ANDRADE DA SILVA, que integraria um suposto esquema de corrupção no âmbito da DELEFAZ, que supostamente intermediavam facilidades e solicitavam vantagens ilícitas a investigados nos inquéritos que tramitavam naquela delegacia. Relatou, ainda, que a sua diretoria de inteligência estava recebendo reiteradas notícias de que o esquema ilícito acima tinha migrado para outra delegacia (DELEPREV), a qual era chefiada pelo paciente e contava também com o escrivão ÁLVARO, que já era investigado no IPL n 06/2003, o qual, "após sua remoção para a DELEPREV, trouxe consigo a forma de atuação da DELEFAZ, local onde já se relacionaria com o DPF MONTENEGRO Acrescentou que os dados obtidos apontavam para a existência de um esquema de redistribuição de inquéritos policiais, que estavam a cargo de uma Força-Tarefa do INSS criada para apurar ilegalidades na área de fiscalização previdenciária de algumas empresas no estado do Rio de Janeiro, para pessoas de confiança do Delegado da Polícia Federal MAURO MONTENEGRO, ora paciente, e estes supostamente solicitavam vantagens ilícitas aos empresários investigados. Concluiu dizendo que como os supostos fatos delituosos noticiados estavam em andamento, a investigação deveria tomar outro rumo para não perder a oportunidade de constatar a possível existência de elo entre as pessoas que supostamente participavam dos esquemas nas delegacias supracitadas. Importa consignar, ainda, que o referido expediente juntou documento (Informação Policial de 11/05/2005 - fls. 637/638) que rechaça, a meu sentir, a alegação do impetrante de que a medida cautelar foi deferida tão somente com base em denúncia anônima, porque nele a Divisão de Contra-Inteligência Policial registra que examinaram inquéritos e fizeram levantamentos, "através de entrevistas com pessoas, análise de dados fornecidos pelo Ministério Público Federal e outra fontes", para constatar a existência de indícios de redistribuição irregular de inquéritos no âmbito da DELEPREV, repito, chefiada à época pelo ora paciente. Tanto é verdade, que a Juíza da 6... Vara Federal Criminal da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ DPF investigava a atuação de vários policiais federais, entre eles o escrivão ÁLVARO ANDRADE DA SILVA, que integraria um suposto esquema de corrupção no âmbito da DELEFAZ, que supostamente intermediavam facilidades e solicitavam vantagens ilícitas a investigados nos inquéritos que tramitavam naquela delegacia. Relatou, ainda, que a sua diretoria de inteligência estava recebendo reiteradas notícias de que o esquema ilícito acima tinha migrado para outra delegacia (DELEPREV), a qual era chefiada pelo paciente e contava também com o escrivão ÁLVARO, que já era investigado no IPL n 06/2003, o qual, "após sua remoção para a DELEPREV, trouxe consigo a forma de atuação da DELEFAZ, local onde já se relacionaria com o DPF MONTENEGRO Acrescentou que os dados obtidos apontavam para a existência de um esquema de redistribuição de inquéritos policiais, que estavam a cargo de uma Força-Tarefa do INSS criada para apurar ilegalidades na área de fiscalização previdenciária de algumas empresas no estado do Rio de Janeiro, para pessoas de confiança do Delegado da Polícia Federal MAURO MONTENEGRO, ora paciente, e estes supostamente solicitavam vantagens ilícitas aos empresários investigados. Concluiu dizendo que como os supostos fatos delituosos noticiados estavam em andamento, a investigação deveria tomar outro rumo para não perder a oportunidade de constatar a possível existência de elo entre as pessoas que supostamente participavam dos esquemas nas delegacias supracitadas. Importa consignar, ainda, que o referido expediente juntou documento (Informação Policial de 11/05/2005 - fls. 637/638) que rechaça, a meu sentir, a alegação do impetrante de que a medida cautelar foi deferida tão somente com base em denúncia anônima, porque nele a Divisão de Contra-Inteligência Policial registra que examinaram inquéritos e fizeram levantamentos, "através de entrevistas com pessoas, análise de dados fornecidos pelo Ministério Público Federal e outra fontes", para constatar a existência de indícios de redistribuição irregular de inquéritos no âmbito da DELEPREV, repito, chefiada à época pelo ora paciente. Tanto é verdade, que a Juíza da 6... Vara Federal Criminal da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ Seção Judiciária do Rio de Janeiro, como dito, competente para examinar a aludida representação, fez constar da decisão que "o pedido tem por base uma informação policial e documentos que a acompanham, dando-nos conta de uma análise feita a partir dos inquéritos que, inicialmente a cargo de Delegados que compõem a Força-Tarefa, foram redistribuídos, a mando de um dos investigados (Delegado Montenegro), ao Delegado Brasil, lotado na DELEPREV, porém não integrante da Força-Tarefa" (fl. 656). Logo, não há falar em ilegalidade perpetrada pelo acórdão do Tribunal Regional Federal da 2... Região porque a medida cautelar que deferiu a interceptação das comunicações telefônicas do paciente e de outros integrantes do suposto grupo criminoso não foi deferida unicamente com base em denúncia anônima sem prévia investigação como afirmado na impetração e não se originou a partir da informação policial de 06/06/2005 (fl. 688), mas do Ofício n 265/2005 de 12 de maio de 2005 (fls. 630/636). Ademais, para corroborar o afirmado acima, a apontada denúncia anônima (Informação Policial de 06/06/2005, fl. 688), que segundo o impetrante teria servido de fundamento exclusivo para o deferimento da interceptação telefônica pelo Juízo a quo, foi acostada aos autos junto com o Ofício n 316/2005, de 07/06/2005, também da Diretoria de Inteligência Policial (fls. 682/687), que noticiou a identificação de novos dados para auxiliar na investigação da rede de contatos dos investigados já mencionados no requerimento anterior (Ofício n 265/2005) e requereu interceptação das comunicações telefônicas de terminais específicos. A Juíza a quo, ao examinar o novo requerimento, além de ratificar a decisão anterior (fls. 654/657), fez constar que ‘os razoáveis indícios de autoria e participação e que motivaram a autorização dada por este Juízo para a diligência permanecem presentes" e que "a diligência solicitada é necessária e imprescindível ao prosseguimento das investigações, tendo em vista a natureza dos crimes que são objeto de apuração e a impossibilidade de avanço efetivo da persecução sem o acesso aos dados ora requisitados’ (fl. 692). Ora, está suficientemente demonstrado que a aludida informação policial de 06/06/2005 não serviu de fundamento para o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ Seção Judiciária do Rio de Janeiro, como dito, competente para examinar a aludida representação, fez constar da decisão que "o pedido tem por base uma informação policial e documentos que a acompanham, dando-nos conta de uma análise feita a partir dos inquéritos que, inicialmente a cargo de Delegados que compõem a Força-Tarefa, foram redistribuídos, a mando de um dos investigados (Delegado Montenegro), ao Delegado Brasil, lotado na DELEPREV, porém não integrante da Força-Tarefa" (fl. 656). Logo, não há falar em ilegalidade perpetrada pelo acórdão do Tribunal Regional Federal da 2... Região porque a medida cautelar que deferiu a interceptação das comunicações telefônicas do paciente e de outros integrantes do suposto grupo criminoso não foi deferida unicamente com base em denúncia anônima sem prévia investigação como afirmado na impetração e não se originou a partir da informação policial de 06/06/2005 (fl. 688), mas do Ofício n 265/2005 de 12 de maio de 2005 (fls. 630/636). Ademais, para corroborar o afirmado acima, a apontada denúncia anônima (Informação Policial de 06/06/2005, fl. 688), que segundo o impetrante teria servido de fundamento exclusivo para o deferimento da interceptação telefônica pelo Juízo a quo, foi acostada aos autos junto com o Ofício n 316/2005, de 07/06/2005, também da Diretoria de Inteligência Policial (fls. 682/687), que noticiou a identificação de novos dados para auxiliar na investigação da rede de contatos dos investigados já mencionados no requerimento anterior (Ofício n 265/2005) e requereu interceptação das comunicações telefônicas de terminais específicos. A Juíza a quo, ao examinar o novo requerimento, além de ratificar a decisão anterior (fls. 654/657), fez constar que ‘os razoáveis indícios de autoria e participação e que motivaram a autorização dada por este Juízo para a diligência permanecem presentes" e que "a diligência solicitada é necessária e imprescindível ao prosseguimento das investigações, tendo em vista a natureza dos crimes que são objeto de apuração e a impossibilidade de avanço efetivo da persecução sem o acesso aos dados ora requisitados’ (fl. 692). Ora, está suficientemente demonstrado que a aludida informação policial de 06/06/2005 não serviu de fundamento para o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ deferimento da medida cautelar em questão, de modo que merece ser chancelado e não praticou nenhuma ilegalidade, repito, o acórdão recorrido quando consignou que "a informação policial referida pelo impetrante (de 06/06) consubstancia apenas um dos elementos em que se baseou a investigação" e ‘não serviu para o início da medida de interceptação telefônica impugnada, a qual também não foi deferida com base em 'denúncia anônima’ (fl. 3.523). (…) De outra parte, o impetrante afirma a presença de vício insanável porque há prova pré-constituída nos autos demonstrando que foram realizadas escutas telefônicas em períodos sem a devida autorização legal e que não há que se falar em demonstração do prejuízo sofrido pelo paciente. O Tribunal a quo ao tratar do tema no writ lá impetrado, consignou que a questão relativa a regularidade da interceptação era matéria de prova que deveria ser avaliada no curso da ação penal e não na via do habeas corpus, e acrescentou que: "Na verdade, apesar do longo 'quadro' que integra a inicial (fls. 09/19), como bem observou a autoridade impetrada nas informações prestadas (fls. 3.391), entendimento corroborado no parecer ministerial (fl. 3.437), o impetrante não apontou nenhum diálogo interceptado nestes períodos que tenha sido indevidamente utilizado pela acusação em desfavor do paciente. Cabe frisar que a denúncia refere-se a outros elementos de prova colhidos em desfavor do paciente (v.g. cautelar n 2005.51.01.505110- 5), mencionados à fl. 147, e acompanhamentos de encontros, mencionados à fl. 151). Insta destacar que a ação constitucional ora manejada é uma ação de cognição sumária, que não comporta dilação probatória nem valoração probatória exauriente. Para que a ordem de habeas corpus possa ser concedida com base no art. 648, inc. VI, do CPP, é imprescindível que se trate de coação ilegal e, portanto, não relevável, desde que originada da manifesta nulidade do processo. De outro giro, qualquer possibilidade de discussão, passa a ser preliminar de recurso e o Tribunal não poderia sobre ela deliberar sob pena de supressão de instância e interferência no Juízo natural para conhecimento e processamento da causa" (fls. 3.528/3.529)." (fl. 632). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ deferimento da medida cautelar em questão, de modo que merece ser chancelado e não praticou nenhuma ilegalidade, repito, o acórdão recorrido quando consignou que "a informação policial referida pelo impetrante (de 06/06) consubstancia apenas um dos elementos em que se baseou a investigação" e ‘não serviu para o início da medida de interceptação telefônica impugnada, a qual também não foi deferida com base em 'denúncia anônima’ (fl. 3.523). (…) De outra parte, o impetrante afirma a presença de vício insanável porque há prova pré-constituída nos autos demonstrando que foram realizadas escutas telefônicas em períodos sem a devida autorização legal e que não há que se falar em demonstração do prejuízo sofrido pelo paciente. O Tribunal a quo ao tratar do tema no writ lá impetrado, consignou que a questão relativa a regularidade da interceptação era matéria de prova que deveria ser avaliada no curso da ação penal e não na via do habeas corpus, e acrescentou que: "Na verdade, apesar do longo 'quadro' que integra a inicial (fls. 09/19), como bem observou a autoridade impetrada nas informações prestadas (fls. 3.391), entendimento corroborado no parecer ministerial (fl. 3.437), o impetrante não apontou nenhum diálogo interceptado nestes períodos que tenha sido indevidamente utilizado pela acusação em desfavor do paciente. Cabe frisar que a denúncia refere-se a outros elementos de prova colhidos em desfavor do paciente (v.g. cautelar n 2005.51.01.505110- 5), mencionados à fl. 147, e acompanhamentos de encontros, mencionados à fl. 151). Insta destacar que a ação constitucional ora manejada é uma ação de cognição sumária, que não comporta dilação probatória nem valoração probatória exauriente. Para que a ordem de habeas corpus possa ser concedida com base no art. 648, inc. VI, do CPP, é imprescindível que se trate de coação ilegal e, portanto, não relevável, desde que originada da manifesta nulidade do processo. De outro giro, qualquer possibilidade de discussão, passa a ser preliminar de recurso e o Tribunal não poderia sobre ela deliberar sob pena de supressão de instância e interferência no Juízo natural para conhecimento e processamento da causa" (fls. 3.528/3.529)." (fl. 632). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ Como se observa da transcrição acima, o colegiado a quo entendeu que não havia constrangimento ilegal porque (a) não ficou demonstrado o prejuízo sofrido pelo paciente com as supostas interceptações telefônicas tidas por ilegais; (b) existiam outros elementos prova suficientes para justificar a persecução penal; e (c) não houve manifestação do juízo a quo sobre a nulidade apontada. No ponto, também não há falar em ilegalidade flagrante perpetrada pelo Tribunal Regional, porque no processo penal vige o princípio dos ‘pas de nullité sans grief’, contido no art. 563, do Código de Processo Penal, de onde se extraí que é ônus de quem alega a existência de nulidade demonstrar o prejuízo concreto sofrido, o que não logrou fazer o impetrante. Neste writ, o impetrante, também, não trouxe nenhuma conversa telefônica interceptada em período não autorizado pela justiça utilizada em desfavor do paciente. (…) No caso, como se extrai das transcrições supra, além de existirem outros elementos de prova para justificar a persecução penal inaugurada contra o paciente, neste habeas corpus não ficou evidenciado e nem tampouco demonstrado o suposto prejuízo sofrido com a interceptação telefônica. Não bastasse, diferentemente do que afirma o impetrante, a meu sentir, a matéria, como bem assinalou o acórdão recorrido, deve sim ser tratada pelo juízo da causa, porque se existiu um período de escuta telefônica não autorizado, tal fato não se perpetrou por ato do juiz, mas sim, supostamente por conta do encarregado de realizar as interceptações dos diálogos. Dessa forma, o juízo a quo não era mesmo a autoridade coatora, devendo a suposta ilegalidade ser submetida a seu crivo e não diretamente ao Tribunal a quo. Ademais, se o Tribunal a quo não examinou a questão, com mais razão não pode está Egrégia Corte Superior fazê-lo, sob pena de indevida supressão de instância e porque como bem assinalou aquele colegiado, na via estreita do habeas corpus não cabe o exame aprofundado da prova acostada aos autos. (…) Por fim, o impetrante afirma que a Lei n 9.296/1996 somente autoriza a prorrogação da interceptação telefônica uma única vez, pelo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ Como se observa da transcrição acima, o colegiado a quo entendeu que não havia constrangimento ilegal porque (a) não ficou demonstrado o prejuízo sofrido pelo paciente com as supostas interceptações telefônicas tidas por ilegais; (b) existiam outros elementos prova suficientes para justificar a persecução penal; e (c) não houve manifestação do juízo a quo sobre a nulidade apontada. No ponto, também não há falar em ilegalidade flagrante perpetrada pelo Tribunal Regional, porque no processo penal vige o princípio dos ‘pas de nullité sans grief’, contido no art. 563, do Código de Processo Penal, de onde se extraí que é ônus de quem alega a existência de nulidade demonstrar o prejuízo concreto sofrido, o que não logrou fazer o impetrante. Neste writ, o impetrante, também, não trouxe nenhuma conversa telefônica interceptada em período não autorizado pela justiça utilizada em desfavor do paciente. (…) No caso, como se extrai das transcrições supra, além de existirem outros elementos de prova para justificar a persecução penal inaugurada contra o paciente, neste habeas corpus não ficou evidenciado e nem tampouco demonstrado o suposto prejuízo sofrido com a interceptação telefônica. Não bastasse, diferentemente do que afirma o impetrante, a meu sentir, a matéria, como bem assinalou o acórdão recorrido, deve sim ser tratada pelo juízo da causa, porque se existiu um período de escuta telefônica não autorizado, tal fato não se perpetrou por ato do juiz, mas sim, supostamente por conta do encarregado de realizar as interceptações dos diálogos. Dessa forma, o juízo a quo não era mesmo a autoridade coatora, devendo a suposta ilegalidade ser submetida a seu crivo e não diretamente ao Tribunal a quo. Ademais, se o Tribunal a quo não examinou a questão, com mais razão não pode está Egrégia Corte Superior fazê-lo, sob pena de indevida supressão de instância e porque como bem assinalou aquele colegiado, na via estreita do habeas corpus não cabe o exame aprofundado da prova acostada aos autos. (…) Por fim, o impetrante afirma que a Lei n 9.296/1996 somente autoriza a prorrogação da interceptação telefônica uma única vez, pelo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ prazo máximo de 15 (quinze) dias. Sem razão, porém. Na linha da jurisprudência desta Egrégia Corte Superior são admissíveis sucessivas renovações das interceptações telefônicas desde que comprovada a sua necessidade, sobretudo em casos como o presente, em que as prorrogações foram devidamente fundamentadas em resposta aos elementos de prova que foram surgindo no curso das investigações”. 3. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados” (HC 99.490, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 31.1.2011). Assim, por exemplo: “Legitimidade e validade do processo que se originou de investigações baseadas, no primeiro momento, de ‘denúncia anônima’ dando conta de possíveis práticas ilícitas relacionadas ao tráfico de substância entorpecente. Entendeu-se não haver flagrante forjado o resultante de diligências policiais após denúncia anônima sobre tráfico de entorpecentes (HC 74.195, rel. Min. Sidney Sanches, 1... Turma, DJ 13.09.1996)” (RHC 86.082, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 22.8.2008). “Não é nulo o inquérito policial instaurado a partir da prisão em flagrante dos acusados, ainda que a autoridade policial tenha tomado conhecimento prévio dos fatos por meio de denúncia anônima” (HC 90.178, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 26.3.2010). “EMENTA: Habeas corpus. Constitucional e processual penal. Possibilidade de denúncia anônima, desde que acompanhada de demais elementos colhidos a partir dela. Instauração de inquérito. Quebra de sigilo telefônico. Trancamento do inquérito. Denúncia recebida. Inexistência de constrangimento ilegal. 1. O precedente referido pelo impetrante na inicial (HC n 84.827/TO, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 23/11/07), de fato, assentou o 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ prazo máximo de 15 (quinze) dias. Sem razão, porém. Na linha da jurisprudência desta Egrégia Corte Superior são admissíveis sucessivas renovações das interceptações telefônicas desde que comprovada a sua necessidade, sobretudo em casos como o presente, em que as prorrogações foram devidamente fundamentadas em resposta aos elementos de prova que foram surgindo no curso das investigações”. 3. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados” (HC 99.490, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 31.1.2011). Assim, por exemplo: “Legitimidade e validade do processo que se originou de investigações baseadas, no primeiro momento, de ‘denúncia anônima’ dando conta de possíveis práticas ilícitas relacionadas ao tráfico de substância entorpecente. Entendeu-se não haver flagrante forjado o resultante de diligências policiais após denúncia anônima sobre tráfico de entorpecentes (HC 74.195, rel. Min. Sidney Sanches, 1... Turma, DJ 13.09.1996)” (RHC 86.082, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 22.8.2008). “Não é nulo o inquérito policial instaurado a partir da prisão em flagrante dos acusados, ainda que a autoridade policial tenha tomado conhecimento prévio dos fatos por meio de denúncia anônima” (HC 90.178, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 26.3.2010). “EMENTA: Habeas corpus. Constitucional e processual penal. Possibilidade de denúncia anônima, desde que acompanhada de demais elementos colhidos a partir dela. Instauração de inquérito. Quebra de sigilo telefônico. Trancamento do inquérito. Denúncia recebida. Inexistência de constrangimento ilegal. 1. O precedente referido pelo impetrante na inicial (HC n 84.827/TO, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 23/11/07), de fato, assentou o 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ entendimento de que é vedada a persecução penal iniciada com base, exclusivamente, em denúncia anônima. Firmou-se a orientação de que a autoridade policial, ao receber uma denúncia anônima, deve antes realizar diligências preliminares para averiguar se os fatos narrados nessa ‘denúncia’ são materialmente verdadeiros, para, só então, iniciar as investigações” (HC 95.244, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 30.4.2010). O procedimento adotado na primeira instância está em consonância com a jurisprudência deste Supremo Tribunal quanto à “realização de diligências preliminares para apurar a veracidade das informações obtidas anonimamente e, então, instaurar o procedimento investigatório propriamente dito” (HC 98.345, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJ 17.9.2010). 4. No mesmo sentido foi o parecer da Procuradoria-Geral da República: “5. Sem razão o recorrente. 6. A alegação de que a medida cautelar foi deferida apenas com base em denúncia anônima não merece prosperar. Com efeito, conforme consignado pelo Tribunal de origem: ‘Considerando o breve histórico traçado, observo que a informação policial referida pelo impetrante (de 06/06) consubstancia apenas um dos elementos em que se baseou à investigação. Não serviu para o início da medida de interceptação telefônica impugnada, a qual também· não foi deferida com base em ‘denúncia anônima’. Ao revés, estava lastreada em outros dados de investigação, citados acima (representação de 12/05). Portanto, não verifico violação aos inc. I e II do art. 2..., da Lei n 9296/96”. Dessa forma, nada há o que se reparar na presente via, porquanto, conforme a firme orientação dessa Suprema Corte, “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada ‘denúncia anônima’, desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados (86.082, rel. min. Ellen Gracie, DJe de 22.08.2008; 90.178, rel. min. Cezar Peluso, DJe de 26.03.2010; e HC 95.244, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 30.04.2010)” (HC n 99.490/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 01.02.2011). 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ entendimento de que é vedada a persecução penal iniciada com base, exclusivamente, em denúncia anônima. Firmou-se a orientação de que a autoridade policial, ao receber uma denúncia anônima, deve antes realizar diligências preliminares para averiguar se os fatos narrados nessa ‘denúncia’ são materialmente verdadeiros, para, só então, iniciar as investigações” (HC 95.244, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 30.4.2010). O procedimento adotado na primeira instância está em consonância com a jurisprudência deste Supremo Tribunal quanto à “realização de diligências preliminares para apurar a veracidade das informações obtidas anonimamente e, então, instaurar o procedimento investigatório propriamente dito” (HC 98.345, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJ 17.9.2010). 4. No mesmo sentido foi o parecer da Procuradoria-Geral da República: “5. Sem razão o recorrente. 6. A alegação de que a medida cautelar foi deferida apenas com base em denúncia anônima não merece prosperar. Com efeito, conforme consignado pelo Tribunal de origem: ‘Considerando o breve histórico traçado, observo que a informação policial referida pelo impetrante (de 06/06) consubstancia apenas um dos elementos em que se baseou à investigação. Não serviu para o início da medida de interceptação telefônica impugnada, a qual também· não foi deferida com base em ‘denúncia anônima’. Ao revés, estava lastreada em outros dados de investigação, citados acima (representação de 12/05). Portanto, não verifico violação aos inc. I e II do art. 2..., da Lei n 9296/96”. Dessa forma, nada há o que se reparar na presente via, porquanto, conforme a firme orientação dessa Suprema Corte, “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada ‘denúncia anônima’, desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados (86.082, rel. min. Ellen Gracie, DJe de 22.08.2008; 90.178, rel. min. Cezar Peluso, DJe de 26.03.2010; e HC 95.244, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 30.04.2010)” (HC n 99.490/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 01.02.2011). 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ 7. Em relação à afirmação de que houve diversos períodos em que foram realizadas interceptações sem autorização judicial, como asseverado no acórdão impugnado, a questão não foi submetida ao crivo do juízo de primeiro grau: ‘Se houve um período de interceptação das comunicações telefônicas do paciente realizada sem autorização judicial esta se deu por conta do executor da medida, devendo a ilegalidade ser submetida ao juiz da causa e não diretamente ao Tribunal de Justiça, que não pode examinar a matéria, sob pena de supressão de instância’. Ademais, essa questão demanda incursão na matéria fática, o que não é possível na via estreita do habeas corpus. 8. Dessa feita, não há qualquer ilegalidade a ser sanada. A decisão que decretou a quebra do sigilo telefônico mostra-se suficiente e adequadamente fundamentada, com suporte em elementos que demonstraram a existência de veementes indícios de práticas criminosas. 9. Também é incontroverso que, demonstrada a necessidade de prosseguir com as escutas, as interceptações telefônicas podem ser prorrogadas, como já discutido pelo Supremo Tribunal Federal: “Eventual ilegalidade da decisão que autorizou a interceptação telefônica e suas prorrogações por 30 (trinta) dias consecutivos. Não ocorrência. Possibilidade de se prorrogar o prazo de autorização para a interceptação telefônica por períodos sucessivos quando a intensidade e a complexidade das condutas delitivas investigadas assim o demandarem. Precedentes. […] 1. É da jurisprudência desta Corte o entendimento de ser possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessiva, especialmente quando o fato é complexo, a exigir investigação diferenciada e contínua (HC n 83.515/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 4/3/05). 2. Cabe registrar que a autorização da interceptação por 30 (dias) dias consecutivos nada mais é do que a soma dos períodos, ou seja, 15 (quinze) dias prorrogáveis por mais 15 (quinze) dias, em função da quantidade de investigados e da complexidade da organização criminosa. 3. Nesse contexto, considerando o entendimento jurisprudencial e doutrinário acerca da possibilidade de se prorrogar o prazo de autorização para a 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ 7. Em relação à afirmação de que houve diversos períodos em que foram realizadas interceptações sem autorização judicial, como asseverado no acórdão impugnado, a questão não foi submetida ao crivo do juízo de primeiro grau: ‘Se houve um período de interceptação das comunicações telefônicas do paciente realizada sem autorização judicial esta se deu por conta do executor da medida, devendo a ilegalidade ser submetida ao juiz da causa e não diretamente ao Tribunal de Justiça, que não pode examinar a matéria, sob pena de supressão de instância’. Ademais, essa questão demanda incursão na matéria fática, o que não é possível na via estreita do habeas corpus. 8. Dessa feita, não há qualquer ilegalidade a ser sanada. A decisão que decretou a quebra do sigilo telefônico mostra-se suficiente e adequadamente fundamentada, com suporte em elementos que demonstraram a existência de veementes indícios de práticas criminosas. 9. Também é incontroverso que, demonstrada a necessidade de prosseguir com as escutas, as interceptações telefônicas podem ser prorrogadas, como já discutido pelo Supremo Tribunal Federal: “Eventual ilegalidade da decisão que autorizou a interceptação telefônica e suas prorrogações por 30 (trinta) dias consecutivos. Não ocorrência. Possibilidade de se prorrogar o prazo de autorização para a interceptação telefônica por períodos sucessivos quando a intensidade e a complexidade das condutas delitivas investigadas assim o demandarem. Precedentes. […] 1. É da jurisprudência desta Corte o entendimento de ser possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessiva, especialmente quando o fato é complexo, a exigir investigação diferenciada e contínua (HC n 83.515/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 4/3/05). 2. Cabe registrar que a autorização da interceptação por 30 (dias) dias consecutivos nada mais é do que a soma dos períodos, ou seja, 15 (quinze) dias prorrogáveis por mais 15 (quinze) dias, em função da quantidade de investigados e da complexidade da organização criminosa. 3. Nesse contexto, considerando o entendimento jurisprudencial e doutrinário acerca da possibilidade de se prorrogar o prazo de autorização para a 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ interceptação telefônica por períodos sucessivos quando a intensidade e a complexidade das condutas delitivas investigadas assim o demandarem, não há que se falar, na espécie, em nulidade da referida escuta e de suas prorrogações, uma vez que autorizada pelo Juízo de piso, com a observância das exigências previstas na lei de regência (Lei n 9.296/96, art. 5...).” (HC n. 106.129, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 26.3.2012); ‘É possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5..., caput, da L. 9.296/96.’ (HC n. 83.515, Rel. Min. Nelson Jobim, Tribunal Pleno, DJ 04.3.2005)”. 5. Quanto à prorrogação da interceptação telefônica, este Supremo Tribunal firmou entendimento de ser “lícita a prorrogação do prazo legal de autorização para interceptação telefônica, ainda que de modo sucessivo, quando o fato seja complexo e, como tal, exija investigação diferenciada e contínua”: “EMENTAS: 1. COMPETÊNCIA. Criminal. Originária. Inquérito pendente no Supremo Tribunal Federal. Desmembramento. Não ocorrência. Mera remessa de cópia, a requerimento do Medida Provisória, a juízo competente para apuração de fatos diversos, respeitantes a pessoas sem prerrogativa de foro especial. Inexistência de ações penais em curso e de consequente conexão. Questão de ordem resolvida nesse sentido. Preliminar repelida. Agravo regimental improvido. Voto vencido. Não se caracteriza desmembramento ilegal de ação penal, a mera remessa de cópia de inquérito, a requerimento do representante do Ministério Público, a outro juízo, competente para apurar fatos diversos, respeitantes a pessoas sujeitas a seu foro. 2. COMPETÊNCIA. Criminal. Ação penal. Magistrado de Tribunal Federal Regional. Condição de corréu. Conexão da acusação com fatos imputados a Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Pretensão de ser julgado perante este. Inadmissibilidade. Prerrogativa de foro. Irrenunciabilidade. Ofensa às garantias do juiz natural e da ampla defesa, elementares do devido processo legal. Inexistência. Feito da competência do Supremo. Precedentes. Preliminar rejeitada. Aplicação da súmula 704. Não viola as garantias do juiz natural e da ampla 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ interceptação telefônica por períodos sucessivos quando a intensidade e a complexidade das condutas delitivas investigadas assim o demandarem, não há que se falar, na espécie, em nulidade da referida escuta e de suas prorrogações, uma vez que autorizada pelo Juízo de piso, com a observância das exigências previstas na lei de regência (Lei n 9.296/96, art. 5...).” (HC n. 106.129, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 26.3.2012); ‘É possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não configuração de desrespeito ao art. 5..., caput, da L. 9.296/96.’ (HC n. 83.515, Rel. Min. Nelson Jobim, Tribunal Pleno, DJ 04.3.2005)”. 5. Quanto à prorrogação da interceptação telefônica, este Supremo Tribunal firmou entendimento de ser “lícita a prorrogação do prazo legal de autorização para interceptação telefônica, ainda que de modo sucessivo, quando o fato seja complexo e, como tal, exija investigação diferenciada e contínua”: “EMENTAS: 1. COMPETÊNCIA. Criminal. Originária. Inquérito pendente no Supremo Tribunal Federal. Desmembramento. Não ocorrência. Mera remessa de cópia, a requerimento do Medida Provisória, a juízo competente para apuração de fatos diversos, respeitantes a pessoas sem prerrogativa de foro especial. Inexistência de ações penais em curso e de consequente conexão. Questão de ordem resolvida nesse sentido. Preliminar repelida. Agravo regimental improvido. Voto vencido. Não se caracteriza desmembramento ilegal de ação penal, a mera remessa de cópia de inquérito, a requerimento do representante do Ministério Público, a outro juízo, competente para apurar fatos diversos, respeitantes a pessoas sujeitas a seu foro. 2. COMPETÊNCIA. Criminal. Ação penal. Magistrado de Tribunal Federal Regional. Condição de corréu. Conexão da acusação com fatos imputados a Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Pretensão de ser julgado perante este. Inadmissibilidade. Prerrogativa de foro. Irrenunciabilidade. Ofensa às garantias do juiz natural e da ampla defesa, elementares do devido processo legal. Inexistência. Feito da competência do Supremo. Precedentes. Preliminar rejeitada. Aplicação da súmula 704. Não viola as garantias do juiz natural e da ampla 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ defesa, elementares do devido processo legal, a atração, por conexão ou continência, do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados, a qual é irrenunciável. 3. COMPETÊNCIA. Criminal. Inquéritos. Reunião perante o Supremo Tribunal Federal. Avocação. Inadmissibilidade. Conexão inexistente. Medida, ademais, facultativa. Número excessivo de acusados. Ausência de prejuízo à defesa. Preliminar repelida. Precedentes. Inteligência dos arts. 69, 76, 77 e 80 do CPP. Não quadra avocar inquérito policial, quando não haja conexão entre os fatos, nem conveniência de reunião de procedimentos ante o número excessivo de suspeitos ou investigados. 4. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Necessidade demonstrada nas sucessivas decisões. Fundamentação bastante. Situação fática excepcional, insuscetível de apuração plena por outros meios. Subsidiariedade caracterizada. Preliminares rejeitadas. Aplicação dos arts. 5..., XII, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988, e arts. 2..., 4..., § 2..., e 5..., da Lei n 9.296/96. Voto vencido. É lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso. 5. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Prazo legal de autorização. Prorrogações sucessivas. Admissibilidade. Fatos complexos e graves. Necessidade de investigação diferenciada e contínua. Motivações diversas. Ofensa ao art. 5..., caput , da Lei n 9.296/96. Não ocorrência. Preliminar rejeitada. Voto vencido. É lícita a prorrogação do prazo legal de autorização para interceptação telefônica, ainda que de modo sucessivo, quando o fato seja complexo e, como tal, exija investigação diferenciada e contínua. 6. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Prazo legal de autorização. Prorrogações sucessivas pelo Ministro Relator, também durante o recesso forense. Admissibilidade. Competência subsistente do Relator. Preliminar repelida. Voto vencido. O Ministro Relator de inquérito policial, objeto de supervisão do Supremo Tribunal Federal, tem competência para determinar, durante as férias e recesso forenses, realização de diligências e provas que dependam de decisão judicial, inclusive interceptação de conversação telefônica. 7. PROVA. Criminal. Escuta ambiental. Captação e interceptação de sinais eletromagnéticos, óticos ou acústicos. Meio probatório legalmente admitido. Fatos que 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ defesa, elementares do devido processo legal, a atração, por conexão ou continência, do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados, a qual é irrenunciável. 3. COMPETÊNCIA. Criminal. Inquéritos. Reunião perante o Supremo Tribunal Federal. Avocação. Inadmissibilidade. Conexão inexistente. Medida, ademais, facultativa. Número excessivo de acusados. Ausência de prejuízo à defesa. Preliminar repelida. Precedentes. Inteligência dos arts. 69, 76, 77 e 80 do CPP. Não quadra avocar inquérito policial, quando não haja conexão entre os fatos, nem conveniência de reunião de procedimentos ante o número excessivo de suspeitos ou investigados. 4. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Necessidade demonstrada nas sucessivas decisões. Fundamentação bastante. Situação fática excepcional, insuscetível de apuração plena por outros meios. Subsidiariedade caracterizada. Preliminares rejeitadas. Aplicação dos arts. 5..., XII, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988, e arts. 2..., 4..., § 2..., e 5..., da Lei n 9.296/96. Voto vencido. É lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso. 5. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Prazo legal de autorização. Prorrogações sucessivas. Admissibilidade. Fatos complexos e graves. Necessidade de investigação diferenciada e contínua. Motivações diversas. Ofensa ao art. 5..., caput , da Lei n 9.296/96. Não ocorrência. Preliminar rejeitada. Voto vencido. É lícita a prorrogação do prazo legal de autorização para interceptação telefônica, ainda que de modo sucessivo, quando o fato seja complexo e, como tal, exija investigação diferenciada e contínua. 6. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Prazo legal de autorização. Prorrogações sucessivas pelo Ministro Relator, também durante o recesso forense. Admissibilidade. Competência subsistente do Relator. Preliminar repelida. Voto vencido. O Ministro Relator de inquérito policial, objeto de supervisão do Supremo Tribunal Federal, tem competência para determinar, durante as férias e recesso forenses, realização de diligências e provas que dependam de decisão judicial, inclusive interceptação de conversação telefônica. 7. PROVA. Criminal. Escuta ambiental. Captação e interceptação de sinais eletromagnéticos, óticos ou acústicos. Meio probatório legalmente admitido. Fatos que 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ configurariam crimes praticados por quadrilha ou bando ou organização criminosa. Autorização judicial circunstanciada. Previsão normativa expressa do procedimento. Preliminar repelida. Inteligência dos arts. 1... e 2..., IV, da Lei n 9.034/95, com a redação da Lei n 10.217/95. Para fins de persecução criminal de ilícitos praticados por quadrilha, bando, organização ou associação criminosa de qualquer tipo, são permitidos a captação e a interceptação de sinais eletromagnéticos, óticos e acústicos, bem como seu registro e análise, mediante circunstanciada autorização judicial. 8. PROVA. Criminal. Escuta ambiental e exploração de local. Captação de sinais óticos e acústicos. Escritório de advocacia. Ingresso da autoridade policial, no período noturno, para instalação de equipamento. Medidas autorizadas por decisão judicial. Invasão de domicílio. Não caracterização. Suspeita grave da prática de crime por advogado, no escritório, sob pretexto de exercício da profissão. Situação não acobertada pela inviolabilidade constitucional. Inteligência do art. 5..., X e XI, da Constituição Federal de 1988, art. 150, § 4..., III, do Código Penal Brasileiro, e art. 7..., II, da Lei n 8.906/94. Preliminar rejeitada. Votos vencidos. Não opera a inviolabilidade do escritório de advocacia, quando o próprio advogado seja suspeito da prática de crime, sobretudo concebido e consumado no âmbito desse local de trabalho, sob pretexto de exercício da profissão. 9. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Transcrição da totalidade das gravações. Desnecessidade. Gravações diárias e ininterruptas de diversos terminais durante período de 7 (sete) meses. Conteúdo sonoro armazenado em 2 (dois) DVDs e 1 (hum) HD, com mais de quinhentos mil arquivos. Impossibilidade material e inutilidade prática de reprodução gráfica. Suficiência da transcrição literal e integral das gravações em que se apoiou a denúncia. Acesso garantido às defesas também mediante meio magnético, com reabertura de prazo. Cerceamento de defesa não ocorrente. Preliminar repelida. Interpretação do art. 6..., § 1..., da Lei n 9.296/96. Precedentes. Votos vencidos. O disposto no art. 6..., § 1..., da Lei federal n 9.296, de 24 de julho de 1996, só comporta a interpretação sensata de que, salvo para fim ulterior, só é exigível, na formalização da prova de interceptação telefônica, a transcrição integral de tudo aquilo que seja relevante para esclarecer sobre os fatos da causa sub iudice. 10. PROVA. Criminal. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ configurariam crimes praticados por quadrilha ou bando ou organização criminosa. Autorização judicial circunstanciada. Previsão normativa expressa do procedimento. Preliminar repelida. Inteligência dos arts. 1... e 2..., IV, da Lei n 9.034/95, com a redação da Lei n 10.217/95. Para fins de persecução criminal de ilícitos praticados por quadrilha, bando, organização ou associação criminosa de qualquer tipo, são permitidos a captação e a interceptação de sinais eletromagnéticos, óticos e acústicos, bem como seu registro e análise, mediante circunstanciada autorização judicial. 8. PROVA. Criminal. Escuta ambiental e exploração de local. Captação de sinais óticos e acústicos. Escritório de advocacia. Ingresso da autoridade policial, no período noturno, para instalação de equipamento. Medidas autorizadas por decisão judicial. Invasão de domicílio. Não caracterização. Suspeita grave da prática de crime por advogado, no escritório, sob pretexto de exercício da profissão. Situação não acobertada pela inviolabilidade constitucional. Inteligência do art. 5..., X e XI, da Constituição Federal de 1988, art. 150, § 4..., III, do Código Penal Brasileiro, e art. 7..., II, da Lei n 8.906/94. Preliminar rejeitada. Votos vencidos. Não opera a inviolabilidade do escritório de advocacia, quando o próprio advogado seja suspeito da prática de crime, sobretudo concebido e consumado no âmbito desse local de trabalho, sob pretexto de exercício da profissão. 9. PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Transcrição da totalidade das gravações. Desnecessidade. Gravações diárias e ininterruptas de diversos terminais durante período de 7 (sete) meses. Conteúdo sonoro armazenado em 2 (dois) DVDs e 1 (hum) HD, com mais de quinhentos mil arquivos. Impossibilidade material e inutilidade prática de reprodução gráfica. Suficiência da transcrição literal e integral das gravações em que se apoiou a denúncia. Acesso garantido às defesas também mediante meio magnético, com reabertura de prazo. Cerceamento de defesa não ocorrente. Preliminar repelida. Interpretação do art. 6..., § 1..., da Lei n 9.296/96. Precedentes. Votos vencidos. O disposto no art. 6..., § 1..., da Lei federal n 9.296, de 24 de julho de 1996, só comporta a interpretação sensata de que, salvo para fim ulterior, só é exigível, na formalização da prova de interceptação telefônica, a transcrição integral de tudo aquilo que seja relevante para esclarecer sobre os fatos da causa sub iudice. 10. PROVA. Criminal. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ Perícia. Documentos e objetos apreendidos. Laudos ainda em processo de elaboração. Juntada imediata antes do recebimento da denúncia. Inadmissibilidade. Prova não concluída nem usada pelo representante do Ministério Público na denúncia. Falta de interesse processual. Cerceamento de defesa inconcebível. Preliminar rejeitada. Não pode caracterizar cerceamento de defesa prévia contra a denúncia, a falta de laudo pericial em processo de elaboração e no qual não se baseou nem poderia ter-se baseado o representante do Ministério Público. 11. AÇÃO PENAL. Denúncia. Exposição clara e objetiva dos fatos. Acusações específicas baseadas nos elementos retóricos coligidos no inquérito policial. Possibilidade de plena defesa. Justa causa presente. Aptidão formal. Observância do disposto no art. 41 do CPP. Recebimento, exceto em relação ao crime previsto no art. 288 do Código Penal Brasileiro, quanto a um dos denunciados. Votos vencidos. Deve ser recebida a denúncia que, baseada em elementos de prova, contém exposição clara e objetiva dos fatos delituosos e que, como tal, possibilita plena e ampla defesa aos acusados. 12. MAGISTRADO. Ação penal. Denúncia. Recebimento. Infrações penais graves. Afastamento do exercício da função jurisdicional. Aplicação do art. 29 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN (Lei Complementar n 35/79). Medida aconselhável de resguardo ao prestígio do cargo e à própria respeitabilidade do juiz. Ofensa ao art. 5..., LVII, da Constituição Federal de 1988. Não ocorrência. Não viola a garantia constitucional da chamada presunção de inocência, o afastamento do cargo de magistrado contra o qual é recebida denúncia ou queixa” (Inq 2.424, Relator o Ministro Cezar Peluzo, Tribunal Pleno, DJe 26.3.2010). “Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. COMPETÊNCIA POR PREVENCÃO. NULIDADE RELATIVA. SÚMULA 706/Supremo Tribunal Federal. PRECLUSÃO. MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. PRORROGAÇÕES SUCESSIVAS. LEGITIMIDADE. 1. Nos termos da Súmula 706/Supremo Tribunal Federal, é relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção, a qual deve ser arguida oportuna e 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ Perícia. Documentos e objetos apreendidos. Laudos ainda em processo de elaboração. Juntada imediata antes do recebimento da denúncia. Inadmissibilidade. Prova não concluída nem usada pelo representante do Ministério Público na denúncia. Falta de interesse processual. Cerceamento de defesa inconcebível. Preliminar rejeitada. Não pode caracterizar cerceamento de defesa prévia contra a denúncia, a falta de laudo pericial em processo de elaboração e no qual não se baseou nem poderia ter-se baseado o representante do Ministério Público. 11. AÇÃO PENAL. Denúncia. Exposição clara e objetiva dos fatos. Acusações específicas baseadas nos elementos retóricos coligidos no inquérito policial. Possibilidade de plena defesa. Justa causa presente. Aptidão formal. Observância do disposto no art. 41 do CPP. Recebimento, exceto em relação ao crime previsto no art. 288 do Código Penal Brasileiro, quanto a um dos denunciados. Votos vencidos. Deve ser recebida a denúncia que, baseada em elementos de prova, contém exposição clara e objetiva dos fatos delituosos e que, como tal, possibilita plena e ampla defesa aos acusados. 12. MAGISTRADO. Ação penal. Denúncia. Recebimento. Infrações penais graves. Afastamento do exercício da função jurisdicional. Aplicação do art. 29 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN (Lei Complementar n 35/79). Medida aconselhável de resguardo ao prestígio do cargo e à própria respeitabilidade do juiz. Ofensa ao art. 5..., LVII, da Constituição Federal de 1988. Não ocorrência. Não viola a garantia constitucional da chamada presunção de inocência, o afastamento do cargo de magistrado contra o qual é recebida denúncia ou queixa” (Inq 2.424, Relator o Ministro Cezar Peluzo, Tribunal Pleno, DJe 26.3.2010). “Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. COMPETÊNCIA POR PREVENCÃO. NULIDADE RELATIVA. SÚMULA 706/Supremo Tribunal Federal. PRECLUSÃO. MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. PRORROGAÇÕES SUCESSIVAS. LEGITIMIDADE. 1. Nos termos da Súmula 706/Supremo Tribunal Federal, é relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção, a qual deve ser arguida oportuna e 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ tempestivamente, sob pena de preclusão. Precedentes. 2. É legítima a prorrogação de interceptações telefônicas, desde que a decisão seja devidamente fundamentada e observe o art. 5..., XII, da Constituição Federal e a Lei 9.296/96. Eventual referência às decisões pretéritas não traduzem motivação deficiente quando demonstrado que as razões iniciais legitimadoras da interceptação subsistem e o contexto fático delineado pela parte requerente indique a sua necessidade, como único meio de prova, para elucidação do fato criminoso. 3. Recurso ordinário improvido” (RHC 108.926, Relator o Ministro Teori Zavaski, Segunda Turma, DJe 10.3.2015). 6. Para a verificação de alegada nulidade de lapsos de tempo nos quais a interceptação telefônica tenha sido realizada sem autorização judicial, seria imprescindível o reexame de fatos e provas, a que não se presta o recurso ordinário em habeas corpus. 7. Ao não conhecer do habeas corpus, o Superior Tribunal de Justiça decidiu em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, assentando que o “habeas corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.6.2001). Confiram-se também os julgados a seguir: “EMENTA: HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. TRIBUNAL DO JÚRI. NULIDADES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE QUESITOS OBRIGATÓRIOS. LEGÍTIMA DEFESA DA HONRA. CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES APLICÁVEIS. PRETENSÃO DE AFASTAMENTO DE QUALIFICADORA NÃO CONFIGURADA. DEFICIÊNCIA NA FORMULAÇÃO DE QUESITO PERTINENTE À QUALIFICADORA. ESTUPRO. ALEGAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA DE PROVAS DA AUTORIA E DA MATERIALIDADE. DIREITO À PROGRESSÃO DE REGIME 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ tempestivamente, sob pena de preclusão. Precedentes. 2. É legítima a prorrogação de interceptações telefônicas, desde que a decisão seja devidamente fundamentada e observe o art. 5..., XII, da Constituição Federal e a Lei 9.296/96. Eventual referência às decisões pretéritas não traduzem motivação deficiente quando demonstrado que as razões iniciais legitimadoras da interceptação subsistem e o contexto fático delineado pela parte requerente indique a sua necessidade, como único meio de prova, para elucidação do fato criminoso. 3. Recurso ordinário improvido” (RHC 108.926, Relator o Ministro Teori Zavaski, Segunda Turma, DJe 10.3.2015). 6. Para a verificação de alegada nulidade de lapsos de tempo nos quais a interceptação telefônica tenha sido realizada sem autorização judicial, seria imprescindível o reexame de fatos e provas, a que não se presta o recurso ordinário em habeas corpus. 7. Ao não conhecer do habeas corpus, o Superior Tribunal de Justiça decidiu em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, assentando que o “habeas corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.6.2001). Confiram-se também os julgados a seguir: “EMENTA: HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. TRIBUNAL DO JÚRI. NULIDADES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE QUESITOS OBRIGATÓRIOS. LEGÍTIMA DEFESA DA HONRA. CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES APLICÁVEIS. PRETENSÃO DE AFASTAMENTO DE QUALIFICADORA NÃO CONFIGURADA. DEFICIÊNCIA NA FORMULAÇÃO DE QUESITO PERTINENTE À QUALIFICADORA. ESTUPRO. ALEGAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA DE PROVAS DA AUTORIA E DA MATERIALIDADE. DIREITO À PROGRESSÃO DE REGIME 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ PRISIONAL. Não há nulidade pela ausência de quesitação de tese não sustentada pelo defensor em Plenário de julgamento do Tribunal do Júri. Precedentes: 76.050, HC 67.793, HC 81.855, HC 76.611. In casu, além da tese da legítima defesa não ser invocada em momento oportuno, a ata da realização do julgamento dá conta de que os quesitos foram submetidos à apreciação das partes, que concordaram com os mesmos. Não há prejuízo para o réu, quando as circunstâncias atenuantes são afirmadas de modo genérico, desde que sejam consideradas na fixação da pena. Precedente: HC 65.505. A análise da configuração da qualificadora do emprego de meio cruel exige exame aprofundado do material probatório. Exame inadmissível em sede de habeas corpus. Pela mesma razão, não é possível a verificação da ocorrência ou não do crime de estupro, ante as alegações de insuficiência de provas da autoria e da materialidade. O habeas corpus é via processual de verdadeiro atalho, que dispensa a chamada 'dilação probatória'. Precedentes. Tanto a denúncia quanto a pronúncia explicitaram que o recurso utilizado para dificultar a defesa da vítima foi a surpresa. Improcedência da alegação de deficiência da quesitação. Reconhecida a inconstitucionalidade do impedimento da progressão de regime na execução das penas pelo cometimento de crime hediondo, impõe-se a concessão da ordem para afastar o óbice legal. Ressalve-se que pretendida progressão dependerá do preenchimento dos requisitos objetivos e subjetivos que a lei prevê; tudo a ser aferido pelo Juízo da execução. Habeas corpus parcialmente concedido” (HC 84.754, Relator o Ministro Carlos Britto, Primeira Turma, DJ 7.12.2006, grifos nossos). 8. Essa pretensa nulidade não foi examinada pelo juízo de origem, o que traduziria dupla supressão de instância, por não ter havido apreciação do objeto da impetração na segunda instância estadual. Este Supremo Tribunal não admite o conhecimento de habeas corpus em casos como o presente, por incabível o exame, per saltum, de argumentos não apreciados pelo órgão judicial apontado coator, especialmente em se cuidando de casos nos quais não se comprovam requisitos para o acolhimento do pleito, como o flagrante 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ PRISIONAL. Não há nulidade pela ausência de quesitação de tese não sustentada pelo defensor em Plenário de julgamento do Tribunal do Júri. Precedentes: 76.050, HC 67.793, HC 81.855, HC 76.611. In casu, além da tese da legítima defesa não ser invocada em momento oportuno, a ata da realização do julgamento dá conta de que os quesitos foram submetidos à apreciação das partes, que concordaram com os mesmos. Não há prejuízo para o réu, quando as circunstâncias atenuantes são afirmadas de modo genérico, desde que sejam consideradas na fixação da pena. Precedente: HC 65.505. A análise da configuração da qualificadora do emprego de meio cruel exige exame aprofundado do material probatório. Exame inadmissível em sede de habeas corpus. Pela mesma razão, não é possível a verificação da ocorrência ou não do crime de estupro, ante as alegações de insuficiência de provas da autoria e da materialidade. O habeas corpus é via processual de verdadeiro atalho, que dispensa a chamada 'dilação probatória'. Precedentes. Tanto a denúncia quanto a pronúncia explicitaram que o recurso utilizado para dificultar a defesa da vítima foi a surpresa. Improcedência da alegação de deficiência da quesitação. Reconhecida a inconstitucionalidade do impedimento da progressão de regime na execução das penas pelo cometimento de crime hediondo, impõe-se a concessão da ordem para afastar o óbice legal. Ressalve-se que pretendida progressão dependerá do preenchimento dos requisitos objetivos e subjetivos que a lei prevê; tudo a ser aferido pelo Juízo da execução. Habeas corpus parcialmente concedido” (HC 84.754, Relator o Ministro Carlos Britto, Primeira Turma, DJ 7.12.2006, grifos nossos). 8. Essa pretensa nulidade não foi examinada pelo juízo de origem, o que traduziria dupla supressão de instância, por não ter havido apreciação do objeto da impetração na segunda instância estadual. Este Supremo Tribunal não admite o conhecimento de habeas corpus em casos como o presente, por incabível o exame, per saltum, de argumentos não apreciados pelo órgão judicial apontado coator, especialmente em se cuidando de casos nos quais não se comprovam requisitos para o acolhimento do pleito, como o flagrante 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ constrangimento e a manifesta ilegalidade ou abuso de poder: “’Habeas corpus.’ Questão de ordem. Inadmissibilidade de ‘habeas corpus’ em que se pretenda seja concedida liminar por esta Corte substitutiva de duas denegações sucessivas dessa liminar pelos relatores de dois tribunais inferiores a ela, mas dos quais um é superior hierarquicamente ao outro. - A admitir-se essa sucessividade de ‘habeas corpus’, sem que o anterior tenha sido julgado definitivamente para a concessão de liminar ‘per saltum’ -, ter-se-ão de admitir consequências que ferem princípios processuais fundamentais, como o da hierarquia dos graus de jurisdição e o da competência deles. ‘Habeas corpus’ não conhecido” (HC 76.347-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 8.5.1998, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. Impetração contra ato de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Indeferimento de medida liminar em habeas corpus. Caso de ilegalidade aparente. Cognição que implicaria, ademais, dupla supressão de instância. Não conhecimento. Denegação ulterior de HC de co-réu, pelo Superior Tribunal de Justiça. Irrelevância. HC indeferido. Agravo improvido. Aplicação da Súmula 691. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere, com legalidade aparente, a liminar, sobretudo quando o conhecimento implicaria dupla supressão de instância” (HC 86.552- AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 17.2.2006, grifos nossos). Em idêntico norte, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 90.209, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski: “EMENTA: PENAL. PROCESO PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. I - A decisão atacada indeferiu liminarmente a inicial sob o 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ constrangimento e a manifesta ilegalidade ou abuso de poder: “’Habeas corpus.’ Questão de ordem. Inadmissibilidade de ‘habeas corpus’ em que se pretenda seja concedida liminar por esta Corte substitutiva de duas denegações sucessivas dessa liminar pelos relatores de dois tribunais inferiores a ela, mas dos quais um é superior hierarquicamente ao outro. - A admitir-se essa sucessividade de ‘habeas corpus’, sem que o anterior tenha sido julgado definitivamente para a concessão de liminar ‘per saltum’ -, ter-se-ão de admitir consequências que ferem princípios processuais fundamentais, como o da hierarquia dos graus de jurisdição e o da competência deles. ‘Habeas corpus’ não conhecido” (HC 76.347-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 8.5.1998, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. Impetração contra ato de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Indeferimento de medida liminar em habeas corpus. Caso de ilegalidade aparente. Cognição que implicaria, ademais, dupla supressão de instância. Não conhecimento. Denegação ulterior de HC de co-réu, pelo Superior Tribunal de Justiça. Irrelevância. HC indeferido. Agravo improvido. Aplicação da Súmula 691. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere, com legalidade aparente, a liminar, sobretudo quando o conhecimento implicaria dupla supressão de instância” (HC 86.552- AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 17.2.2006, grifos nossos). Em idêntico norte, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 90.209, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski: “EMENTA: PENAL. PROCESO PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. I - A decisão atacada indeferiu liminarmente a inicial sob o 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 125392 / RJ fundamento da inexistência de flagrante ilegalidade da decisão proferida em sede liminar. II - O não-conhecimento da matéria objeto daquela impetração impede a sua análise por esta Corte, sob pena de supressão de instância. III - Agravo Regimental desprovido” (DJ 16.3.2007, grifos nossos). Assim também: Habeas Corpus n. 73.390, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996, e Habeas Corpus n. 81.115, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001. 9. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao recurso, ficando, por óbvio, prejudicado o agravo regimental. 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Supremo Tribunal Federal RHC 125392 / RJ fundamento da inexistência de flagrante ilegalidade da decisão proferida em sede liminar. II - O não-conhecimento da matéria objeto daquela impetração impede a sua análise por esta Corte, sob pena de supressão de instância. III - Agravo Regimental desprovido” (DJ 16.3.2007, grifos nossos). Assim também: Habeas Corpus n. 73.390, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996, e Habeas Corpus n. 81.115, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001. 9. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao recurso, ficando, por óbvio, prejudicado o agravo regimental. 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8479228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário e julgou prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052615 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.392 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário e julgou prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052615 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125 . 392", "HC 99 . 490", "RHC 125392 / RJ", "RHC 125392 / RJ", "HABEAS CORPUS 125 . 392", "Habeas Corpus n . 139 . 306", "HABEAS CORPUS 125 . 392", "Habeas Corpus n . 139 . 306", "RHC 125392 / RJ", "Autos n . 2003 . 51 . 01 . 513657 - 6 . 4", "Habeas Corpus n . 139 . 306", "RHC 125392 / RJ", "Autos n . 2003 . 51 . 01 . 513657 - 6 . 4", "RHC", "RHC 125392 /", "RHC 125392 / RJ", "RHC 125392 / RJ", "HABEAS CORPUS 125 . 392", "HC 86 . 082", "HC 97 . 107", "HC 95 . 244", "HC 99 . 490 / SP", "HABEAS CORPUS 125 . 392", "HC 86 . 082", "HC 97 . 107", "HC 95", "HC 99 . 490 / SP", "51", "IPL n 06 / 2003", "RHC 125392 / RJ", "RHC 125392 / RJ", "125392", "cautelar n 2005 . 51 . 01 . 505110 - 5", "RHC 125392 / RJ", "cautelar n 2005 . 51 . 01 . 505110 - 5", "RHC 125392 / RJ", "RHC 125392 / RJ", "HC 99 . 490", "HC 74 . 195", "RHC 86 . 082", "HC 90 . 178", "HC n 84 . 827 / TO", "RHC 125392 / RJ", "HC 99 . 490", "HC 74 . 195", "RHC 86 . 082", "HC 90 . 178", "HC n 84 . 827 / TO", "RHC 125392 / RJ", "HC 95 . 244", "HC 98 . 345", "HC 95 . 244", "HC n 99 . 490 / SP", "RHC 125392 / RJ", "HC 95 . 244", "HC 98 . 345", "HC 95 . 244", "HC n 99 . 490 / SP", "HC n 83 . 515 / RS", "RHC 125392 / RJ", "HC n 83 . 515 / RS", "RHC 125392 / RJ", "HC n . 106 . 129", "HC n . 83 . 515", "RHC 125392 / RJ", "HC n . 106 . 129", "HC n . 83 . 515", "RHC 125392 / RJ", "RHC 125392 / RJ", "RHC 125392 / RJ", "Inq 2 . 424", "SÚMULA 706 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 706 / Supremo Tribunal Federal", "RHC 125392 / RJ", "Inq", "SÚMULA 706 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 706 / Supremo Tribunal Federal", "RHC 125392 / RJ", "RHC 108 . 926", "HC 74 . 295", "RHC 108 . 926", "HC 74 . 295", "RHC 125392 / RJ", "HC 67 . 793", "HC 81 . 855", "HC 76 . 611", "HC 65 . 505", "HC 84 . 754", "RHC 125392 / RJ", "HC 67 . 793", "HC 81 . 855", "HC 76 . 611", "HC 65 . 505", "HC 84 . 754", "RHC 125392 / RJ", "HC 76 . 347 - QO", "HC 86 . 552 - AgR", "Agravo Regimental no Habeas Corpus n . 90 . 209", "SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RHC 125392 / RJ", "HC 76 . 347 - QO", "HC 86 . 552 - AgR", "Agravo Regimental no Habeas Corpus n . 90 . 209", "SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RHC 125392 / RJ", "Habeas Corpus n . 73 . 390", "Habeas Corpus n . 81 . 115", "RHC 125392 / RJ", "Habeas Corpus n . 73 . 390", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125 . 392", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 288 , 317 , caput , 318 , 319 , 325 , caput , 348 , caput , e 349 c / c os arts . 29 e 69 , todos do Código Penal", "Medida Cautelar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 288 , 317 , caput , 318 , 319 , 325 , caput , 348 , caput , e 349 c / c os arts . 29 e 69 , todos do Código Penal", "Medida Cautelar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 , do Código de Processo Penal", "art . 2 . . . , incisos I , da Lei 9 . 296 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 , do Código de Processo Penal", "art . 2 . . . , incisos I , da Lei 9 . 296 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1o , Lei 9 . 296 / 963", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1o , Lei 9 . 296 / 963", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 648 , inc . VI , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 648 , inc . VI , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 , do Código de Processo Penal", "Lei n 9 . 296 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 , do Código de Processo Penal", "Lei n 9 . 296 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "inc . I e II do art . 2 . . . , da Lei n 9296 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . I e II do art . 2 . . . , da Lei n 9296 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 296 / 96 , art . 5 .", "art . 5 . . . , caput , da L . 9 . 296 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 296 / 96 , art . 5 . . .", "art . 5 . . . , caput , da L . 9 . 296 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 69 , 76 , 77 e 80 do CPP", "arts . 5 . . . , XII , e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "arts . 2 . . . , 4 . . . , § 2 . . . , e 5 . . . , da Lei n 9 . 296 / 96", "art . 5 . . . , caput , da Lei n 9 . 296 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 69 , 76 , 77 e 80 do CPP", "arts . 5 . . . , XII , e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "arts . 2 . . . , 4 . . . , § 2 . . . , e 5 . . . , da Lei n 9 . 296 / 96", "art . 5 . . . , caput , da Lei n 9 . 296 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . e 2 . . . , IV , da Lei n 9 . 034 / 95", "Lei n 10 . 217 / 95", "art . 5 . . . , X e XI , da Constituição Federal de 1988", "art . 150 , § 4 . . . , III , do Código Penal Brasileiro", "art . 7 . . . , II , da Lei n 8 . 906 / 94", "art . 6 . . . , § 1 . . . , da Lei n 9 . 296 / 96", "art . 6 . . . , § 1 . . . , da Lei federal n 9 . 296", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . e 2 . . . , IV , da Lei n 9 . 034 / 95", "Lei n 10 . 217 / 95", "art . 5 . . . , X e XI , da Constituição Federal de 1988", "art . 150 , § 4 . . . , III , do Código Penal Brasileiro", "art . 7 . . . , II , da Lei n 8 . 906 / 94", "art . 6 . . . , § 1 . . . , da Lei n 9 . 296 / 96", "art . 6 . . . , § 1 . . . , da Lei federal n 9 . 296", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 41 do CPP", "art . 288 do Código Penal Brasileiro", "art . 29 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "Lei Complementar n 35 / 79", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal de 1988", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 41 do CPP", "art . 288 do Código Penal Brasileiro", "art . 29 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "LOMAN", "Lei Complementar n 35 / 79", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal de 1988", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XII , da Constituição Federal", "Lei 9 . 296 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XII , da Constituição Federal", "Lei 9 . 296 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "Brasil", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "Delegacia do Aeroporto Internacional", "estado do Rio de Janeiro", "estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Delegacia Previdenciária do Rio de Janeiro", "Tribunal Regional da Segunda Região", "Sexta Vara Federal Criminal / SJRJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Delegacia Previdenciária do Rio de Janeiro", "Tribunal Regional da Segunda Região", "Sexta Vara Federal Criminal /", "SJRJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Parquet Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Parquet Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Parquet Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "6", ".", ".", "Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro", "Departamento de Polícia Federal", "Corregedoria", "-", "Geral", "Departamento de Polícia Federal", "DPF", "Delegacia do", "Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários", "DELEFAZ", "Delegacia de Repressão aos Crimes Previdenciários", "DELEPREV", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "6", ".", ".", ".", "Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro", "Departamento de Polícia Federal", "Corregedoria", "-", "Geral do", "Departamento de Polícia Federal", "DPF", "Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários", "DELEFAZ", "Delegacia de Repressão aos Crimes Previdenciários", "DELEPREV", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "DPF", "DELEFAZ", "DELEPREV", "DELEPREV", "DELEFAZ", "INSS", "Polícia", "Ministério Público Federal", "DELEPREV", "6", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "DPF", "DELEFAZ", "DELEPREV", "DELEPREV", "DELEFAZ", "INSS", "Polícia", "Ministério Público Federal", "DELEPREV", "Vara Federal Criminal da 2", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Seção", "DELEPREV", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Seção Judiciária do Rio de Janeiro", "DELEPREV", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "1", ".", ". . Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "1", ".", ". . Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "RHC", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Ministério Público", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "Joaquim Barbosa", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "CÁRMEN LÚCIA", "Mauro de Miranda Montenegro Martins", "Moura Ribeiro", "Mauro Montenegro", "Daniel Brandão", "Jomar", "Jorge Maurício", "Álvaro Andrade", "Alvan Fernandes", "CÁRMEN LÚCIA", "MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "CÁRMEN LÚCIA", "Mauro de Miranda Montenegro Martins", "Moura Ribeiro", "Mauro Montenegro", "Daniel Brandão", "Jomar", "Jorge Maurício", "Álvaro Andrade", "Alvan Fernandes", "Moura Ribeiro", "Moura Ribeiro", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ELLEN GRACIE", "CESAR PELUSO", "DIAS TOFFOLI", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "ELLEN GRACIE", "CESAR PELUSO", "DIAS TOFFOLI", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "ÁLVARO ANDRADE DA SILVA", "ÁLVARO", "MONTENEGRO", "MAURO MONTENEGRO", "ÁLVARO ANDRADE DA SILVA", "ÁLVARO", "MONTENEGRO", "MAURO MONTENEGRO", "LÚCIA", "Montenegro", "Brasil", "Montenegro", "Brasil", "CÁRMEN LÚCIA RHC", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "Sidney Sanches", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Sidney Sanches", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", "CÁRMEN LÚCIA", "Nelson Jobim", "Nelson Jobim", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Nelson Jobim", "Dias Toffoli", "Nelson Jobim", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA RHC", "Cezar Peluzo", "Cezar Peluzo", "CÁRMEN LÚCIA", "Teori Zavaski", "Celso de Mello", "Teori Zavaski", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "Carlos Britto", "Carlos Britto", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Moreira Alves", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "CÁRMEN LÚCIA", "MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "MAURO DE MIRANDA MONTENEGRO MARTINS", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "03", "/", "2015", "31", ".", "1", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "12", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "12", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "06", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "06", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "12", ".", "2014", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "12", ".", "2014", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "22", ".", "8", ".", "2008", "26", ".", "3", ".", "2011", "30", ".", "4", ".", "2011", "1", "/", "2", "/", "2011", "20", "/", "05", "/", "2005", "12 de maio de 2005", "1", ".", ".", ".", "/", "07", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "22", ".", "8", ".", "2008", "26", ".", "3", ".", "2011", "30", ".", "4", ".", "2011", "1", "/", "2", "/", "2011", "20", "/", "05", "/", "2005", "12 de maio de 2005", "1", ".", ".", ".", "/", "07", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "05", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "05", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "06", "/", "2005", "12 de maio de 2005", "06", "/", "06", "/", "2005", "07", "/", "06", "/", "2005", "06", "/", "06", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "06", "/", "2005", "12 de maio de 2005", "06", "/", "06", "/", "2005", "07", "/", "06", "/", "2005", "06", "/", "06", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "1", ".", "2011", "13", ".", "09", ".", "1996", "22", ".", "8", ".", "2008", "26", ".", "3", ".", "2010", "23", "/", "11", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "1", ".", "2011", "13", ".", "09", ".", "1996", "22", ".", "8", ".", "2008", "26", ".", "3", ".", "2010", "23", "/", "11", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "2010", "17", ".", "9", ".", "2010", "06", "/", "06", "22", ".", "08", ".", "2008", "26", ".", "03", ".", "2010", "30", ".", "04", ".", "2010", "01", ".", "02", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "2010", "17", ".", "9", ".", "2010", "06", "/", "06", "12", "05", "22", ".", "08", ".", "2008", "26", ".", "03", ".", "2010", "30", ".", "04", ".", "2010", "01", ".", "02", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "3", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "3", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "3", ".", "2012", "04", ".", "3", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "3", ".", "2012", "04", ".", "3", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de julho de 1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de julho de 1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "3", ".", "2015", "22", ".", "6", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "3", ".", "2015", "22", ".", "6", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "5", ".", "1998", "17", ".", "2", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "5", ".", "1998", "17", ".", "2", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "3", ".", "2007", "17", ".", "5", ".", "1996", "14", ".", "12", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "3", ".", "2007", "17", ".", "5", ".", "1996", "14", ".", "12", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CEZAR JUNIOR CABRAL ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). DISCUSSÃO ACERCA DE MEDIDAS DE URGÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE NA VIA EXTRAORDINÁRIA. SÚMULA 735/STF. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 17 de março de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059693. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 857128 AGR / AP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059693. Supremo Tribunal Federal ARE 857128 AGR / AP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CEZAR JUNIOR CABRAL ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário em razão da (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) ausência de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal, uma vez que observado o entendimento desta Corte no AI 791.292 QO; (c) impossibilidade de apreciação, nesta via recursal, da alegada violação ao princípio da inafastabilidade da jurisdição, já que tal análise demandaria o exame de normas infraconstitucionais, razão pela qual eventual ofensa se daria de forma meramente reflexa, conforme precedentes da Corte; (d) rejeição, no ARE 748.371 (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), da repercussão geral da matéria atinente à alegada violação aos limites da coisa julgada, bem como aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, por se tratar de questão infraconstitucional; (e) incidência da Súmula 735/STF; e (f) inviabilidade de se revolver o conjunto fático-probatório dos autos, ante o óbice da Súmula 279/STF. Na peça recursal, o agravante sustenta, em síntese, que (a) a decisão proferida pelo STJ não foi devidamente fundamentada, configurando a violação aos arts. 5°, XXXV, e 93, IX, da CF/88; (b) inaplicáveis, ao caso, as Súmulas 279 e 735 do STF. No mais, repisa as alegações de mérito do extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059812. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CEZAR JUNIOR CABRAL ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário em razão da (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) ausência de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal, uma vez que observado o entendimento desta Corte no AI 791.292 QO; (c) impossibilidade de apreciação, nesta via recursal, da alegada violação ao princípio da inafastabilidade da jurisdição, já que tal análise demandaria o exame de normas infraconstitucionais, razão pela qual eventual ofensa se daria de forma meramente reflexa, conforme precedentes da Corte; (d) rejeição, no ARE 748.371 (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), da repercussão geral da matéria atinente à alegada violação aos limites da coisa julgada, bem como aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, por se tratar de questão infraconstitucional; (e) incidência da Súmula 735/STF; e (f) inviabilidade de se revolver o conjunto fático-probatório dos autos, ante o óbice da Súmula 279/STF. Na peça recursal, o agravante sustenta, em síntese, que (a) a decisão proferida pelo STJ não foi devidamente fundamentada, configurando a violação aos arts. 5°, XXXV, e 93, IX, da CF/88; (b) inaplicáveis, ao caso, as Súmulas 279 e 735 do STF. No mais, repisa as alegações de mérito do extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF/88 e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059813. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF/88 e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 857128 AGR / AP exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, quanto à alegada ofensa aos artigos 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da CF/88, no julgamento do AI 791.292 QO- RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), cuja repercussão geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. De outro lado, o entendimento desta Corte é no sentido de não conhecer de recurso extraordinário em que se controverte a respeito da concessão ou denegação de antecipação da tutela ou de outros provimentos de urgência previstos nos artigos 273 e 798 do CPC, porquanto a natureza precária e provisória do juízo de mérito desenvolvido em sede liminar (ainda sujeito a revogação ou modificação nas instâncias ordinárias) desqualifica o requisito constitucional do esgotamento das instâncias ordinárias, indispensável ao cabimento do recurso extraordinário. Foi esse o substrato jurídico que ensejou a edição da Súmula 735/STF, segundo a qual não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar. Por fim, o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar a ação cautelar que pretendia atribuir efeito suspensivo ao recurso especial interposto em mandado de segurança, considerou não preenchidos os requisitos autorizadores da tutela de urgência. Assim, para se concluir de forma diversa da consignada no aresto impugnado, seria necessária a análise dos elementos de fato e da prova dos autos, inviável em recurso extraordinário, a teor da Súmula 279/STF. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059813. Supremo Tribunal Federal ARE 857128 AGR / AP exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, quanto à alegada ofensa aos artigos 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da CF/88, no julgamento do AI 791.292 QO- RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), cuja repercussão geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. De outro lado, o entendimento desta Corte é no sentido de não conhecer de recurso extraordinário em que se controverte a respeito da concessão ou denegação de antecipação da tutela ou de outros provimentos de urgência previstos nos artigos 273 e 798 do CPC, porquanto a natureza precária e provisória do juízo de mérito desenvolvido em sede liminar (ainda sujeito a revogação ou modificação nas instâncias ordinárias) desqualifica o requisito constitucional do esgotamento das instâncias ordinárias, indispensável ao cabimento do recurso extraordinário. Foi esse o substrato jurídico que ensejou a edição da Súmula 735/STF, segundo a qual não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar. Por fim, o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar a ação cautelar que pretendia atribuir efeito suspensivo ao recurso especial interposto em mandado de segurança, considerou não preenchidos os requisitos autorizadores da tutela de urgência. Assim, para se concluir de forma diversa da consignada no aresto impugnado, seria necessária a análise dos elementos de fato e da prova dos autos, inviável em recurso extraordinário, a teor da Súmula 279/STF. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 857128 AGR / AP 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059813. Supremo Tribunal Federal ARE 857128 AGR / AP 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : CEZAR JUNIOR CABRAL ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095736 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : CEZAR JUNIOR CABRAL ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095736 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8143403
2015-03-17T00:00:00
2015-04-06T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). DISCUSSÃO ACERCA DE MEDIDAS DE URGÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE NA VIA EXTRAORDINÁRIA. SÚMULA 735/STF. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur298926
Número de páginas: 7. Análise: 27/04/2015, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
857128
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000735 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 857128 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CEZAR JUNIOR CABRAL ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CEZAR JUNIOR CABRAL ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). DISCUSSÃO ACERCA DE MEDIDAS DE URGÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE NA VIA EXTRAORDINÁRIA. SÚMULA 735/Supremo Tribunal Federal. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 17 de março de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059693. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 857128 AGR / AP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059693. Supremo Tribunal Federal ARE 857128 AGR / AP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CEZAR JUNIOR CABRAL ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário em razão da (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) ausência de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal, uma vez que observado o entendimento desta Corte no AI 791.292 QO; (c) impossibilidade de apreciação, nesta via recursal, da alegada violação ao princípio da inafastabilidade da jurisdição, já que tal análise demandaria o exame de normas infraconstitucionais, razão pela qual eventual ofensa se daria de forma meramente reflexa, conforme precedentes da Corte; (d) rejeição, no ARE 748.371 (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), da repercussão geral da matéria atinente à alegada violação aos limites da coisa julgada, bem como aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, por se tratar de questão infraconstitucional; (e) incidência da Súmula 735/Supremo Tribunal Federal; e (f) inviabilidade de se revolver o conjunto fático-probatório dos autos, ante o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Na peça recursal, o agravante sustenta, em síntese, que (a) a decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça não foi devidamente fundamentada, configurando a violação aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88; (b) inaplicáveis, ao caso, as Súmulas 279 e 735 do Supremo Tribunal Federal. No mais, repisa as alegações de mérito do extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059812. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CEZAR JUNIOR CABRAL ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário em razão da (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) ausência de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal, uma vez que observado o entendimento desta Corte no AI 791.292 QO; (c) impossibilidade de apreciação, nesta via recursal, da alegada violação ao princípio da inafastabilidade da jurisdição, já que tal análise demandaria o exame de normas infraconstitucionais, razão pela qual eventual ofensa se daria de forma meramente reflexa, conforme precedentes da Corte; (d) rejeição, no ARE 748.371 (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), da repercussão geral da matéria atinente à alegada violação aos limites da coisa julgada, bem como aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, por se tratar de questão infraconstitucional; (e) incidência da Súmula 735/Supremo Tribunal Federal; e (f) inviabilidade de se revolver o conjunto fático-probatório dos autos, ante o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Na peça recursal, o agravante sustenta, em síntese, que (a) a decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça não foi devidamente fundamentada, configurando a violação aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88; (b) inaplicáveis, ao caso, as Súmulas 279 e 735 do Supremo Tribunal Federal. No mais, repisa as alegações de mérito do extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059813. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 857128 AGR / AP exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, quanto à alegada ofensa aos artigos 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, no julgamento do AI 791.292 QO- RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), cuja repercussão geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. De outro lado, o entendimento desta Corte é no sentido de não conhecer de recurso extraordinário em que se controverte a respeito da concessão ou denegação de antecipação da tutela ou de outros provimentos de urgência previstos nos artigos 273 e 798 do Código de Processo Civil, porquanto a natureza precária e provisória do juízo de mérito desenvolvido em sede liminar (ainda sujeito a revogação ou modificação nas instâncias ordinárias) desqualifica o requisito constitucional do esgotamento das instâncias ordinárias, indispensável ao cabimento do recurso extraordinário. Foi esse o substrato jurídico que ensejou a edição da Súmula 735/Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar. Por fim, o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar a ação cautelar que pretendia atribuir efeito suspensivo ao recurso especial interposto em mandado de segurança, considerou não preenchidos os requisitos autorizadores da tutela de urgência. Assim, para se concluir de forma diversa da consignada no aresto impugnado, seria necessária a análise dos elementos de fato e da prova dos autos, inviável em recurso extraordinário, a teor da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059813. Supremo Tribunal Federal ARE 857128 AGR / AP exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, quanto à alegada ofensa aos artigos 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, no julgamento do AI 791.292 QO- RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), cuja repercussão geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. De outro lado, o entendimento desta Corte é no sentido de não conhecer de recurso extraordinário em que se controverte a respeito da concessão ou denegação de antecipação da tutela ou de outros provimentos de urgência previstos nos artigos 273 e 798 do Código de Processo Civil, porquanto a natureza precária e provisória do juízo de mérito desenvolvido em sede liminar (ainda sujeito a revogação ou modificação nas instâncias ordinárias) desqualifica o requisito constitucional do esgotamento das instâncias ordinárias, indispensável ao cabimento do recurso extraordinário. Foi esse o substrato jurídico que ensejou a edição da Súmula 735/Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar. Por fim, o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar a ação cautelar que pretendia atribuir efeito suspensivo ao recurso especial interposto em mandado de segurança, considerou não preenchidos os requisitos autorizadores da tutela de urgência. Assim, para se concluir de forma diversa da consignada no aresto impugnado, seria necessária a análise dos elementos de fato e da prova dos autos, inviável em recurso extraordinário, a teor da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 857128 AGR / AP 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059813. Supremo Tribunal Federal ARE 857128 AGR / AP 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8059813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : CEZAR JUNIOR CABRAL ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095736 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.128 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : CEZAR JUNIOR CABRAL ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095736 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857 . 128 AMAPÁ", "QUESTÃO", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 735 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal", "ARE 857128 AGR /", "ARE 857128 AGR", "AI 791 . 292 QO", "ARE 748 . 371", "Súmula 735 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 735 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 857 . 128", "AI 791 . 292 QO", "ARE 748 . 371", "Súmula 735 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 735 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 857128 AGR / AP", "AI 791 . 292 QO - RG / PE", "Súmula 735 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 857128 AGR / AP", "AI 791 . 292 QO - RG / PE", "Súmula 735 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 857128 AGR / AP" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ", § 3 . . . , da", "Constituição Federal de 1988 / 88", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , XXXV e LV , e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição da República", "artigos 273 e 798 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , XXXV e LV , e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição da República", "artigos 273 e 798 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "Brasília", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "CEZAR JUNIOR CABRAL", "RUDI MEIRA CASSEL", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "CEZAR JUNIOR CABRAL", "RUDI MEIRA CASSEL", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "CEZAR JUNIOR CABRAL", "RUDI MEIRA CASSEL", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "CEZAR JUNIOR CABRAL", "RUDI MEIRA CASSEL", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "CEZAR JUNIOR CABRAL", "RUDI MEIRA CASSEL", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "03", "/", "2015", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO - HEMOPE ADV.(A/S) :LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO AGDO.(A/S) :BAXTER HOSPITAL LTDA ADV.(A/S) :MARCELO GAMA ALVES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. VÍRUS DA HEPATITE “C” CONTAMINAÇÃO. LEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA FIGURAR NO POLO PASSIVO DA DEMANDA. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCURSIONAMENTO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 16 a 22/9/2016, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de setembro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924045. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO - HEMOPE ADV.(A/S) :LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO AGDO.(A/S) :BAXTER HOSPITAL LTDA ADV.(A/S) :MARCELO GAMA ALVES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DIREITO À SÁUDE. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS ENTES FEDERATIVOS. TEMA Nº 793 DA REPERCUSSÃO GERAL. RE 855.178. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924046. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO - HEMOPE ADV.(A/S) :LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO AGDO.(A/S) :BAXTER HOSPITAL LTDA ADV.(A/S) :MARCELO GAMA ALVES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DIREITO À SÁUDE. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS ENTES FEDERATIVOS. TEMA Nº 793 DA REPERCUSSÃO GERAL. RE 855.178. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924046. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RE 826199 AGR / PE "Na verdade, a questão posta é eminentemente de direito. E de direito constitucional, restringindo-se em saber se o artigo 198 da Constituição pressupõe a responsabilização da União por todo e qualquer dano ocorrido no âmbito de entidades estaduais e municipais que prestem serviços de saúde. Não parece ser este o comando do mencionado artigo. Uma coisa é o dever constitucional de prestar serviços de saúde - ponto em relação ao qual já decidiu essa Suprema Corte que incide a responsabilidade solidária das três esferas políticas. Outra bastante distinta é saber quem deve responder pelos danos cometidos durante a execução de ações e serviços de saúde. Ora, por prever o artigo 198, I, da CF a 'descentralização, com direção única em cada esfera de governo', não há como imputar à União a condição de responsável universal pelos danos causados no âmbito de entidades integrantes da estrutura governamental dos Estados e dos Municípios." (fl. 411) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924046. Supremo Tribunal Federal RE 826199 AGR / PE "Na verdade, a questão posta é eminentemente de direito. E de direito constitucional, restringindo-se em saber se o artigo 198 da Constituição pressupõe a responsabilização da União por todo e qualquer dano ocorrido no âmbito de entidades estaduais e municipais que prestem serviços de saúde. Não parece ser este o comando do mencionado artigo. Uma coisa é o dever constitucional de prestar serviços de saúde - ponto em relação ao qual já decidiu essa Suprema Corte que incide a responsabilidade solidária das três esferas políticas. Outra bastante distinta é saber quem deve responder pelos danos cometidos durante a execução de ações e serviços de saúde. Ora, por prever o artigo 198, I, da CF a 'descentralização, com direção única em cada esfera de governo', não há como imputar à União a condição de responsável universal pelos danos causados no âmbito de entidades integrantes da estrutura governamental dos Estados e dos Municípios." (fl. 411) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924046. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e no conjunto fático probatório, entendeu que a União é parte legítima para compor o polo passivo da demanda. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "No mérito, a decisão agravada partiu do pressuposto de que a instituição onde, supostamente, ocorrera a contaminação viral do paciente, aqui agravado, integra a Administração Indireta do Estado de Pernambuco, e a União não praticou nenhum ato do qual possa ser responsabilizada a atrair a competência da Justiça Federal para julgar a lide. A Lei 4.701, de 28 de junho de 1965, revogada pela Lei 10.205, de 21 de março de 2001, mas vigente na data do fato que gerou o suposto dano, dispunha sobre o exercício da atividade hemoterápica no Brasil, nos seguintes termos: ‘Art. 3º O exercício da atividade hemoterápica é decorrente da conjugação de serviços executados por organizações oficiais e ou de iniciativa particular, assim classificados: 1) Um órgão normativo e consultivo, ocupando-se do disciplinamento da referida atividade em todo o território nacional; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e no conjunto fático probatório, entendeu que a União é parte legítima para compor o polo passivo da demanda. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "No mérito, a decisão agravada partiu do pressuposto de que a instituição onde, supostamente, ocorrera a contaminação viral do paciente, aqui agravado, integra a Administração Indireta do Estado de Pernambuco, e a União não praticou nenhum ato do qual possa ser responsabilizada a atrair a competência da Justiça Federal para julgar a lide. A Lei 4.701, de 28 de junho de 1965, revogada pela Lei 10.205, de 21 de março de 2001, mas vigente na data do fato que gerou o suposto dano, dispunha sobre o exercício da atividade hemoterápica no Brasil, nos seguintes termos: ‘Art. 3º O exercício da atividade hemoterápica é decorrente da conjugação de serviços executados por organizações oficiais e ou de iniciativa particular, assim classificados: 1) Um órgão normativo e consultivo, ocupando-se do disciplinamento da referida atividade em todo o território nacional; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 826199 AGR / PE 2) órgãos de fiscalização - com autoridade de âmbito nacional, estadual, territorial e municipal, atuando no campo da saúde pública; 3) órgãos executivos, de iniciativa governamental ou particular, e finalidade e amplitude variáveis, operando com sangue ou seus componentes e derivados. Art. 4º São da alçada exclusiva do Governo Federal o disciplinamento e controle da hemoterapia, para garantia de observância dos preceitos da Política Nacional do Sangue. Art. 6º Compete à Comissão Nacional de Hemoterapia: 1) O disciplinamento da atividade médica na utilização de doadores, na coleta, classificação, preservação, manipulação, estocagem, distribuição, indicação, seleção e aplicação de sangue total e seus componentes; 2) a fixação da responsabilidade médica direta sobre a indicação e a execução da transfusão de sangue ou de seus componentes; 3) o disciplinamento da atividade médica na obtenção de matéria prima para processamento, preservação, estocagem, produção e distribuição de derivados industriais do sangue, por empresas estatais ou de iniciativa particular, e da atividade farmacêutica de estocagem desses derivados; (...)' A saúde é direito de todos e dever do Estado, nas três esferas políticas, mediante ações que visem à redução dos riscos de doenças e de outros agravos, e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário aos serviços, dentre eles o da atividade hemoterápica, sendo de exclusiva atribuição do ente Federativo, o disciplinamento e controle da hemoterapia, para garantir a observância dos preceitos da Política Nacional do Sangue, na forma dos dispositivos antes citados. Compete a União adotar medidas de controle aos riscos de contaminação por hemoderivados, de forma a manter a população afastada de qualquer perigo, como deve, também, fixar condições que assegurem a todos o acesso às suas ações e aos seus serviços sem qualquer risco. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Supremo Tribunal Federal RE 826199 AGR / PE 2) órgãos de fiscalização - com autoridade de âmbito nacional, estadual, territorial e municipal, atuando no campo da saúde pública; 3) órgãos executivos, de iniciativa governamental ou particular, e finalidade e amplitude variáveis, operando com sangue ou seus componentes e derivados. Art. 4º São da alçada exclusiva do Governo Federal o disciplinamento e controle da hemoterapia, para garantia de observância dos preceitos da Política Nacional do Sangue. Art. 6º Compete à Comissão Nacional de Hemoterapia: 1) O disciplinamento da atividade médica na utilização de doadores, na coleta, classificação, preservação, manipulação, estocagem, distribuição, indicação, seleção e aplicação de sangue total e seus componentes; 2) a fixação da responsabilidade médica direta sobre a indicação e a execução da transfusão de sangue ou de seus componentes; 3) o disciplinamento da atividade médica na obtenção de matéria prima para processamento, preservação, estocagem, produção e distribuição de derivados industriais do sangue, por empresas estatais ou de iniciativa particular, e da atividade farmacêutica de estocagem desses derivados; (...)' A saúde é direito de todos e dever do Estado, nas três esferas políticas, mediante ações que visem à redução dos riscos de doenças e de outros agravos, e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário aos serviços, dentre eles o da atividade hemoterápica, sendo de exclusiva atribuição do ente Federativo, o disciplinamento e controle da hemoterapia, para garantir a observância dos preceitos da Política Nacional do Sangue, na forma dos dispositivos antes citados. Compete a União adotar medidas de controle aos riscos de contaminação por hemoderivados, de forma a manter a população afastada de qualquer perigo, como deve, também, fixar condições que assegurem a todos o acesso às suas ações e aos seus serviços sem qualquer risco. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 826199 AGR / PE Portanto, é manifesta a legitimidade da União, para figurar no polo passivo de ação, na qual se que busca ressarcimento por danos causados pela contaminação viral, ocorrida em instituição hospitalar ou de centro de hematologia e hemoterapia, decorrente da transfusão de sangue, conforme a caso presente." (doc. 8, fls. 1-2) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, quanto à legitimidade ad causam da União, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional (Leis 4.701/1965 e 10.205/2001), bem como o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO ESTADUAL. PISO SALARIAL. DISCUSSÃO SOBRE A LEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA FIGURAR NO POLO PASSIVO DA DEMANDA E SOBRE A COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO DO FEITO. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. A aferição de eventual interesse da União, quando examinado à luz de violação de norma infraconstitucional, não dá ensejo ao extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se existente, seria mediata ou indireta, a inviabilizar o recurso. 2. A discussão referente à existência de omissão legislativa a implicar mora da União cinge-se à análise da legislação infraconstitucional, o que tampouco autoriza o manejo do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 912.976-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 4/3/2016) "DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FGTS. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM PARA O PROCESSO. CONTROVÉRSIA DE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Supremo Tribunal Federal RE 826199 AGR / PE Portanto, é manifesta a legitimidade da União, para figurar no polo passivo de ação, na qual se que busca ressarcimento por danos causados pela contaminação viral, ocorrida em instituição hospitalar ou de centro de hematologia e hemoterapia, decorrente da transfusão de sangue, conforme a caso presente." (doc. 8, fls. 1-2) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, quanto à legitimidade ad causam da União, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional (Leis 4.701/1965 e 10.205/2001), bem como o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO ESTADUAL. PISO SALARIAL. DISCUSSÃO SOBRE A LEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA FIGURAR NO POLO PASSIVO DA DEMANDA E SOBRE A COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO DO FEITO. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. A aferição de eventual interesse da União, quando examinado à luz de violação de norma infraconstitucional, não dá ensejo ao extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se existente, seria mediata ou indireta, a inviabilizar o recurso. 2. A discussão referente à existência de omissão legislativa a implicar mora da União cinge-se à análise da legislação infraconstitucional, o que tampouco autoriza o manejo do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 912.976-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 4/3/2016) "DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FGTS. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM PARA O PROCESSO. CONTROVÉRSIA DE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 826199 AGR / PE solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 922.011-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 15/2/2016) "DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. UNIÃO. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LEI 11.738/2008. PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. LEGITIMIDADE AD CAUSAM. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.4.2012. 1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 2. A discussão acerca da legitimidade passiva ad causam da União dependeria de prévia análise da legislação processual aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido." (RE 894.412-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 5/11/2015) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. HEMOTERAPIA. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Supremo Tribunal Federal RE 826199 AGR / PE solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 922.011-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 15/2/2016) "DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. UNIÃO. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LEI 11.738/2008. PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. LEGITIMIDADE AD CAUSAM. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.4.2012. 1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 2. A discussão acerca da legitimidade passiva ad causam da União dependeria de prévia análise da legislação processual aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido." (RE 894.412-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 5/11/2015) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. HEMOTERAPIA. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 826199 AGR / PE VÍRUS DA HEPATITE ‘C’ CONTAMINAÇÃO. INDENIZAÇÃO. INCURSIONAMENTO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO." (ARE 935.420-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 6/5/2016) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGITIMIDADE DO PROCEDIMENTO DE FISCALIZAÇÃO ADOTADO PELA RECORRIDA. IMPOSIÇÃO À RECORRENTE DA MULTA PREVISTA NO ART. 538 DO CPC PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. AFERIÇÃO, IN CONCRETO, DA RESPONSABILIDADE DA UNIÃO PELOS DANOS SOFRIDOS PELA RECORRENTE. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II – O julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração de negativa de prestação jurisdicional. III – Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. IV – Agravo regimental improvido." (ARE 733.663-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 20/8/2013) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Supremo Tribunal Federal RE 826199 AGR / PE VÍRUS DA HEPATITE ‘C’ CONTAMINAÇÃO. INDENIZAÇÃO. INCURSIONAMENTO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO." (ARE 935.420-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 6/5/2016) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGITIMIDADE DO PROCEDIMENTO DE FISCALIZAÇÃO ADOTADO PELA RECORRIDA. IMPOSIÇÃO À RECORRENTE DA MULTA PREVISTA NO ART. 538 DO CPC PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. AFERIÇÃO, IN CONCRETO, DA RESPONSABILIDADE DA UNIÃO PELOS DANOS SOFRIDOS PELA RECORRENTE. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II – O julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração de negativa de prestação jurisdicional. III – Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. IV – Agravo regimental improvido." (ARE 733.663-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 20/8/2013) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO - HEMOPE ADV.(A/S) : LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO (11645/PE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO (0020739/PE) AGDO.(A/S) : BAXTER HOSPITAL LTDA ADV.(A/S) : MARCELO GAMA ALVES (23998D/PE) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794798 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO - HEMOPE ADV.(A/S) : LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO (11645/PE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO (0020739/PE) AGDO.(A/S) : BAXTER HOSPITAL LTDA ADV.(A/S) : MARCELO GAMA ALVES (23998D/PE) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794798 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11933461
2016-09-23T00:00:00
2016-10-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. VÍRUS DA HEPATITE “C” CONTAMINAÇÃO. LEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA FIGURAR NO POLO PASSIVO DA DEMANDA. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCURSIONAMENTO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur358831
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 733663 AgR (2ªT), RE 894412 AgR (1ªT), RE 912976 AgR (1ªT), RE 922011 AgR (1ªT), ARE 935420 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 08/11/2016, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
826199
[ "LEG-FED LEI-004701 ANO-1965\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-010205 ANO-2001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 826199 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO - HEMOPE ADV.(A/S) : LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO AGDO.(A/S) : BAXTER HOSPITAL LTDA ADV.(A/S) : MARCELO GAMA ALVES E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO - HEMOPE ADV.(A/S) :LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO AGDO.(A/S) :BAXTER HOSPITAL LTDA ADV.(A/S) :MARCELO GAMA ALVES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. VÍRUS DA HEPATITE “C” CONTAMINAÇÃO. LEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA FIGURAR NO POLO PASSIVO DA DEMANDA. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCURSIONAMENTO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 16 a 22/9/2016, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de setembro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924045. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO - HEMOPE ADV.(A/S) :LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO AGDO.(A/S) :BAXTER HOSPITAL LTDA ADV.(A/S) :MARCELO GAMA ALVES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DIREITO À SÁUDE. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS ENTES FEDERATIVOS. TEMA n 793 DA REPERCUSSÃO GERAL. Recurso Extraordinário 855.178. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924046. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO - HEMOPE ADV.(A/S) :LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO AGDO.(A/S) :BAXTER HOSPITAL LTDA ADV.(A/S) :MARCELO GAMA ALVES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DIREITO À SÁUDE. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS ENTES FEDERATIVOS. TEMA n 793 DA REPERCUSSÃO GERAL. Recurso Extraordinário 855.178. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924046. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE "Na verdade, a questão posta é eminentemente de direito. E de direito constitucional, restringindo-se em saber se o artigo 198 da Constituição pressupõe a responsabilização da União por todo e qualquer dano ocorrido no âmbito de entidades estaduais e municipais que prestem serviços de saúde. Não parece ser este o comando do mencionado artigo. Uma coisa é o dever constitucional de prestar serviços de saúde - ponto em relação ao qual já decidiu essa Suprema Corte que incide a responsabilidade solidária das três esferas políticas. Outra bastante distinta é saber quem deve responder pelos danos cometidos durante a execução de ações e serviços de saúde. Ora, por prever o artigo 198, I, da Constituição Federal de 1988 a 'descentralização, com direção única em cada esfera de governo', não há como imputar à União a condição de responsável universal pelos danos causados no âmbito de entidades integrantes da estrutura governamental dos Estados e dos Municípios." (fl. 411) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924046. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE "Na verdade, a questão posta é eminentemente de direito. E de direito constitucional, restringindo-se em saber se o artigo 198 da Constituição pressupõe a responsabilização da União por todo e qualquer dano ocorrido no âmbito de entidades estaduais e municipais que prestem serviços de saúde. Não parece ser este o comando do mencionado artigo. Uma coisa é o dever constitucional de prestar serviços de saúde - ponto em relação ao qual já decidiu essa Suprema Corte que incide a responsabilidade solidária das três esferas políticas. Outra bastante distinta é saber quem deve responder pelos danos cometidos durante a execução de ações e serviços de saúde. Ora, por prever o artigo 198, I, da Constituição Federal de 1988 a 'descentralização, com direção única em cada esfera de governo', não há como imputar à União a condição de responsável universal pelos danos causados no âmbito de entidades integrantes da estrutura governamental dos Estados e dos Municípios." (fl. 411) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924046. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e no conjunto fático probatório, entendeu que a União é parte legítima para compor o polo passivo da demanda. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "No mérito, a decisão agravada partiu do pressuposto de que a instituição onde, supostamente, ocorrera a contaminação viral do paciente, aqui agravado, integra a Administração Indireta do Estado de Pernambuco, e a União não praticou nenhum ato do qual possa ser responsabilizada a atrair a competência da Justiça Federal para julgar a lide. A Lei 4.701, de 28 de junho de 1965, revogada pela Lei 10.205, de 21 de março de 2001, mas vigente na data do fato que gerou o suposto dano, dispunha sobre o exercício da atividade hemoterápica no Brasil, nos seguintes termos: ‘Art. 3... O exercício da atividade hemoterápica é decorrente da conjugação de serviços executados por organizações oficiais e ou de iniciativa particular, assim classificados: 1) Um órgão normativo e consultivo, ocupando-se do disciplinamento da referida atividade em todo o território nacional; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e no conjunto fático probatório, entendeu que a União é parte legítima para compor o polo passivo da demanda. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "No mérito, a decisão agravada partiu do pressuposto de que a instituição onde, supostamente, ocorrera a contaminação viral do paciente, aqui agravado, integra a Administração Indireta do Estado de Pernambuco, e a União não praticou nenhum ato do qual possa ser responsabilizada a atrair a competência da Justiça Federal para julgar a lide. A Lei 4.701, de 28 de junho de 1965, revogada pela Lei 10.205, de 21 de março de 2001, mas vigente na data do fato que gerou o suposto dano, dispunha sobre o exercício da atividade hemoterápica no Brasil, nos seguintes termos: ‘Art. 3... O exercício da atividade hemoterápica é decorrente da conjugação de serviços executados por organizações oficiais e ou de iniciativa particular, assim classificados: 1) Um órgão normativo e consultivo, ocupando-se do disciplinamento da referida atividade em todo o território nacional; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE 2) órgãos de fiscalização - com autoridade de âmbito nacional, estadual, territorial e municipal, atuando no campo da saúde pública; 3) órgãos executivos, de iniciativa governamental ou particular, e finalidade e amplitude variáveis, operando com sangue ou seus componentes e derivados. Art. 4... São da alçada exclusiva do Governo Federal o disciplinamento e controle da hemoterapia, para garantia de observância dos preceitos da Política Nacional do Sangue. Art. 6... Compete à Comissão Nacional de Hemoterapia: 1) O disciplinamento da atividade médica na utilização de doadores, na coleta, classificação, preservação, manipulação, estocagem, distribuição, indicação, seleção e aplicação de sangue total e seus componentes; 2) a fixação da responsabilidade médica direta sobre a indicação e a execução da transfusão de sangue ou de seus componentes; 3) o disciplinamento da atividade médica na obtenção de matéria prima para processamento, preservação, estocagem, produção e distribuição de derivados industriais do sangue, por empresas estatais ou de iniciativa particular, e da atividade farmacêutica de estocagem desses derivados; (...)' A saúde é direito de todos e dever do Estado, nas três esferas políticas, mediante ações que visem à redução dos riscos de doenças e de outros agravos, e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário aos serviços, dentre eles o da atividade hemoterápica, sendo de exclusiva atribuição do ente Federativo, o disciplinamento e controle da hemoterapia, para garantir a observância dos preceitos da Política Nacional do Sangue, na forma dos dispositivos antes citados. Compete a União adotar medidas de controle aos riscos de contaminação por hemoderivados, de forma a manter a população afastada de qualquer perigo, como deve, também, fixar condições que assegurem a todos o acesso às suas ações e aos seus serviços sem qualquer risco. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE 2) órgãos de fiscalização - com autoridade de âmbito nacional, estadual, territorial e municipal, atuando no campo da saúde pública; 3) órgãos executivos, de iniciativa governamental ou particular, e finalidade e amplitude variáveis, operando com sangue ou seus componentes e derivados. Art. 4... São da alçada exclusiva do Governo Federal o disciplinamento e controle da hemoterapia, para garantia de observância dos preceitos da Política Nacional do Sangue. Art. 6... Compete à Comissão Nacional de Hemoterapia: 1) O disciplinamento da atividade médica na utilização de doadores, na coleta, classificação, preservação, manipulação, estocagem, distribuição, indicação, seleção e aplicação de sangue total e seus componentes; 2) a fixação da responsabilidade médica direta sobre a indicação e a execução da transfusão de sangue ou de seus componentes; 3) o disciplinamento da atividade médica na obtenção de matéria prima para processamento, preservação, estocagem, produção e distribuição de derivados industriais do sangue, por empresas estatais ou de iniciativa particular, e da atividade farmacêutica de estocagem desses derivados; (...)' A saúde é direito de todos e dever do Estado, nas três esferas políticas, mediante ações que visem à redução dos riscos de doenças e de outros agravos, e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário aos serviços, dentre eles o da atividade hemoterápica, sendo de exclusiva atribuição do ente Federativo, o disciplinamento e controle da hemoterapia, para garantir a observância dos preceitos da Política Nacional do Sangue, na forma dos dispositivos antes citados. Compete a União adotar medidas de controle aos riscos de contaminação por hemoderivados, de forma a manter a população afastada de qualquer perigo, como deve, também, fixar condições que assegurem a todos o acesso às suas ações e aos seus serviços sem qualquer risco. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE Portanto, é manifesta a legitimidade da União, para figurar no polo passivo de ação, na qual se que busca ressarcimento por danos causados pela contaminação viral, ocorrida em instituição hospitalar ou de centro de hematologia e hemoterapia, decorrente da transfusão de sangue, conforme a caso presente." (doc. 8, fls. 1-2) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, quanto à legitimidade ad causam da União, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional (Leis 4.701/1965 e 10.205/2001), bem como o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO ESTADUAL. PISO SALARIAL. DISCUSSÃO SOBRE A LEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA FIGURAR NO POLO PASSIVO DA DEMANDA E SOBRE A COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO DO FEITO. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. A aferição de eventual interesse da União, quando examinado à luz de violação de norma infraconstitucional, não dá ensejo ao extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se existente, seria mediata ou indireta, a inviabilizar o recurso. 2. A discussão referente à existência de omissão legislativa a implicar mora da União cinge-se à análise da legislação infraconstitucional, o que tampouco autoriza o manejo do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 912.976-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 4/3/2016) "DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FGTS. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM PARA O PROCESSO. CONTROVÉRSIA DE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE Portanto, é manifesta a legitimidade da União, para figurar no polo passivo de ação, na qual se que busca ressarcimento por danos causados pela contaminação viral, ocorrida em instituição hospitalar ou de centro de hematologia e hemoterapia, decorrente da transfusão de sangue, conforme a caso presente." (doc. 8, fls. 1-2) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, quanto à legitimidade ad causam da União, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional (Leis 4.701/1965 e 10.205/2001), bem como o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO ESTADUAL. PISO SALARIAL. DISCUSSÃO SOBRE A LEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA FIGURAR NO POLO PASSIVO DA DEMANDA E SOBRE A COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO DO FEITO. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. A aferição de eventual interesse da União, quando examinado à luz de violação de norma infraconstitucional, não dá ensejo ao extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se existente, seria mediata ou indireta, a inviabilizar o recurso. 2. A discussão referente à existência de omissão legislativa a implicar mora da União cinge-se à análise da legislação infraconstitucional, o que tampouco autoriza o manejo do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 912.976-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 4/3/2016) "DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FGTS. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM PARA O PROCESSO. CONTROVÉRSIA DE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 922.011-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 15/2/2016) "DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. UNIÃO. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LEI 11.738/2008. PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. LEGITIMIDADE AD CAUSAM. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.4.2012. 1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 2. A discussão acerca da legitimidade passiva ad causam da União dependeria de prévia análise da legislação processual aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido." (Recurso Extraordinário 894.412-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 5/11/2015) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. HEMOTERAPIA. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 922.011-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 15/2/2016) "DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. UNIÃO. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LEI 11.738/2008. PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. LEGITIMIDADE AD CAUSAM. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.4.2012. 1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. 2. A discussão acerca da legitimidade passiva ad causam da União dependeria de prévia análise da legislação processual aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Agravo regimental conhecido e não provido." (Recurso Extraordinário 894.412-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 5/11/2015) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. HEMOTERAPIA. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE VÍRUS DA HEPATITE ‘C’ CONTAMINAÇÃO. INDENIZAÇÃO. INCURSIONAMENTO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO." (ARE 935.420-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 6/5/2016) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGITIMIDADE DO PROCEDIMENTO DE FISCALIZAÇÃO ADOTADO PELA RECORRIDA. IMPOSIÇÃO À RECORRENTE DA MULTA PREVISTA NO ART. 538 DO Código de Processo Civil PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. AFERIÇÃO, IN CONCRETO, DA RESPONSABILIDADE DA UNIÃO PELOS DANOS SOFRIDOS PELA RECORRENTE. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II – O julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração de negativa de prestação jurisdicional. III – Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo regimental improvido." (ARE 733.663-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 20/8/2013) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE VÍRUS DA HEPATITE ‘C’ CONTAMINAÇÃO. INDENIZAÇÃO. INCURSIONAMENTO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO." (ARE 935.420-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 6/5/2016) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGITIMIDADE DO PROCEDIMENTO DE FISCALIZAÇÃO ADOTADO PELA RECORRIDA. IMPOSIÇÃO À RECORRENTE DA MULTA PREVISTA NO ART. 538 DO Código de Processo Civil PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. AFERIÇÃO, IN CONCRETO, DA RESPONSABILIDADE DA UNIÃO PELOS DANOS SOFRIDOS PELA RECORRENTE. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II – O julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração de negativa de prestação jurisdicional. III – Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo regimental improvido." (ARE 733.663-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 20/8/2013) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO - HEMOPE ADV.(A/S) : LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO (11645/PE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO (0020739/PE) AGDO.(A/S) : BAXTER HOSPITAL LTDA ADV.(A/S) : MARCELO GAMA ALVES (23998D/PE) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794798 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826.199 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO - HEMOPE ADV.(A/S) : LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO (11645/PE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO (0020739/PE) AGDO.(A/S) : BAXTER HOSPITAL LTDA ADV.(A/S) : MARCELO GAMA ALVES (23998D/PE) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794798 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826 . 199", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826 .", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 855 . 178", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826 . 199", "Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 912 . 976 - AgR", "Recurso Extraordinário 826199 AGR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 912 . 976 - AgR", "Recurso Extraordinário 826199 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 922 . 011 - AgR", "Recurso Extraordinário 894 . 412 - AgR", "Recurso Extraordinário 826199 AGR /", "Recurso Extraordinário 922 . 011 - AgR", "Recurso Extraordinário 894 . 412 - AgR", "Recurso Extraordinário 826199", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 935 . 420 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 733 . 663 - AgR", "Recurso Extraordinário 826199 AGR /", "ARE 935 . 420 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 826 . 199", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 198 da Constituição", "artigo 198 , I , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 198 da Constituição", "artigo 198 , I , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 4 . 701", "Lei 10 . 205", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 4 . 701", "Lei 10 . 205", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 4 . 701 / 1965", "10", ".", "205", "/", "2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 4 . 701 / 1965", "10", ".", "205", "/", "2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 11 . 738 / 2008", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 11 . 738 / 2008", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "ART . 538 DO Código de Processo Civil", "ART . 5 . . . , XXXV , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 538 DO Código de Processo Civil", "ART . 5 . . . , XXXV , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "Estado de Pernambuco", "Brasil", "Estado de Pernambuco", "Brasil", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO", "HEMOPE", "BAXTER HOSPITAL LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO", "HEMOPE", "BAXTER HOSPITAL LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO", "HEMOPE", "ESTADO", "BAXTER HOSPITAL LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Suprema Corte", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Governo Federal", "Comissão Nacional de Hemoterapia", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Comissão Nacional de Hemoterapia", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "União", "UNIÃO", "União", "União", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "UNIÃO", "União", "União", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO", "HEMOPE", "BAXTER HOSPITAL LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO", "BAXTER HOSPITAL LTDA", ".", ". Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO", "ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO", "JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO", "MARCELO GAMA ALVES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO", "ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO", "JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO", "MARCELO GAMA ALVES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO", "ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO", "JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO", "MARCELO GAMA ALVES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO", "ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO", "JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO", "MARCELO GAMA ALVES", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "LAURENE LUCENA TAVARES DE MELO", "ANDERSSON PEREIRA DO NASCIMENTO", "JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO", "MARCELO GAMA ALVES", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22", "/", "9", "/", "2016", "23 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "28 de junho de 1965", "21 de março de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "28 de junho de 1965", "21 de março de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "3", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "3", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "2", "/", "2016", "12", ".", "4", ".", "2012", "5", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "2", "/", "2016", "12", ".", "4", ".", "2012", "5", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "5", "/", "2016", "20", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "5", "/", "2016", "20", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EVERTON GONÇALVES DUTRA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. MAGISTRATURA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 742.578-RG, sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, reafirmou a jurisprudência desta Corte para assentar a ausência de repercussão geral da controvérsia, por se tratar de matéria de âmbito infraconstitucional. 2. Esta Corte firmou o entendimento no sentido de que a presente matéria não envolve interesse geral da magistratura, o que afasta suposta violação ao art. 102, I, n, da Constituição. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 a 22 de setembro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767954. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 677991 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767954. Supremo Tribunal Federal ARE 677991 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EVERTON GONÇALVES DUTRA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 25.11.2014, cujo objeto é decisão que negou seguimento aos recursos da União, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de dois recursos. O primeiro interposto pela União e admitido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O segundo recurso consiste em agravo, interposto também pela União, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Nos dois recursos está em discussão o pagamento de ajuda de custo, em decorrência de remoção a pedido, a membro da magistratura federal. Os recursos não devem ser admitidos. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 742.578-RG, sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, reafirmou a jurisprudência desta Corte para assentar a ausência de repercussão geral da controvérsia, por se tratar de matéria de âmbito infraconstitucional. Confira-se a ementa do referido julgado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767955. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EVERTON GONÇALVES DUTRA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 25.11.2014, cujo objeto é decisão que negou seguimento aos recursos da União, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de dois recursos. O primeiro interposto pela União e admitido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O segundo recurso consiste em agravo, interposto também pela União, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Nos dois recursos está em discussão o pagamento de ajuda de custo, em decorrência de remoção a pedido, a membro da magistratura federal. Os recursos não devem ser admitidos. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 742.578-RG, sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, reafirmou a jurisprudência desta Corte para assentar a ausência de repercussão geral da controvérsia, por se tratar de matéria de âmbito infraconstitucional. Confira-se a ementa do referido julgado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 677991 AGR / SC ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Ademais, o argumento de que a competência para julgamento da presente controvérsia é exclusiva do Supremo Tribunal Federal, com base no art. 102, I, n, da Constituição Federal, não procede. Isso porque a jurisprudência desta Corte tem se orientado no sentido de que a presente matéria não envolve interesse geral da magistratura. Nesse sentido: ARE 721.087-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; e ARE 754.681-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. Diante do exposto, com base no art. 557, caput, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento aos recursos.” 2. A parte agravante sustenta que o caso é diverso do decidido no RE 742.578-RG e reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação ao art. 102, I, n, da Constituição. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767955. Supremo Tribunal Federal ARE 677991 AGR / SC ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Ademais, o argumento de que a competência para julgamento da presente controvérsia é exclusiva do Supremo Tribunal Federal, com base no art. 102, I, n, da Constituição Federal, não procede. Isso porque a jurisprudência desta Corte tem se orientado no sentido de que a presente matéria não envolve interesse geral da magistratura. Nesse sentido: ARE 721.087-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; e ARE 754.681-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. Diante do exposto, com base no art. 557, caput, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento aos recursos.” 2. A parte agravante sustenta que o caso é diverso do decidido no RE 742.578-RG e reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação ao art. 102, I, n, da Constituição. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 742.578-RG, reafirmou sua jurisprudência para assentar a ausência de repercussão geral da controvérsia relativa ao pagamento de ajuda de custo, em decorrência de remoção a pedido, a membro da magistratura federal. Ressalta-se que, apesar de o caso paradigma envolver remoção a pedido de membro do Ministério Público, nas razões do voto o relator, Ministro Ricardo Lewandowski, assentou que o entendimento é válido também para demais servidores públicos, inclusive os magistrados. 3. Ademais, o entendimento recente desta Corte é no sentido de que a presente matéria não envolve interesse geral da magistratura, o que afasta a alegada violação ao art. 102, I, n, da Constituição. Nesse sentido, confiram os seguintes precedentes das duas Turmas desta Corte: “DIREITO CONSTITUCIONAL. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.3.2012. 1. O art. 102, I, ‘n’, da Constituição Federal não comporta exegese que desloque para o Supremo Tribunal Federal o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767956. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 742.578-RG, reafirmou sua jurisprudência para assentar a ausência de repercussão geral da controvérsia relativa ao pagamento de ajuda de custo, em decorrência de remoção a pedido, a membro da magistratura federal. Ressalta-se que, apesar de o caso paradigma envolver remoção a pedido de membro do Ministério Público, nas razões do voto o relator, Ministro Ricardo Lewandowski, assentou que o entendimento é válido também para demais servidores públicos, inclusive os magistrados. 3. Ademais, o entendimento recente desta Corte é no sentido de que a presente matéria não envolve interesse geral da magistratura, o que afasta a alegada violação ao art. 102, I, n, da Constituição. Nesse sentido, confiram os seguintes precedentes das duas Turmas desta Corte: “DIREITO CONSTITUCIONAL. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.3.2012. 1. O art. 102, I, ‘n’, da Constituição Federal não comporta exegese que desloque para o Supremo Tribunal Federal o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 677991 AGR / SC julgamento de toda e qualquer ação ajuizada por magistrados. 2. Controvérsia não fundada em prerrogativa específica e exclusiva da magistratura. Não amoldada à espécie o art. 102, I, ‘n’ , da Carta Política. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 725.790-AgR, Relª. Minª Rosa Weber, Primeira Turma) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, ‘n’, DA CONSTITUIÇÃO – INOCORRÊNCIA – LITÍGIO QUE NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA – EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA, AO MINISTÉRIO PÚBLICO, À DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, À ADVOCACIA- -GERAL DA UNIÃO, AOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS COMO UM TODO E AOS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS – COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (CF, ART. 102, I, ‘n’) – PRECEDENTES – REMOÇÃO A PEDIDO DE MAGISTRADO – AJUDA DE CUSTO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO RE 742.578-RG/MA, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (ARE 711.989-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do CPC/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767956. Supremo Tribunal Federal ARE 677991 AGR / SC julgamento de toda e qualquer ação ajuizada por magistrados. 2. Controvérsia não fundada em prerrogativa específica e exclusiva da magistratura. Não amoldada à espécie o art. 102, I, ‘n’ , da Carta Política. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 725.790-AgR, Relª. Minª Rosa Weber, Primeira Turma) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, ‘n’, DA CONSTITUIÇÃO – INOCORRÊNCIA – LITÍGIO QUE NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA – EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA, AO MINISTÉRIO PÚBLICO, À DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, À ADVOCACIA- -GERAL DA UNIÃO, AOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS COMO UM TODO E AOS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS – COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (CF, ART. 102, I, ‘n’) – PRECEDENTES – REMOÇÃO A PEDIDO DE MAGISTRADO – AJUDA DE CUSTO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO RE 742.578-RG/MA, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (ARE 711.989-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do CPC/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EVERTON GONÇALVES DUTRA ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID (16544/SC) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794784 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EVERTON GONÇALVES DUTRA ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID (16544/SC) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794784 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11795232
2016-09-23T00:00:00
2016-10-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2º, do CPC/1973, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. MAGISTRATURA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 742.578-RG, sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, reafirmou a jurisprudência desta Corte para assentar a ausência de repercussão geral da controvérsia, por se tratar de matéria de âmbito infraconstitucional. 2. Esta Corte firmou o entendimento no sentido de que a presente matéria não envolve interesse geral da magistratura, o que afasta suposta violação ao art. 102, I, n, da Constituição. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973.
sjur357619
- Acórdão(s) citado(s): (MAGISTRADO FEDERAL, REMOÇÃO A PEDIDO, AJUDA DE CUSTA) RE 742578 RG. (INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA, AUSÊNCIA) ARE 711989 AgR (2ªT), ARE 725790 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 13/10/2016, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
677991
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-N\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 677991 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EVERTON GONÇALVES DUTRA ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EVERTON GONÇALVES DUTRA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. MAGISTRATURA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 742.578-RG, sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, reafirmou a jurisprudência desta Corte para assentar a ausência de repercussão geral da controvérsia, por se tratar de matéria de âmbito infraconstitucional. 2. Esta Corte firmou o entendimento no sentido de que a presente matéria não envolve interesse geral da magistratura, o que afasta suposta violação ao art. 102, I, n, da Constituição. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 a 22 de setembro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767954. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 677991 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767954. Supremo Tribunal Federal ARE 677991 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EVERTON GONÇALVES DUTRA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 25.11.2014, cujo objeto é decisão que negou seguimento aos recursos da União, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de dois recursos. O primeiro interposto pela União e admitido pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região. O segundo recurso consiste em agravo, interposto também pela União, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Nos dois recursos está em discussão o pagamento de ajuda de custo, em decorrência de remoção a pedido, a membro da magistratura federal. Os recursos não devem ser admitidos. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 742.578-RG, sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, reafirmou a jurisprudência desta Corte para assentar a ausência de repercussão geral da controvérsia, por se tratar de matéria de âmbito infraconstitucional. Confira-se a ementa do referido julgado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767955. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EVERTON GONÇALVES DUTRA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 25.11.2014, cujo objeto é decisão que negou seguimento aos recursos da União, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de dois recursos. O primeiro interposto pela União e admitido pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região. O segundo recurso consiste em agravo, interposto também pela União, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Nos dois recursos está em discussão o pagamento de ajuda de custo, em decorrência de remoção a pedido, a membro da magistratura federal. Os recursos não devem ser admitidos. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 742.578-RG, sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, reafirmou a jurisprudência desta Corte para assentar a ausência de repercussão geral da controvérsia, por se tratar de matéria de âmbito infraconstitucional. Confira-se a ementa do referido julgado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 677991 AGR / SC ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Ademais, o argumento de que a competência para julgamento da presente controvérsia é exclusiva do Supremo Tribunal Federal, com base no art. 102, I, n, da Constituição Federal, não procede. Isso porque a jurisprudência desta Corte tem se orientado no sentido de que a presente matéria não envolve interesse geral da magistratura. Nesse sentido: ARE 721.087-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; e ARE 754.681-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. Diante do exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento aos recursos.” 2. A parte agravante sustenta que o caso é diverso do decidido no Recurso Extraordinário 742.578-RG e reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação ao art. 102, I, n, da Constituição. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767955. Supremo Tribunal Federal ARE 677991 AGR / SC ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Ademais, o argumento de que a competência para julgamento da presente controvérsia é exclusiva do Supremo Tribunal Federal, com base no art. 102, I, n, da Constituição Federal, não procede. Isso porque a jurisprudência desta Corte tem se orientado no sentido de que a presente matéria não envolve interesse geral da magistratura. Nesse sentido: ARE 721.087-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; e ARE 754.681-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. Diante do exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento aos recursos.” 2. A parte agravante sustenta que o caso é diverso do decidido no Recurso Extraordinário 742.578-RG e reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação ao art. 102, I, n, da Constituição. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 742.578-RG, reafirmou sua jurisprudência para assentar a ausência de repercussão geral da controvérsia relativa ao pagamento de ajuda de custo, em decorrência de remoção a pedido, a membro da magistratura federal. Ressalta-se que, apesar de o caso paradigma envolver remoção a pedido de membro do Ministério Público, nas razões do voto o relator, Ministro Ricardo Lewandowski, assentou que o entendimento é válido também para demais servidores públicos, inclusive os magistrados. 3. Ademais, o entendimento recente desta Corte é no sentido de que a presente matéria não envolve interesse geral da magistratura, o que afasta a alegada violação ao art. 102, I, n, da Constituição. Nesse sentido, confiram os seguintes precedentes das duas Turmas desta Corte: “DIREITO CONSTITUCIONAL. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.3.2012. 1. O art. 102, I, ‘n’, da Constituição Federal não comporta exegese que desloque para o Supremo Tribunal Federal o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767956. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 742.578-RG, reafirmou sua jurisprudência para assentar a ausência de repercussão geral da controvérsia relativa ao pagamento de ajuda de custo, em decorrência de remoção a pedido, a membro da magistratura federal. Ressalta-se que, apesar de o caso paradigma envolver remoção a pedido de membro do Ministério Público, nas razões do voto o relator, Ministro Ricardo Lewandowski, assentou que o entendimento é válido também para demais servidores públicos, inclusive os magistrados. 3. Ademais, o entendimento recente desta Corte é no sentido de que a presente matéria não envolve interesse geral da magistratura, o que afasta a alegada violação ao art. 102, I, n, da Constituição. Nesse sentido, confiram os seguintes precedentes das duas Turmas desta Corte: “DIREITO CONSTITUCIONAL. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.3.2012. 1. O art. 102, I, ‘n’, da Constituição Federal não comporta exegese que desloque para o Supremo Tribunal Federal o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 677991 AGR / SC julgamento de toda e qualquer ação ajuizada por magistrados. 2. Controvérsia não fundada em prerrogativa específica e exclusiva da magistratura. Não amoldada à espécie o art. 102, I, ‘n’ , da Carta Política. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 725.790-AgR, Rel. Min Rosa Weber, Primeira Turma) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, ‘n’, DA CONSTITUIÇÃO – INOCORRÊNCIA – LITÍGIO QUE NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA – EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA, AO MINISTÉRIO PÚBLICO, À DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, À ADVOCACIA- -GERAL DA UNIÃO, AOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS COMO UM TODO E AOS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS – COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ‘n’) – PRECEDENTES – REMOÇÃO A PEDIDO DE MAGISTRADO – AJUDA DE CUSTO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO Recurso Extraordinário 742.578-RG/MA, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (ARE 711.989-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767956. Supremo Tribunal Federal ARE 677991 AGR / SC julgamento de toda e qualquer ação ajuizada por magistrados. 2. Controvérsia não fundada em prerrogativa específica e exclusiva da magistratura. Não amoldada à espécie o art. 102, I, ‘n’ , da Carta Política. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 725.790-AgR, Rel. Min Rosa Weber, Primeira Turma) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, ‘n’, DA CONSTITUIÇÃO – INOCORRÊNCIA – LITÍGIO QUE NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA – EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA, AO MINISTÉRIO PÚBLICO, À DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, À ADVOCACIA- -GERAL DA UNIÃO, AOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS COMO UM TODO E AOS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS – COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ‘n’) – PRECEDENTES – REMOÇÃO A PEDIDO DE MAGISTRADO – AJUDA DE CUSTO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO Recurso Extraordinário 742.578-RG/MA, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (ARE 711.989-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em favor da parte agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11767956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EVERTON GONÇALVES DUTRA ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID (16544/SC) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794784 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.991 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EVERTON GONÇALVES DUTRA ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID (16544/SC) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794784 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677 . 991", "Recurso Extraordinário 742 . 578 - RG", "ARE 677991 AGR /", "ARE 677991 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 742 . 578 - RG", "Recurso Extraordinário 742 . 578 - RG", "ARE 677991 AGR", "ARE 721 . 087 - AgR", "ARE 754 . 681 - AgR", "Recurso Extraordinário 742 . 578 - RG", "ARE 677991 AGR / SC", "ARE 721 . 087 - AgR", "ARE 754 . 681 - AgR", "Recurso Extraordinário 742 . 578 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677 . 991", "Recurso Extraordinário 742 . 578 - RG", "Recurso Extraordinário 742 . 578 - RG", "ARE 677991 AGR /", "ARE 725 . 790 - AgR", "Recurso Extraordinário 742 . 578 - RG / MA", "ARE 711 . 989 - AgR", "ARE 725 . 790 - AgR", "Recurso Extraordinário 742 . 578 - RG / MA", "ARE 711 . 989 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , I , n , da Constituição", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , n , da Constituição Federal", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 102 , I , n , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , n , da Constituição Federal", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 102 , I , n , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , n , da Constituição", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , n , da Constituição", "art . 102 , I , ‘ n ’ , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , ‘ n ’ , da Carta Política", "LEI n 12 . 322 / 2010", "ART . 102 , I , ‘ n ’ , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , ‘ n ’", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , ‘ n ’ , da Carta Política", "LEI n 12 . 322 / 2010", "ART . 102 , I , ‘ n ’ , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , ‘ n ’", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "União", "União", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "União", "União", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SC", "Primeira Turma", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "ADVOCACIA", "-", "-", "GERAL DA UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "ADVOCACIA", "-", "-", "GERAL DA UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "EVERTON GONÇALVES DUTRA", "ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID", "Ricardo Lewandowski", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "EVERTON GONÇALVES DUTRA", "ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "EVERTON GONÇALVES DUTRA", "ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "ROBERTO BARROSO", "EVERTON GONÇALVES DUTRA", "ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "EVERTON GONÇALVES DUTRA", "ANTONIO CARLOS FACIOLI CHEDID", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "23", "/", "09", "/", "2016", "16 a 22 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "25", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "25", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "30", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "30", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ LEONARDO MULSER ADV.(A/S) :ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA EMBDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 2ª VARA DE FAMÍLIA SUCESSÕES E CÍVEL DE GOIÂNIA - GO INTDO.(A/S) :MÁRCIA MARIA MULSER ADV.(A/S) :CAROLINA CHAVES SOARES EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE INFUNDADO. ABUSO DO PODER RECURSAL. MULTA. GRATUIDADE DA JUSTIÇA. PAGAMENTO. OBRIGATORIEDADE DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II – Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – A regra do art. 557, § 2º , do CPC, com redação dada pela Lei 9.756/98, tem o objetivo de coibir abusos e desvios do dever de lealdade processual. Precedentes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039705. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO IV – Não obstante o direito do recorrente à gratuidade da Justiça, permanece cabível a condenação ao pagamento da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC, instituto de natureza diversa, de caráter punitivo. V – Embargos de declaração rejeitados. VI – Remessa imediata dos autos ao gabinete do Ministro Roberto Barroso, independentemente de publicação do acórdão. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negar seguimento aos embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Brasília, 12 de março de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039705. Supremo Tribunal Federal AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO IV – Não obstante o direito do recorrente à gratuidade da Justiça, permanece cabível a condenação ao pagamento da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC, instituto de natureza diversa, de caráter punitivo. V – Embargos de declaração rejeitados. VI – Remessa imediata dos autos ao gabinete do Ministro Roberto Barroso, independentemente de publicação do acórdão. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negar seguimento aos embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Brasília, 12 de março de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ LEONARDO MULSER ADV.(A/S) :ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA EMBDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 2ª VARA DE FAMÍLIA SUCESSÕES E CÍVEL DE GOIÂNIA - GO INTDO.(A/S) :MÁRCIA MARIA MULSER ADV.(A/S) :CAROLINA CHAVES SOARES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Eis a decisão recorrida, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IRRECORRIBILIDADE DA DECISÃO DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA. REITERAÇÃO DE RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. IMPOSIÇÃO DE MULTA. RECURSO REJEITADO. I A fixação da competência é assunto atinente à organização desta Corte e, portanto, matéria irrecorrível. II Recurso manifestamente protelatório. Condenação em multa de 1% do valor atualizado da causa (arts. 17, VII, e 18 do CPC). III Recurso manifestamente inadmissível, nos termos do artigo 557, do Código de Processo Civil. IV Agravo a que se nega provimento, com imposição de multa”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039706. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ LEONARDO MULSER ADV.(A/S) :ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA EMBDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 2ª VARA DE FAMÍLIA SUCESSÕES E CÍVEL DE GOIÂNIA - GO INTDO.(A/S) :MÁRCIA MARIA MULSER ADV.(A/S) :CAROLINA CHAVES SOARES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Eis a decisão recorrida, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IRRECORRIBILIDADE DA DECISÃO DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA. REITERAÇÃO DE RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. IMPOSIÇÃO DE MULTA. RECURSO REJEITADO. I A fixação da competência é assunto atinente à organização desta Corte e, portanto, matéria irrecorrível. II Recurso manifestamente protelatório. Condenação em multa de 1% do valor atualizado da causa (arts. 17, VII, e 18 do CPC). III Recurso manifestamente inadmissível, nos termos do artigo 557, do Código de Processo Civil. IV Agravo a que se nega provimento, com imposição de multa”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039706. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO Busca-se, em suma, nos presentes declaratórios, o seu acolhimento com efeito modificativo, para a reforma do acórdão para que os autos sejam redistribuídos ao sucessor do Ministro Joaquim Barbosa. Ainda alega que, por ser detentor dos benefícios da assistência judiciária gratuita, não pode ser compelido ao depósito prévio da multa fixada, no termos do art. 557, § 2º, do CPC, a fim de que novamente possa recorrer da decisão por meio da qual esta Presidência fixou os critérios de prevenção para julgamento do recurso. A Secretaria Judiciária certificou o não recolhimento da multa imposta (fl. 657). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039706. Supremo Tribunal Federal AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO Busca-se, em suma, nos presentes declaratórios, o seu acolhimento com efeito modificativo, para a reforma do acórdão para que os autos sejam redistribuídos ao sucessor do Ministro Joaquim Barbosa. Ainda alega que, por ser detentor dos benefícios da assistência judiciária gratuita, não pode ser compelido ao depósito prévio da multa fixada, no termos do art. 557, § 2º, do CPC, a fim de que novamente possa recorrer da decisão por meio da qual esta Presidência fixou os critérios de prevenção para julgamento do recurso. A Secretaria Judiciária certificou o não recolhimento da multa imposta (fl. 657). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039706. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que não se aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Por oportuno, conforme preceitua o CPC, art. 535, I e II, ressalto que há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência na espécie reflete tão somente o inconformismo com o decidido. Com efeito, o acórdão que julgou o agravo regimental deixou consignado de forma clara que o agravo (art. 544, do CPC) foi rejeitado pelo fato de que fixação da competência é assunto atinente à organização desta Corte e, portanto, trata-se de decisão irrecorrível. Registro, inicialmente, que o recurso, além de totalmente descabido, possui nítido o seu caráter protelatório, uma vez que carente de fundamentos novos capazes de acrescentar algo diferente ao que já fora decidido anteriormente por esta Corte quanto à fixação de competência. Logo, não pode deixar de ser visto senão como abuso do poder recursal. Ademais, a Secretaria Judiciária certificou o não recolhimento da multa imposta (fl. 657). A ausência do prévio recolhimento da multa importa o não- conhecimento do recurso, uma vez o pagamento dessa sanção atua como pressuposto objetivo de recorribilidade. Esse foi o entendimento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que não se aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Por oportuno, conforme preceitua o CPC, art. 535, I e II, ressalto que há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência na espécie reflete tão somente o inconformismo com o decidido. Com efeito, o acórdão que julgou o agravo regimental deixou consignado de forma clara que o agravo (art. 544, do CPC) foi rejeitado pelo fato de que fixação da competência é assunto atinente à organização desta Corte e, portanto, trata-se de decisão irrecorrível. Registro, inicialmente, que o recurso, além de totalmente descabido, possui nítido o seu caráter protelatório, uma vez que carente de fundamentos novos capazes de acrescentar algo diferente ao que já fora decidido anteriormente por esta Corte quanto à fixação de competência. Logo, não pode deixar de ser visto senão como abuso do poder recursal. Ademais, a Secretaria Judiciária certificou o não recolhimento da multa imposta (fl. 657). A ausência do prévio recolhimento da multa importa o não- conhecimento do recurso, uma vez o pagamento dessa sanção atua como pressuposto objetivo de recorribilidade. Esse foi o entendimento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO ambas as Turmas, firmado nos seguintes julgados: RE 246.337-AgR- ED/RS, Rel. Min. Celso de Mello; AI 491.764-AgR-ED/MG, Rel. Min. Cezar Peluso, e AI 233.671-AgR-ED/SC, Redator para o acórdão Min. Maurício Corrêa. Acrescento, ainda, que ambas as Turmas do STF entendem que o mencionado depósito é requisito de admissibilidade de novos recursos, aplicável até mesmo à Fazenda Pública. Nesse sentido, cito, entre outros: AI 651.915-AgR-ED/RJ, Rel. Min. Carlos Britto; AI 641.304-AgR/SP, de minha relatoria; e AI 603.003-AgR-ED/MG, Rel. Min. Cezar Peluso. Nesse sentido, transcrevo trecho do voto do AI 525.511-AgR-ED, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, de cujo voto se extrai, in verbis: “(...) desobrigar a Fazenda Pública do recolhimento da multa seria retirar da norma o seu objetivo, uma vez que não inibiria a protelação ilimitada do processo. Portanto, sendo requisito de admissibilidade o recolhimento da multa aplicada com fundamento no art. 557, § 2º, do C.Pr.Civil, ainda que o embargante pretenda desconstituir a pecha de litigante desleal, deveria ter efetuado o depósito da multa”. Há também jurisprudência desta Corte relativa ao caráter punitivo da multa do artigo 557, § 2º, do CPC e à inexistência de isenção de custas processuais quando o recorrente é detentor dos benefícios da assistência judiciária gratuita: “EMENTA: QUINTO E SEXTO ‘AGRAVOS REGIMENTAIS’ - EXTEMPORANEIDADE - IMPUGNAÇÃO RECURSAL PREMATURA, DEDUZIDA EM DATA ANTERIOR À DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO, E, TAMBÉM, TARDIA, PORQUE REGISTRADA APÓS O DECURSO DO PRAZO RECURSAL - ACÓRDÃO QUE, EM SEDE DE AGRAVO, IMPÔS MULTA, À PARTE AGRAVANTE, PELO EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER - 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Supremo Tribunal Federal AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO ambas as Turmas, firmado nos seguintes julgados: RE 246.337-AgR- ED/RS, Rel. Min. Celso de Mello; AI 491.764-AgR-ED/MG, Rel. Min. Cezar Peluso, e AI 233.671-AgR-ED/SC, Redator para o acórdão Min. Maurício Corrêa. Acrescento, ainda, que ambas as Turmas do STF entendem que o mencionado depósito é requisito de admissibilidade de novos recursos, aplicável até mesmo à Fazenda Pública. Nesse sentido, cito, entre outros: AI 651.915-AgR-ED/RJ, Rel. Min. Carlos Britto; AI 641.304-AgR/SP, de minha relatoria; e AI 603.003-AgR-ED/MG, Rel. Min. Cezar Peluso. Nesse sentido, transcrevo trecho do voto do AI 525.511-AgR-ED, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, de cujo voto se extrai, in verbis: “(...) desobrigar a Fazenda Pública do recolhimento da multa seria retirar da norma o seu objetivo, uma vez que não inibiria a protelação ilimitada do processo. Portanto, sendo requisito de admissibilidade o recolhimento da multa aplicada com fundamento no art. 557, § 2º, do C.Pr.Civil, ainda que o embargante pretenda desconstituir a pecha de litigante desleal, deveria ter efetuado o depósito da multa”. Há também jurisprudência desta Corte relativa ao caráter punitivo da multa do artigo 557, § 2º, do CPC e à inexistência de isenção de custas processuais quando o recorrente é detentor dos benefícios da assistência judiciária gratuita: “EMENTA: QUINTO E SEXTO ‘AGRAVOS REGIMENTAIS’ - EXTEMPORANEIDADE - IMPUGNAÇÃO RECURSAL PREMATURA, DEDUZIDA EM DATA ANTERIOR À DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO, E, TAMBÉM, TARDIA, PORQUE REGISTRADA APÓS O DECURSO DO PRAZO RECURSAL - ACÓRDÃO QUE, EM SEDE DE AGRAVO, IMPÔS MULTA, À PARTE AGRAVANTE, PELO EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER - 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO LEGITIMIDADE DE TAL SANÇÃO PROCESSUAL (CPC, ART. 557, § 2º) - PRÉVIO DEPÓSITO DO VALOR DA MULTA COMO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE NOVOS RECURSOS - VALOR DA MULTA NÃO DEPOSITADO - JULGAMENTO COLEGIADO POR TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - INTERPOSIÇÃO, CONTRA O ACÓRDÃO, DE ‘AGRAVO REGIMENTAL’ - INADMISSIBILIDADE - ERRO GROSSEIRO - CONSEQUENTE INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL - RECURSOS DE AGRAVO NÃO CONHECIDOS. - A intempestividade dos recursos tanto pode derivar de impugnações prematuras (que se antecipam à publicação das decisões) quanto decorrer de oposições tardias (que se registram após o decurso dos prazos recursais). Em qualquer das duas situações - impugnação prematura ou oposição tardia -, a conseqüência de ordem processual é uma só: o não conhecimento do recurso, por efeito de sua extemporânea interposição. - O recorrente, quando condenado a pagar, à parte contrária, a multa a que se refere a legislação processual, somente poderá interpor “qualquer outro recurso”, se efetuar o depósito prévio do valor correspondente à sanção pecuniária que lhe foi imposta. A ausência de comprovado recolhimento prévio do valor da multa, mesmo por aquele que seja beneficiário da gratuidade, importará em não conhecimento do recurso, eis que a efetivação desse depósito prévio atua como pressuposto objetivo de recorribilidade. Doutrina. Precedentes. - A exigência pertinente ao depósito prévio do valor da multa, longe de inviabilizar o acesso à tutela jurisdicional do Estado, visa a conferir real efetividade ao postulado da lealdade processual, em ordem a impedir que o processo judicial se transforme em instrumento de indevida manipulação pela parte que atua em desconformidade com os padrões e critérios normativos que repelem atos atentatórios à dignidade da justiça (CPC, art. 600) e que repudiam comportamentos que se traduzem na interposição de recursos utilizados com intuito manifestamente protelatório (CPC, art. 17, VII). - O processo não pode ser manipulado para viabilizar o abuso de direito, pois essa é uma 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Supremo Tribunal Federal AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO LEGITIMIDADE DE TAL SANÇÃO PROCESSUAL (CPC, ART. 557, § 2º) - PRÉVIO DEPÓSITO DO VALOR DA MULTA COMO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE NOVOS RECURSOS - VALOR DA MULTA NÃO DEPOSITADO - JULGAMENTO COLEGIADO POR TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - INTERPOSIÇÃO, CONTRA O ACÓRDÃO, DE ‘AGRAVO REGIMENTAL’ - INADMISSIBILIDADE - ERRO GROSSEIRO - CONSEQUENTE INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL - RECURSOS DE AGRAVO NÃO CONHECIDOS. - A intempestividade dos recursos tanto pode derivar de impugnações prematuras (que se antecipam à publicação das decisões) quanto decorrer de oposições tardias (que se registram após o decurso dos prazos recursais). Em qualquer das duas situações - impugnação prematura ou oposição tardia -, a conseqüência de ordem processual é uma só: o não conhecimento do recurso, por efeito de sua extemporânea interposição. - O recorrente, quando condenado a pagar, à parte contrária, a multa a que se refere a legislação processual, somente poderá interpor “qualquer outro recurso”, se efetuar o depósito prévio do valor correspondente à sanção pecuniária que lhe foi imposta. A ausência de comprovado recolhimento prévio do valor da multa, mesmo por aquele que seja beneficiário da gratuidade, importará em não conhecimento do recurso, eis que a efetivação desse depósito prévio atua como pressuposto objetivo de recorribilidade. Doutrina. Precedentes. - A exigência pertinente ao depósito prévio do valor da multa, longe de inviabilizar o acesso à tutela jurisdicional do Estado, visa a conferir real efetividade ao postulado da lealdade processual, em ordem a impedir que o processo judicial se transforme em instrumento de indevida manipulação pela parte que atua em desconformidade com os padrões e critérios normativos que repelem atos atentatórios à dignidade da justiça (CPC, art. 600) e que repudiam comportamentos que se traduzem na interposição de recursos utilizados com intuito manifestamente protelatório (CPC, art. 17, VII). - O processo não pode ser manipulado para viabilizar o abuso de direito, pois essa é uma 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO idéia que se revela frontalmente contrária ao dever de probidade que se impõe à observância das partes. O litigante de má-fé - trate-se de parte pública ou cuide-se de parte privada - deve ter a sua conduta sumariamente repelida pela atuação jurisdicional dos juízes e dos tribunais, que não podem tolerar o abuso processual como prática descaracterizadora da essência ética do processo. - Não se revela admissível “agravo regimental” contra acórdão emanado de órgão colegiado (Turma ou Plenário) do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Tratando-se de erro grosseiro, mostra-se inaplicável o princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. Doutrina” (AI 801.247-AgR-AgR-AgR-AgR-AgR, Rel. Min. Celso de Mello – grifei). Dessa forma, entendo caracterizado o abuso do poder recursal com a consequente violação ao dever de lealdade processual, previsto nos arts. 14, II e III e 17, VII do Código de Processo Civil. A litigância de má-fé não é ofensiva apenas à parte adversa, mas também à dignidade da Justiça e a função pública do processo; no caso específico, também a esta Corte. A simples discordância em relação ao entendimento adotado por esta Corte não implica na possibilidade de rediscutir essa questão sob a alegação de obscuridade e falta de fundamentação. No caso específico, constato que o recorrente possui inúmeros processos em curso junto à esta Corte e Presidência, com as mesmas razões recursais procrastinatórias. Por fim, ante a insistência infundada do peticionário e a impertinência dos argumentos ora apresentados, ressalto o caráter meramente protelatório deste requerimento. Isso posto, rejeito os embargos de declaração, e determino à 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Supremo Tribunal Federal AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO idéia que se revela frontalmente contrária ao dever de probidade que se impõe à observância das partes. O litigante de má-fé - trate-se de parte pública ou cuide-se de parte privada - deve ter a sua conduta sumariamente repelida pela atuação jurisdicional dos juízes e dos tribunais, que não podem tolerar o abuso processual como prática descaracterizadora da essência ética do processo. - Não se revela admissível “agravo regimental” contra acórdão emanado de órgão colegiado (Turma ou Plenário) do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Tratando-se de erro grosseiro, mostra-se inaplicável o princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. Doutrina” (AI 801.247-AgR-AgR-AgR-AgR-AgR, Rel. Min. Celso de Mello – grifei). Dessa forma, entendo caracterizado o abuso do poder recursal com a consequente violação ao dever de lealdade processual, previsto nos arts. 14, II e III e 17, VII do Código de Processo Civil. A litigância de má-fé não é ofensiva apenas à parte adversa, mas também à dignidade da Justiça e a função pública do processo; no caso específico, também a esta Corte. A simples discordância em relação ao entendimento adotado por esta Corte não implica na possibilidade de rediscutir essa questão sob a alegação de obscuridade e falta de fundamentação. No caso específico, constato que o recorrente possui inúmeros processos em curso junto à esta Corte e Presidência, com as mesmas razões recursais procrastinatórias. Por fim, ante a insistência infundada do peticionário e a impertinência dos argumentos ora apresentados, ressalto o caráter meramente protelatório deste requerimento. Isso posto, rejeito os embargos de declaração, e determino à 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO Secretaria que faça cumprir o acórdão contido em fls. 3101-3108 e proceda ao retorno imediato dos autos ao Gabinete do Ministro Roberto Barroso, competente para julgamento do recurso, independentemente da publicação do acórdão e de eventual posterior recurso protelatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Supremo Tribunal Federal AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO Secretaria que faça cumprir o acórdão contido em fls. 3101-3108 e proceda ao retorno imediato dos autos ao Gabinete do Ministro Roberto Barroso, competente para julgamento do recurso, independentemente da publicação do acórdão e de eventual posterior recurso protelatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : JOSÉ LEONARDO MULSER ADV.(A/S) : ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA EMBDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 2ª VARA DE FAMÍLIA SUCESSÕES E CÍVEL DE GOIÂNIA - GO INTDO.(A/S) : MÁRCIA MARIA MULSER ADV.(A/S) : CAROLINA CHAVES SOARES Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou seguimento aos embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144766 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : JOSÉ LEONARDO MULSER ADV.(A/S) : ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA EMBDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 2ª VARA DE FAMÍLIA SUCESSÕES E CÍVEL DE GOIÂNIA - GO INTDO.(A/S) : MÁRCIA MARIA MULSER ADV.(A/S) : CAROLINA CHAVES SOARES Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou seguimento aos embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144766 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8247611
2015-03-12T00:00:00
2015-04-17T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou seguimento aos embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Plenário, 12.03.2015.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE INFUNDADO. ABUSO DO PODER RECURSAL. MULTA. GRATUIDADE DA JUSTIÇA. PAGAMENTO. OBRIGATORIEDADE DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II – Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – A regra do art. 557, § 2º , do CPC, com redação dada pela Lei 9.756/98, tem o objetivo de coibir abusos e desvios do dever de lealdade processual. Precedentes. IV – Não obstante o direito do recorrente à gratuidade da Justiça, permanece cabível a condenação ao pagamento da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC, instituto de natureza diversa, de caráter punitivo. V – Embargos de declaração rejeitados. VI – Remessa imediata dos autos ao gabinete do Ministro Roberto Barroso, independentemente de publicação do acórdão.
sjur301122
- Acórdão(s) citado(s): (PRÉVIO RECOLHIMENTO, MULTA RECURSAL) AI 641304 AgR (1ªT), AI 651915 AgR-ED (1ªT), AI 603003 AgR-ED (2ªT), AI 525511 AgR-ED (1ªT), AI 491764 AgR-ED (1ªT), AI 233671 AgR-ED (2ªT), RE 246337 AgR-ED (2ªT), AI 801247 AgR-AgR-AgR-AgR-AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 29/04/2015, AMS.
RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente)
Tribunal Pleno
608833
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535 INC-00001 INC-00002 \n ART-00557 PAR-00002 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9759/1998\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-009756 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA" ]
AI-AgR-ED-ED-ED-AgR-segundo-AgR-ED
acordaos
AI 608833 AgR-ED-ED-ED-AgR-segundo-AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : JOSÉ LEONARDO MULSER ADV.(A/S) : ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA EMBDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 2ª VARA DE FAMÍLIA SUCESSÕES E CÍVEL DE GOIÂNIA - GO INTDO.(A/S) : MÁRCIA MARIA MULSER ADV.(A/S) : CAROLINA CHAVES SOARES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ LEONARDO MULSER ADV.(A/S) :ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA EMBDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 2... VARA DE FAMÍLIA SUCESSÕES E CÍVEL DE GOIÂNIA - GO INTDO.(A/S) :MÁRCIA MARIA MULSER ADV.(A/S) :CAROLINA CHAVES SOARES EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE INFUNDADO. ABUSO DO PODER RECURSAL. MULTA. GRATUIDADE DA JUSTIÇA. PAGAMENTO. OBRIGATORIEDADE DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II – Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – A regra do art. 557, § 2... , do Código de Processo Civil, com redação dada pela Lei 9.756/98, tem o objetivo de coibir abusos e desvios do dever de lealdade processual. Precedentes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039705. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO IV – Não obstante o direito do recorrente à gratuidade da Justiça, permanece cabível a condenação ao pagamento da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil, instituto de natureza diversa, de caráter punitivo. V – Embargos de declaração rejeitados. VI – Remessa imediata dos autos ao gabinete do Ministro Roberto Barroso, independentemente de publicação do acórdão. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negar seguimento aos embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Brasília, 12 de março de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039705. Supremo Tribunal Federal AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO IV – Não obstante o direito do recorrente à gratuidade da Justiça, permanece cabível a condenação ao pagamento da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil, instituto de natureza diversa, de caráter punitivo. V – Embargos de declaração rejeitados. VI – Remessa imediata dos autos ao gabinete do Ministro Roberto Barroso, independentemente de publicação do acórdão. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negar seguimento aos embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Brasília, 12 de março de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ LEONARDO MULSER ADV.(A/S) :ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA EMBDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 2... VARA DE FAMÍLIA SUCESSÕES E CÍVEL DE GOIÂNIA - GO INTDO.(A/S) :MÁRCIA MARIA MULSER ADV.(A/S) :CAROLINA CHAVES SOARES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Eis a decisão recorrida, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IRRECORRIBILIDADE DA DECISÃO DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA. REITERAÇÃO DE RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. IMPOSIÇÃO DE MULTA. RECURSO REJEITADO. I A fixação da competência é assunto atinente à organização desta Corte e, portanto, matéria irrecorrível. II Recurso manifestamente protelatório. Condenação em multa de 1% do valor atualizado da causa (arts. 17, VII, e 18 do Código de Processo Civil). III Recurso manifestamente inadmissível, nos termos do artigo 557, do Código de Processo Civil. IV Agravo a que se nega provimento, com imposição de multa”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039706. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ LEONARDO MULSER ADV.(A/S) :ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA EMBDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 2... VARA DE FAMÍLIA SUCESSÕES E CÍVEL DE GOIÂNIA - GO INTDO.(A/S) :MÁRCIA MARIA MULSER ADV.(A/S) :CAROLINA CHAVES SOARES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Eis a decisão recorrida, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IRRECORRIBILIDADE DA DECISÃO DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA. REITERAÇÃO DE RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. IMPOSIÇÃO DE MULTA. RECURSO REJEITADO. I A fixação da competência é assunto atinente à organização desta Corte e, portanto, matéria irrecorrível. II Recurso manifestamente protelatório. Condenação em multa de 1% do valor atualizado da causa (arts. 17, VII, e 18 do Código de Processo Civil). III Recurso manifestamente inadmissível, nos termos do artigo 557, do Código de Processo Civil. IV Agravo a que se nega provimento, com imposição de multa”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039706. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO Busca-se, em suma, nos presentes declaratórios, o seu acolhimento com efeito modificativo, para a reforma do acórdão para que os autos sejam redistribuídos ao sucessor do Ministro Joaquim Barbosa. Ainda alega que, por ser detentor dos benefícios da assistência judiciária gratuita, não pode ser compelido ao depósito prévio da multa fixada, no termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a fim de que novamente possa recorrer da decisão por meio da qual esta Presidência fixou os critérios de prevenção para julgamento do recurso. A Secretaria Judiciária certificou o não recolhimento da multa imposta (fl. 657). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039706. Supremo Tribunal Federal AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO Busca-se, em suma, nos presentes declaratórios, o seu acolhimento com efeito modificativo, para a reforma do acórdão para que os autos sejam redistribuídos ao sucessor do Ministro Joaquim Barbosa. Ainda alega que, por ser detentor dos benefícios da assistência judiciária gratuita, não pode ser compelido ao depósito prévio da multa fixada, no termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a fim de que novamente possa recorrer da decisão por meio da qual esta Presidência fixou os critérios de prevenção para julgamento do recurso. A Secretaria Judiciária certificou o não recolhimento da multa imposta (fl. 657). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039706. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que não se aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Por oportuno, conforme preceitua o Código de Processo Civil, art. 535, I e II, ressalto que há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência na espécie reflete tão somente o inconformismo com o decidido. Com efeito, o acórdão que julgou o agravo regimental deixou consignado de forma clara que o agravo (art. 544, do Código de Processo Civil) foi rejeitado pelo fato de que fixação da competência é assunto atinente à organização desta Corte e, portanto, trata-se de decisão irrecorrível. Registro, inicialmente, que o recurso, além de totalmente descabido, possui nítido o seu caráter protelatório, uma vez que carente de fundamentos novos capazes de acrescentar algo diferente ao que já fora decidido anteriormente por esta Corte quanto à fixação de competência. Logo, não pode deixar de ser visto senão como abuso do poder recursal. Ademais, a Secretaria Judiciária certificou o não recolhimento da multa imposta (fl. 657). A ausência do prévio recolhimento da multa importa o não- conhecimento do recurso, uma vez o pagamento dessa sanção atua como pressuposto objetivo de recorribilidade. Esse foi o entendimento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que não se aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Por oportuno, conforme preceitua o Código de Processo Civil, art. 535, I e II, ressalto que há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência na espécie reflete tão somente o inconformismo com o decidido. Com efeito, o acórdão que julgou o agravo regimental deixou consignado de forma clara que o agravo (art. 544, do Código de Processo Civil) foi rejeitado pelo fato de que fixação da competência é assunto atinente à organização desta Corte e, portanto, trata-se de decisão irrecorrível. Registro, inicialmente, que o recurso, além de totalmente descabido, possui nítido o seu caráter protelatório, uma vez que carente de fundamentos novos capazes de acrescentar algo diferente ao que já fora decidido anteriormente por esta Corte quanto à fixação de competência. Logo, não pode deixar de ser visto senão como abuso do poder recursal. Ademais, a Secretaria Judiciária certificou o não recolhimento da multa imposta (fl. 657). A ausência do prévio recolhimento da multa importa o não- conhecimento do recurso, uma vez o pagamento dessa sanção atua como pressuposto objetivo de recorribilidade. Esse foi o entendimento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO ambas as Turmas, firmado nos seguintes julgados: Recurso Extraordinário 246.337-AgR- ED/RS, Rel. Min. Celso de Mello; AI 491.764-AgR-ED/MG, Rel. Min. Cezar Peluso, e AI 233.671-AgR-ED/SC, Redator para o acórdão Min. Maurício Corrêa. Acrescento, ainda, que ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal entendem que o mencionado depósito é requisito de admissibilidade de novos recursos, aplicável até mesmo à Fazenda Pública. Nesse sentido, cito, entre outros: AI 651.915-AgR-ED/RJ, Rel. Min. Carlos Britto; AI 641.304-AgR/SP, de minha relatoria; e AI 603.003-AgR-ED/MG, Rel. Min. Cezar Peluso. Nesse sentido, transcrevo trecho do voto do AI 525.511-AgR-ED, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, de cujo voto se extrai, in verbis: “(...) desobrigar a Fazenda Pública do recolhimento da multa seria retirar da norma o seu objetivo, uma vez que não inibiria a protelação ilimitada do processo. Portanto, sendo requisito de admissibilidade o recolhimento da multa aplicada com fundamento no art. 557, § 2..., do C.Pr.Civil, ainda que o embargante pretenda desconstituir a pecha de litigante desleal, deveria ter efetuado o depósito da multa”. Há também jurisprudência desta Corte relativa ao caráter punitivo da multa do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil e à inexistência de isenção de custas processuais quando o recorrente é detentor dos benefícios da assistência judiciária gratuita: “EMENTA: QUINTO E SEXTO ‘AGRAVOS REGIMENTAIS’ - EXTEMPORANEIDADE - IMPUGNAÇÃO RECURSAL PREMATURA, DEDUZIDA EM DATA ANTERIOR À DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO, E, TAMBÉM, TARDIA, PORQUE REGISTRADA APÓS O DECURSO DO PRAZO RECURSAL - ACÓRDÃO QUE, EM SEDE DE AGRAVO, IMPÔS MULTA, À PARTE AGRAVANTE, PELO EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER - 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Supremo Tribunal Federal AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO ambas as Turmas, firmado nos seguintes julgados: Recurso Extraordinário 246.337-AgR- ED/RS, Rel. Min. Celso de Mello; AI 491.764-AgR-ED/MG, Rel. Min. Cezar Peluso, e AI 233.671-AgR-ED/SC, Redator para o acórdão Min. Maurício Corrêa. Acrescento, ainda, que ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal entendem que o mencionado depósito é requisito de admissibilidade de novos recursos, aplicável até mesmo à Fazenda Pública. Nesse sentido, cito, entre outros: AI 651.915-AgR-ED/RJ, Rel. Min. Carlos Britto; AI 641.304-AgR/SP, de minha relatoria; e AI 603.003-AgR-ED/MG, Rel. Min. Cezar Peluso. Nesse sentido, transcrevo trecho do voto do AI 525.511-AgR-ED, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, de cujo voto se extrai, in verbis: “(...) desobrigar a Fazenda Pública do recolhimento da multa seria retirar da norma o seu objetivo, uma vez que não inibiria a protelação ilimitada do processo. Portanto, sendo requisito de admissibilidade o recolhimento da multa aplicada com fundamento no art. 557, § 2..., do C.Pr.Civil, ainda que o embargante pretenda desconstituir a pecha de litigante desleal, deveria ter efetuado o depósito da multa”. Há também jurisprudência desta Corte relativa ao caráter punitivo da multa do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil e à inexistência de isenção de custas processuais quando o recorrente é detentor dos benefícios da assistência judiciária gratuita: “EMENTA: QUINTO E SEXTO ‘AGRAVOS REGIMENTAIS’ - EXTEMPORANEIDADE - IMPUGNAÇÃO RECURSAL PREMATURA, DEDUZIDA EM DATA ANTERIOR À DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO, E, TAMBÉM, TARDIA, PORQUE REGISTRADA APÓS O DECURSO DO PRAZO RECURSAL - ACÓRDÃO QUE, EM SEDE DE AGRAVO, IMPÔS MULTA, À PARTE AGRAVANTE, PELO EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER - 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO LEGITIMIDADE DE TAL SANÇÃO PROCESSUAL (Código de Processo Civil, ART. 557, § 2...) - PRÉVIO DEPÓSITO DO VALOR DA MULTA COMO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE NOVOS RECURSOS - VALOR DA MULTA NÃO DEPOSITADO - JULGAMENTO COLEGIADO POR TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - INTERPOSIÇÃO, CONTRA O ACÓRDÃO, DE ‘AGRAVO REGIMENTAL’ - INADMISSIBILIDADE - ERRO GROSSEIRO - CONSEQUENTE INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL - RECURSOS DE AGRAVO NÃO CONHECIDOS. - A intempestividade dos recursos tanto pode derivar de impugnações prematuras (que se antecipam à publicação das decisões) quanto decorrer de oposições tardias (que se registram após o decurso dos prazos recursais). Em qualquer das duas situações - impugnação prematura ou oposição tardia -, a conseqüência de ordem processual é uma só: o não conhecimento do recurso, por efeito de sua extemporânea interposição. - O recorrente, quando condenado a pagar, à parte contrária, a multa a que se refere a legislação processual, somente poderá interpor “qualquer outro recurso”, se efetuar o depósito prévio do valor correspondente à sanção pecuniária que lhe foi imposta. A ausência de comprovado recolhimento prévio do valor da multa, mesmo por aquele que seja beneficiário da gratuidade, importará em não conhecimento do recurso, eis que a efetivação desse depósito prévio atua como pressuposto objetivo de recorribilidade. Doutrina. Precedentes. - A exigência pertinente ao depósito prévio do valor da multa, longe de inviabilizar o acesso à tutela jurisdicional do Estado, visa a conferir real efetividade ao postulado da lealdade processual, em ordem a impedir que o processo judicial se transforme em instrumento de indevida manipulação pela parte que atua em desconformidade com os padrões e critérios normativos que repelem atos atentatórios à dignidade da justiça (Código de Processo Civil, art. 600) e que repudiam comportamentos que se traduzem na interposição de recursos utilizados com intuito manifestamente protelatório (Código de Processo Civil, art. 17, VII). - O processo não pode ser manipulado para viabilizar o abuso de direito, pois essa é uma 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Supremo Tribunal Federal AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO LEGITIMIDADE DE TAL SANÇÃO PROCESSUAL (Código de Processo Civil, ART. 557, § 2...) - PRÉVIO DEPÓSITO DO VALOR DA MULTA COMO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE NOVOS RECURSOS - VALOR DA MULTA NÃO DEPOSITADO - JULGAMENTO COLEGIADO POR TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - INTERPOSIÇÃO, CONTRA O ACÓRDÃO, DE ‘AGRAVO REGIMENTAL’ - INADMISSIBILIDADE - ERRO GROSSEIRO - CONSEQUENTE INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL - RECURSOS DE AGRAVO NÃO CONHECIDOS. - A intempestividade dos recursos tanto pode derivar de impugnações prematuras (que se antecipam à publicação das decisões) quanto decorrer de oposições tardias (que se registram após o decurso dos prazos recursais). Em qualquer das duas situações - impugnação prematura ou oposição tardia -, a conseqüência de ordem processual é uma só: o não conhecimento do recurso, por efeito de sua extemporânea interposição. - O recorrente, quando condenado a pagar, à parte contrária, a multa a que se refere a legislação processual, somente poderá interpor “qualquer outro recurso”, se efetuar o depósito prévio do valor correspondente à sanção pecuniária que lhe foi imposta. A ausência de comprovado recolhimento prévio do valor da multa, mesmo por aquele que seja beneficiário da gratuidade, importará em não conhecimento do recurso, eis que a efetivação desse depósito prévio atua como pressuposto objetivo de recorribilidade. Doutrina. Precedentes. - A exigência pertinente ao depósito prévio do valor da multa, longe de inviabilizar o acesso à tutela jurisdicional do Estado, visa a conferir real efetividade ao postulado da lealdade processual, em ordem a impedir que o processo judicial se transforme em instrumento de indevida manipulação pela parte que atua em desconformidade com os padrões e critérios normativos que repelem atos atentatórios à dignidade da justiça (Código de Processo Civil, art. 600) e que repudiam comportamentos que se traduzem na interposição de recursos utilizados com intuito manifestamente protelatório (Código de Processo Civil, art. 17, VII). - O processo não pode ser manipulado para viabilizar o abuso de direito, pois essa é uma 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO idéia que se revela frontalmente contrária ao dever de probidade que se impõe à observância das partes. O litigante de má-fé - trate-se de parte pública ou cuide-se de parte privada - deve ter a sua conduta sumariamente repelida pela atuação jurisdicional dos juízes e dos tribunais, que não podem tolerar o abuso processual como prática descaracterizadora da essência ética do processo. - Não se revela admissível “agravo regimental” contra acórdão emanado de órgão colegiado (Turma ou Plenário) do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Tratando-se de erro grosseiro, mostra-se inaplicável o princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. Doutrina” (AI 801.247-AgR-AgR-AgR-AgR-AgR, Rel. Min. Celso de Mello – grifei). Dessa forma, entendo caracterizado o abuso do poder recursal com a consequente violação ao dever de lealdade processual, previsto nos arts. 14, II e III e 17, VII do Código de Processo Civil. A litigância de má-fé não é ofensiva apenas à parte adversa, mas também à dignidade da Justiça e a função pública do processo; no caso específico, também a esta Corte. A simples discordância em relação ao entendimento adotado por esta Corte não implica na possibilidade de rediscutir essa questão sob a alegação de obscuridade e falta de fundamentação. No caso específico, constato que o recorrente possui inúmeros processos em curso junto à esta Corte e Presidência, com as mesmas razões recursais procrastinatórias. Por fim, ante a insistência infundada do peticionário e a impertinência dos argumentos ora apresentados, ressalto o caráter meramente protelatório deste requerimento. Isso posto, rejeito os embargos de declaração, e determino à 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Supremo Tribunal Federal AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO idéia que se revela frontalmente contrária ao dever de probidade que se impõe à observância das partes. O litigante de má-fé - trate-se de parte pública ou cuide-se de parte privada - deve ter a sua conduta sumariamente repelida pela atuação jurisdicional dos juízes e dos tribunais, que não podem tolerar o abuso processual como prática descaracterizadora da essência ética do processo. - Não se revela admissível “agravo regimental” contra acórdão emanado de órgão colegiado (Turma ou Plenário) do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Tratando-se de erro grosseiro, mostra-se inaplicável o princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. Doutrina” (AI 801.247-AgR-AgR-AgR-AgR-AgR, Rel. Min. Celso de Mello – grifei). Dessa forma, entendo caracterizado o abuso do poder recursal com a consequente violação ao dever de lealdade processual, previsto nos arts. 14, II e III e 17, VII do Código de Processo Civil. A litigância de má-fé não é ofensiva apenas à parte adversa, mas também à dignidade da Justiça e a função pública do processo; no caso específico, também a esta Corte. A simples discordância em relação ao entendimento adotado por esta Corte não implica na possibilidade de rediscutir essa questão sob a alegação de obscuridade e falta de fundamentação. No caso específico, constato que o recorrente possui inúmeros processos em curso junto à esta Corte e Presidência, com as mesmas razões recursais procrastinatórias. Por fim, ante a insistência infundada do peticionário e a impertinência dos argumentos ora apresentados, ressalto o caráter meramente protelatório deste requerimento. Isso posto, rejeito os embargos de declaração, e determino à 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO Secretaria que faça cumprir o acórdão contido em fls. 3101-3108 e proceda ao retorno imediato dos autos ao Gabinete do Ministro Roberto Barroso, competente para julgamento do recurso, independentemente da publicação do acórdão e de eventual posterior recurso protelatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Supremo Tribunal Federal AI 608833 AGR-ED-ED-ED-AGR-SEGUNDO-AGR-ED / GO Secretaria que faça cumprir o acórdão contido em fls. 3101-3108 e proceda ao retorno imediato dos autos ao Gabinete do Ministro Roberto Barroso, competente para julgamento do recurso, independentemente da publicação do acórdão e de eventual posterior recurso protelatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8039707. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : JOSÉ LEONARDO MULSER ADV.(A/S) : ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA EMBDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 2... VARA DE FAMÍLIA SUCESSÕES E CÍVEL DE GOIÂNIA - GO INTDO.(A/S) : MÁRCIA MARIA MULSER ADV.(A/S) : CAROLINA CHAVES SOARES Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou seguimento aos embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144766 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO SEGUNDO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.833 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : JOSÉ LEONARDO MULSER ADV.(A/S) : ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA EMBDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 2... VARA DE FAMÍLIA SUCESSÕES E CÍVEL DE GOIÂNIA - GO INTDO.(A/S) : MÁRCIA MARIA MULSER ADV.(A/S) : CAROLINA CHAVES SOARES Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou seguimento aos embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144766 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 608 . 833", "AI 608833 AGR", "AI 608833 AGR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 608 . 833", "AI 608833", "AI 608833", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 608 . 833", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 608 . 833", "AI 608833 AGR -", "Recurso Extraordinário 246 . 337 - AgR - ED / RS", "AI 491 . 764 - AgR - ED / MG", "AI 233 . 671 - AgR - ED / SC", "AI 651 . 915 - AgR - ED / RJ", "AI 641 . 304 - AgR / SP", "AI 603 . 003 - AgR - ED / MG", "AI 525 . 511 - AgR - ED", "AI 608833 AGR", "Recurso Extraordinário 246 . 337 - AgR - ED / RS", "AI 491 . 764 - AgR - ED / MG", "AI 233 . 671 - AgR - ED / SC", "AI 651 . 915 - AgR - ED / RJ", "AI 641 . 304 - AgR / SP", "AI 603 . 003 - AgR - ED / MG", "AI 525 . 511 - AgR - ED", "AI 608833 AGR", "AI 608833 AGR", "AI 608833 AGR", "AI 801 . 247 - AgR - AgR - AgR - AgR - AgR", "AI 608833", "AI 801 . 247 - AgR - AgR - AgR - AgR -", "AI 608833", "AI 608833", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 608 . 833" ], "LEGISLACAO": [ "art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 9 . 756 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ED /", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 17 , VII , e 18 do Código de Processo Civil", "artigo 557 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 17 , VII , e 18 do Código de Processo Civil", "artigo 557 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 535 , I e II", "art . 544 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 535 , I e II", "art . 544 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do C . Pr . Civil", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória", "art . 557 , § 2 . . . , do C . Pr . Civil", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 557 , § 2 . . .", "Código de Processo Civil , art . 600", "Código de Processo Civil , art . 17 , VII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 557 , § 2 . . .", "Código de Processo Civil , art . 600", "Código de Processo Civil , art . 17 , VII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 14 , II e III e 17 , VII do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 14 , II e III e 17 , VII do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "GOIÂNIA", "-", "GO", "Brasília", "Brasília", "GOIÁS", "GOIÂNIA", "-", "GO", "GOIÁS", "GOIÂNIA", "-", "GO", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÂNIA", "-", "GO", "GOIÁS", "GOIÂNIA", "-", "GO" ], "ORGANIZACAO": [ "VARA DE FAMÍLIA SUCESSÕES E CÍVEL DE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "VARA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO", "VARA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SEGUNDO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SEGUNDO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SEGUNDO", "VARA DE FAMÍLIA", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SEGUNDO", "VARA", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "JOSÉ LEONARDO MULSER", "ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA", "MÁRCIA MARIA MULSER", "CAROLINA CHAVES SOARES", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOSÉ LEONARDO MULSER", "ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA", "MÁRCIA MARIA MULSER", "CAROLINA CHAVES SOARES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOSÉ LEONARDO MULSER", "ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA", "MÁRCIA MARIA MULSER", "CAROLINA CHAVES SOARES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "Cezar Peluso", "Maurício Corrêa", "Carlos Britto", "Cezar Peluso", "Sepúlveda", "Celso de Mello", "Cezar Peluso", "Maurício Corrêa", "Carlos Britto", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "JOSÉ LEONARDO MULSER", "ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA", "MÁRCIA MARIA MULSER", "CAROLINA CHAVES SOARES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Ela Wieckmo Volkmer de Castilho", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "JOSÉ LEONARDO MULSER", "ITAMAR RODRIGUES DE SOUZA", "MÁRCIA MARIA MULSER", "CAROLINA CHAVES SOARES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Ela Wieckmo Volkmer de Castilho", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "12", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ILDA ALVA DA SILVA ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO ITAULEASING S.A. ADV.(A/S) :LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS INFERIOR A UM ANO. RECURSO EXTAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. SÚMULAS Nº 282 E Nº 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas nº 282 e nº 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829476. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 972466 AGR / MS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, por unanimidade, em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. Sessão virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Brasília, 23 de setembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829476. Supremo Tribunal Federal ARE 972466 AGR / MS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, por unanimidade, em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. Sessão virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Brasília, 23 de setembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ILDA ALVA DA SILVA ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO ITAULEASING S.A. ADV.(A/S) :LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Ilda Alva da Silva. A matéria debatida, em síntese, diz com a possibilidade da capitalização de juros em período inferior a um ano. A agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que devidamente prequestionada a matéria constitucional. Insiste na tese da afronta aos arts. 154, I, 194, 195, I, §§ 4º, 8º e 9º, da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA - APELAÇÕES CÍVEIS – AÇÃO REVISIONALC/C CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO – CLÁUSULAS ABUSIVAS – TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS – APLICAÇÃO DAS TAXAS MÉDIAS DE MERCADO – QUESTÃO PACIFICADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – CAPITALIZAÇÃO MENSAL PERMITIDA, DESDE QUE PREVISTA NO CONTRATO – COBRANÇA DE COMISSÃO DE PERMANÊNCIA EM CONTRATOS BANCÁRIOS – POSSIBILIDADE – CONTROVÉRSIA DECIDIDA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM RECURSOS ESPECIAIS SUBMETIDOS AO RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS – COBRANÇA ANTECIPADA DO VRG – INOCORRÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829477. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ILDA ALVA DA SILVA ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO ITAULEASING S.A. ADV.(A/S) :LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Ilda Alva da Silva. A matéria debatida, em síntese, diz com a possibilidade da capitalização de juros em período inferior a um ano. A agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que devidamente prequestionada a matéria constitucional. Insiste na tese da afronta aos arts. 154, I, 194, 195, I, §§ 4º, 8º e 9º, da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA - APELAÇÕES CÍVEIS – AÇÃO REVISIONALC/C CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO – CLÁUSULAS ABUSIVAS – TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS – APLICAÇÃO DAS TAXAS MÉDIAS DE MERCADO – QUESTÃO PACIFICADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – CAPITALIZAÇÃO MENSAL PERMITIDA, DESDE QUE PREVISTA NO CONTRATO – COBRANÇA DE COMISSÃO DE PERMANÊNCIA EM CONTRATOS BANCÁRIOS – POSSIBILIDADE – CONTROVÉRSIA DECIDIDA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM RECURSOS ESPECIAIS SUBMETIDOS AO RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS – COBRANÇA ANTECIPADA DO VRG – INOCORRÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 972466 AGR / MS DESCARATERIZAÇÃO DA AVENÇA – SÚMULA 293 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – TAXA DE EMISSÃO DE CARNÊ (TEC) – PERMITIDA NOS CONTRATO CELEBRADOS ATÉ 30 DE ABRIL DE 2008 – RESTITUIÇÃO DE VALORES PAGOS A MAIOR – RECURSO DA AUTORA IMPROVIDO – APELO DO BANCO PARCIALMENTE PROVIDO.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829477. Supremo Tribunal Federal ARE 972466 AGR / MS DESCARATERIZAÇÃO DA AVENÇA – SÚMULA 293 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – TAXA DE EMISSÃO DE CARNÊ (TEC) – PERMITIDA NOS CONTRATO CELEBRADOS ATÉ 30 DE ABRIL DE 2008 – RESTITUIÇÃO DE VALORES PAGOS A MAIOR – RECURSO DA AUTORA IMPROVIDO – APELO DO BANCO PARCIALMENTE PROVIDO.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 154, I, 194, 195, I, §§ 4º, 8º e 9º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. As alegações de afronta aos dispositivos constitucionais apontados não foram analisadas pelas instâncias a quo, tampouco ventiladas em embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Incidente, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 154, I, 194, 195, I, §§ 4º, 8º e 9º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. As alegações de afronta aos dispositivos constitucionais apontados não foram analisadas pelas instâncias a quo, tampouco ventiladas em embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Incidente, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 972466 AGR / MS o requisito do prequestionamento.” Nesse sentido, o AI 743.256- AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o óbice das Súmulas 282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Supremo Tribunal Federal ARE 972466 AGR / MS o requisito do prequestionamento.” Nesse sentido, o AI 743.256- AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o óbice das Súmulas 282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 972466 AGR / MS sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Cito precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 853.128- AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 21.5.2012) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/STF. A questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de forma específica, o instituto da coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 639.238 AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 13.92013) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Supremo Tribunal Federal ARE 972466 AGR / MS sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Cito precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 853.128- AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 21.5.2012) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/STF. A questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de forma específica, o instituto da coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 639.238 AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 13.92013) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 972466 AGR / MS É como voto. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Supremo Tribunal Federal ARE 972466 AGR / MS É como voto. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ILDA ALVA DA SILVA ADV.(A/S) : JADER EVARISTO TONELLI PEIXER (8586/MS) AGDO.(A/S) : BANCO ITAULEASING S.A. ADV.(A/S) : LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS (10923/MS) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794852 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ILDA ALVA DA SILVA ADV.(A/S) : JADER EVARISTO TONELLI PEIXER (8586/MS) AGDO.(A/S) : BANCO ITAULEASING S.A. ADV.(A/S) : LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS (10923/MS) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794852 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11839781
2016-09-23T00:00:00
2016-10-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS INFERIOR A UM ANO. RECURSO EXTAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. SÚMULAS Nº 282 E Nº 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas nº 282 e nº 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur357883
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) ARE 639238 AgR (1ªT), AI 853128 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 18/10/2016, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
972466
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 972466 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ILDA ALVA DA SILVA ADV.(A/S) : JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) : BANCO ITAULEASING S.A. ADV.(A/S) : LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ILDA ALVA DA SILVA ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO ITAULEASING S.A. ADV.(A/S) :LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS INFERIOR A UM ANO. RECURSO EXTAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. SÚMULAS n 282 E n 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas n 282 e n 356/Supremo Tribunal Federal: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829476. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 972466 AGR / MS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, por unanimidade, em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. Sessão virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Brasília, 23 de setembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829476. Supremo Tribunal Federal ARE 972466 AGR / MS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, por unanimidade, em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. Sessão virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Brasília, 23 de setembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ILDA ALVA DA SILVA ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO ITAULEASING S.A. ADV.(A/S) :LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Ilda Alva da Silva. A matéria debatida, em síntese, diz com a possibilidade da capitalização de juros em período inferior a um ano. A agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que devidamente prequestionada a matéria constitucional. Insiste na tese da afronta aos arts. 154, I, 194, 195, I, §§ 4..., 8... e 9..., da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA - APELAÇÕES CÍVEIS – AÇÃO REVISIONALC/C CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO – CLÁUSULAS ABUSIVAS – TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS – APLICAÇÃO DAS TAXAS MÉDIAS DE MERCADO – QUESTÃO PACIFICADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – CAPITALIZAÇÃO MENSAL PERMITIDA, DESDE QUE PREVISTA NO CONTRATO – COBRANÇA DE COMISSÃO DE PERMANÊNCIA EM CONTRATOS BANCÁRIOS – POSSIBILIDADE – CONTROVÉRSIA DECIDIDA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM RECURSOS ESPECIAIS SUBMETIDOS AO RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS – COBRANÇA ANTECIPADA DO VRG – INOCORRÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829477. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ILDA ALVA DA SILVA ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO ITAULEASING S.A. ADV.(A/S) :LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Ilda Alva da Silva. A matéria debatida, em síntese, diz com a possibilidade da capitalização de juros em período inferior a um ano. A agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que devidamente prequestionada a matéria constitucional. Insiste na tese da afronta aos arts. 154, I, 194, 195, I, §§ 4..., 8... e 9..., da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA - APELAÇÕES CÍVEIS – AÇÃO REVISIONALC/C CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO – CLÁUSULAS ABUSIVAS – TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS – APLICAÇÃO DAS TAXAS MÉDIAS DE MERCADO – QUESTÃO PACIFICADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – CAPITALIZAÇÃO MENSAL PERMITIDA, DESDE QUE PREVISTA NO CONTRATO – COBRANÇA DE COMISSÃO DE PERMANÊNCIA EM CONTRATOS BANCÁRIOS – POSSIBILIDADE – CONTROVÉRSIA DECIDIDA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM RECURSOS ESPECIAIS SUBMETIDOS AO RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS – COBRANÇA ANTECIPADA DO VRG – INOCORRÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 972466 AGR / MS DESCARATERIZAÇÃO DA AVENÇA – SÚMULA 293 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – TAXA DE EMISSÃO DE CARNÊ (TEC) – PERMITIDA NOS CONTRATO CELEBRADOS ATÉ 30 DE ABRIL DE 2008 – RESTITUIÇÃO DE VALORES PAGOS A MAIOR – RECURSO DA AUTORA IMPROVIDO – APELO DO BANCO PARCIALMENTE PROVIDO.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829477. Supremo Tribunal Federal ARE 972466 AGR / MS DESCARATERIZAÇÃO DA AVENÇA – SÚMULA 293 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – TAXA DE EMISSÃO DE CARNÊ (TEC) – PERMITIDA NOS CONTRATO CELEBRADOS ATÉ 30 DE ABRIL DE 2008 – RESTITUIÇÃO DE VALORES PAGOS A MAIOR – RECURSO DA AUTORA IMPROVIDO – APELO DO BANCO PARCIALMENTE PROVIDO.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 154, I, 194, 195, I, §§ 4..., 8... e 9..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. As alegações de afronta aos dispositivos constitucionais apontados não foram analisadas pelas instâncias a quo, tampouco ventiladas em embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Incidente, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 154, I, 194, 195, I, §§ 4..., 8... e 9..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. As alegações de afronta aos dispositivos constitucionais apontados não foram analisadas pelas instâncias a quo, tampouco ventiladas em embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Incidente, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 972466 AGR / MS o requisito do prequestionamento.” Nesse sentido, o AI 743.256- AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o óbice das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Supremo Tribunal Federal ARE 972466 AGR / MS o requisito do prequestionamento.” Nesse sentido, o AI 743.256- AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o óbice das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 972466 AGR / MS sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Cito precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 853.128- AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 21.5.2012) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de forma específica, o instituto da coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 639.238 AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 13.92013) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Supremo Tribunal Federal ARE 972466 AGR / MS sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Cito precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 853.128- AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 21.5.2012) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de forma específica, o instituto da coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 639.238 AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 13.92013) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 972466 AGR / MS É como voto. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Supremo Tribunal Federal ARE 972466 AGR / MS É como voto. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ILDA ALVA DA SILVA ADV.(A/S) : JADER EVARISTO TONELLI PEIXER (8586/MS) AGDO.(A/S) : BANCO ITAULEASING S.A. ADV.(A/S) : LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS (10923/MS) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794852 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972.466 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ILDA ALVA DA SILVA ADV.(A/S) : JADER EVARISTO TONELLI PEIXER (8586/MS) AGDO.(A/S) : BANCO ITAULEASING S.A. ADV.(A/S) : LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS (10923/MS) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11794852 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 972 . 466", "SÚMULAS n 282", "Súmulas n 282", "ARE 972466 AGR", "ARE 972466 AGR / MS", "ARE 972466 AGR / MS", "SÚMULA 293 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "ARE 972466 AGR / MS", "SÚMULA 293 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI 743 . 256 - AgR / SP", "AI 827 . 894 - AgR / RJ", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 972466 AGR / MS", "AI 743 . 256 - AgR / SP", "AI 827 . 894 - AgR / RJ", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 853 . 128 - AgR / MG", "SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 238 AgR / PR", "ARE 972466 AGR / MS", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 853 . 128 - AgR / MG", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 238 AgR / PR", "ARE 972466 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "CONSTITUIÇÃO", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição da República", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 154 , I , 194 , 195 , I , § § 4 . . . , 8 . . . e 9 . . . , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 154 , I , 194 , 195 , I , § § 4 . . . , 8 . . . e 9 . . . , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 154 , I , 194 , 195 , I , § § 4 . . . , 8 . . . e 9 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 154 , I , 194 , 195 , I , § § 4 . . . , 8 . . . e 9 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO DO SUL", "Brasília", "Brasília", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO ITAULEASING S . A .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO ITAULEASING S . A .", "Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO ITAULEASING S . A .", "Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ". . Turma", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO ITAULEASING S . A .", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO ITAULEASING S . A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ILDA ALVA DA SILVA", "JADER EVARISTO TONELLI PEIXER", "LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ILDA ALVA DA SILVA", "JADER EVARISTO TONELLI PEIXER", "LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS", "Rosa Weber", "Ilda Alva da Silva", "ROSA WEBER", "ILDA ALVA DA SILVA", "JADER EVARISTO TONELLI PEIXER", "LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS", "Rosa Weber", "Ilda Alva da Silva", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER ARE", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ILDA ALVA DA SILVA", "JADER EVARISTO TONELLI PEIXER", "LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "ILDA ALVA DA SILVA", "JADER EVARISTO TONELLI PEIXER", "LARISSA ARAUJO BRAGA AMORAS", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "MS", "16", "22 de setembro de 2016", "23 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "23 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 DE ABRIL DE 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 DE ABRIL DE 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "3", ".", "2012", "07", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "3", ".", "2012", "07", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "2012", "13", ".", "92013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "2012", "13", ".", "92013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22 .", "9 .", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA ADV.(A/S) :EDINILSON FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MARÍLIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE LIMINAR. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. LICITAÇÃO. AUSÊNCIA DE RISCO DE LESÃO À ORDEM E À ECONOMIA PÚBLICAS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para análise do pedido de suspensão se faz necessário o prévio exame de legislação infraconstitucional para se constatar a ofensa ao artigo da Constituição Federal indicado, razão pela qual corretamente se negou seguimento ao pedido de contracautela. II – Não constatado o risco de lesão à ordem e à economia públicas, deve ser mantido indeferimento da suspensão da liminar. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negar provimento ao agravo regimental. Ausentes, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040216. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão SL 698 AGR / SP justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Brasília, 12 de março de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040216. Supremo Tribunal Federal SL 698 AGR / SP justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Brasília, 12 de março de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA ADV.(A/S) :EDINILSON FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MARÍLIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Trata- se de agravo regimental interposto da seguinte decisão: “Trata-se de pedido de suspensão de liminar formulado pela Empresa Circular de Marília Ltda. contra decisões liminares proferidas por desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos dos mandados de segurança 0269084- 90.2012.8.26.0000 e 0275318-88.2012.8.26.0000. As decisões impugnadas suspenderam sentenças proferidas pela 5ª Vara Cível da Comarca de Marília que haviam permitido à ora requerente continuar a execução do serviço de transporte municipal de passageiros mesmo após a assinatura de contrato de concessão daquele serviço entre o Município de Marília e empresas vencedoras de certame licitatório (Transporte Coletivo Grande Bauru Ltda. e Viação Cidade Sorriso Ltda.). A requerente sustenta que as decisões liminares ora questionadas representam grave lesão à ordem, à segurança e à economia pública do Município de Marília. É o breve relatório. Decido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA ADV.(A/S) :EDINILSON FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MARÍLIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Trata- se de agravo regimental interposto da seguinte decisão: “Trata-se de pedido de suspensão de liminar formulado pela Empresa Circular de Marília Ltda. contra decisões liminares proferidas por desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos dos mandados de segurança 0269084- 90.2012.8.26.0000 e 0275318-88.2012.8.26.0000. As decisões impugnadas suspenderam sentenças proferidas pela 5ª Vara Cível da Comarca de Marília que haviam permitido à ora requerente continuar a execução do serviço de transporte municipal de passageiros mesmo após a assinatura de contrato de concessão daquele serviço entre o Município de Marília e empresas vencedoras de certame licitatório (Transporte Coletivo Grande Bauru Ltda. e Viação Cidade Sorriso Ltda.). A requerente sustenta que as decisões liminares ora questionadas representam grave lesão à ordem, à segurança e à economia pública do Município de Marília. É o breve relatório. Decido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório SL 698 AGR / SP De acordo com o art. 25 da Lei 8.038/1990, cabe ao Presidente do Supremo Tribunal Federal suspender a decisão que defere a liminar em mandado de segurança quando o pedido formulado na origem envolve a discussão de matéria constitucional. A conclusão pela presença ou ausência de fundamento constitucional é alcançada, na linha da jurisprudência da Corte, pela análise prefacial das chances de conhecimento de eventual recurso extraordinário (SS 846-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ 08.11.1996; SS 2.918, rel. min. Ellen Gracie, DJ 25.05.2006). No presente caso, as decisões que a requerente pretende suspender foram proferidas em mandados de segurança que se limitaram ao tratamento legal da questão relativa à possibilidade de continuação dos serviços de transporte, com fundamento exclusivo no art. 42 da Lei 8.987/1995, conjugada à demonstração do direito líquido e certo ao início da execução do serviço público, tendo em vista, neste ponto, o sucesso no certame licitatório e a assinatura prévia do contrato de concessão. Esta conclusão pode ser alcançada a partir da mera leitura das impetrações, em especial do item VI.1 das petições iniciais (idênticas, por sinal), intitulado ‘Do equívoco e da teratologia da sentença objeto do mandamus – Equivocada interpretação do art. 42 da Lei 8.987/95’. As decisões liminares proferidas tampouco desbordaram dos limites do pedido judicial formulado, sendo que, nas duas oportunidades, o fundamento para a sua concessão foi, apenas, a conclusão de que o disposto no art. 42 da Lei 8.987/1995 não impede a realização de licitação e o início da execução do serviço concedido. Transcrevo da decisão proferida no mandado de segurança 0269084- 90.2012.8.26.0000 (grifei): ‘A impetrante, vencedora da licitação e que deveria explorar os serviços pelos próximos quinze anos, não é parte naquelas ações – ordinária e cautelares, sem que possa, por consequência, sofrer os efeitos da sentença (CPC, art. 472) e, como explicou a Municipalidade, ao contestar aquelas ações, o que motivo o ajuizamento daquelas demandas foi o fato do Município não ter indenizado os bens reversíveis, tendo a concessionária, ademais, feito investimentos sem o retorno 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Supremo Tribunal Federal SL 698 AGR / SP De acordo com o art. 25 da Lei 8.038/1990, cabe ao Presidente do Supremo Tribunal Federal suspender a decisão que defere a liminar em mandado de segurança quando o pedido formulado na origem envolve a discussão de matéria constitucional. A conclusão pela presença ou ausência de fundamento constitucional é alcançada, na linha da jurisprudência da Corte, pela análise prefacial das chances de conhecimento de eventual recurso extraordinário (SS 846-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ 08.11.1996; SS 2.918, rel. min. Ellen Gracie, DJ 25.05.2006). No presente caso, as decisões que a requerente pretende suspender foram proferidas em mandados de segurança que se limitaram ao tratamento legal da questão relativa à possibilidade de continuação dos serviços de transporte, com fundamento exclusivo no art. 42 da Lei 8.987/1995, conjugada à demonstração do direito líquido e certo ao início da execução do serviço público, tendo em vista, neste ponto, o sucesso no certame licitatório e a assinatura prévia do contrato de concessão. Esta conclusão pode ser alcançada a partir da mera leitura das impetrações, em especial do item VI.1 das petições iniciais (idênticas, por sinal), intitulado ‘Do equívoco e da teratologia da sentença objeto do mandamus – Equivocada interpretação do art. 42 da Lei 8.987/95’. As decisões liminares proferidas tampouco desbordaram dos limites do pedido judicial formulado, sendo que, nas duas oportunidades, o fundamento para a sua concessão foi, apenas, a conclusão de que o disposto no art. 42 da Lei 8.987/1995 não impede a realização de licitação e o início da execução do serviço concedido. Transcrevo da decisão proferida no mandado de segurança 0269084- 90.2012.8.26.0000 (grifei): ‘A impetrante, vencedora da licitação e que deveria explorar os serviços pelos próximos quinze anos, não é parte naquelas ações – ordinária e cautelares, sem que possa, por consequência, sofrer os efeitos da sentença (CPC, art. 472) e, como explicou a Municipalidade, ao contestar aquelas ações, o que motivo o ajuizamento daquelas demandas foi o fato do Município não ter indenizado os bens reversíveis, tendo a concessionária, ademais, feito investimentos sem o retorno 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório SL 698 AGR / SP esperado, daí a necessidade de realização de levantamentos e da apuração do valor da indenização devida. Mas, no dizer da impetrante, já promoveu ação indenizatória contra a municipalidade que foi julgada improcedente, inclusive em grau de recurso (apelação 0024255-53.2006.8.26.0344, rel. Des Ricardo Anafe) e, de outra parte, a realização de levantamentos e apuração do valor de eventual indenização não impede a operação dos serviços pela vencedora da licitação.’ À luz dessas considerações, é possível concluir que as decisões liminares não foram proferidas em ações mandamentais que se amparam em direito líquido e certo de índole constitucional, razão pela qual possível recurso extraordinário a ser interposto dificilmente logrará êxito, ante o caráter reflexo da violação objeto da tese recursal. Ante o exposto, nego seguimento ao pedido”. O agravante sustenta que a concessão das liminares deferidas na origem “resultam de nítida negativa de vigência ao parágrafo único do art. 175 da Constituição Federal, que regulamentou o art. 42 da Lei das Concessões, prevendo hipóteses de prorrogações de contratos”(páginas 1-2 do documento eletrônico 2). Destaca, ainda, que “(...) o caso concreto não pode ser solvido somente à luz dos preceitos infraconstitucionais, principalmente ante o fato de que o parágrafo único do art. 175, da Constituição, expõe previsão que afasta, em casos concretos como aquele em debate, a regra geral presente no caput, relativizando o dever de licitar quando o contrato administrativo se sujeite às regras do art. 42 da Lei das Concessões, e a aplicação de tais regras, por abordagem do direito infraconstitucional, não equivale a reflexo do que trata o dispositivo da Constituição” (página 3 do documento eletrônico 2). Acrescenta que ante estas ponderações restou demonstrado a possibilidade de êxito de conhecimento do Recurso Extraordinário que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Supremo Tribunal Federal SL 698 AGR / SP esperado, daí a necessidade de realização de levantamentos e da apuração do valor da indenização devida. Mas, no dizer da impetrante, já promoveu ação indenizatória contra a municipalidade que foi julgada improcedente, inclusive em grau de recurso (apelação 0024255-53.2006.8.26.0344, rel. Des Ricardo Anafe) e, de outra parte, a realização de levantamentos e apuração do valor de eventual indenização não impede a operação dos serviços pela vencedora da licitação.’ À luz dessas considerações, é possível concluir que as decisões liminares não foram proferidas em ações mandamentais que se amparam em direito líquido e certo de índole constitucional, razão pela qual possível recurso extraordinário a ser interposto dificilmente logrará êxito, ante o caráter reflexo da violação objeto da tese recursal. Ante o exposto, nego seguimento ao pedido”. O agravante sustenta que a concessão das liminares deferidas na origem “resultam de nítida negativa de vigência ao parágrafo único do art. 175 da Constituição Federal, que regulamentou o art. 42 da Lei das Concessões, prevendo hipóteses de prorrogações de contratos”(páginas 1-2 do documento eletrônico 2). Destaca, ainda, que “(...) o caso concreto não pode ser solvido somente à luz dos preceitos infraconstitucionais, principalmente ante o fato de que o parágrafo único do art. 175, da Constituição, expõe previsão que afasta, em casos concretos como aquele em debate, a regra geral presente no caput, relativizando o dever de licitar quando o contrato administrativo se sujeite às regras do art. 42 da Lei das Concessões, e a aplicação de tais regras, por abordagem do direito infraconstitucional, não equivale a reflexo do que trata o dispositivo da Constituição” (página 3 do documento eletrônico 2). Acrescenta que ante estas ponderações restou demonstrado a possibilidade de êxito de conhecimento do Recurso Extraordinário que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório SL 698 AGR / SP poderá ser interposto, razão pela qual deveria ter sido o pedido de suspensão conhecido. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Procurador- Geral da República Roberto Monteiro Gurgel Santos, opinou pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Supremo Tribunal Federal SL 698 AGR / SP poderá ser interposto, razão pela qual deveria ter sido o pedido de suspensão conhecido. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Procurador- Geral da República Roberto Monteiro Gurgel Santos, opinou pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/03/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão não merece acolhida. A decisão recorrida não ultrapassou os limites normativos para a suspensão de liminar, isto é, circunscreveu-se à análise dos pressupostos do pedido, quais sejam, juízo mínimo de delibação sobre a natureza constitucional da matéria de fundo e existência de grave lesão à ordem, à segurança, à saúde, à segurança e à economia públicas, nos termos do disposto no art. 297 do RISTF. Para manter incólume a decisão, faço algumas considerações. Ao pontuar o cabimento do pedido de suspensão, ficou afastada a natureza constitucional da discussão travada nos autos principais. Ressalto que a natureza excepcional desta contracautela permite tão somente uma análise perfunctória, vedada a cognição exauriente sobre o mérito da demanda original. Nesse sentido, confiram-se: SS 3.259-AgR/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; SS 341-AgR/SC, Rel. Min. Sydney Sanches; e SS 282-AgR, Rel. Min. Néri da Silveira. Colaciono também o entendimento firmado por esta Corte nos autos da SS 846-AgR/DF, da lavra do Min. Sepúlveda Pertence: “I. Suspensão de segurança: natureza cautelar e pressuposto de viabilidade do recurso cabível contra a decisão concessiva da ordem . A suspensão de segurança, concedida liminar ou definitivamente, é contracautela que visa à salvaguarda da eficácia pleno do recurso que contra ela se possa manifestar, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040218. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão não merece acolhida. A decisão recorrida não ultrapassou os limites normativos para a suspensão de liminar, isto é, circunscreveu-se à análise dos pressupostos do pedido, quais sejam, juízo mínimo de delibação sobre a natureza constitucional da matéria de fundo e existência de grave lesão à ordem, à segurança, à saúde, à segurança e à economia públicas, nos termos do disposto no art. 297 do RISTF. Para manter incólume a decisão, faço algumas considerações. Ao pontuar o cabimento do pedido de suspensão, ficou afastada a natureza constitucional da discussão travada nos autos principais. Ressalto que a natureza excepcional desta contracautela permite tão somente uma análise perfunctória, vedada a cognição exauriente sobre o mérito da demanda original. Nesse sentido, confiram-se: SS 3.259-AgR/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; SS 341-AgR/SC, Rel. Min. Sydney Sanches; e SS 282-AgR, Rel. Min. Néri da Silveira. Colaciono também o entendimento firmado por esta Corte nos autos da SS 846-AgR/DF, da lavra do Min. Sepúlveda Pertence: “I. Suspensão de segurança: natureza cautelar e pressuposto de viabilidade do recurso cabível contra a decisão concessiva da ordem . A suspensão de segurança, concedida liminar ou definitivamente, é contracautela que visa à salvaguarda da eficácia pleno do recurso que contra ela se possa manifestar, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 698 AGR / SP quando a execução imediata da decisão, posto que provisória, sujeita a riscos graves de lesão interesses públicos privilegiados - a ordem, a saúde, a segurança e a economia pública: sendo medida cautelar, não há regra nem princípio segundo os quais a suspensão da segurança devesse dispensar o pressuposto do fumus boni juris que, no particular, se substantiva na probabilidade de que, mediante o futuro provimento do recurso, venha a prevalecer a resistência oposta pela entidade estatal à pretensão do impetrante“ (grifei). Reputo, ademais, pertinente a observação do Procurador-Geral da República no sentido de que “(...) 8. No presente caso, contudo, não obstante a pretensão busque amparo em princípios constitucionais e na alegação de ofensa à ordem e à economia públicas, predomina o interesse patrimonial da empresa, uma vez que a discussão central da demanda é a contratação com Poder Público para a exploração de linha municipal de transporte, tendo as decisões impugnadas determinado que a execução do serviço passasse a ser realizada pelas empresas vencedoras do certame licitatório e novas contratadas do ente municipal. 9. Assim, não se evidencia interesse público direto a ser tutelado pela via excepcional da contracautela. 10. Por outro lado, como bem demonstrado na decisão agravada, a matéria tratada nas ações mandamentais em que proferidas as decisões que se pretende suspender, cinge-se à legislação infraconstitucional, na medida em que se discute as regras contidas na Lei nº 8.987/1995, tratando-se, portanto, de controvérsia sem status constitucional. 11. É certo, assim, que a verificação da ofensa ao dispositivo constitucional invocado na inicial da suspensão impõe o prévio exame da legislação infraconstitucional, de forma que a ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de forma indireta ou reflexa, demonstrando a inviabilidade de futuro recurso extraordinário e, por conseguinte, a incompetência dessa Suprema Corte para o exame deste incidente” (páginas 3-4 do documento eletrônico 69). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040218. Supremo Tribunal Federal SL 698 AGR / SP quando a execução imediata da decisão, posto que provisória, sujeita a riscos graves de lesão interesses públicos privilegiados - a ordem, a saúde, a segurança e a economia pública: sendo medida cautelar, não há regra nem princípio segundo os quais a suspensão da segurança devesse dispensar o pressuposto do fumus boni juris que, no particular, se substantiva na probabilidade de que, mediante o futuro provimento do recurso, venha a prevalecer a resistência oposta pela entidade estatal à pretensão do impetrante“ (grifei). Reputo, ademais, pertinente a observação do Procurador-Geral da República no sentido de que “(...) 8. No presente caso, contudo, não obstante a pretensão busque amparo em princípios constitucionais e na alegação de ofensa à ordem e à economia públicas, predomina o interesse patrimonial da empresa, uma vez que a discussão central da demanda é a contratação com Poder Público para a exploração de linha municipal de transporte, tendo as decisões impugnadas determinado que a execução do serviço passasse a ser realizada pelas empresas vencedoras do certame licitatório e novas contratadas do ente municipal. 9. Assim, não se evidencia interesse público direto a ser tutelado pela via excepcional da contracautela. 10. Por outro lado, como bem demonstrado na decisão agravada, a matéria tratada nas ações mandamentais em que proferidas as decisões que se pretende suspender, cinge-se à legislação infraconstitucional, na medida em que se discute as regras contidas na Lei nº 8.987/1995, tratando-se, portanto, de controvérsia sem status constitucional. 11. É certo, assim, que a verificação da ofensa ao dispositivo constitucional invocado na inicial da suspensão impõe o prévio exame da legislação infraconstitucional, de forma que a ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de forma indireta ou reflexa, demonstrando a inviabilidade de futuro recurso extraordinário e, por conseguinte, a incompetência dessa Suprema Corte para o exame deste incidente” (páginas 3-4 do documento eletrônico 69). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 698 AGR / SP O pedido de suspensão encontra, assim, óbice ao seu seguimento, como bem pontuou a decisão agravada ao destacar que se faz necessário o prévio exame de legislação infraconstitucional para se constatar a ofensa ao artigo da Constituição Federal indicado pela Agravante. Ademais, mesmo que superado o óbice ao seu conhecimento, verifico que a inicial (assim como o agravo regimental interposto) não logrou êxito em comprovar o risco de grave lesão, inexistindo suporte para as alegações da agravante. Exatamente por essa razão é que se indeferiu o pedido de suspensão liminar, visto que importa delimitar a ocorrência, ou não, de risco de grave lesão aos valores estimados na norma. Isto posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040218. Supremo Tribunal Federal SL 698 AGR / SP O pedido de suspensão encontra, assim, óbice ao seu seguimento, como bem pontuou a decisão agravada ao destacar que se faz necessário o prévio exame de legislação infraconstitucional para se constatar a ofensa ao artigo da Constituição Federal indicado pela Agravante. Ademais, mesmo que superado o óbice ao seu conhecimento, verifico que a inicial (assim como o agravo regimental interposto) não logrou êxito em comprovar o risco de grave lesão, inexistindo suporte para as alegações da agravante. Exatamente por essa razão é que se indeferiu o pedido de suspensão liminar, visto que importa delimitar a ocorrência, ou não, de risco de grave lesão aos valores estimados na norma. Isto posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA ADV.(A/S) : EDINILSON FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MARÍLIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144761 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA ADV.(A/S) : EDINILSON FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MARÍLIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144761 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8164793
2015-03-12T00:00:00
2015-04-08T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Plenário, 12.03.2015.
AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE LIMINAR. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. LICITAÇÃO. AUSÊNCIA DE RISCO DE LESÃO À ORDEM E À ECONOMIA PÚBLICAS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para análise do pedido de suspensão se faz necessário o prévio exame de legislação infraconstitucional para se constatar a ofensa ao artigo da Constituição Federal indicado, razão pela qual corretamente se negou seguimento ao pedido de contracautela. II – Não constatado o risco de lesão à ordem e à economia públicas, deve ser mantido indeferimento da suspensão da liminar. III – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur299350
- Acórdão(s) citado(s): (SUSPENSÃO DE SEGURANÇA, PRESSUPOSTO) SS 3259 AgR (TP), SS 341 AGR (TP), SS 282 AGR (TP), SS 846 AGR (TP). Número de páginas: 10. Análise: 16/04/2015, KBP.
RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente)
Tribunal Pleno
698
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00297\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
SL-AgR
acordaos
SL 698 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA ADV.(A/S) : EDINILSON FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MARÍLIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA ADV.(A/S) :EDINILSON FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MARÍLIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE LIMINAR. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. LICITAÇÃO. AUSÊNCIA DE RISCO DE LESÃO À ORDEM E À ECONOMIA PÚBLICAS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para análise do pedido de suspensão se faz necessário o prévio exame de legislação infraconstitucional para se constatar a ofensa ao artigo da Constituição Federal indicado, razão pela qual corretamente se negou seguimento ao pedido de contracautela. II – Não constatado o risco de lesão à ordem e à economia públicas, deve ser mantido indeferimento da suspensão da liminar. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negar provimento ao agravo regimental. Ausentes, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040216. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão SL 698 AGR / SP justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Brasília, 12 de março de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040216. Supremo Tribunal Federal SL 698 AGR / SP justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Brasília, 12 de março de 2015. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA ADV.(A/S) :EDINILSON FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MARÍLIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Trata- se de agravo regimental interposto da seguinte decisão: “Trata-se de pedido de suspensão de liminar formulado pela Empresa Circular de Marília Ltda. contra decisões liminares proferidas por desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos dos mandados de segurança 0269084- 90.2012.8.26.0000 e 0275318-88.2012.8.26.0000. As decisões impugnadas suspenderam sentenças proferidas pela 5... Vara Cível da Comarca de Marília que haviam permitido à ora requerente continuar a execução do serviço de transporte municipal de passageiros mesmo após a assinatura de contrato de concessão daquele serviço entre o Município de Marília e empresas vencedoras de certame licitatório (Transporte Coletivo Grande Bauru Ltda. e Viação Cidade Sorriso Ltda.). A requerente sustenta que as decisões liminares ora questionadas representam grave lesão à ordem, à segurança e à economia pública do Município de Marília. É o breve relatório. Decido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA ADV.(A/S) :EDINILSON FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MARÍLIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Trata- se de agravo regimental interposto da seguinte decisão: “Trata-se de pedido de suspensão de liminar formulado pela Empresa Circular de Marília Ltda. contra decisões liminares proferidas por desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos dos mandados de segurança 0269084- 90.2012.8.26.0000 e 0275318-88.2012.8.26.0000. As decisões impugnadas suspenderam sentenças proferidas pela 5... Vara Cível da Comarca de Marília que haviam permitido à ora requerente continuar a execução do serviço de transporte municipal de passageiros mesmo após a assinatura de contrato de concessão daquele serviço entre o Município de Marília e empresas vencedoras de certame licitatório (Transporte Coletivo Grande Bauru Ltda. e Viação Cidade Sorriso Ltda.). A requerente sustenta que as decisões liminares ora questionadas representam grave lesão à ordem, à segurança e à economia pública do Município de Marília. É o breve relatório. Decido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório SL 698 AGR / SP De acordo com o art. 25 da Lei 8.038/1990, cabe ao Presidente do Supremo Tribunal Federal suspender a decisão que defere a liminar em mandado de segurança quando o pedido formulado na origem envolve a discussão de matéria constitucional. A conclusão pela presença ou ausência de fundamento constitucional é alcançada, na linha da jurisprudência da Corte, pela análise prefacial das chances de conhecimento de eventual recurso extraordinário (SS 846-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ 08.11.1996; SS 2.918, rel. min. Ellen Gracie, DJ 25.05.2006). No presente caso, as decisões que a requerente pretende suspender foram proferidas em mandados de segurança que se limitaram ao tratamento legal da questão relativa à possibilidade de continuação dos serviços de transporte, com fundamento exclusivo no art. 42 da Lei 8.987/1995, conjugada à demonstração do direito líquido e certo ao início da execução do serviço público, tendo em vista, neste ponto, o sucesso no certame licitatório e a assinatura prévia do contrato de concessão. Esta conclusão pode ser alcançada a partir da mera leitura das impetrações, em especial do item VI.1 das petições iniciais (idênticas, por sinal), intitulado ‘Do equívoco e da teratologia da sentença objeto do mandamus – Equivocada interpretação do art. 42 da Lei 8.987/95’. As decisões liminares proferidas tampouco desbordaram dos limites do pedido judicial formulado, sendo que, nas duas oportunidades, o fundamento para a sua concessão foi, apenas, a conclusão de que o disposto no art. 42 da Lei 8.987/1995 não impede a realização de licitação e o início da execução do serviço concedido. Transcrevo da decisão proferida no mandado de segurança 0269084- 90.2012.8.26.0000 (grifei): ‘A impetrante, vencedora da licitação e que deveria explorar os serviços pelos próximos quinze anos, não é parte naquelas ações – ordinária e cautelares, sem que possa, por consequência, sofrer os efeitos da sentença (Código de Processo Civil, art. 472) e, como explicou a Municipalidade, ao contestar aquelas ações, o que motivo o ajuizamento daquelas demandas foi o fato do Município não ter indenizado os bens reversíveis, tendo a concessionária, ademais, feito investimentos sem o retorno 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Supremo Tribunal Federal SL 698 AGR / SP De acordo com o art. 25 da Lei 8.038/1990, cabe ao Presidente do Supremo Tribunal Federal suspender a decisão que defere a liminar em mandado de segurança quando o pedido formulado na origem envolve a discussão de matéria constitucional. A conclusão pela presença ou ausência de fundamento constitucional é alcançada, na linha da jurisprudência da Corte, pela análise prefacial das chances de conhecimento de eventual recurso extraordinário (SS 846-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ 08.11.1996; SS 2.918, rel. min. Ellen Gracie, DJ 25.05.2006). No presente caso, as decisões que a requerente pretende suspender foram proferidas em mandados de segurança que se limitaram ao tratamento legal da questão relativa à possibilidade de continuação dos serviços de transporte, com fundamento exclusivo no art. 42 da Lei 8.987/1995, conjugada à demonstração do direito líquido e certo ao início da execução do serviço público, tendo em vista, neste ponto, o sucesso no certame licitatório e a assinatura prévia do contrato de concessão. Esta conclusão pode ser alcançada a partir da mera leitura das impetrações, em especial do item VI.1 das petições iniciais (idênticas, por sinal), intitulado ‘Do equívoco e da teratologia da sentença objeto do mandamus – Equivocada interpretação do art. 42 da Lei 8.987/95’. As decisões liminares proferidas tampouco desbordaram dos limites do pedido judicial formulado, sendo que, nas duas oportunidades, o fundamento para a sua concessão foi, apenas, a conclusão de que o disposto no art. 42 da Lei 8.987/1995 não impede a realização de licitação e o início da execução do serviço concedido. Transcrevo da decisão proferida no mandado de segurança 0269084- 90.2012.8.26.0000 (grifei): ‘A impetrante, vencedora da licitação e que deveria explorar os serviços pelos próximos quinze anos, não é parte naquelas ações – ordinária e cautelares, sem que possa, por consequência, sofrer os efeitos da sentença (Código de Processo Civil, art. 472) e, como explicou a Municipalidade, ao contestar aquelas ações, o que motivo o ajuizamento daquelas demandas foi o fato do Município não ter indenizado os bens reversíveis, tendo a concessionária, ademais, feito investimentos sem o retorno 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório SL 698 AGR / SP esperado, daí a necessidade de realização de levantamentos e da apuração do valor da indenização devida. Mas, no dizer da impetrante, já promoveu ação indenizatória contra a municipalidade que foi julgada improcedente, inclusive em grau de recurso (apelação 0024255-53.2006.8.26.0344, rel. Des Ricardo Anafe) e, de outra parte, a realização de levantamentos e apuração do valor de eventual indenização não impede a operação dos serviços pela vencedora da licitação.’ À luz dessas considerações, é possível concluir que as decisões liminares não foram proferidas em ações mandamentais que se amparam em direito líquido e certo de índole constitucional, razão pela qual possível recurso extraordinário a ser interposto dificilmente logrará êxito, ante o caráter reflexo da violação objeto da tese recursal. Ante o exposto, nego seguimento ao pedido”. O agravante sustenta que a concessão das liminares deferidas na origem “resultam de nítida negativa de vigência ao parágrafo único do art. 175 da Constituição Federal, que regulamentou o art. 42 da Lei das Concessões, prevendo hipóteses de prorrogações de contratos”(páginas 1-2 do documento eletrônico 2). Destaca, ainda, que “(...) o caso concreto não pode ser solvido somente à luz dos preceitos infraconstitucionais, principalmente ante o fato de que o parágrafo único do art. 175, da Constituição, expõe previsão que afasta, em casos concretos como aquele em debate, a regra geral presente no caput, relativizando o dever de licitar quando o contrato administrativo se sujeite às regras do art. 42 da Lei das Concessões, e a aplicação de tais regras, por abordagem do direito infraconstitucional, não equivale a reflexo do que trata o dispositivo da Constituição” (página 3 do documento eletrônico 2). Acrescenta que ante estas ponderações restou demonstrado a possibilidade de êxito de conhecimento do Recurso Extraordinário que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Supremo Tribunal Federal SL 698 AGR / SP esperado, daí a necessidade de realização de levantamentos e da apuração do valor da indenização devida. Mas, no dizer da impetrante, já promoveu ação indenizatória contra a municipalidade que foi julgada improcedente, inclusive em grau de recurso (apelação 0024255-53.2006.8.26.0344, rel. Des Ricardo Anafe) e, de outra parte, a realização de levantamentos e apuração do valor de eventual indenização não impede a operação dos serviços pela vencedora da licitação.’ À luz dessas considerações, é possível concluir que as decisões liminares não foram proferidas em ações mandamentais que se amparam em direito líquido e certo de índole constitucional, razão pela qual possível recurso extraordinário a ser interposto dificilmente logrará êxito, ante o caráter reflexo da violação objeto da tese recursal. Ante o exposto, nego seguimento ao pedido”. O agravante sustenta que a concessão das liminares deferidas na origem “resultam de nítida negativa de vigência ao parágrafo único do art. 175 da Constituição Federal, que regulamentou o art. 42 da Lei das Concessões, prevendo hipóteses de prorrogações de contratos”(páginas 1-2 do documento eletrônico 2). Destaca, ainda, que “(...) o caso concreto não pode ser solvido somente à luz dos preceitos infraconstitucionais, principalmente ante o fato de que o parágrafo único do art. 175, da Constituição, expõe previsão que afasta, em casos concretos como aquele em debate, a regra geral presente no caput, relativizando o dever de licitar quando o contrato administrativo se sujeite às regras do art. 42 da Lei das Concessões, e a aplicação de tais regras, por abordagem do direito infraconstitucional, não equivale a reflexo do que trata o dispositivo da Constituição” (página 3 do documento eletrônico 2). Acrescenta que ante estas ponderações restou demonstrado a possibilidade de êxito de conhecimento do Recurso Extraordinário que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório SL 698 AGR / SP poderá ser interposto, razão pela qual deveria ter sido o pedido de suspensão conhecido. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Procurador- Geral da República Roberto Monteiro Gurgel Santos, opinou pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Supremo Tribunal Federal SL 698 AGR / SP poderá ser interposto, razão pela qual deveria ter sido o pedido de suspensão conhecido. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Procurador- Geral da República Roberto Monteiro Gurgel Santos, opinou pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/03/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão não merece acolhida. A decisão recorrida não ultrapassou os limites normativos para a suspensão de liminar, isto é, circunscreveu-se à análise dos pressupostos do pedido, quais sejam, juízo mínimo de delibação sobre a natureza constitucional da matéria de fundo e existência de grave lesão à ordem, à segurança, à saúde, à segurança e à economia públicas, nos termos do disposto no art. 297 do RISTF. Para manter incólume a decisão, faço algumas considerações. Ao pontuar o cabimento do pedido de suspensão, ficou afastada a natureza constitucional da discussão travada nos autos principais. Ressalto que a natureza excepcional desta contracautela permite tão somente uma análise perfunctória, vedada a cognição exauriente sobre o mérito da demanda original. Nesse sentido, confiram-se: SS 3.259-AgR/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; SS 341-AgR/SC, Rel. Min. Sydney Sanches; e SS 282-AgR, Rel. Min. Néri da Silveira. Colaciono também o entendimento firmado por esta Corte nos autos da SS 846-AgR/DF, da lavra do Min. Sepúlveda Pertence: “I. Suspensão de segurança: natureza cautelar e pressuposto de viabilidade do recurso cabível contra a decisão concessiva da ordem . A suspensão de segurança, concedida liminar ou definitivamente, é contracautela que visa à salvaguarda da eficácia pleno do recurso que contra ela se possa manifestar, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040218. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão não merece acolhida. A decisão recorrida não ultrapassou os limites normativos para a suspensão de liminar, isto é, circunscreveu-se à análise dos pressupostos do pedido, quais sejam, juízo mínimo de delibação sobre a natureza constitucional da matéria de fundo e existência de grave lesão à ordem, à segurança, à saúde, à segurança e à economia públicas, nos termos do disposto no art. 297 do RISTF. Para manter incólume a decisão, faço algumas considerações. Ao pontuar o cabimento do pedido de suspensão, ficou afastada a natureza constitucional da discussão travada nos autos principais. Ressalto que a natureza excepcional desta contracautela permite tão somente uma análise perfunctória, vedada a cognição exauriente sobre o mérito da demanda original. Nesse sentido, confiram-se: SS 3.259-AgR/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; SS 341-AgR/SC, Rel. Min. Sydney Sanches; e SS 282-AgR, Rel. Min. Néri da Silveira. Colaciono também o entendimento firmado por esta Corte nos autos da SS 846-AgR/DF, da lavra do Min. Sepúlveda Pertence: “I. Suspensão de segurança: natureza cautelar e pressuposto de viabilidade do recurso cabível contra a decisão concessiva da ordem . A suspensão de segurança, concedida liminar ou definitivamente, é contracautela que visa à salvaguarda da eficácia pleno do recurso que contra ela se possa manifestar, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 698 AGR / SP quando a execução imediata da decisão, posto que provisória, sujeita a riscos graves de lesão interesses públicos privilegiados - a ordem, a saúde, a segurança e a economia pública: sendo medida cautelar, não há regra nem princípio segundo os quais a suspensão da segurança devesse dispensar o pressuposto do fumus boni juris que, no particular, se substantiva na probabilidade de que, mediante o futuro provimento do recurso, venha a prevalecer a resistência oposta pela entidade estatal à pretensão do impetrante“ (grifei). Reputo, ademais, pertinente a observação do Procurador-Geral da República no sentido de que “(...) 8. No presente caso, contudo, não obstante a pretensão busque amparo em princípios constitucionais e na alegação de ofensa à ordem e à economia públicas, predomina o interesse patrimonial da empresa, uma vez que a discussão central da demanda é a contratação com Poder Público para a exploração de linha municipal de transporte, tendo as decisões impugnadas determinado que a execução do serviço passasse a ser realizada pelas empresas vencedoras do certame licitatório e novas contratadas do ente municipal. 9. Assim, não se evidencia interesse público direto a ser tutelado pela via excepcional da contracautela. 10. Por outro lado, como bem demonstrado na decisão agravada, a matéria tratada nas ações mandamentais em que proferidas as decisões que se pretende suspender, cinge-se à legislação infraconstitucional, na medida em que se discute as regras contidas na Lei n 8.987/1995, tratando-se, portanto, de controvérsia sem status constitucional. 11. É certo, assim, que a verificação da ofensa ao dispositivo constitucional invocado na inicial da suspensão impõe o prévio exame da legislação infraconstitucional, de forma que a ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de forma indireta ou reflexa, demonstrando a inviabilidade de futuro recurso extraordinário e, por conseguinte, a incompetência dessa Suprema Corte para o exame deste incidente” (páginas 3-4 do documento eletrônico 69). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040218. Supremo Tribunal Federal SL 698 AGR / SP quando a execução imediata da decisão, posto que provisória, sujeita a riscos graves de lesão interesses públicos privilegiados - a ordem, a saúde, a segurança e a economia pública: sendo medida cautelar, não há regra nem princípio segundo os quais a suspensão da segurança devesse dispensar o pressuposto do fumus boni juris que, no particular, se substantiva na probabilidade de que, mediante o futuro provimento do recurso, venha a prevalecer a resistência oposta pela entidade estatal à pretensão do impetrante“ (grifei). Reputo, ademais, pertinente a observação do Procurador-Geral da República no sentido de que “(...) 8. No presente caso, contudo, não obstante a pretensão busque amparo em princípios constitucionais e na alegação de ofensa à ordem e à economia públicas, predomina o interesse patrimonial da empresa, uma vez que a discussão central da demanda é a contratação com Poder Público para a exploração de linha municipal de transporte, tendo as decisões impugnadas determinado que a execução do serviço passasse a ser realizada pelas empresas vencedoras do certame licitatório e novas contratadas do ente municipal. 9. Assim, não se evidencia interesse público direto a ser tutelado pela via excepcional da contracautela. 10. Por outro lado, como bem demonstrado na decisão agravada, a matéria tratada nas ações mandamentais em que proferidas as decisões que se pretende suspender, cinge-se à legislação infraconstitucional, na medida em que se discute as regras contidas na Lei n 8.987/1995, tratando-se, portanto, de controvérsia sem status constitucional. 11. É certo, assim, que a verificação da ofensa ao dispositivo constitucional invocado na inicial da suspensão impõe o prévio exame da legislação infraconstitucional, de forma que a ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de forma indireta ou reflexa, demonstrando a inviabilidade de futuro recurso extraordinário e, por conseguinte, a incompetência dessa Suprema Corte para o exame deste incidente” (páginas 3-4 do documento eletrônico 69). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 698 AGR / SP O pedido de suspensão encontra, assim, óbice ao seu seguimento, como bem pontuou a decisão agravada ao destacar que se faz necessário o prévio exame de legislação infraconstitucional para se constatar a ofensa ao artigo da Constituição Federal indicado pela Agravante. Ademais, mesmo que superado o óbice ao seu conhecimento, verifico que a inicial (assim como o agravo regimental interposto) não logrou êxito em comprovar o risco de grave lesão, inexistindo suporte para as alegações da agravante. Exatamente por essa razão é que se indeferiu o pedido de suspensão liminar, visto que importa delimitar a ocorrência, ou não, de risco de grave lesão aos valores estimados na norma. Isto posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040218. Supremo Tribunal Federal SL 698 AGR / SP O pedido de suspensão encontra, assim, óbice ao seu seguimento, como bem pontuou a decisão agravada ao destacar que se faz necessário o prévio exame de legislação infraconstitucional para se constatar a ofensa ao artigo da Constituição Federal indicado pela Agravante. Ademais, mesmo que superado o óbice ao seu conhecimento, verifico que a inicial (assim como o agravo regimental interposto) não logrou êxito em comprovar o risco de grave lesão, inexistindo suporte para as alegações da agravante. Exatamente por essa razão é que se indeferiu o pedido de suspensão liminar, visto que importa delimitar a ocorrência, ou não, de risco de grave lesão aos valores estimados na norma. Isto posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8040218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA ADV.(A/S) : EDINILSON FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MARÍLIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144761 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 698 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA ADV.(A/S) : EDINILSON FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MARÍLIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144761 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SL 698 AGR", "-", "90", ".", ".", ".", "0275318", "-", "88", ".", "2012", ".", "8", ".", ".", "mandados", "0275318", "-", "88", ".", "2012", "8", "26", ".", "0000", "SS 846 - AgR", "SS 2 . 918", "mandado de segurança 0269084 - 90 . 2012 . 8 . 26 . 0000", "SL 698 AGR / SP", "SS 846 - AgR", "SS 2 . 918", "mandado", "de segurança 0269084 - 90 . 2012 . 8 . 26 . 0000", "apelação 0024255 - 53 . 2006 . 8 . 26 . 0344", "apelação 0024255 - 53 . 2006 . 8 . 26 . 0344", "SS 3 . 259 - AgR / SP", "SS 341 - AgR / SC", "SS 282 - AgR", "SS 846 - AgR / DF", "SS 3 . 259 - AgR / SP", "SS 341 - AgR / SC", "SS 282 - AgR", "SS 846 - AgR / DF", "SL 698 AGR / SP", "SL 698 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 25 da Lei 8 . 038 / 1990", "art . 42 da Lei 8 . 987 / 1995", "art . 42 da Lei 8 . 987 / 95", "art . 42 da Lei 8 . 987 / 1995", "Código de Processo Civil , art . 472", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 25 da Lei 8 . 038 / 1990", "art . 42 da Lei 8 . 987 / 1995", "art . 42 da Lei 8 . 987 / 95", "art . 42 da Lei 8 . 987 / 1995", "Código de Processo Civil , art . 472", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 42 da Lei das Concessões", "art . 42 da Lei das Concessões", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 175 da Constituição Federal", "art . 42 da Lei das Concessões", "art . 42 da Lei das Concessões", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 297 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 297 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 987 / 1995", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 .", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE MARÍLIA", "MUNICÍPIO DE MARÍLIA", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE MARÍLIA", "MUNICÍPIO DE MARÍLIA", "Município de Marília", "Município de Marília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "MARÍLIA", "Município de Marília", "Município de Marília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE MARÍLIA", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE MARÍLIA" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA", "TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA", "VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA", "TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA", "VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA", "Empresa Circular de Marília Ltda .", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "5", ".", "Vara Cível da Comarca de Marília", "Transporte Coletivo Grande Bauru Ltda .", "Viação Cidade Sorriso Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA", "TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA", "VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA", "MUNICÍPIO", "Empresa Circular de Marília Ltda .", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "5", ".", ".", ".", "Vara Cível da Comarca de Marília", "Transporte Coletivo Grande Bauru Ltda .", "Viação Cidade Sorriso Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SL", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SL", "/", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "/", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SUSPENSÃO", "EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA", "TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA", "VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA", "MUNICÍPIO DE", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "EMPRESA CIRCULAR DE MARILIA LTDA", "TRANSPORTE COLETIVO GRANDE BAURU LTDA", "VIAÇÃO CIDADE SORRISO LTDA", "MUNICÍPIO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDINILSON FERREIRA DA SILVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDINILSON FERREIRA DA SILVA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDINILSON FERREIRA DA SILVA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Sepúlveda Pertence", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "Ellen Gracie", "Ricardo Anafe", "Ricardo Anafe", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ellen Gracie", "Sydney Sanches", "Néri da Silveira", "Sepúlveda Pertence", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ellen Gracie", "Sydney Sanches", "Néri da Silveira", "Sepúlveda Pertence", "EDINILSON FERREIRA DA SILVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Ela Wieckmo Volkmer de Castilho", "EDINILSON FERREIRA DA SILVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Ela Wieckmo Volkmer de Castilho" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "11", ".", "1996", "25", ".", "05", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "11", ".", "1996", "25", ".", "05", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "12", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBTE.(S) :COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA - CTEEP ADV.(A/S) :MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO EMBTE.(S) :FUNDAÇÃO CESP ADV.(A/S) :EVANDRO PERTENCE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP - AAFC ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI INTDO.(A/S) :CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO EMENTA Embargos de declaração em agravo regimental em conflito de competência. Ações judiciais conexas em trâmite perante a Justiça comum e a Justiça do Trabalho. Interpretação extensiva sobre o art. 115 do CPC. Conhecimento do conflito. Ação de complementação de aposentadoria. Aplicação do entendimento firmado no RE nº 586.453/SE. Competência da Justiça comum. Embargos de declaração acolhidos com efeitos modificativos, para conhecer do conflito e reconhecer a competência da Justiça comum para o julgamento da causa. 1. Em regra, a admissão do conflito de competência com base no art. 115, III, do CPC exige que haja divergência entre juízos diversos quanto à reunião ou separação dos feitos, consoante expressa previsão do dispositivo. 2. Cabível, todavia, por meio de interpretação extensiva do art. 115, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194960. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 56 Ementa e Acórdão CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP do CPC, o acolhimento do incidente, mesmo ausente a apontada divergência, quando se tratar de ações conexas (com possibilidade, portanto, de prolação de decisões conflitantes) em trâmite perante Justiças distintas e no bojo das quais o apontamento de conexão não se mostrar suficiente à definição da competência para seu processo e julgamento. 3. No caso, trata-se de demandas em trâmite perante a Justiça comum e a justiça trabalhista, em que se discute complementação de aposentadoria, com decisões conflitantes já proferidas, a justificar o conhecimento do conflito. 4. É inaplicável a regra de solução da conexão entre feitos (art. 105, do CPC), uma vez que as ações tramitam perante juízos com competência material distinta – incidindo a vedação decorrente do art. 102 do CPC – e já contam com decisão de mérito – a atrair a aplicação da Súmula nº 235, do STJ. 5. A definição do conflito com base na análise das regras de competência, para se aplicar ao caso a regra geral estabelecida por esta Corte nos autos do RE nº 586.453/SE, com repercussão geral reconhecida, é no sentido de competir à Justiça comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar, uma vez que a regra de modulação ali prevista (com atribuição de competência à Justiça do Trabalho para processar e julgar todas as causas da espécie em que proferida sentença de mérito até 20/2/13) teve por pressuposto sua incidência sobre demandas únicas, isoladamente consideradas, não tendo sido assentada para reger divergência quanto à competência para o processamento de ações diversas. 6. Embargos de declaração acolhidos com efeitos modificativos, para conhecer do conflito e declarar a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194960. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP do CPC, o acolhimento do incidente, mesmo ausente a apontada divergência, quando se tratar de ações conexas (com possibilidade, portanto, de prolação de decisões conflitantes) em trâmite perante Justiças distintas e no bojo das quais o apontamento de conexão não se mostrar suficiente à definição da competência para seu processo e julgamento. 3. No caso, trata-se de demandas em trâmite perante a Justiça comum e a justiça trabalhista, em que se discute complementação de aposentadoria, com decisões conflitantes já proferidas, a justificar o conhecimento do conflito. 4. É inaplicável a regra de solução da conexão entre feitos (art. 105, do CPC), uma vez que as ações tramitam perante juízos com competência material distinta – incidindo a vedação decorrente do art. 102 do CPC – e já contam com decisão de mérito – a atrair a aplicação da Súmula nº 235, do STJ. 5. A definição do conflito com base na análise das regras de competência, para se aplicar ao caso a regra geral estabelecida por esta Corte nos autos do RE nº 586.453/SE, com repercussão geral reconhecida, é no sentido de competir à Justiça comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar, uma vez que a regra de modulação ali prevista (com atribuição de competência à Justiça do Trabalho para processar e julgar todas as causas da espécie em que proferida sentença de mérito até 20/2/13) teve por pressuposto sua incidência sobre demandas únicas, isoladamente consideradas, não tendo sido assentada para reger divergência quanto à competência para o processamento de ações diversas. 6. Embargos de declaração acolhidos com efeitos modificativos, para conhecer do conflito e declarar a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 56 Ementa e Acórdão CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em acolher os embargos de declaração, com efeitos modificativos, conhecendo do conflito para assentar a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos, rejeitada a petição nº 85.242/2011. Brasília, 12 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194960. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em acolher os embargos de declaração, com efeitos modificativos, conhecendo do conflito para assentar a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos, rejeitada a petição nº 85.242/2011. Brasília, 12 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 56 Relatório 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBTE.(S) :COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA - CTEEP ADV.(A/S) :MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO EMBTE.(S) :FUNDAÇÃO CESP ADV.(A/S) :EVANDRO PERTENCE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP - AAFC ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI INTDO.(A/S) :CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fundação CESP, Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e Estado de São Paulo opõem tempestivos embargos de declaração (fls. 849 a 857, 861 a 875 (fax) e 979 a 995 (original) e 1.100 a 1.104, respectivamente) contra acórdão do Plenário desta Corte (fls. 835 a 846) assim ementado: “AGRAVOS REGIMENTAIS EM CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS PARA SUA INSTAURAÇÃO. UTILIZAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. Para que reste caracterizado o conflito de competência, é mister que haja manifestações expressas de mais de um juízo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBTE.(S) :COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA - CTEEP ADV.(A/S) :MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO EMBTE.(S) :FUNDAÇÃO CESP ADV.(A/S) :EVANDRO PERTENCE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP - AAFC ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI INTDO.(A/S) :CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fundação CESP, Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e Estado de São Paulo opõem tempestivos embargos de declaração (fls. 849 a 857, 861 a 875 (fax) e 979 a 995 (original) e 1.100 a 1.104, respectivamente) contra acórdão do Plenário desta Corte (fls. 835 a 846) assim ementado: “AGRAVOS REGIMENTAIS EM CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS PARA SUA INSTAURAÇÃO. UTILIZAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. Para que reste caracterizado o conflito de competência, é mister que haja manifestações expressas de mais de um juízo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 56 Relatório CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP afirmando sua competência, ou incompetência, para o processamento de um mesmo processo, manifestações essas que devem ser feitas nos autos de um único processo. 2. A existência de diferentes demandas tramitando regulamente perante Juízos diversos, alegadamente a versar sobre o mesma tema, não configura hipótese legal para a instauração de conflito positivo de competência. Precedentes. 3. Na hipótese de diversidade de feitos, o conflito apenas estaria caracterizado se ambos os juízos se manifestassem, de forma expressa, sobre a reunião ou a separação das ações, o que não ocorreu no caso. 4. Em situações em que diferentes ramos da Justiça afirmam sua respectiva competência para o processamento das ações, dá-se o fenômeno da litispendência, e não o do conflito de competência. 5. A litispendência se resolve no julgamento de cada um desses processos, o que efetivamente ocorreu, pois a alegação já foi rejeitada por todas as instâncias da Justiça do Trabalho que se debruçaram sobre sua análise. 6. Inadmissível também se mostra a utilização do conflito de competência como sucedâneo recursal, para abreviar a regular tramitação do litígio e submetê-lo, de imediato, à apreciação da Suprema Corte. 7. Agravos regimentais não providos” (fls. 845/846). A Fundação CESP sustenta que “nenhum dos dois únicos precedentes que fundamentaram o acórdão embargado cuidou da matéria aqui tratada. Por isto, bem examinada a decisão embargada, constata-se que, nela, não há qualquer fundamento para demonstrar que o conflito de competência só seria cabível ‘dentro de um mesmo processo’. Daí sua patente omissão relacional, uma vez que seu dispositivo se apoia sobre julgados absolutamente estranhos à matéria aqui debatida” (fl. 854). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP afirmando sua competência, ou incompetência, para o processamento de um mesmo processo, manifestações essas que devem ser feitas nos autos de um único processo. 2. A existência de diferentes demandas tramitando regulamente perante Juízos diversos, alegadamente a versar sobre o mesma tema, não configura hipótese legal para a instauração de conflito positivo de competência. Precedentes. 3. Na hipótese de diversidade de feitos, o conflito apenas estaria caracterizado se ambos os juízos se manifestassem, de forma expressa, sobre a reunião ou a separação das ações, o que não ocorreu no caso. 4. Em situações em que diferentes ramos da Justiça afirmam sua respectiva competência para o processamento das ações, dá-se o fenômeno da litispendência, e não o do conflito de competência. 5. A litispendência se resolve no julgamento de cada um desses processos, o que efetivamente ocorreu, pois a alegação já foi rejeitada por todas as instâncias da Justiça do Trabalho que se debruçaram sobre sua análise. 6. Inadmissível também se mostra a utilização do conflito de competência como sucedâneo recursal, para abreviar a regular tramitação do litígio e submetê-lo, de imediato, à apreciação da Suprema Corte. 7. Agravos regimentais não providos” (fls. 845/846). A Fundação CESP sustenta que “nenhum dos dois únicos precedentes que fundamentaram o acórdão embargado cuidou da matéria aqui tratada. Por isto, bem examinada a decisão embargada, constata-se que, nela, não há qualquer fundamento para demonstrar que o conflito de competência só seria cabível ‘dentro de um mesmo processo’. Daí sua patente omissão relacional, uma vez que seu dispositivo se apoia sobre julgados absolutamente estranhos à matéria aqui debatida” (fl. 854). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 56 Relatório CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP A Companhia de Transmissão de Energia Paulista (CTEEP), por sua vez, aduz que o acórdão embargado teria incorrido em obscuridade, uma vez que “[o]s acórdãos que lastrearam o decisum embargado foram superados inclusive através do recente entendimento do próprio Ministro Celso de Mello nos autos da Reclamação nº 16.637/SP, onde foi concedida a liminar para suspensão processual diante do conflito de competência material decorrente de duas ações distintas” (fl. 984). Por fim, o Estado de São Paulo, em suas razões recursais, assevera que “há obscuridade e contradição no julgado embargado” (fl. 1102) aduzindo, em síntese, que “se vislumbra a existência de uma decisão colegiada expressa do próprio Supremo Tribunal Federal determinando a competência da justiça comum, por ocasião do recente julgamento no AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.551, da relatoria do Min. Dias Toffoli” (fl. 1.103). As contrarrazões da Associação dos Aposentados da Fundação CESP foram no sentido de que os embargos de declaração opostos possuem feição procrastinatória, pois a decisão embargada estaria em consonância com a pacífica jurisprudência do Supremo. Afirma, ainda, que o processo em trâmite na Justiça do Trabalho “não envolve as mesmas partes e nem trata da mesma causa submetida à Justiça Estadual, e já se encontra julgado”. Alega que as jurisprudências do STJ, apontadas nos embargos de declaração, partem da conexão entre as ações, e que, em nenhum dos casos ali constantes, existiria sentença proferida. No ponto, suscita a Súmula 235 do STJ: “a conexão não determina a reunião dos processos se um deles já foi julgado”. Ressalte-se, por fim, que a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) juntou petição (nº 85242/2011, às fls. 727/734), 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP A Companhia de Transmissão de Energia Paulista (CTEEP), por sua vez, aduz que o acórdão embargado teria incorrido em obscuridade, uma vez que “[o]s acórdãos que lastrearam o decisum embargado foram superados inclusive através do recente entendimento do próprio Ministro Celso de Mello nos autos da Reclamação nº 16.637/SP, onde foi concedida a liminar para suspensão processual diante do conflito de competência material decorrente de duas ações distintas” (fl. 984). Por fim, o Estado de São Paulo, em suas razões recursais, assevera que “há obscuridade e contradição no julgado embargado” (fl. 1102) aduzindo, em síntese, que “se vislumbra a existência de uma decisão colegiada expressa do próprio Supremo Tribunal Federal determinando a competência da justiça comum, por ocasião do recente julgamento no AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.551, da relatoria do Min. Dias Toffoli” (fl. 1.103). As contrarrazões da Associação dos Aposentados da Fundação CESP foram no sentido de que os embargos de declaração opostos possuem feição procrastinatória, pois a decisão embargada estaria em consonância com a pacífica jurisprudência do Supremo. Afirma, ainda, que o processo em trâmite na Justiça do Trabalho “não envolve as mesmas partes e nem trata da mesma causa submetida à Justiça Estadual, e já se encontra julgado”. Alega que as jurisprudências do STJ, apontadas nos embargos de declaração, partem da conexão entre as ações, e que, em nenhum dos casos ali constantes, existiria sentença proferida. No ponto, suscita a Súmula 235 do STJ: “a conexão não determina a reunião dos processos se um deles já foi julgado”. Ressalte-se, por fim, que a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) juntou petição (nº 85242/2011, às fls. 727/734), 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 56 Relatório CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP em que defende a ocorrência de trânsito em julgado de decisão judicial, proferida – segundo entende – no sentido de ser competência da Justiça comum o processamento de ações interpostas pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP com vistas a discutir complementação de aposentadoria e pensão. A decisão judicial em questão teria sido proferida nos autos do processo nº 0025349-94.2010.8.26.0053 (053.10.025349-3) da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Sob esse raciocínio, defende que “o objeto do presente conflito de definir a competência entre a Justiça Comum Estadual e a Justiça Trabalhista já tem decisão transitada em julgado [definindo a] competência da Justiça Estadual para determinar o pagamento integral de aposentadoria dos ex empregados públicos, beneficiados pelas Leis nº 4.819/58 e 200/74”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP em que defende a ocorrência de trânsito em julgado de decisão judicial, proferida – segundo entende – no sentido de ser competência da Justiça comum o processamento de ações interpostas pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP com vistas a discutir complementação de aposentadoria e pensão. A decisão judicial em questão teria sido proferida nos autos do processo nº 0025349-94.2010.8.26.0053 (053.10.025349-3) da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Sob esse raciocínio, defende que “o objeto do presente conflito de definir a competência entre a Justiça Comum Estadual e a Justiça Trabalhista já tem decisão transitada em julgado [definindo a] competência da Justiça Estadual para determinar o pagamento integral de aposentadoria dos ex empregados públicos, beneficiados pelas Leis nº 4.819/58 e 200/74”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): PRELIMINAR Aprecio, inicialmente, a petição nº 85242/2011, para afastar a ocorrência do alegado trânsito em julgado da questão controvertida nos autos dos processos submetidos a conflito de competência. Em verdade, o processo nº 0025349-94.2010.8.26.0053, em trâmite perante a 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, proposto em 2010, teve por objeto discussão relativa exclusivamente à complementação de pensão dos associados da Associação da Fundação CESP e ao suposto cálculo inconstitucional da complementação de pensão em face do quanto disposto no art. 40, §7º (repetido pelo art. 126, § 5º, da Constituição do Estado de São Paulo). As ações objeto de conflito, por outro lado, discutem complementação de aposentadoria e pensão dos beneficiários da Fundação CESP, em face das modificações introduzidas pela Lei estadual nº 200/04, que, em resumo, teria alterado o ente responsável pelo processamento do benefício (da Fundação CESP para o Estado de São Paulo) e o regime de pagamento daquelas complementações. Tratando-se de demandas com objetos distintos, as fundamentações utilizadas no julgamento do processo nº 0025349-94.2010.8.26.0053, mesmo que envolvessem análise de incompetência da Justiça do Trabalho para o processamento do feito, não repercutiriam sobre os processos submetidos a conflito. É de se ressaltar, ainda, em arremate, que a sentença proferida nos autos do processo nº 0025349-94.2010.8.26.0053 nem sequer discutiu a competência para o processamento do feito, sendo a conclusão do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): PRELIMINAR Aprecio, inicialmente, a petição nº 85242/2011, para afastar a ocorrência do alegado trânsito em julgado da questão controvertida nos autos dos processos submetidos a conflito de competência. Em verdade, o processo nº 0025349-94.2010.8.26.0053, em trâmite perante a 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, proposto em 2010, teve por objeto discussão relativa exclusivamente à complementação de pensão dos associados da Associação da Fundação CESP e ao suposto cálculo inconstitucional da complementação de pensão em face do quanto disposto no art. 40, §7º (repetido pelo art. 126, § 5º, da Constituição do Estado de São Paulo). As ações objeto de conflito, por outro lado, discutem complementação de aposentadoria e pensão dos beneficiários da Fundação CESP, em face das modificações introduzidas pela Lei estadual nº 200/04, que, em resumo, teria alterado o ente responsável pelo processamento do benefício (da Fundação CESP para o Estado de São Paulo) e o regime de pagamento daquelas complementações. Tratando-se de demandas com objetos distintos, as fundamentações utilizadas no julgamento do processo nº 0025349-94.2010.8.26.0053, mesmo que envolvessem análise de incompetência da Justiça do Trabalho para o processamento do feito, não repercutiriam sobre os processos submetidos a conflito. É de se ressaltar, ainda, em arremate, que a sentença proferida nos autos do processo nº 0025349-94.2010.8.26.0053 nem sequer discutiu a competência para o processamento do feito, sendo a conclusão do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP peticionante pela incompetência da Justiça do Trabalho motivada tão somente pelo dispositivo do julgado no sentido de que os entes com os quais se poderia estabelecer relação empregatícia (a CESP, a Fundação CESP e a CTEEP) seriam partes ilegítimas para figurar no polo passivo da demanda. Vide o dispositivo, na parte que interessa: “Isto posto e pelo mais que dos autos consta, JULGO EXTINTO o processo, sem julgamento de mérito, em face da CESP, da Fundação CESP e da CTEEP, por ilegitimidade passiva de parte (art. 267, VI, do CPC) e JULGO EXTINTO o processo movido por ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP – AAFC em face da FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO, por ilegitimidade ativa (art. 267, VI, do CPC).”. Sob qualquer ângulo, portanto, que se visualize a questão, não se infere o trânsito em julgado da discussão trazida originariamente no presente conflito de competência: a qual órgão jurisdicional competiria o processo e o julgamento dos feitos de nºs 01145-2005-049-02-00-6 (proposta perante a Justiça do Trabalho) e 053.03.032513-0 (proposta perante a Justiça comum); razão pela qual, rejeito as alegações constantes da petição nº 85242/2011. DO MÉRITO Para melhor compreensão da insurgência recursal ora posta, convém retomar a questão fática que motivou a instauração do presente conflito de competência e os desdobramentos que o feito recebeu nesta Corte. O incidente foi suscitado pela Fundação CESP e pode ser resumido do seguinte modo: a Associação dos Aposentados da Fundação CESP ajuizou ação civil pública contra a Fazenda do Estado de São Paulo, a Fundação CESP e a CTEEP, para que continuasse a cargo da fundação o processamento da folha de pagamento dos beneficiários das complementações de aposentadoria e pensão, bem como para que fossem 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP peticionante pela incompetência da Justiça do Trabalho motivada tão somente pelo dispositivo do julgado no sentido de que os entes com os quais se poderia estabelecer relação empregatícia (a CESP, a Fundação CESP e a CTEEP) seriam partes ilegítimas para figurar no polo passivo da demanda. Vide o dispositivo, na parte que interessa: “Isto posto e pelo mais que dos autos consta, JULGO EXTINTO o processo, sem julgamento de mérito, em face da CESP, da Fundação CESP e da CTEEP, por ilegitimidade passiva de parte (art. 267, VI, do CPC) e JULGO EXTINTO o processo movido por ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP – AAFC em face da FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO, por ilegitimidade ativa (art. 267, VI, do CPC).”. Sob qualquer ângulo, portanto, que se visualize a questão, não se infere o trânsito em julgado da discussão trazida originariamente no presente conflito de competência: a qual órgão jurisdicional competiria o processo e o julgamento dos feitos de nºs 01145-2005-049-02-00-6 (proposta perante a Justiça do Trabalho) e 053.03.032513-0 (proposta perante a Justiça comum); razão pela qual, rejeito as alegações constantes da petição nº 85242/2011. DO MÉRITO Para melhor compreensão da insurgência recursal ora posta, convém retomar a questão fática que motivou a instauração do presente conflito de competência e os desdobramentos que o feito recebeu nesta Corte. O incidente foi suscitado pela Fundação CESP e pode ser resumido do seguinte modo: a Associação dos Aposentados da Fundação CESP ajuizou ação civil pública contra a Fazenda do Estado de São Paulo, a Fundação CESP e a CTEEP, para que continuasse a cargo da fundação o processamento da folha de pagamento dos beneficiários das complementações de aposentadoria e pensão, bem como para que fossem 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP mantidas as condições então vigentes do plano de previdência complementar dos aposentados e pensionistas da CESP admitidos até 13 de maio de 1974. Tal ação foi julgada totalmente improcedente pela 2ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo (SP). A associação, ao mesmo tempo que interpôs recurso para o Tribunal de Justiça, “aderiu” à reclamação trabalhista de um de seus associados, por meio de demanda coletiva em tudo semelhante à ação que havia proposto na Justiça comum. Em seguida, suscitou conflito de competência perante o Superior Tribunal de Justiça para que fosse reconhecida a competência da Justiça do Trabalho para o processamento de ambas as ações. Porém, como o Tribunal de Justiça paulista declinou da competência para apreciar o processo em favor da Justiça trabalhista, o STJ julgou prejudicado o conflito. Apreciando os recursos especiais interpostos pelos réus da ação civil pública, todavia, o STJ reformou aquela decisão declinatória de competência e manteve o julgamento da referida ação na Justiça comum. Tal decisão foi objeto de recurso extraordinário, o qual não foi admitido por aquela Corte. Entrementes, o Juízo Trabalhista da 49ª Vara do Trabalho de São Paulo julgou procedentes os pedidos constantes da ação lá ajuizada, julgamento que foi confirmado pelo TRT da 2ª Região, tendo sido rejeitado, ainda, o recurso de revista interposto nesse processo pela Fundação CESP perante o TST. A conclusão do relato é que tramitam duas ações, à época perante o STJ e o TST, respectivamente, e, segundo entende a suscitante, com idênticas ‘partes’, ‘causa de pedir’ e ‘pedido’. Acrescentou a suscitante que o tema em discussão nestes autos (complementação de aposentadoria por entidades de previdência privada) teve sua repercussão geral reconhecida por esta Corte em duas oportunidades, nos autos dos RE nºs 594.435/SP e 586.453/SE. Requereu, então, que se reconhecesse a competência da justiça comum para o processamento de ambas as ações, e pleiteou, ainda, a concessão de medida liminar, para suspender o andamento dos processos, até o julgamento deste conflito. Pela decisão de fls. 553/554, deferi a pretendida liminar e designei que o TST apreciasse eventuais medidas urgentes. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP mantidas as condições então vigentes do plano de previdência complementar dos aposentados e pensionistas da CESP admitidos até 13 de maio de 1974. Tal ação foi julgada totalmente improcedente pela 2ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo (SP). A associação, ao mesmo tempo que interpôs recurso para o Tribunal de Justiça, “aderiu” à reclamação trabalhista de um de seus associados, por meio de demanda coletiva em tudo semelhante à ação que havia proposto na Justiça comum. Em seguida, suscitou conflito de competência perante o Superior Tribunal de Justiça para que fosse reconhecida a competência da Justiça do Trabalho para o processamento de ambas as ações. Porém, como o Tribunal de Justiça paulista declinou da competência para apreciar o processo em favor da Justiça trabalhista, o STJ julgou prejudicado o conflito. Apreciando os recursos especiais interpostos pelos réus da ação civil pública, todavia, o STJ reformou aquela decisão declinatória de competência e manteve o julgamento da referida ação na Justiça comum. Tal decisão foi objeto de recurso extraordinário, o qual não foi admitido por aquela Corte. Entrementes, o Juízo Trabalhista da 49ª Vara do Trabalho de São Paulo julgou procedentes os pedidos constantes da ação lá ajuizada, julgamento que foi confirmado pelo TRT da 2ª Região, tendo sido rejeitado, ainda, o recurso de revista interposto nesse processo pela Fundação CESP perante o TST. A conclusão do relato é que tramitam duas ações, à época perante o STJ e o TST, respectivamente, e, segundo entende a suscitante, com idênticas ‘partes’, ‘causa de pedir’ e ‘pedido’. Acrescentou a suscitante que o tema em discussão nestes autos (complementação de aposentadoria por entidades de previdência privada) teve sua repercussão geral reconhecida por esta Corte em duas oportunidades, nos autos dos RE nºs 594.435/SP e 586.453/SE. Requereu, então, que se reconhecesse a competência da justiça comum para o processamento de ambas as ações, e pleiteou, ainda, a concessão de medida liminar, para suspender o andamento dos processos, até o julgamento deste conflito. Pela decisão de fls. 553/554, deferi a pretendida liminar e designei que o TST apreciasse eventuais medidas urgentes. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Contra tal decisão a Associação dos Aposentados da Fundação CESP interpôs agravo regimental (fls. 583 a 590). O Ministro Presidente do TST prestou as informações pertinentes (fls. 725/726), o mesmo ocorrendo com relação ao STJ (fls. 653 a 655). O parecer da douta Procuradoria-Geral da República foi pelo não conhecimento do conflito (fls. 688 a 695). Instruído o feito, apreciei o incidente, por decisão monocrática datada de 3/12/12, na qual, citando como precedentes o CC nº 7.094 (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 4/5/01) e o CC nº 7.123/DF (decisão monocrática, Relator o eminente Min. Celso de Mello, DJ de 20/5/02), concluí pela não configuração do alegado conflito de competência, uma vez que não houve expressa declaração, dentro de um mesmo processo, por diferentes Juízos de reconhecimento da competência para o processamento do feito. Ressaltei, por fim, que, em hipóteses como a dos autos (em que as demandas foram propostas em diferentes ramos da Justiça e não contavam com trânsito em julgado das decisões nelas proferidas), incumbiria às partes a tomada das medidas judiciais adequadas, no âmbito processual de cada uma dessas ações, para solucionar a possível conexão ou litispendência. Não tendo conhecido do conflito, cassei a liminar de suspensão do andamento dos feitos. A Fundação CESP, o Estado de São Paulo e a CTEEP interpuseram agravos regimentais, que foram apreciados por esta Corte em sessão de 7/11/2013, por meio de julgado assim ementado: “AGRAVOS REGIMENTAIS EM CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS PARA SUA INSTAURAÇÃO. UTILIZAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. Para que reste caracterizado o conflito de competência, é mister que haja manifestações expressas de mais de um juízo afirmando sua competência, ou incompetência, para o processamento de um mesmo processo, manifestações essas que devem ser feitas nos autos de um único processo. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Contra tal decisão a Associação dos Aposentados da Fundação CESP interpôs agravo regimental (fls. 583 a 590). O Ministro Presidente do TST prestou as informações pertinentes (fls. 725/726), o mesmo ocorrendo com relação ao STJ (fls. 653 a 655). O parecer da douta Procuradoria-Geral da República foi pelo não conhecimento do conflito (fls. 688 a 695). Instruído o feito, apreciei o incidente, por decisão monocrática datada de 3/12/12, na qual, citando como precedentes o CC nº 7.094 (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 4/5/01) e o CC nº 7.123/DF (decisão monocrática, Relator o eminente Min. Celso de Mello, DJ de 20/5/02), concluí pela não configuração do alegado conflito de competência, uma vez que não houve expressa declaração, dentro de um mesmo processo, por diferentes Juízos de reconhecimento da competência para o processamento do feito. Ressaltei, por fim, que, em hipóteses como a dos autos (em que as demandas foram propostas em diferentes ramos da Justiça e não contavam com trânsito em julgado das decisões nelas proferidas), incumbiria às partes a tomada das medidas judiciais adequadas, no âmbito processual de cada uma dessas ações, para solucionar a possível conexão ou litispendência. Não tendo conhecido do conflito, cassei a liminar de suspensão do andamento dos feitos. A Fundação CESP, o Estado de São Paulo e a CTEEP interpuseram agravos regimentais, que foram apreciados por esta Corte em sessão de 7/11/2013, por meio de julgado assim ementado: “AGRAVOS REGIMENTAIS EM CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS PARA SUA INSTAURAÇÃO. UTILIZAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. Para que reste caracterizado o conflito de competência, é mister que haja manifestações expressas de mais de um juízo afirmando sua competência, ou incompetência, para o processamento de um mesmo processo, manifestações essas que devem ser feitas nos autos de um único processo. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP 2. A existência de diferentes demandas tramitando regulamente perante Juízos diversos, alegadamente a versar sobre o mesma tema, não configura hipótese legal para a instauração de conflito positivo de competência. Precedentes. 3. Na hipótese de diversidade de feitos, o conflito apenas estaria caracterizado se ambos os juízos se manifestassem, de forma expressa, sobre a reunião ou a separação das ações, o que não ocorreu no caso. 4. Em situações em que diferentes ramos da Justiça afirmam sua respectiva competência para o processamento das ações, dá-se o fenômeno da litispendência, e não o do conflito de competência. 5. A litispendência se resolve no julgamento de cada um desses processos, o que efetivamente ocorreu, pois a alegação já foi rejeitada por todas as instâncias da Justiça do Trabalho que se debruçaram sobre sua análise. 6. Inadmissível também se mostra a utilização do conflito de competência como sucedâneo recursal, para abreviar a regular tramitação do litígio e submetê-lo, de imediato, à apreciação da Suprema Corte. 7. Agravos regimentais não providos.” Importa destacar que, em 20/2/2013 (após, portanto, a prolação da decisão monocrática e antes de proferido o julgado em agravo regimental), esta Corte apreciou o RE nº 586.453/SE, cuja repercussão geral foi reconhecida, e concluiu que “a competência para o processamento de ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar é da Justiça comum, dada a autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho”. Esta Corte modulou, ainda, os efeitos da decisão para “reconhecer a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP 2. A existência de diferentes demandas tramitando regulamente perante Juízos diversos, alegadamente a versar sobre o mesma tema, não configura hipótese legal para a instauração de conflito positivo de competência. Precedentes. 3. Na hipótese de diversidade de feitos, o conflito apenas estaria caracterizado se ambos os juízos se manifestassem, de forma expressa, sobre a reunião ou a separação das ações, o que não ocorreu no caso. 4. Em situações em que diferentes ramos da Justiça afirmam sua respectiva competência para o processamento das ações, dá-se o fenômeno da litispendência, e não o do conflito de competência. 5. A litispendência se resolve no julgamento de cada um desses processos, o que efetivamente ocorreu, pois a alegação já foi rejeitada por todas as instâncias da Justiça do Trabalho que se debruçaram sobre sua análise. 6. Inadmissível também se mostra a utilização do conflito de competência como sucedâneo recursal, para abreviar a regular tramitação do litígio e submetê-lo, de imediato, à apreciação da Suprema Corte. 7. Agravos regimentais não providos.” Importa destacar que, em 20/2/2013 (após, portanto, a prolação da decisão monocrática e antes de proferido o julgado em agravo regimental), esta Corte apreciou o RE nº 586.453/SE, cuja repercussão geral foi reconhecida, e concluiu que “a competência para o processamento de ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar é da Justiça comum, dada a autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho”. Esta Corte modulou, ainda, os efeitos da decisão para “reconhecer a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até a data da conclusão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do julgamento do presente recurso (20/2/2013)”. Atualizo, por fim, o andamento processual de cada um dos feitos: relativamente ao processo em trâmite na Justiça comum, a decisão de inadmissão do recurso extraordinário da Associação dos Aposentados da Fundação CESP foi objeto de agravo de instrumento (AI nº 834.551/SP). Em decisão monocrática, neguei seguimento ao recurso, ao fundamento de que não se aplicava ao caso a modulação prevista no RE nº 586.453/SE, uma vez que o feito tramitou originariamente na Justiça comum, à qual competiria, assim, o exame da causa. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental (ao qual foi negado provimento) e, em seguida: (i) embargos de declaração (que restaram rejeitados – 17/12/13) e, subsequentemente, (ii) embargos de divergência (aos quais neguei seguimento, em decisão monocrática). Contra esse último decisum, interpôs a Associação agravo regimental, pendente de julgamento. Por outro lado, nos autos da reclamação trabalhista, contra a decisão proferida em recurso de revista (RR nº 114500-77.2005.5.02.0049) foram interpostos pela Companhia Energética de São Paulo (CESP) embargos e recurso extraordinário. O exame de admissibilidade do apelo extremo encontra-se pendente no TST, no aguardo do julgamento dos embargos, os quais discutem apenas a legitimidade da CESP no polo passivo da demanda. A execução provisória, por seu turno, foi instaurada e, em decisão datada de 25/6/2013, assim se manifestou o juízo da causa: “2) Substituídos: Ante a tácita concordância da reclamada e por estarem em consonância com o decidido nos autos, homologo os cálculos dos substituídos (14º volume de documentos da carta de sentença) e fixo a condenação em R$37.098.949,32, sendo R$26.018.738,64 por principal e R$11.080.210,68 por juros do principal, vigentes em 01.11.2008, atualizáveis à época do 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até a data da conclusão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do julgamento do presente recurso (20/2/2013)”. Atualizo, por fim, o andamento processual de cada um dos feitos: relativamente ao processo em trâmite na Justiça comum, a decisão de inadmissão do recurso extraordinário da Associação dos Aposentados da Fundação CESP foi objeto de agravo de instrumento (AI nº 834.551/SP). Em decisão monocrática, neguei seguimento ao recurso, ao fundamento de que não se aplicava ao caso a modulação prevista no RE nº 586.453/SE, uma vez que o feito tramitou originariamente na Justiça comum, à qual competiria, assim, o exame da causa. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental (ao qual foi negado provimento) e, em seguida: (i) embargos de declaração (que restaram rejeitados – 17/12/13) e, subsequentemente, (ii) embargos de divergência (aos quais neguei seguimento, em decisão monocrática). Contra esse último decisum, interpôs a Associação agravo regimental, pendente de julgamento. Por outro lado, nos autos da reclamação trabalhista, contra a decisão proferida em recurso de revista (RR nº 114500-77.2005.5.02.0049) foram interpostos pela Companhia Energética de São Paulo (CESP) embargos e recurso extraordinário. O exame de admissibilidade do apelo extremo encontra-se pendente no TST, no aguardo do julgamento dos embargos, os quais discutem apenas a legitimidade da CESP no polo passivo da demanda. A execução provisória, por seu turno, foi instaurada e, em decisão datada de 25/6/2013, assim se manifestou o juízo da causa: “2) Substituídos: Ante a tácita concordância da reclamada e por estarem em consonância com o decidido nos autos, homologo os cálculos dos substituídos (14º volume de documentos da carta de sentença) e fixo a condenação em R$37.098.949,32, sendo R$26.018.738,64 por principal e R$11.080.210,68 por juros do principal, vigentes em 01.11.2008, atualizáveis à época do 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP efetivo pagamento. Sobre o principal atualizado incidirão juros de mora de 1% ao mês (decrescentes) desde a propositura da ação (07.06.2005 Proc 1339/2005) até o efetivo pagamento.” Feita a narrativa dos fatos envolvidos no presente conflito, adentro nas razões recursais ora postas. Requerem os recorrentes a reforma da decisão proferida para que o presente conflito de competência seja recebido por esta Corte como incidente apto à solução do impasse processual, nominado pelos recorrentes como litispendência entre os dois feitos. Para analisar o efeito infringente requerido, divido didaticamente este voto, delimitando, inicialmente, a natureza da relação processual estabelecida entre os feitos, para, após, apreciar a possibilidade de inserção do caso dos autos entre as hipóteses legais de instauração do conflito de competência. O LIAME PROCESSUAL ENTRE AS DEMANDAS Importa destacar que, ao contrário do quanto suscitado pelos embargantes, não há litispendência no caso, mas sim conexão entre os feitos. Observe-se inicialmente que não há identidade de partes. Os polos ativos são idênticos (ambas as demandas foram ajuizadas pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP), mas os polos passivos são distintos. De fato, a primeira ação, proposta perante a Justiça comum, tem como réus a Fundação CESP, o Estado de São Paulo e a CTEEP. Por seu turno, a ação trabalhista foi apresentada em face da Fundação CESP, da CTEEP e da CESP (Companhia Energética de São Paulo), sendo precisamente aqui que reside a distinção no polo passivo, uma vez que, em audiência inaugural, foi admitido à lide (na condição de litisconsorte) o Estado de São Paulo. Anoto, ainda, sem qualquer interferência quanto à conclusão aqui posta pela inexistência de identidade de partes, que, em grau de recurso 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP efetivo pagamento. Sobre o principal atualizado incidirão juros de mora de 1% ao mês (decrescentes) desde a propositura da ação (07.06.2005 Proc 1339/2005) até o efetivo pagamento.” Feita a narrativa dos fatos envolvidos no presente conflito, adentro nas razões recursais ora postas. Requerem os recorrentes a reforma da decisão proferida para que o presente conflito de competência seja recebido por esta Corte como incidente apto à solução do impasse processual, nominado pelos recorrentes como litispendência entre os dois feitos. Para analisar o efeito infringente requerido, divido didaticamente este voto, delimitando, inicialmente, a natureza da relação processual estabelecida entre os feitos, para, após, apreciar a possibilidade de inserção do caso dos autos entre as hipóteses legais de instauração do conflito de competência. O LIAME PROCESSUAL ENTRE AS DEMANDAS Importa destacar que, ao contrário do quanto suscitado pelos embargantes, não há litispendência no caso, mas sim conexão entre os feitos. Observe-se inicialmente que não há identidade de partes. Os polos ativos são idênticos (ambas as demandas foram ajuizadas pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP), mas os polos passivos são distintos. De fato, a primeira ação, proposta perante a Justiça comum, tem como réus a Fundação CESP, o Estado de São Paulo e a CTEEP. Por seu turno, a ação trabalhista foi apresentada em face da Fundação CESP, da CTEEP e da CESP (Companhia Energética de São Paulo), sendo precisamente aqui que reside a distinção no polo passivo, uma vez que, em audiência inaugural, foi admitido à lide (na condição de litisconsorte) o Estado de São Paulo. Anoto, ainda, sem qualquer interferência quanto à conclusão aqui posta pela inexistência de identidade de partes, que, em grau de recurso 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP perante o TST (embargos de declaração em recurso de revista), restaram admitidos à lide trabalhista: o SINDICATO DOS ENGENHEIROS NO ESTADO DE SÃO PAULO (SEESP) - como terceiro interessado - e o SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA DE SÃO PAULO - na condição de assistente da FUNDAÇÃO CESP. A distinção entre as demandas reside ainda nos pedidos, sendo certo que o posteriormente apresentado (inserto na reclamação trabalhista) abarca o anterior (constante da ACP), sob uma lógica que parece encontrar motivação cronológica. De fato, a primeira demanda foi intentada em dezembro de 2003, antes, portanto, da alteração das regras de complementação de aposentadoria, previstas – segundo sua inicial – para ocorrer em janeiro de 2004. Continha, desse modo, requerimento de caráter preventivo, consistente na manutenção de todas as condições do plano de previdência complementar firmado (inclusive a que respeitava ao processamento da folha de pagamento dos beneficiários por meio da FUNDAÇÃO CESP) e na exclusão, por consequência, dos novos regramentos pretendidos pelos réus. Destaco o pedido autoral: “[P]rocedência da ação civil pública, a fim de continuar a cargo da FUNDAÇÃO CESP o processamento da folha de pagamento dos beneficiários das complementações de aposentadoria e pensão, previstas na Lei estadual n. 4189, de 28 de agosto de 1958. Consequentemente, pedem sejam declarados ineficazes todos os atos do Governo do Estado de São Paulo no sentido de tomar para si tal responsabilidade e que lhe seja imposto comando no sentido de se abster de novas investidas nesse sentido. Cumulativamente, pede sejam mantidas todas as condições atuais do plano de previdência complementar dos aposentados e pensionistas da CESP admitidos até o dia 13 de maio de 1.974 – especialmente as indicadas no corpo desta petição, como base de cálculo para o valor da complementação, paridade com os empregados da ativa, inexistência de teto 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP perante o TST (embargos de declaração em recurso de revista), restaram admitidos à lide trabalhista: o SINDICATO DOS ENGENHEIROS NO ESTADO DE SÃO PAULO (SEESP) - como terceiro interessado - e o SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA DE SÃO PAULO - na condição de assistente da FUNDAÇÃO CESP. A distinção entre as demandas reside ainda nos pedidos, sendo certo que o posteriormente apresentado (inserto na reclamação trabalhista) abarca o anterior (constante da ACP), sob uma lógica que parece encontrar motivação cronológica. De fato, a primeira demanda foi intentada em dezembro de 2003, antes, portanto, da alteração das regras de complementação de aposentadoria, previstas – segundo sua inicial – para ocorrer em janeiro de 2004. Continha, desse modo, requerimento de caráter preventivo, consistente na manutenção de todas as condições do plano de previdência complementar firmado (inclusive a que respeitava ao processamento da folha de pagamento dos beneficiários por meio da FUNDAÇÃO CESP) e na exclusão, por consequência, dos novos regramentos pretendidos pelos réus. Destaco o pedido autoral: “[P]rocedência da ação civil pública, a fim de continuar a cargo da FUNDAÇÃO CESP o processamento da folha de pagamento dos beneficiários das complementações de aposentadoria e pensão, previstas na Lei estadual n. 4189, de 28 de agosto de 1958. Consequentemente, pedem sejam declarados ineficazes todos os atos do Governo do Estado de São Paulo no sentido de tomar para si tal responsabilidade e que lhe seja imposto comando no sentido de se abster de novas investidas nesse sentido. Cumulativamente, pede sejam mantidas todas as condições atuais do plano de previdência complementar dos aposentados e pensionistas da CESP admitidos até o dia 13 de maio de 1.974 – especialmente as indicadas no corpo desta petição, como base de cálculo para o valor da complementação, paridade com os empregados da ativa, inexistência de teto 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP salarial, pagamentos quinzenais, descontos em folha, vantagens, facilidades etc, nos termos do regulamento intitulado Plano Previdenciário CESP 4819. Mais uma vez requer a imposição da obrigação de não-fazer à FAZENDA DO ESTADO, para garantir a inalterabilidade dessas condições.” Já a reclamação trabalhista coletiva, a qual foi apensada à reclamação individual nº 01145.2005.049.02.00.6, tem petição datada de 2/6/05, tendo sido proposta, portanto, após a alteração das regras do regime de complementações de aposentadoria e pensão da Fundação CESP, de modo que sua insurgência não se voltou à manutenção do estado de coisas (porque já alterado), dirigindo-se, isso sim, ao retorno ao status quo ante. Ademais, pretendeu, ainda, a reclamação trabalhista a condenação dos réus ao pagamento das diferenças entre os valores pagos com base nas novas regras e os valores que teriam sido pagos com base nas regras anteriores. Eis o requerimento autoral: “a) a manutenção do cumprimento da obrigação contratual pelas reclamadas de pagarem as complementações de aposentadoria e/ou pensão COMO VÊM FAZENDO HÁ MUITOS ANOS, segundo as condições incorporadas a casa um dos contratos de trabalho dos associados da requerente (ROL DE SUBSTITUÍDOS ANEXO) especialmente através do Regulamento Interno – ’Plano Previdenciário CESP – Plano 4819” que encontra-se minuciosamente disciplinada pela Instrução de Serviço II. P. 31, emitida pela CESP, assim como pela CARTILHA DA HORA H – APOSENTADOS E PENSIONISTAS, esta emitida pela Fundação CESP, sem qualquer redução ou supressão de benefício, seja pela aplicação do teto constitucional decorrente da Emenda Constitucional 41/03 ou da contribuição previdenciária recentemente criada pela Lei 954/03 (11%) ou, ainda, qualquer outra regra aplicável somente ao funcionalismo público, sob pena de restar violado o art. 5º, XXXVI; art. 7º, inc. VI e artigo 60, § 4º, inc. IV, todos da 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP salarial, pagamentos quinzenais, descontos em folha, vantagens, facilidades etc, nos termos do regulamento intitulado Plano Previdenciário CESP 4819. Mais uma vez requer a imposição da obrigação de não-fazer à FAZENDA DO ESTADO, para garantir a inalterabilidade dessas condições.” Já a reclamação trabalhista coletiva, a qual foi apensada à reclamação individual nº 01145.2005.049.02.00.6, tem petição datada de 2/6/05, tendo sido proposta, portanto, após a alteração das regras do regime de complementações de aposentadoria e pensão da Fundação CESP, de modo que sua insurgência não se voltou à manutenção do estado de coisas (porque já alterado), dirigindo-se, isso sim, ao retorno ao status quo ante. Ademais, pretendeu, ainda, a reclamação trabalhista a condenação dos réus ao pagamento das diferenças entre os valores pagos com base nas novas regras e os valores que teriam sido pagos com base nas regras anteriores. Eis o requerimento autoral: “a) a manutenção do cumprimento da obrigação contratual pelas reclamadas de pagarem as complementações de aposentadoria e/ou pensão COMO VÊM FAZENDO HÁ MUITOS ANOS, segundo as condições incorporadas a casa um dos contratos de trabalho dos associados da requerente (ROL DE SUBSTITUÍDOS ANEXO) especialmente através do Regulamento Interno – ’Plano Previdenciário CESP – Plano 4819” que encontra-se minuciosamente disciplinada pela Instrução de Serviço II. P. 31, emitida pela CESP, assim como pela CARTILHA DA HORA H – APOSENTADOS E PENSIONISTAS, esta emitida pela Fundação CESP, sem qualquer redução ou supressão de benefício, seja pela aplicação do teto constitucional decorrente da Emenda Constitucional 41/03 ou da contribuição previdenciária recentemente criada pela Lei 954/03 (11%) ou, ainda, qualquer outra regra aplicável somente ao funcionalismo público, sob pena de restar violado o art. 5º, XXXVI; art. 7º, inc. VI e artigo 60, § 4º, inc. IV, todos da 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP CF/88, bem como os enunciados 288, 51 e 97 do C. TST, bem como sejam efetuados os descontos referentes aos benefícios concedidos e incorporados em cada um dos contratos de trabalho, tais como (....), a fim de garantir-lhes a manutenção das condições já incorporadas ao seu contrato de trabalho, sob pena de multa diária a ser fixada por Vossa Excelência; b) Antecipação dos efeitos da sentença de mérito (art. 273, CPC), com a consequente fixação de prazo para cumprimento da obrigação de fazer e multa diária pelo seu inadimplemento, nos moldes do artigo 461 do CPC; c) Obrigação de não-fazer, que consiste em não efetuar o desconto da contribuição previdenciária no importe de 11%, bem como do teto constitucional – redutor salarial (EC 41/03) ou de qualquer outra regra aplicável somente ao funcionalismo público estatutário e consequentemente a devolução desses valores já descontados sob esse título; d) Pagamento das diferenças de complementação de aposentadoria e/ou pensão, parcelas vencidas e vincendas até o efetivo restabelecimento do pagamento integral, conforme vinha sendo feito há muitos anos, a ser apurada em execução; (...)” Estabelecido, desse modo, que os processos se põem em relação de conexão, há que se averiguar se essa espécie de liame processual justifica a provocação do incidente de conflito de competência. O ART. 115, DO CPC Segundo dispõe o Código de Processo Civil, em seu art. 115, haverá conflito de competência: “I - quando dois ou mais juízes se declaram competentes; II - quando dois ou mais juízes se consideram incompetentes; III - quando entre dois ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos.” 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP CF/88, bem como os enunciados 288, 51 e 97 do C. TST, bem como sejam efetuados os descontos referentes aos benefícios concedidos e incorporados em cada um dos contratos de trabalho, tais como (....), a fim de garantir-lhes a manutenção das condições já incorporadas ao seu contrato de trabalho, sob pena de multa diária a ser fixada por Vossa Excelência; b) Antecipação dos efeitos da sentença de mérito (art. 273, CPC), com a consequente fixação de prazo para cumprimento da obrigação de fazer e multa diária pelo seu inadimplemento, nos moldes do artigo 461 do CPC; c) Obrigação de não-fazer, que consiste em não efetuar o desconto da contribuição previdenciária no importe de 11%, bem como do teto constitucional – redutor salarial (EC 41/03) ou de qualquer outra regra aplicável somente ao funcionalismo público estatutário e consequentemente a devolução desses valores já descontados sob esse título; d) Pagamento das diferenças de complementação de aposentadoria e/ou pensão, parcelas vencidas e vincendas até o efetivo restabelecimento do pagamento integral, conforme vinha sendo feito há muitos anos, a ser apurada em execução; (...)” Estabelecido, desse modo, que os processos se põem em relação de conexão, há que se averiguar se essa espécie de liame processual justifica a provocação do incidente de conflito de competência. O ART. 115, DO CPC Segundo dispõe o Código de Processo Civil, em seu art. 115, haverá conflito de competência: “I - quando dois ou mais juízes se declaram competentes; II - quando dois ou mais juízes se consideram incompetentes; III - quando entre dois ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos.” 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP O art. 115 do CPC, em uma primeira leitura, não comporta dúvidas quanto ao seu alcance, já que elenca situações muito claras e específicas no bojo das quais se tem por evidenciada a necessidade de definição, por órgão superior, do juízo competente para o processo e o julgamento da lide (incisos I e II) ou das lides (inciso III). Nesse sentido, formou-se larga jurisprudência acerca da inviabilidade do incidente quando ausente a manifestação expressa de mais de um juízo, no bojo do mesmo processo, no sentido de sua competência (inciso I) ou da ausência dela (inciso II). Nesta Corte a posição em tela chegou a constar da ementa da questão de ordem no CC nº 7094/MA. Transcrevo: “I. Conflito positivo de competência: inexistência de regra, sequer em tese, entre STJ e Tribunais de segundo grau da justiça ordinária, federal ou estadual: jurisprudência do Supremo Tribunal. Embora manifestado entre Tribunais, o dissídio, em matéria de competência, entre o Superior Tribunal de Justiça e um Tribunal de segundo grau da justiça ordinária - não importando se federal ou estadual -, é um problema de hierarquia de jurisdição e não, de conflito: a regra que incumbe o STF de julgar conflitos de competência entre Tribunal Superior e qualquer outro Tribunal não desmente a verdade curial de que, onde haja hierarquia jurisdicional, não há conflito de jurisdição. II. Conflito positivo de competência: inexistência. Ainda quando não haja entre eles o vínculo de superposição jurisdicional - bastante a ilidir a caracterização do conflito -, para que um conflito positivo se configurasse seria necessário que ambos os órgãos jurisdicionais - da mesma ou diversa gradação judiciária - explicitamente ou implicitamente se afirmassem competentes para decidir, num dado processo, da mesma questão, em decisão do mesmo grau: assim, quando Juiz e Tribunal - desvinculados entre si - se pretendam originariamente competentes para conhecer de determinada causa e julgá-la. Não é o que se passa na espécie: 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP O art. 115 do CPC, em uma primeira leitura, não comporta dúvidas quanto ao seu alcance, já que elenca situações muito claras e específicas no bojo das quais se tem por evidenciada a necessidade de definição, por órgão superior, do juízo competente para o processo e o julgamento da lide (incisos I e II) ou das lides (inciso III). Nesse sentido, formou-se larga jurisprudência acerca da inviabilidade do incidente quando ausente a manifestação expressa de mais de um juízo, no bojo do mesmo processo, no sentido de sua competência (inciso I) ou da ausência dela (inciso II). Nesta Corte a posição em tela chegou a constar da ementa da questão de ordem no CC nº 7094/MA. Transcrevo: “I. Conflito positivo de competência: inexistência de regra, sequer em tese, entre STJ e Tribunais de segundo grau da justiça ordinária, federal ou estadual: jurisprudência do Supremo Tribunal. Embora manifestado entre Tribunais, o dissídio, em matéria de competência, entre o Superior Tribunal de Justiça e um Tribunal de segundo grau da justiça ordinária - não importando se federal ou estadual -, é um problema de hierarquia de jurisdição e não, de conflito: a regra que incumbe o STF de julgar conflitos de competência entre Tribunal Superior e qualquer outro Tribunal não desmente a verdade curial de que, onde haja hierarquia jurisdicional, não há conflito de jurisdição. II. Conflito positivo de competência: inexistência. Ainda quando não haja entre eles o vínculo de superposição jurisdicional - bastante a ilidir a caracterização do conflito -, para que um conflito positivo se configurasse seria necessário que ambos os órgãos jurisdicionais - da mesma ou diversa gradação judiciária - explicitamente ou implicitamente se afirmassem competentes para decidir, num dado processo, da mesma questão, em decisão do mesmo grau: assim, quando Juiz e Tribunal - desvinculados entre si - se pretendam originariamente competentes para conhecer de determinada causa e julgá-la. Não é o que se passa na espécie: 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP a decisão do STJ, ao sustar sucessivas decisões liminares do Tribunal de Justiça que haviam emprestado efeito suspensivo à apelação, não o inibiu de julgar esta, mas apenas impediu remanecesse suspensa a força executiva imediata da sentença apelada” (CC nº 7.094-QO, Relator o Min. Sepúlveda Pertence, julgado em 9/3/2000, publicado em 4/5/01, Tribunal Pleno). No mesmo sentido, o seguinte julgado: “Agravo Regimental em Conflito de Competência. 2. Para verificar o conflito positivo suscitado, previsto no inciso I do art. 115 do Código de Processo Civil, pressupõe-se que haja, no mínimo, duas decisões de juízos distintos a invocar competência para apreciar o caso. A autora não se desincumbiu do ônus de apresentá-las, desse modo não restou demonstrado o conflito positivo de competência. 3. Nulidade da decisão. Prevenção de outro ministro. A questão só foi levantada após o julgamento do processo, em virtude de decisão contrária aos interesses da parte. Preclusão. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (CC nº 7.699/MG-AgR, Relator o Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 18/3/11). No caso dos autos, os feitos apontados não contam, no bojo de cada qual, com divergência entre juízos diversos quanto à competência para seus respectivos processamentos. Em verdade – como já salientado neste voto – nos autos em trâmite na Justiça comum, o Tribunal de Justiça paulista, em sede de apelação, chegou a declinar da sua competência em favor da Justiça trabalhista. Tal decisão, entretanto, foi reformada pelo Colendo STJ, que afirmou a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento do feito. Mantida a insurgência do autor quanto ao ponto, a questão foi trazida à apreciação desta Corte, que, decidindo o AI nº 834.551/SP, posicionou-se pela competência da Justiça comum. Nos autos do citado agravo de instrumento, pende de apreciação apenas o agravo regimental em embargos de declaração em embargos de divergência no agravo 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP a decisão do STJ, ao sustar sucessivas decisões liminares do Tribunal de Justiça que haviam emprestado efeito suspensivo à apelação, não o inibiu de julgar esta, mas apenas impediu remanecesse suspensa a força executiva imediata da sentença apelada” (CC nº 7.094-QO, Relator o Min. Sepúlveda Pertence, julgado em 9/3/2000, publicado em 4/5/01, Tribunal Pleno). No mesmo sentido, o seguinte julgado: “Agravo Regimental em Conflito de Competência. 2. Para verificar o conflito positivo suscitado, previsto no inciso I do art. 115 do Código de Processo Civil, pressupõe-se que haja, no mínimo, duas decisões de juízos distintos a invocar competência para apreciar o caso. A autora não se desincumbiu do ônus de apresentá-las, desse modo não restou demonstrado o conflito positivo de competência. 3. Nulidade da decisão. Prevenção de outro ministro. A questão só foi levantada após o julgamento do processo, em virtude de decisão contrária aos interesses da parte. Preclusão. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (CC nº 7.699/MG-AgR, Relator o Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 18/3/11). No caso dos autos, os feitos apontados não contam, no bojo de cada qual, com divergência entre juízos diversos quanto à competência para seus respectivos processamentos. Em verdade – como já salientado neste voto – nos autos em trâmite na Justiça comum, o Tribunal de Justiça paulista, em sede de apelação, chegou a declinar da sua competência em favor da Justiça trabalhista. Tal decisão, entretanto, foi reformada pelo Colendo STJ, que afirmou a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento do feito. Mantida a insurgência do autor quanto ao ponto, a questão foi trazida à apreciação desta Corte, que, decidindo o AI nº 834.551/SP, posicionou-se pela competência da Justiça comum. Nos autos do citado agravo de instrumento, pende de apreciação apenas o agravo regimental em embargos de declaração em embargos de divergência no agravo 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP regimental. Em nenhum momento, portanto, houve pronunciamento da Justiça trabalhista quanto a sua competência, ou a ausência dela, para processamento da demanda. Por outro lado, no bojo da reclamação trabalhista proposta pelo sindicato, a alegação de incompetência da Justiça do Trabalho se deu pelos réus da demanda e vem sendo arguida em todas as instâncias – até o momento sem sucesso – e sem que exista manifestação de juízo diverso quanto a sua competência para a apreciação do feito. Não se caracteriza, assim, o conflito de competência nos moldes dos incisos I ou II do art. 115 do CPC. Não há, ainda, quanto aos feitos, divergência acerca de sua reunião ou separação, de modo que – em princípio – também não se teria por configurada a hipótese de conflito de competência inserta no inciso III do citado dispositivo. Em situações como essa – tal qual apontado nas decisões proferidas nestes autos – seria de se esperar que a alegação de litispendência (ou, como seria mais apropriado, conexão) fosse deduzida no bojo de cada processo, buscando-se a solução dos litígios junto aos juízos dos respectivos feitos, sob pena de se converter o conflito de competência em sucedâneo recursal. Há, inclusive, precedentes do Plenário desta Corte em que tal estratégia (de utilização do conflito como sucedâneo recursal) é repelida. Cito, para exemplificar, a ementa do seguinte julgado: “CONFLITO DE COMPETÊNCIA. ART. 102, INC. I, ALÍNEA O, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONFLITO ENTRE TRIBUNAL SUPERIOR E OUTROS ÓRGÃOS JUDICIÁRIOS. AUSÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Para que seja instaurada a competência do Supremo Tribunal Federal, é indispensável que esteja em conflito a competência de Tribunal Superior, para o julgamento da ação a ser examinada, nos termos do art. 102, inc. I, alínea o, da Constituição da República. Precedentes. 2. O Superior Tribunal 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP regimental. Em nenhum momento, portanto, houve pronunciamento da Justiça trabalhista quanto a sua competência, ou a ausência dela, para processamento da demanda. Por outro lado, no bojo da reclamação trabalhista proposta pelo sindicato, a alegação de incompetência da Justiça do Trabalho se deu pelos réus da demanda e vem sendo arguida em todas as instâncias – até o momento sem sucesso – e sem que exista manifestação de juízo diverso quanto a sua competência para a apreciação do feito. Não se caracteriza, assim, o conflito de competência nos moldes dos incisos I ou II do art. 115 do CPC. Não há, ainda, quanto aos feitos, divergência acerca de sua reunião ou separação, de modo que – em princípio – também não se teria por configurada a hipótese de conflito de competência inserta no inciso III do citado dispositivo. Em situações como essa – tal qual apontado nas decisões proferidas nestes autos – seria de se esperar que a alegação de litispendência (ou, como seria mais apropriado, conexão) fosse deduzida no bojo de cada processo, buscando-se a solução dos litígios junto aos juízos dos respectivos feitos, sob pena de se converter o conflito de competência em sucedâneo recursal. Há, inclusive, precedentes do Plenário desta Corte em que tal estratégia (de utilização do conflito como sucedâneo recursal) é repelida. Cito, para exemplificar, a ementa do seguinte julgado: “CONFLITO DE COMPETÊNCIA. ART. 102, INC. I, ALÍNEA O, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONFLITO ENTRE TRIBUNAL SUPERIOR E OUTROS ÓRGÃOS JUDICIÁRIOS. AUSÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Para que seja instaurada a competência do Supremo Tribunal Federal, é indispensável que esteja em conflito a competência de Tribunal Superior, para o julgamento da ação a ser examinada, nos termos do art. 102, inc. I, alínea o, da Constituição da República. Precedentes. 2. O Superior Tribunal 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP de Justiça exerceu sua jurisdição constitucional ao examinar conflito de competência lá ajuizado. Não está em discussão a competência de qualquer outro órgão judiciário para fazê-lo. 3. Conflito de competência não pode ser utilizado como sucedâneo recursal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (CC nº 7.730-AgR/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 7/12/11). Todavia, reconheço – como suscitado pelos embargantes em seus declaratórios – que há evidente perigo (saliente-se, já configurado) de prolação de decisões conflitantes entre os feitos, e acrescento: tendo em vista que a ação trabalhista se encontra em fase de execução provisória (ante a sentença de procedência do pedido), há risco iminente de completa desconsideração da decisão judicial proferida, em sentido diametralmente oposto, na Justiça comum (que julgou improcedente o pleito autoral). Reconheço, ainda, que – ao contrário do que foi decidido nos julgados até aqui proferidos – a alegação de litispendência no bojo de cada feito pode não ser efetiva para solucionar o impasse processual, mesmo que se tenha em conta que o transcurso normal dos processos os canalizaria para uma decisão desta Corte em sede de recursos extraordinários, no bojo dos quais se definiria a competência para seu processamento. E por que reconheço essa específica dificuldade? É que, como salientei acima, esta Corte, ao julgar, pela sistemática da repercussão geral, o RE nº 586.453/SE, decidiu competir à Justiça comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar, ressalvando, contudo, como regra de modulação, a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até a data da conclusão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do julgamento do RE em questão (20/2/2013). A aplicação da decisão proferida por esta Corte no RE nº 586.453/SE 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP de Justiça exerceu sua jurisdição constitucional ao examinar conflito de competência lá ajuizado. Não está em discussão a competência de qualquer outro órgão judiciário para fazê-lo. 3. Conflito de competência não pode ser utilizado como sucedâneo recursal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (CC nº 7.730-AgR/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 7/12/11). Todavia, reconheço – como suscitado pelos embargantes em seus declaratórios – que há evidente perigo (saliente-se, já configurado) de prolação de decisões conflitantes entre os feitos, e acrescento: tendo em vista que a ação trabalhista se encontra em fase de execução provisória (ante a sentença de procedência do pedido), há risco iminente de completa desconsideração da decisão judicial proferida, em sentido diametralmente oposto, na Justiça comum (que julgou improcedente o pleito autoral). Reconheço, ainda, que – ao contrário do que foi decidido nos julgados até aqui proferidos – a alegação de litispendência no bojo de cada feito pode não ser efetiva para solucionar o impasse processual, mesmo que se tenha em conta que o transcurso normal dos processos os canalizaria para uma decisão desta Corte em sede de recursos extraordinários, no bojo dos quais se definiria a competência para seu processamento. E por que reconheço essa específica dificuldade? É que, como salientei acima, esta Corte, ao julgar, pela sistemática da repercussão geral, o RE nº 586.453/SE, decidiu competir à Justiça comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar, ressalvando, contudo, como regra de modulação, a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até a data da conclusão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do julgamento do RE em questão (20/2/2013). A aplicação da decisão proferida por esta Corte no RE nº 586.453/SE 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP aos casos sob análise, apenas individualmente considerados, conduziria a uma situação de dupla competência: (i) da Justiça comum para apreciar a ação civil pública proposta (como decorrência da tese central firmada em repercussão geral); e (ii) da Justiça do Trabalho para processar e julgar a reclamação trabalhista intentada, uma vez que essa já contava com sentença em 20/2/13 (regra de modulação estabelecida). A análise isolada da competência em cada feito, portanto, conduziria à conclusão de que tanto a Justiça trabalhista seria competente para apreciação da reclamação trabalhista, como a Justiça comum seria competente para apreciação da ação civil pública junto a si proposta. Ocorre que há uma relação de parcial identidade entre as demandas (uma vez que há conexão entre os feitos), o que conduz à já salientada possibilidade de que decisões conflitantes – e mesmo contraditórias – sejam proferidas em tais processos e – o que é mais grave – subsistam como decisões igualmente válidas! Qual seria, então, o instrumento processual cabível para a definição do impasse senão aquele que considerasse, para fins de definição do órgão competente, a análise conjunta das demandas? É por isso que tenho por certa a necessidade de reforma da decisão ora recorrida para se admitir a existência de conflito de competência. A propósito, é de se ressaltar que o Colendo Superior Tribunal de Justiça já vem reconhecendo – em situações excepcionais – a admissibilidade do conflito de competência para além das hipóteses estritamente legais. De fato, aquela Corte Superior vem realizando interpretação extensiva sobre o art. 115, III, do CPC para admitir o conflito de competência sempre que exista a possibilidade de prolação de decisões conflitantes em feitos distintos, ainda que não haja perfeita modulação do caso àquela previsão legal. Vide julgados nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA ESTADUAL E FEDERAL. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO ART. 115 DO CPC. 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP aos casos sob análise, apenas individualmente considerados, conduziria a uma situação de dupla competência: (i) da Justiça comum para apreciar a ação civil pública proposta (como decorrência da tese central firmada em repercussão geral); e (ii) da Justiça do Trabalho para processar e julgar a reclamação trabalhista intentada, uma vez que essa já contava com sentença em 20/2/13 (regra de modulação estabelecida). A análise isolada da competência em cada feito, portanto, conduziria à conclusão de que tanto a Justiça trabalhista seria competente para apreciação da reclamação trabalhista, como a Justiça comum seria competente para apreciação da ação civil pública junto a si proposta. Ocorre que há uma relação de parcial identidade entre as demandas (uma vez que há conexão entre os feitos), o que conduz à já salientada possibilidade de que decisões conflitantes – e mesmo contraditórias – sejam proferidas em tais processos e – o que é mais grave – subsistam como decisões igualmente válidas! Qual seria, então, o instrumento processual cabível para a definição do impasse senão aquele que considerasse, para fins de definição do órgão competente, a análise conjunta das demandas? É por isso que tenho por certa a necessidade de reforma da decisão ora recorrida para se admitir a existência de conflito de competência. A propósito, é de se ressaltar que o Colendo Superior Tribunal de Justiça já vem reconhecendo – em situações excepcionais – a admissibilidade do conflito de competência para além das hipóteses estritamente legais. De fato, aquela Corte Superior vem realizando interpretação extensiva sobre o art. 115, III, do CPC para admitir o conflito de competência sempre que exista a possibilidade de prolação de decisões conflitantes em feitos distintos, ainda que não haja perfeita modulação do caso àquela previsão legal. Vide julgados nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA ESTADUAL E FEDERAL. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO ART. 115 DO CPC. 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP AÇÃO RESCISÓRIA NA QUAL SE PLEITEIA O RECONHECIMENTO DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE DO IMÓVEL MEDIANTE USUCAPIÃO E AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE DECORRENTE DA ARREMATAÇÃO DO MESMO IMÓVEL EM LEILÃO EXTRAJUDICIAL. CONEXÃO. PREJUDICIALIDADE. SUSPENSÃO. PRECEDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO EM CASO ANÁLOGO (AGRG NO CC 112.956/MS, MIN. NANCY ANDRIGHI, DJE DE 02/05/2012). CONFLITO CONHECIDO PARA, MANTENDO A COMPETÊNCIA DOS JUÍZOS SUSCITADOS PARA O PROCESSAMENTO E JULGAMENTO DAS RESPECTIVAS DEMANDAS, DETERMINAR A SUSPENSÃO DA AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE EM TRÂMITE NO JUÍZO DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL DE TRISTEZA - PORTO ALEGRE - RS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (CC nº 129.502/RS-AgRg, Relator o Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Segunda Seção, DJe de 21/11/2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. CONFIGURAÇÃO. CONTROVÉRSIA ACERCA DA REUNIÃO DE PROCESSOS. CPC, ART. 115, III. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO REFERIDO DISPOSITIVO LEGAL. PRECEDENTES. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. AÇÕES EM QUE SE DISCUTE A GUARDA DE MENOR. AJUIZAMENTO DE DIVERSAS DEMANDAS EM ESTADOS DIFERENTES PELO PAI E PELA MÃE. FIXAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO JUÍZO DO DOMICÍLIO DE QUEM EXERCE A GUARDA DA MENOR. PRECEDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DO STJ EM CASO ANÁLOGO DA MINHA RELATORIA (CC 127.109/AM, DJE DE 07/07/2013). DECLARAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE BOA VISTA/RR (JUÍZO SUSCITADO). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (CC nº 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP AÇÃO RESCISÓRIA NA QUAL SE PLEITEIA O RECONHECIMENTO DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE DO IMÓVEL MEDIANTE USUCAPIÃO E AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE DECORRENTE DA ARREMATAÇÃO DO MESMO IMÓVEL EM LEILÃO EXTRAJUDICIAL. CONEXÃO. PREJUDICIALIDADE. SUSPENSÃO. PRECEDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO EM CASO ANÁLOGO (AGRG NO CC 112.956/MS, MIN. NANCY ANDRIGHI, DJE DE 02/05/2012). CONFLITO CONHECIDO PARA, MANTENDO A COMPETÊNCIA DOS JUÍZOS SUSCITADOS PARA O PROCESSAMENTO E JULGAMENTO DAS RESPECTIVAS DEMANDAS, DETERMINAR A SUSPENSÃO DA AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE EM TRÂMITE NO JUÍZO DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL DE TRISTEZA - PORTO ALEGRE - RS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (CC nº 129.502/RS-AgRg, Relator o Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Segunda Seção, DJe de 21/11/2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. CONFIGURAÇÃO. CONTROVÉRSIA ACERCA DA REUNIÃO DE PROCESSOS. CPC, ART. 115, III. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO REFERIDO DISPOSITIVO LEGAL. PRECEDENTES. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. AÇÕES EM QUE SE DISCUTE A GUARDA DE MENOR. AJUIZAMENTO DE DIVERSAS DEMANDAS EM ESTADOS DIFERENTES PELO PAI E PELA MÃE. FIXAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO JUÍZO DO DOMICÍLIO DE QUEM EXERCE A GUARDA DA MENOR. PRECEDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DO STJ EM CASO ANÁLOGO DA MINHA RELATORIA (CC 127.109/AM, DJE DE 07/07/2013). DECLARAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE BOA VISTA/RR (JUÍZO SUSCITADO). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (CC nº 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP 128.051/ES-AgRg. SEGUNDA SEÇÃO. Relator o Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, DJe de 29/10/2013). “DIREITO CIVIL E FAMÍLIA. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS PROPOSTA POR AVÓ PATERNA. CONEXÃO. AÇÃO DE MODIFICAÇÃO DE GUARDA E REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS PROPOSTA POR PAI. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. REUNIÃO DOS PROCESSOS. CONVENIÊNCIA. ARTIGOS ANALISADOS: ART. 103 DO CPC. 1. Ação de regulamentação de visitas ajuizada em 24.05.2011. Recurso especial concluso ao Gabinete em 08.08.2013. 2. Discussão relativa à possibilidade de reunião dos processos de regulamentação de visitas propostos por pai e avó paterna de menor, para julgamento conjunto, em razão da conexão. 3. A ausência de decisão sobre os dispositivos legais supostamente violados, não obstante a interposição de embargos de declaração, impede o conhecimento do recurso especial. Incidência da Súmula 211/STJ. 4. A conexão (art. 103 do CPC), constitui uma regra de modificação da competência, fazendo com que as causas conexas sejam reunidas para obter julgamento conjunto, com o escopo de evitar decisões conflitantes. 5. O instituto pressupõe a existência de causas que, embora não sejam iguais, guardem entre si algum vínculo, uma relação de afinidade, o que denota que o alcance da regra de conexão tem sido alargado, de modo a se interpretar "o vocábulo "comum", contido no texto legal, como uma indicação do legislador de que, para caracterizar a conexão, seria desnecessária a identidade total dos elementos da ação, bastando tão somente uma identidade parcial. 6. Embora, na hipótese, não haja perfeita identidade das causas de pedir, ambas guardam íntima relação com o 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP 128.051/ES-AgRg. SEGUNDA SEÇÃO. Relator o Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, DJe de 29/10/2013). “DIREITO CIVIL E FAMÍLIA. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS PROPOSTA POR AVÓ PATERNA. CONEXÃO. AÇÃO DE MODIFICAÇÃO DE GUARDA E REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS PROPOSTA POR PAI. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. REUNIÃO DOS PROCESSOS. CONVENIÊNCIA. ARTIGOS ANALISADOS: ART. 103 DO CPC. 1. Ação de regulamentação de visitas ajuizada em 24.05.2011. Recurso especial concluso ao Gabinete em 08.08.2013. 2. Discussão relativa à possibilidade de reunião dos processos de regulamentação de visitas propostos por pai e avó paterna de menor, para julgamento conjunto, em razão da conexão. 3. A ausência de decisão sobre os dispositivos legais supostamente violados, não obstante a interposição de embargos de declaração, impede o conhecimento do recurso especial. Incidência da Súmula 211/STJ. 4. A conexão (art. 103 do CPC), constitui uma regra de modificação da competência, fazendo com que as causas conexas sejam reunidas para obter julgamento conjunto, com o escopo de evitar decisões conflitantes. 5. O instituto pressupõe a existência de causas que, embora não sejam iguais, guardem entre si algum vínculo, uma relação de afinidade, o que denota que o alcance da regra de conexão tem sido alargado, de modo a se interpretar "o vocábulo "comum", contido no texto legal, como uma indicação do legislador de que, para caracterizar a conexão, seria desnecessária a identidade total dos elementos da ação, bastando tão somente uma identidade parcial. 6. Embora, na hipótese, não haja perfeita identidade das causas de pedir, ambas guardam íntima relação com o 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP componente do afeto, da convivência familiar, da importância do estabelecimento de uma relação entre a criança e família paterna. E os fatos que dão suporte aos pedidos, em ambas as ações são os mesmos, ou seja, as alegadas dificuldades, criadas pela mãe da criança, para impedir que ela tenha convívio direto com a família paterna. 7. O reconhecimento da conexão e o julgamento conjunto evitará a realização de dois procedimentos instrutórios distintos, com eventual estudo psicológico e social para verificação das alegações dos autores de que a mãe da criança vem dificultando o seu convívio com a família paterna. 8. Poderá ser proferida uma única decisão válida para todos, que considerará todos os aspectos e condições familiares para que haja a visitação, evitando que haja conflito entre os dias e horários de visitas do pai e da avó. 9. Fica reconhecida a existência de um liame causal que torna os processos passíveis de uma decisão unificada em observância, outrossim, do melhor interesse da criança. 10. Recurso especial desprovido” (REsp 1.413.016/RJ, Terceira Turma, Rel. Ministra Nancy Andrighi, DJe de 17/02/14). No caso dos autos, já se tem por configurado o risco que o art. 115, III, do CPC visa evitar: a prolação de decisões conflitantes. Por outro lado, consoante destacado ao longo deste voto, está-se diante de conexão entre feitos, instituto cujo efeito mais evidente é possibilitar a reunião dos processos por ela atingidos, na exata dicção do art. 105 do CPC: “Art. 105. Havendo conexão ou continência, o juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pode ordenar a reunião de ações propostas em separado, a fim de que sejam decididas simultaneamente.” A hipótese dos autos, portanto, conquanto ausente divergência quanto à reunião dos feitos, consiste em situação: (i) em tese, passível de 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP componente do afeto, da convivência familiar, da importância do estabelecimento de uma relação entre a criança e família paterna. E os fatos que dão suporte aos pedidos, em ambas as ações são os mesmos, ou seja, as alegadas dificuldades, criadas pela mãe da criança, para impedir que ela tenha convívio direto com a família paterna. 7. O reconhecimento da conexão e o julgamento conjunto evitará a realização de dois procedimentos instrutórios distintos, com eventual estudo psicológico e social para verificação das alegações dos autores de que a mãe da criança vem dificultando o seu convívio com a família paterna. 8. Poderá ser proferida uma única decisão válida para todos, que considerará todos os aspectos e condições familiares para que haja a visitação, evitando que haja conflito entre os dias e horários de visitas do pai e da avó. 9. Fica reconhecida a existência de um liame causal que torna os processos passíveis de uma decisão unificada em observância, outrossim, do melhor interesse da criança. 10. Recurso especial desprovido” (REsp 1.413.016/RJ, Terceira Turma, Rel. Ministra Nancy Andrighi, DJe de 17/02/14). No caso dos autos, já se tem por configurado o risco que o art. 115, III, do CPC visa evitar: a prolação de decisões conflitantes. Por outro lado, consoante destacado ao longo deste voto, está-se diante de conexão entre feitos, instituto cujo efeito mais evidente é possibilitar a reunião dos processos por ela atingidos, na exata dicção do art. 105 do CPC: “Art. 105. Havendo conexão ou continência, o juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pode ordenar a reunião de ações propostas em separado, a fim de que sejam decididas simultaneamente.” A hipótese dos autos, portanto, conquanto ausente divergência quanto à reunião dos feitos, consiste em situação: (i) em tese, passível de 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP reunião – porque se tem por configurada a conexão entre as demandas – e (ii) submetida ao risco (já configurado) de prolação de decisões conflitantes. Atendidos esses pressupostos, reafirmo que o caso dos autos justifica – por todas as peculiaridades apontadas – o acolhimento do presente conflito, a fim de dirimir a questão relativa à competência para processamento dos feitos, de modo a evitar o trânsito em julgado de decisões contraditórias. Porque, se é certo que o Código de Processo Civil dispõe de mecanismos processuais para atribuir solução a arguições de litispendência, de conexão ou de continência, não menos certo é que, em dadas hipóteses, há que ser possível manejá-los fora dos autos em que se estabelecem as lides, ainda que, para tanto, seja necessária a utilização de interpretação teleológica sobre o incidente ‘conflito de competência’. Preciosas, nesse ponto, as lições do eminente Min. Luiz Fux, que leciona que problemas relativos a litispendência, conexão e continência – com disposições próprias acerca de suas soluções – podem se transmudar em “conflito de competência sui generis”. Destaco trecho da obra de Sua Excelência, o qual, embora não se refira a situação idêntica a destes autos, bem pontua a possibilidade de se conferir a mencionada transmudação: “Ainda a título de exemplo: se os juízos A e B consideram- se preventos para a “mesma causa” e se recusam a extinguir o feito que corre em seu juízo, mercê de ocorrente, in casu, a litispendência e não o conflito, terá prioridade aquele que citou validamente em primeiro lugar (art. 219, do CPC). Admitindo ambos que a citação prioritária ocorreu em seu juízo e, por isso, considerando-se competentes, darão ensejo ao conflito de competência sui generis. É que nesse caso, antes dessa declaração conflitante de ambos, o que havia era um problema de litispendência, que se transmudou em conflito positivo pela manifestação dos juízos” (FUX, Luiz. Curso de Direito Processual Civil. 4. Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2008. p. 139). 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP reunião – porque se tem por configurada a conexão entre as demandas – e (ii) submetida ao risco (já configurado) de prolação de decisões conflitantes. Atendidos esses pressupostos, reafirmo que o caso dos autos justifica – por todas as peculiaridades apontadas – o acolhimento do presente conflito, a fim de dirimir a questão relativa à competência para processamento dos feitos, de modo a evitar o trânsito em julgado de decisões contraditórias. Porque, se é certo que o Código de Processo Civil dispõe de mecanismos processuais para atribuir solução a arguições de litispendência, de conexão ou de continência, não menos certo é que, em dadas hipóteses, há que ser possível manejá-los fora dos autos em que se estabelecem as lides, ainda que, para tanto, seja necessária a utilização de interpretação teleológica sobre o incidente ‘conflito de competência’. Preciosas, nesse ponto, as lições do eminente Min. Luiz Fux, que leciona que problemas relativos a litispendência, conexão e continência – com disposições próprias acerca de suas soluções – podem se transmudar em “conflito de competência sui generis”. Destaco trecho da obra de Sua Excelência, o qual, embora não se refira a situação idêntica a destes autos, bem pontua a possibilidade de se conferir a mencionada transmudação: “Ainda a título de exemplo: se os juízos A e B consideram- se preventos para a “mesma causa” e se recusam a extinguir o feito que corre em seu juízo, mercê de ocorrente, in casu, a litispendência e não o conflito, terá prioridade aquele que citou validamente em primeiro lugar (art. 219, do CPC). Admitindo ambos que a citação prioritária ocorreu em seu juízo e, por isso, considerando-se competentes, darão ensejo ao conflito de competência sui generis. É que nesse caso, antes dessa declaração conflitante de ambos, o que havia era um problema de litispendência, que se transmudou em conflito positivo pela manifestação dos juízos” (FUX, Luiz. Curso de Direito Processual Civil. 4. Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2008. p. 139). 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Com essas considerações, adentro na apreciação do conflito instaurado. O CASO CONCRETO Uma vez identificada a conexão entre as demandas, aplicável seria, em princípio, a regra do art. 105 do CPC, o qual possibilita a reunião entre os feitos. Todavia, no caso dos autos, não se admite a aplicação dessa natural consequência do instituto. Primeiro porque o conflito foi suscitado quando ambas as demandas já contavam com decisão de mérito. Incide, nesse caso, a vedação à reunião com base na conexão, questão infraconstitucional já sumulada, inclusive, pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, sob o seguinte enunciado: “A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado” (Súmula 235/STJ). Segundo: os feitos correm perante juízos com competência material distintas. Competência absoluta, portanto. O art. 102 do CPC é claro quanto à possibilidade de modificação da competência pela conexão ou continência apenas quando a competência se dá pelo valor ou pelo território, ou seja, quando se tratar de competência relativa. Eis o teor: “Art. 102. A competência, em razão do valor e do território, poderá modificar-se pela conexão ou continência, observado o disposto nos artigos seguintes.” Comentando o dispositivo, assim se manifestou Misael Montenegro Filho: “A modificação de que cuidamos representa a declinação de competência, manifestada por um dos juízos em favor do 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Com essas considerações, adentro na apreciação do conflito instaurado. O CASO CONCRETO Uma vez identificada a conexão entre as demandas, aplicável seria, em princípio, a regra do art. 105 do CPC, o qual possibilita a reunião entre os feitos. Todavia, no caso dos autos, não se admite a aplicação dessa natural consequência do instituto. Primeiro porque o conflito foi suscitado quando ambas as demandas já contavam com decisão de mérito. Incide, nesse caso, a vedação à reunião com base na conexão, questão infraconstitucional já sumulada, inclusive, pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, sob o seguinte enunciado: “A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado” (Súmula 235/STJ). Segundo: os feitos correm perante juízos com competência material distintas. Competência absoluta, portanto. O art. 102 do CPC é claro quanto à possibilidade de modificação da competência pela conexão ou continência apenas quando a competência se dá pelo valor ou pelo território, ou seja, quando se tratar de competência relativa. Eis o teor: “Art. 102. A competência, em razão do valor e do território, poderá modificar-se pela conexão ou continência, observado o disposto nos artigos seguintes.” Comentando o dispositivo, assim se manifestou Misael Montenegro Filho: “A modificação de que cuidamos representa a declinação de competência, manifestada por um dos juízos em favor do 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP outro (prevento), diante da constatação da identidade dos elementos de duas ou mais ações (partes, causa de pedir e;ou pedido, intitulados objeto), sendo determinada para evitar a prolação de sentenças contraditórias. Impossibilidade de aplicação da regra diante de competência absoluta dos juízos: A possibilidade de modificação da competência é restrita, não alcançando as ações marcadas pelas regras de competência absoluta, em razão da matéria ou da hierarquia.” Em que pese, portanto, a existência de conexão entre as demandas, a questão há que ser solucionada a partir da própria análise da competência jurisdicional para a apreciação das causas. Repiso, então, o que já salientei no início deste voto: esta Corte, em 20/2/2013, apreciou o RE nº 586.453/SE, cuja repercussão geral foi reconhecida, e concluiu que “a competência para o processamento de ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar é da Justiça comum”; mas ressalvou, como regra de modulação, a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até 20/2/2013”. Se a aplicação dessa regra de modulação ao casos dos autos poderia conduzir à inadmissível conclusão de que cada um dos feitos poderia ser julgado perante os respectivos juízos, uma apreciação mais detida leva à conclusão de que isso não é possível. Isso porque aquela regra de modulação foi estabelecida com base no pressuposto de que a demanda ou havia sido proposta na Justiça comum (e aí permaneceria, por força da regra geral) ou teria sido intentada perante a Justiça do Trabalho (e, nesse caso, teria seu curso obstado nessa instância, com remessa dos autos à Justiça comum, se não contivesse sentença de mérito até 20/2/13). A regra de modulação teve, portanto, por pressuposto, sua incidência sobre demandas únicas, isoladamente consideradas. Não foi, por evidente, assentada para reger divergência quanto à competência para o processamento de ações diversas. 21 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP outro (prevento), diante da constatação da identidade dos elementos de duas ou mais ações (partes, causa de pedir e;ou pedido, intitulados objeto), sendo determinada para evitar a prolação de sentenças contraditórias. Impossibilidade de aplicação da regra diante de competência absoluta dos juízos: A possibilidade de modificação da competência é restrita, não alcançando as ações marcadas pelas regras de competência absoluta, em razão da matéria ou da hierarquia.” Em que pese, portanto, a existência de conexão entre as demandas, a questão há que ser solucionada a partir da própria análise da competência jurisdicional para a apreciação das causas. Repiso, então, o que já salientei no início deste voto: esta Corte, em 20/2/2013, apreciou o RE nº 586.453/SE, cuja repercussão geral foi reconhecida, e concluiu que “a competência para o processamento de ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar é da Justiça comum”; mas ressalvou, como regra de modulação, a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até 20/2/2013”. Se a aplicação dessa regra de modulação ao casos dos autos poderia conduzir à inadmissível conclusão de que cada um dos feitos poderia ser julgado perante os respectivos juízos, uma apreciação mais detida leva à conclusão de que isso não é possível. Isso porque aquela regra de modulação foi estabelecida com base no pressuposto de que a demanda ou havia sido proposta na Justiça comum (e aí permaneceria, por força da regra geral) ou teria sido intentada perante a Justiça do Trabalho (e, nesse caso, teria seu curso obstado nessa instância, com remessa dos autos à Justiça comum, se não contivesse sentença de mérito até 20/2/13). A regra de modulação teve, portanto, por pressuposto, sua incidência sobre demandas únicas, isoladamente consideradas. Não foi, por evidente, assentada para reger divergência quanto à competência para o processamento de ações diversas. 21 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Tenho, desse modo, que deve prevalecer, para o caso, a regra geral estabelecida por esta Corte no RE nº 586.453/SE, para se concluir que, no caso sob análise, é competente a Justiça comum para o processo e o julgamento das demandas. Ressalto, por fim, que uma especial particularidade destes autos reforça a necessária aplicação daquela regra geral de competência: a presença de artimanha processual, conduzida pelo autor das demandas, para se favorecer da indefinição – existente quando da propositura das ações – quanto à justiça competente para o processamento dessa espécie de causa. Observo, do que consta dos autos (e também dos sítios eletrônicos da Justiça do Trabalho e da Justiça comum), a seguinte sequência cronológica de fatos: 1) 15/12/03: Distribuição da primeira ação (proposta pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP), perante a Justiça comum estadual; 2) 6/6/05: distribuição da segunda ação (proposta pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP), agora junto à Justiça do Trabalho, onde foi apensada à reclamação trabalhista individual nº 1145/2005; 3) 9/6/05: prolação de sentença de improcedência na Justiça comum, (publicada em 13/6/05); 4) 5/7/05: concessão de antecipação de tutela na ação trabalhista coletiva. 5) 9/9/05: Apresentação de conflito de competência perante o STJ, por parte do autor das demandas, defendendo a competência da Justiça do Trabalho para o processamento dos feitos. A análise dos fatos não demonstra, como alegado pela suscitante do presente conflito, que a ação trabalhista foi proposta imediatamente após a prolação da sentença de improcedência na Justiça comum. Na verdade, os dados apontam o contrário: a distribuição da demanda trabalhista (ato processual evidentemente posterior à propositura do feito) se deu três dias antes da publicação da sentença na Justiça comum. 22 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Tenho, desse modo, que deve prevalecer, para o caso, a regra geral estabelecida por esta Corte no RE nº 586.453/SE, para se concluir que, no caso sob análise, é competente a Justiça comum para o processo e o julgamento das demandas. Ressalto, por fim, que uma especial particularidade destes autos reforça a necessária aplicação daquela regra geral de competência: a presença de artimanha processual, conduzida pelo autor das demandas, para se favorecer da indefinição – existente quando da propositura das ações – quanto à justiça competente para o processamento dessa espécie de causa. Observo, do que consta dos autos (e também dos sítios eletrônicos da Justiça do Trabalho e da Justiça comum), a seguinte sequência cronológica de fatos: 1) 15/12/03: Distribuição da primeira ação (proposta pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP), perante a Justiça comum estadual; 2) 6/6/05: distribuição da segunda ação (proposta pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP), agora junto à Justiça do Trabalho, onde foi apensada à reclamação trabalhista individual nº 1145/2005; 3) 9/6/05: prolação de sentença de improcedência na Justiça comum, (publicada em 13/6/05); 4) 5/7/05: concessão de antecipação de tutela na ação trabalhista coletiva. 5) 9/9/05: Apresentação de conflito de competência perante o STJ, por parte do autor das demandas, defendendo a competência da Justiça do Trabalho para o processamento dos feitos. A análise dos fatos não demonstra, como alegado pela suscitante do presente conflito, que a ação trabalhista foi proposta imediatamente após a prolação da sentença de improcedência na Justiça comum. Na verdade, os dados apontam o contrário: a distribuição da demanda trabalhista (ato processual evidentemente posterior à propositura do feito) se deu três dias antes da publicação da sentença na Justiça comum. 22 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Todavia, fato indubitável é que a Associação dos Aposentados da Fundação CESP apresentou duas demandas com objetos profundamente semelhantes, uma perante a Justiça comum, outra diante da Justiça do Trabalho e, logo após a prolação de sentença desfavorável por uma delas (Justiça comum) e deferimento da antecipação de tutela pela outra (Justiça do Trabalho), suscitou conflito de competência perante o STJ, para que se reconhecesse a competência da Justiça trabalhista para o julgamento das demandas. Atente-se: (i) intentou a associação segunda demanda, mais ampla que a primeira, sem apresentar desistência dessa; (ii) somente após a prolação de sentença de improcedência na Justiça comum e o deferimento de tutela na Justiça trabalhista, suscitou conflito de competência perante o STJ, no qual (iii) requereu o reconhecimento da incompetência da Justiça comum para o processamento de ação por ela própria intentada, a fim de que (iv) o feito prosseguisse na Justiça trabalhista, onde já contava com decisão antecipatória dos efeitos da tutela. Os fatos parecem demonstrar a nítida intenção da Associação de, valendo-se da controvérsia à época existente quanto à Justiça competente para o processo e o julgamento do feito, intentar ações quase idênticas em Justiças distintas, a fim de possibilitar a defesa da competência de uma delas de acordo com a melhor conveniência de seus interesses, a ser observada com o desenrolar dos processos. A par, portanto, de a adoção da regra geral de competência estabelecida por esta Corte no RE nº 586.453/SE ser tecnicamente correta, consoante as razões expostas ao longo deste voto, deve-se ainda considerar que admitir a manutenção da ação proposta perante a Justiça do Trabalho seria permitir que manobras artificiosas manipulem as regras processuais de competência jurisdicional, o que, evidentemente, não se coaduna com o ordenamento jurídico pátrio. Estabelecida, desse modo, a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento das demandas, impõe-se, de imediato, a anulação dos atos decisórios praticados no bojo da reclamação 23 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Todavia, fato indubitável é que a Associação dos Aposentados da Fundação CESP apresentou duas demandas com objetos profundamente semelhantes, uma perante a Justiça comum, outra diante da Justiça do Trabalho e, logo após a prolação de sentença desfavorável por uma delas (Justiça comum) e deferimento da antecipação de tutela pela outra (Justiça do Trabalho), suscitou conflito de competência perante o STJ, para que se reconhecesse a competência da Justiça trabalhista para o julgamento das demandas. Atente-se: (i) intentou a associação segunda demanda, mais ampla que a primeira, sem apresentar desistência dessa; (ii) somente após a prolação de sentença de improcedência na Justiça comum e o deferimento de tutela na Justiça trabalhista, suscitou conflito de competência perante o STJ, no qual (iii) requereu o reconhecimento da incompetência da Justiça comum para o processamento de ação por ela própria intentada, a fim de que (iv) o feito prosseguisse na Justiça trabalhista, onde já contava com decisão antecipatória dos efeitos da tutela. Os fatos parecem demonstrar a nítida intenção da Associação de, valendo-se da controvérsia à época existente quanto à Justiça competente para o processo e o julgamento do feito, intentar ações quase idênticas em Justiças distintas, a fim de possibilitar a defesa da competência de uma delas de acordo com a melhor conveniência de seus interesses, a ser observada com o desenrolar dos processos. A par, portanto, de a adoção da regra geral de competência estabelecida por esta Corte no RE nº 586.453/SE ser tecnicamente correta, consoante as razões expostas ao longo deste voto, deve-se ainda considerar que admitir a manutenção da ação proposta perante a Justiça do Trabalho seria permitir que manobras artificiosas manipulem as regras processuais de competência jurisdicional, o que, evidentemente, não se coaduna com o ordenamento jurídico pátrio. Estabelecida, desse modo, a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento das demandas, impõe-se, de imediato, a anulação dos atos decisórios praticados no bojo da reclamação 23 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP trabalhista coletiva (sem qualquer prejuízo à ação individual nº 1145/2005, junto a qual aquele feito tramitava), uma vez que as decisões foram proferidas por juízo incompetente para processamento da demanda. Uma vez, contudo, que o feito proposto na Justiça trabalhista é mais amplo que aquele que segue em trâmite na Justiça comum, a essa devem ser remetidos aqueles autos para que sejam processados e julgados, observando-se o quanto disposto no art. 265, IV, a, do CPC: Art. 265. Suspende-se o processo: (...) IV - quando a sentença de mérito: a) depender do julgamento de outra causa, ou da declaração da existência ou inexistência da relação jurídica, que constitua o objeto principal de outro processo pendente; Por todo o exposto, voto, excepcionalmente, pelo acolhimento dos embargos de declaração, com efeitos modificativos, e pela reforma da decisão proferida, de modo que, se conhecendo do conflito, se assente a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos, nos termos deste voto. Voto, ademais, pela rejeição da petição nº 85.242/11. 24 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP trabalhista coletiva (sem qualquer prejuízo à ação individual nº 1145/2005, junto a qual aquele feito tramitava), uma vez que as decisões foram proferidas por juízo incompetente para processamento da demanda. Uma vez, contudo, que o feito proposto na Justiça trabalhista é mais amplo que aquele que segue em trâmite na Justiça comum, a essa devem ser remetidos aqueles autos para que sejam processados e julgados, observando-se o quanto disposto no art. 265, IV, a, do CPC: Art. 265. Suspende-se o processo: (...) IV - quando a sentença de mérito: a) depender do julgamento de outra causa, ou da declaração da existência ou inexistência da relação jurídica, que constitua o objeto principal de outro processo pendente; Por todo o exposto, voto, excepcionalmente, pelo acolhimento dos embargos de declaração, com efeitos modificativos, e pela reforma da decisão proferida, de modo que, se conhecendo do conflito, se assente a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos, nos termos deste voto. Voto, ademais, pela rejeição da petição nº 85.242/11. 24 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: Ementa: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EXISTÊNCIA DE OMISSÃO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÕES CONEXAS. RISCO DE PROLAÇÃO DE DECISÕES CONTRADITÓRIAS. ADMISSÃO DO CONFLITO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. 1. Trata-se de embargos de declaração opostos pela Fundação CESP (Companhia Energética de São Paulo), pela CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica de Paulista) e pelo Estado de São Paulo contra acórdão proferido pelo Plenário desta Corte, julgando inadmissível conflito de competência apresentado pelos ora embargantes. Em suma, o conflito em questão visa a resolver a tramitação conjunta de (i) ação civil pública perante a Justiça comum estadual de São Paulo, e (ii) reclamação perante a Justiça do Trabalho, que teriam o mesmo objeto e envolveriam, basicamente, as mesmas partes. 2. O acórdão embargado fundamentou a inadmissão do conflito na consideração de que não teria havido, “dentro de um mesmo processo, declarações expressas, por parte de diferentes juízos reconhecendo sua competência para o processamento do feito”. Indicou-se, ainda, que a suposta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: Ementa: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EXISTÊNCIA DE OMISSÃO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÕES CONEXAS. RISCO DE PROLAÇÃO DE DECISÕES CONTRADITÓRIAS. ADMISSÃO DO CONFLITO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. 1. Trata-se de embargos de declaração opostos pela Fundação CESP (Companhia Energética de São Paulo), pela CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica de Paulista) e pelo Estado de São Paulo contra acórdão proferido pelo Plenário desta Corte, julgando inadmissível conflito de competência apresentado pelos ora embargantes. Em suma, o conflito em questão visa a resolver a tramitação conjunta de (i) ação civil pública perante a Justiça comum estadual de São Paulo, e (ii) reclamação perante a Justiça do Trabalho, que teriam o mesmo objeto e envolveriam, basicamente, as mesmas partes. 2. O acórdão embargado fundamentou a inadmissão do conflito na consideração de que não teria havido, “dentro de um mesmo processo, declarações expressas, por parte de diferentes juízos reconhecendo sua competência para o processamento do feito”. Indicou-se, ainda, que a suposta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP litispendência existente entre as ações em curso na Justiça comum estadual e na Justiça do Trabalho foi analisada e rechaçada nesta última. 3. Os embargantes alegaram, em síntese, que o acórdão foi omisso quanto ao risco de serem geradas decisões conflitantes, diante da similitude das ações em curso, que, reitera-se, tratariam, substancialmente, da mesma matéria e possuiriam as mesmas partes. Ressaltaram, ainda, que o próprio STF já teria reconhecido a competência da Justiça comum estadual para decidir a causa, ao apreciar, em sede de agravo de instrumento, recurso extraordinário interposto pela Fundação CESP na ação originária da Justiça estadual (AI nº 834.551). 4. Em resposta, a ora embargada (Associação dos Aposentados da CESP – AACESP) sustentou que os embargos não seriam cabíveis, uma vez que almejariam o rejulgamento do caso, e não a superação de omissão, obscuridade ou contradição. 5. Conheço os embargos, por reputar que o acórdão recorrido não abordou questões essenciais para exame do caso. 6. Nesse sentido, assinalo que tanto o STJ1 como o TST2 1 Em julgamento de recurso especial interposto no âmbito da ACP em curso da Justiça estadual (REsp 961.407, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, em 19.08.2008): “A matéria tratada nos presentes autos cuida da competência para o pagamento da complementação de aposentadoria e pensão a aposentados e pensionistas da CESP, devidas por força de previsão legal (Lei nº 4.819/58), a atrair, em consonância com a jurisprudência consolidada desta Corte e do Excelso Pretório, a competência da Justiça Comum Estadual, por não envolver qualquer discussão decorrente de contrato de trabalho” (trecho do voto da Relatora). 2 Em julgamento de recurso de revista interposto no âmbito da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP litispendência existente entre as ações em curso na Justiça comum estadual e na Justiça do Trabalho foi analisada e rechaçada nesta última. 3. Os embargantes alegaram, em síntese, que o acórdão foi omisso quanto ao risco de serem geradas decisões conflitantes, diante da similitude das ações em curso, que, reitera-se, tratariam, substancialmente, da mesma matéria e possuiriam as mesmas partes. Ressaltaram, ainda, que o próprio STF já teria reconhecido a competência da Justiça comum estadual para decidir a causa, ao apreciar, em sede de agravo de instrumento, recurso extraordinário interposto pela Fundação CESP na ação originária da Justiça estadual (AI nº 834.551). 4. Em resposta, a ora embargada (Associação dos Aposentados da CESP – AACESP) sustentou que os embargos não seriam cabíveis, uma vez que almejariam o rejulgamento do caso, e não a superação de omissão, obscuridade ou contradição. 5. Conheço os embargos, por reputar que o acórdão recorrido não abordou questões essenciais para exame do caso. 6. Nesse sentido, assinalo que tanto o STJ1 como o TST2 1 Em julgamento de recurso especial interposto no âmbito da ACP em curso da Justiça estadual (REsp 961.407, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, em 19.08.2008): “A matéria tratada nos presentes autos cuida da competência para o pagamento da complementação de aposentadoria e pensão a aposentados e pensionistas da CESP, devidas por força de previsão legal (Lei nº 4.819/58), a atrair, em consonância com a jurisprudência consolidada desta Corte e do Excelso Pretório, a competência da Justiça Comum Estadual, por não envolver qualquer discussão decorrente de contrato de trabalho” (trecho do voto da Relatora). 2 Em julgamento de recurso de revista interposto no âmbito da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP reconheceram-se, expressamente, competentes para julgar – ainda que em grau recursal –, respectivamente, a Ação Civil Pública e a reclamação trabalhista citadas pelos ora embargantes. 7. Tais demandas são, induvidosamente, similares, visando, em suma, à manutenção do regime de pagamento de complementações de aposentadoria conforme previsto na Lei nº 4.819/1958, do Estado de São Paulo, aos ex-empregados da CESP que se aposentaram durante sua vigência. 8. As partes em litígio são, basicamente, as mesmas: os réus são idênticos (Fundação CESP, CTEEP e Estado de São Paulo) e a AACESP figura como autora das duas demandas, estando em litisconsórcio ativo com um aposentado na reclamação trabalhista. 9. Fica evidente, portanto, que apesar da pequena distinção no polo ativo, há similitude tal entre as ações em curso que se torna imperiosa a definição do juízo competente para apreciar a questão de fundo comum entre elas, sendo o conflito de competência mecanismo hábil a tanto, até mesmo porque instituído funcionalmente para tutela da segurança jurídica. 10. A orientação oposta, adotada pelo acórdão recorrido, parece ter se firmado sem atentar para as particularidades acima ressaltadas, escorando-se em critérios de admissão de conflitos de competência que, embora possam ser aplicáveis à maioria das situações, não são reclamação trabalhista (RR 114500-77.2005.5.02.0049, em 06.10.2010, Sétima Turma, Rel. J.C. Maria Doralice Novaes): “A decisão regional foi proferia em consonância com a jurisprudência majoritária do TST, que segue no sentido de que, quando a complementação de aposentadoria origina-se do contrato de trabalho, como ocorreu na hipótese, a Justiça do Trabalho tem competência para conhecer e julgar a matéria” (trecho do voto da Relatora). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP reconheceram-se, expressamente, competentes para julgar – ainda que em grau recursal –, respectivamente, a Ação Civil Pública e a reclamação trabalhista citadas pelos ora embargantes. 7. Tais demandas são, induvidosamente, similares, visando, em suma, à manutenção do regime de pagamento de complementações de aposentadoria conforme previsto na Lei nº 4.819/1958, do Estado de São Paulo, aos ex-empregados da CESP que se aposentaram durante sua vigência. 8. As partes em litígio são, basicamente, as mesmas: os réus são idênticos (Fundação CESP, CTEEP e Estado de São Paulo) e a AACESP figura como autora das duas demandas, estando em litisconsórcio ativo com um aposentado na reclamação trabalhista. 9. Fica evidente, portanto, que apesar da pequena distinção no polo ativo, há similitude tal entre as ações em curso que se torna imperiosa a definição do juízo competente para apreciar a questão de fundo comum entre elas, sendo o conflito de competência mecanismo hábil a tanto, até mesmo porque instituído funcionalmente para tutela da segurança jurídica. 10. A orientação oposta, adotada pelo acórdão recorrido, parece ter se firmado sem atentar para as particularidades acima ressaltadas, escorando-se em critérios de admissão de conflitos de competência que, embora possam ser aplicáveis à maioria das situações, não são reclamação trabalhista (RR 114500-77.2005.5.02.0049, em 06.10.2010, Sétima Turma, Rel. J.C. Maria Doralice Novaes): “A decisão regional foi proferia em consonância com a jurisprudência majoritária do TST, que segue no sentido de que, quando a complementação de aposentadoria origina-se do contrato de trabalho, como ocorreu na hipótese, a Justiça do Trabalho tem competência para conhecer e julgar a matéria” (trecho do voto da Relatora). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP universalizáveis. 11. Com efeito, é preciso ter em mente a finalidade última do instituto processual do conflito de competência, de promoção da segurança jurídica através da resolução de disputa entre juízos distintos sobre uma mesma causa. Em geral, essa causa comum é formulada em uma única ação, de modo que a disputa entre os juízos se trava – tal como colocado no acórdão embargado – quanto a um único processo. Todavia, nem sempre é assim. Ações similares podem ser propostas em juízos diferentes e guardarem relação de conexão de tal ordem que torne imperiosa a definição de um deles como único competente para apreciar a matéria de fundo. Nesses casos, o conflito de competência se justifica, para, como instrumento de segurança jurídica que é, resolver a disputa instaurada entre os juízos, ainda que em ações distintas, as quais, inclusive, terão seu próprio destino atrelado a essa definição da competência. Em regra, as ações conexas acabam sendo reunidas e julgadas em conjunto, porém, quando tal reunião se mostrar inviável, uma delas pode ser suspensa ou extinta, a depender da hipótese. 12. Corroborando tais assertivas, transcrevo recentes precedentes do Superior Tribunal de Justiça: “CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA - PROCESSOS VÁRIOS AJUIZADOS EM JUÍZOS E JUIZADOS ESPECIAIS DIVERSOS, EM DIFERENTES FOROS DO TERRITÓRIO NACIONAL, POR TORCEDORES, CLUBE OU ENTIDADES E INSTITUIÇÕES DIVERSAS, CENTRADAS NO MESMO LITÍGIO, A RESPEITO DA VALIDADE DE ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA - STJD - COM CONSEQUÊNCIAS DIRETAS SOBRE CAMPEONATO ESPORTIVO DE CARÁTER NACIONAL, ORGANIZADO PELA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - DECISÕES COLIDENTES QUANTO A LIMINARES - MATÉRIA DE ABRANGÊNCIA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP universalizáveis. 11. Com efeito, é preciso ter em mente a finalidade última do instituto processual do conflito de competência, de promoção da segurança jurídica através da resolução de disputa entre juízos distintos sobre uma mesma causa. Em geral, essa causa comum é formulada em uma única ação, de modo que a disputa entre os juízos se trava – tal como colocado no acórdão embargado – quanto a um único processo. Todavia, nem sempre é assim. Ações similares podem ser propostas em juízos diferentes e guardarem relação de conexão de tal ordem que torne imperiosa a definição de um deles como único competente para apreciar a matéria de fundo. Nesses casos, o conflito de competência se justifica, para, como instrumento de segurança jurídica que é, resolver a disputa instaurada entre os juízos, ainda que em ações distintas, as quais, inclusive, terão seu próprio destino atrelado a essa definição da competência. Em regra, as ações conexas acabam sendo reunidas e julgadas em conjunto, porém, quando tal reunião se mostrar inviável, uma delas pode ser suspensa ou extinta, a depender da hipótese. 12. Corroborando tais assertivas, transcrevo recentes precedentes do Superior Tribunal de Justiça: “CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA - PROCESSOS VÁRIOS AJUIZADOS EM JUÍZOS E JUIZADOS ESPECIAIS DIVERSOS, EM DIFERENTES FOROS DO TERRITÓRIO NACIONAL, POR TORCEDORES, CLUBE OU ENTIDADES E INSTITUIÇÕES DIVERSAS, CENTRADAS NO MESMO LITÍGIO, A RESPEITO DA VALIDADE DE ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA - STJD - COM CONSEQUÊNCIAS DIRETAS SOBRE CAMPEONATO ESPORTIVO DE CARÁTER NACIONAL, ORGANIZADO PELA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - DECISÕES COLIDENTES QUANTO A LIMINARES - MATÉRIA DE ABRANGÊNCIA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP NACIONAL - CONEXÃO EVIDENTE ENTRE AS AÇÕES CONTIDAS NOS DIVERSOS PROCESSOS - COMPETÊNCIA DO FORO DO LOCAL EM QUE SITUADA A SEDE DA ENTIDADE RESPONSÁVEL PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA ANTE A PREVALÊNCIA, DE ORDEM PÚBLICA DEVIDO AO CARÁTER NACIONAL, DO FORO DO DOMICÍLIO DO RÉU - PREVENÇÃO DA VARA EM QUE AJUIZADO O PRIMEIRO PROCESSO - EFEITOS DA CITAÇÃO QUE RETROAGEM À DATA DA DISTRIBUIÇÃO DO PROCESSO - COMPETÊNCIA DE JUIZADO ESPECIAL DO TORCEDOR AFASTADA - CONFLITO DE COMPETÊNCIA ACOLHIDO, PARA DECLARAR A COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA 2A VARA CÍVEL DO RIO DE JANEIRO – RJ” (STJ, Segunda Seção, Rel. Min. Sidnei Beneti, DJe 01.07.2014) (grifei). “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA ESTADUAL E FEDERAL. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO ART. 115 DO CPC. AÇÃO RESCISÓRIA NA QUAL SE PLEITEIA O RECONHECIMENTO DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE DO IMÓVEL MEDIANTE USUCAPIÃO E AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE DECORRENTE DA ARREMATAÇÃO O MESMO IMÓVEL EM LEILÃO EXTRAJUDICIAL. CONEXÃO. PREJUDICIALIDADE. SUSPENSÃO. PRECEDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO EM CASO ANÁLOGO (AGRG NO CC 112.956/MS, MIN. NANCY ANDRIGHI, DJE DE 02/05/2012). CONFLITO CONHECIDO PARA, MANTENDO A COMPETÊNCIA DOS JUÍZOS SUSCITADOS PARA O PROCESSAMENTO E JULGAMENTO DAS RESPECTIVAS DEMANDAS, DETERMINAR A SUSPENSÃO DA AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE EM TRÂMITE NO JUÍZO DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL DE TRISTEZA - PORTO ALEGRE - RS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (STJ, AgRg no CC 129502, Segunda Seção, Rel. Min. Paulo de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP NACIONAL - CONEXÃO EVIDENTE ENTRE AS AÇÕES CONTIDAS NOS DIVERSOS PROCESSOS - COMPETÊNCIA DO FORO DO LOCAL EM QUE SITUADA A SEDE DA ENTIDADE RESPONSÁVEL PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA ANTE A PREVALÊNCIA, DE ORDEM PÚBLICA DEVIDO AO CARÁTER NACIONAL, DO FORO DO DOMICÍLIO DO RÉU - PREVENÇÃO DA VARA EM QUE AJUIZADO O PRIMEIRO PROCESSO - EFEITOS DA CITAÇÃO QUE RETROAGEM À DATA DA DISTRIBUIÇÃO DO PROCESSO - COMPETÊNCIA DE JUIZADO ESPECIAL DO TORCEDOR AFASTADA - CONFLITO DE COMPETÊNCIA ACOLHIDO, PARA DECLARAR A COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA 2A VARA CÍVEL DO RIO DE JANEIRO – RJ” (STJ, Segunda Seção, Rel. Min. Sidnei Beneti, DJe 01.07.2014) (grifei). “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA ESTADUAL E FEDERAL. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO ART. 115 DO CPC. AÇÃO RESCISÓRIA NA QUAL SE PLEITEIA O RECONHECIMENTO DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE DO IMÓVEL MEDIANTE USUCAPIÃO E AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE DECORRENTE DA ARREMATAÇÃO O MESMO IMÓVEL EM LEILÃO EXTRAJUDICIAL. CONEXÃO. PREJUDICIALIDADE. SUSPENSÃO. PRECEDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO EM CASO ANÁLOGO (AGRG NO CC 112.956/MS, MIN. NANCY ANDRIGHI, DJE DE 02/05/2012). CONFLITO CONHECIDO PARA, MANTENDO A COMPETÊNCIA DOS JUÍZOS SUSCITADOS PARA O PROCESSAMENTO E JULGAMENTO DAS RESPECTIVAS DEMANDAS, DETERMINAR A SUSPENSÃO DA AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE EM TRÂMITE NO JUÍZO DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL DE TRISTEZA - PORTO ALEGRE - RS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (STJ, AgRg no CC 129502, Segunda Seção, Rel. Min. Paulo de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Tarso Sansverino, DJe 21.11.2013) (grifei). “CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO DE COBRANÇA E AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. CONEXÃO. IDENTIDADE DE OBJETO. 1. A teor do art. 103 do CPC, "reputam-se conexas duas ou mais ações, quando Ihes for comum o objeto ou a causa de pedir". 2. Havendo identidade no objeto mediato - no caso, o mesmo contrato de mútuo -, prudente a reunião das ações, a fim de que sejam decididas simultaneamente, evitando decisões contraditórias. 3. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo suscitante” (CC 110996, Segunda Seção, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, DJe 29.03.2011) (grifei). 13. Ora, no caso em apreço, não há dúvidas de que as demandas em curso na Justiça estadual e na Justiça do Trabalho guardam conexão apta a ensejar risco – já concretizado, em certa medida3 – de prolação de decisões contraditórias. Desse modo, atentando-se para a finalidade do próprio instituto processual do conflito de competência, deve-se admitir seu emprego na hipótese, como via de tutela da segurança jurídica. 14. Com base nessas considerações, reputo, conforme adiantado, cabíveis e procedentes os embargos de declaração, passando, então, a 3 Como visto, STJ e TST proferiram julgados diametralmente opostos ao analisarem qual Justiça seria competente para analisar a questão da complementação de aposentadoria dos ex-empregados da CESP, com base na Lei nº 4.819/1958. Apenas como reforço, acentuo que, em primeiro grau, a ACP que tramita na Justiça estadual foi julgada improcedente e a reclamação trabalhista, procedente. Embora essas decisões conflitantes não tenham chegado a conviver por muito tempo, evidenciam a insegurança jurídica existente no caso. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Tarso Sansverino, DJe 21.11.2013) (grifei). “CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO DE COBRANÇA E AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. CONEXÃO. IDENTIDADE DE OBJETO. 1. A teor do art. 103 do CPC, "reputam-se conexas duas ou mais ações, quando Ihes for comum o objeto ou a causa de pedir". 2. Havendo identidade no objeto mediato - no caso, o mesmo contrato de mútuo -, prudente a reunião das ações, a fim de que sejam decididas simultaneamente, evitando decisões contraditórias. 3. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo suscitante” (CC 110996, Segunda Seção, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, DJe 29.03.2011) (grifei). 13. Ora, no caso em apreço, não há dúvidas de que as demandas em curso na Justiça estadual e na Justiça do Trabalho guardam conexão apta a ensejar risco – já concretizado, em certa medida3 – de prolação de decisões contraditórias. Desse modo, atentando-se para a finalidade do próprio instituto processual do conflito de competência, deve-se admitir seu emprego na hipótese, como via de tutela da segurança jurídica. 14. Com base nessas considerações, reputo, conforme adiantado, cabíveis e procedentes os embargos de declaração, passando, então, a 3 Como visto, STJ e TST proferiram julgados diametralmente opostos ao analisarem qual Justiça seria competente para analisar a questão da complementação de aposentadoria dos ex-empregados da CESP, com base na Lei nº 4.819/1958. Apenas como reforço, acentuo que, em primeiro grau, a ACP que tramita na Justiça estadual foi julgada improcedente e a reclamação trabalhista, procedente. Embora essas decisões conflitantes não tenham chegado a conviver por muito tempo, evidenciam a insegurança jurídica existente no caso. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP examinar, a partir dos elementos sobre os quais entendi ter havido omissão, o próprio conflito de competência em apreço. 15. Como exposto, tramitam, atualmente, duas ações com o mesmo objeto e, basicamente, as mesmas partes, sendo que uma delas (ACP) tem origem na Justiça comum estadual e a outra (reclamação), na Justiça do Trabalho. O STJ reconheceu a competência da Justiça comum para apreciar a ACP, e o TST a competência da Justiça do Trabalho para prosseguir com a reclamação em curso. O conflito positivo de competência instaurado se resolve pela análise de qual seja a Justiça competente para apreciar a matéria de fundo comum às demandas, qual seja complementação de aposentadoria por plano de previdência privada. 16. O Plenário do Tribunal examinou a questão recentemente, em julgamento de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Na ocasião, firmou-se a tese de que compete à Justiça estadual decidir ações contra entidade de previdência privada com o fito de obter complementação de aposentadoria, ressalvando-se, apenas, a competência da Justiça do Trabalho para prosseguir no julgamento de casos já sentenciados até 20.02.2013: “EMENTA Recurso extraordinário – Direito Previdenciário e Processual Civil – Repercussão geral reconhecida – Competência para o processamento de ação ajuizada contra entidade de previdência privada e com o fito de obter complementação de aposentadoria – Afirmação da autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho – Litígio de natureza eminentemente constitucional, cuja solução deve buscar trazer maior efetividade e racionalidade ao sistema – Recurso provido para afirmar a competência da Justiça comum para o processamento da demanda - Modulação dos efeitos do julgamento, para manter, na Justiça Federal do Trabalho, até final execução, todos os processos dessa espécie em que já tenha sido proferida sentença de mérito, até o dia da conclusão do julgamento do recurso 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP examinar, a partir dos elementos sobre os quais entendi ter havido omissão, o próprio conflito de competência em apreço. 15. Como exposto, tramitam, atualmente, duas ações com o mesmo objeto e, basicamente, as mesmas partes, sendo que uma delas (ACP) tem origem na Justiça comum estadual e a outra (reclamação), na Justiça do Trabalho. O STJ reconheceu a competência da Justiça comum para apreciar a ACP, e o TST a competência da Justiça do Trabalho para prosseguir com a reclamação em curso. O conflito positivo de competência instaurado se resolve pela análise de qual seja a Justiça competente para apreciar a matéria de fundo comum às demandas, qual seja complementação de aposentadoria por plano de previdência privada. 16. O Plenário do Tribunal examinou a questão recentemente, em julgamento de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Na ocasião, firmou-se a tese de que compete à Justiça estadual decidir ações contra entidade de previdência privada com o fito de obter complementação de aposentadoria, ressalvando-se, apenas, a competência da Justiça do Trabalho para prosseguir no julgamento de casos já sentenciados até 20.02.2013: “EMENTA Recurso extraordinário – Direito Previdenciário e Processual Civil – Repercussão geral reconhecida – Competência para o processamento de ação ajuizada contra entidade de previdência privada e com o fito de obter complementação de aposentadoria – Afirmação da autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho – Litígio de natureza eminentemente constitucional, cuja solução deve buscar trazer maior efetividade e racionalidade ao sistema – Recurso provido para afirmar a competência da Justiça comum para o processamento da demanda - Modulação dos efeitos do julgamento, para manter, na Justiça Federal do Trabalho, até final execução, todos os processos dessa espécie em que já tenha sido proferida sentença de mérito, até o dia da conclusão do julgamento do recurso 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP (20/2/13). 1. A competência para o processamento de ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar é da Justiça comum, dada a autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho. Inteligência do art. 202, § 2º, da Constituição Federal a excepcionar, na análise desse tipo de matéria, a norma do art. 114, inciso IX, da Magna Carta. 2. Quando, como ocorre no presente caso, o intérprete está diante de controvérsia em que há fundamentos constitucionais para se adotar mais de uma solução possível, deve ele optar por aquela que efetivamente trará maior efetividade e racionalidade ao sistema. 3. Recurso extraordinário de que se conhece e ao qual se dá provimento para firmar a competência da Justiça comum para o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência buscando-se o complemento de aposentadoria. 4. Modulação dos efeitos da decisão para reconhecer a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até a data da conclusão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do julgamento do presente recurso (20/2/2013). 5. Reconhecimento, ainda, da inexistência de repercussão geral quanto ao alcance da prescrição de ação tendente a questionar as parcelas referentes à aludida complementação, bem como quanto à extensão de vantagem a aposentados que tenham obtido a complementação de aposentadoria por entidade de previdência privada sem que tenha havido o respectivo custeio” (RE 586453, Plenário, Rel. Min. Ellen Gracie, Rel. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, DJe 06.06.2013) (grifei). 17. Note-se que a exceção feita às ações sentenciadas na Justiça do Trabalho até 20.02.2013 se amparou, mais uma vez, na segurança jurídica: os litígios já resolvidos, ainda que em primeiro grau, não deveriam ser reinaugurados. Dessa forma, não foi afirmada a competência da Justiça do Trabalho até 20.02.2013 e, a partir de então, da Justiça estadual. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP (20/2/13). 1. A competência para o processamento de ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar é da Justiça comum, dada a autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho. Inteligência do art. 202, § 2º, da Constituição Federal a excepcionar, na análise desse tipo de matéria, a norma do art. 114, inciso IX, da Magna Carta. 2. Quando, como ocorre no presente caso, o intérprete está diante de controvérsia em que há fundamentos constitucionais para se adotar mais de uma solução possível, deve ele optar por aquela que efetivamente trará maior efetividade e racionalidade ao sistema. 3. Recurso extraordinário de que se conhece e ao qual se dá provimento para firmar a competência da Justiça comum para o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência buscando-se o complemento de aposentadoria. 4. Modulação dos efeitos da decisão para reconhecer a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até a data da conclusão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do julgamento do presente recurso (20/2/2013). 5. Reconhecimento, ainda, da inexistência de repercussão geral quanto ao alcance da prescrição de ação tendente a questionar as parcelas referentes à aludida complementação, bem como quanto à extensão de vantagem a aposentados que tenham obtido a complementação de aposentadoria por entidade de previdência privada sem que tenha havido o respectivo custeio” (RE 586453, Plenário, Rel. Min. Ellen Gracie, Rel. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, DJe 06.06.2013) (grifei). 17. Note-se que a exceção feita às ações sentenciadas na Justiça do Trabalho até 20.02.2013 se amparou, mais uma vez, na segurança jurídica: os litígios já resolvidos, ainda que em primeiro grau, não deveriam ser reinaugurados. Dessa forma, não foi afirmada a competência da Justiça do Trabalho até 20.02.2013 e, a partir de então, da Justiça estadual. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Somente se validaram as ações em curso na Justiça do trabalho que já tivessem sido objeto de sentença até a referida data. 18. Na hipótese em exame, há sentença trabalhista proferida antes de 20.02.2013. No entanto, há, também, sentença prolatada na Justiça estadual com antecedência ainda maior, de modo que não pode se considerar que a posterior sentença trabalhista tenha trazido segurança jurídica às partes, a ser preservada com base na regra excepcional de modulação temporal assentada no RE 586453. Vale salientar que, quando proferida a sentença na reclamação trabalhista, a ACP já havido sido julgada improcedente pelo juízo estadual de primeiro grau. Logo, a sentença trabalhista, no caso, ao invés de representar segurança jurídica, se caracteriza como elemento concretizador da insegurança gerada pela manutenção, em paralelo, de duas demandas versando sobre a mesma causa, em juízos distintos. 19. Endossando a orientação pela competência da Justiça comum estadual, acentuo que a Primeira Turma desta Corte, apreciando recurso extraordinário interposto pela AACESP no bojo da ACP em tela, proferiu o seguinte julgamento: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Competência. Justiça comum. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 586.453/SE, do qual fui relator para o acórdão, concluiu que compete à Justiça comum o processamento e o julgamento dos feitos nos quais se discute complementação de aposentadoria em face de entidades de previdência privada. 2. Agravo regimental não provido” (AgRg no AI 834551, Rel. Min. Dias Toffoli, em 05.11.2013) (grifei). 20. Por fim, como argumento adicional em prol da fixação da competência da Justiça estadual inobstante ter havido sentença proferida 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Somente se validaram as ações em curso na Justiça do trabalho que já tivessem sido objeto de sentença até a referida data. 18. Na hipótese em exame, há sentença trabalhista proferida antes de 20.02.2013. No entanto, há, também, sentença prolatada na Justiça estadual com antecedência ainda maior, de modo que não pode se considerar que a posterior sentença trabalhista tenha trazido segurança jurídica às partes, a ser preservada com base na regra excepcional de modulação temporal assentada no RE 586453. Vale salientar que, quando proferida a sentença na reclamação trabalhista, a ACP já havido sido julgada improcedente pelo juízo estadual de primeiro grau. Logo, a sentença trabalhista, no caso, ao invés de representar segurança jurídica, se caracteriza como elemento concretizador da insegurança gerada pela manutenção, em paralelo, de duas demandas versando sobre a mesma causa, em juízos distintos. 19. Endossando a orientação pela competência da Justiça comum estadual, acentuo que a Primeira Turma desta Corte, apreciando recurso extraordinário interposto pela AACESP no bojo da ACP em tela, proferiu o seguinte julgamento: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Competência. Justiça comum. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 586.453/SE, do qual fui relator para o acórdão, concluiu que compete à Justiça comum o processamento e o julgamento dos feitos nos quais se discute complementação de aposentadoria em face de entidades de previdência privada. 2. Agravo regimental não provido” (AgRg no AI 834551, Rel. Min. Dias Toffoli, em 05.11.2013) (grifei). 20. Por fim, como argumento adicional em prol da fixação da competência da Justiça estadual inobstante ter havido sentença proferida 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP pela Justiça do Trabalho antes de 20.02.2013, saliento que a AACESP ingressou com a ACP na Justiça estadual em 2003 e somente em 2005, após a prolação de sentença em seu desfavor nesse juízo, foi à Justiça do Trabalho formular, basicamente, a mesma pretensão. Assim, ainda que não se extraísse da teleologia da modulação temporal afirmada no RE 586453, a determinação, no caso, da competência da Justiça estadual, imaginando-se haver, no período, competência realmente comum entre os juízos, haveria de se chegar a idêntica conclusão. Isso porque a conexão entre juízos com competência comum se resolve em favor daquele que primeiramente recebeu a causa e, na hipótese, não há dúvidas de que o juízo estadual o fez, com quase dois anos de antecedência, inclusive. 21. Ante o exposto, voto pelo conhecimento e provimento dos embargos de declaração, para, em seguida, prover os agravos regimentais do Estado de São Paulo e da Fundação CESP, reconhecendo a competência da Justiça comum estadual para apreciar a causa, mediante julgamento da ACP nº 00332513-57.2003.8.26.0053, ficando extinta a reclamação trabalhista nº 0114500-77.2005.5.02.0049. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP pela Justiça do Trabalho antes de 20.02.2013, saliento que a AACESP ingressou com a ACP na Justiça estadual em 2003 e somente em 2005, após a prolação de sentença em seu desfavor nesse juízo, foi à Justiça do Trabalho formular, basicamente, a mesma pretensão. Assim, ainda que não se extraísse da teleologia da modulação temporal afirmada no RE 586453, a determinação, no caso, da competência da Justiça estadual, imaginando-se haver, no período, competência realmente comum entre os juízos, haveria de se chegar a idêntica conclusão. Isso porque a conexão entre juízos com competência comum se resolve em favor daquele que primeiramente recebeu a causa e, na hipótese, não há dúvidas de que o juízo estadual o fez, com quase dois anos de antecedência, inclusive. 21. Ante o exposto, voto pelo conhecimento e provimento dos embargos de declaração, para, em seguida, prover os agravos regimentais do Estado de São Paulo e da Fundação CESP, reconhecendo a competência da Justiça comum estadual para apreciar a causa, mediante julgamento da ACP nº 00332513-57.2003.8.26.0053, ficando extinta a reclamação trabalhista nº 0114500-77.2005.5.02.0049. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 56 Debate 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO DEBATE O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Aliás, Ministro Barroso, só um aparte mais atual, o novo Código, além de considerar também conexas as ações que têm o mesmo pedido ou a mesma causa petendi, ele cria essa nova modalidade dizendo que há conexão toda vez que duas causas em sendo julgadas separadamente podem gerar o risco de decisões contraditórias. Aí, manda reunir. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Por isso que eu coloquei a interpretação extensiva no meu voto, porque há vazio na atual legislação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me permite um aparte, ministro Luís Roberto Barroso? A Primeira Turma, em que pese ter apreciado a matéria com roupagem de agravo regimental, assentou a competência da Justiça comum na ação civil pública. Vamos admitir outra ação, trabalhista, no Tribunal Superior do Trabalho? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Exatamente, eu até ia chegar lá. A decisão do Superior Tribunal de Justiça que reconheceu a competência da Justiça Estadual foi ratificada por decisão do Supremo Tribunal Federal. Eu me preocupei um pouco em esclarecer isso, porque é uma questão inusitada, porém, eu estou acompanhando o Relator também, e esse é o dispositivo do meu voto: ...voto pelo conhecimento e provimento dos embargos de declaração para, em seguida, prover os agravos regimentais do Estado de São Paulo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO DEBATE O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Aliás, Ministro Barroso, só um aparte mais atual, o novo Código, além de considerar também conexas as ações que têm o mesmo pedido ou a mesma causa petendi, ele cria essa nova modalidade dizendo que há conexão toda vez que duas causas em sendo julgadas separadamente podem gerar o risco de decisões contraditórias. Aí, manda reunir. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Por isso que eu coloquei a interpretação extensiva no meu voto, porque há vazio na atual legislação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me permite um aparte, ministro Luís Roberto Barroso? A Primeira Turma, em que pese ter apreciado a matéria com roupagem de agravo regimental, assentou a competência da Justiça comum na ação civil pública. Vamos admitir outra ação, trabalhista, no Tribunal Superior do Trabalho? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Exatamente, eu até ia chegar lá. A decisão do Superior Tribunal de Justiça que reconheceu a competência da Justiça Estadual foi ratificada por decisão do Supremo Tribunal Federal. Eu me preocupei um pouco em esclarecer isso, porque é uma questão inusitada, porém, eu estou acompanhando o Relator também, e esse é o dispositivo do meu voto: ...voto pelo conhecimento e provimento dos embargos de declaração para, em seguida, prover os agravos regimentais do Estado de São Paulo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 56 Debate CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP e da Fundação CESP, reconhecendo a competência da Justiça Comum Estadual para apreciar a causa, mediante julgamento da Ação Civil Pública nº tal, ficando extinta a reclamação trabalhista. E antes de concluir, aqui uma observação, Ministro Fux: se o critério fosse o de prevenção, também deveria prevalecer a decisão do Superior Tribunal de Justiça, porque a decisão da Justiça Estadual antecedeu à decisão da Justiça do Trabalho, portanto, por qualquer critério... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, faria uma ponderação no sentido de pararmos no limite do voto do relator, apenas dirimindo o conflito e deixando que, com o deslocamento do processo, que hoje está no Tribunal Superior do Trabalho – se não me falha a memória –, para a Justiça comum, decida ela a respeito, ou seja, se há coisa julgada, ou não; se há litispendência, considerada a ação civil pública. Cada dificuldade em seu dia. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu só resolvo o conflito no sentido de que a competência é da Justiça comum; não abro esse embrulho. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Por hora, não é? Pois não. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Resolve o conflito. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Dá provimento aos embargos de declaração para? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E pronto. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP e da Fundação CESP, reconhecendo a competência da Justiça Comum Estadual para apreciar a causa, mediante julgamento da Ação Civil Pública nº tal, ficando extinta a reclamação trabalhista. E antes de concluir, aqui uma observação, Ministro Fux: se o critério fosse o de prevenção, também deveria prevalecer a decisão do Superior Tribunal de Justiça, porque a decisão da Justiça Estadual antecedeu à decisão da Justiça do Trabalho, portanto, por qualquer critério... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, faria uma ponderação no sentido de pararmos no limite do voto do relator, apenas dirimindo o conflito e deixando que, com o deslocamento do processo, que hoje está no Tribunal Superior do Trabalho – se não me falha a memória –, para a Justiça comum, decida ela a respeito, ou seja, se há coisa julgada, ou não; se há litispendência, considerada a ação civil pública. Cada dificuldade em seu dia. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu só resolvo o conflito no sentido de que a competência é da Justiça comum; não abro esse embrulho. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Por hora, não é? Pois não. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Resolve o conflito. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Dá provimento aos embargos de declaração para? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E pronto. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 56 Debate CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Eu vou ler o dispositivo do meu voto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, leia o seu dispositivo então, por favor. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Por todo o exposto, voto, excepcionalmente, pelo acolhimento dos embargos de declaração com efeitos modificativos e pela reforma da decisão proferida, de modo que, se conhecendo do conflito, se assente a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos, nos termos deste voto. Voto, ademais, pela rejeição da petição nº 85.242/11.” O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Claro, e ela verá se, no caso, ocorre o pressuposto negativo de desenvolvimento válido do processo, que hoje é trabalhista. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Bom, eu até acho que a consequência natural é... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Como eles estão reunidos, vão ser julgados simultaneamente, não é? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Lá eles vão decidir. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - As ações conexas vão ser reunidas e julgadas simultaneamente. Vossa Excelência já está julgando o mérito. O Pleno já decidiu que a competência é da Justiça comum mesmo, não é? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Isso. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Eu vou ler o dispositivo do meu voto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, leia o seu dispositivo então, por favor. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Por todo o exposto, voto, excepcionalmente, pelo acolhimento dos embargos de declaração com efeitos modificativos e pela reforma da decisão proferida, de modo que, se conhecendo do conflito, se assente a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos, nos termos deste voto. Voto, ademais, pela rejeição da petição nº 85.242/11.” O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Claro, e ela verá se, no caso, ocorre o pressuposto negativo de desenvolvimento válido do processo, que hoje é trabalhista. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Bom, eu até acho que a consequência natural é... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Como eles estão reunidos, vão ser julgados simultaneamente, não é? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Lá eles vão decidir. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - As ações conexas vão ser reunidas e julgadas simultaneamente. Vossa Excelência já está julgando o mérito. O Pleno já decidiu que a competência é da Justiça comum mesmo, não é? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Isso. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 56 Debate CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Portanto, eu estou validando a decisão já proferida e extinguindo a que é inválida. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Só o conflito, e não o processo trabalhista. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É que o processo, hoje, trabalhista, ainda está em aberto. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ainda está em aberto, e ele não está aqui. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E apenas estamos dirimindo o conflito, para que esse processo seja deslocado para a Justiça comum. Ela dirá o que entender de direito. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Se fosse litispendência, uma morre, porque é litispendência, uma vai ter que morrer; se é conexão, acho que tem que ser julgadas simultaneamente com decisões uniformes. Basicamente é isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Deixemos que o diga a Justiça comum. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - E aí é deixar essa solução para a Justiça comum. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – E o juízo competente é que vai dizer qual é o que “morre”, qual será extinto. Nós estamos dizendo, aqui, apenas que a competente é a Justiça comum. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Bom, embora ache que esta consequência que eu pronunciava seja a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Portanto, eu estou validando a decisão já proferida e extinguindo a que é inválida. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Só o conflito, e não o processo trabalhista. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É que o processo, hoje, trabalhista, ainda está em aberto. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ainda está em aberto, e ele não está aqui. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E apenas estamos dirimindo o conflito, para que esse processo seja deslocado para a Justiça comum. Ela dirá o que entender de direito. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Se fosse litispendência, uma morre, porque é litispendência, uma vai ter que morrer; se é conexão, acho que tem que ser julgadas simultaneamente com decisões uniformes. Basicamente é isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Deixemos que o diga a Justiça comum. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - E aí é deixar essa solução para a Justiça comum. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – E o juízo competente é que vai dizer qual é o que “morre”, qual será extinto. Nós estamos dizendo, aqui, apenas que a competente é a Justiça comum. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Bom, embora ache que esta consequência que eu pronunciava seja a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 56 Debate CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP consequência natural e inevitável, se a maior parte do Tribunal... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É o que vai acontecer. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É uma boa sinalização à Justiça comum. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Se a maior parte do Pleno entende apenas de dar provimento... Então Vossa Excelência está dando provimento aos embargos declaratórios? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Para conhecer do conflito. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Para conhecer do conflito. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Porque eu não tinha conhecido do conflito. Foi essa a proposta que eu havia trazido e o Plenário havia me acompanhado. Então, agora, eu modifico a decisão para conhecer do conflito e, ao dele conhecer, disponho que cabe à Justiça comum julgar os feitos. Então, para lá eles vão. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Ela, a Justiça comum, é que vai extinguir. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Está bom. Presidente, reiterando que eu penso que o que eu pronunciava no meu voto era a consequência natural e inexorável, no entanto, paro numa frase antes e acompanho o Relator. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP consequência natural e inevitável, se a maior parte do Tribunal... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É o que vai acontecer. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É uma boa sinalização à Justiça comum. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Se a maior parte do Pleno entende apenas de dar provimento... Então Vossa Excelência está dando provimento aos embargos declaratórios? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Para conhecer do conflito. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Para conhecer do conflito. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Porque eu não tinha conhecido do conflito. Foi essa a proposta que eu havia trazido e o Plenário havia me acompanhado. Então, agora, eu modifico a decisão para conhecer do conflito e, ao dele conhecer, disponho que cabe à Justiça comum julgar os feitos. Então, para lá eles vão. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Ela, a Justiça comum, é que vai extinguir. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Está bom. Presidente, reiterando que eu penso que o que eu pronunciava no meu voto era a consequência natural e inexorável, no entanto, paro numa frase antes e acompanho o Relator. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 46 de 56 Debate CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP É que esse feito não está pautado para ser julgado, só o conflito. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP É que esse feito não está pautado para ser julgado, só o conflito. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 47 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A controvérsia ora posta surgiu com o ajuizamento, perante dois juízos distintos, de demandas coletivas nas quais aposentados da Fundação CESP buscam a satisfação de direitos individuais homogêneos, a saber, a complementação de suas aposentadorias. Segundo afirmado pelo Relator, uma dessas demandas, uma ação civil pública, foi proposta na Justiça Estadual de São Paulo pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP (AAFC) em face, conjuntamente, da CESP, da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista – CTEPP – e da Fazenda Paulista, com pedido para que continuasse a cargo da Fundação CESP o pagamento de benefícios de complementação de aposentadoria e pensão. Porém, a associação dos funcionários da CESP aderiu posteriormente a uma reclamação que havia sido individualmente proposta por um aposentado junto à Justiça Trabalhista, contra os mesmos réus, com mesma causa de pedir e pedidos. A ação civil pública foi julgada improcedente pelo juízo singular e assim chegou até o TJSP. Enquanto a demanda trabalhista ainda tramitava em primeira instância, suscitou-se conflito de competência junto ao STJ, que afirmou a competência da Justiça Comum. Essa decisão do STJ veio a ser desafiada por Recurso Extraordinário, que, todavia, não foi admitido em juízo de admissibilidade inicial. Por outro lado, a Justiça Trabalhista, que continuou processando a demanda, julgou procedente a reclamação, que foi confirmada pelo TRT da 2ª Região, em decisão mantida também pelo TST, que não admitiu recurso de revista. De modo que, pelo que foi relatado, atualmente tramitam duas ações sobre o mesmo tema, com a mesma causa de pedir e pedido, uma junto ao STJ e outra junto ao TST. Presente esse quadro, o Min. Dias Toffoli negou seguimento ao conflito, por entender não configurada situação positiva de disputa entre Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A controvérsia ora posta surgiu com o ajuizamento, perante dois juízos distintos, de demandas coletivas nas quais aposentados da Fundação CESP buscam a satisfação de direitos individuais homogêneos, a saber, a complementação de suas aposentadorias. Segundo afirmado pelo Relator, uma dessas demandas, uma ação civil pública, foi proposta na Justiça Estadual de São Paulo pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP (AAFC) em face, conjuntamente, da CESP, da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista – CTEPP – e da Fazenda Paulista, com pedido para que continuasse a cargo da Fundação CESP o pagamento de benefícios de complementação de aposentadoria e pensão. Porém, a associação dos funcionários da CESP aderiu posteriormente a uma reclamação que havia sido individualmente proposta por um aposentado junto à Justiça Trabalhista, contra os mesmos réus, com mesma causa de pedir e pedidos. A ação civil pública foi julgada improcedente pelo juízo singular e assim chegou até o TJSP. Enquanto a demanda trabalhista ainda tramitava em primeira instância, suscitou-se conflito de competência junto ao STJ, que afirmou a competência da Justiça Comum. Essa decisão do STJ veio a ser desafiada por Recurso Extraordinário, que, todavia, não foi admitido em juízo de admissibilidade inicial. Por outro lado, a Justiça Trabalhista, que continuou processando a demanda, julgou procedente a reclamação, que foi confirmada pelo TRT da 2ª Região, em decisão mantida também pelo TST, que não admitiu recurso de revista. De modo que, pelo que foi relatado, atualmente tramitam duas ações sobre o mesmo tema, com a mesma causa de pedir e pedido, uma junto ao STJ e outra junto ao TST. Presente esse quadro, o Min. Dias Toffoli negou seguimento ao conflito, por entender não configurada situação positiva de disputa entre Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 48 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP dois juízos, já que não houve declarações nesse sentido. A decisão foi agravada e mantida. No acórdão do Plenário, destacou-se que caberia às partes, em cada processo, tomar as medidas cabíveis para dirimir a duplicidade de causas, que, quando muito, poderia caracterizar o fenômeno da litispendência. Não, porém, conflito de competência. Contra essa decisão do Pleno foram opostos terceiros embargos de declaração, por todos os réus da ação civil pública. É o que cabe examinar. 2. Ainda quando integrante do Superior Tribunal de Justiça, tive oportunidade de examinar controvérsia semelhante, em situação que conjugava múltiplas ações coletivas, propostas tanto na Justiça Estadual da Bahia quanto na Justiça Federal, tendo por objeto o questionamento da legitimidade da cobrança da tarifa mensal de assinatura de telefonia. Ponderei, então, que, mesmo fora do quadro de hipóteses de cabimento estritamente previstas no art. 115 do CPC, não se poderia descartar a possibilidade de outras espécies de conflitos de competência, como, v.g., no caso examinado, em que configurada situação de (a) efetivo risco de decisões judiciais conflitantes e inexequíveis, em se tratando de direitos individuais homogêneos, na medida em que haja superposição de ações com os mesmos substituídos; verificada quando (b) a tramitação dessas demandas se fizesse perante juízes submetidos a Tribunais diversos (art. 105, I, ‘d’, da CF). Reproduzo, no essencial, o voto então proferido, quanto ao ponto: “3. A simples possibilidade de sentenças divergentes sobre a mesma questão jurídica não configura, por si só, conflito de competência. Não existe, em nosso sistema, um instrumento de controle, com eficácia erga omnes, da legitimidade (ou da interpretação), em face da lei, de atos normativos secundários (v.g., resoluções) ou de cláusulas padronizadas de contratos de adesão. Também não existe, nem mesmo em matéria constitucional, o instrumento da avocação, que permita concentrar o julgamento de múltiplos processos a respeito da mesma questão jurídica perante um mesmo tribunal e, muito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP dois juízos, já que não houve declarações nesse sentido. A decisão foi agravada e mantida. No acórdão do Plenário, destacou-se que caberia às partes, em cada processo, tomar as medidas cabíveis para dirimir a duplicidade de causas, que, quando muito, poderia caracterizar o fenômeno da litispendência. Não, porém, conflito de competência. Contra essa decisão do Pleno foram opostos terceiros embargos de declaração, por todos os réus da ação civil pública. É o que cabe examinar. 2. Ainda quando integrante do Superior Tribunal de Justiça, tive oportunidade de examinar controvérsia semelhante, em situação que conjugava múltiplas ações coletivas, propostas tanto na Justiça Estadual da Bahia quanto na Justiça Federal, tendo por objeto o questionamento da legitimidade da cobrança da tarifa mensal de assinatura de telefonia. Ponderei, então, que, mesmo fora do quadro de hipóteses de cabimento estritamente previstas no art. 115 do CPC, não se poderia descartar a possibilidade de outras espécies de conflitos de competência, como, v.g., no caso examinado, em que configurada situação de (a) efetivo risco de decisões judiciais conflitantes e inexequíveis, em se tratando de direitos individuais homogêneos, na medida em que haja superposição de ações com os mesmos substituídos; verificada quando (b) a tramitação dessas demandas se fizesse perante juízes submetidos a Tribunais diversos (art. 105, I, ‘d’, da CF). Reproduzo, no essencial, o voto então proferido, quanto ao ponto: “3. A simples possibilidade de sentenças divergentes sobre a mesma questão jurídica não configura, por si só, conflito de competência. Não existe, em nosso sistema, um instrumento de controle, com eficácia erga omnes, da legitimidade (ou da interpretação), em face da lei, de atos normativos secundários (v.g., resoluções) ou de cláusulas padronizadas de contratos de adesão. Também não existe, nem mesmo em matéria constitucional, o instrumento da avocação, que permita concentrar o julgamento de múltiplos processos a respeito da mesma questão jurídica perante um mesmo tribunal e, muito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 49 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP menos, perante juiz de primeiro grau. Assim, a possibilidade de decisões divergentes a respeito da interpretação de atos normativos, primários ou secundários, ou a respeito de cláusulas de contrato de adesão, embora indesejável, é evento previsível, cujos efeitos o sistema busca minimizar com os instrumentos da uniformização de jurisprudência (CPC, art. 476), dos embargos de divergência (CPC, art. 546) e da afetação do julgamento a órgão colegiado uniformizador (CPC, art. 555, § 1º), dando ensejo, inclusive, à edição de súmulas (CPC, art. 479) e à fixação de precedente destinado a dar tratamento jurídico uniforme aos casos semelhantes. Mas a possibilidade de sentenças com diferente compreensão sobre a mesma tese jurídica não configura, por si só, um conflito de competência.. Considera-se existente, porém, conflito positivo de competência ante a possibilidade de decisões antagônicas nos casos em que há processos correndo em separado, envolvendo as mesmas partes e tratando da mesma causa. É o que ocorre, freqüentemente, com a propositura de ações populares e ações civis públicas relacionadas a idênticos direitos transindividuais (= indivisíveis e sem titular determinado), fenômeno que é resolvido pela aplicação do art. 5º, § 3º, da Lei da Ação Popular (Lei 4.717/65) e do art. 2º, parágrafo único, da Lei da Ação Civil Pública (Lei 7.347/85), na redação dada pela Medida Provisória 2.180-35/2001. No caso dos autos, porém, nem essa espécie de conflito positivo existe. O objeto das demandas aqui examinadas não são direitos transindividuais (difusos ou coletivos), e sim direitos individuais homogêneos (= direitos divisíveis, individualizáveis, pertencentes a diferentes titulares). Nessas circunstâncias, a multiplicidade de ações a respeito pode certamente acarretar o risco de sentenças divergentes sobre a tese jurídica debatida, mas não, necessariamente, em causas envolvendo os mesmos sujeitos. Com efeito, veja-se. 4. Ao contrário do que ocorre com os direitos transindividuais — que, por não terem titular determinado, são, necessariamente, tutelados em regime de substituição 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP menos, perante juiz de primeiro grau. Assim, a possibilidade de decisões divergentes a respeito da interpretação de atos normativos, primários ou secundários, ou a respeito de cláusulas de contrato de adesão, embora indesejável, é evento previsível, cujos efeitos o sistema busca minimizar com os instrumentos da uniformização de jurisprudência (CPC, art. 476), dos embargos de divergência (CPC, art. 546) e da afetação do julgamento a órgão colegiado uniformizador (CPC, art. 555, § 1º), dando ensejo, inclusive, à edição de súmulas (CPC, art. 479) e à fixação de precedente destinado a dar tratamento jurídico uniforme aos casos semelhantes. Mas a possibilidade de sentenças com diferente compreensão sobre a mesma tese jurídica não configura, por si só, um conflito de competência.. Considera-se existente, porém, conflito positivo de competência ante a possibilidade de decisões antagônicas nos casos em que há processos correndo em separado, envolvendo as mesmas partes e tratando da mesma causa. É o que ocorre, freqüentemente, com a propositura de ações populares e ações civis públicas relacionadas a idênticos direitos transindividuais (= indivisíveis e sem titular determinado), fenômeno que é resolvido pela aplicação do art. 5º, § 3º, da Lei da Ação Popular (Lei 4.717/65) e do art. 2º, parágrafo único, da Lei da Ação Civil Pública (Lei 7.347/85), na redação dada pela Medida Provisória 2.180-35/2001. No caso dos autos, porém, nem essa espécie de conflito positivo existe. O objeto das demandas aqui examinadas não são direitos transindividuais (difusos ou coletivos), e sim direitos individuais homogêneos (= direitos divisíveis, individualizáveis, pertencentes a diferentes titulares). Nessas circunstâncias, a multiplicidade de ações a respeito pode certamente acarretar o risco de sentenças divergentes sobre a tese jurídica debatida, mas não, necessariamente, em causas envolvendo os mesmos sujeitos. Com efeito, veja-se. 4. Ao contrário do que ocorre com os direitos transindividuais — que, por não terem titular determinado, são, necessariamente, tutelados em regime de substituição 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 50 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP processual (em ação civil pública ou ação popular) —, os direitos individuais homogêneos podem ser tutelados tanto por ação coletiva (proposta por substituto processual), quanto por ação individual (proposta pelo próprio titular do direito). O sistema da tutela coletiva, disciplinado na Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor - CDC), entretanto, evidencia que entre a ação coletiva e as ações individuais promovidas pelos próprios titulares desses direitos não há litispendência (CDC, art. 104), nem possibilidade de decisões antagônicas. A Lei confere ao titular do direito individual a opção de se vincular ou não à ação coletiva (CDC, art. 94). Caso opte por não se vincular, propondo ou dando seguimento à sua ação individual, o demandante ficará vinculado ao resultado da sua própria demanda, independentemente do que vier a ser decidido na ação coletiva. Isso porque a sentença da ação coletiva somente tem eficácia expansiva (a) em caso de procedência (= para beneficiar os titulares do direito individual) e (b) em favor dos que não propuseram ou que suspenderam o curso de ações individuais (CDC, arts. 103, III, combinado com os §§ 2º e 3º, e 104). Desse conjunto normativo colhe-se (a) que a ação individual pode ter curso independente da ação coletiva superveniente, (b) que a ação individual só se suspende por iniciativa do seu autor e (c) que, não havendo pedido de suspensão, a ação individual não sofre efeito algum do resultado da ação coletiva, ainda que julgada procedente. Ora, se a própria lei admite a convivência autônoma e harmônica das duas formas de tutela, fica afastada a possibilidade de decisões antagônicas e, portanto, o conflito. Por outro lado, a existência de várias ações coletivas também não representa, por si só, a possibilidade de ocorrer decisões antagônicas envolvendo as mesmas pessoas. É que os substituídos processuais (= titulares do direito individual em benefício de quem se pede tutela coletiva) não são, necessariamente, os mesmos em todas as ações. Pelo contrário: o normal é que sejam pessoas diferentes. Realmente, em se tratando de tutela de direitos individuais homogêneos, há pelo menos três fatores de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP processual (em ação civil pública ou ação popular) —, os direitos individuais homogêneos podem ser tutelados tanto por ação coletiva (proposta por substituto processual), quanto por ação individual (proposta pelo próprio titular do direito). O sistema da tutela coletiva, disciplinado na Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor - CDC), entretanto, evidencia que entre a ação coletiva e as ações individuais promovidas pelos próprios titulares desses direitos não há litispendência (CDC, art. 104), nem possibilidade de decisões antagônicas. A Lei confere ao titular do direito individual a opção de se vincular ou não à ação coletiva (CDC, art. 94). Caso opte por não se vincular, propondo ou dando seguimento à sua ação individual, o demandante ficará vinculado ao resultado da sua própria demanda, independentemente do que vier a ser decidido na ação coletiva. Isso porque a sentença da ação coletiva somente tem eficácia expansiva (a) em caso de procedência (= para beneficiar os titulares do direito individual) e (b) em favor dos que não propuseram ou que suspenderam o curso de ações individuais (CDC, arts. 103, III, combinado com os §§ 2º e 3º, e 104). Desse conjunto normativo colhe-se (a) que a ação individual pode ter curso independente da ação coletiva superveniente, (b) que a ação individual só se suspende por iniciativa do seu autor e (c) que, não havendo pedido de suspensão, a ação individual não sofre efeito algum do resultado da ação coletiva, ainda que julgada procedente. Ora, se a própria lei admite a convivência autônoma e harmônica das duas formas de tutela, fica afastada a possibilidade de decisões antagônicas e, portanto, o conflito. Por outro lado, a existência de várias ações coletivas também não representa, por si só, a possibilidade de ocorrer decisões antagônicas envolvendo as mesmas pessoas. É que os substituídos processuais (= titulares do direito individual em benefício de quem se pede tutela coletiva) não são, necessariamente, os mesmos em todas as ações. Pelo contrário: o normal é que sejam pessoas diferentes. Realmente, em se tratando de tutela de direitos individuais homogêneos, há pelo menos três fatores de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 51 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP limitação do âmbito subjetivo dos substituídos, a saber: (a) a representatividade do órgão ou entidade autor da demanda coletiva (= substituto processual), (b) o pedido formulado na demanda e (c) a eficácia subjetiva da sentença imposta por lei, que "abrangerá apenas os substituídos que tenham, na data da propositura da ação, domicílio no âmbito de competência territorial do órgão prolator " (Lei 9.494/97, art. 2º-A, introduzido pela Medida Provisória 2.180-35/2001). (...) 9. Em suma, ficou evidenciado que a configuração de conflito de competência a ser dirimido pelo Superior Tribunal de Justiça pressupõe, na hipótese, (a) o efetivo risco de decisões judiciais conflitantes e inexeqüíveis, o qual somente se verifica, em se tratando de direitos individuais homogêneos, na medida em que haja superposição de ações com os mesmos substituídos; e (b) a tramitação dessas demandas perante juízos submetidos a tribunais diversos, na forma do art. 105, I, d, da CF. No caso concreto, tais requisitos estão caracterizados cumulativamente apenas em relação às ações coletivas ajuizadas no Estado da Bahia, pelo Ministério Público Federal (perante a 1ª Vara Federal de Salvador) e pelo Instituto de Ação e Estudo pela Paz com Justiça Social (perante a 2ª Vara Especializada de Defesa do Consumidor da Justiça Estadual de Salvador). Tais ações têm como substituídos comuns os assinantes do serviço de telefonia de Salvador, tramitando perante juízes subordinados a tribunais diversos, o que permite, na forma acima explicitada, o reconhecimento de conflito de competência, a ser solucionado por esta Corte.” (CC 48.106, 1ª Seção, DJ em 5/6/06) 3. A situação dos presentes autos atrai o mesmo raciocínio então desenvolvido. Em primeiro porque também aqui tramitam, em paralelo, ações coletivas a envolver as mesmas partes (aposentados da Fundação CESP contra os mesmos réus), em que se postulam os mesmos direitos (complementação de aposentadoria) pelas mesmas causas de pedir. E, conforme visto, ao tempo da propositura do conflito de competência, as 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP limitação do âmbito subjetivo dos substituídos, a saber: (a) a representatividade do órgão ou entidade autor da demanda coletiva (= substituto processual), (b) o pedido formulado na demanda e (c) a eficácia subjetiva da sentença imposta por lei, que "abrangerá apenas os substituídos que tenham, na data da propositura da ação, domicílio no âmbito de competência territorial do órgão prolator " (Lei 9.494/97, art. 2º-A, introduzido pela Medida Provisória 2.180-35/2001). (...) 9. Em suma, ficou evidenciado que a configuração de conflito de competência a ser dirimido pelo Superior Tribunal de Justiça pressupõe, na hipótese, (a) o efetivo risco de decisões judiciais conflitantes e inexeqüíveis, o qual somente se verifica, em se tratando de direitos individuais homogêneos, na medida em que haja superposição de ações com os mesmos substituídos; e (b) a tramitação dessas demandas perante juízos submetidos a tribunais diversos, na forma do art. 105, I, d, da CF. No caso concreto, tais requisitos estão caracterizados cumulativamente apenas em relação às ações coletivas ajuizadas no Estado da Bahia, pelo Ministério Público Federal (perante a 1ª Vara Federal de Salvador) e pelo Instituto de Ação e Estudo pela Paz com Justiça Social (perante a 2ª Vara Especializada de Defesa do Consumidor da Justiça Estadual de Salvador). Tais ações têm como substituídos comuns os assinantes do serviço de telefonia de Salvador, tramitando perante juízes subordinados a tribunais diversos, o que permite, na forma acima explicitada, o reconhecimento de conflito de competência, a ser solucionado por esta Corte.” (CC 48.106, 1ª Seção, DJ em 5/6/06) 3. A situação dos presentes autos atrai o mesmo raciocínio então desenvolvido. Em primeiro porque também aqui tramitam, em paralelo, ações coletivas a envolver as mesmas partes (aposentados da Fundação CESP contra os mesmos réus), em que se postulam os mesmos direitos (complementação de aposentadoria) pelas mesmas causas de pedir. E, conforme visto, ao tempo da propositura do conflito de competência, as 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 52 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP causas estavam em processamento no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal Superior do Trabalho, o que satisfaz a hipótese do art. 105, I, ‘o’, da Constituição Federal. É bem de ver, além disso, que, no processo proveniente da Justiça Comum (cadastrado no STF como AI 834.551), o Min. Dias Toffoli proferiu decisão monocrática, já confirmada pela Primeira Turma (DJe 225, divulgado em 5/11/13), que negou seguimento a recurso extraordinário aviado pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP, aplicando a jurisprudência firmada com repercussão geral em precedente (RE 586.453) do Plenário desta Suprema Corte, que atribuiu à Justiça Comum a autoridade para conhecer de causas sobre complementação de aposentadoria de entidades privadas. Não obstante, há notícia de que a demanda coletiva sobre o tema, que estava em curso junto ao Tribunal Superior do Trabalho, lá permanece, em função da inadmissão de recurso extraordinário interposto, por falta de repercussão geral. O panorama é revelador da mesma perplexidade a que aludi no precedente do Superior Tribunal de Justiça. Causas idênticas sobre a mesma matéria julgadas por Tribunais Superiores diferentes. E pior. Um dos acórdãos envolvidos (o do Tribunal Superior do Trabalho) aponta solução aparentemente contrastante com entendimento confirmado pelo Supremo Tribunal Federal em precedente com força de repercussão geral. Isto agrava ainda mais a indesejável situação de contraste instalada entre as decisões proferidas pelos diferentes Tribunais e confina a parte prejudicada (no caso, a parte suscitante) a uma condição de prejuízo processual irremediável, já que, conforme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, não se admite reclamação ou agravo para a reforma de decisões de Tribunais Superiores que dão aplicação insatisfatória ao instituto da repercussão geral (ver, nesse sentido, Rcl 10.793, Minª. Ellen Gracie, j. em 13/4/11; Rcl 11.250, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. em 7/4/11; e Rcl 13.508 AgR, de minha relatoria, j. em 23/5/13). A prevalecer o atual estado de coisas, somente por ação rescisória poderia ser resolvida a questão, que não é, nem de longe, o 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP causas estavam em processamento no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal Superior do Trabalho, o que satisfaz a hipótese do art. 105, I, ‘o’, da Constituição Federal. É bem de ver, além disso, que, no processo proveniente da Justiça Comum (cadastrado no STF como AI 834.551), o Min. Dias Toffoli proferiu decisão monocrática, já confirmada pela Primeira Turma (DJe 225, divulgado em 5/11/13), que negou seguimento a recurso extraordinário aviado pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP, aplicando a jurisprudência firmada com repercussão geral em precedente (RE 586.453) do Plenário desta Suprema Corte, que atribuiu à Justiça Comum a autoridade para conhecer de causas sobre complementação de aposentadoria de entidades privadas. Não obstante, há notícia de que a demanda coletiva sobre o tema, que estava em curso junto ao Tribunal Superior do Trabalho, lá permanece, em função da inadmissão de recurso extraordinário interposto, por falta de repercussão geral. O panorama é revelador da mesma perplexidade a que aludi no precedente do Superior Tribunal de Justiça. Causas idênticas sobre a mesma matéria julgadas por Tribunais Superiores diferentes. E pior. Um dos acórdãos envolvidos (o do Tribunal Superior do Trabalho) aponta solução aparentemente contrastante com entendimento confirmado pelo Supremo Tribunal Federal em precedente com força de repercussão geral. Isto agrava ainda mais a indesejável situação de contraste instalada entre as decisões proferidas pelos diferentes Tribunais e confina a parte prejudicada (no caso, a parte suscitante) a uma condição de prejuízo processual irremediável, já que, conforme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, não se admite reclamação ou agravo para a reforma de decisões de Tribunais Superiores que dão aplicação insatisfatória ao instituto da repercussão geral (ver, nesse sentido, Rcl 10.793, Minª. Ellen Gracie, j. em 13/4/11; Rcl 11.250, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. em 7/4/11; e Rcl 13.508 AgR, de minha relatoria, j. em 23/5/13). A prevalecer o atual estado de coisas, somente por ação rescisória poderia ser resolvida a questão, que não é, nem de longe, o 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 53 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP expediente ideal para esse fim. 4. Com essas considerações, o voto é no sentido de prover os embargos de declaração e, conhecendo do conflito de competência, declarar a competência da Justiça Comum para julgar o caso. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal CC 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP expediente ideal para esse fim. 4. Com essas considerações, o voto é no sentido de prover os embargos de declaração e, conhecendo do conflito de competência, declarar a competência da Justiça Comum para julgar o caso. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 54 de 56 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, eu estou de acordo com a solução dada aos embargos de declaração. Continuo com a minha ressalva respeitosa à questão de fundo, porque, para mim, sempre foi e continuará sendo competente a Justiça do Trabalho; mas, vencida, observado o princípio da colegialidade, faço apenas o registro da ressalva. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8163938. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, eu estou de acordo com a solução dada aos embargos de declaração. Continuo com a minha ressalva respeitosa à questão de fundo, porque, para mim, sempre foi e continuará sendo competente a Justiça do Trabalho; mas, vencida, observado o princípio da colegialidade, faço apenas o registro da ressalva. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8163938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 55 de 56 Extrato de Ata - 12/03/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBTE.(S) : COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA - CTEEP ADV.(A/S) : MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO EMBTE.(S) : FUNDAÇÃO CESP ADV.(A/S) : EVANDRO PERTENCE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP - AAFC ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI INTDO.(A/S) : CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, acolheu os embargos de declaração, com efeitos modificativos, conhecendo do conflito para assentar a competência da justiça comum para o processo e julgamento dos feitos, rejeitada a petição nº 85.242/2011. A Ministra Rosa Weber acompanhou o Relator, com ressalva. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144765 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBTE.(S) : COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA - CTEEP ADV.(A/S) : MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO EMBTE.(S) : FUNDAÇÃO CESP ADV.(A/S) : EVANDRO PERTENCE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP - AAFC ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI INTDO.(A/S) : CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, acolheu os embargos de declaração, com efeitos modificativos, conhecendo do conflito para assentar a competência da justiça comum para o processo e julgamento dos feitos, rejeitada a petição nº 85.242/2011. A Ministra Rosa Weber acompanhou o Relator, com ressalva. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144765 Inteiro Teor do Acórdão - Página 56 de 56
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8256152
2015-03-12T00:00:00
2015-04-20T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, acolheu os embargos de declaração, com efeitos modificativos, conhecendo do conflito para assentar a competência da justiça comum para o processo e julgamento dos feitos, rejeitada a petição nº 85.242/2011. A Ministra Rosa Weber acompanhou o Relator, com ressalva. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 12.03.2015.
TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA
EMENTA Embargos de declaração em agravo regimental em conflito de competência. Ações judiciais conexas em trâmite perante a Justiça comum e a Justiça do Trabalho. Interpretação extensiva sobre o art. 115 do CPC. Conhecimento do conflito. Ação de complementação de aposentadoria. Aplicação do entendimento firmado no RE nº 586.453/SE. Competência da Justiça comum. Embargos de declaração acolhidos com efeitos modificativos, para conhecer do conflito e reconhecer a competência da Justiça comum para o julgamento da causa. 1. Em regra, a admissão do conflito de competência com base no art. 115, III, do CPC exige que haja divergência entre juízos diversos quanto à reunião ou separação dos feitos, consoante expressa previsão do dispositivo. 2. Cabível, todavia, por meio de interpretação extensiva do art. 115, do CPC, o acolhimento do incidente, mesmo ausente a apontada divergência, quando se tratar de ações conexas (com possibilidade, portanto, de prolação de decisões conflitantes) em trâmite perante Justiças distintas e no bojo das quais o apontamento de conexão não se mostrar suficiente à definição da competência para seu processo e julgamento. 3. No caso, trata-se de demandas em trâmite perante a Justiça comum e a justiça trabalhista, em que se discute complementação de aposentadoria, com decisões conflitantes já proferidas, a justificar o conhecimento do conflito. 4. É inaplicável a regra de solução da conexão entre feitos (art. 105, do CPC), uma vez que as ações tramitam perante juízos com competência material distinta – incidindo a vedação decorrente do art. 102 do CPC – e já contam com decisão de mérito – a atrair a aplicação da Súmula nº 235, do STJ. 5. A definição do conflito com base na análise das regras de competência, para se aplicar ao caso a regra geral estabelecida por esta Corte nos autos do RE nº 586.453/SE, com repercussão geral reconhecida, é no sentido de competir à Justiça comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar, uma vez que a regra de modulação ali prevista (com atribuição de competência à Justiça do Trabalho para processar e julgar todas as causas da espécie em que proferida sentença de mérito até 20/2/13) teve por pressuposto sua incidência sobre demandas únicas, isoladamente consideradas, não tendo sido assentada para reger divergência quanto à competência para o processamento de ações diversas. 6. Embargos de declaração acolhidos com efeitos modificativos, para conhecer do conflito e declarar a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos.
sjur301281
- Acórdão(s) citado(s): (PREVIDÊNCIA PRIVADA, COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, COMPETÊNCIA) RE 586453 (TP). (CONFLITO DE COMPETÊNCIA, NECESSIDADE, MANIFESTAÇÃO, JUÍZO) CC 7094 QO (1ªT), CC 7699 AgR (TP). (RECLAMAÇÃO, AGRAVO, DECISÃO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL) Rcl 10793 (TP), Rcl 11250 AgR (TP), Rcl 13508 AgR (TP). (CONFLITO DE COMPETÊNCIA, SUCEDÂNEO, RECURSO) CC 7730 AgR (TP). - Decisão monocrática citada: (CONFLITO DE COMPETÊNCIA) CC 7123 MC. - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: CC 110996, CC 48106, REsp 1.413.016, CC 129.502 AgRg, CC 128.051 AgRg. - Veja AI 834551 do STF, Resp 961407 do STJ e RR 114500-77.2005.5.02.0049 do TST. Número de páginas: 56. Análise: 28/05/2015, IMC.
DIAS TOFFOLI
Tribunal Pleno
7706
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00007 ART-00102 INC-00001 \n LET-O ART-00105 INC-00001 LET-D\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00102 ART-00105 ART-00115 INC-00001 \n INC-00002 INC-00003 ART-00265 INC-00004 \n LET-A\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTJ-000235 \n SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00126 PAR-00005\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, SP\n\n", "LEG-EST LEI-004819 ANO-1958\n LEI ORDINÁRIA, SP\n\n", "LEG-EST LEI-000200 ANO-2004\n LEI ORDINÁRIA, SP" ]
CC-AgR-segundo-ED-terceiros
acordaos
CC 7706 AgR-segundo-ED-terceiros
[ "" ]
EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBTE.(S) : COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA - CTEEP ADV.(A/S) : MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO EMBTE.(S) : FUNDAÇÃO CESP ADV.(A/S) : EVANDRO PERTENCE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP - AAFC ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI INTDO.(A/S) : CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBTE.(S) :COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA - CTEEP ADV.(A/S) :MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO EMBTE.(S) :FUNDAÇÃO CESP ADV.(A/S) :EVANDRO PERTENCE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP - AAFC ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI INTDO.(A/S) :CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO EMENTA Embargos de declaração em agravo regimental em conflito de competência. Ações judiciais conexas em trâmite perante a Justiça comum e a Justiça do Trabalho. Interpretação extensiva sobre o art. 115 do Código de Processo Civil. Conhecimento do conflito. Ação de complementação de aposentadoria. Aplicação do entendimento firmado no Recurso Extraordinário n 586.453/SE. Competência da Justiça comum. Embargos de declaração acolhidos com efeitos modificativos, para conhecer do conflito e reconhecer a competência da Justiça comum para o julgamento da causa. 1. Em regra, a admissão do conflito de competência com base no art. 115, III, do Código de Processo Civil exige que haja divergência entre juízos diversos quanto à reunião ou separação dos feitos, consoante expressa previsão do dispositivo. 2. Cabível, todavia, por meio de interpretação extensiva do art. 115, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194960. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 56 Ementa e Acórdão Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP do Código de Processo Civil, o acolhimento do incidente, mesmo ausente a apontada divergência, quando se tratar de ações conexas (com possibilidade, portanto, de prolação de decisões conflitantes) em trâmite perante Justiças distintas e no bojo das quais o apontamento de conexão não se mostrar suficiente à definição da competência para seu processo e julgamento. 3. No caso, trata-se de demandas em trâmite perante a Justiça comum e a justiça trabalhista, em que se discute complementação de aposentadoria, com decisões conflitantes já proferidas, a justificar o conhecimento do conflito. 4. É inaplicável a regra de solução da conexão entre feitos (art. 105, do Código de Processo Civil), uma vez que as ações tramitam perante juízos com competência material distinta – incidindo a vedação decorrente do art. 102 do Código de Processo Civil – e já contam com decisão de mérito – a atrair a aplicação da Súmula n 235, do Superior Tribunal de Justiça. 5. A definição do conflito com base na análise das regras de competência, para se aplicar ao caso a regra geral estabelecida por esta Corte nos autos do Recurso Extraordinário n 586.453/SE, com repercussão geral reconhecida, é no sentido de competir à Justiça comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar, uma vez que a regra de modulação ali prevista (com atribuição de competência à Justiça do Trabalho para processar e julgar todas as causas da espécie em que proferida sentença de mérito até 20/2/13) teve por pressuposto sua incidência sobre demandas únicas, isoladamente consideradas, não tendo sido assentada para reger divergência quanto à competência para o processamento de ações diversas. 6. Embargos de declaração acolhidos com efeitos modificativos, para conhecer do conflito e declarar a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194960. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP do Código de Processo Civil, o acolhimento do incidente, mesmo ausente a apontada divergência, quando se tratar de ações conexas (com possibilidade, portanto, de prolação de decisões conflitantes) em trâmite perante Justiças distintas e no bojo das quais o apontamento de conexão não se mostrar suficiente à definição da competência para seu processo e julgamento. 3. No caso, trata-se de demandas em trâmite perante a Justiça comum e a justiça trabalhista, em que se discute complementação de aposentadoria, com decisões conflitantes já proferidas, a justificar o conhecimento do conflito. 4. É inaplicável a regra de solução da conexão entre feitos (art. 105, do Código de Processo Civil), uma vez que as ações tramitam perante juízos com competência material distinta – incidindo a vedação decorrente do art. 102 do Código de Processo Civil – e já contam com decisão de mérito – a atrair a aplicação da Súmula n 235, do Superior Tribunal de Justiça. 5. A definição do conflito com base na análise das regras de competência, para se aplicar ao caso a regra geral estabelecida por esta Corte nos autos do Recurso Extraordinário n 586.453/SE, com repercussão geral reconhecida, é no sentido de competir à Justiça comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar, uma vez que a regra de modulação ali prevista (com atribuição de competência à Justiça do Trabalho para processar e julgar todas as causas da espécie em que proferida sentença de mérito até 20/2/13) teve por pressuposto sua incidência sobre demandas únicas, isoladamente consideradas, não tendo sido assentada para reger divergência quanto à competência para o processamento de ações diversas. 6. Embargos de declaração acolhidos com efeitos modificativos, para conhecer do conflito e declarar a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 56 Ementa e Acórdão Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em acolher os embargos de declaração, com efeitos modificativos, conhecendo do conflito para assentar a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos, rejeitada a petição n 85.242/2011. Brasília, 12 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194960. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em acolher os embargos de declaração, com efeitos modificativos, conhecendo do conflito para assentar a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos, rejeitada a petição n 85.242/2011. Brasília, 12 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 56 Relatório 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBTE.(S) :COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA - CTEEP ADV.(A/S) :MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO EMBTE.(S) :FUNDAÇÃO CESP ADV.(A/S) :EVANDRO PERTENCE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP - AAFC ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI INTDO.(A/S) :CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fundação CESP, Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e Estado de São Paulo opõem tempestivos embargos de declaração (fls. 849 a 857, 861 a 875 (fax) e 979 a 995 (original) e 1.100 a 1.104, respectivamente) contra acórdão do Plenário desta Corte (fls. 835 a 846) assim ementado: “AGRAVOS REGIMENTAIS EM CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS PARA SUA INSTAURAÇÃO. UTILIZAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. Para que reste caracterizado o conflito de competência, é mister que haja manifestações expressas de mais de um juízo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBTE.(S) :COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA - CTEEP ADV.(A/S) :MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO EMBTE.(S) :FUNDAÇÃO CESP ADV.(A/S) :EVANDRO PERTENCE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP - AAFC ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI INTDO.(A/S) :CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fundação CESP, Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e Estado de São Paulo opõem tempestivos embargos de declaração (fls. 849 a 857, 861 a 875 (fax) e 979 a 995 (original) e 1.100 a 1.104, respectivamente) contra acórdão do Plenário desta Corte (fls. 835 a 846) assim ementado: “AGRAVOS REGIMENTAIS EM CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS PARA SUA INSTAURAÇÃO. UTILIZAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. Para que reste caracterizado o conflito de competência, é mister que haja manifestações expressas de mais de um juízo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 56 Relatório Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP afirmando sua competência, ou incompetência, para o processamento de um mesmo processo, manifestações essas que devem ser feitas nos autos de um único processo. 2. A existência de diferentes demandas tramitando regulamente perante Juízos diversos, alegadamente a versar sobre o mesma tema, não configura hipótese legal para a instauração de conflito positivo de competência. Precedentes. 3. Na hipótese de diversidade de feitos, o conflito apenas estaria caracterizado se ambos os juízos se manifestassem, de forma expressa, sobre a reunião ou a separação das ações, o que não ocorreu no caso. 4. Em situações em que diferentes ramos da Justiça afirmam sua respectiva competência para o processamento das ações, dá-se o fenômeno da litispendência, e não o do conflito de competência. 5. A litispendência se resolve no julgamento de cada um desses processos, o que efetivamente ocorreu, pois a alegação já foi rejeitada por todas as instâncias da Justiça do Trabalho que se debruçaram sobre sua análise. 6. Inadmissível também se mostra a utilização do conflito de competência como sucedâneo recursal, para abreviar a regular tramitação do litígio e submetê-lo, de imediato, à apreciação da Suprema Corte. 7. Agravos regimentais não providos” (fls. 845/846). A Fundação CESP sustenta que “nenhum dos dois únicos precedentes que fundamentaram o acórdão embargado cuidou da matéria aqui tratada. Por isto, bem examinada a decisão embargada, constata-se que, nela, não há qualquer fundamento para demonstrar que o conflito de competência só seria cabível ‘dentro de um mesmo processo’. Daí sua patente omissão relacional, uma vez que seu dispositivo se apoia sobre julgados absolutamente estranhos à matéria aqui debatida” (fl. 854). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP afirmando sua competência, ou incompetência, para o processamento de um mesmo processo, manifestações essas que devem ser feitas nos autos de um único processo. 2. A existência de diferentes demandas tramitando regulamente perante Juízos diversos, alegadamente a versar sobre o mesma tema, não configura hipótese legal para a instauração de conflito positivo de competência. Precedentes. 3. Na hipótese de diversidade de feitos, o conflito apenas estaria caracterizado se ambos os juízos se manifestassem, de forma expressa, sobre a reunião ou a separação das ações, o que não ocorreu no caso. 4. Em situações em que diferentes ramos da Justiça afirmam sua respectiva competência para o processamento das ações, dá-se o fenômeno da litispendência, e não o do conflito de competência. 5. A litispendência se resolve no julgamento de cada um desses processos, o que efetivamente ocorreu, pois a alegação já foi rejeitada por todas as instâncias da Justiça do Trabalho que se debruçaram sobre sua análise. 6. Inadmissível também se mostra a utilização do conflito de competência como sucedâneo recursal, para abreviar a regular tramitação do litígio e submetê-lo, de imediato, à apreciação da Suprema Corte. 7. Agravos regimentais não providos” (fls. 845/846). A Fundação CESP sustenta que “nenhum dos dois únicos precedentes que fundamentaram o acórdão embargado cuidou da matéria aqui tratada. Por isto, bem examinada a decisão embargada, constata-se que, nela, não há qualquer fundamento para demonstrar que o conflito de competência só seria cabível ‘dentro de um mesmo processo’. Daí sua patente omissão relacional, uma vez que seu dispositivo se apoia sobre julgados absolutamente estranhos à matéria aqui debatida” (fl. 854). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 56 Relatório Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP A Companhia de Transmissão de Energia Paulista (CTEEP), por sua vez, aduz que o acórdão embargado teria incorrido em obscuridade, uma vez que “[o]s acórdãos que lastrearam o decisum embargado foram superados inclusive através do recente entendimento do próprio Ministro Celso de Mello nos autos da Reclamação n 16.637/SP, onde foi concedida a liminar para suspensão processual diante do conflito de competência material decorrente de duas ações distintas” (fl. 984). Por fim, o Estado de São Paulo, em suas razões recursais, assevera que “há obscuridade e contradição no julgado embargado” (fl. 1102) aduzindo, em síntese, que “se vislumbra a existência de uma decisão colegiada expressa do próprio Supremo Tribunal Federal determinando a competência da justiça comum, por ocasião do recente julgamento no AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.551, da relatoria do Min. Dias Toffoli” (fl. 1.103). As contrarrazões da Associação dos Aposentados da Fundação CESP foram no sentido de que os embargos de declaração opostos possuem feição procrastinatória, pois a decisão embargada estaria em consonância com a pacífica jurisprudência do Supremo. Afirma, ainda, que o processo em trâmite na Justiça do Trabalho “não envolve as mesmas partes e nem trata da mesma causa submetida à Justiça Estadual, e já se encontra julgado”. Alega que as jurisprudências do Superior Tribunal de Justiça, apontadas nos embargos de declaração, partem da conexão entre as ações, e que, em nenhum dos casos ali constantes, existiria sentença proferida. No ponto, suscita a Súmula 235 do Superior Tribunal de Justiça: “a conexão não determina a reunião dos processos se um deles já foi julgado”. Ressalte-se, por fim, que a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) juntou petição (n 85242/2011, às fls. 727/734), 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP A Companhia de Transmissão de Energia Paulista (CTEEP), por sua vez, aduz que o acórdão embargado teria incorrido em obscuridade, uma vez que “[o]s acórdãos que lastrearam o decisum embargado foram superados inclusive através do recente entendimento do próprio Ministro Celso de Mello nos autos da Reclamação n 16.637/SP, onde foi concedida a liminar para suspensão processual diante do conflito de competência material decorrente de duas ações distintas” (fl. 984). Por fim, o Estado de São Paulo, em suas razões recursais, assevera que “há obscuridade e contradição no julgado embargado” (fl. 1102) aduzindo, em síntese, que “se vislumbra a existência de uma decisão colegiada expressa do próprio Supremo Tribunal Federal determinando a competência da justiça comum, por ocasião do recente julgamento no AGRAVO DE INSTRUMENTO 834.551, da relatoria do Min. Dias Toffoli” (fl. 1.103). As contrarrazões da Associação dos Aposentados da Fundação CESP foram no sentido de que os embargos de declaração opostos possuem feição procrastinatória, pois a decisão embargada estaria em consonância com a pacífica jurisprudência do Supremo. Afirma, ainda, que o processo em trâmite na Justiça do Trabalho “não envolve as mesmas partes e nem trata da mesma causa submetida à Justiça Estadual, e já se encontra julgado”. Alega que as jurisprudências do Superior Tribunal de Justiça, apontadas nos embargos de declaração, partem da conexão entre as ações, e que, em nenhum dos casos ali constantes, existiria sentença proferida. No ponto, suscita a Súmula 235 do Superior Tribunal de Justiça: “a conexão não determina a reunião dos processos se um deles já foi julgado”. Ressalte-se, por fim, que a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) juntou petição (n 85242/2011, às fls. 727/734), 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 56 Relatório Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP em que defende a ocorrência de trânsito em julgado de decisão judicial, proferida – segundo entende – no sentido de ser competência da Justiça comum o processamento de ações interpostas pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP com vistas a discutir complementação de aposentadoria e pensão. A decisão judicial em questão teria sido proferida nos autos do processo n 0025349-94.2010.8.26.0053 (053.10.025349-3) da 4... Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Sob esse raciocínio, defende que “o objeto do presente conflito de definir a competência entre a Justiça Comum Estadual e a Justiça Trabalhista já tem decisão transitada em julgado [definindo a] competência da Justiça Estadual para determinar o pagamento integral de aposentadoria dos ex empregados públicos, beneficiados pelas Leis n 4.819/58 e 200/74”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP em que defende a ocorrência de trânsito em julgado de decisão judicial, proferida – segundo entende – no sentido de ser competência da Justiça comum o processamento de ações interpostas pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP com vistas a discutir complementação de aposentadoria e pensão. A decisão judicial em questão teria sido proferida nos autos do processo n 0025349-94.2010.8.26.0053 (053.10.025349-3) da 4... Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Sob esse raciocínio, defende que “o objeto do presente conflito de definir a competência entre a Justiça Comum Estadual e a Justiça Trabalhista já tem decisão transitada em julgado [definindo a] competência da Justiça Estadual para determinar o pagamento integral de aposentadoria dos ex empregados públicos, beneficiados pelas Leis n 4.819/58 e 200/74”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): PRELIMINAR Aprecio, inicialmente, a petição n 85242/2011, para afastar a ocorrência do alegado trânsito em julgado da questão controvertida nos autos dos processos submetidos a conflito de competência. Em verdade, o processo n 0025349-94.2010.8.26.0053, em trâmite perante a 4... Vara da Fazenda Pública de São Paulo, proposto em 2010, teve por objeto discussão relativa exclusivamente à complementação de pensão dos associados da Associação da Fundação CESP e ao suposto cálculo inconstitucional da complementação de pensão em face do quanto disposto no art. 40, §7... (repetido pelo art. 126, § 5..., da Constituição do Estado de São Paulo). As ações objeto de conflito, por outro lado, discutem complementação de aposentadoria e pensão dos beneficiários da Fundação CESP, em face das modificações introduzidas pela Lei estadual n 200/04, que, em resumo, teria alterado o ente responsável pelo processamento do benefício (da Fundação CESP para o Estado de São Paulo) e o regime de pagamento daquelas complementações. Tratando-se de demandas com objetos distintos, as fundamentações utilizadas no julgamento do processo n 0025349-94.2010.8.26.0053, mesmo que envolvessem análise de incompetência da Justiça do Trabalho para o processamento do feito, não repercutiriam sobre os processos submetidos a conflito. É de se ressaltar, ainda, em arremate, que a sentença proferida nos autos do processo n 0025349-94.2010.8.26.0053 nem sequer discutiu a competência para o processamento do feito, sendo a conclusão do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): PRELIMINAR Aprecio, inicialmente, a petição n 85242/2011, para afastar a ocorrência do alegado trânsito em julgado da questão controvertida nos autos dos processos submetidos a conflito de competência. Em verdade, o processo n 0025349-94.2010.8.26.0053, em trâmite perante a 4... Vara da Fazenda Pública de São Paulo, proposto em 2010, teve por objeto discussão relativa exclusivamente à complementação de pensão dos associados da Associação da Fundação CESP e ao suposto cálculo inconstitucional da complementação de pensão em face do quanto disposto no art. 40, §7... (repetido pelo art. 126, § 5..., da Constituição do Estado de São Paulo). As ações objeto de conflito, por outro lado, discutem complementação de aposentadoria e pensão dos beneficiários da Fundação CESP, em face das modificações introduzidas pela Lei estadual n 200/04, que, em resumo, teria alterado o ente responsável pelo processamento do benefício (da Fundação CESP para o Estado de São Paulo) e o regime de pagamento daquelas complementações. Tratando-se de demandas com objetos distintos, as fundamentações utilizadas no julgamento do processo n 0025349-94.2010.8.26.0053, mesmo que envolvessem análise de incompetência da Justiça do Trabalho para o processamento do feito, não repercutiriam sobre os processos submetidos a conflito. É de se ressaltar, ainda, em arremate, que a sentença proferida nos autos do processo n 0025349-94.2010.8.26.0053 nem sequer discutiu a competência para o processamento do feito, sendo a conclusão do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP peticionante pela incompetência da Justiça do Trabalho motivada tão somente pelo dispositivo do julgado no sentido de que os entes com os quais se poderia estabelecer relação empregatícia (a CESP, a Fundação CESP e a CTEEP) seriam partes ilegítimas para figurar no polo passivo da demanda. Vide o dispositivo, na parte que interessa: “Isto posto e pelo mais que dos autos consta, JULGO EXTINTO o processo, sem julgamento de mérito, em face da CESP, da Fundação CESP e da CTEEP, por ilegitimidade passiva de parte (art. 267, VI, do Código de Processo Civil) e JULGO EXTINTO o processo movido por ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP – AAFC em face da FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO, por ilegitimidade ativa (art. 267, VI, do Código de Processo Civil).”. Sob qualquer ângulo, portanto, que se visualize a questão, não se infere o trânsito em julgado da discussão trazida originariamente no presente conflito de competência: a qual órgão jurisdicional competiria o processo e o julgamento dos feitos de ns 01145-2005-049-02-00-6 (proposta perante a Justiça do Trabalho) e 053.03.032513-0 (proposta perante a Justiça comum); razão pela qual, rejeito as alegações constantes da petição n 85242/2011. DO MÉRITO Para melhor compreensão da insurgência recursal ora posta, convém retomar a questão fática que motivou a instauração do presente conflito de competência e os desdobramentos que o feito recebeu nesta Corte. O incidente foi suscitado pela Fundação CESP e pode ser resumido do seguinte modo: a Associação dos Aposentados da Fundação CESP ajuizou ação civil pública contra a Fazenda do Estado de São Paulo, a Fundação CESP e a CTEEP, para que continuasse a cargo da fundação o processamento da folha de pagamento dos beneficiários das complementações de aposentadoria e pensão, bem como para que fossem 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP peticionante pela incompetência da Justiça do Trabalho motivada tão somente pelo dispositivo do julgado no sentido de que os entes com os quais se poderia estabelecer relação empregatícia (a CESP, a Fundação CESP e a CTEEP) seriam partes ilegítimas para figurar no polo passivo da demanda. Vide o dispositivo, na parte que interessa: “Isto posto e pelo mais que dos autos consta, JULGO EXTINTO o processo, sem julgamento de mérito, em face da CESP, da Fundação CESP e da CTEEP, por ilegitimidade passiva de parte (art. 267, VI, do Código de Processo Civil) e JULGO EXTINTO o processo movido por ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP – AAFC em face da FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO, por ilegitimidade ativa (art. 267, VI, do Código de Processo Civil).”. Sob qualquer ângulo, portanto, que se visualize a questão, não se infere o trânsito em julgado da discussão trazida originariamente no presente conflito de competência: a qual órgão jurisdicional competiria o processo e o julgamento dos feitos de ns 01145-2005-049-02-00-6 (proposta perante a Justiça do Trabalho) e 053.03.032513-0 (proposta perante a Justiça comum); razão pela qual, rejeito as alegações constantes da petição n 85242/2011. DO MÉRITO Para melhor compreensão da insurgência recursal ora posta, convém retomar a questão fática que motivou a instauração do presente conflito de competência e os desdobramentos que o feito recebeu nesta Corte. O incidente foi suscitado pela Fundação CESP e pode ser resumido do seguinte modo: a Associação dos Aposentados da Fundação CESP ajuizou ação civil pública contra a Fazenda do Estado de São Paulo, a Fundação CESP e a CTEEP, para que continuasse a cargo da fundação o processamento da folha de pagamento dos beneficiários das complementações de aposentadoria e pensão, bem como para que fossem 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP mantidas as condições então vigentes do plano de previdência complementar dos aposentados e pensionistas da CESP admitidos até 13 de maio de 1974. Tal ação foi julgada totalmente improcedente pela 2... Vara da Fazenda Pública de São Paulo (SP). A associação, ao mesmo tempo que interpôs recurso para o Tribunal de Justiça, “aderiu” à reclamação trabalhista de um de seus associados, por meio de demanda coletiva em tudo semelhante à ação que havia proposto na Justiça comum. Em seguida, suscitou conflito de competência perante o Superior Tribunal de Justiça para que fosse reconhecida a competência da Justiça do Trabalho para o processamento de ambas as ações. Porém, como o Tribunal de Justiça paulista declinou da competência para apreciar o processo em favor da Justiça trabalhista, o Superior Tribunal de Justiça julgou prejudicado o conflito. Apreciando os recursos especiais interpostos pelos réus da ação civil pública, todavia, o Superior Tribunal de Justiça reformou aquela decisão declinatória de competência e manteve o julgamento da referida ação na Justiça comum. Tal decisão foi objeto de recurso extraordinário, o qual não foi admitido por aquela Corte. Entrementes, o Juízo Trabalhista da 49... Vara do Trabalho de São Paulo julgou procedentes os pedidos constantes da ação lá ajuizada, julgamento que foi confirmado pelo TRT da 2... Região, tendo sido rejeitado, ainda, o recurso de revista interposto nesse processo pela Fundação CESP perante o Tribunal Superior do Trabalho. A conclusão do relato é que tramitam duas ações, à época perante o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior do Trabalho, respectivamente, e, segundo entende a suscitante, com idênticas ‘partes’, ‘causa de pedir’ e ‘pedido’. Acrescentou a suscitante que o tema em discussão nestes autos (complementação de aposentadoria por entidades de previdência privada) teve sua repercussão geral reconhecida por esta Corte em duas oportunidades, nos autos dos Recurso Extraordinário ns 594.435/SP e 586.453/SE. Requereu, então, que se reconhecesse a competência da justiça comum para o processamento de ambas as ações, e pleiteou, ainda, a concessão de medida liminar, para suspender o andamento dos processos, até o julgamento deste conflito. Pela decisão de fls. 553/554, deferi a pretendida liminar e designei que o Tribunal Superior do Trabalho apreciasse eventuais medidas urgentes. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP mantidas as condições então vigentes do plano de previdência complementar dos aposentados e pensionistas da CESP admitidos até 13 de maio de 1974. Tal ação foi julgada totalmente improcedente pela 2... Vara da Fazenda Pública de São Paulo (SP). A associação, ao mesmo tempo que interpôs recurso para o Tribunal de Justiça, “aderiu” à reclamação trabalhista de um de seus associados, por meio de demanda coletiva em tudo semelhante à ação que havia proposto na Justiça comum. Em seguida, suscitou conflito de competência perante o Superior Tribunal de Justiça para que fosse reconhecida a competência da Justiça do Trabalho para o processamento de ambas as ações. Porém, como o Tribunal de Justiça paulista declinou da competência para apreciar o processo em favor da Justiça trabalhista, o Superior Tribunal de Justiça julgou prejudicado o conflito. Apreciando os recursos especiais interpostos pelos réus da ação civil pública, todavia, o Superior Tribunal de Justiça reformou aquela decisão declinatória de competência e manteve o julgamento da referida ação na Justiça comum. Tal decisão foi objeto de recurso extraordinário, o qual não foi admitido por aquela Corte. Entrementes, o Juízo Trabalhista da 49... Vara do Trabalho de São Paulo julgou procedentes os pedidos constantes da ação lá ajuizada, julgamento que foi confirmado pelo TRT da 2... Região, tendo sido rejeitado, ainda, o recurso de revista interposto nesse processo pela Fundação CESP perante o Tribunal Superior do Trabalho. A conclusão do relato é que tramitam duas ações, à época perante o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior do Trabalho, respectivamente, e, segundo entende a suscitante, com idênticas ‘partes’, ‘causa de pedir’ e ‘pedido’. Acrescentou a suscitante que o tema em discussão nestes autos (complementação de aposentadoria por entidades de previdência privada) teve sua repercussão geral reconhecida por esta Corte em duas oportunidades, nos autos dos Recurso Extraordinário ns 594.435/SP e 586.453/SE. Requereu, então, que se reconhecesse a competência da justiça comum para o processamento de ambas as ações, e pleiteou, ainda, a concessão de medida liminar, para suspender o andamento dos processos, até o julgamento deste conflito. Pela decisão de fls. 553/554, deferi a pretendida liminar e designei que o Tribunal Superior do Trabalho apreciasse eventuais medidas urgentes. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Contra tal decisão a Associação dos Aposentados da Fundação CESP interpôs agravo regimental (fls. 583 a 590). O Ministro Presidente do Tribunal Superior do Trabalho prestou as informações pertinentes (fls. 725/726), o mesmo ocorrendo com relação ao Superior Tribunal de Justiça (fls. 653 a 655). O parecer da douta Procuradoria-Geral da República foi pelo não conhecimento do conflito (fls. 688 a 695). Instruído o feito, apreciei o incidente, por decisão monocrática datada de 3/12/12, na qual, citando como precedentes o Código Civil Brasileiro n 7.094 (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 4/5/01) e o Código Civil Brasileiro n 7.123/DF (decisão monocrática, Relator o eminente Min. Celso de Mello, DJ de 20/5/02), concluí pela não configuração do alegado conflito de competência, uma vez que não houve expressa declaração, dentro de um mesmo processo, por diferentes Juízos de reconhecimento da competência para o processamento do feito. Ressaltei, por fim, que, em hipóteses como a dos autos (em que as demandas foram propostas em diferentes ramos da Justiça e não contavam com trânsito em julgado das decisões nelas proferidas), incumbiria às partes a tomada das medidas judiciais adequadas, no âmbito processual de cada uma dessas ações, para solucionar a possível conexão ou litispendência. Não tendo conhecido do conflito, cassei a liminar de suspensão do andamento dos feitos. A Fundação CESP, o Estado de São Paulo e a CTEEP interpuseram agravos regimentais, que foram apreciados por esta Corte em sessão de 7/11/2013, por meio de julgado assim ementado: “AGRAVOS REGIMENTAIS EM CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS PARA SUA INSTAURAÇÃO. UTILIZAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. Para que reste caracterizado o conflito de competência, é mister que haja manifestações expressas de mais de um juízo afirmando sua competência, ou incompetência, para o processamento de um mesmo processo, manifestações essas que devem ser feitas nos autos de um único processo. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Contra tal decisão a Associação dos Aposentados da Fundação CESP interpôs agravo regimental (fls. 583 a 590). O Ministro Presidente do Tribunal Superior do Trabalho prestou as informações pertinentes (fls. 725/726), o mesmo ocorrendo com relação ao Superior Tribunal de Justiça (fls. 653 a 655). O parecer da douta Procuradoria-Geral da República foi pelo não conhecimento do conflito (fls. 688 a 695). Instruído o feito, apreciei o incidente, por decisão monocrática datada de 3/12/12, na qual, citando como precedentes o Código Civil Brasileiro n 7.094 (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 4/5/01) e o Código Civil Brasileiro n 7.123/DF (decisão monocrática, Relator o eminente Min. Celso de Mello, DJ de 20/5/02), concluí pela não configuração do alegado conflito de competência, uma vez que não houve expressa declaração, dentro de um mesmo processo, por diferentes Juízos de reconhecimento da competência para o processamento do feito. Ressaltei, por fim, que, em hipóteses como a dos autos (em que as demandas foram propostas em diferentes ramos da Justiça e não contavam com trânsito em julgado das decisões nelas proferidas), incumbiria às partes a tomada das medidas judiciais adequadas, no âmbito processual de cada uma dessas ações, para solucionar a possível conexão ou litispendência. Não tendo conhecido do conflito, cassei a liminar de suspensão do andamento dos feitos. A Fundação CESP, o Estado de São Paulo e a CTEEP interpuseram agravos regimentais, que foram apreciados por esta Corte em sessão de 7/11/2013, por meio de julgado assim ementado: “AGRAVOS REGIMENTAIS EM CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS PARA SUA INSTAURAÇÃO. UTILIZAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. Para que reste caracterizado o conflito de competência, é mister que haja manifestações expressas de mais de um juízo afirmando sua competência, ou incompetência, para o processamento de um mesmo processo, manifestações essas que devem ser feitas nos autos de um único processo. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP 2. A existência de diferentes demandas tramitando regulamente perante Juízos diversos, alegadamente a versar sobre o mesma tema, não configura hipótese legal para a instauração de conflito positivo de competência. Precedentes. 3. Na hipótese de diversidade de feitos, o conflito apenas estaria caracterizado se ambos os juízos se manifestassem, de forma expressa, sobre a reunião ou a separação das ações, o que não ocorreu no caso. 4. Em situações em que diferentes ramos da Justiça afirmam sua respectiva competência para o processamento das ações, dá-se o fenômeno da litispendência, e não o do conflito de competência. 5. A litispendência se resolve no julgamento de cada um desses processos, o que efetivamente ocorreu, pois a alegação já foi rejeitada por todas as instâncias da Justiça do Trabalho que se debruçaram sobre sua análise. 6. Inadmissível também se mostra a utilização do conflito de competência como sucedâneo recursal, para abreviar a regular tramitação do litígio e submetê-lo, de imediato, à apreciação da Suprema Corte. 7. Agravos regimentais não providos.” Importa destacar que, em 20/2/2013 (após, portanto, a prolação da decisão monocrática e antes de proferido o julgado em agravo regimental), esta Corte apreciou o Recurso Extraordinário n 586.453/SE, cuja repercussão geral foi reconhecida, e concluiu que “a competência para o processamento de ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar é da Justiça comum, dada a autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho”. Esta Corte modulou, ainda, os efeitos da decisão para “reconhecer a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP 2. A existência de diferentes demandas tramitando regulamente perante Juízos diversos, alegadamente a versar sobre o mesma tema, não configura hipótese legal para a instauração de conflito positivo de competência. Precedentes. 3. Na hipótese de diversidade de feitos, o conflito apenas estaria caracterizado se ambos os juízos se manifestassem, de forma expressa, sobre a reunião ou a separação das ações, o que não ocorreu no caso. 4. Em situações em que diferentes ramos da Justiça afirmam sua respectiva competência para o processamento das ações, dá-se o fenômeno da litispendência, e não o do conflito de competência. 5. A litispendência se resolve no julgamento de cada um desses processos, o que efetivamente ocorreu, pois a alegação já foi rejeitada por todas as instâncias da Justiça do Trabalho que se debruçaram sobre sua análise. 6. Inadmissível também se mostra a utilização do conflito de competência como sucedâneo recursal, para abreviar a regular tramitação do litígio e submetê-lo, de imediato, à apreciação da Suprema Corte. 7. Agravos regimentais não providos.” Importa destacar que, em 20/2/2013 (após, portanto, a prolação da decisão monocrática e antes de proferido o julgado em agravo regimental), esta Corte apreciou o Recurso Extraordinário n 586.453/SE, cuja repercussão geral foi reconhecida, e concluiu que “a competência para o processamento de ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar é da Justiça comum, dada a autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho”. Esta Corte modulou, ainda, os efeitos da decisão para “reconhecer a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até a data da conclusão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do julgamento do presente recurso (20/2/2013)”. Atualizo, por fim, o andamento processual de cada um dos feitos: relativamente ao processo em trâmite na Justiça comum, a decisão de inadmissão do recurso extraordinário da Associação dos Aposentados da Fundação CESP foi objeto de agravo de instrumento (AI n 834.551/SP). Em decisão monocrática, neguei seguimento ao recurso, ao fundamento de que não se aplicava ao caso a modulação prevista no Recurso Extraordinário n 586.453/SE, uma vez que o feito tramitou originariamente na Justiça comum, à qual competiria, assim, o exame da causa. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental (ao qual foi negado provimento) e, em seguida: (i) embargos de declaração (que restaram rejeitados – 17/12/13) e, subsequentemente, (ii) embargos de divergência (aos quais neguei seguimento, em decisão monocrática). Contra esse último decisum, interpôs a Associação agravo regimental, pendente de julgamento. Por outro lado, nos autos da reclamação trabalhista, contra a decisão proferida em recurso de revista (RR n 114500-77.2005.5.02.0049) foram interpostos pela Companhia Energética de São Paulo (CESP) embargos e recurso extraordinário. O exame de admissibilidade do apelo extremo encontra-se pendente no Tribunal Superior do Trabalho, no aguardo do julgamento dos embargos, os quais discutem apenas a legitimidade da CESP no polo passivo da demanda. A execução provisória, por seu turno, foi instaurada e, em decisão datada de 25/6/2013, assim se manifestou o juízo da causa: “2) Substituídos: Ante a tácita concordância da reclamada e por estarem em consonância com o decidido nos autos, homologo os cálculos dos substituídos (14... volume de documentos da carta de sentença) e fixo a condenação em R$37.098.949,32, sendo R$26.018.738,64 por principal e R$11.080.210,68 por juros do principal, vigentes em 01.11.2008, atualizáveis à época do 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até a data da conclusão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do julgamento do presente recurso (20/2/2013)”. Atualizo, por fim, o andamento processual de cada um dos feitos: relativamente ao processo em trâmite na Justiça comum, a decisão de inadmissão do recurso extraordinário da Associação dos Aposentados da Fundação CESP foi objeto de agravo de instrumento (AI n 834.551/SP). Em decisão monocrática, neguei seguimento ao recurso, ao fundamento de que não se aplicava ao caso a modulação prevista no Recurso Extraordinário n 586.453/SE, uma vez que o feito tramitou originariamente na Justiça comum, à qual competiria, assim, o exame da causa. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental (ao qual foi negado provimento) e, em seguida: (i) embargos de declaração (que restaram rejeitados – 17/12/13) e, subsequentemente, (ii) embargos de divergência (aos quais neguei seguimento, em decisão monocrática). Contra esse último decisum, interpôs a Associação agravo regimental, pendente de julgamento. Por outro lado, nos autos da reclamação trabalhista, contra a decisão proferida em recurso de revista (RR n 114500-77.2005.5.02.0049) foram interpostos pela Companhia Energética de São Paulo (CESP) embargos e recurso extraordinário. O exame de admissibilidade do apelo extremo encontra-se pendente no Tribunal Superior do Trabalho, no aguardo do julgamento dos embargos, os quais discutem apenas a legitimidade da CESP no polo passivo da demanda. A execução provisória, por seu turno, foi instaurada e, em decisão datada de 25/6/2013, assim se manifestou o juízo da causa: “2) Substituídos: Ante a tácita concordância da reclamada e por estarem em consonância com o decidido nos autos, homologo os cálculos dos substituídos (14... volume de documentos da carta de sentença) e fixo a condenação em R$37.098.949,32, sendo R$26.018.738,64 por principal e R$11.080.210,68 por juros do principal, vigentes em 01.11.2008, atualizáveis à época do 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP efetivo pagamento. Sobre o principal atualizado incidirão juros de mora de 1% ao mês (decrescentes) desde a propositura da ação (07.06.2005 Proc 1339/2005) até o efetivo pagamento.” Feita a narrativa dos fatos envolvidos no presente conflito, adentro nas razões recursais ora postas. Requerem os recorrentes a reforma da decisão proferida para que o presente conflito de competência seja recebido por esta Corte como incidente apto à solução do impasse processual, nominado pelos recorrentes como litispendência entre os dois feitos. Para analisar o efeito infringente requerido, divido didaticamente este voto, delimitando, inicialmente, a natureza da relação processual estabelecida entre os feitos, para, após, apreciar a possibilidade de inserção do caso dos autos entre as hipóteses legais de instauração do conflito de competência. O LIAME PROCESSUAL ENTRE AS DEMANDAS Importa destacar que, ao contrário do quanto suscitado pelos embargantes, não há litispendência no caso, mas sim conexão entre os feitos. Observe-se inicialmente que não há identidade de partes. Os polos ativos são idênticos (ambas as demandas foram ajuizadas pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP), mas os polos passivos são distintos. De fato, a primeira ação, proposta perante a Justiça comum, tem como réus a Fundação CESP, o Estado de São Paulo e a CTEEP. Por seu turno, a ação trabalhista foi apresentada em face da Fundação CESP, da CTEEP e da CESP (Companhia Energética de São Paulo), sendo precisamente aqui que reside a distinção no polo passivo, uma vez que, em audiência inaugural, foi admitido à lide (na condição de litisconsorte) o Estado de São Paulo. Anoto, ainda, sem qualquer interferência quanto à conclusão aqui posta pela inexistência de identidade de partes, que, em grau de recurso 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP efetivo pagamento. Sobre o principal atualizado incidirão juros de mora de 1% ao mês (decrescentes) desde a propositura da ação (07.06.2005 Proc 1339/2005) até o efetivo pagamento.” Feita a narrativa dos fatos envolvidos no presente conflito, adentro nas razões recursais ora postas. Requerem os recorrentes a reforma da decisão proferida para que o presente conflito de competência seja recebido por esta Corte como incidente apto à solução do impasse processual, nominado pelos recorrentes como litispendência entre os dois feitos. Para analisar o efeito infringente requerido, divido didaticamente este voto, delimitando, inicialmente, a natureza da relação processual estabelecida entre os feitos, para, após, apreciar a possibilidade de inserção do caso dos autos entre as hipóteses legais de instauração do conflito de competência. O LIAME PROCESSUAL ENTRE AS DEMANDAS Importa destacar que, ao contrário do quanto suscitado pelos embargantes, não há litispendência no caso, mas sim conexão entre os feitos. Observe-se inicialmente que não há identidade de partes. Os polos ativos são idênticos (ambas as demandas foram ajuizadas pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP), mas os polos passivos são distintos. De fato, a primeira ação, proposta perante a Justiça comum, tem como réus a Fundação CESP, o Estado de São Paulo e a CTEEP. Por seu turno, a ação trabalhista foi apresentada em face da Fundação CESP, da CTEEP e da CESP (Companhia Energética de São Paulo), sendo precisamente aqui que reside a distinção no polo passivo, uma vez que, em audiência inaugural, foi admitido à lide (na condição de litisconsorte) o Estado de São Paulo. Anoto, ainda, sem qualquer interferência quanto à conclusão aqui posta pela inexistência de identidade de partes, que, em grau de recurso 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP perante o Tribunal Superior do Trabalho (embargos de declaração em recurso de revista), restaram admitidos à lide trabalhista: o SINDICATO DOS ENGENHEIROS NO ESTADO DE SÃO PAULO (SEESP) - como terceiro interessado - e o SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA DE SÃO PAULO - na condição de assistente da FUNDAÇÃO CESP. A distinção entre as demandas reside ainda nos pedidos, sendo certo que o posteriormente apresentado (inserto na reclamação trabalhista) abarca o anterior (constante da ACP), sob uma lógica que parece encontrar motivação cronológica. De fato, a primeira demanda foi intentada em dezembro de 2003, antes, portanto, da alteração das regras de complementação de aposentadoria, previstas – segundo sua inicial – para ocorrer em janeiro de 2004. Continha, desse modo, requerimento de caráter preventivo, consistente na manutenção de todas as condições do plano de previdência complementar firmado (inclusive a que respeitava ao processamento da folha de pagamento dos beneficiários por meio da FUNDAÇÃO CESP) e na exclusão, por consequência, dos novos regramentos pretendidos pelos réus. Destaco o pedido autoral: “[P]rocedência da ação civil pública, a fim de continuar a cargo da FUNDAÇÃO CESP o processamento da folha de pagamento dos beneficiários das complementações de aposentadoria e pensão, previstas na Lei estadual n. 4189, de 28 de agosto de 1958. Consequentemente, pedem sejam declarados ineficazes todos os atos do Governo do Estado de São Paulo no sentido de tomar para si tal responsabilidade e que lhe seja imposto comando no sentido de se abster de novas investidas nesse sentido. Cumulativamente, pede sejam mantidas todas as condições atuais do plano de previdência complementar dos aposentados e pensionistas da CESP admitidos até o dia 13 de maio de 1.974 – especialmente as indicadas no corpo desta petição, como base de cálculo para o valor da complementação, paridade com os empregados da ativa, inexistência de teto 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP perante o Tribunal Superior do Trabalho (embargos de declaração em recurso de revista), restaram admitidos à lide trabalhista: o SINDICATO DOS ENGENHEIROS NO ESTADO DE SÃO PAULO (SEESP) - como terceiro interessado - e o SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA DE SÃO PAULO - na condição de assistente da FUNDAÇÃO CESP. A distinção entre as demandas reside ainda nos pedidos, sendo certo que o posteriormente apresentado (inserto na reclamação trabalhista) abarca o anterior (constante da ACP), sob uma lógica que parece encontrar motivação cronológica. De fato, a primeira demanda foi intentada em dezembro de 2003, antes, portanto, da alteração das regras de complementação de aposentadoria, previstas – segundo sua inicial – para ocorrer em janeiro de 2004. Continha, desse modo, requerimento de caráter preventivo, consistente na manutenção de todas as condições do plano de previdência complementar firmado (inclusive a que respeitava ao processamento da folha de pagamento dos beneficiários por meio da FUNDAÇÃO CESP) e na exclusão, por consequência, dos novos regramentos pretendidos pelos réus. Destaco o pedido autoral: “[P]rocedência da ação civil pública, a fim de continuar a cargo da FUNDAÇÃO CESP o processamento da folha de pagamento dos beneficiários das complementações de aposentadoria e pensão, previstas na Lei estadual n. 4189, de 28 de agosto de 1958. Consequentemente, pedem sejam declarados ineficazes todos os atos do Governo do Estado de São Paulo no sentido de tomar para si tal responsabilidade e que lhe seja imposto comando no sentido de se abster de novas investidas nesse sentido. Cumulativamente, pede sejam mantidas todas as condições atuais do plano de previdência complementar dos aposentados e pensionistas da CESP admitidos até o dia 13 de maio de 1.974 – especialmente as indicadas no corpo desta petição, como base de cálculo para o valor da complementação, paridade com os empregados da ativa, inexistência de teto 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP salarial, pagamentos quinzenais, descontos em folha, vantagens, facilidades etc, nos termos do regulamento intitulado Plano Previdenciário CESP 4819. Mais uma vez requer a imposição da obrigação de não-fazer à FAZENDA DO ESTADO, para garantir a inalterabilidade dessas condições.” Já a reclamação trabalhista coletiva, a qual foi apensada à reclamação individual n 01145.2005.049.02.00.6, tem petição datada de 2/6/05, tendo sido proposta, portanto, após a alteração das regras do regime de complementações de aposentadoria e pensão da Fundação CESP, de modo que sua insurgência não se voltou à manutenção do estado de coisas (porque já alterado), dirigindo-se, isso sim, ao retorno ao status quo ante. Ademais, pretendeu, ainda, a reclamação trabalhista a condenação dos réus ao pagamento das diferenças entre os valores pagos com base nas novas regras e os valores que teriam sido pagos com base nas regras anteriores. Eis o requerimento autoral: “a) a manutenção do cumprimento da obrigação contratual pelas reclamadas de pagarem as complementações de aposentadoria e/ou pensão COMO VÊM FAZENDO HÁ MUITOS ANOS, segundo as condições incorporadas a casa um dos contratos de trabalho dos associados da requerente (ROL DE SUBSTITUÍDOS ANEXO) especialmente através do Regulamento Interno – ’Plano Previdenciário CESP – Plano 4819” que encontra-se minuciosamente disciplinada pela Instrução de Serviço II. P. 31, emitida pela CESP, assim como pela CARTILHA DA HORA H – APOSENTADOS E PENSIONISTAS, esta emitida pela Fundação CESP, sem qualquer redução ou supressão de benefício, seja pela aplicação do teto constitucional decorrente da Emenda Constitucional 41/03 ou da contribuição previdenciária recentemente criada pela Lei 954/03 (11%) ou, ainda, qualquer outra regra aplicável somente ao funcionalismo público, sob pena de restar violado o art. 5..., XXXVI; art. 7..., inc. VI e artigo 60, § 4..., inc. IV, todos da 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP salarial, pagamentos quinzenais, descontos em folha, vantagens, facilidades etc, nos termos do regulamento intitulado Plano Previdenciário CESP 4819. Mais uma vez requer a imposição da obrigação de não-fazer à FAZENDA DO ESTADO, para garantir a inalterabilidade dessas condições.” Já a reclamação trabalhista coletiva, a qual foi apensada à reclamação individual n 01145.2005.049.02.00.6, tem petição datada de 2/6/05, tendo sido proposta, portanto, após a alteração das regras do regime de complementações de aposentadoria e pensão da Fundação CESP, de modo que sua insurgência não se voltou à manutenção do estado de coisas (porque já alterado), dirigindo-se, isso sim, ao retorno ao status quo ante. Ademais, pretendeu, ainda, a reclamação trabalhista a condenação dos réus ao pagamento das diferenças entre os valores pagos com base nas novas regras e os valores que teriam sido pagos com base nas regras anteriores. Eis o requerimento autoral: “a) a manutenção do cumprimento da obrigação contratual pelas reclamadas de pagarem as complementações de aposentadoria e/ou pensão COMO VÊM FAZENDO HÁ MUITOS ANOS, segundo as condições incorporadas a casa um dos contratos de trabalho dos associados da requerente (ROL DE SUBSTITUÍDOS ANEXO) especialmente através do Regulamento Interno – ’Plano Previdenciário CESP – Plano 4819” que encontra-se minuciosamente disciplinada pela Instrução de Serviço II. P. 31, emitida pela CESP, assim como pela CARTILHA DA HORA H – APOSENTADOS E PENSIONISTAS, esta emitida pela Fundação CESP, sem qualquer redução ou supressão de benefício, seja pela aplicação do teto constitucional decorrente da Emenda Constitucional 41/03 ou da contribuição previdenciária recentemente criada pela Lei 954/03 (11%) ou, ainda, qualquer outra regra aplicável somente ao funcionalismo público, sob pena de restar violado o art. 5..., XXXVI; art. 7..., inc. VI e artigo 60, § 4..., inc. IV, todos da 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Constituição Federal de 1988/88, bem como os enunciados 288, 51 e 97 do C. Tribunal Superior do Trabalho, bem como sejam efetuados os descontos referentes aos benefícios concedidos e incorporados em cada um dos contratos de trabalho, tais como (....), a fim de garantir-lhes a manutenção das condições já incorporadas ao seu contrato de trabalho, sob pena de multa diária a ser fixada por Vossa Excelência; b) Antecipação dos efeitos da sentença de mérito (art. 273, Código de Processo Civil), com a consequente fixação de prazo para cumprimento da obrigação de fazer e multa diária pelo seu inadimplemento, nos moldes do artigo 461 do Código de Processo Civil; c) Obrigação de não-fazer, que consiste em não efetuar o desconto da contribuição previdenciária no importe de 11%, bem como do teto constitucional – redutor salarial (EC 41/03) ou de qualquer outra regra aplicável somente ao funcionalismo público estatutário e consequentemente a devolução desses valores já descontados sob esse título; d) Pagamento das diferenças de complementação de aposentadoria e/ou pensão, parcelas vencidas e vincendas até o efetivo restabelecimento do pagamento integral, conforme vinha sendo feito há muitos anos, a ser apurada em execução; (...)” Estabelecido, desse modo, que os processos se põem em relação de conexão, há que se averiguar se essa espécie de liame processual justifica a provocação do incidente de conflito de competência. O ART. 115, DO Código de Processo Civil Segundo dispõe o Código de Processo Civil, em seu art. 115, haverá conflito de competência: “I - quando dois ou mais juízes se declaram competentes; II - quando dois ou mais juízes se consideram incompetentes; III - quando entre dois ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos.” 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Constituição Federal de 1988/88, bem como os enunciados 288, 51 e 97 do C. Tribunal Superior do Trabalho, bem como sejam efetuados os descontos referentes aos benefícios concedidos e incorporados em cada um dos contratos de trabalho, tais como (....), a fim de garantir-lhes a manutenção das condições já incorporadas ao seu contrato de trabalho, sob pena de multa diária a ser fixada por Vossa Excelência; b) Antecipação dos efeitos da sentença de mérito (art. 273, Código de Processo Civil), com a consequente fixação de prazo para cumprimento da obrigação de fazer e multa diária pelo seu inadimplemento, nos moldes do artigo 461 do Código de Processo Civil; c) Obrigação de não-fazer, que consiste em não efetuar o desconto da contribuição previdenciária no importe de 11%, bem como do teto constitucional – redutor salarial (EC 41/03) ou de qualquer outra regra aplicável somente ao funcionalismo público estatutário e consequentemente a devolução desses valores já descontados sob esse título; d) Pagamento das diferenças de complementação de aposentadoria e/ou pensão, parcelas vencidas e vincendas até o efetivo restabelecimento do pagamento integral, conforme vinha sendo feito há muitos anos, a ser apurada em execução; (...)” Estabelecido, desse modo, que os processos se põem em relação de conexão, há que se averiguar se essa espécie de liame processual justifica a provocação do incidente de conflito de competência. O ART. 115, DO Código de Processo Civil Segundo dispõe o Código de Processo Civil, em seu art. 115, haverá conflito de competência: “I - quando dois ou mais juízes se declaram competentes; II - quando dois ou mais juízes se consideram incompetentes; III - quando entre dois ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos.” 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP O art. 115 do Código de Processo Civil, em uma primeira leitura, não comporta dúvidas quanto ao seu alcance, já que elenca situações muito claras e específicas no bojo das quais se tem por evidenciada a necessidade de definição, por órgão superior, do juízo competente para o processo e o julgamento da lide (incisos I e II) ou das lides (inciso III). Nesse sentido, formou-se larga jurisprudência acerca da inviabilidade do incidente quando ausente a manifestação expressa de mais de um juízo, no bojo do mesmo processo, no sentido de sua competência (inciso I) ou da ausência dela (inciso II). Nesta Corte a posição em tela chegou a constar da ementa da questão de ordem no Código Civil Brasileiro n 7094/MA. Transcrevo: “I. Conflito positivo de competência: inexistência de regra, sequer em tese, entre Superior Tribunal de Justiça e Tribunais de segundo grau da justiça ordinária, federal ou estadual: jurisprudência do Supremo Tribunal. Embora manifestado entre Tribunais, o dissídio, em matéria de competência, entre o Superior Tribunal de Justiça e um Tribunal de segundo grau da justiça ordinária - não importando se federal ou estadual -, é um problema de hierarquia de jurisdição e não, de conflito: a regra que incumbe o Supremo Tribunal Federal de julgar conflitos de competência entre Tribunal Superior e qualquer outro Tribunal não desmente a verdade curial de que, onde haja hierarquia jurisdicional, não há conflito de jurisdição. II. Conflito positivo de competência: inexistência. Ainda quando não haja entre eles o vínculo de superposição jurisdicional - bastante a ilidir a caracterização do conflito -, para que um conflito positivo se configurasse seria necessário que ambos os órgãos jurisdicionais - da mesma ou diversa gradação judiciária - explicitamente ou implicitamente se afirmassem competentes para decidir, num dado processo, da mesma questão, em decisão do mesmo grau: assim, quando Juiz e Tribunal - desvinculados entre si - se pretendam originariamente competentes para conhecer de determinada causa e julgá-la. Não é o que se passa na espécie: 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP O art. 115 do Código de Processo Civil, em uma primeira leitura, não comporta dúvidas quanto ao seu alcance, já que elenca situações muito claras e específicas no bojo das quais se tem por evidenciada a necessidade de definição, por órgão superior, do juízo competente para o processo e o julgamento da lide (incisos I e II) ou das lides (inciso III). Nesse sentido, formou-se larga jurisprudência acerca da inviabilidade do incidente quando ausente a manifestação expressa de mais de um juízo, no bojo do mesmo processo, no sentido de sua competência (inciso I) ou da ausência dela (inciso II). Nesta Corte a posição em tela chegou a constar da ementa da questão de ordem no Código Civil Brasileiro n 7094/MA. Transcrevo: “I. Conflito positivo de competência: inexistência de regra, sequer em tese, entre Superior Tribunal de Justiça e Tribunais de segundo grau da justiça ordinária, federal ou estadual: jurisprudência do Supremo Tribunal. Embora manifestado entre Tribunais, o dissídio, em matéria de competência, entre o Superior Tribunal de Justiça e um Tribunal de segundo grau da justiça ordinária - não importando se federal ou estadual -, é um problema de hierarquia de jurisdição e não, de conflito: a regra que incumbe o Supremo Tribunal Federal de julgar conflitos de competência entre Tribunal Superior e qualquer outro Tribunal não desmente a verdade curial de que, onde haja hierarquia jurisdicional, não há conflito de jurisdição. II. Conflito positivo de competência: inexistência. Ainda quando não haja entre eles o vínculo de superposição jurisdicional - bastante a ilidir a caracterização do conflito -, para que um conflito positivo se configurasse seria necessário que ambos os órgãos jurisdicionais - da mesma ou diversa gradação judiciária - explicitamente ou implicitamente se afirmassem competentes para decidir, num dado processo, da mesma questão, em decisão do mesmo grau: assim, quando Juiz e Tribunal - desvinculados entre si - se pretendam originariamente competentes para conhecer de determinada causa e julgá-la. Não é o que se passa na espécie: 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP a decisão do Superior Tribunal de Justiça, ao sustar sucessivas decisões liminares do Tribunal de Justiça que haviam emprestado efeito suspensivo à apelação, não o inibiu de julgar esta, mas apenas impediu remanecesse suspensa a força executiva imediata da sentença apelada” (Código Civil Brasileiro n 7.094-QO, Relator o Min. Sepúlveda Pertence, julgado em 9/3/2000, publicado em 4/5/01, Tribunal Pleno). No mesmo sentido, o seguinte julgado: “Agravo Regimental em Conflito de Competência. 2. Para verificar o conflito positivo suscitado, previsto no inciso I do art. 115 do Código de Processo Civil, pressupõe-se que haja, no mínimo, duas decisões de juízos distintos a invocar competência para apreciar o caso. A autora não se desincumbiu do ônus de apresentá-las, desse modo não restou demonstrado o conflito positivo de competência. 3. Nulidade da decisão. Prevenção de outro ministro. A questão só foi levantada após o julgamento do processo, em virtude de decisão contrária aos interesses da parte. Preclusão. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Código Civil Brasileiro n 7.699/MG-AgR, Relator o Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 18/3/11). No caso dos autos, os feitos apontados não contam, no bojo de cada qual, com divergência entre juízos diversos quanto à competência para seus respectivos processamentos. Em verdade – como já salientado neste voto – nos autos em trâmite na Justiça comum, o Tribunal de Justiça paulista, em sede de apelação, chegou a declinar da sua competência em favor da Justiça trabalhista. Tal decisão, entretanto, foi reformada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, que afirmou a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento do feito. Mantida a insurgência do autor quanto ao ponto, a questão foi trazida à apreciação desta Corte, que, decidindo o AI n 834.551/SP, posicionou-se pela competência da Justiça comum. Nos autos do citado agravo de instrumento, pende de apreciação apenas o agravo regimental em embargos de declaração em embargos de divergência no agravo 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP a decisão do Superior Tribunal de Justiça, ao sustar sucessivas decisões liminares do Tribunal de Justiça que haviam emprestado efeito suspensivo à apelação, não o inibiu de julgar esta, mas apenas impediu remanecesse suspensa a força executiva imediata da sentença apelada” (Código Civil Brasileiro n 7.094-QO, Relator o Min. Sepúlveda Pertence, julgado em 9/3/2000, publicado em 4/5/01, Tribunal Pleno). No mesmo sentido, o seguinte julgado: “Agravo Regimental em Conflito de Competência. 2. Para verificar o conflito positivo suscitado, previsto no inciso I do art. 115 do Código de Processo Civil, pressupõe-se que haja, no mínimo, duas decisões de juízos distintos a invocar competência para apreciar o caso. A autora não se desincumbiu do ônus de apresentá-las, desse modo não restou demonstrado o conflito positivo de competência. 3. Nulidade da decisão. Prevenção de outro ministro. A questão só foi levantada após o julgamento do processo, em virtude de decisão contrária aos interesses da parte. Preclusão. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Código Civil Brasileiro n 7.699/MG-AgR, Relator o Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 18/3/11). No caso dos autos, os feitos apontados não contam, no bojo de cada qual, com divergência entre juízos diversos quanto à competência para seus respectivos processamentos. Em verdade – como já salientado neste voto – nos autos em trâmite na Justiça comum, o Tribunal de Justiça paulista, em sede de apelação, chegou a declinar da sua competência em favor da Justiça trabalhista. Tal decisão, entretanto, foi reformada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, que afirmou a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento do feito. Mantida a insurgência do autor quanto ao ponto, a questão foi trazida à apreciação desta Corte, que, decidindo o AI n 834.551/SP, posicionou-se pela competência da Justiça comum. Nos autos do citado agravo de instrumento, pende de apreciação apenas o agravo regimental em embargos de declaração em embargos de divergência no agravo 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP regimental. Em nenhum momento, portanto, houve pronunciamento da Justiça trabalhista quanto a sua competência, ou a ausência dela, para processamento da demanda. Por outro lado, no bojo da reclamação trabalhista proposta pelo sindicato, a alegação de incompetência da Justiça do Trabalho se deu pelos réus da demanda e vem sendo arguida em todas as instâncias – até o momento sem sucesso – e sem que exista manifestação de juízo diverso quanto a sua competência para a apreciação do feito. Não se caracteriza, assim, o conflito de competência nos moldes dos incisos I ou II do art. 115 do Código de Processo Civil. Não há, ainda, quanto aos feitos, divergência acerca de sua reunião ou separação, de modo que – em princípio – também não se teria por configurada a hipótese de conflito de competência inserta no inciso III do citado dispositivo. Em situações como essa – tal qual apontado nas decisões proferidas nestes autos – seria de se esperar que a alegação de litispendência (ou, como seria mais apropriado, conexão) fosse deduzida no bojo de cada processo, buscando-se a solução dos litígios junto aos juízos dos respectivos feitos, sob pena de se converter o conflito de competência em sucedâneo recursal. Há, inclusive, precedentes do Plenário desta Corte em que tal estratégia (de utilização do conflito como sucedâneo recursal) é repelida. Cito, para exemplificar, a ementa do seguinte julgado: “CONFLITO DE COMPETÊNCIA. ART. 102, INC. I, ALÍNEA O, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONFLITO ENTRE TRIBUNAL SUPERIOR E OUTROS ÓRGÃOS JUDICIÁRIOS. AUSÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Para que seja instaurada a competência do Supremo Tribunal Federal, é indispensável que esteja em conflito a competência de Tribunal Superior, para o julgamento da ação a ser examinada, nos termos do art. 102, inc. I, alínea o, da Constituição da República. Precedentes. 2. O Superior Tribunal 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP regimental. Em nenhum momento, portanto, houve pronunciamento da Justiça trabalhista quanto a sua competência, ou a ausência dela, para processamento da demanda. Por outro lado, no bojo da reclamação trabalhista proposta pelo sindicato, a alegação de incompetência da Justiça do Trabalho se deu pelos réus da demanda e vem sendo arguida em todas as instâncias – até o momento sem sucesso – e sem que exista manifestação de juízo diverso quanto a sua competência para a apreciação do feito. Não se caracteriza, assim, o conflito de competência nos moldes dos incisos I ou II do art. 115 do Código de Processo Civil. Não há, ainda, quanto aos feitos, divergência acerca de sua reunião ou separação, de modo que – em princípio – também não se teria por configurada a hipótese de conflito de competência inserta no inciso III do citado dispositivo. Em situações como essa – tal qual apontado nas decisões proferidas nestes autos – seria de se esperar que a alegação de litispendência (ou, como seria mais apropriado, conexão) fosse deduzida no bojo de cada processo, buscando-se a solução dos litígios junto aos juízos dos respectivos feitos, sob pena de se converter o conflito de competência em sucedâneo recursal. Há, inclusive, precedentes do Plenário desta Corte em que tal estratégia (de utilização do conflito como sucedâneo recursal) é repelida. Cito, para exemplificar, a ementa do seguinte julgado: “CONFLITO DE COMPETÊNCIA. ART. 102, INC. I, ALÍNEA O, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONFLITO ENTRE TRIBUNAL SUPERIOR E OUTROS ÓRGÃOS JUDICIÁRIOS. AUSÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Para que seja instaurada a competência do Supremo Tribunal Federal, é indispensável que esteja em conflito a competência de Tribunal Superior, para o julgamento da ação a ser examinada, nos termos do art. 102, inc. I, alínea o, da Constituição da República. Precedentes. 2. O Superior Tribunal 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP de Justiça exerceu sua jurisdição constitucional ao examinar conflito de competência lá ajuizado. Não está em discussão a competência de qualquer outro órgão judiciário para fazê-lo. 3. Conflito de competência não pode ser utilizado como sucedâneo recursal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Código Civil Brasileiro n 7.730-AgR/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 7/12/11). Todavia, reconheço – como suscitado pelos embargantes em seus declaratórios – que há evidente perigo (saliente-se, já configurado) de prolação de decisões conflitantes entre os feitos, e acrescento: tendo em vista que a ação trabalhista se encontra em fase de execução provisória (ante a sentença de procedência do pedido), há risco iminente de completa desconsideração da decisão judicial proferida, em sentido diametralmente oposto, na Justiça comum (que julgou improcedente o pleito autoral). Reconheço, ainda, que – ao contrário do que foi decidido nos julgados até aqui proferidos – a alegação de litispendência no bojo de cada feito pode não ser efetiva para solucionar o impasse processual, mesmo que se tenha em conta que o transcurso normal dos processos os canalizaria para uma decisão desta Corte em sede de recursos extraordinários, no bojo dos quais se definiria a competência para seu processamento. E por que reconheço essa específica dificuldade? É que, como salientei acima, esta Corte, ao julgar, pela sistemática da repercussão geral, o Recurso Extraordinário n 586.453/SE, decidiu competir à Justiça comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar, ressalvando, contudo, como regra de modulação, a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até a data da conclusão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do julgamento do Recurso Extraordinário em questão (20/2/2013). A aplicação da decisão proferida por esta Corte no Recurso Extraordinário n 586.453/SE 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP de Justiça exerceu sua jurisdição constitucional ao examinar conflito de competência lá ajuizado. Não está em discussão a competência de qualquer outro órgão judiciário para fazê-lo. 3. Conflito de competência não pode ser utilizado como sucedâneo recursal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Código Civil Brasileiro n 7.730-AgR/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 7/12/11). Todavia, reconheço – como suscitado pelos embargantes em seus declaratórios – que há evidente perigo (saliente-se, já configurado) de prolação de decisões conflitantes entre os feitos, e acrescento: tendo em vista que a ação trabalhista se encontra em fase de execução provisória (ante a sentença de procedência do pedido), há risco iminente de completa desconsideração da decisão judicial proferida, em sentido diametralmente oposto, na Justiça comum (que julgou improcedente o pleito autoral). Reconheço, ainda, que – ao contrário do que foi decidido nos julgados até aqui proferidos – a alegação de litispendência no bojo de cada feito pode não ser efetiva para solucionar o impasse processual, mesmo que se tenha em conta que o transcurso normal dos processos os canalizaria para uma decisão desta Corte em sede de recursos extraordinários, no bojo dos quais se definiria a competência para seu processamento. E por que reconheço essa específica dificuldade? É que, como salientei acima, esta Corte, ao julgar, pela sistemática da repercussão geral, o Recurso Extraordinário n 586.453/SE, decidiu competir à Justiça comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar, ressalvando, contudo, como regra de modulação, a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até a data da conclusão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do julgamento do Recurso Extraordinário em questão (20/2/2013). A aplicação da decisão proferida por esta Corte no Recurso Extraordinário n 586.453/SE 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP aos casos sob análise, apenas individualmente considerados, conduziria a uma situação de dupla competência: (i) da Justiça comum para apreciar a ação civil pública proposta (como decorrência da tese central firmada em repercussão geral); e (ii) da Justiça do Trabalho para processar e julgar a reclamação trabalhista intentada, uma vez que essa já contava com sentença em 20/2/13 (regra de modulação estabelecida). A análise isolada da competência em cada feito, portanto, conduziria à conclusão de que tanto a Justiça trabalhista seria competente para apreciação da reclamação trabalhista, como a Justiça comum seria competente para apreciação da ação civil pública junto a si proposta. Ocorre que há uma relação de parcial identidade entre as demandas (uma vez que há conexão entre os feitos), o que conduz à já salientada possibilidade de que decisões conflitantes – e mesmo contraditórias – sejam proferidas em tais processos e – o que é mais grave – subsistam como decisões igualmente válidas! Qual seria, então, o instrumento processual cabível para a definição do impasse senão aquele que considerasse, para fins de definição do órgão competente, a análise conjunta das demandas? É por isso que tenho por certa a necessidade de reforma da decisão ora recorrida para se admitir a existência de conflito de competência. A propósito, é de se ressaltar que o Colendo Superior Tribunal de Justiça já vem reconhecendo – em situações excepcionais – a admissibilidade do conflito de competência para além das hipóteses estritamente legais. De fato, aquela Corte Superior vem realizando interpretação extensiva sobre o art. 115, III, do Código de Processo Civil para admitir o conflito de competência sempre que exista a possibilidade de prolação de decisões conflitantes em feitos distintos, ainda que não haja perfeita modulação do caso àquela previsão legal. Vide julgados nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA ESTADUAL E FEDERAL. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO ART. 115 DO Código de Processo Civil. 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP aos casos sob análise, apenas individualmente considerados, conduziria a uma situação de dupla competência: (i) da Justiça comum para apreciar a ação civil pública proposta (como decorrência da tese central firmada em repercussão geral); e (ii) da Justiça do Trabalho para processar e julgar a reclamação trabalhista intentada, uma vez que essa já contava com sentença em 20/2/13 (regra de modulação estabelecida). A análise isolada da competência em cada feito, portanto, conduziria à conclusão de que tanto a Justiça trabalhista seria competente para apreciação da reclamação trabalhista, como a Justiça comum seria competente para apreciação da ação civil pública junto a si proposta. Ocorre que há uma relação de parcial identidade entre as demandas (uma vez que há conexão entre os feitos), o que conduz à já salientada possibilidade de que decisões conflitantes – e mesmo contraditórias – sejam proferidas em tais processos e – o que é mais grave – subsistam como decisões igualmente válidas! Qual seria, então, o instrumento processual cabível para a definição do impasse senão aquele que considerasse, para fins de definição do órgão competente, a análise conjunta das demandas? É por isso que tenho por certa a necessidade de reforma da decisão ora recorrida para se admitir a existência de conflito de competência. A propósito, é de se ressaltar que o Colendo Superior Tribunal de Justiça já vem reconhecendo – em situações excepcionais – a admissibilidade do conflito de competência para além das hipóteses estritamente legais. De fato, aquela Corte Superior vem realizando interpretação extensiva sobre o art. 115, III, do Código de Processo Civil para admitir o conflito de competência sempre que exista a possibilidade de prolação de decisões conflitantes em feitos distintos, ainda que não haja perfeita modulação do caso àquela previsão legal. Vide julgados nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA ESTADUAL E FEDERAL. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO ART. 115 DO Código de Processo Civil. 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP AÇÃO RESCISÓRIA NA QUAL SE PLEITEIA O RECONHECIMENTO DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE DO IMÓVEL MEDIANTE USUCAPIÃO E AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE DECORRENTE DA ARREMATAÇÃO DO MESMO IMÓVEL EM LEILÃO EXTRAJUDICIAL. CONEXÃO. PREJUDICIALIDADE. SUSPENSÃO. PRECEDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO EM CASO ANÁLOGO (AGRG NO Código Civil Brasileiro 112.956/MS, MIN. NANCY ANDRIGHI, DJE DE 02/05/2012). CONFLITO CONHECIDO PARA, MANTENDO A COMPETÊNCIA DOS JUÍZOS SUSCITADOS PARA O PROCESSAMENTO E JULGAMENTO DAS RESPECTIVAS DEMANDAS, DETERMINAR A SUSPENSÃO DA AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE EM TRÂMITE NO JUÍZO DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL DE TRISTEZA - PORTO ALEGRE - RS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Código Civil Brasileiro n 129.502/RS-AgRg, Relator o Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Segunda Seção, DJe de 21/11/2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. CONFIGURAÇÃO. CONTROVÉRSIA ACERCA DA REUNIÃO DE PROCESSOS. Código de Processo Civil, ART. 115, III. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO REFERIDO DISPOSITIVO LEGAL. PRECEDENTES. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. AÇÕES EM QUE SE DISCUTE A GUARDA DE MENOR. AJUIZAMENTO DE DIVERSAS DEMANDAS EM ESTADOS DIFERENTES PELO PAI E PELA MÃE. FIXAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO JUÍZO DO DOMICÍLIO DE QUEM EXERCE A GUARDA DA MENOR. PRECEDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DO Superior Tribunal de Justiça EM CASO ANÁLOGO DA MINHA RELATORIA (Código Civil Brasileiro 127.109/AM, DJE DE 07/07/2013). DECLARAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DE DIREITO DA 1... VARA CÍVEL DA COMARCA DE BOA VISTA/RR (JUÍZO SUSCITADO). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Código Civil Brasileiro n 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP AÇÃO RESCISÓRIA NA QUAL SE PLEITEIA O RECONHECIMENTO DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE DO IMÓVEL MEDIANTE USUCAPIÃO E AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE DECORRENTE DA ARREMATAÇÃO DO MESMO IMÓVEL EM LEILÃO EXTRAJUDICIAL. CONEXÃO. PREJUDICIALIDADE. SUSPENSÃO. PRECEDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO EM CASO ANÁLOGO (AGRG NO Código Civil Brasileiro 112.956/MS, MIN. NANCY ANDRIGHI, DJE DE 02/05/2012). CONFLITO CONHECIDO PARA, MANTENDO A COMPETÊNCIA DOS JUÍZOS SUSCITADOS PARA O PROCESSAMENTO E JULGAMENTO DAS RESPECTIVAS DEMANDAS, DETERMINAR A SUSPENSÃO DA AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE EM TRÂMITE NO JUÍZO DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL DE TRISTEZA - PORTO ALEGRE - RS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Código Civil Brasileiro n 129.502/RS-AgRg, Relator o Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Segunda Seção, DJe de 21/11/2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. CONFIGURAÇÃO. CONTROVÉRSIA ACERCA DA REUNIÃO DE PROCESSOS. Código de Processo Civil, ART. 115, III. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO REFERIDO DISPOSITIVO LEGAL. PRECEDENTES. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. AÇÕES EM QUE SE DISCUTE A GUARDA DE MENOR. AJUIZAMENTO DE DIVERSAS DEMANDAS EM ESTADOS DIFERENTES PELO PAI E PELA MÃE. FIXAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO JUÍZO DO DOMICÍLIO DE QUEM EXERCE A GUARDA DA MENOR. PRECEDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DO Superior Tribunal de Justiça EM CASO ANÁLOGO DA MINHA RELATORIA (Código Civil Brasileiro 127.109/AM, DJE DE 07/07/2013). DECLARAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DE DIREITO DA 1... VARA CÍVEL DA COMARCA DE BOA VISTA/RR (JUÍZO SUSCITADO). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Código Civil Brasileiro n 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP 128.051/ES-AgRg. SEGUNDA SEÇÃO. Relator o Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, DJe de 29/10/2013). “DIREITO CIVIL E FAMÍLIA. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS PROPOSTA POR AVÓ PATERNA. CONEXÃO. AÇÃO DE MODIFICAÇÃO DE GUARDA E REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS PROPOSTA POR PAI. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. REUNIÃO DOS PROCESSOS. CONVENIÊNCIA. ARTIGOS ANALISADOS: ART. 103 DO Código de Processo Civil. 1. Ação de regulamentação de visitas ajuizada em 24.05.2011. Recurso especial concluso ao Gabinete em 08.08.2013. 2. Discussão relativa à possibilidade de reunião dos processos de regulamentação de visitas propostos por pai e avó paterna de menor, para julgamento conjunto, em razão da conexão. 3. A ausência de decisão sobre os dispositivos legais supostamente violados, não obstante a interposição de embargos de declaração, impede o conhecimento do recurso especial. Incidência da Súmula 211/Superior Tribunal de Justiça. 4. A conexão (art. 103 do Código de Processo Civil), constitui uma regra de modificação da competência, fazendo com que as causas conexas sejam reunidas para obter julgamento conjunto, com o escopo de evitar decisões conflitantes. 5. O instituto pressupõe a existência de causas que, embora não sejam iguais, guardem entre si algum vínculo, uma relação de afinidade, o que denota que o alcance da regra de conexão tem sido alargado, de modo a se interpretar "o vocábulo "comum", contido no texto legal, como uma indicação do legislador de que, para caracterizar a conexão, seria desnecessária a identidade total dos elementos da ação, bastando tão somente uma identidade parcial. 6. Embora, na hipótese, não haja perfeita identidade das causas de pedir, ambas guardam íntima relação com o 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP 128.051/ES-AgRg. SEGUNDA SEÇÃO. Relator o Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, DJe de 29/10/2013). “DIREITO CIVIL E FAMÍLIA. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS PROPOSTA POR AVÓ PATERNA. CONEXÃO. AÇÃO DE MODIFICAÇÃO DE GUARDA E REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS PROPOSTA POR PAI. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. REUNIÃO DOS PROCESSOS. CONVENIÊNCIA. ARTIGOS ANALISADOS: ART. 103 DO Código de Processo Civil. 1. Ação de regulamentação de visitas ajuizada em 24.05.2011. Recurso especial concluso ao Gabinete em 08.08.2013. 2. Discussão relativa à possibilidade de reunião dos processos de regulamentação de visitas propostos por pai e avó paterna de menor, para julgamento conjunto, em razão da conexão. 3. A ausência de decisão sobre os dispositivos legais supostamente violados, não obstante a interposição de embargos de declaração, impede o conhecimento do recurso especial. Incidência da Súmula 211/Superior Tribunal de Justiça. 4. A conexão (art. 103 do Código de Processo Civil), constitui uma regra de modificação da competência, fazendo com que as causas conexas sejam reunidas para obter julgamento conjunto, com o escopo de evitar decisões conflitantes. 5. O instituto pressupõe a existência de causas que, embora não sejam iguais, guardem entre si algum vínculo, uma relação de afinidade, o que denota que o alcance da regra de conexão tem sido alargado, de modo a se interpretar "o vocábulo "comum", contido no texto legal, como uma indicação do legislador de que, para caracterizar a conexão, seria desnecessária a identidade total dos elementos da ação, bastando tão somente uma identidade parcial. 6. Embora, na hipótese, não haja perfeita identidade das causas de pedir, ambas guardam íntima relação com o 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP componente do afeto, da convivência familiar, da importância do estabelecimento de uma relação entre a criança e família paterna. E os fatos que dão suporte aos pedidos, em ambas as ações são os mesmos, ou seja, as alegadas dificuldades, criadas pela mãe da criança, para impedir que ela tenha convívio direto com a família paterna. 7. O reconhecimento da conexão e o julgamento conjunto evitará a realização de dois procedimentos instrutórios distintos, com eventual estudo psicológico e social para verificação das alegações dos autores de que a mãe da criança vem dificultando o seu convívio com a família paterna. 8. Poderá ser proferida uma única decisão válida para todos, que considerará todos os aspectos e condições familiares para que haja a visitação, evitando que haja conflito entre os dias e horários de visitas do pai e da avó. 9. Fica reconhecida a existência de um liame causal que torna os processos passíveis de uma decisão unificada em observância, outrossim, do melhor interesse da criança. 10. Recurso especial desprovido” (REsp 1.413.016/RJ, Terceira Turma, Rel. Ministra Nancy Andrighi, DJe de 17/02/14). No caso dos autos, já se tem por configurado o risco que o art. 115, III, do Código de Processo Civil visa evitar: a prolação de decisões conflitantes. Por outro lado, consoante destacado ao longo deste voto, está-se diante de conexão entre feitos, instituto cujo efeito mais evidente é possibilitar a reunião dos processos por ela atingidos, na exata dicção do art. 105 do Código de Processo Civil: “Art. 105. Havendo conexão ou continência, o juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pode ordenar a reunião de ações propostas em separado, a fim de que sejam decididas simultaneamente.” A hipótese dos autos, portanto, conquanto ausente divergência quanto à reunião dos feitos, consiste em situação: (i) em tese, passível de 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP componente do afeto, da convivência familiar, da importância do estabelecimento de uma relação entre a criança e família paterna. E os fatos que dão suporte aos pedidos, em ambas as ações são os mesmos, ou seja, as alegadas dificuldades, criadas pela mãe da criança, para impedir que ela tenha convívio direto com a família paterna. 7. O reconhecimento da conexão e o julgamento conjunto evitará a realização de dois procedimentos instrutórios distintos, com eventual estudo psicológico e social para verificação das alegações dos autores de que a mãe da criança vem dificultando o seu convívio com a família paterna. 8. Poderá ser proferida uma única decisão válida para todos, que considerará todos os aspectos e condições familiares para que haja a visitação, evitando que haja conflito entre os dias e horários de visitas do pai e da avó. 9. Fica reconhecida a existência de um liame causal que torna os processos passíveis de uma decisão unificada em observância, outrossim, do melhor interesse da criança. 10. Recurso especial desprovido” (REsp 1.413.016/RJ, Terceira Turma, Rel. Ministra Nancy Andrighi, DJe de 17/02/14). No caso dos autos, já se tem por configurado o risco que o art. 115, III, do Código de Processo Civil visa evitar: a prolação de decisões conflitantes. Por outro lado, consoante destacado ao longo deste voto, está-se diante de conexão entre feitos, instituto cujo efeito mais evidente é possibilitar a reunião dos processos por ela atingidos, na exata dicção do art. 105 do Código de Processo Civil: “Art. 105. Havendo conexão ou continência, o juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pode ordenar a reunião de ações propostas em separado, a fim de que sejam decididas simultaneamente.” A hipótese dos autos, portanto, conquanto ausente divergência quanto à reunião dos feitos, consiste em situação: (i) em tese, passível de 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP reunião – porque se tem por configurada a conexão entre as demandas – e (ii) submetida ao risco (já configurado) de prolação de decisões conflitantes. Atendidos esses pressupostos, reafirmo que o caso dos autos justifica – por todas as peculiaridades apontadas – o acolhimento do presente conflito, a fim de dirimir a questão relativa à competência para processamento dos feitos, de modo a evitar o trânsito em julgado de decisões contraditórias. Porque, se é certo que o Código de Processo Civil dispõe de mecanismos processuais para atribuir solução a arguições de litispendência, de conexão ou de continência, não menos certo é que, em dadas hipóteses, há que ser possível manejá-los fora dos autos em que se estabelecem as lides, ainda que, para tanto, seja necessária a utilização de interpretação teleológica sobre o incidente ‘conflito de competência’. Preciosas, nesse ponto, as lições do eminente Min. Luiz Fux, que leciona que problemas relativos a litispendência, conexão e continência – com disposições próprias acerca de suas soluções – podem se transmudar em “conflito de competência sui generis”. Destaco trecho da obra de Sua Excelência, o qual, embora não se refira a situação idêntica a destes autos, bem pontua a possibilidade de se conferir a mencionada transmudação: “Ainda a título de exemplo: se os juízos A e B consideram- se preventos para a “mesma causa” e se recusam a extinguir o feito que corre em seu juízo, mercê de ocorrente, in casu, a litispendência e não o conflito, terá prioridade aquele que citou validamente em primeiro lugar (art. 219, do Código de Processo Civil). Admitindo ambos que a citação prioritária ocorreu em seu juízo e, por isso, considerando-se competentes, darão ensejo ao conflito de competência sui generis. É que nesse caso, antes dessa declaração conflitante de ambos, o que havia era um problema de litispendência, que se transmudou em conflito positivo pela manifestação dos juízos” (FUX, Luiz. Curso de Direito Processual Civil. 4. Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2008. p. 139). 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP reunião – porque se tem por configurada a conexão entre as demandas – e (ii) submetida ao risco (já configurado) de prolação de decisões conflitantes. Atendidos esses pressupostos, reafirmo que o caso dos autos justifica – por todas as peculiaridades apontadas – o acolhimento do presente conflito, a fim de dirimir a questão relativa à competência para processamento dos feitos, de modo a evitar o trânsito em julgado de decisões contraditórias. Porque, se é certo que o Código de Processo Civil dispõe de mecanismos processuais para atribuir solução a arguições de litispendência, de conexão ou de continência, não menos certo é que, em dadas hipóteses, há que ser possível manejá-los fora dos autos em que se estabelecem as lides, ainda que, para tanto, seja necessária a utilização de interpretação teleológica sobre o incidente ‘conflito de competência’. Preciosas, nesse ponto, as lições do eminente Min. Luiz Fux, que leciona que problemas relativos a litispendência, conexão e continência – com disposições próprias acerca de suas soluções – podem se transmudar em “conflito de competência sui generis”. Destaco trecho da obra de Sua Excelência, o qual, embora não se refira a situação idêntica a destes autos, bem pontua a possibilidade de se conferir a mencionada transmudação: “Ainda a título de exemplo: se os juízos A e B consideram- se preventos para a “mesma causa” e se recusam a extinguir o feito que corre em seu juízo, mercê de ocorrente, in casu, a litispendência e não o conflito, terá prioridade aquele que citou validamente em primeiro lugar (art. 219, do Código de Processo Civil). Admitindo ambos que a citação prioritária ocorreu em seu juízo e, por isso, considerando-se competentes, darão ensejo ao conflito de competência sui generis. É que nesse caso, antes dessa declaração conflitante de ambos, o que havia era um problema de litispendência, que se transmudou em conflito positivo pela manifestação dos juízos” (FUX, Luiz. Curso de Direito Processual Civil. 4. Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2008. p. 139). 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Com essas considerações, adentro na apreciação do conflito instaurado. O CASO CONCRETO Uma vez identificada a conexão entre as demandas, aplicável seria, em princípio, a regra do art. 105 do Código de Processo Civil, o qual possibilita a reunião entre os feitos. Todavia, no caso dos autos, não se admite a aplicação dessa natural consequência do instituto. Primeiro porque o conflito foi suscitado quando ambas as demandas já contavam com decisão de mérito. Incide, nesse caso, a vedação à reunião com base na conexão, questão infraconstitucional já sumulada, inclusive, pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, sob o seguinte enunciado: “A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado” (Súmula 235/Superior Tribunal de Justiça). Segundo: os feitos correm perante juízos com competência material distintas. Competência absoluta, portanto. O art. 102 do Código de Processo Civil é claro quanto à possibilidade de modificação da competência pela conexão ou continência apenas quando a competência se dá pelo valor ou pelo território, ou seja, quando se tratar de competência relativa. Eis o teor: “Art. 102. A competência, em razão do valor e do território, poderá modificar-se pela conexão ou continência, observado o disposto nos artigos seguintes.” Comentando o dispositivo, assim se manifestou Misael Montenegro Filho: “A modificação de que cuidamos representa a declinação de competência, manifestada por um dos juízos em favor do 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Com essas considerações, adentro na apreciação do conflito instaurado. O CASO CONCRETO Uma vez identificada a conexão entre as demandas, aplicável seria, em princípio, a regra do art. 105 do Código de Processo Civil, o qual possibilita a reunião entre os feitos. Todavia, no caso dos autos, não se admite a aplicação dessa natural consequência do instituto. Primeiro porque o conflito foi suscitado quando ambas as demandas já contavam com decisão de mérito. Incide, nesse caso, a vedação à reunião com base na conexão, questão infraconstitucional já sumulada, inclusive, pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, sob o seguinte enunciado: “A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado” (Súmula 235/Superior Tribunal de Justiça). Segundo: os feitos correm perante juízos com competência material distintas. Competência absoluta, portanto. O art. 102 do Código de Processo Civil é claro quanto à possibilidade de modificação da competência pela conexão ou continência apenas quando a competência se dá pelo valor ou pelo território, ou seja, quando se tratar de competência relativa. Eis o teor: “Art. 102. A competência, em razão do valor e do território, poderá modificar-se pela conexão ou continência, observado o disposto nos artigos seguintes.” Comentando o dispositivo, assim se manifestou Misael Montenegro Filho: “A modificação de que cuidamos representa a declinação de competência, manifestada por um dos juízos em favor do 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP outro (prevento), diante da constatação da identidade dos elementos de duas ou mais ações (partes, causa de pedir e;ou pedido, intitulados objeto), sendo determinada para evitar a prolação de sentenças contraditórias. Impossibilidade de aplicação da regra diante de competência absoluta dos juízos: A possibilidade de modificação da competência é restrita, não alcançando as ações marcadas pelas regras de competência absoluta, em razão da matéria ou da hierarquia.” Em que pese, portanto, a existência de conexão entre as demandas, a questão há que ser solucionada a partir da própria análise da competência jurisdicional para a apreciação das causas. Repiso, então, o que já salientei no início deste voto: esta Corte, em 20/2/2013, apreciou o Recurso Extraordinário n 586.453/SE, cuja repercussão geral foi reconhecida, e concluiu que “a competência para o processamento de ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar é da Justiça comum”; mas ressalvou, como regra de modulação, a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até 20/2/2013”. Se a aplicação dessa regra de modulação ao casos dos autos poderia conduzir à inadmissível conclusão de que cada um dos feitos poderia ser julgado perante os respectivos juízos, uma apreciação mais detida leva à conclusão de que isso não é possível. Isso porque aquela regra de modulação foi estabelecida com base no pressuposto de que a demanda ou havia sido proposta na Justiça comum (e aí permaneceria, por força da regra geral) ou teria sido intentada perante a Justiça do Trabalho (e, nesse caso, teria seu curso obstado nessa instância, com remessa dos autos à Justiça comum, se não contivesse sentença de mérito até 20/2/13). A regra de modulação teve, portanto, por pressuposto, sua incidência sobre demandas únicas, isoladamente consideradas. Não foi, por evidente, assentada para reger divergência quanto à competência para o processamento de ações diversas. 21 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP outro (prevento), diante da constatação da identidade dos elementos de duas ou mais ações (partes, causa de pedir e;ou pedido, intitulados objeto), sendo determinada para evitar a prolação de sentenças contraditórias. Impossibilidade de aplicação da regra diante de competência absoluta dos juízos: A possibilidade de modificação da competência é restrita, não alcançando as ações marcadas pelas regras de competência absoluta, em razão da matéria ou da hierarquia.” Em que pese, portanto, a existência de conexão entre as demandas, a questão há que ser solucionada a partir da própria análise da competência jurisdicional para a apreciação das causas. Repiso, então, o que já salientei no início deste voto: esta Corte, em 20/2/2013, apreciou o Recurso Extraordinário n 586.453/SE, cuja repercussão geral foi reconhecida, e concluiu que “a competência para o processamento de ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar é da Justiça comum”; mas ressalvou, como regra de modulação, a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até 20/2/2013”. Se a aplicação dessa regra de modulação ao casos dos autos poderia conduzir à inadmissível conclusão de que cada um dos feitos poderia ser julgado perante os respectivos juízos, uma apreciação mais detida leva à conclusão de que isso não é possível. Isso porque aquela regra de modulação foi estabelecida com base no pressuposto de que a demanda ou havia sido proposta na Justiça comum (e aí permaneceria, por força da regra geral) ou teria sido intentada perante a Justiça do Trabalho (e, nesse caso, teria seu curso obstado nessa instância, com remessa dos autos à Justiça comum, se não contivesse sentença de mérito até 20/2/13). A regra de modulação teve, portanto, por pressuposto, sua incidência sobre demandas únicas, isoladamente consideradas. Não foi, por evidente, assentada para reger divergência quanto à competência para o processamento de ações diversas. 21 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Tenho, desse modo, que deve prevalecer, para o caso, a regra geral estabelecida por esta Corte no Recurso Extraordinário n 586.453/SE, para se concluir que, no caso sob análise, é competente a Justiça comum para o processo e o julgamento das demandas. Ressalto, por fim, que uma especial particularidade destes autos reforça a necessária aplicação daquela regra geral de competência: a presença de artimanha processual, conduzida pelo autor das demandas, para se favorecer da indefinição – existente quando da propositura das ações – quanto à justiça competente para o processamento dessa espécie de causa. Observo, do que consta dos autos (e também dos sítios eletrônicos da Justiça do Trabalho e da Justiça comum), a seguinte sequência cronológica de fatos: 1) 15/12/03: Distribuição da primeira ação (proposta pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP), perante a Justiça comum estadual; 2) 6/6/05: distribuição da segunda ação (proposta pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP), agora junto à Justiça do Trabalho, onde foi apensada à reclamação trabalhista individual n 1145/2005; 3) 9/6/05: prolação de sentença de improcedência na Justiça comum, (publicada em 13/6/05); 4) 5/7/05: concessão de antecipação de tutela na ação trabalhista coletiva. 5) 9/9/05: Apresentação de conflito de competência perante o Superior Tribunal de Justiça, por parte do autor das demandas, defendendo a competência da Justiça do Trabalho para o processamento dos feitos. A análise dos fatos não demonstra, como alegado pela suscitante do presente conflito, que a ação trabalhista foi proposta imediatamente após a prolação da sentença de improcedência na Justiça comum. Na verdade, os dados apontam o contrário: a distribuição da demanda trabalhista (ato processual evidentemente posterior à propositura do feito) se deu três dias antes da publicação da sentença na Justiça comum. 22 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Tenho, desse modo, que deve prevalecer, para o caso, a regra geral estabelecida por esta Corte no Recurso Extraordinário n 586.453/SE, para se concluir que, no caso sob análise, é competente a Justiça comum para o processo e o julgamento das demandas. Ressalto, por fim, que uma especial particularidade destes autos reforça a necessária aplicação daquela regra geral de competência: a presença de artimanha processual, conduzida pelo autor das demandas, para se favorecer da indefinição – existente quando da propositura das ações – quanto à justiça competente para o processamento dessa espécie de causa. Observo, do que consta dos autos (e também dos sítios eletrônicos da Justiça do Trabalho e da Justiça comum), a seguinte sequência cronológica de fatos: 1) 15/12/03: Distribuição da primeira ação (proposta pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP), perante a Justiça comum estadual; 2) 6/6/05: distribuição da segunda ação (proposta pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP), agora junto à Justiça do Trabalho, onde foi apensada à reclamação trabalhista individual n 1145/2005; 3) 9/6/05: prolação de sentença de improcedência na Justiça comum, (publicada em 13/6/05); 4) 5/7/05: concessão de antecipação de tutela na ação trabalhista coletiva. 5) 9/9/05: Apresentação de conflito de competência perante o Superior Tribunal de Justiça, por parte do autor das demandas, defendendo a competência da Justiça do Trabalho para o processamento dos feitos. A análise dos fatos não demonstra, como alegado pela suscitante do presente conflito, que a ação trabalhista foi proposta imediatamente após a prolação da sentença de improcedência na Justiça comum. Na verdade, os dados apontam o contrário: a distribuição da demanda trabalhista (ato processual evidentemente posterior à propositura do feito) se deu três dias antes da publicação da sentença na Justiça comum. 22 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Todavia, fato indubitável é que a Associação dos Aposentados da Fundação CESP apresentou duas demandas com objetos profundamente semelhantes, uma perante a Justiça comum, outra diante da Justiça do Trabalho e, logo após a prolação de sentença desfavorável por uma delas (Justiça comum) e deferimento da antecipação de tutela pela outra (Justiça do Trabalho), suscitou conflito de competência perante o Superior Tribunal de Justiça, para que se reconhecesse a competência da Justiça trabalhista para o julgamento das demandas. Atente-se: (i) intentou a associação segunda demanda, mais ampla que a primeira, sem apresentar desistência dessa; (ii) somente após a prolação de sentença de improcedência na Justiça comum e o deferimento de tutela na Justiça trabalhista, suscitou conflito de competência perante o Superior Tribunal de Justiça, no qual (iii) requereu o reconhecimento da incompetência da Justiça comum para o processamento de ação por ela própria intentada, a fim de que (iv) o feito prosseguisse na Justiça trabalhista, onde já contava com decisão antecipatória dos efeitos da tutela. Os fatos parecem demonstrar a nítida intenção da Associação de, valendo-se da controvérsia à época existente quanto à Justiça competente para o processo e o julgamento do feito, intentar ações quase idênticas em Justiças distintas, a fim de possibilitar a defesa da competência de uma delas de acordo com a melhor conveniência de seus interesses, a ser observada com o desenrolar dos processos. A par, portanto, de a adoção da regra geral de competência estabelecida por esta Corte no Recurso Extraordinário n 586.453/SE ser tecnicamente correta, consoante as razões expostas ao longo deste voto, deve-se ainda considerar que admitir a manutenção da ação proposta perante a Justiça do Trabalho seria permitir que manobras artificiosas manipulem as regras processuais de competência jurisdicional, o que, evidentemente, não se coaduna com o ordenamento jurídico pátrio. Estabelecida, desse modo, a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento das demandas, impõe-se, de imediato, a anulação dos atos decisórios praticados no bojo da reclamação 23 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Todavia, fato indubitável é que a Associação dos Aposentados da Fundação CESP apresentou duas demandas com objetos profundamente semelhantes, uma perante a Justiça comum, outra diante da Justiça do Trabalho e, logo após a prolação de sentença desfavorável por uma delas (Justiça comum) e deferimento da antecipação de tutela pela outra (Justiça do Trabalho), suscitou conflito de competência perante o Superior Tribunal de Justiça, para que se reconhecesse a competência da Justiça trabalhista para o julgamento das demandas. Atente-se: (i) intentou a associação segunda demanda, mais ampla que a primeira, sem apresentar desistência dessa; (ii) somente após a prolação de sentença de improcedência na Justiça comum e o deferimento de tutela na Justiça trabalhista, suscitou conflito de competência perante o Superior Tribunal de Justiça, no qual (iii) requereu o reconhecimento da incompetência da Justiça comum para o processamento de ação por ela própria intentada, a fim de que (iv) o feito prosseguisse na Justiça trabalhista, onde já contava com decisão antecipatória dos efeitos da tutela. Os fatos parecem demonstrar a nítida intenção da Associação de, valendo-se da controvérsia à época existente quanto à Justiça competente para o processo e o julgamento do feito, intentar ações quase idênticas em Justiças distintas, a fim de possibilitar a defesa da competência de uma delas de acordo com a melhor conveniência de seus interesses, a ser observada com o desenrolar dos processos. A par, portanto, de a adoção da regra geral de competência estabelecida por esta Corte no Recurso Extraordinário n 586.453/SE ser tecnicamente correta, consoante as razões expostas ao longo deste voto, deve-se ainda considerar que admitir a manutenção da ação proposta perante a Justiça do Trabalho seria permitir que manobras artificiosas manipulem as regras processuais de competência jurisdicional, o que, evidentemente, não se coaduna com o ordenamento jurídico pátrio. Estabelecida, desse modo, a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento das demandas, impõe-se, de imediato, a anulação dos atos decisórios praticados no bojo da reclamação 23 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 56 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP trabalhista coletiva (sem qualquer prejuízo à ação individual n 1145/2005, junto a qual aquele feito tramitava), uma vez que as decisões foram proferidas por juízo incompetente para processamento da demanda. Uma vez, contudo, que o feito proposto na Justiça trabalhista é mais amplo que aquele que segue em trâmite na Justiça comum, a essa devem ser remetidos aqueles autos para que sejam processados e julgados, observando-se o quanto disposto no art. 265, IV, a, do Código de Processo Civil: Art. 265. Suspende-se o processo: (...) IV - quando a sentença de mérito: a) depender do julgamento de outra causa, ou da declaração da existência ou inexistência da relação jurídica, que constitua o objeto principal de outro processo pendente; Por todo o exposto, voto, excepcionalmente, pelo acolhimento dos embargos de declaração, com efeitos modificativos, e pela reforma da decisão proferida, de modo que, se conhecendo do conflito, se assente a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos, nos termos deste voto. Voto, ademais, pela rejeição da petição n 85.242/11. 24 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP trabalhista coletiva (sem qualquer prejuízo à ação individual n 1145/2005, junto a qual aquele feito tramitava), uma vez que as decisões foram proferidas por juízo incompetente para processamento da demanda. Uma vez, contudo, que o feito proposto na Justiça trabalhista é mais amplo que aquele que segue em trâmite na Justiça comum, a essa devem ser remetidos aqueles autos para que sejam processados e julgados, observando-se o quanto disposto no art. 265, IV, a, do Código de Processo Civil: Art. 265. Suspende-se o processo: (...) IV - quando a sentença de mérito: a) depender do julgamento de outra causa, ou da declaração da existência ou inexistência da relação jurídica, que constitua o objeto principal de outro processo pendente; Por todo o exposto, voto, excepcionalmente, pelo acolhimento dos embargos de declaração, com efeitos modificativos, e pela reforma da decisão proferida, de modo que, se conhecendo do conflito, se assente a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos, nos termos deste voto. Voto, ademais, pela rejeição da petição n 85.242/11. 24 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: Ementa: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EXISTÊNCIA DE OMISSÃO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÕES CONEXAS. RISCO DE PROLAÇÃO DE DECISÕES CONTRADITÓRIAS. ADMISSÃO DO CONFLITO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. 1. Trata-se de embargos de declaração opostos pela Fundação CESP (Companhia Energética de São Paulo), pela CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica de Paulista) e pelo Estado de São Paulo contra acórdão proferido pelo Plenário desta Corte, julgando inadmissível conflito de competência apresentado pelos ora embargantes. Em suma, o conflito em questão visa a resolver a tramitação conjunta de (i) ação civil pública perante a Justiça comum estadual de São Paulo, e (ii) reclamação perante a Justiça do Trabalho, que teriam o mesmo objeto e envolveriam, basicamente, as mesmas partes. 2. O acórdão embargado fundamentou a inadmissão do conflito na consideração de que não teria havido, “dentro de um mesmo processo, declarações expressas, por parte de diferentes juízos reconhecendo sua competência para o processamento do feito”. Indicou-se, ainda, que a suposta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: Ementa: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EXISTÊNCIA DE OMISSÃO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÕES CONEXAS. RISCO DE PROLAÇÃO DE DECISÕES CONTRADITÓRIAS. ADMISSÃO DO CONFLITO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. 1. Trata-se de embargos de declaração opostos pela Fundação CESP (Companhia Energética de São Paulo), pela CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica de Paulista) e pelo Estado de São Paulo contra acórdão proferido pelo Plenário desta Corte, julgando inadmissível conflito de competência apresentado pelos ora embargantes. Em suma, o conflito em questão visa a resolver a tramitação conjunta de (i) ação civil pública perante a Justiça comum estadual de São Paulo, e (ii) reclamação perante a Justiça do Trabalho, que teriam o mesmo objeto e envolveriam, basicamente, as mesmas partes. 2. O acórdão embargado fundamentou a inadmissão do conflito na consideração de que não teria havido, “dentro de um mesmo processo, declarações expressas, por parte de diferentes juízos reconhecendo sua competência para o processamento do feito”. Indicou-se, ainda, que a suposta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP litispendência existente entre as ações em curso na Justiça comum estadual e na Justiça do Trabalho foi analisada e rechaçada nesta última. 3. Os embargantes alegaram, em síntese, que o acórdão foi omisso quanto ao risco de serem geradas decisões conflitantes, diante da similitude das ações em curso, que, reitera-se, tratariam, substancialmente, da mesma matéria e possuiriam as mesmas partes. Ressaltaram, ainda, que o próprio Supremo Tribunal Federal já teria reconhecido a competência da Justiça comum estadual para decidir a causa, ao apreciar, em sede de agravo de instrumento, recurso extraordinário interposto pela Fundação CESP na ação originária da Justiça estadual (AI n 834.551). 4. Em resposta, a ora embargada (Associação dos Aposentados da CESP – AACESP) sustentou que os embargos não seriam cabíveis, uma vez que almejariam o rejulgamento do caso, e não a superação de omissão, obscuridade ou contradição. 5. Conheço os embargos, por reputar que o acórdão recorrido não abordou questões essenciais para exame do caso. 6. Nesse sentido, assinalo que tanto o STJ1 como o TST2 1 Em julgamento de recurso especial interposto no âmbito da ACP em curso da Justiça estadual (REsp 961.407, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, em 19.08.2008): “A matéria tratada nos presentes autos cuida da competência para o pagamento da complementação de aposentadoria e pensão a aposentados e pensionistas da CESP, devidas por força de previsão legal (Lei n 4.819/58), a atrair, em consonância com a jurisprudência consolidada desta Corte e do Excelso Pretório, a competência da Justiça Comum Estadual, por não envolver qualquer discussão decorrente de contrato de trabalho” (trecho do voto da Relatora). 2 Em julgamento de recurso de revista interposto no âmbito da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP litispendência existente entre as ações em curso na Justiça comum estadual e na Justiça do Trabalho foi analisada e rechaçada nesta última. 3. Os embargantes alegaram, em síntese, que o acórdão foi omisso quanto ao risco de serem geradas decisões conflitantes, diante da similitude das ações em curso, que, reitera-se, tratariam, substancialmente, da mesma matéria e possuiriam as mesmas partes. Ressaltaram, ainda, que o próprio Supremo Tribunal Federal já teria reconhecido a competência da Justiça comum estadual para decidir a causa, ao apreciar, em sede de agravo de instrumento, recurso extraordinário interposto pela Fundação CESP na ação originária da Justiça estadual (AI n 834.551). 4. Em resposta, a ora embargada (Associação dos Aposentados da CESP – AACESP) sustentou que os embargos não seriam cabíveis, uma vez que almejariam o rejulgamento do caso, e não a superação de omissão, obscuridade ou contradição. 5. Conheço os embargos, por reputar que o acórdão recorrido não abordou questões essenciais para exame do caso. 6. Nesse sentido, assinalo que tanto o STJ1 como o TST2 1 Em julgamento de recurso especial interposto no âmbito da ACP em curso da Justiça estadual (REsp 961.407, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, em 19.08.2008): “A matéria tratada nos presentes autos cuida da competência para o pagamento da complementação de aposentadoria e pensão a aposentados e pensionistas da CESP, devidas por força de previsão legal (Lei n 4.819/58), a atrair, em consonância com a jurisprudência consolidada desta Corte e do Excelso Pretório, a competência da Justiça Comum Estadual, por não envolver qualquer discussão decorrente de contrato de trabalho” (trecho do voto da Relatora). 2 Em julgamento de recurso de revista interposto no âmbito da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP reconheceram-se, expressamente, competentes para julgar – ainda que em grau recursal –, respectivamente, a Ação Civil Pública e a reclamação trabalhista citadas pelos ora embargantes. 7. Tais demandas são, induvidosamente, similares, visando, em suma, à manutenção do regime de pagamento de complementações de aposentadoria conforme previsto na Lei n 4.819/1958, do Estado de São Paulo, aos ex-empregados da CESP que se aposentaram durante sua vigência. 8. As partes em litígio são, basicamente, as mesmas: os réus são idênticos (Fundação CESP, CTEEP e Estado de São Paulo) e a AACESP figura como autora das duas demandas, estando em litisconsórcio ativo com um aposentado na reclamação trabalhista. 9. Fica evidente, portanto, que apesar da pequena distinção no polo ativo, há similitude tal entre as ações em curso que se torna imperiosa a definição do juízo competente para apreciar a questão de fundo comum entre elas, sendo o conflito de competência mecanismo hábil a tanto, até mesmo porque instituído funcionalmente para tutela da segurança jurídica. 10. A orientação oposta, adotada pelo acórdão recorrido, parece ter se firmado sem atentar para as particularidades acima ressaltadas, escorando-se em critérios de admissão de conflitos de competência que, embora possam ser aplicáveis à maioria das situações, não são reclamação trabalhista (RR 114500-77.2005.5.02.0049, em 06.10.2010, Sétima Turma, Rel. J.C. Maria Doralice Novaes): “A decisão regional foi proferia em consonância com a jurisprudência majoritária do Tribunal Superior do Trabalho, que segue no sentido de que, quando a complementação de aposentadoria origina-se do contrato de trabalho, como ocorreu na hipótese, a Justiça do Trabalho tem competência para conhecer e julgar a matéria” (trecho do voto da Relatora). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP reconheceram-se, expressamente, competentes para julgar – ainda que em grau recursal –, respectivamente, a Ação Civil Pública e a reclamação trabalhista citadas pelos ora embargantes. 7. Tais demandas são, induvidosamente, similares, visando, em suma, à manutenção do regime de pagamento de complementações de aposentadoria conforme previsto na Lei n 4.819/1958, do Estado de São Paulo, aos ex-empregados da CESP que se aposentaram durante sua vigência. 8. As partes em litígio são, basicamente, as mesmas: os réus são idênticos (Fundação CESP, CTEEP e Estado de São Paulo) e a AACESP figura como autora das duas demandas, estando em litisconsórcio ativo com um aposentado na reclamação trabalhista. 9. Fica evidente, portanto, que apesar da pequena distinção no polo ativo, há similitude tal entre as ações em curso que se torna imperiosa a definição do juízo competente para apreciar a questão de fundo comum entre elas, sendo o conflito de competência mecanismo hábil a tanto, até mesmo porque instituído funcionalmente para tutela da segurança jurídica. 10. A orientação oposta, adotada pelo acórdão recorrido, parece ter se firmado sem atentar para as particularidades acima ressaltadas, escorando-se em critérios de admissão de conflitos de competência que, embora possam ser aplicáveis à maioria das situações, não são reclamação trabalhista (RR 114500-77.2005.5.02.0049, em 06.10.2010, Sétima Turma, Rel. J.C. Maria Doralice Novaes): “A decisão regional foi proferia em consonância com a jurisprudência majoritária do Tribunal Superior do Trabalho, que segue no sentido de que, quando a complementação de aposentadoria origina-se do contrato de trabalho, como ocorreu na hipótese, a Justiça do Trabalho tem competência para conhecer e julgar a matéria” (trecho do voto da Relatora). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP universalizáveis. 11. Com efeito, é preciso ter em mente a finalidade última do instituto processual do conflito de competência, de promoção da segurança jurídica através da resolução de disputa entre juízos distintos sobre uma mesma causa. Em geral, essa causa comum é formulada em uma única ação, de modo que a disputa entre os juízos se trava – tal como colocado no acórdão embargado – quanto a um único processo. Todavia, nem sempre é assim. Ações similares podem ser propostas em juízos diferentes e guardarem relação de conexão de tal ordem que torne imperiosa a definição de um deles como único competente para apreciar a matéria de fundo. Nesses casos, o conflito de competência se justifica, para, como instrumento de segurança jurídica que é, resolver a disputa instaurada entre os juízos, ainda que em ações distintas, as quais, inclusive, terão seu próprio destino atrelado a essa definição da competência. Em regra, as ações conexas acabam sendo reunidas e julgadas em conjunto, porém, quando tal reunião se mostrar inviável, uma delas pode ser suspensa ou extinta, a depender da hipótese. 12. Corroborando tais assertivas, transcrevo recentes precedentes do Superior Tribunal de Justiça: “CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA - PROCESSOS VÁRIOS AJUIZADOS EM JUÍZOS E JUIZADOS ESPECIAIS DIVERSOS, EM DIFERENTES FOROS DO TERRITÓRIO NACIONAL, POR TORCEDORES, CLUBE OU ENTIDADES E INSTITUIÇÕES DIVERSAS, CENTRADAS NO MESMO LITÍGIO, A RESPEITO DA VALIDADE DE ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA - STJD - COM CONSEQUÊNCIAS DIRETAS SOBRE CAMPEONATO ESPORTIVO DE CARÁTER NACIONAL, ORGANIZADO PELA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - DECISÕES COLIDENTES QUANTO A LIMINARES - MATÉRIA DE ABRANGÊNCIA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP universalizáveis. 11. Com efeito, é preciso ter em mente a finalidade última do instituto processual do conflito de competência, de promoção da segurança jurídica através da resolução de disputa entre juízos distintos sobre uma mesma causa. Em geral, essa causa comum é formulada em uma única ação, de modo que a disputa entre os juízos se trava – tal como colocado no acórdão embargado – quanto a um único processo. Todavia, nem sempre é assim. Ações similares podem ser propostas em juízos diferentes e guardarem relação de conexão de tal ordem que torne imperiosa a definição de um deles como único competente para apreciar a matéria de fundo. Nesses casos, o conflito de competência se justifica, para, como instrumento de segurança jurídica que é, resolver a disputa instaurada entre os juízos, ainda que em ações distintas, as quais, inclusive, terão seu próprio destino atrelado a essa definição da competência. Em regra, as ações conexas acabam sendo reunidas e julgadas em conjunto, porém, quando tal reunião se mostrar inviável, uma delas pode ser suspensa ou extinta, a depender da hipótese. 12. Corroborando tais assertivas, transcrevo recentes precedentes do Superior Tribunal de Justiça: “CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA - PROCESSOS VÁRIOS AJUIZADOS EM JUÍZOS E JUIZADOS ESPECIAIS DIVERSOS, EM DIFERENTES FOROS DO TERRITÓRIO NACIONAL, POR TORCEDORES, CLUBE OU ENTIDADES E INSTITUIÇÕES DIVERSAS, CENTRADAS NO MESMO LITÍGIO, A RESPEITO DA VALIDADE DE ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA - STJD - COM CONSEQUÊNCIAS DIRETAS SOBRE CAMPEONATO ESPORTIVO DE CARÁTER NACIONAL, ORGANIZADO PELA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - DECISÕES COLIDENTES QUANTO A LIMINARES - MATÉRIA DE ABRANGÊNCIA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP NACIONAL - CONEXÃO EVIDENTE ENTRE AS AÇÕES CONTIDAS NOS DIVERSOS PROCESSOS - COMPETÊNCIA DO FORO DO LOCAL EM QUE SITUADA A SEDE DA ENTIDADE RESPONSÁVEL PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA ANTE A PREVALÊNCIA, DE ORDEM PÚBLICA DEVIDO AO CARÁTER NACIONAL, DO FORO DO DOMICÍLIO DO RÉU - PREVENÇÃO DA VARA EM QUE AJUIZADO O PRIMEIRO PROCESSO - EFEITOS DA CITAÇÃO QUE RETROAGEM À DATA DA DISTRIBUIÇÃO DO PROCESSO - COMPETÊNCIA DE JUIZADO ESPECIAL DO TORCEDOR AFASTADA - CONFLITO DE COMPETÊNCIA ACOLHIDO, PARA DECLARAR A COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA 2A VARA CÍVEL DO RIO DE JANEIRO – RJ” (Superior Tribunal de Justiça, Segunda Seção, Rel. Min. Sidnei Beneti, DJe 01.07.2014) (grifei). “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA ESTADUAL E FEDERAL. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO ART. 115 DO Código de Processo Civil. AÇÃO RESCISÓRIA NA QUAL SE PLEITEIA O RECONHECIMENTO DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE DO IMÓVEL MEDIANTE USUCAPIÃO E AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE DECORRENTE DA ARREMATAÇÃO O MESMO IMÓVEL EM LEILÃO EXTRAJUDICIAL. CONEXÃO. PREJUDICIALIDADE. SUSPENSÃO. PRECEDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO EM CASO ANÁLOGO (AGRG NO Código Civil Brasileiro 112.956/MS, MIN. NANCY ANDRIGHI, DJE DE 02/05/2012). CONFLITO CONHECIDO PARA, MANTENDO A COMPETÊNCIA DOS JUÍZOS SUSCITADOS PARA O PROCESSAMENTO E JULGAMENTO DAS RESPECTIVAS DEMANDAS, DETERMINAR A SUSPENSÃO DA AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE EM TRÂMITE NO JUÍZO DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL DE TRISTEZA - PORTO ALEGRE - RS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Superior Tribunal de Justiça, AgRg no Código Civil Brasileiro 129502, Segunda Seção, Rel. Min. Paulo de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP NACIONAL - CONEXÃO EVIDENTE ENTRE AS AÇÕES CONTIDAS NOS DIVERSOS PROCESSOS - COMPETÊNCIA DO FORO DO LOCAL EM QUE SITUADA A SEDE DA ENTIDADE RESPONSÁVEL PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA ANTE A PREVALÊNCIA, DE ORDEM PÚBLICA DEVIDO AO CARÁTER NACIONAL, DO FORO DO DOMICÍLIO DO RÉU - PREVENÇÃO DA VARA EM QUE AJUIZADO O PRIMEIRO PROCESSO - EFEITOS DA CITAÇÃO QUE RETROAGEM À DATA DA DISTRIBUIÇÃO DO PROCESSO - COMPETÊNCIA DE JUIZADO ESPECIAL DO TORCEDOR AFASTADA - CONFLITO DE COMPETÊNCIA ACOLHIDO, PARA DECLARAR A COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA 2A VARA CÍVEL DO RIO DE JANEIRO – RJ” (Superior Tribunal de Justiça, Segunda Seção, Rel. Min. Sidnei Beneti, DJe 01.07.2014) (grifei). “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA ESTADUAL E FEDERAL. POSSIBILIDADE DE DECISÕES CONFLITANTES. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO ART. 115 DO Código de Processo Civil. AÇÃO RESCISÓRIA NA QUAL SE PLEITEIA O RECONHECIMENTO DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE DO IMÓVEL MEDIANTE USUCAPIÃO E AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE DECORRENTE DA ARREMATAÇÃO O MESMO IMÓVEL EM LEILÃO EXTRAJUDICIAL. CONEXÃO. PREJUDICIALIDADE. SUSPENSÃO. PRECEDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO EM CASO ANÁLOGO (AGRG NO Código Civil Brasileiro 112.956/MS, MIN. NANCY ANDRIGHI, DJE DE 02/05/2012). CONFLITO CONHECIDO PARA, MANTENDO A COMPETÊNCIA DOS JUÍZOS SUSCITADOS PARA O PROCESSAMENTO E JULGAMENTO DAS RESPECTIVAS DEMANDAS, DETERMINAR A SUSPENSÃO DA AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE EM TRÂMITE NO JUÍZO DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL DE TRISTEZA - PORTO ALEGRE - RS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Superior Tribunal de Justiça, AgRg no Código Civil Brasileiro 129502, Segunda Seção, Rel. Min. Paulo de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Tarso Sansverino, DJe 21.11.2013) (grifei). “CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO DE COBRANÇA E AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. CONEXÃO. IDENTIDADE DE OBJETO. 1. A teor do art. 103 do Código de Processo Civil, "reputam-se conexas duas ou mais ações, quando Ihes for comum o objeto ou a causa de pedir". 2. Havendo identidade no objeto mediato - no caso, o mesmo contrato de mútuo -, prudente a reunião das ações, a fim de que sejam decididas simultaneamente, evitando decisões contraditórias. 3. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo suscitante” (Código Civil Brasileiro 110996, Segunda Seção, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, DJe 29.03.2011) (grifei). 13. Ora, no caso em apreço, não há dúvidas de que as demandas em curso na Justiça estadual e na Justiça do Trabalho guardam conexão apta a ensejar risco – já concretizado, em certa medida3 – de prolação de decisões contraditórias. Desse modo, atentando-se para a finalidade do próprio instituto processual do conflito de competência, deve-se admitir seu emprego na hipótese, como via de tutela da segurança jurídica. 14. Com base nessas considerações, reputo, conforme adiantado, cabíveis e procedentes os embargos de declaração, passando, então, a 3 Como visto, Superior Tribunal de Justiça e Tribunal Superior do Trabalho proferiram julgados diametralmente opostos ao analisarem qual Justiça seria competente para analisar a questão da complementação de aposentadoria dos ex-empregados da CESP, com base na Lei n 4.819/1958. Apenas como reforço, acentuo que, em primeiro grau, a ACP que tramita na Justiça estadual foi julgada improcedente e a reclamação trabalhista, procedente. Embora essas decisões conflitantes não tenham chegado a conviver por muito tempo, evidenciam a insegurança jurídica existente no caso. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Tarso Sansverino, DJe 21.11.2013) (grifei). “CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO DE COBRANÇA E AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. CONEXÃO. IDENTIDADE DE OBJETO. 1. A teor do art. 103 do Código de Processo Civil, "reputam-se conexas duas ou mais ações, quando Ihes for comum o objeto ou a causa de pedir". 2. Havendo identidade no objeto mediato - no caso, o mesmo contrato de mútuo -, prudente a reunião das ações, a fim de que sejam decididas simultaneamente, evitando decisões contraditórias. 3. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo suscitante” (Código Civil Brasileiro 110996, Segunda Seção, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, DJe 29.03.2011) (grifei). 13. Ora, no caso em apreço, não há dúvidas de que as demandas em curso na Justiça estadual e na Justiça do Trabalho guardam conexão apta a ensejar risco – já concretizado, em certa medida3 – de prolação de decisões contraditórias. Desse modo, atentando-se para a finalidade do próprio instituto processual do conflito de competência, deve-se admitir seu emprego na hipótese, como via de tutela da segurança jurídica. 14. Com base nessas considerações, reputo, conforme adiantado, cabíveis e procedentes os embargos de declaração, passando, então, a 3 Como visto, Superior Tribunal de Justiça e Tribunal Superior do Trabalho proferiram julgados diametralmente opostos ao analisarem qual Justiça seria competente para analisar a questão da complementação de aposentadoria dos ex-empregados da CESP, com base na Lei n 4.819/1958. Apenas como reforço, acentuo que, em primeiro grau, a ACP que tramita na Justiça estadual foi julgada improcedente e a reclamação trabalhista, procedente. Embora essas decisões conflitantes não tenham chegado a conviver por muito tempo, evidenciam a insegurança jurídica existente no caso. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP examinar, a partir dos elementos sobre os quais entendi ter havido omissão, o próprio conflito de competência em apreço. 15. Como exposto, tramitam, atualmente, duas ações com o mesmo objeto e, basicamente, as mesmas partes, sendo que uma delas (ACP) tem origem na Justiça comum estadual e a outra (reclamação), na Justiça do Trabalho. O Superior Tribunal de Justiça reconheceu a competência da Justiça comum para apreciar a ACP, e o Tribunal Superior do Trabalho a competência da Justiça do Trabalho para prosseguir com a reclamação em curso. O conflito positivo de competência instaurado se resolve pela análise de qual seja a Justiça competente para apreciar a matéria de fundo comum às demandas, qual seja complementação de aposentadoria por plano de previdência privada. 16. O Plenário do Tribunal examinou a questão recentemente, em julgamento de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Na ocasião, firmou-se a tese de que compete à Justiça estadual decidir ações contra entidade de previdência privada com o fito de obter complementação de aposentadoria, ressalvando-se, apenas, a competência da Justiça do Trabalho para prosseguir no julgamento de casos já sentenciados até 20.02.2013: “EMENTA Recurso extraordinário – Direito Previdenciário e Processual Civil – Repercussão geral reconhecida – Competência para o processamento de ação ajuizada contra entidade de previdência privada e com o fito de obter complementação de aposentadoria – Afirmação da autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho – Litígio de natureza eminentemente constitucional, cuja solução deve buscar trazer maior efetividade e racionalidade ao sistema – Recurso provido para afirmar a competência da Justiça comum para o processamento da demanda - Modulação dos efeitos do julgamento, para manter, na Justiça Federal do Trabalho, até final execução, todos os processos dessa espécie em que já tenha sido proferida sentença de mérito, até o dia da conclusão do julgamento do recurso 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP examinar, a partir dos elementos sobre os quais entendi ter havido omissão, o próprio conflito de competência em apreço. 15. Como exposto, tramitam, atualmente, duas ações com o mesmo objeto e, basicamente, as mesmas partes, sendo que uma delas (ACP) tem origem na Justiça comum estadual e a outra (reclamação), na Justiça do Trabalho. O Superior Tribunal de Justiça reconheceu a competência da Justiça comum para apreciar a ACP, e o Tribunal Superior do Trabalho a competência da Justiça do Trabalho para prosseguir com a reclamação em curso. O conflito positivo de competência instaurado se resolve pela análise de qual seja a Justiça competente para apreciar a matéria de fundo comum às demandas, qual seja complementação de aposentadoria por plano de previdência privada. 16. O Plenário do Tribunal examinou a questão recentemente, em julgamento de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Na ocasião, firmou-se a tese de que compete à Justiça estadual decidir ações contra entidade de previdência privada com o fito de obter complementação de aposentadoria, ressalvando-se, apenas, a competência da Justiça do Trabalho para prosseguir no julgamento de casos já sentenciados até 20.02.2013: “EMENTA Recurso extraordinário – Direito Previdenciário e Processual Civil – Repercussão geral reconhecida – Competência para o processamento de ação ajuizada contra entidade de previdência privada e com o fito de obter complementação de aposentadoria – Afirmação da autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho – Litígio de natureza eminentemente constitucional, cuja solução deve buscar trazer maior efetividade e racionalidade ao sistema – Recurso provido para afirmar a competência da Justiça comum para o processamento da demanda - Modulação dos efeitos do julgamento, para manter, na Justiça Federal do Trabalho, até final execução, todos os processos dessa espécie em que já tenha sido proferida sentença de mérito, até o dia da conclusão do julgamento do recurso 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP (20/2/13). 1. A competência para o processamento de ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar é da Justiça comum, dada a autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho. Inteligência do art. 202, § 2..., da Constituição Federal a excepcionar, na análise desse tipo de matéria, a norma do art. 114, inciso IX, da Magna Carta. 2. Quando, como ocorre no presente caso, o intérprete está diante de controvérsia em que há fundamentos constitucionais para se adotar mais de uma solução possível, deve ele optar por aquela que efetivamente trará maior efetividade e racionalidade ao sistema. 3. Recurso extraordinário de que se conhece e ao qual se dá provimento para firmar a competência da Justiça comum para o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência buscando-se o complemento de aposentadoria. 4. Modulação dos efeitos da decisão para reconhecer a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até a data da conclusão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do julgamento do presente recurso (20/2/2013). 5. Reconhecimento, ainda, da inexistência de repercussão geral quanto ao alcance da prescrição de ação tendente a questionar as parcelas referentes à aludida complementação, bem como quanto à extensão de vantagem a aposentados que tenham obtido a complementação de aposentadoria por entidade de previdência privada sem que tenha havido o respectivo custeio” (Recurso Extraordinário 586453, Plenário, Rel. Min. Ellen Gracie, Rel. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, DJe 06.06.2013) (grifei). 17. Note-se que a exceção feita às ações sentenciadas na Justiça do Trabalho até 20.02.2013 se amparou, mais uma vez, na segurança jurídica: os litígios já resolvidos, ainda que em primeiro grau, não deveriam ser reinaugurados. Dessa forma, não foi afirmada a competência da Justiça do Trabalho até 20.02.2013 e, a partir de então, da Justiça estadual. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP (20/2/13). 1. A competência para o processamento de ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência complementar é da Justiça comum, dada a autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho. Inteligência do art. 202, § 2..., da Constituição Federal a excepcionar, na análise desse tipo de matéria, a norma do art. 114, inciso IX, da Magna Carta. 2. Quando, como ocorre no presente caso, o intérprete está diante de controvérsia em que há fundamentos constitucionais para se adotar mais de uma solução possível, deve ele optar por aquela que efetivamente trará maior efetividade e racionalidade ao sistema. 3. Recurso extraordinário de que se conhece e ao qual se dá provimento para firmar a competência da Justiça comum para o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência buscando-se o complemento de aposentadoria. 4. Modulação dos efeitos da decisão para reconhecer a competência da Justiça Federal do Trabalho para processar e julgar, até o trânsito em julgado e a correspondente execução, todas as causas da espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até a data da conclusão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do julgamento do presente recurso (20/2/2013). 5. Reconhecimento, ainda, da inexistência de repercussão geral quanto ao alcance da prescrição de ação tendente a questionar as parcelas referentes à aludida complementação, bem como quanto à extensão de vantagem a aposentados que tenham obtido a complementação de aposentadoria por entidade de previdência privada sem que tenha havido o respectivo custeio” (Recurso Extraordinário 586453, Plenário, Rel. Min. Ellen Gracie, Rel. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, DJe 06.06.2013) (grifei). 17. Note-se que a exceção feita às ações sentenciadas na Justiça do Trabalho até 20.02.2013 se amparou, mais uma vez, na segurança jurídica: os litígios já resolvidos, ainda que em primeiro grau, não deveriam ser reinaugurados. Dessa forma, não foi afirmada a competência da Justiça do Trabalho até 20.02.2013 e, a partir de então, da Justiça estadual. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Somente se validaram as ações em curso na Justiça do trabalho que já tivessem sido objeto de sentença até a referida data. 18. Na hipótese em exame, há sentença trabalhista proferida antes de 20.02.2013. No entanto, há, também, sentença prolatada na Justiça estadual com antecedência ainda maior, de modo que não pode se considerar que a posterior sentença trabalhista tenha trazido segurança jurídica às partes, a ser preservada com base na regra excepcional de modulação temporal assentada no Recurso Extraordinário 586453. Vale salientar que, quando proferida a sentença na reclamação trabalhista, a ACP já havido sido julgada improcedente pelo juízo estadual de primeiro grau. Logo, a sentença trabalhista, no caso, ao invés de representar segurança jurídica, se caracteriza como elemento concretizador da insegurança gerada pela manutenção, em paralelo, de duas demandas versando sobre a mesma causa, em juízos distintos. 19. Endossando a orientação pela competência da Justiça comum estadual, acentuo que a Primeira Turma desta Corte, apreciando recurso extraordinário interposto pela AACESP no bojo da ACP em tela, proferiu o seguinte julgamento: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Competência. Justiça comum. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 586.453/SE, do qual fui relator para o acórdão, concluiu que compete à Justiça comum o processamento e o julgamento dos feitos nos quais se discute complementação de aposentadoria em face de entidades de previdência privada. 2. Agravo regimental não provido” (AgRg no AI 834551, Rel. Min. Dias Toffoli, em 05.11.2013) (grifei). 20. Por fim, como argumento adicional em prol da fixação da competência da Justiça estadual inobstante ter havido sentença proferida 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Somente se validaram as ações em curso na Justiça do trabalho que já tivessem sido objeto de sentença até a referida data. 18. Na hipótese em exame, há sentença trabalhista proferida antes de 20.02.2013. No entanto, há, também, sentença prolatada na Justiça estadual com antecedência ainda maior, de modo que não pode se considerar que a posterior sentença trabalhista tenha trazido segurança jurídica às partes, a ser preservada com base na regra excepcional de modulação temporal assentada no Recurso Extraordinário 586453. Vale salientar que, quando proferida a sentença na reclamação trabalhista, a ACP já havido sido julgada improcedente pelo juízo estadual de primeiro grau. Logo, a sentença trabalhista, no caso, ao invés de representar segurança jurídica, se caracteriza como elemento concretizador da insegurança gerada pela manutenção, em paralelo, de duas demandas versando sobre a mesma causa, em juízos distintos. 19. Endossando a orientação pela competência da Justiça comum estadual, acentuo que a Primeira Turma desta Corte, apreciando recurso extraordinário interposto pela AACESP no bojo da ACP em tela, proferiu o seguinte julgamento: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Competência. Justiça comum. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 586.453/SE, do qual fui relator para o acórdão, concluiu que compete à Justiça comum o processamento e o julgamento dos feitos nos quais se discute complementação de aposentadoria em face de entidades de previdência privada. 2. Agravo regimental não provido” (AgRg no AI 834551, Rel. Min. Dias Toffoli, em 05.11.2013) (grifei). 20. Por fim, como argumento adicional em prol da fixação da competência da Justiça estadual inobstante ter havido sentença proferida 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 56 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP pela Justiça do Trabalho antes de 20.02.2013, saliento que a AACESP ingressou com a ACP na Justiça estadual em 2003 e somente em 2005, após a prolação de sentença em seu desfavor nesse juízo, foi à Justiça do Trabalho formular, basicamente, a mesma pretensão. Assim, ainda que não se extraísse da teleologia da modulação temporal afirmada no Recurso Extraordinário 586453, a determinação, no caso, da competência da Justiça estadual, imaginando-se haver, no período, competência realmente comum entre os juízos, haveria de se chegar a idêntica conclusão. Isso porque a conexão entre juízos com competência comum se resolve em favor daquele que primeiramente recebeu a causa e, na hipótese, não há dúvidas de que o juízo estadual o fez, com quase dois anos de antecedência, inclusive. 21. Ante o exposto, voto pelo conhecimento e provimento dos embargos de declaração, para, em seguida, prover os agravos regimentais do Estado de São Paulo e da Fundação CESP, reconhecendo a competência da Justiça comum estadual para apreciar a causa, mediante julgamento da ACP n 00332513-57.2003.8.26.0053, ficando extinta a reclamação trabalhista n 0114500-77.2005.5.02.0049. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP pela Justiça do Trabalho antes de 20.02.2013, saliento que a AACESP ingressou com a ACP na Justiça estadual em 2003 e somente em 2005, após a prolação de sentença em seu desfavor nesse juízo, foi à Justiça do Trabalho formular, basicamente, a mesma pretensão. Assim, ainda que não se extraísse da teleologia da modulação temporal afirmada no Recurso Extraordinário 586453, a determinação, no caso, da competência da Justiça estadual, imaginando-se haver, no período, competência realmente comum entre os juízos, haveria de se chegar a idêntica conclusão. Isso porque a conexão entre juízos com competência comum se resolve em favor daquele que primeiramente recebeu a causa e, na hipótese, não há dúvidas de que o juízo estadual o fez, com quase dois anos de antecedência, inclusive. 21. Ante o exposto, voto pelo conhecimento e provimento dos embargos de declaração, para, em seguida, prover os agravos regimentais do Estado de São Paulo e da Fundação CESP, reconhecendo a competência da Justiça comum estadual para apreciar a causa, mediante julgamento da ACP n 00332513-57.2003.8.26.0053, ficando extinta a reclamação trabalhista n 0114500-77.2005.5.02.0049. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 56 Debate 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO DEBATE O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Aliás, Ministro Barroso, só um aparte mais atual, o novo Código, além de considerar também conexas as ações que têm o mesmo pedido ou a mesma causa petendi, ele cria essa nova modalidade dizendo que há conexão toda vez que duas causas em sendo julgadas separadamente podem gerar o risco de decisões contraditórias. Aí, manda reunir. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Por isso que eu coloquei a interpretação extensiva no meu voto, porque há vazio na atual legislação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me permite um aparte, ministro Luís Roberto Barroso? A Primeira Turma, em que pese ter apreciado a matéria com roupagem de agravo regimental, assentou a competência da Justiça comum na ação civil pública. Vamos admitir outra ação, trabalhista, no Tribunal Superior do Trabalho? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Exatamente, eu até ia chegar lá. A decisão do Superior Tribunal de Justiça que reconheceu a competência da Justiça Estadual foi ratificada por decisão do Supremo Tribunal Federal. Eu me preocupei um pouco em esclarecer isso, porque é uma questão inusitada, porém, eu estou acompanhando o Relator também, e esse é o dispositivo do meu voto: ...voto pelo conhecimento e provimento dos embargos de declaração para, em seguida, prover os agravos regimentais do Estado de São Paulo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO DEBATE O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Aliás, Ministro Barroso, só um aparte mais atual, o novo Código, além de considerar também conexas as ações que têm o mesmo pedido ou a mesma causa petendi, ele cria essa nova modalidade dizendo que há conexão toda vez que duas causas em sendo julgadas separadamente podem gerar o risco de decisões contraditórias. Aí, manda reunir. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Por isso que eu coloquei a interpretação extensiva no meu voto, porque há vazio na atual legislação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me permite um aparte, ministro Luís Roberto Barroso? A Primeira Turma, em que pese ter apreciado a matéria com roupagem de agravo regimental, assentou a competência da Justiça comum na ação civil pública. Vamos admitir outra ação, trabalhista, no Tribunal Superior do Trabalho? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Exatamente, eu até ia chegar lá. A decisão do Superior Tribunal de Justiça que reconheceu a competência da Justiça Estadual foi ratificada por decisão do Supremo Tribunal Federal. Eu me preocupei um pouco em esclarecer isso, porque é uma questão inusitada, porém, eu estou acompanhando o Relator também, e esse é o dispositivo do meu voto: ...voto pelo conhecimento e provimento dos embargos de declaração para, em seguida, prover os agravos regimentais do Estado de São Paulo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 56 Debate Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP e da Fundação CESP, reconhecendo a competência da Justiça Comum Estadual para apreciar a causa, mediante julgamento da Ação Civil Pública n tal, ficando extinta a reclamação trabalhista. E antes de concluir, aqui uma observação, Ministro Fux: se o critério fosse o de prevenção, também deveria prevalecer a decisão do Superior Tribunal de Justiça, porque a decisão da Justiça Estadual antecedeu à decisão da Justiça do Trabalho, portanto, por qualquer critério... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, faria uma ponderação no sentido de pararmos no limite do voto do relator, apenas dirimindo o conflito e deixando que, com o deslocamento do processo, que hoje está no Tribunal Superior do Trabalho – se não me falha a memória –, para a Justiça comum, decida ela a respeito, ou seja, se há coisa julgada, ou não; se há litispendência, considerada a ação civil pública. Cada dificuldade em seu dia. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu só resolvo o conflito no sentido de que a competência é da Justiça comum; não abro esse embrulho. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Por hora, não é? Pois não. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Resolve o conflito. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Dá provimento aos embargos de declaração para? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E pronto. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP e da Fundação CESP, reconhecendo a competência da Justiça Comum Estadual para apreciar a causa, mediante julgamento da Ação Civil Pública n tal, ficando extinta a reclamação trabalhista. E antes de concluir, aqui uma observação, Ministro Fux: se o critério fosse o de prevenção, também deveria prevalecer a decisão do Superior Tribunal de Justiça, porque a decisão da Justiça Estadual antecedeu à decisão da Justiça do Trabalho, portanto, por qualquer critério... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, faria uma ponderação no sentido de pararmos no limite do voto do relator, apenas dirimindo o conflito e deixando que, com o deslocamento do processo, que hoje está no Tribunal Superior do Trabalho – se não me falha a memória –, para a Justiça comum, decida ela a respeito, ou seja, se há coisa julgada, ou não; se há litispendência, considerada a ação civil pública. Cada dificuldade em seu dia. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu só resolvo o conflito no sentido de que a competência é da Justiça comum; não abro esse embrulho. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Por hora, não é? Pois não. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Resolve o conflito. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Dá provimento aos embargos de declaração para? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E pronto. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 56 Debate Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Eu vou ler o dispositivo do meu voto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, leia o seu dispositivo então, por favor. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Por todo o exposto, voto, excepcionalmente, pelo acolhimento dos embargos de declaração com efeitos modificativos e pela reforma da decisão proferida, de modo que, se conhecendo do conflito, se assente a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos, nos termos deste voto. Voto, ademais, pela rejeição da petição n 85.242/11.” O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Claro, e ela verá se, no caso, ocorre o pressuposto negativo de desenvolvimento válido do processo, que hoje é trabalhista. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Bom, eu até acho que a consequência natural é... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Como eles estão reunidos, vão ser julgados simultaneamente, não é? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Lá eles vão decidir. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - As ações conexas vão ser reunidas e julgadas simultaneamente. Vossa Excelência já está julgando o mérito. O Pleno já decidiu que a competência é da Justiça comum mesmo, não é? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Isso. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Eu vou ler o dispositivo do meu voto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, leia o seu dispositivo então, por favor. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Por todo o exposto, voto, excepcionalmente, pelo acolhimento dos embargos de declaração com efeitos modificativos e pela reforma da decisão proferida, de modo que, se conhecendo do conflito, se assente a competência da Justiça comum para o processo e o julgamento dos feitos, nos termos deste voto. Voto, ademais, pela rejeição da petição n 85.242/11.” O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Claro, e ela verá se, no caso, ocorre o pressuposto negativo de desenvolvimento válido do processo, que hoje é trabalhista. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Bom, eu até acho que a consequência natural é... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Como eles estão reunidos, vão ser julgados simultaneamente, não é? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Lá eles vão decidir. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - As ações conexas vão ser reunidas e julgadas simultaneamente. Vossa Excelência já está julgando o mérito. O Pleno já decidiu que a competência é da Justiça comum mesmo, não é? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Isso. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 56 Debate Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Portanto, eu estou validando a decisão já proferida e extinguindo a que é inválida. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Só o conflito, e não o processo trabalhista. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É que o processo, hoje, trabalhista, ainda está em aberto. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ainda está em aberto, e ele não está aqui. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E apenas estamos dirimindo o conflito, para que esse processo seja deslocado para a Justiça comum. Ela dirá o que entender de direito. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Se fosse litispendência, uma morre, porque é litispendência, uma vai ter que morrer; se é conexão, acho que tem que ser julgadas simultaneamente com decisões uniformes. Basicamente é isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Deixemos que o diga a Justiça comum. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - E aí é deixar essa solução para a Justiça comum. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – E o juízo competente é que vai dizer qual é o que “morre”, qual será extinto. Nós estamos dizendo, aqui, apenas que a competente é a Justiça comum. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Bom, embora ache que esta consequência que eu pronunciava seja a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP Portanto, eu estou validando a decisão já proferida e extinguindo a que é inválida. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Só o conflito, e não o processo trabalhista. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É que o processo, hoje, trabalhista, ainda está em aberto. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ainda está em aberto, e ele não está aqui. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E apenas estamos dirimindo o conflito, para que esse processo seja deslocado para a Justiça comum. Ela dirá o que entender de direito. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Se fosse litispendência, uma morre, porque é litispendência, uma vai ter que morrer; se é conexão, acho que tem que ser julgadas simultaneamente com decisões uniformes. Basicamente é isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Deixemos que o diga a Justiça comum. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - E aí é deixar essa solução para a Justiça comum. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – E o juízo competente é que vai dizer qual é o que “morre”, qual será extinto. Nós estamos dizendo, aqui, apenas que a competente é a Justiça comum. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Bom, embora ache que esta consequência que eu pronunciava seja a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 56 Debate Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP consequência natural e inevitável, se a maior parte do Tribunal... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É o que vai acontecer. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É uma boa sinalização à Justiça comum. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Se a maior parte do Pleno entende apenas de dar provimento... Então Vossa Excelência está dando provimento aos embargos declaratórios? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Para conhecer do conflito. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Para conhecer do conflito. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Porque eu não tinha conhecido do conflito. Foi essa a proposta que eu havia trazido e o Plenário havia me acompanhado. Então, agora, eu modifico a decisão para conhecer do conflito e, ao dele conhecer, disponho que cabe à Justiça comum julgar os feitos. Então, para lá eles vão. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Ela, a Justiça comum, é que vai extinguir. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Está bom. Presidente, reiterando que eu penso que o que eu pronunciava no meu voto era a consequência natural e inexorável, no entanto, paro numa frase antes e acompanho o Relator. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP consequência natural e inevitável, se a maior parte do Tribunal... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É o que vai acontecer. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É uma boa sinalização à Justiça comum. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Se a maior parte do Pleno entende apenas de dar provimento... Então Vossa Excelência está dando provimento aos embargos declaratórios? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Para conhecer do conflito. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Para conhecer do conflito. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Porque eu não tinha conhecido do conflito. Foi essa a proposta que eu havia trazido e o Plenário havia me acompanhado. Então, agora, eu modifico a decisão para conhecer do conflito e, ao dele conhecer, disponho que cabe à Justiça comum julgar os feitos. Então, para lá eles vão. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Ela, a Justiça comum, é que vai extinguir. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Está bom. Presidente, reiterando que eu penso que o que eu pronunciava no meu voto era a consequência natural e inexorável, no entanto, paro numa frase antes e acompanho o Relator. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 46 de 56 Debate Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP É que esse feito não está pautado para ser julgado, só o conflito. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP É que esse feito não está pautado para ser julgado, só o conflito. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 47 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A controvérsia ora posta surgiu com o ajuizamento, perante dois juízos distintos, de demandas coletivas nas quais aposentados da Fundação CESP buscam a satisfação de direitos individuais homogêneos, a saber, a complementação de suas aposentadorias. Segundo afirmado pelo Relator, uma dessas demandas, uma ação civil pública, foi proposta na Justiça Estadual de São Paulo pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP (AAFC) em face, conjuntamente, da CESP, da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista – CTEPP – e da Fazenda Paulista, com pedido para que continuasse a cargo da Fundação CESP o pagamento de benefícios de complementação de aposentadoria e pensão. Porém, a associação dos funcionários da CESP aderiu posteriormente a uma reclamação que havia sido individualmente proposta por um aposentado junto à Justiça Trabalhista, contra os mesmos réus, com mesma causa de pedir e pedidos. A ação civil pública foi julgada improcedente pelo juízo singular e assim chegou até o TJSP. Enquanto a demanda trabalhista ainda tramitava em primeira instância, suscitou-se conflito de competência junto ao Superior Tribunal de Justiça, que afirmou a competência da Justiça Comum. Essa decisão do Superior Tribunal de Justiça veio a ser desafiada por Recurso Extraordinário, que, todavia, não foi admitido em juízo de admissibilidade inicial. Por outro lado, a Justiça Trabalhista, que continuou processando a demanda, julgou procedente a reclamação, que foi confirmada pelo TRT da 2... Região, em decisão mantida também pelo Tribunal Superior do Trabalho, que não admitiu recurso de revista. De modo que, pelo que foi relatado, atualmente tramitam duas ações sobre o mesmo tema, com a mesma causa de pedir e pedido, uma junto ao Superior Tribunal de Justiça e outra junto ao Tribunal Superior do Trabalho. Presente esse quadro, o Min. Dias Toffoli negou seguimento ao conflito, por entender não configurada situação positiva de disputa entre Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A controvérsia ora posta surgiu com o ajuizamento, perante dois juízos distintos, de demandas coletivas nas quais aposentados da Fundação CESP buscam a satisfação de direitos individuais homogêneos, a saber, a complementação de suas aposentadorias. Segundo afirmado pelo Relator, uma dessas demandas, uma ação civil pública, foi proposta na Justiça Estadual de São Paulo pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP (AAFC) em face, conjuntamente, da CESP, da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista – CTEPP – e da Fazenda Paulista, com pedido para que continuasse a cargo da Fundação CESP o pagamento de benefícios de complementação de aposentadoria e pensão. Porém, a associação dos funcionários da CESP aderiu posteriormente a uma reclamação que havia sido individualmente proposta por um aposentado junto à Justiça Trabalhista, contra os mesmos réus, com mesma causa de pedir e pedidos. A ação civil pública foi julgada improcedente pelo juízo singular e assim chegou até o TJSP. Enquanto a demanda trabalhista ainda tramitava em primeira instância, suscitou-se conflito de competência junto ao Superior Tribunal de Justiça, que afirmou a competência da Justiça Comum. Essa decisão do Superior Tribunal de Justiça veio a ser desafiada por Recurso Extraordinário, que, todavia, não foi admitido em juízo de admissibilidade inicial. Por outro lado, a Justiça Trabalhista, que continuou processando a demanda, julgou procedente a reclamação, que foi confirmada pelo TRT da 2... Região, em decisão mantida também pelo Tribunal Superior do Trabalho, que não admitiu recurso de revista. De modo que, pelo que foi relatado, atualmente tramitam duas ações sobre o mesmo tema, com a mesma causa de pedir e pedido, uma junto ao Superior Tribunal de Justiça e outra junto ao Tribunal Superior do Trabalho. Presente esse quadro, o Min. Dias Toffoli negou seguimento ao conflito, por entender não configurada situação positiva de disputa entre Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 48 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP dois juízos, já que não houve declarações nesse sentido. A decisão foi agravada e mantida. No acórdão do Plenário, destacou-se que caberia às partes, em cada processo, tomar as medidas cabíveis para dirimir a duplicidade de causas, que, quando muito, poderia caracterizar o fenômeno da litispendência. Não, porém, conflito de competência. Contra essa decisão do Pleno foram opostos terceiros embargos de declaração, por todos os réus da ação civil pública. É o que cabe examinar. 2. Ainda quando integrante do Superior Tribunal de Justiça, tive oportunidade de examinar controvérsia semelhante, em situação que conjugava múltiplas ações coletivas, propostas tanto na Justiça Estadual da Bahia quanto na Justiça Federal, tendo por objeto o questionamento da legitimidade da cobrança da tarifa mensal de assinatura de telefonia. Ponderei, então, que, mesmo fora do quadro de hipóteses de cabimento estritamente previstas no art. 115 do Código de Processo Civil, não se poderia descartar a possibilidade de outras espécies de conflitos de competência, como, v.g., no caso examinado, em que configurada situação de (a) efetivo risco de decisões judiciais conflitantes e inexequíveis, em se tratando de direitos individuais homogêneos, na medida em que haja superposição de ações com os mesmos substituídos; verificada quando (b) a tramitação dessas demandas se fizesse perante juízes submetidos a Tribunais diversos (art. 105, I, ‘d’, da Constituição Federal de 1988). Reproduzo, no essencial, o voto então proferido, quanto ao ponto: “3. A simples possibilidade de sentenças divergentes sobre a mesma questão jurídica não configura, por si só, conflito de competência. Não existe, em nosso sistema, um instrumento de controle, com eficácia erga omnes, da legitimidade (ou da interpretação), em face da lei, de atos normativos secundários (v.g., resoluções) ou de cláusulas padronizadas de contratos de adesão. Também não existe, nem mesmo em matéria constitucional, o instrumento da avocação, que permita concentrar o julgamento de múltiplos processos a respeito da mesma questão jurídica perante um mesmo tribunal e, muito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP dois juízos, já que não houve declarações nesse sentido. A decisão foi agravada e mantida. No acórdão do Plenário, destacou-se que caberia às partes, em cada processo, tomar as medidas cabíveis para dirimir a duplicidade de causas, que, quando muito, poderia caracterizar o fenômeno da litispendência. Não, porém, conflito de competência. Contra essa decisão do Pleno foram opostos terceiros embargos de declaração, por todos os réus da ação civil pública. É o que cabe examinar. 2. Ainda quando integrante do Superior Tribunal de Justiça, tive oportunidade de examinar controvérsia semelhante, em situação que conjugava múltiplas ações coletivas, propostas tanto na Justiça Estadual da Bahia quanto na Justiça Federal, tendo por objeto o questionamento da legitimidade da cobrança da tarifa mensal de assinatura de telefonia. Ponderei, então, que, mesmo fora do quadro de hipóteses de cabimento estritamente previstas no art. 115 do Código de Processo Civil, não se poderia descartar a possibilidade de outras espécies de conflitos de competência, como, v.g., no caso examinado, em que configurada situação de (a) efetivo risco de decisões judiciais conflitantes e inexequíveis, em se tratando de direitos individuais homogêneos, na medida em que haja superposição de ações com os mesmos substituídos; verificada quando (b) a tramitação dessas demandas se fizesse perante juízes submetidos a Tribunais diversos (art. 105, I, ‘d’, da Constituição Federal de 1988). Reproduzo, no essencial, o voto então proferido, quanto ao ponto: “3. A simples possibilidade de sentenças divergentes sobre a mesma questão jurídica não configura, por si só, conflito de competência. Não existe, em nosso sistema, um instrumento de controle, com eficácia erga omnes, da legitimidade (ou da interpretação), em face da lei, de atos normativos secundários (v.g., resoluções) ou de cláusulas padronizadas de contratos de adesão. Também não existe, nem mesmo em matéria constitucional, o instrumento da avocação, que permita concentrar o julgamento de múltiplos processos a respeito da mesma questão jurídica perante um mesmo tribunal e, muito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 49 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP menos, perante juiz de primeiro grau. Assim, a possibilidade de decisões divergentes a respeito da interpretação de atos normativos, primários ou secundários, ou a respeito de cláusulas de contrato de adesão, embora indesejável, é evento previsível, cujos efeitos o sistema busca minimizar com os instrumentos da uniformização de jurisprudência (Código de Processo Civil, art. 476), dos embargos de divergência (Código de Processo Civil, art. 546) e da afetação do julgamento a órgão colegiado uniformizador (Código de Processo Civil, art. 555, § 1...), dando ensejo, inclusive, à edição de súmulas (Código de Processo Civil, art. 479) e à fixação de precedente destinado a dar tratamento jurídico uniforme aos casos semelhantes. Mas a possibilidade de sentenças com diferente compreensão sobre a mesma tese jurídica não configura, por si só, um conflito de competência.. Considera-se existente, porém, conflito positivo de competência ante a possibilidade de decisões antagônicas nos casos em que há processos correndo em separado, envolvendo as mesmas partes e tratando da mesma causa. É o que ocorre, freqüentemente, com a propositura de ações populares e ações civis públicas relacionadas a idênticos direitos transindividuais (= indivisíveis e sem titular determinado), fenômeno que é resolvido pela aplicação do art. 5..., § 3..., da Lei da Ação Popular (Lei 4.717/65) e do art. 2..., parágrafo único, da Lei da Ação Civil Pública (Lei 7.347/85), na redação dada pela Medida Provisória 2.180-35/2001. No caso dos autos, porém, nem essa espécie de conflito positivo existe. O objeto das demandas aqui examinadas não são direitos transindividuais (difusos ou coletivos), e sim direitos individuais homogêneos (= direitos divisíveis, individualizáveis, pertencentes a diferentes titulares). Nessas circunstâncias, a multiplicidade de ações a respeito pode certamente acarretar o risco de sentenças divergentes sobre a tese jurídica debatida, mas não, necessariamente, em causas envolvendo os mesmos sujeitos. Com efeito, veja-se. 4. Ao contrário do que ocorre com os direitos transindividuais — que, por não terem titular determinado, são, necessariamente, tutelados em regime de substituição 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP menos, perante juiz de primeiro grau. Assim, a possibilidade de decisões divergentes a respeito da interpretação de atos normativos, primários ou secundários, ou a respeito de cláusulas de contrato de adesão, embora indesejável, é evento previsível, cujos efeitos o sistema busca minimizar com os instrumentos da uniformização de jurisprudência (Código de Processo Civil, art. 476), dos embargos de divergência (Código de Processo Civil, art. 546) e da afetação do julgamento a órgão colegiado uniformizador (Código de Processo Civil, art. 555, § 1...), dando ensejo, inclusive, à edição de súmulas (Código de Processo Civil, art. 479) e à fixação de precedente destinado a dar tratamento jurídico uniforme aos casos semelhantes. Mas a possibilidade de sentenças com diferente compreensão sobre a mesma tese jurídica não configura, por si só, um conflito de competência.. Considera-se existente, porém, conflito positivo de competência ante a possibilidade de decisões antagônicas nos casos em que há processos correndo em separado, envolvendo as mesmas partes e tratando da mesma causa. É o que ocorre, freqüentemente, com a propositura de ações populares e ações civis públicas relacionadas a idênticos direitos transindividuais (= indivisíveis e sem titular determinado), fenômeno que é resolvido pela aplicação do art. 5..., § 3..., da Lei da Ação Popular (Lei 4.717/65) e do art. 2..., parágrafo único, da Lei da Ação Civil Pública (Lei 7.347/85), na redação dada pela Medida Provisória 2.180-35/2001. No caso dos autos, porém, nem essa espécie de conflito positivo existe. O objeto das demandas aqui examinadas não são direitos transindividuais (difusos ou coletivos), e sim direitos individuais homogêneos (= direitos divisíveis, individualizáveis, pertencentes a diferentes titulares). Nessas circunstâncias, a multiplicidade de ações a respeito pode certamente acarretar o risco de sentenças divergentes sobre a tese jurídica debatida, mas não, necessariamente, em causas envolvendo os mesmos sujeitos. Com efeito, veja-se. 4. Ao contrário do que ocorre com os direitos transindividuais — que, por não terem titular determinado, são, necessariamente, tutelados em regime de substituição 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 50 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP processual (em ação civil pública ou ação popular) —, os direitos individuais homogêneos podem ser tutelados tanto por ação coletiva (proposta por substituto processual), quanto por ação individual (proposta pelo próprio titular do direito). O sistema da tutela coletiva, disciplinado na Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor - CDC), entretanto, evidencia que entre a ação coletiva e as ações individuais promovidas pelos próprios titulares desses direitos não há litispendência (CDC, art. 104), nem possibilidade de decisões antagônicas. A Lei confere ao titular do direito individual a opção de se vincular ou não à ação coletiva (CDC, art. 94). Caso opte por não se vincular, propondo ou dando seguimento à sua ação individual, o demandante ficará vinculado ao resultado da sua própria demanda, independentemente do que vier a ser decidido na ação coletiva. Isso porque a sentença da ação coletiva somente tem eficácia expansiva (a) em caso de procedência (= para beneficiar os titulares do direito individual) e (b) em favor dos que não propuseram ou que suspenderam o curso de ações individuais (CDC, arts. 103, III, combinado com os §§ 2... e 3..., e 104). Desse conjunto normativo colhe-se (a) que a ação individual pode ter curso independente da ação coletiva superveniente, (b) que a ação individual só se suspende por iniciativa do seu autor e (c) que, não havendo pedido de suspensão, a ação individual não sofre efeito algum do resultado da ação coletiva, ainda que julgada procedente. Ora, se a própria lei admite a convivência autônoma e harmônica das duas formas de tutela, fica afastada a possibilidade de decisões antagônicas e, portanto, o conflito. Por outro lado, a existência de várias ações coletivas também não representa, por si só, a possibilidade de ocorrer decisões antagônicas envolvendo as mesmas pessoas. É que os substituídos processuais (= titulares do direito individual em benefício de quem se pede tutela coletiva) não são, necessariamente, os mesmos em todas as ações. Pelo contrário: o normal é que sejam pessoas diferentes. Realmente, em se tratando de tutela de direitos individuais homogêneos, há pelo menos três fatores de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP processual (em ação civil pública ou ação popular) —, os direitos individuais homogêneos podem ser tutelados tanto por ação coletiva (proposta por substituto processual), quanto por ação individual (proposta pelo próprio titular do direito). O sistema da tutela coletiva, disciplinado na Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor - CDC), entretanto, evidencia que entre a ação coletiva e as ações individuais promovidas pelos próprios titulares desses direitos não há litispendência (CDC, art. 104), nem possibilidade de decisões antagônicas. A Lei confere ao titular do direito individual a opção de se vincular ou não à ação coletiva (CDC, art. 94). Caso opte por não se vincular, propondo ou dando seguimento à sua ação individual, o demandante ficará vinculado ao resultado da sua própria demanda, independentemente do que vier a ser decidido na ação coletiva. Isso porque a sentença da ação coletiva somente tem eficácia expansiva (a) em caso de procedência (= para beneficiar os titulares do direito individual) e (b) em favor dos que não propuseram ou que suspenderam o curso de ações individuais (CDC, arts. 103, III, combinado com os §§ 2... e 3..., e 104). Desse conjunto normativo colhe-se (a) que a ação individual pode ter curso independente da ação coletiva superveniente, (b) que a ação individual só se suspende por iniciativa do seu autor e (c) que, não havendo pedido de suspensão, a ação individual não sofre efeito algum do resultado da ação coletiva, ainda que julgada procedente. Ora, se a própria lei admite a convivência autônoma e harmônica das duas formas de tutela, fica afastada a possibilidade de decisões antagônicas e, portanto, o conflito. Por outro lado, a existência de várias ações coletivas também não representa, por si só, a possibilidade de ocorrer decisões antagônicas envolvendo as mesmas pessoas. É que os substituídos processuais (= titulares do direito individual em benefício de quem se pede tutela coletiva) não são, necessariamente, os mesmos em todas as ações. Pelo contrário: o normal é que sejam pessoas diferentes. Realmente, em se tratando de tutela de direitos individuais homogêneos, há pelo menos três fatores de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 51 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP limitação do âmbito subjetivo dos substituídos, a saber: (a) a representatividade do órgão ou entidade autor da demanda coletiva (= substituto processual), (b) o pedido formulado na demanda e (c) a eficácia subjetiva da sentença imposta por lei, que "abrangerá apenas os substituídos que tenham, na data da propositura da ação, domicílio no âmbito de competência territorial do órgão prolator " (Lei 9.494/97, art. 2...-A, introduzido pela Medida Provisória 2.180-35/2001). (...) 9. Em suma, ficou evidenciado que a configuração de conflito de competência a ser dirimido pelo Superior Tribunal de Justiça pressupõe, na hipótese, (a) o efetivo risco de decisões judiciais conflitantes e inexeqüíveis, o qual somente se verifica, em se tratando de direitos individuais homogêneos, na medida em que haja superposição de ações com os mesmos substituídos; e (b) a tramitação dessas demandas perante juízos submetidos a tribunais diversos, na forma do art. 105, I, d, da Constituição Federal de 1988. No caso concreto, tais requisitos estão caracterizados cumulativamente apenas em relação às ações coletivas ajuizadas no Estado da Bahia, pelo Ministério Público Federal (perante a 1... Vara Federal de Salvador) e pelo Instituto de Ação e Estudo pela Paz com Justiça Social (perante a 2... Vara Especializada de Defesa do Consumidor da Justiça Estadual de Salvador). Tais ações têm como substituídos comuns os assinantes do serviço de telefonia de Salvador, tramitando perante juízes subordinados a tribunais diversos, o que permite, na forma acima explicitada, o reconhecimento de conflito de competência, a ser solucionado por esta Corte.” (Código Civil Brasileiro 48.106, 1... Seção, DJ em 5/6/06) 3. A situação dos presentes autos atrai o mesmo raciocínio então desenvolvido. Em primeiro porque também aqui tramitam, em paralelo, ações coletivas a envolver as mesmas partes (aposentados da Fundação CESP contra os mesmos réus), em que se postulam os mesmos direitos (complementação de aposentadoria) pelas mesmas causas de pedir. E, conforme visto, ao tempo da propositura do conflito de competência, as 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP limitação do âmbito subjetivo dos substituídos, a saber: (a) a representatividade do órgão ou entidade autor da demanda coletiva (= substituto processual), (b) o pedido formulado na demanda e (c) a eficácia subjetiva da sentença imposta por lei, que "abrangerá apenas os substituídos que tenham, na data da propositura da ação, domicílio no âmbito de competência territorial do órgão prolator " (Lei 9.494/97, art. 2...-A, introduzido pela Medida Provisória 2.180-35/2001). (...) 9. Em suma, ficou evidenciado que a configuração de conflito de competência a ser dirimido pelo Superior Tribunal de Justiça pressupõe, na hipótese, (a) o efetivo risco de decisões judiciais conflitantes e inexeqüíveis, o qual somente se verifica, em se tratando de direitos individuais homogêneos, na medida em que haja superposição de ações com os mesmos substituídos; e (b) a tramitação dessas demandas perante juízos submetidos a tribunais diversos, na forma do art. 105, I, d, da Constituição Federal de 1988. No caso concreto, tais requisitos estão caracterizados cumulativamente apenas em relação às ações coletivas ajuizadas no Estado da Bahia, pelo Ministério Público Federal (perante a 1... Vara Federal de Salvador) e pelo Instituto de Ação e Estudo pela Paz com Justiça Social (perante a 2... Vara Especializada de Defesa do Consumidor da Justiça Estadual de Salvador). Tais ações têm como substituídos comuns os assinantes do serviço de telefonia de Salvador, tramitando perante juízes subordinados a tribunais diversos, o que permite, na forma acima explicitada, o reconhecimento de conflito de competência, a ser solucionado por esta Corte.” (Código Civil Brasileiro 48.106, 1... Seção, DJ em 5/6/06) 3. A situação dos presentes autos atrai o mesmo raciocínio então desenvolvido. Em primeiro porque também aqui tramitam, em paralelo, ações coletivas a envolver as mesmas partes (aposentados da Fundação CESP contra os mesmos réus), em que se postulam os mesmos direitos (complementação de aposentadoria) pelas mesmas causas de pedir. E, conforme visto, ao tempo da propositura do conflito de competência, as 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 52 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP causas estavam em processamento no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal Superior do Trabalho, o que satisfaz a hipótese do art. 105, I, ‘o’, da Constituição Federal. É bem de ver, além disso, que, no processo proveniente da Justiça Comum (cadastrado no Supremo Tribunal Federal como AI 834.551), o Min. Dias Toffoli proferiu decisão monocrática, já confirmada pela Primeira Turma (DJe 225, divulgado em 5/11/13), que negou seguimento a recurso extraordinário aviado pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP, aplicando a jurisprudência firmada com repercussão geral em precedente (Recurso Extraordinário 586.453) do Plenário desta Suprema Corte, que atribuiu à Justiça Comum a autoridade para conhecer de causas sobre complementação de aposentadoria de entidades privadas. Não obstante, há notícia de que a demanda coletiva sobre o tema, que estava em curso junto ao Tribunal Superior do Trabalho, lá permanece, em função da inadmissão de recurso extraordinário interposto, por falta de repercussão geral. O panorama é revelador da mesma perplexidade a que aludi no precedente do Superior Tribunal de Justiça. Causas idênticas sobre a mesma matéria julgadas por Tribunais Superiores diferentes. E pior. Um dos acórdãos envolvidos (o do Tribunal Superior do Trabalho) aponta solução aparentemente contrastante com entendimento confirmado pelo Supremo Tribunal Federal em precedente com força de repercussão geral. Isto agrava ainda mais a indesejável situação de contraste instalada entre as decisões proferidas pelos diferentes Tribunais e confina a parte prejudicada (no caso, a parte suscitante) a uma condição de prejuízo processual irremediável, já que, conforme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, não se admite reclamação ou agravo para a reforma de decisões de Tribunais Superiores que dão aplicação insatisfatória ao instituto da repercussão geral (ver, nesse sentido, Rcl 10.793, Min. Ellen Gracie, j. em 13/4/11; Rcl 11.250, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. em 7/4/11; e Rcl 13.508 AgR, de minha relatoria, j. em 23/5/13). A prevalecer o atual estado de coisas, somente por ação rescisória poderia ser resolvida a questão, que não é, nem de longe, o 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP causas estavam em processamento no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal Superior do Trabalho, o que satisfaz a hipótese do art. 105, I, ‘o’, da Constituição Federal. É bem de ver, além disso, que, no processo proveniente da Justiça Comum (cadastrado no Supremo Tribunal Federal como AI 834.551), o Min. Dias Toffoli proferiu decisão monocrática, já confirmada pela Primeira Turma (DJe 225, divulgado em 5/11/13), que negou seguimento a recurso extraordinário aviado pela Associação dos Aposentados da Fundação CESP, aplicando a jurisprudência firmada com repercussão geral em precedente (Recurso Extraordinário 586.453) do Plenário desta Suprema Corte, que atribuiu à Justiça Comum a autoridade para conhecer de causas sobre complementação de aposentadoria de entidades privadas. Não obstante, há notícia de que a demanda coletiva sobre o tema, que estava em curso junto ao Tribunal Superior do Trabalho, lá permanece, em função da inadmissão de recurso extraordinário interposto, por falta de repercussão geral. O panorama é revelador da mesma perplexidade a que aludi no precedente do Superior Tribunal de Justiça. Causas idênticas sobre a mesma matéria julgadas por Tribunais Superiores diferentes. E pior. Um dos acórdãos envolvidos (o do Tribunal Superior do Trabalho) aponta solução aparentemente contrastante com entendimento confirmado pelo Supremo Tribunal Federal em precedente com força de repercussão geral. Isto agrava ainda mais a indesejável situação de contraste instalada entre as decisões proferidas pelos diferentes Tribunais e confina a parte prejudicada (no caso, a parte suscitante) a uma condição de prejuízo processual irremediável, já que, conforme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, não se admite reclamação ou agravo para a reforma de decisões de Tribunais Superiores que dão aplicação insatisfatória ao instituto da repercussão geral (ver, nesse sentido, Rcl 10.793, Min. Ellen Gracie, j. em 13/4/11; Rcl 11.250, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. em 7/4/11; e Rcl 13.508 AgR, de minha relatoria, j. em 23/5/13). A prevalecer o atual estado de coisas, somente por ação rescisória poderia ser resolvida a questão, que não é, nem de longe, o 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 53 de 56 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP expediente ideal para esse fim. 4. Com essas considerações, o voto é no sentido de prover os embargos de declaração e, conhecendo do conflito de competência, declarar a competência da Justiça Comum para julgar o caso. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Supremo Tribunal Federal Código Civil Brasileiro 7706 AGR-SEGUNDO-ED-TERCEIROS / SP expediente ideal para esse fim. 4. Com essas considerações, o voto é no sentido de prover os embargos de declaração e, conhecendo do conflito de competência, declarar a competência da Justiça Comum para julgar o caso. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 54 de 56 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, eu estou de acordo com a solução dada aos embargos de declaração. Continuo com a minha ressalva respeitosa à questão de fundo, porque, para mim, sempre foi e continuará sendo competente a Justiça do Trabalho; mas, vencida, observado o princípio da colegialidade, faço apenas o registro da ressalva. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8163938. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, eu estou de acordo com a solução dada aos embargos de declaração. Continuo com a minha ressalva respeitosa à questão de fundo, porque, para mim, sempre foi e continuará sendo competente a Justiça do Trabalho; mas, vencida, observado o princípio da colegialidade, faço apenas o registro da ressalva. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8163938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 55 de 56 Extrato de Ata - 12/03/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBTE.(S) : COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA - CTEEP ADV.(A/S) : MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO EMBTE.(S) : FUNDAÇÃO CESP ADV.(A/S) : EVANDRO PERTENCE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP - AAFC ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI INTDO.(A/S) : CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, acolheu os embargos de declaração, com efeitos modificativos, conhecendo do conflito para assentar a competência da justiça comum para o processo e julgamento dos feitos, rejeitada a petição n 85.242/2011. A Ministra Rosa Weber acompanhou o Relator, com ressalva. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144765 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA TERCEIROS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 7.706 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBTE.(S) : COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA - CTEEP ADV.(A/S) : MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO EMBTE.(S) : FUNDAÇÃO CESP ADV.(A/S) : EVANDRO PERTENCE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP - AAFC ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI INTDO.(A/S) : CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, acolheu os embargos de declaração, com efeitos modificativos, conhecendo do conflito para assentar a competência da justiça comum para o processo e julgamento dos feitos, rejeitada a petição n 85.242/2011. A Ministra Rosa Weber acompanhou o Relator, com ressalva. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144765 Inteiro Teor do Acórdão - Página 56 de 56
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula n 235 , do Superior Tribunal de Justiça", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "Súmula n 235 , do Superior Tribunal de Justiça", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "petição n 85 . 242 / 2011", "petição", "Reclamação n 16 . 637 / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 551", "Súmula 235 do Superior Tribunal de Justiça", "Reclamação n 16 . 637 / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 834 . 551", "Súmula 235 do Superior Tribunal de Justiça", "processo n 0025349 - 94 . 2010 . 8 . 26 . 0053", "processo n 0025349 - 94 . 2010 . 8 . 26 .", "petição n 85242 / 2011", "processo", "processo n 0025349 - 94 . 2010 . 8 .", "processo n 0025349 - 94 . 2010 . 8 . 26 . 0053", "petição n 85242 / 2011", "processo n 0025349 - 94 . 2010 . 8 . 26 . 0053", "processo n 0025349 - 94 . 2010 . 8 . 26 . 0053", "-", "2005", "-", "049", "-", "02", "-", "00", "-", ".", ".", "Recurso Extraordinário ns 594 . 435 / SP", "586", ".", "453", "/", "SE", "Recurso Extraordinário ns 594 . 435 / SP", "586", ".", "453", "/", "SE", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "AI n 834 . 551 / SP", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "RR n 114500 - 77 . 2005 . 5 . 02 . 0049", "AI n 834 . 551 / SP", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "RR n 114500 - 77 . 2005 . 5 . 02 . 0049", "reclamação individual n 01145 . 2005 . 049 . 02 . 00 . 6", "reclamação individual n 01145 . 2005 . 049", "enunciados 288 , 51 e 97 do C . Tribunal Superior do Trabalho", "enunciados 288 , 51 e 97 do C . Tribunal Superior do Trabalho", "AI n 834 . 551 / SP", "AI n 834 . 551 / SP", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "AGRG", "AGRG NO Código Civil Brasileiro 112 . 956 / MS", "Súmula 211 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 211 / Superior Tribunal de Justiça", "REsp 1 . 413 . 016 / RJ", "REsp 1 . 413 . 016 / RJ", "Súmula 235 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 235 / Superior Tribunal de Justiça", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "reclamação trabalhista individual n 1145 / 2005", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "reclamação trabalhista individual n 1145 / 2005", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "ação", "ação", "petição n 85 . 242 / 11", "AI n 834 . 551", "REsp 961 . 407", "AI n 834 . 551", "REsp 961 . 407", "RR 114500 - 77 . 2005 . 5 . 02 . 0049", "RR 114500 - 77 . 2005 . 5 . 02 . 0049", "AgRg no Código Civil Brasileiro 129502", "AgRg no Código Civil Brasileiro 129502", "Recurso Extraordinário 586453", "Recurso Extraordinário 586453", "Recurso Extraordinário 586453", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "AgRg no AI 834551", "Recurso Extraordinário 586453", "Recurso Extraordinário n 586 . 453 / SE", "AgRg no AI 834551", "Recurso Extraordinário 586453", "ACP n 00332513 - 57 . 2003 . 8 . 26 . 0053", "reclamação trabalhista n 0114500 - 77 . 2005 . 5 . 02 . 0049 . 10", "Recurso Extraordinário 586453", "ACP n 00332513 - 57 . 2003 . 8 . 26 . 0053", "reclamação trabalhista n 0114500 - 77 . 2005 . 5 . 02 . 0049 . 10", "petição n 85 . 242 / 11 .", "petição n 85 . 242 / 11 .", "AI 834 . 551", "Recurso Extraordinário 586 . 453", "Rcl 10 . 793", "Rcl 11 . 250", "Rcl 13 . 508 AgR", "Recurso Extraordinário 586 . 453 )", "Rcl 10 . 793", "Rcl 11 . 250", "Rcl 13 . 508 AgR", "petição n 85 . 242 /", "petição n 85 . 242 / 2011" ], "LEGISLACAO": [ "art . 115 do Código de Processo Civil", "art . 115 , III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 105 , do Código de Processo Civil", "art . 102 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "7706", "AGR", "-", "SEGUNDO", "/", "SP do Código de Processo Civil", "art . 105 , do Código de Processo Civil", "art . 102 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7706", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7706", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Leis n 4 . 819 / 58", "200", "/", "74", "”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Leis n 4 . 819 / 58", "200", "/", "74", "”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 7 . . .", "art . 126 , § 5 . . . , da Constituição do Estado de São Paulo", "Lei estadual n 200 / 04", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 7 . . .", "art . 126 , § 5 . . . , da Constituição do Estado de São Paulo", "Lei estadual n 200 / 04", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 267 , VI , do Código de Processo Civil", "art . 267 , VI , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 267 , VI , do Código de Processo Civil", "art . 267 , VI , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Código Civil Brasileiro n 7 . 094", "Código Civil Brasileiro n 7 . 123 / DF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Código Civil Brasileiro n 7 . 094", "Código Civil Brasileiro n 7 . 123 / DF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7706", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Lei estadual n . 4189", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Lei estadual n . 4189", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Emenda Constitucional 41 / 03", "Lei 954 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Emenda Constitucional 41 / 03", "Lei 954 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 273 , Código de Processo Civil", "artigo 461 do Código de Processo Civil", "EC 41 / 03", "ART . 115 , DO Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 273 , Código de Processo Civil", "artigo 461 do Código de Processo Civil", "EC 41 / 03", "ART . 115 , DO Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 115 do Código de Processo Civil", "Código Civil Brasileiro n 7094 / MA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 115 do Código de Processo Civil", "Código Civil Brasileiro n 7094 / MA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7706", "Código Civil Brasileiro n 7 . 094 - QO", "inciso I do art . 115 do Código de Processo Civil", "Código Civil Brasileiro n 7 . 699 / MG -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro n 7 . 094 - QO", "inciso I do art . 115 do Código de Processo Civil", "Código Civil Brasileiro n 7 . 699 / MG - AgR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "incisos I ou II do art . 115 do Código de Processo Civil", "ART . 102 , INC . I , ALÍNEA O , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , inc . I , alínea o , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "incisos I ou II do art . 115 do Código de Processo Civil", "ART . 102 , INC . I , ALÍNEA O , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , inc . I , alínea o , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Código Civil Brasileiro n 7 . 730 - AgR / RS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro n 7 . 730 - AgR / RS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 115 , III , do Código de Processo Civil", "ART . 115 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 115 , III , do Código de Processo Civil", "ART . 115 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Código Civil Brasileiro n 129 . 502 / RS", "Código de Processo Civil , ART . 115 , III", "ESTATUTO", "Código Civil Brasileiro 127 . 109 / AM", "Código Civil Brasileiro n 16", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Código Civil Brasileiro n 129 . 502 / RS", "Código de Processo Civil , ART . 115 , III", "Código Civil Brasileiro 127 .", "Código Civil Brasileiro n 16", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7706", "ART . 103 DO Código de Processo Civil", "art . 103 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "ART . 103 DO Código de Processo Civil", "art . 103 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 115 , III , do Código de Processo Civil", "art . 105 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 115 , III , do Código de Processo Civil", "art . 105 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Código de Processo Civil", "art . 219 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7706", "Código de Processo Civil", "art . 219 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7706", "art . 105 do Código de Processo Civil", "art . 102 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 do Código de Processo Civil", "art . 102 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 265 , IV , a , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 265 , IV , a , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Lei n 4 . 819 / 58", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Lei n 4 . 819 / 58", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Lei n 4 . 819 / 1958", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Lei n 4 . 819 / 1958", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7706", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7706", "ART . 115 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "ART . 115 DO Código de Processo Civil", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7706", "art . 103 do Código de Processo Civil", "Código Civil Brasileiro 110996", "Lei n 4 . 819 / 1958", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 do Código de Processo Civil", "Código Civil Brasileiro 110996", "Lei n 4 . 819 / 1958", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Constituição Federal", "art . 114 , inciso IX , da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 202 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "art . 114 , inciso IX , da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 115 do Código de Processo Civil", "art . 105 , I , ‘ d ’ , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 115 do Código de Processo Civil", "art . 105 , I , ‘ d ’ , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Código de Processo Civil , art . 476", "Código de Processo Civil , art . 546", "Código de Processo Civil , art . 555 , § 1 . . .", "Código de Processo Civil , art . 479", "art . 5 . . . , § 3 . . . , da", "Lei da Ação Popular", "Lei 4 . 717 / 65", "art . 2 . . . , parágrafo único , da Lei da Ação Civil Pública", "Lei 7 . 347 / 85", "Medida Provisória 2 . 180 - 35 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art .", "Código de Processo Civil , art . 546", "Código de Processo Civil , art . 555 , § 1 . . .", "Código de Processo Civil , art . 479", "art . 5 . . . ,", "Lei da Ação Popular", "Lei 4 . 717 / 65", ". . , parágrafo único , da", "Lei da Ação Civil Pública", "Lei 7 . 347 / 85", "Medida Provisória 2 . 180 - 35 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Lei 8 . 078 / 90", "Código de Defesa do Consumidor", "CDC", "CDC , art . 104", "CDC , art . 94", "CDC , arts . 103 , III ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 078 / 90", "Código de Defesa do Consumidor", "CDC", "CDC , art . 104", "CDC , art . 94", "CDC , arts . 103 , III ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7706", "Lei 9 . 494 / 97 , art . 2 . . . - A", "Medida Provisória 2 . 180 - 35 / 2001", "art . 105 , I , d , da Constituição Federal de 1988", "Código Civil Brasileiro 48 . 106 , 1 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Lei 9 . 494 / 97 , art . 2 . . . - A", "Medida Provisória 2 . 180 - 35 / 2001", "art . 105 , I , d , da Constituição Federal de 1988", "Código Civil Brasileiro 48 . 106 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "art . 105 , I , ‘ o ’ , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Código Civil Brasileiro", "art . 105 , I , ‘ o ’ , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "PORTO ALEGRE - RS", "FORO REGIONAL DE TRISTEZA", "PORTO ALEGRE - RS", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "SÃO PAULO", "São Paulo", "SÃO PAULO", "São Paulo", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "FORO REGIONAL DE TRISTEZA", "PORTO ALEGRE - RS", "PORTO ALEGRE - RS", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Estado da Bahia", "Estado da Bahia", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "ESTADO", "COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA", "CTEEP", "FUNDAÇÃO CESP", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO", "CESP", "-", "AAFC", "CESP", "COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA", "CTEEP", "FUNDAÇÃO CESP", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO", "CESP", "AAFC", "CESP", "COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO", "Fundação CESP", "Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista", "CTEEP", "Estado de São Paulo", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFLITO DE", "ESTADO", "COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA", "CTEEP", "FUNDAÇÃO CESP", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO", "CESP", "-", "AAFC", "CESP", "COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO", "Fundação CESP", "Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista", "CTEEP", "Estado de São Paulo", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Fundação CESP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Fundação CESP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Companhia de Transmissão de Energia Paulista", "CTEEP", "Supremo Tribunal Federal", "dos", "Fundação CESP", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista", "CTEEP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "-", "Companhia de Transmissão de Energia Paulista", "CTEEP", "Supremo Tribunal Federal", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista", "CTEEP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "4", ".", ". . Vara da Fazenda Pública de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "4", ".", ".", ". Vara da Fazenda Pública de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "4", ".", ".", ". Vara da Fazenda Pública de São Paulo", "Associação da", "Fundação CESP", "Fundação", "CESP", "Fundação", "CESP", "Estado", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "4", ".", ".", ". Vara da Fazenda Pública de São Paulo", "Associação da Fundação CESP", "Fundação CESP", "Fundação CESP", "Estado", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CESP", "Fundação CESP", "CTEEP", "CESP", "Fundação CESP", "CTEEP", "ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP", "AAFC", "FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Fundação CESP", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Fazenda do Estado de São Paulo", "Fundação CESP", "CTEEP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CESP", "Fundação CESP", "CTEEP", "CESP", "Fundação CESP", "CTEEP", "ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO CESP", "AAFC", "FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Fundação CESP", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Fazenda do Estado de São Paulo", "Fundação CESP", "CTEEP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CESP", "2", ".", ".", ". Vara da Fazenda Pública de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "49", ".", ". . Vara do Trabalho de São Paulo", "TRT da", "Fundação", "CESP", "Tribunal Superior do Trabalho", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código Civil Brasileiro", "CESP", "2", ".", "Vara da Fazenda Pública de São Paulo", "SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça paulista", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "49", ".", ". . Vara do Trabalho de São Paulo", "TRT da 2 . . . Região", "Fundação", "CESP", "Tribunal Superior do Trabalho", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Tribunal Superior do Trabalho", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Pleno", "Fundação CESP", "Estado de São Paulo", "CTEEP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Tribunal Superior do Trabalho", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Pleno", "Fundação CESP", "Estado de São Paulo", "CTEEP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Companhia Energética de São Paulo", "CESP", "Tribunal Superior do Trabalho", "CESP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código Civil Brasileiro", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Companhia Energética de São Paulo", "CESP", "Tribunal Superior do Trabalho", "CESP", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Fundação", "CESP", "Estado de", "CTEEP", "Fundação CESP", "CTEEP", "CESP", "Companhia Energética de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Fundação CESP", "Estado de", "CTEEP", "Fundação CESP", "CTEEP", "CESP", "Companhia Energética de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Superior do Trabalho", "SINDICATO DOS ENGENHEIROS NO ESTADO DE SÃO PAULO", "SEESP", "SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA DE SÃO PAULO", "FUNDAÇÃO CESP", "FUNDAÇÃO", "CESP", "FUNDAÇÃO CESP", "Governo do Estado de São Paulo", "CESP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "SINDICATO DOS ENGENHEIROS NO ESTADO DE SÃO PAULO", "SEESP", "SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA DE SÃO PAULO", "FUNDAÇÃO CESP", "FUNDAÇÃO", "CESP", "FUNDAÇÃO CESP", "Governo do Estado de São Paulo", "CESP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "FAZENDA DO ESTADO", "Fundação CESP", "CESP", "Fundação", "CESP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "FAZENDA", "Fundação CESP", "CESP", "Fundação", "CESP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal de Justiça paulista", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal de Justiça paulista", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "TRIBUNAL", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal 13", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "ED", "TERCEIROS", "/", "SP", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal 13", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código", "AGR", "-", "SEGUNDO", "-", "ED", "TERCEIROS", "/", "SP", "Tribunal Pleno", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Código", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA SEÇÃO", "VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL", "Segunda", "SEGUNDA SEÇÃO DO", "Superior Tribunal de Justiça", "VARA CÍVEL DA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDO", "ED", "SP", "Segunda", "SEGUNDA SEÇÃO DO Superior Tribunal de Justiça", "VARA CÍVEL DA COMARCA DE BOA VISTA / RR", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA SEÇÃO", "ICP", "-", "Brasil", "Terceira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Terceira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Forense", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Forense", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código Civil Brasileiro", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código Civil Brasileiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Fundação CESP", "Companhia Energética de São Paulo", "CTEEP", "Companhia de Transmissão de Energia Elétrica de Paulista", "Estado", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Fundação CESP", "Companhia Energética de São Paulo", "CTEEP", "Companhia de Transmissão de Energia Elétrica de Paulista", "Estado de São", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "-", "TERCEIROS", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Fundação CESP", "Associação dos Aposentados da CESP", "AACESP", "STJ1", "TST2", "CESP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fundação CESP", "Associação dos Aposentados da CESP", "AACESP", "STJ1", "TST2", "CESP", "Excelso", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CESP", "Fundação CESP", "CTEEP", "Estado de São Paulo", "AACESP", "Sétima Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "SEGUNDO", "SP", "CESP", "Fundação CESP", "CTEEP", "Estado de São Paulo", "AACESP", "Sétima Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA", "STJD", "CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "STJD", "CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2A VARA CÍVEL DO RIO DE JANEIRO", "RJ", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2A VARA CÍVEL DO RIO DE JANEIRO", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Seção", "VARA CÍVEL DO", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Seção", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "CESP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código", "Segunda Seção", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "CESP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Plenário do Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Plenário do Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SP", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "AACESP", "Plenário da Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "AACESP", "Plenário da Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AACESP", "Estado", "Fundação CESP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AACESP", "Estado de", "Fundação", "CESP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SEGUNDO", "Primeira Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Fundação CESP", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código", "Fundação CESP", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código Civil Brasileiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código", "Pleno", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Fundação CESP", "Associação", "AAFC", "CESP", "Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista", "CTEPP", "Fazenda Paulista", "Fundação CESP", "CESP", "TJSP", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "TRT da 2 . . . Região", "Tribunal Superior do Trabalho", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Fundação CESP", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "AAFC", "CESP", "Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista", "CTEPP", "Fazenda Paulista", "Fundação CESP", "CESP", "TJSP", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "TRT da 2 . . . Região", "Tribunal Superior do Trabalho", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Pleno", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Pleno", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Código Civil Brasileiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "1", ".", ".", ". Vara Federal de Salvador", "Instituto de Ação e Estudo pela Paz com Justiça Social", "2", ".", ".", ".", "Vara Especializada de Defesa do Consumidor da Justiça Estadual de Salvador", "Fundação CESP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "1", "Vara Federal de Salvador", "Instituto de Ação e Estudo pela Paz com Justiça Social", "2", ".", "Vara Especializada de Defesa do Consumidor da Justiça Estadual de Salvador", "Fundação CESP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Plenário", "Tribunal Superior do Trabalho", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Associação dos Aposentados da Fundação CESP", "Plenário", "Tribunal Superior do Trabalho", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "TERCEIROS", "SEGUNDO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA", "CTEEP", "FUNDAÇÃO", "CESP", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO", "CESP", "-", "AAFC", "CESP", "COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFLITO", "COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA", "CTEEP", "FUNDAÇÃO CESP", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DA FUNDAÇÃO", "CESP", "-", "AAFC", "CESP", "COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO", "EVANDRO PERTENCE", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO", "EVANDRO PERTENCE", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO", "EVANDRO PERTENCE", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Celso de Mello", "Sepúlveda Pertence", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "NANCY ANDRIGHI", "Paulo de Tarso Sanseverino", "NANCY ANDRIGHI", "Paulo de Tarso Sanseverino", "DIAS TOFFOLI", "Paulo de Tarso Sanseverino", "Paulo de Tarso Sanseverino", "DIAS TOFFOLI", "Nancy Andrighi", "Nancy Andrighi", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "FUX , Luiz", "Luiz Fux", "FUX , Luiz", "DIAS TOFFOLI", "Misael Montenegro Filho", "Misael Montenegro Filho", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Maria Thereza de Assis Moura", "Maria Thereza de Assis Moura", "ROBERTO BARROSO", "Maria Doralice Novaes", "C", ".", "Maria Doralice Novaes", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Sidnei Beneti", "NANCY ANDRIGHI", "Paulo de 5", "Sidnei Beneti", "NANCY ANDRIGHI", "Paulo de 5", "ROBERTO BARROSO", "Tarso Sansverino", "Maria Isabel Gallotti", "Tarso Sansverino", "Maria Isabel Gallotti", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "Barroso", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "Luís Roberto Barroso", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "Barroso", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "Luís Roberto Barroso", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Fux", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "Fux", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "LUÍS", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Dias Toffoli", "TEORI ZAVASCKI", "Dias Toffoli", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "TEORI ZAVASCKI", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO", "EVANDRO PERTENCE", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Ela Wieckmo Volkmer de Castilho", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "DIAS TOFFOLI", "MARCELO COSTA MASCARO NASCIMENTO", "EVANDRO PERTENCE", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Ela Wieckmo Volkmer de Castilho", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de maio de 1974", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de maio de 1974", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "12", "/", "12", "4", "/", "5", "/", "01", "20", "/", "5", "/", "02", "7", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "12", "/", "12", "4", "/", "5", "/", "01", "20", "/", "5", "/", "02", "7", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2013", "17", "/", "12", "/", "13", "25", "/", "6", "/", "2013", "01", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2013", "17", "/", "12", "/", "13", "25", "/", "6", "/", "2013", "01", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "06", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "06", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2003", "janeiro de 2004", "28 de agosto de 1958", "13 de maio de 1 . 974", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2003", "janeiro de 2004", "28 de agosto de 1958", "13 de maio de 1 . 974", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "6", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "6", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "3", "/", "2000", "4", "/", "5", "/", "01", "18", "/", "3", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "3", "/", "2000", "4", "/", "5", "/", "01", "18", "/", "3", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "12", "/", "11", "20", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "12", "/", "11", "20", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "05", "/", "2012", "21", "/", "11", "/", "2013", "07", "/", "07", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "05", "/", "2012", "21", "/", "11", "/", "2013", "07", "/", "07", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "10", "/", "2013", "24", ".", "05", ".", "2011", "08", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "10", "/", "2013", "24", ".", "05", ".", "2011", "08", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "02", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "02", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2013", "20", "/", "2", "/", "2013", "20", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2013", "20", "/", "2", "/", "2013", "20", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "12", "/", "03", "6", "/", "6", "/", "05", "9", "/", "6", "/", "05", "13", "/", "6", "/", "05", "5", "/", "7", "/", "05", "9", "/", "9", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "12", "/", "03", "6", "/", "6", "/", "05", "9", "/", "6", "/", "05", "13", "/", "6", "/", "05", "5", "/", "7", "/", "05", "9", "/", "9", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "08", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "08", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "10", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "10", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "07", ".", "2014", "02", "/", "05", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "07", ".", "2014", "02", "/", "05", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "11", ".", "2013", "29", ".", "03", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "11", ".", "2013", "29", ".", "03", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "13", "20", "/", "2", "/", "2013", "06", ".", "06", ".", "2013", "20", ".", "02", ".", "2013", "20", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "13", "20", "/", "2", "/", "2013", "06", ".", "06", ".", "2013", "20", ".", "02", ".", "2013", "20", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "02", ".", "2013", "05", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "02", ".", "2013", "05", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "02", ".", "2013", "2003", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "02", ".", "2013", "2003", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "6", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "6", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "11", "/", "13", "13", "/", "4", "/", "11", "7", "/", "4", "/", "11", "23", "/", "5", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "11", "/", "13", "13", "/", "4", "/", "11", "7", "/", "4", "/", "11", "23", "/", "5", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "12", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :GERALDO JOSE FULCO QUARESMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. OPOSIÇÃO CONTRA ACÓRDÃO QUE NEGA SEGUIMENTO A RECURSO POR FALTA DE PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS. INVIABILIDADE. COTEJO ANALÍTICO. INEXISTÊNCIA. ART. 331 DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Brasília, 12 de março de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045874. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 756984 AGR-ED-EDV-ED / PE Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045874. Supremo Tribunal Federal ARE 756984 AGR-ED-EDV-ED / PE Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045874. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :GERALDO JOSE FULCO QUARESMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que inadmitiu embargos de divergência aos fundamentos de que (a) não há similitude entre os arestos confrontados; (b) é incabível a oposição de embargos de divergência contra julgado que não apreciou o mérito do recurso por ausência de requisitos processuais; (c) o dissenso jurisprudencial não foi demonstrado na forma preconizada pelo art. 331 do RISTF. Sustenta a parte embargante, em suma, que (a) o recurso extraordinário trata de tema cuja repercussão geral já foi reconhecida por esta Corte; (b) todas as questões constitucionais foram prequestionadas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045875. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :GERALDO JOSE FULCO QUARESMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que inadmitiu embargos de divergência aos fundamentos de que (a) não há similitude entre os arestos confrontados; (b) é incabível a oposição de embargos de divergência contra julgado que não apreciou o mérito do recurso por ausência de requisitos processuais; (c) o dissenso jurisprudencial não foi demonstrado na forma preconizada pelo art. 331 do RISTF. Sustenta a parte embargante, em suma, que (a) o recurso extraordinário trata de tema cuja repercussão geral já foi reconhecida por esta Corte; (b) todas as questões constitucionais foram prequestionadas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora os recorrentes tenham denominado o presente recurso de "embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que inadmitiu os embargos de divergência, e não sanar qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. A decisão agravada é do seguinte teor: DECISÃO: 1. Trata-se de embargos de divergência opostos contra acórdão da Segunda Turma desta Corte que, ao não conhecer de agravo regimental, manteve decisão que negara provimento e indeferira liminarmente agravos em recurso extraordinário. Eis o teor da ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A FUNDAMENTOS SUFICIENTES PARA MANTER A DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/STF. RECURSO NÃO CONHECIDO. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. A parte embargante sustenta a divergência a partir do entendimento proferido nos seguintes precedentes: (a) RE 563.965-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA), em que se reconheceu a existência de repercussão geral de questão relativa ao direito adquirido à forma de cálculo de parcelas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045876. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora os recorrentes tenham denominado o presente recurso de "embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que inadmitiu os embargos de divergência, e não sanar qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. A decisão agravada é do seguinte teor: DECISÃO: 1. Trata-se de embargos de divergência opostos contra acórdão da Segunda Turma desta Corte que, ao não conhecer de agravo regimental, manteve decisão que negara provimento e indeferira liminarmente agravos em recurso extraordinário. Eis o teor da ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A FUNDAMENTOS SUFICIENTES PARA MANTER A DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/STF. RECURSO NÃO CONHECIDO. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. A parte embargante sustenta a divergência a partir do entendimento proferido nos seguintes precedentes: (a) RE 563.965-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA), em que se reconheceu a existência de repercussão geral de questão relativa ao direito adquirido à forma de cálculo de parcelas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 756984 AGR-ED-EDV-ED / PE incorporadas à remuneração; (b) RE 298.694 (Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Tribunal Pleno), relativo à violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos. Instada a se manifestar, alega a parte embargada que (a) não foi indicado o acórdão do qual o aresto embargado divergiu; e (b) não foram respeitadas as prescrições do art. 331 do RISTF. 2. O acórdão embargado sequer examinou o mérito da questão recursal, visto que o recurso não possui os necessários requisitos de admissibilidade. Já o precedente paradigma do Tribunal Pleno, apontado pela parte embargante para demonstrar a divergência (RE 298.694), não se relaciona com a situação jurídica decidida pela Segunda Turma, porquanto passou à análise do mérito do caso então discutido. No RE 563.965-RG, por sua vez, esta Corte limitou-se a reconhecer a repercussão geral de tema constitucional, não havendo nesse precedente qualquer pronunciamento acerca dos pressupostos de admissibilidade do agravo regimental. A ausência de similitude entre os casos confrontados é obstáculo suficiente para que os embargos de divergência não sejam admitidos. Nesse sentido: AI 654.148-AgR-EDv-AgR-ED; Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 6/12/2011; e RE 232.577-EDv, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, DJe de 9/4/2010. Outrossim, assentou-se nesta Corte o entendimento de que são inadmissíveis embargos de divergência contra acórdão que, sem adentrar no mérito, nega seguimento a recurso por ausência de requisitos processuais. Precedentes: AI 681.109- AgR-ED-EDv-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 13/3/2013; AI 836.992-AgR-EDv-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 30/5/2012. 3. Saliente-se, ademais, que não foi demonstrada a divergência jurisprudencial na forma preconizada pelo art. 331 do RISTF, pois não se procedeu ao cotejo analítico com o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045876. Supremo Tribunal Federal ARE 756984 AGR-ED-EDV-ED / PE incorporadas à remuneração; (b) RE 298.694 (Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Tribunal Pleno), relativo à violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos. Instada a se manifestar, alega a parte embargada que (a) não foi indicado o acórdão do qual o aresto embargado divergiu; e (b) não foram respeitadas as prescrições do art. 331 do RISTF. 2. O acórdão embargado sequer examinou o mérito da questão recursal, visto que o recurso não possui os necessários requisitos de admissibilidade. Já o precedente paradigma do Tribunal Pleno, apontado pela parte embargante para demonstrar a divergência (RE 298.694), não se relaciona com a situação jurídica decidida pela Segunda Turma, porquanto passou à análise do mérito do caso então discutido. No RE 563.965-RG, por sua vez, esta Corte limitou-se a reconhecer a repercussão geral de tema constitucional, não havendo nesse precedente qualquer pronunciamento acerca dos pressupostos de admissibilidade do agravo regimental. A ausência de similitude entre os casos confrontados é obstáculo suficiente para que os embargos de divergência não sejam admitidos. Nesse sentido: AI 654.148-AgR-EDv-AgR-ED; Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 6/12/2011; e RE 232.577-EDv, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, DJe de 9/4/2010. Outrossim, assentou-se nesta Corte o entendimento de que são inadmissíveis embargos de divergência contra acórdão que, sem adentrar no mérito, nega seguimento a recurso por ausência de requisitos processuais. Precedentes: AI 681.109- AgR-ED-EDv-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 13/3/2013; AI 836.992-AgR-EDv-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 30/5/2012. 3. Saliente-se, ademais, que não foi demonstrada a divergência jurisprudencial na forma preconizada pelo art. 331 do RISTF, pois não se procedeu ao cotejo analítico com o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 756984 AGR-ED-EDV-ED / PE acórdão apontado como divergente, com a necessária menção às "circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados". Com efeito, a fundamentação do recurso limitou-se à consideração das razões pelas quais o acórdão embargado deveria ser reformado e à transcrição das ementas dos julgados colacionados como paradigma. Nesse sentido: AI 609855-AgR-AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, DJe de 28/5/2010. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045876. Supremo Tribunal Federal ARE 756984 AGR-ED-EDV-ED / PE acórdão apontado como divergente, com a necessária menção às "circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados". Com efeito, a fundamentação do recurso limitou-se à consideração das razões pelas quais o acórdão embargado deveria ser reformado e à transcrição das ementas dos julgados colacionados como paradigma. Nesse sentido: AI 609855-AgR-AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, DJe de 28/5/2010. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, continuo entendendo que cabem os embargos declaratórios a serem apreciados pelo autor do ato com carga decisória. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8121092. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, continuo entendendo que cabem os embargos declaratórios a serem apreciados pelo autor do ato com carga decisória. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8121092. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : GERALDO JOSE FULCO QUARESMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144789 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : GERALDO JOSE FULCO QUARESMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144789 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8165176
2015-03-12T00:00:00
2015-04-08T00:00:00
O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 12.03.2015.
EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. OPOSIÇÃO CONTRA ACÓRDÃO QUE NEGA SEGUIMENTO A RECURSO POR FALTA DE PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS. INVIABILIDADE. COTEJO ANALÍTICO. INEXISTÊNCIA. ART. 331 DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur299343
Número de páginas: 8. Análise: 24/04/2015, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
756984
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00331\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR-ED-EDv-ED
acordaos
ARE 756984 AgR-ED-EDv-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : GERALDO JOSE FULCO QUARESMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :GERALDO JOSE FULCO QUARESMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. OPOSIÇÃO CONTRA ACÓRDÃO QUE NEGA SEGUIMENTO A RECURSO POR FALTA DE PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS. INVIABILIDADE. COTEJO ANALÍTICO. INEXISTÊNCIA. ART. 331 DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Brasília, 12 de março de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045874. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 756984 AGR-ED-EDV-ED / PE Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045874. Supremo Tribunal Federal ARE 756984 AGR-ED-EDV-ED / PE Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045874. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :GERALDO JOSE FULCO QUARESMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que inadmitiu embargos de divergência aos fundamentos de que (a) não há similitude entre os arestos confrontados; (b) é incabível a oposição de embargos de divergência contra julgado que não apreciou o mérito do recurso por ausência de requisitos processuais; (c) o dissenso jurisprudencial não foi demonstrado na forma preconizada pelo art. 331 do RISTF. Sustenta a parte embargante, em suma, que (a) o recurso extraordinário trata de tema cuja repercussão geral já foi reconhecida por esta Corte; (b) todas as questões constitucionais foram prequestionadas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045875. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :GERALDO JOSE FULCO QUARESMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que inadmitiu embargos de divergência aos fundamentos de que (a) não há similitude entre os arestos confrontados; (b) é incabível a oposição de embargos de divergência contra julgado que não apreciou o mérito do recurso por ausência de requisitos processuais; (c) o dissenso jurisprudencial não foi demonstrado na forma preconizada pelo art. 331 do RISTF. Sustenta a parte embargante, em suma, que (a) o recurso extraordinário trata de tema cuja repercussão geral já foi reconhecida por esta Corte; (b) todas as questões constitucionais foram prequestionadas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora os recorrentes tenham denominado o presente recurso de "embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que inadmitiu os embargos de divergência, e não sanar qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. A decisão agravada é do seguinte teor: DECISÃO: 1. Trata-se de embargos de divergência opostos contra acórdão da Segunda Turma desta Corte que, ao não conhecer de agravo regimental, manteve decisão que negara provimento e indeferira liminarmente agravos em recurso extraordinário. Eis o teor da ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A FUNDAMENTOS SUFICIENTES PARA MANTER A DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. RECURSO NÃO CONHECIDO. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. A parte embargante sustenta a divergência a partir do entendimento proferido nos seguintes precedentes: (a) Recurso Extraordinário 563.965-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA), em que se reconheceu a existência de repercussão geral de questão relativa ao direito adquirido à forma de cálculo de parcelas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045876. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora os recorrentes tenham denominado o presente recurso de "embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que inadmitiu os embargos de divergência, e não sanar qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. A decisão agravada é do seguinte teor: DECISÃO: 1. Trata-se de embargos de divergência opostos contra acórdão da Segunda Turma desta Corte que, ao não conhecer de agravo regimental, manteve decisão que negara provimento e indeferira liminarmente agravos em recurso extraordinário. Eis o teor da ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A FUNDAMENTOS SUFICIENTES PARA MANTER A DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. RECURSO NÃO CONHECIDO. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. A parte embargante sustenta a divergência a partir do entendimento proferido nos seguintes precedentes: (a) Recurso Extraordinário 563.965-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA), em que se reconheceu a existência de repercussão geral de questão relativa ao direito adquirido à forma de cálculo de parcelas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 756984 AGR-ED-EDV-ED / PE incorporadas à remuneração; (b) Recurso Extraordinário 298.694 (Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Tribunal Pleno), relativo à violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos. Instada a se manifestar, alega a parte embargada que (a) não foi indicado o acórdão do qual o aresto embargado divergiu; e (b) não foram respeitadas as prescrições do art. 331 do RISTF. 2. O acórdão embargado sequer examinou o mérito da questão recursal, visto que o recurso não possui os necessários requisitos de admissibilidade. Já o precedente paradigma do Tribunal Pleno, apontado pela parte embargante para demonstrar a divergência (Recurso Extraordinário 298.694), não se relaciona com a situação jurídica decidida pela Segunda Turma, porquanto passou à análise do mérito do caso então discutido. No Recurso Extraordinário 563.965-RG, por sua vez, esta Corte limitou-se a reconhecer a repercussão geral de tema constitucional, não havendo nesse precedente qualquer pronunciamento acerca dos pressupostos de admissibilidade do agravo regimental. A ausência de similitude entre os casos confrontados é obstáculo suficiente para que os embargos de divergência não sejam admitidos. Nesse sentido: AI 654.148-AgR-EDv-AgR-ED; Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 6/12/2011; e Recurso Extraordinário 232.577-EDv, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, DJe de 9/4/2010. Outrossim, assentou-se nesta Corte o entendimento de que são inadmissíveis embargos de divergência contra acórdão que, sem adentrar no mérito, nega seguimento a recurso por ausência de requisitos processuais. Precedentes: AI 681.109- AgR-ED-EDv-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 13/3/2013; AI 836.992-AgR-EDv-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 30/5/2012. 3. Saliente-se, ademais, que não foi demonstrada a divergência jurisprudencial na forma preconizada pelo art. 331 do RISTF, pois não se procedeu ao cotejo analítico com o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045876. Supremo Tribunal Federal ARE 756984 AGR-ED-EDV-ED / PE incorporadas à remuneração; (b) Recurso Extraordinário 298.694 (Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Tribunal Pleno), relativo à violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos. Instada a se manifestar, alega a parte embargada que (a) não foi indicado o acórdão do qual o aresto embargado divergiu; e (b) não foram respeitadas as prescrições do art. 331 do RISTF. 2. O acórdão embargado sequer examinou o mérito da questão recursal, visto que o recurso não possui os necessários requisitos de admissibilidade. Já o precedente paradigma do Tribunal Pleno, apontado pela parte embargante para demonstrar a divergência (Recurso Extraordinário 298.694), não se relaciona com a situação jurídica decidida pela Segunda Turma, porquanto passou à análise do mérito do caso então discutido. No Recurso Extraordinário 563.965-RG, por sua vez, esta Corte limitou-se a reconhecer a repercussão geral de tema constitucional, não havendo nesse precedente qualquer pronunciamento acerca dos pressupostos de admissibilidade do agravo regimental. A ausência de similitude entre os casos confrontados é obstáculo suficiente para que os embargos de divergência não sejam admitidos. Nesse sentido: AI 654.148-AgR-EDv-AgR-ED; Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 6/12/2011; e Recurso Extraordinário 232.577-EDv, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, DJe de 9/4/2010. Outrossim, assentou-se nesta Corte o entendimento de que são inadmissíveis embargos de divergência contra acórdão que, sem adentrar no mérito, nega seguimento a recurso por ausência de requisitos processuais. Precedentes: AI 681.109- AgR-ED-EDv-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 13/3/2013; AI 836.992-AgR-EDv-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 30/5/2012. 3. Saliente-se, ademais, que não foi demonstrada a divergência jurisprudencial na forma preconizada pelo art. 331 do RISTF, pois não se procedeu ao cotejo analítico com o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 756984 AGR-ED-EDV-ED / PE acórdão apontado como divergente, com a necessária menção às "circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados". Com efeito, a fundamentação do recurso limitou-se à consideração das razões pelas quais o acórdão embargado deveria ser reformado e à transcrição das ementas dos julgados colacionados como paradigma. Nesse sentido: AI 609855-AgR-AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, DJe de 28/5/2010. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045876. Supremo Tribunal Federal ARE 756984 AGR-ED-EDV-ED / PE acórdão apontado como divergente, com a necessária menção às "circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados". Com efeito, a fundamentação do recurso limitou-se à consideração das razões pelas quais o acórdão embargado deveria ser reformado e à transcrição das ementas dos julgados colacionados como paradigma. Nesse sentido: AI 609855-AgR-AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, DJe de 28/5/2010. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8045876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, continuo entendendo que cabem os embargos declaratórios a serem apreciados pelo autor do ato com carga decisória. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8121092. Supremo Tribunal Federal 12/03/2015 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, continuo entendendo que cabem os embargos declaratórios a serem apreciados pelo autor do ato com carga decisória. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8121092. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2015 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : GERALDO JOSE FULCO QUARESMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144789 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.984 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : GERALDO JOSE FULCO QUARESMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 12.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, e Vice-Procuradora-Geral da República, Dra. Ela Wieckmo Volkmer de Castilho. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8144789 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756 . 984", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "ARE 756984 AGR", "Recurso Extraordinário 298 . 694", "Recurso Extraordinário 298 . 694", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "AI 654 . 148 - AgR - EDv -", "Recurso Extraordinário 232 . 577 - EDv", "AI 681 . 109 - AgR - ED - EDv - AgR", "AI 836 . 992 - AgR - EDv - AgR", "Recurso Extraordinário 298 . 694", "Recurso Extraordinário 298 . 694", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "AI 654 . 148 - AgR - EDv - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 232 . 577 - EDv", "AI 681 . 109 - AgR - ED - EDv - AgR", "AI 836 . 992 - AgR - EDv - AgR", "AI 609855 - AgR - AgR - ED - EDv - AgR", "ARE 756984 AGR", "AI 609855 - AgR - AgR - ED - EDv - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 331 DO RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 331 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 331 do RISTF .", "art . 331 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 331 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Brasília", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PERNAMBUCO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "GERALDO JOSE FULCO QUARESMA", "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "GERALDO JOSE FULCO QUARESMA", "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CELSO DE MELLO", "CEZAR PELUSO", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CELSO DE MELLO", "CEZAR PELUSO", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "ELLEN GRACIE", "ELLEN GRACIE", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "GERALDO JOSE FULCO QUARESMA", "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Ela Wieckmo Volkmer de Castilho", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "TEORI ZAVASCKI", "GERALDO JOSE FULCO QUARESMA", "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Ela Wieckmo Volkmer de Castilho" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2015", "12 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "12", "/", "2011", "9", "/", "4", "/", "2010", "13", "/", "3", "/", "2013", "30", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "12", "/", "2011", "9", "/", "4", "/", "2010", "13", "/", "3", "/", "2013", "30", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "5", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "5", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2015", "12", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA ADV.(A/S) :SÔNIA CARLOS ANTÔNIO AGDO.(A/S) :ARCELORMITTAL BRASIL S/A ADV.(A/S) :FELIPE MÁXIMO VIEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS INDIRETA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8122970. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA ADV.(A/S) :SÔNIA CARLOS ANTÔNIO AGDO.(A/S) :ARCELORMITTAL BRASIL S/A ADV.(A/S) :FELIPE MÁXIMO VIEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) a ofensa constitucional suscitada é apenas reflexa e (c) incide, na espécie, o óbice da Súmula 279/STF, pois é vedado na instância extraordinária o reexame de fatos e provas. A parte agravante sustenta, em suma, que (a) há repercussão geral na matéria suscitada; e (b) não incide o óbice sumular referido. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8123103. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA ADV.(A/S) :SÔNIA CARLOS ANTÔNIO AGDO.(A/S) :ARCELORMITTAL BRASIL S/A ADV.(A/S) :FELIPE MÁXIMO VIEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) a ofensa constitucional suscitada é apenas reflexa e (c) incide, na espécie, o óbice da Súmula 279/STF, pois é vedado na instância extraordinária o reexame de fatos e provas. A parte agravante sustenta, em suma, que (a) há repercussão geral na matéria suscitada; e (b) não incide o óbice sumular referido. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8123103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há que falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma o seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8123104. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há que falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma o seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8123104. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 849614 AGR / MG Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Por fim, o acórdão recorrido decidiu a causa com base na legislação aplicável ao caso (Leis 8.934/94 e 9.279/96) e na matéria fático-probatória, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria, aqui, apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pela Súmula 279 do STF. Nesse sentido: EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Patente. Direito de propriedade. Discussão. Artigo 5º, inciso XXIX, da Constituição Federal. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. (ARE 814.905 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/10/2014) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8123104. Supremo Tribunal Federal ARE 849614 AGR / MG Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Por fim, o acórdão recorrido decidiu a causa com base na legislação aplicável ao caso (Leis 8.934/94 e 9.279/96) e na matéria fático-probatória, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria, aqui, apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pela Súmula 279 do STF. Nesse sentido: EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Patente. Direito de propriedade. Discussão. Artigo 5º, inciso XXIX, da Constituição Federal. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. (ARE 814.905 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/10/2014) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8123104. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA ADV.(A/S) : SÔNIA CARLOS ANTÔNIO AGDO.(A/S) : ARCELORMITTAL BRASIL S/A ADV.(A/S) : FELIPE MÁXIMO VIEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184119 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA ADV.(A/S) : SÔNIA CARLOS ANTÔNIO AGDO.(A/S) : ARCELORMITTAL BRASIL S/A ADV.(A/S) : FELIPE MÁXIMO VIEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184119 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8204153
2015-03-24T00:00:00
2015-04-13T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS INDIRETA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur300202
Número de páginas: 5. Análise: 27/04/2015, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
849614
[ "LEG-FED LEI-008934 ANO-1994\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009279 ANO-1996\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 849614 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA ADV.(A/S) : SÔNIA CARLOS ANTÔNIO AGDO.(A/S) : ARCELORMITTAL BRASIL S/A ADV.(A/S) : FELIPE MÁXIMO VIEIRA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA ADV.(A/S) :SÔNIA CARLOS ANTÔNIO AGDO.(A/S) :ARCELORMITTAL BRASIL S/A ADV.(A/S) :FELIPE MÁXIMO VIEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA CONSTITUCIONAL APENAS INDIRETA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8122970. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA ADV.(A/S) :SÔNIA CARLOS ANTÔNIO AGDO.(A/S) :ARCELORMITTAL BRASIL S/A ADV.(A/S) :FELIPE MÁXIMO VIEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) a ofensa constitucional suscitada é apenas reflexa e (c) incide, na espécie, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, pois é vedado na instância extraordinária o reexame de fatos e provas. A parte agravante sustenta, em suma, que (a) há repercussão geral na matéria suscitada; e (b) não incide o óbice sumular referido. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8123103. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA ADV.(A/S) :SÔNIA CARLOS ANTÔNIO AGDO.(A/S) :ARCELORMITTAL BRASIL S/A ADV.(A/S) :FELIPE MÁXIMO VIEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) a ofensa constitucional suscitada é apenas reflexa e (c) incide, na espécie, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, pois é vedado na instância extraordinária o reexame de fatos e provas. A parte agravante sustenta, em suma, que (a) há repercussão geral na matéria suscitada; e (b) não incide o óbice sumular referido. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8123103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há que falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma o seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8123104. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há que falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma o seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8123104. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 849614 AGR / MG Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Por fim, o acórdão recorrido decidiu a causa com base na legislação aplicável ao caso (Leis 8.934/94 e 9.279/96) e na matéria fático-probatória, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria, aqui, apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Patente. Direito de propriedade. Discussão. Artigo 5..., inciso XXIX, da Constituição Federal. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. (ARE 814.905 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/10/2014) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8123104. Supremo Tribunal Federal ARE 849614 AGR / MG Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Por fim, o acórdão recorrido decidiu a causa com base na legislação aplicável ao caso (Leis 8.934/94 e 9.279/96) e na matéria fático-probatória, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria, aqui, apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Patente. Direito de propriedade. Discussão. Artigo 5..., inciso XXIX, da Constituição Federal. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. (ARE 814.905 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/10/2014) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8123104. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA ADV.(A/S) : SÔNIA CARLOS ANTÔNIO AGDO.(A/S) : ARCELORMITTAL BRASIL S/A ADV.(A/S) : FELIPE MÁXIMO VIEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184119 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.614 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA ADV.(A/S) : SÔNIA CARLOS ANTÔNIO AGDO.(A/S) : ARCELORMITTAL BRASIL S/A ADV.(A/S) : FELIPE MÁXIMO VIEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184119 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849 . 614", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 849 . 614", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 849614 AGR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636", "ARE 814 . 905 AgR / SP", "ARE 849614 AGR / MG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636", "ARE 814 . 905 AgR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 8 . 934 / 94", "9", ".", "279", "/", "96", "Constituição Federal", "Artigo 5 . . . , inciso XXIX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 8 . 934 / 94", "9", ".", "279", "/", "96", "Constituição Federal", "Artigo 5 . . . , inciso XXIX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA", "ARCELORMITTAL BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA", "ARCELORMITTAL BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "SEGUNDA TURMA", "MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA", "ARCELORMITTAL BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA", "ARCELORMITTAL BRASIL S / A", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MITAL INDUSTRIA METALURGICA LTDA", "ARCELORMITTAL BRASIL S / A", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "SÔNIA CARLOS ANTÔNIO", "FELIPE MÁXIMO VIEIRA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "SÔNIA CARLOS ANTÔNIO", "FELIPE MÁXIMO VIEIRA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "SÔNIA CARLOS ANTÔNIO", "FELIPE MÁXIMO VIEIRA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "SÔNIA CARLOS ANTÔNIO", "FELIPE MÁXIMO VIEIRA", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "SÔNIA CARLOS ANTÔNIO", "FELIPE MÁXIMO VIEIRA", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "03", "/", "2015", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", "/", "02", "/", "2013", "19", "/", "02", "/", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", "/", "02", "/", "2013", "19", "/", "02", "/", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA ADV.(A/S) :ANA TEREZA PALHARES BASILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual Civil. Recurso extraordinário e recurso especial interpostos simultaneamente. Sobrestamento. Não cabimento. Julgamento antecipado da lide. Indeferimento de diligência probatória. Ausência de repercussão geral. Dano moral coletivo. Configuração. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal, o art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem. 2. A violação da Constituição Federal, em virtude do julgamento antecipado da lide, seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. 3. O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional, uma vez que a ofensa à Constituição, caso ocorresse, seria meramente reflexa. 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280885. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21 Ementa e Acórdão AI 830499 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280885. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA ADV.(A/S) :ANA TEREZA PALHARES BASILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conspiração Filmes Entretenimento Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Conspiração Filmes Entretenimento Ltda. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao art. 5º, incisos X e LV, da Constituição Federal. Insurge-se contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado: ‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO MORAL COLETIVO. PROPAGANDA ILÍCITA. INDENIZAÇÃO. I - O Ministério Público tem legitimidade e interesse processual para ajuizar ação civil pública na qual postula indenização por dano moral coletivo em face da exibição de propaganda pela mídia televisa. 11 - A apelante é parte legítima para compor o pólo passivo, pois pertence ao mesmo grupo empresarial e sucedeu a empresa que emitiu a nota fiscal relativa à propaganda. 111 - A petição inicial é apta, pois o inquérito civil Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA ADV.(A/S) :ANA TEREZA PALHARES BASILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conspiração Filmes Entretenimento Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Conspiração Filmes Entretenimento Ltda. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao art. 5º, incisos X e LV, da Constituição Federal. Insurge-se contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado: ‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO MORAL COLETIVO. PROPAGANDA ILÍCITA. INDENIZAÇÃO. I - O Ministério Público tem legitimidade e interesse processual para ajuizar ação civil pública na qual postula indenização por dano moral coletivo em face da exibição de propaganda pela mídia televisa. 11 - A apelante é parte legítima para compor o pólo passivo, pois pertence ao mesmo grupo empresarial e sucedeu a empresa que emitiu a nota fiscal relativa à propaganda. 111 - A petição inicial é apta, pois o inquérito civil Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF não é documento obrigatório para instruí-la e a causa de pedir está devidamente declinada. IV - A inversão do ônus da prova foi impugnada por meio do recurso próprio e julgado, portanto operada a preclusão. V - Inexiste violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, se o fato que se pretendia provar é irrelevante para a resolução do mérito, a teor do disposto no art. 130 do CPC. VI - A condenação em valor pecuniário a ser revertida ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos observou, estritamente, os limites da demanda proposta, portanto não há julgamento extra petita, tampouco violação ao art. 460 do CPC. VII - Constatada a ilicitude da propaganda, impõe-se às rés a responsabilidade solidária de indenizar os danos morais coletivos dela decorrentes. VIII - A condenação à veiculação da contrapropaganda improcede, tendo em vista o tempo decorrido e o advento da Lei 10.167/00. Nessa parte, providas as apelações. IX - O dano moral coletivo ocorre quando a violação a direito metaindividual causa lesão extrapatrimonial, como a que decorre da propaganda ilícita, que lesiona a sociedade em seus valores coletivos. X - A valoração da compensação à lesão coletiva deve observar as finalidades punitiva e preventiva, consideradas a repercussão lesiva da propaganda, o grau de culpa na sua produção e veiculação e os malefícios causados à população. Valor reduzido. XI Agravos retidos improvidos. Preliminares rejeitadas. Apelações parcialmente providas. Unânime’. Aduz, in verbis, que ‘o acórdão recorrido, ao condenar a recorrente ao pagamento de indenização por danos morais coletivos, violou o art. 5º, X, da Constituição da República, que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF não é documento obrigatório para instruí-la e a causa de pedir está devidamente declinada. IV - A inversão do ônus da prova foi impugnada por meio do recurso próprio e julgado, portanto operada a preclusão. V - Inexiste violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, se o fato que se pretendia provar é irrelevante para a resolução do mérito, a teor do disposto no art. 130 do CPC. VI - A condenação em valor pecuniário a ser revertida ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos observou, estritamente, os limites da demanda proposta, portanto não há julgamento extra petita, tampouco violação ao art. 460 do CPC. VII - Constatada a ilicitude da propaganda, impõe-se às rés a responsabilidade solidária de indenizar os danos morais coletivos dela decorrentes. VIII - A condenação à veiculação da contrapropaganda improcede, tendo em vista o tempo decorrido e o advento da Lei 10.167/00. Nessa parte, providas as apelações. IX - O dano moral coletivo ocorre quando a violação a direito metaindividual causa lesão extrapatrimonial, como a que decorre da propaganda ilícita, que lesiona a sociedade em seus valores coletivos. X - A valoração da compensação à lesão coletiva deve observar as finalidades punitiva e preventiva, consideradas a repercussão lesiva da propaganda, o grau de culpa na sua produção e veiculação e os malefícios causados à população. Valor reduzido. XI Agravos retidos improvidos. Preliminares rejeitadas. Apelações parcialmente providas. Unânime’. Aduz, in verbis, que ‘o acórdão recorrido, ao condenar a recorrente ao pagamento de indenização por danos morais coletivos, violou o art. 5º, X, da Constituição da República, que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF restringe a indenização por dano moral às pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas, mas nunca admitindo a sua aplicação a entes despersonalizados’. Sustenta, ainda, violação ao princípio da ampla defesa em razão do julgamento antecipado da lide, sendo certo que a prova pericial requerida era de suma importância para a solução da controvérsia. Decido. Preliminarmente, reconsidero a decisão em que se determinou o sobrestamento do presente feito. Fiz nova leitura o observo evolução da jurisprudência dessa Corte. Verifico que o art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem, o que não ocorreu nos caso dos autos, em que os recursos extraordinário e especial interpostos pela ora agravante foram inadmitidos pelo Tribunal de Justiça. Sobre o tema, cito o julgado seguinte: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO AGRAVO INTERPOSTO. PRECEDENTES. ART. 543, §1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PENDÊNCIA DE JULGAMENTO DE RECURSO ESPECIAL NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DESNECESSIDADE DO SOBRESTAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 632.428/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/3/14). Sendo assim, passo à análise do mérito recursal. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF restringe a indenização por dano moral às pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas, mas nunca admitindo a sua aplicação a entes despersonalizados’. Sustenta, ainda, violação ao princípio da ampla defesa em razão do julgamento antecipado da lide, sendo certo que a prova pericial requerida era de suma importância para a solução da controvérsia. Decido. Preliminarmente, reconsidero a decisão em que se determinou o sobrestamento do presente feito. Fiz nova leitura o observo evolução da jurisprudência dessa Corte. Verifico que o art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem, o que não ocorreu nos caso dos autos, em que os recursos extraordinário e especial interpostos pela ora agravante foram inadmitidos pelo Tribunal de Justiça. Sobre o tema, cito o julgado seguinte: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO AGRAVO INTERPOSTO. PRECEDENTES. ART. 543, §1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PENDÊNCIA DE JULGAMENTO DE RECURSO ESPECIAL NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DESNECESSIDADE DO SOBRESTAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 632.428/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/3/14). Sendo assim, passo à análise do mérito recursal. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘DIREITO PREVIDENCIÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA APLICÁVEIS. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.11.2012. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘DIREITO PREVIDENCIÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA APLICÁVEIS. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.11.2012. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF XXXVI, da Lei Maior dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido’ (ARE nº 782.406/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 10/9/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTS. 5º, XXXV, LIV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. O Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 609.639/RS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 4/6/12). Por sua vez, a jurisprudência desta Corte está orientada no sentido de que a alegada violação do princípio da ampla defesa, em virtude do julgamento antecipado da lide seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. julgamento antecipado da lide. Cerceamento de defesa. Ofensa reflexa à CF/88. Precedentes. 3. Agravo regimental 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF XXXVI, da Lei Maior dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido’ (ARE nº 782.406/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 10/9/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTS. 5º, XXXV, LIV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. O Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 609.639/RS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 4/6/12). Por sua vez, a jurisprudência desta Corte está orientada no sentido de que a alegada violação do princípio da ampla defesa, em virtude do julgamento antecipado da lide seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. julgamento antecipado da lide. Cerceamento de defesa. Ofensa reflexa à CF/88. Precedentes. 3. Agravo regimental 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF a que se nega provimento’ (RE nº 502.016/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 14/11/07). ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Acórdão impugnado que antecipou o julgamento da lide. Produção de provas. Alegação de ofensa ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Ofensa constitucional indireta. ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte’ (AI nº 555.892/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 20/4/06). Ademais, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe de 31/8/11). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF a que se nega provimento’ (RE nº 502.016/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 14/11/07). ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Acórdão impugnado que antecipou o julgamento da lide. Produção de provas. Alegação de ofensa ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Ofensa constitucional indireta. ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte’ (AI nº 555.892/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 20/4/06). Ademais, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe de 31/8/11). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF Por fim, verifico que para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento adotado no acórdão recorrido, acerca da possibilidade de condenação da agravante em danos morais coletivos, seria necessária a prévia análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor, art. 6º, inciso VI; Leis nºs 7.347/85 e 10.167/2000), bem como o reexame dos fatos e das provas acostadas aos autos, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Nesse mesmo sentido já decidiu monocraticamente no AI nº 856.287/RS, o Min. Gilmar Mendes, em 14/5/13, sob esses fundamentos, ao negar provimento ao agravo de instrumento nos autos em que houve condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos pelo tribunal de origem. Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” Relata a ora agravante, Conspiração Filmes Entretenimento Ltda., que o Ministério Público Federal, ora agravado, ajuizou ação civil pública contra si e também contra a Sousa Cruz S.A. e a Ogilvy Brasil Comunicação Ltda. na qual foram condenadas, solidariamente, ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. Pleiteia, inicialmente, o sobrestamento do feito até o julgamento do REsp nº 1.101.949, interposto pela Ogilvy, no qual consta como interessada, uma vez que, por terem sido condenadas solidariamente ao pagamento de indenização, a solução no recurso especial pode afetar a situação da Conspiração Filmes Entretenimento Ltda. No mérito, alega que teriam sido violados os incisos LIV e LV do art. 5º da Constituição Federal, haja vista que o juiz de primeiro grau julgou antecipadamente o feito, com a supressão da instrução probatória, apesar de a agravante ter pleiteado a produção de prova testemunhal e pericial, o que teria cerceado seu direito à defesa. Sustenta, ainda, a violação do inciso X do art. 5º da Lei Maior, uma vez que essa norma se referiria a dano sofrido por pessoa, sendo, destarte, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF Por fim, verifico que para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento adotado no acórdão recorrido, acerca da possibilidade de condenação da agravante em danos morais coletivos, seria necessária a prévia análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor, art. 6º, inciso VI; Leis nºs 7.347/85 e 10.167/2000), bem como o reexame dos fatos e das provas acostadas aos autos, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Nesse mesmo sentido já decidiu monocraticamente no AI nº 856.287/RS, o Min. Gilmar Mendes, em 14/5/13, sob esses fundamentos, ao negar provimento ao agravo de instrumento nos autos em que houve condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos pelo tribunal de origem. Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” Relata a ora agravante, Conspiração Filmes Entretenimento Ltda., que o Ministério Público Federal, ora agravado, ajuizou ação civil pública contra si e também contra a Sousa Cruz S.A. e a Ogilvy Brasil Comunicação Ltda. na qual foram condenadas, solidariamente, ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. Pleiteia, inicialmente, o sobrestamento do feito até o julgamento do REsp nº 1.101.949, interposto pela Ogilvy, no qual consta como interessada, uma vez que, por terem sido condenadas solidariamente ao pagamento de indenização, a solução no recurso especial pode afetar a situação da Conspiração Filmes Entretenimento Ltda. No mérito, alega que teriam sido violados os incisos LIV e LV do art. 5º da Constituição Federal, haja vista que o juiz de primeiro grau julgou antecipadamente o feito, com a supressão da instrução probatória, apesar de a agravante ter pleiteado a produção de prova testemunhal e pericial, o que teria cerceado seu direito à defesa. Sustenta, ainda, a violação do inciso X do art. 5º da Lei Maior, uma vez que essa norma se referiria a dano sofrido por pessoa, sendo, destarte, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF inexistente a figura do dano moral coletivo. Defende, também, a agravante que não seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e que a causa apresenta repercussão geral. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF inexistente a figura do dano moral coletivo. Defende, também, a agravante que não seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e que a causa apresenta repercussão geral. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, não há falar em sobrestamento do recurso extraordinário em virtude de haver recurso especial pendente de julgamento, uma vez que os recursos excepcionais são independentes e que o art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem, o que não ocorreu nos caso dos autos. Sobre o tema, registrem-se: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso extraordinário e recurso especial. Nulidade. Inexistência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Direito Civil. Contrato de seguro. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de cláusulas contratuais, fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência do Tribunal é no sentido de que o art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem, o que não ocorreu no caso dos autos. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (AI nº 780.315/RS-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 15/10/14). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, não há falar em sobrestamento do recurso extraordinário em virtude de haver recurso especial pendente de julgamento, uma vez que os recursos excepcionais são independentes e que o art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem, o que não ocorreu nos caso dos autos. Sobre o tema, registrem-se: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso extraordinário e recurso especial. Nulidade. Inexistência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Direito Civil. Contrato de seguro. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de cláusulas contratuais, fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência do Tribunal é no sentido de que o art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem, o que não ocorreu no caso dos autos. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (AI nº 780.315/RS-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 15/10/14). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Penal e Processo Penal. 3. Alegação de fundamentação genérica. Decisão fundamentada. AI-QO-RG 791.292. 4. Dosimetria da pena. Pretexto de excesso na aplicação da pena. Homicídio privilegiado. Circunstâncias judiciais desfavoráveis. Ausência de ilegalidade. 5. Desnecessário sobrestamento do RE em virtude da pendência de REsp. Independência entre recursos excepcionais. Campos temáticos próprios. O art. 543, § 1º, do CPC, somente se aplica quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 859.359/RS-AgR, Segunda Turma, Relator Gilmar Mendes, DJe de 19/9/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 543 DO CPC. SOBRESTAMENTO DO FEITO. DESCABIMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ART. 129, III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, LIV e LV, DA CF. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DE QUESTÃO SUSCITADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – O art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, nos termos do que disposto no caput do aludido artigo, quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. II – É desnecessário aguardar o julgamento do recurso especial pelo STJ quando o extraordinário não possuir condições de admissibilidade. Precedentes. III – A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que o Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública na defesa do patrimônio público. Precedentes. IV – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Penal e Processo Penal. 3. Alegação de fundamentação genérica. Decisão fundamentada. AI-QO-RG 791.292. 4. Dosimetria da pena. Pretexto de excesso na aplicação da pena. Homicídio privilegiado. Circunstâncias judiciais desfavoráveis. Ausência de ilegalidade. 5. Desnecessário sobrestamento do RE em virtude da pendência de REsp. Independência entre recursos excepcionais. Campos temáticos próprios. O art. 543, § 1º, do CPC, somente se aplica quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 859.359/RS-AgR, Segunda Turma, Relator Gilmar Mendes, DJe de 19/9/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 543 DO CPC. SOBRESTAMENTO DO FEITO. DESCABIMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ART. 129, III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, LIV e LV, DA CF. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DE QUESTÃO SUSCITADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – O art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, nos termos do que disposto no caput do aludido artigo, quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. II – É desnecessário aguardar o julgamento do recurso especial pelo STJ quando o extraordinário não possuir condições de admissibilidade. Precedentes. III – A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que o Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública na defesa do patrimônio público. Precedentes. IV – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. V – Ausência de prequestionamento de questão suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios com a finalidade de suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. Precedentes. VI – Agravo regimental improvido” (AI nº 830.875/RO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/8/13). Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “Quanto à decisão que inverteu o ônus da prova (fls.1007/22), as rés interpuseram agravos de instrumento, todos de minha Relatoria, nºs 0-8886/4 (Souza Cruz), 0-8883/8 (Ogilvy) e 0-377/2 (Conspiração Filmes), sendo que neste último, a matéria destacada foi expressamente apreciada... (...) Considerando que o acórdão proferido nos agravos transitou em julgado, rejeito a preliminar, eis que se operou a preclusão quanto à questão. (…) Conforme se observa, a pretensão de ilicitude da propaganda está baseada em diversos fundamentos. No entanto, a menção de ilicitude da mensagem subliminar não constou como fundamento do pedido, havendo apenas referência ao tema. Portanto, a eventual persuasão subliminar não foi causa de pedir, por isso verificar se há ou não mensagem subliminar na propaganda é irrelevante para a solução da lide, pois a alegada ilicitude da propaganda foi postulada com outros fundamentos. Registre-se, ainda, que não há previsão expressa no ordenamento jurídico sobre a persuasão subliminar e sua existência ou não é controvertida sob o ponto de vista científico. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. V – Ausência de prequestionamento de questão suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios com a finalidade de suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. Precedentes. VI – Agravo regimental improvido” (AI nº 830.875/RO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/8/13). Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “Quanto à decisão que inverteu o ônus da prova (fls.1007/22), as rés interpuseram agravos de instrumento, todos de minha Relatoria, nºs 0-8886/4 (Souza Cruz), 0-8883/8 (Ogilvy) e 0-377/2 (Conspiração Filmes), sendo que neste último, a matéria destacada foi expressamente apreciada... (...) Considerando que o acórdão proferido nos agravos transitou em julgado, rejeito a preliminar, eis que se operou a preclusão quanto à questão. (…) Conforme se observa, a pretensão de ilicitude da propaganda está baseada em diversos fundamentos. No entanto, a menção de ilicitude da mensagem subliminar não constou como fundamento do pedido, havendo apenas referência ao tema. Portanto, a eventual persuasão subliminar não foi causa de pedir, por isso verificar se há ou não mensagem subliminar na propaganda é irrelevante para a solução da lide, pois a alegada ilicitude da propaganda foi postulada com outros fundamentos. Registre-se, ainda, que não há previsão expressa no ordenamento jurídico sobre a persuasão subliminar e sua existência ou não é controvertida sob o ponto de vista científico. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF Assim, desnecessária a produção da prova pericial para aferir se a propaganda tem ou não mensagem subliminar. (…) Por fim, a constatação se a propaganda atinge ou não o público infantil pode ser feita pelos demais elementos constantes dos autos, sendo a prova pericial desnecessária também para esse fim. Em conclusão, os autos da presente ação civil pública foram instruídos com vastíssima prova documental, que permite, com segurança, conhecer da matéria litigiosa, a fim de decidi-Ia. Ademais, o art. 130 do CPC dispõe que caberá ao juiz tanto determinar a produção das provas necessárias como indeferir ‘as diligências inúteis ou meramente protelatórias’. (...) Dessa forma, o indeferimento da produção das provas pericial, oral e o julgamento antecipado não constituíram cerceamento de defesa, tampouco violaram os princípios do contraditório e do devido processo legal, visto que realmente desnecessárias para a resolução do mérito, inexistindo violação aos arts. 125, inc. I, 330, inc. I, 333, 397, 400, 420 do CPC e art. 50, incs. LIV e LV, da CF.” Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem, com fundamento no Código de Processo Civil e nos fatos e nas provas dos autos, concluiu que seria desnecessária a produção de novas provas, além das já documentadas nos autos, e que a causa comportava julgamento antecipado do mérito. Destarte, aplica-se ao caso a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que a violação do art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal, em virtude do julgamento antecipado da lide, seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF Assim, desnecessária a produção da prova pericial para aferir se a propaganda tem ou não mensagem subliminar. (…) Por fim, a constatação se a propaganda atinge ou não o público infantil pode ser feita pelos demais elementos constantes dos autos, sendo a prova pericial desnecessária também para esse fim. Em conclusão, os autos da presente ação civil pública foram instruídos com vastíssima prova documental, que permite, com segurança, conhecer da matéria litigiosa, a fim de decidi-Ia. Ademais, o art. 130 do CPC dispõe que caberá ao juiz tanto determinar a produção das provas necessárias como indeferir ‘as diligências inúteis ou meramente protelatórias’. (...) Dessa forma, o indeferimento da produção das provas pericial, oral e o julgamento antecipado não constituíram cerceamento de defesa, tampouco violaram os princípios do contraditório e do devido processo legal, visto que realmente desnecessárias para a resolução do mérito, inexistindo violação aos arts. 125, inc. I, 330, inc. I, 333, 397, 400, 420 do CPC e art. 50, incs. LIV e LV, da CF.” Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem, com fundamento no Código de Processo Civil e nos fatos e nas provas dos autos, concluiu que seria desnecessária a produção de novas provas, além das já documentadas nos autos, e que a causa comportava julgamento antecipado do mérito. Destarte, aplica-se ao caso a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que a violação do art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal, em virtude do julgamento antecipado da lide, seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. 1) AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 2) ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INCS. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 725.049/GO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/8/13). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. INDEFERIMENTO DE PROVA. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.8.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 731.219/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/4/13). “Direito Civil. 2. Ausência de fundamentação. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 3. Julgamento antecipado da lide e indeferimento de provas. Alegação de cerceamento de defesa. Matéria infraconstitucional. Precedente: ARE 639.228. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 783.173/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. 1) AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 2) ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INCS. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 725.049/GO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/8/13). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. INDEFERIMENTO DE PROVA. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.8.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 731.219/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/4/13). “Direito Civil. 2. Ausência de fundamentação. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 3. Julgamento antecipado da lide e indeferimento de provas. Alegação de cerceamento de defesa. Matéria infraconstitucional. Precedente: ARE 639.228. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 783.173/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF 29/6/11). Por outro lado, anote-se que o Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO PÚBLICO. ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA. DEVOLUÇÃO DE PROFESSOR. ATO DISCRICIONÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PROCESSUAL CIVIL. PROCESSO JUDICIAL. DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. INDEFERIMENTO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF, bem como seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. II – Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da violação dos princípios da ampla defesa e do contraditório, nos casos de indeferimento de diligência probatória, por se tratar de matéria restrita ao âmbito processual, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF 29/6/11). Por outro lado, anote-se que o Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO PÚBLICO. ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA. DEVOLUÇÃO DE PROFESSOR. ATO DISCRICIONÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PROCESSUAL CIVIL. PROCESSO JUDICIAL. DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. INDEFERIMENTO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF, bem como seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. II – Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da violação dos princípios da ampla defesa e do contraditório, nos casos de indeferimento de diligência probatória, por se tratar de matéria restrita ao âmbito processual, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF regimental a que se nega provimento” (ARE nº 791.178/DF- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/3/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º, LIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente, verbis: É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada e O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento. 4. O Plenário desta 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF regimental a que se nega provimento” (ARE nº 791.178/DF- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/3/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º, LIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente, verbis: É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada e O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento. 4. O Plenário desta 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011. Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do STF dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 8. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO ART. 557, DO CPC E ENUNCIADO 102, DO FONAJE. COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011. Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do STF dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 8. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO ART. 557, DO CPC E ENUNCIADO 102, DO FONAJE. COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO PRAZO COMUNICADO À CONSUMIDORA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO, INCLUSIVE, POR ESTA TURMA JULGADORA. INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E IMPROVIDO. 10. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux , DJe de 15/8/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INDEFERIMENTO MOTIVADO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. BONIFICAÇÃO ANUAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, II, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 636 DO STF. INCIDÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema - observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial - por se tratar de matéria infraconstitucional. II - Imprescindível a análise do conjunto fático-probatório dos autos, para verificar, no caso, ocorrência de eventual ofensa à Lei Maior, o que inviabiliza o apelo extremo, nos termos da Súmula 279 do STF. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Precedentes. IV - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO PRAZO COMUNICADO À CONSUMIDORA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO, INCLUSIVE, POR ESTA TURMA JULGADORA. INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E IMPROVIDO. 10. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux , DJe de 15/8/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INDEFERIMENTO MOTIVADO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. BONIFICAÇÃO ANUAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, II, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 636 DO STF. INCIDÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema - observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial - por se tratar de matéria infraconstitucional. II - Imprescindível a análise do conjunto fático-probatório dos autos, para verificar, no caso, ocorrência de eventual ofensa à Lei Maior, o que inviabiliza o apelo extremo, nos termos da Súmula 279 do STF. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Precedentes. IV - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF suficientemente fundamentado. V - Agravo regimental improvido” (ARE nº 664.293/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/12). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Trabalhista e processual civil. Preliminar de negativa de prestação jurisdicional. Indeferimento motivado de produção de prova. Alegação de cerceamento do direito de defesa. Inexistência. Precedentes. ARE-RG 639.228 e AI-QO-RG 791.292. 3. Cumprimento de cláusula de sentença normativa. Diferenças salariais. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. Enunciado de Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 816.078/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 20/9/11). Anote-se, por fim, que a discussão relativa à possibilidade ou não da configuração de dano moral coletivo não alcança status constitucional, haja vista que os contornos jurídicos do dano moral e seus pressupostos legais são definidos pela legislação infraconstitucional, cujo exame é inadmissível em recurso extraordinário. Nego provimento ao agravo regimental. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF suficientemente fundamentado. V - Agravo regimental improvido” (ARE nº 664.293/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/12). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Trabalhista e processual civil. Preliminar de negativa de prestação jurisdicional. Indeferimento motivado de produção de prova. Alegação de cerceamento do direito de defesa. Inexistência. Precedentes. ARE-RG 639.228 e AI-QO-RG 791.292. 3. Cumprimento de cláusula de sentença normativa. Diferenças salariais. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. Enunciado de Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 816.078/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 20/9/11). Anote-se, por fim, que a discussão relativa à possibilidade ou não da configuração de dano moral coletivo não alcança status constitucional, haja vista que os contornos jurídicos do dano moral e seus pressupostos legais são definidos pela legislação infraconstitucional, cujo exame é inadmissível em recurso extraordinário. Nego provimento ao agravo regimental. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA ADV.(A/S) : ANA TEREZA PALHARES BASILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184096 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA ADV.(A/S) : ANA TEREZA PALHARES BASILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184096 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8311898
2015-03-24T00:00:00
2015-04-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 24.03.2015.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual Civil. Recurso extraordinário e recurso especial interpostos simultaneamente. Sobrestamento. Não cabimento. Julgamento antecipado da lide. Indeferimento de diligência probatória. Ausência de repercussão geral. Dano moral coletivo. Configuração. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal, o art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem. 2. A violação da Constituição Federal, em virtude do julgamento antecipado da lide, seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. 3. O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional, uma vez que a ofensa à Constituição, caso ocorresse, seria meramente reflexa. 5. Agravo regimental não provido.
sjur302084
- Acórdão(s) citado(s): (RE, INDEFERIMENTO, PRODUÇÃO DE PROVA) ARE 639228 RG, AI 816078 AgR (2ªT), ARE 664293 AgR (2ªT), ARE 670866 AgR (1ªT), ARE 791178 AgR (2ªT). (SOBRESTAMENTO, RE, PENDÊNCIA, JULGAMENTO, RESP) AI 830875 AgR (2ªT), AI 859359 AgR (2ªT), AI 780315 AgR (1ªT). (RE, JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE) AI 783173 AgR (2ªT), ARE 725049 AgR (2ªT), ARE 731219 AgR (1ªT). Número de páginas: 21. Análise: 07/05/2015, AMA.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
830499
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00054 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00543 PAR-00001\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
AI-AgR
acordaos
AI 830499 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA ADV.(A/S) : ANA TEREZA PALHARES BASILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA ADV.(A/S) :ANA TEREZA PALHARES BASILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual Civil. Recurso extraordinário e recurso especial interpostos simultaneamente. Sobrestamento. Não cabimento. Julgamento antecipado da lide. Indeferimento de diligência probatória. Ausência de repercussão geral. Dano moral coletivo. Configuração. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal, o art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem. 2. A violação da Constituição Federal, em virtude do julgamento antecipado da lide, seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. 3. O Plenário da Corte, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional, uma vez que a ofensa à Constituição, caso ocorresse, seria meramente reflexa. 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280885. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21 Ementa e Acórdão AI 830499 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280885. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de março de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21 Relatório 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA ADV.(A/S) :ANA TEREZA PALHARES BASILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conspiração Filmes Entretenimento Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Conspiração Filmes Entretenimento Ltda. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao art. 5..., incisos X e LV, da Constituição Federal. Insurge-se contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado: ‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO MORAL COLETIVO. PROPAGANDA ILÍCITA. INDENIZAÇÃO. I - O Ministério Público tem legitimidade e interesse processual para ajuizar ação civil pública na qual postula indenização por dano moral coletivo em face da exibição de propaganda pela mídia televisa. 11 - A apelante é parte legítima para compor o pólo passivo, pois pertence ao mesmo grupo empresarial e sucedeu a empresa que emitiu a nota fiscal relativa à propaganda. 111 - A petição inicial é apta, pois o inquérito civil Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA ADV.(A/S) :ANA TEREZA PALHARES BASILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conspiração Filmes Entretenimento Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Conspiração Filmes Entretenimento Ltda. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao art. 5..., incisos X e LV, da Constituição Federal. Insurge-se contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado: ‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO MORAL COLETIVO. PROPAGANDA ILÍCITA. INDENIZAÇÃO. I - O Ministério Público tem legitimidade e interesse processual para ajuizar ação civil pública na qual postula indenização por dano moral coletivo em face da exibição de propaganda pela mídia televisa. 11 - A apelante é parte legítima para compor o pólo passivo, pois pertence ao mesmo grupo empresarial e sucedeu a empresa que emitiu a nota fiscal relativa à propaganda. 111 - A petição inicial é apta, pois o inquérito civil Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF não é documento obrigatório para instruí-la e a causa de pedir está devidamente declinada. IV - A inversão do ônus da prova foi impugnada por meio do recurso próprio e julgado, portanto operada a preclusão. V - Inexiste violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, se o fato que se pretendia provar é irrelevante para a resolução do mérito, a teor do disposto no art. 130 do Código de Processo Civil. VI - A condenação em valor pecuniário a ser revertida ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos observou, estritamente, os limites da demanda proposta, portanto não há julgamento extra petita, tampouco violação ao art. 460 do Código de Processo Civil. VII - Constatada a ilicitude da propaganda, impõe-se às rés a responsabilidade solidária de indenizar os danos morais coletivos dela decorrentes. VIII - A condenação à veiculação da contrapropaganda improcede, tendo em vista o tempo decorrido e o advento da Lei 10.167/00. Nessa parte, providas as apelações. IX - O dano moral coletivo ocorre quando a violação a direito metaindividual causa lesão extrapatrimonial, como a que decorre da propaganda ilícita, que lesiona a sociedade em seus valores coletivos. X - A valoração da compensação à lesão coletiva deve observar as finalidades punitiva e preventiva, consideradas a repercussão lesiva da propaganda, o grau de culpa na sua produção e veiculação e os malefícios causados à população. Valor reduzido. XI Agravos retidos improvidos. Preliminares rejeitadas. Apelações parcialmente providas. Unânime’. Aduz, in verbis, que ‘o acórdão recorrido, ao condenar a recorrente ao pagamento de indenização por danos morais coletivos, violou o art. 5..., X, da Constituição da República, que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF não é documento obrigatório para instruí-la e a causa de pedir está devidamente declinada. IV - A inversão do ônus da prova foi impugnada por meio do recurso próprio e julgado, portanto operada a preclusão. V - Inexiste violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, se o fato que se pretendia provar é irrelevante para a resolução do mérito, a teor do disposto no art. 130 do Código de Processo Civil. VI - A condenação em valor pecuniário a ser revertida ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos observou, estritamente, os limites da demanda proposta, portanto não há julgamento extra petita, tampouco violação ao art. 460 do Código de Processo Civil. VII - Constatada a ilicitude da propaganda, impõe-se às rés a responsabilidade solidária de indenizar os danos morais coletivos dela decorrentes. VIII - A condenação à veiculação da contrapropaganda improcede, tendo em vista o tempo decorrido e o advento da Lei 10.167/00. Nessa parte, providas as apelações. IX - O dano moral coletivo ocorre quando a violação a direito metaindividual causa lesão extrapatrimonial, como a que decorre da propaganda ilícita, que lesiona a sociedade em seus valores coletivos. X - A valoração da compensação à lesão coletiva deve observar as finalidades punitiva e preventiva, consideradas a repercussão lesiva da propaganda, o grau de culpa na sua produção e veiculação e os malefícios causados à população. Valor reduzido. XI Agravos retidos improvidos. Preliminares rejeitadas. Apelações parcialmente providas. Unânime’. Aduz, in verbis, que ‘o acórdão recorrido, ao condenar a recorrente ao pagamento de indenização por danos morais coletivos, violou o art. 5..., X, da Constituição da República, que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF restringe a indenização por dano moral às pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas, mas nunca admitindo a sua aplicação a entes despersonalizados’. Sustenta, ainda, violação ao princípio da ampla defesa em razão do julgamento antecipado da lide, sendo certo que a prova pericial requerida era de suma importância para a solução da controvérsia. Decido. Preliminarmente, reconsidero a decisão em que se determinou o sobrestamento do presente feito. Fiz nova leitura o observo evolução da jurisprudência dessa Corte. Verifico que o art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem, o que não ocorreu nos caso dos autos, em que os recursos extraordinário e especial interpostos pela ora agravante foram inadmitidos pelo Tribunal de Justiça. Sobre o tema, cito o julgado seguinte: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO AGRAVO INTERPOSTO. PRECEDENTES. ART. 543, §1..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PENDÊNCIA DE JULGAMENTO DE RECURSO ESPECIAL NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DESNECESSIDADE DO SOBRESTAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 632.428/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/3/14). Sendo assim, passo à análise do mérito recursal. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF restringe a indenização por dano moral às pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas, mas nunca admitindo a sua aplicação a entes despersonalizados’. Sustenta, ainda, violação ao princípio da ampla defesa em razão do julgamento antecipado da lide, sendo certo que a prova pericial requerida era de suma importância para a solução da controvérsia. Decido. Preliminarmente, reconsidero a decisão em que se determinou o sobrestamento do presente feito. Fiz nova leitura o observo evolução da jurisprudência dessa Corte. Verifico que o art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem, o que não ocorreu nos caso dos autos, em que os recursos extraordinário e especial interpostos pela ora agravante foram inadmitidos pelo Tribunal de Justiça. Sobre o tema, cito o julgado seguinte: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO AGRAVO INTERPOSTO. PRECEDENTES. ART. 543, §1..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PENDÊNCIA DE JULGAMENTO DE RECURSO ESPECIAL NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DESNECESSIDADE DO SOBRESTAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 632.428/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/3/14). Sendo assim, passo à análise do mérito recursal. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘DIREITO PREVIDENCIÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA APLICÁVEIS. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.11.2012. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘DIREITO PREVIDENCIÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA APLICÁVEIS. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.11.2012. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF XXXVI, da Lei Maior dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido’ (ARE n 782.406/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 10/9/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTS. 5..., XXXV, LIV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. O Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 609.639/RS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 4/6/12). Por sua vez, a jurisprudência desta Corte está orientada no sentido de que a alegada violação do princípio da ampla defesa, em virtude do julgamento antecipado da lide seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. julgamento antecipado da lide. Cerceamento de defesa. Ofensa reflexa à Constituição Federal de 1988/88. Precedentes. 3. Agravo regimental 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF XXXVI, da Lei Maior dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido’ (ARE n 782.406/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 10/9/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTS. 5..., XXXV, LIV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. O Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 609.639/RS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 4/6/12). Por sua vez, a jurisprudência desta Corte está orientada no sentido de que a alegada violação do princípio da ampla defesa, em virtude do julgamento antecipado da lide seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. julgamento antecipado da lide. Cerceamento de defesa. Ofensa reflexa à Constituição Federal de 1988/88. Precedentes. 3. Agravo regimental 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 502.016/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 14/11/07). ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Acórdão impugnado que antecipou o julgamento da lide. Produção de provas. Alegação de ofensa ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Ofensa constitucional indireta. ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte’ (AI n 555.892/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 20/4/06). Ademais, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe de 31/8/11). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 502.016/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 14/11/07). ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Acórdão impugnado que antecipou o julgamento da lide. Produção de provas. Alegação de ofensa ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Ofensa constitucional indireta. ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte’ (AI n 555.892/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 20/4/06). Ademais, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe de 31/8/11). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF Por fim, verifico que para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento adotado no acórdão recorrido, acerca da possibilidade de condenação da agravante em danos morais coletivos, seria necessária a prévia análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor, art. 6..., inciso VI; Leis ns 7.347/85 e 10.167/2000), bem como o reexame dos fatos e das provas acostadas aos autos, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Nesse mesmo sentido já decidiu monocraticamente no AI n 856.287/RS, o Min. Gilmar Mendes, em 14/5/13, sob esses fundamentos, ao negar provimento ao agravo de instrumento nos autos em que houve condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos pelo tribunal de origem. Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” Relata a ora agravante, Conspiração Filmes Entretenimento Ltda., que o Ministério Público Federal, ora agravado, ajuizou ação civil pública contra si e também contra a Sousa Cruz S.A. e a Ogilvy Brasil Comunicação Ltda. na qual foram condenadas, solidariamente, ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. Pleiteia, inicialmente, o sobrestamento do feito até o julgamento do REsp n 1.101.949, interposto pela Ogilvy, no qual consta como interessada, uma vez que, por terem sido condenadas solidariamente ao pagamento de indenização, a solução no recurso especial pode afetar a situação da Conspiração Filmes Entretenimento Ltda. No mérito, alega que teriam sido violados os incisos LIV e LV do art. 5... da Constituição Federal, haja vista que o juiz de primeiro grau julgou antecipadamente o feito, com a supressão da instrução probatória, apesar de a agravante ter pleiteado a produção de prova testemunhal e pericial, o que teria cerceado seu direito à defesa. Sustenta, ainda, a violação do inciso X do art. 5... da Lei Maior, uma vez que essa norma se referiria a dano sofrido por pessoa, sendo, destarte, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF Por fim, verifico que para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento adotado no acórdão recorrido, acerca da possibilidade de condenação da agravante em danos morais coletivos, seria necessária a prévia análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor, art. 6..., inciso VI; Leis ns 7.347/85 e 10.167/2000), bem como o reexame dos fatos e das provas acostadas aos autos, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Nesse mesmo sentido já decidiu monocraticamente no AI n 856.287/RS, o Min. Gilmar Mendes, em 14/5/13, sob esses fundamentos, ao negar provimento ao agravo de instrumento nos autos em que houve condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos pelo tribunal de origem. Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” Relata a ora agravante, Conspiração Filmes Entretenimento Ltda., que o Ministério Público Federal, ora agravado, ajuizou ação civil pública contra si e também contra a Sousa Cruz S.A. e a Ogilvy Brasil Comunicação Ltda. na qual foram condenadas, solidariamente, ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. Pleiteia, inicialmente, o sobrestamento do feito até o julgamento do REsp n 1.101.949, interposto pela Ogilvy, no qual consta como interessada, uma vez que, por terem sido condenadas solidariamente ao pagamento de indenização, a solução no recurso especial pode afetar a situação da Conspiração Filmes Entretenimento Ltda. No mérito, alega que teriam sido violados os incisos LIV e LV do art. 5... da Constituição Federal, haja vista que o juiz de primeiro grau julgou antecipadamente o feito, com a supressão da instrução probatória, apesar de a agravante ter pleiteado a produção de prova testemunhal e pericial, o que teria cerceado seu direito à defesa. Sustenta, ainda, a violação do inciso X do art. 5... da Lei Maior, uma vez que essa norma se referiria a dano sofrido por pessoa, sendo, destarte, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21 Relatório AI 830499 AGR / DF inexistente a figura do dano moral coletivo. Defende, também, a agravante que não seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e que a causa apresenta repercussão geral. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF inexistente a figura do dano moral coletivo. Defende, também, a agravante que não seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e que a causa apresenta repercussão geral. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, não há falar em sobrestamento do recurso extraordinário em virtude de haver recurso especial pendente de julgamento, uma vez que os recursos excepcionais são independentes e que o art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem, o que não ocorreu nos caso dos autos. Sobre o tema, registrem-se: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso extraordinário e recurso especial. Nulidade. Inexistência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Direito Civil. Contrato de seguro. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de cláusulas contratuais, fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência do Tribunal é no sentido de que o art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem, o que não ocorreu no caso dos autos. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (AI n 780.315/RS-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 15/10/14). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, não há falar em sobrestamento do recurso extraordinário em virtude de haver recurso especial pendente de julgamento, uma vez que os recursos excepcionais são independentes e que o art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem, o que não ocorreu nos caso dos autos. Sobre o tema, registrem-se: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso extraordinário e recurso especial. Nulidade. Inexistência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Direito Civil. Contrato de seguro. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de cláusulas contratuais, fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência do Tribunal é no sentido de que o art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial julgado antes do extraordinário, quando interpostos simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos são admitidos na origem, o que não ocorreu no caso dos autos. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (AI n 780.315/RS-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 15/10/14). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Penal e Processo Penal. 3. Alegação de fundamentação genérica. Decisão fundamentada. AI-QO-RG 791.292. 4. Dosimetria da pena. Pretexto de excesso na aplicação da pena. Homicídio privilegiado. Circunstâncias judiciais desfavoráveis. Ausência de ilegalidade. 5. Desnecessário sobrestamento do Recurso Extraordinário em virtude da pendência de REsp. Independência entre recursos excepcionais. Campos temáticos próprios. O art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, somente se aplica quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 859.359/RS-AgR, Segunda Turma, Relator Gilmar Mendes, DJe de 19/9/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 543 DO Código de Processo Civil. SOBRESTAMENTO DO FEITO. DESCABIMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ART. 129, III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., LIV e LV, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DE QUESTÃO SUSCITADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – O art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, nos termos do que disposto no caput do aludido artigo, quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. II – É desnecessário aguardar o julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça quando o extraordinário não possuir condições de admissibilidade. Precedentes. III – A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que o Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública na defesa do patrimônio público. Precedentes. IV – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Penal e Processo Penal. 3. Alegação de fundamentação genérica. Decisão fundamentada. AI-QO-RG 791.292. 4. Dosimetria da pena. Pretexto de excesso na aplicação da pena. Homicídio privilegiado. Circunstâncias judiciais desfavoráveis. Ausência de ilegalidade. 5. Desnecessário sobrestamento do Recurso Extraordinário em virtude da pendência de REsp. Independência entre recursos excepcionais. Campos temáticos próprios. O art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, somente se aplica quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 859.359/RS-AgR, Segunda Turma, Relator Gilmar Mendes, DJe de 19/9/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 543 DO Código de Processo Civil. SOBRESTAMENTO DO FEITO. DESCABIMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ART. 129, III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., LIV e LV, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DE QUESTÃO SUSCITADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – O art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, nos termos do que disposto no caput do aludido artigo, quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. II – É desnecessário aguardar o julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça quando o extraordinário não possuir condições de admissibilidade. Precedentes. III – A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que o Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública na defesa do patrimônio público. Precedentes. IV – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. V – Ausência de prequestionamento de questão suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios com a finalidade de suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. VI – Agravo regimental improvido” (AI n 830.875/RO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/8/13). Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “Quanto à decisão que inverteu o ônus da prova (fls.1007/22), as rés interpuseram agravos de instrumento, todos de minha Relatoria, ns 0-8886/4 (Souza Cruz), 0-8883/8 (Ogilvy) e 0-377/2 (Conspiração Filmes), sendo que neste último, a matéria destacada foi expressamente apreciada... (...) Considerando que o acórdão proferido nos agravos transitou em julgado, rejeito a preliminar, eis que se operou a preclusão quanto à questão. (…) Conforme se observa, a pretensão de ilicitude da propaganda está baseada em diversos fundamentos. No entanto, a menção de ilicitude da mensagem subliminar não constou como fundamento do pedido, havendo apenas referência ao tema. Portanto, a eventual persuasão subliminar não foi causa de pedir, por isso verificar se há ou não mensagem subliminar na propaganda é irrelevante para a solução da lide, pois a alegada ilicitude da propaganda foi postulada com outros fundamentos. Registre-se, ainda, que não há previsão expressa no ordenamento jurídico sobre a persuasão subliminar e sua existência ou não é controvertida sob o ponto de vista científico. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. V – Ausência de prequestionamento de questão suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios com a finalidade de suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. VI – Agravo regimental improvido” (AI n 830.875/RO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/8/13). Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “Quanto à decisão que inverteu o ônus da prova (fls.1007/22), as rés interpuseram agravos de instrumento, todos de minha Relatoria, ns 0-8886/4 (Souza Cruz), 0-8883/8 (Ogilvy) e 0-377/2 (Conspiração Filmes), sendo que neste último, a matéria destacada foi expressamente apreciada... (...) Considerando que o acórdão proferido nos agravos transitou em julgado, rejeito a preliminar, eis que se operou a preclusão quanto à questão. (…) Conforme se observa, a pretensão de ilicitude da propaganda está baseada em diversos fundamentos. No entanto, a menção de ilicitude da mensagem subliminar não constou como fundamento do pedido, havendo apenas referência ao tema. Portanto, a eventual persuasão subliminar não foi causa de pedir, por isso verificar se há ou não mensagem subliminar na propaganda é irrelevante para a solução da lide, pois a alegada ilicitude da propaganda foi postulada com outros fundamentos. Registre-se, ainda, que não há previsão expressa no ordenamento jurídico sobre a persuasão subliminar e sua existência ou não é controvertida sob o ponto de vista científico. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF Assim, desnecessária a produção da prova pericial para aferir se a propaganda tem ou não mensagem subliminar. (…) Por fim, a constatação se a propaganda atinge ou não o público infantil pode ser feita pelos demais elementos constantes dos autos, sendo a prova pericial desnecessária também para esse fim. Em conclusão, os autos da presente ação civil pública foram instruídos com vastíssima prova documental, que permite, com segurança, conhecer da matéria litigiosa, a fim de decidi-Ia. Ademais, o art. 130 do Código de Processo Civil dispõe que caberá ao juiz tanto determinar a produção das provas necessárias como indeferir ‘as diligências inúteis ou meramente protelatórias’. (...) Dessa forma, o indeferimento da produção das provas pericial, oral e o julgamento antecipado não constituíram cerceamento de defesa, tampouco violaram os princípios do contraditório e do devido processo legal, visto que realmente desnecessárias para a resolução do mérito, inexistindo violação aos arts. 125, inc. I, 330, inc. I, 333, 397, 400, 420 do Código de Processo Civil e art. 50, incs. LIV e LV, da Constituição Federal de 1988.” Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem, com fundamento no Código de Processo Civil e nos fatos e nas provas dos autos, concluiu que seria desnecessária a produção de novas provas, além das já documentadas nos autos, e que a causa comportava julgamento antecipado do mérito. Destarte, aplica-se ao caso a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que a violação do art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição Federal, em virtude do julgamento antecipado da lide, seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF Assim, desnecessária a produção da prova pericial para aferir se a propaganda tem ou não mensagem subliminar. (…) Por fim, a constatação se a propaganda atinge ou não o público infantil pode ser feita pelos demais elementos constantes dos autos, sendo a prova pericial desnecessária também para esse fim. Em conclusão, os autos da presente ação civil pública foram instruídos com vastíssima prova documental, que permite, com segurança, conhecer da matéria litigiosa, a fim de decidi-Ia. Ademais, o art. 130 do Código de Processo Civil dispõe que caberá ao juiz tanto determinar a produção das provas necessárias como indeferir ‘as diligências inúteis ou meramente protelatórias’. (...) Dessa forma, o indeferimento da produção das provas pericial, oral e o julgamento antecipado não constituíram cerceamento de defesa, tampouco violaram os princípios do contraditório e do devido processo legal, visto que realmente desnecessárias para a resolução do mérito, inexistindo violação aos arts. 125, inc. I, 330, inc. I, 333, 397, 400, 420 do Código de Processo Civil e art. 50, incs. LIV e LV, da Constituição Federal de 1988.” Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem, com fundamento no Código de Processo Civil e nos fatos e nas provas dos autos, concluiu que seria desnecessária a produção de novas provas, além das já documentadas nos autos, e que a causa comportava julgamento antecipado do mérito. Destarte, aplica-se ao caso a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que a violação do art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição Federal, em virtude do julgamento antecipado da lide, seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. 1) AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 2) ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INCS. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 725.049/GO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/8/13). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. INDEFERIMENTO DE PROVA. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.8.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 731.219/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/4/13). “Direito Civil. 2. Ausência de fundamentação. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 3. Julgamento antecipado da lide e indeferimento de provas. Alegação de cerceamento de defesa. Matéria infraconstitucional. Precedente: ARE 639.228. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 783.173/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. 1) AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 2) ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INCS. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 725.049/GO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/8/13). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. INDEFERIMENTO DE PROVA. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.8.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 731.219/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/4/13). “Direito Civil. 2. Ausência de fundamentação. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 3. Julgamento antecipado da lide e indeferimento de provas. Alegação de cerceamento de defesa. Matéria infraconstitucional. Precedente: ARE 639.228. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 783.173/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF 29/6/11). Por outro lado, anote-se que o Plenário desta Corte, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO PÚBLICO. ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA. DEVOLUÇÃO DE PROFESSOR. ATO DISCRICIONÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PROCESSUAL CIVIL. PROCESSO JUDICIAL. DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. INDEFERIMENTO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. II – Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da violação dos princípios da ampla defesa e do contraditório, nos casos de indeferimento de diligência probatória, por se tratar de matéria restrita ao âmbito processual, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF 29/6/11). Por outro lado, anote-se que o Plenário desta Corte, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO PÚBLICO. ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA. DEVOLUÇÃO DE PROFESSOR. ATO DISCRICIONÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. PROCESSUAL CIVIL. PROCESSO JUDICIAL. DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. INDEFERIMENTO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. II – Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da violação dos princípios da ampla defesa e do contraditório, nos casos de indeferimento de diligência probatória, por se tratar de matéria restrita ao âmbito processual, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF regimental a que se nega provimento” (ARE n 791.178/DF- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/3/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2... E 5..., LIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada e O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento. 4. O Plenário desta 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF regimental a que se nega provimento” (ARE n 791.178/DF- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/3/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2... E 5..., LIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada e O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento. 4. O Plenário desta 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011. Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 8. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO ART. 557, DO Código de Processo Civil E ENUNCIADO 102, DO FONAJE. COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011. Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 8. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO ART. 557, DO Código de Processo Civil E ENUNCIADO 102, DO FONAJE. COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO PRAZO COMUNICADO À CONSUMIDORA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO, INCLUSIVE, POR ESTA TURMA JULGADORA. INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E IMPROVIDO. 10. Agravo regimental desprovido” (ARE n 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux , DJe de 15/8/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INDEFERIMENTO MOTIVADO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. BONIFICAÇÃO ANUAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., II, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema - observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial - por se tratar de matéria infraconstitucional. II - Imprescindível a análise do conjunto fático-probatório dos autos, para verificar, no caso, ocorrência de eventual ofensa à Lei Maior, o que inviabiliza o apelo extremo, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. IV - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO PRAZO COMUNICADO À CONSUMIDORA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO, INCLUSIVE, POR ESTA TURMA JULGADORA. INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E IMPROVIDO. 10. Agravo regimental desprovido” (ARE n 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux , DJe de 15/8/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INDEFERIMENTO MOTIVADO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. BONIFICAÇÃO ANUAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., II, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema - observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial - por se tratar de matéria infraconstitucional. II - Imprescindível a análise do conjunto fático-probatório dos autos, para verificar, no caso, ocorrência de eventual ofensa à Lei Maior, o que inviabiliza o apelo extremo, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. IV - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 830499 AGR / DF suficientemente fundamentado. V - Agravo regimental improvido” (ARE n 664.293/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/12). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Trabalhista e processual civil. Preliminar de negativa de prestação jurisdicional. Indeferimento motivado de produção de prova. Alegação de cerceamento do direito de defesa. Inexistência. Precedentes. ARE-RG 639.228 e AI-QO-RG 791.292. 3. Cumprimento de cláusula de sentença normativa. Diferenças salariais. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. Enunciado de Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 816.078/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 20/9/11). Anote-se, por fim, que a discussão relativa à possibilidade ou não da configuração de dano moral coletivo não alcança status constitucional, haja vista que os contornos jurídicos do dano moral e seus pressupostos legais são definidos pela legislação infraconstitucional, cujo exame é inadmissível em recurso extraordinário. Nego provimento ao agravo regimental. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Supremo Tribunal Federal AI 830499 AGR / DF suficientemente fundamentado. V - Agravo regimental improvido” (ARE n 664.293/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/12). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Trabalhista e processual civil. Preliminar de negativa de prestação jurisdicional. Indeferimento motivado de produção de prova. Alegação de cerceamento do direito de defesa. Inexistência. Precedentes. ARE-RG 639.228 e AI-QO-RG 791.292. 3. Cumprimento de cláusula de sentença normativa. Diferenças salariais. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. Enunciado de Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 816.078/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 20/9/11). Anote-se, por fim, que a discussão relativa à possibilidade ou não da configuração de dano moral coletivo não alcança status constitucional, haja vista que os contornos jurídicos do dano moral e seus pressupostos legais são definidos pela legislação infraconstitucional, cujo exame é inadmissível em recurso extraordinário. Nego provimento ao agravo regimental. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21 Extrato de Ata - 24/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA ADV.(A/S) : ANA TEREZA PALHARES BASILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184096 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 830.499 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA ADV.(A/S) : ANA TEREZA PALHARES BASILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 24.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184096 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 830 . 499", "ARE n 639 . 228 / RJ", "AI 830499 AGR / DF", "AI 830499 AGR / DF", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 830 . 499", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 830 . 499", "AI 830499 AGR / DF", "AI 830499 AGR / DF", "AI 830499 AGR / DF", "SÚMULA N . 287 DO", "Recurso Extraordinário n 632 . 428 / RJ - AgR", "AI 830499 AGR / DF", "SÚMULA N . 287 DO SUPREMO", "Recurso Extraordinário n 632 . 428 / RJ - AgR", "AI 830499 AGR / DF", "664", ".", "567", "/", "RS", "AI 830499 AGR / DF", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI 830499 AGR / DF", "ARE n 782 . 406 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 609 . 639 / RS - AgR", "AI 830499 AGR / DF XXXVI , da", "ARE n 782 . 406 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 609 . 639 / RS - AgR", "AI 830499 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 502 . 016 / RJ - AgR", "AI n 555 . 892 / RJ - AgR", "ARE n 639 . 228 / RJ", "AI 830499", "Recurso Extraordinário n 502 . 016 / RJ - AgR", "AI n 555 . 892 / RJ - AgR", "ARE n 639 . 228 / RJ", "AI 830499 AGR / DF", "AI n 856 . 287 / RS", "REsp n 1 . 101 . 949", "AI 830499", "AI n 856 . 287 / RS", "REsp n 1 . 101 . 949", "AI 830499 AGR / DF", "AI 830499 AGR / DF", "AI n 791 . 292 - QO - RG", "Súmulas ns 636 , 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 780 . 315 / RS - AgR", "AI n 791 . 292 - QO - RG", "Súmulas ns 636 , 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 780 . 315 / RS - AgR", "AI 830499 AGR / DF", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AI n 859 . 359 / RS - AgR", "SÚMULAS 282", "AI 830499 AGR", "AI n 859 . 359 / RS - AgR", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 830499 AGR /", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 830 . 875 / RO - AgR", "AI 830499 AGR / DF", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 830 . 875 / RO - AgR", "AI 830499 AGR / DF", "AI 830499 AGR / DF", "AI 830499 AGR / DF", "ARE n 725 . 049 / GO - AgR", "ARE n 731 . 219 / RJ - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 639 . 228", "AI n 783 . 173 / MG - AgR", "AI 830499", "ARE n 725 . 049 / GO - AgR", "ARE n 731 . 219 / RJ - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 639 . 228 .", "AI n 783 . 173 / MG - AgR", "AI 830499 AGR / DF", "ARE n 639 . 228 / RJ", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "AI 830499", "ARE n 639 . 228 / RJ", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "AI 830499 AGR / DF", "ARE n 791 . 178 / DF - AgR", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "AI 830499", "ARE n 791 . 178 / DF - AgR", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "AI 830499 AGR / DF", "ARE 639 . 228", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "AI 791 . 292 QO - RG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 830499 AGR / DF", "ARE 639 . 228", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "AI 791 . 292 QO - RG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ENUNCIADO 102", "AI 830499 AGR / DF", "ARE n 670 . 866 / SE - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 830499 AGR / DF", "ARE n 670 . 866 / SE - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 830499 AGR / DF", "ARE n 664 . 293 / PR - AgR", "ARE", "-", "RG", "AI", "-", "QO", "-", "RG", "AI n 816 . 078 / MG - AgR", "AI 830499 AGR / DF", "ARE n 664 . 293 / PR - AgR", "ARE", "-", "RG 639", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791", "AI n 816 . 078 / MG - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 830 . 499", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 830 . 499" ], "LEGISLACAO": [ "art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos X e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos X e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 130 do Código de Processo Civil", "art . 460 do Código de Processo Civil", "Lei 10 . 167 / 00", "art . 5 . . . , X , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 130 do Código de Processo Civil", "art . 460 do Código de Processo Civil", "Lei 10 . 167 / 00", "art . 5 . . . , X , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "ART . 543 , § 1 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "ART . 543 , § 1 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição Federal", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição Federal", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXV e", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "ARTS . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , E 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "ARTS . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , E 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor , art . 6 . . . , inciso VI", "Leis ns 7 . 347 /", "incisos LIV e LV do art . 5 . . . da Constituição Federal", "inciso X do art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor , art . 6 . . .", "Leis ns 7 . 347 / 85", "10", ".", "167", "/", "2000", "inciso X do art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "ARTIGO 543 DO Código de Processo Civil", "ART . 129 , III , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 5 . . . , LIV e LV , DA Constituição Federal de 1988", "art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "ARTIGO 543 DO Código de Processo Civil", "ART . 129 , III , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ART . 5 . . . , LIV e LV , DA Constituição Federal de 1988", "art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 130 do Código de Processo Civil", "arts . 125 , inc . I , 330 , inc . I , 333 , 397 , 400 , 420 do Código de Processo Civil", "art . 50 , incs . LIV e LV , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 130 do Código de Processo Civil", "arts . 125 , inc . I , 330 , inc . I , 333 , 397 , 400 , 420 do Código de Processo Civil", "art . 50 , incs . LIV e LV , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 5 . . . , INCS . LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 5 . . . , INCS . LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 2 . . . E 5 . . . , LIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 2 . . . E 5 . . . , LIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "ART . 557 , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "ART . 557 , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , II , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Lei Maior", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , II , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Lei Maior", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Supremo Tribunal", "Plenário da Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Conspiração Filmes Entretenimento Ltda .", "Conspiração Filmes Entretenimento Ltda .", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Conspiração Filmes Entretenimento Ltda .", "Conspiração Filmes Entretenimento Ltda .", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Fundo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Fundo de Defesa dos Direitos Difusos", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Conspiração Filmes Entretenimento Ltda .", "Ministério Público Federal", "Sousa Cruz S . A .", "Ogilvy Brasil Comunicação Ltda .", "Ogilvy", "Conspiração Filmes Entretenimento Ltda", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "Conspiração Filmes Entretenimento Ltda .", "Ministério Público Federal", "Sousa Cruz S . A .", "Ogilvy Brasil Comunicação Ltda .", "Ogilvy", "Conspiração Filmes Entretenimento Ltda .", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "DF", "Segunda Turma", "Souza", "Cruz", "Ogilvy", "Conspiração Filmes", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Souza", "Cruz", "Ogilvy", "Conspiração Filmes", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "MAGISTÉRIO PÚBLICO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Corte", "MAGISTÉRIO PÚBLICO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", "2", ".", ". . Turma", "Plenário", "FONAJE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "2", ".", "Plenário", "Suprema", "FONAJE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CONSPIRAÇÃO FILMES ENTRETENIMENTO LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "ANA TEREZA PALHARES BASILIO", "Cezar Peluso", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ANA TEREZA PALHARES BASILIO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ANA TEREZA PALHARES BASILIO", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Rosa Weber", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo", "Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Cezar Peluso", "Luiz Fux", "Cezar Peluso", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "ANA TEREZA PALHARES BASILIO", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "ANA TEREZA PALHARES BASILIO", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "14", ".", "11", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "14", ".", "11", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "9", "/", "14", "4", "/", "6", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "9", "/", "14", "4", "/", "6", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "4", "/", "06", "16", "/", "6", "/", "11", "31", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "4", "/", "06", "16", "/", "6", "/", "11", "31", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "5", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "5", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "15", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "15", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "9", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "9", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "8", "/", "13", "28", ".", "8", ".", "2012", "11", "/", "4", "/", "13", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "8", "/", "13", "28", ".", "8", ".", "2012", "11", "/", "4", "/", "13", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "11", "/", "2010", "22", "/", "10", "/", "2010", "12", "/", "08", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "11", "/", "2010", "22", "/", "10", "/", "2010", "12", "/", "08", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "2", "/", "12", "20", "/", "9", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "2", "/", "12", "20", "/", "9", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA - ASFEB ADV.(A/S) :ÉVELIN DIAS DE CARVALHO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Gratificação por condições especiais de trabalho (CET). Caráter geral da vantagem reconhecido na origem. Extensão aos inativos. Possibilidade. Discussão quanto à natureza da gratificação. Legislação local. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em atividade. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194836. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 858614 AGR / BA MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194836. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194836. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA - ASFEB ADV.(A/S) :ÉVELIN DIAS DE CARVALHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. PRELIMINARES DE LITISPENDÊNCIA E FALTA DE INTERESSE DE AGIR, PREVENÇÃO, ILEGITIMIDADE PASSIVA DO GOVERNADOR E INCOMPETÊNCIA REJEITADAS. NÃO EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A SERVIDORES APOSENTADOS. INADMISSIBILIDADE. CONFIGURADO CARÁTER DE AUMENTO REMUNERATÓRIO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ART. 40, § 8º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SEGURANÇA CONCEDIDA. Preliminares de litispendência e falta de interesse de agir. Não litispendência se a ação possui autores e causas de pedir distintos, não havendo que se falar, por isso, em falta de interesse de agir. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA - ASFEB ADV.(A/S) :ÉVELIN DIAS DE CARVALHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. PRELIMINARES DE LITISPENDÊNCIA E FALTA DE INTERESSE DE AGIR, PREVENÇÃO, ILEGITIMIDADE PASSIVA DO GOVERNADOR E INCOMPETÊNCIA REJEITADAS. NÃO EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A SERVIDORES APOSENTADOS. INADMISSIBILIDADE. CONFIGURADO CARÁTER DE AUMENTO REMUNERATÓRIO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ART. 40, § 8º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SEGURANÇA CONCEDIDA. Preliminares de litispendência e falta de interesse de agir. Não litispendência se a ação possui autores e causas de pedir distintos, não havendo que se falar, por isso, em falta de interesse de agir. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 858614 AGR / BA Preliminares de ilegitimidade do Governador e incompetência do Tribunal Pleno. A exclusão da gratificação dos proventos dos inativos decorre de lei promulgada pelo Governador do Estado da Bahia, razão pela qual não se pode afastar a sua legitimidade para figurar no pólo passivo do mandamus e, conseqüentemente, a competência do Tribunal Pleno para julgar a ação. Preliminar de prevenção. Inexiste prevenção se não há identidade entre a ações e se estas se encontram em grau de jurisdição diferentes. Se a verba relativa à gratificação paga aos servidores em atividade não representa retribuição pelo desempenho, consistindo apenas em aumento de salário, sob roupagem de gratificação, deve ser incorporada aos proventos dos aposentados ou pensionistas, conforme disposto no § 8º do art. 40 da Constituição da República’ (fls. 309 a 310). No recurso extraordinário sustenta-se contrariedade aos artigos 5º, inciso LXX, alínea ‘b’, e 40, § 8º, da Constituição Federal. Opostos embargos de declaração, foram desacolhidos. Decido. Anote-se, inicialmente, que a recorrente foi intimada do acórdão dos embargos de declaração em 28/9/05, conforme expresso na certidão de folha 128verso, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA Preliminares de ilegitimidade do Governador e incompetência do Tribunal Pleno. A exclusão da gratificação dos proventos dos inativos decorre de lei promulgada pelo Governador do Estado da Bahia, razão pela qual não se pode afastar a sua legitimidade para figurar no pólo passivo do mandamus e, conseqüentemente, a competência do Tribunal Pleno para julgar a ação. Preliminar de prevenção. Inexiste prevenção se não há identidade entre a ações e se estas se encontram em grau de jurisdição diferentes. Se a verba relativa à gratificação paga aos servidores em atividade não representa retribuição pelo desempenho, consistindo apenas em aumento de salário, sob roupagem de gratificação, deve ser incorporada aos proventos dos aposentados ou pensionistas, conforme disposto no § 8º do art. 40 da Constituição da República’ (fls. 309 a 310). No recurso extraordinário sustenta-se contrariedade aos artigos 5º, inciso LXX, alínea ‘b’, e 40, § 8º, da Constituição Federal. Opostos embargos de declaração, foram desacolhidos. Decido. Anote-se, inicialmente, que a recorrente foi intimada do acórdão dos embargos de declaração em 28/9/05, conforme expresso na certidão de folha 128verso, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 858614 AGR / BA repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não procede a suscitada violação do artigo 5º, inciso LXX, alínea ‘b’, da Constituição Federal, uma vez que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a discussão em torno dos requisitos de cabimento do mandado de segurança possui natureza eminentemente processual, o que enseja a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, não configurando, portanto, ofensa direta à Constituição Federal. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Alegada violação à norma do artigo 5º, incisos LXIX e LXX, alínea ‘b’, da Constituição Federal. Decisão agravada que apresenta explícita e exaustiva fundamentação sobre o tema. 1. Muito embora o instituto do mandado de segurança seja de índole constitucional, a discussão em torno dos requisitos de seu cabimento, em cada caso concreto, situa-se no plano infraconstitucional. 2. Associações de classe podem impetrar mandados de segurança coletivo, do que decorre a perfeita adequação da via eleita no presente caso, não se cogitando aqui discutir sobre o próprio mérito dessa impetração. 3. Agravo regimental não provido’ ( RE nº 450.913/PR-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/5/11) (Grifo nosso). A alegada contrariedade ao artigo 40, § 8º, da Constituição tampouco prospera, haja vista que o acórdão recorrido assim consignou: ‘(...) o referido julgado reflete bem o caso dos autos, em que a gratificação paga aos servidores em atividade não atende a qualquer compensação por trabalho extraordinário ou que exija habilitação específica, tendo, portanto, caráter genérico, pois deferida indistintamente a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não procede a suscitada violação do artigo 5º, inciso LXX, alínea ‘b’, da Constituição Federal, uma vez que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a discussão em torno dos requisitos de cabimento do mandado de segurança possui natureza eminentemente processual, o que enseja a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, não configurando, portanto, ofensa direta à Constituição Federal. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Alegada violação à norma do artigo 5º, incisos LXIX e LXX, alínea ‘b’, da Constituição Federal. Decisão agravada que apresenta explícita e exaustiva fundamentação sobre o tema. 1. Muito embora o instituto do mandado de segurança seja de índole constitucional, a discussão em torno dos requisitos de seu cabimento, em cada caso concreto, situa-se no plano infraconstitucional. 2. Associações de classe podem impetrar mandados de segurança coletivo, do que decorre a perfeita adequação da via eleita no presente caso, não se cogitando aqui discutir sobre o próprio mérito dessa impetração. 3. Agravo regimental não provido’ ( RE nº 450.913/PR-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/5/11) (Grifo nosso). A alegada contrariedade ao artigo 40, § 8º, da Constituição tampouco prospera, haja vista que o acórdão recorrido assim consignou: ‘(...) o referido julgado reflete bem o caso dos autos, em que a gratificação paga aos servidores em atividade não atende a qualquer compensação por trabalho extraordinário ou que exija habilitação específica, tendo, portanto, caráter genérico, pois deferida indistintamente a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 858614 AGR / BA todos os servidores da ativa, não passando de aumento de remuneração disfarçado de gratificação’. Assim, o acolhimento da pretensão recursal quanto à impossibilidade da incorporação da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho – CET demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e da legislação local pertinente, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AI 791.292-QO-RG (TEMA 339). GRATIFICAÇÃO POR CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO – CET. INCORPORAÇÃO AOS PROVENTOS DA INATIVIDADE. OFENSA A DIREITO LOCAL. SÚMULA 280/STF. CUMULAÇÃO DE VANTAGENS COM IDÊNTICO FATO GERADOR. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 752.559/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 17/9/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. GRATIFICAÇÃO POR CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO – CET. LEI ESTADUAL N. 7.990/2001 E 6.677/1994. PRÉVIA ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 796.089/BA-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/3/14). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA todos os servidores da ativa, não passando de aumento de remuneração disfarçado de gratificação’. Assim, o acolhimento da pretensão recursal quanto à impossibilidade da incorporação da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho – CET demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e da legislação local pertinente, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AI 791.292-QO-RG (TEMA 339). GRATIFICAÇÃO POR CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO – CET. INCORPORAÇÃO AOS PROVENTOS DA INATIVIDADE. OFENSA A DIREITO LOCAL. SÚMULA 280/STF. CUMULAÇÃO DE VANTAGENS COM IDÊNTICO FATO GERADOR. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 752.559/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 17/9/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. GRATIFICAÇÃO POR CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO – CET. LEI ESTADUAL N. 7.990/2001 E 6.677/1994. PRÉVIA ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 796.089/BA-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/3/14). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 858614 AGR / BA Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência da Corte que está consolidada no sentido de que a discussão acerca da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas de gratificação concedida aos servidores em atividade, bem como sobre a natureza jurídica da vantagem, está restrita à interpretação da legislação local. Nesse sentido, mencionem-se os seguintes julgados: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8º, da CF. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636. Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8º, da Constituição da República’ (RE nº 586.949/MG, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJ de 13/3/09 – grifei). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduz o agravante, in verbis, que se trata de “(...) recurso extraordinário interposto contra acórdão que reconheceu o direito dos substituídos da Associação ora, a reajuste de proventos percebidos a título de aposentadoria, não obstante a reforma constitucional promovida pela EC 41/03, a qual extinguiu a paridade entre a remuneração dos servidores 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência da Corte que está consolidada no sentido de que a discussão acerca da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas de gratificação concedida aos servidores em atividade, bem como sobre a natureza jurídica da vantagem, está restrita à interpretação da legislação local. Nesse sentido, mencionem-se os seguintes julgados: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8º, da CF. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636. Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8º, da Constituição da República’ (RE nº 586.949/MG, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJ de 13/3/09 – grifei). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduz o agravante, in verbis, que se trata de “(...) recurso extraordinário interposto contra acórdão que reconheceu o direito dos substituídos da Associação ora, a reajuste de proventos percebidos a título de aposentadoria, não obstante a reforma constitucional promovida pela EC 41/03, a qual extinguiu a paridade entre a remuneração dos servidores 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 858614 AGR / BA ativos e a dos que percebem benefícios previdenciários. (…) Registre-se que, recentemente, foi publicado acórdão de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral reconhecida, em que foi consignada a impropriedade da extensão aos servidores aposentador das vantagens concedidas a servidores ativos em razão de inexistência de direito adquirido a regime jurídico [RE nº 606.199]. (…) (…) À míngua da inexistência de previsão normativa para a percepção da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho – CET de servidores aposentados, o poder judiciário estendeu aos substituídos da Associação Agravada direito que o legislador positivo poderia ter previsto, mas não previu por opção”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA ativos e a dos que percebem benefícios previdenciários. (…) Registre-se que, recentemente, foi publicado acórdão de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral reconhecida, em que foi consignada a impropriedade da extensão aos servidores aposentador das vantagens concedidas a servidores ativos em razão de inexistência de direito adquirido a regime jurídico [RE nº 606.199]. (…) (…) À míngua da inexistência de previsão normativa para a percepção da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho – CET de servidores aposentados, o poder judiciário estendeu aos substituídos da Associação Agravada direito que o legislador positivo poderia ter previsto, mas não previu por opção”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) [N]ossos pretórios têm decidido que se a verba relativa à gratificação paga aos servidores em atividade não representa retribuição pelo desempenho, consistindo apenas em um aumento de salário, sob roupagem de gratificação, deve ser incorporada aos proventos dos aposentados ou pensionistas, conforme disposto no § 8º do art. 40 da Constituição Federal. (…) O referido julgado reflete bem o caso dos casos, em que a gratificação paga aos servidores em atividade não atende a qualquer compensação por trabalho extraordinário ou que exija habilitação específica, tendo, portanto, caráter genérico, pois deferida indistintamente a todos os servidores da ativa, não passando de aumento de remuneração disfarçado de gratificação.” Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem assentou que a gratificação por condições especiais de trabalho (CET) seria vantagem de caráter geral e, portanto, extensível aos servidores inativos, representados pela ora agravada. A jurisprudência desta Corte é no sentido da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das vantagens concedidas sem caráter geral e sem distinções aos servidores em atividade. Nesse sentido, anotem-se os recentes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO. CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. NATUREZA JURÍDICA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) [N]ossos pretórios têm decidido que se a verba relativa à gratificação paga aos servidores em atividade não representa retribuição pelo desempenho, consistindo apenas em um aumento de salário, sob roupagem de gratificação, deve ser incorporada aos proventos dos aposentados ou pensionistas, conforme disposto no § 8º do art. 40 da Constituição Federal. (…) O referido julgado reflete bem o caso dos casos, em que a gratificação paga aos servidores em atividade não atende a qualquer compensação por trabalho extraordinário ou que exija habilitação específica, tendo, portanto, caráter genérico, pois deferida indistintamente a todos os servidores da ativa, não passando de aumento de remuneração disfarçado de gratificação.” Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem assentou que a gratificação por condições especiais de trabalho (CET) seria vantagem de caráter geral e, portanto, extensível aos servidores inativos, representados pela ora agravada. A jurisprudência desta Corte é no sentido da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das vantagens concedidas sem caráter geral e sem distinções aos servidores em atividade. Nesse sentido, anotem-se os recentes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO. CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. NATUREZA JURÍDICA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 858614 AGR / BA AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. A decisão recorrida está alinhada à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que as vantagens de caráter geral, concedidas aos servidores da ativa, são extensíveis aos inativos, conforme o disposto no art. 40, § 8º, da Constituição. Precedentes. Divergir da conclusão do Tribunal de origem acerca da natureza da gratificação, demandaria a análise da legislação local. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 441.889/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 11/11/14). “Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Direito Administrativo e Constitucional. Mandado de segurança. Pretendida extensão a servidora inativa de gratificação atribuída a professores em efetivo exercício da docência na rede pública estadual de ensino. Possibilidade de extensão da verba aos servidores inativos, por ser ela dotada de caráter geral. Inteligência do art. 40, § 8º, da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal aplicáveis ao caso. Fixação das teses. Recurso não provido. 1. A Verba de Incentivo de Aprimoramento à Docência, instituída pela LC nº 159, de 18/3/04, do Estado de Mato Grosso, constitui vantagem remuneratória concedida indistintamente aos professores ativos, sendo, portanto, extensível aos professores inativos e pensionistas, nos termos do art. 40, § 8º, da CF. 2. A recorrida, na condição de professora aposentada antes da EC nº 41/2003, preencheu os requisitos constitucionais para que seja reconhecido o seu direito ao percebimento dessa verba. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 4. Fixação das teses do julgado, para que gerem efeitos erga omnes e para que os objetivos da tutela jurisdicional especial alcancem de forma eficiente os seus resultados jurídicos, nos seguintes termos: i) as vantagens remuneratórias legítimas e de caráter geral conferidas a determinada categoria, carreira ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores inativos e pensionistas; 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. A decisão recorrida está alinhada à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que as vantagens de caráter geral, concedidas aos servidores da ativa, são extensíveis aos inativos, conforme o disposto no art. 40, § 8º, da Constituição. Precedentes. Divergir da conclusão do Tribunal de origem acerca da natureza da gratificação, demandaria a análise da legislação local. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 441.889/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 11/11/14). “Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Direito Administrativo e Constitucional. Mandado de segurança. Pretendida extensão a servidora inativa de gratificação atribuída a professores em efetivo exercício da docência na rede pública estadual de ensino. Possibilidade de extensão da verba aos servidores inativos, por ser ela dotada de caráter geral. Inteligência do art. 40, § 8º, da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal aplicáveis ao caso. Fixação das teses. Recurso não provido. 1. A Verba de Incentivo de Aprimoramento à Docência, instituída pela LC nº 159, de 18/3/04, do Estado de Mato Grosso, constitui vantagem remuneratória concedida indistintamente aos professores ativos, sendo, portanto, extensível aos professores inativos e pensionistas, nos termos do art. 40, § 8º, da CF. 2. A recorrida, na condição de professora aposentada antes da EC nº 41/2003, preencheu os requisitos constitucionais para que seja reconhecido o seu direito ao percebimento dessa verba. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 4. Fixação das teses do julgado, para que gerem efeitos erga omnes e para que os objetivos da tutela jurisdicional especial alcancem de forma eficiente os seus resultados jurídicos, nos seguintes termos: i) as vantagens remuneratórias legítimas e de caráter geral conferidas a determinada categoria, carreira ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores inativos e pensionistas; 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 858614 AGR / BA ii) nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais nºs 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à aposentadoria antes da EC nº 41/2003; iii) com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC nº 41/2003, deverão ser observados os requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7º, em virtude da extinção da paridade integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8º, da CF para os servidores que ingressaram no serviço público após a publicação da referida emenda; iv) por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC nº 41/2003 e se aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência das regras de transição fixadas pela EC nº 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência da EC nº 41/2003, conforme decidido nos autos do RE nº 590.260/SP, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/6/09” (RE nº 596.962/MT, Tribunal Pleno, de minha relatoria, DJe de 30/10/14). “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 40, § 4º, DA CF/88, NA REDAÇÃO ORIGINAL. PRECEITO DE EFICÁCIA IMEDIATA. PRECEDENTES. BENEFÍCIO CONCEDIDO EM CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. POSSIBILIDADE. MUNICÍPIO DE VILA VELHA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. 1. Esta Corte possui sedimentado o entendimento de que a norma constante na redação original do art. 40, § 4º, da CF/88 possui eficácia imediata, independendo de lei regulamentadora o direito ali assegurado. 2. A jurisprudência do STF é pacífica no entendimento de que são extensivas aos inativos todas as vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em atividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 527.656/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA ii) nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais nºs 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à aposentadoria antes da EC nº 41/2003; iii) com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC nº 41/2003, deverão ser observados os requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7º, em virtude da extinção da paridade integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8º, da CF para os servidores que ingressaram no serviço público após a publicação da referida emenda; iv) por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC nº 41/2003 e se aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência das regras de transição fixadas pela EC nº 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência da EC nº 41/2003, conforme decidido nos autos do RE nº 590.260/SP, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/6/09” (RE nº 596.962/MT, Tribunal Pleno, de minha relatoria, DJe de 30/10/14). “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 40, § 4º, DA CF/88, NA REDAÇÃO ORIGINAL. PRECEITO DE EFICÁCIA IMEDIATA. PRECEDENTES. BENEFÍCIO CONCEDIDO EM CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. POSSIBILIDADE. MUNICÍPIO DE VILA VELHA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. 1. Esta Corte possui sedimentado o entendimento de que a norma constante na redação original do art. 40, § 4º, da CF/88 possui eficácia imediata, independendo de lei regulamentadora o direito ali assegurado. 2. A jurisprudência do STF é pacífica no entendimento de que são extensivas aos inativos todas as vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em atividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 527.656/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 858614 AGR / BA Zavascki, DJe de 23/8/13). Ademais, conforme assentado na decisão agravada, para reformar o acórdão recorrido, seria necessário reavaliar a natureza da gratificação em comento – se concedida em caráter geral ou condicionada a critérios específicos –, a depender da forma como regulamentada pela norma que a instituiu e de o servidor preencher ou não os requisitos legais para a percepção da referida vantagem. A análise dessas questões demanda a interpretação da legislação local e o reexame dos fatos e das provas da causa, cujo exame é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Em situações análogas às dos autos, esta Corte assim se tem pronunciado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Gratificação por condições especiais de trabalho (CET). Incorporação. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da questão em recurso extraordinário. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (ARE nº 788.827/BA-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/6/14). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA Zavascki, DJe de 23/8/13). Ademais, conforme assentado na decisão agravada, para reformar o acórdão recorrido, seria necessário reavaliar a natureza da gratificação em comento – se concedida em caráter geral ou condicionada a critérios específicos –, a depender da forma como regulamentada pela norma que a instituiu e de o servidor preencher ou não os requisitos legais para a percepção da referida vantagem. A análise dessas questões demanda a interpretação da legislação local e o reexame dos fatos e das provas da causa, cujo exame é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Em situações análogas às dos autos, esta Corte assim se tem pronunciado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Gratificação por condições especiais de trabalho (CET). Incorporação. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da questão em recurso extraordinário. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (ARE nº 788.827/BA-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/6/14). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 858614 AGR / BA “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. POLICIAIS MILITARES INATIVOS. INCORPORÇÃO AOS PROVENTOS DA GRATIFICAÇÃO DE CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO. LEIS ESTADUAIS NºS 2.323/1966, 4.344/1984 e 6.677/1994. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 791.306/BA-AgR, Primeira Turma, Roberto Barroso, DJe de 14/5/14). Anote-se que não se aplica ao caso o que decidido pelo Plenário desta corte no RE nº 606.199/PR-RG. Com efeito, no citado paradigma, reconheceu-se, sob o rito da repercussão geral, a inexistência de “direito adquirido de servidores públicos estaduais aposentados à permanência em determinada classe, não obstante o advento de lei estadual que, ao promover a reclassificação de cargos, reenquadra-os em classe inferior”. No presente caso, a agravada pretendia tão somente que a gratificação, paga indistintamente aos servidores em atividade, fosse concedida aos inativos e pensionistas, não havendo qualquer pretensão no sentido do reenquadramento na carreira. Por fim, não há falar em impossibilidade de extensão da vantagem em comento em razão do advento da EC 41/03, uma vez que essa questão não foi debatida pelas instâncias de origem, tampouco restou consignada a data em que os representados pela associação implementaram os requisitos para aposentadoria. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. POLICIAIS MILITARES INATIVOS. INCORPORÇÃO AOS PROVENTOS DA GRATIFICAÇÃO DE CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO. LEIS ESTADUAIS NºS 2.323/1966, 4.344/1984 e 6.677/1994. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 791.306/BA-AgR, Primeira Turma, Roberto Barroso, DJe de 14/5/14). Anote-se que não se aplica ao caso o que decidido pelo Plenário desta corte no RE nº 606.199/PR-RG. Com efeito, no citado paradigma, reconheceu-se, sob o rito da repercussão geral, a inexistência de “direito adquirido de servidores públicos estaduais aposentados à permanência em determinada classe, não obstante o advento de lei estadual que, ao promover a reclassificação de cargos, reenquadra-os em classe inferior”. No presente caso, a agravada pretendia tão somente que a gratificação, paga indistintamente aos servidores em atividade, fosse concedida aos inativos e pensionistas, não havendo qualquer pretensão no sentido do reenquadramento na carreira. Por fim, não há falar em impossibilidade de extensão da vantagem em comento em razão do advento da EC 41/03, uma vez que essa questão não foi debatida pelas instâncias de origem, tampouco restou consignada a data em que os representados pela associação implementaram os requisitos para aposentadoria. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA - ASFEB ADV.(A/S) : ÉVELIN DIAS DE CARVALHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095741 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA - ASFEB ADV.(A/S) : ÉVELIN DIAS DE CARVALHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095741 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8220747
2015-03-17T00:00:00
2015-04-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Gratificação por condições especiais de trabalho (CET). Caráter geral da vantagem reconhecido na origem. Extensão aos inativos. Possibilidade. Discussão quanto à natureza da gratificação. Legislação local. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em atividade. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur300396
- Acórdão(s) citado(s): (GRATIFICAÇÃO, EXTENSÃO, SERVIDOR INATIVO) RE 596962 (TP), AI 441889 AgR (1ªT), RE 527656 AgR (2ªT). (GRATIFICAÇÃO DE CONDIÇÃO ESPECIAL DE TRABALHO - GCET) ARE 791306 AgR (1ªT), ARE 788827 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 29/04/2015, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
858614
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 858614 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA - ASFEB ADV.(A/S) : ÉVELIN DIAS DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA - ASFEB ADV.(A/S) :ÉVELIN DIAS DE CARVALHO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Gratificação por condições especiais de trabalho (CET). Caráter geral da vantagem reconhecido na origem. Extensão aos inativos. Possibilidade. Discussão quanto à natureza da gratificação. Legislação local. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em atividade. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194836. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 858614 AGR / BA MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194836. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194836. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA - ASFEB ADV.(A/S) :ÉVELIN DIAS DE CARVALHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. PRELIMINARES DE LITISPENDÊNCIA E FALTA DE INTERESSE DE AGIR, PREVENÇÃO, ILEGITIMIDADE PASSIVA DO GOVERNADOR E INCOMPETÊNCIA REJEITADAS. NÃO EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A SERVIDORES APOSENTADOS. INADMISSIBILIDADE. CONFIGURADO CARÁTER DE AUMENTO REMUNERATÓRIO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ART. 40, § 8... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SEGURANÇA CONCEDIDA. Preliminares de litispendência e falta de interesse de agir. Não litispendência se a ação possui autores e causas de pedir distintos, não havendo que se falar, por isso, em falta de interesse de agir. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA - ASFEB ADV.(A/S) :ÉVELIN DIAS DE CARVALHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. PRELIMINARES DE LITISPENDÊNCIA E FALTA DE INTERESSE DE AGIR, PREVENÇÃO, ILEGITIMIDADE PASSIVA DO GOVERNADOR E INCOMPETÊNCIA REJEITADAS. NÃO EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A SERVIDORES APOSENTADOS. INADMISSIBILIDADE. CONFIGURADO CARÁTER DE AUMENTO REMUNERATÓRIO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ART. 40, § 8... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SEGURANÇA CONCEDIDA. Preliminares de litispendência e falta de interesse de agir. Não litispendência se a ação possui autores e causas de pedir distintos, não havendo que se falar, por isso, em falta de interesse de agir. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 858614 AGR / BA Preliminares de ilegitimidade do Governador e incompetência do Tribunal Pleno. A exclusão da gratificação dos proventos dos inativos decorre de lei promulgada pelo Governador do Estado da Bahia, razão pela qual não se pode afastar a sua legitimidade para figurar no pólo passivo do mandamus e, conseqüentemente, a competência do Tribunal Pleno para julgar a ação. Preliminar de prevenção. Inexiste prevenção se não há identidade entre a ações e se estas se encontram em grau de jurisdição diferentes. Se a verba relativa à gratificação paga aos servidores em atividade não representa retribuição pelo desempenho, consistindo apenas em aumento de salário, sob roupagem de gratificação, deve ser incorporada aos proventos dos aposentados ou pensionistas, conforme disposto no § 8... do art. 40 da Constituição da República’ (fls. 309 a 310). No recurso extraordinário sustenta-se contrariedade aos artigos 5..., inciso LXX, alínea ‘b’, e 40, § 8..., da Constituição Federal. Opostos embargos de declaração, foram desacolhidos. Decido. Anote-se, inicialmente, que a recorrente foi intimada do acórdão dos embargos de declaração em 28/9/05, conforme expresso na certidão de folha 128verso, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA Preliminares de ilegitimidade do Governador e incompetência do Tribunal Pleno. A exclusão da gratificação dos proventos dos inativos decorre de lei promulgada pelo Governador do Estado da Bahia, razão pela qual não se pode afastar a sua legitimidade para figurar no pólo passivo do mandamus e, conseqüentemente, a competência do Tribunal Pleno para julgar a ação. Preliminar de prevenção. Inexiste prevenção se não há identidade entre a ações e se estas se encontram em grau de jurisdição diferentes. Se a verba relativa à gratificação paga aos servidores em atividade não representa retribuição pelo desempenho, consistindo apenas em aumento de salário, sob roupagem de gratificação, deve ser incorporada aos proventos dos aposentados ou pensionistas, conforme disposto no § 8... do art. 40 da Constituição da República’ (fls. 309 a 310). No recurso extraordinário sustenta-se contrariedade aos artigos 5..., inciso LXX, alínea ‘b’, e 40, § 8..., da Constituição Federal. Opostos embargos de declaração, foram desacolhidos. Decido. Anote-se, inicialmente, que a recorrente foi intimada do acórdão dos embargos de declaração em 28/9/05, conforme expresso na certidão de folha 128verso, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 858614 AGR / BA repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não procede a suscitada violação do artigo 5..., inciso LXX, alínea ‘b’, da Constituição Federal, uma vez que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a discussão em torno dos requisitos de cabimento do mandado de segurança possui natureza eminentemente processual, o que enseja a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, não configurando, portanto, ofensa direta à Constituição Federal. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Alegada violação à norma do artigo 5..., incisos LXIX e LXX, alínea ‘b’, da Constituição Federal. Decisão agravada que apresenta explícita e exaustiva fundamentação sobre o tema. 1. Muito embora o instituto do mandado de segurança seja de índole constitucional, a discussão em torno dos requisitos de seu cabimento, em cada caso concreto, situa-se no plano infraconstitucional. 2. Associações de classe podem impetrar mandados de segurança coletivo, do que decorre a perfeita adequação da via eleita no presente caso, não se cogitando aqui discutir sobre o próprio mérito dessa impetração. 3. Agravo regimental não provido’ ( Recurso Extraordinário n 450.913/PR-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/5/11) (Grifo nosso). A alegada contrariedade ao artigo 40, § 8..., da Constituição tampouco prospera, haja vista que o acórdão recorrido assim consignou: ‘(...) o referido julgado reflete bem o caso dos autos, em que a gratificação paga aos servidores em atividade não atende a qualquer compensação por trabalho extraordinário ou que exija habilitação específica, tendo, portanto, caráter genérico, pois deferida indistintamente a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não procede a suscitada violação do artigo 5..., inciso LXX, alínea ‘b’, da Constituição Federal, uma vez que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a discussão em torno dos requisitos de cabimento do mandado de segurança possui natureza eminentemente processual, o que enseja a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, não configurando, portanto, ofensa direta à Constituição Federal. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Alegada violação à norma do artigo 5..., incisos LXIX e LXX, alínea ‘b’, da Constituição Federal. Decisão agravada que apresenta explícita e exaustiva fundamentação sobre o tema. 1. Muito embora o instituto do mandado de segurança seja de índole constitucional, a discussão em torno dos requisitos de seu cabimento, em cada caso concreto, situa-se no plano infraconstitucional. 2. Associações de classe podem impetrar mandados de segurança coletivo, do que decorre a perfeita adequação da via eleita no presente caso, não se cogitando aqui discutir sobre o próprio mérito dessa impetração. 3. Agravo regimental não provido’ ( Recurso Extraordinário n 450.913/PR-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 17/5/11) (Grifo nosso). A alegada contrariedade ao artigo 40, § 8..., da Constituição tampouco prospera, haja vista que o acórdão recorrido assim consignou: ‘(...) o referido julgado reflete bem o caso dos autos, em que a gratificação paga aos servidores em atividade não atende a qualquer compensação por trabalho extraordinário ou que exija habilitação específica, tendo, portanto, caráter genérico, pois deferida indistintamente a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 858614 AGR / BA todos os servidores da ativa, não passando de aumento de remuneração disfarçado de gratificação’. Assim, o acolhimento da pretensão recursal quanto à impossibilidade da incorporação da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho – CET demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e da legislação local pertinente, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AI 791.292-QO-RG (TEMA 339). GRATIFICAÇÃO POR CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO – CET. INCORPORAÇÃO AOS PROVENTOS DA INATIVIDADE. OFENSA A DIREITO LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. CUMULAÇÃO DE VANTAGENS COM IDÊNTICO FATO GERADOR. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 752.559/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 17/9/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. GRATIFICAÇÃO POR CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO – CET. LEI ESTADUAL N. 7.990/2001 E 6.677/1994. PRÉVIA ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 796.089/BA-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/3/14). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA todos os servidores da ativa, não passando de aumento de remuneração disfarçado de gratificação’. Assim, o acolhimento da pretensão recursal quanto à impossibilidade da incorporação da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho – CET demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e da legislação local pertinente, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AI 791.292-QO-RG (TEMA 339). GRATIFICAÇÃO POR CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO – CET. INCORPORAÇÃO AOS PROVENTOS DA INATIVIDADE. OFENSA A DIREITO LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. CUMULAÇÃO DE VANTAGENS COM IDÊNTICO FATO GERADOR. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 752.559/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 17/9/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. GRATIFICAÇÃO POR CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO – CET. LEI ESTADUAL N. 7.990/2001 E 6.677/1994. PRÉVIA ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 796.089/BA-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/3/14). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 858614 AGR / BA Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência da Corte que está consolidada no sentido de que a discussão acerca da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas de gratificação concedida aos servidores em atividade, bem como sobre a natureza jurídica da vantagem, está restrita à interpretação da legislação local. Nesse sentido, mencionem-se os seguintes julgados: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636. Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8..., da Constituição da República’ (Recurso Extraordinário n 586.949/MG, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJ de 13/3/09 – grifei). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduz o agravante, in verbis, que se trata de “(...) recurso extraordinário interposto contra acórdão que reconheceu o direito dos substituídos da Associação ora, a reajuste de proventos percebidos a título de aposentadoria, não obstante a reforma constitucional promovida pela EC 41/03, a qual extinguiu a paridade entre a remuneração dos servidores 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência da Corte que está consolidada no sentido de que a discussão acerca da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas de gratificação concedida aos servidores em atividade, bem como sobre a natureza jurídica da vantagem, está restrita à interpretação da legislação local. Nesse sentido, mencionem-se os seguintes julgados: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636. Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8..., da Constituição da República’ (Recurso Extraordinário n 586.949/MG, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJ de 13/3/09 – grifei). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduz o agravante, in verbis, que se trata de “(...) recurso extraordinário interposto contra acórdão que reconheceu o direito dos substituídos da Associação ora, a reajuste de proventos percebidos a título de aposentadoria, não obstante a reforma constitucional promovida pela EC 41/03, a qual extinguiu a paridade entre a remuneração dos servidores 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 858614 AGR / BA ativos e a dos que percebem benefícios previdenciários. (…) Registre-se que, recentemente, foi publicado acórdão de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral reconhecida, em que foi consignada a impropriedade da extensão aos servidores aposentador das vantagens concedidas a servidores ativos em razão de inexistência de direito adquirido a regime jurídico [Recurso Extraordinário n 606.199]. (…) (…) À míngua da inexistência de previsão normativa para a percepção da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho – CET de servidores aposentados, o poder judiciário estendeu aos substituídos da Associação Agravada direito que o legislador positivo poderia ter previsto, mas não previu por opção”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA ativos e a dos que percebem benefícios previdenciários. (…) Registre-se que, recentemente, foi publicado acórdão de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral reconhecida, em que foi consignada a impropriedade da extensão aos servidores aposentador das vantagens concedidas a servidores ativos em razão de inexistência de direito adquirido a regime jurídico [Recurso Extraordinário n 606.199]. (…) (…) À míngua da inexistência de previsão normativa para a percepção da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho – CET de servidores aposentados, o poder judiciário estendeu aos substituídos da Associação Agravada direito que o legislador positivo poderia ter previsto, mas não previu por opção”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) [N]ossos pretórios têm decidido que se a verba relativa à gratificação paga aos servidores em atividade não representa retribuição pelo desempenho, consistindo apenas em um aumento de salário, sob roupagem de gratificação, deve ser incorporada aos proventos dos aposentados ou pensionistas, conforme disposto no § 8... do art. 40 da Constituição Federal. (…) O referido julgado reflete bem o caso dos casos, em que a gratificação paga aos servidores em atividade não atende a qualquer compensação por trabalho extraordinário ou que exija habilitação específica, tendo, portanto, caráter genérico, pois deferida indistintamente a todos os servidores da ativa, não passando de aumento de remuneração disfarçado de gratificação.” Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem assentou que a gratificação por condições especiais de trabalho (CET) seria vantagem de caráter geral e, portanto, extensível aos servidores inativos, representados pela ora agravada. A jurisprudência desta Corte é no sentido da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das vantagens concedidas sem caráter geral e sem distinções aos servidores em atividade. Nesse sentido, anotem-se os recentes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO. CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. NATUREZA JURÍDICA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) [N]ossos pretórios têm decidido que se a verba relativa à gratificação paga aos servidores em atividade não representa retribuição pelo desempenho, consistindo apenas em um aumento de salário, sob roupagem de gratificação, deve ser incorporada aos proventos dos aposentados ou pensionistas, conforme disposto no § 8... do art. 40 da Constituição Federal. (…) O referido julgado reflete bem o caso dos casos, em que a gratificação paga aos servidores em atividade não atende a qualquer compensação por trabalho extraordinário ou que exija habilitação específica, tendo, portanto, caráter genérico, pois deferida indistintamente a todos os servidores da ativa, não passando de aumento de remuneração disfarçado de gratificação.” Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem assentou que a gratificação por condições especiais de trabalho (CET) seria vantagem de caráter geral e, portanto, extensível aos servidores inativos, representados pela ora agravada. A jurisprudência desta Corte é no sentido da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das vantagens concedidas sem caráter geral e sem distinções aos servidores em atividade. Nesse sentido, anotem-se os recentes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO. CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. NATUREZA JURÍDICA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 858614 AGR / BA AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. A decisão recorrida está alinhada à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que as vantagens de caráter geral, concedidas aos servidores da ativa, são extensíveis aos inativos, conforme o disposto no art. 40, § 8..., da Constituição. Precedentes. Divergir da conclusão do Tribunal de origem acerca da natureza da gratificação, demandaria a análise da legislação local. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 441.889/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 11/11/14). “Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Direito Administrativo e Constitucional. Mandado de segurança. Pretendida extensão a servidora inativa de gratificação atribuída a professores em efetivo exercício da docência na rede pública estadual de ensino. Possibilidade de extensão da verba aos servidores inativos, por ser ela dotada de caráter geral. Inteligência do art. 40, § 8..., da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal aplicáveis ao caso. Fixação das teses. Recurso não provido. 1. A Verba de Incentivo de Aprimoramento à Docência, instituída pela Lei Complementar n 159, de 18/3/04, do Estado de Mato Grosso, constitui vantagem remuneratória concedida indistintamente aos professores ativos, sendo, portanto, extensível aos professores inativos e pensionistas, nos termos do art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988. 2. A recorrida, na condição de professora aposentada antes da EC n 41/2003, preencheu os requisitos constitucionais para que seja reconhecido o seu direito ao percebimento dessa verba. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 4. Fixação das teses do julgado, para que gerem efeitos erga omnes e para que os objetivos da tutela jurisdicional especial alcancem de forma eficiente os seus resultados jurídicos, nos seguintes termos: i) as vantagens remuneratórias legítimas e de caráter geral conferidas a determinada categoria, carreira ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores inativos e pensionistas; 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. A decisão recorrida está alinhada à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que as vantagens de caráter geral, concedidas aos servidores da ativa, são extensíveis aos inativos, conforme o disposto no art. 40, § 8..., da Constituição. Precedentes. Divergir da conclusão do Tribunal de origem acerca da natureza da gratificação, demandaria a análise da legislação local. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 441.889/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 11/11/14). “Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Direito Administrativo e Constitucional. Mandado de segurança. Pretendida extensão a servidora inativa de gratificação atribuída a professores em efetivo exercício da docência na rede pública estadual de ensino. Possibilidade de extensão da verba aos servidores inativos, por ser ela dotada de caráter geral. Inteligência do art. 40, § 8..., da Constituição Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal aplicáveis ao caso. Fixação das teses. Recurso não provido. 1. A Verba de Incentivo de Aprimoramento à Docência, instituída pela Lei Complementar n 159, de 18/3/04, do Estado de Mato Grosso, constitui vantagem remuneratória concedida indistintamente aos professores ativos, sendo, portanto, extensível aos professores inativos e pensionistas, nos termos do art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988. 2. A recorrida, na condição de professora aposentada antes da EC n 41/2003, preencheu os requisitos constitucionais para que seja reconhecido o seu direito ao percebimento dessa verba. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 4. Fixação das teses do julgado, para que gerem efeitos erga omnes e para que os objetivos da tutela jurisdicional especial alcancem de forma eficiente os seus resultados jurídicos, nos seguintes termos: i) as vantagens remuneratórias legítimas e de caráter geral conferidas a determinada categoria, carreira ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores inativos e pensionistas; 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 858614 AGR / BA ii) nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais ns 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à aposentadoria antes da EC n 41/2003; iii) com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC n 41/2003, deverão ser observados os requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7..., em virtude da extinção da paridade integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988 para os servidores que ingressaram no serviço público após a publicação da referida emenda; iv) por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC n 41/2003 e se aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência das regras de transição fixadas pela EC n 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência da EC n 41/2003, conforme decidido nos autos do Recurso Extraordinário n 590.260/SP, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/6/09” (Recurso Extraordinário n 596.962/MT, Tribunal Pleno, de minha relatoria, DJe de 30/10/14). “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 40, § 4..., DA Constituição Federal de 1988/88, NA REDAÇÃO ORIGINAL. PRECEITO DE EFICÁCIA IMEDIATA. PRECEDENTES. BENEFÍCIO CONCEDIDO EM CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. POSSIBILIDADE. MUNICÍPIO DE VILA VELHA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. ÓBICE DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Esta Corte possui sedimentado o entendimento de que a norma constante na redação original do art. 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988/88 possui eficácia imediata, independendo de lei regulamentadora o direito ali assegurado. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no entendimento de que são extensivas aos inativos todas as vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em atividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 527.656/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA ii) nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais ns 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à aposentadoria antes da EC n 41/2003; iii) com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC n 41/2003, deverão ser observados os requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7..., em virtude da extinção da paridade integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988 para os servidores que ingressaram no serviço público após a publicação da referida emenda; iv) por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC n 41/2003 e se aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência das regras de transição fixadas pela EC n 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência da EC n 41/2003, conforme decidido nos autos do Recurso Extraordinário n 590.260/SP, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/6/09” (Recurso Extraordinário n 596.962/MT, Tribunal Pleno, de minha relatoria, DJe de 30/10/14). “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 40, § 4..., DA Constituição Federal de 1988/88, NA REDAÇÃO ORIGINAL. PRECEITO DE EFICÁCIA IMEDIATA. PRECEDENTES. BENEFÍCIO CONCEDIDO EM CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. POSSIBILIDADE. MUNICÍPIO DE VILA VELHA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. ÓBICE DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Esta Corte possui sedimentado o entendimento de que a norma constante na redação original do art. 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988/88 possui eficácia imediata, independendo de lei regulamentadora o direito ali assegurado. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no entendimento de que são extensivas aos inativos todas as vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em atividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 527.656/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 858614 AGR / BA Zavascki, DJe de 23/8/13). Ademais, conforme assentado na decisão agravada, para reformar o acórdão recorrido, seria necessário reavaliar a natureza da gratificação em comento – se concedida em caráter geral ou condicionada a critérios específicos –, a depender da forma como regulamentada pela norma que a instituiu e de o servidor preencher ou não os requisitos legais para a percepção da referida vantagem. A análise dessas questões demanda a interpretação da legislação local e o reexame dos fatos e das provas da causa, cujo exame é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Em situações análogas às dos autos, esta Corte assim se tem pronunciado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Gratificação por condições especiais de trabalho (CET). Incorporação. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da questão em recurso extraordinário. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (ARE n 788.827/BA-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/6/14). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA Zavascki, DJe de 23/8/13). Ademais, conforme assentado na decisão agravada, para reformar o acórdão recorrido, seria necessário reavaliar a natureza da gratificação em comento – se concedida em caráter geral ou condicionada a critérios específicos –, a depender da forma como regulamentada pela norma que a instituiu e de o servidor preencher ou não os requisitos legais para a percepção da referida vantagem. A análise dessas questões demanda a interpretação da legislação local e o reexame dos fatos e das provas da causa, cujo exame é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Em situações análogas às dos autos, esta Corte assim se tem pronunciado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Gratificação por condições especiais de trabalho (CET). Incorporação. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da questão em recurso extraordinário. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (ARE n 788.827/BA-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/6/14). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 858614 AGR / BA “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. POLICIAIS MILITARES INATIVOS. INCORPORÇÃO AOS PROVENTOS DA GRATIFICAÇÃO DE CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO. LEIS ESTADUAIS nS 2.323/1966, 4.344/1984 e 6.677/1994. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 791.306/BA-AgR, Primeira Turma, Roberto Barroso, DJe de 14/5/14). Anote-se que não se aplica ao caso o que decidido pelo Plenário desta corte no Recurso Extraordinário n 606.199/PR-RG. Com efeito, no citado paradigma, reconheceu-se, sob o rito da repercussão geral, a inexistência de “direito adquirido de servidores públicos estaduais aposentados à permanência em determinada classe, não obstante o advento de lei estadual que, ao promover a reclassificação de cargos, reenquadra-os em classe inferior”. No presente caso, a agravada pretendia tão somente que a gratificação, paga indistintamente aos servidores em atividade, fosse concedida aos inativos e pensionistas, não havendo qualquer pretensão no sentido do reenquadramento na carreira. Por fim, não há falar em impossibilidade de extensão da vantagem em comento em razão do advento da EC 41/03, uma vez que essa questão não foi debatida pelas instâncias de origem, tampouco restou consignada a data em que os representados pela associação implementaram os requisitos para aposentadoria. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Supremo Tribunal Federal ARE 858614 AGR / BA “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. POLICIAIS MILITARES INATIVOS. INCORPORÇÃO AOS PROVENTOS DA GRATIFICAÇÃO DE CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO. LEIS ESTADUAIS nS 2.323/1966, 4.344/1984 e 6.677/1994. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 791.306/BA-AgR, Primeira Turma, Roberto Barroso, DJe de 14/5/14). Anote-se que não se aplica ao caso o que decidido pelo Plenário desta corte no Recurso Extraordinário n 606.199/PR-RG. Com efeito, no citado paradigma, reconheceu-se, sob o rito da repercussão geral, a inexistência de “direito adquirido de servidores públicos estaduais aposentados à permanência em determinada classe, não obstante o advento de lei estadual que, ao promover a reclassificação de cargos, reenquadra-os em classe inferior”. No presente caso, a agravada pretendia tão somente que a gratificação, paga indistintamente aos servidores em atividade, fosse concedida aos inativos e pensionistas, não havendo qualquer pretensão no sentido do reenquadramento na carreira. Por fim, não há falar em impossibilidade de extensão da vantagem em comento em razão do advento da EC 41/03, uma vez que essa questão não foi debatida pelas instâncias de origem, tampouco restou consignada a data em que os representados pela associação implementaram os requisitos para aposentadoria. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194834. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA - ASFEB ADV.(A/S) : ÉVELIN DIAS DE CARVALHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095741 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.614 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA - ASFEB ADV.(A/S) : ÉVELIN DIAS DE CARVALHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095741 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858 . 614", "Súmulas ns 280", "ARE 858614 AGR / BA", "ARE 858614 AGR / BA", "ARE 858614 AGR / BA", "ARE 858614 AGR / BA", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 858614 AGR / BA", "Recurso Extraordinário n 450 . 913 / PR - AgR", "ARE 858614 AGR / BA", "Recurso Extraordinário n 450 . 913 / PR - AgR", "ARE 858614 AGR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 752 . 559 / BA - AgR", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 796 . 089 / BA - AgR", "ARE 858614 AGR /", "AI 791 . 292 - QO - RG", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 752 . 559 / BA - AgR", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 796 . 089 / BA - AgR", "ARE 858614 AGR / BA", "Recurso Extraordinário n 586 . 949 / MG", "ARE 858614 AGR / BA", "Recurso Extraordinário n 586 . 949 / MG", "ARE 858614 AGR / BA", "Recurso Extraordinário n 606 . 199", "ARE 858614 AGR / BA", "Recurso Extraordinário n 606 . 199", "AGRAVO 858 . 614", "ARE 858614 AGR", "AI n 441 . 889 / PR - AgR", "AI n 441 . 889 / PR - AgR", "Recurso Extraordinário n 590 . 260 / SP", "Recurso Extraordinário n 596 . 962 / MT", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 527 . 656 / ES - AgR", "ARE 858614 AGR / BA", "Recurso Extraordinário n 590 . 260 / SP", "Recurso Extraordinário n 596 . 962 / MT", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 527 . 656 / ES - AgR", "Súmulas ns 280", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 788 . 827 / BA - AgR", "ARE 858614 AGR / BA", "Súmulas ns 280", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 788 . 827 / BA - AgR", "ARE 858614 AGR / BA", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 791 . 306 / BA - AgR", "Recurso Extraordinário n 606 . 199 / PR - RG", "ARE 858614 AGR / BA", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 791 . 306 / BA - AgR", "Recurso Extraordinário n 606 . 199 / PR - RG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 40 , § 8 . . . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 40 , § 8 . . . DA", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 8 . . . do art . 40 da Constituição da República", "artigos 5 . . . , inciso LXX , alínea ‘ b ’ , e 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "artigo 323 do", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 8 . . . do art . 40 da Constituição da República", "artigos 5 . . . , inciso LXX , alínea ‘ b ’ , e 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "artigo 323 do", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LXX , alínea ‘ b ’ , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "artigo 5 . .", "artigo 40 , § 8 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LXX , alínea ‘ b ’ , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "artigo 5 . . . , incisos LXIX e LXX , alínea ‘ b ’ , da Constituição Federal", "artigo 40 , § 8 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL N . 7 . 990 /", "6", ".", "677", "/", "1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL N . 7 . 990 / 2001", "6", ".", "677", "/", "1994", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição da República", "EC 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição da República", "EC 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "§ 8 . . . do art . 40 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 8 . . . do art . 40 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Lei Complementar n 159", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Lei Complementar n 159", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas Constitucionais ns 20 / 1998", "41", "/", "2003", "EC n 41 / 2003", "EC n 41 / 2003", "art . 40 , § 8 . . . , da", "Constituição Federal de 1988", "EC n 41 / 2003", "EC n 47 / 2005", "EC n 41 / 2003", "ART . 40 , § 4 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 40 , § 4 . . . , da", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas Constitucionais ns 20 / 1998", "41", "/", "2003", "EC n 41 / 2003", "EC n 41 / 2003", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC n 41 / 2003", "EC n 47 / 2005", "EC n 41 / 2003", "ART . 40 , § 4 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS ESTADUAIS nS 2 . 323 / 1966", "4", ".", "344", "/", "1984", "6", ".", "677", "/", "1994", "EC 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS ESTADUAIS nS 2 . 323 / 1966", "4", ".", "344", "/", "1984", "6", ".", "677", "/", "1994", "EC 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Brasília", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Estado da Bahia", "Estado da Bahia", "BAHIA", "BAHIA", "Estado de Mato Grosso", "Estado de Mato Grosso", "MUNICÍPIO DE VILA VELHA", "VILA VELHA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA", "ASFEB", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO", "ASFEB", "Estado", "Tribunal de Justiça do Estado da Bahia", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA", "ASFEB", "Estado", "Tribunal de Justiça do Estado da Bahia", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "BA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "BA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA", "ASFEB", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FISCAIS DO ESTADO DA BAHIA", "ASFEB", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "ÉVELIN DIAS DE CARVALHO", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ÉVELIN DIAS DE CARVALHO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ÉVELIN DIAS DE CARVALHO", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Teori", "Ricardo Lewandowski", "Teori", "DIAS TOFFOLI", "Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "ÉVELIN DIAS DE CARVALHO", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "ÉVELIN DIAS DE CARVALHO", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "03", "/", "2015", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "9", "/", "05", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "9", "/", "05", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "9", "/", "13", "24", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "9", "/", "13", "24", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "3", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "3", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "14", "18", "/", "3", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "14", "18", "/", "3", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "6", "/", "09", "30", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "6", "/", "09", "30", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "8", "/", "13", "2", "/", "6", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "8", "/", "13", "2", "/", "6", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :N DE S E S REPRESENTADA POR S S DE S ADV.(A/S) :RITA DE CARVALHO SILVA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Concessão de pensão por morte. 3. Controvérsia decidida à luz da interpretação dada pelo Tribunal a quo a dispositivo legal aplicável ao caso (Lei 7.249/98, do Estado da Bahia). Súmula 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8137575. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :N DE S E S REPRESENTADA POR S S DE S ADV.(A/S) :RITA DE CARVALHO SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 154-157, que negou seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento na jurisprudência e na Súmula 280. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que: “(...) o Estado da Bahia insurge-se contra o acórdão proferido pelo Tribunal a quo, que reconheceu o direito da Agravada à percepção de pensão por morte, tendo em vista a ausência de previsão legal que vincule a Administração Pública à concessão do referido benefício previdenciário.” (Fl. 162). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8137576. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :N DE S E S REPRESENTADA POR S S DE S ADV.(A/S) :RITA DE CARVALHO SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 154-157, que negou seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento na jurisprudência e na Súmula 280. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que: “(...) o Estado da Bahia insurge-se contra o acórdão proferido pelo Tribunal a quo, que reconheceu o direito da Agravada à percepção de pensão por morte, tendo em vista a ausência de previsão legal que vincule a Administração Pública à concessão do referido benefício previdenciário.” (Fl. 162). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8137576. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Reitero que, no presente caso, o Tribunal de origem assegurou à parte recorrida o benefício previdenciário com base na legislação local aplicável (Lei estadual n. 7.249/98). Assim, para divergir do entendimento adotado, seria imprescindível prévia análise e interpretação da referida legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280/STF, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Cito, a propósito, o ARE-AgR 642.527/RJ, rel. min. Rosa Weber, assim ementado: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE PENSÃO POR MORTE. FILHA SOLTEIRA. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA. APLICAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/STF. Controvérsia limitada à aplicação de legislação local, a inviabilizar o reexame da matéria na via extraordinária. Aplicação da Súmula 280/STF: por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8137577. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Reitero que, no presente caso, o Tribunal de origem assegurou à parte recorrida o benefício previdenciário com base na legislação local aplicável (Lei estadual n. 7.249/98). Assim, para divergir do entendimento adotado, seria imprescindível prévia análise e interpretação da referida legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280/STF, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Cito, a propósito, o ARE-AgR 642.527/RJ, rel. min. Rosa Weber, assim ementado: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE PENSÃO POR MORTE. FILHA SOLTEIRA. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA. APLICAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/STF. Controvérsia limitada à aplicação de legislação local, a inviabilizar o reexame da matéria na via extraordinária. Aplicação da Súmula 280/STF: por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8137577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : N DE S E S REPRESENTADA POR S S DE S ADV.(A/S) : RITA DE CARVALHO SILVA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095737 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : N DE S E S REPRESENTADA POR S S DE S ADV.(A/S) : RITA DE CARVALHO SILVA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095737 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8182767
2015-03-17T00:00:00
2015-04-09T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Concessão de pensão por morte. 3. Controvérsia decidida à luz da interpretação dada pelo Tribunal a quo a dispositivo legal aplicável ao caso (Lei 7.249/98, do Estado da Bahia). Súmula 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur299756
- Acórdão(s) citado(s): (REVISÃO, PENSÃO) ARE 642527 AgR (1ªT). Número de páginas: 4. Análise: 23/04/2015, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
857429
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-007249 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA, BA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 857429 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : N DE S E S REPRESENTADA POR S S DE S ADV.(A/S) : RITA DE CARVALHO SILVA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :N DE S E S REPRESENTADA POR S S DE S ADV.(A/S) :RITA DE CARVALHO SILVA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Concessão de pensão por morte. 3. Controvérsia decidida à luz da interpretação dada pelo Tribunal a quo a dispositivo legal aplicável ao caso (Lei 7.249/98, do Estado da Bahia). Súmula 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de março de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8137575. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :N DE S E S REPRESENTADA POR S S DE S ADV.(A/S) :RITA DE CARVALHO SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 154-157, que negou seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento na jurisprudência e na Súmula 280. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que: “(...) o Estado da Bahia insurge-se contra o acórdão proferido pelo Tribunal a quo, que reconheceu o direito da Agravada à percepção de pensão por morte, tendo em vista a ausência de previsão legal que vincule a Administração Pública à concessão do referido benefício previdenciário.” (Fl. 162). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8137576. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :N DE S E S REPRESENTADA POR S S DE S ADV.(A/S) :RITA DE CARVALHO SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 154-157, que negou seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento na jurisprudência e na Súmula 280. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que: “(...) o Estado da Bahia insurge-se contra o acórdão proferido pelo Tribunal a quo, que reconheceu o direito da Agravada à percepção de pensão por morte, tendo em vista a ausência de previsão legal que vincule a Administração Pública à concessão do referido benefício previdenciário.” (Fl. 162). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8137576. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Reitero que, no presente caso, o Tribunal de origem assegurou à parte recorrida o benefício previdenciário com base na legislação local aplicável (Lei estadual n. 7.249/98). Assim, para divergir do entendimento adotado, seria imprescindível prévia análise e interpretação da referida legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280/Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Cito, a propósito, o ARE-AgR 642.527/RJ, rel. min. Rosa Weber, assim ementado: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE PENSÃO POR MORTE. FILHA SOLTEIRA. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA. APLICAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. Controvérsia limitada à aplicação de legislação local, a inviabilizar o reexame da matéria na via extraordinária. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8137577. Supremo Tribunal Federal 17/03/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Reitero que, no presente caso, o Tribunal de origem assegurou à parte recorrida o benefício previdenciário com base na legislação local aplicável (Lei estadual n. 7.249/98). Assim, para divergir do entendimento adotado, seria imprescindível prévia análise e interpretação da referida legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280/Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Cito, a propósito, o ARE-AgR 642.527/RJ, rel. min. Rosa Weber, assim ementado: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE PENSÃO POR MORTE. FILHA SOLTEIRA. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA. APLICAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. Controvérsia limitada à aplicação de legislação local, a inviabilizar o reexame da matéria na via extraordinária. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8137577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 17/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : N DE S E S REPRESENTADA POR S S DE S ADV.(A/S) : RITA DE CARVALHO SILVA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095737 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.429 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : N DE S E S REPRESENTADA POR S S DE S ADV.(A/S) : RITA DE CARVALHO SILVA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8095737 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "Enunciado 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 642 . 527 / RJ", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 857 . 429", "ARE", "-", "AgR 642 . 527 / RJ", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 7 . 249 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n . 7 . 249 / 98", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n . 7 . 249 / 98", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Estado da Bahia", "Brasília", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Estado da Bahia", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Estado da Bahia", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BAHIA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RITA DE CARVALHO SILVA", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RITA DE CARVALHO SILVA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RITA DE CARVALHO SILVA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "RITA DE CARVALHO SILVA", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "RITA DE CARVALHO SILVA", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco" ], "TEMPO": [ "17", "/", "03", "/", "2015", "17 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2015", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DATAMEC S/A - SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS ADV.(A/S) :MARCOS RODRIGUES FARIAS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. EXTINÇÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA. ARTIGO 4º, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº 9.249/1995. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. DESCABIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. 1. As Turmas desta Corte tem reiteradamente afirmado que a controvérsia sobre a revogação da correção monetária, prevista no artigo 4º da Lei nº 9.249/1995, é de índole infraconstitucional, de modo que eventual ofensa ao texto da Lei Maior, se existente, seria reflexa ou indireta, dando azo ao descabimento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. O acórdão impugnado pelo recurso extraordinário assentou, verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA – TRIBUTÁRIO – CORREÇÃO MONETÁRIA DE BALANÇO – LEI Nº 9249 DE 1995 – UTILIZAÇÃO DA UFIR COMO INDEXADOR – IMPOSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE PERMISSIVO LEGAL. I - Não é dado ao contribuinte o direito de utilizar, ao seu talante, o índice de correção monetária que considere mais apto a refletir a real desvalorização da moeda, porquanto tal definição deve advir de expressa disposição contida em lei formal. Precedentes jurisprudenciais do Colendo STJ. II - A Lei nº 9.249/95, ao revogar a correção monetária das demonstrações financeiras a que alude a Lei nº 7.799, de 10 de julho de 1989, e o art. 1º da Lei nº 8.200, de 28 de junho de 1991, bem como vedar a utilização de qualquer sistema Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285268. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 410905 AGR / RJ de correção monetária, inclusive para fins societários, pôs-se em sintonia com a estabilidade monetária atingida com o advento do Plano Real, o qual logrou êxito em estancar um longo processo inflacionário historicamente presente no cenário econômico nacional. III - Recurso desprovido.”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de abril de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285268. Supremo Tribunal Federal RE 410905 AGR / RJ de correção monetária, inclusive para fins societários, pôs-se em sintonia com a estabilidade monetária atingida com o advento do Plano Real, o qual logrou êxito em estancar um longo processo inflacionário historicamente presente no cenário econômico nacional. III - Recurso desprovido.”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de abril de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DATAMEC S/A - SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS ADV.(A/S) :MARCOS RODRIGUES FARIAS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela DATAMEC S/A SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS contra decisão de minha lavra que tem a seguinte ementa: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. EXTINÇÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. DERROGAÇÃO IMPOSTA PELO ARTIGO 4º, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº 9.249/1995. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO.” Nas razões do agravo sustenta o desacerto da decisão. Alega que o STJ tem atribuído à controvérsia natureza eminentemente constitucional. Aduz que o pleito do recurso extraordinário é o reconhecimento da inconstitucionalidade do artigo 4º, parágrafo único, da Lei nº 9.249/1995, na linha de raciocínio do voto de Min. Cezar Peluso no RE 208.526. Requer, ao fim, a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do feito ao conhecimento da Turma. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285269. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DATAMEC S/A - SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS ADV.(A/S) :MARCOS RODRIGUES FARIAS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela DATAMEC S/A SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS contra decisão de minha lavra que tem a seguinte ementa: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. EXTINÇÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. DERROGAÇÃO IMPOSTA PELO ARTIGO 4º, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº 9.249/1995. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO.” Nas razões do agravo sustenta o desacerto da decisão. Alega que o STJ tem atribuído à controvérsia natureza eminentemente constitucional. Aduz que o pleito do recurso extraordinário é o reconhecimento da inconstitucionalidade do artigo 4º, parágrafo único, da Lei nº 9.249/1995, na linha de raciocínio do voto de Min. Cezar Peluso no RE 208.526. Requer, ao fim, a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do feito ao conhecimento da Turma. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285269. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Fica evidente nas alegações recursais que a agravante não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Impende assinalar que a questão analisada no RE 208.526 é distinta da controvérsia em tela. Lá discutiu-se se a fixação do índice de correção monetária, inferior ao índice inflacionário, afrontou o conceito de renda. Aqui, ao contrário, a tese sub examine contesta a derrogação das normas de correção monetária das demonstrações financeiras em face do advento do Plano Real. De todo modo, as Turmas desta Corte, inclusive após o julgamento do RE 208.526, tem reiteradamente afirmado que a presente controvérsia é de índole infraconstitucional. Em razão disso, eventual ofensa ao texto da Lei Maior, se existente, seria reflexa ou indireta, dando azo ao descabimento do recurso extraordinário. Confira, nesse sentido: “DIREITO TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. CORREÇÃO MONETÁRIA. LEI nº 9.249/95. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.9.2007. A controvérsia referente à modificação do critério material de incidência do Imposto sobre a Renda e da CSLL, em virtude da supressão da correção monetária, implementada pela Lei nº 9.249/95, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285270. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Fica evidente nas alegações recursais que a agravante não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Impende assinalar que a questão analisada no RE 208.526 é distinta da controvérsia em tela. Lá discutiu-se se a fixação do índice de correção monetária, inferior ao índice inflacionário, afrontou o conceito de renda. Aqui, ao contrário, a tese sub examine contesta a derrogação das normas de correção monetária das demonstrações financeiras em face do advento do Plano Real. De todo modo, as Turmas desta Corte, inclusive após o julgamento do RE 208.526, tem reiteradamente afirmado que a presente controvérsia é de índole infraconstitucional. Em razão disso, eventual ofensa ao texto da Lei Maior, se existente, seria reflexa ou indireta, dando azo ao descabimento do recurso extraordinário. Confira, nesse sentido: “DIREITO TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. CORREÇÃO MONETÁRIA. LEI nº 9.249/95. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.9.2007. A controvérsia referente à modificação do critério material de incidência do Imposto sobre a Renda e da CSLL, em virtude da supressão da correção monetária, implementada pela Lei nº 9.249/95, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285270. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 410905 AGR / RJ não alcança status constitucional, nos termos da jurisprudência pacífica desta Corte. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir de análise restrita à legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão de origem (Lei nº 9.249/95), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Restou desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI 723.764-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 1º/10/2014). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. REVOGAÇÃO. ART. 4º DA LEI 9.249/1995. PODER JUDICIÁRIO. ATUAÇÃO COMO LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo. Precedentes. II – Este Tribunal possui entendimento no sentido de que matéria em discussão é de índole infraconstitucional. Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 599.850-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 14/8/2014) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285270. Supremo Tribunal Federal RE 410905 AGR / RJ não alcança status constitucional, nos termos da jurisprudência pacífica desta Corte. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir de análise restrita à legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão de origem (Lei nº 9.249/95), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Restou desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI 723.764-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 1º/10/2014). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. REVOGAÇÃO. ART. 4º DA LEI 9.249/1995. PODER JUDICIÁRIO. ATUAÇÃO COMO LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo. Precedentes. II – Este Tribunal possui entendimento no sentido de que matéria em discussão é de índole infraconstitucional. Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 599.850-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 14/8/2014) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285270. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tinha, inclusive, destaque para esse processo que foi retirado. Divirjo no de número 2 da lista, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 410.905, Rio de Janeiro. É a problemática da extinção da correção monetária, considerados os demonstrativos financeiros. Se não há a correção monetária do ativo, o que se tem é imposto de renda sobre esse mesmo ativo, ante o descompasso, considerado o mercado. Por isso provejo esse agravo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Esse eu não provi, porque foi discutido sob o ângulo infraconstitucional da Lei nº 9.249/95. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8365450. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tinha, inclusive, destaque para esse processo que foi retirado. Divirjo no de número 2 da lista, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 410.905, Rio de Janeiro. É a problemática da extinção da correção monetária, considerados os demonstrativos financeiros. Se não há a correção monetária do ativo, o que se tem é imposto de renda sobre esse mesmo ativo, ante o descompasso, considerado o mercado. Por isso provejo esse agravo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Esse eu não provi, porque foi discutido sob o ângulo infraconstitucional da Lei nº 9.249/95. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8365450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : DATAMEC S/A - SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS ADV.(A/S) : MARCOS RODRIGUES FARIAS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350919 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : DATAMEC S/A - SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS ADV.(A/S) : MARCOS RODRIGUES FARIAS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350919 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8370258
2015-04-14T00:00:00
2015-05-07T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. EXTINÇÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA. ARTIGO 4º, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº 9.249/1995. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. DESCABIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. 1. As Turmas desta Corte tem reiteradamente afirmado que a controvérsia sobre a revogação da correção monetária, prevista no artigo 4º da Lei nº 9.249/1995, é de índole infraconstitucional, de modo que eventual ofensa ao texto da Lei Maior, se existente, seria reflexa ou indireta, dando azo ao descabimento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. O acórdão impugnado pelo recurso extraordinário assentou, verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA – TRIBUTÁRIO – CORREÇÃO MONETÁRIA DE BALANÇO – LEI Nº 9249 DE 1995 – UTILIZAÇÃO DA UFIR COMO INDEXADOR – IMPOSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE PERMISSIVO LEGAL. I - Não é dado ao contribuinte o direito de utilizar, ao seu talante, o índice de correção monetária que considere mais apto a refletir a real desvalorização da moeda, porquanto tal definição deve advir de expressa disposição contida em lei formal. Precedentes jurisprudenciais do Colendo STJ. II - A Lei nº 9.249/95, ao revogar a correção monetária das demonstrações financeiras a que alude a Lei nº 7.799, de 10 de julho de 1989, e o art. 1º da Lei nº 8.200, de 28 de junho de 1991, bem como vedar a utilização de qualquer sistema de correção monetária, inclusive para fins societários, pôs-se em sintonia com a estabilidade monetária atingida com o advento do Plano Real, o qual logrou êxito em estancar um longo processo inflacionário historicamente presente no cenário econômico nacional. III - Recurso desprovido.”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur303083
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 599850 AgR (2ªT), AI 723764 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 25/05/2015, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
410905
[ "LEG-FED LEI-007799 ANO-1989\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008200 ANO-1991\n ART-00001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009249 ANO-1995\n ART-00004 PAR-ÚNICO\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 410905 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DATAMEC S/A - SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS ADV.(A/S) : MARCOS RODRIGUES FARIAS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DATAMEC S/A - SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS ADV.(A/S) :MARCOS RODRIGUES FARIAS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. EXTINÇÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA. ARTIGO 4..., PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI n 9.249/1995. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. DESCABIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. 1. As Turmas desta Corte tem reiteradamente afirmado que a controvérsia sobre a revogação da correção monetária, prevista no artigo 4... da Lei n 9.249/1995, é de índole infraconstitucional, de modo que eventual ofensa ao texto da Lei Maior, se existente, seria reflexa ou indireta, dando azo ao descabimento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. O acórdão impugnado pelo recurso extraordinário assentou, verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA – TRIBUTÁRIO – CORREÇÃO MONETÁRIA DE BALANÇO – LEI n 9249 DE 1995 – UTILIZAÇÃO DA UFIR COMO INDEXADOR – IMPOSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE PERMISSIVO LEGAL. I - Não é dado ao contribuinte o direito de utilizar, ao seu talante, o índice de correção monetária que considere mais apto a refletir a real desvalorização da moeda, porquanto tal definição deve advir de expressa disposição contida em lei formal. Precedentes jurisprudenciais do Colendo Superior Tribunal de Justiça. II - A Lei n 9.249/95, ao revogar a correção monetária das demonstrações financeiras a que alude a Lei n 7.799, de 10 de julho de 1989, e o art. 1... da Lei n 8.200, de 28 de junho de 1991, bem como vedar a utilização de qualquer sistema Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285268. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 410905 AGR / RJ de correção monetária, inclusive para fins societários, pôs-se em sintonia com a estabilidade monetária atingida com o advento do Plano Real, o qual logrou êxito em estancar um longo processo inflacionário historicamente presente no cenário econômico nacional. III - Recurso desprovido.”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de abril de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285268. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 410905 AGR / RJ de correção monetária, inclusive para fins societários, pôs-se em sintonia com a estabilidade monetária atingida com o advento do Plano Real, o qual logrou êxito em estancar um longo processo inflacionário historicamente presente no cenário econômico nacional. III - Recurso desprovido.”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de abril de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DATAMEC S/A - SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS ADV.(A/S) :MARCOS RODRIGUES FARIAS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela DATAMEC S/A SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS contra decisão de minha lavra que tem a seguinte ementa: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. EXTINÇÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. DERROGAÇÃO IMPOSTA PELO ARTIGO 4..., PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI n 9.249/1995. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO.” Nas razões do agravo sustenta o desacerto da decisão. Alega que o Superior Tribunal de Justiça tem atribuído à controvérsia natureza eminentemente constitucional. Aduz que o pleito do recurso extraordinário é o reconhecimento da inconstitucionalidade do artigo 4..., parágrafo único, da Lei n 9.249/1995, na linha de raciocínio do voto de Min. Cezar Peluso no Recurso Extraordinário 208.526. Requer, ao fim, a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do feito ao conhecimento da Turma. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285269. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DATAMEC S/A - SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS ADV.(A/S) :MARCOS RODRIGUES FARIAS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela DATAMEC S/A SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS contra decisão de minha lavra que tem a seguinte ementa: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. EXTINÇÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. DERROGAÇÃO IMPOSTA PELO ARTIGO 4..., PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI n 9.249/1995. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO.” Nas razões do agravo sustenta o desacerto da decisão. Alega que o Superior Tribunal de Justiça tem atribuído à controvérsia natureza eminentemente constitucional. Aduz que o pleito do recurso extraordinário é o reconhecimento da inconstitucionalidade do artigo 4..., parágrafo único, da Lei n 9.249/1995, na linha de raciocínio do voto de Min. Cezar Peluso no Recurso Extraordinário 208.526. Requer, ao fim, a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do feito ao conhecimento da Turma. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285269. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Fica evidente nas alegações recursais que a agravante não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Impende assinalar que a questão analisada no Recurso Extraordinário 208.526 é distinta da controvérsia em tela. Lá discutiu-se se a fixação do índice de correção monetária, inferior ao índice inflacionário, afrontou o conceito de renda. Aqui, ao contrário, a tese sub examine contesta a derrogação das normas de correção monetária das demonstrações financeiras em face do advento do Plano Real. De todo modo, as Turmas desta Corte, inclusive após o julgamento do Recurso Extraordinário 208.526, tem reiteradamente afirmado que a presente controvérsia é de índole infraconstitucional. Em razão disso, eventual ofensa ao texto da Lei Maior, se existente, seria reflexa ou indireta, dando azo ao descabimento do recurso extraordinário. Confira, nesse sentido: “DIREITO TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. CORREÇÃO MONETÁRIA. LEI n 9.249/95. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.9.2007. A controvérsia referente à modificação do critério material de incidência do Imposto sobre a Renda e da CSLL, em virtude da supressão da correção monetária, implementada pela Lei n 9.249/95, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285270. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Fica evidente nas alegações recursais que a agravante não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Impende assinalar que a questão analisada no Recurso Extraordinário 208.526 é distinta da controvérsia em tela. Lá discutiu-se se a fixação do índice de correção monetária, inferior ao índice inflacionário, afrontou o conceito de renda. Aqui, ao contrário, a tese sub examine contesta a derrogação das normas de correção monetária das demonstrações financeiras em face do advento do Plano Real. De todo modo, as Turmas desta Corte, inclusive após o julgamento do Recurso Extraordinário 208.526, tem reiteradamente afirmado que a presente controvérsia é de índole infraconstitucional. Em razão disso, eventual ofensa ao texto da Lei Maior, se existente, seria reflexa ou indireta, dando azo ao descabimento do recurso extraordinário. Confira, nesse sentido: “DIREITO TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. CORREÇÃO MONETÁRIA. LEI n 9.249/95. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.9.2007. A controvérsia referente à modificação do critério material de incidência do Imposto sobre a Renda e da CSLL, em virtude da supressão da correção monetária, implementada pela Lei n 9.249/95, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285270. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 410905 AGR / RJ não alcança status constitucional, nos termos da jurisprudência pacífica desta Corte. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir de análise restrita à legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão de origem (Lei n 9.249/95), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Restou desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI 723.764-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 1.../10/2014). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. REVOGAÇÃO. ART. 4... DA LEI 9.249/1995. PODER JUDICIÁRIO. ATUAÇÃO COMO LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo. Precedentes. II – Este Tribunal possui entendimento no sentido de que matéria em discussão é de índole infraconstitucional. Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 599.850-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 14/8/2014) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285270. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 410905 AGR / RJ não alcança status constitucional, nos termos da jurisprudência pacífica desta Corte. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir de análise restrita à legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão de origem (Lei n 9.249/95), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Restou desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI 723.764-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 1.../10/2014). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. REVOGAÇÃO. ART. 4... DA LEI 9.249/1995. PODER JUDICIÁRIO. ATUAÇÃO COMO LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo. Precedentes. II – Este Tribunal possui entendimento no sentido de que matéria em discussão é de índole infraconstitucional. Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 599.850-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 14/8/2014) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285270. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tinha, inclusive, destaque para esse processo que foi retirado. Divirjo no de número 2 da lista, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 410.905, Rio de Janeiro. É a problemática da extinção da correção monetária, considerados os demonstrativos financeiros. Se não há a correção monetária do ativo, o que se tem é imposto de renda sobre esse mesmo ativo, ante o descompasso, considerado o mercado. Por isso provejo esse agravo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Esse eu não provi, porque foi discutido sob o ângulo infraconstitucional da Lei n 9.249/95. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8365450. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tinha, inclusive, destaque para esse processo que foi retirado. Divirjo no de número 2 da lista, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 410.905, Rio de Janeiro. É a problemática da extinção da correção monetária, considerados os demonstrativos financeiros. Se não há a correção monetária do ativo, o que se tem é imposto de renda sobre esse mesmo ativo, ante o descompasso, considerado o mercado. Por isso provejo esse agravo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Esse eu não provi, porque foi discutido sob o ângulo infraconstitucional da Lei n 9.249/95. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8365450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : DATAMEC S/A - SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS ADV.(A/S) : MARCOS RODRIGUES FARIAS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350919 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410.905 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : DATAMEC S/A - SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS ADV.(A/S) : MARCOS RODRIGUES FARIAS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350919 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410 . 905", "Recurso Extraordinário 410905 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 410905 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 208 . 526", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410 . 905", "Recurso Extraordinário 208 . 526", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410 . 905", "Recurso Extraordinário 208 . 526", "Recurso Extraordinário 208 . 526", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410 . 905", "Recurso Extraordinário 208 . 526", "Recurso Extraordinário 208 . 526", "Recurso Extraordinário 410905 AGR / RJ", "AI 723 . 764 - AgR", "Recurso Extraordinário 599 . 850 - AgR", "Recurso Extraordinário 410905 AGR / RJ", "AI 723 . 764 - AgR", "Recurso Extraordinário 599 . 850 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410 . 905", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 410 . 905", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410 . 905", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 410 . 905" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 4 . . . , PARÁGRAFO ÚNICO , DA LEI n 9 . 249 / 1995", "artigo 4 . . . da Lei n 9 . 249 / 1995", "Lei", "Lei n 9 . 249 / 95", "Lei n 7 . 799", "art . 1 . . . da Lei n 8 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Plano", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO", "PARÁGRAFO ÚNICO , DA LEI n 9 . 249 / 1995", "artigo 4 . . . , parágrafo único , da Lei n 9 . 249 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 4 . . . , PARÁGRAFO ÚNICO , DA", "LEI n 9 . 249 / 1995", "artigo 4 . . . , parágrafo único , da Lei n 9 . 249", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "LEI n 9 . 249 / 95", "Lei n 9 . 249 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "LEI n 9 . 249 / 95", "Lei n 9 . 249 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 249 / 95", "LEI 9 . 249 / 1995", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 249 / 95", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "ART . 4 . . . DA LEI 9 . 249 / 1995", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 249 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 249 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DATAMEC S / A", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DATAMEC S / A", "UNIÃO", "DATAMEC S / A SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DATAMEC S / A", "UNIÃO", "DATAMEC S / A SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DATAMEC S / A", "UNIÃO", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DATAMEC S / A - SISTEMAS E PROCESSAMENTO DE DADOS", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "MARCOS RODRIGUES FARIAS", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCOS RODRIGUES FARIAS", "LUIZ FUX", "Cezar Peluso", "LUIZ FUX", "MARCOS RODRIGUES FARIAS", "LUIZ FUX", "Cezar Peluso", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCOS RODRIGUES FARIAS", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "MARCOS RODRIGUES FARIAS", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "04", "/", "2015", "10 de julho de 1989", "28 de junho de 1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "/", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "31", ".", "9", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "31", ".", "9", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "10", "/", "2014", "14", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "10", "/", "2014", "14", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "14", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE RONDONOPOLIS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS AGDO.(A/S) :NOEMI DENARDIN FERREIRA ADV.(A/S) :ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. URV. LEI Nº 8.880/1994. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA Nº 287/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 287/STF. 2. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057688. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 960903 AGR / MT Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, bem como majorados os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. Sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 21 a 27 de outubro de 2016. Brasília, 28 de outubro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057688. Supremo Tribunal Federal ARE 960903 AGR / MT Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, bem como majorados os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. Sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 21 a 27 de outubro de 2016. Brasília, 28 de outubro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057688. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE RONDONOPOLIS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS AGDO.(A/S) :NOEMI DENARDIN FERREIRA ADV.(A/S) :ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Município de Rondonópolis. A matéria debatida, em síntese, diz com o pagamento das diferenças salariais em decorrência da conversão de Cruzeiro Real para URV. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Sustenta total insegurança jurídica caso subsista o acórdão recorrido “[...] que afrontou o efeito vinculativo de decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal em sede repercussão geral do Tema nº 05, RE 561.836/RN [...]” (doc. 14, fl. 04). Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO REGIMENTAL - RECURSO DE APELAÇÃO - MANUTENÇÃO DA DECISÃO QUE DETERMINOU O PAGAMENTO DE INCORPORAÇÃO DE VENCIMENTOS - URV - RECURSO DE AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. Deve ser mantida a decisão monocrática que desproveu recurso de apelação no qual se pretendia a reforma da sentença que determinou o pagamento da incorporação de vencimentos – URV.” (Doc. 03, fl. 61.) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057689. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE RONDONOPOLIS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS AGDO.(A/S) :NOEMI DENARDIN FERREIRA ADV.(A/S) :ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Município de Rondonópolis. A matéria debatida, em síntese, diz com o pagamento das diferenças salariais em decorrência da conversão de Cruzeiro Real para URV. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Sustenta total insegurança jurídica caso subsista o acórdão recorrido “[...] que afrontou o efeito vinculativo de decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal em sede repercussão geral do Tema nº 05, RE 561.836/RN [...]” (doc. 14, fl. 04). Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO REGIMENTAL - RECURSO DE APELAÇÃO - MANUTENÇÃO DA DECISÃO QUE DETERMINOU O PAGAMENTO DE INCORPORAÇÃO DE VENCIMENTOS - URV - RECURSO DE AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. Deve ser mantida a decisão monocrática que desproveu recurso de apelação no qual se pretendia a reforma da sentença que determinou o pagamento da incorporação de vencimentos – URV.” (Doc. 03, fl. 61.) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057689. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 960903 AGR / MT Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimada a agravada, apresentou contraminuta (doc. 19). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057689. Supremo Tribunal Federal ARE 960903 AGR / MT Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimada a agravada, apresentou contraminuta (doc. 19). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057689. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 MATO GROSSO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. É o relatório. Decido. Nada colhe o agravo. Deixou a parte agravante de impugnar o óbice oposto pela Presidência da Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário relativos à inadequação de alegação de violação à súmula, à ausência de indicação do dispositivo constitucional supostamente violado e à deficiência de fundamentação. O presente recurso está, portanto, em desalinho com a exigência contida na parte final do inciso I do § 4º do art. 544 do CPC, verbis: ‘Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. [...] § 4º No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 MATO GROSSO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. É o relatório. Decido. Nada colhe o agravo. Deixou a parte agravante de impugnar o óbice oposto pela Presidência da Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário relativos à inadequação de alegação de violação à súmula, à ausência de indicação do dispositivo constitucional supostamente violado e à deficiência de fundamentação. O presente recurso está, portanto, em desalinho com a exigência contida na parte final do inciso I do § 4º do art. 544 do CPC, verbis: ‘Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. [...] § 4º No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 960903 AGR / MT relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada.’ (destaquei) Nesse sentido: ARE 645.366-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJE de 12.4.2012; ARE 665.547- AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 06.3.2012; e AI 805.701-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJE de 23.4.2012, cuja ementa transcrevo: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 287 DO STF. 1. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. ‘Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia.’ (Súmula 287/STF). 2. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJE de- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJE de- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJE de- 25/06/2010. 3. In casu o acórdão recorrido assentou: DESAPROPRIAÇÃO – Juros compensatórios – Pretensão à exclusão – Ação julgada improcedente – Condenação da embargante nas penas de litigância de má-fé e determinação de extração de peças ao Ministério Público visando possibilidade de ofensa à Lei de Improbidade administrativa – procedência parcial – Juros compensatórios devidos – Manutenção da Justa indenização – Matéria ademais que transitou em julgado – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Supremo Tribunal Federal ARE 960903 AGR / MT relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada.’ (destaquei) Nesse sentido: ARE 645.366-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJE de 12.4.2012; ARE 665.547- AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 06.3.2012; e AI 805.701-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJE de 23.4.2012, cuja ementa transcrevo: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 287 DO STF. 1. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. ‘Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia.’ (Súmula 287/STF). 2. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJE de- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJE de- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJE de- 25/06/2010. 3. In casu o acórdão recorrido assentou: DESAPROPRIAÇÃO – Juros compensatórios – Pretensão à exclusão – Ação julgada improcedente – Condenação da embargante nas penas de litigância de má-fé e determinação de extração de peças ao Ministério Público visando possibilidade de ofensa à Lei de Improbidade administrativa – procedência parcial – Juros compensatórios devidos – Manutenção da Justa indenização – Matéria ademais que transitou em julgado – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 960903 AGR / MT Recurso improvido. (fl. 346). 4. Agravo regimental desprovido.’ Nego seguimento ao agravo (CPC, art. 557, caput). ” Irrepreensível a decisão agravada. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, tal como já consignado na decisão agravada, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 932, III, do CPC em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, a teor, inclusive, do art. 317, § 1º, do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO STF. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CRIAÇÃO DE VAGAS NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. DIREITO À NOMEAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravo não atacou todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 do STF. II – O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, mas que passe a figurar entre as vagas em decorrência da criação de vagas no prazo de validade do concurso. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Supremo Tribunal Federal ARE 960903 AGR / MT Recurso improvido. (fl. 346). 4. Agravo regimental desprovido.’ Nego seguimento ao agravo (CPC, art. 557, caput). ” Irrepreensível a decisão agravada. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, tal como já consignado na decisão agravada, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 932, III, do CPC em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, a teor, inclusive, do art. 317, § 1º, do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO STF. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CRIAÇÃO DE VAGAS NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. DIREITO À NOMEAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravo não atacou todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 do STF. II – O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, mas que passe a figurar entre as vagas em decorrência da criação de vagas no prazo de validade do concurso. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 960903 AGR / MT (ARE 816.481-AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJE de 21.8.2014.) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 26.6.2012.) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUM. 287/STF. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do STF. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJE de 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido condenou a recorrente ao pagamento de indenização por dano moral, em razão da inscrição indevida do nome do recorrido em serviço de proteção ao crédito. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 778.457-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 17.10.2014.) De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Supremo Tribunal Federal ARE 960903 AGR / MT (ARE 816.481-AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJE de 21.8.2014.) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 26.6.2012.) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUM. 287/STF. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do STF. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJE de 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido condenou a recorrente ao pagamento de indenização por dano moral, em razão da inscrição indevida do nome do recorrido em serviço de proteção ao crédito. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 778.457-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 17.10.2014.) De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 960903 AGR / MT se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJE de 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 28.6.2016. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majorados em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Supremo Tribunal Federal ARE 960903 AGR / MT se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJE de 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 28.6.2016. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majorados em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 PROCED. : MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICIPIO DE RONDONOPOLIS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS AGDO.(A/S) : NOEMI DENARDIN FERREIRA ADV.(A/S) : ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO (13179/B/MT) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021261 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 PROCED. : MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICIPIO DE RONDONOPOLIS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS AGDO.(A/S) : NOEMI DENARDIN FERREIRA ADV.(A/S) : ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO (13179/B/MT) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021261 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12078056
2016-10-28T00:00:00
2016-11-23T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. URV. LEI Nº 8.880/1994. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA Nº 287/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 287/STF. 2. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.
sjur360670
- Acórdão(s) citado(s): (MULTA PROTELATÓRIA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) ARE 680279 AgR (1ªT), ARE 816481 AgR (2ªT), ARE 778457 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 30/11/2016, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
960903
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932 INC-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 960903 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICIPIO DE RONDONOPOLIS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS AGDO.(A/S) : NOEMI DENARDIN FERREIRA ADV.(A/S) : ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE RONDONOPOLIS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS AGDO.(A/S) :NOEMI DENARDIN FERREIRA ADV.(A/S) :ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. URV. LEI n 8.880/1994. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA n 287/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. 2. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057688. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 960903 AGR / MT Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, bem como majorados os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. Sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 21 a 27 de outubro de 2016. Brasília, 28 de outubro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057688. Supremo Tribunal Federal ARE 960903 AGR / MT Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, bem como majorados os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. Sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 21 a 27 de outubro de 2016. Brasília, 28 de outubro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057688. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE RONDONOPOLIS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS AGDO.(A/S) :NOEMI DENARDIN FERREIRA ADV.(A/S) :ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Município de Rondonópolis. A matéria debatida, em síntese, diz com o pagamento das diferenças salariais em decorrência da conversão de Cruzeiro Real para URV. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Sustenta total insegurança jurídica caso subsista o acórdão recorrido “[...] que afrontou o efeito vinculativo de decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal em sede repercussão geral do Tema n 05, Recurso Extraordinário 561.836/RN [...]” (doc. 14, fl. 04). Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO REGIMENTAL - RECURSO DE APELAÇÃO - MANUTENÇÃO DA DECISÃO QUE DETERMINOU O PAGAMENTO DE INCORPORAÇÃO DE VENCIMENTOS - URV - RECURSO DE AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. Deve ser mantida a decisão monocrática que desproveu recurso de apelação no qual se pretendia a reforma da sentença que determinou o pagamento da incorporação de vencimentos – URV.” (Doc. 03, fl. 61.) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057689. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE RONDONOPOLIS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS AGDO.(A/S) :NOEMI DENARDIN FERREIRA ADV.(A/S) :ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Município de Rondonópolis. A matéria debatida, em síntese, diz com o pagamento das diferenças salariais em decorrência da conversão de Cruzeiro Real para URV. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Sustenta total insegurança jurídica caso subsista o acórdão recorrido “[...] que afrontou o efeito vinculativo de decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal em sede repercussão geral do Tema n 05, Recurso Extraordinário 561.836/RN [...]” (doc. 14, fl. 04). Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO REGIMENTAL - RECURSO DE APELAÇÃO - MANUTENÇÃO DA DECISÃO QUE DETERMINOU O PAGAMENTO DE INCORPORAÇÃO DE VENCIMENTOS - URV - RECURSO DE AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. Deve ser mantida a decisão monocrática que desproveu recurso de apelação no qual se pretendia a reforma da sentença que determinou o pagamento da incorporação de vencimentos – URV.” (Doc. 03, fl. 61.) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057689. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 960903 AGR / MT Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimada a agravada, apresentou contraminuta (doc. 19). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057689. Supremo Tribunal Federal ARE 960903 AGR / MT Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimada a agravada, apresentou contraminuta (doc. 19). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057689. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 MATO GROSSO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. É o relatório. Decido. Nada colhe o agravo. Deixou a parte agravante de impugnar o óbice oposto pela Presidência da Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário relativos à inadequação de alegação de violação à súmula, à ausência de indicação do dispositivo constitucional supostamente violado e à deficiência de fundamentação. O presente recurso está, portanto, em desalinho com a exigência contida na parte final do inciso I do § 4... do art. 544 do Código de Processo Civil, verbis: ‘Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. [...] § 4... No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Supremo Tribunal Federal 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 MATO GROSSO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. É o relatório. Decido. Nada colhe o agravo. Deixou a parte agravante de impugnar o óbice oposto pela Presidência da Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário relativos à inadequação de alegação de violação à súmula, à ausência de indicação do dispositivo constitucional supostamente violado e à deficiência de fundamentação. O presente recurso está, portanto, em desalinho com a exigência contida na parte final do inciso I do § 4... do art. 544 do Código de Processo Civil, verbis: ‘Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. [...] § 4... No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 960903 AGR / MT relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada.’ (destaquei) Nesse sentido: ARE 645.366-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJE de 12.4.2012; ARE 665.547- AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 06.3.2012; e AI 805.701-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJE de 23.4.2012, cuja ementa transcrevo: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. ‘Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia.’ (Súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 2. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJE de- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJE de- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJE de- 25/06/2010. 3. In casu o acórdão recorrido assentou: DESAPROPRIAÇÃO – Juros compensatórios – Pretensão à exclusão – Ação julgada improcedente – Condenação da embargante nas penas de litigância de má-fé e determinação de extração de peças ao Ministério Público visando possibilidade de ofensa à Lei de Improbidade administrativa – procedência parcial – Juros compensatórios devidos – Manutenção da Justa indenização – Matéria ademais que transitou em julgado – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Supremo Tribunal Federal ARE 960903 AGR / MT relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada.’ (destaquei) Nesse sentido: ARE 645.366-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJE de 12.4.2012; ARE 665.547- AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 06.3.2012; e AI 805.701-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJE de 23.4.2012, cuja ementa transcrevo: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. ‘Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia.’ (Súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 2. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJE de- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJE de- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJE de- 25/06/2010. 3. In casu o acórdão recorrido assentou: DESAPROPRIAÇÃO – Juros compensatórios – Pretensão à exclusão – Ação julgada improcedente – Condenação da embargante nas penas de litigância de má-fé e determinação de extração de peças ao Ministério Público visando possibilidade de ofensa à Lei de Improbidade administrativa – procedência parcial – Juros compensatórios devidos – Manutenção da Justa indenização – Matéria ademais que transitou em julgado – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 960903 AGR / MT Recurso improvido. (fl. 346). 4. Agravo regimental desprovido.’ Nego seguimento ao agravo (Código de Processo Civil, art. 557, caput). ” Irrepreensível a decisão agravada. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, tal como já consignado na decisão agravada, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 932, III, do Código de Processo Civil em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, a teor, inclusive, do art. 317, § 1..., do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CRIAÇÃO DE VAGAS NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. DIREITO À NOMEAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravo não atacou todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. II – O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, mas que passe a figurar entre as vagas em decorrência da criação de vagas no prazo de validade do concurso. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Supremo Tribunal Federal ARE 960903 AGR / MT Recurso improvido. (fl. 346). 4. Agravo regimental desprovido.’ Nego seguimento ao agravo (Código de Processo Civil, art. 557, caput). ” Irrepreensível a decisão agravada. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, tal como já consignado na decisão agravada, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 932, III, do Código de Processo Civil em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, a teor, inclusive, do art. 317, § 1..., do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CRIAÇÃO DE VAGAS NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. DIREITO À NOMEAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravo não atacou todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. II – O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, mas que passe a figurar entre as vagas em decorrência da criação de vagas no prazo de validade do concurso. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 960903 AGR / MT (ARE 816.481-AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJE de 21.8.2014.) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 26.6.2012.) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUM. 287/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJE de 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido condenou a recorrente ao pagamento de indenização por dano moral, em razão da inscrição indevida do nome do recorrido em serviço de proteção ao crédito. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 778.457-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 17.10.2014.) De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Supremo Tribunal Federal ARE 960903 AGR / MT (ARE 816.481-AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJE de 21.8.2014.) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 26.6.2012.) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUM. 287/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJE de 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido condenou a recorrente ao pagamento de indenização por dano moral, em razão da inscrição indevida do nome do recorrido em serviço de proteção ao crédito. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 778.457-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 17.10.2014.) De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 960903 AGR / MT se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJE de 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 28.6.2016. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majorados em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Supremo Tribunal Federal ARE 960903 AGR / MT se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJE de 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 28.6.2016. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majorados em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057690. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 28/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 PROCED. : MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICIPIO DE RONDONOPOLIS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS AGDO.(A/S) : NOEMI DENARDIN FERREIRA ADV.(A/S) : ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO (13179/B/MT) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021261 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960.903 PROCED. : MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICIPIO DE RONDONOPOLIS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS AGDO.(A/S) : NOEMI DENARDIN FERREIRA ADV.(A/S) : ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO (13179/B/MT) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 21 a 27.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12021261 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 960 . 903", "SÚMULA n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 960903 AGR / MT", "ARE 960903 AGR / MT", "Recurso Extraordinário 561 . 836 / RN", "Recurso Extraordinário 561 . 836 / RN", "ARE 960903", "ARE 960903 AGR / MT", "ARE 645 . 366 - AgR", "ARE 665 . 547 - AgR", "AI 805 . 701 - AgR", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "ARE 960903 AGR / MT", "ARE 645 . 366 - AgR", "ARE 665 . 547 - AgR", "AI 805 . 701 - AgR", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 960903 AGR / MT", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 816 . 481 - AgR / PB", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "ARE 735 . 978 - AgR / PE", "ARE 778 . 457 - AgR / SP", "ARE 960903 AGR / MT", "ARE 816 . 481 - AgR / PB", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "ARE 735 . 978 - AgR / PE", "ARE 778 . 457 - AgR / SP", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "ARE 960903 AGR / MT", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "LEI n 8 . 880 / 1994", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do § 4 . . . do art . 544 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do § 4 . . . do art . 544 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Improbidade", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "art . 932 , III , do Código de Processo Civil", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "art . 932 , III , do Código de Processo Civil", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 45 / 2004", "inciso LXXVIII no art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200", "Emenda Constitucional n 45 / 2004", "art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200", "-", "2 /", "2001", "13179", "/", "B", "/", "MT", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO", "MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS", "Brasília", "Brasília", "MATO GROSSO", "Rondonópolis", "MATO GROSSO", "MUNICIPIO DE RONDONOPOLIS", "RONDONÓPOLIS", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS", "MATO GROSSO", "MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Município", "Cruzeiro Real", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Município de", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MT", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUM", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "República Federativa do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUM", "287", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "República Federativa do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "NOEMI DENARDIN FERREIRA", "ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "NOEMI DENARDIN FERREIRA", "ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "NOEMI DENARDIN FERREIRA", "ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "NOEMI DENARDIN FERREIRA", "ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "NOEMI DENARDIN FERREIRA", "ADRIANO DE AZEVEDO ARAUJO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "27 de outubro de 2016", "28 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "28 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "4", ".", "2012", "06", ".", "3", ".", "2012", "23", ".", "4", ".", "2012", "01", "/", "08", "/", "24", "/", "02", "/", "2011", "25", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "4", ".", "2012", "06", ".", "3", ".", "2012", "23", ".", "4", ".", "2012", "01", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "02", "/", "2011", "25", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2014", "26", ".", "6", ".", "2012", "22", "/", "5", "/", "2012", "4", "/", "9", "/", "2013", "17", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2014", "26", ".", "6", ".", "2012", "22", "/", "5", "/", "2012", "4", "/", "9", "/", "2013", "17", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2016", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "27", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MIDIAN MENDES PEDROSA ADV.(A/S) :RENATA AMÂNCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO - INOCOOP/SP ADV.(A/S) :REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. USUCAPIÃO CONSTITUCIONAL. REQUISITOS. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. 1. A solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes – Tema 660). 3. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória (ARE 639.228 RG, Rel. Min. Cezar Peluso). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299321. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 783581 AGR-SEGUNDO / SP 4. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299321. Supremo Tribunal Federal ARE 783581 AGR-SEGUNDO / SP 4. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MIDIAN MENDES PEDROSA ADV.(A/S) :RENATA AMÂNCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO - INOCOOP/SP ADV.(A/S) :REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC), pelo seguintes fundamentos: (i) por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes – Tema 660); (ii) a solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal; (iii) a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já decidiu que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. A parte agravante afasta as razões da decisão agravada, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299322. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MIDIAN MENDES PEDROSA ADV.(A/S) :RENATA AMÂNCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO - INOCOOP/SP ADV.(A/S) :REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC), pelo seguintes fundamentos: (i) por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes – Tema 660); (ii) a solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal; (iii) a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já decidiu que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. A parte agravante afasta as razões da decisão agravada, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 783581 AGR-SEGUNDO / SP reafirmando as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299322. Supremo Tribunal Federal ARE 783581 AGR-SEGUNDO / SP reafirmando as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “USUCAPIÃO CONSTITUCIONAL – Alegação de preenchimento de todos os requisitos da posse – Improcedência da demanda – Inconformismo – Inadmissibilidade – Ciência da possuidora quanto ao caráter precário da posse – Imóvel recebimento pela autora e seu falecido marido em programa habitacional – Assinatura de termo de compromisso de aquisição de unidade imobiliária que afasta o animus domini – Sentença mantida – Recurso desprovido.” 3. Como se vê, a solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 4. O Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes – Tema 660). 5. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299323. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “USUCAPIÃO CONSTITUCIONAL – Alegação de preenchimento de todos os requisitos da posse – Improcedência da demanda – Inconformismo – Inadmissibilidade – Ciência da possuidora quanto ao caráter precário da posse – Imóvel recebimento pela autora e seu falecido marido em programa habitacional – Assinatura de termo de compromisso de aquisição de unidade imobiliária que afasta o animus domini – Sentença mantida – Recurso desprovido.” 3. Como se vê, a solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 4. O Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes – Tema 660). 5. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 783581 AGR-SEGUNDO / SP observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 639.228 RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de Provas. Processo judicial. indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” 6. Ademais, o Plenário deste Tribunal já decidiu que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 7. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299323. Supremo Tribunal Federal ARE 783581 AGR-SEGUNDO / SP observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 639.228 RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de Provas. Processo judicial. indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” 6. Ademais, o Plenário deste Tribunal já decidiu que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 7. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MIDIAN MENDES PEDROSA ADV.(A/S) : RENATA AMÂNCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO - INOCOOP/SP ADV.(A/S) : REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350947 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MIDIAN MENDES PEDROSA ADV.(A/S) : RENATA AMÂNCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO - INOCOOP/SP ADV.(A/S) : REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350947 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8372731
2015-04-14T00:00:00
2015-05-07T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. USUCAPIÃO CONSTITUCIONAL. REQUISITOS. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. 1. A solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes – Tema 660). 3. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória (ARE 639.228 RG, Rel. Min. Cezar Peluso). 4. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur303117
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DOS LIMITES DA COISA JULGADA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. (INDEFERIMENTO, PRODUÇÃO DE PROVA) ARE 639228 RG. (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 7. Análise: 28/05/2015, MAD.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
783581
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 783581 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : MIDIAN MENDES PEDROSA ADV.(A/S) : RENATA AMÂNCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO - INOCOOP/SP ADV.(A/S) : REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MIDIAN MENDES PEDROSA ADV.(A/S) :RENATA AMÂNCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO - INOCOOP/SP ADV.(A/S) :REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. USUCAPIÃO CONSTITUCIONAL. REQUISITOS. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. 1. A solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes – Tema 660). 3. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória (ARE 639.228 RG, Rel. Min. Cezar Peluso). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299321. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 783581 AGR-SEGUNDO / SP 4. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299321. Supremo Tribunal Federal ARE 783581 AGR-SEGUNDO / SP 4. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299321. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MIDIAN MENDES PEDROSA ADV.(A/S) :RENATA AMÂNCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO - INOCOOP/SP ADV.(A/S) :REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), pelo seguintes fundamentos: (i) por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes – Tema 660); (ii) a solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal; (iii) a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já decidiu que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. A parte agravante afasta as razões da decisão agravada, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299322. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MIDIAN MENDES PEDROSA ADV.(A/S) :RENATA AMÂNCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO - INOCOOP/SP ADV.(A/S) :REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), pelo seguintes fundamentos: (i) por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes – Tema 660); (ii) a solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal; (iii) a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já decidiu que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. A parte agravante afasta as razões da decisão agravada, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 783581 AGR-SEGUNDO / SP reafirmando as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299322. Supremo Tribunal Federal ARE 783581 AGR-SEGUNDO / SP reafirmando as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299322. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “USUCAPIÃO CONSTITUCIONAL – Alegação de preenchimento de todos os requisitos da posse – Improcedência da demanda – Inconformismo – Inadmissibilidade – Ciência da possuidora quanto ao caráter precário da posse – Imóvel recebimento pela autora e seu falecido marido em programa habitacional – Assinatura de termo de compromisso de aquisição de unidade imobiliária que afasta o animus domini – Sentença mantida – Recurso desprovido.” 3. Como se vê, a solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 4. O Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes – Tema 660). 5. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299323. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “USUCAPIÃO CONSTITUCIONAL – Alegação de preenchimento de todos os requisitos da posse – Improcedência da demanda – Inconformismo – Inadmissibilidade – Ciência da possuidora quanto ao caráter precário da posse – Imóvel recebimento pela autora e seu falecido marido em programa habitacional – Assinatura de termo de compromisso de aquisição de unidade imobiliária que afasta o animus domini – Sentença mantida – Recurso desprovido.” 3. Como se vê, a solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 4. O Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes – Tema 660). 5. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 783581 AGR-SEGUNDO / SP observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 639.228 RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de Provas. Processo judicial. indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” 6. Ademais, o Plenário deste Tribunal já decidiu que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 7. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299323. Supremo Tribunal Federal ARE 783581 AGR-SEGUNDO / SP observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 639.228 RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de Provas. Processo judicial. indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” 6. Ademais, o Plenário deste Tribunal já decidiu que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 7. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8299323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MIDIAN MENDES PEDROSA ADV.(A/S) : RENATA AMÂNCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO - INOCOOP/SP ADV.(A/S) : REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350947 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.581 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MIDIAN MENDES PEDROSA ADV.(A/S) : RENATA AMÂNCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO - INOCOOP/SP ADV.(A/S) : REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350947 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 639 . 228 RG", "ARE 783581", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 783581 AGR - SEGUNDO / SP", "ARE 783581 AGR - SEGUNDO / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 783581", "ARE 639 . 228 RG", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 783581 AGR - SEGUNDO / SP", "ARE 639 . 228 RG", "AI 791 . 292 - QO - RG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO", "INOCOOP", "/ SP", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDO", "/", "SP", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "INSTITUTO", "INOCOOP", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO", "INOCOOP", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário deste", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO", "INOCOOP", "/", "SP", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS DE SÃO PAULO", "INOCOOP", "/", "SP", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MIDIAN MENDES PEDROSA", "RENATA AMÂNCIO", "REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Rosa Weber", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MIDIAN MENDES PEDROSA", "RENATA AMÂNCIO", "REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "MIDIAN MENDES PEDROSA", "RENATA AMÂNCIO", "REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "MIDIAN MENDES PEDROSA", "RENATA AMÂNCIO", "REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "RENATA AMÂNCIO", "REGIANE COIMBRA MUNIZ DE GÓES CAVALCANTI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "14", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SERASA S/A ADV.(A/S) :SELMA LÍRIO SEVERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :VALDINEI JOSE DA CONCEICAO ADV.(A/S) :PAULO DA COSTA ATHERINO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. “CONCENTRE SCORING”. BANCO DE DADOS RESTRITIVO DE CRÉDITO. DANO MORAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 867.326-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS Nº 282 E Nº 356 DO STF. 1. O dano moral decorrente da inscrição de consumidor em sistema de avaliação de crédito denominado concentre scoring, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 867.326-RG, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas nº 282 e nº 356 do STF dispõem, respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “RECURSO INOMINADO – SERASA – CONCENTRE SCORING – BANCO DE DADOS RESTRITIVO DE CRÉDITO NÃO AUTORIZADO PELO CONSUMIDOR – ACESSO À INFORMAÇÃO – IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO – VIOLAÇÃO AO ART. 5º, INCISO X, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL; ART. 43 DO CDC; E, ART. 4º DA LEI 12.414/11 – BANCO DE DADOS OBSCURO E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285225. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 867259 AGR / SC MANIFESTAMENTE ILEGAL – FALTA DE TRANSPARÊNCIA – FATO DO SERVIÇO – RECURSO DESPROVIDO.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285225. Supremo Tribunal Federal ARE 867259 AGR / SC MANIFESTAMENTE ILEGAL – FALTA DE TRANSPARÊNCIA – FATO DO SERVIÇO – RECURSO DESPROVIDO.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SERASA S/A ADV.(A/S) :SELMA LÍRIO SEVERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :VALDINEI JOSE DA CONCEICAO ADV.(A/S) :PAULO DA COSTA ATHERINO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela SERASA S/A contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. ‘CONCENTRE SCORING’. BANCO DE DADOS RESTRITIVO DE CRÉDITO. DANO MORAL. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS Nº 282 E Nº 356 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "13. Como já mencionado no capítulo anterior, o v. acórdão recorrido manteve o entendimento que considerou ilícito o serviço prestado pela SERASA, denominado concentre scoring, sendo a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285226. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SERASA S/A ADV.(A/S) :SELMA LÍRIO SEVERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :VALDINEI JOSE DA CONCEICAO ADV.(A/S) :PAULO DA COSTA ATHERINO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela SERASA S/A contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. ‘CONCENTRE SCORING’. BANCO DE DADOS RESTRITIVO DE CRÉDITO. DANO MORAL. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS Nº 282 E Nº 356 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "13. Como já mencionado no capítulo anterior, o v. acórdão recorrido manteve o entendimento que considerou ilícito o serviço prestado pela SERASA, denominado concentre scoring, sendo a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 867259 AGR / SC existência desse passível de gerar o dever de indenização por danos morais. 14. Com o devido respeito, não há qualquer razão para tanto. Como é cediço, o score de crédito é apenas uma expressão matemática que utiliza informações prévia e licitamente obtidas, oriundas de fontes públicas ou de bancos de dados como o da SERASA —— informações estas que seguem todas as exigências legais a elas pertinentes. Atribuindo determinado peso a cada um desses dados, a fórmula fornece uma pontuação (entre zero e 1000), que reflete uma mera probabilidade estatística de inadimplemento por quem se encaixa no perfil de consumidor examinado —— uma fórmula matemática que se alimenta de informações contidas em bancos de dados preexistentes e em informações públicas. [...] 19. Resta, por fim, lembrar que houve prequestionamento implícito dos dispositivos constitucionais que alegou a Recorrente terem sido violados na decisão recorrida. Em específico, a violação ao princípio da livre iniciativa, previsto nos arts. 1º, IV, e 170 da Constituição, ficou bem demonstrada pela SERASA, que demonstrou a função de viabilizar a livre concorrência no país do “score”, na medida em que a instituição concedente de crédito deve ter total discricionariedade para concedê-lo independentemente do score apurado." (fls. 4-6 do doc. 24). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285226. Supremo Tribunal Federal ARE 867259 AGR / SC existência desse passível de gerar o dever de indenização por danos morais. 14. Com o devido respeito, não há qualquer razão para tanto. Como é cediço, o score de crédito é apenas uma expressão matemática que utiliza informações prévia e licitamente obtidas, oriundas de fontes públicas ou de bancos de dados como o da SERASA —— informações estas que seguem todas as exigências legais a elas pertinentes. Atribuindo determinado peso a cada um desses dados, a fórmula fornece uma pontuação (entre zero e 1000), que reflete uma mera probabilidade estatística de inadimplemento por quem se encaixa no perfil de consumidor examinado —— uma fórmula matemática que se alimenta de informações contidas em bancos de dados preexistentes e em informações públicas. [...] 19. Resta, por fim, lembrar que houve prequestionamento implícito dos dispositivos constitucionais que alegou a Recorrente terem sido violados na decisão recorrida. Em específico, a violação ao princípio da livre iniciativa, previsto nos arts. 1º, IV, e 170 da Constituição, ficou bem demonstrada pela SERASA, que demonstrou a função de viabilizar a livre concorrência no país do “score”, na medida em que a instituição concedente de crédito deve ter total discricionariedade para concedê-lo independentemente do score apurado." (fls. 4-6 do doc. 24). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado, como meio de se aferir a admissão da impugnação, tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Nesse sentido: “A exigência do prequestionamento não decorre de simples apego a determinada forma. A razão de ser está na necessidade de proceder a cotejo para, somente então, assentar-se o enquadramento do recurso no permissivo legal. Diz-se prequestionado determinado tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito, contando a parte sequiosa de ver o processo guindado a sede extraordinário com remédio legal para compeli-lo a tanto – os embargos declaratórios. [...]” (RE 128.518, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 8/3/1991). Impende asseverar que a exigência do prequestionamento não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador a qualquer pretexto. Ele consubstancia a necessidade de obediência aos limites Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285227. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado, como meio de se aferir a admissão da impugnação, tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Nesse sentido: “A exigência do prequestionamento não decorre de simples apego a determinada forma. A razão de ser está na necessidade de proceder a cotejo para, somente então, assentar-se o enquadramento do recurso no permissivo legal. Diz-se prequestionado determinado tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito, contando a parte sequiosa de ver o processo guindado a sede extraordinário com remédio legal para compeli-lo a tanto – os embargos declaratórios. [...]” (RE 128.518, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 8/3/1991). Impende asseverar que a exigência do prequestionamento não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador a qualquer pretexto. Ele consubstancia a necessidade de obediência aos limites Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 867259 AGR / SC impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal, em seu art. 102. Nesse dispositivo não há previsão de apreciação originária por este Pretório Excelso de questões como as que ora se apresentam. A competência para a apreciação originária de pleitos no STF está exaustivamente arrolada no antecitado dispositivo constitucional, não podendo sofrer ampliação na via do recurso extraordinário. Por oportuno, trago à colação trecho do voto condutor do AI 140.623-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 18/9/1992: “Ora, o fato de não estar explícito na Constituição, não afeta a exigibilidade do prequestionamento como pressuposto do recurso extraordinário. Antiga e firme jurisprudência desta Corte o reputa da própria natureza do recurso extraordinário. Ao julgá-lo, o Tribunal não se converte em terceiro grau de jurisdição, mas se detém no exame do acórdão recorrido e verifica se nele a regra de direito recebeu boa ou má aplicação. Daí a necessidade de que no julgamento impugnado se tenha discutido a questão constitucional posta no extraordinário”. In casu, dessume-se dos autos que a recorrente se furtou em prequestionar, em momento oportuno, os dispositivos constitucionais apontados como violados nas razões do apelo extremo, atraindo, inarredavelmente, o óbice da ausência de prequestionamento, requisito essencial à admissão do mesmo. E tampouco suscitou a questão em sede de embargos declaratórios no Tribunal de origem. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula nº 282/STF, de seguinte teor: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada’. Nesse sentido: “De acordo com a jurisprudência desta Corte, para se ter como prequestionada, a matéria deve ter sido trazida nas razões do recurso e abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido, suscitada em embargos de declaração. Da mesma forma, para que a ofensa surgida no acórdão recorrido seja considerada prequestionada, deve-se dar ao tribunal recorrido, via embargos de declaração, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285227. Supremo Tribunal Federal ARE 867259 AGR / SC impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal, em seu art. 102. Nesse dispositivo não há previsão de apreciação originária por este Pretório Excelso de questões como as que ora se apresentam. A competência para a apreciação originária de pleitos no STF está exaustivamente arrolada no antecitado dispositivo constitucional, não podendo sofrer ampliação na via do recurso extraordinário. Por oportuno, trago à colação trecho do voto condutor do AI 140.623-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 18/9/1992: “Ora, o fato de não estar explícito na Constituição, não afeta a exigibilidade do prequestionamento como pressuposto do recurso extraordinário. Antiga e firme jurisprudência desta Corte o reputa da própria natureza do recurso extraordinário. Ao julgá-lo, o Tribunal não se converte em terceiro grau de jurisdição, mas se detém no exame do acórdão recorrido e verifica se nele a regra de direito recebeu boa ou má aplicação. Daí a necessidade de que no julgamento impugnado se tenha discutido a questão constitucional posta no extraordinário”. In casu, dessume-se dos autos que a recorrente se furtou em prequestionar, em momento oportuno, os dispositivos constitucionais apontados como violados nas razões do apelo extremo, atraindo, inarredavelmente, o óbice da ausência de prequestionamento, requisito essencial à admissão do mesmo. E tampouco suscitou a questão em sede de embargos declaratórios no Tribunal de origem. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula nº 282/STF, de seguinte teor: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada’. Nesse sentido: “De acordo com a jurisprudência desta Corte, para se ter como prequestionada, a matéria deve ter sido trazida nas razões do recurso e abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido, suscitada em embargos de declaração. Da mesma forma, para que a ofensa surgida no acórdão recorrido seja considerada prequestionada, deve-se dar ao tribunal recorrido, via embargos de declaração, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 867259 AGR / SC oportunidade para manifestar-se acerca da violação apontada.” (AI 742.256-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 17/5/2011). Demais disso, o dano moral, decorrente da inscrição de consumidor em sistema de avaliação de crédito denominado concentre scoring, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE 867.326-RG, Rel. Teori Zavascki. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF, e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei nº 11.418/2006. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental . É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285227. Supremo Tribunal Federal ARE 867259 AGR / SC oportunidade para manifestar-se acerca da violação apontada.” (AI 742.256-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 17/5/2011). Demais disso, o dano moral, decorrente da inscrição de consumidor em sistema de avaliação de crédito denominado concentre scoring, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE 867.326-RG, Rel. Teori Zavascki. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF, e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei nº 11.418/2006. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental . É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SERASA S/A ADV.(A/S) : SELMA LÍRIO SEVERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : VALDINEI JOSE DA CONCEICAO ADV.(A/S) : PAULO DA COSTA ATHERINO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351038 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SERASA S/A ADV.(A/S) : SELMA LÍRIO SEVERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : VALDINEI JOSE DA CONCEICAO ADV.(A/S) : PAULO DA COSTA ATHERINO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351038 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8372930
2015-04-14T00:00:00
2015-05-07T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. “CONCENTRE SCORING”. BANCO DE DADOS RESTRITIVO DE CRÉDITO. DANO MORAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 867.326-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS Nº 282 E Nº 356 DO STF. 1. O dano moral decorrente da inscrição de consumidor em sistema de avaliação de crédito denominado concentre scoring, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 867.326-RG, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas nº 282 e nº 356 do STF dispõem, respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “RECURSO INOMINADO – SERASA – CONCENTRE SCORING – BANCO DE DADOS RESTRITIVO DE CRÉDITO NÃO AUTORIZADO PELO CONSUMIDOR – ACESSO À INFORMAÇÃO – IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO – VIOLAÇÃO AO ART. 5º, INCISO X, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL; ART. 43 DO CDC; E, ART. 4º DA LEI 12.414/11 – BANCO DE DADOS OBSCURO E MANIFESTAMENTE ILEGAL – FALTA DE TRANSPARÊNCIA – FATO DO SERVIÇO – RECURSO DESPROVIDO.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur303129
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 140623 AgR (1ªT). (SÚMULA 282) AI 742256 AgR (2ªT). ("CONCENTRE SCORING") ARE 867326 RG. Número de páginas: 8. Análise: 22/05/2015, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
867259
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00005 INCLUÍDO PELA LEI-11418/2006\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00326 ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 867259 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SERASA S/A ADV.(A/S) : SELMA LÍRIO SEVERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : VALDINEI JOSE DA CONCEICAO ADV.(A/S) : PAULO DA COSTA ATHERINO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SERASA S/A ADV.(A/S) :SELMA LÍRIO SEVERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :VALDINEI JOSE DA CONCEICAO ADV.(A/S) :PAULO DA COSTA ATHERINO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. “CONCENTRE SCORING”. BANCO DE DADOS RESTRITIVO DE CRÉDITO. DANO MORAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 867.326-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS n 282 E n 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O dano moral decorrente da inscrição de consumidor em sistema de avaliação de crédito denominado concentre scoring, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 867.326-RG, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas n 282 e n 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem, respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “RECURSO INOMINADO – SERASA – CONCENTRE SCORING – BANCO DE DADOS RESTRITIVO DE CRÉDITO NÃO AUTORIZADO PELO CONSUMIDOR – ACESSO À INFORMAÇÃO – IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO – VIOLAÇÃO AO ART. 5..., INCISO X, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL; ART. 43 DO CDC; E, ART. 4... DA LEI 12.414/11 – BANCO DE DADOS OBSCURO E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285225. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 867259 AGR / SC MANIFESTAMENTE ILEGAL – FALTA DE TRANSPARÊNCIA – FATO DO SERVIÇO – RECURSO DESPROVIDO.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285225. Supremo Tribunal Federal ARE 867259 AGR / SC MANIFESTAMENTE ILEGAL – FALTA DE TRANSPARÊNCIA – FATO DO SERVIÇO – RECURSO DESPROVIDO.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SERASA S/A ADV.(A/S) :SELMA LÍRIO SEVERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :VALDINEI JOSE DA CONCEICAO ADV.(A/S) :PAULO DA COSTA ATHERINO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela SERASA S/A contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. ‘CONCENTRE SCORING’. BANCO DE DADOS RESTRITIVO DE CRÉDITO. DANO MORAL. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS n 282 E n 356 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "13. Como já mencionado no capítulo anterior, o v. acórdão recorrido manteve o entendimento que considerou ilícito o serviço prestado pela SERASA, denominado concentre scoring, sendo a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285226. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SERASA S/A ADV.(A/S) :SELMA LÍRIO SEVERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :VALDINEI JOSE DA CONCEICAO ADV.(A/S) :PAULO DA COSTA ATHERINO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela SERASA S/A contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. ‘CONCENTRE SCORING’. BANCO DE DADOS RESTRITIVO DE CRÉDITO. DANO MORAL. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS n 282 E n 356 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: "13. Como já mencionado no capítulo anterior, o v. acórdão recorrido manteve o entendimento que considerou ilícito o serviço prestado pela SERASA, denominado concentre scoring, sendo a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 867259 AGR / SC existência desse passível de gerar o dever de indenização por danos morais. 14. Com o devido respeito, não há qualquer razão para tanto. Como é cediço, o score de crédito é apenas uma expressão matemática que utiliza informações prévia e licitamente obtidas, oriundas de fontes públicas ou de bancos de dados como o da SERASA —— informações estas que seguem todas as exigências legais a elas pertinentes. Atribuindo determinado peso a cada um desses dados, a fórmula fornece uma pontuação (entre zero e 1000), que reflete uma mera probabilidade estatística de inadimplemento por quem se encaixa no perfil de consumidor examinado —— uma fórmula matemática que se alimenta de informações contidas em bancos de dados preexistentes e em informações públicas. [...] 19. Resta, por fim, lembrar que houve prequestionamento implícito dos dispositivos constitucionais que alegou a Recorrente terem sido violados na decisão recorrida. Em específico, a violação ao princípio da livre iniciativa, previsto nos arts. 1..., IV, e 170 da Constituição, ficou bem demonstrada pela SERASA, que demonstrou a função de viabilizar a livre concorrência no país do “score”, na medida em que a instituição concedente de crédito deve ter total discricionariedade para concedê-lo independentemente do score apurado." (fls. 4-6 do doc. 24). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285226. Supremo Tribunal Federal ARE 867259 AGR / SC existência desse passível de gerar o dever de indenização por danos morais. 14. Com o devido respeito, não há qualquer razão para tanto. Como é cediço, o score de crédito é apenas uma expressão matemática que utiliza informações prévia e licitamente obtidas, oriundas de fontes públicas ou de bancos de dados como o da SERASA —— informações estas que seguem todas as exigências legais a elas pertinentes. Atribuindo determinado peso a cada um desses dados, a fórmula fornece uma pontuação (entre zero e 1000), que reflete uma mera probabilidade estatística de inadimplemento por quem se encaixa no perfil de consumidor examinado —— uma fórmula matemática que se alimenta de informações contidas em bancos de dados preexistentes e em informações públicas. [...] 19. Resta, por fim, lembrar que houve prequestionamento implícito dos dispositivos constitucionais que alegou a Recorrente terem sido violados na decisão recorrida. Em específico, a violação ao princípio da livre iniciativa, previsto nos arts. 1..., IV, e 170 da Constituição, ficou bem demonstrada pela SERASA, que demonstrou a função de viabilizar a livre concorrência no país do “score”, na medida em que a instituição concedente de crédito deve ter total discricionariedade para concedê-lo independentemente do score apurado." (fls. 4-6 do doc. 24). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado, como meio de se aferir a admissão da impugnação, tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Nesse sentido: “A exigência do prequestionamento não decorre de simples apego a determinada forma. A razão de ser está na necessidade de proceder a cotejo para, somente então, assentar-se o enquadramento do recurso no permissivo legal. Diz-se prequestionado determinado tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito, contando a parte sequiosa de ver o processo guindado a sede extraordinário com remédio legal para compeli-lo a tanto – os embargos declaratórios. [...]” (Recurso Extraordinário 128.518, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 8/3/1991). Impende asseverar que a exigência do prequestionamento não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador a qualquer pretexto. Ele consubstancia a necessidade de obediência aos limites Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285227. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado, como meio de se aferir a admissão da impugnação, tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Nesse sentido: “A exigência do prequestionamento não decorre de simples apego a determinada forma. A razão de ser está na necessidade de proceder a cotejo para, somente então, assentar-se o enquadramento do recurso no permissivo legal. Diz-se prequestionado determinado tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito, contando a parte sequiosa de ver o processo guindado a sede extraordinário com remédio legal para compeli-lo a tanto – os embargos declaratórios. [...]” (Recurso Extraordinário 128.518, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 8/3/1991). Impende asseverar que a exigência do prequestionamento não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador a qualquer pretexto. Ele consubstancia a necessidade de obediência aos limites Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 867259 AGR / SC impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal, em seu art. 102. Nesse dispositivo não há previsão de apreciação originária por este Pretório Excelso de questões como as que ora se apresentam. A competência para a apreciação originária de pleitos no Supremo Tribunal Federal está exaustivamente arrolada no antecitado dispositivo constitucional, não podendo sofrer ampliação na via do recurso extraordinário. Por oportuno, trago à colação trecho do voto condutor do AI 140.623-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 18/9/1992: “Ora, o fato de não estar explícito na Constituição, não afeta a exigibilidade do prequestionamento como pressuposto do recurso extraordinário. Antiga e firme jurisprudência desta Corte o reputa da própria natureza do recurso extraordinário. Ao julgá-lo, o Tribunal não se converte em terceiro grau de jurisdição, mas se detém no exame do acórdão recorrido e verifica se nele a regra de direito recebeu boa ou má aplicação. Daí a necessidade de que no julgamento impugnado se tenha discutido a questão constitucional posta no extraordinário”. In casu, dessume-se dos autos que a recorrente se furtou em prequestionar, em momento oportuno, os dispositivos constitucionais apontados como violados nas razões do apelo extremo, atraindo, inarredavelmente, o óbice da ausência de prequestionamento, requisito essencial à admissão do mesmo. E tampouco suscitou a questão em sede de embargos declaratórios no Tribunal de origem. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada’. Nesse sentido: “De acordo com a jurisprudência desta Corte, para se ter como prequestionada, a matéria deve ter sido trazida nas razões do recurso e abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido, suscitada em embargos de declaração. Da mesma forma, para que a ofensa surgida no acórdão recorrido seja considerada prequestionada, deve-se dar ao tribunal recorrido, via embargos de declaração, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285227. Supremo Tribunal Federal ARE 867259 AGR / SC impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal, em seu art. 102. Nesse dispositivo não há previsão de apreciação originária por este Pretório Excelso de questões como as que ora se apresentam. A competência para a apreciação originária de pleitos no Supremo Tribunal Federal está exaustivamente arrolada no antecitado dispositivo constitucional, não podendo sofrer ampliação na via do recurso extraordinário. Por oportuno, trago à colação trecho do voto condutor do AI 140.623-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 18/9/1992: “Ora, o fato de não estar explícito na Constituição, não afeta a exigibilidade do prequestionamento como pressuposto do recurso extraordinário. Antiga e firme jurisprudência desta Corte o reputa da própria natureza do recurso extraordinário. Ao julgá-lo, o Tribunal não se converte em terceiro grau de jurisdição, mas se detém no exame do acórdão recorrido e verifica se nele a regra de direito recebeu boa ou má aplicação. Daí a necessidade de que no julgamento impugnado se tenha discutido a questão constitucional posta no extraordinário”. In casu, dessume-se dos autos que a recorrente se furtou em prequestionar, em momento oportuno, os dispositivos constitucionais apontados como violados nas razões do apelo extremo, atraindo, inarredavelmente, o óbice da ausência de prequestionamento, requisito essencial à admissão do mesmo. E tampouco suscitou a questão em sede de embargos declaratórios no Tribunal de origem. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada’. Nesse sentido: “De acordo com a jurisprudência desta Corte, para se ter como prequestionada, a matéria deve ter sido trazida nas razões do recurso e abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido, suscitada em embargos de declaração. Da mesma forma, para que a ofensa surgida no acórdão recorrido seja considerada prequestionada, deve-se dar ao tribunal recorrido, via embargos de declaração, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 867259 AGR / SC oportunidade para manifestar-se acerca da violação apontada.” (AI 742.256-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 17/5/2011). Demais disso, o dano moral, decorrente da inscrição de consumidor em sistema de avaliação de crédito denominado concentre scoring, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 867.326-RG, Rel. Teori Zavascki. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF, e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n 11.418/2006. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental . É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285227. Supremo Tribunal Federal ARE 867259 AGR / SC oportunidade para manifestar-se acerca da violação apontada.” (AI 742.256-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 17/5/2011). Demais disso, o dano moral, decorrente da inscrição de consumidor em sistema de avaliação de crédito denominado concentre scoring, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 867.326-RG, Rel. Teori Zavascki. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF, e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n 11.418/2006. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental . É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SERASA S/A ADV.(A/S) : SELMA LÍRIO SEVERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : VALDINEI JOSE DA CONCEICAO ADV.(A/S) : PAULO DA COSTA ATHERINO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351038 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867.259 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SERASA S/A ADV.(A/S) : SELMA LÍRIO SEVERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : VALDINEI JOSE DA CONCEICAO ADV.(A/S) : PAULO DA COSTA ATHERINO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351038 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 867 . 259", "ARE 867 . 326 - RG", "SÚMULAS n 282", "ARE 867 . 326 - RG", "Súmulas n 282", "ARE 867259 AGR / SC", "ARE 867259 AGR / SC", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS n 282", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS n 282", "ARE 867259 AGR / SC", "ARE 867259 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 128 . 518", "AGRAVO 867 . 259", "Recurso Extraordinário 128 . 518", "ARE 867259 AGR / SC", "AI 140 . 623 - AgR", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 867259 AGR / SC", "AI 140 . 623 - AgR", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 867259 AGR / SC", "AI 742 . 256 - AgR", "ARE 867 . 326 - RG", "ARE 867259 AGR / SC", "AI 742 . 256 - AgR", "ARE 867 . 326 - RG" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , INCISO X , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ART . 43 DO CDC", "ART . 4 . . . DA LEI 12 . 414 / 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . , IV , e 170 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . , IV , e 170 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal ,", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 326 e 327 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 326 e 327 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SERASA S / A", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "SERASA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SERASA S / A", "SERASA S / A", "SERASA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SERASA S / A", "SERASA S / A", "SERASA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SERASA", "SERASA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SERASA", "SERASA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SERASA S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SERASA S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "SELMA LÍRIO SEVERI", "VALDINEI JOSE DA CONCEICAO", "PAULO DA COSTA ATHERINO", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "SELMA LÍRIO SEVERI", "VALDINEI JOSE DA CONCEICAO", "PAULO DA COSTA ATHERINO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "SELMA LÍRIO SEVERI", "VALDINEI JOSE DA CONCEICAO", "PAULO DA COSTA ATHERINO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "LUIZ FUX", "Joaquim Barbosa", "Teori Zavascki", "Joaquim Barbosa", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "SELMA LÍRIO SEVERI", "VALDINEI JOSE DA", "PAULO DA COSTA ATHERINO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "SELMA LÍRIO SEVERI", "VALDINEI JOSE DA CONCEICAO", "PAULO DA COSTA ATHERINO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "8", "/", "3", "/", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "8", "/", "3", "/", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "9", "/", "1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "9", "/", "1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "14", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO E M E N T A EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 102 DA LEI MAIOR. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OMISSÃO INOCORRENTE. CARÁTER INFRINGENTE. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. Ausente omissão justificadora da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 535 do CPC, a evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257873. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 825798 AGR-ED / PE Embargos de declaração rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 14 de abril de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257873. Supremo Tribunal Federal ARE 825798 AGR-ED / PE Embargos de declaração rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 14 de abril de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257873. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta 1ª Turma negou provimento ao agravo regimental (doc. 11), opõe embargos de declaração Gilson Oliveira da Silva Filho (doc. 14). Com amparo no art. 535 do CPC, reputa omisso o julgado. Assevera ausente, na decisão embargada, enfrentamento das questões pertinentes aos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional (art. 5º, XXXV, da CF), do devido processo legal (art. 5º, LIV e LV, da CF), da ampla defesa e do contraditório (art. 5º, LV, da CF), da máxima efetividade (art. 5º, XXXV, da CF), da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, da CF), da isonomia (art. 5º, caput, da CF), da razoabilidade e da proporcionalidade. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257874. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta 1ª Turma negou provimento ao agravo regimental (doc. 11), opõe embargos de declaração Gilson Oliveira da Silva Filho (doc. 14). Com amparo no art. 535 do CPC, reputa omisso o julgado. Assevera ausente, na decisão embargada, enfrentamento das questões pertinentes aos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional (art. 5º, XXXV, da CF), do devido processo legal (art. 5º, LIV e LV, da CF), da ampla defesa e do contraditório (art. 5º, LV, da CF), da máxima efetividade (art. 5º, XXXV, da CF), da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, da CF), da isonomia (art. 5º, caput, da CF), da razoabilidade e da proporcionalidade. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257874. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PERNAMBUCO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Satisfeitos os pressupostos extrínsecos, passo à análise do mérito dos embargos de declaração. O acórdão embargado foi assim ementado: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 102 DA LEI MAIOR. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.12.2013. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão da agravante encontra óbice na Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua constatação, o exame de cláusulas do edital de concurso público e do quadro fático delineado. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PERNAMBUCO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Satisfeitos os pressupostos extrínsecos, passo à análise do mérito dos embargos de declaração. O acórdão embargado foi assim ementado: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 102 DA LEI MAIOR. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.12.2013. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão da agravante encontra óbice na Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua constatação, o exame de cláusulas do edital de concurso público e do quadro fático delineado. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 825798 AGR-ED / PE O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no artigo 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” Não há vícios a sanar. Da leitura dos fundamentos da decisão embargada, constato não se ressentir o julgado do vício da omissão que lhe foi imputado, devidamente explicitadas as razões de decidir e enfrentadas as questões necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia, consabido não se encontrar o magistrado, na esteira do entendimento jurisprudencial pacificado por esta Excelsa Corte, obrigado a responder a todos os argumentos veiculados pelos litigantes. Colho o seguinte precedente: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA. GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR DE VENCIMENTO. § 6º DO ARTIGO 1º DA LEI ESTADUAL Nº 9.503/94. OMISSÃO INEXISTENTE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Não padece de omissão o acórdão proferido de forma clara, precisa e suficientemente fundamentada, pois é cediço que o Juiz não está obrigado a responder, um a um, aos argumentos expendidos pelas partes. Matéria de fundo dirimida em conformidade com a jurisprudência do Plenário e de ambas as Turmas do STF. Precedentes: RE 426.059, 422.154-AgR, 426.058- AgR, 426.060-AgR e 433.236-AgR. Embargos de declaração 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Supremo Tribunal Federal ARE 825798 AGR-ED / PE O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no artigo 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” Não há vícios a sanar. Da leitura dos fundamentos da decisão embargada, constato não se ressentir o julgado do vício da omissão que lhe foi imputado, devidamente explicitadas as razões de decidir e enfrentadas as questões necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia, consabido não se encontrar o magistrado, na esteira do entendimento jurisprudencial pacificado por esta Excelsa Corte, obrigado a responder a todos os argumentos veiculados pelos litigantes. Colho o seguinte precedente: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA. GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR DE VENCIMENTO. § 6º DO ARTIGO 1º DA LEI ESTADUAL Nº 9.503/94. OMISSÃO INEXISTENTE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Não padece de omissão o acórdão proferido de forma clara, precisa e suficientemente fundamentada, pois é cediço que o Juiz não está obrigado a responder, um a um, aos argumentos expendidos pelas partes. Matéria de fundo dirimida em conformidade com a jurisprudência do Plenário e de ambas as Turmas do STF. Precedentes: RE 426.059, 422.154-AgR, 426.058- AgR, 426.060-AgR e 433.236-AgR. Embargos de declaração 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 825798 AGR-ED / PE rejeitados.” (RE 465739 AgR-ED, Rel. Min. Carlos Britto, 1ª Turma, julgado em 03.10.2006, DJ 24.11.2006) Especificamente no que concerne ao argumento de que omisso o acórdão embargado quanto ao exame de suposta violação dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional (art. 5º, XXXV, da CF), do devido processo legal (art. 5º, LIV e LV, da CF), da ampla defesa e do contraditório (art. 5º, LV, da CF), da máxima efetividade (art. 5º, XXXV, da CF), da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, da CF), da isonomia (art. 5º, caput, da CF), da razoabilidade e da proporcionalidade, verifico analisadas anteriormente as insurgências ora apresentadas, devidamente explicitados, na decisão embargada, os fundamentos pelos quais não prospera a alegação submetida a exame, conforme se depreende da leitura do voto condutor do julgado, abaixo reproduzido, ainda que em parte (doc. 11, fls. 10-15): “[...] A verificação da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demanda prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/STF: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. [...] Reitero que a suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Supremo Tribunal Federal ARE 825798 AGR-ED / PE rejeitados.” (RE 465739 AgR-ED, Rel. Min. Carlos Britto, 1ª Turma, julgado em 03.10.2006, DJ 24.11.2006) Especificamente no que concerne ao argumento de que omisso o acórdão embargado quanto ao exame de suposta violação dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional (art. 5º, XXXV, da CF), do devido processo legal (art. 5º, LIV e LV, da CF), da ampla defesa e do contraditório (art. 5º, LV, da CF), da máxima efetividade (art. 5º, XXXV, da CF), da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, da CF), da isonomia (art. 5º, caput, da CF), da razoabilidade e da proporcionalidade, verifico analisadas anteriormente as insurgências ora apresentadas, devidamente explicitados, na decisão embargada, os fundamentos pelos quais não prospera a alegação submetida a exame, conforme se depreende da leitura do voto condutor do julgado, abaixo reproduzido, ainda que em parte (doc. 11, fls. 10-15): “[...] A verificação da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demanda prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/STF: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. [...] Reitero que a suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 825798 AGR-ED / PE afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF- AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF- RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. [...] Constato, ademais, que o agravante não impugnou na petição de agravo regimental os fundamentos usados na decisão agravada para negar provimento ao agravo, qual seja, o relativo à incidência do óbice da Súmula 279 e 454/STF, voltadas as razões contra os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário proferida pela Corte de origem. O Supremo Tribunal Federal entende que o recorrente tem o dever de impugnar fundamentadamente todos os fundamentos da decisão atacada. A inobservância dessa orientação resulta na inadmissibilidade do recurso, em razão do não-preenchimento do requisito de regularidade formal disposto no artigo 317, § 1º, do RISTF: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. [...]” Enfim, não se prestam os embargos de declaração, em qualquer hipótese, não obstante a vocação democrática que ostentam e presente sua finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas. Não configuradas, portanto, quaisquer das hipóteses elencadas no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Supremo Tribunal Federal ARE 825798 AGR-ED / PE afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF- AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF- RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. [...] Constato, ademais, que o agravante não impugnou na petição de agravo regimental os fundamentos usados na decisão agravada para negar provimento ao agravo, qual seja, o relativo à incidência do óbice da Súmula 279 e 454/STF, voltadas as razões contra os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário proferida pela Corte de origem. O Supremo Tribunal Federal entende que o recorrente tem o dever de impugnar fundamentadamente todos os fundamentos da decisão atacada. A inobservância dessa orientação resulta na inadmissibilidade do recurso, em razão do não-preenchimento do requisito de regularidade formal disposto no artigo 317, § 1º, do RISTF: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. [...]” Enfim, não se prestam os embargos de declaração, em qualquer hipótese, não obstante a vocação democrática que ostentam e presente sua finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas. Não configuradas, portanto, quaisquer das hipóteses elencadas no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 825798 AGR-ED / PE art. 535 do CPC, evidenciando-se tão somente o inconformismo da parte com a decisão que lhe foi desfavorável. Rejeito, pois, os embargos declaratórios. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Supremo Tribunal Federal ARE 825798 AGR-ED / PE art. 535 do CPC, evidenciando-se tão somente o inconformismo da parte com a decisão que lhe foi desfavorável. Rejeito, pois, os embargos declaratórios. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350961 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350961 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8367890
2015-04-14T00:00:00
2015-05-07T00:00:00
A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 102 DA LEI MAIOR. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OMISSÃO INOCORRENTE. CARÁTER INFRINGENTE. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. Ausente omissão justificadora da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 535 do CPC, a evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. Embargos de declaração rejeitados.
sjur303097
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) RE 465739 AgR-ED (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 20/05/2015, MAD.
ROSA WEBER
Primeira Turma
825798
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 INC-00003 ART-00005 \"CAPUT\" \n ART-00005 INC-00035 INC-00054 INC-00055 \n ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 825798 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO E M E N T A EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 102 DA LEI MAIOR. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OMISSÃO INOCORRENTE. CARÁTER INFRINGENTE. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. Ausente omissão justificadora da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 535 do Código de Processo Civil, a evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257873. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 825798 AGR-ED / PE Embargos de declaração rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 14 de abril de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257873. Supremo Tribunal Federal ARE 825798 AGR-ED / PE Embargos de declaração rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 14 de abril de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257873. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta 1... Turma negou provimento ao agravo regimental (doc. 11), opõe embargos de declaração Gilson Oliveira da Silva Filho (doc. 14). Com amparo no art. 535 do Código de Processo Civil, reputa omisso o julgado. Assevera ausente, na decisão embargada, enfrentamento das questões pertinentes aos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional (art. 5..., XXXV, da Constituição Federal de 1988), do devido processo legal (art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal de 1988), da ampla defesa e do contraditório (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988), da máxima efetividade (art. 5..., XXXV, da Constituição Federal de 1988), da dignidade da pessoa humana (art. 1..., III, da Constituição Federal de 1988), da isonomia (art. 5..., caput, da Constituição Federal de 1988), da razoabilidade e da proporcionalidade. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257874. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta 1... Turma negou provimento ao agravo regimental (doc. 11), opõe embargos de declaração Gilson Oliveira da Silva Filho (doc. 14). Com amparo no art. 535 do Código de Processo Civil, reputa omisso o julgado. Assevera ausente, na decisão embargada, enfrentamento das questões pertinentes aos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional (art. 5..., XXXV, da Constituição Federal de 1988), do devido processo legal (art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal de 1988), da ampla defesa e do contraditório (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988), da máxima efetividade (art. 5..., XXXV, da Constituição Federal de 1988), da dignidade da pessoa humana (art. 1..., III, da Constituição Federal de 1988), da isonomia (art. 5..., caput, da Constituição Federal de 1988), da razoabilidade e da proporcionalidade. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257874. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PERNAMBUCO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Satisfeitos os pressupostos extrínsecos, passo à análise do mérito dos embargos de declaração. O acórdão embargado foi assim ementado: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 102 DA LEI MAIOR. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.12.2013. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão da agravante encontra óbice na Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua constatação, o exame de cláusulas do edital de concurso público e do quadro fático delineado. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PERNAMBUCO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Satisfeitos os pressupostos extrínsecos, passo à análise do mérito dos embargos de declaração. O acórdão embargado foi assim ementado: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 102 DA LEI MAIOR. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISIDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.12.2013. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão da agravante encontra óbice na Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua constatação, o exame de cláusulas do edital de concurso público e do quadro fático delineado. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 825798 AGR-ED / PE O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no artigo 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” Não há vícios a sanar. Da leitura dos fundamentos da decisão embargada, constato não se ressentir o julgado do vício da omissão que lhe foi imputado, devidamente explicitadas as razões de decidir e enfrentadas as questões necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia, consabido não se encontrar o magistrado, na esteira do entendimento jurisprudencial pacificado por esta Excelsa Corte, obrigado a responder a todos os argumentos veiculados pelos litigantes. Colho o seguinte precedente: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA. GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR DE VENCIMENTO. § 6... DO ARTIGO 1... DA LEI ESTADUAL n 9.503/94. OMISSÃO INEXISTENTE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Não padece de omissão o acórdão proferido de forma clara, precisa e suficientemente fundamentada, pois é cediço que o Juiz não está obrigado a responder, um a um, aos argumentos expendidos pelas partes. Matéria de fundo dirimida em conformidade com a jurisprudência do Plenário e de ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Recurso Extraordinário 426.059, 422.154-AgR, 426.058- AgR, 426.060-AgR e 433.236-AgR. Embargos de declaração 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Supremo Tribunal Federal ARE 825798 AGR-ED / PE O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no artigo 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” Não há vícios a sanar. Da leitura dos fundamentos da decisão embargada, constato não se ressentir o julgado do vício da omissão que lhe foi imputado, devidamente explicitadas as razões de decidir e enfrentadas as questões necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia, consabido não se encontrar o magistrado, na esteira do entendimento jurisprudencial pacificado por esta Excelsa Corte, obrigado a responder a todos os argumentos veiculados pelos litigantes. Colho o seguinte precedente: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA. GRATIFICAÇÃO COMPLEMENTAR DE VENCIMENTO. § 6... DO ARTIGO 1... DA LEI ESTADUAL n 9.503/94. OMISSÃO INEXISTENTE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Não padece de omissão o acórdão proferido de forma clara, precisa e suficientemente fundamentada, pois é cediço que o Juiz não está obrigado a responder, um a um, aos argumentos expendidos pelas partes. Matéria de fundo dirimida em conformidade com a jurisprudência do Plenário e de ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Recurso Extraordinário 426.059, 422.154-AgR, 426.058- AgR, 426.060-AgR e 433.236-AgR. Embargos de declaração 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 825798 AGR-ED / PE rejeitados.” (Recurso Extraordinário 465739 AgR-ED, Rel. Min. Carlos Britto, 1... Turma, julgado em 03.10.2006, DJ 24.11.2006) Especificamente no que concerne ao argumento de que omisso o acórdão embargado quanto ao exame de suposta violação dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional (art. 5..., XXXV, da Constituição Federal de 1988), do devido processo legal (art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal de 1988), da ampla defesa e do contraditório (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988), da máxima efetividade (art. 5..., XXXV, da Constituição Federal de 1988), da dignidade da pessoa humana (art. 1..., III, da Constituição Federal de 1988), da isonomia (art. 5..., caput, da Constituição Federal de 1988), da razoabilidade e da proporcionalidade, verifico analisadas anteriormente as insurgências ora apresentadas, devidamente explicitados, na decisão embargada, os fundamentos pelos quais não prospera a alegação submetida a exame, conforme se depreende da leitura do voto condutor do julgado, abaixo reproduzido, ainda que em parte (doc. 11, fls. 10-15): “[...] A verificação da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demanda prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. [...] Reitero que a suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Supremo Tribunal Federal ARE 825798 AGR-ED / PE rejeitados.” (Recurso Extraordinário 465739 AgR-ED, Rel. Min. Carlos Britto, 1... Turma, julgado em 03.10.2006, DJ 24.11.2006) Especificamente no que concerne ao argumento de que omisso o acórdão embargado quanto ao exame de suposta violação dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional (art. 5..., XXXV, da Constituição Federal de 1988), do devido processo legal (art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal de 1988), da ampla defesa e do contraditório (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988), da máxima efetividade (art. 5..., XXXV, da Constituição Federal de 1988), da dignidade da pessoa humana (art. 1..., III, da Constituição Federal de 1988), da isonomia (art. 5..., caput, da Constituição Federal de 1988), da razoabilidade e da proporcionalidade, verifico analisadas anteriormente as insurgências ora apresentadas, devidamente explicitados, na decisão embargada, os fundamentos pelos quais não prospera a alegação submetida a exame, conforme se depreende da leitura do voto condutor do julgado, abaixo reproduzido, ainda que em parte (doc. 11, fls. 10-15): “[...] A verificação da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demanda prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. [...] Reitero que a suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 825798 AGR-ED / PE afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal- AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal- Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. [...] Constato, ademais, que o agravante não impugnou na petição de agravo regimental os fundamentos usados na decisão agravada para negar provimento ao agravo, qual seja, o relativo à incidência do óbice da Súmula 279 e 454/Supremo Tribunal Federal, voltadas as razões contra os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário proferida pela Corte de origem. O Supremo Tribunal Federal entende que o recorrente tem o dever de impugnar fundamentadamente todos os fundamentos da decisão atacada. A inobservância dessa orientação resulta na inadmissibilidade do recurso, em razão do não-preenchimento do requisito de regularidade formal disposto no artigo 317, § 1..., do RISTF: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. [...]” Enfim, não se prestam os embargos de declaração, em qualquer hipótese, não obstante a vocação democrática que ostentam e presente sua finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas. Não configuradas, portanto, quaisquer das hipóteses elencadas no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Supremo Tribunal Federal ARE 825798 AGR-ED / PE afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal- AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal- Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. [...] Constato, ademais, que o agravante não impugnou na petição de agravo regimental os fundamentos usados na decisão agravada para negar provimento ao agravo, qual seja, o relativo à incidência do óbice da Súmula 279 e 454/Supremo Tribunal Federal, voltadas as razões contra os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário proferida pela Corte de origem. O Supremo Tribunal Federal entende que o recorrente tem o dever de impugnar fundamentadamente todos os fundamentos da decisão atacada. A inobservância dessa orientação resulta na inadmissibilidade do recurso, em razão do não-preenchimento do requisito de regularidade formal disposto no artigo 317, § 1..., do RISTF: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. [...]” Enfim, não se prestam os embargos de declaração, em qualquer hipótese, não obstante a vocação democrática que ostentam e presente sua finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas. Não configuradas, portanto, quaisquer das hipóteses elencadas no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 825798 AGR-ED / PE art. 535 do Código de Processo Civil, evidenciando-se tão somente o inconformismo da parte com a decisão que lhe foi desfavorável. Rejeito, pois, os embargos declaratórios. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Supremo Tribunal Federal ARE 825798 AGR-ED / PE art. 535 do Código de Processo Civil, evidenciando-se tão somente o inconformismo da parte com a decisão que lhe foi desfavorável. Rejeito, pois, os embargos declaratórios. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350961 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.798 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350961 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 426 . 059 ,", "ARE 825798", "Recurso Extraordinário 426 . 059", "ARE 825798 AGR - ED / PE", "Recurso Extraordinário 465739 AgR - ED", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 825798 AGR - ED / PE", "Recurso Extraordinário 465739 AgR - ED", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "AgR", "-", "AgR", "-", "154", ".", "158", "/", "SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Súmula 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Súmula 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825 . 798" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 102 DA LEI MAIOR", "ART . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . . . , III , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , caput , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . . . , III , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , caput , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 DA", "ART . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "ART . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Lei Maior", "art . 102 da Magna Carta", "artigo 317 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "LEI ESTADUAL n 9 . 503 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Lei Maior", "art . 102 da Magna Carta", "LEI ESTADUAL n 9 . 503 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . . . , III , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , caput , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . . . , III , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , caput , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "artigo 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "artigo 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "-", "ED", "/", "PE", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO", "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO", "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO", "Rosa Weber", "Gilson Oliveira da Silva Filho", "ROSA WEBER", "GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO", "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO", "Rosa Weber", "Gilson Oliveira da Silva Filho", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Carlos Britto", "Carlos Britto", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO", "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "GILSON OLIVEIRA DA SILVA FILHO", "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "05", ".", "12", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "05", ".", "12", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "10", ".", "2006", "24", ".", "11", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "10", ".", "2006", "24", ".", "11", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "14", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO ADV.(A/S) :FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INCLUSÃO INDEVIDA EM SISTEMA DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INOVAÇÃO DE FUNDAMENTO EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. A decisão agravada está alinhada com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da ausência de matéria constitucional da controvérsia debatida nos autos, relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito (RE 602.136-RG, Rel. Ministra Ellen Gracie – Tema 232). 2. A discussão acerca dos arts. 93, IX; e 98, I, da Constituição Federal não foi arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300740. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 863992 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300740. Supremo Tribunal Federal ARE 863992 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO ADV.(A/S) :FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de processo em que se discute a inclusão indevida de consumidor em sistema de proteção de crédito. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 5º, caput, XXXV e LIV, da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que a matéria sequer fora objeto de prequestionamento, tendo em vista a ausência de apreciação de matéria que contrarie o texto constitucional nas decisões proferidas (fls. 169). O recurso não deve acolhimento. De início, a alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300741. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO ADV.(A/S) :FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de processo em que se discute a inclusão indevida de consumidor em sistema de proteção de crédito. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 5º, caput, XXXV e LIV, da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que a matéria sequer fora objeto de prequestionamento, tendo em vista a ausência de apreciação de matéria que contrarie o texto constitucional nas decisões proferidas (fls. 169). O recurso não deve acolhimento. De início, a alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 863992 AGR / SP de proteção ao crédito. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 602.136-RG, julgado sob a relatoria da Ministra Ellen Gracie: INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Por fim, para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), assim com a análise de matéria infraconstitucional. Vejam-se, nessa linha: ARE 682.770-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; ARE 750.060-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 756.470, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. VALOR CONSIDERADO EXCESSIVO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC e no art. 21, §1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante tenta demonstrar que houve o devido prequestionamento da questão debatida. Afirma que “o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300741. Supremo Tribunal Federal ARE 863992 AGR / SP de proteção ao crédito. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 602.136-RG, julgado sob a relatoria da Ministra Ellen Gracie: INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Por fim, para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), assim com a análise de matéria infraconstitucional. Vejam-se, nessa linha: ARE 682.770-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; ARE 750.060-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 756.470, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. VALOR CONSIDERADO EXCESSIVO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC e no art. 21, §1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante tenta demonstrar que houve o devido prequestionamento da questão debatida. Afirma que “o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 863992 AGR / SP interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300741. Supremo Tribunal Federal ARE 863992 AGR / SP interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da controvérsia ora discutida. 2. A matéria tratada nestes autos, relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito, foi objeto de deliberação do Plenário Virtual desta Corte que assentou a ausência de repercussão geral da presente controvérsia por não se tratar de matéria constitucional (RE 602.136-RG, Rel. Ministra Ellen Gracie – Tema 232). 3. Ademais, não consta na petição de recurso extraordinário a discussão sobre os arts. 93, IX; e 98, I, da Constituição Federal, sendo suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o agravo regimental está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 606.245-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Dias Toffoli: “Agravo regimental no recurso extraordinário. IPTU. Alíquotas progressivas antes da edição da Emenda Constitucional nº 29/2000. Lei Municipal nº 1.206/91. Inconstitucionalidade. Ofensa à anterioridade nonagesimal. inovação recursal. 1. O agravante inova nas razões de agravo regimental, sustentando não ter havido ofensa ao princípio da anterioridade nonagesimal. Não há no recurso extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300742. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da controvérsia ora discutida. 2. A matéria tratada nestes autos, relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito, foi objeto de deliberação do Plenário Virtual desta Corte que assentou a ausência de repercussão geral da presente controvérsia por não se tratar de matéria constitucional (RE 602.136-RG, Rel. Ministra Ellen Gracie – Tema 232). 3. Ademais, não consta na petição de recurso extraordinário a discussão sobre os arts. 93, IX; e 98, I, da Constituição Federal, sendo suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o agravo regimental está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 606.245-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Dias Toffoli: “Agravo regimental no recurso extraordinário. IPTU. Alíquotas progressivas antes da edição da Emenda Constitucional nº 29/2000. Lei Municipal nº 1.206/91. Inconstitucionalidade. Ofensa à anterioridade nonagesimal. inovação recursal. 1. O agravante inova nas razões de agravo regimental, sustentando não ter havido ofensa ao princípio da anterioridade nonagesimal. Não há no recurso extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 863992 AGR / SP por ele aviado nenhuma consideração a esse respeito. O agravo regimental está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Neste sentido, nada há a prover quanto à alegação de violação da anterioridade nonagesimal. 2. É inconstitucional lei municipal que tenha estabelecido, antes da Emenda Constitucional nº 29/2000, alíquotas progressivas, salvo se destinadas a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana (Súmula nº 668/STF), o que não é o caso. 3. Agravo regimental não provido. (Grifo nosso)” 5. Outros precedentes: ARE 734.247-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; e RE 355.039-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300742. Supremo Tribunal Federal ARE 863992 AGR / SP por ele aviado nenhuma consideração a esse respeito. O agravo regimental está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Neste sentido, nada há a prover quanto à alegação de violação da anterioridade nonagesimal. 2. É inconstitucional lei municipal que tenha estabelecido, antes da Emenda Constitucional nº 29/2000, alíquotas progressivas, salvo se destinadas a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana (Súmula nº 668/STF), o que não é o caso. 3. Agravo regimental não provido. (Grifo nosso)” 5. Outros precedentes: ARE 734.247-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; e RE 355.039-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO ADV.(A/S) : FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351027 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO ADV.(A/S) : FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351027 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8363920
2015-04-14T00:00:00
2015-05-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INCLUSÃO INDEVIDA EM SISTEMA DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INOVAÇÃO DE FUNDAMENTO EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. A decisão agravada está alinhada com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da ausência de matéria constitucional da controvérsia debatida nos autos, relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito (RE 602.136-RG, Rel. Ministra Ellen Gracie – Tema 232). 2. A discussão acerca dos arts. 93, IX; e 98, I, da Constituição Federal não foi arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur302922
- Acórdão(s) citado(s): (SPC, CADASTRAMENTO INDEVIDO) RE 602136 RG. (AGR, LIMITES DA DEVOLUTIVIDADE) RE 355039 AgR (2ªT), RE 606245 AgR (1ªT), ARE 734247 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 18/05/2015, MAD.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
863992
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00098 INC-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 863992 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO ADV.(A/S) : FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO ADV.(A/S) :FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INCLUSÃO INDEVIDA EM SISTEMA DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INOVAÇÃO DE FUNDAMENTO EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. A decisão agravada está alinhada com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da ausência de matéria constitucional da controvérsia debatida nos autos, relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito (Recurso Extraordinário 602.136-RG, Rel. Ministra Ellen Gracie – Tema 232). 2. A discussão acerca dos arts. 93, IX; e 98, I, da Constituição Federal não foi arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de abril de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300740. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 863992 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300740. Supremo Tribunal Federal ARE 863992 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO ADV.(A/S) :FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de processo em que se discute a inclusão indevida de consumidor em sistema de proteção de crédito. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 5..., caput, XXXV e LIV, da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que a matéria sequer fora objeto de prequestionamento, tendo em vista a ausência de apreciação de matéria que contrarie o texto constitucional nas decisões proferidas (fls. 169). O recurso não deve acolhimento. De início, a alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300741. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO ADV.(A/S) :FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de processo em que se discute a inclusão indevida de consumidor em sistema de proteção de crédito. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 5..., caput, XXXV e LIV, da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que a matéria sequer fora objeto de prequestionamento, tendo em vista a ausência de apreciação de matéria que contrarie o texto constitucional nas decisões proferidas (fls. 169). O recurso não deve acolhimento. De início, a alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 863992 AGR / SP de proteção ao crédito. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 602.136-RG, julgado sob a relatoria da Ministra Ellen Gracie: INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Por fim, para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), assim com a análise de matéria infraconstitucional. Vejam-se, nessa linha: ARE 682.770-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 750.060-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 756.470, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. VALOR CONSIDERADO EXCESSIVO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante tenta demonstrar que houve o devido prequestionamento da questão debatida. Afirma que “o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300741. Supremo Tribunal Federal ARE 863992 AGR / SP de proteção ao crédito. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 602.136-RG, julgado sob a relatoria da Ministra Ellen Gracie: INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Por fim, para dissentir da conclusão do Colegiado de origem quanto ao valor da multa aplicada, considerado excessivo, seriam necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), assim com a análise de matéria infraconstitucional. Vejam-se, nessa linha: ARE 682.770-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 750.060-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 756.470, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. VALOR CONSIDERADO EXCESSIVO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante tenta demonstrar que houve o devido prequestionamento da questão debatida. Afirma que “o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 863992 AGR / SP interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300741. Supremo Tribunal Federal ARE 863992 AGR / SP interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da controvérsia ora discutida. 2. A matéria tratada nestes autos, relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito, foi objeto de deliberação do Plenário Virtual desta Corte que assentou a ausência de repercussão geral da presente controvérsia por não se tratar de matéria constitucional (Recurso Extraordinário 602.136-RG, Rel. Ministra Ellen Gracie – Tema 232). 3. Ademais, não consta na petição de recurso extraordinário a discussão sobre os arts. 93, IX; e 98, I, da Constituição Federal, sendo suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o agravo regimental está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 606.245-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Dias Toffoli: “Agravo regimental no recurso extraordinário. IPTU. Alíquotas progressivas antes da edição da Emenda Constitucional n 29/2000. Lei Municipal n 1.206/91. Inconstitucionalidade. Ofensa à anterioridade nonagesimal. inovação recursal. 1. O agravante inova nas razões de agravo regimental, sustentando não ter havido ofensa ao princípio da anterioridade nonagesimal. Não há no recurso extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300742. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da controvérsia ora discutida. 2. A matéria tratada nestes autos, relativa à indenização por danos morais em decorrência de cadastramento indevido em órgãos de proteção ao crédito, foi objeto de deliberação do Plenário Virtual desta Corte que assentou a ausência de repercussão geral da presente controvérsia por não se tratar de matéria constitucional (Recurso Extraordinário 602.136-RG, Rel. Ministra Ellen Gracie – Tema 232). 3. Ademais, não consta na petição de recurso extraordinário a discussão sobre os arts. 93, IX; e 98, I, da Constituição Federal, sendo suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o agravo regimental está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 606.245-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Dias Toffoli: “Agravo regimental no recurso extraordinário. IPTU. Alíquotas progressivas antes da edição da Emenda Constitucional n 29/2000. Lei Municipal n 1.206/91. Inconstitucionalidade. Ofensa à anterioridade nonagesimal. inovação recursal. 1. O agravante inova nas razões de agravo regimental, sustentando não ter havido ofensa ao princípio da anterioridade nonagesimal. Não há no recurso extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 863992 AGR / SP por ele aviado nenhuma consideração a esse respeito. O agravo regimental está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Neste sentido, nada há a prover quanto à alegação de violação da anterioridade nonagesimal. 2. É inconstitucional lei municipal que tenha estabelecido, antes da Emenda Constitucional n 29/2000, alíquotas progressivas, salvo se destinadas a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana (Súmula n 668/Supremo Tribunal Federal), o que não é o caso. 3. Agravo regimental não provido. (Grifo nosso)” 5. Outros precedentes: ARE 734.247-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; e Recurso Extraordinário 355.039-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300742. Supremo Tribunal Federal ARE 863992 AGR / SP por ele aviado nenhuma consideração a esse respeito. O agravo regimental está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Neste sentido, nada há a prover quanto à alegação de violação da anterioridade nonagesimal. 2. É inconstitucional lei municipal que tenha estabelecido, antes da Emenda Constitucional n 29/2000, alíquotas progressivas, salvo se destinadas a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana (Súmula n 668/Supremo Tribunal Federal), o que não é o caso. 3. Agravo regimental não provido. (Grifo nosso)” 5. Outros precedentes: ARE 734.247-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; e Recurso Extraordinário 355.039-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8300742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/04/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO ADV.(A/S) : FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351027 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.992 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO ADV.(A/S) : FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351027 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863 . 992", "Recurso Extraordinário 602 . 136 - RG", "ARE 863992 AGR / SP", "ARE 863992 AGR / SP", "Súmulas 282", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 863992 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 602 . 136 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 682 . 770 - AgR", "ARE 750 . 060 - AgR", "ARE 756 . 470", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "ARE 863992 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 602 . 136 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 682 . 770 - AgR", "ARE 750 . 060 - AgR", "ARE 756 . 470", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 863992 AGR / SP", "ARE 863992 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863 . 992", "Recurso Extraordinário 602 . 136 - RG", "Recurso Extraordinário 606 . 245 - AgR", "Recurso Extraordinário 602 . 136 - RG", "Recurso Extraordinário 606 . 245 - AgR", "ARE 863992 AGR", "Súmula n 668 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 734 . 247 - AgR", "Recurso Extraordinário 355 . 039 - AgR", "ARE 863992 AGR / SP", "Súmula n 668 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 734 . 247 - AgR", "Recurso Extraordinário 355 . 039 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "arts . 93 , IX ; e 98 , I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 5 .", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , caput , XXXV e LIV , da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 93 , IX ; e 98 , I , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 29 / 2000", "Lei Municipal n 1 . 206 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 93 , IX ; e 98 , I , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 29 / 2000", "Lei Municipal n 1 . 206 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 29 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 29 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO", "FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO", "FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO", "FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "OSMAR MENDES PAIXÃO", "PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO", "FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "PRISCILA DE MOURA PARRA ALONSO", "FELIPE FRANCISCO PARRA ALONSO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "04", "/", "2015", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "14", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LIRES ZUFFO GIORDANI ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Artigo 93, inciso IX, da CF. Afronta. Não ocorrência. Desvio de função. Caracterização. Discussão. Legislação infraconstitucional. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096724. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RE 978573 AGR / PR ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 28/10 a 8/11/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de novembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096724. Supremo Tribunal Federal RE 978573 AGR / PR ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 28/10 a 8/11/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de novembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096724. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LIRES ZUFFO GIORDANI ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Lires Zuffo Giordani interpôs tempestivo agravo regimental, 13/9/16, em contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Lires Zuffo Giordani interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL. DESVIO DE FUNÇÃO NÃO CONFIGURADO. O Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido de que, reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais dele decorrentes. No caso, não se vislumbra que as tarefas desempenhadas pela parte autora eram, de modo permanente, exclusivas do cargo de analista do seguro social.’ Opostos embargos declaratórios, foram providos, em parte, para fins de prequestionamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LIRES ZUFFO GIORDANI ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Lires Zuffo Giordani interpôs tempestivo agravo regimental, 13/9/16, em contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Lires Zuffo Giordani interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL. DESVIO DE FUNÇÃO NÃO CONFIGURADO. O Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido de que, reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais dele decorrentes. No caso, não se vislumbra que as tarefas desempenhadas pela parte autora eram, de modo permanente, exclusivas do cargo de analista do seguro social.’ Opostos embargos declaratórios, foram providos, em parte, para fins de prequestionamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RE 978573 AGR / PR Sustenta a recorrente contrariedade aos artigos 5º, caput e incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Supremo Tribunal Federal RE 978573 AGR / PR Sustenta a recorrente contrariedade aos artigos 5º, caput e incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RE 978573 AGR / PR Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido a seguinte fundamentação, extraída da sentença e adotada como razões de decidir: ‘Observe-se o teor de trecho do depoimento da testemunha Cleonice Dariva, ao relatar as atividades desenvolvidas pela parte autora (Carta Precatória n.º 5008993- 12.2012.404.7005, evento 14, VÍDEO3): 'atendimento ao público, habilitar benefício, instruir processos de benefícios, despachar, analisar, fazer despacho de processo de benefício, implantar benefício, todas as atividades inerentes aos benefícios da previdência social (...)' A testemunha Bernadete Welter afirmou ter ingressado no serviço público no cargo de Agente Administrativo, posteriormente transformado em Técnico do Seguro Social. Acrescentou que ela e a autora atendem, orientam, recebem documentação, analisam e concedem benefícios. Segundo a testemunha, a autora detém poder de decisão, não havendo necessidade de confirmação das decisões por servidor de hierarquia superior. Já o testigo Marcelo Morobu Takano informou que é Analista do Seguro Social; que faz o mesmo serviço que todos os servidores (atendimento ao público, análise de processos, concessão de benefícios, justificação administrativa). Arrematou que todos os servidores fazem praticamente a mesma coisa. No mesmo sentido foi o depoimento da autora e dos testigos Cláudio Luiz Batagin e Domício Fernandes de Mattos. Ainda, dos depoimentos prestados conclui-se que as atividades realizadas pela autora eram habituais e permanentes. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Supremo Tribunal Federal RE 978573 AGR / PR Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido a seguinte fundamentação, extraída da sentença e adotada como razões de decidir: ‘Observe-se o teor de trecho do depoimento da testemunha Cleonice Dariva, ao relatar as atividades desenvolvidas pela parte autora (Carta Precatória n.º 5008993- 12.2012.404.7005, evento 14, VÍDEO3): 'atendimento ao público, habilitar benefício, instruir processos de benefícios, despachar, analisar, fazer despacho de processo de benefício, implantar benefício, todas as atividades inerentes aos benefícios da previdência social (...)' A testemunha Bernadete Welter afirmou ter ingressado no serviço público no cargo de Agente Administrativo, posteriormente transformado em Técnico do Seguro Social. Acrescentou que ela e a autora atendem, orientam, recebem documentação, analisam e concedem benefícios. Segundo a testemunha, a autora detém poder de decisão, não havendo necessidade de confirmação das decisões por servidor de hierarquia superior. Já o testigo Marcelo Morobu Takano informou que é Analista do Seguro Social; que faz o mesmo serviço que todos os servidores (atendimento ao público, análise de processos, concessão de benefícios, justificação administrativa). Arrematou que todos os servidores fazem praticamente a mesma coisa. No mesmo sentido foi o depoimento da autora e dos testigos Cláudio Luiz Batagin e Domício Fernandes de Mattos. Ainda, dos depoimentos prestados conclui-se que as atividades realizadas pela autora eram habituais e permanentes. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RE 978573 AGR / PR Os depoimentos prestados pelas testemunhas e pela autora estão em consonância com a farta documentação carreada com a inicial. De acordo com os documentos trazidos no evento 1 (OUT7 a 11) durante esse período de 2007 a 2011, a autora foi responsável pela concessão de alguns benefícios previdenciários. (…) Da análise das atribuições do cargo Agente de Serviços Diversos, observa-se que, dentre elas, há atribuições genéricas, como 'a execução de outras atividades inerentes às competências do INSS'. Ora, em face da existência de atribuição genérica para o cargo Agente de Serviços Diversos, não há que falar em desvio de função.’ Nesse caso, para acolher a pretensão da recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal local de que não restou caracterizado o desvio de função alegado na inicial seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ALEGADO DESVIO DE FUNÇÃO. RECLASSIFICAÇÃO NÃO RECONHECIDA NA ORIGEM: IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 723.203/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/3/12). ‘CONSTITUCIONAL E TRABALHISTA. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Supremo Tribunal Federal RE 978573 AGR / PR Os depoimentos prestados pelas testemunhas e pela autora estão em consonância com a farta documentação carreada com a inicial. De acordo com os documentos trazidos no evento 1 (OUT7 a 11) durante esse período de 2007 a 2011, a autora foi responsável pela concessão de alguns benefícios previdenciários. (…) Da análise das atribuições do cargo Agente de Serviços Diversos, observa-se que, dentre elas, há atribuições genéricas, como 'a execução de outras atividades inerentes às competências do INSS'. Ora, em face da existência de atribuição genérica para o cargo Agente de Serviços Diversos, não há que falar em desvio de função.’ Nesse caso, para acolher a pretensão da recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal local de que não restou caracterizado o desvio de função alegado na inicial seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ALEGADO DESVIO DE FUNÇÃO. RECLASSIFICAÇÃO NÃO RECONHECIDA NA ORIGEM: IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 723.203/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/3/12). ‘CONSTITUCIONAL E TRABALHISTA. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RE 978573 AGR / PR ALEGAÇÃO DE DESVIO DE FUNÇÃO. SÚMULA STF 279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a quo acerca da existência de desvio de função, seria necessária a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula STF 279). 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 815.680/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie , DJe de 9/2/11). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. ” Insiste o agravante na alegação de que haveria violação direta dos arts. 5º, caput e incisos LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Sustenta que o acórdão recorrido desconsidera todo o conjunto fático-probatório dos autos, além de não apresentar qualquer fundamentação. Por fim, aduz que in casu não incide os óbices das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, por ofensa ao preceito da Súmula 279 e por tratar-se de ofensa reflexa à Constituição Federal. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Supremo Tribunal Federal RE 978573 AGR / PR ALEGAÇÃO DE DESVIO DE FUNÇÃO. SÚMULA STF 279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a quo acerca da existência de desvio de função, seria necessária a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula STF 279). 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 815.680/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie , DJe de 9/2/11). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. ” Insiste o agravante na alegação de que haveria violação direta dos arts. 5º, caput e incisos LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Sustenta que o acórdão recorrido desconsidera todo o conjunto fático-probatório dos autos, além de não apresentar qualquer fundamentação. Por fim, aduz que in casu não incide os óbices das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, por ofensa ao preceito da Súmula 279 e por tratar-se de ofensa reflexa à Constituição Federal. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa ou do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Ressalte-se que esta Corte, ao examinar o ARE nº 748.371/MT-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13, reafirmou esse entendimento. O referido julgado foi assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentido, os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). DIREITO DO TRABALHO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa ou do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Ressalte-se que esta Corte, ao examinar o ARE nº 748.371/MT-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13, reafirmou esse entendimento. O referido julgado foi assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentido, os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). DIREITO DO TRABALHO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 978573 AGR / PR AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 863.088/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 27/5/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 711.797/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 19/11/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REEXAME DE PROVA E PROVA SUPERVENIENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - É inadmissível o recurso extraordinário 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal RE 978573 AGR / PR AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 863.088/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 27/5/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 711.797/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 19/11/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REEXAME DE PROVA E PROVA SUPERVENIENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - É inadmissível o recurso extraordinário 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 978573 AGR / PR quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II - A alegada afronta aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. III - O extraordinário é recurso de fundamentação vinculada, apto a veicular apenas os temas taxativamente previstos no art. 102, III, da Constituição Federal, decididos em única ou última instância. Não se inserem no seu âmbito de arguição as questões jurídicas relacionadas à boa ou à má interpretação de legislação ordinária e as indagações cuja solução não prescinda do revolvimento de matéria fático-probatória. IV - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 681.892/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/14). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido a seguinte fundamentação, extraída da sentença e adotada como razões de decidir: “Observe-se o teor de trecho do depoimento da testemunha Cleonice Dariva, ao relatar as atividades desenvolvidas pela parte autora (Carta Precatória n.º 5008993- 12.2012.404.7005, evento 14, VÍDEO3): 'atendimento ao público, habilitar benefício, instruir processos de benefícios, despachar, analisar, fazer despacho de processo de benefício, implantar benefício, todas as atividades inerentes aos benefícios da previdência social (...)' A testemunha Bernadete Welter afirmou ter ingressado no serviço público no cargo de Agente Administrativo, posteriormente transformado em Técnico do Seguro Social. Acrescentou que ela e a autora atendem, orientam, recebem documentação, analisam e concedem benefícios. Segundo a testemunha, a autora detém poder de decisão, não havendo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal RE 978573 AGR / PR quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II - A alegada afronta aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. III - O extraordinário é recurso de fundamentação vinculada, apto a veicular apenas os temas taxativamente previstos no art. 102, III, da Constituição Federal, decididos em única ou última instância. Não se inserem no seu âmbito de arguição as questões jurídicas relacionadas à boa ou à má interpretação de legislação ordinária e as indagações cuja solução não prescinda do revolvimento de matéria fático-probatória. IV - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 681.892/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/14). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido a seguinte fundamentação, extraída da sentença e adotada como razões de decidir: “Observe-se o teor de trecho do depoimento da testemunha Cleonice Dariva, ao relatar as atividades desenvolvidas pela parte autora (Carta Precatória n.º 5008993- 12.2012.404.7005, evento 14, VÍDEO3): 'atendimento ao público, habilitar benefício, instruir processos de benefícios, despachar, analisar, fazer despacho de processo de benefício, implantar benefício, todas as atividades inerentes aos benefícios da previdência social (...)' A testemunha Bernadete Welter afirmou ter ingressado no serviço público no cargo de Agente Administrativo, posteriormente transformado em Técnico do Seguro Social. Acrescentou que ela e a autora atendem, orientam, recebem documentação, analisam e concedem benefícios. Segundo a testemunha, a autora detém poder de decisão, não havendo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 978573 AGR / PR necessidade de confirmação das decisões por servidor de hierarquia superior. Já o testigo Marcelo Morobu Takano informou que é Analista do Seguro Social; que faz o mesmo serviço que todos os servidores (atendimento ao público, análise de processos, concessão de benefícios, justificação administrativa). Arrematou que todos os servidores fazem praticamente a mesma coisa. No mesmo sentido foi o depoimento da autora e dos testigos Cláudio Luiz Batagin e Domício Fernandes de Mattos. Ainda, dos depoimentos prestados conclui-se que as atividades realizadas pela autora eram habituais e permanentes. Os depoimentos prestados pelas testemunhas e pela autora estão em consonância com a farta documentação carreada com a inicial. De acordo com os documentos trazidos no evento 1 (OUT7 a 11) durante esse período de 2007 a 2011, a autora foi responsável pela concessão de alguns benefícios previdenciários. (…) Da análise das atribuições do cargo Agente de Serviços Diversos, observa-se que, dentre elas, há atribuições genéricas, como 'a execução de outras atividades inerentes às competências do INSS'. Ora, em face da existência de atribuição genérica para o cargo Agente de Serviços Diversos, não há que falar em desvio de função.” Desse modo, conforme já consignado na decisão agravada, é certo que não houve inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante tenha sido contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Ressalte-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal RE 978573 AGR / PR necessidade de confirmação das decisões por servidor de hierarquia superior. Já o testigo Marcelo Morobu Takano informou que é Analista do Seguro Social; que faz o mesmo serviço que todos os servidores (atendimento ao público, análise de processos, concessão de benefícios, justificação administrativa). Arrematou que todos os servidores fazem praticamente a mesma coisa. No mesmo sentido foi o depoimento da autora e dos testigos Cláudio Luiz Batagin e Domício Fernandes de Mattos. Ainda, dos depoimentos prestados conclui-se que as atividades realizadas pela autora eram habituais e permanentes. Os depoimentos prestados pelas testemunhas e pela autora estão em consonância com a farta documentação carreada com a inicial. De acordo com os documentos trazidos no evento 1 (OUT7 a 11) durante esse período de 2007 a 2011, a autora foi responsável pela concessão de alguns benefícios previdenciários. (…) Da análise das atribuições do cargo Agente de Serviços Diversos, observa-se que, dentre elas, há atribuições genéricas, como 'a execução de outras atividades inerentes às competências do INSS'. Ora, em face da existência de atribuição genérica para o cargo Agente de Serviços Diversos, não há que falar em desvio de função.” Desse modo, conforme já consignado na decisão agravada, é certo que não houve inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante tenha sido contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Ressalte-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 978573 AGR / PR que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Esse entendimento foi reafirmado no julgamento do AI nº 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 – tema 339. Por fim, a partir do trecho transcrito, verifica-se que a Corte de origem assentou a não ocorrência de desvio de função baseada nos documentos e provas anexados aos autos. Nessa conformidade, para divergir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático- probatório dos autos, bem como a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido, confiram-se os julgados a seguir colacionados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. DESVIO DE FUNÇÃO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE nº 918.470/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/3/16). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Desvio de função. Técnico previdenciário. 3. Demonstração da habitualidade e regularidade do exercício de tarefas exclusivas de analista previdenciário. Inocorrência. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório. Súmula 279. 4. Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292, Tema 339. 5. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema 660. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal RE 978573 AGR / PR que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Esse entendimento foi reafirmado no julgamento do AI nº 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 – tema 339. Por fim, a partir do trecho transcrito, verifica-se que a Corte de origem assentou a não ocorrência de desvio de função baseada nos documentos e provas anexados aos autos. Nessa conformidade, para divergir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático- probatório dos autos, bem como a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido, confiram-se os julgados a seguir colacionados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. DESVIO DE FUNÇÃO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE nº 918.470/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/3/16). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Desvio de função. Técnico previdenciário. 3. Demonstração da habitualidade e regularidade do exercício de tarefas exclusivas de analista previdenciário. Inocorrência. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório. Súmula 279. 4. Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292, Tema 339. 5. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema 660. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 978573 AGR / PR 880.352/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/6/15). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DESVIO DE FUNÇÃO NÃO CONFIGURADO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.01.2013. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 867.614/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/4/15). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal RE 978573 AGR / PR 880.352/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/6/15). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DESVIO DE FUNÇÃO NÃO CONFIGURADO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.01.2013. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 867.614/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/4/15). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 978573 AGR / PR “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDIONÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, AO ACESSO À JUSTIÇA, AOS LIMITES DA COISA JULGADA E AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM AS DIRETRIZES DO PLENÁRIO NO AI 791.292 QO - RG (MIN. REL. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010), JULGADO SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. SERVIDOR PÚBLICO. DESVIO DE FUNÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 860.366/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/8/14). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal RE 978573 AGR / PR “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDIONÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, AO ACESSO À JUSTIÇA, AOS LIMITES DA COISA JULGADA E AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM AS DIRETRIZES DO PLENÁRIO NO AI 791.292 QO - RG (MIN. REL. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010), JULGADO SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. SERVIDOR PÚBLICO. DESVIO DE FUNÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 860.366/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/8/14). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 09/11/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LIRES ZUFFO GIORDANI ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA (49789/DF, 23510/PR) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (111180/MG, 19095/PR, 330617/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047941 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LIRES ZUFFO GIORDANI ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA (49789/DF, 23510/PR) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (111180/MG, 19095/PR, 330617/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047941 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12104700
2016-11-09T00:00:00
2016-11-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Artigo 93, inciso IX, da CF. Afronta. Não ocorrência. Desvio de função. Caracterização. Discussão. Legislação infraconstitucional. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.
sjur360977
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 681892 AgR (2ªT), ARE 711797 AgR (1ªT), ARE 863088 AgR (2ªT), ARE 748371 RG. (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 RG-QO (TP). (DESVIO DE FUNÇÃO) AI 860366 AgR (2ªT), ARE 867614 AgR (1ªT), ARE 880352 AgR (2ªT), ARE 918470 AgR (1ªT). Número de páginas: 15. Análise: 15/12/2016, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
978573
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 978573 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LIRES ZUFFO GIORDANI ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LIRES ZUFFO GIORDANI ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988. Afronta. Não ocorrência. Desvio de função. Caracterização. Discussão. Legislação infraconstitucional. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096724. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 28/10 a 8/11/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de novembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096724. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 28/10 a 8/11/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de novembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096724. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LIRES ZUFFO GIORDANI ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Lires Zuffo Giordani interpôs tempestivo agravo regimental, 13/9/16, em contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Lires Zuffo Giordani interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL. DESVIO DE FUNÇÃO NÃO CONFIGURADO. O Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido de que, reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais dele decorrentes. No caso, não se vislumbra que as tarefas desempenhadas pela parte autora eram, de modo permanente, exclusivas do cargo de analista do seguro social.’ Opostos embargos declaratórios, foram providos, em parte, para fins de prequestionamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LIRES ZUFFO GIORDANI ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Lires Zuffo Giordani interpôs tempestivo agravo regimental, 13/9/16, em contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Lires Zuffo Giordani interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL. DESVIO DE FUNÇÃO NÃO CONFIGURADO. O Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido de que, reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais dele decorrentes. No caso, não se vislumbra que as tarefas desempenhadas pela parte autora eram, de modo permanente, exclusivas do cargo de analista do seguro social.’ Opostos embargos declaratórios, foram providos, em parte, para fins de prequestionamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR Sustenta a recorrente contrariedade aos artigos 5..., caput e incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR Sustenta a recorrente contrariedade aos artigos 5..., caput e incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido a seguinte fundamentação, extraída da sentença e adotada como razões de decidir: ‘Observe-se o teor de trecho do depoimento da testemunha Cleonice Dariva, ao relatar as atividades desenvolvidas pela parte autora (Carta Precatória n. 5008993- 12.2012.404.7005, evento 14, VÍDEO3): 'atendimento ao público, habilitar benefício, instruir processos de benefícios, despachar, analisar, fazer despacho de processo de benefício, implantar benefício, todas as atividades inerentes aos benefícios da previdência social (...)' A testemunha Bernadete Welter afirmou ter ingressado no serviço público no cargo de Agente Administrativo, posteriormente transformado em Técnico do Seguro Social. Acrescentou que ela e a autora atendem, orientam, recebem documentação, analisam e concedem benefícios. Segundo a testemunha, a autora detém poder de decisão, não havendo necessidade de confirmação das decisões por servidor de hierarquia superior. Já o testigo Marcelo Morobu Takano informou que é Analista do Seguro Social; que faz o mesmo serviço que todos os servidores (atendimento ao público, análise de processos, concessão de benefícios, justificação administrativa). Arrematou que todos os servidores fazem praticamente a mesma coisa. No mesmo sentido foi o depoimento da autora e dos testigos Cláudio Luiz Batagin e Domício Fernandes de Mattos. Ainda, dos depoimentos prestados conclui-se que as atividades realizadas pela autora eram habituais e permanentes. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido a seguinte fundamentação, extraída da sentença e adotada como razões de decidir: ‘Observe-se o teor de trecho do depoimento da testemunha Cleonice Dariva, ao relatar as atividades desenvolvidas pela parte autora (Carta Precatória n. 5008993- 12.2012.404.7005, evento 14, VÍDEO3): 'atendimento ao público, habilitar benefício, instruir processos de benefícios, despachar, analisar, fazer despacho de processo de benefício, implantar benefício, todas as atividades inerentes aos benefícios da previdência social (...)' A testemunha Bernadete Welter afirmou ter ingressado no serviço público no cargo de Agente Administrativo, posteriormente transformado em Técnico do Seguro Social. Acrescentou que ela e a autora atendem, orientam, recebem documentação, analisam e concedem benefícios. Segundo a testemunha, a autora detém poder de decisão, não havendo necessidade de confirmação das decisões por servidor de hierarquia superior. Já o testigo Marcelo Morobu Takano informou que é Analista do Seguro Social; que faz o mesmo serviço que todos os servidores (atendimento ao público, análise de processos, concessão de benefícios, justificação administrativa). Arrematou que todos os servidores fazem praticamente a mesma coisa. No mesmo sentido foi o depoimento da autora e dos testigos Cláudio Luiz Batagin e Domício Fernandes de Mattos. Ainda, dos depoimentos prestados conclui-se que as atividades realizadas pela autora eram habituais e permanentes. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR Os depoimentos prestados pelas testemunhas e pela autora estão em consonância com a farta documentação carreada com a inicial. De acordo com os documentos trazidos no evento 1 (OUT7 a 11) durante esse período de 2007 a 2011, a autora foi responsável pela concessão de alguns benefícios previdenciários. (…) Da análise das atribuições do cargo Agente de Serviços Diversos, observa-se que, dentre elas, há atribuições genéricas, como 'a execução de outras atividades inerentes às competências do INSS'. Ora, em face da existência de atribuição genérica para o cargo Agente de Serviços Diversos, não há que falar em desvio de função.’ Nesse caso, para acolher a pretensão da recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal local de que não restou caracterizado o desvio de função alegado na inicial seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ALEGADO DESVIO DE FUNÇÃO. RECLASSIFICAÇÃO NÃO RECONHECIDA NA ORIGEM: IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 723.203/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/3/12). ‘CONSTITUCIONAL E TRABALHISTA. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR Os depoimentos prestados pelas testemunhas e pela autora estão em consonância com a farta documentação carreada com a inicial. De acordo com os documentos trazidos no evento 1 (OUT7 a 11) durante esse período de 2007 a 2011, a autora foi responsável pela concessão de alguns benefícios previdenciários. (…) Da análise das atribuições do cargo Agente de Serviços Diversos, observa-se que, dentre elas, há atribuições genéricas, como 'a execução de outras atividades inerentes às competências do INSS'. Ora, em face da existência de atribuição genérica para o cargo Agente de Serviços Diversos, não há que falar em desvio de função.’ Nesse caso, para acolher a pretensão da recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal local de que não restou caracterizado o desvio de função alegado na inicial seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ALEGADO DESVIO DE FUNÇÃO. RECLASSIFICAÇÃO NÃO RECONHECIDA NA ORIGEM: IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 723.203/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/3/12). ‘CONSTITUCIONAL E TRABALHISTA. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR ALEGAÇÃO DE DESVIO DE FUNÇÃO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a quo acerca da existência de desvio de função, seria necessária a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula Supremo Tribunal Federal 279). 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 815.680/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie , DJe de 9/2/11). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. ” Insiste o agravante na alegação de que haveria violação direta dos arts. 5..., caput e incisos LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Sustenta que o acórdão recorrido desconsidera todo o conjunto fático-probatório dos autos, além de não apresentar qualquer fundamentação. Por fim, aduz que in casu não incide os óbices das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, por ofensa ao preceito da Súmula 279 e por tratar-se de ofensa reflexa à Constituição Federal. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR ALEGAÇÃO DE DESVIO DE FUNÇÃO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Para divergir da conclusão a que chegou o Tribunal a quo acerca da existência de desvio de função, seria necessária a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que é defeso nesta sede recursal (Súmula Supremo Tribunal Federal 279). 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 815.680/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie , DJe de 9/2/11). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. ” Insiste o agravante na alegação de que haveria violação direta dos arts. 5..., caput e incisos LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Sustenta que o acórdão recorrido desconsidera todo o conjunto fático-probatório dos autos, além de não apresentar qualquer fundamentação. Por fim, aduz que in casu não incide os óbices das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, por ofensa ao preceito da Súmula 279 e por tratar-se de ofensa reflexa à Constituição Federal. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa ou do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Ressalte-se que esta Corte, ao examinar o ARE n 748.371/MT-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13, reafirmou esse entendimento. O referido julgado foi assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentido, os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). DIREITO DO TRABALHO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa ou do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Ressalte-se que esta Corte, ao examinar o ARE n 748.371/MT-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13, reafirmou esse entendimento. O referido julgado foi assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentido, os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). DIREITO DO TRABALHO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 863.088/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 27/5/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 711.797/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 19/11/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REEXAME DE PROVA E PROVA SUPERVENIENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - É inadmissível o recurso extraordinário 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 863.088/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 27/5/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 711.797/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 19/11/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REEXAME DE PROVA E PROVA SUPERVENIENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - É inadmissível o recurso extraordinário 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II - A alegada afronta aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. III - O extraordinário é recurso de fundamentação vinculada, apto a veicular apenas os temas taxativamente previstos no art. 102, III, da Constituição Federal, decididos em única ou última instância. Não se inserem no seu âmbito de arguição as questões jurídicas relacionadas à boa ou à má interpretação de legislação ordinária e as indagações cuja solução não prescinda do revolvimento de matéria fático-probatória. IV - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 681.892/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/14). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido a seguinte fundamentação, extraída da sentença e adotada como razões de decidir: “Observe-se o teor de trecho do depoimento da testemunha Cleonice Dariva, ao relatar as atividades desenvolvidas pela parte autora (Carta Precatória n. 5008993- 12.2012.404.7005, evento 14, VÍDEO3): 'atendimento ao público, habilitar benefício, instruir processos de benefícios, despachar, analisar, fazer despacho de processo de benefício, implantar benefício, todas as atividades inerentes aos benefícios da previdência social (...)' A testemunha Bernadete Welter afirmou ter ingressado no serviço público no cargo de Agente Administrativo, posteriormente transformado em Técnico do Seguro Social. Acrescentou que ela e a autora atendem, orientam, recebem documentação, analisam e concedem benefícios. Segundo a testemunha, a autora detém poder de decisão, não havendo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II - A alegada afronta aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. III - O extraordinário é recurso de fundamentação vinculada, apto a veicular apenas os temas taxativamente previstos no art. 102, III, da Constituição Federal, decididos em única ou última instância. Não se inserem no seu âmbito de arguição as questões jurídicas relacionadas à boa ou à má interpretação de legislação ordinária e as indagações cuja solução não prescinda do revolvimento de matéria fático-probatória. IV - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 681.892/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/14). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido a seguinte fundamentação, extraída da sentença e adotada como razões de decidir: “Observe-se o teor de trecho do depoimento da testemunha Cleonice Dariva, ao relatar as atividades desenvolvidas pela parte autora (Carta Precatória n. 5008993- 12.2012.404.7005, evento 14, VÍDEO3): 'atendimento ao público, habilitar benefício, instruir processos de benefícios, despachar, analisar, fazer despacho de processo de benefício, implantar benefício, todas as atividades inerentes aos benefícios da previdência social (...)' A testemunha Bernadete Welter afirmou ter ingressado no serviço público no cargo de Agente Administrativo, posteriormente transformado em Técnico do Seguro Social. Acrescentou que ela e a autora atendem, orientam, recebem documentação, analisam e concedem benefícios. Segundo a testemunha, a autora detém poder de decisão, não havendo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR necessidade de confirmação das decisões por servidor de hierarquia superior. Já o testigo Marcelo Morobu Takano informou que é Analista do Seguro Social; que faz o mesmo serviço que todos os servidores (atendimento ao público, análise de processos, concessão de benefícios, justificação administrativa). Arrematou que todos os servidores fazem praticamente a mesma coisa. No mesmo sentido foi o depoimento da autora e dos testigos Cláudio Luiz Batagin e Domício Fernandes de Mattos. Ainda, dos depoimentos prestados conclui-se que as atividades realizadas pela autora eram habituais e permanentes. Os depoimentos prestados pelas testemunhas e pela autora estão em consonância com a farta documentação carreada com a inicial. De acordo com os documentos trazidos no evento 1 (OUT7 a 11) durante esse período de 2007 a 2011, a autora foi responsável pela concessão de alguns benefícios previdenciários. (…) Da análise das atribuições do cargo Agente de Serviços Diversos, observa-se que, dentre elas, há atribuições genéricas, como 'a execução de outras atividades inerentes às competências do INSS'. Ora, em face da existência de atribuição genérica para o cargo Agente de Serviços Diversos, não há que falar em desvio de função.” Desse modo, conforme já consignado na decisão agravada, é certo que não houve inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante tenha sido contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Ressalte-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR necessidade de confirmação das decisões por servidor de hierarquia superior. Já o testigo Marcelo Morobu Takano informou que é Analista do Seguro Social; que faz o mesmo serviço que todos os servidores (atendimento ao público, análise de processos, concessão de benefícios, justificação administrativa). Arrematou que todos os servidores fazem praticamente a mesma coisa. No mesmo sentido foi o depoimento da autora e dos testigos Cláudio Luiz Batagin e Domício Fernandes de Mattos. Ainda, dos depoimentos prestados conclui-se que as atividades realizadas pela autora eram habituais e permanentes. Os depoimentos prestados pelas testemunhas e pela autora estão em consonância com a farta documentação carreada com a inicial. De acordo com os documentos trazidos no evento 1 (OUT7 a 11) durante esse período de 2007 a 2011, a autora foi responsável pela concessão de alguns benefícios previdenciários. (…) Da análise das atribuições do cargo Agente de Serviços Diversos, observa-se que, dentre elas, há atribuições genéricas, como 'a execução de outras atividades inerentes às competências do INSS'. Ora, em face da existência de atribuição genérica para o cargo Agente de Serviços Diversos, não há que falar em desvio de função.” Desse modo, conforme já consignado na decisão agravada, é certo que não houve inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante tenha sido contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Ressalte-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Esse entendimento foi reafirmado no julgamento do AI n 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 – tema 339. Por fim, a partir do trecho transcrito, verifica-se que a Corte de origem assentou a não ocorrência de desvio de função baseada nos documentos e provas anexados aos autos. Nessa conformidade, para divergir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático- probatório dos autos, bem como a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os julgados a seguir colacionados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. DESVIO DE FUNÇÃO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE n 918.470/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/3/16). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Desvio de função. Técnico previdenciário. 3. Demonstração da habitualidade e regularidade do exercício de tarefas exclusivas de analista previdenciário. Inocorrência. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório. Súmula 279. 4. Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292, Tema 339. 5. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema 660. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Esse entendimento foi reafirmado no julgamento do AI n 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 – tema 339. Por fim, a partir do trecho transcrito, verifica-se que a Corte de origem assentou a não ocorrência de desvio de função baseada nos documentos e provas anexados aos autos. Nessa conformidade, para divergir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático- probatório dos autos, bem como a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os julgados a seguir colacionados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. DESVIO DE FUNÇÃO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE n 918.470/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/3/16). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Desvio de função. Técnico previdenciário. 3. Demonstração da habitualidade e regularidade do exercício de tarefas exclusivas de analista previdenciário. Inocorrência. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório. Súmula 279. 4. Alegação de ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência. Precedente. AI-QO-RG 791.292, Tema 339. 5. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371, Tema 660. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR 880.352/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/6/15). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DESVIO DE FUNÇÃO NÃO CONFIGURADO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.01.2013. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 867.614/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/4/15). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR 880.352/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/6/15). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DESVIO DE FUNÇÃO NÃO CONFIGURADO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.01.2013. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 867.614/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/4/15). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDIONÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, AO ACESSO À JUSTIÇA, AOS LIMITES DA COISA JULGADA E AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM AS DIRETRIZES DO PLENÁRIO NO AI 791.292 QO - RG (MIN. REL. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010), JULGADO SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. SERVIDOR PÚBLICO. DESVIO DE FUNÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 860.366/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/8/14). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDIONÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, AO ACESSO À JUSTIÇA, AOS LIMITES DA COISA JULGADA E AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM AS DIRETRIZES DO PLENÁRIO NO AI 791.292 QO - RG (MIN. REL. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010), JULGADO SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. SERVIDOR PÚBLICO. DESVIO DE FUNÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 860.366/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/8/14). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12096722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 09/11/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LIRES ZUFFO GIORDANI ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA (49789/DF, 23510/PR) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (111180/MG, 19095/PR, 330617/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047941 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978.573 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LIRES ZUFFO GIORDANI ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA (49789/DF, 23510/PR) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (111180/MG, 19095/PR, 330617/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047941 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978 . 573", "Súmulas ns 279", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978 . 573", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978 . 573", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 723 . 203 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário 978573 AGR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 723 . 203 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "Súmula Supremo Tribunal Federal 279", "AI n 815 . 680 / RS - AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 978573 AGR", "Súmula", "AI n 815 . 680 / RS - AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978 . 573", "ARE n 748 . 371", "ARE 748 . 371", "ARE n 748 . 371 / MT - RG", "ARE 748 . 371", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "ARE n 863 . 088 / DF - AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 711 . 797 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "ARE n 863 . 088 / DF - AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 711 . 797 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "ARE n 681 . 892 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "ARE n 681 . 892 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "Súmulas ns 279", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 918 . 470", "AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE", "-", "RG 748 .", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "Súmulas ns 279", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 918 . 470 / RJ - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "AGR", "/", "PR 880 . 352 / RS -", "AgR", "ARE n 867 . 614 / PR - AgR", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR 880 . 352 / RS - AgR", "ARE n 867 . 614 / PR - AgR", "Recurso Extraordinário 978573 AGR", "ARE 748 . 371", "AI 791 . 292 QO - RG", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 860 . 366 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário 978573 AGR / PR", "ARE 748 . 371", "AI 791 . 292 QO - RG", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 860 . 366 / MG - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 978" ], "LEGISLACAO": [ "Artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988", "Constituição da República", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 85 , § § 2 . . .", "3 . . . e", "11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , caput e incisos LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , caput e incisos LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "arts . 5 . . . , caput e incisos LIV e LV ; e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , da Lei n 13 . 105 / 15", "Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "arts . 5 . . . , caput e incisos LIV e LV ; e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , da Lei n 13 . 105 / 15", "Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Constituição", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "artigo 93 , IX , da Lei Maior", "art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "artigo 93 , IX , da Lei Maior", "art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSS", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PR", "INSS", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "LIRES ZUFFO GIORDANI", "JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LIRES ZUFFO GIORDANI", "JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "DIAS TOFFOLI", "Lires Zuffo Giordani", "Lires Zuffo Giordani", "DIAS TOFFOLI", "LIRES ZUFFO GIORDANI", "JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "DIAS TOFFOLI", "Lires Zuffo Giordani", "Lires Zuffo Giordani", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Cleonice Dariva", "Bernadete Welter", "Marcelo Morobu Takano", "Cláudio Luiz Batagin", "Domício Fernandes de Mattos", "Celso de Mello", "Cleonice Dariva", "Bernadete Welter", "Marcelo Morobu Takano", "Cláudio Luiz Batagin", "Domício Fernandes de Mattos", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Cleonice Dariva", "Bernadete Welter", "Ricardo Lewandowski", "Cleonice Dariva", "Bernadete Welter", "DIAS TOFFOLI", "Marcelo Morobu Takano", "Cláudio Luiz Batagin", "Domício Fernandes de Mattos", "Marcelo Morobu Takano", "Cláudio Luiz Batagin", "Domício Fernandes de Mattos", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "LIRES ZUFFO GIORDANI", "JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "LIRES ZUFFO GIORDANI", "JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "8", "/", "11", "/", "2016", "9 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "8", "/", "11", "/", "2016", "9 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "13", "/", "9", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "13", "/", "9", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "2011", "6", "/", "3", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "2011", "6", "/", "3", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "5", "/", "15", "19", "/", "11", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "5", "/", "15", "19", "/", "11", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "15", "/", "3", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "15", "/", "3", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "6", "/", "15", "22", ".", "01", ".", "2013", "14", "/", "4", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "6", "/", "15", "22", ".", "01", ".", "2013", "14", "/", "4", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "2010", "19", "/", "8", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "2010", "19", "/", "8", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "28", ".", "10", "8", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "10", "8", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA ADV.(A/S) :FÁBIO STEFANI AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. BASE DE CÁLCULO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280/STF. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. RECURSO INTERPOSTO PELO ART. 102, III, ‘C’, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA 284/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 14 de abril de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258707. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA ADV.(A/S) :FÁBIO STEFANI AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão do Min. Ayres Britto que negou seguimento ao recurso aos fundamentos de que (a) rever o entendimento do Tribunal de origem demandaria a análise de legislação infraconstitucional e do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai os óbices das Súmulas 279 e 280/STF; e (b) quanto ao art. 102, III, ‘c’ da Constituição Federal, é de se aplicar a Súmula 284/STF. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) a limitação imposta pela legislação municipal se revela inconstitucional, pois viola diretamente os arts. 7º, XVI e 39, § 3º, da CF/88; e (b) não é caso de aplicação das Súmulas 279, 280 e 284/STF. No mais, reitera as razões recursais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258790. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA ADV.(A/S) :FÁBIO STEFANI AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão do Min. Ayres Britto que negou seguimento ao recurso aos fundamentos de que (a) rever o entendimento do Tribunal de origem demandaria a análise de legislação infraconstitucional e do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai os óbices das Súmulas 279 e 280/STF; e (b) quanto ao art. 102, III, ‘c’ da Constituição Federal, é de se aplicar a Súmula 284/STF. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) a limitação imposta pela legislação municipal se revela inconstitucional, pois viola diretamente os arts. 7º, XVI e 39, § 3º, da CF/88; e (b) não é caso de aplicação das Súmulas 279, 280 e 284/STF. No mais, reitera as razões recursais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258790. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 3. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e o reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Providências vedadas neste momento processual, conforme as Súmulas 280 e 279/STF. 4. De mais mais, quanto à alínea “c” do inciso III do art. 102 do Magno Texto, é de se aplicar a Súmula 284/STF. Ante o exposto, e frente ao art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Analisando caso análogo, a 1ª Turma do STF já se pronunciou nos seguintes termos: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. BASE DE CÁLCULO DE HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. A resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local aplicada ao caso, procedimento vedado em recurso extraordinário pela Súmula 280/STF. Precedentes. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258791. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 3. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e o reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Providências vedadas neste momento processual, conforme as Súmulas 280 e 279/STF. 4. De mais mais, quanto à alínea “c” do inciso III do art. 102 do Magno Texto, é de se aplicar a Súmula 284/STF. Ante o exposto, e frente ao art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Analisando caso análogo, a 1ª Turma do STF já se pronunciou nos seguintes termos: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. BASE DE CÁLCULO DE HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. A resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local aplicada ao caso, procedimento vedado em recurso extraordinário pela Súmula 280/STF. Precedentes. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 650791 AGR / RS contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 846840 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 3/2/2015). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258791. Supremo Tribunal Federal ARE 650791 AGR / RS contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 846840 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 3/2/2015). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA ADV.(A/S) : FÁBIO STEFANI AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8343859 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA ADV.(A/S) : FÁBIO STEFANI AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8343859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8363795
2015-04-14T00:00:00
2015-05-06T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. BASE DE CÁLCULO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280/STF. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. RECURSO INTERPOSTO PELO ART. 102, III, ‘C’, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA 284/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur302965
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280) ARE 846840 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 18/05/2015, BMP.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
650791
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-C\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 650791 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA ADV.(A/S) : FÁBIO STEFANI AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA ADV.(A/S) :FÁBIO STEFANI AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. BASE DE CÁLCULO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO PELO ART. 102, III, ‘C’, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 14 de abril de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258707. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA ADV.(A/S) :FÁBIO STEFANI AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão do Min. Ayres Britto que negou seguimento ao recurso aos fundamentos de que (a) rever o entendimento do Tribunal de origem demandaria a análise de legislação infraconstitucional e do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai os óbices das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal; e (b) quanto ao art. 102, III, ‘c’ da Constituição Federal, é de se aplicar a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) a limitação imposta pela legislação municipal se revela inconstitucional, pois viola diretamente os arts. 7..., XVI e 39, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88; e (b) não é caso de aplicação das Súmulas 279, 280 e 284/Supremo Tribunal Federal. No mais, reitera as razões recursais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258790. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA ADV.(A/S) :FÁBIO STEFANI AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão do Min. Ayres Britto que negou seguimento ao recurso aos fundamentos de que (a) rever o entendimento do Tribunal de origem demandaria a análise de legislação infraconstitucional e do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai os óbices das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal; e (b) quanto ao art. 102, III, ‘c’ da Constituição Federal, é de se aplicar a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) a limitação imposta pela legislação municipal se revela inconstitucional, pois viola diretamente os arts. 7..., XVI e 39, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88; e (b) não é caso de aplicação das Súmulas 279, 280 e 284/Supremo Tribunal Federal. No mais, reitera as razões recursais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258790. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 3. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e o reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Providências vedadas neste momento processual, conforme as Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. De mais mais, quanto à alínea “c” do inciso III do art. 102 do Magno Texto, é de se aplicar a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, e frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Analisando caso análogo, a 1... Turma do Supremo Tribunal Federal já se pronunciou nos seguintes termos: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. BASE DE CÁLCULO DE HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. A resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local aplicada ao caso, procedimento vedado em recurso extraordinário pela Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258791. Supremo Tribunal Federal 14/04/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 3. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e o reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Providências vedadas neste momento processual, conforme as Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. De mais mais, quanto à alínea “c” do inciso III do art. 102 do Magno Texto, é de se aplicar a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, e frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Analisando caso análogo, a 1... Turma do Supremo Tribunal Federal já se pronunciou nos seguintes termos: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. BASE DE CÁLCULO DE HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. A resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local aplicada ao caso, procedimento vedado em recurso extraordinário pela Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 650791 AGR / RS contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 846840 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 3/2/2015). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258791. Supremo Tribunal Federal ARE 650791 AGR / RS contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 846840 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 3/2/2015). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 14/04/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA ADV.(A/S) : FÁBIO STEFANI AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 14.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8343859 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650.791 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA ADV.(A/S) : FÁBIO STEFANI AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 14.04.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8343859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 650 . 791", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "Súmulas 279 , 280 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 280 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 650791 AGR /", "ARE 846840 AgR", "ARE 650791 AGR / RS", "ARE 846840 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 102 , III , ‘ C ’ , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ c ’ da Constituição Federal", "arts . 7 . . . , XVI e 39 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ c ’ da Constituição Federal", "arts . 7 . . . , XVI e 39 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "PORTO ALEGRE", "MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE", "RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE", "MUNICÍPIO", "PORTO ALEGRE", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "PORTO ALEGRE", "MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE", "RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE", "MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "1", ".", ". Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA", "FÁBIO STEFANI", "TEORI ZAVASCKI", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA", "FÁBIO STEFANI", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA", "FÁBIO STEFANI", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "TEORI ZAVASCKI", "PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA", "FÁBIO STEFANI", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "PLÍNIO GILBERTO DOS SANTOS LA SALVIA", "FÁBIO STEFANI", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "04", "/", "2015", "14 de abril de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "04", "/", "2015", "14", ".", "04", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "04", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EDUARDO DE AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO ORIGINÁRIA. MAGISTRADO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/1998. DIREITO NÃO EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A competência constitucional originária do Supremo Tribunal Federal para a ação prevista no art. 102, I, n, da Constituição Federal, demanda a existência de situação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados e que o direito postulado seja exclusivo da categoria. 2. Nesse sentido: “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - tendo presente a interpretação dada ao preceito constante do art. 102, I, n, da Constituição (RTJ 128/475 - RTJ 138/3 - RTJ 138/11) - firmou-se no sentido de não reconhecer a competência originária desta Corte, sempre que a controvérsia envolver vantagens, direitos ou interesses comuns à magistratura e a outras categorias funcionais” (AO 465 AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Primeira Turma, DJ de 25/04/1997). 3. In casu, estando ausente o requisito da exclusividade do direito postulado, não há falar em competência originária desta Corte para a causa. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825081. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AO 1802 AGR / SP Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825081. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825081. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EDUARDO DE AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela União em face de decisão monocrática por mim proferida em que não reconheci a incidência do art. 102, I, n, da Constituição Federal à hipótese dos autos, não se caracterizando a competência originária desta Corte. Transcrevo o relatório da decisão recorrida: “Cuida-se de ação ordinária ajuizada por magistrados do trabalho em face da União, em que se postula o reconhecimento judicial do direito em se aposentar com 30 anos de contribuição, sem limite de idade sob o fundamento da inconstitucionalidade formal e material da Emenda Constitucional 20/1998. Concluída a instrução do feito, a juíza relatora, ao entendimento de que o provimento buscado teria o condão de constituir-se em precedente judicial a ser suscitado por quaisquer outros membros da magistratura nacional, decidiu pela remessa dos autos a este Supremo Tribunal Federal, com fundamento no art. 102, I, n , da Constituição Federal.” A agravante, nas razões de seu recurso, defende a desnecessidade de os direitos ou vantagens discutidos em juízo serem exclusivos da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825082. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EDUARDO DE AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela União em face de decisão monocrática por mim proferida em que não reconheci a incidência do art. 102, I, n, da Constituição Federal à hipótese dos autos, não se caracterizando a competência originária desta Corte. Transcrevo o relatório da decisão recorrida: “Cuida-se de ação ordinária ajuizada por magistrados do trabalho em face da União, em que se postula o reconhecimento judicial do direito em se aposentar com 30 anos de contribuição, sem limite de idade sob o fundamento da inconstitucionalidade formal e material da Emenda Constitucional 20/1998. Concluída a instrução do feito, a juíza relatora, ao entendimento de que o provimento buscado teria o condão de constituir-se em precedente judicial a ser suscitado por quaisquer outros membros da magistratura nacional, decidiu pela remessa dos autos a este Supremo Tribunal Federal, com fundamento no art. 102, I, n , da Constituição Federal.” A agravante, nas razões de seu recurso, defende a desnecessidade de os direitos ou vantagens discutidos em juízo serem exclusivos da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825082. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório AO 1802 AGR / SP magistratura para a ação ser apta a tramitar originariamente perante esta Corte. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825082. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP magistratura para a ação ser apta a tramitar originariamente perante esta Corte. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825082. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado, das razões recursais, que o recorrente não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Como afirmado em juízo monocrático, a presente ação originária não pode ser conhecida por esta Corte. Dispõe o art. 102, I, n, da Constituição Federal: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar originariamente: n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados, e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. “ A competência originária do Supremo Tribunal Federal para a ação prevista nesse dispositivo constitucional reclama a presença cumulativa de dois requisitos, quais sejam: i) a existência de interesse de toda a magistratura; ii) que esse interesse seja exclusivo dos magistrados. Esse é o entendimento consolidado por essa Corte, veja-se: “SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA (CF, ART. 102, I, N) - NORMA DE DIREITO ESTRITO - MAGISTRADOS QUE PRETENDEM A PERCEPÇÃO DO ADICIONAL DE 1/3 SOBRE OS DOIS PERÍODOS ANUAIS DE FÉRIAS A QUE FAZEM JUS - Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado, das razões recursais, que o recorrente não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Como afirmado em juízo monocrático, a presente ação originária não pode ser conhecida por esta Corte. Dispõe o art. 102, I, n, da Constituição Federal: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar originariamente: n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados, e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. “ A competência originária do Supremo Tribunal Federal para a ação prevista nesse dispositivo constitucional reclama a presença cumulativa de dois requisitos, quais sejam: i) a existência de interesse de toda a magistratura; ii) que esse interesse seja exclusivo dos magistrados. Esse é o entendimento consolidado por essa Corte, veja-se: “SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA (CF, ART. 102, I, N) - NORMA DE DIREITO ESTRITO - MAGISTRADOS QUE PRETENDEM A PERCEPÇÃO DO ADICIONAL DE 1/3 SOBRE OS DOIS PERÍODOS ANUAIS DE FÉRIAS A QUE FAZEM JUS - Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX AO 1802 AGR / SP VANTAGEM QUE NÃO É EXCLUSIVA DA MAGISTRATURA - AÇÃO AJUIZÁVEL EM PRIMEIRA INSTÂNCIA - INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO STF - AGRAVO IMPROVIDO. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - tendo presente a interpretação dada ao preceito constante do art. 102, I, n, da Constituição (RTJ 128/475 - RTJ 138/3 - RTJ 138/11) - firmou-se no sentido de não reconhecer a competência originária desta Corte, sempre que a controvérsia envolver vantagens, direitos ou interesses comuns à magistratura e a outras categorias funcionais. - O direito reclamado - analisado na perspectiva do estatuto jurídico pertinente à Magistratura - não tem qualquer conotação de natureza corporativo-institucional (pois é também titularizado pelos representantes do Ministério Público e membros integrantes dos Tribunais de Contas) e não se restringe, por isso mesmo, apenas àqueles que estejam investidos no desempenho de cargos judiciários.” (AO 465 AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Primeira Turma, DJ de 25/04/1997 – grifos meus). “COMPETÊNCIA. CONSTITUIÇÃO, ARTIGO 102, I, LETRA "N". AÇÃO ORDINARIA CONTRA A UNIÃO FEDERAL MOVIDA POR MAGISTRADOS FEDERAIS, RELATIVAMENTE A EXIGÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO DO INSS DE 12% (DOZE POR CENTO) SOBRE O TOTAL DA REMUNERAÇÃO. HIPÓTESE EM QUE A MATÉRIA SOBRE QUE VERSA A CAUSA NÃO E DO PRIVATIVO INTERESSE DA MAGISTRATURA FEDERAL, MAS DOS SERVIDORES FEDERAIS, EM GERAL, TAMBÉM ATINGIDOS PELA LEI N. 8.162, DE 1991. PRECEDENTE DO STF, NA AOE 11-03/DF. A COMPETÊNCIA ORIGINARIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DE ACORDO COM O ART. 102, I, LETRA "N", DA CONSTITUIÇÃO, NÃO SE CONFIGURA, DESDE LOGO, PELO EXCLUSIVO FATO DE EXISTIR INTERESSE DOS MAGISTRADOS NA CAUSA, DESDE QUE ESSE INTERESSE SEJA COMUM AOS SERVIDORES PUBLICOS EM GERAL. AÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.” (Pet 506 QO/MG, Rel. Min. NÉRI DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP VANTAGEM QUE NÃO É EXCLUSIVA DA MAGISTRATURA - AÇÃO AJUIZÁVEL EM PRIMEIRA INSTÂNCIA - INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO STF - AGRAVO IMPROVIDO. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - tendo presente a interpretação dada ao preceito constante do art. 102, I, n, da Constituição (RTJ 128/475 - RTJ 138/3 - RTJ 138/11) - firmou-se no sentido de não reconhecer a competência originária desta Corte, sempre que a controvérsia envolver vantagens, direitos ou interesses comuns à magistratura e a outras categorias funcionais. - O direito reclamado - analisado na perspectiva do estatuto jurídico pertinente à Magistratura - não tem qualquer conotação de natureza corporativo-institucional (pois é também titularizado pelos representantes do Ministério Público e membros integrantes dos Tribunais de Contas) e não se restringe, por isso mesmo, apenas àqueles que estejam investidos no desempenho de cargos judiciários.” (AO 465 AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Primeira Turma, DJ de 25/04/1997 – grifos meus). “COMPETÊNCIA. CONSTITUIÇÃO, ARTIGO 102, I, LETRA "N". AÇÃO ORDINARIA CONTRA A UNIÃO FEDERAL MOVIDA POR MAGISTRADOS FEDERAIS, RELATIVAMENTE A EXIGÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO DO INSS DE 12% (DOZE POR CENTO) SOBRE O TOTAL DA REMUNERAÇÃO. HIPÓTESE EM QUE A MATÉRIA SOBRE QUE VERSA A CAUSA NÃO E DO PRIVATIVO INTERESSE DA MAGISTRATURA FEDERAL, MAS DOS SERVIDORES FEDERAIS, EM GERAL, TAMBÉM ATINGIDOS PELA LEI N. 8.162, DE 1991. PRECEDENTE DO STF, NA AOE 11-03/DF. A COMPETÊNCIA ORIGINARIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DE ACORDO COM O ART. 102, I, LETRA "N", DA CONSTITUIÇÃO, NÃO SE CONFIGURA, DESDE LOGO, PELO EXCLUSIVO FATO DE EXISTIR INTERESSE DOS MAGISTRADOS NA CAUSA, DESDE QUE ESSE INTERESSE SEJA COMUM AOS SERVIDORES PUBLICOS EM GERAL. AÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.” (Pet 506 QO/MG, Rel. Min. NÉRI DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX AO 1802 AGR / SP SILVEIRA, Tribunal Pleno, DJ de 19/02/1993 – grifos meus). “A jurisprudência do STF tem-se orientado no sentido de que a letra n do inciso I do art. 102 da CF, a firmar competência originária do STF para a causa, só se aplica quando a matéria versada na demanda respeita a privativo interesse da magistratura enquanto tal e não quando também interessa a outros servidores.” (AO 467, Rel. Min. Néri da Silveira, Tribunal Pleno, DJ de 3/10/1997). No mesmo sentido: AI 797.086-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 23/2/2011; Rcl 1.097-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 26/2/2010; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 11/4/2008. O bem da vida postulado nesta ação – direito à aposentadoria com 30 anos de contribuição sem o atendimento ao requisito da idade mínima, sob o fundamento de inconstitucionalidade da Emenda Constitucional nº 20/1998 – não é exclusivo da magistratura. Em verdade, a regra insculpida no artigo 40 da Carta da República é aplicável, de maneira geral, a todos os servidores públicos. A ausência de exclusividade do interesse, ainda que indireto, da magistratura é circunstância, conforme demonstrado, que exclui a competência originária desta Corte para conhecer e julgar desta ação ante a inaplicabilidade do art. 102, I, n. Assinalo, nessa linha, que o mesmo entendimento foi esposado pelo Plenário deste Tribunal por ocasião do julgamento da AO 845/AP, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ de 31/10/2002. Na hipótese, magistrados postulavam a incorporação do índice de 11,98% aos seus vencimentos. Entretanto, por se tratar de direito a que faziam jus também os servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, a Corte entendeu não estar firmada sua competência. Ademais, no julgamento da Rcl 2.136-AgR/BA, este Tribunal reafirmou entendimento que desautoriza a conclusão esposada pela 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP SILVEIRA, Tribunal Pleno, DJ de 19/02/1993 – grifos meus). “A jurisprudência do STF tem-se orientado no sentido de que a letra n do inciso I do art. 102 da CF, a firmar competência originária do STF para a causa, só se aplica quando a matéria versada na demanda respeita a privativo interesse da magistratura enquanto tal e não quando também interessa a outros servidores.” (AO 467, Rel. Min. Néri da Silveira, Tribunal Pleno, DJ de 3/10/1997). No mesmo sentido: AI 797.086-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 23/2/2011; Rcl 1.097-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 26/2/2010; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 11/4/2008. O bem da vida postulado nesta ação – direito à aposentadoria com 30 anos de contribuição sem o atendimento ao requisito da idade mínima, sob o fundamento de inconstitucionalidade da Emenda Constitucional nº 20/1998 – não é exclusivo da magistratura. Em verdade, a regra insculpida no artigo 40 da Carta da República é aplicável, de maneira geral, a todos os servidores públicos. A ausência de exclusividade do interesse, ainda que indireto, da magistratura é circunstância, conforme demonstrado, que exclui a competência originária desta Corte para conhecer e julgar desta ação ante a inaplicabilidade do art. 102, I, n. Assinalo, nessa linha, que o mesmo entendimento foi esposado pelo Plenário deste Tribunal por ocasião do julgamento da AO 845/AP, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ de 31/10/2002. Na hipótese, magistrados postulavam a incorporação do índice de 11,98% aos seus vencimentos. Entretanto, por se tratar de direito a que faziam jus também os servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, a Corte entendeu não estar firmada sua competência. Ademais, no julgamento da Rcl 2.136-AgR/BA, este Tribunal reafirmou entendimento que desautoriza a conclusão esposada pela 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX AO 1802 AGR / SP agravante, verbis: “RECLAMAÇÃO. INADMISSIBILIDADE. FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO. ( RTJ 134/1033 RTJ 166/785). AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO. REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, n, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. INVIABILIDADE DA ARGÜIÇÃO, EM CARÁTER GENÉRICO, DO IMPEDIMENTO E/OU SUSPEIÇÃO DE TODOS OS DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PRESSUPOSTOS INERENTES AO IMPEDIMENTO E/OU À SUSPEIÇÃO DEVEM SER APRECIADOS, EM PRINCÍPIO, PELO TRIBUNAL COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DA CAUSA. PRECEDENTES. LITÍGIO QUE, ADEMAIS, NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO. COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (CF, ART. 102, I, n) PRECEDENTES. CONSEQÜENTE INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO RECURSAL. RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, Dje de 29/09/2011). No julgamento daquele feito, restou consignado no voto do Relator: “O benefício em referência - analisado na perspectiva do estatuto jurídico pertinente à magistratura - não tem qualquer conotação de natureza corporativo-institucional, pois, segundo o próprio reclamante (fls. 51), é também titularizado pelos membros do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP agravante, verbis: “RECLAMAÇÃO. INADMISSIBILIDADE. FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO. ( RTJ 134/1033 RTJ 166/785). AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO. REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, n, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. INVIABILIDADE DA ARGÜIÇÃO, EM CARÁTER GENÉRICO, DO IMPEDIMENTO E/OU SUSPEIÇÃO DE TODOS OS DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PRESSUPOSTOS INERENTES AO IMPEDIMENTO E/OU À SUSPEIÇÃO DEVEM SER APRECIADOS, EM PRINCÍPIO, PELO TRIBUNAL COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DA CAUSA. PRECEDENTES. LITÍGIO QUE, ADEMAIS, NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO. COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (CF, ART. 102, I, n) PRECEDENTES. CONSEQÜENTE INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO RECURSAL. RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, Dje de 29/09/2011). No julgamento daquele feito, restou consignado no voto do Relator: “O benefício em referência - analisado na perspectiva do estatuto jurídico pertinente à magistratura - não tem qualquer conotação de natureza corporativo-institucional, pois, segundo o próprio reclamante (fls. 51), é também titularizado pelos membros do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX AO 1802 AGR / SP Ministério Público, não se restringindo, por isso mesmo, apenas aos agentes vinculados à carreira judiciária. Significa dizer que se os interesses, direitos ou vantagens constituírem situações comuns a outras categorias funcionais, descaracterizar-se-á a própria razão de ser justificadora da especial competência originária do Supremo Tribunal Federal instituída pela Constituição da República” (grifos meus). Alexandre Alves Feitosa, ao comentar o disposto no art. 102, I, n, da Carta Magna, anota que “essa parte da norma se ocupa exclusivamente das causas em haja debate em torno de direitos, vantagens e prerrogativas inerentes ao estatuto jurídico da magistratura, cujas linhas mestras vêm estabelecidas no art. 93 da Carta Republicana, mas que não excluem normais infraconstitucionais que versem sobre o tema. A parte inicial do dispositivo é avaliada, portanto, sob o prisma de que o interesse, direto ou indireto, para atrair a competência originária do STF está relacionado aos interesses funcionais e institucionais de toda a magistratura. Isso implica que não se trata de qualquer direito ou vantagem, mas somente aquela que lhes é atribuída em caráter privativo” (in Processo nos Tribunais Superiores: de acordo com a Emenda Constitucional n. 45/2004. Marcelo Andrade Féres, Paulo Gustavo M. Carvalho, coordenadores. São Paulo: Saraiva, 2006, p. 565). Irretocável, nesse contexto, o que assentado pelo Subprocurador- Geral da República Paulo Gustavo Gonet Branco, no parecer ofertado nesta ação: “A espécie escapa à competência do Supremo Tribunal Federal nesse momento, segundo esses parâmetros. Os autores pretendem ser excluídos da incidência de normas gerais reguladoras da aposentadoria de agentes públicos civis em geral, invocando razões que não são inerentes a características diferenciadoras da magistratura, mas que poderiam ser suscitadas por qualquer outro servidor. Não está presente, portanto, o que o STF já denominou de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP Ministério Público, não se restringindo, por isso mesmo, apenas aos agentes vinculados à carreira judiciária. Significa dizer que se os interesses, direitos ou vantagens constituírem situações comuns a outras categorias funcionais, descaracterizar-se-á a própria razão de ser justificadora da especial competência originária do Supremo Tribunal Federal instituída pela Constituição da República” (grifos meus). Alexandre Alves Feitosa, ao comentar o disposto no art. 102, I, n, da Carta Magna, anota que “essa parte da norma se ocupa exclusivamente das causas em haja debate em torno de direitos, vantagens e prerrogativas inerentes ao estatuto jurídico da magistratura, cujas linhas mestras vêm estabelecidas no art. 93 da Carta Republicana, mas que não excluem normais infraconstitucionais que versem sobre o tema. A parte inicial do dispositivo é avaliada, portanto, sob o prisma de que o interesse, direto ou indireto, para atrair a competência originária do STF está relacionado aos interesses funcionais e institucionais de toda a magistratura. Isso implica que não se trata de qualquer direito ou vantagem, mas somente aquela que lhes é atribuída em caráter privativo” (in Processo nos Tribunais Superiores: de acordo com a Emenda Constitucional n. 45/2004. Marcelo Andrade Féres, Paulo Gustavo M. Carvalho, coordenadores. São Paulo: Saraiva, 2006, p. 565). Irretocável, nesse contexto, o que assentado pelo Subprocurador- Geral da República Paulo Gustavo Gonet Branco, no parecer ofertado nesta ação: “A espécie escapa à competência do Supremo Tribunal Federal nesse momento, segundo esses parâmetros. Os autores pretendem ser excluídos da incidência de normas gerais reguladoras da aposentadoria de agentes públicos civis em geral, invocando razões que não são inerentes a características diferenciadoras da magistratura, mas que poderiam ser suscitadas por qualquer outro servidor. Não está presente, portanto, o que o STF já denominou de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX AO 1802 AGR / SP fator decisivo para a definição de sua competência – a resistência a ato ‘cujos efeitos concretos exclusiva e especificamente se produzam sobre a situação dos membros da magistratura’ (AO 184, Rel. Ministro Octavio Gallotti, DJ 6.8.1993)”. Noutro ponto, quanto à alegação da agravante de que o presente feito possui o mesmo objeto da Ação Originária 1.800, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, tal informação não procede. Naquele feito, discute-se se “o exercício da jurisdição seria atividade de risco, razão pela qual os magistrados se enquadrariam na aposentadoria especial prevista no art. 40, § 4º, da Constituição Federal.”, consoante se verifica a partir da leitura de trecho do relatório de decisão monocrática proferida naquele processo publicada em 25.03.2014. Evidenciada, portanto, da dissociação de causas de pedir entre a AO 1.800 e AO 1.802. Ademais, naqueles mesmos autos, a União sustenta que os magistrados, em matéria de aposentadoria, se sujeitariam às mesmas normas aplicáveis à generalidade dos servidores ocupantes de cargos efetivos, entendendo pela falta de exclusividade do interesse da magistratura - requisito imprescindível para a consecução do presente feito originariamente perante este Supremo Tribunal Federal nos termos do art. 102, I, n. Ex positis, nego provimento ao agravo, mantendo a decisão recorrida, nos termos do art. 317, §2º, do Regimento Interno do STF. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP fator decisivo para a definição de sua competência – a resistência a ato ‘cujos efeitos concretos exclusiva e especificamente se produzam sobre a situação dos membros da magistratura’ (AO 184, Rel. Ministro Octavio Gallotti, DJ 6.8.1993)”. Noutro ponto, quanto à alegação da agravante de que o presente feito possui o mesmo objeto da Ação Originária 1.800, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, tal informação não procede. Naquele feito, discute-se se “o exercício da jurisdição seria atividade de risco, razão pela qual os magistrados se enquadrariam na aposentadoria especial prevista no art. 40, § 4º, da Constituição Federal.”, consoante se verifica a partir da leitura de trecho do relatório de decisão monocrática proferida naquele processo publicada em 25.03.2014. Evidenciada, portanto, da dissociação de causas de pedir entre a AO 1.800 e AO 1.802. Ademais, naqueles mesmos autos, a União sustenta que os magistrados, em matéria de aposentadoria, se sujeitariam às mesmas normas aplicáveis à generalidade dos servidores ocupantes de cargos efetivos, entendendo pela falta de exclusividade do interesse da magistratura - requisito imprescindível para a consecução do presente feito originariamente perante este Supremo Tribunal Federal nos termos do art. 102, I, n. Ex positis, nego provimento ao agravo, mantendo a decisão recorrida, nos termos do art. 317, §2º, do Regimento Interno do STF. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EDUARDO DE AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894446 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EDUARDO DE AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894446 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7924881
2015-02-10T00:00:00
2015-03-05T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO ORIGINÁRIA. MAGISTRADO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/1998. DIREITO NÃO EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A competência constitucional originária do Supremo Tribunal Federal para a ação prevista no art. 102, I, n, da Constituição Federal, demanda a existência de situação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados e que o direito postulado seja exclusivo da categoria. 2. Nesse sentido: “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - tendo presente a interpretação dada ao preceito constante do art. 102, I, n, da Constituição (RTJ 128/475 - RTJ 138/3 - RTJ 138/11) - firmou-se no sentido de não reconhecer a competência originária desta Corte, sempre que a controvérsia envolver vantagens, direitos ou interesses comuns à magistratura e a outras categorias funcionais” (AO 465 AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Primeira Turma, DJ de 25/04/1997). 3. In casu, estando ausente o requisito da exclusividade do direito postulado, não há falar em competência originária desta Corte para a causa. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento.
sjur294663
- Acórdão(s) citado(s): (STF, COMPETÊNCIA) AO 467 (1ªT), AO 845 (TP), AO 465 AgR (2ªT), Rcl 2136 AgR (TP), AO 1473 AgR (TP), Rcl 1097 AgR-segundo (TP), AI 797086 AgR (1ªT), PET 506 QO (TP). Número de páginas: 11. Análise: 27/03/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1802
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-N\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00002\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
AO-AgR
acordaos
AO 1802 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EDUARDO DE AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EDUARDO DE AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO ORIGINÁRIA. MAGISTRADO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. EMENDA CONSTITUCIONAL n 20/1998. DIREITO NÃO EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A competência constitucional originária do Supremo Tribunal Federal para a ação prevista no art. 102, I, n, da Constituição Federal, demanda a existência de situação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados e que o direito postulado seja exclusivo da categoria. 2. Nesse sentido: “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - tendo presente a interpretação dada ao preceito constante do art. 102, I, n, da Constituição (RTJ 128/475 - RTJ 138/3 - RTJ 138/11) - firmou-se no sentido de não reconhecer a competência originária desta Corte, sempre que a controvérsia envolver vantagens, direitos ou interesses comuns à magistratura e a outras categorias funcionais” (AO 465 AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Primeira Turma, DJ de 25/04/1997). 3. In casu, estando ausente o requisito da exclusividade do direito postulado, não há falar em competência originária desta Corte para a causa. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825081. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AO 1802 AGR / SP Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825081. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825081. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EDUARDO DE AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela União em face de decisão monocrática por mim proferida em que não reconheci a incidência do art. 102, I, n, da Constituição Federal à hipótese dos autos, não se caracterizando a competência originária desta Corte. Transcrevo o relatório da decisão recorrida: “Cuida-se de ação ordinária ajuizada por magistrados do trabalho em face da União, em que se postula o reconhecimento judicial do direito em se aposentar com 30 anos de contribuição, sem limite de idade sob o fundamento da inconstitucionalidade formal e material da Emenda Constitucional 20/1998. Concluída a instrução do feito, a juíza relatora, ao entendimento de que o provimento buscado teria o condão de constituir-se em precedente judicial a ser suscitado por quaisquer outros membros da magistratura nacional, decidiu pela remessa dos autos a este Supremo Tribunal Federal, com fundamento no art. 102, I, n , da Constituição Federal.” A agravante, nas razões de seu recurso, defende a desnecessidade de os direitos ou vantagens discutidos em juízo serem exclusivos da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825082. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :EDUARDO DE AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela União em face de decisão monocrática por mim proferida em que não reconheci a incidência do art. 102, I, n, da Constituição Federal à hipótese dos autos, não se caracterizando a competência originária desta Corte. Transcrevo o relatório da decisão recorrida: “Cuida-se de ação ordinária ajuizada por magistrados do trabalho em face da União, em que se postula o reconhecimento judicial do direito em se aposentar com 30 anos de contribuição, sem limite de idade sob o fundamento da inconstitucionalidade formal e material da Emenda Constitucional 20/1998. Concluída a instrução do feito, a juíza relatora, ao entendimento de que o provimento buscado teria o condão de constituir-se em precedente judicial a ser suscitado por quaisquer outros membros da magistratura nacional, decidiu pela remessa dos autos a este Supremo Tribunal Federal, com fundamento no art. 102, I, n , da Constituição Federal.” A agravante, nas razões de seu recurso, defende a desnecessidade de os direitos ou vantagens discutidos em juízo serem exclusivos da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825082. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório AO 1802 AGR / SP magistratura para a ação ser apta a tramitar originariamente perante esta Corte. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825082. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP magistratura para a ação ser apta a tramitar originariamente perante esta Corte. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825082. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado, das razões recursais, que o recorrente não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Como afirmado em juízo monocrático, a presente ação originária não pode ser conhecida por esta Corte. Dispõe o art. 102, I, n, da Constituição Federal: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar originariamente: n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados, e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. “ A competência originária do Supremo Tribunal Federal para a ação prevista nesse dispositivo constitucional reclama a presença cumulativa de dois requisitos, quais sejam: i) a existência de interesse de toda a magistratura; ii) que esse interesse seja exclusivo dos magistrados. Esse é o entendimento consolidado por essa Corte, veja-se: “SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, N) - NORMA DE DIREITO ESTRITO - MAGISTRADOS QUE PRETENDEM A PERCEPÇÃO DO ADICIONAL DE 1/3 SOBRE OS DOIS PERÍODOS ANUAIS DE FÉRIAS A QUE FAZEM JUS - Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado, das razões recursais, que o recorrente não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Como afirmado em juízo monocrático, a presente ação originária não pode ser conhecida por esta Corte. Dispõe o art. 102, I, n, da Constituição Federal: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar originariamente: n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados, e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. “ A competência originária do Supremo Tribunal Federal para a ação prevista nesse dispositivo constitucional reclama a presença cumulativa de dois requisitos, quais sejam: i) a existência de interesse de toda a magistratura; ii) que esse interesse seja exclusivo dos magistrados. Esse é o entendimento consolidado por essa Corte, veja-se: “SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, N) - NORMA DE DIREITO ESTRITO - MAGISTRADOS QUE PRETENDEM A PERCEPÇÃO DO ADICIONAL DE 1/3 SOBRE OS DOIS PERÍODOS ANUAIS DE FÉRIAS A QUE FAZEM JUS - Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX AO 1802 AGR / SP VANTAGEM QUE NÃO É EXCLUSIVA DA MAGISTRATURA - AÇÃO AJUIZÁVEL EM PRIMEIRA INSTÂNCIA - INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO Supremo Tribunal Federal - AGRAVO IMPROVIDO. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - tendo presente a interpretação dada ao preceito constante do art. 102, I, n, da Constituição (RTJ 128/475 - RTJ 138/3 - RTJ 138/11) - firmou-se no sentido de não reconhecer a competência originária desta Corte, sempre que a controvérsia envolver vantagens, direitos ou interesses comuns à magistratura e a outras categorias funcionais. - O direito reclamado - analisado na perspectiva do estatuto jurídico pertinente à Magistratura - não tem qualquer conotação de natureza corporativo-institucional (pois é também titularizado pelos representantes do Ministério Público e membros integrantes dos Tribunais de Contas) e não se restringe, por isso mesmo, apenas àqueles que estejam investidos no desempenho de cargos judiciários.” (AO 465 AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Primeira Turma, DJ de 25/04/1997 – grifos meus). “COMPETÊNCIA. CONSTITUIÇÃO, ARTIGO 102, I, LETRA "N". AÇÃO ORDINARIA CONTRA A UNIÃO FEDERAL MOVIDA POR MAGISTRADOS FEDERAIS, RELATIVAMENTE A EXIGÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO DO INSS DE 12% (DOZE POR CENTO) SOBRE O TOTAL DA REMUNERAÇÃO. HIPÓTESE EM QUE A MATÉRIA SOBRE QUE VERSA A CAUSA NÃO E DO PRIVATIVO INTERESSE DA MAGISTRATURA FEDERAL, MAS DOS SERVIDORES FEDERAIS, EM GERAL, TAMBÉM ATINGIDOS PELA LEI N. 8.162, DE 1991. PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal, NA AOE 11-03/DF. A COMPETÊNCIA ORIGINARIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DE ACORDO COM O ART. 102, I, LETRA "N", DA CONSTITUIÇÃO, NÃO SE CONFIGURA, DESDE LOGO, PELO EXCLUSIVO FATO DE EXISTIR INTERESSE DOS MAGISTRADOS NA CAUSA, DESDE QUE ESSE INTERESSE SEJA COMUM AOS SERVIDORES PUBLICOS EM GERAL. AÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.” (Pet 506 QO/MG, Rel. Min. NÉRI DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP VANTAGEM QUE NÃO É EXCLUSIVA DA MAGISTRATURA - AÇÃO AJUIZÁVEL EM PRIMEIRA INSTÂNCIA - INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO Supremo Tribunal Federal - AGRAVO IMPROVIDO. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - tendo presente a interpretação dada ao preceito constante do art. 102, I, n, da Constituição (RTJ 128/475 - RTJ 138/3 - RTJ 138/11) - firmou-se no sentido de não reconhecer a competência originária desta Corte, sempre que a controvérsia envolver vantagens, direitos ou interesses comuns à magistratura e a outras categorias funcionais. - O direito reclamado - analisado na perspectiva do estatuto jurídico pertinente à Magistratura - não tem qualquer conotação de natureza corporativo-institucional (pois é também titularizado pelos representantes do Ministério Público e membros integrantes dos Tribunais de Contas) e não se restringe, por isso mesmo, apenas àqueles que estejam investidos no desempenho de cargos judiciários.” (AO 465 AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Primeira Turma, DJ de 25/04/1997 – grifos meus). “COMPETÊNCIA. CONSTITUIÇÃO, ARTIGO 102, I, LETRA "N". AÇÃO ORDINARIA CONTRA A UNIÃO FEDERAL MOVIDA POR MAGISTRADOS FEDERAIS, RELATIVAMENTE A EXIGÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO DO INSS DE 12% (DOZE POR CENTO) SOBRE O TOTAL DA REMUNERAÇÃO. HIPÓTESE EM QUE A MATÉRIA SOBRE QUE VERSA A CAUSA NÃO E DO PRIVATIVO INTERESSE DA MAGISTRATURA FEDERAL, MAS DOS SERVIDORES FEDERAIS, EM GERAL, TAMBÉM ATINGIDOS PELA LEI N. 8.162, DE 1991. PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal, NA AOE 11-03/DF. A COMPETÊNCIA ORIGINARIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DE ACORDO COM O ART. 102, I, LETRA "N", DA CONSTITUIÇÃO, NÃO SE CONFIGURA, DESDE LOGO, PELO EXCLUSIVO FATO DE EXISTIR INTERESSE DOS MAGISTRADOS NA CAUSA, DESDE QUE ESSE INTERESSE SEJA COMUM AOS SERVIDORES PUBLICOS EM GERAL. AÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.” (Pet 506 QO/MG, Rel. Min. NÉRI DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX AO 1802 AGR / SP SILVEIRA, Tribunal Pleno, DJ de 19/02/1993 – grifos meus). “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem-se orientado no sentido de que a letra n do inciso I do art. 102 da Constituição Federal de 1988, a firmar competência originária do Supremo Tribunal Federal para a causa, só se aplica quando a matéria versada na demanda respeita a privativo interesse da magistratura enquanto tal e não quando também interessa a outros servidores.” (AO 467, Rel. Min. Néri da Silveira, Tribunal Pleno, DJ de 3/10/1997). No mesmo sentido: AI 797.086-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 23/2/2011; Rcl 1.097-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 26/2/2010; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 11/4/2008. O bem da vida postulado nesta ação – direito à aposentadoria com 30 anos de contribuição sem o atendimento ao requisito da idade mínima, sob o fundamento de inconstitucionalidade da Emenda Constitucional n 20/1998 – não é exclusivo da magistratura. Em verdade, a regra insculpida no artigo 40 da Carta da República é aplicável, de maneira geral, a todos os servidores públicos. A ausência de exclusividade do interesse, ainda que indireto, da magistratura é circunstância, conforme demonstrado, que exclui a competência originária desta Corte para conhecer e julgar desta ação ante a inaplicabilidade do art. 102, I, n. Assinalo, nessa linha, que o mesmo entendimento foi esposado pelo Plenário deste Tribunal por ocasião do julgamento da AO 845/AP, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ de 31/10/2002. Na hipótese, magistrados postulavam a incorporação do índice de 11,98% aos seus vencimentos. Entretanto, por se tratar de direito a que faziam jus também os servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, a Corte entendeu não estar firmada sua competência. Ademais, no julgamento da Rcl 2.136-AgR/BA, este Tribunal reafirmou entendimento que desautoriza a conclusão esposada pela 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP SILVEIRA, Tribunal Pleno, DJ de 19/02/1993 – grifos meus). “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem-se orientado no sentido de que a letra n do inciso I do art. 102 da Constituição Federal de 1988, a firmar competência originária do Supremo Tribunal Federal para a causa, só se aplica quando a matéria versada na demanda respeita a privativo interesse da magistratura enquanto tal e não quando também interessa a outros servidores.” (AO 467, Rel. Min. Néri da Silveira, Tribunal Pleno, DJ de 3/10/1997). No mesmo sentido: AI 797.086-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 23/2/2011; Rcl 1.097-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 26/2/2010; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 11/4/2008. O bem da vida postulado nesta ação – direito à aposentadoria com 30 anos de contribuição sem o atendimento ao requisito da idade mínima, sob o fundamento de inconstitucionalidade da Emenda Constitucional n 20/1998 – não é exclusivo da magistratura. Em verdade, a regra insculpida no artigo 40 da Carta da República é aplicável, de maneira geral, a todos os servidores públicos. A ausência de exclusividade do interesse, ainda que indireto, da magistratura é circunstância, conforme demonstrado, que exclui a competência originária desta Corte para conhecer e julgar desta ação ante a inaplicabilidade do art. 102, I, n. Assinalo, nessa linha, que o mesmo entendimento foi esposado pelo Plenário deste Tribunal por ocasião do julgamento da AO 845/AP, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ de 31/10/2002. Na hipótese, magistrados postulavam a incorporação do índice de 11,98% aos seus vencimentos. Entretanto, por se tratar de direito a que faziam jus também os servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, a Corte entendeu não estar firmada sua competência. Ademais, no julgamento da Rcl 2.136-AgR/BA, este Tribunal reafirmou entendimento que desautoriza a conclusão esposada pela 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX AO 1802 AGR / SP agravante, verbis: “RECLAMAÇÃO. INADMISSIBILIDADE. FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO. ( RTJ 134/1033 RTJ 166/785). AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO. REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, n, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. INVIABILIDADE DA ARGÜIÇÃO, EM CARÁTER GENÉRICO, DO IMPEDIMENTO E/OU SUSPEIÇÃO DE TODOS OS DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PRESSUPOSTOS INERENTES AO IMPEDIMENTO E/OU À SUSPEIÇÃO DEVEM SER APRECIADOS, EM PRINCÍPIO, PELO TRIBUNAL COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DA CAUSA. PRECEDENTES. LITÍGIO QUE, ADEMAIS, NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO. COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, n) PRECEDENTES. CONSEQÜENTE INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO RECURSAL. RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, Dje de 29/09/2011). No julgamento daquele feito, restou consignado no voto do Relator: “O benefício em referência - analisado na perspectiva do estatuto jurídico pertinente à magistratura - não tem qualquer conotação de natureza corporativo-institucional, pois, segundo o próprio reclamante (fls. 51), é também titularizado pelos membros do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP agravante, verbis: “RECLAMAÇÃO. INADMISSIBILIDADE. FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO. ( RTJ 134/1033 RTJ 166/785). AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO. REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, n, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. INVIABILIDADE DA ARGÜIÇÃO, EM CARÁTER GENÉRICO, DO IMPEDIMENTO E/OU SUSPEIÇÃO DE TODOS OS DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PRESSUPOSTOS INERENTES AO IMPEDIMENTO E/OU À SUSPEIÇÃO DEVEM SER APRECIADOS, EM PRINCÍPIO, PELO TRIBUNAL COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DA CAUSA. PRECEDENTES. LITÍGIO QUE, ADEMAIS, NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO. COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, n) PRECEDENTES. CONSEQÜENTE INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO RECURSAL. RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, Dje de 29/09/2011). No julgamento daquele feito, restou consignado no voto do Relator: “O benefício em referência - analisado na perspectiva do estatuto jurídico pertinente à magistratura - não tem qualquer conotação de natureza corporativo-institucional, pois, segundo o próprio reclamante (fls. 51), é também titularizado pelos membros do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX AO 1802 AGR / SP Ministério Público, não se restringindo, por isso mesmo, apenas aos agentes vinculados à carreira judiciária. Significa dizer que se os interesses, direitos ou vantagens constituírem situações comuns a outras categorias funcionais, descaracterizar-se-á a própria razão de ser justificadora da especial competência originária do Supremo Tribunal Federal instituída pela Constituição da República” (grifos meus). Alexandre Alves Feitosa, ao comentar o disposto no art. 102, I, n, da Carta Magna, anota que “essa parte da norma se ocupa exclusivamente das causas em haja debate em torno de direitos, vantagens e prerrogativas inerentes ao estatuto jurídico da magistratura, cujas linhas mestras vêm estabelecidas no art. 93 da Carta Republicana, mas que não excluem normais infraconstitucionais que versem sobre o tema. A parte inicial do dispositivo é avaliada, portanto, sob o prisma de que o interesse, direto ou indireto, para atrair a competência originária do Supremo Tribunal Federal está relacionado aos interesses funcionais e institucionais de toda a magistratura. Isso implica que não se trata de qualquer direito ou vantagem, mas somente aquela que lhes é atribuída em caráter privativo” (in Processo nos Tribunais Superiores: de acordo com a Emenda Constitucional n. 45/2004. Marcelo Andrade Féres, Paulo Gustavo M. Carvalho, coordenadores. São Paulo: Saraiva, 2006, p. 565). Irretocável, nesse contexto, o que assentado pelo Subprocurador- Geral da República Paulo Gustavo Gonet Branco, no parecer ofertado nesta ação: “A espécie escapa à competência do Supremo Tribunal Federal nesse momento, segundo esses parâmetros. Os autores pretendem ser excluídos da incidência de normas gerais reguladoras da aposentadoria de agentes públicos civis em geral, invocando razões que não são inerentes a características diferenciadoras da magistratura, mas que poderiam ser suscitadas por qualquer outro servidor. Não está presente, portanto, o que o Supremo Tribunal Federal já denominou de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP Ministério Público, não se restringindo, por isso mesmo, apenas aos agentes vinculados à carreira judiciária. Significa dizer que se os interesses, direitos ou vantagens constituírem situações comuns a outras categorias funcionais, descaracterizar-se-á a própria razão de ser justificadora da especial competência originária do Supremo Tribunal Federal instituída pela Constituição da República” (grifos meus). Alexandre Alves Feitosa, ao comentar o disposto no art. 102, I, n, da Carta Magna, anota que “essa parte da norma se ocupa exclusivamente das causas em haja debate em torno de direitos, vantagens e prerrogativas inerentes ao estatuto jurídico da magistratura, cujas linhas mestras vêm estabelecidas no art. 93 da Carta Republicana, mas que não excluem normais infraconstitucionais que versem sobre o tema. A parte inicial do dispositivo é avaliada, portanto, sob o prisma de que o interesse, direto ou indireto, para atrair a competência originária do Supremo Tribunal Federal está relacionado aos interesses funcionais e institucionais de toda a magistratura. Isso implica que não se trata de qualquer direito ou vantagem, mas somente aquela que lhes é atribuída em caráter privativo” (in Processo nos Tribunais Superiores: de acordo com a Emenda Constitucional n. 45/2004. Marcelo Andrade Féres, Paulo Gustavo M. Carvalho, coordenadores. São Paulo: Saraiva, 2006, p. 565). Irretocável, nesse contexto, o que assentado pelo Subprocurador- Geral da República Paulo Gustavo Gonet Branco, no parecer ofertado nesta ação: “A espécie escapa à competência do Supremo Tribunal Federal nesse momento, segundo esses parâmetros. Os autores pretendem ser excluídos da incidência de normas gerais reguladoras da aposentadoria de agentes públicos civis em geral, invocando razões que não são inerentes a características diferenciadoras da magistratura, mas que poderiam ser suscitadas por qualquer outro servidor. Não está presente, portanto, o que o Supremo Tribunal Federal já denominou de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX AO 1802 AGR / SP fator decisivo para a definição de sua competência – a resistência a ato ‘cujos efeitos concretos exclusiva e especificamente se produzam sobre a situação dos membros da magistratura’ (AO 184, Rel. Ministro Octavio Gallotti, DJ 6.8.1993)”. Noutro ponto, quanto à alegação da agravante de que o presente feito possui o mesmo objeto da Ação Originária 1.800, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, tal informação não procede. Naquele feito, discute-se se “o exercício da jurisdição seria atividade de risco, razão pela qual os magistrados se enquadrariam na aposentadoria especial prevista no art. 40, § 4..., da Constituição Federal.”, consoante se verifica a partir da leitura de trecho do relatório de decisão monocrática proferida naquele processo publicada em 25.03.2014. Evidenciada, portanto, da dissociação de causas de pedir entre a AO 1.800 e AO 1.802. Ademais, naqueles mesmos autos, a União sustenta que os magistrados, em matéria de aposentadoria, se sujeitariam às mesmas normas aplicáveis à generalidade dos servidores ocupantes de cargos efetivos, entendendo pela falta de exclusividade do interesse da magistratura - requisito imprescindível para a consecução do presente feito originariamente perante este Supremo Tribunal Federal nos termos do art. 102, I, n. Ex positis, nego provimento ao agravo, mantendo a decisão recorrida, nos termos do art. 317, §2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Supremo Tribunal Federal AO 1802 AGR / SP fator decisivo para a definição de sua competência – a resistência a ato ‘cujos efeitos concretos exclusiva e especificamente se produzam sobre a situação dos membros da magistratura’ (AO 184, Rel. Ministro Octavio Gallotti, DJ 6.8.1993)”. Noutro ponto, quanto à alegação da agravante de que o presente feito possui o mesmo objeto da Ação Originária 1.800, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, tal informação não procede. Naquele feito, discute-se se “o exercício da jurisdição seria atividade de risco, razão pela qual os magistrados se enquadrariam na aposentadoria especial prevista no art. 40, § 4..., da Constituição Federal.”, consoante se verifica a partir da leitura de trecho do relatório de decisão monocrática proferida naquele processo publicada em 25.03.2014. Evidenciada, portanto, da dissociação de causas de pedir entre a AO 1.800 e AO 1.802. Ademais, naqueles mesmos autos, a União sustenta que os magistrados, em matéria de aposentadoria, se sujeitariam às mesmas normas aplicáveis à generalidade dos servidores ocupantes de cargos efetivos, entendendo pela falta de exclusividade do interesse da magistratura - requisito imprescindível para a consecução do presente feito originariamente perante este Supremo Tribunal Federal nos termos do art. 102, I, n. Ex positis, nego provimento ao agravo, mantendo a decisão recorrida, nos termos do art. 317, §2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825083. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EDUARDO DE AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894446 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.802 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : EDUARDO DE AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894446 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 802", "AO 465 AgR / RS", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 802", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 802", "AÇÃO", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 802", "RTJ 138 / 3", "RTJ 138 / 11", "AO 465 AgR / RS", "Pet 506 QO / MG", "RTJ 128 / 475", "RTJ 138 / 3", "RTJ 138 / 11", "AO 465 AgR / RS", "Pet 506 QO / MG", "AO 467", "AI 797 . 086 - AgR", "Rcl 1 . 097 - AgR - segundo", "AO 1 . 473 - AgR", "AO 845 / AP", "Rcl 2 . 136 - AgR / BA", "AO 467", "AI 797 . 086 - AgR", "Rcl 1 . 097 - AgR - segundo", "AO 1 . 473 - AgR", "AO 845 / AP", "Rcl 2 . 136 - AgR / BA", "RTJ 134 / 1033", "RTJ 166 / 785", "Rcl 2 . 136 - AgR", "RTJ 134 / 1033", "RTJ 166 / 785", "Rcl 2 . 136 - AgR", "AO 184", "Ação Originária 1 . 800", "AO 184", "Ação Originária 1 . 800", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 802", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 802" ], "LEGISLACAO": [ "EMENDA CONSTITUCIONAL n 20 / 1998", "art . 102 , I , n , da Constituição Federal", "art . 102 , I , n , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , n , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional 20 / 1998", "art . 102 , I , n , da Constituição Federal .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , n , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional 20 / 1998", "art . 102 , I , n , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , n , da Constituição Federal", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , N", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , n , da Constituição Federal", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , N", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , n , da Constituição", "LEI N . 8 . 162", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , n , da Constituição", "LEI N . 8 . 162", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "letra n do inciso I do art . 102 da Constituição Federal de 1988", "Emenda Constitucional n 20 / 1998", "artigo 40 da Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "letra n do inciso I do art . 102 da Constituição Federal de 1988", "Emenda Constitucional n 20 / 1998", "artigo 40 da Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 , I , n , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 102 , I , n , da Carta Magna", "art . 93 da Carta Republicana", "Emenda Constitucional n . 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 102 , I , n , da Carta Magna", "art . 93 da Carta Republicana", "Emenda Constitucional n . 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 317 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal .", "art . 317 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "São Paulo", "São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1802", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1802", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1802", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1802", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Primeira Turma", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "1802", "AGR", "/", "SP", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1802", "AGR", "/", "SP", "TRIBUNAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1802", "SP", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AO", "1802", "AGR", "/", "SP", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1802", "AGR", "/", "SP", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "EDUARDO DE AZEVEDO SILVA", "JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN", "CELSO DE MELLO", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "EDUARDO DE AZEVEDO SILVA", "JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "EDUARDO DE AZEVEDO SILVA", "JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "NÉRI DA 2", "CELSO DE MELLO", "NÉRI DA 2", "LUIZ FUX", "SILVEIRA", "Néri da Silveira", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Maurício Corrêa", "SILVEIRA", "Néri da Silveira", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Maurício Corrêa", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "Alexandre Alves Feitosa", "Marcelo Andrade Féres", "Paulo Gustavo M . Carvalho", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Alexandre Alves Feitosa", "Marcelo Andrade Féres", "Paulo Gustavo M . Carvalho", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "LUIZ FUX", "Octavio Gallotti", "Roberto Barroso", "Octavio Gallotti", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "EDUARDO DE AZEVEDO SILVA", "JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "EDUARDO DE AZEVEDO SILVA", "JÚLIO CÉSAR MARTINS CASARIN", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "25", "/", "04", "/", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "1997", "1991", "11", "-", "03", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "1997", "1991", "11", "-", "03", "/", "DF", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "1993", "3", "/", "10", "/", "1997", "23", "/", "2", "/", "2011", "26", "/", "2", "/", "2010", "11", "/", "4", "/", "2008", "31", "/", "10", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "1993", "3", "/", "10", "/", "1997", "23", "/", "2", "/", "2011", "26", "/", "2", "/", "2010", "11", "/", "4", "/", "2008", "31", "/", "10", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "8", ".", "1993", "25", ".", "03", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "8", ".", "1993", "25", ".", "03", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UBIRACY RIOS MENDES ADV.(A/S) :EVANDRO JOSÉ LAGO EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, CAPUT, XXXV, XXXVI E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL DEVIDO À EXISTÊNCIA DE AÇÃO COLETIVA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – ARE 738.109-RG/RS. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.3.2014. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “(...) a controvérsia a respeito da viabilidade da suspensão de ação individual, por força de propositura de ação coletiva é de natureza infraconstitucional não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada.” (ARE 738.109-RG/RS, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno. DJe 07.11.2013) O exame da alegada ofensa ao art. 5º, caput, XXXV, XXXVI e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. Quanto à violação do art. 2º da Lei Fundamental, o Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096266. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 837116 AGR / PE Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 24 de março de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096266. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 24 de março de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096266. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UBIRACY RIOS MENDES ADV.(A/S) :EVANDRO JOSÉ LAGO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que a “(...) pretensão manifestada na ação individual pode sobrepor-se a acordo realizado em sede de ação civil pública para disciplinar especificamente os termos em que o Estado deveria prestar o direito social buscado na ACP referida ofende o princípio da separação e harmonia entre os poderes republicanos, previsto no art. 2º da CF (...)” (doc. 24, fl. 09). Insiste na afronta aos arts. 2º, 5º, caput, XXXV, XXXVI, LIV, 6º, 24, II, 127, 129, 163, 169, 201 e 202 da Constituição da República. Requer o provimento do recurso. A Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis de Pernambuco julgou a controvérsia em decisão cujo teor da ementa reproduzo: “PREVIDENCIÁRIO. ATRASADOS DE REVISÃO DE RMI. ART. 29, II, DA LEI Nº 8.213/1991. AÇÃO CIVIL PÚBLICA NÃO IMPEDE AJUIZAMENTO DE AÇÃO INDIVIDUAL. REVISÃO ADMINISTRATIVA EM VIRTUDE DE ACORDO CELEBRADO NA ACP. DIFERENÇAS COMPREENDIDAS NO QUINQUÊNIO ANTERIOR AO AJUIZAMENTO DA ACP. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096267. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UBIRACY RIOS MENDES ADV.(A/S) :EVANDRO JOSÉ LAGO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que a “(...) pretensão manifestada na ação individual pode sobrepor-se a acordo realizado em sede de ação civil pública para disciplinar especificamente os termos em que o Estado deveria prestar o direito social buscado na ACP referida ofende o princípio da separação e harmonia entre os poderes republicanos, previsto no art. 2º da CF (...)” (doc. 24, fl. 09). Insiste na afronta aos arts. 2º, 5º, caput, XXXV, XXXVI, LIV, 6º, 24, II, 127, 129, 163, 169, 201 e 202 da Constituição da República. Requer o provimento do recurso. A Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis de Pernambuco julgou a controvérsia em decisão cujo teor da ementa reproduzo: “PREVIDENCIÁRIO. ATRASADOS DE REVISÃO DE RMI. ART. 29, II, DA LEI Nº 8.213/1991. AÇÃO CIVIL PÚBLICA NÃO IMPEDE AJUIZAMENTO DE AÇÃO INDIVIDUAL. REVISÃO ADMINISTRATIVA EM VIRTUDE DE ACORDO CELEBRADO NA ACP. DIFERENÇAS COMPREENDIDAS NO QUINQUÊNIO ANTERIOR AO AJUIZAMENTO DA ACP. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096267. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 837116 AGR / PE RECONHECIMENTO DO DIREITO. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO SEM RETOMADA DE SEU CURSO. PRESCRIÇÃO INOCORRENTE. PAGAMENTO DEVIDO. FIXAÇÃO DE ENTENDIMENTO QUANTO À PRESCRIÇÃO. JUROS DE MORA. RECURSO DO INSS IMPROVIDO.” (doc. 10, fl. 01). Acórdão recorrido publicado em 31.3.2014. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096267. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE RECONHECIMENTO DO DIREITO. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO SEM RETOMADA DE SEU CURSO. PRESCRIÇÃO INOCORRENTE. PAGAMENTO DEVIDO. FIXAÇÃO DE ENTENDIMENTO QUANTO À PRESCRIÇÃO. JUROS DE MORA. RECURSO DO INSS IMPROVIDO.” (doc. 10, fl. 01). Acórdão recorrido publicado em 31.3.2014. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096267. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo, verbis: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 5º, caput , XXXV, XXXVI e LV, 6º, 24, II, 127, 129, 163, 169, 201 e 202, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo, verbis: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 5º, caput , XXXV, XXXVI e LV, 6º, 24, II, 127, 129, 163, 169, 201 e 202, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005). "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005). "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto, na esteira da jurisprudência desta Corte, que a matéria atinente ao ajuizamento de ação individual autônoma para pleitear direito reconhecido em ação coletiva transitada em julgado não possui estatura constitucional. Colho precedentes: “AÇÃO AUTÔNOMA DE COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS. EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA.” (ARE 689.765-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto, na esteira da jurisprudência desta Corte, que a matéria atinente ao ajuizamento de ação individual autônoma para pleitear direito reconhecido em ação coletiva transitada em julgado não possui estatura constitucional. Colho precedentes: “AÇÃO AUTÔNOMA DE COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS. EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA.” (ARE 689.765-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE 13.9.2012). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual Civil. Coisa julgada. Constatação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 775.356-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 25.6.2014) “Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação civil pública transitada em julgado. Limites objetivos da coisa julgada. Discussão de índole infraconstitucional. ARE-RG 689.765 (Tema 577). 3. Controvérsia acerca do prazo prescricional. Matéria infraconstitucional. ARE-RG 750.489 (Tema 673). 4. Embargos protelatórios. Imposição de multa. 5. Embargos de declaração rejeitados.” (ARE 742.499-AgR-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 09.10.2013) Inexistente, por seu turno, a alegada violação dos arts. 2º, 163 e 169 da Lei Fundamental, entendendo o Supremo Tribunal Federal ser lícito ao Poder Judiciário examinar a legalidade dos atos administrativos. Nesse sentido: RE 634.900-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716- AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010). CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. INADMISSIBILIDADE. RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE 13.9.2012). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual Civil. Coisa julgada. Constatação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 775.356-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 25.6.2014) “Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação civil pública transitada em julgado. Limites objetivos da coisa julgada. Discussão de índole infraconstitucional. ARE-RG 689.765 (Tema 577). 3. Controvérsia acerca do prazo prescricional. Matéria infraconstitucional. ARE-RG 750.489 (Tema 673). 4. Embargos protelatórios. Imposição de multa. 5. Embargos de declaração rejeitados.” (ARE 742.499-AgR-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 09.10.2013) Inexistente, por seu turno, a alegada violação dos arts. 2º, 163 e 169 da Lei Fundamental, entendendo o Supremo Tribunal Federal ser lícito ao Poder Judiciário examinar a legalidade dos atos administrativos. Nesse sentido: RE 634.900-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716- AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010). CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. INADMISSIBILIDADE. RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE Acresço que esta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria versada no recurso extraordinário no ARE 738.109-RG, verbis: “PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL EM RAZÃO DE AJUIZAMENTO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM A MESMA FINALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO CPC). 1. A controvérsia a respeito da viabilidade da suspensão de ação individual, por força de propositura de ação coletiva é de natureza infraconstitucional não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (AI 830.805-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 23.5.2012; ARE 642.119-AgR/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 15.3.2012; AI 807.715-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 25.11.2010; AI 789.312-AgR/MG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 25.10.2010). 2. Não há violação ao art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal, por suposta omissão não sanada pelo acórdão recorrido ante o entendimento da Corte que exige, tão somente, sua fundamentação, ainda que sucinta (AI 791.292 QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13.8.2010), nem ao seus incisos II, XXXVI, LIV e LV, em razão de necessidade de revisão de interpretação de norma infraconstitucional (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 3. A matéria infraconstitucional utilizada como razão de decidir pelo acórdão recorrido tendo sido confirmada, definitivamente, pelo Superior Tribunal de Justiça, torna-se imutável e, sendo suficiente para sua manutenção, faz incidir o óbice da Súmula/STF 283. 4. Norma definidora de princípios fundantes da República, por ser disposição demasiado genérica, é insuficiente para infirmar o juízo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE Acresço que esta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria versada no recurso extraordinário no ARE 738.109-RG, verbis: “PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL EM RAZÃO DE AJUIZAMENTO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM A MESMA FINALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO CPC). 1. A controvérsia a respeito da viabilidade da suspensão de ação individual, por força de propositura de ação coletiva é de natureza infraconstitucional não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (AI 830.805-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 23.5.2012; ARE 642.119-AgR/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 15.3.2012; AI 807.715-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 25.11.2010; AI 789.312-AgR/MG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 25.10.2010). 2. Não há violação ao art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal, por suposta omissão não sanada pelo acórdão recorrido ante o entendimento da Corte que exige, tão somente, sua fundamentação, ainda que sucinta (AI 791.292 QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13.8.2010), nem ao seus incisos II, XXXVI, LIV e LV, em razão de necessidade de revisão de interpretação de norma infraconstitucional (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 3. A matéria infraconstitucional utilizada como razão de decidir pelo acórdão recorrido tendo sido confirmada, definitivamente, pelo Superior Tribunal de Justiça, torna-se imutável e, sendo suficiente para sua manutenção, faz incidir o óbice da Súmula/STF 283. 4. Norma definidora de princípios fundantes da República, por ser disposição demasiado genérica, é insuficiente para infirmar o juízo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE formulado pelo acórdão recorrido. 5. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13.3.2009). 6. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Colho precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL DEVIDO À EXISTÊNCIA DE AÇÃO COLETIVA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ARE 738.109-RG, MINHA RELATORIA, TEMA 675). MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 843.624-AgR/PE, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 11.12.2014). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE formulado pelo acórdão recorrido. 5. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13.3.2009). 6. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Colho precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL DEVIDO À EXISTÊNCIA DE AÇÃO COLETIVA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ARE 738.109-RG, MINHA RELATORIA, TEMA 675). MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 843.624-AgR/PE, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 11.12.2014). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL EM RAZÃO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM A MESMA FINALIDADE. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 738.109-RG. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A ação individual, quando sub judice a controvérsia sobre a sua suspensão em razão da existência de ação coletiva sobre o mesmo objeto, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE 738.109-RG, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: “PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE RENDA MENSAL INICIAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ARTIGO 29, INCISO II, DA LEI Nº 8.213, DE 1991. PAGAMENTO DAS DIFERENÇAS DECORRENTES DA REVISÃO JÁ EFETIVADA. POSSIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 827.066-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 12.11.2014). Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR- 495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI- AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL EM RAZÃO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM A MESMA FINALIDADE. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 738.109-RG. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A ação individual, quando sub judice a controvérsia sobre a sua suspensão em razão da existência de ação coletiva sobre o mesmo objeto, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE 738.109-RG, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: “PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE RENDA MENSAL INICIAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ARTIGO 29, INCISO II, DA LEI Nº 8.213, DE 1991. PAGAMENTO DAS DIFERENÇAS DECORRENTES DA REVISÃO JÁ EFETIVADA. POSSIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 827.066-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 12.11.2014). Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR- 495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI- AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE 1ª Turma, DJ 02.02.2001). De outro lado, inexistente, por seu turno, a alegada violação do art. 2º da Lei Fundamental, entendendo o Supremo Tribunal Federal que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: RE 634.900- AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716- AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE 1ª Turma, DJ 02.02.2001). De outro lado, inexistente, por seu turno, a alegada violação do art. 2º da Lei Fundamental, entendendo o Supremo Tribunal Federal que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: RE 634.900- AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716- AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UBIRACY RIOS MENDES ADV.(A/S) : EVANDRO JOSÉ LAGO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8204662 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UBIRACY RIOS MENDES ADV.(A/S) : EVANDRO JOSÉ LAGO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8204662 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8221742
2015-03-24T00:00:00
2015-04-14T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.3.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, CAPUT, XXXV, XXXVI E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL DEVIDO À EXISTÊNCIA DE AÇÃO COLETIVA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – ARE 738.109-RG/RS. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.3.2014. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “(...) a controvérsia a respeito da viabilidade da suspensão de ação individual, por força de propositura de ação coletiva é de natureza infraconstitucional não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada.” (ARE 738.109-RG/RS, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno. DJe 07.11.2013) O exame da alegada ofensa ao art. 5º, caput, XXXV, XXXVI e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. Quanto à violação do art. 2º da Lei Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur300440
- Acórdão(s) citado(s): (APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 153781 (2ªT), MS 26872 (TP), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT), MS 28929 (1ªT). (SUSPENSÃO, AÇÃO INDIVIDUAL) ARE 738109 RG, ARE 827066 AgR (1ªT), ARE 843624 AgR (2ªT). (LEGALIDADE, ATOS ADMINISTRATIVOS) RE 634900 AgR (1ªT), ARE 757716 AgR (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 05/05/2015, AMS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
837116
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00002 ART-00005 \"CAPUT\" INC-00035 \n INC-00036 INC-00055 ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 837116 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UBIRACY RIOS MENDES ADV.(A/S) : EVANDRO JOSÉ LAGO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UBIRACY RIOS MENDES ADV.(A/S) :EVANDRO JOSÉ LAGO EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., CAPUT, XXXV, XXXVI E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL DEVIDO À EXISTÊNCIA DE AÇÃO COLETIVA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – ARE 738.109-RG/RS. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.3.2014. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “(...) a controvérsia a respeito da viabilidade da suspensão de ação individual, por força de propositura de ação coletiva é de natureza infraconstitucional não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada.” (ARE 738.109-RG/RS, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno. DJe 07.11.2013) O exame da alegada ofensa ao art. 5..., caput, XXXV, XXXVI e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. Quanto à violação do art. 2... da Lei Fundamental, o Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096266. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 837116 AGR / PE Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 24 de março de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096266. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 24 de março de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096266. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UBIRACY RIOS MENDES ADV.(A/S) :EVANDRO JOSÉ LAGO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que a “(...) pretensão manifestada na ação individual pode sobrepor-se a acordo realizado em sede de ação civil pública para disciplinar especificamente os termos em que o Estado deveria prestar o direito social buscado na ACP referida ofende o princípio da separação e harmonia entre os poderes republicanos, previsto no art. 2... da Constituição Federal de 1988 (...)” (doc. 24, fl. 09). Insiste na afronta aos arts. 2..., 5..., caput, XXXV, XXXVI, LIV, 6..., 24, II, 127, 129, 163, 169, 201 e 202 da Constituição da República. Requer o provimento do recurso. A Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis de Pernambuco julgou a controvérsia em decisão cujo teor da ementa reproduzo: “PREVIDENCIÁRIO. ATRASADOS DE REVISÃO DE RMI. ART. 29, II, DA LEI n 8.213/1991. AÇÃO CIVIL PÚBLICA NÃO IMPEDE AJUIZAMENTO DE AÇÃO INDIVIDUAL. REVISÃO ADMINISTRATIVA EM VIRTUDE DE ACORDO CELEBRADO NA ACP. DIFERENÇAS COMPREENDIDAS NO QUINQUÊNIO ANTERIOR AO AJUIZAMENTO DA ACP. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096267. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UBIRACY RIOS MENDES ADV.(A/S) :EVANDRO JOSÉ LAGO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que a “(...) pretensão manifestada na ação individual pode sobrepor-se a acordo realizado em sede de ação civil pública para disciplinar especificamente os termos em que o Estado deveria prestar o direito social buscado na ACP referida ofende o princípio da separação e harmonia entre os poderes republicanos, previsto no art. 2... da Constituição Federal de 1988 (...)” (doc. 24, fl. 09). Insiste na afronta aos arts. 2..., 5..., caput, XXXV, XXXVI, LIV, 6..., 24, II, 127, 129, 163, 169, 201 e 202 da Constituição da República. Requer o provimento do recurso. A Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis de Pernambuco julgou a controvérsia em decisão cujo teor da ementa reproduzo: “PREVIDENCIÁRIO. ATRASADOS DE REVISÃO DE RMI. ART. 29, II, DA LEI n 8.213/1991. AÇÃO CIVIL PÚBLICA NÃO IMPEDE AJUIZAMENTO DE AÇÃO INDIVIDUAL. REVISÃO ADMINISTRATIVA EM VIRTUDE DE ACORDO CELEBRADO NA ACP. DIFERENÇAS COMPREENDIDAS NO QUINQUÊNIO ANTERIOR AO AJUIZAMENTO DA ACP. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096267. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 837116 AGR / PE RECONHECIMENTO DO DIREITO. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO SEM RETOMADA DE SEU CURSO. PRESCRIÇÃO INOCORRENTE. PAGAMENTO DEVIDO. FIXAÇÃO DE ENTENDIMENTO QUANTO À PRESCRIÇÃO. JUROS DE MORA. RECURSO DO INSS IMPROVIDO.” (doc. 10, fl. 01). Acórdão recorrido publicado em 31.3.2014. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096267. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE RECONHECIMENTO DO DIREITO. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO SEM RETOMADA DE SEU CURSO. PRESCRIÇÃO INOCORRENTE. PAGAMENTO DEVIDO. FIXAÇÃO DE ENTENDIMENTO QUANTO À PRESCRIÇÃO. JUROS DE MORA. RECURSO DO INSS IMPROVIDO.” (doc. 10, fl. 01). Acórdão recorrido publicado em 31.3.2014. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096267. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo, verbis: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 5..., caput , XXXV, XXXVI e LV, 6..., 24, II, 127, 129, 163, 169, 201 e 202, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo, verbis: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 5..., caput , XXXV, XXXVI e LV, 6..., 24, II, 127, 129, 163, 169, 201 e 202, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005). "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005). "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto, na esteira da jurisprudência desta Corte, que a matéria atinente ao ajuizamento de ação individual autônoma para pleitear direito reconhecido em ação coletiva transitada em julgado não possui estatura constitucional. Colho precedentes: “AÇÃO AUTÔNOMA DE COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS. EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA.” (ARE 689.765-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto, na esteira da jurisprudência desta Corte, que a matéria atinente ao ajuizamento de ação individual autônoma para pleitear direito reconhecido em ação coletiva transitada em julgado não possui estatura constitucional. Colho precedentes: “AÇÃO AUTÔNOMA DE COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS. EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA.” (ARE 689.765-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE 13.9.2012). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual Civil. Coisa julgada. Constatação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 775.356-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 25.6.2014) “Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação civil pública transitada em julgado. Limites objetivos da coisa julgada. Discussão de índole infraconstitucional. ARE-RG 689.765 (Tema 577). 3. Controvérsia acerca do prazo prescricional. Matéria infraconstitucional. ARE-RG 750.489 (Tema 673). 4. Embargos protelatórios. Imposição de multa. 5. Embargos de declaração rejeitados.” (ARE 742.499-AgR-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 09.10.2013) Inexistente, por seu turno, a alegada violação dos arts. 2..., 163 e 169 da Lei Fundamental, entendendo o Supremo Tribunal Federal ser lícito ao Poder Judiciário examinar a legalidade dos atos administrativos. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 634.900-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716- AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010). CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. INADMISSIBILIDADE. RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE 13.9.2012). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual Civil. Coisa julgada. Constatação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 775.356-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 25.6.2014) “Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ação civil pública transitada em julgado. Limites objetivos da coisa julgada. Discussão de índole infraconstitucional. ARE-RG 689.765 (Tema 577). 3. Controvérsia acerca do prazo prescricional. Matéria infraconstitucional. ARE-RG 750.489 (Tema 673). 4. Embargos protelatórios. Imposição de multa. 5. Embargos de declaração rejeitados.” (ARE 742.499-AgR-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 09.10.2013) Inexistente, por seu turno, a alegada violação dos arts. 2..., 163 e 169 da Lei Fundamental, entendendo o Supremo Tribunal Federal ser lícito ao Poder Judiciário examinar a legalidade dos atos administrativos. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 634.900-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716- AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010). CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. INADMISSIBILIDADE. RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE Acresço que esta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria versada no recurso extraordinário no ARE 738.109-RG, verbis: “PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL EM RAZÃO DE AJUIZAMENTO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM A MESMA FINALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO Código de Processo Civil). 1. A controvérsia a respeito da viabilidade da suspensão de ação individual, por força de propositura de ação coletiva é de natureza infraconstitucional não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (AI 830.805-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 23.5.2012; ARE 642.119-AgR/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 15.3.2012; AI 807.715-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 25.11.2010; AI 789.312-AgR/MG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 25.10.2010). 2. Não há violação ao art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal, por suposta omissão não sanada pelo acórdão recorrido ante o entendimento da Corte que exige, tão somente, sua fundamentação, ainda que sucinta (AI 791.292 QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13.8.2010), nem ao seus incisos II, XXXVI, LIV e LV, em razão de necessidade de revisão de interpretação de norma infraconstitucional (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 3. A matéria infraconstitucional utilizada como razão de decidir pelo acórdão recorrido tendo sido confirmada, definitivamente, pelo Superior Tribunal de Justiça, torna-se imutável e, sendo suficiente para sua manutenção, faz incidir o óbice da Súmula/Supremo Tribunal Federal 283. 4. Norma definidora de princípios fundantes da República, por ser disposição demasiado genérica, é insuficiente para infirmar o juízo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE Acresço que esta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria versada no recurso extraordinário no ARE 738.109-RG, verbis: “PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL EM RAZÃO DE AJUIZAMENTO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM A MESMA FINALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO Código de Processo Civil). 1. A controvérsia a respeito da viabilidade da suspensão de ação individual, por força de propositura de ação coletiva é de natureza infraconstitucional não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (AI 830.805-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 23.5.2012; ARE 642.119-AgR/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 15.3.2012; AI 807.715-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 25.11.2010; AI 789.312-AgR/MG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 25.10.2010). 2. Não há violação ao art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal, por suposta omissão não sanada pelo acórdão recorrido ante o entendimento da Corte que exige, tão somente, sua fundamentação, ainda que sucinta (AI 791.292 QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13.8.2010), nem ao seus incisos II, XXXVI, LIV e LV, em razão de necessidade de revisão de interpretação de norma infraconstitucional (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 3. A matéria infraconstitucional utilizada como razão de decidir pelo acórdão recorrido tendo sido confirmada, definitivamente, pelo Superior Tribunal de Justiça, torna-se imutável e, sendo suficiente para sua manutenção, faz incidir o óbice da Súmula/Supremo Tribunal Federal 283. 4. Norma definidora de princípios fundantes da República, por ser disposição demasiado genérica, é insuficiente para infirmar o juízo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE formulado pelo acórdão recorrido. 5. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608-RG/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13.3.2009). 6. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Colho precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL DEVIDO À EXISTÊNCIA DE AÇÃO COLETIVA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ARE 738.109-RG, MINHA RELATORIA, TEMA 675). MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 843.624-AgR/PE, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 11.12.2014). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE formulado pelo acórdão recorrido. 5. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608-RG/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13.3.2009). 6. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Colho precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL DEVIDO À EXISTÊNCIA DE AÇÃO COLETIVA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ARE 738.109-RG, MINHA RELATORIA, TEMA 675). MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 843.624-AgR/PE, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 11.12.2014). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL EM RAZÃO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM A MESMA FINALIDADE. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 738.109-RG. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A ação individual, quando sub judice a controvérsia sobre a sua suspensão em razão da existência de ação coletiva sobre o mesmo objeto, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 738.109-RG, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: “PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE RENDA MENSAL INICIAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ARTIGO 29, INCISO II, DA LEI n 8.213, DE 1991. PAGAMENTO DAS DIFERENÇAS DECORRENTES DA REVISÃO JÁ EFETIVADA. POSSIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 827.066-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 12.11.2014). Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR- 495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI- AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. SUSPENSÃO DE AÇÃO INDIVIDUAL EM RAZÃO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM A MESMA FINALIDADE. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 738.109-RG. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A ação individual, quando sub judice a controvérsia sobre a sua suspensão em razão da existência de ação coletiva sobre o mesmo objeto, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 738.109-RG, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: “PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE RENDA MENSAL INICIAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ARTIGO 29, INCISO II, DA LEI n 8.213, DE 1991. PAGAMENTO DAS DIFERENÇAS DECORRENTES DA REVISÃO JÁ EFETIVADA. POSSIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 827.066-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 12.11.2014). Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR- 495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI- AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 837116 AGR / PE 1... Turma, DJ 02.02.2001). De outro lado, inexistente, por seu turno, a alegada violação do art. 2... da Lei Fundamental, entendendo o Supremo Tribunal Federal que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 634.900- AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716- AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Supremo Tribunal Federal ARE 837116 AGR / PE 1... Turma, DJ 02.02.2001). De outro lado, inexistente, por seu turno, a alegada violação do art. 2... da Lei Fundamental, entendendo o Supremo Tribunal Federal que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 634.900- AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716- AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8096268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 24/03/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UBIRACY RIOS MENDES ADV.(A/S) : EVANDRO JOSÉ LAGO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8204662 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.116 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UBIRACY RIOS MENDES ADV.(A/S) : EVANDRO JOSÉ LAGO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.3.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8204662 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "ARE 738 . 109 - RG / RS", "ARE 738 . 109 - RG / RS", "ARE 837116 AGR", "ARE 837116 AGR", "ARE 837116 AGR / PE", "ARE 837116 AGR / PE", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "ARE 837116 AGR", "/", "PE", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "ARE 837116 AGR / PE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "ARE 689 . 765 - RG", "ARE 837116 AGR / PE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "ARE 689 . 765 - RG", "ARE 837116 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 775 . 356 - AgR", "ARE 742 . 499 - AgR -", "Recurso Extraordinário 634 . 900 - AgR / PI", "ARE 757 . 716 - AgR / BA", "ARE 837116 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 775 . 356 - AgR", "RG 689", "ARE", "-", "RG 750 . 489", "ARE 742 . 499 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 634 . 900 - AgR / PI", "ARE 757 . 716 - AgR / BA", "ARE 837116 AGR / PE", "ARE 738 . 109 - RG", "AI 830 . 805 - AgR / DF", "ARE 642 . 119 - AgR / DF", "AI 807 . 715 - AgR / SP", "AI 789 . 312 - AgR / MG", "AI 791 . 292 QO - RG / PE", "AI 796 . 905 - AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "ARE 837116 AGR / PE", "ARE 738 . 109 - RG", "AI 830 . 805 - AgR / DF", "ARE 642 . 119 - AgR / DF", "AI 807 . 715 - AgR / SP", "AI 789 . 312 - AgR / MG", "AI 791 . 292 QO - RG / PE", "AI 796 . 905 - AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "Súmula", "Recurso Extraordinário 584 . 608 - RG / SP", "ARE 748 . 371", "ARE 738 . 109 - RG", "ARE 843 . 624 - AgR / PE", "ARE 837116 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 584 . 608 - RG / SP", "ARE 748 . 371", "ARE 738 . 109 - RG", "ARE 843", ".", "624", "-", "AgR", "/", "PE", "ARE 837116 AGR / PE", "ARE 738 . 109 - RG", "ARE 827 . 066 - AgR / PE", "Recurso Extraordinário -", "AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "ARE 837116 AGR / PE", "ARE 738 . 109 - RG", "ARE 738 . 109 - RG", "ARE 827 . 066 - AgR / PE", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "AI", "-", "AgR", "-", "436", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "ARE 837116 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 634 . 900 - AgR / PI", "ARE 757 . 716 - AgR / BA", "ARE 837116 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 634 . 900 - AgR / PI", "ARE 757 . 716 - AgR / BA" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , CAPUT , XXXV , XXXVI E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art", "art . 102 da Magna Carta", "art . 2 . . . da Lei Fundamental", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 2 . . . da Constituição Federal de 1988", "arts", "ART . 29 , II , DA LEI n 8 . 213 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 2 . . . da Constituição Federal de 1988", "arts .", "ART . 29 , II , DA LEI n 8 . 213 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "C", ".", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "art . 5 . . . , XXII , XXIII", "Constituição Federal", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "C", ".", "F . , art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI 413 / 69", "LEI 4 . 728 / 65", "ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI 413 / 69", "LEI 4 . 728 / 65", "ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição Federal", "arts", "LEI n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 2 . . . , 163 e 169 da Lei Fundamental", "LEI n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 543 - A DO Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 543 - A DO Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "art .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 543 - A do Código de Processo Civil .", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 29 , INCISO II , DA LEI n 8 . 213", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 29 , INCISO II , DA LEI n 8 . 213", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 12 . 322 / 2010", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei Fundamental", "LEI n 12 . 322 / 2010", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PE Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PE", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis de Pernambuco", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis de Pernambuco", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "PE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", "ED", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "“", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "UBIRACY RIOS MENDES", "EVANDRO JOSÉ LAGO", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "UBIRACY RIOS MENDES", "EVANDRO JOSÉ LAGO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "UBIRACY RIOS MENDES", "EVANDRO JOSÉ LAGO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER ARE 837116", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "ROSA WEBER", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "ROSA WEBER", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "UBIRACY RIOS MENDES", "EVANDRO JOSÉ LAGO", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "UBIRACY RIOS MENDES", "EVANDRO JOSÉ LAGO", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "03", "/", "2015", "31", ".", "3", ".", "2014", "07", ".", "11", ".", "2013", "5", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "9", ".", "2012", "25", ".", "6", ".", "2014", "09", ".", "10", ".", "2013", "22", ".", "5", ".", "2013", "07", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "9", ".", "2012", "25", ".", "6", ".", "2014", "09", ".", "10", ".", "2013", "22", ".", "5", ".", "2013", "07", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "5", ".", "2012", "15", ".", "3", ".", "2012", "25", ".", "11", ".", "2010", "25", ".", "10", ".", "2010", "13", ".", "8", ".", "2010", "21", ".", "5", ".", "2012", "08", ".", "3", ".", "2012", "19", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "5", ".", "2012", "15", ".", "3", ".", "2012", "25", ".", "11", ".", "2010", "25", ".", "10", ".", "2010", "13", ".", "8", ".", "2010", "21", ".", "5", ".", "2012", "08", ".", "3", ".", "2012", "19", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "3", ".", "2009", "11", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "3", ".", "2009", "11", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "1991", "12", ".", "11", ".", "2014", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "1991", "12", ".", "11", ".", "2014", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "02", ".", "2001", "22", ".", "5", ".", "2013", "07", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "02", ".", "2001", "22", ".", "5", ".", "2013", "07", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2015", "24", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA ADV.(A/S) :JOÃO JOAQUIM MARTINELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FÉRIAS GOZADAS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.6.2014. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780400. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 851201 AGR / SC das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780400. Supremo Tribunal Federal RE 851201 AGR / SC das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780400. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA ADV.(A/S) :JOÃO JOAQUIM MARTINELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Pacifico Sul Industria Textil e Confeccoes Ltda. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 7º, VII e VIII, 154, I e 195, I e § 4º, da Constituição Federal. Alega que “(...) Acórdão do tribunal de origem certamente incorreu em afronta direta à Constituição Federal de 1988, ao declarar a incidência de contribuições previdenciárias e de terceiros sobre Férias Gozadas e seus Reflexos, verba esta dotada de eminente caráter indenizatório e, portanto, não poderia ser alvo desta modalidade de tributação, (…).” Acórdão recorrido publicado em 11.6.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780401. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA ADV.(A/S) :JOÃO JOAQUIM MARTINELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Pacifico Sul Industria Textil e Confeccoes Ltda. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 7º, VII e VIII, 154, I e 195, I e § 4º, da Constituição Federal. Alega que “(...) Acórdão do tribunal de origem certamente incorreu em afronta direta à Constituição Federal de 1988, ao declarar a incidência de contribuições previdenciárias e de terceiros sobre Férias Gozadas e seus Reflexos, verba esta dotada de eminente caráter indenizatório e, portanto, não poderia ser alvo desta modalidade de tributação, (…).” Acórdão recorrido publicado em 11.6.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780401. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Pacifico Sul Industria Textil e Confeccoes Ltda. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 7º, VII e VIII, 154, I e 195, I e § 4º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Observo que o Tribunal de origem decidiu pela incidência da contribuição previdenciária em razão do não enquadramento nas hipóteses previstas no art. 28, § 9º, da Lei 8.212/1991; e por considerar que as férias gozadas teriam natureza eminentemente salarial – nos termos do art. 148 da CLT. Nesse contexto, não prospera a insurgência pelo prisma dos dispositivos constitucionais suscitados, uma vez que, no caso, a infringência a tais preceitos constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise de legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo (art. 28, § 9º, da Lei 8.212/1991 e art. 148 da CLT), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Pacifico Sul Industria Textil e Confeccoes Ltda. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 7º, VII e VIII, 154, I e 195, I e § 4º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Observo que o Tribunal de origem decidiu pela incidência da contribuição previdenciária em razão do não enquadramento nas hipóteses previstas no art. 28, § 9º, da Lei 8.212/1991; e por considerar que as férias gozadas teriam natureza eminentemente salarial – nos termos do art. 148 da CLT. Nesse contexto, não prospera a insurgência pelo prisma dos dispositivos constitucionais suscitados, uma vez que, no caso, a infringência a tais preceitos constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise de legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo (art. 28, § 9º, da Lei 8.212/1991 e art. 148 da CLT), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 851201 AGR / SC conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, o RE 827.447-AgR/PR, Relatora Ministra Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 29.9.2014 e o RE 776.933-AgR/SC, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 29.8.2014, cuja ementa transcrevo: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL, PREVIDENCIÁRIO E ADMINISTRATIVO. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA LEI MAIOR. INOCORRÊNCIA. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL APLICÁVEL. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DA PARCELA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 17.11.2010. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal discutida na espécie. Precedentes. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. Agravo conhecido e não provido.” Ademais, verifico que o fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do acórdão recorrido restou precluso em virtude do não provimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Supremo Tribunal Federal RE 851201 AGR / SC conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, o RE 827.447-AgR/PR, Relatora Ministra Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 29.9.2014 e o RE 776.933-AgR/SC, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 29.8.2014, cuja ementa transcrevo: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL, PREVIDENCIÁRIO E ADMINISTRATIVO. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA LEI MAIOR. INOCORRÊNCIA. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL APLICÁVEL. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DA PARCELA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 17.11.2010. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal discutida na espécie. Precedentes. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. Agravo conhecido e não provido.” Ademais, verifico que o fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do acórdão recorrido restou precluso em virtude do não provimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 851201 AGR / SC e o recurso não abrange todos eles”. Colho precedentes: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento infraconstitucional suficiente. Súmula nº 283 do STF. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento infraconstitucional suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula nº 283/STF. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 611560 AgR, Relator(a): Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27-06-2013) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não- provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 21.11.2008). Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput). ” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Supremo Tribunal Federal RE 851201 AGR / SC e o recurso não abrange todos eles”. Colho precedentes: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento infraconstitucional suficiente. Súmula nº 283 do STF. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento infraconstitucional suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula nº 283/STF. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 611560 AgR, Relator(a): Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27-06-2013) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não- provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 21.11.2008). Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput). ” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 851201 AGR / SC extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Verifico que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base em fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do acórdão recorrido restou precluso em virtude do não provimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Colho precedentes: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento infraconstitucional suficiente. Súmula nº 283 do STF. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento infraconstitucional suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula nº 283/STF. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 611560 AgR, Relator(a): Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27-06-2013) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não- provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 21.11.2008). Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Supremo Tribunal Federal RE 851201 AGR / SC extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Verifico que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base em fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do acórdão recorrido restou precluso em virtude do não provimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Colho precedentes: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento infraconstitucional suficiente. Súmula nº 283 do STF. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento infraconstitucional suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula nº 283/STF. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 611560 AgR, Relator(a): Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27-06-2013) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não- provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 21.11.2008). Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA ADV.(A/S) : JOÃO JOAQUIM MARTINELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894753 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA ADV.(A/S) : JOÃO JOAQUIM MARTINELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7914857
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FÉRIAS GOZADAS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.6.2014. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur294524
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 283) AI 487379 AgR (2ªT), RE 611560 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 11/03/2015, MAD.
ROSA WEBER
Primeira Turma
851201
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 851201 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA ADV.(A/S) : JOÃO JOAQUIM MARTINELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA ADV.(A/S) :JOÃO JOAQUIM MARTINELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FÉRIAS GOZADAS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.6.2014. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780400. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780400. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780400. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA ADV.(A/S) :JOÃO JOAQUIM MARTINELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Pacifico Sul Industria Textil e Confeccoes Ltda. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 7..., VII e VIII, 154, I e 195, I e § 4..., da Constituição Federal. Alega que “(...) Acórdão do tribunal de origem certamente incorreu em afronta direta à Constituição Federal de 1988, ao declarar a incidência de contribuições previdenciárias e de terceiros sobre Férias Gozadas e seus Reflexos, verba esta dotada de eminente caráter indenizatório e, portanto, não poderia ser alvo desta modalidade de tributação, (…).” Acórdão recorrido publicado em 11.6.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780401. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA ADV.(A/S) :JOÃO JOAQUIM MARTINELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Pacifico Sul Industria Textil e Confeccoes Ltda. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 7..., VII e VIII, 154, I e 195, I e § 4..., da Constituição Federal. Alega que “(...) Acórdão do tribunal de origem certamente incorreu em afronta direta à Constituição Federal de 1988, ao declarar a incidência de contribuições previdenciárias e de terceiros sobre Férias Gozadas e seus Reflexos, verba esta dotada de eminente caráter indenizatório e, portanto, não poderia ser alvo desta modalidade de tributação, (…).” Acórdão recorrido publicado em 11.6.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780401. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Pacifico Sul Industria Textil e Confeccoes Ltda. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 7..., VII e VIII, 154, I e 195, I e § 4..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Observo que o Tribunal de origem decidiu pela incidência da contribuição previdenciária em razão do não enquadramento nas hipóteses previstas no art. 28, § 9..., da Lei 8.212/1991; e por considerar que as férias gozadas teriam natureza eminentemente salarial – nos termos do art. 148 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nesse contexto, não prospera a insurgência pelo prisma dos dispositivos constitucionais suscitados, uma vez que, no caso, a infringência a tais preceitos constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise de legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo (art. 28, § 9..., da Lei 8.212/1991 e art. 148 da Consolidação das Leis do Trabalho), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Pacifico Sul Industria Textil e Confeccoes Ltda. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 7..., VII e VIII, 154, I e 195, I e § 4..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Observo que o Tribunal de origem decidiu pela incidência da contribuição previdenciária em razão do não enquadramento nas hipóteses previstas no art. 28, § 9..., da Lei 8.212/1991; e por considerar que as férias gozadas teriam natureza eminentemente salarial – nos termos do art. 148 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nesse contexto, não prospera a insurgência pelo prisma dos dispositivos constitucionais suscitados, uma vez que, no caso, a infringência a tais preceitos constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise de legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo (art. 28, § 9..., da Lei 8.212/1991 e art. 148 da Consolidação das Leis do Trabalho), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, o Recurso Extraordinário 827.447-AgR/PR, Relatora Ministra Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 29.9.2014 e o Recurso Extraordinário 776.933-AgR/SC, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 29.8.2014, cuja ementa transcrevo: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL, PREVIDENCIÁRIO E ADMINISTRATIVO. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA LEI MAIOR. INOCORRÊNCIA. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL APLICÁVEL. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DA PARCELA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 17.11.2010. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal discutida na espécie. Precedentes. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. Agravo conhecido e não provido.” Ademais, verifico que o fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do acórdão recorrido restou precluso em virtude do não provimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, o Recurso Extraordinário 827.447-AgR/PR, Relatora Ministra Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 29.9.2014 e o Recurso Extraordinário 776.933-AgR/SC, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 29.8.2014, cuja ementa transcrevo: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL, PREVIDENCIÁRIO E ADMINISTRATIVO. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA LEI MAIOR. INOCORRÊNCIA. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL APLICÁVEL. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DA PARCELA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 17.11.2010. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal discutida na espécie. Precedentes. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. Agravo conhecido e não provido.” Ademais, verifico que o fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do acórdão recorrido restou precluso em virtude do não provimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC e o recurso não abrange todos eles”. Colho precedentes: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento infraconstitucional suficiente. Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento infraconstitucional suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 611560 AgR, Relator(a): Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27-06-2013) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não- provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 21.11.2008). Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput). ” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC e o recurso não abrange todos eles”. Colho precedentes: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento infraconstitucional suficiente. Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento infraconstitucional suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 611560 AgR, Relator(a): Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27-06-2013) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não- provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 21.11.2008). Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput). ” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Verifico que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base em fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do acórdão recorrido restou precluso em virtude do não provimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Colho precedentes: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento infraconstitucional suficiente. Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento infraconstitucional suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 611560 AgR, Relator(a): Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27-06-2013) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não- provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 21.11.2008). Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Verifico que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base em fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do acórdão recorrido restou precluso em virtude do não provimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Colho precedentes: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento infraconstitucional suficiente. Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento infraconstitucional suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 611560 AgR, Relator(a): Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27-06-2013) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não- provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 21.11.2008). Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA ADV.(A/S) : JOÃO JOAQUIM MARTINELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894753 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.201 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA ADV.(A/S) : JOÃO JOAQUIM MARTINELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 201", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 201", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 201", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 201", "Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 827 . 447 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 776 . 933 - AgR / SC", "Sumula Vinculante 10", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 827 . 447 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 776 . 933 - AgR / SC", "Sumula Vinculante 10", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC", "Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 611560 AgR", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 487 . 379 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC", "Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 611560 AgR", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 487 . 379 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 611560 AgR", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 487 . 379 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 851201 AGR / SC", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 611560 AgR", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 487 . 379 - AgR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 201", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 201" ], "LEGISLACAO": [ "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 7 . . . , VII e VIII , 154 , I e 195 , I e § 4 . . . , da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 7 . . . , VII e VIII , 154 , I e 195 , I e § 4 . . . , da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "arts . 7 . . . , VII e VIII , 154 , I e 195 , I e § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 28 , § 9 . . . , da Lei 8 . 212 / 1991", "art . 148 da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 28 , § 9 . . . , da Lei 8 . 212 / 1991", "art . 148 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "arts . 7 . . . , VII e VIII , 154 , I e 195 , I e § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 28 , § 9 . . . , da Lei 8 . 212 / 1991", "art . 148 da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 28 , § 9 . . . , da Lei 8 . 212 / 1991", "art . 148 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 97 DA LEI MAIOR", "art . 97 da Carta Maior", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 97 DA LEI MAIOR", "art . 97 da Carta Maior", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "Medida Provisória n", "Constituição da República", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA", "UNIÃO", "Pacifico Sul Industria Textil e Confeccoes Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA", "UNIÃO", "Pacifico Sul Industria Textil e Confeccoes Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pacifico Sul Industria Textil e Confeccoes Ltda", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Pacifico Sul Industria Textil e Confeccoes Ltda", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "1", ".", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PACIFICO SUL INDUSTRIA TEXTIL E CONFECCOES LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "JOÃO JOAQUIM MARTINELLI", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JOÃO JOAQUIM MARTINELLI", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JOÃO JOAQUIM MARTINELLI", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "JOÃO JOAQUIM MARTINELLI", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "JOÃO JOAQUIM MARTINELLI", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "11", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "11", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "11", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "9", ".", "2014", "29", ".", "8", ".", "2014", "17", ".", "11", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "9", ".", "2014", "29", ".", "8", ".", "2014", "17", ".", "11", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "-", "06", "-", "2013", "21", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "-", "06", "-", "2013", "21", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "-", "06", "-", "2013", "21", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "-", "06", "-", "2013", "21", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CETENCO ENGENHARIA S A ADV.(A/S) :MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ ADV.(A/S) :RICARDO GENOVEZ PATERLINI EMENTA Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Artigo 1.033/NCPC. Não aplicação. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A jurisprudência da Corte é firme no sentido de que a alegação de ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa configura ofensa reflexa ao texto constitucional. 3. O art. 1.033/NCPC só incidirá nos recursos interpostos contra acórdãos publicados após a data de início de sua vigência, qual seja, 18 de março de 2016. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 28/10 a 8/11/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de novembro de 2016. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077436. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 951633 ED-AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077436. Supremo Tribunal Federal ARE 951633 ED-AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CETENCO ENGENHARIA S A ADV.(A/S) :MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ ADV.(A/S) :RICARDO GENOVEZ PATERLINI RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cetenco Engenharia S/A interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que rejeitei os embargos de declaração, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de embargos de declaração opostos de decisão mediante a qual conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, sob os fundamentos de que i) os dispositivos apontados como violados careciam do necessário prequestionamento, e ii) as alegações de afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório configuram apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não cabe reexame em recurso extraordinário. O embargante sustenta que, na decisão embargada, houve omissão quanto à análise da divergência jurisprudencial apontada no recurso. Decido. Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. A decisão embargada não incorreu em omissão. Os pontos colocados em debate foram analisados, nos limites necessários ao deslinde do feito. Ademais, a contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077434. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CETENCO ENGENHARIA S A ADV.(A/S) :MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ ADV.(A/S) :RICARDO GENOVEZ PATERLINI RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cetenco Engenharia S/A interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que rejeitei os embargos de declaração, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de embargos de declaração opostos de decisão mediante a qual conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, sob os fundamentos de que i) os dispositivos apontados como violados careciam do necessário prequestionamento, e ii) as alegações de afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório configuram apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não cabe reexame em recurso extraordinário. O embargante sustenta que, na decisão embargada, houve omissão quanto à análise da divergência jurisprudencial apontada no recurso. Decido. Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. A decisão embargada não incorreu em omissão. Os pontos colocados em debate foram analisados, nos limites necessários ao deslinde do feito. Ademais, a contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077434. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 951633 ED-AGR / SP entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o que não ocorreu no caso em tela. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois a ela não faltam clareza nem certeza quanto ao que foi decidido. A embargante pretende, efetivamente, promover o rejulgamento da causa, fim para o qual não se prestam os embargos declaratórios. Nesse sentido: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. ART. 1.022 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS’ (ARE nº 919.449/PE-AgR-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/4/16). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO AOS QUAIS SE NEGA PROVIMENTO. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - A embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração aos quais se nega provimento' (ARE nº 866.886/RS-AgR-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/4/16). Registro que a divergência jurisprudencial não se inclui 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077434. Supremo Tribunal Federal ARE 951633 ED-AGR / SP entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o que não ocorreu no caso em tela. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois a ela não faltam clareza nem certeza quanto ao que foi decidido. A embargante pretende, efetivamente, promover o rejulgamento da causa, fim para o qual não se prestam os embargos declaratórios. Nesse sentido: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. ART. 1.022 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS’ (ARE nº 919.449/PE-AgR-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/4/16). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO AOS QUAIS SE NEGA PROVIMENTO. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - A embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração aos quais se nega provimento' (ARE nº 866.886/RS-AgR-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/4/16). Registro que a divergência jurisprudencial não se inclui 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077434. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 951633 ED-AGR / SP entre as hipóteses previstas no artigo 102, incisos III, da atual Constituição Federal para cabimento do recurso extraordinário. Rejeito os embargos de declaração. Publique-se.” A agravante reitera que houve o devido prequestionamento da matéria constitucional contida nos dispositivos apontados como violados por meio de embargos de declaração opostos no Tribunal de origem. Aduz que a ofensa ao art. 93, IX, foi apreciada pelo Tribunal Pleno, que reconheceu a repercussão geral desta matéria. Dessa forma, seria clara a ofensa direta à Constituição da matéria versada nestes autos. Por fim, sustenta que, caso o esta Suprema Corte considere como reflexa a ofensa à Carta Magna, deveria incidir o Art. 1.033 do Código de Processo Civil de 2015. De acordo com a agravada, deve-se manter a aplicação da súmula 279/STF, uma vez que, para acolher a pretensão da agravante, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Alega que a matéria em debate não foi devidamente prequestionada e defende a inexistência de repercussão quanto à matéria versada nos autos. Ademais, argumenta que a aplicação do disposto no art. 1.033 CPC/15 só será aplicada sobre matéria debatida posteriormente à vigência do Novo Código de Processo Civil. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077434. Supremo Tribunal Federal ARE 951633 ED-AGR / SP entre as hipóteses previstas no artigo 102, incisos III, da atual Constituição Federal para cabimento do recurso extraordinário. Rejeito os embargos de declaração. Publique-se.” A agravante reitera que houve o devido prequestionamento da matéria constitucional contida nos dispositivos apontados como violados por meio de embargos de declaração opostos no Tribunal de origem. Aduz que a ofensa ao art. 93, IX, foi apreciada pelo Tribunal Pleno, que reconheceu a repercussão geral desta matéria. Dessa forma, seria clara a ofensa direta à Constituição da matéria versada nestes autos. Por fim, sustenta que, caso o esta Suprema Corte considere como reflexa a ofensa à Carta Magna, deveria incidir o Art. 1.033 do Código de Processo Civil de 2015. De acordo com a agravada, deve-se manter a aplicação da súmula 279/STF, uma vez que, para acolher a pretensão da agravante, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Alega que a matéria em debate não foi devidamente prequestionada e defende a inexistência de repercussão quanto à matéria versada nos autos. Ademais, argumenta que a aplicação do disposto no art. 1.033 CPC/15 só será aplicada sobre matéria debatida posteriormente à vigência do Novo Código de Processo Civil. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077434. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Reitero que a matéria constitucional contida nos arts. 93, XI, e 146, I, a, da Constituição, carece do necessário prequestionamento, uma vez que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da matéria constitucional ora suscitada, a qual também não foi objeto dos embargos de declaração opostos na origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Assim, a ausência de prequestionamento dos referidos artigos impede que esta Corte analise a matéria versada nos autos à luz destes dispositivos, como requer a agravante em seu recurso de agravo. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário não apenas opor embargos declaratórios, mas que esses permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077433. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Reitero que a matéria constitucional contida nos arts. 93, XI, e 146, I, a, da Constituição, carece do necessário prequestionamento, uma vez que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da matéria constitucional ora suscitada, a qual também não foi objeto dos embargos de declaração opostos na origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Assim, a ausência de prequestionamento dos referidos artigos impede que esta Corte analise a matéria versada nos autos à luz destes dispositivos, como requer a agravante em seu recurso de agravo. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário não apenas opor embargos declaratórios, mas que esses permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 951633 ED-AGR / SP 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, não há que se falar em ofensa direta à Constituição, uma vez que, conforme já destacado na decisão monocrática, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando depende, para ser reconhecida como tal, de análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário, como acontece no caso em tela. Nesse sentido: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077433. Supremo Tribunal Federal ARE 951633 ED-AGR / SP 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, não há que se falar em ofensa direta à Constituição, uma vez que, conforme já destacado na decisão monocrática, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando depende, para ser reconhecida como tal, de análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário, como acontece no caso em tela. Nesse sentido: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 951633 ED-AGR / SP “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE nº 748.371/MT-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13). Por fim, esclareço que o art. 1.033 do Código de Processo Civil de 2015 só incidirá nos recursos interpostos contra acórdãos publicados após a data de início de sua vigência, qual seja, 18 de março de 2016. Agravo regimental não provido. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077433. Supremo Tribunal Federal ARE 951633 ED-AGR / SP “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE nº 748.371/MT-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13). Por fim, esclareço que o art. 1.033 do Código de Processo Civil de 2015 só incidirá nos recursos interpostos contra acórdãos publicados após a data de início de sua vigência, qual seja, 18 de março de 2016. Agravo regimental não provido. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 09/11/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CETENCO ENGENHARIA S A ADV.(A/S) : MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO (182271/RJ, 107906/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ ADV.(A/S) : RICARDO GENOVEZ PATERLINI (155868/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047911 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CETENCO ENGENHARIA S A ADV.(A/S) : MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO (182271/RJ, 107906/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ ADV.(A/S) : RICARDO GENOVEZ PATERLINI (155868/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047911 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086173
2016-11-09T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Artigo 1.033/NCPC. Não aplicação. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A jurisprudência da Corte é firme no sentido de que a alegação de ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa configura ofensa reflexa ao texto constitucional. 3. O art. 1.033/NCPC só incidirá nos recursos interpostos contra acórdãos publicados após a data de início de sua vigência, qual seja, 18 de março de 2016. 4. Agravo regimental não provido.
sjur360763
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 411859 AgR (2ªT), AI 594612 AgR (1ªT), RE 449232 AgR-AgR (2ªT). (PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. Número de páginas: 9. Análise: 14/12/2016, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
951633
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01033\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED-AgR
acordaos
ARE 951633 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CETENCO ENGENHARIA S A ADV.(A/S) : MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ ADV.(A/S) : RICARDO GENOVEZ PATERLINI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CETENCO ENGENHARIA S A ADV.(A/S) :MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ ADV.(A/S) :RICARDO GENOVEZ PATERLINI EMENTA Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Artigo 1.033/NCPC. Não aplicação. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência da Corte é firme no sentido de que a alegação de ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa configura ofensa reflexa ao texto constitucional. 3. O art. 1.033/NCPC só incidirá nos recursos interpostos contra acórdãos publicados após a data de início de sua vigência, qual seja, 18 de março de 2016. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 28/10 a 8/11/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de novembro de 2016. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077436. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 951633 ED-AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077436. Supremo Tribunal Federal ARE 951633 ED-AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CETENCO ENGENHARIA S A ADV.(A/S) :MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ ADV.(A/S) :RICARDO GENOVEZ PATERLINI RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cetenco Engenharia S/A interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que rejeitei os embargos de declaração, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de embargos de declaração opostos de decisão mediante a qual conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, sob os fundamentos de que i) os dispositivos apontados como violados careciam do necessário prequestionamento, e ii) as alegações de afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório configuram apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não cabe reexame em recurso extraordinário. O embargante sustenta que, na decisão embargada, houve omissão quanto à análise da divergência jurisprudencial apontada no recurso. Decido. Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. A decisão embargada não incorreu em omissão. Os pontos colocados em debate foram analisados, nos limites necessários ao deslinde do feito. Ademais, a contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077434. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CETENCO ENGENHARIA S A ADV.(A/S) :MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ ADV.(A/S) :RICARDO GENOVEZ PATERLINI RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cetenco Engenharia S/A interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que rejeitei os embargos de declaração, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de embargos de declaração opostos de decisão mediante a qual conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, sob os fundamentos de que i) os dispositivos apontados como violados careciam do necessário prequestionamento, e ii) as alegações de afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório configuram apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não cabe reexame em recurso extraordinário. O embargante sustenta que, na decisão embargada, houve omissão quanto à análise da divergência jurisprudencial apontada no recurso. Decido. Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. A decisão embargada não incorreu em omissão. Os pontos colocados em debate foram analisados, nos limites necessários ao deslinde do feito. Ademais, a contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077434. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 951633 ED-AGR / SP entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o que não ocorreu no caso em tela. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois a ela não faltam clareza nem certeza quanto ao que foi decidido. A embargante pretende, efetivamente, promover o rejulgamento da causa, fim para o qual não se prestam os embargos declaratórios. Nesse sentido: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. ART. 1.022 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS’ (ARE n 919.449/PE-AgR-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/4/16). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO AOS QUAIS SE NEGA PROVIMENTO. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - A embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração aos quais se nega provimento' (ARE n 866.886/RS-AgR-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/4/16). Registro que a divergência jurisprudencial não se inclui 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077434. Supremo Tribunal Federal ARE 951633 ED-AGR / SP entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o que não ocorreu no caso em tela. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois a ela não faltam clareza nem certeza quanto ao que foi decidido. A embargante pretende, efetivamente, promover o rejulgamento da causa, fim para o qual não se prestam os embargos declaratórios. Nesse sentido: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. ART. 1.022 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS’ (ARE n 919.449/PE-AgR-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/4/16). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO AOS QUAIS SE NEGA PROVIMENTO. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - A embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração aos quais se nega provimento' (ARE n 866.886/RS-AgR-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/4/16). Registro que a divergência jurisprudencial não se inclui 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077434. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 951633 ED-AGR / SP entre as hipóteses previstas no artigo 102, incisos III, da atual Constituição Federal para cabimento do recurso extraordinário. Rejeito os embargos de declaração. Publique-se.” A agravante reitera que houve o devido prequestionamento da matéria constitucional contida nos dispositivos apontados como violados por meio de embargos de declaração opostos no Tribunal de origem. Aduz que a ofensa ao art. 93, IX, foi apreciada pelo Tribunal Pleno, que reconheceu a repercussão geral desta matéria. Dessa forma, seria clara a ofensa direta à Constituição da matéria versada nestes autos. Por fim, sustenta que, caso o esta Suprema Corte considere como reflexa a ofensa à Carta Magna, deveria incidir o Art. 1.033 do Código de Processo Civil de 2015. De acordo com a agravada, deve-se manter a aplicação da súmula 279/Supremo Tribunal Federal, uma vez que, para acolher a pretensão da agravante, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Alega que a matéria em debate não foi devidamente prequestionada e defende a inexistência de repercussão quanto à matéria versada nos autos. Ademais, argumenta que a aplicação do disposto no art. 1.033 Código de Processo Civil/15 só será aplicada sobre matéria debatida posteriormente à vigência do Novo Código de Processo Civil. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077434. Supremo Tribunal Federal ARE 951633 ED-AGR / SP entre as hipóteses previstas no artigo 102, incisos III, da atual Constituição Federal para cabimento do recurso extraordinário. Rejeito os embargos de declaração. Publique-se.” A agravante reitera que houve o devido prequestionamento da matéria constitucional contida nos dispositivos apontados como violados por meio de embargos de declaração opostos no Tribunal de origem. Aduz que a ofensa ao art. 93, IX, foi apreciada pelo Tribunal Pleno, que reconheceu a repercussão geral desta matéria. Dessa forma, seria clara a ofensa direta à Constituição da matéria versada nestes autos. Por fim, sustenta que, caso o esta Suprema Corte considere como reflexa a ofensa à Carta Magna, deveria incidir o Art. 1.033 do Código de Processo Civil de 2015. De acordo com a agravada, deve-se manter a aplicação da súmula 279/Supremo Tribunal Federal, uma vez que, para acolher a pretensão da agravante, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Alega que a matéria em debate não foi devidamente prequestionada e defende a inexistência de repercussão quanto à matéria versada nos autos. Ademais, argumenta que a aplicação do disposto no art. 1.033 Código de Processo Civil/15 só será aplicada sobre matéria debatida posteriormente à vigência do Novo Código de Processo Civil. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077434. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Reitero que a matéria constitucional contida nos arts. 93, XI, e 146, I, a, da Constituição, carece do necessário prequestionamento, uma vez que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da matéria constitucional ora suscitada, a qual também não foi objeto dos embargos de declaração opostos na origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Assim, a ausência de prequestionamento dos referidos artigos impede que esta Corte analise a matéria versada nos autos à luz destes dispositivos, como requer a agravante em seu recurso de agravo. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário não apenas opor embargos declaratórios, mas que esses permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077433. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Reitero que a matéria constitucional contida nos arts. 93, XI, e 146, I, a, da Constituição, carece do necessário prequestionamento, uma vez que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da matéria constitucional ora suscitada, a qual também não foi objeto dos embargos de declaração opostos na origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Assim, a ausência de prequestionamento dos referidos artigos impede que esta Corte analise a matéria versada nos autos à luz destes dispositivos, como requer a agravante em seu recurso de agravo. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário não apenas opor embargos declaratórios, mas que esses permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 951633 ED-AGR / SP 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, não há que se falar em ofensa direta à Constituição, uma vez que, conforme já destacado na decisão monocrática, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando depende, para ser reconhecida como tal, de análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário, como acontece no caso em tela. Nesse sentido: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077433. Supremo Tribunal Federal ARE 951633 ED-AGR / SP 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, não há que se falar em ofensa direta à Constituição, uma vez que, conforme já destacado na decisão monocrática, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando depende, para ser reconhecida como tal, de análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário, como acontece no caso em tela. Nesse sentido: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 951633 ED-AGR / SP “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n 748.371/MT-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13). Por fim, esclareço que o art. 1.033 do Código de Processo Civil de 2015 só incidirá nos recursos interpostos contra acórdãos publicados após a data de início de sua vigência, qual seja, 18 de março de 2016. Agravo regimental não provido. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077433. Supremo Tribunal Federal ARE 951633 ED-AGR / SP “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n 748.371/MT-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13). Por fim, esclareço que o art. 1.033 do Código de Processo Civil de 2015 só incidirá nos recursos interpostos contra acórdãos publicados após a data de início de sua vigência, qual seja, 18 de março de 2016. Agravo regimental não provido. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12077433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 09/11/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CETENCO ENGENHARIA S A ADV.(A/S) : MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO (182271/RJ, 107906/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ ADV.(A/S) : RICARDO GENOVEZ PATERLINI (155868/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047911 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951.633 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CETENCO ENGENHARIA S A ADV.(A/S) : MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO (182271/RJ, 107906/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ ADV.(A/S) : RICARDO GENOVEZ PATERLINI (155868/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047911 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 951 . 633", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 951633 ED - AGR / SP", "ARE 951633 ED - AGR / SP", "AGRAVO 951 . 633", "ARE 951633 ED - AGR / SP", "ARE n 919 . 449 / PE - AgR - ED", "ARE n 866 . 886 / RS - AgR - ED", "ARE 951633 ED - AGR / SP", "ARE n 919 . 449 / PE - AgR - ED", "ARE n 866 . 886 / RS - AgR - ED", "ARE 951633 ED - AGR / SP", "súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 951633 ED - AGR / SP", "súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 951 . 633", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 951 . 633", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 951633 ED - AGR / SP 282 e 356 do Supremo", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 594 . 612 / RJ -", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "ARE 951633 ED", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "SÚMULA 282", "Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 594 . 612 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "ARE 951633 ED - AGR / SP", "ARE n 748 . 371 / MT - RG", "ARE 951633 ED -", "ARE n 748 . 371 / MT - RG" ], "LEGISLACAO": [ "Artigo 1 . 033 / NCPC", "art . 1 . 033 / NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 022 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 022 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , incisos III , da atual Constituição Federal", "Constituição", "Carta Magna", "Art . 1 . 033 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 033 Código de Processo Civil / 15", "Novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , incisos III , da atual Constituição Federal", "Constituição", "Carta Magna", "Art . 1 . 033 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 033 Código de Processo Civil / 15", "Novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 93 , XI , e 146 , I , a , da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 93 , XI , e 146 , I , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna", "Constituição", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 .", "Constituição", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 033 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 033 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIRAJUÍ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CETENCO ENGENHARIA S A", "MUNICÍPIO", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CETENCO ENGENHARIA S A", "Cetenco Engenharia S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CETENCO ENGENHARIA S A", "Cetenco Engenharia S /", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CETENCO ENGENHARIA S A", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CETENCO ENGENHARIA S A", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO", "RICARDO GENOVEZ PATERLINI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO", "RICARDO GENOVEZ PATERLINI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO", "RICARDO GENOVEZ", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "MARIA", "ALICE LARA CAMPOS SAYAO", "RICARDO GENOVEZ PATERLINI", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "MARIA ALICE LARA CAMPOS SAYAO", "RICARDO GENOVEZ PATERLINI", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "09", "/", "11", "/", "2016", "18 de março de 2016", "28", "/", "10", "8", "/", "11", "/", "2016", "9 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "4", "/", "16", "18", "/", "4", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "4", "/", "16", "18", "/", "4", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "4", "/", "08", "19", "/", "12", "/", "07", "3", "/", "3", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "4", "/", "08", "19", "/", "12", "/", "07", ".", ".", "3", "/", "3", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "18 de março de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "18 de março de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "28", ".", "10", "8", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "10", "8", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS CASTELLAR AGDO.(A/S) :RELATORA DO ARESP Nº 1.195.416 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. DEMORA NO JULGAMENTO DO RECURSO ESPECIAL PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 1. A demora no julgamento do recurso decorrente de sucessão de Ministro egresso do Superior Tribunal de Justiça não configura ilícito a justificar a concessão da ordem. Precedentes do Supremo Tribunal Federal (HC 120.593, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 2. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885748. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS CASTELLAR AGDO.(A/S) :RELATORA DO ARESP Nº 1.195.416 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem em habeas corpus, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, em que se alega demora no julgamento do Recurso Especial 1.195.416, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. O impetrante afirma que o recurso encontra-se pendente de julgamento há mais de três anos. Assim, ainda segundo o impetrante, a demora na apreciação do Resp constituiria constrangimento ilegal a ser reparado pelo relaxamento da prisão do paciente. O pedido liminar foi indeferido e as informações de praxe foram prestadas. É o relatório. Decido. A Min. Marilza Maynard noticiou que o REsp 1.195.416 “tem previsão de ser incluído em pauta de julgamento até o final do semestre considerando cuidar-se de processo complexo, devendo ser julgado na oportunidade com outros agravos dos corréus conexos.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885749. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS CASTELLAR AGDO.(A/S) :RELATORA DO ARESP Nº 1.195.416 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem em habeas corpus, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, em que se alega demora no julgamento do Recurso Especial 1.195.416, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. O impetrante afirma que o recurso encontra-se pendente de julgamento há mais de três anos. Assim, ainda segundo o impetrante, a demora na apreciação do Resp constituiria constrangimento ilegal a ser reparado pelo relaxamento da prisão do paciente. O pedido liminar foi indeferido e as informações de praxe foram prestadas. É o relatório. Decido. A Min. Marilza Maynard noticiou que o REsp 1.195.416 “tem previsão de ser incluído em pauta de julgamento até o final do semestre considerando cuidar-se de processo complexo, devendo ser julgado na oportunidade com outros agravos dos corréus conexos.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório HC 120376 AGR / RJ No entanto, em consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, observo que o feito foi redistribuído por prevenção ao Min. Ericson Maranho, porém o fato não constitui ilegalidade a ponto de concessão da ordem de habeas corpus. Nesse sentido: EMENTA: HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DE AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. REDISTRIBUIÇÃO DECORRENTE DE SUCESSÃO DE MINISTRO. AUSÊNCIA DE ILICITUDE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A demora no julgamento do recurso decorrente de sucessão de Ministro egresso do Superior Tribunal de Justiça, não configura ilícito a justificar a concessão da ordem. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de comprovação de qualquer medida constritiva, ainda que iminente, à liberdade do Paciente. 3. Ordem denegada. (HC 120.593, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) Ademais, a orientação do Tribunal é no sentido de que o direito ao julgamento em prazo razoável não autoriza o exame da matéria de fundo, per saltum, por este Supremo Tribunal Federal (v.g, HC 116.241-AgR, Rel. Min. Celso de Mello e HC 116.943, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Diante do exposto, com base nos arts. 192 do RI/STF, denego a ordem em habeas corpus. Contudo, determino que se oficie ao Superior Tribunal de Justiça recomendando celeridade no julgamento do Recurso Especial nº. 1.195.416, autuado naquela Corte em 23.06.2010.” 2. A parte agravante, em síntese, alega que “a demora no julgamento não decorre de sucessão de Ministro, já que se constata que os autos ficaram aguardando por mais de quatro anos, insista-se, sem serem julgados antes de serem redistribuídos por sucessão ao Min. Ericson Maranho. Assim, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885749. Supremo Tribunal Federal HC 120376 AGR / RJ No entanto, em consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, observo que o feito foi redistribuído por prevenção ao Min. Ericson Maranho, porém o fato não constitui ilegalidade a ponto de concessão da ordem de habeas corpus. Nesse sentido: EMENTA: HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DE AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. REDISTRIBUIÇÃO DECORRENTE DE SUCESSÃO DE MINISTRO. AUSÊNCIA DE ILICITUDE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A demora no julgamento do recurso decorrente de sucessão de Ministro egresso do Superior Tribunal de Justiça, não configura ilícito a justificar a concessão da ordem. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de comprovação de qualquer medida constritiva, ainda que iminente, à liberdade do Paciente. 3. Ordem denegada. (HC 120.593, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) Ademais, a orientação do Tribunal é no sentido de que o direito ao julgamento em prazo razoável não autoriza o exame da matéria de fundo, per saltum, por este Supremo Tribunal Federal (v.g, HC 116.241-AgR, Rel. Min. Celso de Mello e HC 116.943, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Diante do exposto, com base nos arts. 192 do RI/STF, denego a ordem em habeas corpus. Contudo, determino que se oficie ao Superior Tribunal de Justiça recomendando celeridade no julgamento do Recurso Especial nº. 1.195.416, autuado naquela Corte em 23.06.2010.” 2. A parte agravante, em síntese, alega que “a demora no julgamento não decorre de sucessão de Ministro, já que se constata que os autos ficaram aguardando por mais de quatro anos, insista-se, sem serem julgados antes de serem redistribuídos por sucessão ao Min. Ericson Maranho. Assim, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 120376 AGR / RJ que se requer não é que seja declarada a demora decorrente de sucessão a este último Ministro, mas que antes já configurava o constrangimento ilegal”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885749. Supremo Tribunal Federal HC 120376 AGR / RJ que se requer não é que seja declarada a demora decorrente de sucessão a este último Ministro, mas que antes já configurava o constrangimento ilegal”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito não merece provimento. 2. A decisão agravada está alinhada com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que “a demora no julgamento do recurso decorrente de sucessão de Ministro egresso do Superior Tribunal de Justiça não configura ilícito a justificar a concessão da ordem” (HC 120.593, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). Confiram-se, ainda, os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. DEMORA NO JULGAMENTO DE RECURSO EM HABEAS CORPUS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DEMORA JUSTIFICADA. RAZOABILIDADE. DEMORA NA REMESSA DE APELAÇÃO PARA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CONHECIMENTO. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. A violação ao princípio da duração razoável do processo (art. 5º, LXXVIII, da Constituição da República) deve subordinar-se à constatação de serem injustificadas e acentuadamente longas as dilações, o que não se verifica na espécie. 2. O volumoso acervo de processos sob relatoria do Ministro recém-empossado no Superior Tribunal de Justiça, aliado às sucessivas redistribuições do feito, não caracterizam a injustificada demora no julgamento do recurso, cuja conclusão já se operou. 3. Não se conhece de matéria cuja arguição não se deu na instância originariamente competente. Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. 4. Habeas corpus parcialmente conhecido. Ordem denegada.” (HC 122.209, Rel. Min. Gilmar Mendes) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885750. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito não merece provimento. 2. A decisão agravada está alinhada com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que “a demora no julgamento do recurso decorrente de sucessão de Ministro egresso do Superior Tribunal de Justiça não configura ilícito a justificar a concessão da ordem” (HC 120.593, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). Confiram-se, ainda, os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. DEMORA NO JULGAMENTO DE RECURSO EM HABEAS CORPUS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DEMORA JUSTIFICADA. RAZOABILIDADE. DEMORA NA REMESSA DE APELAÇÃO PARA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CONHECIMENTO. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. A violação ao princípio da duração razoável do processo (art. 5º, LXXVIII, da Constituição da República) deve subordinar-se à constatação de serem injustificadas e acentuadamente longas as dilações, o que não se verifica na espécie. 2. O volumoso acervo de processos sob relatoria do Ministro recém-empossado no Superior Tribunal de Justiça, aliado às sucessivas redistribuições do feito, não caracterizam a injustificada demora no julgamento do recurso, cuja conclusão já se operou. 3. Não se conhece de matéria cuja arguição não se deu na instância originariamente competente. Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. 4. Habeas corpus parcialmente conhecido. Ordem denegada.” (HC 122.209, Rel. Min. Gilmar Mendes) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 120376 AGR / RJ “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691/STF. EXCESSO DE PRAZO. 1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra denegação de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691/STF. Supressão de instância que se viabiliza apenas em casos teratológicos. 2. Não se pode afirmar a manifesta arbitrariedade da decretação ou de manutenção de prisão cautelar diante do profundo envolvimento dos agentes com o tráfico de drogas, a indicar risco de reiteração delitiva e à ordem pública. 3. Toda a construção doutrinária e jurisprudencial sobre o excesso de prazo no processo penal para a formação da culpa diz respeito à demora para o julgamento em primeiro grau de jurisdição. Prolatada a sentença, a jurisprudência posiciona-se no sentido de que não há mais falar em excesso de prazo, à falta em especial de parâmetros normativos para avaliar quando a demora no julgamento do recurso se torna arbitrária. Caso concreto no qual não se verifica manifesto excesso de prazo para julgamento da apelação diante do lapso temporal decorrido entre a sua interposição e a impetração do writ. 4. Habeas corpus não conhecido. (HC 110.708, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. p/ acórdão Min.ª Rosa Weber) 3. Por fim, a reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885750. Supremo Tribunal Federal HC 120376 AGR / RJ “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691/STF. EXCESSO DE PRAZO. 1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra denegação de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691/STF. Supressão de instância que se viabiliza apenas em casos teratológicos. 2. Não se pode afirmar a manifesta arbitrariedade da decretação ou de manutenção de prisão cautelar diante do profundo envolvimento dos agentes com o tráfico de drogas, a indicar risco de reiteração delitiva e à ordem pública. 3. Toda a construção doutrinária e jurisprudencial sobre o excesso de prazo no processo penal para a formação da culpa diz respeito à demora para o julgamento em primeiro grau de jurisdição. Prolatada a sentença, a jurisprudência posiciona-se no sentido de que não há mais falar em excesso de prazo, à falta em especial de parâmetros normativos para avaliar quando a demora no julgamento do recurso se torna arbitrária. Caso concreto no qual não se verifica manifesto excesso de prazo para julgamento da apelação diante do lapso temporal decorrido entre a sua interposição e a impetração do writ. 4. Habeas corpus não conhecido. (HC 110.708, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. p/ acórdão Min.ª Rosa Weber) 3. Por fim, a reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866538. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS CASTELLAR AGDO.(A/S) : RELATORA DO ARESP Nº 1.195.416 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894508 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS CASTELLAR AGDO.(A/S) : RELATORA DO ARESP Nº 1.195.416 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894508 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7915411
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: Recurso ordinário em habeas corpus. Demora no julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. 1. A demora no julgamento do recurso decorrente de sucessão de Ministro egresso do Superior Tribunal de Justiça não configura ilícito a justificar a concessão da ordem. Precedentes do Supremo Tribunal Federal (HC 120.593, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 2. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294583
- Acórdão(s) citado(s): (HC, DEMORA, JULGAMENTO, STJ, SUCESSÃO, MINISTRO) HC 110708 (1ªT), HC 120593 (2ªT). (AGRAVO REGIMENTAL, REITERAÇÃO, ARGUMENTO, HC) HC 115560 AgR (1ªT). - Decisão monocrática citada: (HC, DEMORA, JULGAMENTO, STJ, SUCESSÃO, MINISTRO) HC 122209. Número de páginas: 8. Análise: 16/03/2015, JRS. Revisão: 16/07/2015, KBP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
120376
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 120376 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS CASTELLAR AGDO.(A/S) : RELATORA DO ARESP Nº 1.195.416 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS CASTELLAR AGDO.(A/S) :RELATORA DO ARESP n 1.195.416 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. DEMORA NO JULGAMENTO DO RECURSO ESPECIAL PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 1. A demora no julgamento do recurso decorrente de sucessão de Ministro egresso do Superior Tribunal de Justiça não configura ilícito a justificar a concessão da ordem. Precedentes do Supremo Tribunal Federal (HC 120.593, Rel. Min. Cármen Lúcia). 2. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885748. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS CASTELLAR AGDO.(A/S) :RELATORA DO ARESP n 1.195.416 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem em habeas corpus, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, em que se alega demora no julgamento do Recurso Especial 1.195.416, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. O impetrante afirma que o recurso encontra-se pendente de julgamento há mais de três anos. Assim, ainda segundo o impetrante, a demora na apreciação do Resp constituiria constrangimento ilegal a ser reparado pelo relaxamento da prisão do paciente. O pedido liminar foi indeferido e as informações de praxe foram prestadas. É o relatório. Decido. A Min. Marilza Maynard noticiou que o REsp 1.195.416 “tem previsão de ser incluído em pauta de julgamento até o final do semestre considerando cuidar-se de processo complexo, devendo ser julgado na oportunidade com outros agravos dos corréus conexos.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885749. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS CASTELLAR AGDO.(A/S) :RELATORA DO ARESP n 1.195.416 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem em habeas corpus, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, em que se alega demora no julgamento do Recurso Especial 1.195.416, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. O impetrante afirma que o recurso encontra-se pendente de julgamento há mais de três anos. Assim, ainda segundo o impetrante, a demora na apreciação do Resp constituiria constrangimento ilegal a ser reparado pelo relaxamento da prisão do paciente. O pedido liminar foi indeferido e as informações de praxe foram prestadas. É o relatório. Decido. A Min. Marilza Maynard noticiou que o REsp 1.195.416 “tem previsão de ser incluído em pauta de julgamento até o final do semestre considerando cuidar-se de processo complexo, devendo ser julgado na oportunidade com outros agravos dos corréus conexos.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório HC 120376 AGR / RJ No entanto, em consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, observo que o feito foi redistribuído por prevenção ao Min. Ericson Maranho, porém o fato não constitui ilegalidade a ponto de concessão da ordem de habeas corpus. Nesse sentido: EMENTA: HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DE AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. REDISTRIBUIÇÃO DECORRENTE DE SUCESSÃO DE MINISTRO. AUSÊNCIA DE ILICITUDE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A demora no julgamento do recurso decorrente de sucessão de Ministro egresso do Superior Tribunal de Justiça, não configura ilícito a justificar a concessão da ordem. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de comprovação de qualquer medida constritiva, ainda que iminente, à liberdade do Paciente. 3. Ordem denegada. (HC 120.593, Rel. Min. Cármen Lúcia) Ademais, a orientação do Tribunal é no sentido de que o direito ao julgamento em prazo razoável não autoriza o exame da matéria de fundo, per saltum, por este Supremo Tribunal Federal (v.g, HC 116.241-AgR, Rel. Min. Celso de Mello e HC 116.943, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Diante do exposto, com base nos arts. 192 do RI/Supremo Tribunal Federal, denego a ordem em habeas corpus. Contudo, determino que se oficie ao Superior Tribunal de Justiça recomendando celeridade no julgamento do Recurso Especial n. 1.195.416, autuado naquela Corte em 23.06.2010.” 2. A parte agravante, em síntese, alega que “a demora no julgamento não decorre de sucessão de Ministro, já que se constata que os autos ficaram aguardando por mais de quatro anos, insista-se, sem serem julgados antes de serem redistribuídos por sucessão ao Min. Ericson Maranho. Assim, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885749. Supremo Tribunal Federal HC 120376 AGR / RJ No entanto, em consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, observo que o feito foi redistribuído por prevenção ao Min. Ericson Maranho, porém o fato não constitui ilegalidade a ponto de concessão da ordem de habeas corpus. Nesse sentido: EMENTA: HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DE AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. REDISTRIBUIÇÃO DECORRENTE DE SUCESSÃO DE MINISTRO. AUSÊNCIA DE ILICITUDE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A demora no julgamento do recurso decorrente de sucessão de Ministro egresso do Superior Tribunal de Justiça, não configura ilícito a justificar a concessão da ordem. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de comprovação de qualquer medida constritiva, ainda que iminente, à liberdade do Paciente. 3. Ordem denegada. (HC 120.593, Rel. Min. Cármen Lúcia) Ademais, a orientação do Tribunal é no sentido de que o direito ao julgamento em prazo razoável não autoriza o exame da matéria de fundo, per saltum, por este Supremo Tribunal Federal (v.g, HC 116.241-AgR, Rel. Min. Celso de Mello e HC 116.943, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Diante do exposto, com base nos arts. 192 do RI/Supremo Tribunal Federal, denego a ordem em habeas corpus. Contudo, determino que se oficie ao Superior Tribunal de Justiça recomendando celeridade no julgamento do Recurso Especial n. 1.195.416, autuado naquela Corte em 23.06.2010.” 2. A parte agravante, em síntese, alega que “a demora no julgamento não decorre de sucessão de Ministro, já que se constata que os autos ficaram aguardando por mais de quatro anos, insista-se, sem serem julgados antes de serem redistribuídos por sucessão ao Min. Ericson Maranho. Assim, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 120376 AGR / RJ que se requer não é que seja declarada a demora decorrente de sucessão a este último Ministro, mas que antes já configurava o constrangimento ilegal”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885749. Supremo Tribunal Federal HC 120376 AGR / RJ que se requer não é que seja declarada a demora decorrente de sucessão a este último Ministro, mas que antes já configurava o constrangimento ilegal”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito não merece provimento. 2. A decisão agravada está alinhada com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que “a demora no julgamento do recurso decorrente de sucessão de Ministro egresso do Superior Tribunal de Justiça não configura ilícito a justificar a concessão da ordem” (HC 120.593, Rel. Min. Cármen Lúcia). Confiram-se, ainda, os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. DEMORA NO JULGAMENTO DE RECURSO EM HABEAS CORPUS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DEMORA JUSTIFICADA. RAZOABILIDADE. DEMORA NA REMESSA DE APELAÇÃO PARA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CONHECIMENTO. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. A violação ao princípio da duração razoável do processo (art. 5..., LXXVIII, da Constituição da República) deve subordinar-se à constatação de serem injustificadas e acentuadamente longas as dilações, o que não se verifica na espécie. 2. O volumoso acervo de processos sob relatoria do Ministro recém-empossado no Superior Tribunal de Justiça, aliado às sucessivas redistribuições do feito, não caracterizam a injustificada demora no julgamento do recurso, cuja conclusão já se operou. 3. Não se conhece de matéria cuja arguição não se deu na instância originariamente competente. Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. 4. Habeas corpus parcialmente conhecido. Ordem denegada.” (HC 122.209, Rel. Min. Gilmar Mendes) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885750. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito não merece provimento. 2. A decisão agravada está alinhada com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que “a demora no julgamento do recurso decorrente de sucessão de Ministro egresso do Superior Tribunal de Justiça não configura ilícito a justificar a concessão da ordem” (HC 120.593, Rel. Min. Cármen Lúcia). Confiram-se, ainda, os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. DEMORA NO JULGAMENTO DE RECURSO EM HABEAS CORPUS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DEMORA JUSTIFICADA. RAZOABILIDADE. DEMORA NA REMESSA DE APELAÇÃO PARA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CONHECIMENTO. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. A violação ao princípio da duração razoável do processo (art. 5..., LXXVIII, da Constituição da República) deve subordinar-se à constatação de serem injustificadas e acentuadamente longas as dilações, o que não se verifica na espécie. 2. O volumoso acervo de processos sob relatoria do Ministro recém-empossado no Superior Tribunal de Justiça, aliado às sucessivas redistribuições do feito, não caracterizam a injustificada demora no julgamento do recurso, cuja conclusão já se operou. 3. Não se conhece de matéria cuja arguição não se deu na instância originariamente competente. Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. 4. Habeas corpus parcialmente conhecido. Ordem denegada.” (HC 122.209, Rel. Min. Gilmar Mendes) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 120376 AGR / RJ “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. EXCESSO DE PRAZO. 1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra denegação de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Supressão de instância que se viabiliza apenas em casos teratológicos. 2. Não se pode afirmar a manifesta arbitrariedade da decretação ou de manutenção de prisão cautelar diante do profundo envolvimento dos agentes com o tráfico de drogas, a indicar risco de reiteração delitiva e à ordem pública. 3. Toda a construção doutrinária e jurisprudencial sobre o excesso de prazo no processo penal para a formação da culpa diz respeito à demora para o julgamento em primeiro grau de jurisdição. Prolatada a sentença, a jurisprudência posiciona-se no sentido de que não há mais falar em excesso de prazo, à falta em especial de parâmetros normativos para avaliar quando a demora no julgamento do recurso se torna arbitrária. Caso concreto no qual não se verifica manifesto excesso de prazo para julgamento da apelação diante do lapso temporal decorrido entre a sua interposição e a impetração do writ. 4. Habeas corpus não conhecido. (HC 110.708, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. p/ acórdão Min. Rosa Weber) 3. Por fim, a reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885750. Supremo Tribunal Federal HC 120376 AGR / RJ “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. EXCESSO DE PRAZO. 1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra denegação de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Supressão de instância que se viabiliza apenas em casos teratológicos. 2. Não se pode afirmar a manifesta arbitrariedade da decretação ou de manutenção de prisão cautelar diante do profundo envolvimento dos agentes com o tráfico de drogas, a indicar risco de reiteração delitiva e à ordem pública. 3. Toda a construção doutrinária e jurisprudencial sobre o excesso de prazo no processo penal para a formação da culpa diz respeito à demora para o julgamento em primeiro grau de jurisdição. Prolatada a sentença, a jurisprudência posiciona-se no sentido de que não há mais falar em excesso de prazo, à falta em especial de parâmetros normativos para avaliar quando a demora no julgamento do recurso se torna arbitrária. Caso concreto no qual não se verifica manifesto excesso de prazo para julgamento da apelação diante do lapso temporal decorrido entre a sua interposição e a impetração do writ. 4. Habeas corpus não conhecido. (HC 110.708, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. p/ acórdão Min. Rosa Weber) 3. Por fim, a reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866538. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS CASTELLAR AGDO.(A/S) : RELATORA DO ARESP n 1.195.416 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894508 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 120.376 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS CASTELLAR AGDO.(A/S) : RELATORA DO ARESP n 1.195.416 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894508 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 120 . 376", "ARESP n 1 . 195 . 416", "HC 120 . 593", "HC 115 . 560 - AgR", "HABEAS CORPUS 120 . 376", "ARESP n 1 . 195 . 416", "Recurso Especial 1 . 195 . 416", "REsp 1 . 195 . 416", "HABEAS CORPUS 120 . 376", "ARESP n 1 . 195 . 416", "Recurso Especial 1 . 195 . 416", "REsp 1 . 195 . 416", "HC 120376 AGR / RJ", "HC 120 . 593", "HC 116 . 241 - AgR", "HC 116 . 943", "Recurso Especial n . 1 . 195 . 416", "HC 120376 AGR / RJ", "HC 120 . 593", "HC 116 . 241 - AgR", "HC 116 . 943", "Recurso Especial n . 1 . 195 . 416", "HC 120376 AGR / RJ", "HC 120376 AGR / RJ", "HC 120 . 593", "SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 122 .", "HABEAS CORPUS 120 . 376", "HC 120 . 593", "SÚMULA 691 DO SUPREMO", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 122 . 209", "HC 120376 AGR / RJ", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 110 . 708", "HC 115 . 560 - AgR", "HC 120376 AGR / RJ", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 110 . 708", "HC 115 . 560 - AgR", "HABEAS CORPUS 120 . 376", "HABEAS CORPUS 120 . 376", "HABEAS CORPUS 120 . 376", "ARESP n 1 . 195 . 416", "HABEAS CORPUS 120 . 376", "ARESP n 1 . 195 . 416" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 192 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 192 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "artigo 21 do Regimento Interno", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "artigo 21 do Regimento Interno", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA", "JOÃO CARLOS CASTELLAR", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA", "JOÃO CARLOS CASTELLAR", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marilza Maynard", "ROBERTO BARROSO", "MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA", "JOÃO CARLOS CASTELLAR", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marilza Maynard", "Ericson Maranho", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ericson", "Maranho", "Ericson Maranho", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ericson Maranho", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA", "JOÃO CARLOS CASTELLAR", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "MARCOS PAULO DA SILVA ROCHA", "JOÃO CARLOS CASTELLAR", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "06", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "06", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :LINDOVAL MARQUES DE BRITO EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA DEVIDAMENTE APRECIADA NA IMPETRAÇÃO. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. 1. Os embargos de declaração são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. 2. Inexiste contradição nas hipóteses em que o Colegiado não conhece da impetração substitutiva do meio processual adequado, e no mérito não concede a ordem ex officio posto inexistente teratologia, abuso de poder ou flagrante ilegalidade. In casu, a Turma concluiu pela inexistência de constrangimento ilegal a justificar a concessão da ordem de habeas corpus. 3. A pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios, máxime quando inexiste nulidade processual a ser sanada. 4. In casu, a ausência de inclusão do processo na pauta de audiência afixada no saguão do fórum constitui mera irregularidade, tanto mais que, in casu, o advogado foi devidamente intimado da sessão de oitiva das testemunhas e compareceu ao fórum - não obstante após a oitiva das testemunhas de acusação e de uma testemunha de defesa -, e sanada a irregularidade pelo juiz, participou normalmente do restante do ato judicial, juntamente com o advogado dativo nomeado com o fito de evitar a nulidade referida no art. 564, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896169. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG 5. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. 6. A certidão de julgamento e as notas taquigráficas revelam não ter havido empate na votação, o que conduziria à concessão da ordem. 7. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896169. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG 5. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. 6. A certidão de julgamento e as notas taquigráficas revelam não ter havido empate na votação, o que conduziria à concessão da ordem. 7. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :LINDOVAL MARQUES DE BRITO EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos de acórdão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que, em julgamento de habeas corpus, indeferiu a ordem. Eis a ementa do julgamento: Ementa: Processual Penal. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Atentado violento ao pudor. Nulidade por ausência de inclusão do feito na pauta de audiência afixada no saguão do fórum. Mera irregularidade. Advogado devidamente intimado da sessão de oitiva de testemunhas. Réu assistido por defensor dativo e pelo próprio advogado constituído, que compareceu ao fórum e noticiou o fato ao juiz, que determinou a inserção do processo na pauta afixada. Inexistência de demonstração de prejuízo. Pas de nullité sans grief. 1. A ausência de inclusão do processo na pauta de audiência afixada no saguão do fórum constitui mera irregularidade, tanto mais quando, como in casu, o advogado foi devidamente intimado da sessão de oitiva das testemunhas e compareceu ao fórum - não obstante após a oitiva das testemunhas de acusação e de uma testemunha de defesa -, e sanada a irregularidade pelo juiz, participou normalmente do restante do ato judicial, juntamente com o advogado dativo nomeado com o fito de evitar a nulidade referida no art. 564, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal. 2. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896170. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :LINDOVAL MARQUES DE BRITO EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos de acórdão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que, em julgamento de habeas corpus, indeferiu a ordem. Eis a ementa do julgamento: Ementa: Processual Penal. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Atentado violento ao pudor. Nulidade por ausência de inclusão do feito na pauta de audiência afixada no saguão do fórum. Mera irregularidade. Advogado devidamente intimado da sessão de oitiva de testemunhas. Réu assistido por defensor dativo e pelo próprio advogado constituído, que compareceu ao fórum e noticiou o fato ao juiz, que determinou a inserção do processo na pauta afixada. Inexistência de demonstração de prejuízo. Pas de nullité sans grief. 1. A ausência de inclusão do processo na pauta de audiência afixada no saguão do fórum constitui mera irregularidade, tanto mais quando, como in casu, o advogado foi devidamente intimado da sessão de oitiva das testemunhas e compareceu ao fórum - não obstante após a oitiva das testemunhas de acusação e de uma testemunha de defesa -, e sanada a irregularidade pelo juiz, participou normalmente do restante do ato judicial, juntamente com o advogado dativo nomeado com o fito de evitar a nulidade referida no art. 564, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal. 2. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. 3. Habeas corpus julgado extinto, por inadequação da via processual. (HC 107882 2ºJULG, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 12/11/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 086 DIVULG 07-05-2014 PUBLIC 08-05-2014) O embargante alega, em síntese, a existência de contradição em decorrência do não conhecimento dos embargos, mas exame da matéria de fundo, impedindo que o Tribunal de Justiça conheça da matéria em preliminar de recurso de apelação. Diz, ainda, que a proclamação do resultado diverge do que foi decidido na sessão. Argumenta haver empate na votação a justificar a prevalência dos votos concessivos da ordem. Discorre sobre a existência de nulidade decorrente da nomeação de defensor ad hoc para atuar em audiência de instrução e julgamento. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento dos embargos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896170. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. 3. Habeas corpus julgado extinto, por inadequação da via processual. (HC 107882 2ºJULG, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 12/11/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 086 DIVULG 07-05-2014 PUBLIC 08-05-2014) O embargante alega, em síntese, a existência de contradição em decorrência do não conhecimento dos embargos, mas exame da matéria de fundo, impedindo que o Tribunal de Justiça conheça da matéria em preliminar de recurso de apelação. Diz, ainda, que a proclamação do resultado diverge do que foi decidido na sessão. Argumenta haver empate na votação a justificar a prevalência dos votos concessivos da ordem. Discorre sobre a existência de nulidade decorrente da nomeação de defensor ad hoc para atuar em audiência de instrução e julgamento. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento dos embargos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. Os embargos de declaração são cabíveis somente quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que o acórdão embargado apreciou as questões suscitadas, em perfeita consonância com a jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Inexiste contradição no exame da matéria de fundo quando o Colegiado não conhece da impetração substitutiva do meio processual adequado. É que, conforme a jurisprudência da Corte, a existência de teratologia, abuso de poder ou flagrante ilegalidade permite a concessão da ordem ex officio. In casu, compulsando os autos, a Turma concluiu pela inexistência de constrangimento ilegal a justificar a concessão da ordem de habeas corpus. Tampouco existe empate na votação a justificar a aplicação do princípio pro reo e, consectariamente, conceder-se a ordem. É que, conforme as transcrições das notas taquigráficas, somente o Ministro Marco Aurélio votou pela concessão da ordem. Ademais, a pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896171. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. Os embargos de declaração são cabíveis somente quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que o acórdão embargado apreciou as questões suscitadas, em perfeita consonância com a jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Inexiste contradição no exame da matéria de fundo quando o Colegiado não conhece da impetração substitutiva do meio processual adequado. É que, conforme a jurisprudência da Corte, a existência de teratologia, abuso de poder ou flagrante ilegalidade permite a concessão da ordem ex officio. In casu, compulsando os autos, a Turma concluiu pela inexistência de constrangimento ilegal a justificar a concessão da ordem de habeas corpus. Tampouco existe empate na votação a justificar a aplicação do princípio pro reo e, consectariamente, conceder-se a ordem. É que, conforme as transcrições das notas taquigráficas, somente o Ministro Marco Aurélio votou pela concessão da ordem. Ademais, a pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG In casu, a ausência de inclusão do processo na pauta de audiência afixada no saguão do fórum constitui mera irregularidade, tanto mais quando, como in casu, o advogado foi devidamente intimado da sessão de oitiva das testemunhas e compareceu ao fórum - não obstante após a oitiva das testemunhas de acusação e de uma testemunha de defesa -, e sanada a irregularidade pelo juiz, participou normalmente do restante do ato judicial, juntamente com o advogado dativo nomeado com o fito de evitar a nulidade referida no art. 564, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. Ex positis, rejeito os embargos declaratórios. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896171. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG In casu, a ausência de inclusão do processo na pauta de audiência afixada no saguão do fórum constitui mera irregularidade, tanto mais quando, como in casu, o advogado foi devidamente intimado da sessão de oitiva das testemunhas e compareceu ao fórum - não obstante após a oitiva das testemunhas de acusação e de uma testemunha de defesa -, e sanada a irregularidade pelo juiz, participou normalmente do restante do ato judicial, juntamente com o advogado dativo nomeado com o fito de evitar a nulidade referida no art. 564, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. Ex positis, rejeito os embargos declaratórios. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Debate 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para me manter fiel ao que venho sustentando. Estamos diante dos segundos declaratórios sem que o vício tenha surgido quando do julgamento dos primeiros. Por isso, não conheço do recurso. E conhecido, vencido quanto à preliminar, acompanho o relator desprovendo o recurso. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Marco Aurélio, só para eu entender. Vossa Excelência entende, quando são segundos embargos de declaração da decisão originária, de não conhecer. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É porque não tem os vícios. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendo. Eu nunca tinha ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – De início, segundo a doutrina do professor Barbosa Moreira, admito os segundos declaratórios, mas desde que o vício tenha surgido pela vez primeira no julgamento dos anteriores. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu entendi. E o Ministro Fux está negando provimento. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E temos firmado... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - O meu argumento é o seguinte: porque, quando eu digo que não há nenhuma omissão, nem contradição, e digo que, nesse caso, ele alegou uma matéria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para me manter fiel ao que venho sustentando. Estamos diante dos segundos declaratórios sem que o vício tenha surgido quando do julgamento dos primeiros. Por isso, não conheço do recurso. E conhecido, vencido quanto à preliminar, acompanho o relator desprovendo o recurso. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Marco Aurélio, só para eu entender. Vossa Excelência entende, quando são segundos embargos de declaração da decisão originária, de não conhecer. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É porque não tem os vícios. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendo. Eu nunca tinha ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – De início, segundo a doutrina do professor Barbosa Moreira, admito os segundos declaratórios, mas desde que o vício tenha surgido pela vez primeira no julgamento dos anteriores. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu entendi. E o Ministro Fux está negando provimento. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E temos firmado... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - O meu argumento é o seguinte: porque, quando eu digo que não há nenhuma omissão, nem contradição, e digo que, nesse caso, ele alegou uma matéria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Debate HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG nova, dizendo que houve empate na votação, e ainda que assim não fosse, quando eu digo que não há o vício apontado, eu estou indo ao mérito do recurso. Eu só não admito o recurso se ele não preenche os seus requisitos de admissibilidade. E a existência de omissão, contradição, obscuridade é a própria razão de ser do recurso, é o mérito do recurso. Se não tem isso, no meu modo de ver, com a devida vênia, é caso de desprovimento do recurso e não de inadmissão. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) – Eu entendo que a hipótese é de não conhecimento, nos termos aqui expostos pelo Ministro Marco Aurélio, quando o vício alegado não nasce na decisão embargada, na decisão contra a qual opostos esses segundos embargos de declaração. Mas, neste caso específico, o Ministro Fux está dizendo que há insurgência quanto aos votos colhidos nos primeiros embargos ou no julgamento do habeas corpus? Essa que seria a questão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se for no tocante ao julgamento dos primeiros declaratórios, admito a interposição e acompanho o relator. Mas penso que o que se sustenta é que a ordem teria sido concedida quando do primeiro pronunciamento da Turma. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não, não. Quando do primeiro pronunciamento, nós dissemos: é substitutivo e não há razão para concessão da ordem ex officio. E ele entende que houve contradição nisso porque, segundo ele, essa técnica não seria admissível, porque não tem o menor sentido isso através de embargos de declaração. E ele afirma que houve empate na votação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em síntese, reitera os embargos declaratórios anteriores. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - E, agora, ele traz, assim, também alegação de que houve empate pró-réu, e digo, pelas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG nova, dizendo que houve empate na votação, e ainda que assim não fosse, quando eu digo que não há o vício apontado, eu estou indo ao mérito do recurso. Eu só não admito o recurso se ele não preenche os seus requisitos de admissibilidade. E a existência de omissão, contradição, obscuridade é a própria razão de ser do recurso, é o mérito do recurso. Se não tem isso, no meu modo de ver, com a devida vênia, é caso de desprovimento do recurso e não de inadmissão. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) – Eu entendo que a hipótese é de não conhecimento, nos termos aqui expostos pelo Ministro Marco Aurélio, quando o vício alegado não nasce na decisão embargada, na decisão contra a qual opostos esses segundos embargos de declaração. Mas, neste caso específico, o Ministro Fux está dizendo que há insurgência quanto aos votos colhidos nos primeiros embargos ou no julgamento do habeas corpus? Essa que seria a questão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se for no tocante ao julgamento dos primeiros declaratórios, admito a interposição e acompanho o relator. Mas penso que o que se sustenta é que a ordem teria sido concedida quando do primeiro pronunciamento da Turma. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não, não. Quando do primeiro pronunciamento, nós dissemos: é substitutivo e não há razão para concessão da ordem ex officio. E ele entende que houve contradição nisso porque, segundo ele, essa técnica não seria admissível, porque não tem o menor sentido isso através de embargos de declaração. E ele afirma que houve empate na votação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em síntese, reitera os embargos declaratórios anteriores. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - E, agora, ele traz, assim, também alegação de que houve empate pró-réu, e digo, pelas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Debate HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG certidões e pelas notas, que não houve. Então, como estou dizendo que não houve nenhum vício, estou desprovendo os embargos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E não poderia ter havido o empate na votação dos declaratórios porque a decisão foi unânime. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Estou acompanhando o Relator, Presidente, em algum momento, teremos que refletir sobre essa história do agravo regimental, embargos declaração, segundos embargos de declaração, depois novo agravo regimental. Eu mesmo tenho um caso aqui, hoje. Porque isso não é propriamente exercício do direito de defesa. Isso está tirando tempo do Tribunal para atender as outras questões. Portanto, em algum momento, teremos que refletir sobre como lidar com isso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Semana passada, Ministro Barroso, no Plenário, o Ministro Teori trouxe a julgamento - fiz questão de contar - mais ou menos uns oito, misturados assim: embargos de declaração nos embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento nos embargos de divergência no recurso extraordinário. Uma coisa assim. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Isso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Muita falta de compreensão. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) – Na verdade, no Plenário, temos sempre não conhecido dos segundos embargos de declaração nessa hipótese. Neste caso específico, há uma 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG certidões e pelas notas, que não houve. Então, como estou dizendo que não houve nenhum vício, estou desprovendo os embargos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E não poderia ter havido o empate na votação dos declaratórios porque a decisão foi unânime. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Estou acompanhando o Relator, Presidente, em algum momento, teremos que refletir sobre essa história do agravo regimental, embargos declaração, segundos embargos de declaração, depois novo agravo regimental. Eu mesmo tenho um caso aqui, hoje. Porque isso não é propriamente exercício do direito de defesa. Isso está tirando tempo do Tribunal para atender as outras questões. Portanto, em algum momento, teremos que refletir sobre como lidar com isso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Semana passada, Ministro Barroso, no Plenário, o Ministro Teori trouxe a julgamento - fiz questão de contar - mais ou menos uns oito, misturados assim: embargos de declaração nos embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento nos embargos de divergência no recurso extraordinário. Uma coisa assim. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Isso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Muita falta de compreensão. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) – Na verdade, no Plenário, temos sempre não conhecido dos segundos embargos de declaração nessa hipótese. Neste caso específico, há uma 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Debate HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG sutileza que a parte habilmente invocou... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Sutileza, habilmente. Um empate na votação. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Não, e uma contradição no julgamento dos primeiros embargos porque teria havido o empate. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Pelo menos foi o que... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas foi unânime a decisão, desprovendo os embargos anteriores. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Foi unânime. Quer dizer, ele alega que houve empate, pelo que... Primeiro, ele acha que há o contraditório nessa técnica nossa. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Percebi que o empate diria respeito ao julgamento do habeas corpus, ao julgamento originário da Turma. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Suspendo, então, o julgamento, porque tenho o mesmo entendimento do Ministro Marco Aurélio. Aguardaremos a chegada do Ministro Toffoli. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu nunca tinha me deparado com essa questão, pelo menos nunca tinha percebido. Eu entendi a posição do Ministro Marco Aurélio. Segundos embargos de declaração, se o que estiver sendo impugnado não for a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG sutileza que a parte habilmente invocou... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Sutileza, habilmente. Um empate na votação. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Não, e uma contradição no julgamento dos primeiros embargos porque teria havido o empate. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Pelo menos foi o que... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas foi unânime a decisão, desprovendo os embargos anteriores. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Foi unânime. Quer dizer, ele alega que houve empate, pelo que... Primeiro, ele acha que há o contraditório nessa técnica nossa. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Percebi que o empate diria respeito ao julgamento do habeas corpus, ao julgamento originário da Turma. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Suspendo, então, o julgamento, porque tenho o mesmo entendimento do Ministro Marco Aurélio. Aguardaremos a chegada do Ministro Toffoli. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu nunca tinha me deparado com essa questão, pelo menos nunca tinha percebido. Eu entendi a posição do Ministro Marco Aurélio. Segundos embargos de declaração, se o que estiver sendo impugnado não for a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Debate HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG decisão dos primeiros embargos de declaração, ele não conhece. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Conhecemos. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - E Vossa Excelência, Ministro Fux, entende diferentemente por qual razão? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Entendo que, se o prolator da decisão enfrentar a questão e disser que não há vício, isto é mérito, não é admissibilidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mesmo nos segundos e mesmo a impugnação recaindo sobre a decisão original? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quem sabe nos terceiros, nos quartos, nos quintos... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Isso, para mim, não é uma coisa extraordinária em relação à qual eu não possa ter por base a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, entendi. Tenho mais simpatia por negar por não conhecer, sobretudo se efetivamente não houver nada na segunda decisão sendo impugnado. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - O aspecto que eu trouxe o Ministro Marco Aurélio corretamente afastou quando disse: "Não, mas foi unânime a decisão". O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não temos esse grau de profundidade da análise se houve ou não houve, porque são embargos de declaração, segundos embargos de declaração. Mas só para 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG decisão dos primeiros embargos de declaração, ele não conhece. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Conhecemos. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - E Vossa Excelência, Ministro Fux, entende diferentemente por qual razão? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Entendo que, se o prolator da decisão enfrentar a questão e disser que não há vício, isto é mérito, não é admissibilidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mesmo nos segundos e mesmo a impugnação recaindo sobre a decisão original? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quem sabe nos terceiros, nos quartos, nos quintos... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Isso, para mim, não é uma coisa extraordinária em relação à qual eu não possa ter por base a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, entendi. Tenho mais simpatia por negar por não conhecer, sobretudo se efetivamente não houver nada na segunda decisão sendo impugnado. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - O aspecto que eu trouxe o Ministro Marco Aurélio corretamente afastou quando disse: "Não, mas foi unânime a decisão". O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não temos esse grau de profundidade da análise se houve ou não houve, porque são embargos de declaração, segundos embargos de declaração. Mas só para 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Debate HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG ter uma fidelidade, e nós, digamos assim, aprimorarmos a terminologia, né? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A minha preocupação é passar uma sinalização de que não somos parceiros na procrastinação artificial, entendeu? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. Já trago essa informação. Vou pegar o processo. Suspende só a proclamação. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG ter uma fidelidade, e nós, digamos assim, aprimorarmos a terminologia, né? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A minha preocupação é passar uma sinalização de que não somos parceiros na procrastinação artificial, entendeu? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. Já trago essa informação. Vou pegar o processo. Suspende só a proclamação. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Debate 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS DEBATE O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Presidente, então, eu vou só fazer um histórico diminuto, de tudo o que aconteceu, para eu poder chegar à minha conclusão: No primeiro habeas corpus, o que a parte alegava? A parte alegava um vício de constar um edital, no ato do fórum e etc e tal. Bom, esse habeas corpus foi julgado. E como é que foi julgado? Eu e Vossa Excelência denegamos a ordem; Ministro Toffoli não conheceu do habeas corpus; e o Ministro Marco Aurélio deferiu a ordem. O julgamento foi dessa forma. De toda maneira, ou conhecendo ou denegando, o habeas corpus não foi concedido. Então houve o voto- vencido. Nos primeiros embargos de declaração, a parte oferece esse recurso declaratório dizendo que não teve oportunidade de fazer a sustentação oral. Nós anulamos, e ele fez a sustentação oral, e, aí, surgiu esse resultado. Pois bem. Nesses outros embargos - aí é que vem -, além de ele repetir o que afirmara no julgamento do habeas corpus, não nos embargos de declaração, porque ele ganhou nos embargos de declaração. Agora, aqui, ele traz uma novidade: ele reitera que não ficou satisfeito com o habeas corpus e diz que houve empate porque não entendeu bem essa... não conhece... Mas nem empate houve. Na melhor das hipóteses, ele perdeu por três fundamentos diferentes. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está esclarecido. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Estamos perfeitamente esclarecidos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926735. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS DEBATE O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Presidente, então, eu vou só fazer um histórico diminuto, de tudo o que aconteceu, para eu poder chegar à minha conclusão: No primeiro habeas corpus, o que a parte alegava? A parte alegava um vício de constar um edital, no ato do fórum e etc e tal. Bom, esse habeas corpus foi julgado. E como é que foi julgado? Eu e Vossa Excelência denegamos a ordem; Ministro Toffoli não conheceu do habeas corpus; e o Ministro Marco Aurélio deferiu a ordem. O julgamento foi dessa forma. De toda maneira, ou conhecendo ou denegando, o habeas corpus não foi concedido. Então houve o voto- vencido. Nos primeiros embargos de declaração, a parte oferece esse recurso declaratório dizendo que não teve oportunidade de fazer a sustentação oral. Nós anulamos, e ele fez a sustentação oral, e, aí, surgiu esse resultado. Pois bem. Nesses outros embargos - aí é que vem -, além de ele repetir o que afirmara no julgamento do habeas corpus, não nos embargos de declaração, porque ele ganhou nos embargos de declaração. Agora, aqui, ele traz uma novidade: ele reitera que não ficou satisfeito com o habeas corpus e diz que houve empate porque não entendeu bem essa... não conhece... Mas nem empate houve. Na melhor das hipóteses, ele perdeu por três fundamentos diferentes. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está esclarecido. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Estamos perfeitamente esclarecidos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Debate HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, há uma diferença? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Há uma diferença. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Então, estou acompanhando o Relator. Apenas porque entendia na hipótese em que os segundos embargos não inovam em nada, eu acho que o não conhecimento é a melhor solução. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu acho que está ótimo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas não aqui nesse caso. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Na verdade, os primeiros embargos declaratórios foram acolhidos pela Turma que anulou. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Para anular. Então, surgiu um novo acórdão no habeas corpus e contra este estão dirigidos os declaratórios. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acompanho o Relator, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926735. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, há uma diferença? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Há uma diferença. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Então, estou acompanhando o Relator. Apenas porque entendia na hipótese em que os segundos embargos não inovam em nada, eu acho que o não conhecimento é a melhor solução. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu acho que está ótimo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas não aqui nesse caso. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Na verdade, os primeiros embargos declaratórios foram acolhidos pela Turma que anulou. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Para anular. Então, surgiu um novo acórdão no habeas corpus e contra este estão dirigidos os declaratórios. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acompanho o Relator, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : LINDOVAL MARQUES DE BRITO EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894498 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : LINDOVAL MARQUES DE BRITO EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894498 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7938820
2015-02-10T00:00:00
2015-03-06T00:00:00
A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA DEVIDAMENTE APRECIADA NA IMPETRAÇÃO. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. 1. Os embargos de declaração são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. 2. Inexiste contradição nas hipóteses em que o Colegiado não conhece da impetração substitutiva do meio processual adequado, e no mérito não concede a ordem ex officio posto inexistente teratologia, abuso de poder ou flagrante ilegalidade. In casu, a Turma concluiu pela inexistência de constrangimento ilegal a justificar a concessão da ordem de habeas corpus. 3. A pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios, máxime quando inexiste nulidade processual a ser sanada. 4. In casu, a ausência de inclusão do processo na pauta de audiência afixada no saguão do fórum constitui mera irregularidade, tanto mais que, in casu, o advogado foi devidamente intimado da sessão de oitiva das testemunhas e compareceu ao fórum - não obstante após a oitiva das testemunhas de acusação e de uma testemunha de defesa -, e sanada a irregularidade pelo juiz, participou normalmente do restante do ato judicial, juntamente com o advogado dativo nomeado com o fito de evitar a nulidade referida no art. 564, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal. 5. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. 6. A certidão de julgamento e as notas taquigráficas revelam não ter havido empate na votação, o que conduziria à concessão da ordem. 7. Embargos de declaração rejeitados.
sjur294867
Número de páginas: 15. Análise: 16/03/2015, IMC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
107882
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00563 ART-00564 INC-00003 LET-C\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC-ED-segundos
acordaos
HC 107882 ED-segundos
[ "" ]
EMBTE.(S) : ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : LINDOVAL MARQUES DE BRITO EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :LINDOVAL MARQUES DE BRITO EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA DEVIDAMENTE APRECIADA NA IMPETRAÇÃO. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. 1. Os embargos de declaração são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. 2. Inexiste contradição nas hipóteses em que o Colegiado não conhece da impetração substitutiva do meio processual adequado, e no mérito não concede a ordem ex officio posto inexistente teratologia, abuso de poder ou flagrante ilegalidade. In casu, a Turma concluiu pela inexistência de constrangimento ilegal a justificar a concessão da ordem de habeas corpus. 3. A pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios, máxime quando inexiste nulidade processual a ser sanada. 4. In casu, a ausência de inclusão do processo na pauta de audiência afixada no saguão do fórum constitui mera irregularidade, tanto mais que, in casu, o advogado foi devidamente intimado da sessão de oitiva das testemunhas e compareceu ao fórum - não obstante após a oitiva das testemunhas de acusação e de uma testemunha de defesa -, e sanada a irregularidade pelo juiz, participou normalmente do restante do ato judicial, juntamente com o advogado dativo nomeado com o fito de evitar a nulidade referida no art. 564, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896169. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG 5. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. 6. A certidão de julgamento e as notas taquigráficas revelam não ter havido empate na votação, o que conduziria à concessão da ordem. 7. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896169. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG 5. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. 6. A certidão de julgamento e as notas taquigráficas revelam não ter havido empate na votação, o que conduziria à concessão da ordem. 7. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896169. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :LINDOVAL MARQUES DE BRITO EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos de acórdão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que, em julgamento de habeas corpus, indeferiu a ordem. Eis a ementa do julgamento: Ementa: Processual Penal. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Atentado violento ao pudor. Nulidade por ausência de inclusão do feito na pauta de audiência afixada no saguão do fórum. Mera irregularidade. Advogado devidamente intimado da sessão de oitiva de testemunhas. Réu assistido por defensor dativo e pelo próprio advogado constituído, que compareceu ao fórum e noticiou o fato ao juiz, que determinou a inserção do processo na pauta afixada. Inexistência de demonstração de prejuízo. Pas de nullité sans grief. 1. A ausência de inclusão do processo na pauta de audiência afixada no saguão do fórum constitui mera irregularidade, tanto mais quando, como in casu, o advogado foi devidamente intimado da sessão de oitiva das testemunhas e compareceu ao fórum - não obstante após a oitiva das testemunhas de acusação e de uma testemunha de defesa -, e sanada a irregularidade pelo juiz, participou normalmente do restante do ato judicial, juntamente com o advogado dativo nomeado com o fito de evitar a nulidade referida no art. 564, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal. 2. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896170. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :LINDOVAL MARQUES DE BRITO EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos de acórdão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que, em julgamento de habeas corpus, indeferiu a ordem. Eis a ementa do julgamento: Ementa: Processual Penal. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Atentado violento ao pudor. Nulidade por ausência de inclusão do feito na pauta de audiência afixada no saguão do fórum. Mera irregularidade. Advogado devidamente intimado da sessão de oitiva de testemunhas. Réu assistido por defensor dativo e pelo próprio advogado constituído, que compareceu ao fórum e noticiou o fato ao juiz, que determinou a inserção do processo na pauta afixada. Inexistência de demonstração de prejuízo. Pas de nullité sans grief. 1. A ausência de inclusão do processo na pauta de audiência afixada no saguão do fórum constitui mera irregularidade, tanto mais quando, como in casu, o advogado foi devidamente intimado da sessão de oitiva das testemunhas e compareceu ao fórum - não obstante após a oitiva das testemunhas de acusação e de uma testemunha de defesa -, e sanada a irregularidade pelo juiz, participou normalmente do restante do ato judicial, juntamente com o advogado dativo nomeado com o fito de evitar a nulidade referida no art. 564, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal. 2. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. 3. Habeas corpus julgado extinto, por inadequação da via processual. (HC 107882 2...JULG, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 12/11/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 086 DIVULG 07-05-2014 PUBLIC 08-05-2014) O embargante alega, em síntese, a existência de contradição em decorrência do não conhecimento dos embargos, mas exame da matéria de fundo, impedindo que o Tribunal de Justiça conheça da matéria em preliminar de recurso de apelação. Diz, ainda, que a proclamação do resultado diverge do que foi decidido na sessão. Argumenta haver empate na votação a justificar a prevalência dos votos concessivos da ordem. Discorre sobre a existência de nulidade decorrente da nomeação de defensor ad hoc para atuar em audiência de instrução e julgamento. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento dos embargos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896170. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. 3. Habeas corpus julgado extinto, por inadequação da via processual. (HC 107882 2...JULG, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 12/11/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 086 DIVULG 07-05-2014 PUBLIC 08-05-2014) O embargante alega, em síntese, a existência de contradição em decorrência do não conhecimento dos embargos, mas exame da matéria de fundo, impedindo que o Tribunal de Justiça conheça da matéria em preliminar de recurso de apelação. Diz, ainda, que a proclamação do resultado diverge do que foi decidido na sessão. Argumenta haver empate na votação a justificar a prevalência dos votos concessivos da ordem. Discorre sobre a existência de nulidade decorrente da nomeação de defensor ad hoc para atuar em audiência de instrução e julgamento. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento dos embargos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. Os embargos de declaração são cabíveis somente quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que o acórdão embargado apreciou as questões suscitadas, em perfeita consonância com a jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Inexiste contradição no exame da matéria de fundo quando o Colegiado não conhece da impetração substitutiva do meio processual adequado. É que, conforme a jurisprudência da Corte, a existência de teratologia, abuso de poder ou flagrante ilegalidade permite a concessão da ordem ex officio. In casu, compulsando os autos, a Turma concluiu pela inexistência de constrangimento ilegal a justificar a concessão da ordem de habeas corpus. Tampouco existe empate na votação a justificar a aplicação do princípio pro reo e, consectariamente, conceder-se a ordem. É que, conforme as transcrições das notas taquigráficas, somente o Ministro Marco Aurélio votou pela concessão da ordem. Ademais, a pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896171. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. Os embargos de declaração são cabíveis somente quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que o acórdão embargado apreciou as questões suscitadas, em perfeita consonância com a jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Inexiste contradição no exame da matéria de fundo quando o Colegiado não conhece da impetração substitutiva do meio processual adequado. É que, conforme a jurisprudência da Corte, a existência de teratologia, abuso de poder ou flagrante ilegalidade permite a concessão da ordem ex officio. In casu, compulsando os autos, a Turma concluiu pela inexistência de constrangimento ilegal a justificar a concessão da ordem de habeas corpus. Tampouco existe empate na votação a justificar a aplicação do princípio pro reo e, consectariamente, conceder-se a ordem. É que, conforme as transcrições das notas taquigráficas, somente o Ministro Marco Aurélio votou pela concessão da ordem. Ademais, a pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG In casu, a ausência de inclusão do processo na pauta de audiência afixada no saguão do fórum constitui mera irregularidade, tanto mais quando, como in casu, o advogado foi devidamente intimado da sessão de oitiva das testemunhas e compareceu ao fórum - não obstante após a oitiva das testemunhas de acusação e de uma testemunha de defesa -, e sanada a irregularidade pelo juiz, participou normalmente do restante do ato judicial, juntamente com o advogado dativo nomeado com o fito de evitar a nulidade referida no art. 564, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. Ex positis, rejeito os embargos declaratórios. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896171. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG In casu, a ausência de inclusão do processo na pauta de audiência afixada no saguão do fórum constitui mera irregularidade, tanto mais quando, como in casu, o advogado foi devidamente intimado da sessão de oitiva das testemunhas e compareceu ao fórum - não obstante após a oitiva das testemunhas de acusação e de uma testemunha de defesa -, e sanada a irregularidade pelo juiz, participou normalmente do restante do ato judicial, juntamente com o advogado dativo nomeado com o fito de evitar a nulidade referida no art. 564, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal. O princípio pas des nullités sans grief – corolário da natureza instrumental do processo (art. 563 do CPP: “Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.”) – impede a declaração da nulidade se não demonstrado o prejuízo concreto à parte que suscita o vício, como na hipótese sub examine. Ex positis, rejeito os embargos declaratórios. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Debate 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para me manter fiel ao que venho sustentando. Estamos diante dos segundos declaratórios sem que o vício tenha surgido quando do julgamento dos primeiros. Por isso, não conheço do recurso. E conhecido, vencido quanto à preliminar, acompanho o relator desprovendo o recurso. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Marco Aurélio, só para eu entender. Vossa Excelência entende, quando são segundos embargos de declaração da decisão originária, de não conhecer. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É porque não tem os vícios. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendo. Eu nunca tinha ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – De início, segundo a doutrina do professor Barbosa Moreira, admito os segundos declaratórios, mas desde que o vício tenha surgido pela vez primeira no julgamento dos anteriores. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu entendi. E o Ministro Fux está negando provimento. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E temos firmado... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - O meu argumento é o seguinte: porque, quando eu digo que não há nenhuma omissão, nem contradição, e digo que, nesse caso, ele alegou uma matéria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para me manter fiel ao que venho sustentando. Estamos diante dos segundos declaratórios sem que o vício tenha surgido quando do julgamento dos primeiros. Por isso, não conheço do recurso. E conhecido, vencido quanto à preliminar, acompanho o relator desprovendo o recurso. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Marco Aurélio, só para eu entender. Vossa Excelência entende, quando são segundos embargos de declaração da decisão originária, de não conhecer. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É porque não tem os vícios. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendo. Eu nunca tinha ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – De início, segundo a doutrina do professor Barbosa Moreira, admito os segundos declaratórios, mas desde que o vício tenha surgido pela vez primeira no julgamento dos anteriores. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu entendi. E o Ministro Fux está negando provimento. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E temos firmado... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - O meu argumento é o seguinte: porque, quando eu digo que não há nenhuma omissão, nem contradição, e digo que, nesse caso, ele alegou uma matéria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Debate HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG nova, dizendo que houve empate na votação, e ainda que assim não fosse, quando eu digo que não há o vício apontado, eu estou indo ao mérito do recurso. Eu só não admito o recurso se ele não preenche os seus requisitos de admissibilidade. E a existência de omissão, contradição, obscuridade é a própria razão de ser do recurso, é o mérito do recurso. Se não tem isso, no meu modo de ver, com a devida vênia, é caso de desprovimento do recurso e não de inadmissão. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) – Eu entendo que a hipótese é de não conhecimento, nos termos aqui expostos pelo Ministro Marco Aurélio, quando o vício alegado não nasce na decisão embargada, na decisão contra a qual opostos esses segundos embargos de declaração. Mas, neste caso específico, o Ministro Fux está dizendo que há insurgência quanto aos votos colhidos nos primeiros embargos ou no julgamento do habeas corpus? Essa que seria a questão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se for no tocante ao julgamento dos primeiros declaratórios, admito a interposição e acompanho o relator. Mas penso que o que se sustenta é que a ordem teria sido concedida quando do primeiro pronunciamento da Turma. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não, não. Quando do primeiro pronunciamento, nós dissemos: é substitutivo e não há razão para concessão da ordem ex officio. E ele entende que houve contradição nisso porque, segundo ele, essa técnica não seria admissível, porque não tem o menor sentido isso através de embargos de declaração. E ele afirma que houve empate na votação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em síntese, reitera os embargos declaratórios anteriores. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - E, agora, ele traz, assim, também alegação de que houve empate pró-réu, e digo, pelas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG nova, dizendo que houve empate na votação, e ainda que assim não fosse, quando eu digo que não há o vício apontado, eu estou indo ao mérito do recurso. Eu só não admito o recurso se ele não preenche os seus requisitos de admissibilidade. E a existência de omissão, contradição, obscuridade é a própria razão de ser do recurso, é o mérito do recurso. Se não tem isso, no meu modo de ver, com a devida vênia, é caso de desprovimento do recurso e não de inadmissão. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) – Eu entendo que a hipótese é de não conhecimento, nos termos aqui expostos pelo Ministro Marco Aurélio, quando o vício alegado não nasce na decisão embargada, na decisão contra a qual opostos esses segundos embargos de declaração. Mas, neste caso específico, o Ministro Fux está dizendo que há insurgência quanto aos votos colhidos nos primeiros embargos ou no julgamento do habeas corpus? Essa que seria a questão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se for no tocante ao julgamento dos primeiros declaratórios, admito a interposição e acompanho o relator. Mas penso que o que se sustenta é que a ordem teria sido concedida quando do primeiro pronunciamento da Turma. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não, não. Quando do primeiro pronunciamento, nós dissemos: é substitutivo e não há razão para concessão da ordem ex officio. E ele entende que houve contradição nisso porque, segundo ele, essa técnica não seria admissível, porque não tem o menor sentido isso através de embargos de declaração. E ele afirma que houve empate na votação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em síntese, reitera os embargos declaratórios anteriores. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - E, agora, ele traz, assim, também alegação de que houve empate pró-réu, e digo, pelas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Debate HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG certidões e pelas notas, que não houve. Então, como estou dizendo que não houve nenhum vício, estou desprovendo os embargos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E não poderia ter havido o empate na votação dos declaratórios porque a decisão foi unânime. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Estou acompanhando o Relator, Presidente, em algum momento, teremos que refletir sobre essa história do agravo regimental, embargos declaração, segundos embargos de declaração, depois novo agravo regimental. Eu mesmo tenho um caso aqui, hoje. Porque isso não é propriamente exercício do direito de defesa. Isso está tirando tempo do Tribunal para atender as outras questões. Portanto, em algum momento, teremos que refletir sobre como lidar com isso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Semana passada, Ministro Barroso, no Plenário, o Ministro Teori trouxe a julgamento - fiz questão de contar - mais ou menos uns oito, misturados assim: embargos de declaração nos embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento nos embargos de divergência no recurso extraordinário. Uma coisa assim. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Isso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Muita falta de compreensão. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) – Na verdade, no Plenário, temos sempre não conhecido dos segundos embargos de declaração nessa hipótese. Neste caso específico, há uma 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG certidões e pelas notas, que não houve. Então, como estou dizendo que não houve nenhum vício, estou desprovendo os embargos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E não poderia ter havido o empate na votação dos declaratórios porque a decisão foi unânime. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Estou acompanhando o Relator, Presidente, em algum momento, teremos que refletir sobre essa história do agravo regimental, embargos declaração, segundos embargos de declaração, depois novo agravo regimental. Eu mesmo tenho um caso aqui, hoje. Porque isso não é propriamente exercício do direito de defesa. Isso está tirando tempo do Tribunal para atender as outras questões. Portanto, em algum momento, teremos que refletir sobre como lidar com isso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Semana passada, Ministro Barroso, no Plenário, o Ministro Teori trouxe a julgamento - fiz questão de contar - mais ou menos uns oito, misturados assim: embargos de declaração nos embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento nos embargos de divergência no recurso extraordinário. Uma coisa assim. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Isso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Muita falta de compreensão. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) – Na verdade, no Plenário, temos sempre não conhecido dos segundos embargos de declaração nessa hipótese. Neste caso específico, há uma 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Debate HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG sutileza que a parte habilmente invocou... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Sutileza, habilmente. Um empate na votação. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Não, e uma contradição no julgamento dos primeiros embargos porque teria havido o empate. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Pelo menos foi o que... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas foi unânime a decisão, desprovendo os embargos anteriores. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Foi unânime. Quer dizer, ele alega que houve empate, pelo que... Primeiro, ele acha que há o contraditório nessa técnica nossa. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Percebi que o empate diria respeito ao julgamento do habeas corpus, ao julgamento originário da Turma. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Suspendo, então, o julgamento, porque tenho o mesmo entendimento do Ministro Marco Aurélio. Aguardaremos a chegada do Ministro Toffoli. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu nunca tinha me deparado com essa questão, pelo menos nunca tinha percebido. Eu entendi a posição do Ministro Marco Aurélio. Segundos embargos de declaração, se o que estiver sendo impugnado não for a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG sutileza que a parte habilmente invocou... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Sutileza, habilmente. Um empate na votação. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Não, e uma contradição no julgamento dos primeiros embargos porque teria havido o empate. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Pelo menos foi o que... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas foi unânime a decisão, desprovendo os embargos anteriores. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Foi unânime. Quer dizer, ele alega que houve empate, pelo que... Primeiro, ele acha que há o contraditório nessa técnica nossa. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Percebi que o empate diria respeito ao julgamento do habeas corpus, ao julgamento originário da Turma. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Suspendo, então, o julgamento, porque tenho o mesmo entendimento do Ministro Marco Aurélio. Aguardaremos a chegada do Ministro Toffoli. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu nunca tinha me deparado com essa questão, pelo menos nunca tinha percebido. Eu entendi a posição do Ministro Marco Aurélio. Segundos embargos de declaração, se o que estiver sendo impugnado não for a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Debate HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG decisão dos primeiros embargos de declaração, ele não conhece. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Conhecemos. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - E Vossa Excelência, Ministro Fux, entende diferentemente por qual razão? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Entendo que, se o prolator da decisão enfrentar a questão e disser que não há vício, isto é mérito, não é admissibilidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mesmo nos segundos e mesmo a impugnação recaindo sobre a decisão original? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quem sabe nos terceiros, nos quartos, nos quintos... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Isso, para mim, não é uma coisa extraordinária em relação à qual eu não possa ter por base a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, entendi. Tenho mais simpatia por negar por não conhecer, sobretudo se efetivamente não houver nada na segunda decisão sendo impugnado. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - O aspecto que eu trouxe o Ministro Marco Aurélio corretamente afastou quando disse: "Não, mas foi unânime a decisão". O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não temos esse grau de profundidade da análise se houve ou não houve, porque são embargos de declaração, segundos embargos de declaração. Mas só para 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG decisão dos primeiros embargos de declaração, ele não conhece. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Conhecemos. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - E Vossa Excelência, Ministro Fux, entende diferentemente por qual razão? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Entendo que, se o prolator da decisão enfrentar a questão e disser que não há vício, isto é mérito, não é admissibilidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mesmo nos segundos e mesmo a impugnação recaindo sobre a decisão original? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quem sabe nos terceiros, nos quartos, nos quintos... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Isso, para mim, não é uma coisa extraordinária em relação à qual eu não possa ter por base a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, entendi. Tenho mais simpatia por negar por não conhecer, sobretudo se efetivamente não houver nada na segunda decisão sendo impugnado. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - O aspecto que eu trouxe o Ministro Marco Aurélio corretamente afastou quando disse: "Não, mas foi unânime a decisão". O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não temos esse grau de profundidade da análise se houve ou não houve, porque são embargos de declaração, segundos embargos de declaração. Mas só para 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Debate HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG ter uma fidelidade, e nós, digamos assim, aprimorarmos a terminologia, né? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A minha preocupação é passar uma sinalização de que não somos parceiros na procrastinação artificial, entendeu? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. Já trago essa informação. Vou pegar o processo. Suspende só a proclamação. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG ter uma fidelidade, e nós, digamos assim, aprimorarmos a terminologia, né? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A minha preocupação é passar uma sinalização de que não somos parceiros na procrastinação artificial, entendeu? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. Já trago essa informação. Vou pegar o processo. Suspende só a proclamação. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926734. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Debate 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS DEBATE O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Presidente, então, eu vou só fazer um histórico diminuto, de tudo o que aconteceu, para eu poder chegar à minha conclusão: No primeiro habeas corpus, o que a parte alegava? A parte alegava um vício de constar um edital, no ato do fórum e etc e tal. Bom, esse habeas corpus foi julgado. E como é que foi julgado? Eu e Vossa Excelência denegamos a ordem; Ministro Toffoli não conheceu do habeas corpus; e o Ministro Marco Aurélio deferiu a ordem. O julgamento foi dessa forma. De toda maneira, ou conhecendo ou denegando, o habeas corpus não foi concedido. Então houve o voto- vencido. Nos primeiros embargos de declaração, a parte oferece esse recurso declaratório dizendo que não teve oportunidade de fazer a sustentação oral. Nós anulamos, e ele fez a sustentação oral, e, aí, surgiu esse resultado. Pois bem. Nesses outros embargos - aí é que vem -, além de ele repetir o que afirmara no julgamento do habeas corpus, não nos embargos de declaração, porque ele ganhou nos embargos de declaração. Agora, aqui, ele traz uma novidade: ele reitera que não ficou satisfeito com o habeas corpus e diz que houve empate porque não entendeu bem essa... não conhece... Mas nem empate houve. Na melhor das hipóteses, ele perdeu por três fundamentos diferentes. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está esclarecido. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Estamos perfeitamente esclarecidos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926735. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 MINAS GERAIS DEBATE O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Presidente, então, eu vou só fazer um histórico diminuto, de tudo o que aconteceu, para eu poder chegar à minha conclusão: No primeiro habeas corpus, o que a parte alegava? A parte alegava um vício de constar um edital, no ato do fórum e etc e tal. Bom, esse habeas corpus foi julgado. E como é que foi julgado? Eu e Vossa Excelência denegamos a ordem; Ministro Toffoli não conheceu do habeas corpus; e o Ministro Marco Aurélio deferiu a ordem. O julgamento foi dessa forma. De toda maneira, ou conhecendo ou denegando, o habeas corpus não foi concedido. Então houve o voto- vencido. Nos primeiros embargos de declaração, a parte oferece esse recurso declaratório dizendo que não teve oportunidade de fazer a sustentação oral. Nós anulamos, e ele fez a sustentação oral, e, aí, surgiu esse resultado. Pois bem. Nesses outros embargos - aí é que vem -, além de ele repetir o que afirmara no julgamento do habeas corpus, não nos embargos de declaração, porque ele ganhou nos embargos de declaração. Agora, aqui, ele traz uma novidade: ele reitera que não ficou satisfeito com o habeas corpus e diz que houve empate porque não entendeu bem essa... não conhece... Mas nem empate houve. Na melhor das hipóteses, ele perdeu por três fundamentos diferentes. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está esclarecido. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Estamos perfeitamente esclarecidos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Debate HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, há uma diferença? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Há uma diferença. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Então, estou acompanhando o Relator. Apenas porque entendia na hipótese em que os segundos embargos não inovam em nada, eu acho que o não conhecimento é a melhor solução. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu acho que está ótimo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas não aqui nesse caso. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Na verdade, os primeiros embargos declaratórios foram acolhidos pela Turma que anulou. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Para anular. Então, surgiu um novo acórdão no habeas corpus e contra este estão dirigidos os declaratórios. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acompanho o Relator, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926735. Supremo Tribunal Federal HC 107882 ED-SEGUNDOS / MG O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, há uma diferença? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Há uma diferença. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Então, estou acompanhando o Relator. Apenas porque entendia na hipótese em que os segundos embargos não inovam em nada, eu acho que o não conhecimento é a melhor solução. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu acho que está ótimo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas não aqui nesse caso. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Na verdade, os primeiros embargos declaratórios foram acolhidos pela Turma que anulou. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Para anular. Então, surgiu um novo acórdão no habeas corpus e contra este estão dirigidos os declaratórios. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acompanho o Relator, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : LINDOVAL MARQUES DE BRITO EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894498 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDOS EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 107.882 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : LINDOVAL MARQUES DE BRITO EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894498 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 107 . 882", "HC 107882 ED", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HABEAS CORPUS 107 . 882", "HABEAS CORPUS 107 . 882", "HC 107882 ED -", "HC 107882 2 . . . JULG", "HC 107882 ED -", "HC 107882 2 . . . JULG", "HABEAS CORPUS 107 . 882", "HABEAS CORPUS 107 . 882", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HABEAS CORPUS 107 . 882", "HABEAS CORPUS 107 . 882", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HC 107882 ED", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HABEAS CORPUS 107 . 882", "HABEAS CORPUS 107 . 882", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HC 107882 ED - SEGUNDOS / MG", "HABEAS" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 535 do Código de Processo Civil", "art . 564 , inciso III , alínea “ c ” , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 564 , inciso III , alínea “ c ” , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 564 , inciso III , alínea “ c ” , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 564 , inciso III , alínea “ c ” , do Código de Processo Penal", "art . 563 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 564 , inciso III , alínea “ c ” , do Código de Processo Penal", "art . 563 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDOS", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CPP", "Primeira Turma", "Tribunal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CPP", "Primeira Turma", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDOS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDOS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDOS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDOS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDOS", "EMB", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS", "LINDOVAL MARQUES DE BRITO", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS", "LINDOVAL MARQUES DE BRITO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS", "LINDOVAL MARQUES DE BRITO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "Barbosa Moreira", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Fux", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "Barbosa Moreira", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Fux", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Fux", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Fux", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "Barroso", "Teori", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "Barroso", "Teori", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Fux", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Fux", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Toffoli", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "Toffoli", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS", "LINDOVAL MARQUES DE BRITO", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS", "LINDOVAL MARQUES DE BRITO", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2013", "07", "-", "05", "-", "2014", "08", "-", "05", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2013", "07", "-", "05", "-", "2014", "08", "-", "05", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL - CREA/RS ADV.(A/S) :LEONARDO LAMACHIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :JOAQUIM DANIELLI ADV.(A/S) :ANDRÉ BERVIAN CRESTANI E OUTRO(A/S) EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. TAXA DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. FIXAÇÃO DE VALORES MEDIANTE RESOLUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO ARE 748.445/SC. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011; e RE 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “TAXA DE POLÍCIA. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA (ART). CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA (CREA). É Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896257. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 844128 AGR-ED / RS legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal correspondente, dentro do limite máximo estabelecido sucessivamente pelas leis nº s 6.994, de 1982 (art. 2º , parágrafo único) e nº 12.514, de 2011 (art. 11), observados os critérios legais de reajuste.” 5. Embargos de declaração REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896257. Supremo Tribunal Federal RE 844128 AGR-ED / RS legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal correspondente, dentro do limite máximo estabelecido sucessivamente pelas leis nº s 6.994, de 1982 (art. 2º , parágrafo único) e nº 12.514, de 2011 (art. 11), observados os critérios legais de reajuste.” 5. Embargos de declaração REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896257. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL - CREA/RS ADV.(A/S) :LEONARDO LAMACHIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :JOAQUIM DANIELLI ADV.(A/S) :ANDRÉ BERVIAN CRESTANI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL – CREA/RS contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. TAXA DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. NATUREZA JURÍDICA DE TRIBUTO. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. FIXAÇÃO DE VALORES MEDIANTE RESOLUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO ARE 748.445/SC. TEMA Nº 692. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. 1. A taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, cobrada pelos conselhos regionais de engenharia, arquitetura e agronomia (CREA), deve observar o princípio constitucional da legalidade tributária, em face da natureza jurídica de tributo, conforme reafirmação da jurisprudência desta Corte feita pelo Plenário Virtual nos autos do ARE 748.445-RG, da relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, Tema nº 692. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896258. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL - CREA/RS ADV.(A/S) :LEONARDO LAMACHIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :JOAQUIM DANIELLI ADV.(A/S) :ANDRÉ BERVIAN CRESTANI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL – CREA/RS contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. TAXA DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. NATUREZA JURÍDICA DE TRIBUTO. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. FIXAÇÃO DE VALORES MEDIANTE RESOLUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO ARE 748.445/SC. TEMA Nº 692. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. 1. A taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, cobrada pelos conselhos regionais de engenharia, arquitetura e agronomia (CREA), deve observar o princípio constitucional da legalidade tributária, em face da natureza jurídica de tributo, conforme reafirmação da jurisprudência desta Corte feita pelo Plenário Virtual nos autos do ARE 748.445-RG, da relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, Tema nº 692. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896258. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 844128 AGR-ED / RS 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido entendeu ser ‘legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal’. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Trata-se de Embargos de Declaração em face de decisão que negou provimento ao agravo regimental, sob o fundamento de que, mesmo com o advento da Lei nº 6.994/82, a taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica não foi instituída por lei, de modo que o diploma reproduzira o vício já constado na Lei nº 6.496/77, ou seja, elencou que permanecera a delegação às entidades criadas por lei, com atribuições de fiscalização, a fixação da taxa. Ocorre, contudo, contradição no julgado ao elencar que a Lei nº 6.994/82 delegou às entidades fiscalizadoras a fixação do valor da taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica, pois isso resta equivocado. Somente fora delegada a fixação dos valores das taxas correspondentes aos seus serviços relativos e atos indispensáveis ao exercício da profissão e não as taxas de ART. Observa-se claramente no parágrafo único, do artigo 2º, que a taxa de ART não se aplica a delegação a que trata-se o caput do artigo 2º. [...] Assim, resta demonstrado a contradição no julgado, pois não houve delegação, mas sim, a Lei nº 6.994/82 determinou que a taxa pode ser fixada no limite máximo de 5MVRs, tendo a finalidade de evitar o efeito confiscatório, observando os princípios da proporcionalidade e razoabilidade, sendo fator de realização do princípio constitucional da capacidade contributiva. Desse modo, portanto, verifica-se que o vício apontado pela Corte nos autos do ARE 748.445-RG não coaduna-se com a presente lide, pois não houve delegação, mas sim delimitação.” (fls. 1-2 do documento eletrônico 151). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896258. Supremo Tribunal Federal RE 844128 AGR-ED / RS 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido entendeu ser ‘legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal’. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Trata-se de Embargos de Declaração em face de decisão que negou provimento ao agravo regimental, sob o fundamento de que, mesmo com o advento da Lei nº 6.994/82, a taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica não foi instituída por lei, de modo que o diploma reproduzira o vício já constado na Lei nº 6.496/77, ou seja, elencou que permanecera a delegação às entidades criadas por lei, com atribuições de fiscalização, a fixação da taxa. Ocorre, contudo, contradição no julgado ao elencar que a Lei nº 6.994/82 delegou às entidades fiscalizadoras a fixação do valor da taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica, pois isso resta equivocado. Somente fora delegada a fixação dos valores das taxas correspondentes aos seus serviços relativos e atos indispensáveis ao exercício da profissão e não as taxas de ART. Observa-se claramente no parágrafo único, do artigo 2º, que a taxa de ART não se aplica a delegação a que trata-se o caput do artigo 2º. [...] Assim, resta demonstrado a contradição no julgado, pois não houve delegação, mas sim, a Lei nº 6.994/82 determinou que a taxa pode ser fixada no limite máximo de 5MVRs, tendo a finalidade de evitar o efeito confiscatório, observando os princípios da proporcionalidade e razoabilidade, sendo fator de realização do princípio constitucional da capacidade contributiva. Desse modo, portanto, verifica-se que o vício apontado pela Corte nos autos do ARE 748.445-RG não coaduna-se com a presente lide, pois não houve delegação, mas sim delimitação.” (fls. 1-2 do documento eletrônico 151). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896258. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RE 844128 AGR-ED / RS É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896258. Supremo Tribunal Federal RE 844128 AGR-ED / RS É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896258. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que mesmo com o advento da Lei nº 6.994/1982 o tributo não foi devidamente instituído por lei, configurando, portanto, o mesmo vício que caracterizou a norma anterior. A título de reforço argumentativo, destaco o seguinte julgado, em caso análogo ao dos autos: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. NATUREZA JURÍDICA DE TAXA. INOBSERVÂNCIA DA EXIGÊNCIA DE LEI PARA DAR CONCREÇÃO À COBRANÇA. PREVISÃO DE VALORES MÁXIMOS. INSUFICIÊNCIA PARA FINS DE LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. Mesmo com o advento da Lei nº 6.994/1982, a Anotação de Responsabilidade Técnica não foi efetivamente instituída por lei, mas por resoluções emitidas pelo Confea. A mera previsão de um limite máximo para fixação dos valores da taxa em questão não é suficiente para o atendimento do princípio da legalidade, tal como previsto no art. 150, I, da Constituição Federal. O diploma legal mencionado reproduz o vício apontado pela Corte nos autos do ARE 748.445-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 832.742-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeria Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896259. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que mesmo com o advento da Lei nº 6.994/1982 o tributo não foi devidamente instituído por lei, configurando, portanto, o mesmo vício que caracterizou a norma anterior. A título de reforço argumentativo, destaco o seguinte julgado, em caso análogo ao dos autos: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. NATUREZA JURÍDICA DE TAXA. INOBSERVÂNCIA DA EXIGÊNCIA DE LEI PARA DAR CONCREÇÃO À COBRANÇA. PREVISÃO DE VALORES MÁXIMOS. INSUFICIÊNCIA PARA FINS DE LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. Mesmo com o advento da Lei nº 6.994/1982, a Anotação de Responsabilidade Técnica não foi efetivamente instituída por lei, mas por resoluções emitidas pelo Confea. A mera previsão de um limite máximo para fixação dos valores da taxa em questão não é suficiente para o atendimento do princípio da legalidade, tal como previsto no art. 150, I, da Constituição Federal. O diploma legal mencionado reproduz o vício apontado pela Corte nos autos do ARE 748.445-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 832.742-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeria Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 844128 AGR-ED / RS de 16/10/2014). Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896259. Supremo Tribunal Federal RE 844128 AGR-ED / RS de 16/10/2014). Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 844128 AGR-ED / RS autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ” (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896259. Supremo Tribunal Federal RE 844128 AGR-ED / RS autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ” (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL - CREA/RS ADV.(A/S) : LEONARDO LAMACHIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : JOAQUIM DANIELLI ADV.(A/S) : ANDRÉ BERVIAN CRESTANI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894695 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL - CREA/RS ADV.(A/S) : LEONARDO LAMACHIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : JOAQUIM DANIELLI ADV.(A/S) : ANDRÉ BERVIAN CRESTANI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894695 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7915100
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. TAXA DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. FIXAÇÃO DE VALORES MEDIANTE RESOLUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO ARE 748.445/SC. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011; e RE 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “TAXA DE POLÍCIA. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA (ART). CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA (CREA). É legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal correspondente, dentro do limite máximo estabelecido sucessivamente pelas leis nº s 6.994, de 1982 (art. 2º , parágrafo único) e nº 12.514, de 2011 (art. 11), observados os critérios legais de reajuste.” 5. Embargos de declaração REJEITADOS.
sjur294571
- Acórdão(s) citado(s): (ED, EFEITOS INFRINGENTES) AI 799509 AgR-ED (1ªT), RE 591260 AgR-ED (2ªT). (TAXA DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA) RE 832742 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 12/03/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
844128
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-006994 ANO-1982\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 844128 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL - CREA/RS ADV.(A/S) : LEONARDO LAMACHIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : JOAQUIM DANIELLI ADV.(A/S) : ANDRÉ BERVIAN CRESTANI E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL - CREA/RS ADV.(A/S) :LEONARDO LAMACHIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :JOAQUIM DANIELLI ADV.(A/S) :ANDRÉ BERVIAN CRESTANI E OUTRO(A/S) EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. TAXA DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. FIXAÇÃO DE VALORES MEDIANTE RESOLUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO ARE 748.445/SC. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1... Turma, DJe de 8/9/2011; e Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “TAXA DE POLÍCIA. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA (ART). CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA (CREA). É Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896257. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 844128 AGR-ED / RS legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal correspondente, dentro do limite máximo estabelecido sucessivamente pelas leis n s 6.994, de 1982 (art. 2... , parágrafo único) e n 12.514, de 2011 (art. 11), observados os critérios legais de reajuste.” 5. Embargos de declaração REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896257. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 844128 AGR-ED / RS legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal correspondente, dentro do limite máximo estabelecido sucessivamente pelas leis n s 6.994, de 1982 (art. 2... , parágrafo único) e n 12.514, de 2011 (art. 11), observados os critérios legais de reajuste.” 5. Embargos de declaração REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896257. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL - CREA/RS ADV.(A/S) :LEONARDO LAMACHIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :JOAQUIM DANIELLI ADV.(A/S) :ANDRÉ BERVIAN CRESTANI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL – CREA/RS contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. TAXA DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. NATUREZA JURÍDICA DE TRIBUTO. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. FIXAÇÃO DE VALORES MEDIANTE RESOLUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO ARE 748.445/SC. TEMA n 692. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. 1. A taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, cobrada pelos conselhos regionais de engenharia, arquitetura e agronomia (CREA), deve observar o princípio constitucional da legalidade tributária, em face da natureza jurídica de tributo, conforme reafirmação da jurisprudência desta Corte feita pelo Plenário Virtual nos autos do ARE 748.445-RG, da relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, Tema n 692. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896258. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL - CREA/RS ADV.(A/S) :LEONARDO LAMACHIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :JOAQUIM DANIELLI ADV.(A/S) :ANDRÉ BERVIAN CRESTANI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL – CREA/RS contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. TAXA DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. NATUREZA JURÍDICA DE TRIBUTO. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. FIXAÇÃO DE VALORES MEDIANTE RESOLUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO ARE 748.445/SC. TEMA n 692. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. 1. A taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, cobrada pelos conselhos regionais de engenharia, arquitetura e agronomia (CREA), deve observar o princípio constitucional da legalidade tributária, em face da natureza jurídica de tributo, conforme reafirmação da jurisprudência desta Corte feita pelo Plenário Virtual nos autos do ARE 748.445-RG, da relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, Tema n 692. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896258. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 844128 AGR-ED / RS 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido entendeu ser ‘legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal’. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Trata-se de Embargos de Declaração em face de decisão que negou provimento ao agravo regimental, sob o fundamento de que, mesmo com o advento da Lei n 6.994/82, a taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica não foi instituída por lei, de modo que o diploma reproduzira o vício já constado na Lei n 6.496/77, ou seja, elencou que permanecera a delegação às entidades criadas por lei, com atribuições de fiscalização, a fixação da taxa. Ocorre, contudo, contradição no julgado ao elencar que a Lei n 6.994/82 delegou às entidades fiscalizadoras a fixação do valor da taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica, pois isso resta equivocado. Somente fora delegada a fixação dos valores das taxas correspondentes aos seus serviços relativos e atos indispensáveis ao exercício da profissão e não as taxas de ART. Observa-se claramente no parágrafo único, do artigo 2..., que a taxa de ART não se aplica a delegação a que trata-se o caput do artigo 2.... [...] Assim, resta demonstrado a contradição no julgado, pois não houve delegação, mas sim, a Lei n 6.994/82 determinou que a taxa pode ser fixada no limite máximo de 5MVRs, tendo a finalidade de evitar o efeito confiscatório, observando os princípios da proporcionalidade e razoabilidade, sendo fator de realização do princípio constitucional da capacidade contributiva. Desse modo, portanto, verifica-se que o vício apontado pela Corte nos autos do ARE 748.445-RG não coaduna-se com a presente lide, pois não houve delegação, mas sim delimitação.” (fls. 1-2 do documento eletrônico 151). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896258. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 844128 AGR-ED / RS 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido entendeu ser ‘legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal’. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Trata-se de Embargos de Declaração em face de decisão que negou provimento ao agravo regimental, sob o fundamento de que, mesmo com o advento da Lei n 6.994/82, a taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica não foi instituída por lei, de modo que o diploma reproduzira o vício já constado na Lei n 6.496/77, ou seja, elencou que permanecera a delegação às entidades criadas por lei, com atribuições de fiscalização, a fixação da taxa. Ocorre, contudo, contradição no julgado ao elencar que a Lei n 6.994/82 delegou às entidades fiscalizadoras a fixação do valor da taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica, pois isso resta equivocado. Somente fora delegada a fixação dos valores das taxas correspondentes aos seus serviços relativos e atos indispensáveis ao exercício da profissão e não as taxas de ART. Observa-se claramente no parágrafo único, do artigo 2..., que a taxa de ART não se aplica a delegação a que trata-se o caput do artigo 2.... [...] Assim, resta demonstrado a contradição no julgado, pois não houve delegação, mas sim, a Lei n 6.994/82 determinou que a taxa pode ser fixada no limite máximo de 5MVRs, tendo a finalidade de evitar o efeito confiscatório, observando os princípios da proporcionalidade e razoabilidade, sendo fator de realização do princípio constitucional da capacidade contributiva. Desse modo, portanto, verifica-se que o vício apontado pela Corte nos autos do ARE 748.445-RG não coaduna-se com a presente lide, pois não houve delegação, mas sim delimitação.” (fls. 1-2 do documento eletrônico 151). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896258. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 844128 AGR-ED / RS É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896258. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 844128 AGR-ED / RS É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896258. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que mesmo com o advento da Lei n 6.994/1982 o tributo não foi devidamente instituído por lei, configurando, portanto, o mesmo vício que caracterizou a norma anterior. A título de reforço argumentativo, destaco o seguinte julgado, em caso análogo ao dos autos: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. NATUREZA JURÍDICA DE TAXA. INOBSERVÂNCIA DA EXIGÊNCIA DE LEI PARA DAR CONCREÇÃO À COBRANÇA. PREVISÃO DE VALORES MÁXIMOS. INSUFICIÊNCIA PARA FINS DE LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. Mesmo com o advento da Lei n 6.994/1982, a Anotação de Responsabilidade Técnica não foi efetivamente instituída por lei, mas por resoluções emitidas pelo Confea. A mera previsão de um limite máximo para fixação dos valores da taxa em questão não é suficiente para o atendimento do princípio da legalidade, tal como previsto no art. 150, I, da Constituição Federal. O diploma legal mencionado reproduz o vício apontado pela Corte nos autos do ARE 748.445-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 832.742-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeria Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896259. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que mesmo com o advento da Lei n 6.994/1982 o tributo não foi devidamente instituído por lei, configurando, portanto, o mesmo vício que caracterizou a norma anterior. A título de reforço argumentativo, destaco o seguinte julgado, em caso análogo ao dos autos: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. NATUREZA JURÍDICA DE TAXA. INOBSERVÂNCIA DA EXIGÊNCIA DE LEI PARA DAR CONCREÇÃO À COBRANÇA. PREVISÃO DE VALORES MÁXIMOS. INSUFICIÊNCIA PARA FINS DE LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. Mesmo com o advento da Lei n 6.994/1982, a Anotação de Responsabilidade Técnica não foi efetivamente instituída por lei, mas por resoluções emitidas pelo Confea. A mera previsão de um limite máximo para fixação dos valores da taxa em questão não é suficiente para o atendimento do princípio da legalidade, tal como previsto no art. 150, I, da Constituição Federal. O diploma legal mencionado reproduz o vício apontado pela Corte nos autos do ARE 748.445-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 832.742-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeria Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 844128 AGR-ED / RS de 16/10/2014). Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1... Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896259. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 844128 AGR-ED / RS de 16/10/2014). Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1... Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 844128 AGR-ED / RS autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ” (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896259. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 844128 AGR-ED / RS autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ” (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL - CREA/RS ADV.(A/S) : LEONARDO LAMACHIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : JOAQUIM DANIELLI ADV.(A/S) : ANDRÉ BERVIAN CRESTANI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894695 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844.128 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL - CREA/RS ADV.(A/S) : LEONARDO LAMACHIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : JOAQUIM DANIELLI ADV.(A/S) : ANDRÉ BERVIAN CRESTANI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894695 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844 . 128", "ARE 748 . 445 / SC", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 844128 AGR - ED / RS", "Recurso Extraordinário 844128 AGR - ED / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844 . 128", "ARE 748 . 445 / SC", "ARE 748 . 445 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844 .", "ARE 748 . 445 / SC", "ARE 748 . 445 - RG", "Recurso Extraordinário 844128 AGR", "ARE 748 . 445 - RG", "Recurso Extraordinário 844128", "ARE 748 . 445 - RG", "Recurso Extraordinário 844128 AGR - ED / RS", "Recurso Extraordinário 844128 AGR - ED / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844 . 128", "ARE 748 . 445 - RG", "Recurso Extraordinário 832 . 742 - AgR", "ARE 748 . 445 - RG", "Recurso Extraordinário 832 . 742 - AgR", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 844128", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 844128 AGR - ED / RS", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 844128 AGR - ED / RS", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 844 . 128" ], "LEGISLACAO": [ "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "leis n s 6 . 994", "n 12 . 514", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "leis n s 6 . 994", "n 12 . 514", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 6 . 994 / 82", "Lei n 6", "Lei n 6 . 994 / 82", "Lei n 6 . 994 / 82", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 6 . 994 / 82", "Lei n 6 . 496 / 77", "Lei n 6 . 994 / 82", "Lei n 6 . 994 / 82", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 6 . 994 / 1982", "Lei n 6 . 994 / 1982", "art . 150 , I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 6 . 994 / 1982", "Lei n 6 . 994 / 1982", "art . 150 , I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL", "CREA", "/", "RS", "CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA", "CREA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Regional de Engenharia e Agronomia", "CREA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Regional de Engenharia e Agronomia", "CREA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL", "CREA", "/", "RS", "CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL", "CREA", "/", "RS", "CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "conselhos regionais de engenharia , arquitetura e agronomia", "CREA", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL", "CREA", "/", "RS", "CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL", "CREA", "/", "RS", "CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "CREA", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Conselho Regional de Engenharia e Agronomia", "CREA", "Conselho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RS", "Conselho Regional de Engenharia e Agronomia", "CREA", "Conselho Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Confea", "Primeria Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Confea", "Primeria Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL", "CREA", "/", "RS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO RIO GRANDE DO SUL", "CREA", "/", "RS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "LEONARDO LAMACHIA", "JOAQUIM DANIELLI", "ANDRÉ BERVIAN CRESTANI", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LEONARDO LAMACHIA", "JOAQUIM DANIELLI", "ANDRÉ BERVIAN CRESTANI", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "LEONARDO LAMACHIA", "JOAQUIM DANIELLI", "ANDRÉ BERVIAN CRESTANI", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "LEONARDO LAMACHIA", "JOAQUIM DANIELLI", "ANDRÉ BERVIAN CRESTANI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "LEONARDO LAMACHIA", "JOAQUIM DANIELLI", "ANDRÉ BERVIAN CRESTANI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "8", "/", "9", "/", "2011", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "1982", "2011", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1982", "2011", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "10", "/", "2014", "8", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "10", "/", "2014", "8", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MARIA CLEONICE DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Esbulho possessório em razão de inadimplemento. 4. Art. 9º da Lei 10.188/2001. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 28 de outubro a 8 de novembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057149. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MARIA CLEONICE DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis trecho desse julgado: “O recurso não merece prosperar. (...) (…) verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRATO DE ARRENDAMENTO RESIDENCIAL. ESBULHO POSSESSÓRIO. REINTEGRAÇÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS PROVAS DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057147. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MARIA CLEONICE DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis trecho desse julgado: “O recurso não merece prosperar. (...) (…) verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRATO DE ARRENDAMENTO RESIDENCIAL. ESBULHO POSSESSÓRIO. REINTEGRAÇÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS PROVAS DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 978890 AGR / SP TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (ARE-AgR 932.192, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 1º.3.2016). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL. INADIMPLEMENTO DE CONTRATO DE ARRENDAMENTO IMOBILIÁRIO. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE-AgR 889.946, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 4.9.2016). Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do NCPC c/c art. 21, §1º, do RISTF) e determino a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça, conforme o disposto no art. 1.033 do NCPC”. (Fls. 273-275) No agravo regimental, sustenta-se que “o recurso extraordinário baseia- se em confronto direto entre o conteúdo normativo do art. 9º da Lei 10.188/01 e a Constituição da República”. (Fl. 280v) Insiste-se na inconstitucionalidade do art. 9º da Lei 10.188/2001, que disciplina o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), ao prever a configuração de esbulho possessório em razão de inadimplemento no arrendamento, autorizando, em decorrência disso, o ajuizamento de ação de reintegração de posse. A parte agravada foi intimada a apresentar contrarrazões, mas não se manifestou (eDOC 7). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057147. Supremo Tribunal Federal ARE 978890 AGR / SP TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (ARE-AgR 932.192, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 1º.3.2016). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL. INADIMPLEMENTO DE CONTRATO DE ARRENDAMENTO IMOBILIÁRIO. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE-AgR 889.946, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 4.9.2016). Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do NCPC c/c art. 21, §1º, do RISTF) e determino a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça, conforme o disposto no art. 1.033 do NCPC”. (Fls. 273-275) No agravo regimental, sustenta-se que “o recurso extraordinário baseia- se em confronto direto entre o conteúdo normativo do art. 9º da Lei 10.188/01 e a Constituição da República”. (Fl. 280v) Insiste-se na inconstitucionalidade do art. 9º da Lei 10.188/2001, que disciplina o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), ao prever a configuração de esbulho possessório em razão de inadimplemento no arrendamento, autorizando, em decorrência disso, o ajuizamento de ação de reintegração de posse. A parte agravada foi intimada a apresentar contrarrazões, mas não se manifestou (eDOC 7). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, não há que se falar em ofensa direta à Constituição no caso dos autos, tendo em vista que a matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Destaco trecho da decisão recorrida: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 11.188/01 e Código de Defesa do Consumidor), consignou que o CDC não enseja a nulidade de cláusula contratual que estipule a reintegração de posse, visto que a cláusula tem fundamento na própria legislação que trata do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Portanto, concluiu que, não realizado o pagamento das prestações em atraso e dos encargos, torna-se injusta a posse a ensejar a propositura da competente ação de reintegração de posse (fl. 212). Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: Interessante observar que as considerações acerca da abusividade dos juros e da aplicação do Código de Defesa do Consumidor são irrelevantes no presente caso, já que, na via Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057146. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, não há que se falar em ofensa direta à Constituição no caso dos autos, tendo em vista que a matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Destaco trecho da decisão recorrida: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 11.188/01 e Código de Defesa do Consumidor), consignou que o CDC não enseja a nulidade de cláusula contratual que estipule a reintegração de posse, visto que a cláusula tem fundamento na própria legislação que trata do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Portanto, concluiu que, não realizado o pagamento das prestações em atraso e dos encargos, torna-se injusta a posse a ensejar a propositura da competente ação de reintegração de posse (fl. 212). Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: Interessante observar que as considerações acerca da abusividade dos juros e da aplicação do Código de Defesa do Consumidor são irrelevantes no presente caso, já que, na via Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 978890 AGR / SP possessória, não há espaço para discussões estranhas a turbação ou ao esbulho. Ademais, a cláusula que prevê a reintegração de posse em favor do arrendador não contraria o Código de Defesa do Consumidor, pois encontra fundamento na própria Lei. n. 11.188, de mesmo nível que a Lei n. 8.078/90. Não merecem prosperar também, as alegações da ilegalidade das cláusulas contratuais porquanto constituem prática regular e consolidada nos contratos de cunho residencial, seja no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação, seja no caso presente, no âmbito do Programa de Arrendamento Residencial PAR. O Programa de Arrendamento Residencial PAR, com possibilidade ao final de aquisição do imóvel arrendado é operacionalizado com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial FAR, que por sua vez, dentre outros fundos capta recursos das operações de crédito contratadas com o FGTS. Estes recursos financeiros são remunerados com TR mais uma taxa de juros que equivale a 3%. Assim, o contrato que viabiliza tal arrendamento tem que garantir o retorno dos recursos aos respectivos fundos.” (Fls. 273-274) Por fim, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CIVIL. PROGRAMA DEARRENDAMENTO RESIDENCIAL. INADIMPLEMENTO. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057146. Supremo Tribunal Federal ARE 978890 AGR / SP possessória, não há espaço para discussões estranhas a turbação ou ao esbulho. Ademais, a cláusula que prevê a reintegração de posse em favor do arrendador não contraria o Código de Defesa do Consumidor, pois encontra fundamento na própria Lei. n. 11.188, de mesmo nível que a Lei n. 8.078/90. Não merecem prosperar também, as alegações da ilegalidade das cláusulas contratuais porquanto constituem prática regular e consolidada nos contratos de cunho residencial, seja no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação, seja no caso presente, no âmbito do Programa de Arrendamento Residencial PAR. O Programa de Arrendamento Residencial PAR, com possibilidade ao final de aquisição do imóvel arrendado é operacionalizado com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial FAR, que por sua vez, dentre outros fundos capta recursos das operações de crédito contratadas com o FGTS. Estes recursos financeiros são remunerados com TR mais uma taxa de juros que equivale a 3%. Assim, o contrato que viabiliza tal arrendamento tem que garantir o retorno dos recursos aos respectivos fundos.” (Fls. 273-274) Por fim, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CIVIL. PROGRAMA DEARRENDAMENTO RESIDENCIAL. INADIMPLEMENTO. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 978890 AGR / SP RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (RE-AGR 878.667, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.9.2016); “PROCESSUAL CIVIL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUICIONAL. SÚMULA 282/STF.” AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 710.954, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 01.02.2013); e, “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. 1. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 835.674, rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 19.6.2013). Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada eventual concessão do benefício da Justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057146. Supremo Tribunal Federal ARE 978890 AGR / SP RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (RE-AGR 878.667, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.9.2016); “PROCESSUAL CIVIL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUICIONAL. SÚMULA 282/STF.” AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 710.954, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 01.02.2013); e, “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. 1. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 835.674, rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 19.6.2013). Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada eventual concessão do benefício da Justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 09/11/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MARIA CLEONICE DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES (172265/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047942 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MARIA CLEONICE DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES (172265/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047942 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12179848
2016-11-09T00:00:00
2016-12-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Esbulho possessório em razão de inadimplemento. 4. Art. 9º da Lei 10.188/2001. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur361645
- Acórdão(s) citado(s): (REINTEGRAÇÃO DE POSSE) AI 710954 AgR (2ªT), AI 835674 AgR (1ªT), RE 878667 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 09/01/2017, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
978890
[ "LEG-FED LEI-010188 ANO-2001\n ART-00009\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 978890 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARIA CLEONICE DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MARIA CLEONICE DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Esbulho possessório em razão de inadimplemento. 4. Art. 9... da Lei 10.188/2001. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 28 de outubro a 8 de novembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057149. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MARIA CLEONICE DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis trecho desse julgado: “O recurso não merece prosperar. (...) (…) verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRATO DE ARRENDAMENTO RESIDENCIAL. ESBULHO POSSESSÓRIO. REINTEGRAÇÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS PROVAS DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057147. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MARIA CLEONICE DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis trecho desse julgado: “O recurso não merece prosperar. (...) (…) verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRATO DE ARRENDAMENTO RESIDENCIAL. ESBULHO POSSESSÓRIO. REINTEGRAÇÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS PROVAS DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 978890 AGR / SP TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (ARE-AgR 932.192, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 1....3.2016). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL. INADIMPLEMENTO DE CONTRATO DE ARRENDAMENTO IMOBILIÁRIO. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário-AgR 889.946, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 4.9.2016). Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do NCPC c/c art. 21, §1..., do RISTF) e determino a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça, conforme o disposto no art. 1.033 do NCPC”. (Fls. 273-275) No agravo regimental, sustenta-se que “o recurso extraordinário baseia- se em confronto direto entre o conteúdo normativo do art. 9... da Lei 10.188/01 e a Constituição da República”. (Fl. 280v) Insiste-se na inconstitucionalidade do art. 9... da Lei 10.188/2001, que disciplina o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), ao prever a configuração de esbulho possessório em razão de inadimplemento no arrendamento, autorizando, em decorrência disso, o ajuizamento de ação de reintegração de posse. A parte agravada foi intimada a apresentar contrarrazões, mas não se manifestou (eDOC 7). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057147. Supremo Tribunal Federal ARE 978890 AGR / SP TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (ARE-AgR 932.192, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 1....3.2016). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL. INADIMPLEMENTO DE CONTRATO DE ARRENDAMENTO IMOBILIÁRIO. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário-AgR 889.946, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 4.9.2016). Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do NCPC c/c art. 21, §1..., do RISTF) e determino a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça, conforme o disposto no art. 1.033 do NCPC”. (Fls. 273-275) No agravo regimental, sustenta-se que “o recurso extraordinário baseia- se em confronto direto entre o conteúdo normativo do art. 9... da Lei 10.188/01 e a Constituição da República”. (Fl. 280v) Insiste-se na inconstitucionalidade do art. 9... da Lei 10.188/2001, que disciplina o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), ao prever a configuração de esbulho possessório em razão de inadimplemento no arrendamento, autorizando, em decorrência disso, o ajuizamento de ação de reintegração de posse. A parte agravada foi intimada a apresentar contrarrazões, mas não se manifestou (eDOC 7). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, não há que se falar em ofensa direta à Constituição no caso dos autos, tendo em vista que a matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Destaco trecho da decisão recorrida: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 11.188/01 e Código de Defesa do Consumidor), consignou que o CDC não enseja a nulidade de cláusula contratual que estipule a reintegração de posse, visto que a cláusula tem fundamento na própria legislação que trata do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Portanto, concluiu que, não realizado o pagamento das prestações em atraso e dos encargos, torna-se injusta a posse a ensejar a propositura da competente ação de reintegração de posse (fl. 212). Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: Interessante observar que as considerações acerca da abusividade dos juros e da aplicação do Código de Defesa do Consumidor são irrelevantes no presente caso, já que, na via Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057146. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, não há que se falar em ofensa direta à Constituição no caso dos autos, tendo em vista que a matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Destaco trecho da decisão recorrida: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 11.188/01 e Código de Defesa do Consumidor), consignou que o CDC não enseja a nulidade de cláusula contratual que estipule a reintegração de posse, visto que a cláusula tem fundamento na própria legislação que trata do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Portanto, concluiu que, não realizado o pagamento das prestações em atraso e dos encargos, torna-se injusta a posse a ensejar a propositura da competente ação de reintegração de posse (fl. 212). Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: Interessante observar que as considerações acerca da abusividade dos juros e da aplicação do Código de Defesa do Consumidor são irrelevantes no presente caso, já que, na via Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 978890 AGR / SP possessória, não há espaço para discussões estranhas a turbação ou ao esbulho. Ademais, a cláusula que prevê a reintegração de posse em favor do arrendador não contraria o Código de Defesa do Consumidor, pois encontra fundamento na própria Lei. n. 11.188, de mesmo nível que a Lei n. 8.078/90. Não merecem prosperar também, as alegações da ilegalidade das cláusulas contratuais porquanto constituem prática regular e consolidada nos contratos de cunho residencial, seja no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação, seja no caso presente, no âmbito do Programa de Arrendamento Residencial PAR. O Programa de Arrendamento Residencial PAR, com possibilidade ao final de aquisição do imóvel arrendado é operacionalizado com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial FAR, que por sua vez, dentre outros fundos capta recursos das operações de crédito contratadas com o FGTS. Estes recursos financeiros são remunerados com TR mais uma taxa de juros que equivale a 3%. Assim, o contrato que viabiliza tal arrendamento tem que garantir o retorno dos recursos aos respectivos fundos.” (Fls. 273-274) Por fim, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CIVIL. PROGRAMA DEARRENDAMENTO RESIDENCIAL. INADIMPLEMENTO. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057146. Supremo Tribunal Federal ARE 978890 AGR / SP possessória, não há espaço para discussões estranhas a turbação ou ao esbulho. Ademais, a cláusula que prevê a reintegração de posse em favor do arrendador não contraria o Código de Defesa do Consumidor, pois encontra fundamento na própria Lei. n. 11.188, de mesmo nível que a Lei n. 8.078/90. Não merecem prosperar também, as alegações da ilegalidade das cláusulas contratuais porquanto constituem prática regular e consolidada nos contratos de cunho residencial, seja no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação, seja no caso presente, no âmbito do Programa de Arrendamento Residencial PAR. O Programa de Arrendamento Residencial PAR, com possibilidade ao final de aquisição do imóvel arrendado é operacionalizado com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial FAR, que por sua vez, dentre outros fundos capta recursos das operações de crédito contratadas com o FGTS. Estes recursos financeiros são remunerados com TR mais uma taxa de juros que equivale a 3%. Assim, o contrato que viabiliza tal arrendamento tem que garantir o retorno dos recursos aos respectivos fundos.” (Fls. 273-274) Por fim, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CIVIL. PROGRAMA DEARRENDAMENTO RESIDENCIAL. INADIMPLEMENTO. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 978890 AGR / SP RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (Recurso Extraordinário-AGR 878.667, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.9.2016); “PROCESSUAL CIVIL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUICIONAL. SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal.” AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 710.954, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 01.02.2013); e, “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. 1. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 835.674, rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 19.6.2013). Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada eventual concessão do benefício da Justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057146. Supremo Tribunal Federal ARE 978890 AGR / SP RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (Recurso Extraordinário-AGR 878.667, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.9.2016); “PROCESSUAL CIVIL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUICIONAL. SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal.” AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 710.954, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 01.02.2013); e, “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. 1. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 835.674, rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 19.6.2013). Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada eventual concessão do benefício da Justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12057146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 09/11/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MARIA CLEONICE DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES (172265/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047942 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978.890 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MARIA CLEONICE DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES (172265/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047942 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978 . 890", "AGRAVO 978 . 890", "SÚMULAS NS . 282", "SÚMULAS NS . 279", "SÚMULAS NS . 282", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 978890 AGR / SP", "ARE", "-", "AgR 932 . 192", "SÚMULAS NS . 279", "Recurso Extraordinário - AgR 889 . 946", "ARE 978890 AGR / SP", "ARE", "-", "AgR 932 . 192", "SÚMULAS NS . 279", "Recurso Extraordinário - AgR 889 . 946", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978 . 890", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978 . 890", "ARE 978890 AGR / SP", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 978890 AGR", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 978890 AGR / SP", "Recurso Extraordinário - AGR 878 . 667", "SÚMULA 282 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR 710 . 954", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI", "-", "AgR 835 . 674", "Recurso Extraordinário - AGR 878 . 667", "SÚMULA 282 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR 710 . 954", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI", "-", "AgR 835 . 674", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 978 . 890" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 10 . 188 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , VIII , do NCPC", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 1 . 033 do NCPC", "art . 9 . . . da Lei 10 . 188 / 01", "Constituição da República", "art . 9 . . . da Lei 10 . 188 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , VIII , do NCPC", "art . 1 . 033 do NCPC", "art . 9 . . . da Lei 10 . 188 / 01", "Constituição da República ”", "art . 9 . . . da Lei 10 . 188 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Lei 11 . 188 / 01", "Código de Defesa do Consumidor", "CDC", "Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição", "Lei 11 . 188 / 01", "Código de Defesa do Consumidor", "CDC", "Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200", "Código de Defesa do Consumidor", "Lei . n . 11 . 188", "Lei n . 8 . 078 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Lei . n . 11 . 188", "Lei n . 8 . 078 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONOMICA FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONOMICA FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONOMICA FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TRIBUNAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Fundo", "FAR", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Fundo de", "FAR", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONOMICA FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONOMICA FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MARIA CLEONICE DA SILVA", "ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIA CLEONICE DA SILVA", "ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIA CLEONICE DA SILVA", "ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "MARIA CLEONICE DA SILVA", "ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "MARIA CLEONICE DA SILVA", "ROGERIO ALTOBELLI ANTUNES", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "09", "/", "11", "/", "2016", "28 de outubro", "8 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2016", "4", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", "3", ".", "2016", "4", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "9", ".", "2016", "01", ".", "02", ".", "2013", "19", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "9", ".", "2016", "01", ".", "02", ".", "2013", "19", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "28", ".", "10", "8", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "10", "8", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/12/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 125.454 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :JOCINEIDE NOBRE DIOGO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR EMENTA: PENAL MILITAR E PROCESSUAL MILITAR. ESTELIONATO (ART. 251 DO CPM). RECEBIMENTO DA DENÚNCIA PELO SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO OCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela. Inteligência da Súmula 709 do STF. 2. Habeas corpus denegado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de dezembro de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531289. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 16/12/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 125.454 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :JOCINEIDE NOBRE DIOGO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal Militar proferido nos autos do Recurso em Sentido Estrito 189- 11.2012.7.01.0301/RJ. Consta dos autos, em síntese, que (a) a paciente foi denunciada pela suposta prática do crime de estelionato (art. 251 do CPM ), mas o Juiz- Auditor rejeitou a denúncia, com fulcro no art. 395, III, do Código de Processo Penal; (b) inconformado, o Ministério Público castrense interpôs recurso em sentido estrito para o Superior Tribunal Militar, que lhe deu provimento e recebeu a inicial acusatória, em acórdão assim ementado: “Inconformismo do Órgão Ministerial ante a decisão do Juízo a quo que rejeitou a denúncia oferecida, nos termos do art. 395, inciso III, do Código de Processo Penal comum, por falta de justa causa. Na fase preliminar de recebimento da exordial, cabe ao magistrado apenas verificar se foram preenchidos os requisitos exigidos pelos artigos 77 e 78 do CPPM. Os demais aspectos, de ordem material ou processual, deverão ser sopesadas durante o processo no qual a denunciada, pautada nas garantias constitucionais, terá a oportunidade de provar sua inocência. Denúncia que se encontra revestida das formalidades legais. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531298. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 125.454 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :JOCINEIDE NOBRE DIOGO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal Militar proferido nos autos do Recurso em Sentido Estrito 189- 11.2012.7.01.0301/RJ. Consta dos autos, em síntese, que (a) a paciente foi denunciada pela suposta prática do crime de estelionato (art. 251 do CPM ), mas o Juiz- Auditor rejeitou a denúncia, com fulcro no art. 395, III, do Código de Processo Penal; (b) inconformado, o Ministério Público castrense interpôs recurso em sentido estrito para o Superior Tribunal Militar, que lhe deu provimento e recebeu a inicial acusatória, em acórdão assim ementado: “Inconformismo do Órgão Ministerial ante a decisão do Juízo a quo que rejeitou a denúncia oferecida, nos termos do art. 395, inciso III, do Código de Processo Penal comum, por falta de justa causa. Na fase preliminar de recebimento da exordial, cabe ao magistrado apenas verificar se foram preenchidos os requisitos exigidos pelos artigos 77 e 78 do CPPM. Os demais aspectos, de ordem material ou processual, deverão ser sopesadas durante o processo no qual a denunciada, pautada nas garantias constitucionais, terá a oportunidade de provar sua inocência. Denúncia que se encontra revestida das formalidades legais. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531298. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 125454 / RJ Provido o recurso do Parquet Militar. Decisão por maioria”. Neste habeas corpus, a impetrante sustenta, em suma, que o acórdão impugnado, ao dar provimento ao recurso da acusação e autorizar a persecução penal, incorreu em indevida supressão de instância, na medida em que subtraiu do magistrado de primeira instância – juiz natural – o exame dos demais requisitos exigidos para se receber a inicial acusatória. Requer, liminarmente, a suspensão do trâmite da ação penal. No mérito, pede a concessão da ordem, “para cassar a decisão proferida pelo Egrégio Superior Tribunal Militar na parte que desde logo recebeu a denúncia contra a paciente, determinando que, nos termos do artigo 30, I da Lei 8.457/92, a decisão de recebimento seja proferida pelo Juiz- Auditor”. O pedido de liminar foi indeferido. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531298. Supremo Tribunal Federal HC 125454 / RJ Provido o recurso do Parquet Militar. Decisão por maioria”. Neste habeas corpus, a impetrante sustenta, em suma, que o acórdão impugnado, ao dar provimento ao recurso da acusação e autorizar a persecução penal, incorreu em indevida supressão de instância, na medida em que subtraiu do magistrado de primeira instância – juiz natural – o exame dos demais requisitos exigidos para se receber a inicial acusatória. Requer, liminarmente, a suspensão do trâmite da ação penal. No mérito, pede a concessão da ordem, “para cassar a decisão proferida pelo Egrégio Superior Tribunal Militar na parte que desde logo recebeu a denúncia contra a paciente, determinando que, nos termos do artigo 30, I da Lei 8.457/92, a decisão de recebimento seja proferida pelo Juiz- Auditor”. O pedido de liminar foi indeferido. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531298. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/12/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 125.454 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão de primeira instância, proferida por juízo competente, rejeitou a denúncia ofertada contra o paciente por falta de justa causa, nos termos do art. 395, III, do Código de Processo Penal comum. Em suma, concluiu-se que, “as provas produzidas (…) não são suficientes para justificar a propositura da ação penal. O único lastro que une a indiciada às movimentações na conta da pensionista falecida é o pagamento de conta d’água de titularidade daquela no valor irrisório de R$ 36,44 (…)”. Inconformado, o Ministério Público castrense interpôs recurso em sentido estrito para o Superior Tribunal Militar, que lhe deu provimento e recebeu a exordial, por entender presentes os indícios mínimos de autoria e materialidade. Em tais hipóteses, em que o fundamento não está calcado no error in procedendo, o provimento do recurso substitui, e não cassa, a decisão impugnada, não representando, por isso mesmo, supressão de instância. Nessa ótica, a Súmula 709 do STF: “Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela”. Ainda nesse sentido, os seguintes julgados em casos análogos: “(…) O recurso em sentido estrito apresentado pelo Ministério Público, baseado no art. 516, d do Código de Processo Penal Militar, tendo visado à reforma da decisão que rejeitou a denúncia, tem como consequência lógica do seu provimento o recebimento da peça acusatória, o que afasta a alegação de supressão de instância. Pedido indeferido” (HC Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531299. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 125.454 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão de primeira instância, proferida por juízo competente, rejeitou a denúncia ofertada contra o paciente por falta de justa causa, nos termos do art. 395, III, do Código de Processo Penal comum. Em suma, concluiu-se que, “as provas produzidas (…) não são suficientes para justificar a propositura da ação penal. O único lastro que une a indiciada às movimentações na conta da pensionista falecida é o pagamento de conta d’água de titularidade daquela no valor irrisório de R$ 36,44 (…)”. Inconformado, o Ministério Público castrense interpôs recurso em sentido estrito para o Superior Tribunal Militar, que lhe deu provimento e recebeu a exordial, por entender presentes os indícios mínimos de autoria e materialidade. Em tais hipóteses, em que o fundamento não está calcado no error in procedendo, o provimento do recurso substitui, e não cassa, a decisão impugnada, não representando, por isso mesmo, supressão de instância. Nessa ótica, a Súmula 709 do STF: “Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela”. Ainda nesse sentido, os seguintes julgados em casos análogos: “(…) O recurso em sentido estrito apresentado pelo Ministério Público, baseado no art. 516, d do Código de Processo Penal Militar, tendo visado à reforma da decisão que rejeitou a denúncia, tem como consequência lógica do seu provimento o recebimento da peça acusatória, o que afasta a alegação de supressão de instância. Pedido indeferido” (HC Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531299. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 125454 / RJ 82524, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Primeira Turma, DJ 21- 02-2003). “Denúncia: o provimento do recurso contra a decisão que a rejeita por atipicidade da imputação implica o recebimento da denúncia, não representando supressão de instância” (HC 80244, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, DJ 01-09-2000). “(...) 2. Acórdão do Superior Tribunal Militar, que anulou decisão de primeira instância da Justiça Militar - que havia rejeitado denúncia por atipicidade - e, concomitantemente, recebeu denúncia oferecida contra o paciente. 3. Alegação de supressão de instância. 4. O provimento de recurso contra a decisão que rejeita denúncia por atipicidade implica o seu recebimento, o que não representa supressão de instância. 5. Precedentes, HC 80.244, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 1.9.2000; HC 80.058, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 1.9.2000; HC 76.638, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 6.11.98. 6. Habeas Corpus indeferido” (HC 82539, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJ 07-03-2003). 2. Registre-se, por fim, que os precedentes citados pela impetrante não são aplicáveis ao caso, uma vez que trazem situações em que a rejeição da denúncia ocorreu em razão de o magistrado de primeiro grau ter declarado a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar a ação penal (= inexistência da incompetência absoluta é pressuposto de validade do processo). Nessas hipóteses, o acórdão de segunda instância que der provimento ao recurso da acusação deverá, de fato, restringir-se a afastar a incompetência afirmada e determinar ao Juiz-Auditor que analise a viabilidade da denúncia à luz dos arts. 77 e 78 do Código de Processo Penal Militar, sob pena de incorrer em supressão de instância. Entretanto, como visto, esse não é o caso dos autos. 3. Diante do exposto, denego a ordem. É o voto 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531299. Supremo Tribunal Federal HC 125454 / RJ 82524, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Primeira Turma, DJ 21- 02-2003). “Denúncia: o provimento do recurso contra a decisão que a rejeita por atipicidade da imputação implica o recebimento da denúncia, não representando supressão de instância” (HC 80244, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, DJ 01-09-2000). “(...) 2. Acórdão do Superior Tribunal Militar, que anulou decisão de primeira instância da Justiça Militar - que havia rejeitado denúncia por atipicidade - e, concomitantemente, recebeu denúncia oferecida contra o paciente. 3. Alegação de supressão de instância. 4. O provimento de recurso contra a decisão que rejeita denúncia por atipicidade implica o seu recebimento, o que não representa supressão de instância. 5. Precedentes, HC 80.244, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 1.9.2000; HC 80.058, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 1.9.2000; HC 76.638, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 6.11.98. 6. Habeas Corpus indeferido” (HC 82539, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJ 07-03-2003). 2. Registre-se, por fim, que os precedentes citados pela impetrante não são aplicáveis ao caso, uma vez que trazem situações em que a rejeição da denúncia ocorreu em razão de o magistrado de primeiro grau ter declarado a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar a ação penal (= inexistência da incompetência absoluta é pressuposto de validade do processo). Nessas hipóteses, o acórdão de segunda instância que der provimento ao recurso da acusação deverá, de fato, restringir-se a afastar a incompetência afirmada e determinar ao Juiz-Auditor que analise a viabilidade da denúncia à luz dos arts. 77 e 78 do Código de Processo Penal Militar, sob pena de incorrer em supressão de instância. Entretanto, como visto, esse não é o caso dos autos. 3. Diante do exposto, denego a ordem. É o voto 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531299. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 16/12/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 125.454 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : JOCINEIDE NOBRE DIOGO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7688763 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 125.454 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : JOCINEIDE NOBRE DIOGO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7688763 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7718806
2014-12-16T00:00:00
2015-02-11T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 16.12.2014.
HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL MILITAR E PROCESSUAL MILITAR. ESTELIONATO (ART. 251 DO CPM). RECEBIMENTO DA DENÚNCIA PELO SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO OCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela. Inteligência da Súmula 709 do STF. 2. Habeas corpus denegado.
sjur291775
- Acórdão(s) citado(s): (RECEBIMENTO DE DENÚNCIA, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 80244 (1ªT), HC 82524 (1ªT), HC 82539 (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 26/02/2015, MJC
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
125454
[ "LEG-FED DEL-001002 ANO-1969\n ART-00077 ART-00078\n CPPM-1969 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000709 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 125454
[ "" ]
PACTE.(S) : JOCINEIDE NOBRE DIOGO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/12/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 125.454 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :JOCINEIDE NOBRE DIOGO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR EMENTA: PENAL MILITAR E PROCESSUAL MILITAR. ESTELIONATO (ART. 251 DO CPM). RECEBIMENTO DA DENÚNCIA PELO SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO OCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela. Inteligência da Súmula 709 do Supremo Tribunal Federal. 2. Habeas corpus denegado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de dezembro de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531289. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 16/12/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 125.454 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :JOCINEIDE NOBRE DIOGO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal Militar proferido nos autos do Recurso em Sentido Estrito 189- 11.2012.7.01.0301/RJ. Consta dos autos, em síntese, que (a) a paciente foi denunciada pela suposta prática do crime de estelionato (art. 251 do CPM ), mas o Juiz- Auditor rejeitou a denúncia, com fulcro no art. 395, III, do Código de Processo Penal; (b) inconformado, o Ministério Público castrense interpôs recurso em sentido estrito para o Superior Tribunal Militar, que lhe deu provimento e recebeu a inicial acusatória, em acórdão assim ementado: “Inconformismo do Órgão Ministerial ante a decisão do Juízo a quo que rejeitou a denúncia oferecida, nos termos do art. 395, inciso III, do Código de Processo Penal comum, por falta de justa causa. Na fase preliminar de recebimento da exordial, cabe ao magistrado apenas verificar se foram preenchidos os requisitos exigidos pelos artigos 77 e 78 do CPPM. Os demais aspectos, de ordem material ou processual, deverão ser sopesadas durante o processo no qual a denunciada, pautada nas garantias constitucionais, terá a oportunidade de provar sua inocência. Denúncia que se encontra revestida das formalidades legais. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531298. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 125.454 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :JOCINEIDE NOBRE DIOGO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal Militar proferido nos autos do Recurso em Sentido Estrito 189- 11.2012.7.01.0301/RJ. Consta dos autos, em síntese, que (a) a paciente foi denunciada pela suposta prática do crime de estelionato (art. 251 do CPM ), mas o Juiz- Auditor rejeitou a denúncia, com fulcro no art. 395, III, do Código de Processo Penal; (b) inconformado, o Ministério Público castrense interpôs recurso em sentido estrito para o Superior Tribunal Militar, que lhe deu provimento e recebeu a inicial acusatória, em acórdão assim ementado: “Inconformismo do Órgão Ministerial ante a decisão do Juízo a quo que rejeitou a denúncia oferecida, nos termos do art. 395, inciso III, do Código de Processo Penal comum, por falta de justa causa. Na fase preliminar de recebimento da exordial, cabe ao magistrado apenas verificar se foram preenchidos os requisitos exigidos pelos artigos 77 e 78 do CPPM. Os demais aspectos, de ordem material ou processual, deverão ser sopesadas durante o processo no qual a denunciada, pautada nas garantias constitucionais, terá a oportunidade de provar sua inocência. Denúncia que se encontra revestida das formalidades legais. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531298. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 125454 / RJ Provido o recurso do Parquet Militar. Decisão por maioria”. Neste habeas corpus, a impetrante sustenta, em suma, que o acórdão impugnado, ao dar provimento ao recurso da acusação e autorizar a persecução penal, incorreu em indevida supressão de instância, na medida em que subtraiu do magistrado de primeira instância – juiz natural – o exame dos demais requisitos exigidos para se receber a inicial acusatória. Requer, liminarmente, a suspensão do trâmite da ação penal. No mérito, pede a concessão da ordem, “para cassar a decisão proferida pelo Egrégio Superior Tribunal Militar na parte que desde logo recebeu a denúncia contra a paciente, determinando que, nos termos do artigo 30, I da Lei 8.457/92, a decisão de recebimento seja proferida pelo Juiz- Auditor”. O pedido de liminar foi indeferido. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531298. Supremo Tribunal Federal HC 125454 / RJ Provido o recurso do Parquet Militar. Decisão por maioria”. Neste habeas corpus, a impetrante sustenta, em suma, que o acórdão impugnado, ao dar provimento ao recurso da acusação e autorizar a persecução penal, incorreu em indevida supressão de instância, na medida em que subtraiu do magistrado de primeira instância – juiz natural – o exame dos demais requisitos exigidos para se receber a inicial acusatória. Requer, liminarmente, a suspensão do trâmite da ação penal. No mérito, pede a concessão da ordem, “para cassar a decisão proferida pelo Egrégio Superior Tribunal Militar na parte que desde logo recebeu a denúncia contra a paciente, determinando que, nos termos do artigo 30, I da Lei 8.457/92, a decisão de recebimento seja proferida pelo Juiz- Auditor”. O pedido de liminar foi indeferido. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531298. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/12/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 125.454 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão de primeira instância, proferida por juízo competente, rejeitou a denúncia ofertada contra o paciente por falta de justa causa, nos termos do art. 395, III, do Código de Processo Penal comum. Em suma, concluiu-se que, “as provas produzidas (…) não são suficientes para justificar a propositura da ação penal. O único lastro que une a indiciada às movimentações na conta da pensionista falecida é o pagamento de conta d’água de titularidade daquela no valor irrisório de R$ 36,44 (…)”. Inconformado, o Ministério Público castrense interpôs recurso em sentido estrito para o Superior Tribunal Militar, que lhe deu provimento e recebeu a exordial, por entender presentes os indícios mínimos de autoria e materialidade. Em tais hipóteses, em que o fundamento não está calcado no error in procedendo, o provimento do recurso substitui, e não cassa, a decisão impugnada, não representando, por isso mesmo, supressão de instância. Nessa ótica, a Súmula 709 do Supremo Tribunal Federal: “Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela”. Ainda nesse sentido, os seguintes julgados em casos análogos: “(…) O recurso em sentido estrito apresentado pelo Ministério Público, baseado no art. 516, d do Código de Processo Penal Militar, tendo visado à reforma da decisão que rejeitou a denúncia, tem como consequência lógica do seu provimento o recebimento da peça acusatória, o que afasta a alegação de supressão de instância. Pedido indeferido” (HC Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531299. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 125.454 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão de primeira instância, proferida por juízo competente, rejeitou a denúncia ofertada contra o paciente por falta de justa causa, nos termos do art. 395, III, do Código de Processo Penal comum. Em suma, concluiu-se que, “as provas produzidas (…) não são suficientes para justificar a propositura da ação penal. O único lastro que une a indiciada às movimentações na conta da pensionista falecida é o pagamento de conta d’água de titularidade daquela no valor irrisório de R$ 36,44 (…)”. Inconformado, o Ministério Público castrense interpôs recurso em sentido estrito para o Superior Tribunal Militar, que lhe deu provimento e recebeu a exordial, por entender presentes os indícios mínimos de autoria e materialidade. Em tais hipóteses, em que o fundamento não está calcado no error in procedendo, o provimento do recurso substitui, e não cassa, a decisão impugnada, não representando, por isso mesmo, supressão de instância. Nessa ótica, a Súmula 709 do Supremo Tribunal Federal: “Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela”. Ainda nesse sentido, os seguintes julgados em casos análogos: “(…) O recurso em sentido estrito apresentado pelo Ministério Público, baseado no art. 516, d do Código de Processo Penal Militar, tendo visado à reforma da decisão que rejeitou a denúncia, tem como consequência lógica do seu provimento o recebimento da peça acusatória, o que afasta a alegação de supressão de instância. Pedido indeferido” (HC Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531299. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 125454 / RJ 82524, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Primeira Turma, DJ 21- 02-2003). “Denúncia: o provimento do recurso contra a decisão que a rejeita por atipicidade da imputação implica o recebimento da denúncia, não representando supressão de instância” (HC 80244, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, DJ 01-09-2000). “(...) 2. Acórdão do Superior Tribunal Militar, que anulou decisão de primeira instância da Justiça Militar - que havia rejeitado denúncia por atipicidade - e, concomitantemente, recebeu denúncia oferecida contra o paciente. 3. Alegação de supressão de instância. 4. O provimento de recurso contra a decisão que rejeita denúncia por atipicidade implica o seu recebimento, o que não representa supressão de instância. 5. Precedentes, HC 80.244, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 1.9.2000; HC 80.058, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 1.9.2000; HC 76.638, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 6.11.98. 6. Habeas Corpus indeferido” (HC 82539, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJ 07-03-2003). 2. Registre-se, por fim, que os precedentes citados pela impetrante não são aplicáveis ao caso, uma vez que trazem situações em que a rejeição da denúncia ocorreu em razão de o magistrado de primeiro grau ter declarado a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar a ação penal (= inexistência da incompetência absoluta é pressuposto de validade do processo). Nessas hipóteses, o acórdão de segunda instância que der provimento ao recurso da acusação deverá, de fato, restringir-se a afastar a incompetência afirmada e determinar ao Juiz-Auditor que analise a viabilidade da denúncia à luz dos arts. 77 e 78 do Código de Processo Penal Militar, sob pena de incorrer em supressão de instância. Entretanto, como visto, esse não é o caso dos autos. 3. Diante do exposto, denego a ordem. É o voto 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531299. Supremo Tribunal Federal HC 125454 / RJ 82524, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Primeira Turma, DJ 21- 02-2003). “Denúncia: o provimento do recurso contra a decisão que a rejeita por atipicidade da imputação implica o recebimento da denúncia, não representando supressão de instância” (HC 80244, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, DJ 01-09-2000). “(...) 2. Acórdão do Superior Tribunal Militar, que anulou decisão de primeira instância da Justiça Militar - que havia rejeitado denúncia por atipicidade - e, concomitantemente, recebeu denúncia oferecida contra o paciente. 3. Alegação de supressão de instância. 4. O provimento de recurso contra a decisão que rejeita denúncia por atipicidade implica o seu recebimento, o que não representa supressão de instância. 5. Precedentes, HC 80.244, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 1.9.2000; HC 80.058, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 1.9.2000; HC 76.638, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 6.11.98. 6. Habeas Corpus indeferido” (HC 82539, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJ 07-03-2003). 2. Registre-se, por fim, que os precedentes citados pela impetrante não são aplicáveis ao caso, uma vez que trazem situações em que a rejeição da denúncia ocorreu em razão de o magistrado de primeiro grau ter declarado a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar a ação penal (= inexistência da incompetência absoluta é pressuposto de validade do processo). Nessas hipóteses, o acórdão de segunda instância que der provimento ao recurso da acusação deverá, de fato, restringir-se a afastar a incompetência afirmada e determinar ao Juiz-Auditor que analise a viabilidade da denúncia à luz dos arts. 77 e 78 do Código de Processo Penal Militar, sob pena de incorrer em supressão de instância. Entretanto, como visto, esse não é o caso dos autos. 3. Diante do exposto, denego a ordem. É o voto 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7531299. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 16/12/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 125.454 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : JOCINEIDE NOBRE DIOGO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7688763 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 125.454 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : JOCINEIDE NOBRE DIOGO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7688763 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 125 . 454", "Súmula 709 do Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 125 . 454", "Recurso em Sentido Estrito 189 - 11 . 2012 . 7 . 01 . 0301 / RJ", "HABEAS CORPUS 125 . 454", "Recurso em Sentido Estrito 189 - 11 . 2012 . 7 . 01 . 0301 / RJ", "HC 125454 / RJ", "HC 125454 / RJ", "HABEAS CORPUS 125 . 454", "Súmula 709 do Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 125 . 454", "Súmula 709 do Supremo Tribunal Federal", "HC 125454 / RJ 82524", "HC 80244", "HC 80 . 244", "HC 80 . 058", "HC 76 . 638", "HC 82539", "HC 125454 / RJ 82524", "HC 80244", "HC 80 . 244", "HC 80 . 058", "HC 76 . 638", "HC 82539", "HABEAS CORPUS 125 . 454", "HABEAS CORPUS 125 . 454" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 251 DO CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 251 do CPM", "art . 395 , III , do Código de Processo Penal", "art . 395 , inciso III , do Código de Processo Penal comum", "artigos 77 e 78 do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 251 do CPM", "art . 395 , III , do Código de Processo Penal", "art . 395 , inciso III , do Código de Processo Penal comum", "artigos 77 e 78 do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 30 , I da Lei 8 . 457 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 30 , I da Lei 8 . 457 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 395 , III , do Código de Processo Penal comum", "art . 516 , d do Código de Processo Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 395 , III , do Código de Processo Penal comum", "art . 516 , d do Código de Processo Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 77 e 78 do Código de Processo Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 77 e 78 do Código de Processo Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Superior Tribunal Militar", "Ministério", "Superior Tribunal Militar", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Superior Tribunal Militar", "Ministério", "Superior Tribunal Militar", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal Militar", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal Militar", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "Superior Tribunal Militar", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "Superior Tribunal Militar", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal Militar", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal Militar", "Segunda Turma", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOCINEIDE NOBRE DIOGO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOCINEIDE NOBRE DIOGO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ELLEN GRACIE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "Sepúlveda Pertence", "Ilmar Galvão", "Sepúlveda Pertence", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "Sepúlveda Pertence", "Ilmar Galvão", "Sepúlveda Pertence", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "16", "/", "12", "/", "2014", "16 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "-", "02", "-", "2003", "01", "-", "09", "-", "2000", "1", ".", "9", ".", "2000", "1", ".", "9", ".", "2000", "6", ".", "11", ".", "98", "07", "-", "03", "-", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "-", "02", "-", "2003", "01", "-", "09", "-", "2000", "1", ".", "9", ".", "2000", "1", ".", "9", ".", "2000", "6", ".", "11", ".", "98", "07", "-", "03", "-", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI ADV.(A/S) :DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO ADV.(A/S) :MARCIO DE OLIVEIRA RISI AGDO.(A/S) :CLARICE CENSON DOS REIS AGDO.(A/S) :VITORIO CHISTE AGDO.(A/S) :CONCEICAO CENSON CHISTE AGDO.(A/S) :MARIA PAULA GARCIA CENSON AGDO.(A/S) :JOSE DOS REIS AGDO.(A/S) :OLIVIO CENSON AGDO.(A/S) :WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO AGDO.(A/S) :CLOTILDE CENCON MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO. IMÓVEL. PENHORA. BEM DE FAMÍLIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO. LEI 8.009/90. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A discussão acerca do imóvel penhorado ser o único bem de titularidade da parte agravante, demandaria reanálise de fatos e provas, o que se revela incabível em sede de recurso extraordinário. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo também seria necessário analisar legislação infraconstitucional, incabível na instância extraordinária. 3. Agravo regimental, interposto em 29.08.2016, a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030405. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 987539 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 28 de outubro a 8 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030405. Supremo Tribunal Federal ARE 987539 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 28 de outubro a 8 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI ADV.(A/S) :DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO ADV.(A/S) :MARCIO DE OLIVEIRA RISI AGDO.(A/S) :CLARICE CENSON DOS REIS AGDO.(A/S) :VITORIO CHISTE AGDO.(A/S) :CONCEICAO CENSON CHISTE AGDO.(A/S) :MARIA PAULA GARCIA CENSON AGDO.(A/S) :JOSE DOS REIS AGDO.(A/S) :OLIVIO CENSON AGDO.(A/S) :WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO AGDO.(A/S) :CLOTILDE CENCON MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, por mim proferida em 16.08.2016, negando seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que desproveu o agravo do ora recorrente, cuja ementa transcrevo: Agravo de instrumento. Execução. Impugnação acolhida em parte. Rejeitada a tese de que se trata de bem de família. Decisão mantida. Agravante não comprovou com documentos hábeis que o imóvel penhorado é o único bem de sua titularidade. Prosseguimento da execução, para cobrança do valor, com avaliação e praceamento do bem. Agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030411. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI ADV.(A/S) :DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO ADV.(A/S) :MARCIO DE OLIVEIRA RISI AGDO.(A/S) :CLARICE CENSON DOS REIS AGDO.(A/S) :VITORIO CHISTE AGDO.(A/S) :CONCEICAO CENSON CHISTE AGDO.(A/S) :MARIA PAULA GARCIA CENSON AGDO.(A/S) :JOSE DOS REIS AGDO.(A/S) :OLIVIO CENSON AGDO.(A/S) :WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO AGDO.(A/S) :CLOTILDE CENCON MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, por mim proferida em 16.08.2016, negando seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que desproveu o agravo do ora recorrente, cuja ementa transcrevo: Agravo de instrumento. Execução. Impugnação acolhida em parte. Rejeitada a tese de que se trata de bem de família. Decisão mantida. Agravante não comprovou com documentos hábeis que o imóvel penhorado é o único bem de sua titularidade. Prosseguimento da execução, para cobrança do valor, com avaliação e praceamento do bem. Agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 987539 AGR / SP desprovido. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos artigos 5º, LV (ampla defesa e contraditório), 6º (direito à moradia) e 93, IX (falta de fundamentação da decisão recorrida) da Constituição da República. O recurso foi inadmitido pelo Tribunal de origem por tratar de reexame de matéria fática, aplicando-se, ainda, a Súmula 279 do STF. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, transcrevo os seguintes trechos do Recurso Extraordinário: Conforme se depreende dos autos (fls. 806), restou penhorado o imóvel de propriedade do executado, situado à Avenida Octávio Gama, 202, Caboré, na cidade de Paraty, Estado do Rio de Janeiro, o qual se encontra matriculado no CRI de Paraty/RJ sob n. 402. Porém como abaixo se expõe, referido imóvel é impenhorável na forma da lei, vez que se trata do único imóvel residencial do executado, do qual o mesmo extrai, através de alugueres, sua subsistência e de sua família. Trata-se portanto de bem de família. (…) É, portanto, o bem penhorado, imóvel protegido pela Lei 8.009/90 que, em seu artigo 1º dispõe: (…) Por tais motivos, requereu, à final, fosse declarada nula a penhora realizada, livrando o bem da constrição, nos termos da Lei 8.009/90, já que trata-se o mesmo de bem de família protegido pela citada lei. (e-DOC 2, p. 30/55) Assim, sem embargo do teor, manifestado nestes autos, a respeito, abstratamente, da previsão constitucional sobre os princípios da ampla defesa e do contraditório, da necessidade de fundamentação das decisões judiciais, bem como da tutela do direito à moradia, o Recorrente fundamenta o apelo extremo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030411. Supremo Tribunal Federal ARE 987539 AGR / SP desprovido. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos artigos 5º, LV (ampla defesa e contraditório), 6º (direito à moradia) e 93, IX (falta de fundamentação da decisão recorrida) da Constituição da República. O recurso foi inadmitido pelo Tribunal de origem por tratar de reexame de matéria fática, aplicando-se, ainda, a Súmula 279 do STF. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, transcrevo os seguintes trechos do Recurso Extraordinário: Conforme se depreende dos autos (fls. 806), restou penhorado o imóvel de propriedade do executado, situado à Avenida Octávio Gama, 202, Caboré, na cidade de Paraty, Estado do Rio de Janeiro, o qual se encontra matriculado no CRI de Paraty/RJ sob n. 402. Porém como abaixo se expõe, referido imóvel é impenhorável na forma da lei, vez que se trata do único imóvel residencial do executado, do qual o mesmo extrai, através de alugueres, sua subsistência e de sua família. Trata-se portanto de bem de família. (…) É, portanto, o bem penhorado, imóvel protegido pela Lei 8.009/90 que, em seu artigo 1º dispõe: (…) Por tais motivos, requereu, à final, fosse declarada nula a penhora realizada, livrando o bem da constrição, nos termos da Lei 8.009/90, já que trata-se o mesmo de bem de família protegido pela citada lei. (e-DOC 2, p. 30/55) Assim, sem embargo do teor, manifestado nestes autos, a respeito, abstratamente, da previsão constitucional sobre os princípios da ampla defesa e do contraditório, da necessidade de fundamentação das decisões judiciais, bem como da tutela do direito à moradia, o Recorrente fundamenta o apelo extremo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 987539 AGR / SP em argumentos que, a mim, demonstram inconformismo com o deslinde legal do feito, fundado em norma infraconstitucional (artigos 1.711 a 1.722 do Código Civil e Lei 8.009/90), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário, por demandar o reexame de legislação infraconstitucional. Ademais, o provimento do recurso demandaria, também, o revolvimento de matéria fática a fim de se perquirir sobre a condição de bem de família do imóvel em questão, impossível em se tratando de recurso extraordinário. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1º, do RISTF.” Nas razões recursais, sustenta a parte ora agravante que o recurso se abriga “...exatamente em torno de uma questão cuja notoriedade carecia até mesmo de prova robusta, já que ficou bem claro que se trata de bem de família não sujeito a constrições, na forma da lei 8.009, inspirada em preceitos constitucionais rígidos explorados a tempo e modo no recurso extraordinário que se quer provido. A base fática da demanda ficou muito bem delineada, portanto, a partir dessa inegável premissa, pois há nos autos demonstração suficiente de que as afirmativas correspondiam à realidade.” Sendo intimada para se manisfestar sobre o recurso, tendo em vista o disposto no art. 1.021, § 2º, do CPC/15, a parte agravada quedou-se inerte. Dispenso a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030411. Supremo Tribunal Federal ARE 987539 AGR / SP em argumentos que, a mim, demonstram inconformismo com o deslinde legal do feito, fundado em norma infraconstitucional (artigos 1.711 a 1.722 do Código Civil e Lei 8.009/90), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário, por demandar o reexame de legislação infraconstitucional. Ademais, o provimento do recurso demandaria, também, o revolvimento de matéria fática a fim de se perquirir sobre a condição de bem de família do imóvel em questão, impossível em se tratando de recurso extraordinário. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1º, do RISTF.” Nas razões recursais, sustenta a parte ora agravante que o recurso se abriga “...exatamente em torno de uma questão cuja notoriedade carecia até mesmo de prova robusta, já que ficou bem claro que se trata de bem de família não sujeito a constrições, na forma da lei 8.009, inspirada em preceitos constitucionais rígidos explorados a tempo e modo no recurso extraordinário que se quer provido. A base fática da demanda ficou muito bem delineada, portanto, a partir dessa inegável premissa, pois há nos autos demonstração suficiente de que as afirmativas correspondiam à realidade.” Sendo intimada para se manisfestar sobre o recurso, tendo em vista o disposto no art. 1.021, § 2º, do CPC/15, a parte agravada quedou-se inerte. Dispenso a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora agravante. Compulsando os autos, verifico que a parte agravante não trouxe argumentos novos suficientes a ensejar a reforma da decisão. Conforme já posto na decisão recorrida, a controvérsia foi dirimida a partir do conjunto fático probatório e à luz da legislação ordinária, o que não autoriza a admissão do recurso extraordinário. Eis o trecho da decisão objeto de recurso para esta Corte que demonstra a inviabilidade do apelo extraordinário: “Com efeito, o agravante não demonstra com documentos hábeis que o imóvel penhorado é o único bem de sua titularidade, pois não junta cópia da declaração de renda, mas, sim, conta de energia, o que não comprova nada, fls. 81. Ademais, verifica-se que por ocasião de sua separação e partilha de bens, o agravante ficou com muitos bens móveis e imóveis, mesmo que tal fato tenha ocorrido há dez anos, fls. 36/37. Por fim, não evidenciando o agravante se tratar de bem de família, mantida a penhora sobre o imóvel, devendo prosseguir a execução para cobrança do valor executado, com a avaliação e praceamento do imóvel.” É importante anotar que o extraordinário consiste em recurso de fundamentação vinculada, uma vez que apto a veicular apenas os temas taxativamente previstos no art. 102, III, da Constituição Federal, não estando em seu âmbito de arguição as questões jurídicas relacionadas à boa ou à má interpretação de legislação ordinária, tampouco a reavaliação de fatos e provas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030406. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora agravante. Compulsando os autos, verifico que a parte agravante não trouxe argumentos novos suficientes a ensejar a reforma da decisão. Conforme já posto na decisão recorrida, a controvérsia foi dirimida a partir do conjunto fático probatório e à luz da legislação ordinária, o que não autoriza a admissão do recurso extraordinário. Eis o trecho da decisão objeto de recurso para esta Corte que demonstra a inviabilidade do apelo extraordinário: “Com efeito, o agravante não demonstra com documentos hábeis que o imóvel penhorado é o único bem de sua titularidade, pois não junta cópia da declaração de renda, mas, sim, conta de energia, o que não comprova nada, fls. 81. Ademais, verifica-se que por ocasião de sua separação e partilha de bens, o agravante ficou com muitos bens móveis e imóveis, mesmo que tal fato tenha ocorrido há dez anos, fls. 36/37. Por fim, não evidenciando o agravante se tratar de bem de família, mantida a penhora sobre o imóvel, devendo prosseguir a execução para cobrança do valor executado, com a avaliação e praceamento do imóvel.” É importante anotar que o extraordinário consiste em recurso de fundamentação vinculada, uma vez que apto a veicular apenas os temas taxativamente previstos no art. 102, III, da Constituição Federal, não estando em seu âmbito de arguição as questões jurídicas relacionadas à boa ou à má interpretação de legislação ordinária, tampouco a reavaliação de fatos e provas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 987539 AGR / SP Assim sendo, os argumentos expendidos no presente agravo, insuficientes para modificar a decisão agravada, manifestam apenas inconformismo e resistência em por termo ao processo, retardando o desfecho da prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030406. Supremo Tribunal Federal ARE 987539 AGR / SP Assim sendo, os argumentos expendidos no presente agravo, insuficientes para modificar a decisão agravada, manifestam apenas inconformismo e resistência em por termo ao processo, retardando o desfecho da prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI ADV.(A/S) : DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA (3261/DF) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO (7064/DF) ADV.(A/S) : MARCIO DE OLIVEIRA RISI (149252/SP) AGDO.(A/S) : CLARICE CENSON DOS REIS AGDO.(A/S) : VITORIO CHISTE AGDO.(A/S) : CONCEICAO CENSON CHISTE AGDO.(A/S) : MARIA PAULA GARCIA CENSON AGDO.(A/S) : JOSE DOS REIS AGDO.(A/S) : OLIVIO CENSON AGDO.(A/S) : WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO AGDO.(A/S) : CLOTILDE CENCON MONTEIRO ADV.(A/S) : MAURIZIO COLOMBA (94763/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli (não participou do julgamento desse processo o Ministro Edson Fachin por sucedê-lo na Primeira Turma). Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047758 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI ADV.(A/S) : DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA (3261/DF) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO (7064/DF) ADV.(A/S) : MARCIO DE OLIVEIRA RISI (149252/SP) AGDO.(A/S) : CLARICE CENSON DOS REIS AGDO.(A/S) : VITORIO CHISTE AGDO.(A/S) : CONCEICAO CENSON CHISTE AGDO.(A/S) : MARIA PAULA GARCIA CENSON AGDO.(A/S) : JOSE DOS REIS AGDO.(A/S) : OLIVIO CENSON AGDO.(A/S) : WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO AGDO.(A/S) : CLOTILDE CENCON MONTEIRO ADV.(A/S) : MAURIZIO COLOMBA (94763/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli (não participou do julgamento desse processo o Ministro Edson Fachin por sucedê-lo na Primeira Turma). Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047758 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12056469
2016-11-09T00:00:00
2016-11-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO. IMÓVEL. PENHORA. BEM DE FAMÍLIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO. LEI 8.009/90. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A discussão acerca do imóvel penhorado ser o único bem de titularidade da parte agravante, demandaria reanálise de fatos e provas, o que se revela incabível em sede de recurso extraordinário. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo também seria necessário analisar legislação infraconstitucional, incabível na instância extraordinária. 3. Agravo regimental, interposto em 29.08.2016, a que se nega provimento.
sjur360374
Número de páginas: 8. Análise: 02/12/2016, MJC.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
987539
[ "LEG-FED LEI-008009 ANO-1990\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 987539 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI ADV.(A/S) : DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO ADV.(A/S) : MARCIO DE OLIVEIRA RISI AGDO.(A/S) : CLARICE CENSON DOS REIS AGDO.(A/S) : VITORIO CHISTE AGDO.(A/S) : CONCEICAO CENSON CHISTE AGDO.(A/S) : MARIA PAULA GARCIA CENSON AGDO.(A/S) : JOSE DOS REIS AGDO.(A/S) : OLIVIO CENSON AGDO.(A/S) : WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO AGDO.(A/S) : CLOTILDE CENCON MONTEIRO ADV.(A/S) : MAURIZIO COLOMBA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI ADV.(A/S) :DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO ADV.(A/S) :MARCIO DE OLIVEIRA RISI AGDO.(A/S) :CLARICE CENSON DOS REIS AGDO.(A/S) :VITORIO CHISTE AGDO.(A/S) :CONCEICAO CENSON CHISTE AGDO.(A/S) :MARIA PAULA GARCIA CENSON AGDO.(A/S) :JOSE DOS REIS AGDO.(A/S) :OLIVIO CENSON AGDO.(A/S) :WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO AGDO.(A/S) :CLOTILDE CENCON MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO. IMÓVEL. PENHORA. BEM DE FAMÍLIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO. LEI 8.009/90. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A discussão acerca do imóvel penhorado ser o único bem de titularidade da parte agravante, demandaria reanálise de fatos e provas, o que se revela incabível em sede de recurso extraordinário. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo também seria necessário analisar legislação infraconstitucional, incabível na instância extraordinária. 3. Agravo regimental, interposto em 29.08.2016, a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030405. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 987539 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 28 de outubro a 8 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030405. Supremo Tribunal Federal ARE 987539 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 28 de outubro a 8 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI ADV.(A/S) :DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO ADV.(A/S) :MARCIO DE OLIVEIRA RISI AGDO.(A/S) :CLARICE CENSON DOS REIS AGDO.(A/S) :VITORIO CHISTE AGDO.(A/S) :CONCEICAO CENSON CHISTE AGDO.(A/S) :MARIA PAULA GARCIA CENSON AGDO.(A/S) :JOSE DOS REIS AGDO.(A/S) :OLIVIO CENSON AGDO.(A/S) :WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO AGDO.(A/S) :CLOTILDE CENCON MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, por mim proferida em 16.08.2016, negando seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que desproveu o agravo do ora recorrente, cuja ementa transcrevo: Agravo de instrumento. Execução. Impugnação acolhida em parte. Rejeitada a tese de que se trata de bem de família. Decisão mantida. Agravante não comprovou com documentos hábeis que o imóvel penhorado é o único bem de sua titularidade. Prosseguimento da execução, para cobrança do valor, com avaliação e praceamento do bem. Agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030411. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI ADV.(A/S) :DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO ADV.(A/S) :MARCIO DE OLIVEIRA RISI AGDO.(A/S) :CLARICE CENSON DOS REIS AGDO.(A/S) :VITORIO CHISTE AGDO.(A/S) :CONCEICAO CENSON CHISTE AGDO.(A/S) :MARIA PAULA GARCIA CENSON AGDO.(A/S) :JOSE DOS REIS AGDO.(A/S) :OLIVIO CENSON AGDO.(A/S) :WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO AGDO.(A/S) :CLOTILDE CENCON MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, por mim proferida em 16.08.2016, negando seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que desproveu o agravo do ora recorrente, cuja ementa transcrevo: Agravo de instrumento. Execução. Impugnação acolhida em parte. Rejeitada a tese de que se trata de bem de família. Decisão mantida. Agravante não comprovou com documentos hábeis que o imóvel penhorado é o único bem de sua titularidade. Prosseguimento da execução, para cobrança do valor, com avaliação e praceamento do bem. Agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 987539 AGR / SP desprovido. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos artigos 5..., LV (ampla defesa e contraditório), 6... (direito à moradia) e 93, IX (falta de fundamentação da decisão recorrida) da Constituição da República. O recurso foi inadmitido pelo Tribunal de origem por tratar de reexame de matéria fática, aplicando-se, ainda, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, transcrevo os seguintes trechos do Recurso Extraordinário: Conforme se depreende dos autos (fls. 806), restou penhorado o imóvel de propriedade do executado, situado à Avenida Octávio Gama, 202, Caboré, na cidade de Paraty, Estado do Rio de Janeiro, o qual se encontra matriculado no CRI de Paraty/RJ sob n. 402. Porém como abaixo se expõe, referido imóvel é impenhorável na forma da lei, vez que se trata do único imóvel residencial do executado, do qual o mesmo extrai, através de alugueres, sua subsistência e de sua família. Trata-se portanto de bem de família. (…) É, portanto, o bem penhorado, imóvel protegido pela Lei 8.009/90 que, em seu artigo 1... dispõe: (…) Por tais motivos, requereu, à final, fosse declarada nula a penhora realizada, livrando o bem da constrição, nos termos da Lei 8.009/90, já que trata-se o mesmo de bem de família protegido pela citada lei. (e-DOC 2, p. 30/55) Assim, sem embargo do teor, manifestado nestes autos, a respeito, abstratamente, da previsão constitucional sobre os princípios da ampla defesa e do contraditório, da necessidade de fundamentação das decisões judiciais, bem como da tutela do direito à moradia, o Recorrente fundamenta o apelo extremo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030411. Supremo Tribunal Federal ARE 987539 AGR / SP desprovido. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos artigos 5..., LV (ampla defesa e contraditório), 6... (direito à moradia) e 93, IX (falta de fundamentação da decisão recorrida) da Constituição da República. O recurso foi inadmitido pelo Tribunal de origem por tratar de reexame de matéria fática, aplicando-se, ainda, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, transcrevo os seguintes trechos do Recurso Extraordinário: Conforme se depreende dos autos (fls. 806), restou penhorado o imóvel de propriedade do executado, situado à Avenida Octávio Gama, 202, Caboré, na cidade de Paraty, Estado do Rio de Janeiro, o qual se encontra matriculado no CRI de Paraty/RJ sob n. 402. Porém como abaixo se expõe, referido imóvel é impenhorável na forma da lei, vez que se trata do único imóvel residencial do executado, do qual o mesmo extrai, através de alugueres, sua subsistência e de sua família. Trata-se portanto de bem de família. (…) É, portanto, o bem penhorado, imóvel protegido pela Lei 8.009/90 que, em seu artigo 1... dispõe: (…) Por tais motivos, requereu, à final, fosse declarada nula a penhora realizada, livrando o bem da constrição, nos termos da Lei 8.009/90, já que trata-se o mesmo de bem de família protegido pela citada lei. (e-DOC 2, p. 30/55) Assim, sem embargo do teor, manifestado nestes autos, a respeito, abstratamente, da previsão constitucional sobre os princípios da ampla defesa e do contraditório, da necessidade de fundamentação das decisões judiciais, bem como da tutela do direito à moradia, o Recorrente fundamenta o apelo extremo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 987539 AGR / SP em argumentos que, a mim, demonstram inconformismo com o deslinde legal do feito, fundado em norma infraconstitucional (artigos 1.711 a 1.722 do Código Civil e Lei 8.009/90), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário, por demandar o reexame de legislação infraconstitucional. Ademais, o provimento do recurso demandaria, também, o revolvimento de matéria fática a fim de se perquirir sobre a condição de bem de família do imóvel em questão, impossível em se tratando de recurso extraordinário. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1..., do RISTF.” Nas razões recursais, sustenta a parte ora agravante que o recurso se abriga “...exatamente em torno de uma questão cuja notoriedade carecia até mesmo de prova robusta, já que ficou bem claro que se trata de bem de família não sujeito a constrições, na forma da lei 8.009, inspirada em preceitos constitucionais rígidos explorados a tempo e modo no recurso extraordinário que se quer provido. A base fática da demanda ficou muito bem delineada, portanto, a partir dessa inegável premissa, pois há nos autos demonstração suficiente de que as afirmativas correspondiam à realidade.” Sendo intimada para se manisfestar sobre o recurso, tendo em vista o disposto no art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil/15, a parte agravada quedou-se inerte. Dispenso a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030411. Supremo Tribunal Federal ARE 987539 AGR / SP em argumentos que, a mim, demonstram inconformismo com o deslinde legal do feito, fundado em norma infraconstitucional (artigos 1.711 a 1.722 do Código Civil e Lei 8.009/90), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário, por demandar o reexame de legislação infraconstitucional. Ademais, o provimento do recurso demandaria, também, o revolvimento de matéria fática a fim de se perquirir sobre a condição de bem de família do imóvel em questão, impossível em se tratando de recurso extraordinário. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1..., do RISTF.” Nas razões recursais, sustenta a parte ora agravante que o recurso se abriga “...exatamente em torno de uma questão cuja notoriedade carecia até mesmo de prova robusta, já que ficou bem claro que se trata de bem de família não sujeito a constrições, na forma da lei 8.009, inspirada em preceitos constitucionais rígidos explorados a tempo e modo no recurso extraordinário que se quer provido. A base fática da demanda ficou muito bem delineada, portanto, a partir dessa inegável premissa, pois há nos autos demonstração suficiente de que as afirmativas correspondiam à realidade.” Sendo intimada para se manisfestar sobre o recurso, tendo em vista o disposto no art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil/15, a parte agravada quedou-se inerte. Dispenso a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora agravante. Compulsando os autos, verifico que a parte agravante não trouxe argumentos novos suficientes a ensejar a reforma da decisão. Conforme já posto na decisão recorrida, a controvérsia foi dirimida a partir do conjunto fático probatório e à luz da legislação ordinária, o que não autoriza a admissão do recurso extraordinário. Eis o trecho da decisão objeto de recurso para esta Corte que demonstra a inviabilidade do apelo extraordinário: “Com efeito, o agravante não demonstra com documentos hábeis que o imóvel penhorado é o único bem de sua titularidade, pois não junta cópia da declaração de renda, mas, sim, conta de energia, o que não comprova nada, fls. 81. Ademais, verifica-se que por ocasião de sua separação e partilha de bens, o agravante ficou com muitos bens móveis e imóveis, mesmo que tal fato tenha ocorrido há dez anos, fls. 36/37. Por fim, não evidenciando o agravante se tratar de bem de família, mantida a penhora sobre o imóvel, devendo prosseguir a execução para cobrança do valor executado, com a avaliação e praceamento do imóvel.” É importante anotar que o extraordinário consiste em recurso de fundamentação vinculada, uma vez que apto a veicular apenas os temas taxativamente previstos no art. 102, III, da Constituição Federal, não estando em seu âmbito de arguição as questões jurídicas relacionadas à boa ou à má interpretação de legislação ordinária, tampouco a reavaliação de fatos e provas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030406. Supremo Tribunal Federal 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora agravante. Compulsando os autos, verifico que a parte agravante não trouxe argumentos novos suficientes a ensejar a reforma da decisão. Conforme já posto na decisão recorrida, a controvérsia foi dirimida a partir do conjunto fático probatório e à luz da legislação ordinária, o que não autoriza a admissão do recurso extraordinário. Eis o trecho da decisão objeto de recurso para esta Corte que demonstra a inviabilidade do apelo extraordinário: “Com efeito, o agravante não demonstra com documentos hábeis que o imóvel penhorado é o único bem de sua titularidade, pois não junta cópia da declaração de renda, mas, sim, conta de energia, o que não comprova nada, fls. 81. Ademais, verifica-se que por ocasião de sua separação e partilha de bens, o agravante ficou com muitos bens móveis e imóveis, mesmo que tal fato tenha ocorrido há dez anos, fls. 36/37. Por fim, não evidenciando o agravante se tratar de bem de família, mantida a penhora sobre o imóvel, devendo prosseguir a execução para cobrança do valor executado, com a avaliação e praceamento do imóvel.” É importante anotar que o extraordinário consiste em recurso de fundamentação vinculada, uma vez que apto a veicular apenas os temas taxativamente previstos no art. 102, III, da Constituição Federal, não estando em seu âmbito de arguição as questões jurídicas relacionadas à boa ou à má interpretação de legislação ordinária, tampouco a reavaliação de fatos e provas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 987539 AGR / SP Assim sendo, os argumentos expendidos no presente agravo, insuficientes para modificar a decisão agravada, manifestam apenas inconformismo e resistência em por termo ao processo, retardando o desfecho da prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030406. Supremo Tribunal Federal ARE 987539 AGR / SP Assim sendo, os argumentos expendidos no presente agravo, insuficientes para modificar a decisão agravada, manifestam apenas inconformismo e resistência em por termo ao processo, retardando o desfecho da prestação jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 09/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI ADV.(A/S) : DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA (3261/DF) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO (7064/DF) ADV.(A/S) : MARCIO DE OLIVEIRA RISI (149252/SP) AGDO.(A/S) : CLARICE CENSON DOS REIS AGDO.(A/S) : VITORIO CHISTE AGDO.(A/S) : CONCEICAO CENSON CHISTE AGDO.(A/S) : MARIA PAULA GARCIA CENSON AGDO.(A/S) : JOSE DOS REIS AGDO.(A/S) : OLIVIO CENSON AGDO.(A/S) : WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO AGDO.(A/S) : CLOTILDE CENCON MONTEIRO ADV.(A/S) : MAURIZIO COLOMBA (94763/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli (não participou do julgamento desse processo o Ministro Edson Fachin por sucedê-lo na Primeira Turma). Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047758 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 987.539 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI ADV.(A/S) : DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA (3261/DF) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO (7064/DF) ADV.(A/S) : MARCIO DE OLIVEIRA RISI (149252/SP) AGDO.(A/S) : CLARICE CENSON DOS REIS AGDO.(A/S) : VITORIO CHISTE AGDO.(A/S) : CONCEICAO CENSON CHISTE AGDO.(A/S) : MARIA PAULA GARCIA CENSON AGDO.(A/S) : JOSE DOS REIS AGDO.(A/S) : OLIVIO CENSON AGDO.(A/S) : WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO AGDO.(A/S) : CLOTILDE CENCON MONTEIRO ADV.(A/S) : MAURIZIO COLOMBA (94763/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 28.10 a 8.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Dias Toffoli (não participou do julgamento desse processo o Ministro Edson Fachin por sucedê-lo na Primeira Turma). Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12047758 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 987539 AGR / SP", "ARE 987539 AGR / SP", "RECURSO", "ARE 987539 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 987539", "ARE 987539 AGR / SP", "ARE 987539 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "LEI 8 . 009 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , LV", "Lei 8 . 009 / 90", "Lei 8 . 009 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "93 , IX", "Lei 8 . 009 / 90", "Lei 8 . 009 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . 711 a 1 . 722 do Código Civil", "Lei 8 . 009 / 90", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF .", "lei 8 . 009", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 15", "art . 52 , parágrafo único , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . 711 a 1 . 722 do Código Civil", "Lei 8 . 009 / 90", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF .", "lei 8 . 009", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Avenida Octávio Gama", "Caboré", "Paraty", "Estado do Rio de Janeiro", "Avenida Octávio Gama", "Caboré", "Paraty", "Estado do Rio de Janeiro", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "ARE", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI", "DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA", "ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO", "MARCIO DE OLIVEIRA RISI", "CLARICE CENSON DOS REIS", "VITORIO CHISTE", "CONCEICAO CENSON CHISTE", "MARIA PAULA GARCIA CENSON", "JOSE DOS REIS", "OLIVIO CENSON", "WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO", "CLOTILDE CENCON MONTEIRO", "MAURIZIO COLOMBA", "Luís Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "Luís Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI", "DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA", "ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO", "MARCIO DE OLIVEIRA RISI", "CLARICE CENSON DOS REIS", "VITORIO CHISTE", "CONCEICAO CENSON CHISTE", "MARIA PAULA GARCIA CENSON", "JOSE DOS REIS", "OLIVIO CENSON", "WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO", "CLOTILDE CENCON MONTEIRO", "MAURIZIO COLOMBA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI", "DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA", "ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO", "MARCIO DE OLIVEIRA RISI", "CLARICE CENSON DOS REIS", "VITORIO CHISTE", "CONCEICAO CENSON CHISTE", "MARIA PAULA GARCIA CENSON", "JOSE DOS REIS", "OLIVIO CENSON", "WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO", "CLOTILDE CENCON MONTEIRO", "MAURIZIO COLOMBA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JOSÉ LUIZ DA CUNHA", "DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA", "ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO", "MARCIO DE OLIVEIRA RISI", "CLARICE CENSON DOS REIS", "VITORIO CHISTE", "CONCEICAO CENSON CHISTE", "MARIA PAULA GARCIA CENSON", "JOSE DOS REIS", "OLIVIO CENSON", "WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO", "CLOTILDE CENCON MONTEIRO", "MAURIZIO COLOMBA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "JOSÉ LUIZ DA CUNHA PRIOLLI", "DALMACIO JOSÉ DE SOUZA MADRUGA", "ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO", "MARCIO DE OLIVEIRA RISI", "CLARICE CENSON DOS REIS", "VITORIO CHISTE", "CONCEICAO CENSON CHISTE", "MARIA PAULA GARCIA CENSON", "JOSE DOS REIS", "OLIVIO CENSON", "WALDEMAR ANTONIO MONTEIRO", "CLOTILDE CENCON MONTEIRO", "MAURIZIO COLOMBA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "11", "/", "2016", "29", ".", "08", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de outubro", "8 de novembro de 2016", "9 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de outubro", "8 de novembro de 2016", "9 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "16", ".", "08", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "16", ".", "08", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "28", ".", "10", "8", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "10", "8", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CIE - COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO ADV.(A/S) :MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO - CET ADV.(A/S) :ELAINE GHERSEL E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866442. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CIE - COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO ADV.(A/S) :MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO - CET ADV.(A/S) :ELAINE GHERSEL E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de outubro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO DESPROVIDO 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. Da leitura da decisão impugnada mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Lei 14.072, de 2005, do Município de São paulo. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866443. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CIE - COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO ADV.(A/S) :MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO - CET ADV.(A/S) :ELAINE GHERSEL E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de outubro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO DESPROVIDO 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. Da leitura da decisão impugnada mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Lei 14.072, de 2005, do Município de São paulo. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 842080 AGR / SP 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Companhia Interamericana de Comércio, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da Lei Municipal nº 14.072/05 e sustenta a existência de violação ao inciso I do artigo 150 da Carta Federal. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866443. Supremo Tribunal Federal ARE 842080 AGR / SP 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Companhia Interamericana de Comércio, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da Lei Municipal nº 14.072/05 e sustenta a existência de violação ao inciso I do artigo 150 da Carta Federal. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou: [...] A lei municipal n. 14.072/05, em seu art. 1º, autoriza a CET "a cobrar pelos custos operacionais de serviços prestados relativos à operação do sistema viário, decorrentes da realização de eventos, inclusive seus ensaios, realizados em via aberta à circulação, ou em locais fechados cujos reflexos possam perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança". [...] Na hipótese dos autos, a cobrança dos custos operacionais decorrentes de evento promovido pela impetrante, em face de requerimento de autorização apresentado pela impetrante (fls. 178), não decorre do poder de polícia do Poder Público, mas sim da prestação de um serviço necessário à realização do evento. [...] Ora, essa atividade extraordinária da CET, indispensável Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866444. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou: [...] A lei municipal n. 14.072/05, em seu art. 1º, autoriza a CET "a cobrar pelos custos operacionais de serviços prestados relativos à operação do sistema viário, decorrentes da realização de eventos, inclusive seus ensaios, realizados em via aberta à circulação, ou em locais fechados cujos reflexos possam perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança". [...] Na hipótese dos autos, a cobrança dos custos operacionais decorrentes de evento promovido pela impetrante, em face de requerimento de autorização apresentado pela impetrante (fls. 178), não decorre do poder de polícia do Poder Público, mas sim da prestação de um serviço necessário à realização do evento. [...] Ora, essa atividade extraordinária da CET, indispensável Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 842080 AGR / SP para a realização do evento em "via aberta à circulação, ou em locais fechados cujos reflexos possam perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança", não se confunde com as atividades específicas do Estado. […] Ora, o que se cobra à impetrante, como já se disse, não é taxa, mas sim preço pela prestação daqueles serviços extraordinários, indispensáveis à realização do evento em via aberta à circulação. A CET, para possibilitar a realização do evento organizado pela impetrante viu-se compelida à tomada de medidas de caráter extraordinário, como a deslocação de agentes de outras regiões para operação manual dos semáforos, para ajudar na travessia de pedestres, e outras mais, a gerar despesas também extraordinárias. Nada mais justo e correto, pois, que a empresa que promove o evento arque com elas. O Colegiado de origem, a partir da análise da Lei Municipal nº 14.072/05, concluiu pela legalidade da cobrança realizada pela parte agravada. Somente pelo exame da legislação mencionada poder-se-ia chegar à conclusão diversa, o que é vedado em sede extraordinária. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866444. Supremo Tribunal Federal ARE 842080 AGR / SP para a realização do evento em "via aberta à circulação, ou em locais fechados cujos reflexos possam perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança", não se confunde com as atividades específicas do Estado. […] Ora, o que se cobra à impetrante, como já se disse, não é taxa, mas sim preço pela prestação daqueles serviços extraordinários, indispensáveis à realização do evento em via aberta à circulação. A CET, para possibilitar a realização do evento organizado pela impetrante viu-se compelida à tomada de medidas de caráter extraordinário, como a deslocação de agentes de outras regiões para operação manual dos semáforos, para ajudar na travessia de pedestres, e outras mais, a gerar despesas também extraordinárias. Nada mais justo e correto, pois, que a empresa que promove o evento arque com elas. O Colegiado de origem, a partir da análise da Lei Municipal nº 14.072/05, concluiu pela legalidade da cobrança realizada pela parte agravada. Somente pelo exame da legislação mencionada poder-se-ia chegar à conclusão diversa, o que é vedado em sede extraordinária. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CIE - COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO ADV.(A/S) : MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO - CET ADV.(A/S) : ELAINE GHERSEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894678 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CIE - COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO ADV.(A/S) : MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO - CET ADV.(A/S) : ELAINE GHERSEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894678 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7914583
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República.
sjur294493
Número de páginas: 6. Análise: 12/03/2015, MAD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
842080
[ "LEG-MUN LEI-014072 ANO-2005\n ART-00001\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO - SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 842080 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CIE - COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO ADV.(A/S) : MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO - CET ADV.(A/S) : ELAINE GHERSEL E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CIE - COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO ADV.(A/S) :MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO - CET ADV.(A/S) :ELAINE GHERSEL E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866442. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CIE - COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO ADV.(A/S) :MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO - CET ADV.(A/S) :ELAINE GHERSEL E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de outubro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO DESPROVIDO 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. Da leitura da decisão impugnada mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Lei 14.072, de 2005, do Município de São paulo. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866443. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CIE - COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO ADV.(A/S) :MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO - CET ADV.(A/S) :ELAINE GHERSEL E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de outubro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – AGRAVO DESPROVIDO 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. Da leitura da decisão impugnada mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Lei 14.072, de 2005, do Município de São paulo. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 842080 AGR / SP 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Companhia Interamericana de Comércio, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da Lei Municipal n 14.072/05 e sustenta a existência de violação ao inciso I do artigo 150 da Carta Federal. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866443. Supremo Tribunal Federal ARE 842080 AGR / SP 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Companhia Interamericana de Comércio, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da Lei Municipal n 14.072/05 e sustenta a existência de violação ao inciso I do artigo 150 da Carta Federal. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou: [...] A lei municipal n. 14.072/05, em seu art. 1..., autoriza a CET "a cobrar pelos custos operacionais de serviços prestados relativos à operação do sistema viário, decorrentes da realização de eventos, inclusive seus ensaios, realizados em via aberta à circulação, ou em locais fechados cujos reflexos possam perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança". [...] Na hipótese dos autos, a cobrança dos custos operacionais decorrentes de evento promovido pela impetrante, em face de requerimento de autorização apresentado pela impetrante (fls. 178), não decorre do poder de polícia do Poder Público, mas sim da prestação de um serviço necessário à realização do evento. [...] Ora, essa atividade extraordinária da CET, indispensável Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866444. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou: [...] A lei municipal n. 14.072/05, em seu art. 1..., autoriza a CET "a cobrar pelos custos operacionais de serviços prestados relativos à operação do sistema viário, decorrentes da realização de eventos, inclusive seus ensaios, realizados em via aberta à circulação, ou em locais fechados cujos reflexos possam perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança". [...] Na hipótese dos autos, a cobrança dos custos operacionais decorrentes de evento promovido pela impetrante, em face de requerimento de autorização apresentado pela impetrante (fls. 178), não decorre do poder de polícia do Poder Público, mas sim da prestação de um serviço necessário à realização do evento. [...] Ora, essa atividade extraordinária da CET, indispensável Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 842080 AGR / SP para a realização do evento em "via aberta à circulação, ou em locais fechados cujos reflexos possam perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança", não se confunde com as atividades específicas do Estado. […] Ora, o que se cobra à impetrante, como já se disse, não é taxa, mas sim preço pela prestação daqueles serviços extraordinários, indispensáveis à realização do evento em via aberta à circulação. A CET, para possibilitar a realização do evento organizado pela impetrante viu-se compelida à tomada de medidas de caráter extraordinário, como a deslocação de agentes de outras regiões para operação manual dos semáforos, para ajudar na travessia de pedestres, e outras mais, a gerar despesas também extraordinárias. Nada mais justo e correto, pois, que a empresa que promove o evento arque com elas. O Colegiado de origem, a partir da análise da Lei Municipal n 14.072/05, concluiu pela legalidade da cobrança realizada pela parte agravada. Somente pelo exame da legislação mencionada poder-se-ia chegar à conclusão diversa, o que é vedado em sede extraordinária. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866444. Supremo Tribunal Federal ARE 842080 AGR / SP para a realização do evento em "via aberta à circulação, ou em locais fechados cujos reflexos possam perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança", não se confunde com as atividades específicas do Estado. […] Ora, o que se cobra à impetrante, como já se disse, não é taxa, mas sim preço pela prestação daqueles serviços extraordinários, indispensáveis à realização do evento em via aberta à circulação. A CET, para possibilitar a realização do evento organizado pela impetrante viu-se compelida à tomada de medidas de caráter extraordinário, como a deslocação de agentes de outras regiões para operação manual dos semáforos, para ajudar na travessia de pedestres, e outras mais, a gerar despesas também extraordinárias. Nada mais justo e correto, pois, que a empresa que promove o evento arque com elas. O Colegiado de origem, a partir da análise da Lei Municipal n 14.072/05, concluiu pela legalidade da cobrança realizada pela parte agravada. Somente pelo exame da legislação mencionada poder-se-ia chegar à conclusão diversa, o que é vedado em sede extraordinária. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CIE - COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO ADV.(A/S) : MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO - CET ADV.(A/S) : ELAINE GHERSEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894678 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842.080 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CIE - COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO ADV.(A/S) : MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO - CET ADV.(A/S) : ELAINE GHERSEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894678 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 842 . 080", "Verbete n 280 da Súmula", "Verbete n 280 da Súmula", "ARE 842080 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "inciso III do artigo 102 da Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 14 . 072", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 14 . 072", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal n 14 . 072 / 05", "inciso I do artigo 150 da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal n 14 . 072 / 05", "inciso I do artigo 150 da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "lei municipal n . 14 . 072 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "lei municipal n . 14 . 072 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal n 14 . 072 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal n 14 . 072 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "Município de São paulo", "SÃO PAULO", "Município de São paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CIE", "COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO", "COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO", "CET", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CIE", "COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO", "COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO", "CET", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CIE", "COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO", "COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO", "CET", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Companhia Interamericana de Comércio", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Companhia Interamericana de Comércio", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "CET", "CET", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "CET", "CET", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CET", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CET", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CIE", "COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO", "COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO", "CET", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CIE", "-", "COMPANHIA INTERAMERICANA DE COMERCIO", "COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO", "CET", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO", "ELAINE GHERSEL", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO", "ELAINE GHERSEL", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO", "ELAINE GHERSEL", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO", "ELAINE GHERSEL", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MÔNICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVÃO", "ELAINE GHERSEL", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "30 de outubro de 2014", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "30 de outubro de 2014", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CLEDSON JOSE NUNES ADV.(A/S) :FABIANO RODRIGUES COSTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS RECLAMAÇÃO – ATO IMPUGNADO – PARADIGMA – AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. Não havendo identidade material entre o ato impugnado e o paradigma evocado, impõe-se a negativa de seguimento à reclamação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental na reclamação, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528220. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CLEDSON JOSE NUNES ADV.(A/S) :FABIANO RODRIGUES COSTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações prestadas pelo assessor Dr. Vinicius de Andrade Prado: Em 27 de setembro de 2011, ao negar seguimento ao pedido formulado na reclamação, Vossa Excelência fez ver: RECLAMAÇÃO – INOBSERVÂNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO – DESCOMPASSO NA ARTICULAÇÃO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Cledson José Dias Nunes articula com o descumprimento do ato formalizado pelo Supremo na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462/TO, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia, pelo Conselho da Magistratura do Estado do Tocantins. Segundo narra, a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais ajuizou ação direta de inconstitucionalidade objetivando a declaração de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CLEDSON JOSE NUNES ADV.(A/S) :FABIANO RODRIGUES COSTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações prestadas pelo assessor Dr. Vinicius de Andrade Prado: Em 27 de setembro de 2011, ao negar seguimento ao pedido formulado na reclamação, Vossa Excelência fez ver: RECLAMAÇÃO – INOBSERVÂNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO – DESCOMPASSO NA ARTICULAÇÃO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Cledson José Dias Nunes articula com o descumprimento do ato formalizado pelo Supremo na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462/TO, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia, pelo Conselho da Magistratura do Estado do Tocantins. Segundo narra, a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais ajuizou ação direta de inconstitucionalidade objetivando a declaração de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RCL 12460 AGR / DF inconstitucionalidade de dispositivos da Lei de Organização Judiciária do Tocantins – Lei Complementar estadual nº 10/1996 – nos quais fixados critérios para a formação do quadro de antiguidade da magistratura do referido Estado. Conforme diz, a Associação sustentou a impossibilidade de lei estadual fixar critérios de desempate na disputa por cargos na carreira. Eis o preceito questionado: Art. 78. No mês de janeiro de cada ano, a Diretoria-Geral do Tribunal de Justiça organizará quadro de antigüidade dos desembargadores e dos juízes de direito, na entrância ou categoria, e na carreira, que prevalecerá para todos os efeitos legais. § 1º. Os critérios adotados para o desempate da antigüidade dos magistrados são, pela ordem, os seguintes: I - tempo de serviço na entrância; II - tempo de serviço como magistrado; III - tempo de serviço público no Estado; IV - tempo de serviço público em geral; V – idade. Esclarece que o Supremo deferiu a medida cautelar, na sessão de 29 de junho de 2011, para 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Supremo Tribunal Federal RCL 12460 AGR / DF inconstitucionalidade de dispositivos da Lei de Organização Judiciária do Tocantins – Lei Complementar estadual nº 10/1996 – nos quais fixados critérios para a formação do quadro de antiguidade da magistratura do referido Estado. Conforme diz, a Associação sustentou a impossibilidade de lei estadual fixar critérios de desempate na disputa por cargos na carreira. Eis o preceito questionado: Art. 78. No mês de janeiro de cada ano, a Diretoria-Geral do Tribunal de Justiça organizará quadro de antigüidade dos desembargadores e dos juízes de direito, na entrância ou categoria, e na carreira, que prevalecerá para todos os efeitos legais. § 1º. Os critérios adotados para o desempate da antigüidade dos magistrados são, pela ordem, os seguintes: I - tempo de serviço na entrância; II - tempo de serviço como magistrado; III - tempo de serviço público no Estado; IV - tempo de serviço público em geral; V – idade. Esclarece que o Supremo deferiu a medida cautelar, na sessão de 29 de junho de 2011, para 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 12460 AGR / DF suspender a eficácia dos incisos III e IV do § 1º do artigo 78 da Lei impugnada, assentando ainda caber exclusivamente à Lei Orgânica da Magistratura Nacional dispor sobre promoção, remoção e acesso de magistrados aos cargos. Assim, por ausência de previsão na referida Lei, o Estado não poderia utilizar, como critérios de desempate, o tempo de serviço público no Tocantins e o tempo de serviço público em geral, e apenas excepcionalmente a idade. Assevera que o órgão reclamado, em 8 de agosto, antes mesmo da publicação do voto condutor da decisão, divulgou o quadro de antiguidade dos magistrados tocantinenses, ignorando a antiguidade na carreira e utilizando a idade como primeiro e único critério de desempate de magistrados empossados na mesma data. Como resultado, embora tenha sido aprovado em primeiro lugar no certame, passou a ser o último da lista de antiguidade, considerados os magistrados admitidos no mesmo concurso. Aponta trecho do voto do Ministro Luiz Fux, em que expressamente consigna caber a observância da classificação no concurso como critério de desempate na antiguidade e só após a idade. Consoante diz, tratando-se de magistrados nomeados e empossados na mesma data, o desempate na carreira faz-se pela investidura, ou seja, pela ordem de classificação no concurso de ingresso da magistratura. Extrai tal interpretação do artigo 80, § 1º, inciso I, da Lei Orgânica da Magistratura e inciso II, § 1º, do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins. Menciona a decisão proferida no Mandado de Segurança nº 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Supremo Tribunal Federal RCL 12460 AGR / DF suspender a eficácia dos incisos III e IV do § 1º do artigo 78 da Lei impugnada, assentando ainda caber exclusivamente à Lei Orgânica da Magistratura Nacional dispor sobre promoção, remoção e acesso de magistrados aos cargos. Assim, por ausência de previsão na referida Lei, o Estado não poderia utilizar, como critérios de desempate, o tempo de serviço público no Tocantins e o tempo de serviço público em geral, e apenas excepcionalmente a idade. Assevera que o órgão reclamado, em 8 de agosto, antes mesmo da publicação do voto condutor da decisão, divulgou o quadro de antiguidade dos magistrados tocantinenses, ignorando a antiguidade na carreira e utilizando a idade como primeiro e único critério de desempate de magistrados empossados na mesma data. Como resultado, embora tenha sido aprovado em primeiro lugar no certame, passou a ser o último da lista de antiguidade, considerados os magistrados admitidos no mesmo concurso. Aponta trecho do voto do Ministro Luiz Fux, em que expressamente consigna caber a observância da classificação no concurso como critério de desempate na antiguidade e só após a idade. Consoante diz, tratando-se de magistrados nomeados e empossados na mesma data, o desempate na carreira faz-se pela investidura, ou seja, pela ordem de classificação no concurso de ingresso da magistratura. Extrai tal interpretação do artigo 80, § 1º, inciso I, da Lei Orgânica da Magistratura e inciso II, § 1º, do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins. Menciona a decisão proferida no Mandado de Segurança nº 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RCL 12460 AGR / DF 20.479-6/DF, relator Ministro Sydney Sanches, em que o Supremo reconheceu a primazia da ordem de classificação no concurso de ingresso como critério de desempate para fins de promoção. Afirma ser essa a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho Nacional de Justiça. Sob o ângulo do risco, alude à existência de processos de promoção e remoção em curso no Tribunal de Justiça na iminência de conclusão, o que trará inegáveis prejuízos à carreira. Anota estar inscrito nos referidos processos, de modo que sofrerá danos com a aplicação equivocada do que assentado pelo Supremo. Requer o deferimento de liminar para cassar o ato reclamado, por contrariedade ao pronunciamento do Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462/TO, determinando-se a imediata reelaboração do quadro de antiguidade de acordo com a decisão mencionada. Postula a juntada das notas taquigráficas da sessão de julgamento do acórdão paradigma. Pede, alfim, a cassação em definitivo do ato reclamado, inclusive fulminando-se as promoções e remoções que vierem a ser neste fundamentadas. Vossa Excelência projetou o exame da medida acauteladora para momento posterior à vinda das informações. Em 5 de setembro de 2011, o reclamante protocolou petição na qual noticiou que, em 1º de setembro de 2011, o Conselho da Magistratura julgou as impugnações apresentadas pelos magistrados postulantes às promoções para a 3ª entrância. Disse da possibilidade de as promoções ocorrerem antes de o Tribunal prestar as informações requeridas por 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Supremo Tribunal Federal RCL 12460 AGR / DF 20.479-6/DF, relator Ministro Sydney Sanches, em que o Supremo reconheceu a primazia da ordem de classificação no concurso de ingresso como critério de desempate para fins de promoção. Afirma ser essa a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho Nacional de Justiça. Sob o ângulo do risco, alude à existência de processos de promoção e remoção em curso no Tribunal de Justiça na iminência de conclusão, o que trará inegáveis prejuízos à carreira. Anota estar inscrito nos referidos processos, de modo que sofrerá danos com a aplicação equivocada do que assentado pelo Supremo. Requer o deferimento de liminar para cassar o ato reclamado, por contrariedade ao pronunciamento do Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462/TO, determinando-se a imediata reelaboração do quadro de antiguidade de acordo com a decisão mencionada. Postula a juntada das notas taquigráficas da sessão de julgamento do acórdão paradigma. Pede, alfim, a cassação em definitivo do ato reclamado, inclusive fulminando-se as promoções e remoções que vierem a ser neste fundamentadas. Vossa Excelência projetou o exame da medida acauteladora para momento posterior à vinda das informações. Em 5 de setembro de 2011, o reclamante protocolou petição na qual noticiou que, em 1º de setembro de 2011, o Conselho da Magistratura julgou as impugnações apresentadas pelos magistrados postulantes às promoções para a 3ª entrância. Disse da possibilidade de as promoções ocorrerem antes de o Tribunal prestar as informações requeridas por 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório RCL 12460 AGR / DF Vossa Excelência. Ante o fato novo, postula o exame imediato do pedido cautelar. Anoto ainda a inexistência de publicação do acórdão na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462/TO. O processo encontra-se concluso para apreciação do pedido liminar. 2. Observem o descompasso com o pronunciamento formalizado, no campo precário e efêmero da medida liminar, na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462/TO. O Tribunal suspendeu a eficácia dos critérios de desempate constantes dos incisos III e IV do § 1º do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins – Lei Complementar nº 10/1996. A articulação do reclamante diz respeito ao fato de haver-se adotado o critério “idade”, previsto no inciso V do aludido parágrafo, que não esteve em jogo quando da apreciação da mencionada ação direta. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido formulado. 4. Publiquem. O reclamante, em agravo regimental, reitera a ofensa ao decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462, porquanto o Órgão reclamado, por ato próprio, acabou por suspender a vigência do inciso II do § 1º do artigo 78 da Lei Complementar local nº 10/96 ao desconsiderar a classificação no concurso de ingresso na magistratura como critério de desempate. Segundo argumenta, a discussão não diz respeito ao uso do critério alusivo à idade, mas à inobservância do tempo como magistrado. Conforme destaca, a antiguidade na judicatura pressuporia a aferição da classificação no concurso 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Supremo Tribunal Federal RCL 12460 AGR / DF Vossa Excelência. Ante o fato novo, postula o exame imediato do pedido cautelar. Anoto ainda a inexistência de publicação do acórdão na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462/TO. O processo encontra-se concluso para apreciação do pedido liminar. 2. Observem o descompasso com o pronunciamento formalizado, no campo precário e efêmero da medida liminar, na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462/TO. O Tribunal suspendeu a eficácia dos critérios de desempate constantes dos incisos III e IV do § 1º do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins – Lei Complementar nº 10/1996. A articulação do reclamante diz respeito ao fato de haver-se adotado o critério “idade”, previsto no inciso V do aludido parágrafo, que não esteve em jogo quando da apreciação da mencionada ação direta. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido formulado. 4. Publiquem. O reclamante, em agravo regimental, reitera a ofensa ao decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462, porquanto o Órgão reclamado, por ato próprio, acabou por suspender a vigência do inciso II do § 1º do artigo 78 da Lei Complementar local nº 10/96 ao desconsiderar a classificação no concurso de ingresso na magistratura como critério de desempate. Segundo argumenta, a discussão não diz respeito ao uso do critério alusivo à idade, mas à inobservância do tempo como magistrado. Conforme destaca, a antiguidade na judicatura pressuporia a aferição da classificação no concurso 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Relatório RCL 12460 AGR / DF de ingresso na carreira, de modo a obstar a utilização do parâmetro etário como único elemento de desempate. Defende que a idade somente pode ser adotada como terceiro critério de desempate, após o tempo de entrância e de exercício da magistratura. Cita trechos dos votos proferidos na apreciação do paradigma. Evoca jurisprudência. O Tribunal de Justiça do Estado de Tocantins, em contraminuta, representado por Procurador do Estado, argui o acerto do pronunciamento agravado. Afirma não ter o Supremo aludido ao critério etário, presente o disposto no inciso V do § 1º do artigo 78 da Lei Complementar estadual nº 10/96. Assevera a integral observância do que decidido no paradigma. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Supremo Tribunal Federal RCL 12460 AGR / DF de ingresso na carreira, de modo a obstar a utilização do parâmetro etário como único elemento de desempate. Defende que a idade somente pode ser adotada como terceiro critério de desempate, após o tempo de entrância e de exercício da magistratura. Cita trechos dos votos proferidos na apreciação do paradigma. Evoca jurisprudência. O Tribunal de Justiça do Estado de Tocantins, em contraminuta, representado por Procurador do Estado, argui o acerto do pronunciamento agravado. Afirma não ter o Supremo aludido ao critério etário, presente o disposto no inciso V do § 1º do artigo 78 da Lei Complementar estadual nº 10/96. Assevera a integral observância do que decidido no paradigma. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia, foi apresentada no prazo legal. Conheço. É imprópria a irresignação. Consoante fiz ver na decisão atacada, não há identidade material entre a controvérsia versada no ato reclamado e o que assentado na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462. Neste precedente, o Supremo suspendeu a eficácia dos incisos III e IV do § 1º do artigo 78 da Lei Complementar nº 10/96, do Estado do Tocantins. Além de o Tribunal não ter apreciado a validade do inciso II, relativo ao tempo de exercício na magistratura, a leitura do pronunciamento reclamado revela a utilização do critério etário como fator de desempate, a evidenciar a ausência do arguido desrespeito. Reporto-me, então, ao que consignado no ato agravado: 2. Observem o descompasso com o pronunciamento formalizado, no campo precário e efêmero da medida liminar, na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462/TO. O Tribunal suspendeu a eficácia dos critérios de desempate constantes dos incisos III e IV do § 1º do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins – Lei Complementar nº 10/1996. A articulação do reclamante diz respeito ao fato de haver-se adotado o critério “idade”, previsto no inciso V do aludido parágrafo, que não esteve em jogo quando da apreciação da mencionada ação direta. Ante o quadro, desprovejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528222. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia, foi apresentada no prazo legal. Conheço. É imprópria a irresignação. Consoante fiz ver na decisão atacada, não há identidade material entre a controvérsia versada no ato reclamado e o que assentado na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462. Neste precedente, o Supremo suspendeu a eficácia dos incisos III e IV do § 1º do artigo 78 da Lei Complementar nº 10/96, do Estado do Tocantins. Além de o Tribunal não ter apreciado a validade do inciso II, relativo ao tempo de exercício na magistratura, a leitura do pronunciamento reclamado revela a utilização do critério etário como fator de desempate, a evidenciar a ausência do arguido desrespeito. Reporto-me, então, ao que consignado no ato agravado: 2. Observem o descompasso com o pronunciamento formalizado, no campo precário e efêmero da medida liminar, na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.462/TO. O Tribunal suspendeu a eficácia dos critérios de desempate constantes dos incisos III e IV do § 1º do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins – Lei Complementar nº 10/1996. A articulação do reclamante diz respeito ao fato de haver-se adotado o critério “idade”, previsto no inciso V do aludido parágrafo, que não esteve em jogo quando da apreciação da mencionada ação direta. Ante o quadro, desprovejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CLEDSON JOSE NUNES ADV.(A/S) : FABIANO RODRIGUES COSTA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695200 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CLEDSON JOSE NUNES ADV.(A/S) : FABIANO RODRIGUES COSTA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7718728
2014-12-16T00:00:00
2015-02-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
RECLAMAÇÃO – ATO IMPUGNADO – PARADIGMA – AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. Não havendo identidade material entre o ato impugnado e o paradigma evocado, impõe-se a negativa de seguimento à reclamação.
sjur291826
- Acórdão(s) citado(s): (LEI ESTADUAL, ALTERAÇÃO, CRITÉRIO DE DESEMPATE, MAGISTRATURA) ADI 4462 MC (TP). Número de páginas: 9. Análise: 08/06/2015, MAD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
12460
[ "LEG-EST LCP-000010 ANO-1996\n ART-00078 PAR-00001 INC-00003 INC-00004\n LEI COMPLEMENTAR, TO" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 12460 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLEDSON JOSE NUNES ADV.(A/S) : FABIANO RODRIGUES COSTA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CLEDSON JOSE NUNES ADV.(A/S) :FABIANO RODRIGUES COSTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS RECLAMAÇÃO – ATO IMPUGNADO – PARADIGMA – AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. Não havendo identidade material entre o ato impugnado e o paradigma evocado, impõe-se a negativa de seguimento à reclamação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental na reclamação, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528220. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CLEDSON JOSE NUNES ADV.(A/S) :FABIANO RODRIGUES COSTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações prestadas pelo assessor Dr. Vinicius de Andrade Prado: Em 27 de setembro de 2011, ao negar seguimento ao pedido formulado na reclamação, Vossa Excelência fez ver: RECLAMAÇÃO – INOBSERVÂNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO – DESCOMPASSO NA ARTICULAÇÃO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Cledson José Dias Nunes articula com o descumprimento do ato formalizado pelo Supremo na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462/TO, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia, pelo Conselho da Magistratura do Estado do Tocantins. Segundo narra, a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais ajuizou ação direta de inconstitucionalidade objetivando a declaração de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CLEDSON JOSE NUNES ADV.(A/S) :FABIANO RODRIGUES COSTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações prestadas pelo assessor Dr. Vinicius de Andrade Prado: Em 27 de setembro de 2011, ao negar seguimento ao pedido formulado na reclamação, Vossa Excelência fez ver: RECLAMAÇÃO – INOBSERVÂNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO – DESCOMPASSO NA ARTICULAÇÃO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Cledson José Dias Nunes articula com o descumprimento do ato formalizado pelo Supremo na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462/TO, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia, pelo Conselho da Magistratura do Estado do Tocantins. Segundo narra, a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais ajuizou ação direta de inconstitucionalidade objetivando a declaração de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RCL 12460 AGR / DF inconstitucionalidade de dispositivos da Lei de Organização Judiciária do Tocantins – Lei Complementar estadual n 10/1996 – nos quais fixados critérios para a formação do quadro de antiguidade da magistratura do referido Estado. Conforme diz, a Associação sustentou a impossibilidade de lei estadual fixar critérios de desempate na disputa por cargos na carreira. Eis o preceito questionado: Art. 78. No mês de janeiro de cada ano, a Diretoria-Geral do Tribunal de Justiça organizará quadro de antigüidade dos desembargadores e dos juízes de direito, na entrância ou categoria, e na carreira, que prevalecerá para todos os efeitos legais. § 1.... Os critérios adotados para o desempate da antigüidade dos magistrados são, pela ordem, os seguintes: I - tempo de serviço na entrância; II - tempo de serviço como magistrado; III - tempo de serviço público no Estado; IV - tempo de serviço público em geral; V – idade. Esclarece que o Supremo deferiu a medida cautelar, na sessão de 29 de junho de 2011, para 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Supremo Tribunal Federal RCL 12460 AGR / DF inconstitucionalidade de dispositivos da Lei de Organização Judiciária do Tocantins – Lei Complementar estadual n 10/1996 – nos quais fixados critérios para a formação do quadro de antiguidade da magistratura do referido Estado. Conforme diz, a Associação sustentou a impossibilidade de lei estadual fixar critérios de desempate na disputa por cargos na carreira. Eis o preceito questionado: Art. 78. No mês de janeiro de cada ano, a Diretoria-Geral do Tribunal de Justiça organizará quadro de antigüidade dos desembargadores e dos juízes de direito, na entrância ou categoria, e na carreira, que prevalecerá para todos os efeitos legais. § 1.... Os critérios adotados para o desempate da antigüidade dos magistrados são, pela ordem, os seguintes: I - tempo de serviço na entrância; II - tempo de serviço como magistrado; III - tempo de serviço público no Estado; IV - tempo de serviço público em geral; V – idade. Esclarece que o Supremo deferiu a medida cautelar, na sessão de 29 de junho de 2011, para 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 12460 AGR / DF suspender a eficácia dos incisos III e IV do § 1... do artigo 78 da Lei impugnada, assentando ainda caber exclusivamente à Lei Orgânica da Magistratura Nacional dispor sobre promoção, remoção e acesso de magistrados aos cargos. Assim, por ausência de previsão na referida Lei, o Estado não poderia utilizar, como critérios de desempate, o tempo de serviço público no Tocantins e o tempo de serviço público em geral, e apenas excepcionalmente a idade. Assevera que o órgão reclamado, em 8 de agosto, antes mesmo da publicação do voto condutor da decisão, divulgou o quadro de antiguidade dos magistrados tocantinenses, ignorando a antiguidade na carreira e utilizando a idade como primeiro e único critério de desempate de magistrados empossados na mesma data. Como resultado, embora tenha sido aprovado em primeiro lugar no certame, passou a ser o último da lista de antiguidade, considerados os magistrados admitidos no mesmo concurso. Aponta trecho do voto do Ministro Luiz Fux, em que expressamente consigna caber a observância da classificação no concurso como critério de desempate na antiguidade e só após a idade. Consoante diz, tratando-se de magistrados nomeados e empossados na mesma data, o desempate na carreira faz-se pela investidura, ou seja, pela ordem de classificação no concurso de ingresso da magistratura. Extrai tal interpretação do artigo 80, § 1..., inciso I, da Lei Orgânica da Magistratura e inciso II, § 1..., do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins. Menciona a decisão proferida no Mandado de Segurança n 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Supremo Tribunal Federal RCL 12460 AGR / DF suspender a eficácia dos incisos III e IV do § 1... do artigo 78 da Lei impugnada, assentando ainda caber exclusivamente à Lei Orgânica da Magistratura Nacional dispor sobre promoção, remoção e acesso de magistrados aos cargos. Assim, por ausência de previsão na referida Lei, o Estado não poderia utilizar, como critérios de desempate, o tempo de serviço público no Tocantins e o tempo de serviço público em geral, e apenas excepcionalmente a idade. Assevera que o órgão reclamado, em 8 de agosto, antes mesmo da publicação do voto condutor da decisão, divulgou o quadro de antiguidade dos magistrados tocantinenses, ignorando a antiguidade na carreira e utilizando a idade como primeiro e único critério de desempate de magistrados empossados na mesma data. Como resultado, embora tenha sido aprovado em primeiro lugar no certame, passou a ser o último da lista de antiguidade, considerados os magistrados admitidos no mesmo concurso. Aponta trecho do voto do Ministro Luiz Fux, em que expressamente consigna caber a observância da classificação no concurso como critério de desempate na antiguidade e só após a idade. Consoante diz, tratando-se de magistrados nomeados e empossados na mesma data, o desempate na carreira faz-se pela investidura, ou seja, pela ordem de classificação no concurso de ingresso da magistratura. Extrai tal interpretação do artigo 80, § 1..., inciso I, da Lei Orgânica da Magistratura e inciso II, § 1..., do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins. Menciona a decisão proferida no Mandado de Segurança n 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RCL 12460 AGR / DF 20.479-6/DF, relator Ministro Sydney Sanches, em que o Supremo reconheceu a primazia da ordem de classificação no concurso de ingresso como critério de desempate para fins de promoção. Afirma ser essa a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho Nacional de Justiça. Sob o ângulo do risco, alude à existência de processos de promoção e remoção em curso no Tribunal de Justiça na iminência de conclusão, o que trará inegáveis prejuízos à carreira. Anota estar inscrito nos referidos processos, de modo que sofrerá danos com a aplicação equivocada do que assentado pelo Supremo. Requer o deferimento de liminar para cassar o ato reclamado, por contrariedade ao pronunciamento do Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462/TO, determinando-se a imediata reelaboração do quadro de antiguidade de acordo com a decisão mencionada. Postula a juntada das notas taquigráficas da sessão de julgamento do acórdão paradigma. Pede, alfim, a cassação em definitivo do ato reclamado, inclusive fulminando-se as promoções e remoções que vierem a ser neste fundamentadas. Vossa Excelência projetou o exame da medida acauteladora para momento posterior à vinda das informações. Em 5 de setembro de 2011, o reclamante protocolou petição na qual noticiou que, em 1... de setembro de 2011, o Conselho da Magistratura julgou as impugnações apresentadas pelos magistrados postulantes às promoções para a 3... entrância. Disse da possibilidade de as promoções ocorrerem antes de o Tribunal prestar as informações requeridas por 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Supremo Tribunal Federal RCL 12460 AGR / DF 20.479-6/DF, relator Ministro Sydney Sanches, em que o Supremo reconheceu a primazia da ordem de classificação no concurso de ingresso como critério de desempate para fins de promoção. Afirma ser essa a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho Nacional de Justiça. Sob o ângulo do risco, alude à existência de processos de promoção e remoção em curso no Tribunal de Justiça na iminência de conclusão, o que trará inegáveis prejuízos à carreira. Anota estar inscrito nos referidos processos, de modo que sofrerá danos com a aplicação equivocada do que assentado pelo Supremo. Requer o deferimento de liminar para cassar o ato reclamado, por contrariedade ao pronunciamento do Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462/TO, determinando-se a imediata reelaboração do quadro de antiguidade de acordo com a decisão mencionada. Postula a juntada das notas taquigráficas da sessão de julgamento do acórdão paradigma. Pede, alfim, a cassação em definitivo do ato reclamado, inclusive fulminando-se as promoções e remoções que vierem a ser neste fundamentadas. Vossa Excelência projetou o exame da medida acauteladora para momento posterior à vinda das informações. Em 5 de setembro de 2011, o reclamante protocolou petição na qual noticiou que, em 1... de setembro de 2011, o Conselho da Magistratura julgou as impugnações apresentadas pelos magistrados postulantes às promoções para a 3... entrância. Disse da possibilidade de as promoções ocorrerem antes de o Tribunal prestar as informações requeridas por 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório RCL 12460 AGR / DF Vossa Excelência. Ante o fato novo, postula o exame imediato do pedido cautelar. Anoto ainda a inexistência de publicação do acórdão na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462/TO. O processo encontra-se concluso para apreciação do pedido liminar. 2. Observem o descompasso com o pronunciamento formalizado, no campo precário e efêmero da medida liminar, na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462/TO. O Tribunal suspendeu a eficácia dos critérios de desempate constantes dos incisos III e IV do § 1... do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins – Lei Complementar n 10/1996. A articulação do reclamante diz respeito ao fato de haver-se adotado o critério “idade”, previsto no inciso V do aludido parágrafo, que não esteve em jogo quando da apreciação da mencionada ação direta. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido formulado. 4. Publiquem. O reclamante, em agravo regimental, reitera a ofensa ao decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462, porquanto o Órgão reclamado, por ato próprio, acabou por suspender a vigência do inciso II do § 1... do artigo 78 da Lei Complementar local n 10/96 ao desconsiderar a classificação no concurso de ingresso na magistratura como critério de desempate. Segundo argumenta, a discussão não diz respeito ao uso do critério alusivo à idade, mas à inobservância do tempo como magistrado. Conforme destaca, a antiguidade na judicatura pressuporia a aferição da classificação no concurso 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Supremo Tribunal Federal RCL 12460 AGR / DF Vossa Excelência. Ante o fato novo, postula o exame imediato do pedido cautelar. Anoto ainda a inexistência de publicação do acórdão na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462/TO. O processo encontra-se concluso para apreciação do pedido liminar. 2. Observem o descompasso com o pronunciamento formalizado, no campo precário e efêmero da medida liminar, na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462/TO. O Tribunal suspendeu a eficácia dos critérios de desempate constantes dos incisos III e IV do § 1... do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins – Lei Complementar n 10/1996. A articulação do reclamante diz respeito ao fato de haver-se adotado o critério “idade”, previsto no inciso V do aludido parágrafo, que não esteve em jogo quando da apreciação da mencionada ação direta. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido formulado. 4. Publiquem. O reclamante, em agravo regimental, reitera a ofensa ao decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462, porquanto o Órgão reclamado, por ato próprio, acabou por suspender a vigência do inciso II do § 1... do artigo 78 da Lei Complementar local n 10/96 ao desconsiderar a classificação no concurso de ingresso na magistratura como critério de desempate. Segundo argumenta, a discussão não diz respeito ao uso do critério alusivo à idade, mas à inobservância do tempo como magistrado. Conforme destaca, a antiguidade na judicatura pressuporia a aferição da classificação no concurso 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Relatório RCL 12460 AGR / DF de ingresso na carreira, de modo a obstar a utilização do parâmetro etário como único elemento de desempate. Defende que a idade somente pode ser adotada como terceiro critério de desempate, após o tempo de entrância e de exercício da magistratura. Cita trechos dos votos proferidos na apreciação do paradigma. Evoca jurisprudência. O Tribunal de Justiça do Estado de Tocantins, em contraminuta, representado por Procurador do Estado, argui o acerto do pronunciamento agravado. Afirma não ter o Supremo aludido ao critério etário, presente o disposto no inciso V do § 1... do artigo 78 da Lei Complementar estadual n 10/96. Assevera a integral observância do que decidido no paradigma. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Supremo Tribunal Federal RCL 12460 AGR / DF de ingresso na carreira, de modo a obstar a utilização do parâmetro etário como único elemento de desempate. Defende que a idade somente pode ser adotada como terceiro critério de desempate, após o tempo de entrância e de exercício da magistratura. Cita trechos dos votos proferidos na apreciação do paradigma. Evoca jurisprudência. O Tribunal de Justiça do Estado de Tocantins, em contraminuta, representado por Procurador do Estado, argui o acerto do pronunciamento agravado. Afirma não ter o Supremo aludido ao critério etário, presente o disposto no inciso V do § 1... do artigo 78 da Lei Complementar estadual n 10/96. Assevera a integral observância do que decidido no paradigma. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia, foi apresentada no prazo legal. Conheço. É imprópria a irresignação. Consoante fiz ver na decisão atacada, não há identidade material entre a controvérsia versada no ato reclamado e o que assentado na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462. Neste precedente, o Supremo suspendeu a eficácia dos incisos III e IV do § 1... do artigo 78 da Lei Complementar n 10/96, do Estado do Tocantins. Além de o Tribunal não ter apreciado a validade do inciso II, relativo ao tempo de exercício na magistratura, a leitura do pronunciamento reclamado revela a utilização do critério etário como fator de desempate, a evidenciar a ausência do arguido desrespeito. Reporto-me, então, ao que consignado no ato agravado: 2. Observem o descompasso com o pronunciamento formalizado, no campo precário e efêmero da medida liminar, na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462/TO. O Tribunal suspendeu a eficácia dos critérios de desempate constantes dos incisos III e IV do § 1... do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins – Lei Complementar n 10/1996. A articulação do reclamante diz respeito ao fato de haver-se adotado o critério “idade”, previsto no inciso V do aludido parágrafo, que não esteve em jogo quando da apreciação da mencionada ação direta. Ante o quadro, desprovejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528222. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia, foi apresentada no prazo legal. Conheço. É imprópria a irresignação. Consoante fiz ver na decisão atacada, não há identidade material entre a controvérsia versada no ato reclamado e o que assentado na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462. Neste precedente, o Supremo suspendeu a eficácia dos incisos III e IV do § 1... do artigo 78 da Lei Complementar n 10/96, do Estado do Tocantins. Além de o Tribunal não ter apreciado a validade do inciso II, relativo ao tempo de exercício na magistratura, a leitura do pronunciamento reclamado revela a utilização do critério etário como fator de desempate, a evidenciar a ausência do arguido desrespeito. Reporto-me, então, ao que consignado no ato agravado: 2. Observem o descompasso com o pronunciamento formalizado, no campo precário e efêmero da medida liminar, na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.462/TO. O Tribunal suspendeu a eficácia dos critérios de desempate constantes dos incisos III e IV do § 1... do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins – Lei Complementar n 10/1996. A articulação do reclamante diz respeito ao fato de haver-se adotado o critério “idade”, previsto no inciso V do aludido parágrafo, que não esteve em jogo quando da apreciação da mencionada ação direta. Ante o quadro, desprovejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7528222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CLEDSON JOSE NUNES ADV.(A/S) : FABIANO RODRIGUES COSTA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695200 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.460 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CLEDSON JOSE NUNES ADV.(A/S) : FABIANO RODRIGUES COSTA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 12 . 460", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462 / TO", "RECLAMAÇÃO", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462 / TO", "RCL 12460 AGR / DF", "RCL 12460", "RCL 12460", "RCL 12460 AGR / DF 20 . 479 - 6 /", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462 / TO", "RCL 12460", "AGR", "/", "DF", "479", "-", "6", "/", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462 / TO", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462 / TO", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462 / TO", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462 / TO", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462 / TO", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462", "RECLAMAÇÃO 12 . 460", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462 / TO", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 462 / TO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Organização Judiciária do Tocantins", "Lei Complementar estadual n 10 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Organização Judiciária do Tocantins", "Lei Complementar estadual n 10 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "artigo 80 , § 1 . . . , inciso I , da Lei Orgânica da Magistratura", "inciso II , § 1 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "artigo 80 , § 1 .", "inciso II , § 1 . . . , do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos III e IV do § 1 . . . do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins", "Lei Complementar n 10 / 1996", "inciso II do § 1 . . . do artigo 78 da Lei Complementar local n 10 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins", "Lei Complementar n 10 / 1996", "artigo 78 da Lei Complementar local n 10 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso V do § 1 . . . do artigo 78 da Lei Complementar estadual n 10 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso V do § 1 . . . do artigo 78 da Lei Complementar estadual n 10 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos III e IV do § 1 . . . do artigo 78 da Lei Complementar", "incisos III e IV do § 1 . . . do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins", "Lei Complementar n 10 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos", "incisos III e IV do § 1 . . . do artigo 78 da Lei de Organização Judiciária do Tocantins", "Lei Complementar n 10 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Tocantins", "Tocantins", "DISTRITO FEDERAL", "Estado do Tocantins", "DISTRITO FEDERAL", "Estado do Tocantins", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS", "Supremo", "Conselho da Magistratura do Estado do Tocantins", "Associação Nacional dos Magistrados Estaduais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS", "Supremo", "Conselho da Magistratura do Estado do Tocantins", "Associação Nacional dos Magistrados Estaduais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Diretoria", "-", "Geral do Tribunal de Justiça", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Diretoria", "-", "Geral do", "Tribunal de Justiça", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "AGR", "/", "DF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo", "Conselho da Magistratura", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo", "Supremo", "Conselho da Magistratura", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de Tocantins", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Tribunal de Justiça do Estado de Tocantins", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "CLEDSON JOSE NUNES", "FABIANO RODRIGUES COSTA", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CLEDSON JOSE NUNES", "FABIANO RODRIGUES COSTA", "MARCO AURÉLIO", "Vinicius de Andrade Prado", "Cledson José Dias Nunes", "Cármen Lúcia", "MARCO AURÉLIO", "CLEDSON JOSE NUNES", "FABIANO RODRIGUES COSTA", "MARCO AURÉLIO", "Vinicius de Andrade Prado", "Cledson José Dias Nunes", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Sydney Sanches", "Sydney Sanches", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CLEDSON JOSE NUNES", "FABIANO RODRIGUES COSTA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "CLEDSON JOSE NUNES", "FABIANO RODRIGUES COSTA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "16", "/", "12", "/", "2014", "16 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "27 de setembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "27 de setembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de cada ano", "29 de junho de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de cada ano", "29 de junho de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de agosto", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de agosto", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de setembro de 2011", "1", ".", ". . de setembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de setembro de 2011", "1", ".", ". . de setembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :FACULDADE DE NATAL - FAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL - FIES. ADESÃO AO FGEDUC. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicada (Lei nº 10.260/2001) e do contrato celebrado entre as partes, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 454/STF. Precedentes. O Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de questão constitucional da controvérsia debatida nos autos (Tema 785). Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Ausente, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597620. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 822451 AGR / RN justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597620. Supremo Tribunal Federal ARE 822451 AGR / RN justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Ementa 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :FACULDADE DE NATAL - FAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL - FIES. ADESÃO AO FGEDUC. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicada (Lei nº 10.260/2001) e do contrato celebrado entre as partes, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 454/STF. Precedentes. O Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de questão constitucional da controvérsia debatida nos autos (Tema 785). Agravo regimental a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597609. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :FACULDADE DE NATAL - FAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL - FIES. ADESÃO AO FGEDUC. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicada (Lei nº 10.260/2001) e do contrato celebrado entre as partes, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 454/STF. Precedentes. O Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de questão constitucional da controvérsia debatida nos autos (Tema 785). Agravo regimental a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :FACULDADE DE NATAL - FAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Cuida-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu de agravo e negou seguimento a recurso extraordinário, tendo em vista que se trata de questão infraconstitucional e que incidem, na espécie, as Súmulas 454 e 636/STF (art. 544, § 4º, II, b, do CPC). 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597621. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :FACULDADE DE NATAL - FAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Cuida-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu de agravo e negou seguimento a recurso extraordinário, tendo em vista que se trata de questão infraconstitucional e que incidem, na espécie, as Súmulas 454 e 636/STF (art. 544, § 4º, II, b, do CPC). 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no qual se discutiu a possibilidade de aditamento do contrato firmado no âmbito do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES), a fim de que fosse oportunizada à parte ora recorrida a adesão posterior ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC). ‘O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente sustenta violação aos arts. 2º; 5º, caput , I, XXXV, XXXVI e LXXVI; 37, caput ; 93, IX; 205; 206, I e 208, V, da Constituição. Aduz que a decisão recorrida, ao considerar possível a adesão ao FGEDUC, posteriormente à celebração do contrato, atentou contra os princípios da separação de Poderes, da legalidade, da isonomia, bem como o ato jurídico, a coisa julgada e o direito à educação. Alega que a garantia pelo FGEDUC é um pacto financeiro que deve ser feito por aqueles que preenchem os requisitos na ocasião da contratação.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no qual se discutiu a possibilidade de aditamento do contrato firmado no âmbito do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES), a fim de que fosse oportunizada à parte ora recorrida a adesão posterior ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC). ‘O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente sustenta violação aos arts. 2º; 5º, caput , I, XXXV, XXXVI e LXXVI; 37, caput ; 93, IX; 205; 206, I e 208, V, da Constituição. Aduz que a decisão recorrida, ao considerar possível a adesão ao FGEDUC, posteriormente à celebração do contrato, atentou contra os princípios da separação de Poderes, da legalidade, da isonomia, bem como o ato jurídico, a coisa julgada e o direito à educação. Alega que a garantia pelo FGEDUC é um pacto financeiro que deve ser feito por aqueles que preenchem os requisitos na ocasião da contratação.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822451 AGR / RN O recurso extraordinário é inadmissível. Em primeiro lugar, quanto às supostas violações aos arts. 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição, incide a jurisprudência do Plenário deste Tribunal no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Em segundo lugar, incide a jurisprudência do Plenário deste Tribunal no sentido de que as questões relativas ao cerceamento do direito de defesa e dos limites da coisa julgada restringem-se ao âmbito infraconstitucional. Nesse sentido, reconhecendo a ausência de repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Supremo Tribunal Federal ARE 822451 AGR / RN O recurso extraordinário é inadmissível. Em primeiro lugar, quanto às supostas violações aos arts. 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição, incide a jurisprudência do Plenário deste Tribunal no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Em segundo lugar, incide a jurisprudência do Plenário deste Tribunal no sentido de que as questões relativas ao cerceamento do direito de defesa e dos limites da coisa julgada restringem-se ao âmbito infraconstitucional. Nesse sentido, reconhecendo a ausência de repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822451 AGR / RN análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Em terceiro lugar, nota-se que o Tribunal de origem entendeu que a parte recorrida atendeu aos requisitos legais e contratuais para aderir ao FGEDUC. Para dissentir dessa conclusão, demandaria a análise da norma infraconstitucional pertinente (Lei nº 10.260/2001), providência que não tem lugar neste momento processual. Ademais, para chegar ao entendimento pretendido pela parte recorrente, de que somente é possível a opção pelo FGEDUC no momento da adesão ao SisFIES, seria necessário o exame de cláusulas contratuais. Tal análise, contudo, não tem lugar em sede de apelo extremo. Incide, pois, a Súmula 454/STF: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.’ Nessa linha, veja-se a ementa do RE 509.343-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Dias Toffoli: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Alegada violação às normas dos arts. 1º, inciso III, 3º, inciso III, 5º, inciso LIV, 206, inciso I e 208, inciso V, da Constituição Federal. Ofensa meramente reflexa, a não ensejar a interposição de recurso extraordinário. 1. Não há que se falar em ofensa direta ao texto constitucional se, para sua constatação, faz-se necessária a análise da norma infraconstitucional em que fundamentada a decisão regional. 2. Jurisprudência pacífica deste Supremo Tribunal Federal a respeito do tema. 3. Agravo regimental não provido.’ Em quarto lugar, quanto à suposta violação ao art. 2º da Constituição, é firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que o regular exercício da função 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Supremo Tribunal Federal ARE 822451 AGR / RN análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Em terceiro lugar, nota-se que o Tribunal de origem entendeu que a parte recorrida atendeu aos requisitos legais e contratuais para aderir ao FGEDUC. Para dissentir dessa conclusão, demandaria a análise da norma infraconstitucional pertinente (Lei nº 10.260/2001), providência que não tem lugar neste momento processual. Ademais, para chegar ao entendimento pretendido pela parte recorrente, de que somente é possível a opção pelo FGEDUC no momento da adesão ao SisFIES, seria necessário o exame de cláusulas contratuais. Tal análise, contudo, não tem lugar em sede de apelo extremo. Incide, pois, a Súmula 454/STF: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.’ Nessa linha, veja-se a ementa do RE 509.343-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Dias Toffoli: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Alegada violação às normas dos arts. 1º, inciso III, 3º, inciso III, 5º, inciso LIV, 206, inciso I e 208, inciso V, da Constituição Federal. Ofensa meramente reflexa, a não ensejar a interposição de recurso extraordinário. 1. Não há que se falar em ofensa direta ao texto constitucional se, para sua constatação, faz-se necessária a análise da norma infraconstitucional em que fundamentada a decisão regional. 2. Jurisprudência pacífica deste Supremo Tribunal Federal a respeito do tema. 3. Agravo regimental não provido.’ Em quarto lugar, quanto à suposta violação ao art. 2º da Constituição, é firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que o regular exercício da função 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822451 AGR / RN jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos poderes (MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello). Por fim, em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode questionar nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da Súmula 636/STF: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Nesse mesmo sentido: ARE 826.376, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e ARE 816.300 , Rel. Min. Ricardo Lewandowski. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. No mesmo sentido, vejam-se precedentes de ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL - FIES. EXIGIBILIDADE DE FIANÇA. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.01.2014. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais demanda, em primeiro plano, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Supremo Tribunal Federal ARE 822451 AGR / RN jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos poderes (MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello). Por fim, em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode questionar nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da Súmula 636/STF: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Nesse mesmo sentido: ARE 826.376, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e ARE 816.300 , Rel. Min. Ricardo Lewandowski. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. No mesmo sentido, vejam-se precedentes de ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL - FIES. EXIGIBILIDADE DE FIANÇA. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.01.2014. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais demanda, em primeiro plano, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822451 AGR / RN interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. A verificação da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demanda prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/STF. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 815.961-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma) “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL. EXIGÊNCIA DE FIADOR. LEI Nº 10.260/2001. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.5.2011. O exame da alegada ofensa aos arts. 5º, LIV, e 37, caput, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Divergir do entendimento do acórdão recorrido no tocante à questão referente à exigência de fiador, e dos critérios comprobatórios da sua idoneidade, para celebração de contrato de financiamento estudantil vinculado ao FIES exigiria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido”. (ARE 742.367-AgR/RS, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Supremo Tribunal Federal ARE 822451 AGR / RN interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. A verificação da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demanda prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/STF. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 815.961-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma) “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL. EXIGÊNCIA DE FIADOR. LEI Nº 10.260/2001. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.5.2011. O exame da alegada ofensa aos arts. 5º, LIV, e 37, caput, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Divergir do entendimento do acórdão recorrido no tocante à questão referente à exigência de fiador, e dos critérios comprobatórios da sua idoneidade, para celebração de contrato de financiamento estudantil vinculado ao FIES exigiria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido”. (ARE 742.367-AgR/RS, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822451 AGR / RN “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL – FIES. EXIGÊNCIA DE FIADOR PARA A IMPLEMENTAÇÃO CONTRATUAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 827.604-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, Segunda Turma) 3. Ressalta-se que, em recente julgamento do ARE 849.328- RG, sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, o Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de questão constitucional da controvérsia sobre a “possibilidade de adesão ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC) após a formalização de contrato de financiamento estudantil com o FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior)” (Tema 785). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Supremo Tribunal Federal ARE 822451 AGR / RN “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL – FIES. EXIGÊNCIA DE FIADOR PARA A IMPLEMENTAÇÃO CONTRATUAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 827.604-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, Segunda Turma) 3. Ressalta-se que, em recente julgamento do ARE 849.328- RG, sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, o Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de questão constitucional da controvérsia sobre a “possibilidade de adesão ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC) após a formalização de contrato de financiamento estudantil com o FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior)” (Tema 785). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : FACULDADE DE NATAL - FAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695296 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : FACULDADE DE NATAL - FAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7719087
2014-12-16T00:00:00
2015-02-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL - FIES. ADESÃO AO FGEDUC. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicada (Lei nº 10.260/2001) e do contrato celebrado entre as partes, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 454/STF. Precedentes. O Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de questão constitucional da controvérsia debatida nos autos (Tema 785). Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur291841
- Acórdão(s) citado(s): (FINANCIAMENTO ESTUDANTIL) ARE 742367 AgR (1ªT), ARE 815961 AgR (1ªT), ARE 849328 RG. Número de páginas: 11. Análise: 23/02/2015, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
822451
[ "LEG-FED LEI-010260 ANO-2001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 822451 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : FACULDADE DE NATAL - FAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :FACULDADE DE NATAL - FAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL - FIES. ADESÃO AO FGEDUC. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicada (Lei n 10.260/2001) e do contrato celebrado entre as partes, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. O Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de questão constitucional da controvérsia debatida nos autos (Tema 785). Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Ausente, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597620. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 822451 AGR / RN justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597620. Supremo Tribunal Federal ARE 822451 AGR / RN justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Ementa 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :FACULDADE DE NATAL - FAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL - FIES. ADESÃO AO FGEDUC. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicada (Lei n 10.260/2001) e do contrato celebrado entre as partes, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. O Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de questão constitucional da controvérsia debatida nos autos (Tema 785). Agravo regimental a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597609. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :FACULDADE DE NATAL - FAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL - FIES. ADESÃO AO FGEDUC. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicada (Lei n 10.260/2001) e do contrato celebrado entre as partes, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. O Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de questão constitucional da controvérsia debatida nos autos (Tema 785). Agravo regimental a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :FACULDADE DE NATAL - FAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Cuida-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu de agravo e negou seguimento a recurso extraordinário, tendo em vista que se trata de questão infraconstitucional e que incidem, na espécie, as Súmulas 454 e 636/Supremo Tribunal Federal (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil). 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597621. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :FACULDADE DE NATAL - FAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Cuida-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu de agravo e negou seguimento a recurso extraordinário, tendo em vista que se trata de questão infraconstitucional e que incidem, na espécie, as Súmulas 454 e 636/Supremo Tribunal Federal (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil). 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597621. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 5... Região, no qual se discutiu a possibilidade de aditamento do contrato firmado no âmbito do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES), a fim de que fosse oportunizada à parte ora recorrida a adesão posterior ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC). ‘O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente sustenta violação aos arts. 2...; 5..., caput , I, XXXV, XXXVI e LXXVI; 37, caput ; 93, IX; 205; 206, I e 208, V, da Constituição. Aduz que a decisão recorrida, ao considerar possível a adesão ao FGEDUC, posteriormente à celebração do contrato, atentou contra os princípios da separação de Poderes, da legalidade, da isonomia, bem como o ato jurídico, a coisa julgada e o direito à educação. Alega que a garantia pelo FGEDUC é um pacto financeiro que deve ser feito por aqueles que preenchem os requisitos na ocasião da contratação.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 5... Região, no qual se discutiu a possibilidade de aditamento do contrato firmado no âmbito do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES), a fim de que fosse oportunizada à parte ora recorrida a adesão posterior ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC). ‘O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente sustenta violação aos arts. 2...; 5..., caput , I, XXXV, XXXVI e LXXVI; 37, caput ; 93, IX; 205; 206, I e 208, V, da Constituição. Aduz que a decisão recorrida, ao considerar possível a adesão ao FGEDUC, posteriormente à celebração do contrato, atentou contra os princípios da separação de Poderes, da legalidade, da isonomia, bem como o ato jurídico, a coisa julgada e o direito à educação. Alega que a garantia pelo FGEDUC é um pacto financeiro que deve ser feito por aqueles que preenchem os requisitos na ocasião da contratação.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822451 AGR / RN O recurso extraordinário é inadmissível. Em primeiro lugar, quanto às supostas violações aos arts. 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição, incide a jurisprudência do Plenário deste Tribunal no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Em segundo lugar, incide a jurisprudência do Plenário deste Tribunal no sentido de que as questões relativas ao cerceamento do direito de defesa e dos limites da coisa julgada restringem-se ao âmbito infraconstitucional. Nesse sentido, reconhecendo a ausência de repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Supremo Tribunal Federal ARE 822451 AGR / RN O recurso extraordinário é inadmissível. Em primeiro lugar, quanto às supostas violações aos arts. 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição, incide a jurisprudência do Plenário deste Tribunal no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Em segundo lugar, incide a jurisprudência do Plenário deste Tribunal no sentido de que as questões relativas ao cerceamento do direito de defesa e dos limites da coisa julgada restringem-se ao âmbito infraconstitucional. Nesse sentido, reconhecendo a ausência de repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822451 AGR / RN análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Em terceiro lugar, nota-se que o Tribunal de origem entendeu que a parte recorrida atendeu aos requisitos legais e contratuais para aderir ao FGEDUC. Para dissentir dessa conclusão, demandaria a análise da norma infraconstitucional pertinente (Lei n 10.260/2001), providência que não tem lugar neste momento processual. Ademais, para chegar ao entendimento pretendido pela parte recorrente, de que somente é possível a opção pelo FGEDUC no momento da adesão ao SisFIES, seria necessário o exame de cláusulas contratuais. Tal análise, contudo, não tem lugar em sede de apelo extremo. Incide, pois, a Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.’ Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 509.343-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Dias Toffoli: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Alegada violação às normas dos arts. 1..., inciso III, 3..., inciso III, 5..., inciso LIV, 206, inciso I e 208, inciso V, da Constituição Federal. Ofensa meramente reflexa, a não ensejar a interposição de recurso extraordinário. 1. Não há que se falar em ofensa direta ao texto constitucional se, para sua constatação, faz-se necessária a análise da norma infraconstitucional em que fundamentada a decisão regional. 2. Jurisprudência pacífica deste Supremo Tribunal Federal a respeito do tema. 3. Agravo regimental não provido.’ Em quarto lugar, quanto à suposta violação ao art. 2... da Constituição, é firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que o regular exercício da função 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Supremo Tribunal Federal ARE 822451 AGR / RN análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Em terceiro lugar, nota-se que o Tribunal de origem entendeu que a parte recorrida atendeu aos requisitos legais e contratuais para aderir ao FGEDUC. Para dissentir dessa conclusão, demandaria a análise da norma infraconstitucional pertinente (Lei n 10.260/2001), providência que não tem lugar neste momento processual. Ademais, para chegar ao entendimento pretendido pela parte recorrente, de que somente é possível a opção pelo FGEDUC no momento da adesão ao SisFIES, seria necessário o exame de cláusulas contratuais. Tal análise, contudo, não tem lugar em sede de apelo extremo. Incide, pois, a Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário.’ Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 509.343-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Dias Toffoli: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Alegada violação às normas dos arts. 1..., inciso III, 3..., inciso III, 5..., inciso LIV, 206, inciso I e 208, inciso V, da Constituição Federal. Ofensa meramente reflexa, a não ensejar a interposição de recurso extraordinário. 1. Não há que se falar em ofensa direta ao texto constitucional se, para sua constatação, faz-se necessária a análise da norma infraconstitucional em que fundamentada a decisão regional. 2. Jurisprudência pacífica deste Supremo Tribunal Federal a respeito do tema. 3. Agravo regimental não provido.’ Em quarto lugar, quanto à suposta violação ao art. 2... da Constituição, é firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que o regular exercício da função 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822451 AGR / RN jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos poderes (MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello). Por fim, em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode questionar nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Nesse mesmo sentido: ARE 826.376, Rel. Min. Cármen Lúcia; e ARE 816.300 , Rel. Min. Ricardo Lewandowski. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. No mesmo sentido, vejam-se precedentes de ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL - FIES. EXIGIBILIDADE DE FIANÇA. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.01.2014. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais demanda, em primeiro plano, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Supremo Tribunal Federal ARE 822451 AGR / RN jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos poderes (MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello). Por fim, em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode questionar nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Nesse mesmo sentido: ARE 826.376, Rel. Min. Cármen Lúcia; e ARE 816.300 , Rel. Min. Ricardo Lewandowski. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. No mesmo sentido, vejam-se precedentes de ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL - FIES. EXIGIBILIDADE DE FIANÇA. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.01.2014. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais demanda, em primeiro plano, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822451 AGR / RN interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. A verificação da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demanda prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 815.961-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma) “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL. EXIGÊNCIA DE FIADOR. LEI n 10.260/2001. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.5.2011. O exame da alegada ofensa aos arts. 5..., LIV, e 37, caput, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Divergir do entendimento do acórdão recorrido no tocante à questão referente à exigência de fiador, e dos critérios comprobatórios da sua idoneidade, para celebração de contrato de financiamento estudantil vinculado ao FIES exigiria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido”. (ARE 742.367-AgR/RS, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Supremo Tribunal Federal ARE 822451 AGR / RN interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. A verificação da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demanda prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que é vedado a esta instância extraordinária, a teor da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 815.961-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma) “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL. EXIGÊNCIA DE FIADOR. LEI n 10.260/2001. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.5.2011. O exame da alegada ofensa aos arts. 5..., LIV, e 37, caput, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Divergir do entendimento do acórdão recorrido no tocante à questão referente à exigência de fiador, e dos critérios comprobatórios da sua idoneidade, para celebração de contrato de financiamento estudantil vinculado ao FIES exigiria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido”. (ARE 742.367-AgR/RS, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822451 AGR / RN “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL – FIES. EXIGÊNCIA DE FIADOR PARA A IMPLEMENTAÇÃO CONTRATUAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 827.604-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma) 3. Ressalta-se que, em recente julgamento do ARE 849.328- RG, sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, o Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de questão constitucional da controvérsia sobre a “possibilidade de adesão ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC) após a formalização de contrato de financiamento estudantil com o FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior)” (Tema 785). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Supremo Tribunal Federal ARE 822451 AGR / RN “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL – FIES. EXIGÊNCIA DE FIADOR PARA A IMPLEMENTAÇÃO CONTRATUAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 827.604-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma) 3. Ressalta-se que, em recente julgamento do ARE 849.328- RG, sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, o Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de questão constitucional da controvérsia sobre a “possibilidade de adesão ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC) após a formalização de contrato de financiamento estudantil com o FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior)” (Tema 785). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7597632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : FACULDADE DE NATAL - FAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695296 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.451 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : JEANE VIEIRA DE PAIVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : FACULDADE DE NATAL - FAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822 . 451", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 822451 AGR / RN", "ARE 822451 AGR / RN", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo", "Súmulas 454", "Súmulas 454", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AI 748 . 371 - RG", "ARE 822451", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AI 748 . 371 - RG", "ARE 822451 AGR / RN", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 509 . 343 - AgR", "ARE 822451 AGR / RN", "Súmula 454 / Supremo", "Recurso Extraordinário 509 . 343 - AgR", "ARE 822451 AGR / RN", "MS 23 . 452", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 826 . 376", "ARE 816 . 300", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 822451", "MS 23 . 452", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 826 . 376", "ARE 816 . 300", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 822451 AGR / RN", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 815 . 961 - AgR", "ARE 742 . 367 - AgR / RS", "ARE 822451 AGR / RN", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 815 . 961 - AgR", "ARE 742 . 367 - AgR / RS", "ARE 822451 AGR / RN", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "ARE 827 . 604 - AgR", "ARE 849 . 328 - RG", "ARE 822451 AGR / RN", "ARE 827 . 604 - AgR", "ARE 849 . 328 - RG" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 10 . 260 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 10 . 260 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 10 . 260 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV e LV , e 93 , IX , da Constituição", "Código de Processo Civil , art . 544 , § §", "incisos XXXV e LX do art . 5 . . .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV e LV , e 93 , IX , da Constituição", "Código de Processo Civil , art . 544 , § §", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 10 . 260 / 2001", "arts . 1 . . . , inciso III , 3 . . . , inciso III , 5 . . . , inciso LIV , 206 , inciso I e 208 , inciso V , da Constituição Federal", "art . 2 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 10 . 260 / 2001", "arts . 1 . . . , inciso III , 3 . . . , inciso III , 5 . . . , inciso LIV , 206 , inciso I e 208 , inciso V , da Constituição Federal", "art . 2 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "LEI n 10 . 260 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "arts . 5 . . . , LIV , e 37 , caput , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "LEI n 10 . 260 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "arts . 5 .", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO", "FNDE", "BANCO DO BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO", "FNDE", "BANCO DO BRASIL S / A", "FGEDUC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO", "FNDE", "BANCO DO BRASIL S / A", "FACULDADE DE NATAL", "FAL", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO", "FNDE", "BANCO DO BRASIL S / A", "FACULDADE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO", "FNDE", "BANCO DO BRASIL S / A", "FACULDADE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Fundo de", "FIES", "FGEDUC", "FGEDUC", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Fundo", "FIES", "FGEDUC", "FGEDUC", "FGEDUC", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SisFIES", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SisFIES", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo", "FGEDUC", "FIES", "Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "FGEDUC", "FIES", "Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO", "FNDE", "BANCO DO BRASIL S / A", "FACULDADE DE", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO", "FNDE", "BANCO DO BRASIL S / A", "FACULDADE DE NATAL", "FAL", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "JEANE VIEIRA DE PAIVA", "MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA", "FACULDADE", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JEANE VIEIRA DE PAIVA", "MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA", "ROBERTO BARROSO", "JEANE VIEIRA DE PAIVA", "MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA", "ROBERTO BARROSO", "JEANE VIEIRA DE PAIVA", "MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JEANE VIEIRA DE PAIVA", "MARIA AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "JEANE VIEIRA DE PAIVA", "AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "JEANE VIEIRA DE PAIVA", "MARIA", "AMÉLIA CASSIANA MASTROROSA VIANNA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "01", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "01", ".", "2014", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TUBARÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TUBARÃO AGDO.(A/S) :BRADESCO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADV.(A/S) :RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. DEPÓSITO JUDICIAL. GARANTIA. LEVANTAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. OBSERVÂNCIA DO REGIME DE PRECATÓRIOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282/STF. ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Súmula 282 do STF. 2. O Tribunal de origem assentou que o levantamento do numerário dado em garantia foi indevido, uma vez que não havia ocorrido o trânsito em julgado, em evidente contrariedade às disposições legais do modelo de execução fiscal. Matéria infraconstitucional. Súmula 279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889440. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RE 778790 AGR / SC Brasília, 14 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889440. Supremo Tribunal Federal RE 778790 AGR / SC Brasília, 14 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889440. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TUBARÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TUBARÃO AGDO.(A/S) :BRADESCO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADV.(A/S) :RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática proferida pelo Ministro Dias Toffoli, meu antecessor na relatoria do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “Município de Tubarão interpõe recurso extraordinário contra acórdão da Terceira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL - LEVANTAMENTO DA QUANTIA DADA EM GARANTIA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO DOS EMBARGOS - DESCABIMENTO - INAPLICABILIDADE DO REGIME DE PRECATÓRIOS. Em se tratando de depósito em dinheiro, o levantamento da quantia dada em garantia, em sede de execução fiscal, fica condicionado ao trânsito em julgado da decisão de embargos, a teor do expressamente previsto no art. 32, § 2º, da Lei n. 6.830/80. Caso levantado prematuramente pela Fazenda o valor Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TUBARÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TUBARÃO AGDO.(A/S) :BRADESCO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADV.(A/S) :RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática proferida pelo Ministro Dias Toffoli, meu antecessor na relatoria do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “Município de Tubarão interpõe recurso extraordinário contra acórdão da Terceira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL - LEVANTAMENTO DA QUANTIA DADA EM GARANTIA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO DOS EMBARGOS - DESCABIMENTO - INAPLICABILIDADE DO REGIME DE PRECATÓRIOS. Em se tratando de depósito em dinheiro, o levantamento da quantia dada em garantia, em sede de execução fiscal, fica condicionado ao trânsito em julgado da decisão de embargos, a teor do expressamente previsto no art. 32, § 2º, da Lei n. 6.830/80. Caso levantado prematuramente pela Fazenda o valor Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 778790 AGR / SC depositado, nada impede que, uma vez julgados procedentes os embargos, seja determinada a imediata devolução do numerário, sendo descabida a sua submissão ao regime de precatórios." Oposto embargos de declaração, foram desprovidos. No recurso extraordinário sustenta-se afronta aos artigos 2º, 100 e 167, inciso II, da Constituição Federal. O Superior Tribunal de Justiça, em decisão transitada em julgado, negou seguimento ao recurso especial simultaneamente interposto ao extraordinário. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Na forma registrada pelo Magistrado a quo, de fato, o levantamento do numerário dado em garantia pela empresa executada, levada a cabo pelo Município de Tubarão, foi indevido, pois isso somente seria possível diante do superveniente trânsito em julgado de decisão de improcedência dos embargos à execução, nos estritos termos do art. 32, § 2º, da Lei 6.830/80. Como a decisão agora acobertada pela coisa julgada foi 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Supremo Tribunal Federal RE 778790 AGR / SC depositado, nada impede que, uma vez julgados procedentes os embargos, seja determinada a imediata devolução do numerário, sendo descabida a sua submissão ao regime de precatórios." Oposto embargos de declaração, foram desprovidos. No recurso extraordinário sustenta-se afronta aos artigos 2º, 100 e 167, inciso II, da Constituição Federal. O Superior Tribunal de Justiça, em decisão transitada em julgado, negou seguimento ao recurso especial simultaneamente interposto ao extraordinário. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Na forma registrada pelo Magistrado a quo, de fato, o levantamento do numerário dado em garantia pela empresa executada, levada a cabo pelo Município de Tubarão, foi indevido, pois isso somente seria possível diante do superveniente trânsito em julgado de decisão de improcedência dos embargos à execução, nos estritos termos do art. 32, § 2º, da Lei 6.830/80. Como a decisão agora acobertada pela coisa julgada foi 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 778790 AGR / SC justamente me sentido contrário, ou seja, de procedência da referida ação incidental, dúvidas não há de que o Município deve devolver imediatamente a quantia indevidamente levantada de forma prematura, conforme determinado pelo Doutor Juiz” Esse fundamento, acerca do reconhecimento da coisa julgada, não foi enfrentado nas razões do recurso extraordinário, o que faz incidir na espécie a Súmula nº 283 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Fundamento do acórdão recorrido não impugnado no apelo extremo. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Impossibilidade. Precedentes. 1. Mostra-se incabível o recurso extraordinário quando não há específica impugnação de todos os fundamentos da decisão atacada. Incidência da Súmula nº 283 da Corte. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 454 e 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (RE nº 591.856/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/9/13). “AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. DESCUMPRIMENTO DE PRAZO PARA ENTREGA DE DOCUMENTAÇÃO. ISONOMIA, IMPESSOALIDADE E VINCULAÇÃO AO EDITAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. FUNDAMENTOS SUFICIENTES NÃO IMPUGNADOS. SÚMULA 283. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA DE EDITAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E REEXAME DE PROVA. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 282.106/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/6/12). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Supremo Tribunal Federal RE 778790 AGR / SC justamente me sentido contrário, ou seja, de procedência da referida ação incidental, dúvidas não há de que o Município deve devolver imediatamente a quantia indevidamente levantada de forma prematura, conforme determinado pelo Doutor Juiz” Esse fundamento, acerca do reconhecimento da coisa julgada, não foi enfrentado nas razões do recurso extraordinário, o que faz incidir na espécie a Súmula nº 283 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Fundamento do acórdão recorrido não impugnado no apelo extremo. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Impossibilidade. Precedentes. 1. Mostra-se incabível o recurso extraordinário quando não há específica impugnação de todos os fundamentos da decisão atacada. Incidência da Súmula nº 283 da Corte. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 454 e 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (RE nº 591.856/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/9/13). “AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. DESCUMPRIMENTO DE PRAZO PARA ENTREGA DE DOCUMENTAÇÃO. ISONOMIA, IMPESSOALIDADE E VINCULAÇÃO AO EDITAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. FUNDAMENTOS SUFICIENTES NÃO IMPUGNADOS. SÚMULA 283. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA DE EDITAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E REEXAME DE PROVA. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 282.106/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/6/12). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RE 778790 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL. RAZÕES EXTRAORDINÁRIAS QUE NÃO SE INSURGEM CONTRA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. É inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange a todos eles. Súmula 283/STF. Agravo regimental não provido” (RE nº 408.184/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 30/9/05). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL NÃO RECORRIDO. CONHECIMENTO DO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. VÍCIOS NO JULGADO. INEXISTÊNCIA. É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange a todos eles. Matéria expressamente esclarecida no acórdão recorrido. Vícios no julgado. Inexistência. Embargos de declaração rejeitados” (RE nº 162.926/SP-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 4/4/03). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.”(eDOC 6) Nas razões recursais, sustenta-se que “não se discute no Recurso Extraordinário qualquer coisa julgada, mas sim a forma como se deverá proceder à devolução dos valores levantados, mediante autorização judicial (alvará).” (eDOC 8, p. 6) No mérito, alega-se inexistir possibilidade jurídica de se compelir o recorrente a pagar valores sem a necessária expedição de precatório judicial. Nas contrarrazões, a parte Agravada pugna pelo desprovimento do agravo regimental. (eDOC 15) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Supremo Tribunal Federal RE 778790 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL. RAZÕES EXTRAORDINÁRIAS QUE NÃO SE INSURGEM CONTRA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. É inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange a todos eles. Súmula 283/STF. Agravo regimental não provido” (RE nº 408.184/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 30/9/05). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL NÃO RECORRIDO. CONHECIMENTO DO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. VÍCIOS NO JULGADO. INEXISTÊNCIA. É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange a todos eles. Matéria expressamente esclarecida no acórdão recorrido. Vícios no julgado. Inexistência. Embargos de declaração rejeitados” (RE nº 162.926/SP-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 4/4/03). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.”(eDOC 6) Nas razões recursais, sustenta-se que “não se discute no Recurso Extraordinário qualquer coisa julgada, mas sim a forma como se deverá proceder à devolução dos valores levantados, mediante autorização judicial (alvará).” (eDOC 8, p. 6) No mérito, alega-se inexistir possibilidade jurídica de se compelir o recorrente a pagar valores sem a necessária expedição de precatório judicial. Nas contrarrazões, a parte Agravada pugna pelo desprovimento do agravo regimental. (eDOC 15) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório RE 778790 AGR / SC É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Supremo Tribunal Federal RE 778790 AGR / SC É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. Em que pese a discussão do recurso não versar sobre a coisa julgada, deve-se manter a negativa de provimento ante a ausência de prequestionamento. Convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de origem: “Na forma registrada a quo, de fato, o levantamento do numerário dado em garantia pela empresa executada, levado a cabo pelo Município de Tubarão, foi indevido, pois isso somente seria possível diante do superveniente trânsito em julgado de decisão de improcedência dos embargos à execução, nos estritos termos do art. 32, § 2º, da Lei n. 6.830/80. Como a decisão agora acobertada pela coisa julgada foi justamente em sentido contrário, ou seja, de procedência da referida ação incidental, dúvidas não há de que o Município deve devolver imediatamente a quantia indevidamente levantada de forma prematura, conforme determinado pelo Doutor Juiz. Ademais, na esteira do bem destacado pelo eminente Desembargador Newton Janke, diante de caso análogo ao vertente, soa no mínimo despropositada a ideia de que o reembolso dependeria “de precatório, posto não se tratar de dívida da Fazenda Pública, mas sim de depósito judicial, com função e minentemente processual.” (eDOC 4, p. 91) Assim, observa-se que os artigos constitucionais apontados como violados carecem do necessário prequestionamento. Esta Corte tem consignado ser inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo ato recorrido. Incide, portanto, a Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889442. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. Em que pese a discussão do recurso não versar sobre a coisa julgada, deve-se manter a negativa de provimento ante a ausência de prequestionamento. Convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de origem: “Na forma registrada a quo, de fato, o levantamento do numerário dado em garantia pela empresa executada, levado a cabo pelo Município de Tubarão, foi indevido, pois isso somente seria possível diante do superveniente trânsito em julgado de decisão de improcedência dos embargos à execução, nos estritos termos do art. 32, § 2º, da Lei n. 6.830/80. Como a decisão agora acobertada pela coisa julgada foi justamente em sentido contrário, ou seja, de procedência da referida ação incidental, dúvidas não há de que o Município deve devolver imediatamente a quantia indevidamente levantada de forma prematura, conforme determinado pelo Doutor Juiz. Ademais, na esteira do bem destacado pelo eminente Desembargador Newton Janke, diante de caso análogo ao vertente, soa no mínimo despropositada a ideia de que o reembolso dependeria “de precatório, posto não se tratar de dívida da Fazenda Pública, mas sim de depósito judicial, com função e minentemente processual.” (eDOC 4, p. 91) Assim, observa-se que os artigos constitucionais apontados como violados carecem do necessário prequestionamento. Esta Corte tem consignado ser inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo ato recorrido. Incide, portanto, a Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 778790 AGR / SC Ademais, constata-se que o Tribunal de origem assentou que o levantamento da garantia oferecida foi indevido, uma vez que não havia ocorrido o trânsito em julgado, em evidente contrariedade às disposições legais do modelo de execução fiscal. Nesse sentido, eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 6.830/80), de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo. Por fim, registro que o mesmo Município ora recorrente ajuizou reclamação constitucional (Rcl 14.256) em face do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, cuja controvérsia é a mesma da tratada nos presentes autos, tendo sido negado seguimento à reclamação. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889442. Supremo Tribunal Federal RE 778790 AGR / SC Ademais, constata-se que o Tribunal de origem assentou que o levantamento da garantia oferecida foi indevido, uma vez que não havia ocorrido o trânsito em julgado, em evidente contrariedade às disposições legais do modelo de execução fiscal. Nesse sentido, eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 6.830/80), de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo. Por fim, registro que o mesmo Município ora recorrente ajuizou reclamação constitucional (Rcl 14.256) em face do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, cuja controvérsia é a mesma da tratada nos presentes autos, tendo sido negado seguimento à reclamação. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TUBARÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TUBARÃO AGDO.(A/S) : BRADESCO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADV.(A/S) : RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN E OUTRO(S) (SC011328/) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA (17393/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944520 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TUBARÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TUBARÃO AGDO.(A/S) : BRADESCO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADV.(A/S) : RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN E OUTRO(S) (SC011328/) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA (17393/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944520 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11966626
2016-10-14T00:00:00
2016-11-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. DEPÓSITO JUDICIAL. GARANTIA. LEVANTAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. OBSERVÂNCIA DO REGIME DE PRECATÓRIOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282/STF. ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Súmula 282 do STF. 2. O Tribunal de origem assentou que o levantamento do numerário dado em garantia foi indevido, uma vez que não havia ocorrido o trânsito em julgado, em evidente contrariedade às disposições legais do modelo de execução fiscal. Matéria infraconstitucional. Súmula 279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur359107
Número de páginas: 10. Análise: 21/11/2016, MJC.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
778790
[ "LEG-FED LEI-006830 ANO-1980\n LEF-1980 LEI DE EXECUÇÃO FISCAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 778790 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TUBARÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TUBARÃO AGDO.(A/S) : BRADESCO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADV.(A/S) : RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TUBARÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TUBARÃO AGDO.(A/S) :BRADESCO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADV.(A/S) :RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. DEPÓSITO JUDICIAL. GARANTIA. LEVANTAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. OBSERVÂNCIA DO REGIME DE PRECATÓRIOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. O Tribunal de origem assentou que o levantamento do numerário dado em garantia foi indevido, uma vez que não havia ocorrido o trânsito em julgado, em evidente contrariedade às disposições legais do modelo de execução fiscal. Matéria infraconstitucional. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de outubro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889440. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC Brasília, 14 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889440. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC Brasília, 14 de outubro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889440. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TUBARÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TUBARÃO AGDO.(A/S) :BRADESCO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADV.(A/S) :RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática proferida pelo Ministro Dias Toffoli, meu antecessor na relatoria do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “Município de Tubarão interpõe recurso extraordinário contra acórdão da Terceira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL - LEVANTAMENTO DA QUANTIA DADA EM GARANTIA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO DOS EMBARGOS - DESCABIMENTO - INAPLICABILIDADE DO REGIME DE PRECATÓRIOS. Em se tratando de depósito em dinheiro, o levantamento da quantia dada em garantia, em sede de execução fiscal, fica condicionado ao trânsito em julgado da decisão de embargos, a teor do expressamente previsto no art. 32, § 2..., da Lei n. 6.830/80. Caso levantado prematuramente pela Fazenda o valor Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TUBARÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TUBARÃO AGDO.(A/S) :BRADESCO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADV.(A/S) :RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática proferida pelo Ministro Dias Toffoli, meu antecessor na relatoria do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “Município de Tubarão interpõe recurso extraordinário contra acórdão da Terceira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL - LEVANTAMENTO DA QUANTIA DADA EM GARANTIA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO DOS EMBARGOS - DESCABIMENTO - INAPLICABILIDADE DO REGIME DE PRECATÓRIOS. Em se tratando de depósito em dinheiro, o levantamento da quantia dada em garantia, em sede de execução fiscal, fica condicionado ao trânsito em julgado da decisão de embargos, a teor do expressamente previsto no art. 32, § 2..., da Lei n. 6.830/80. Caso levantado prematuramente pela Fazenda o valor Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC depositado, nada impede que, uma vez julgados procedentes os embargos, seja determinada a imediata devolução do numerário, sendo descabida a sua submissão ao regime de precatórios." Oposto embargos de declaração, foram desprovidos. No recurso extraordinário sustenta-se afronta aos artigos 2..., 100 e 167, inciso II, da Constituição Federal. O Superior Tribunal de Justiça, em decisão transitada em julgado, negou seguimento ao recurso especial simultaneamente interposto ao extraordinário. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Na forma registrada pelo Magistrado a quo, de fato, o levantamento do numerário dado em garantia pela empresa executada, levada a cabo pelo Município de Tubarão, foi indevido, pois isso somente seria possível diante do superveniente trânsito em julgado de decisão de improcedência dos embargos à execução, nos estritos termos do art. 32, § 2..., da Lei 6.830/80. Como a decisão agora acobertada pela coisa julgada foi 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC depositado, nada impede que, uma vez julgados procedentes os embargos, seja determinada a imediata devolução do numerário, sendo descabida a sua submissão ao regime de precatórios." Oposto embargos de declaração, foram desprovidos. No recurso extraordinário sustenta-se afronta aos artigos 2..., 100 e 167, inciso II, da Constituição Federal. O Superior Tribunal de Justiça, em decisão transitada em julgado, negou seguimento ao recurso especial simultaneamente interposto ao extraordinário. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Na forma registrada pelo Magistrado a quo, de fato, o levantamento do numerário dado em garantia pela empresa executada, levada a cabo pelo Município de Tubarão, foi indevido, pois isso somente seria possível diante do superveniente trânsito em julgado de decisão de improcedência dos embargos à execução, nos estritos termos do art. 32, § 2..., da Lei 6.830/80. Como a decisão agora acobertada pela coisa julgada foi 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC justamente me sentido contrário, ou seja, de procedência da referida ação incidental, dúvidas não há de que o Município deve devolver imediatamente a quantia indevidamente levantada de forma prematura, conforme determinado pelo Doutor Juiz” Esse fundamento, acerca do reconhecimento da coisa julgada, não foi enfrentado nas razões do recurso extraordinário, o que faz incidir na espécie a Súmula n 283 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Fundamento do acórdão recorrido não impugnado no apelo extremo. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Impossibilidade. Precedentes. 1. Mostra-se incabível o recurso extraordinário quando não há específica impugnação de todos os fundamentos da decisão atacada. Incidência da Súmula n 283 da Corte. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 454 e 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 591.856/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/9/13). “AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. DESCUMPRIMENTO DE PRAZO PARA ENTREGA DE DOCUMENTAÇÃO. ISONOMIA, IMPESSOALIDADE E VINCULAÇÃO AO EDITAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. FUNDAMENTOS SUFICIENTES NÃO IMPUGNADOS. SÚMULA 283. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA DE EDITAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E REEXAME DE PROVA. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 282.106/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/6/12). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC justamente me sentido contrário, ou seja, de procedência da referida ação incidental, dúvidas não há de que o Município deve devolver imediatamente a quantia indevidamente levantada de forma prematura, conforme determinado pelo Doutor Juiz” Esse fundamento, acerca do reconhecimento da coisa julgada, não foi enfrentado nas razões do recurso extraordinário, o que faz incidir na espécie a Súmula n 283 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Fundamento do acórdão recorrido não impugnado no apelo extremo. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Impossibilidade. Precedentes. 1. Mostra-se incabível o recurso extraordinário quando não há específica impugnação de todos os fundamentos da decisão atacada. Incidência da Súmula n 283 da Corte. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 454 e 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 591.856/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/9/13). “AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. DESCUMPRIMENTO DE PRAZO PARA ENTREGA DE DOCUMENTAÇÃO. ISONOMIA, IMPESSOALIDADE E VINCULAÇÃO AO EDITAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. FUNDAMENTOS SUFICIENTES NÃO IMPUGNADOS. SÚMULA 283. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA DE EDITAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E REEXAME DE PROVA. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 282.106/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/6/12). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL. RAZÕES EXTRAORDINÁRIAS QUE NÃO SE INSURGEM CONTRA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. É inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange a todos eles. Súmula 283/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 408.184/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 30/9/05). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL NÃO RECORRIDO. CONHECIMENTO DO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. VÍCIOS NO JULGADO. INEXISTÊNCIA. É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange a todos eles. Matéria expressamente esclarecida no acórdão recorrido. Vícios no julgado. Inexistência. Embargos de declaração rejeitados” (Recurso Extraordinário n 162.926/SP-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 4/4/03). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.”(eDOC 6) Nas razões recursais, sustenta-se que “não se discute no Recurso Extraordinário qualquer coisa julgada, mas sim a forma como se deverá proceder à devolução dos valores levantados, mediante autorização judicial (alvará).” (eDOC 8, p. 6) No mérito, alega-se inexistir possibilidade jurídica de se compelir o recorrente a pagar valores sem a necessária expedição de precatório judicial. Nas contrarrazões, a parte Agravada pugna pelo desprovimento do agravo regimental. (eDOC 15) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL. RAZÕES EXTRAORDINÁRIAS QUE NÃO SE INSURGEM CONTRA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. É inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange a todos eles. Súmula 283/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 408.184/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 30/9/05). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL NÃO RECORRIDO. CONHECIMENTO DO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. VÍCIOS NO JULGADO. INEXISTÊNCIA. É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange a todos eles. Matéria expressamente esclarecida no acórdão recorrido. Vícios no julgado. Inexistência. Embargos de declaração rejeitados” (Recurso Extraordinário n 162.926/SP-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 4/4/03). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.”(eDOC 6) Nas razões recursais, sustenta-se que “não se discute no Recurso Extraordinário qualquer coisa julgada, mas sim a forma como se deverá proceder à devolução dos valores levantados, mediante autorização judicial (alvará).” (eDOC 8, p. 6) No mérito, alega-se inexistir possibilidade jurídica de se compelir o recorrente a pagar valores sem a necessária expedição de precatório judicial. Nas contrarrazões, a parte Agravada pugna pelo desprovimento do agravo regimental. (eDOC 15) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. Em que pese a discussão do recurso não versar sobre a coisa julgada, deve-se manter a negativa de provimento ante a ausência de prequestionamento. Convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de origem: “Na forma registrada a quo, de fato, o levantamento do numerário dado em garantia pela empresa executada, levado a cabo pelo Município de Tubarão, foi indevido, pois isso somente seria possível diante do superveniente trânsito em julgado de decisão de improcedência dos embargos à execução, nos estritos termos do art. 32, § 2..., da Lei n. 6.830/80. Como a decisão agora acobertada pela coisa julgada foi justamente em sentido contrário, ou seja, de procedência da referida ação incidental, dúvidas não há de que o Município deve devolver imediatamente a quantia indevidamente levantada de forma prematura, conforme determinado pelo Doutor Juiz. Ademais, na esteira do bem destacado pelo eminente Desembargador Newton Janke, diante de caso análogo ao vertente, soa no mínimo despropositada a ideia de que o reembolso dependeria “de precatório, posto não se tratar de dívida da Fazenda Pública, mas sim de depósito judicial, com função e minentemente processual.” (eDOC 4, p. 91) Assim, observa-se que os artigos constitucionais apontados como violados carecem do necessário prequestionamento. Esta Corte tem consignado ser inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo ato recorrido. Incide, portanto, a Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889442. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. Em que pese a discussão do recurso não versar sobre a coisa julgada, deve-se manter a negativa de provimento ante a ausência de prequestionamento. Convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de origem: “Na forma registrada a quo, de fato, o levantamento do numerário dado em garantia pela empresa executada, levado a cabo pelo Município de Tubarão, foi indevido, pois isso somente seria possível diante do superveniente trânsito em julgado de decisão de improcedência dos embargos à execução, nos estritos termos do art. 32, § 2..., da Lei n. 6.830/80. Como a decisão agora acobertada pela coisa julgada foi justamente em sentido contrário, ou seja, de procedência da referida ação incidental, dúvidas não há de que o Município deve devolver imediatamente a quantia indevidamente levantada de forma prematura, conforme determinado pelo Doutor Juiz. Ademais, na esteira do bem destacado pelo eminente Desembargador Newton Janke, diante de caso análogo ao vertente, soa no mínimo despropositada a ideia de que o reembolso dependeria “de precatório, posto não se tratar de dívida da Fazenda Pública, mas sim de depósito judicial, com função e minentemente processual.” (eDOC 4, p. 91) Assim, observa-se que os artigos constitucionais apontados como violados carecem do necessário prequestionamento. Esta Corte tem consignado ser inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo ato recorrido. Incide, portanto, a Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC Ademais, constata-se que o Tribunal de origem assentou que o levantamento da garantia oferecida foi indevido, uma vez que não havia ocorrido o trânsito em julgado, em evidente contrariedade às disposições legais do modelo de execução fiscal. Nesse sentido, eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 6.830/80), de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo. Por fim, registro que o mesmo Município ora recorrente ajuizou reclamação constitucional (Rcl 14.256) em face do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, cuja controvérsia é a mesma da tratada nos presentes autos, tendo sido negado seguimento à reclamação. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889442. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC Ademais, constata-se que o Tribunal de origem assentou que o levantamento da garantia oferecida foi indevido, uma vez que não havia ocorrido o trânsito em julgado, em evidente contrariedade às disposições legais do modelo de execução fiscal. Nesse sentido, eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 6.830/80), de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo. Por fim, registro que o mesmo Município ora recorrente ajuizou reclamação constitucional (Rcl 14.256) em face do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, cuja controvérsia é a mesma da tratada nos presentes autos, tendo sido negado seguimento à reclamação. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11889442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TUBARÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TUBARÃO AGDO.(A/S) : BRADESCO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADV.(A/S) : RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN E OUTRO(S) (SC011328/) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA (17393/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944520 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.790 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TUBARÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TUBARÃO AGDO.(A/S) : BRADESCO LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADV.(A/S) : RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN E OUTRO(S) (SC011328/) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA (17393/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944520 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 790", "SÚMULA 282 / Supremo Tribunal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 790", "Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC", "Súmula n 283 desta Corte", "Súmula n 283 da Corte", "Súmulas ns 454", "Recurso Extraordinário n 591 . 856 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário n 282 . 106 / PR - AgR", "Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC", "Súmula n 283 desta Corte", "Súmula n 283 da Corte", "Súmulas ns 454", "Recurso Extraordinário n 591 . 856 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário n 282 . 106 / PR - AgR", "Recurso Extraordinário 778790 AGR /", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 408 . 184 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário n 162 . 926 / SP - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 408 . 184 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário n 162 . 926 / SP - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 790", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 790", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC", "Rcl 14 . 256", "Recurso Extraordinário 778790 AGR / SC", "Rcl 14 . 256", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 790", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 790" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 32 , § 2 . . . , da Lei n . 6 . 830 / 80", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 32 , § 2 . . . , da Lei n . 6 . 830 / 80", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 2 . . . , 100 e 167 , inciso II , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "art . 32 , § 2 . . . , da Lei 6 . 830 / 80", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "artigos 2 . . . , 100 e 167 , inciso II , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "art . 32 , § 2 . . . , da Lei 6 . 830 / 80", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 32 , § 2 . . . , da Lei n . 6 . 830 / 80", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 32 , § 2 . . . , da Lei n . 6 . 830 / 80", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 6 . 830 / 80", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 6 . 830 / 80", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE TUBARÃO", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE TUBARÃO", "MUNICÍPIO DE TUBARÃO", "Município de", "Tubarão", "SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE TUBARÃO", "Município de Tubarão", "Município de Tubarão", "Município de Tubarão", "SANTA CATARINA", "Município de Tubarão", "SANTA CATARINA", "Município de Tubarão", "SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE TUBARÃO", "SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE TUBARÃO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "BRADESCO LEASING S / A", "ARRENDAMENTO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BRADESCO LEASING S / A ARRENDAMENTO MERCANTIL", "Terceira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "BRADESCO LEASING S / A", "Terceira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BRADESCO LEASING S / A", "ARRENDAMENTO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "BRADESCO LEASING S / A", "ARRENDAMENTO MERCANTIL", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN", "CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA", "Luís Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN", "CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA", "EDSON FACHIN", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN", "CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA", "EDSON FACHIN", "Dias Toffoli", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Eros Grau", "Maurício Corrêa", "Eros Grau", "Maurício Corrêa", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Newton Janke", "EDSON FACHIN", "Newton Janke", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN", "CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "RAFAEL BARRETO BORNHAUSEN", "CAROLINE TEREZINHA RASMUSSEN DA SILVA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "9", "/", "13", "19", "/", "6", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "9", "/", "13", "19", "/", "6", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "9", "/", "05", "4", "/", "4", "/", "03", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "9", "/", "05", "4", "/", "4", "/", "03", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO VIRTUOSO ADV.(A/S) :JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 305774 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO LIMINAR DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. ENUNCIADO N. 691 DA SÚMULA DO STF. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. NEGADO PROVIMENTO. 1. A custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima- se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa. Precedentes: HC 121991, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 28/10/2014; HC 95024, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 14/10/2008; HC 111009, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 18/12/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-207 DIVULG 17-10-2013 PUBLIC 18-10-2013). 2. No caso sub judice, a) os elementos de informação colhidas na instrução criminal, indicam o paciente como um dos responsáveis pela continuação dos delitos praticados pela quadrilha armada, sendo a sua segregação cautelar necessária para o desmantelamento da organização criminosa; b) não há qualquer teratologia que justifique a atuação ex officio desta Corte e; c) o magistrado decretou a prisão preventiva, com fundamento na garantia da ordem pública, de maneira concreta e suficientemente fundamentada. 3. O Supremo Tribunal Federal sedimentou o entendimento segundo o qual não é cabível habeas corpus contra decisão que indefere medida cautelar no bojo de idêntico remédio constitucional na instância inferior, nesse sentido o enunciado n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839343. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 124911 AGR / SP Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de ´habeas corpus´ impetrado contra decisão do relator que, em ´habeas corpus´ requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no Colegiado e implementava a ordem, de ofício. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839343. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de ´habeas corpus´ impetrado contra decisão do relator que, em ´habeas corpus´ requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no Colegiado e implementava a ordem, de ofício. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO VIRTUOSO ADV.(A/S) :JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 305774 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu o pedido de liminar. Eis o teor da decisão agravada: “[...] In casu, a decisão que indeferiu a liminar, sob o fundamento de que a fase de cognição limitada não comporta análise exauriente das razões da impetração, não ostenta teratologia que justifique a atuação ex officio desta Corte. Ademais, a decisão que recebeu a denúncia expôs elementos concretos que justificam, prima facie, a prisão cautelar para garantia da ordem pública, consoante se depreende dos seguintes trechos: “A prisão preventiva foi decretada para segurança da ordem jurídica que se via ameaçada não apenas pela contravenção, mas pela quadrilha armada. A quadrilha armada está descrita na inicial. Ela é imputada não apenas aos acusados, cuja prisão foi decretada, mas às demais pessoas mencionadas na denúncia, cujo conjunto é bem maior do que o número previsto no artigo 288, CP. A quadrilha armada não estaria apenas reunida para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839344. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO VIRTUOSO ADV.(A/S) :JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 305774 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu o pedido de liminar. Eis o teor da decisão agravada: “[...] In casu, a decisão que indeferiu a liminar, sob o fundamento de que a fase de cognição limitada não comporta análise exauriente das razões da impetração, não ostenta teratologia que justifique a atuação ex officio desta Corte. Ademais, a decisão que recebeu a denúncia expôs elementos concretos que justificam, prima facie, a prisão cautelar para garantia da ordem pública, consoante se depreende dos seguintes trechos: “A prisão preventiva foi decretada para segurança da ordem jurídica que se via ameaçada não apenas pela contravenção, mas pela quadrilha armada. A quadrilha armada está descrita na inicial. Ela é imputada não apenas aos acusados, cuja prisão foi decretada, mas às demais pessoas mencionadas na denúncia, cujo conjunto é bem maior do que o número previsto no artigo 288, CP. A quadrilha armada não estaria apenas reunida para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 124911 AGR / SP praticar contravenção penal mas também para praticar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A ação do grupo é especialmente temível. O relatório da polícia militar indica que, mesmo com a intervenção do serviço reservado daquela instituição, recalcitrou-se no cumprimento da determinação legal de coibir o jogo ilícito. Notícias do delito somente foram investigadas horas após serem prestada. Esses atrasos determinaram o malogro da ação policial. Assim, em diversas ocasiões relatadas, não se alcançou resultado conclusivo. Chama especialmente a atenção o fato relatado a fl. 1628/1629. somente com a intervenção do comandante da companhia abordou-se a cambista. Esses são os severos indícios de que a quadrilha armada persevera no crime de corrupção ativa. Pelo exposto, não vejo outra cautela, que não seja a prisão, capaz de assegurar a ordem pública. A continuação das atividades da quadrilha armada após a decisão de flo. 1316 é sim fato novo. Consigno que este juízo expressamente fez menção, na decisão de fl. 1731, aos policiais acusados porque o Ministério Público, a fl. 1538, referiu-se a seu requerimento de fl. 1227, em que solicitava a custódia de tais policiais. Pareceu ao juízo que era preciso deixar claro os limites da revisão de sua decisão anterior que indeferira o requerimento de prisão preventiva, ressaltando quais as pessoas que deveriam ser presas e quais não.” Deveras, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que “A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva” (HC 95.024/SP, 1ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). A circunstância de o Magistrado ter determinado a prisão preventiva é, obviamente, expressiva de que não vislumbrou o cabimento de medida cautelar alternativa. Ex positis, nego seguimento ao writ, com fundamento na 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839344. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP praticar contravenção penal mas também para praticar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A ação do grupo é especialmente temível. O relatório da polícia militar indica que, mesmo com a intervenção do serviço reservado daquela instituição, recalcitrou-se no cumprimento da determinação legal de coibir o jogo ilícito. Notícias do delito somente foram investigadas horas após serem prestada. Esses atrasos determinaram o malogro da ação policial. Assim, em diversas ocasiões relatadas, não se alcançou resultado conclusivo. Chama especialmente a atenção o fato relatado a fl. 1628/1629. somente com a intervenção do comandante da companhia abordou-se a cambista. Esses são os severos indícios de que a quadrilha armada persevera no crime de corrupção ativa. Pelo exposto, não vejo outra cautela, que não seja a prisão, capaz de assegurar a ordem pública. A continuação das atividades da quadrilha armada após a decisão de flo. 1316 é sim fato novo. Consigno que este juízo expressamente fez menção, na decisão de fl. 1731, aos policiais acusados porque o Ministério Público, a fl. 1538, referiu-se a seu requerimento de fl. 1227, em que solicitava a custódia de tais policiais. Pareceu ao juízo que era preciso deixar claro os limites da revisão de sua decisão anterior que indeferira o requerimento de prisão preventiva, ressaltando quais as pessoas que deveriam ser presas e quais não.” Deveras, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que “A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva” (HC 95.024/SP, 1ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). A circunstância de o Magistrado ter determinado a prisão preventiva é, obviamente, expressiva de que não vislumbrou o cabimento de medida cautelar alternativa. Ex positis, nego seguimento ao writ, com fundamento na 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 124911 AGR / SP Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, restando prejudicado o exame do pedido de liminar.” O agravante sustenta, em síntese, que a decisão que decretou a prisão preventiva carece de fundamentação idônea. Argumenta ser necessário a superação da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal ante a existência de flagrante ilegalidade da prisão preventiva. Requer o provimento do agravo para afastar o constrangimento ilegal sofrido em razão da segregação cautelar. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839344. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, restando prejudicado o exame do pedido de liminar.” O agravante sustenta, em síntese, que a decisão que decretou a prisão preventiva carece de fundamentação idônea. Argumenta ser necessário a superação da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal ante a existência de flagrante ilegalidade da prisão preventiva. Requer o provimento do agravo para afastar o constrangimento ilegal sofrido em razão da segregação cautelar. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. O Supremo Tribunal Federal sedimentou o entendimento segundo o qual não é cabível habeas corpus contra decisão que indefere medida cautelar no bojo de idêntico remédio constitucional na instância inferior, nesse sentido o enunciado n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de ´habeas corpus´ impetrado contra decisão do relator que, em ´habeas corpus´ requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. É fato que este enunciado pode ser excepcionalmente superado, nos casos de patente ilegalidade ou abuso de poder. In casu, não há qualquer teratologia que justifique a atuação ex officio desta Corte. Compulsando os autos, verifico que o magistrado decretou a prisão preventiva, com fundamento na garantia da ordem pública, de maneira concreta e suficientemente fundamentada, conforme se infere dos seguintes trechos: “A prisão preventiva foi decretada para segurança da ordem jurídica que se via ameaçada não apenas pela contravenção, mas pela quadrilha armada. A quadrilha armada está descrita na inicial. Ela é imputada não apenas aos acusados, cuja prisão foi decretada, mas às demais pessoas mencionadas na denúncia, cujo conjunto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. O Supremo Tribunal Federal sedimentou o entendimento segundo o qual não é cabível habeas corpus contra decisão que indefere medida cautelar no bojo de idêntico remédio constitucional na instância inferior, nesse sentido o enunciado n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de ´habeas corpus´ impetrado contra decisão do relator que, em ´habeas corpus´ requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. É fato que este enunciado pode ser excepcionalmente superado, nos casos de patente ilegalidade ou abuso de poder. In casu, não há qualquer teratologia que justifique a atuação ex officio desta Corte. Compulsando os autos, verifico que o magistrado decretou a prisão preventiva, com fundamento na garantia da ordem pública, de maneira concreta e suficientemente fundamentada, conforme se infere dos seguintes trechos: “A prisão preventiva foi decretada para segurança da ordem jurídica que se via ameaçada não apenas pela contravenção, mas pela quadrilha armada. A quadrilha armada está descrita na inicial. Ela é imputada não apenas aos acusados, cuja prisão foi decretada, mas às demais pessoas mencionadas na denúncia, cujo conjunto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 124911 AGR / SP é bem maior do que o número previsto no artigo 288, CP. A quadrilha armada não estaria apenas reunida para praticar contravenção penal mas também para praticar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A ação do grupo é especialmente temível. O relatório da polícia militar indica que, mesmo com a intervenção do serviço reservado daquela instituição, recalcitrou-se no cumprimento da determinação legal de coibir o jogo ilícito. Notícias do delito somente foram investigadas horas após serem prestada. Esses atrasos determinaram o malogro da ação policial. Assim, em diversas ocasiões relatadas, não se alcançou resultado conclusivo. Chama especialmente a atenção o fato relatado a fl. 1628/1629. somente com a intervenção do comandante da companhia abordou-se a cambista. Esses são os severos indícios de que a quadrilha armada persevera no crime de corrupção ativa. Pelo exposto, não vejo outra cautela, que não seja a prisão, capaz de assegurar a ordem pública. A continuação das atividades da quadrilha armada após a decisão de flo. 1316 é sim fato novo. Consigno que este juízo expressamente fez menção, na decisão de fl. 1731, aos policiais acusados porque o Ministério Público, a fl. 1538, referiu-se a seu requerimento de fl. 1227, em que solicitava a custódia de tais policiais. Pareceu ao juízo que era preciso deixar claro os limites da revisão de sua decisão anterior que indeferira o requerimento de prisão preventiva, ressaltando quais as pessoas que deveriam ser presas e quais não.” Ademais, é pacífico na jurisprudência dessa Corte o entendimento que a custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa. Nesse sentido, os seguintes julgados: Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP é bem maior do que o número previsto no artigo 288, CP. A quadrilha armada não estaria apenas reunida para praticar contravenção penal mas também para praticar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A ação do grupo é especialmente temível. O relatório da polícia militar indica que, mesmo com a intervenção do serviço reservado daquela instituição, recalcitrou-se no cumprimento da determinação legal de coibir o jogo ilícito. Notícias do delito somente foram investigadas horas após serem prestada. Esses atrasos determinaram o malogro da ação policial. Assim, em diversas ocasiões relatadas, não se alcançou resultado conclusivo. Chama especialmente a atenção o fato relatado a fl. 1628/1629. somente com a intervenção do comandante da companhia abordou-se a cambista. Esses são os severos indícios de que a quadrilha armada persevera no crime de corrupção ativa. Pelo exposto, não vejo outra cautela, que não seja a prisão, capaz de assegurar a ordem pública. A continuação das atividades da quadrilha armada após a decisão de flo. 1316 é sim fato novo. Consigno que este juízo expressamente fez menção, na decisão de fl. 1731, aos policiais acusados porque o Ministério Público, a fl. 1538, referiu-se a seu requerimento de fl. 1227, em que solicitava a custódia de tais policiais. Pareceu ao juízo que era preciso deixar claro os limites da revisão de sua decisão anterior que indeferira o requerimento de prisão preventiva, ressaltando quais as pessoas que deveriam ser presas e quais não.” Ademais, é pacífico na jurisprudência dessa Corte o entendimento que a custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa. Nesse sentido, os seguintes julgados: Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 124911 AGR / SP CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. PREJUDICIALIDADE ANTE A SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA PENAL. 1. A sentença penal condenatória superveniente torna prejudicada a alegação de constrangimento ilegal quanto ao excesso de prazo na instrução criminal. Precedentes: HC 111.119, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 28.05.13; HC 111.837, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 27.05.13; HC 113.185, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 14.12.12; HC 112.576, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 1º.08.12. 2. A custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, bem como quando evidenciada a periculosidade do agente pelo modus operandi empregado na prática criminosa. Precedentes: HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28.05.13; HC 110.902, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 03.05.13; HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 21.11.12; HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 12.12.12; HC 108.201, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 30.05.12. A prisão preventiva legitima- se, ainda, ante as evidências de que, em liberdade, a agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal. Precedentes: HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1º.09.11; HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11. 3. In casu, a paciente foi condenada em 23/5/2014 a pena de 5 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, mantida a prisão cautelar, em face da persistência de seus motivos. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. PREJUDICIALIDADE ANTE A SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA PENAL. 1. A sentença penal condenatória superveniente torna prejudicada a alegação de constrangimento ilegal quanto ao excesso de prazo na instrução criminal. Precedentes: HC 111.119, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 28.05.13; HC 111.837, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 27.05.13; HC 113.185, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 14.12.12; HC 112.576, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 1º.08.12. 2. A custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, bem como quando evidenciada a periculosidade do agente pelo modus operandi empregado na prática criminosa. Precedentes: HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28.05.13; HC 110.902, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 03.05.13; HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 21.11.12; HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 12.12.12; HC 108.201, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 30.05.12. A prisão preventiva legitima- se, ainda, ante as evidências de que, em liberdade, a agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal. Precedentes: HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1º.09.11; HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11. 3. In casu, a paciente foi condenada em 23/5/2014 a pena de 5 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, mantida a prisão cautelar, em face da persistência de seus motivos. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 124911 AGR / SP definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem de habeas corpus extinta. (HC 121991, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 28/10/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-227 DIVULG 18-11-2014 PUBLIC 19-11-2014) EMENTA: HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM INDEFERIDA. 1. Devem ser desconsiderados quaisquer fundamentos que não tenham sido expressamente mencionados no decreto de prisão preventiva, pois, na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a idoneidade formal e substancial da motivação das decisões judiciais há de ser aferida segundo o que nela haja posto o juiz da causa, não sendo dado "ao Tribunal do habeas corpus, que a impugne, suprir-lhe as faltas ou complementá-la" (Habeas Corpus ns. 90.064, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 22.6.2007; 79.248, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 12.11.1999; 76.370, Rel. Ministro Octavio Gallotti, DJ 30.04.98). 2. A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva. 3. Ordem denegada. (HC 95024, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 14/10/2008, DJe- 035 DIVULG 19-02-2009 PUBLIC 20-02-2009 EMENT VOL- 02349-06 PP-01220) E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRETENDIDA REVOGAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR MANTIDA PELO MAGISTRADO NA SENTENÇA CONDENATÓRIA – NECESSIDADE COMPROVADA DE SUA MANUTENÇÃO – DECISÃO FUNDAMENTADA – MOTIVAÇÃO IDÔNEA QUE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem de habeas corpus extinta. (HC 121991, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 28/10/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-227 DIVULG 18-11-2014 PUBLIC 19-11-2014) EMENTA: HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM INDEFERIDA. 1. Devem ser desconsiderados quaisquer fundamentos que não tenham sido expressamente mencionados no decreto de prisão preventiva, pois, na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a idoneidade formal e substancial da motivação das decisões judiciais há de ser aferida segundo o que nela haja posto o juiz da causa, não sendo dado "ao Tribunal do habeas corpus, que a impugne, suprir-lhe as faltas ou complementá-la" (Habeas Corpus ns. 90.064, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 22.6.2007; 79.248, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 12.11.1999; 76.370, Rel. Ministro Octavio Gallotti, DJ 30.04.98). 2. A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva. 3. Ordem denegada. (HC 95024, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 14/10/2008, DJe- 035 DIVULG 19-02-2009 PUBLIC 20-02-2009 EMENT VOL- 02349-06 PP-01220) E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRETENDIDA REVOGAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR MANTIDA PELO MAGISTRADO NA SENTENÇA CONDENATÓRIA – NECESSIDADE COMPROVADA DE SUA MANUTENÇÃO – DECISÃO FUNDAMENTADA – MOTIVAÇÃO IDÔNEA QUE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 124911 AGR / SP ENCONTRA APOIO EM FATOS CONCRETOS – POSSÍVEL INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – LEGALIDADE DA DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO CAUTELAR – INEXISTÊNCIA DE INJUSTO CONSTRANGIMENTO – PEDIDO INDEFERIDO. (HC 115700, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 18/02/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-213 DIVULG 29- 10-2014 PUBLIC 30-10-2014) EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ALEGAÇÕES DE EXISTÊNCIA DE CONDIÇÕES SUBJETIVAS A RECOMENDAR A SOLTURA DA PACIENTE E DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO IDÔNEO PARA A PRISÃO PREVENTIVA. NECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA PARTICIPAÇÃO DO PACIENTE EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E DA POSSIBILIDADE DE FUGA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. A decretação da prisão preventiva, baseada na garantia da ordem pública, está devidamente fundamentada em fatos concretos, a justificar a prisão cautelar, especialmente pela participação do Paciente e de policiais civis e militares em organização criminosa destinada ao tráfico de drogas, além da grande quantidade de droga, dinheiro e bens nos crimes investigados. Precedentes. 3. Periculosidade do Paciente verificada pela gravidade in concreto do crime e pelo modus operandi, mediante o qual foram praticados os delitos: elementos idôneos para a prisão preventiva 4. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que as condições subjetivas favoráveis do Paciente, tais como emprego lícito, residência fixa e família constituída, não obstam a segregação cautelar. Precedentes. 5. Evasão do Paciente: razão suficiente para a manutenção da prisão preventiva 6. Habeas corpus denegado. (HC 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP ENCONTRA APOIO EM FATOS CONCRETOS – POSSÍVEL INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – LEGALIDADE DA DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO CAUTELAR – INEXISTÊNCIA DE INJUSTO CONSTRANGIMENTO – PEDIDO INDEFERIDO. (HC 115700, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 18/02/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-213 DIVULG 29- 10-2014 PUBLIC 30-10-2014) EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ALEGAÇÕES DE EXISTÊNCIA DE CONDIÇÕES SUBJETIVAS A RECOMENDAR A SOLTURA DA PACIENTE E DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO IDÔNEO PARA A PRISÃO PREVENTIVA. NECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA PARTICIPAÇÃO DO PACIENTE EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E DA POSSIBILIDADE DE FUGA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. A decretação da prisão preventiva, baseada na garantia da ordem pública, está devidamente fundamentada em fatos concretos, a justificar a prisão cautelar, especialmente pela participação do Paciente e de policiais civis e militares em organização criminosa destinada ao tráfico de drogas, além da grande quantidade de droga, dinheiro e bens nos crimes investigados. Precedentes. 3. Periculosidade do Paciente verificada pela gravidade in concreto do crime e pelo modus operandi, mediante o qual foram praticados os delitos: elementos idôneos para a prisão preventiva 4. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que as condições subjetivas favoráveis do Paciente, tais como emprego lícito, residência fixa e família constituída, não obstam a segregação cautelar. Precedentes. 5. Evasão do Paciente: razão suficiente para a manutenção da prisão preventiva 6. Habeas corpus denegado. (HC 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 124911 AGR / SP 111009, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 18/12/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-207 DIVULG 17-10-2013 PUBLIC 18-10-2013). No presente caso, os elementos de informação colhidas na instrução criminal, indicam o paciente como um dos responsáveis pela continuação dos delitos praticados pela quadrilha armada, sendo a sua segregação cautelar necessária para o desmantelamento da organização criminosa. Ex positis, nego provimento ao agravo. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP 111009, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 18/12/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-207 DIVULG 17-10-2013 PUBLIC 18-10-2013). No presente caso, os elementos de informação colhidas na instrução criminal, indicam o paciente como um dos responsáveis pela continuação dos delitos praticados pela quadrilha armada, sendo a sua segregação cautelar necessária para o desmantelamento da organização criminosa. Ex positis, nego provimento ao agravo. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, provejo o agravo. Entendo que o processo revelador de habeas corpus, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento da impetração. Em passo seguinte, vencido nessa matéria, implemento a ordem de ofício. Formalizou-se a preventiva, invertendo-se a ordem natural, que é apurar para, depois, selada a culpa, prender a partir da imputação, a partir da conclusão de que haveria uma quadrilha, ou bando, voltada à corrupção ativa e à lavagem de dinheiro. É como voto na espécie. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866563. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, provejo o agravo. Entendo que o processo revelador de habeas corpus, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento da impetração. Em passo seguinte, vencido nessa matéria, implemento a ordem de ofício. Formalizou-se a preventiva, invertendo-se a ordem natural, que é apurar para, depois, selada a culpa, prender a partir da imputação, a partir da conclusão de que haveria uma quadrilha, ou bando, voltada à corrupção ativa e à lavagem de dinheiro. É como voto na espécie. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866563. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CARLOS EDUARDO VIRTUOSO ADV.(A/S) : JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 305774 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no Colegiado e implementava a ordem, de ofício. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894518 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CARLOS EDUARDO VIRTUOSO ADV.(A/S) : JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 305774 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no Colegiado e implementava a ordem, de ofício. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894518 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7915247
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no Colegiado e implementava a ordem, de ofício. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO LIMINAR DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. ENUNCIADO N. 691 DA SÚMULA DO STF. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. NEGADO PROVIMENTO. 1. A custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa. Precedentes: HC 121991, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 28/10/2014; HC 95024, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 14/10/2008; HC 111009, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 18/12/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-207 DIVULG 17-10-2013 PUBLIC 18-10-2013). 2. No caso sub judice, a) os elementos de informação colhidas na instrução criminal, indicam o paciente como um dos responsáveis pela continuação dos delitos praticados pela quadrilha armada, sendo a sua segregação cautelar necessária para o desmantelamento da organização criminosa; b) não há qualquer teratologia que justifique a atuação ex officio desta Corte e; c) o magistrado decretou a prisão preventiva, com fundamento na garantia da ordem pública, de maneira concreta e suficientemente fundamentada. 3. O Supremo Tribunal Federal sedimentou o entendimento segundo o qual não é cabível habeas corpus contra decisão que indefere medida cautelar no bojo de idêntico remédio constitucional na instância inferior, nesse sentido o enunciado n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de ´habeas corpus´ impetrado contra decisão do relator que, em ´habeas corpus´ requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294574
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA) HC 95024 (1ªT), HC 111009 (2ªT), HC 121991 (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 13/03/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
124911
[ "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 124911 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CARLOS EDUARDO VIRTUOSO ADV.(A/S) : JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 305774 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO VIRTUOSO ADV.(A/S) :JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 305774 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO LIMINAR DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. ENUNCIADO N. 691 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. NEGADO PROVIMENTO. 1. A custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima- se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa. Precedentes: HC 121991, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 28/10/2014; HC 95024, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 14/10/2008; HC 111009, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 18/12/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-207 DIVULG 17-10-2013 PUBLIC 18-10-2013). 2. No caso sub judice, a) os elementos de informação colhidas na instrução criminal, indicam o paciente como um dos responsáveis pela continuação dos delitos praticados pela quadrilha armada, sendo a sua segregação cautelar necessária para o desmantelamento da organização criminosa; b) não há qualquer teratologia que justifique a atuação ex officio desta Corte e; c) o magistrado decretou a prisão preventiva, com fundamento na garantia da ordem pública, de maneira concreta e suficientemente fundamentada. 3. O Supremo Tribunal Federal sedimentou o entendimento segundo o qual não é cabível habeas corpus contra decisão que indefere medida cautelar no bojo de idêntico remédio constitucional na instância inferior, nesse sentido o enunciado n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839343. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 124911 AGR / SP Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de ´habeas corpus´ impetrado contra decisão do relator que, em ´habeas corpus´ requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no Colegiado e implementava a ordem, de ofício. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839343. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de ´habeas corpus´ impetrado contra decisão do relator que, em ´habeas corpus´ requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no Colegiado e implementava a ordem, de ofício. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO VIRTUOSO ADV.(A/S) :JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 305774 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu o pedido de liminar. Eis o teor da decisão agravada: “[...] In casu, a decisão que indeferiu a liminar, sob o fundamento de que a fase de cognição limitada não comporta análise exauriente das razões da impetração, não ostenta teratologia que justifique a atuação ex officio desta Corte. Ademais, a decisão que recebeu a denúncia expôs elementos concretos que justificam, prima facie, a prisão cautelar para garantia da ordem pública, consoante se depreende dos seguintes trechos: “A prisão preventiva foi decretada para segurança da ordem jurídica que se via ameaçada não apenas pela contravenção, mas pela quadrilha armada. A quadrilha armada está descrita na inicial. Ela é imputada não apenas aos acusados, cuja prisão foi decretada, mas às demais pessoas mencionadas na denúncia, cujo conjunto é bem maior do que o número previsto no artigo 288, Código Penal Brasileiro. A quadrilha armada não estaria apenas reunida para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839344. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO VIRTUOSO ADV.(A/S) :JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 305774 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu o pedido de liminar. Eis o teor da decisão agravada: “[...] In casu, a decisão que indeferiu a liminar, sob o fundamento de que a fase de cognição limitada não comporta análise exauriente das razões da impetração, não ostenta teratologia que justifique a atuação ex officio desta Corte. Ademais, a decisão que recebeu a denúncia expôs elementos concretos que justificam, prima facie, a prisão cautelar para garantia da ordem pública, consoante se depreende dos seguintes trechos: “A prisão preventiva foi decretada para segurança da ordem jurídica que se via ameaçada não apenas pela contravenção, mas pela quadrilha armada. A quadrilha armada está descrita na inicial. Ela é imputada não apenas aos acusados, cuja prisão foi decretada, mas às demais pessoas mencionadas na denúncia, cujo conjunto é bem maior do que o número previsto no artigo 288, Código Penal Brasileiro. A quadrilha armada não estaria apenas reunida para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 124911 AGR / SP praticar contravenção penal mas também para praticar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A ação do grupo é especialmente temível. O relatório da polícia militar indica que, mesmo com a intervenção do serviço reservado daquela instituição, recalcitrou-se no cumprimento da determinação legal de coibir o jogo ilícito. Notícias do delito somente foram investigadas horas após serem prestada. Esses atrasos determinaram o malogro da ação policial. Assim, em diversas ocasiões relatadas, não se alcançou resultado conclusivo. Chama especialmente a atenção o fato relatado a fl. 1628/1629. somente com a intervenção do comandante da companhia abordou-se a cambista. Esses são os severos indícios de que a quadrilha armada persevera no crime de corrupção ativa. Pelo exposto, não vejo outra cautela, que não seja a prisão, capaz de assegurar a ordem pública. A continuação das atividades da quadrilha armada após a decisão de flo. 1316 é sim fato novo. Consigno que este juízo expressamente fez menção, na decisão de fl. 1731, aos policiais acusados porque o Ministério Público, a fl. 1538, referiu-se a seu requerimento de fl. 1227, em que solicitava a custódia de tais policiais. Pareceu ao juízo que era preciso deixar claro os limites da revisão de sua decisão anterior que indeferira o requerimento de prisão preventiva, ressaltando quais as pessoas que deveriam ser presas e quais não.” Deveras, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que “A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva” (HC 95.024/SP, 1... Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). A circunstância de o Magistrado ter determinado a prisão preventiva é, obviamente, expressiva de que não vislumbrou o cabimento de medida cautelar alternativa. Ex positis, nego seguimento ao writ, com fundamento na 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839344. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP praticar contravenção penal mas também para praticar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A ação do grupo é especialmente temível. O relatório da polícia militar indica que, mesmo com a intervenção do serviço reservado daquela instituição, recalcitrou-se no cumprimento da determinação legal de coibir o jogo ilícito. Notícias do delito somente foram investigadas horas após serem prestada. Esses atrasos determinaram o malogro da ação policial. Assim, em diversas ocasiões relatadas, não se alcançou resultado conclusivo. Chama especialmente a atenção o fato relatado a fl. 1628/1629. somente com a intervenção do comandante da companhia abordou-se a cambista. Esses são os severos indícios de que a quadrilha armada persevera no crime de corrupção ativa. Pelo exposto, não vejo outra cautela, que não seja a prisão, capaz de assegurar a ordem pública. A continuação das atividades da quadrilha armada após a decisão de flo. 1316 é sim fato novo. Consigno que este juízo expressamente fez menção, na decisão de fl. 1731, aos policiais acusados porque o Ministério Público, a fl. 1538, referiu-se a seu requerimento de fl. 1227, em que solicitava a custódia de tais policiais. Pareceu ao juízo que era preciso deixar claro os limites da revisão de sua decisão anterior que indeferira o requerimento de prisão preventiva, ressaltando quais as pessoas que deveriam ser presas e quais não.” Deveras, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que “A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva” (HC 95.024/SP, 1... Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). A circunstância de o Magistrado ter determinado a prisão preventiva é, obviamente, expressiva de que não vislumbrou o cabimento de medida cautelar alternativa. Ex positis, nego seguimento ao writ, com fundamento na 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 124911 AGR / SP Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, restando prejudicado o exame do pedido de liminar.” O agravante sustenta, em síntese, que a decisão que decretou a prisão preventiva carece de fundamentação idônea. Argumenta ser necessário a superação da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal ante a existência de flagrante ilegalidade da prisão preventiva. Requer o provimento do agravo para afastar o constrangimento ilegal sofrido em razão da segregação cautelar. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839344. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, restando prejudicado o exame do pedido de liminar.” O agravante sustenta, em síntese, que a decisão que decretou a prisão preventiva carece de fundamentação idônea. Argumenta ser necessário a superação da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal ante a existência de flagrante ilegalidade da prisão preventiva. Requer o provimento do agravo para afastar o constrangimento ilegal sofrido em razão da segregação cautelar. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. O Supremo Tribunal Federal sedimentou o entendimento segundo o qual não é cabível habeas corpus contra decisão que indefere medida cautelar no bojo de idêntico remédio constitucional na instância inferior, nesse sentido o enunciado n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de ´habeas corpus´ impetrado contra decisão do relator que, em ´habeas corpus´ requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. É fato que este enunciado pode ser excepcionalmente superado, nos casos de patente ilegalidade ou abuso de poder. In casu, não há qualquer teratologia que justifique a atuação ex officio desta Corte. Compulsando os autos, verifico que o magistrado decretou a prisão preventiva, com fundamento na garantia da ordem pública, de maneira concreta e suficientemente fundamentada, conforme se infere dos seguintes trechos: “A prisão preventiva foi decretada para segurança da ordem jurídica que se via ameaçada não apenas pela contravenção, mas pela quadrilha armada. A quadrilha armada está descrita na inicial. Ela é imputada não apenas aos acusados, cuja prisão foi decretada, mas às demais pessoas mencionadas na denúncia, cujo conjunto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. O Supremo Tribunal Federal sedimentou o entendimento segundo o qual não é cabível habeas corpus contra decisão que indefere medida cautelar no bojo de idêntico remédio constitucional na instância inferior, nesse sentido o enunciado n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de ´habeas corpus´ impetrado contra decisão do relator que, em ´habeas corpus´ requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. É fato que este enunciado pode ser excepcionalmente superado, nos casos de patente ilegalidade ou abuso de poder. In casu, não há qualquer teratologia que justifique a atuação ex officio desta Corte. Compulsando os autos, verifico que o magistrado decretou a prisão preventiva, com fundamento na garantia da ordem pública, de maneira concreta e suficientemente fundamentada, conforme se infere dos seguintes trechos: “A prisão preventiva foi decretada para segurança da ordem jurídica que se via ameaçada não apenas pela contravenção, mas pela quadrilha armada. A quadrilha armada está descrita na inicial. Ela é imputada não apenas aos acusados, cuja prisão foi decretada, mas às demais pessoas mencionadas na denúncia, cujo conjunto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 124911 AGR / SP é bem maior do que o número previsto no artigo 288, Código Penal Brasileiro. A quadrilha armada não estaria apenas reunida para praticar contravenção penal mas também para praticar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A ação do grupo é especialmente temível. O relatório da polícia militar indica que, mesmo com a intervenção do serviço reservado daquela instituição, recalcitrou-se no cumprimento da determinação legal de coibir o jogo ilícito. Notícias do delito somente foram investigadas horas após serem prestada. Esses atrasos determinaram o malogro da ação policial. Assim, em diversas ocasiões relatadas, não se alcançou resultado conclusivo. Chama especialmente a atenção o fato relatado a fl. 1628/1629. somente com a intervenção do comandante da companhia abordou-se a cambista. Esses são os severos indícios de que a quadrilha armada persevera no crime de corrupção ativa. Pelo exposto, não vejo outra cautela, que não seja a prisão, capaz de assegurar a ordem pública. A continuação das atividades da quadrilha armada após a decisão de flo. 1316 é sim fato novo. Consigno que este juízo expressamente fez menção, na decisão de fl. 1731, aos policiais acusados porque o Ministério Público, a fl. 1538, referiu-se a seu requerimento de fl. 1227, em que solicitava a custódia de tais policiais. Pareceu ao juízo que era preciso deixar claro os limites da revisão de sua decisão anterior que indeferira o requerimento de prisão preventiva, ressaltando quais as pessoas que deveriam ser presas e quais não.” Ademais, é pacífico na jurisprudência dessa Corte o entendimento que a custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa. Nesse sentido, os seguintes julgados: Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP é bem maior do que o número previsto no artigo 288, Código Penal Brasileiro. A quadrilha armada não estaria apenas reunida para praticar contravenção penal mas também para praticar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A ação do grupo é especialmente temível. O relatório da polícia militar indica que, mesmo com a intervenção do serviço reservado daquela instituição, recalcitrou-se no cumprimento da determinação legal de coibir o jogo ilícito. Notícias do delito somente foram investigadas horas após serem prestada. Esses atrasos determinaram o malogro da ação policial. Assim, em diversas ocasiões relatadas, não se alcançou resultado conclusivo. Chama especialmente a atenção o fato relatado a fl. 1628/1629. somente com a intervenção do comandante da companhia abordou-se a cambista. Esses são os severos indícios de que a quadrilha armada persevera no crime de corrupção ativa. Pelo exposto, não vejo outra cautela, que não seja a prisão, capaz de assegurar a ordem pública. A continuação das atividades da quadrilha armada após a decisão de flo. 1316 é sim fato novo. Consigno que este juízo expressamente fez menção, na decisão de fl. 1731, aos policiais acusados porque o Ministério Público, a fl. 1538, referiu-se a seu requerimento de fl. 1227, em que solicitava a custódia de tais policiais. Pareceu ao juízo que era preciso deixar claro os limites da revisão de sua decisão anterior que indeferira o requerimento de prisão preventiva, ressaltando quais as pessoas que deveriam ser presas e quais não.” Ademais, é pacífico na jurisprudência dessa Corte o entendimento que a custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa. Nesse sentido, os seguintes julgados: Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 124911 AGR / SP CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. PREJUDICIALIDADE ANTE A SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA PENAL. 1. A sentença penal condenatória superveniente torna prejudicada a alegação de constrangimento ilegal quanto ao excesso de prazo na instrução criminal. Precedentes: HC 111.119, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 28.05.13; HC 111.837, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 27.05.13; HC 113.185, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 14.12.12; HC 112.576, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 1....08.12. 2. A custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, bem como quando evidenciada a periculosidade do agente pelo modus operandi empregado na prática criminosa. Precedentes: HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28.05.13; HC 110.902, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 03.05.13; HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 21.11.12; HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 12.12.12; HC 108.201, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 30.05.12. A prisão preventiva legitima- se, ainda, ante as evidências de que, em liberdade, a agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal. Precedentes: HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1....09.11; HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11. 3. In casu, a paciente foi condenada em 23/5/2014 a pena de 5 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, mantida a prisão cautelar, em face da persistência de seus motivos. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. PREJUDICIALIDADE ANTE A SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA PENAL. 1. A sentença penal condenatória superveniente torna prejudicada a alegação de constrangimento ilegal quanto ao excesso de prazo na instrução criminal. Precedentes: HC 111.119, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 28.05.13; HC 111.837, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 27.05.13; HC 113.185, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 14.12.12; HC 112.576, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 1....08.12. 2. A custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, bem como quando evidenciada a periculosidade do agente pelo modus operandi empregado na prática criminosa. Precedentes: HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28.05.13; HC 110.902, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 03.05.13; HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 21.11.12; HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 12.12.12; HC 108.201, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 30.05.12. A prisão preventiva legitima- se, ainda, ante as evidências de que, em liberdade, a agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal. Precedentes: HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1....09.11; HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11. 3. In casu, a paciente foi condenada em 23/5/2014 a pena de 5 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, mantida a prisão cautelar, em face da persistência de seus motivos. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 124911 AGR / SP definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem de habeas corpus extinta. (HC 121991, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 28/10/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-227 DIVULG 18-11-2014 PUBLIC 19-11-2014) EMENTA: HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM INDEFERIDA. 1. Devem ser desconsiderados quaisquer fundamentos que não tenham sido expressamente mencionados no decreto de prisão preventiva, pois, na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a idoneidade formal e substancial da motivação das decisões judiciais há de ser aferida segundo o que nela haja posto o juiz da causa, não sendo dado "ao Tribunal do habeas corpus, que a impugne, suprir-lhe as faltas ou complementá-la" (Habeas Corpus ns. 90.064, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 22.6.2007; 79.248, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 12.11.1999; 76.370, Rel. Ministro Octavio Gallotti, DJ 30.04.98). 2. A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva. 3. Ordem denegada. (HC 95024, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 14/10/2008, DJe- 035 DIVULG 19-02-2009 PUBLIC 20-02-2009 EMENT VOL- 02349-06 PP-01220) E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRETENDIDA REVOGAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR MANTIDA PELO MAGISTRADO NA SENTENÇA CONDENATÓRIA – NECESSIDADE COMPROVADA DE SUA MANUTENÇÃO – DECISÃO FUNDAMENTADA – MOTIVAÇÃO IDÔNEA QUE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem de habeas corpus extinta. (HC 121991, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 28/10/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-227 DIVULG 18-11-2014 PUBLIC 19-11-2014) EMENTA: HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM INDEFERIDA. 1. Devem ser desconsiderados quaisquer fundamentos que não tenham sido expressamente mencionados no decreto de prisão preventiva, pois, na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a idoneidade formal e substancial da motivação das decisões judiciais há de ser aferida segundo o que nela haja posto o juiz da causa, não sendo dado "ao Tribunal do habeas corpus, que a impugne, suprir-lhe as faltas ou complementá-la" (Habeas Corpus ns. 90.064, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 22.6.2007; 79.248, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 12.11.1999; 76.370, Rel. Ministro Octavio Gallotti, DJ 30.04.98). 2. A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva. 3. Ordem denegada. (HC 95024, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 14/10/2008, DJe- 035 DIVULG 19-02-2009 PUBLIC 20-02-2009 EMENT VOL- 02349-06 PP-01220) E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRETENDIDA REVOGAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR MANTIDA PELO MAGISTRADO NA SENTENÇA CONDENATÓRIA – NECESSIDADE COMPROVADA DE SUA MANUTENÇÃO – DECISÃO FUNDAMENTADA – MOTIVAÇÃO IDÔNEA QUE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 124911 AGR / SP ENCONTRA APOIO EM FATOS CONCRETOS – POSSÍVEL INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – LEGALIDADE DA DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO CAUTELAR – INEXISTÊNCIA DE INJUSTO CONSTRANGIMENTO – PEDIDO INDEFERIDO. (HC 115700, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 18/02/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-213 DIVULG 29- 10-2014 PUBLIC 30-10-2014) EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ALEGAÇÕES DE EXISTÊNCIA DE CONDIÇÕES SUBJETIVAS A RECOMENDAR A SOLTURA DA PACIENTE E DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO IDÔNEO PARA A PRISÃO PREVENTIVA. NECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA PARTICIPAÇÃO DO PACIENTE EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E DA POSSIBILIDADE DE FUGA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. A decretação da prisão preventiva, baseada na garantia da ordem pública, está devidamente fundamentada em fatos concretos, a justificar a prisão cautelar, especialmente pela participação do Paciente e de policiais civis e militares em organização criminosa destinada ao tráfico de drogas, além da grande quantidade de droga, dinheiro e bens nos crimes investigados. Precedentes. 3. Periculosidade do Paciente verificada pela gravidade in concreto do crime e pelo modus operandi, mediante o qual foram praticados os delitos: elementos idôneos para a prisão preventiva 4. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que as condições subjetivas favoráveis do Paciente, tais como emprego lícito, residência fixa e família constituída, não obstam a segregação cautelar. Precedentes. 5. Evasão do Paciente: razão suficiente para a manutenção da prisão preventiva 6. Habeas corpus denegado. (HC 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP ENCONTRA APOIO EM FATOS CONCRETOS – POSSÍVEL INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – LEGALIDADE DA DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO CAUTELAR – INEXISTÊNCIA DE INJUSTO CONSTRANGIMENTO – PEDIDO INDEFERIDO. (HC 115700, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 18/02/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-213 DIVULG 29- 10-2014 PUBLIC 30-10-2014) EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ALEGAÇÕES DE EXISTÊNCIA DE CONDIÇÕES SUBJETIVAS A RECOMENDAR A SOLTURA DA PACIENTE E DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO IDÔNEO PARA A PRISÃO PREVENTIVA. NECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA PARTICIPAÇÃO DO PACIENTE EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E DA POSSIBILIDADE DE FUGA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. A decretação da prisão preventiva, baseada na garantia da ordem pública, está devidamente fundamentada em fatos concretos, a justificar a prisão cautelar, especialmente pela participação do Paciente e de policiais civis e militares em organização criminosa destinada ao tráfico de drogas, além da grande quantidade de droga, dinheiro e bens nos crimes investigados. Precedentes. 3. Periculosidade do Paciente verificada pela gravidade in concreto do crime e pelo modus operandi, mediante o qual foram praticados os delitos: elementos idôneos para a prisão preventiva 4. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que as condições subjetivas favoráveis do Paciente, tais como emprego lícito, residência fixa e família constituída, não obstam a segregação cautelar. Precedentes. 5. Evasão do Paciente: razão suficiente para a manutenção da prisão preventiva 6. Habeas corpus denegado. (HC 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 124911 AGR / SP 111009, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 18/12/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-207 DIVULG 17-10-2013 PUBLIC 18-10-2013). No presente caso, os elementos de informação colhidas na instrução criminal, indicam o paciente como um dos responsáveis pela continuação dos delitos praticados pela quadrilha armada, sendo a sua segregação cautelar necessária para o desmantelamento da organização criminosa. Ex positis, nego provimento ao agravo. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Supremo Tribunal Federal HC 124911 AGR / SP 111009, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 18/12/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-207 DIVULG 17-10-2013 PUBLIC 18-10-2013). No presente caso, os elementos de informação colhidas na instrução criminal, indicam o paciente como um dos responsáveis pela continuação dos delitos praticados pela quadrilha armada, sendo a sua segregação cautelar necessária para o desmantelamento da organização criminosa. Ex positis, nego provimento ao agravo. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, provejo o agravo. Entendo que o processo revelador de habeas corpus, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento da impetração. Em passo seguinte, vencido nessa matéria, implemento a ordem de ofício. Formalizou-se a preventiva, invertendo-se a ordem natural, que é apurar para, depois, selada a culpa, prender a partir da imputação, a partir da conclusão de que haveria uma quadrilha, ou bando, voltada à corrupção ativa e à lavagem de dinheiro. É como voto na espécie. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866563. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, provejo o agravo. Entendo que o processo revelador de habeas corpus, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento da impetração. Em passo seguinte, vencido nessa matéria, implemento a ordem de ofício. Formalizou-se a preventiva, invertendo-se a ordem natural, que é apurar para, depois, selada a culpa, prender a partir da imputação, a partir da conclusão de que haveria uma quadrilha, ou bando, voltada à corrupção ativa e à lavagem de dinheiro. É como voto na espécie. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866563. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CARLOS EDUARDO VIRTUOSO ADV.(A/S) : JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 305774 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no Colegiado e implementava a ordem, de ofício. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894518 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.911 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CARLOS EDUARDO VIRTUOSO ADV.(A/S) : JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 305774 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no Colegiado e implementava a ordem, de ofício. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894518 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 124 . 911", "HC n 305774 DO", "HC 121991", "HC 95024", "HC 111009", "enunciado n . 691 da Súmula do Supremo Tribunal", "HC 124911 AGR / SP", "HC 124911 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 124 . 911", "HC n 305774 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 124 . 911 SÃO", "HC n 305774", "HC 124911 AGR / SP", "HC 95 . 024 / SP", "HC 124911 AGR / SP", "HC 95 . 024 / SP", "HC 124911 AGR / SP", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 124911 AGR / SP", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 124 . 911 SÃO", "enunciado n . 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 124 . 911", "enunciado n . 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "HC 124911 AGR / SP", "HC 124911 AGR / SP", "HC 124911 AGR / SP", "HC 111 . 119", "HC 111 . 837", "HC 113 . 185", "HC 112 . 576", "HC 113 . 793", "HC 110 . 902", "HC 112 . 738", "HC 111 . 058", "HC 108 . 201", "HC 106 . 816", "HC 104 . 608", "HC 106 . 702", "HC 124911 AGR / SP", "HC 111 . 119", "HC 111 . 837", "HC 113 . 185", "HC 112 . 576", "HC 113 . 793", "HC 110 . 902", "HC 112 . 738", "HC 111 . 058", "HC 108 . 201", "HC 106 . 816", "HC 104 . 608", "HC 106 . 702", "HC 124911 AGR / SP", "HC 121991", "Habeas Corpus ns . 90 . 064", "HC 95024", "HC 124911 AGR / SP", "HC 121991", "Habeas Corpus ns . 90 . 064", "HC 95024", "HC 124911 AGR / SP", "HC 115700", "HC 5 Supremo Tribunal Federal", "HC 124911 AGR / SP", "HC 115700", "HC 5 Supremo Tribunal", "HC 124911 AGR / SP 111009", "HC 124911 AGR / SP 111009", "HABEAS CORPUS 124 . 911", "HABEAS CORPUS 124 . 911", "HABEAS CORPUS 124 . 911", "HC n 305774", "HABEAS CORPUS 124 . 911", "HC n 305774 DO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 288 , Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 288 , Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 288 , Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 288 , Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , “ D ” E “ I ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , “ D ” E “ I ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "CARLOS EDUARDO VIRTUOSO", "JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CARLOS EDUARDO VIRTUOSO", "JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CARLOS EDUARDO VIRTUOSO", "JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Octavio Gallotti", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Octavio Gallotti", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "CARLOS EDUARDO VIRTUOSO", "JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "CARLOS EDUARDO VIRTUOSO", "JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "28", "/", "10", "/", "2014", "14", "/", "10", "/", "2008", "18", "/", "12", "/", "2012", "17", "-", "10", "-", "2013", "18", "-", "10", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "02", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "02", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "05", ".", "13", "27", ".", "05", ".", "13", "14", ".", "12", ".", "12", "08", "12", "28", ".", "05", ".", "13", "03", ".", "05", ".", "13", "21", ".", "11", ".", "12", "12", ".", "12", ".", "12", "30", ".", "05", ".", "12", "20", ".", "06", ".", "11", "1", ".", ".", ".", ".", "09", ".", "11", "27", ".", "05", ".", "11", "23", "/", "5", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "05", ".", "13", "27", ".", "05", ".", "13", "14", ".", "12", ".", "12", "28", ".", "05", ".", "13", "03", ".", "05", ".", "13", "21", ".", "11", ".", "12", "12", ".", "12", ".", "12", "30", ".", "05", ".", "12", "20", ".", "06", ".", "11", "1", ".", ".", ".", ".", "09", ".", "11", "27", ".", "05", ".", "11", "23", "/", "5", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2014", "18", "-", "11", "-", "2014", "19", "-", "11", "-", "2014", "22", ".", "6", ".", "2007", "12", ".", "11", ".", "1999", "30", ".", "04", ".", "98", "14", "/", "10", "/", "2008", "19", "-", "02", "-", "2009", "20", "-", "02", "-", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "10", "/", "2014", "18", "-", "11", "-", "2014", "19", "-", "11", "-", "2014", "22", ".", "6", ".", "2007", "12", ".", "11", ".", "1999", "30", ".", "04", ".", "98", "14", "/", "10", "/", "2008", "19", "-", "02", "-", "2009", "20", "-", "02", "-", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "29", "-", "10", "-", "2014", "30", "-", "10", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "29", "-", "10", "-", "2014", "30", "-", "10", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "12", "/", "2012", "17", "-", "10", "-", "2013", "18", "-", "10", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "12", "/", "2012", "17", "-", "10", "-", "2013", "18", "-", "10", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ALVORADA TAXIS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY E OUTRO(A/S) PLENÁRIO – RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560363. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ALVORADA TAXIS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de outubro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS – NÃO INCIDÊNCIA – VERBETE VINCULANTE Nº 31 DA SÚMULA DO SUPREMO – SERVIÇOS MISTOS – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro assentou a não incidência do Imposto sobre Serviços nas atividades desenvolvidas pela recorrida, por concluir tratar-se de locação de bens móveis – veículos. Asseverou a observância ao Verbete Vinculante nº 31 da Súmula do Supremo. No extraordinário, o Município sustenta estarem envolvidos serviços mistos, não desempenhando a contribuinte a atividade de locação pura e simples. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560364. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ALVORADA TAXIS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de outubro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS – NÃO INCIDÊNCIA – VERBETE VINCULANTE Nº 31 DA SÚMULA DO SUPREMO – SERVIÇOS MISTOS – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro assentou a não incidência do Imposto sobre Serviços nas atividades desenvolvidas pela recorrida, por concluir tratar-se de locação de bens móveis – veículos. Asseverou a observância ao Verbete Vinculante nº 31 da Súmula do Supremo. No extraordinário, o Município sustenta estarem envolvidos serviços mistos, não desempenhando a contribuinte a atividade de locação pura e simples. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 839319 AGR / RJ A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por mera revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir este Tribunal ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 3. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O Município do Rio de Janeiro, na minuta do regimental, discorre acerca da presunção de constitucionalidade da Lei Complementar nº 116/03, buscando demonstrar a existência de violação ao conceito de serviço previsto no artigo 156, inciso III, da Constituição Federal. Sustenta não se tratar de reexame de fatos e provas e aponta a ofensa à reserva de plenário. A parte agravada, em contraminuta, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560364. Supremo Tribunal Federal ARE 839319 AGR / RJ A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por mera revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir este Tribunal ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 3. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O Município do Rio de Janeiro, na minuta do regimental, discorre acerca da presunção de constitucionalidade da Lei Complementar nº 116/03, buscando demonstrar a existência de violação ao conceito de serviço previsto no artigo 156, inciso III, da Constituição Federal. Sustenta não se tratar de reexame de fatos e provas e aponta a ofensa à reserva de plenário. A parte agravada, em contraminuta, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador municipal, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou, em síntese: AGRAVO LEGAL – TRIBUTÁRIO – MANDADO DE SEGURANÇA – COBRANÇA DE ISS SOBRE LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS – INCONSTITUCIONALIDADE – VIA ELEITA ADEQUADA – MANUTENÇÃO DO JULGADO. Sentença que julgou procedente o feito para declarar a inexistência de relação jurídica que imponha o recolhimento do ISS sobre a locação de veículos. Mandamus que trata apenas das atividades relacionadas unicamente à locação de bens móveis, podendo ser exigido o aludido tributo sobre as atividades que não se incluam nesta hipótese. Inconstitucionalidade da incidência de ISS sobre locação de bens móveis. Súmula Vinculante nº 31 do STF. Precedentes desta Corte. Manutenção da sentença que se impõe. Negado provimento ao recurso. O Colegiado de origem, a partir da análise dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis, concluiu pela não incidência do Imposto sobre Serviços, afirmando tratar-se de locação de bens móveis não associados a eventual prestação de serviço. Nesse sentido, para se chegar a conclusão diversa, impõe-se a revisão do conjunto fático-probatório dos autos. Daí a incidência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. No mais, excluo a possibilidade de considerar-se infringido o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560365. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador municipal, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou, em síntese: AGRAVO LEGAL – TRIBUTÁRIO – MANDADO DE SEGURANÇA – COBRANÇA DE ISS SOBRE LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS – INCONSTITUCIONALIDADE – VIA ELEITA ADEQUADA – MANUTENÇÃO DO JULGADO. Sentença que julgou procedente o feito para declarar a inexistência de relação jurídica que imponha o recolhimento do ISS sobre a locação de veículos. Mandamus que trata apenas das atividades relacionadas unicamente à locação de bens móveis, podendo ser exigido o aludido tributo sobre as atividades que não se incluam nesta hipótese. Inconstitucionalidade da incidência de ISS sobre locação de bens móveis. Súmula Vinculante nº 31 do STF. Precedentes desta Corte. Manutenção da sentença que se impõe. Negado provimento ao recurso. O Colegiado de origem, a partir da análise dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis, concluiu pela não incidência do Imposto sobre Serviços, afirmando tratar-se de locação de bens móveis não associados a eventual prestação de serviço. Nesse sentido, para se chegar a conclusão diversa, impõe-se a revisão do conjunto fático-probatório dos autos. Daí a incidência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. No mais, excluo a possibilidade de considerar-se infringido o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 839319 AGR / RJ princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560365. Supremo Tribunal Federal ARE 839319 AGR / RJ princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ALVORADA TAXIS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695326 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ALVORADA TAXIS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695326 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7865483
2014-12-16T00:00:00
2015-02-26T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
PLENÁRIO – RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur293530
Número de páginas: 6. Análise: 09/03/2015, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
839319
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 839319 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ALVORADA TAXIS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ALVORADA TAXIS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY E OUTRO(A/S) PLENÁRIO – RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 16 de dezembro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560363. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ALVORADA TAXIS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de outubro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS – NÃO INCIDÊNCIA – VERBETE VINCULANTE n 31 DA SÚMULA DO SUPREMO – SERVIÇOS MISTOS – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro assentou a não incidência do Imposto sobre Serviços nas atividades desenvolvidas pela recorrida, por concluir tratar-se de locação de bens móveis – veículos. Asseverou a observância ao Verbete Vinculante n 31 da Súmula do Supremo. No extraordinário, o Município sustenta estarem envolvidos serviços mistos, não desempenhando a contribuinte a atividade de locação pura e simples. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560364. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ALVORADA TAXIS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de outubro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS – NÃO INCIDÊNCIA – VERBETE VINCULANTE n 31 DA SÚMULA DO SUPREMO – SERVIÇOS MISTOS – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro assentou a não incidência do Imposto sobre Serviços nas atividades desenvolvidas pela recorrida, por concluir tratar-se de locação de bens móveis – veículos. Asseverou a observância ao Verbete Vinculante n 31 da Súmula do Supremo. No extraordinário, o Município sustenta estarem envolvidos serviços mistos, não desempenhando a contribuinte a atividade de locação pura e simples. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 839319 AGR / RJ A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por mera revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir este Tribunal ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 3. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O Município do Rio de Janeiro, na minuta do regimental, discorre acerca da presunção de constitucionalidade da Lei Complementar n 116/03, buscando demonstrar a existência de violação ao conceito de serviço previsto no artigo 156, inciso III, da Constituição Federal. Sustenta não se tratar de reexame de fatos e provas e aponta a ofensa à reserva de plenário. A parte agravada, em contraminuta, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560364. Supremo Tribunal Federal ARE 839319 AGR / RJ A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por mera revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir este Tribunal ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 3. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O Município do Rio de Janeiro, na minuta do regimental, discorre acerca da presunção de constitucionalidade da Lei Complementar n 116/03, buscando demonstrar a existência de violação ao conceito de serviço previsto no artigo 156, inciso III, da Constituição Federal. Sustenta não se tratar de reexame de fatos e provas e aponta a ofensa à reserva de plenário. A parte agravada, em contraminuta, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador municipal, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou, em síntese: AGRAVO LEGAL – TRIBUTÁRIO – MANDADO DE SEGURANÇA – COBRANÇA DE ISS SOBRE LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS – INCONSTITUCIONALIDADE – VIA ELEITA ADEQUADA – MANUTENÇÃO DO JULGADO. Sentença que julgou procedente o feito para declarar a inexistência de relação jurídica que imponha o recolhimento do ISS sobre a locação de veículos. Mandamus que trata apenas das atividades relacionadas unicamente à locação de bens móveis, podendo ser exigido o aludido tributo sobre as atividades que não se incluam nesta hipótese. Inconstitucionalidade da incidência de ISS sobre locação de bens móveis. Súmula Vinculante n 31 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes desta Corte. Manutenção da sentença que se impõe. Negado provimento ao recurso. O Colegiado de origem, a partir da análise dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis, concluiu pela não incidência do Imposto sobre Serviços, afirmando tratar-se de locação de bens móveis não associados a eventual prestação de serviço. Nesse sentido, para se chegar a conclusão diversa, impõe-se a revisão do conjunto fático-probatório dos autos. Daí a incidência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. No mais, excluo a possibilidade de considerar-se infringido o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560365. Supremo Tribunal Federal 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador municipal, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou, em síntese: AGRAVO LEGAL – TRIBUTÁRIO – MANDADO DE SEGURANÇA – COBRANÇA DE ISS SOBRE LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS – INCONSTITUCIONALIDADE – VIA ELEITA ADEQUADA – MANUTENÇÃO DO JULGADO. Sentença que julgou procedente o feito para declarar a inexistência de relação jurídica que imponha o recolhimento do ISS sobre a locação de veículos. Mandamus que trata apenas das atividades relacionadas unicamente à locação de bens móveis, podendo ser exigido o aludido tributo sobre as atividades que não se incluam nesta hipótese. Inconstitucionalidade da incidência de ISS sobre locação de bens móveis. Súmula Vinculante n 31 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes desta Corte. Manutenção da sentença que se impõe. Negado provimento ao recurso. O Colegiado de origem, a partir da análise dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis, concluiu pela não incidência do Imposto sobre Serviços, afirmando tratar-se de locação de bens móveis não associados a eventual prestação de serviço. Nesse sentido, para se chegar a conclusão diversa, impõe-se a revisão do conjunto fático-probatório dos autos. Daí a incidência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. No mais, excluo a possibilidade de considerar-se infringido o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 839319 AGR / RJ princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560365. Supremo Tribunal Federal ARE 839319 AGR / RJ princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7560365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 16/12/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ALVORADA TAXIS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695326 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.319 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ALVORADA TAXIS LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.12.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7695326 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839 . 319", "VERBETE VINCULANTE n 31 DA SÚMULA DO SUPREMO", "Verbete Vinculante n 31 da Súmula do Supremo", "VERBETE VINCULANTE n 31 DA SÚMULA", "Verbete Vinculante n 31 da Súmula do Supremo", "ARE 839319 AGR / RJ", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 839319 AGR / RJ", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Súmula Vinculante n 31 do Supremo Tribunal Federal", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Súmula Vinculante n 31 do Supremo Tribunal Federal", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 839319 AGR / RJ", "ARE 839319 AGR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 116 / 03", "artigo 156 , inciso III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 116 / 03", "artigo 156 , inciso III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "Município do Rio de Janeiro", "Município do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "ALVORADA TAXIS LTDA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "ALVORADA TAXIS LTDA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ALVORADA TAXIS LTDA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "ALVORADA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALVORADA", "EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "EDUARDO BOTELHO KIRALYHEGY", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "16", "/", "12", "/", "2014", "16 de dezembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "30 de outubro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "30 de outubro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2014", "16", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :AGROSAFRA SEMENTES LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO DA SILVA WINTER E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 7 a 13 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982825. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :AGROSAFRA SEMENTES LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO DA SILVA WINTER R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982826. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :AGROSAFRA SEMENTES LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO DA SILVA WINTER R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL. ART. 514, II, CPC. RAZÕES RECURSAIS E DECISÃO RECORRIDA. ADEQUAÇÃO. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL. ATENDIMENTO. Manifestando o apelo, claramente, legalidade de disposição regulamentar objeto de refutação sentencial e indo além transcrevendo excerto do julgado vergastado, para contrariá-lo, resta óbvio o atendimento ao art. 514, II, CPC, e o princípio da dialeticidade recursal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982827. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL. ART. 514, II, CPC. RAZÕES RECURSAIS E DECISÃO RECORRIDA. ADEQUAÇÃO. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL. ATENDIMENTO. Manifestando o apelo, claramente, legalidade de disposição regulamentar objeto de refutação sentencial e indo além transcrevendo excerto do julgado vergastado, para contrariá-lo, resta óbvio o atendimento ao art. 514, II, CPC, e o princípio da dialeticidade recursal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 962080 AGR / RS TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. ART. 37, § 8º, RICMS. LIMITAÇÃO ESTABELECIDA EM DECRETO. ILEGALIDADE. Apresenta-se manifestamente ilegal a limitação à compensação de créditos tributários que tenha por base, exclusivamente, decreto, tal qual ocorre quanto ao art. 37, VIII, RICMS, em descompasso com os artigos 20, § 6º, I, LC nº 87/96, e 16, § 2º, Lei Estadual nº 8.820/89, que não limitam a modalidade extintiva à identidade de produto.” O Estado do Rio Grande do Sul, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 150, § 6º, e 155, § 2º, I, II, “a” e “b”, XII, “c” e “g”, todos da Constituição da República. Sendo esse o contexto, passo a examinar a postulação recursal em causa. E, ao fazê-lo, observo que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento. É que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, pois a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Impõe-se registrar, no que concerne à própria controvérsia suscitada nestes autos, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte que versaram matéria idêntica à veiculada no caso em exame (ARE 734.165/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ARE 871.173/RS, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982827. Supremo Tribunal Federal ARE 962080 AGR / RS TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. ART. 37, § 8º, RICMS. LIMITAÇÃO ESTABELECIDA EM DECRETO. ILEGALIDADE. Apresenta-se manifestamente ilegal a limitação à compensação de créditos tributários que tenha por base, exclusivamente, decreto, tal qual ocorre quanto ao art. 37, VIII, RICMS, em descompasso com os artigos 20, § 6º, I, LC nº 87/96, e 16, § 2º, Lei Estadual nº 8.820/89, que não limitam a modalidade extintiva à identidade de produto.” O Estado do Rio Grande do Sul, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 150, § 6º, e 155, § 2º, I, II, “a” e “b”, XII, “c” e “g”, todos da Constituição da República. Sendo esse o contexto, passo a examinar a postulação recursal em causa. E, ao fazê-lo, observo que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento. É que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, pois a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Impõe-se registrar, no que concerne à própria controvérsia suscitada nestes autos, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte que versaram matéria idêntica à veiculada no caso em exame (ARE 734.165/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ARE 871.173/RS, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 962080 AGR / RS Min. ROBERTO BARROSO – RE 799.824/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. BENEFÍCIO FISCAL. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. INSUMOS EMPREGADOS NA FABRICAÇÃO DE MERCADORIAS ISENTAS E NÃO TRIBUTADAS. LIMITES. ARTIGO 37, § 8º, DO DECRETO ESTADUAL Nº 37.699/1997 – RICMS/RS. DESACORDO COM O DISPOSTO NOS ARTIGOS 20, § 6º, I, DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL Nº 87/1996, E 16, § 2º, DA LEI ESTADUAL Nº 8.820/1989. CONTROVÉRSIA A RESPEITO DA HARMONIA DE DECRETO EXECUTIVO EM FACE DA LEI QUE LHE DÁ FUNDAMENTO DE VALIDADE. CRISE DE LEGALIDADE. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (RE 895.064-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX) Ressalto, ainda, que se revela inaplicável ao caso o art. 1.033 do CPC/15 em razão de o E. Superior Tribunal de Justiça já ter apreciado recurso especial deduzido nos autos. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/STF e Lei nº 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982827. Supremo Tribunal Federal ARE 962080 AGR / RS Min. ROBERTO BARROSO – RE 799.824/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. BENEFÍCIO FISCAL. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. INSUMOS EMPREGADOS NA FABRICAÇÃO DE MERCADORIAS ISENTAS E NÃO TRIBUTADAS. LIMITES. ARTIGO 37, § 8º, DO DECRETO ESTADUAL Nº 37.699/1997 – RICMS/RS. DESACORDO COM O DISPOSTO NOS ARTIGOS 20, § 6º, I, DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL Nº 87/1996, E 16, § 2º, DA LEI ESTADUAL Nº 8.820/1989. CONTROVÉRSIA A RESPEITO DA HARMONIA DE DECRETO EXECUTIVO EM FACE DA LEI QUE LHE DÁ FUNDAMENTO DE VALIDADE. CRISE DE LEGALIDADE. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (RE 895.064-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX) Ressalto, ainda, que se revela inaplicável ao caso o art. 1.033 do CPC/15 em razão de o E. Superior Tribunal de Justiça já ter apreciado recurso especial deduzido nos autos. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/STF e Lei nº 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : AGROSAFRA SEMENTES LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO DA SILVA WINTER (57052/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899271 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : AGROSAFRA SEMENTES LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO DA SILVA WINTER (57052/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899271 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11998692
2016-10-14T00:00:00
2016-11-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur359588
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) (RTJ 120/912, RTJ 132/455. (CRÉDITO TRIBUTÁRIO, COMPENSAÇÃO) RE 895064 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (CRÉDITO TRIBUTÁRIO, COMPENSAÇÃO) ARE 734165, RE 799824, ARE 871173. Número de páginas: 6. Análise: 16/11/2016, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
962080
[ "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 962080 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : AGROSAFRA SEMENTES LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO DA SILVA WINTER
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :AGROSAFRA SEMENTES LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO DA SILVA WINTER E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/Supremo Tribunal Federal E LEI n 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 7 a 13 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982825. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :AGROSAFRA SEMENTES LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO DA SILVA WINTER R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982826. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :AGROSAFRA SEMENTES LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO DA SILVA WINTER R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL. ART. 514, II, Código de Processo Civil. RAZÕES RECURSAIS E DECISÃO RECORRIDA. ADEQUAÇÃO. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL. ATENDIMENTO. Manifestando o apelo, claramente, legalidade de disposição regulamentar objeto de refutação sentencial e indo além transcrevendo excerto do julgado vergastado, para contrariá-lo, resta óbvio o atendimento ao art. 514, II, Código de Processo Civil, e o princípio da dialeticidade recursal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982827. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o presente agravo foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL. ART. 514, II, Código de Processo Civil. RAZÕES RECURSAIS E DECISÃO RECORRIDA. ADEQUAÇÃO. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL. ATENDIMENTO. Manifestando o apelo, claramente, legalidade de disposição regulamentar objeto de refutação sentencial e indo além transcrevendo excerto do julgado vergastado, para contrariá-lo, resta óbvio o atendimento ao art. 514, II, Código de Processo Civil, e o princípio da dialeticidade recursal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 962080 AGR / RS TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. ART. 37, § 8..., RICMS. LIMITAÇÃO ESTABELECIDA EM DECRETO. ILEGALIDADE. Apresenta-se manifestamente ilegal a limitação à compensação de créditos tributários que tenha por base, exclusivamente, decreto, tal qual ocorre quanto ao art. 37, VIII, RICMS, em descompasso com os artigos 20, § 6..., I, Lei Complementar n 87/96, e 16, § 2..., Lei Estadual n 8.820/89, que não limitam a modalidade extintiva à identidade de produto.” O Estado do Rio Grande do Sul, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 150, § 6..., e 155, § 2..., I, II, “a” e “b”, XII, “c” e “g”, todos da Constituição da República. Sendo esse o contexto, passo a examinar a postulação recursal em causa. E, ao fazê-lo, observo que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento. É que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, pois a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Impõe-se registrar, no que concerne à própria controvérsia suscitada nestes autos, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte que versaram matéria idêntica à veiculada no caso em exame (ARE 734.165/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ARE 871.173/RS, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982827. Supremo Tribunal Federal ARE 962080 AGR / RS TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. ART. 37, § 8..., RICMS. LIMITAÇÃO ESTABELECIDA EM DECRETO. ILEGALIDADE. Apresenta-se manifestamente ilegal a limitação à compensação de créditos tributários que tenha por base, exclusivamente, decreto, tal qual ocorre quanto ao art. 37, VIII, RICMS, em descompasso com os artigos 20, § 6..., I, Lei Complementar n 87/96, e 16, § 2..., Lei Estadual n 8.820/89, que não limitam a modalidade extintiva à identidade de produto.” O Estado do Rio Grande do Sul, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 150, § 6..., e 155, § 2..., I, II, “a” e “b”, XII, “c” e “g”, todos da Constituição da República. Sendo esse o contexto, passo a examinar a postulação recursal em causa. E, ao fazê-lo, observo que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento. É que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, pois a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Impõe-se registrar, no que concerne à própria controvérsia suscitada nestes autos, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte que versaram matéria idêntica à veiculada no caso em exame (ARE 734.165/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ARE 871.173/RS, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 962080 AGR / RS Min. ROBERTO BARROSO – Recurso Extraordinário 799.824/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. BENEFÍCIO FISCAL. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. INSUMOS EMPREGADOS NA FABRICAÇÃO DE MERCADORIAS ISENTAS E NÃO TRIBUTADAS. LIMITES. ARTIGO 37, § 8..., DO DECRETO ESTADUAL n 37.699/1997 – RICMS/RS. DESACORDO COM O DISPOSTO NOS ARTIGOS 20, § 6..., I, DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL n 87/1996, E 16, § 2..., DA LEI ESTADUAL n 8.820/1989. CONTROVÉRSIA A RESPEITO DA HARMONIA DE DECRETO EXECUTIVO EM FACE DA LEI QUE LHE DÁ FUNDAMENTO DE VALIDADE. CRISE DE LEGALIDADE. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 895.064-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX) Ressalto, ainda, que se revela inaplicável ao caso o art. 1.033 do Código de Processo Civil/15 em razão de o E. Superior Tribunal de Justiça já ter apreciado recurso especial deduzido nos autos. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal e Lei n 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982827. Supremo Tribunal Federal ARE 962080 AGR / RS Min. ROBERTO BARROSO – Recurso Extraordinário 799.824/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. BENEFÍCIO FISCAL. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. INSUMOS EMPREGADOS NA FABRICAÇÃO DE MERCADORIAS ISENTAS E NÃO TRIBUTADAS. LIMITES. ARTIGO 37, § 8..., DO DECRETO ESTADUAL n 37.699/1997 – RICMS/RS. DESACORDO COM O DISPOSTO NOS ARTIGOS 20, § 6..., I, DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL n 87/1996, E 16, § 2..., DA LEI ESTADUAL n 8.820/1989. CONTROVÉRSIA A RESPEITO DA HARMONIA DE DECRETO EXECUTIVO EM FACE DA LEI QUE LHE DÁ FUNDAMENTO DE VALIDADE. CRISE DE LEGALIDADE. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 895.064-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX) Ressalto, ainda, que se revela inaplicável ao caso o art. 1.033 do Código de Processo Civil/15 em razão de o E. Superior Tribunal de Justiça já ter apreciado recurso especial deduzido nos autos. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal e Lei n 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : AGROSAFRA SEMENTES LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO DA SILVA WINTER (57052/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899271 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.080 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : AGROSAFRA SEMENTES LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO DA SILVA WINTER (57052/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899271 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962 . 080", "SÚMULA 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 962080", "RTJ 120 / 912", "ARE 734 . 165 / RS", "ARE 871 . 173 / RS", "ARE 962080 AGR / RS", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "ARE 734 . 165 / RS", "ARE 871 . 173 / RS", "ARE 962080 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 799 . 824 / RS", "Recurso Extraordinário 895 . 064 - AgR / RS", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 962080 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 799 . 824 / RS", "Recurso Extraordinário 895 . 064 - AgR / RS", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 15 , ART . 85 , § 11", "LEI n 12 . 016 / 2009 , ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 514 , II , Código de Processo Civil", "art . 514 , II , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 514 , II , Código de Processo Civil", "art . 514 , II , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , VIII , RICMS", "artigos 20 , § 6 . . . , I , Lei Complementar n 87 / 96", "16 , § 2 . . . ,", "Lei Estadual n 8 . 820 / 89", "arts . 150 , §", "Constituição", "RTJ 132 / 455", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , § 8 . . . , RICMS", "art . 37 , VIII , RICMS", "artigos 20 , § 6 . . . , I , Lei Complementar n 87 / 96", "16 , § 2 . . . , Lei Estadual n 8 . 820 / 89", "arts . 150 , § 6 . . . , e 155 , § 2 . . . , I , II , “ a ” e “ b ” , XII , “ c ” e “ g ” , todos da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 37 , § 8 . . . , DO", "DECRETO ESTADUAL n 37 . 699 / 1997", "RICMS", "ARTIGOS 20 , § 6 . . . , I , DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL n 87 / 1996", "16 , § 2 . . . , DA", "LEI ESTADUAL n 8 . 820 / 1989", "art . 1 . 033 do Código de Processo", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 37 , § 8 . .", "DECRETO ESTADUAL n 37 . 699 / 1997", "RICMS", "/", "RS", "ARTIGOS 20 , § 6 . . . , I , DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL n 87 / 1996", "16 , § 2 . . . , DA LEI ESTADUAL n 8 . 820 / 1989", "art . 1 . 033 do Código de Processo Civil / 15", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Lei n 12 . 016 / 2009 , art . 25", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "AGROSAFRA SEMENTES LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "AGROSAFRA SEMENTES LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "AGROSAFRA SEMENTES LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RS", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "AGROSAFRA SEMENTES LTDA", "2", ".", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "AGROSAFRA SEMENTES LTDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "EDUARDO DA SILVA WINTER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EDUARDO DA SILVA WINTER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EDUARDO DA SILVA WINTER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "EDUARDO DA SILVA WINTER", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "EDUARDO DA SILVA WINTER", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ROSALINA MARIA DE GOUVEA ADV.(A/S) :MARIA TERESA DE OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. EXCESSO NA EXECUÇÃO. ERRO DE CÁLCULO. DIFERENÇAS DE CORREÇÃO MONETÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA N. 587). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 14 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934888. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ROSALINA MARIA DE GOUVEA ADV.(A/S) :MARIA TERESA DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 14.9.2012, o então Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa, negou seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Banco Bradesco S/A, por ter este Supremo Tribunal assentado a ausência de repercussão geral das questões trazidas no recurso (fl. 281). 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.9.2012 (fl. 282), Banco Bradesco S/A interpõe, em 1º.10.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 286-290). 3. O Agravante alega que, “ao negar seguimento ao Agravo contra despacho denegatório de Recurso Extraordinário, o ilustre relator cerrou as portas do poder judiciário ao agravante violando os direitos constitucionais à ampla defesa, ao duplo grau de jurisdição, ao devido processo legal e o amplo acesso ao Poder Judiciário, presentes no artigo 5º, incisos LIV e LV da Carta Magna” (fl. 288). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934889. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ROSALINA MARIA DE GOUVEA ADV.(A/S) :MARIA TERESA DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 14.9.2012, o então Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa, negou seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Banco Bradesco S/A, por ter este Supremo Tribunal assentado a ausência de repercussão geral das questões trazidas no recurso (fl. 281). 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.9.2012 (fl. 282), Banco Bradesco S/A interpõe, em 1º.10.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 286-290). 3. O Agravante alega que, “ao negar seguimento ao Agravo contra despacho denegatório de Recurso Extraordinário, o ilustre relator cerrou as portas do poder judiciário ao agravante violando os direitos constitucionais à ampla defesa, ao duplo grau de jurisdição, ao devido processo legal e o amplo acesso ao Poder Judiciário, presentes no artigo 5º, incisos LIV e LV da Carta Magna” (fl. 288). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 687174 AGR / SP É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934889. Supremo Tribunal Federal ARE 687174 AGR / SP É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a controvérsia trazida nos autos não tem repercussão geral. Assim, por exemplo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXCESSO DE EXECUÇÃO DECORRENTE DE ERRO DE CÁLCULO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. OFENSA INDIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA. I – A verificação de eventuais erros no cálculo apresentado para fins de liquidação demanda o reexame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria, aqui, apenas indireta (Código de Processo Civil). II – Repercussão geral inexistente” (ARE n. 690.819-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, Redator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 8.9.2014). 3. O Agravante não demonstrou a ausência de identidade entre a questão trazida nos autos e o paradigma da repercussão geral. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934890. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a controvérsia trazida nos autos não tem repercussão geral. Assim, por exemplo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXCESSO DE EXECUÇÃO DECORRENTE DE ERRO DE CÁLCULO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. OFENSA INDIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA. I – A verificação de eventuais erros no cálculo apresentado para fins de liquidação demanda o reexame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria, aqui, apenas indireta (Código de Processo Civil). II – Repercussão geral inexistente” (ARE n. 690.819-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, Redator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 8.9.2014). 3. O Agravante não demonstrou a ausência de identidade entre a questão trazida nos autos e o paradigma da repercussão geral. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 687174 AGR / SP 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934890. Supremo Tribunal Federal ARE 687174 AGR / SP 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI (257220/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ROSALINA MARIA DE GOUVEA ADV.(A/S) : MARIA TERESA DE OLIVEIRA (263154/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Plenário, sessão virtual de 07 a 13.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11933871 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI (257220/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ROSALINA MARIA DE GOUVEA ADV.(A/S) : MARIA TERESA DE OLIVEIRA (263154/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Plenário, sessão virtual de 07 a 13.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11933871 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11966930
2016-10-14T00:00:00
2016-11-04T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Plenário, sessão virtual de 07 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. EXCESSO NA EXECUÇÃO. ERRO DE CÁLCULO. DIFERENÇAS DE CORREÇÃO MONETÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA N. 587). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur359206
- Acórdão(s) citado(s): (CÁLCULO, EXECUÇÃO) ARE 690819 RG. Número de páginas: 6. Análise: 07/12/2016, AMS.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
687174
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 687174 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ROSALINA MARIA DE GOUVEA ADV.(A/S) : MARIA TERESA DE OLIVEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ROSALINA MARIA DE GOUVEA ADV.(A/S) :MARIA TERESA DE OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. EXCESSO NA EXECUÇÃO. ERRO DE CÁLCULO. DIFERENÇAS DE CORREÇÃO MONETÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA N. 587). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 14 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934888. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ROSALINA MARIA DE GOUVEA ADV.(A/S) :MARIA TERESA DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 14.9.2012, o então Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa, negou seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Banco Bradesco S/A, por ter este Supremo Tribunal assentado a ausência de repercussão geral das questões trazidas no recurso (fl. 281). 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.9.2012 (fl. 282), Banco Bradesco S/A interpõe, em 1....10.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 286-290). 3. O Agravante alega que, “ao negar seguimento ao Agravo contra despacho denegatório de Recurso Extraordinário, o ilustre relator cerrou as portas do poder judiciário ao agravante violando os direitos constitucionais à ampla defesa, ao duplo grau de jurisdição, ao devido processo legal e o amplo acesso ao Poder Judiciário, presentes no artigo 5..., incisos LIV e LV da Carta Magna” (fl. 288). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934889. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ROSALINA MARIA DE GOUVEA ADV.(A/S) :MARIA TERESA DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 14.9.2012, o então Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa, negou seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Banco Bradesco S/A, por ter este Supremo Tribunal assentado a ausência de repercussão geral das questões trazidas no recurso (fl. 281). 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.9.2012 (fl. 282), Banco Bradesco S/A interpõe, em 1....10.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 286-290). 3. O Agravante alega que, “ao negar seguimento ao Agravo contra despacho denegatório de Recurso Extraordinário, o ilustre relator cerrou as portas do poder judiciário ao agravante violando os direitos constitucionais à ampla defesa, ao duplo grau de jurisdição, ao devido processo legal e o amplo acesso ao Poder Judiciário, presentes no artigo 5..., incisos LIV e LV da Carta Magna” (fl. 288). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 687174 AGR / SP É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934889. Supremo Tribunal Federal ARE 687174 AGR / SP É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a controvérsia trazida nos autos não tem repercussão geral. Assim, por exemplo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXCESSO DE EXECUÇÃO DECORRENTE DE ERRO DE CÁLCULO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. OFENSA INDIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA. I – A verificação de eventuais erros no cálculo apresentado para fins de liquidação demanda o reexame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria, aqui, apenas indireta (Código de Processo Civil). II – Repercussão geral inexistente” (ARE n. 690.819-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, Redator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 8.9.2014). 3. O Agravante não demonstrou a ausência de identidade entre a questão trazida nos autos e o paradigma da repercussão geral. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934890. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a controvérsia trazida nos autos não tem repercussão geral. Assim, por exemplo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXCESSO DE EXECUÇÃO DECORRENTE DE ERRO DE CÁLCULO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. OFENSA INDIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA. I – A verificação de eventuais erros no cálculo apresentado para fins de liquidação demanda o reexame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria, aqui, apenas indireta (Código de Processo Civil). II – Repercussão geral inexistente” (ARE n. 690.819-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, Redator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 8.9.2014). 3. O Agravante não demonstrou a ausência de identidade entre a questão trazida nos autos e o paradigma da repercussão geral. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 687174 AGR / SP 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934890. Supremo Tribunal Federal ARE 687174 AGR / SP 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11934890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI (257220/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ROSALINA MARIA DE GOUVEA ADV.(A/S) : MARIA TERESA DE OLIVEIRA (263154/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Plenário, sessão virtual de 07 a 13.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11933871 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.174 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI (257220/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ROSALINA MARIA DE GOUVEA ADV.(A/S) : MARIA TERESA DE OLIVEIRA (263154/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Plenário, sessão virtual de 07 a 13.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11933871 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687 . 174", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687 . 174", "ARE 687174 AGR / SP", "ARE 687174 AGR / SP", "ARE n . 690 . 819 - RG", "ARE n . 690 . 819 - RG", "ARE 687174 AGR / SP", "ARE 687174 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos LIV e LV da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200", "artigo 5 . . . , incisos LIV e LV da Carta Magna ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Banco Bradesco S / A", "Banco Bradesco S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Banco Bradesco S / A", "Banco Bradesco S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "ROSALINA MARIA DE GOUVEA", "MARIA TERESA DE OLIVEIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "ROSALINA MARIA DE GOUVEA", "MARIA TERESA DE OLIVEIRA", "Joaquim Barbosa", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "ROSALINA MARIA DE GOUVEA", "MARIA TERESA DE OLIVEIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "ROSALINA MARIA DE GOUVEA", "MARIA TERESA DE OLIVEIRA", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "ROSALINA MARIA DE GOUVEA", "MARIA TERESA DE OLIVEIRA", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "14", ".", "9", ".", "2012", "27", ".", "9", ".", "2012", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "14", ".", "9", ".", "2012", "27", ".", "9", ".", "2012", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "8", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "8", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "07", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VALDAIR ELEMAR CAMARGO ADV.(A/S) :GABRIELA ROBERTA SILVA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E A REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS (SÚMULA 279/STF). 1. A alegada violação aos dispositivos constitucionais, nos termos trazidos na petição de recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF. 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 07 a 13 de outubro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909568. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 988350 AGR / MS MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909568. Supremo Tribunal Federal ARE 988350 AGR / MS MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VALDAIR ELEMAR CAMARGO ADV.(A/S) :GABRIELA ROBERTA SILVA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 13.09.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso ao extraordinário pelos seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: APELAÇÃO CRIMINAL. EMBARGOS DE TERCEIRO. SEQÜESTRO. LEI 9.613/98. - Sequestro efetuado na forma da Lei n° 9.613/98, não se aplicando o disposto no artigo 130, parágrafo, único, do CPP. Alegação de nulidade que se rejeita. Precedente da Turma. - Elementos consistentes na declaração do bem perante a Receita Federal pelo investigado, transferência da propriedade três dias antes do registro do sequestro, ausência de documentação demonstrando ter havido as transações financeiras referentes ao negócio e ausência de contrato visando resguardar eventual inadimplência que infirmam a hipótese de boa-fé. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VALDAIR ELEMAR CAMARGO ADV.(A/S) :GABRIELA ROBERTA SILVA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 13.09.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso ao extraordinário pelos seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: APELAÇÃO CRIMINAL. EMBARGOS DE TERCEIRO. SEQÜESTRO. LEI 9.613/98. - Sequestro efetuado na forma da Lei n° 9.613/98, não se aplicando o disposto no artigo 130, parágrafo, único, do CPP. Alegação de nulidade que se rejeita. Precedente da Turma. - Elementos consistentes na declaração do bem perante a Receita Federal pelo investigado, transferência da propriedade três dias antes do registro do sequestro, ausência de documentação demonstrando ter havido as transações financeiras referentes ao negócio e ausência de contrato visando resguardar eventual inadimplência que infirmam a hipótese de boa-fé. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 988350 AGR / MS - Cabimento da condenação em verba honorária. Precedente da Turma. - Recurso desprovido. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa aos arts. 5º, XXII, LV, LIV; e 170, II e III, da Constituição. Sustenta ser nula de pleno direito a r. Sentença de Primeiro Grau e o acórdão ora recorrido, os quais, somente poderão ser prolatados após o julgamento definitivo, com trânsito em julgado, da Ação Penal que apura a existência ou não dos delitos que ensejaram o sequestro no caso em tela. Afirma que o ora Recorrente adquiriu a Fazenda Água da Mata, ora sequestrada, imbuído de boa-fé, sem ter qualquer conhecimento de que, tal imóvel, poderia ter sido de propriedade de uma pessoa com problemas com a Justiça. O recurso é inadmissível, tendo em vista que a alegada violação ao dispositivos constitucionais, nos termos trazidos na petição de recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF. A a simples oposição dos embargos de declaração sem o efetivo debate no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como malferidos, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal (RE 694.298-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Supremo Tribunal Federal ARE 988350 AGR / MS - Cabimento da condenação em verba honorária. Precedente da Turma. - Recurso desprovido. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa aos arts. 5º, XXII, LV, LIV; e 170, II e III, da Constituição. Sustenta ser nula de pleno direito a r. Sentença de Primeiro Grau e o acórdão ora recorrido, os quais, somente poderão ser prolatados após o julgamento definitivo, com trânsito em julgado, da Ação Penal que apura a existência ou não dos delitos que ensejaram o sequestro no caso em tela. Afirma que o ora Recorrente adquiriu a Fazenda Água da Mata, ora sequestrada, imbuído de boa-fé, sem ter qualquer conhecimento de que, tal imóvel, poderia ter sido de propriedade de uma pessoa com problemas com a Justiça. O recurso é inadmissível, tendo em vista que a alegada violação ao dispositivos constitucionais, nos termos trazidos na petição de recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF. A a simples oposição dos embargos de declaração sem o efetivo debate no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como malferidos, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal (RE 694.298-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 988350 AGR / MS fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, confiram-se os seguintes trechos do voto condutor do acórdão recorrido: [...] Ao início, observa-se da decisão (fls. 29/30) que o seqüestro foi realizado com fulcro na Lei n° 9.613/98, não havendo que se falar em violação ao artigo 130, parágrafo único, do Código de Processo Penal, que não se aplica à hipótese dos autos.(...) […] Sobre a alegação de boa-fé do requerente na aquisição do bem seqüestrado, nada a objetar aos fundamentos da sentença, destacando-se: "Impossibilidade de levantamento do seqüestro. Com efeito, o embargante não logrou se desincumbir do ônus de comprovar a condição de terceiro de boa fé. […] Assim, constata-se que não há nos autos elementos hábeis a comprovar a qualidade de terceiro de boa fé do embargante. Diante da fragilidade dos elementos trazidos, bem como dos documentos acostados, caberia ao embargante produzir outras provas no sentido de demonstrar sua condição de terceiro de boa fé. Todavia, não o fez. […]. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. […].” 2. A parte agravante alega que: (i) “as razões da interposição do RECURSO EXTRAORDINÁRIO são sérias e robustas, e amplamente versadas e devidamente prequestionadas pelo ora Agravante, o que faz aflorar a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Supremo Tribunal Federal ARE 988350 AGR / MS fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, confiram-se os seguintes trechos do voto condutor do acórdão recorrido: [...] Ao início, observa-se da decisão (fls. 29/30) que o seqüestro foi realizado com fulcro na Lei n° 9.613/98, não havendo que se falar em violação ao artigo 130, parágrafo único, do Código de Processo Penal, que não se aplica à hipótese dos autos.(...) […] Sobre a alegação de boa-fé do requerente na aquisição do bem seqüestrado, nada a objetar aos fundamentos da sentença, destacando-se: "Impossibilidade de levantamento do seqüestro. Com efeito, o embargante não logrou se desincumbir do ônus de comprovar a condição de terceiro de boa fé. […] Assim, constata-se que não há nos autos elementos hábeis a comprovar a qualidade de terceiro de boa fé do embargante. Diante da fragilidade dos elementos trazidos, bem como dos documentos acostados, caberia ao embargante produzir outras provas no sentido de demonstrar sua condição de terceiro de boa fé. Todavia, não o fez. […]. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. […].” 2. A parte agravante alega que: (i) “as razões da interposição do RECURSO EXTRAORDINÁRIO são sérias e robustas, e amplamente versadas e devidamente prequestionadas pelo ora Agravante, o que faz aflorar a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Relatório ARE 988350 AGR / MS imprescindível necessidade da apreciação, conhecimento e posterior provimento do seu mérito”; (ii) “não se pretende reexame de matéria fático-probatória, sendo, pois, o objetivo único e exclusivo do presente recurso é a aplicação ao caso das normas constitucionais atinentes à espécie, as quais foram violadas e afrontadas pelo acórdão objeto do Recurso Extraordinário”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Supremo Tribunal Federal ARE 988350 AGR / MS imprescindível necessidade da apreciação, conhecimento e posterior provimento do seu mérito”; (ii) “não se pretende reexame de matéria fático-probatória, sendo, pois, o objetivo único e exclusivo do presente recurso é a aplicação ao caso das normas constitucionais atinentes à espécie, as quais foram violadas e afrontadas pelo acórdão objeto do Recurso Extraordinário”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A alegada violação aos dispositivos constitucionais, nos termos trazidos na petição de recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF. No caso, “a simples oposição dos embargos de declaração sem o efetivo debate no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como malferidos, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal” (RE 694.298-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 3. Ademais, tal como consta na decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam necessárias a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909570. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A alegada violação aos dispositivos constitucionais, nos termos trazidos na petição de recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF. No caso, “a simples oposição dos embargos de declaração sem o efetivo debate no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como malferidos, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal” (RE 694.298-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 3. Ademais, tal como consta na decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam necessárias a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : VALDAIR ELEMAR CAMARGO ADV.(A/S) : GABRIELA ROBERTA SILVA (37868/PR, 329035/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944593 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : VALDAIR ELEMAR CAMARGO ADV.(A/S) : GABRIELA ROBERTA SILVA (37868/PR, 329035/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944593 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11966685
2016-10-14T00:00:00
2016-11-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E A REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS (SÚMULA 279/STF). 1. A alegada violação aos dispositivos constitucionais, nos termos trazidos na petição de recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF. 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur359093
- Acórdão(s) citado(s): (REQUESTIONAMENTO) RE 694298 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 18/11/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
988350
[ "LEG-FED LEI-009613 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 988350 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VALDAIR ELEMAR CAMARGO ADV.(A/S) : GABRIELA ROBERTA SILVA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VALDAIR ELEMAR CAMARGO ADV.(A/S) :GABRIELA ROBERTA SILVA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E A REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS (SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal). 1. A alegada violação aos dispositivos constitucionais, nos termos trazidos na petição de recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 07 a 13 de outubro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909568. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 988350 AGR / MS MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909568. Supremo Tribunal Federal ARE 988350 AGR / MS MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VALDAIR ELEMAR CAMARGO ADV.(A/S) :GABRIELA ROBERTA SILVA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 13.09.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso ao extraordinário pelos seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: APELAÇÃO CRIMINAL. EMBARGOS DE TERCEIRO. SEQÜESTRO. LEI 9.613/98. - Sequestro efetuado na forma da Lei n 9.613/98, não se aplicando o disposto no artigo 130, parágrafo, único, do CPP. Alegação de nulidade que se rejeita. Precedente da Turma. - Elementos consistentes na declaração do bem perante a Receita Federal pelo investigado, transferência da propriedade três dias antes do registro do sequestro, ausência de documentação demonstrando ter havido as transações financeiras referentes ao negócio e ausência de contrato visando resguardar eventual inadimplência que infirmam a hipótese de boa-fé. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VALDAIR ELEMAR CAMARGO ADV.(A/S) :GABRIELA ROBERTA SILVA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 13.09.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso ao extraordinário pelos seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: APELAÇÃO CRIMINAL. EMBARGOS DE TERCEIRO. SEQÜESTRO. LEI 9.613/98. - Sequestro efetuado na forma da Lei n 9.613/98, não se aplicando o disposto no artigo 130, parágrafo, único, do CPP. Alegação de nulidade que se rejeita. Precedente da Turma. - Elementos consistentes na declaração do bem perante a Receita Federal pelo investigado, transferência da propriedade três dias antes do registro do sequestro, ausência de documentação demonstrando ter havido as transações financeiras referentes ao negócio e ausência de contrato visando resguardar eventual inadimplência que infirmam a hipótese de boa-fé. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 988350 AGR / MS - Cabimento da condenação em verba honorária. Precedente da Turma. - Recurso desprovido. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa aos arts. 5..., XXII, LV, LIV; e 170, II e III, da Constituição. Sustenta ser nula de pleno direito a r. Sentença de Primeiro Grau e o acórdão ora recorrido, os quais, somente poderão ser prolatados após o julgamento definitivo, com trânsito em julgado, da Ação Penal que apura a existência ou não dos delitos que ensejaram o sequestro no caso em tela. Afirma que o ora Recorrente adquiriu a Fazenda Água da Mata, ora sequestrada, imbuído de boa-fé, sem ter qualquer conhecimento de que, tal imóvel, poderia ter sido de propriedade de uma pessoa com problemas com a Justiça. O recurso é inadmissível, tendo em vista que a alegada violação ao dispositivos constitucionais, nos termos trazidos na petição de recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. A a simples oposição dos embargos de declaração sem o efetivo debate no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como malferidos, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário 694.298-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Supremo Tribunal Federal ARE 988350 AGR / MS - Cabimento da condenação em verba honorária. Precedente da Turma. - Recurso desprovido. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa aos arts. 5..., XXII, LV, LIV; e 170, II e III, da Constituição. Sustenta ser nula de pleno direito a r. Sentença de Primeiro Grau e o acórdão ora recorrido, os quais, somente poderão ser prolatados após o julgamento definitivo, com trânsito em julgado, da Ação Penal que apura a existência ou não dos delitos que ensejaram o sequestro no caso em tela. Afirma que o ora Recorrente adquiriu a Fazenda Água da Mata, ora sequestrada, imbuído de boa-fé, sem ter qualquer conhecimento de que, tal imóvel, poderia ter sido de propriedade de uma pessoa com problemas com a Justiça. O recurso é inadmissível, tendo em vista que a alegada violação ao dispositivos constitucionais, nos termos trazidos na petição de recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. A a simples oposição dos embargos de declaração sem o efetivo debate no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como malferidos, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário 694.298-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 988350 AGR / MS fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso extraordinário. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, confiram-se os seguintes trechos do voto condutor do acórdão recorrido: [...] Ao início, observa-se da decisão (fls. 29/30) que o seqüestro foi realizado com fulcro na Lei n 9.613/98, não havendo que se falar em violação ao artigo 130, parágrafo único, do Código de Processo Penal, que não se aplica à hipótese dos autos.(...) […] Sobre a alegação de boa-fé do requerente na aquisição do bem seqüestrado, nada a objetar aos fundamentos da sentença, destacando-se: "Impossibilidade de levantamento do seqüestro. Com efeito, o embargante não logrou se desincumbir do ônus de comprovar a condição de terceiro de boa fé. […] Assim, constata-se que não há nos autos elementos hábeis a comprovar a qualidade de terceiro de boa fé do embargante. Diante da fragilidade dos elementos trazidos, bem como dos documentos acostados, caberia ao embargante produzir outras provas no sentido de demonstrar sua condição de terceiro de boa fé. Todavia, não o fez. […]. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. […].” 2. A parte agravante alega que: (i) “as razões da interposição do RECURSO EXTRAORDINÁRIO são sérias e robustas, e amplamente versadas e devidamente prequestionadas pelo ora Agravante, o que faz aflorar a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Supremo Tribunal Federal ARE 988350 AGR / MS fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso extraordinário. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, confiram-se os seguintes trechos do voto condutor do acórdão recorrido: [...] Ao início, observa-se da decisão (fls. 29/30) que o seqüestro foi realizado com fulcro na Lei n 9.613/98, não havendo que se falar em violação ao artigo 130, parágrafo único, do Código de Processo Penal, que não se aplica à hipótese dos autos.(...) […] Sobre a alegação de boa-fé do requerente na aquisição do bem seqüestrado, nada a objetar aos fundamentos da sentença, destacando-se: "Impossibilidade de levantamento do seqüestro. Com efeito, o embargante não logrou se desincumbir do ônus de comprovar a condição de terceiro de boa fé. […] Assim, constata-se que não há nos autos elementos hábeis a comprovar a qualidade de terceiro de boa fé do embargante. Diante da fragilidade dos elementos trazidos, bem como dos documentos acostados, caberia ao embargante produzir outras provas no sentido de demonstrar sua condição de terceiro de boa fé. Todavia, não o fez. […]. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. […].” 2. A parte agravante alega que: (i) “as razões da interposição do RECURSO EXTRAORDINÁRIO são sérias e robustas, e amplamente versadas e devidamente prequestionadas pelo ora Agravante, o que faz aflorar a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Relatório ARE 988350 AGR / MS imprescindível necessidade da apreciação, conhecimento e posterior provimento do seu mérito”; (ii) “não se pretende reexame de matéria fático-probatória, sendo, pois, o objetivo único e exclusivo do presente recurso é a aplicação ao caso das normas constitucionais atinentes à espécie, as quais foram violadas e afrontadas pelo acórdão objeto do Recurso Extraordinário”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Supremo Tribunal Federal ARE 988350 AGR / MS imprescindível necessidade da apreciação, conhecimento e posterior provimento do seu mérito”; (ii) “não se pretende reexame de matéria fático-probatória, sendo, pois, o objetivo único e exclusivo do presente recurso é a aplicação ao caso das normas constitucionais atinentes à espécie, as quais foram violadas e afrontadas pelo acórdão objeto do Recurso Extraordinário”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A alegada violação aos dispositivos constitucionais, nos termos trazidos na petição de recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. No caso, “a simples oposição dos embargos de declaração sem o efetivo debate no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como malferidos, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal” (Recurso Extraordinário 694.298-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 3. Ademais, tal como consta na decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam necessárias a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909570. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A alegada violação aos dispositivos constitucionais, nos termos trazidos na petição de recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. No caso, “a simples oposição dos embargos de declaração sem o efetivo debate no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como malferidos, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal” (Recurso Extraordinário 694.298-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 3. Ademais, tal como consta na decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam necessárias a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : VALDAIR ELEMAR CAMARGO ADV.(A/S) : GABRIELA ROBERTA SILVA (37868/PR, 329035/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944593 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.350 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : VALDAIR ELEMAR CAMARGO ADV.(A/S) : GABRIELA ROBERTA SILVA (37868/PR, 329035/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944593 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 282 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 988350 AGR / MS", "ARE 988350 AGR / MS", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 282 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 694 . 298 - AgR", "Tema", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 988350 AGR / MS", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 282 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 694 . 298 - AgR", "Tema 660 -", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 988350 AGR / MS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 988350 AGR / MS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 988350 AGR / MS", "ARE 988350 AGR / MS", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 282 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 694 . 298 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 282 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 694 . 298 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 613 / 98", "Lei n 9 . 613 / 98", "artigo 130 , parágrafo , único , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 613 / 98", "Lei n 9 . 613 / 98", "artigo 130 , parágrafo , único , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , XXII , LV , LIV ; e 170 , II e III , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , XXII , LV , LIV ; e 170 , II e III , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 613 / 98", "artigo 130 , parágrafo único , do Código de Processo Penal", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 613 / 98", "artigo 130 , parágrafo único , do Código de Processo Penal", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO DO SUL", "Brasília", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "Fazenda Água da Mata", "Fazenda Água da Mata", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Receita Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Receita Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "VALDAIR ELEMAR CAMARGO", "GABRIELA ROBERTA SILVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "VALDAIR ELEMAR CAMARGO", "GABRIELA ROBERTA SILVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "VALDAIR", "ELEMAR CAMARGO", "GABRIELA ROBERTA SILVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "VALDAIR ELEMAR CAMARGO", "GABRIELA ROBERTA SILVA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "VALDAIR ELEMAR CAMARGO", "GABRIELA ROBERTA SILVA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "07 a", "13 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "13", ".", "09", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "13", ".", "09", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LEONIDES BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) :BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO CONSTITUCIONAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 7 a 13 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982809. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LEONIDES BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) :BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível, deduzido pela parte ora recorrente. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982810. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LEONIDES BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) :BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível, deduzido pela parte ora recorrente. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982810. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o agravo deduzido nestes autos, foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 5ª Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE. PENSÃO POR MORTE. FILHA MAIOR. ÓBITO DO INSTITUIDOR SOB A ÉGIDE DAS LEIS 3765/60 E 4242/63. INCAPACIDADE E IMPOSSIBILIDADE DE PROVER O PRÓPRIO SUSTENTO. NÃO COMPROVAÇÃO. 1. Trata-se de apelação interposta contra sentença que julgou improcedente o pedido formulado pela autora, na peça vestibular, o de perceber da pensão de ex-combatente decorrente do óbito de seu genitor, em conjunto com sua mãe e viúva do pretenso instituidor. 2. Na hipótese vertente, a demandante alegou, em síntese: a) ser filha de ex-combatente fazendo jus à pensão especial prevista no art. 53, II, do ADCT, ’b’) ter sido reconhecido esse direito administrativamente, através de concessão da pensão à sua genitora e viúva do instituidor, quando da data do seu óbito, em 02.08.1988; ‘c’) ter falecido o instituidor na vigência das leis nº 4 .242/63 e 3.765/60, que conferiam o direito à pensão também às filhas de qualquer condição; ‘d’) ter requerido, administrativamente, a concessão do beneficio, (1/2 da pensão especial) que restou sem resposta até a data do ajuizamento da ação, razão pela qual se viu compelida a buscar a via judicial para obtenção da sua cota parte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o agravo deduzido nestes autos, foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 5ª Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE. PENSÃO POR MORTE. FILHA MAIOR. ÓBITO DO INSTITUIDOR SOB A ÉGIDE DAS LEIS 3765/60 E 4242/63. INCAPACIDADE E IMPOSSIBILIDADE DE PROVER O PRÓPRIO SUSTENTO. NÃO COMPROVAÇÃO. 1. Trata-se de apelação interposta contra sentença que julgou improcedente o pedido formulado pela autora, na peça vestibular, o de perceber da pensão de ex-combatente decorrente do óbito de seu genitor, em conjunto com sua mãe e viúva do pretenso instituidor. 2. Na hipótese vertente, a demandante alegou, em síntese: a) ser filha de ex-combatente fazendo jus à pensão especial prevista no art. 53, II, do ADCT, ’b’) ter sido reconhecido esse direito administrativamente, através de concessão da pensão à sua genitora e viúva do instituidor, quando da data do seu óbito, em 02.08.1988; ‘c’) ter falecido o instituidor na vigência das leis nº 4 .242/63 e 3.765/60, que conferiam o direito à pensão também às filhas de qualquer condição; ‘d’) ter requerido, administrativamente, a concessão do beneficio, (1/2 da pensão especial) que restou sem resposta até a data do ajuizamento da ação, razão pela qual se viu compelida a buscar a via judicial para obtenção da sua cota parte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 950970 AGR / PE 3. A condição de ex-combatente do instituidor foi reconhecida administrativamente, através da concessão da pensão, originariamente, à sua viúva, sendo incontroversa, portanto. 4. Aplicável ao caso o art. 30 da Lei nº 4.242/63: Art. 30. É concedida aos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, da FEB, da FAB e da Marinha, que participaram ativamente das operações de guerra e se encontram incapacitados, sem poder prover os próprios meios de subsistência e não percebem qualquer importância dos cofres públicos, bem como a seus herdeiros, pensão igual à estipulada no art. 26 da Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960. (Revogado pela Lei nº 8.059, de 1990). 5. A jurisprudência mais recente deste Tribunal, em sintonia com o entendimento firmado pelo e. STJ, tem se posicionado pela exigência, também dos herdeiros de ex-combatentes, que pleiteiam a pensão prevista no art. 30, da Lei nº 4242/63, de comprovarem o preenchimento dos seguintes requisitos específicos: incapacidade e impossibilidade de prover o próprio sustento, não recebendo qualquer importância dos cofres públicos. 6. No caso em comento, a autora, apesar da qualidade de filha de ex-combatente, falecido sob a égide das Leis nºs 3765/60 e 4242/63, não logrou provar ser incapaz, nem estar impossibilitada de prover o próprio sustento. Ao contrário, na petição inicial, afirma ser cobradora, exercendo, portanto, atividade remunerada. 7. Aliás, como bem ressaltou o ilustre sentenciante, o instituidor não era inválido (não há considerações sobre este fato na petição inicial, fundada apenas na sua condição pura e simples de ex-combatente, tendo a autora requerido o julgamento antecipado da lide) e, ademais, era integrante dos quadros da Polícia Militar do Estado de Pernambuco, conforme se verifica da sua identificação acostada aos autos, razão pela qual esbarra em duplo óbice para a concessão do beneficio pretendido, quer por não ser inválido quer por perceber importância dos cofres públicos . 8. Ora, se o genitor não possuía direito a essa específica pensão, seus dependentes também não fazem jus ao pagamento, tanto que o beneficio que deveria ele receber em vida e que foi deferido à sua viúva 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Supremo Tribunal Federal ARE 950970 AGR / PE 3. A condição de ex-combatente do instituidor foi reconhecida administrativamente, através da concessão da pensão, originariamente, à sua viúva, sendo incontroversa, portanto. 4. Aplicável ao caso o art. 30 da Lei nº 4.242/63: Art. 30. É concedida aos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, da FEB, da FAB e da Marinha, que participaram ativamente das operações de guerra e se encontram incapacitados, sem poder prover os próprios meios de subsistência e não percebem qualquer importância dos cofres públicos, bem como a seus herdeiros, pensão igual à estipulada no art. 26 da Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960. (Revogado pela Lei nº 8.059, de 1990). 5. A jurisprudência mais recente deste Tribunal, em sintonia com o entendimento firmado pelo e. STJ, tem se posicionado pela exigência, também dos herdeiros de ex-combatentes, que pleiteiam a pensão prevista no art. 30, da Lei nº 4242/63, de comprovarem o preenchimento dos seguintes requisitos específicos: incapacidade e impossibilidade de prover o próprio sustento, não recebendo qualquer importância dos cofres públicos. 6. No caso em comento, a autora, apesar da qualidade de filha de ex-combatente, falecido sob a égide das Leis nºs 3765/60 e 4242/63, não logrou provar ser incapaz, nem estar impossibilitada de prover o próprio sustento. Ao contrário, na petição inicial, afirma ser cobradora, exercendo, portanto, atividade remunerada. 7. Aliás, como bem ressaltou o ilustre sentenciante, o instituidor não era inválido (não há considerações sobre este fato na petição inicial, fundada apenas na sua condição pura e simples de ex-combatente, tendo a autora requerido o julgamento antecipado da lide) e, ademais, era integrante dos quadros da Polícia Militar do Estado de Pernambuco, conforme se verifica da sua identificação acostada aos autos, razão pela qual esbarra em duplo óbice para a concessão do beneficio pretendido, quer por não ser inválido quer por perceber importância dos cofres públicos . 8. Ora, se o genitor não possuía direito a essa específica pensão, seus dependentes também não fazem jus ao pagamento, tanto que o beneficio que deveria ele receber em vida e que foi deferido à sua viúva 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 950970 AGR / PE é o previsto no ADCT, regulamentado pela Lei nº 8.059/90, não o previsto na Lei nº 4.242/63. 9. Assim, por não preencherem o pretenso instituidor e a demandante os requisitos para a concessão da pensão prevista na Lei nº 4.242/63, a improcedência do pedido é medida que se impõe. Apelação improvida.” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos no art. 53, II e III, do ADCT. Tal como ressaltado na decisão ora agravada o recurso extraordinário em referência revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal Regional Federal da 5ª Região, ao proferir a decisão questionada, apoiou-se, essencialmente, em elementos de fato que deram suporte legitimador ao reconhecimento, por aquela Corte judiciária, de que, “(...) por não preencher o pretenso instituidor e a demandante os requisitos para a concessão da pensão prevista na Lei nº 4.242/63, a improcedência do pedido é medida que se impõe”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Supremo Tribunal Federal ARE 950970 AGR / PE é o previsto no ADCT, regulamentado pela Lei nº 8.059/90, não o previsto na Lei nº 4.242/63. 9. Assim, por não preencherem o pretenso instituidor e a demandante os requisitos para a concessão da pensão prevista na Lei nº 4.242/63, a improcedência do pedido é medida que se impõe. Apelação improvida.” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos no art. 53, II e III, do ADCT. Tal como ressaltado na decisão ora agravada o recurso extraordinário em referência revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal Regional Federal da 5ª Região, ao proferir a decisão questionada, apoiou-se, essencialmente, em elementos de fato que deram suporte legitimador ao reconhecimento, por aquela Corte judiciária, de que, “(...) por não preencher o pretenso instituidor e a demandante os requisitos para a concessão da pensão prevista na Lei nº 4.242/63, a improcedência do pedido é medida que se impõe”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 950970 AGR / PE Não foi por outro motivo que o acórdão recorrido fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios: “A jurisprudência mais recente deste Tribunal, em sintonia com o entendimento firmado pelo e. STJ, tem se posicionado pela exigência, também dos herdeiros de ex-combatentes, que pleiteiam a pensão prevista no art. 30, da Lei nº 4242/63, de comprovarem o preenchimento dos seguintes requisitos específicos: incapacidade e impossibilidade de prover o próprio sustento, não recebendo qualquer importância dos cofres públicos. No caso em comento, a autora, apesar da qualidade de filha de ex-combatente, falecido sob a égide das Leis nºs 3765/60 e 4242/63, não logrou provar ser incapaz, nem estar impossibilitada de prover o próprio sustento. Ao contrário, na petição inicial, afirma ser cobradora, exercendo, portanto, atividade remunerada.” Vê-se, portanto, que a pretensão ora deduzida pela parte agravante revela-se processualmente inviável, pois o apelo extremo não permite que se reexaminem, nele, em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais circunstâncias, como sucede na espécie, mostram-se condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no acórdão recorrido, cujo pronunciamento sobre matéria de fato reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.). Observo, finalmente, por relevante, que o Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. ODIM BRANDÃO FERREIRA, opinou contrariamente à parte ora agravante, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer do qual destaco o seguinte trecho: “Vê-se que o acórdão recorrido aplicou a legislação vigente à época do óbito do instituidor, tal como requerido pela recorrente. E a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Supremo Tribunal Federal ARE 950970 AGR / PE Não foi por outro motivo que o acórdão recorrido fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios: “A jurisprudência mais recente deste Tribunal, em sintonia com o entendimento firmado pelo e. STJ, tem se posicionado pela exigência, também dos herdeiros de ex-combatentes, que pleiteiam a pensão prevista no art. 30, da Lei nº 4242/63, de comprovarem o preenchimento dos seguintes requisitos específicos: incapacidade e impossibilidade de prover o próprio sustento, não recebendo qualquer importância dos cofres públicos. No caso em comento, a autora, apesar da qualidade de filha de ex-combatente, falecido sob a égide das Leis nºs 3765/60 e 4242/63, não logrou provar ser incapaz, nem estar impossibilitada de prover o próprio sustento. Ao contrário, na petição inicial, afirma ser cobradora, exercendo, portanto, atividade remunerada.” Vê-se, portanto, que a pretensão ora deduzida pela parte agravante revela-se processualmente inviável, pois o apelo extremo não permite que se reexaminem, nele, em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais circunstâncias, como sucede na espécie, mostram-se condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no acórdão recorrido, cujo pronunciamento sobre matéria de fato reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.). Observo, finalmente, por relevante, que o Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. ODIM BRANDÃO FERREIRA, opinou contrariamente à parte ora agravante, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer do qual destaco o seguinte trecho: “Vê-se que o acórdão recorrido aplicou a legislação vigente à época do óbito do instituidor, tal como requerido pela recorrente. E a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 950970 AGR / PE partir dessa legislação afirmou não estarem cumpridos os requisitos para a concessão da pensão. Assim, além de se tratar de conclusão firmada com apoio em interpretação de dispositivo legal, e não em norma constitucional, a revisão da decisão demandaria o revolvimento das provas dos autos, providência que encontra óbice na Súmula 279 do STF. IV O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso extraordinário.” Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Supremo Tribunal Federal ARE 950970 AGR / PE partir dessa legislação afirmou não estarem cumpridos os requisitos para a concessão da pensão. Assim, além de se tratar de conclusão firmada com apoio em interpretação de dispositivo legal, e não em norma constitucional, a revisão da decisão demandaria o revolvimento das provas dos autos, providência que encontra óbice na Súmula 279 do STF. IV O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso extraordinário.” Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : LEONIDES BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) : BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA (19805/PE) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899265 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : LEONIDES BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) : BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA (19805/PE) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899265 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11991786
2016-10-14T00:00:00
2016-11-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO CONSTITUCIONAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório. Precedentes.
sjur359579
- Acórdão(s) citado(s): (RE, MATÉRIA DE PROVA) RTJ 161/992, RTJ 186/703, RTJ 152/612, RTJ 153/1019, RTJ 158/693. Número de páginas: 8. Análise: 17/11/2016, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
950970
[ "LEG-FED LEI-003765 ANO-1960\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-004242 ANO-1963\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 950970 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LEONIDES BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) : BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LEONIDES BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) :BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO CONSTITUCIONAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 7 a 13 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982809. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LEONIDES BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) :BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível, deduzido pela parte ora recorrente. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982810. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LEONIDES BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) :BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível, deduzido pela parte ora recorrente. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982810. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o agravo deduzido nestes autos, foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 5... Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE. PENSÃO POR MORTE. FILHA MAIOR. ÓBITO DO INSTITUIDOR SOB A ÉGIDE DAS LEIS 3765/60 E 4242/63. INCAPACIDADE E IMPOSSIBILIDADE DE PROVER O PRÓPRIO SUSTENTO. NÃO COMPROVAÇÃO. 1. Trata-se de apelação interposta contra sentença que julgou improcedente o pedido formulado pela autora, na peça vestibular, o de perceber da pensão de ex-combatente decorrente do óbito de seu genitor, em conjunto com sua mãe e viúva do pretenso instituidor. 2. Na hipótese vertente, a demandante alegou, em síntese: a) ser filha de ex-combatente fazendo jus à pensão especial prevista no art. 53, II, do ADCT, ’b’) ter sido reconhecido esse direito administrativamente, através de concessão da pensão à sua genitora e viúva do instituidor, quando da data do seu óbito, em 02.08.1988; ‘c’) ter falecido o instituidor na vigência das leis n 4 .242/63 e 3.765/60, que conferiam o direito à pensão também às filhas de qualquer condição; ‘d’) ter requerido, administrativamente, a concessão do beneficio, (1/2 da pensão especial) que restou sem resposta até a data do ajuizamento da ação, razão pela qual se viu compelida a buscar a via judicial para obtenção da sua cota parte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame. Com efeito, o recurso extraordinário a que se refere o agravo deduzido nestes autos, foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 5... Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE. PENSÃO POR MORTE. FILHA MAIOR. ÓBITO DO INSTITUIDOR SOB A ÉGIDE DAS LEIS 3765/60 E 4242/63. INCAPACIDADE E IMPOSSIBILIDADE DE PROVER O PRÓPRIO SUSTENTO. NÃO COMPROVAÇÃO. 1. Trata-se de apelação interposta contra sentença que julgou improcedente o pedido formulado pela autora, na peça vestibular, o de perceber da pensão de ex-combatente decorrente do óbito de seu genitor, em conjunto com sua mãe e viúva do pretenso instituidor. 2. Na hipótese vertente, a demandante alegou, em síntese: a) ser filha de ex-combatente fazendo jus à pensão especial prevista no art. 53, II, do ADCT, ’b’) ter sido reconhecido esse direito administrativamente, através de concessão da pensão à sua genitora e viúva do instituidor, quando da data do seu óbito, em 02.08.1988; ‘c’) ter falecido o instituidor na vigência das leis n 4 .242/63 e 3.765/60, que conferiam o direito à pensão também às filhas de qualquer condição; ‘d’) ter requerido, administrativamente, a concessão do beneficio, (1/2 da pensão especial) que restou sem resposta até a data do ajuizamento da ação, razão pela qual se viu compelida a buscar a via judicial para obtenção da sua cota parte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 950970 AGR / PE 3. A condição de ex-combatente do instituidor foi reconhecida administrativamente, através da concessão da pensão, originariamente, à sua viúva, sendo incontroversa, portanto. 4. Aplicável ao caso o art. 30 da Lei n 4.242/63: Art. 30. É concedida aos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, da FEB, da FAB e da Marinha, que participaram ativamente das operações de guerra e se encontram incapacitados, sem poder prover os próprios meios de subsistência e não percebem qualquer importância dos cofres públicos, bem como a seus herdeiros, pensão igual à estipulada no art. 26 da Lei n 3.765, de 4 de maio de 1960. (Revogado pela Lei n 8.059, de 1990). 5. A jurisprudência mais recente deste Tribunal, em sintonia com o entendimento firmado pelo e. Superior Tribunal de Justiça, tem se posicionado pela exigência, também dos herdeiros de ex-combatentes, que pleiteiam a pensão prevista no art. 30, da Lei n 4242/63, de comprovarem o preenchimento dos seguintes requisitos específicos: incapacidade e impossibilidade de prover o próprio sustento, não recebendo qualquer importância dos cofres públicos. 6. No caso em comento, a autora, apesar da qualidade de filha de ex-combatente, falecido sob a égide das Leis ns 3765/60 e 4242/63, não logrou provar ser incapaz, nem estar impossibilitada de prover o próprio sustento. Ao contrário, na petição inicial, afirma ser cobradora, exercendo, portanto, atividade remunerada. 7. Aliás, como bem ressaltou o ilustre sentenciante, o instituidor não era inválido (não há considerações sobre este fato na petição inicial, fundada apenas na sua condição pura e simples de ex-combatente, tendo a autora requerido o julgamento antecipado da lide) e, ademais, era integrante dos quadros da Polícia Militar do Estado de Pernambuco, conforme se verifica da sua identificação acostada aos autos, razão pela qual esbarra em duplo óbice para a concessão do beneficio pretendido, quer por não ser inválido quer por perceber importância dos cofres públicos . 8. Ora, se o genitor não possuía direito a essa específica pensão, seus dependentes também não fazem jus ao pagamento, tanto que o beneficio que deveria ele receber em vida e que foi deferido à sua viúva 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Supremo Tribunal Federal ARE 950970 AGR / PE 3. A condição de ex-combatente do instituidor foi reconhecida administrativamente, através da concessão da pensão, originariamente, à sua viúva, sendo incontroversa, portanto. 4. Aplicável ao caso o art. 30 da Lei n 4.242/63: Art. 30. É concedida aos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, da FEB, da FAB e da Marinha, que participaram ativamente das operações de guerra e se encontram incapacitados, sem poder prover os próprios meios de subsistência e não percebem qualquer importância dos cofres públicos, bem como a seus herdeiros, pensão igual à estipulada no art. 26 da Lei n 3.765, de 4 de maio de 1960. (Revogado pela Lei n 8.059, de 1990). 5. A jurisprudência mais recente deste Tribunal, em sintonia com o entendimento firmado pelo e. Superior Tribunal de Justiça, tem se posicionado pela exigência, também dos herdeiros de ex-combatentes, que pleiteiam a pensão prevista no art. 30, da Lei n 4242/63, de comprovarem o preenchimento dos seguintes requisitos específicos: incapacidade e impossibilidade de prover o próprio sustento, não recebendo qualquer importância dos cofres públicos. 6. No caso em comento, a autora, apesar da qualidade de filha de ex-combatente, falecido sob a égide das Leis ns 3765/60 e 4242/63, não logrou provar ser incapaz, nem estar impossibilitada de prover o próprio sustento. Ao contrário, na petição inicial, afirma ser cobradora, exercendo, portanto, atividade remunerada. 7. Aliás, como bem ressaltou o ilustre sentenciante, o instituidor não era inválido (não há considerações sobre este fato na petição inicial, fundada apenas na sua condição pura e simples de ex-combatente, tendo a autora requerido o julgamento antecipado da lide) e, ademais, era integrante dos quadros da Polícia Militar do Estado de Pernambuco, conforme se verifica da sua identificação acostada aos autos, razão pela qual esbarra em duplo óbice para a concessão do beneficio pretendido, quer por não ser inválido quer por perceber importância dos cofres públicos . 8. Ora, se o genitor não possuía direito a essa específica pensão, seus dependentes também não fazem jus ao pagamento, tanto que o beneficio que deveria ele receber em vida e que foi deferido à sua viúva 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 950970 AGR / PE é o previsto no ADCT, regulamentado pela Lei n 8.059/90, não o previsto na Lei n 4.242/63. 9. Assim, por não preencherem o pretenso instituidor e a demandante os requisitos para a concessão da pensão prevista na Lei n 4.242/63, a improcedência do pedido é medida que se impõe. Apelação improvida.” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos no art. 53, II e III, do ADCT. Tal como ressaltado na decisão ora agravada o recurso extraordinário em referência revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal Regional Federal da 5... Região, ao proferir a decisão questionada, apoiou-se, essencialmente, em elementos de fato que deram suporte legitimador ao reconhecimento, por aquela Corte judiciária, de que, “(...) por não preencher o pretenso instituidor e a demandante os requisitos para a concessão da pensão prevista na Lei n 4.242/63, a improcedência do pedido é medida que se impõe”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Supremo Tribunal Federal ARE 950970 AGR / PE é o previsto no ADCT, regulamentado pela Lei n 8.059/90, não o previsto na Lei n 4.242/63. 9. Assim, por não preencherem o pretenso instituidor e a demandante os requisitos para a concessão da pensão prevista na Lei n 4.242/63, a improcedência do pedido é medida que se impõe. Apelação improvida.” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos no art. 53, II e III, do ADCT. Tal como ressaltado na decisão ora agravada o recurso extraordinário em referência revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal Regional Federal da 5... Região, ao proferir a decisão questionada, apoiou-se, essencialmente, em elementos de fato que deram suporte legitimador ao reconhecimento, por aquela Corte judiciária, de que, “(...) por não preencher o pretenso instituidor e a demandante os requisitos para a concessão da pensão prevista na Lei n 4.242/63, a improcedência do pedido é medida que se impõe”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 950970 AGR / PE Não foi por outro motivo que o acórdão recorrido fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios: “A jurisprudência mais recente deste Tribunal, em sintonia com o entendimento firmado pelo e. Superior Tribunal de Justiça, tem se posicionado pela exigência, também dos herdeiros de ex-combatentes, que pleiteiam a pensão prevista no art. 30, da Lei n 4242/63, de comprovarem o preenchimento dos seguintes requisitos específicos: incapacidade e impossibilidade de prover o próprio sustento, não recebendo qualquer importância dos cofres públicos. No caso em comento, a autora, apesar da qualidade de filha de ex-combatente, falecido sob a égide das Leis ns 3765/60 e 4242/63, não logrou provar ser incapaz, nem estar impossibilitada de prover o próprio sustento. Ao contrário, na petição inicial, afirma ser cobradora, exercendo, portanto, atividade remunerada.” Vê-se, portanto, que a pretensão ora deduzida pela parte agravante revela-se processualmente inviável, pois o apelo extremo não permite que se reexaminem, nele, em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais circunstâncias, como sucede na espécie, mostram-se condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no acórdão recorrido, cujo pronunciamento sobre matéria de fato reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.). Observo, finalmente, por relevante, que o Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. ODIM BRANDÃO FERREIRA, opinou contrariamente à parte ora agravante, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer do qual destaco o seguinte trecho: “Vê-se que o acórdão recorrido aplicou a legislação vigente à época do óbito do instituidor, tal como requerido pela recorrente. E a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Supremo Tribunal Federal ARE 950970 AGR / PE Não foi por outro motivo que o acórdão recorrido fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios: “A jurisprudência mais recente deste Tribunal, em sintonia com o entendimento firmado pelo e. Superior Tribunal de Justiça, tem se posicionado pela exigência, também dos herdeiros de ex-combatentes, que pleiteiam a pensão prevista no art. 30, da Lei n 4242/63, de comprovarem o preenchimento dos seguintes requisitos específicos: incapacidade e impossibilidade de prover o próprio sustento, não recebendo qualquer importância dos cofres públicos. No caso em comento, a autora, apesar da qualidade de filha de ex-combatente, falecido sob a égide das Leis ns 3765/60 e 4242/63, não logrou provar ser incapaz, nem estar impossibilitada de prover o próprio sustento. Ao contrário, na petição inicial, afirma ser cobradora, exercendo, portanto, atividade remunerada.” Vê-se, portanto, que a pretensão ora deduzida pela parte agravante revela-se processualmente inviável, pois o apelo extremo não permite que se reexaminem, nele, em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais circunstâncias, como sucede na espécie, mostram-se condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no acórdão recorrido, cujo pronunciamento sobre matéria de fato reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.). Observo, finalmente, por relevante, que o Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. ODIM BRANDÃO FERREIRA, opinou contrariamente à parte ora agravante, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer do qual destaco o seguinte trecho: “Vê-se que o acórdão recorrido aplicou a legislação vigente à época do óbito do instituidor, tal como requerido pela recorrente. E a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 950970 AGR / PE partir dessa legislação afirmou não estarem cumpridos os requisitos para a concessão da pensão. Assim, além de se tratar de conclusão firmada com apoio em interpretação de dispositivo legal, e não em norma constitucional, a revisão da decisão demandaria o revolvimento das provas dos autos, providência que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso extraordinário.” Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Supremo Tribunal Federal ARE 950970 AGR / PE partir dessa legislação afirmou não estarem cumpridos os requisitos para a concessão da pensão. Assim, além de se tratar de conclusão firmada com apoio em interpretação de dispositivo legal, e não em norma constitucional, a revisão da decisão demandaria o revolvimento das provas dos autos, providência que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso extraordinário.” Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11982811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : LEONIDES BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) : BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA (19805/PE) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899265 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.970 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : LEONIDES BEZERRA DA SILVA ADV.(A/S) : BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA (19805/PE) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899265 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950 . 970", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 950970 AGR / PE", "ARE 950970 AGR / PE", "4242", "ARE 950970 AGR / PE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 950970 AGR / PE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 950970 AGR / PE", "RTJ 161 / 992", "RTJ", "RTJ 152 / 612", "RTJ 153 / 1019", "ARE 950970 AGR / PE", "RTJ 161 / 992", "RTJ 152 / 612", "ARE 950970 AGR / PE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 950970 AGR / PE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "LEI n 12 . 322 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS 3765 / 60", "4242", "/", "63", "leis n 4 . 242 / 63", "3", ".", "765", "/", "60", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS 3765 / 60", "4242", "/", "63", "art . 53 , II , do ADCT", "leis n 4 . 242 / 63", "3", ".", "765", "/", "60", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 30 da Lei n 4 . 242 / 63", "art . 26 da Lei n 3 . 765", "Lei n 8 . 059", "art . 30 , da Lei n 4242 / 63", "Leis ns 3765 / 60", "4242", "/", "63", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 30 da Lei n 4 . 242 / 63", "art . 26 da Lei n 3 . 765", "Lei n 8 . 059", "art . 30 , da Lei n 4242 / 63", "ns", "/", "63", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 059 / 90", "Lei n 4 . 242 / 63", "Lei n 4 . 242 / 63", "Lei n 4 . 242 / 63", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 059 / 90", "Lei n 4 . 242 / 63", "Lei n 4 . 242 / 63", "art . 53 , II e III , do ADCT", "Lei n 4 . 242 / 63", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 30 , da Lei n 4242 / 63", "Leis ns 3765 / 60", "4242", "/", "63", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 30 , da Lei n 4242", "Leis ns 3765 / 60", "4242", "/", "63", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 5 .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Guerra Mundial", "FEB", "FAB", "Marinha", "Superior Tribunal de Justiça", "Polícia Militar do Estado de Pernambuco", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Guerra Mundial", "FEB", "FAB", "Marinha", "Superior Tribunal de Justiça", "Polícia Militar do Estado de Pernambuco", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "E", ".", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "LEONIDES BEZERRA DA SILVA", "BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LEONIDES BEZERRA DA SILVA", "BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LEONIDES BEZERRA DA SILVA", "BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ODIM BRANDÃO FERREIRA", "ODIM BRANDÃO FERREIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LEONIDES BEZERRA DA SILVA", "BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "LEONIDES BEZERRA DA SILVA", "BRUNO DE ALBUQUERQUE BAPTISTA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "02", ".", "08", ".", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "02", ".", "08", ".", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de maio de 1960", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de maio de 1960", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA ADV.(A/S) :NILSON REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE VAGA SER DESTINADA À PROVIMENTO POR REMOÇÃO. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.4.2013. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902718. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 800086 AGR / MG Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902718. Supremo Tribunal Federal ARE 800086 AGR / MG Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902718. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA ADV.(A/S) :NILSON REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Estado de Minas Gerais. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta aos arts. 5º e 37, I, II, III e XV, da Lei Maior. Acórdão recorrido publicado em 26.4.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902719. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA ADV.(A/S) :NILSON REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Estado de Minas Gerais. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta aos arts. 5º e 37, I, II, III e XV, da Lei Maior. Acórdão recorrido publicado em 26.4.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902719. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo, verbis: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5º e 37, I, II, III e XV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo, verbis: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5º e 37, I, II, III e XV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 800086 AGR / MG “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE VAGAS PARA CARGO PÚBLICO COM LISTA DE APROVADOS EM CONCURSO VIGENTE: DIREITO ADQUIRIDO E EXPECTATIVA DE DIREITO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. RECUSA DA ADMINISTRAÇÃO EM PROVER CARGOS VAGOS: NECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO. ARTIGOS 37, INCISOS II E IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os candidatos aprovados em concurso público têm direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a ser dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do concurso. 2. A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser motivada, e esta motivação é suscetível de apreciação pelo Poder Judiciário. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” (RE 227.480/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 21.8.2009 – destaquei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282 DO STF. ADMINISTRATIVO. INVESTIDURA EM CARGO OU EMPREGO PÚBLICO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA. SUBMISSÃO À REGRA CONSTITUCIONAL DO CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO QUE PASSA A FIGURAR DENTRO DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Ausência de prequestionamento dos arts. 2º e 173, § 1º, II, da Constituição. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Precedentes. II – A jurisprudência deste Tribunal é pacífica no sentido de que, para a investidura em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Supremo Tribunal Federal ARE 800086 AGR / MG “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE VAGAS PARA CARGO PÚBLICO COM LISTA DE APROVADOS EM CONCURSO VIGENTE: DIREITO ADQUIRIDO E EXPECTATIVA DE DIREITO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. RECUSA DA ADMINISTRAÇÃO EM PROVER CARGOS VAGOS: NECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO. ARTIGOS 37, INCISOS II E IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os candidatos aprovados em concurso público têm direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a ser dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do concurso. 2. A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser motivada, e esta motivação é suscetível de apreciação pelo Poder Judiciário. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” (RE 227.480/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 21.8.2009 – destaquei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282 DO STF. ADMINISTRATIVO. INVESTIDURA EM CARGO OU EMPREGO PÚBLICO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA. SUBMISSÃO À REGRA CONSTITUCIONAL DO CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO QUE PASSA A FIGURAR DENTRO DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Ausência de prequestionamento dos arts. 2º e 173, § 1º, II, da Constituição. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Precedentes. II – A jurisprudência deste Tribunal é pacífica no sentido de que, para a investidura em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 800086 AGR / MG cargo ou emprego público, as empresas públicas e as sociedades de economia mista se submetem à regra constitucional do concurso público, prevista no art. 37, II, da Lei Maior. Precedentes. III - O Plenário desta Corte, no julgamento do RE 598.099/MS, Rel. Min. Gilmar Mendes, firmou entendimento no sentido de que possui direito subjetivo à nomeação o candidato aprovado dentro do número de vagas previstas no edital de concurso público. IV - O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital na hipótese em que surgirem novas vagas no prazo de validade do concurso. Precedentes. V – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 790.897-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 07.3.2014 – destaquei) Divergir da posição adotada pelo Tribunal a quo, acerca da existência, ou não, de cargo vago, demanda a análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 657.722-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 03.5.2012; e AI 856.727-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 07.02.2013, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NÃO CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO. CADASTRO RESERVA. ALEGADA EXISTÊNCIA DE VAGAS ATIVAS E NECESSIDADE MANIFESTA DE PESSOAL POR PARTE DA ADMINISTRAÇÃO. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. O 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Supremo Tribunal Federal ARE 800086 AGR / MG cargo ou emprego público, as empresas públicas e as sociedades de economia mista se submetem à regra constitucional do concurso público, prevista no art. 37, II, da Lei Maior. Precedentes. III - O Plenário desta Corte, no julgamento do RE 598.099/MS, Rel. Min. Gilmar Mendes, firmou entendimento no sentido de que possui direito subjetivo à nomeação o candidato aprovado dentro do número de vagas previstas no edital de concurso público. IV - O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital na hipótese em que surgirem novas vagas no prazo de validade do concurso. Precedentes. V – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 790.897-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 07.3.2014 – destaquei) Divergir da posição adotada pelo Tribunal a quo, acerca da existência, ou não, de cargo vago, demanda a análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 657.722-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 03.5.2012; e AI 856.727-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 07.02.2013, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NÃO CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO. CADASTRO RESERVA. ALEGADA EXISTÊNCIA DE VAGAS ATIVAS E NECESSIDADE MANIFESTA DE PESSOAL POR PARTE DA ADMINISTRAÇÃO. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. O 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 800086 AGR / MG requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO – CANDIDATO APROVADO PARA PREENCHIMENTO DE QUADRO DE RESERVA – NOMEAÇÃO – MERA EXPECTATIVA DE DIREITO – VIOLAÇÃO DA ORDEM DE CONVOCAÇÃO OU CONTRATAÇÃO IRREGULAR DE SERVIDORES – NÃO DEMONSTRAÇÃO – IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO MANTIDA. Tratando-se de candidato aprovado para o preenchimento de quadro de reserva, inexiste, em princípio, direito subjetivo à nomeação, que somente passa a existir se demonstrada a ocorrência de violação da ordem de convocação ou a contratação irregular de servidores, que não se verifica na hipótese de simples contratação precária para substituição de titular do cargo.’ 5. Agravo regimental desprovido.” "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONCURSANDOS QUE ALEGAM A EXISTÊNCIA DE NOVO CONCURSO PARA CARGO IDÊNTICO AO CONCURSO POR ESTES PRESTADOS, AINDA EM VIGÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Supremo Tribunal Federal ARE 800086 AGR / MG requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO – CANDIDATO APROVADO PARA PREENCHIMENTO DE QUADRO DE RESERVA – NOMEAÇÃO – MERA EXPECTATIVA DE DIREITO – VIOLAÇÃO DA ORDEM DE CONVOCAÇÃO OU CONTRATAÇÃO IRREGULAR DE SERVIDORES – NÃO DEMONSTRAÇÃO – IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO MANTIDA. Tratando-se de candidato aprovado para o preenchimento de quadro de reserva, inexiste, em princípio, direito subjetivo à nomeação, que somente passa a existir se demonstrada a ocorrência de violação da ordem de convocação ou a contratação irregular de servidores, que não se verifica na hipótese de simples contratação precária para substituição de titular do cargo.’ 5. Agravo regimental desprovido.” "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONCURSANDOS QUE ALEGAM A EXISTÊNCIA DE NOVO CONCURSO PARA CARGO IDÊNTICO AO CONCURSO POR ESTES PRESTADOS, AINDA EM VIGÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 800086 AGR / MG 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. A Súmula 279 do STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA. PROVIMENTO DO CARGO DE ORIENTADOR DE PROJETOS DE ASSENTAMENTO. PREENCHIMENTO DAS VAGAS PREVISTAS NO EDITAL E DAQUELAS SURGIDAS DURANTE O PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. CRIAÇÃO DE NOVO CARGO. IDENTIDADE DE ATRIBUIÇÕES. NÃO OCORRÊNCIA. I- A regular aprovação em concurso público gera, em favor, do candidato, uma expectativa de direito à nomeação e posse no cargo para o qual concorreu, que se concretizada, ante a existência de vaga e o interesse da Administração Pública em preenchê-la. II- No caso concreto, contudo, tendo a Administração provido as vagas existentes, durante o prazo de validade do concurso público, descabe a alegação de preterição, sob o fundamento de transformação do cargo público previsto no edital em outro, com idênticas atribuições, hipótese não ocorrida, na espécie. III- Apelação desprovida.’ 5. Agravo regimental a que se nega provimento." Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Supremo Tribunal Federal ARE 800086 AGR / MG 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. A Súmula 279 do STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA. PROVIMENTO DO CARGO DE ORIENTADOR DE PROJETOS DE ASSENTAMENTO. PREENCHIMENTO DAS VAGAS PREVISTAS NO EDITAL E DAQUELAS SURGIDAS DURANTE O PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. CRIAÇÃO DE NOVO CARGO. IDENTIDADE DE ATRIBUIÇÕES. NÃO OCORRÊNCIA. I- A regular aprovação em concurso público gera, em favor, do candidato, uma expectativa de direito à nomeação e posse no cargo para o qual concorreu, que se concretizada, ante a existência de vaga e o interesse da Administração Pública em preenchê-la. II- No caso concreto, contudo, tendo a Administração provido as vagas existentes, durante o prazo de validade do concurso público, descabe a alegação de preterição, sob o fundamento de transformação do cargo público previsto no edital em outro, com idênticas atribuições, hipótese não ocorrida, na espécie. III- Apelação desprovida.’ 5. Agravo regimental a que se nega provimento." Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 800086 AGR / MG Irrepreensível a decisão agravada. Divergir do entendimento do tribunal a aquo, só seria possível em análise no âmbito infraconstitucional da legislação, que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Supremo Tribunal Federal ARE 800086 AGR / MG Irrepreensível a decisão agravada. Divergir do entendimento do tribunal a aquo, só seria possível em análise no âmbito infraconstitucional da legislação, que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA ADV.(A/S) : NILSON REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958790 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA ADV.(A/S) : NILSON REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958790 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7982232
2015-02-24T00:00:00
2015-03-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 24.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE VAGA SER DESTINADA À PROVIMENTO POR REMOÇÃO. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.4.2013. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur295629
Número de páginas: 10. Análise: 24/03/2015, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
800086
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 800086 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA ADV.(A/S) : NILSON REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA ADV.(A/S) :NILSON REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE VAGA SER DESTINADA À PROVIMENTO POR REMOÇÃO. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.4.2013. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do que assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902718. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 800086 AGR / MG Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902718. Supremo Tribunal Federal ARE 800086 AGR / MG Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902718. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA ADV.(A/S) :NILSON REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Estado de Minas Gerais. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta aos arts. 5... e 37, I, II, III e XV, da Lei Maior. Acórdão recorrido publicado em 26.4.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902719. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA ADV.(A/S) :NILSON REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Estado de Minas Gerais. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta aos arts. 5... e 37, I, II, III e XV, da Lei Maior. Acórdão recorrido publicado em 26.4.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902719. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo, verbis: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5... e 37, I, II, III e XV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo, verbis: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5... e 37, I, II, III e XV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 800086 AGR / MG “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE VAGAS PARA CARGO PÚBLICO COM LISTA DE APROVADOS EM CONCURSO VIGENTE: DIREITO ADQUIRIDO E EXPECTATIVA DE DIREITO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. RECUSA DA ADMINISTRAÇÃO EM PROVER CARGOS VAGOS: NECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO. ARTIGOS 37, INCISOS II E IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os candidatos aprovados em concurso público têm direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a ser dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do concurso. 2. A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser motivada, e esta motivação é suscetível de apreciação pelo Poder Judiciário. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 227.480/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 21.8.2009 – destaquei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. ADMINISTRATIVO. INVESTIDURA EM CARGO OU EMPREGO PÚBLICO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA. SUBMISSÃO À REGRA CONSTITUCIONAL DO CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO QUE PASSA A FIGURAR DENTRO DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Ausência de prequestionamento dos arts. 2... e 173, § 1..., II, da Constituição. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Precedentes. II – A jurisprudência deste Tribunal é pacífica no sentido de que, para a investidura em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Supremo Tribunal Federal ARE 800086 AGR / MG “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE VAGAS PARA CARGO PÚBLICO COM LISTA DE APROVADOS EM CONCURSO VIGENTE: DIREITO ADQUIRIDO E EXPECTATIVA DE DIREITO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. RECUSA DA ADMINISTRAÇÃO EM PROVER CARGOS VAGOS: NECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO. ARTIGOS 37, INCISOS II E IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os candidatos aprovados em concurso público têm direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a ser dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do concurso. 2. A recusa da Administração Pública em prover cargos vagos quando existentes candidatos aprovados em concurso público deve ser motivada, e esta motivação é suscetível de apreciação pelo Poder Judiciário. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 227.480/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 21.8.2009 – destaquei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. ADMINISTRATIVO. INVESTIDURA EM CARGO OU EMPREGO PÚBLICO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA. SUBMISSÃO À REGRA CONSTITUCIONAL DO CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO QUE PASSA A FIGURAR DENTRO DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Ausência de prequestionamento dos arts. 2... e 173, § 1..., II, da Constituição. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Precedentes. II – A jurisprudência deste Tribunal é pacífica no sentido de que, para a investidura em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 800086 AGR / MG cargo ou emprego público, as empresas públicas e as sociedades de economia mista se submetem à regra constitucional do concurso público, prevista no art. 37, II, da Lei Maior. Precedentes. III - O Plenário desta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 598.099/MS, Rel. Min. Gilmar Mendes, firmou entendimento no sentido de que possui direito subjetivo à nomeação o candidato aprovado dentro do número de vagas previstas no edital de concurso público. IV - O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital na hipótese em que surgirem novas vagas no prazo de validade do concurso. Precedentes. V – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 790.897-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 07.3.2014 – destaquei) Divergir da posição adotada pelo Tribunal a quo, acerca da existência, ou não, de cargo vago, demanda a análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 657.722-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 03.5.2012; e AI 856.727-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 07.02.2013, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NÃO CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO. CADASTRO RESERVA. ALEGADA EXISTÊNCIA DE VAGAS ATIVAS E NECESSIDADE MANIFESTA DE PESSOAL POR PARTE DA ADMINISTRAÇÃO. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Supremo Tribunal Federal ARE 800086 AGR / MG cargo ou emprego público, as empresas públicas e as sociedades de economia mista se submetem à regra constitucional do concurso público, prevista no art. 37, II, da Lei Maior. Precedentes. III - O Plenário desta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 598.099/MS, Rel. Min. Gilmar Mendes, firmou entendimento no sentido de que possui direito subjetivo à nomeação o candidato aprovado dentro do número de vagas previstas no edital de concurso público. IV - O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital na hipótese em que surgirem novas vagas no prazo de validade do concurso. Precedentes. V – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 790.897-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 07.3.2014 – destaquei) Divergir da posição adotada pelo Tribunal a quo, acerca da existência, ou não, de cargo vago, demanda a análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 657.722-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 03.5.2012; e AI 856.727-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 07.02.2013, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NÃO CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO. CADASTRO RESERVA. ALEGADA EXISTÊNCIA DE VAGAS ATIVAS E NECESSIDADE MANIFESTA DE PESSOAL POR PARTE DA ADMINISTRAÇÃO. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 800086 AGR / MG requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO – CANDIDATO APROVADO PARA PREENCHIMENTO DE QUADRO DE RESERVA – NOMEAÇÃO – MERA EXPECTATIVA DE DIREITO – VIOLAÇÃO DA ORDEM DE CONVOCAÇÃO OU CONTRATAÇÃO IRREGULAR DE SERVIDORES – NÃO DEMONSTRAÇÃO – IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO MANTIDA. Tratando-se de candidato aprovado para o preenchimento de quadro de reserva, inexiste, em princípio, direito subjetivo à nomeação, que somente passa a existir se demonstrada a ocorrência de violação da ordem de convocação ou a contratação irregular de servidores, que não se verifica na hipótese de simples contratação precária para substituição de titular do cargo.’ 5. Agravo regimental desprovido.” "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONCURSANDOS QUE ALEGAM A EXISTÊNCIA DE NOVO CONCURSO PARA CARGO IDÊNTICO AO CONCURSO POR ESTES PRESTADOS, AINDA EM VIGÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Supremo Tribunal Federal ARE 800086 AGR / MG requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO – CANDIDATO APROVADO PARA PREENCHIMENTO DE QUADRO DE RESERVA – NOMEAÇÃO – MERA EXPECTATIVA DE DIREITO – VIOLAÇÃO DA ORDEM DE CONVOCAÇÃO OU CONTRATAÇÃO IRREGULAR DE SERVIDORES – NÃO DEMONSTRAÇÃO – IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO MANTIDA. Tratando-se de candidato aprovado para o preenchimento de quadro de reserva, inexiste, em princípio, direito subjetivo à nomeação, que somente passa a existir se demonstrada a ocorrência de violação da ordem de convocação ou a contratação irregular de servidores, que não se verifica na hipótese de simples contratação precária para substituição de titular do cargo.’ 5. Agravo regimental desprovido.” "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONCURSANDOS QUE ALEGAM A EXISTÊNCIA DE NOVO CONCURSO PARA CARGO IDÊNTICO AO CONCURSO POR ESTES PRESTADOS, AINDA EM VIGÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 800086 AGR / MG 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA. PROVIMENTO DO CARGO DE ORIENTADOR DE PROJETOS DE ASSENTAMENTO. PREENCHIMENTO DAS VAGAS PREVISTAS NO EDITAL E DAQUELAS SURGIDAS DURANTE O PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. CRIAÇÃO DE NOVO CARGO. IDENTIDADE DE ATRIBUIÇÕES. NÃO OCORRÊNCIA. I- A regular aprovação em concurso público gera, em favor, do candidato, uma expectativa de direito à nomeação e posse no cargo para o qual concorreu, que se concretizada, ante a existência de vaga e o interesse da Administração Pública em preenchê-la. II- No caso concreto, contudo, tendo a Administração provido as vagas existentes, durante o prazo de validade do concurso público, descabe a alegação de preterição, sob o fundamento de transformação do cargo público previsto no edital em outro, com idênticas atribuições, hipótese não ocorrida, na espécie. III- Apelação desprovida.’ 5. Agravo regimental a que se nega provimento." Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Supremo Tribunal Federal ARE 800086 AGR / MG 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA. PROVIMENTO DO CARGO DE ORIENTADOR DE PROJETOS DE ASSENTAMENTO. PREENCHIMENTO DAS VAGAS PREVISTAS NO EDITAL E DAQUELAS SURGIDAS DURANTE O PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. CRIAÇÃO DE NOVO CARGO. IDENTIDADE DE ATRIBUIÇÕES. NÃO OCORRÊNCIA. I- A regular aprovação em concurso público gera, em favor, do candidato, uma expectativa de direito à nomeação e posse no cargo para o qual concorreu, que se concretizada, ante a existência de vaga e o interesse da Administração Pública em preenchê-la. II- No caso concreto, contudo, tendo a Administração provido as vagas existentes, durante o prazo de validade do concurso público, descabe a alegação de preterição, sob o fundamento de transformação do cargo público previsto no edital em outro, com idênticas atribuições, hipótese não ocorrida, na espécie. III- Apelação desprovida.’ 5. Agravo regimental a que se nega provimento." Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 800086 AGR / MG Irrepreensível a decisão agravada. Divergir do entendimento do tribunal a aquo, só seria possível em análise no âmbito infraconstitucional da legislação, que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Supremo Tribunal Federal ARE 800086 AGR / MG Irrepreensível a decisão agravada. Divergir do entendimento do tribunal a aquo, só seria possível em análise no âmbito infraconstitucional da legislação, que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7902720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA ADV.(A/S) : NILSON REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958790 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.086 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA ADV.(A/S) : NILSON REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 24.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux. Ausentes, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em razão de visita institucional à Suécia e, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7958790 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800 . 086", "ARE 800086 AGR / MG", "ARE 800086 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 227 . 480 / RJ", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 800086 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 227 . 480 / RJ", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 099 / MS", "ARE 790 . 897 - AgR", "ARE 657 . 722 - AgR / MG", "AI 856 . 727 - AgR / DF", "SÚMULA 279 /", "ARE 800086 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 598 . 099 / MS", "ARE 790 . 897 - AgR", "ARE 657 . 722 - AgR / MG", "AI 856 . 727 - AgR / DF", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 800086 AGR / MG", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 800086 AGR / MG", "ARE 800086 AGR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 5 . . . e 37 , I , II , III e XV , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 5 . . . e 37 , I , II , III e XV , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . e 37 , I , II , III e XV , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "37 , I , II , III e XV , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 37 , INCISOS II E IV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "arts . 2 . . . e 173 , § 1 . . . , II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 37 , INCISOS II E IV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "arts . 2 . . . e 173 , § 1 . . . , II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , II , da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , II , da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Constituição da República", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Estado de Minas Gerais", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário desta Corte", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MG", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA", "NILSON REIS JÚNIOR", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA", "NILSON REIS JÚNIOR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA", "NILSON REIS JÚNIOR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER ARE", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "ROSA WEBER ARE", "ROSA WEBER ARE", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA", "NILSON REIS JÚNIOR", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "LÍLIAN MARIA CAMBRAIA BAHIA", "NILSON REIS JÚNIOR", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "02", "/", "2015", "26", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "26", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "26", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "3", ".", "2014", "03", ".", "5", ".", "2012", "07", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "3", ".", "2014", "03", ".", "5", ".", "2012", "07", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO JUDICIÁRIO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL. MONTANTE INDENIZATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto à caracterização do dano moral e quanto ao valor fixado a título de indenização, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II- Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, majoro em 10% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. III- Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880154. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 965134 AGR / CE multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de outubro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880154. Supremo Tribunal Federal ARE 965134 AGR / CE multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de outubro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880154. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão proferida por minha antecessora no feito, Ministra Cármen Lúcia, que negou seguimento ao agravo sob o fundamento de que, para dissentir do acórdão recorrido quanto ao valor fixado a título de danos morais e quanto à ocorrência de responsabilidade civil por erro judiciário, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. O agravante sustenta que a análise acerca da correta aplicação do art. 37, § 6º, da Constituição prescinde da análise das provas dos autos. Por fim, requer a reconsideração da decisão agravada, ou o provimento do regimental para conhecer do Recurso Extraordinário e, no mérito, dar-lhe provimento. Instada a se manifestar (doc. eletrônico 9), o agravado permaneceu silente (doc. eletrônico 10). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880155. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão proferida por minha antecessora no feito, Ministra Cármen Lúcia, que negou seguimento ao agravo sob o fundamento de que, para dissentir do acórdão recorrido quanto ao valor fixado a título de danos morais e quanto à ocorrência de responsabilidade civil por erro judiciário, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. O agravante sustenta que a análise acerca da correta aplicação do art. 37, § 6º, da Constituição prescinde da análise das provas dos autos. Por fim, requer a reconsideração da decisão agravada, ou o provimento do regimental para conhecer do Recurso Extraordinário e, no mérito, dar-lhe provimento. Instada a se manifestar (doc. eletrônico 9), o agravado permaneceu silente (doc. eletrônico 10). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 CEARÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a Corte de origem, com base na análise do acervo probatório dos autos, concluiu pela caracterização de dano moral decorrente de erro judiciário, haja vista a decretação indevida de prisão do ora recorrido. Para ilustrar, destaco o seguinte trecho do acórdão recorrido: “mostra-se evidente a ilicitude da conduta do Oficial de Justiça, Carlos Augusto da Silva Holanda, ao expedir certidão (fl. 27), afirmando que ‘havia se dirigido ao endereço do ora requerente, e efetuado a citação do mesmo, dando-lhe ciência do conteúdo do respectivo mandado, entregando a contra fé”, o que refletiu diretamente na prisão indevida do autor. (…) Sendo assim, verificado o dano moral, passo ao exame do quantum indenizatório. À vista da inexistência de parâmetros legais para fixação dos danos morais, deve o julgador pautar-se nos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Outrossim, deve atentar para a natureza jurídica da indenização, construindo uma pena ao causador do dano e, concomitantemente, compensação à vítima, além de cumprir seu cunho pedagógico sem caracterizar enriquecimento ilícito” (fls. 76-77, doc. eletrônico 2). Assim, reitero que, para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880156. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 CEARÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a Corte de origem, com base na análise do acervo probatório dos autos, concluiu pela caracterização de dano moral decorrente de erro judiciário, haja vista a decretação indevida de prisão do ora recorrido. Para ilustrar, destaco o seguinte trecho do acórdão recorrido: “mostra-se evidente a ilicitude da conduta do Oficial de Justiça, Carlos Augusto da Silva Holanda, ao expedir certidão (fl. 27), afirmando que ‘havia se dirigido ao endereço do ora requerente, e efetuado a citação do mesmo, dando-lhe ciência do conteúdo do respectivo mandado, entregando a contra fé”, o que refletiu diretamente na prisão indevida do autor. (…) Sendo assim, verificado o dano moral, passo ao exame do quantum indenizatório. À vista da inexistência de parâmetros legais para fixação dos danos morais, deve o julgador pautar-se nos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Outrossim, deve atentar para a natureza jurídica da indenização, construindo uma pena ao causador do dano e, concomitantemente, compensação à vítima, além de cumprir seu cunho pedagógico sem caracterizar enriquecimento ilícito” (fls. 76-77, doc. eletrônico 2). Assim, reitero que, para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 965134 AGR / CE constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, além dos precedentes mencionados na decisão agravada, colaciono ainda julgados de ambas as Turmas desta Casa: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade civil do Poder Público. Nexo de causalidade comprovado nas instâncias de origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem, ao analisar os fatos e as provas constantes dos autos, concluiu pela existência do nexo de causalidade entre a conduta praticada pelo agente público e o dano causado ao ora agravado. 2. Rever esse entendimento demandaria o reexame dos fatos e das provas da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI 776.920-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRISÃO ILEGAL. DEPOSITÁRIO INFIEL. MANDADO DE PRISÃO QUE RECAIU SOB PESSOA DIVERSA. ERRO DO PODER JUDICIÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. 1. Indenização por danos morais. Necessidade de reexame de fatos e provas: Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a teoria da responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos judiciais, salvo nos casos de erro judiciário e de prisão além do tempo fixado na sentença (inc. LXXV do art. 5º da Constituição da República) e nas hipóteses expressamente previstas em lei. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 599.501- AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma). Ademais, em voto proferido pelo Ministro Gilmar Mendes no ARE 662.105-AgR/PE, Sua Excelência, alinhado à Jurisprudência desta Corte, pronunciou-se no sentido de que mesmo a regra geral sendo a ausência de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880156. Supremo Tribunal Federal ARE 965134 AGR / CE constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, além dos precedentes mencionados na decisão agravada, colaciono ainda julgados de ambas as Turmas desta Casa: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade civil do Poder Público. Nexo de causalidade comprovado nas instâncias de origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem, ao analisar os fatos e as provas constantes dos autos, concluiu pela existência do nexo de causalidade entre a conduta praticada pelo agente público e o dano causado ao ora agravado. 2. Rever esse entendimento demandaria o reexame dos fatos e das provas da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI 776.920-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRISÃO ILEGAL. DEPOSITÁRIO INFIEL. MANDADO DE PRISÃO QUE RECAIU SOB PESSOA DIVERSA. ERRO DO PODER JUDICIÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. 1. Indenização por danos morais. Necessidade de reexame de fatos e provas: Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a teoria da responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos judiciais, salvo nos casos de erro judiciário e de prisão além do tempo fixado na sentença (inc. LXXV do art. 5º da Constituição da República) e nas hipóteses expressamente previstas em lei. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 599.501- AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma). Ademais, em voto proferido pelo Ministro Gilmar Mendes no ARE 662.105-AgR/PE, Sua Excelência, alinhado à Jurisprudência desta Corte, pronunciou-se no sentido de que mesmo a regra geral sendo a ausência de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 965134 AGR / CE responsabilidade civil do Estado por atos de jurisdição, em casos específicos, expressamente declarados em lei, de comprovada falta objetiva do serviço público da justiça, caberá ao Estado a efetiva reparação do dano suportado pelo administrado. Isso porque, nesses casos, a indenização é uma garantia individual e não se submete à exigência de dolo ou culpa do magistrado. Deste entendimento não divergiu o acórdão recorrido que concluiu pela ocorrência do dano, cuja descaracterização não dispensa o revolvimento de fatos e provas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, caso unânime a votação. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, majoro os honorários advocatícios em 10% do fixado anteriormente. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880156. Supremo Tribunal Federal ARE 965134 AGR / CE responsabilidade civil do Estado por atos de jurisdição, em casos específicos, expressamente declarados em lei, de comprovada falta objetiva do serviço público da justiça, caberá ao Estado a efetiva reparação do dano suportado pelo administrado. Isso porque, nesses casos, a indenização é uma garantia individual e não se submete à exigência de dolo ou culpa do magistrado. Deste entendimento não divergiu o acórdão recorrido que concluiu pela ocorrência do dano, cuja descaracterização não dispensa o revolvimento de fatos e provas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, caso unânime a votação. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, majoro os honorários advocatícios em 10% do fixado anteriormente. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA (8503/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925236 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA (8503/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11945170
2016-10-14T00:00:00
2016-11-03T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO JUDICIÁRIO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL. MONTANTE INDENIZATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto à caracterização do dano moral e quanto ao valor fixado a título de indenização, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II- Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, majoro em 10% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. III- Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur358975
- Acórdão(s) citado(s): (ERRO JUDICIÁRIO, RESPONSABILIDADE DO ESTADO) AI 599501 AgR (2ªT), ARE 662105 AgR (2ªT), AI 776920 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 23/11/2016, AMS.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
965134
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 965134 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO JUDICIÁRIO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL. MONTANTE INDENIZATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto à caracterização do dano moral e quanto ao valor fixado a título de indenização, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II- Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, majoro em 10% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. III- Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880154. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 965134 AGR / CE multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de outubro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880154. Supremo Tribunal Federal ARE 965134 AGR / CE multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de outubro de 2016. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880154. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão proferida por minha antecessora no feito, Ministra Cármen Lúcia, que negou seguimento ao agravo sob o fundamento de que, para dissentir do acórdão recorrido quanto ao valor fixado a título de danos morais e quanto à ocorrência de responsabilidade civil por erro judiciário, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. O agravante sustenta que a análise acerca da correta aplicação do art. 37, § 6..., da Constituição prescinde da análise das provas dos autos. Por fim, requer a reconsideração da decisão agravada, ou o provimento do regimental para conhecer do Recurso Extraordinário e, no mérito, dar-lhe provimento. Instada a se manifestar (doc. eletrônico 9), o agravado permaneceu silente (doc. eletrônico 10). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880155. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão proferida por minha antecessora no feito, Ministra Cármen Lúcia, que negou seguimento ao agravo sob o fundamento de que, para dissentir do acórdão recorrido quanto ao valor fixado a título de danos morais e quanto à ocorrência de responsabilidade civil por erro judiciário, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. O agravante sustenta que a análise acerca da correta aplicação do art. 37, § 6..., da Constituição prescinde da análise das provas dos autos. Por fim, requer a reconsideração da decisão agravada, ou o provimento do regimental para conhecer do Recurso Extraordinário e, no mérito, dar-lhe provimento. Instada a se manifestar (doc. eletrônico 9), o agravado permaneceu silente (doc. eletrônico 10). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 CEARÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a Corte de origem, com base na análise do acervo probatório dos autos, concluiu pela caracterização de dano moral decorrente de erro judiciário, haja vista a decretação indevida de prisão do ora recorrido. Para ilustrar, destaco o seguinte trecho do acórdão recorrido: “mostra-se evidente a ilicitude da conduta do Oficial de Justiça, Carlos Augusto da Silva Holanda, ao expedir certidão (fl. 27), afirmando que ‘havia se dirigido ao endereço do ora requerente, e efetuado a citação do mesmo, dando-lhe ciência do conteúdo do respectivo mandado, entregando a contra fé”, o que refletiu diretamente na prisão indevida do autor. (…) Sendo assim, verificado o dano moral, passo ao exame do quantum indenizatório. À vista da inexistência de parâmetros legais para fixação dos danos morais, deve o julgador pautar-se nos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Outrossim, deve atentar para a natureza jurídica da indenização, construindo uma pena ao causador do dano e, concomitantemente, compensação à vítima, além de cumprir seu cunho pedagógico sem caracterizar enriquecimento ilícito” (fls. 76-77, doc. eletrônico 2). Assim, reitero que, para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880156. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 CEARÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a Corte de origem, com base na análise do acervo probatório dos autos, concluiu pela caracterização de dano moral decorrente de erro judiciário, haja vista a decretação indevida de prisão do ora recorrido. Para ilustrar, destaco o seguinte trecho do acórdão recorrido: “mostra-se evidente a ilicitude da conduta do Oficial de Justiça, Carlos Augusto da Silva Holanda, ao expedir certidão (fl. 27), afirmando que ‘havia se dirigido ao endereço do ora requerente, e efetuado a citação do mesmo, dando-lhe ciência do conteúdo do respectivo mandado, entregando a contra fé”, o que refletiu diretamente na prisão indevida do autor. (…) Sendo assim, verificado o dano moral, passo ao exame do quantum indenizatório. À vista da inexistência de parâmetros legais para fixação dos danos morais, deve o julgador pautar-se nos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Outrossim, deve atentar para a natureza jurídica da indenização, construindo uma pena ao causador do dano e, concomitantemente, compensação à vítima, além de cumprir seu cunho pedagógico sem caracterizar enriquecimento ilícito” (fls. 76-77, doc. eletrônico 2). Assim, reitero que, para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 965134 AGR / CE constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes mencionados na decisão agravada, colaciono ainda julgados de ambas as Turmas desta Casa: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade civil do Poder Público. Nexo de causalidade comprovado nas instâncias de origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem, ao analisar os fatos e as provas constantes dos autos, concluiu pela existência do nexo de causalidade entre a conduta praticada pelo agente público e o dano causado ao ora agravado. 2. Rever esse entendimento demandaria o reexame dos fatos e das provas da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI 776.920-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRISÃO ILEGAL. DEPOSITÁRIO INFIEL. MANDADO DE PRISÃO QUE RECAIU SOB PESSOA DIVERSA. ERRO DO PODER JUDICIÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. 1. Indenização por danos morais. Necessidade de reexame de fatos e provas: Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a teoria da responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos judiciais, salvo nos casos de erro judiciário e de prisão além do tempo fixado na sentença (inc. LXXV do art. 5... da Constituição da República) e nas hipóteses expressamente previstas em lei. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 599.501- AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma). Ademais, em voto proferido pelo Ministro Gilmar Mendes no ARE 662.105-AgR/PE, Sua Excelência, alinhado à Jurisprudência desta Corte, pronunciou-se no sentido de que mesmo a regra geral sendo a ausência de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880156. Supremo Tribunal Federal ARE 965134 AGR / CE constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes mencionados na decisão agravada, colaciono ainda julgados de ambas as Turmas desta Casa: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade civil do Poder Público. Nexo de causalidade comprovado nas instâncias de origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem, ao analisar os fatos e as provas constantes dos autos, concluiu pela existência do nexo de causalidade entre a conduta praticada pelo agente público e o dano causado ao ora agravado. 2. Rever esse entendimento demandaria o reexame dos fatos e das provas da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI 776.920-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRISÃO ILEGAL. DEPOSITÁRIO INFIEL. MANDADO DE PRISÃO QUE RECAIU SOB PESSOA DIVERSA. ERRO DO PODER JUDICIÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. 1. Indenização por danos morais. Necessidade de reexame de fatos e provas: Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a teoria da responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos judiciais, salvo nos casos de erro judiciário e de prisão além do tempo fixado na sentença (inc. LXXV do art. 5... da Constituição da República) e nas hipóteses expressamente previstas em lei. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 599.501- AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma). Ademais, em voto proferido pelo Ministro Gilmar Mendes no ARE 662.105-AgR/PE, Sua Excelência, alinhado à Jurisprudência desta Corte, pronunciou-se no sentido de que mesmo a regra geral sendo a ausência de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 965134 AGR / CE responsabilidade civil do Estado por atos de jurisdição, em casos específicos, expressamente declarados em lei, de comprovada falta objetiva do serviço público da justiça, caberá ao Estado a efetiva reparação do dano suportado pelo administrado. Isso porque, nesses casos, a indenização é uma garantia individual e não se submete à exigência de dolo ou culpa do magistrado. Deste entendimento não divergiu o acórdão recorrido que concluiu pela ocorrência do dano, cuja descaracterização não dispensa o revolvimento de fatos e provas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, caso unânime a votação. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, majoro os honorários advocatícios em 10% do fixado anteriormente. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880156. Supremo Tribunal Federal ARE 965134 AGR / CE responsabilidade civil do Estado por atos de jurisdição, em casos específicos, expressamente declarados em lei, de comprovada falta objetiva do serviço público da justiça, caberá ao Estado a efetiva reparação do dano suportado pelo administrado. Isso porque, nesses casos, a indenização é uma garantia individual e não se submete à exigência de dolo ou culpa do magistrado. Deste entendimento não divergiu o acórdão recorrido que concluiu pela ocorrência do dano, cuja descaracterização não dispensa o revolvimento de fatos e provas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, caso unânime a votação. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, majoro os honorários advocatícios em 10% do fixado anteriormente. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11880156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA (8503/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925236 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.134 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA (8503/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965 . 134", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 965134 AGR / CE", "ARE 965134 AGR / CE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965 . 134", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 965134 AGR / CE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 776 . 920 - AgR / GO", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 599 . 501 - AgR / PR", "ARE 662 . 105 - AgR / PE", "ARE 965134 AGR / CE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 776 . 920 - AgR / GO", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 599 . 501 - AgR / PR", "ARE 662 . 105 - AgR / PE", "ARE 965134 AGR / CE" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . LXXV do art . 5 . . . da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . LXXV do art . 5 . . . da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "Brasília", "Brasília", "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA", "TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA", "ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA", "ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA", "ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Augusto da Silva Holanda", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Augusto da Silva Holanda", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA", "ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "FRANCISCO GOMES DE OLIVEIRA", "ANA JOSETE FERREIRA MESQUITA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13 .", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SANDERLAI SCHWERDT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO SCHENATTO IRION E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO. PARCELAS PRESCRITAS. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. EXTENSÃO A INATIVOS DE BENEFÍCIO CONCEDIDO A TRABALHADORES EM ATIVIDADE. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906426. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SANDERLAI SCHWERDT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO SCHENATTO IRION E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 7.1.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Sanderlai Schwerdt e outros contra julgado do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que negou provimento à pretensão de recebimento da parcela denominada cesta alimentação pela incidência da prescrição. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste aos Agravante. 6. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 590.005, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na questão referente à extensão aos inativos de benefícios concedidos aos trabalhadores em atividade: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional” (DJe 18.12.2009). 7. Quanto ao indeferimento da prova pericial, no julgamento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906427. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SANDERLAI SCHWERDT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO SCHENATTO IRION E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 7.1.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Sanderlai Schwerdt e outros contra julgado do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que negou provimento à pretensão de recebimento da parcela denominada cesta alimentação pela incidência da prescrição. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste aos Agravante. 6. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 590.005, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na questão referente à extensão aos inativos de benefícios concedidos aos trabalhadores em atividade: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional” (DJe 18.12.2009). 7. Quanto ao indeferimento da prova pericial, no julgamento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 858812 AGR / RS Recurso Extraordinário com Agravo n. 639.228, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal também assentou inexistir repercussão geral nessa questão, nos seguintes termos: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe 31.8.2011). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e os agravos que suscitarem a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 8. Pelo exposto, nego seguimento aos agravos (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 9.2.2015, interpõem Sanderlai Schwerdt e outros, em 11.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que “não há necessidade de averiguação ou análise de qualquer outra legislação para verificar a manifesta contrariedade à Constituição Federal. Logo, estamos diante de caso de violação direta e frontal ao texto da Constituição (…) Há que se observar que pelo ato jurídico perfeito (art. 5º, XXXVI da CF/1988), os autores que aderiram ao Plano de Previdência Privada sob a égide do Estatuto/Regulamento original de 1978, possuem direito adquirido ao recebimento do Auxílio Cesta Alimentação, vez que tias parcelas já se encontravam incorporadas ao patrimônio jurídico dos mesmos”. Requerem o provimento do presente recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906427. Supremo Tribunal Federal ARE 858812 AGR / RS Recurso Extraordinário com Agravo n. 639.228, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal também assentou inexistir repercussão geral nessa questão, nos seguintes termos: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe 31.8.2011). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e os agravos que suscitarem a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 8. Pelo exposto, nego seguimento aos agravos (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 9.2.2015, interpõem Sanderlai Schwerdt e outros, em 11.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que “não há necessidade de averiguação ou análise de qualquer outra legislação para verificar a manifesta contrariedade à Constituição Federal. Logo, estamos diante de caso de violação direta e frontal ao texto da Constituição (…) Há que se observar que pelo ato jurídico perfeito (art. 5º, XXXVI da CF/1988), os autores que aderiram ao Plano de Previdência Privada sob a égide do Estatuto/Regulamento original de 1978, possuem direito adquirido ao recebimento do Auxílio Cesta Alimentação, vez que tias parcelas já se encontravam incorporadas ao patrimônio jurídico dos mesmos”. Requerem o provimento do presente recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 858812 AGR / RS É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906427. Supremo Tribunal Federal ARE 858812 AGR / RS É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem afirmou: “conforme já referido no início do voto, aqueles associados que fizeram a opção pelos novos Planos oferecidos pela FUNCEF, quais sejam, REB ou REG/REPLNA Saldado, somente têm direito ao pagamento dos benefícios – auxílio cesta alimentação e abono único – até a data da migração. Passo à análise individual de cada um dos autores: dessa forma considerando que os autores Sanderlai Schwerdt (data 05.02.02 fls. 376/387), Luiz Fernando Iserhardt Gassen (data 15.02.02 fls. 383/389), Rita Ladyr Froner de Souza (data 07.03.02 fls. 390/396), Jane Maria Noronha Teixeira (data 14.03.02 fls. 397/399), Renee Terezinha Cobalchini (data 15.07.02 fls. 400/403), Liliana Maria de Marchi (data 28.03.02 fls. 404/406) e Jarí da Cunha Santos (data 01.03.02 fls. 409/412) migraram para plano REB, impõe-se reconhecer a incidência da prescrição quinquenal das parcelas, razão pela qual a improcedência da ação com relação a referidos autores é medida que se impõe” (grifos nossos). 3. Concluir de forma diversa demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na questão referente à extensão aos inativos de benefícios concedidos aos trabalhadores em atividade por se tratar de matéria infraconstitucional: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906428. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem afirmou: “conforme já referido no início do voto, aqueles associados que fizeram a opção pelos novos Planos oferecidos pela FUNCEF, quais sejam, REB ou REG/REPLNA Saldado, somente têm direito ao pagamento dos benefícios – auxílio cesta alimentação e abono único – até a data da migração. Passo à análise individual de cada um dos autores: dessa forma considerando que os autores Sanderlai Schwerdt (data 05.02.02 fls. 376/387), Luiz Fernando Iserhardt Gassen (data 15.02.02 fls. 383/389), Rita Ladyr Froner de Souza (data 07.03.02 fls. 390/396), Jane Maria Noronha Teixeira (data 14.03.02 fls. 397/399), Renee Terezinha Cobalchini (data 15.07.02 fls. 400/403), Liliana Maria de Marchi (data 28.03.02 fls. 404/406) e Jarí da Cunha Santos (data 01.03.02 fls. 409/412) migraram para plano REB, impõe-se reconhecer a incidência da prescrição quinquenal das parcelas, razão pela qual a improcedência da ação com relação a referidos autores é medida que se impõe” (grifos nossos). 3. Concluir de forma diversa demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na questão referente à extensão aos inativos de benefícios concedidos aos trabalhadores em atividade por se tratar de matéria infraconstitucional: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 858812 AGR / RS “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional” (RE 590.005-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, Plenário Virtual, DJe 18.12.2009). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906428. Supremo Tribunal Federal ARE 858812 AGR / RS “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional” (RE 590.005-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, Plenário Virtual, DJe 18.12.2009). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : SANDERLAI SCHWERDT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIOGO SCHENATTO IRION E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887291 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : SANDERLAI SCHWERDT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIOGO SCHENATTO IRION E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7938478
2015-02-24T00:00:00
2015-03-06T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO. PARCELAS PRESCRITAS. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. EXTENSÃO A INATIVOS DE BENEFÍCIO CONCEDIDO A TRABALHADORES EM ATIVIDADE. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur294808
- Acórdão(s) citado(s): (COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, EXTENSÃO) RE 590005 RG. Número de páginas: 7. Análise: 20/03/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
858812
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 858812 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SANDERLAI SCHWERDT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIOGO SCHENATTO IRION E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SANDERLAI SCHWERDT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO SCHENATTO IRION E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO. PARCELAS PRESCRITAS. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. EXTENSÃO A INATIVOS DE BENEFÍCIO CONCEDIDO A TRABALHADORES EM ATIVIDADE. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906426. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SANDERLAI SCHWERDT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO SCHENATTO IRION E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 7.1.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Sanderlai Schwerdt e outros contra julgado do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que negou provimento à pretensão de recebimento da parcela denominada cesta alimentação pela incidência da prescrição. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste aos Agravante. 6. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 590.005, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na questão referente à extensão aos inativos de benefícios concedidos aos trabalhadores em atividade: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional” (DJe 18.12.2009). 7. Quanto ao indeferimento da prova pericial, no julgamento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906427. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SANDERLAI SCHWERDT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIOGO SCHENATTO IRION E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 7.1.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Sanderlai Schwerdt e outros contra julgado do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que negou provimento à pretensão de recebimento da parcela denominada cesta alimentação pela incidência da prescrição. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste aos Agravante. 6. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 590.005, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na questão referente à extensão aos inativos de benefícios concedidos aos trabalhadores em atividade: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional” (DJe 18.12.2009). 7. Quanto ao indeferimento da prova pericial, no julgamento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 858812 AGR / RS Recurso Extraordinário com Agravo n. 639.228, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal também assentou inexistir repercussão geral nessa questão, nos seguintes termos: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe 31.8.2011). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e os agravos que suscitarem a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 8. Pelo exposto, nego seguimento aos agravos (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 9.2.2015, interpõem Sanderlai Schwerdt e outros, em 11.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que “não há necessidade de averiguação ou análise de qualquer outra legislação para verificar a manifesta contrariedade à Constituição Federal. Logo, estamos diante de caso de violação direta e frontal ao texto da Constituição (…) Há que se observar que pelo ato jurídico perfeito (art. 5..., XXXVI da Constituição Federal de 1988/1988), os autores que aderiram ao Plano de Previdência Privada sob a égide do Estatuto/Regulamento original de 1978, possuem direito adquirido ao recebimento do Auxílio Cesta Alimentação, vez que tias parcelas já se encontravam incorporadas ao patrimônio jurídico dos mesmos”. Requerem o provimento do presente recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906427. Supremo Tribunal Federal ARE 858812 AGR / RS Recurso Extraordinário com Agravo n. 639.228, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal também assentou inexistir repercussão geral nessa questão, nos seguintes termos: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe 31.8.2011). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e os agravos que suscitarem a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 8. Pelo exposto, nego seguimento aos agravos (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 9.2.2015, interpõem Sanderlai Schwerdt e outros, em 11.2.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que “não há necessidade de averiguação ou análise de qualquer outra legislação para verificar a manifesta contrariedade à Constituição Federal. Logo, estamos diante de caso de violação direta e frontal ao texto da Constituição (…) Há que se observar que pelo ato jurídico perfeito (art. 5..., XXXVI da Constituição Federal de 1988/1988), os autores que aderiram ao Plano de Previdência Privada sob a égide do Estatuto/Regulamento original de 1978, possuem direito adquirido ao recebimento do Auxílio Cesta Alimentação, vez que tias parcelas já se encontravam incorporadas ao patrimônio jurídico dos mesmos”. Requerem o provimento do presente recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 858812 AGR / RS É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906427. Supremo Tribunal Federal ARE 858812 AGR / RS É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem afirmou: “conforme já referido no início do voto, aqueles associados que fizeram a opção pelos novos Planos oferecidos pela FUNCEF, quais sejam, REB ou REG/REPLNA Saldado, somente têm direito ao pagamento dos benefícios – auxílio cesta alimentação e abono único – até a data da migração. Passo à análise individual de cada um dos autores: dessa forma considerando que os autores Sanderlai Schwerdt (data 05.02.02 fls. 376/387), Luiz Fernando Iserhardt Gassen (data 15.02.02 fls. 383/389), Rita Ladyr Froner de Souza (data 07.03.02 fls. 390/396), Jane Maria Noronha Teixeira (data 14.03.02 fls. 397/399), Renee Terezinha Cobalchini (data 15.07.02 fls. 400/403), Liliana Maria de Marchi (data 28.03.02 fls. 404/406) e Jarí da Cunha Santos (data 01.03.02 fls. 409/412) migraram para plano REB, impõe-se reconhecer a incidência da prescrição quinquenal das parcelas, razão pela qual a improcedência da ação com relação a referidos autores é medida que se impõe” (grifos nossos). 3. Concluir de forma diversa demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na questão referente à extensão aos inativos de benefícios concedidos aos trabalhadores em atividade por se tratar de matéria infraconstitucional: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906428. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem afirmou: “conforme já referido no início do voto, aqueles associados que fizeram a opção pelos novos Planos oferecidos pela FUNCEF, quais sejam, REB ou REG/REPLNA Saldado, somente têm direito ao pagamento dos benefícios – auxílio cesta alimentação e abono único – até a data da migração. Passo à análise individual de cada um dos autores: dessa forma considerando que os autores Sanderlai Schwerdt (data 05.02.02 fls. 376/387), Luiz Fernando Iserhardt Gassen (data 15.02.02 fls. 383/389), Rita Ladyr Froner de Souza (data 07.03.02 fls. 390/396), Jane Maria Noronha Teixeira (data 14.03.02 fls. 397/399), Renee Terezinha Cobalchini (data 15.07.02 fls. 400/403), Liliana Maria de Marchi (data 28.03.02 fls. 404/406) e Jarí da Cunha Santos (data 01.03.02 fls. 409/412) migraram para plano REB, impõe-se reconhecer a incidência da prescrição quinquenal das parcelas, razão pela qual a improcedência da ação com relação a referidos autores é medida que se impõe” (grifos nossos). 3. Concluir de forma diversa demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na questão referente à extensão aos inativos de benefícios concedidos aos trabalhadores em atividade por se tratar de matéria infraconstitucional: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 858812 AGR / RS “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional” (Recurso Extraordinário 590.005-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, Plenário Virtual, DJe 18.12.2009). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906428. Supremo Tribunal Federal ARE 858812 AGR / RS “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional” (Recurso Extraordinário 590.005-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, Plenário Virtual, DJe 18.12.2009). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : SANDERLAI SCHWERDT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIOGO SCHENATTO IRION E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887291 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.812 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : SANDERLAI SCHWERDT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIOGO SCHENATTO IRION E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858 . 812", "Recurso Extraordinário n . 590 . 005", "Recurso Extraordinário n . 590 . 005", "ARE 858812 AGR / RS", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 639 . 228", "ARE 858812 AGR", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 639 . 228", "ARE 858812", "ARE 858812 AGR", "ARE 858812 AGR / RS", "ARE 858812 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 590 . 005 - RG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "Lei n . 12 . 322 / 2010", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "art . 5 . . . , XXXVI da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art", "Lei n . 12 . 322 / 2010", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "art . 5 . . . , XXXVI da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "FUNCEF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNCEF", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "SANDERLAI SCHWERDT", "DIOGO SCHENATTO IRION", "LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "SANDERLAI SCHWERDT", "DIOGO SCHENATTO IRION", "LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO", "CÁRMEN LÚCIA", "Sanderlai Schwerdt", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "SANDERLAI SCHWERDT", "DIOGO SCHENATTO IRION", "LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO", "CÁRMEN LÚCIA", "Sanderlai Schwerdt", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "Sanderlai Schwerdt", "Cezar Peluso", "Sanderlai Schwerdt", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Sanderlai Schwerdt", "Luiz Fernando Iserhardt Gassen", "Rita Ladyr Froner de Souza", "Jane Maria Noronha Teixeira", "Renee Terezinha Cobalchini", "Liliana Maria de Marchi", "Jarí da Cunha Santos", "CÁRMEN LÚCIA", "Sanderlai Schwerdt", "Luiz Fernando Iserhardt Gassen", "Rita Ladyr Froner de Souza", "Jane Maria Noronha Teixeira", "Renee Terezinha Cobalchini", "Liliana Maria de Marchi", "Jarí da Cunha Santos", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "LÚCIA", "SANDERLAI SCHWERDT", "DIOGO SCHENATTO IRION", "LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "SANDERLAI SCHWERDT", "DIOGO SCHENATTO IRION", "LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "02", "/", "2015", "24 de fevereiro de", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "7", ".", "1", ".", "2015", "18", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "7", ".", "1", ".", "2015", "18", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2011", "9", ".", "2", ".", "2015", "11", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2011", "9", ".", "2", ".", "2015", "11", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "05", ".", "02", ".", "02", "15", ".", "02", ".", "02", "07", ".", "03", ".", "02", "14", ".", "03", ".", "02", "15", ".", "07", ".", "02", "28", ".", "03", ".", "02", "01", ".", "03", ".", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "05", ".", "02", ".", "02", "15", ".", "02", ".", "02", "07", ".", "03", ".", "02", "14", ".", "03", ".", "02", "15", ".", "07", ".", "02", "28", ".", "03", ".", "02", "01", ".", "03", ".", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "24", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES AGDO.(A/S) :OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) :DÉLCIO CAYE ADV.(A/S) :DEIZE MARA CARNELOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS AGDO.(A/S) :EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) :JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR ADV.(A/S) :JOÃO PAULO VITAL LEÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PLANO DE SAÚDE DECORRENTE DE RELAÇÃO DE TRABALHO. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. COMPETÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 7 a 13/10/2016, por unanimidade, negou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923869. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 955733 AGR / RS provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923869. Supremo Tribunal Federal ARE 955733 AGR / RS provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES AGDO.(A/S) :OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) :DÉLCIO CAYE ADV.(A/S) :DEIZE MARA CARNELOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS AGDO.(A/S) :EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) :JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR ADV.(A/S) :JOÃO PAULO VITAL LEÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE contra decisão que prolatei, publicada em 23/8/2016, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PLANO DE SAÚDE DECORRENTE DE RELAÇÃO DE TRABALHO. CONTRIBUIÇÕES DA EMPREGADA. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. COMPETÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "A competência pode ser conceituada como a medida da jurisdição, ou seja, a determinação da esfera de atribuição dos órgãos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923870. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES AGDO.(A/S) :OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) :DÉLCIO CAYE ADV.(A/S) :DEIZE MARA CARNELOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS AGDO.(A/S) :EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) :JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR ADV.(A/S) :JOÃO PAULO VITAL LEÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE contra decisão que prolatei, publicada em 23/8/2016, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PLANO DE SAÚDE DECORRENTE DE RELAÇÃO DE TRABALHO. CONTRIBUIÇÕES DA EMPREGADA. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. COMPETÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "A competência pode ser conceituada como a medida da jurisdição, ou seja, a determinação da esfera de atribuição dos órgãos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 955733 AGR / RS encarregados da função jurisdicional. Tais regras fixadoras da competência se encontram dispostas na CF/88 e nas leis infraconstitucionais. Na seara trabalhista, a competência é fixada de acordo com o disposto no art. 114 da CF/88, que ganhou grande importância com a alteração introduzida pela EC nº 45/04, elastecendo, consideravelmente, a competência material da Justiça do Trabalho. Contudo, in casu, há nítido desvirtuamento da aplicabilidade da norma no caso em questão, uma vez que a relação estabelecida entre as partes não decorre de relação de emprego, sendo incompetente a Justiça do Trabalho para apreciar a questão, o que impediria a responsabilização da Agravante." (doc. 42, fl. 4). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923870. Supremo Tribunal Federal ARE 955733 AGR / RS encarregados da função jurisdicional. Tais regras fixadoras da competência se encontram dispostas na CF/88 e nas leis infraconstitucionais. Na seara trabalhista, a competência é fixada de acordo com o disposto no art. 114 da CF/88, que ganhou grande importância com a alteração introduzida pela EC nº 45/04, elastecendo, consideravelmente, a competência material da Justiça do Trabalho. Contudo, in casu, há nítido desvirtuamento da aplicabilidade da norma no caso em questão, uma vez que a relação estabelecida entre as partes não decorre de relação de emprego, sendo incompetente a Justiça do Trabalho para apreciar a questão, o que impediria a responsabilização da Agravante." (doc. 42, fl. 4). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, a jurisprudência desta corte firmou-se no sentido de que a fixação da competência para processar e julgar ações relativas a contrato de plano de saúde decorrente de relação de trabalho, quando sub judice à controvérsia, demanda a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a interpretação das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. COMPETÊNCIA. ASSISTÊNCIA À SAÚDE PREVISTA EM ACORDO COLETIVO. DESCUMPRIMENTO. RELAÇÃO DE CONSUMO. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923871. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, a jurisprudência desta corte firmou-se no sentido de que a fixação da competência para processar e julgar ações relativas a contrato de plano de saúde decorrente de relação de trabalho, quando sub judice à controvérsia, demanda a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a interpretação das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. COMPETÊNCIA. ASSISTÊNCIA À SAÚDE PREVISTA EM ACORDO COLETIVO. DESCUMPRIMENTO. RELAÇÃO DE CONSUMO. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 955733 AGR / RS PROBATÓRIA E DE CLÁUSULAS DO PLANO DE SAÚDE. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO." (RE 801.483- AgR, Rel. Min. Segunda Turma, DJe de 14/5/2014). "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Civil e do Trabalho. 3. Plano de saúde fornecido pela Petrobrás. Competência. Impossibilidade de reexame do contexto fático-probatório dos autos. Enunciado 279 da Súmula do STF. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 743.243-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 28/10/2013). Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (um por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à parte agravante a multa de 5% 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923871. Supremo Tribunal Federal ARE 955733 AGR / RS PROBATÓRIA E DE CLÁUSULAS DO PLANO DE SAÚDE. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO." (RE 801.483- AgR, Rel. Min. Segunda Turma, DJe de 14/5/2014). "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Civil e do Trabalho. 3. Plano de saúde fornecido pela Petrobrás. Competência. Impossibilidade de reexame do contexto fático-probatório dos autos. Enunciado 279 da Súmula do STF. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 743.243-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 28/10/2013). Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (um por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à parte agravante a multa de 5% 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 955733 AGR / RS (cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015) e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal, obedecidos os limites do artigo 85, §§ 8º e 11, do CPC/2015. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923871. Supremo Tribunal Federal ARE 955733 AGR / RS (cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015) e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal, obedecidos os limites do artigo 85, §§ 8º e 11, do CPC/2015. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES AGDO.(A/S) :OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) :DÉLCIO CAYE ADV.(A/S) :DEIZE MARA CARNELOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS AGDO.(A/S) :EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) :JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR ADV.(A/S) :JOÃO PAULO VITAL LEÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846935. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES AGDO.(A/S) :OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) :DÉLCIO CAYE ADV.(A/S) :DEIZE MARA CARNELOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS AGDO.(A/S) :EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) :JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR ADV.(A/S) :JOÃO PAULO VITAL LEÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846935. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES (0128341/RS, 80025/RS) AGDO.(A/S) : OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) : DÉLCIO CAYE (RS022511/) ADV.(A/S) : DEIZE MARA CARNELOS (RS023763/) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS (DF005939/) AGDO.(A/S) : EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) : JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR (PB011934/) ADV.(A/S) : JOÃO PAULO VITAL LEÃO (RJ147690/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944553 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES (0128341/RS, 80025/RS) AGDO.(A/S) : OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) : DÉLCIO CAYE (RS022511/) ADV.(A/S) : DEIZE MARA CARNELOS (RS023763/) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS (DF005939/) AGDO.(A/S) : EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) : JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR (PB011934/) ADV.(A/S) : JOÃO PAULO VITAL LEÃO (RJ147690/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944553 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11967240
2016-10-14T00:00:00
2016-11-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PLANO DE SAÚDE DECORRENTE DE RELAÇÃO DE TRABALHO. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. COMPETÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur359137
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279, SÚMULA 454) ARE 743243 AgR (2ªT), RE 801483 AgR (2ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) AI 552492 AgR (1ªT), ARE 827024 AgR (1ªT), ARE 878103 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 24/11/2016, MAD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
955733
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00008 PAR-00011 ART-01021 \n PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 955733 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES AGDO.(A/S) : OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) : DÉLCIO CAYE ADV.(A/S) : DEIZE MARA CARNELOS ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS AGDO.(A/S) : EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) : JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR ADV.(A/S) : JOÃO PAULO VITAL LEÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES AGDO.(A/S) :OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) :DÉLCIO CAYE ADV.(A/S) :DEIZE MARA CARNELOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS AGDO.(A/S) :EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) :JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR ADV.(A/S) :JOÃO PAULO VITAL LEÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PLANO DE SAÚDE DECORRENTE DE RELAÇÃO DE TRABALHO. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. COMPETÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 7 a 13/10/2016, por unanimidade, negou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923869. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 955733 AGR / RS provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923869. Supremo Tribunal Federal ARE 955733 AGR / RS provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES AGDO.(A/S) :OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) :DÉLCIO CAYE ADV.(A/S) :DEIZE MARA CARNELOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS AGDO.(A/S) :EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) :JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR ADV.(A/S) :JOÃO PAULO VITAL LEÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE contra decisão que prolatei, publicada em 23/8/2016, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PLANO DE SAÚDE DECORRENTE DE RELAÇÃO DE TRABALHO. CONTRIBUIÇÕES DA EMPREGADA. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. COMPETÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "A competência pode ser conceituada como a medida da jurisdição, ou seja, a determinação da esfera de atribuição dos órgãos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923870. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES AGDO.(A/S) :OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) :DÉLCIO CAYE ADV.(A/S) :DEIZE MARA CARNELOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS AGDO.(A/S) :EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) :JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR ADV.(A/S) :JOÃO PAULO VITAL LEÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE contra decisão que prolatei, publicada em 23/8/2016, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PLANO DE SAÚDE DECORRENTE DE RELAÇÃO DE TRABALHO. CONTRIBUIÇÕES DA EMPREGADA. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. COMPETÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "A competência pode ser conceituada como a medida da jurisdição, ou seja, a determinação da esfera de atribuição dos órgãos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 955733 AGR / RS encarregados da função jurisdicional. Tais regras fixadoras da competência se encontram dispostas na Constituição Federal de 1988/88 e nas leis infraconstitucionais. Na seara trabalhista, a competência é fixada de acordo com o disposto no art. 114 da Constituição Federal de 1988/88, que ganhou grande importância com a alteração introduzida pela EC n 45/04, elastecendo, consideravelmente, a competência material da Justiça do Trabalho. Contudo, in casu, há nítido desvirtuamento da aplicabilidade da norma no caso em questão, uma vez que a relação estabelecida entre as partes não decorre de relação de emprego, sendo incompetente a Justiça do Trabalho para apreciar a questão, o que impediria a responsabilização da Agravante." (doc. 42, fl. 4). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923870. Supremo Tribunal Federal ARE 955733 AGR / RS encarregados da função jurisdicional. Tais regras fixadoras da competência se encontram dispostas na Constituição Federal de 1988/88 e nas leis infraconstitucionais. Na seara trabalhista, a competência é fixada de acordo com o disposto no art. 114 da Constituição Federal de 1988/88, que ganhou grande importância com a alteração introduzida pela EC n 45/04, elastecendo, consideravelmente, a competência material da Justiça do Trabalho. Contudo, in casu, há nítido desvirtuamento da aplicabilidade da norma no caso em questão, uma vez que a relação estabelecida entre as partes não decorre de relação de emprego, sendo incompetente a Justiça do Trabalho para apreciar a questão, o que impediria a responsabilização da Agravante." (doc. 42, fl. 4). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, a jurisprudência desta corte firmou-se no sentido de que a fixação da competência para processar e julgar ações relativas a contrato de plano de saúde decorrente de relação de trabalho, quando sub judice à controvérsia, demanda a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a interpretação das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. COMPETÊNCIA. ASSISTÊNCIA À SAÚDE PREVISTA EM ACORDO COLETIVO. DESCUMPRIMENTO. RELAÇÃO DE CONSUMO. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923871. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, a jurisprudência desta corte firmou-se no sentido de que a fixação da competência para processar e julgar ações relativas a contrato de plano de saúde decorrente de relação de trabalho, quando sub judice à controvérsia, demanda a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a interpretação das cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. COMPETÊNCIA. ASSISTÊNCIA À SAÚDE PREVISTA EM ACORDO COLETIVO. DESCUMPRIMENTO. RELAÇÃO DE CONSUMO. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 955733 AGR / RS PROBATÓRIA E DE CLÁUSULAS DO PLANO DE SAÚDE. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO." (Recurso Extraordinário 801.483- AgR, Rel. Min. Segunda Turma, DJe de 14/5/2014). "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Civil e do Trabalho. 3. Plano de saúde fornecido pela Petrobrás. Competência. Impossibilidade de reexame do contexto fático-probatório dos autos. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 743.243-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 28/10/2013). Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (um por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à parte agravante a multa de 5% 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923871. Supremo Tribunal Federal ARE 955733 AGR / RS PROBATÓRIA E DE CLÁUSULAS DO PLANO DE SAÚDE. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO." (Recurso Extraordinário 801.483- AgR, Rel. Min. Segunda Turma, DJe de 14/5/2014). "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Civil e do Trabalho. 3. Plano de saúde fornecido pela Petrobrás. Competência. Impossibilidade de reexame do contexto fático-probatório dos autos. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 743.243-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 28/10/2013). Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (um por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à parte agravante a multa de 5% 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 955733 AGR / RS (cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015) e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal, obedecidos os limites do artigo 85, §§ 8... e 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923871. Supremo Tribunal Federal ARE 955733 AGR / RS (cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015) e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal, obedecidos os limites do artigo 85, §§ 8... e 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES AGDO.(A/S) :OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) :DÉLCIO CAYE ADV.(A/S) :DEIZE MARA CARNELOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS AGDO.(A/S) :EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) :JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR ADV.(A/S) :JOÃO PAULO VITAL LEÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846935. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES AGDO.(A/S) :OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) :DÉLCIO CAYE ADV.(A/S) :DEIZE MARA CARNELOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS AGDO.(A/S) :EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) :JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR ADV.(A/S) :JOÃO PAULO VITAL LEÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846935. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES (0128341/RS, 80025/RS) AGDO.(A/S) : OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) : DÉLCIO CAYE (RS022511/) ADV.(A/S) : DEIZE MARA CARNELOS (RS023763/) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS (DF005939/) AGDO.(A/S) : EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) : JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR (PB011934/) ADV.(A/S) : JOÃO PAULO VITAL LEÃO (RJ147690/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944553 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.733 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES (0128341/RS, 80025/RS) AGDO.(A/S) : OLGA PENNO CRESPO ADV.(A/S) : DÉLCIO CAYE (RS022511/) ADV.(A/S) : DEIZE MARA CARNELOS (RS023763/) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS (DF005939/) AGDO.(A/S) : EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - DATAPREV ADV.(A/S) : JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR (PB011934/) ADV.(A/S) : JOÃO PAULO VITAL LEÃO (RJ147690/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944553 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955 . 733", "SÚMULAS 279", "ARE 955733 AGR / RS", "ARE 955733 AGR", "SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "ARE 955733 AGR / RS", "ARE 955733 AGR / RS", "AGRAVO 955 . 733", "ARE 955733 AGR / RS", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 801 . 483 - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 243 - AgR", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 955733 AGR", "SÚMULAS 279", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 243 - AgR", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 955733 AGR / RS", "ARE 955733 AGR / RS" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 114 da Constituição Federal de 1988 / 88", "EC n 45 / 04", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 114 da Constituição Federal de 1988 / 88", "EC n 45 / 04", "Medida Provisória n 2 . 200", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § § 8 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § § 8 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "GEAP", "DATAPREV", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE", "EMPRESA", "DATAPREV", "GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "GEAP", "EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL", "DATAPREV", "GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Petrobrás", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Petrobrás", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE", "EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL", "DATAPREV", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE", "EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL", "DATAPREV", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE", "EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL", "DATAPREV", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE", "EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL", "DATAPREV", ".", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "OLGA PENNO CRESPO", "DÉLCIO CAYE", "DEIZE MARA CARNELOS", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR", "JOÃO PAULO VITAL LEÃO", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "OLGA PENNO CRESPO", "DÉLCIO CAYE", "DEIZE MARA CARNELOS", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR", "JOÃO PAULO VITAL LEÃO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "OLGA PENNO", "DÉLCIO CAYE", "DEIZE MARA CARNELOS", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR", "JOÃO PAULO VITAL LEÃO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "OLGA PENNO CRESPO", "DÉLCIO CAYE", "DEIZE MARA CARNELOS", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR", "JOÃO PAULO VITAL LEÃO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "OLGA PENNO", "DÉLCIO CAYE", "DEIZE MARA CARNELOS", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR", "JOÃO PAULO VITAL LEÃO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "OLGA PENNO CRESPO", "DÉLCIO CAYE", "DEIZE MARA CARNELOS", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR", "JOÃO PAULO VITAL LEÃO", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "OLGA PENNO CRESPO", "DÉLCIO CAYE", "DEIZE MARA CARNELOS", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "JOSÉ IVANILDO DIAS JÚNIOR", "JOÃO PAULO VITAL LEÃO", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "23", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "23", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "5", "/", "2014", "28", "/", "10", "/", "2013", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "5", "/", "2014", "28", "/", "10", "/", "2013", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) :RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :JOSÉ VALTER RODRIGUES AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ ADV.(A/S) :MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AM. CURIAE. :SAUL DORVAL DA SILVA ADV.(A/S) :MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em reclamação. 2. Medida liminar deferida em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada em face de lei municipal, por supostas ofensas à Constituição estadual. 3. Normas da Constituição estadual que reproduzem dispositivos da Federal de repetição obrigatória. Caracterização da competência do Tribunal de Justiça local. Inexistência de usurpação da competência originária do STF. Precedentes. 4. Posterior julgamento de mérito da referida ADI, com substituição da decisão ora reclamada. Perda superveniente de objeto. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039748. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RCL 16757 AGR / PR Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039748. Supremo Tribunal Federal RCL 16757 AGR / PR Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) :RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :JOSÉ VALTER RODRIGUES AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ ADV.(A/S) :MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AM. CURIAE. :SAUL DORVAL DA SILVA ADV.(A/S) :MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que que negou seguimento à presente reclamação, por entender não ter havido usurpação de competência do STF. Nas razões recursais, alega-se, em suma, que, ao conceder a medida liminar nos autos da ADI 1.011.923-6, suspendendo os efeitos de lei municipal, o TJ-PR teria usurpado competência originária do STF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039749. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) :RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :JOSÉ VALTER RODRIGUES AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ ADV.(A/S) :MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AM. CURIAE. :SAUL DORVAL DA SILVA ADV.(A/S) :MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que que negou seguimento à presente reclamação, por entender não ter havido usurpação de competência do STF. Nas razões recursais, alega-se, em suma, que, ao conceder a medida liminar nos autos da ADI 1.011.923-6, suspendendo os efeitos de lei municipal, o TJ-PR teria usurpado competência originária do STF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o acórdão reclamado suspendeu cautelarmente a eficácia de parte da Lei municipal 14.224/2013, a qual, ao acrescer disposições à Lei municipal 10.921/2003, instituiu o dia 20 de novembro como feriado municipal (“Dia da Consciência Negra”), utilizando-se da seguinte fundamentação: “Com efeito, a criação de um novo feriado de natureza civil – não se trata, evidentemente, de feriado religioso ou com conotação religiosa – estaria a invadir a competência privativa da União para legislar sobre direito do trabalho (22-I, CF), por envolver interrupção do expediente, dia de repouso remunerado, compensação de jornada, obrigações para os empregados e todas as outras implicações, não só trabalhistas, como também de ordem civil e comercial que dele poderiam advir. A respeito, já assentou o PRETÓRIO EXCELSO que “implícito ao poder privativo da União de legislar sobre direito do trabalho está o de decretar feriados civis, mediante lei federal ordinária, por envolver tal iniciativa consequências nas relações empregatícias e salariais”. Dentro dessa órbita, editou a União a Lei Federal nº 9.093/1995 que assim dispõe: ‘Art. 1º São feriados civis: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o acórdão reclamado suspendeu cautelarmente a eficácia de parte da Lei municipal 14.224/2013, a qual, ao acrescer disposições à Lei municipal 10.921/2003, instituiu o dia 20 de novembro como feriado municipal (“Dia da Consciência Negra”), utilizando-se da seguinte fundamentação: “Com efeito, a criação de um novo feriado de natureza civil – não se trata, evidentemente, de feriado religioso ou com conotação religiosa – estaria a invadir a competência privativa da União para legislar sobre direito do trabalho (22-I, CF), por envolver interrupção do expediente, dia de repouso remunerado, compensação de jornada, obrigações para os empregados e todas as outras implicações, não só trabalhistas, como também de ordem civil e comercial que dele poderiam advir. A respeito, já assentou o PRETÓRIO EXCELSO que “implícito ao poder privativo da União de legislar sobre direito do trabalho está o de decretar feriados civis, mediante lei federal ordinária, por envolver tal iniciativa consequências nas relações empregatícias e salariais”. Dentro dessa órbita, editou a União a Lei Federal nº 9.093/1995 que assim dispõe: ‘Art. 1º São feriados civis: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 16757 AGR / PR I – os declarados em lei federal; II – a data magna do Estado fixada em lei estadual; III – os dias do início e do término do ano do centenário de fundação do Município, fixados em lei municipal. Art. 2º São feriados religiosos os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão’. Como se vê, o campo normativo passível de preenchimento pelos Município na matéria em tela estaria restrito à fixação dos dias de início e término do ano do centenário de fundação e dos feriados religiosos, respeitada a tradição local e o máximo de quatro datas, sendo uma delas obrigatoriamente a Sexta-feira da Paixão. Assim o Legislativo Municipal, ao somar nova e independente hipótese de feriado cívico, qual o ‘Dia da Consciência Negra’ não estaria complementando a Lei Federal, tampouco legislando sobre assunto de predominante interesse local, mas voltando-se contra as regras de distribuição de competência estabelecidas nos incisos I e II do art. 17 da Carta Estadual”. (eDOC 30) Conforme se depreende do excerto acima transcrito, o Tribunal a quo entendeu que a instituição de feriado cívico por lei municipal teria afrontado o art. 17, I e II, da Constituição estadual, que assim dispõe: “Art. 17. Compete aos Municípios: I – legislar sobre assuntos de interesse local; II – suplementar a legislação federal e a estadual no que couber”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Supremo Tribunal Federal RCL 16757 AGR / PR I – os declarados em lei federal; II – a data magna do Estado fixada em lei estadual; III – os dias do início e do término do ano do centenário de fundação do Município, fixados em lei municipal. Art. 2º São feriados religiosos os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão’. Como se vê, o campo normativo passível de preenchimento pelos Município na matéria em tela estaria restrito à fixação dos dias de início e término do ano do centenário de fundação e dos feriados religiosos, respeitada a tradição local e o máximo de quatro datas, sendo uma delas obrigatoriamente a Sexta-feira da Paixão. Assim o Legislativo Municipal, ao somar nova e independente hipótese de feriado cívico, qual o ‘Dia da Consciência Negra’ não estaria complementando a Lei Federal, tampouco legislando sobre assunto de predominante interesse local, mas voltando-se contra as regras de distribuição de competência estabelecidas nos incisos I e II do art. 17 da Carta Estadual”. (eDOC 30) Conforme se depreende do excerto acima transcrito, o Tribunal a quo entendeu que a instituição de feriado cívico por lei municipal teria afrontado o art. 17, I e II, da Constituição estadual, que assim dispõe: “Art. 17. Compete aos Municípios: I – legislar sobre assuntos de interesse local; II – suplementar a legislação federal e a estadual no que couber”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 16757 AGR / PR Nota-se que o dispositivo-paradigma tido por violado refere-se à norma de reprodução obrigatória pelos estados-membros (art. 30, I e II, da Constituição Federal). O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da RCL 383, rel. min. Moreira Alves, Pleno, DJ 21.5.1993, fixou entendimento de que é da competência do Tribunal de Justiça local julgar ação de controle de constitucionalidade abstrato de norma municipal em face de dispositivos da Constituição estadual que reproduzam dispositivos da Federal de repetição obrigatória. Eis a ementa do julgado: “Reclamação com fundamento na preservação da competência do Supremo Tribunal Federal. Ação direta de inconstitucionalidade proposta perante Tribunal de Justiça na qual se impugna Lei municipal sob a alegação de ofensa a dispositivos constitucionais estaduais que reproduzem dispositivos constitucionais federais de observância obrigatória pelos Estados. Eficacia jurídica desses dispositivos constitucionais estaduais. Jurisdição constitucional dos Estados- membros. - Admissão da propositura da ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça local, com possibilidade de recurso extraordinário se a interpretação da norma constitucional estadual, que reproduz a norma constitucional federal de observância obrigatória pelos Estados, contrariar o sentido e o alcance desta. Reclamação conhecida, mas julgada improcedente”. Nesse mesmo sentido, a jurisprudência assentada da Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PROPOSTA POR VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DE CONSTITUIÇÃO ESTADUAL QUE REPRODUZ NORMA CONSTITUCIONAL FEDERAL DE 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Supremo Tribunal Federal RCL 16757 AGR / PR Nota-se que o dispositivo-paradigma tido por violado refere-se à norma de reprodução obrigatória pelos estados-membros (art. 30, I e II, da Constituição Federal). O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da RCL 383, rel. min. Moreira Alves, Pleno, DJ 21.5.1993, fixou entendimento de que é da competência do Tribunal de Justiça local julgar ação de controle de constitucionalidade abstrato de norma municipal em face de dispositivos da Constituição estadual que reproduzam dispositivos da Federal de repetição obrigatória. Eis a ementa do julgado: “Reclamação com fundamento na preservação da competência do Supremo Tribunal Federal. Ação direta de inconstitucionalidade proposta perante Tribunal de Justiça na qual se impugna Lei municipal sob a alegação de ofensa a dispositivos constitucionais estaduais que reproduzem dispositivos constitucionais federais de observância obrigatória pelos Estados. Eficacia jurídica desses dispositivos constitucionais estaduais. Jurisdição constitucional dos Estados- membros. - Admissão da propositura da ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça local, com possibilidade de recurso extraordinário se a interpretação da norma constitucional estadual, que reproduz a norma constitucional federal de observância obrigatória pelos Estados, contrariar o sentido e o alcance desta. Reclamação conhecida, mas julgada improcedente”. Nesse mesmo sentido, a jurisprudência assentada da Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PROPOSTA POR VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DE CONSTITUIÇÃO ESTADUAL QUE REPRODUZ NORMA CONSTITUCIONAL FEDERAL DE 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 16757 AGR / PR OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Tribunais de Justiça estaduais são investidos de competência jurisdicional para exercer a fiscalização abstrata de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e municipais em face de parâmetros insculpidos na Constituição Estadual, ex vi do art. 125, § 2º, da Lei Fundamental de 1988, inclusive em relação a disposições que reproduzem compulsoriamente regras da Constituição da República. Precedentes. (Rcl-AgR 10.500, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 12.653 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. In casu, o MP/ES ajuizou ação direta de inconstitucionalidade em face do disposto no artigo 2º da Lei n. 529/2008 do Município de Anchieta, sustentando a existência de vício material do referido artigo, uma vez que a verba fixada a título de subsídio do Presidente da Câmara ultrapassaria o teto remuneratório estabelecido no artigo 26, inciso II, alínea “b”, da Constituição estadual, dispositivo correspondente ao art. 29, VI, “b”, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RCL 8676-AgR, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 22.8.2014); “Agravo regimental em reclamação. 2. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Inocorrência. 4. Não configuração de usurpação quando os tribunais de justiça analisam, em controle concentrado, a constitucionalidade de leis municipais e estaduais em face de normas constitucionais estaduais que reproduzem regra da Constituição Federal de observância obrigatória. 5. Violação à autoridade de decisão proferida pelo STF. 6. Não ocorrência. 7. Ato reclamado que não tem mesmo conteúdo de leis declaradas inconstitucionais pelo STF em sede de ação direta de inconstitucionalidade. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (RCL 12.653-AgR, de minha relatoria, Pleno, DJe 15.10.2012). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Supremo Tribunal Federal RCL 16757 AGR / PR OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Tribunais de Justiça estaduais são investidos de competência jurisdicional para exercer a fiscalização abstrata de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e municipais em face de parâmetros insculpidos na Constituição Estadual, ex vi do art. 125, § 2º, da Lei Fundamental de 1988, inclusive em relação a disposições que reproduzem compulsoriamente regras da Constituição da República. Precedentes. (Rcl-AgR 10.500, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 12.653 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. In casu, o MP/ES ajuizou ação direta de inconstitucionalidade em face do disposto no artigo 2º da Lei n. 529/2008 do Município de Anchieta, sustentando a existência de vício material do referido artigo, uma vez que a verba fixada a título de subsídio do Presidente da Câmara ultrapassaria o teto remuneratório estabelecido no artigo 26, inciso II, alínea “b”, da Constituição estadual, dispositivo correspondente ao art. 29, VI, “b”, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RCL 8676-AgR, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 22.8.2014); “Agravo regimental em reclamação. 2. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Inocorrência. 4. Não configuração de usurpação quando os tribunais de justiça analisam, em controle concentrado, a constitucionalidade de leis municipais e estaduais em face de normas constitucionais estaduais que reproduzem regra da Constituição Federal de observância obrigatória. 5. Violação à autoridade de decisão proferida pelo STF. 6. Não ocorrência. 7. Ato reclamado que não tem mesmo conteúdo de leis declaradas inconstitucionais pelo STF em sede de ação direta de inconstitucionalidade. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (RCL 12.653-AgR, de minha relatoria, Pleno, DJe 15.10.2012). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 16757 AGR / PR Ademais, ainda que assim não fosse, em consulta ao sítio eletrônico do TJ-PR, pude constatar que, em 15.9.2014, o Órgão Especial daquela Corte estadual julgou procedente, por maioria, a Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.011.923-6, de modo que resta prejudicada a presente reclamação, que tem por objeto a impugnação de medida cautelar que suspendeu os efeitos da Lei municipal 14.224/2013. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Supremo Tribunal Federal RCL 16757 AGR / PR Ademais, ainda que assim não fosse, em consulta ao sítio eletrônico do TJ-PR, pude constatar que, em 15.9.2014, o Órgão Especial daquela Corte estadual julgou procedente, por maioria, a Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.011.923-6, de modo que resta prejudicada a presente reclamação, que tem por objeto a impugnação de medida cautelar que suspendeu os efeitos da Lei municipal 14.224/2013. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) : RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA (0053739/PR) E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : JOSÉ VALTER RODRIGUES (15319/PR) AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ ADV.(A/S) : MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA (PR019406/) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES (22427/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AM. CURIAE. : SAUL DORVAL DA SILVA ADV.(A/S) : MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI (68037/PR) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778868 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) : RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA (0053739/PR) E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : JOSÉ VALTER RODRIGUES (15319/PR) AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ ADV.(A/S) : MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA (PR019406/) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES (22427/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AM. CURIAE. : SAUL DORVAL DA SILVA ADV.(A/S) : MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI (68037/PR) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778868 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12056524
2016-09-23T00:00:00
2016-11-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Agravo regimental em reclamação. 2. Medida liminar deferida em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada em face de lei municipal, por supostas ofensas à Constituição estadual. 3. Normas da Constituição estadual que reproduzem dispositivos da Federal de repetição obrigatória. Caracterização da competência do Tribunal de Justiça local. Inexistência de usurpação da competência originária do STF. Precedentes. 4. Posterior julgamento de mérito da referida ADI, com substituição da decisão ora reclamada. Perda superveniente de objeto. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur360547
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, TRIBUNAL DE JUSTIÇA) Rcl 383 (TP), Rcl 8676 AgR (1ªT), Rcl 12653 AgR (TP). Número de páginas: 9. Análise: 05/12/2016, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
16757
[ "LEG-MUN LEI-010921 ANO-2003\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE CURITIBA, PR\n\n", "LEG-MUN LEI-014224 ANO-2013\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE CURITIBA, PR" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 16757 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) : RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : JOSÉ VALTER RODRIGUES AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ ADV.(A/S) : MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AM. CURIAE. : SAUL DORVAL DA SILVA ADV.(A/S) : MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) :RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :JOSÉ VALTER RODRIGUES AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ ADV.(A/S) :MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AM. CURIAE. :SAUL DORVAL DA SILVA ADV.(A/S) :MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em reclamação. 2. Medida liminar deferida em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada em face de lei municipal, por supostas ofensas à Constituição estadual. 3. Normas da Constituição estadual que reproduzem dispositivos da Federal de repetição obrigatória. Caracterização da competência do Tribunal de Justiça local. Inexistência de usurpação da competência originária do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Posterior julgamento de mérito da referida ADI, com substituição da decisão ora reclamada. Perda superveniente de objeto. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039748. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RCL 16757 AGR / PR Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039748. Supremo Tribunal Federal RCL 16757 AGR / PR Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) :RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :JOSÉ VALTER RODRIGUES AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ ADV.(A/S) :MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AM. CURIAE. :SAUL DORVAL DA SILVA ADV.(A/S) :MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que que negou seguimento à presente reclamação, por entender não ter havido usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Nas razões recursais, alega-se, em suma, que, ao conceder a medida liminar nos autos da ADI 1.011.923-6, suspendendo os efeitos de lei municipal, o TJ-PR teria usurpado competência originária do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039749. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) :RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :JOSÉ VALTER RODRIGUES AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ ADV.(A/S) :MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AM. CURIAE. :SAUL DORVAL DA SILVA ADV.(A/S) :MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que que negou seguimento à presente reclamação, por entender não ter havido usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Nas razões recursais, alega-se, em suma, que, ao conceder a medida liminar nos autos da ADI 1.011.923-6, suspendendo os efeitos de lei municipal, o TJ-PR teria usurpado competência originária do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o acórdão reclamado suspendeu cautelarmente a eficácia de parte da Lei municipal 14.224/2013, a qual, ao acrescer disposições à Lei municipal 10.921/2003, instituiu o dia 20 de novembro como feriado municipal (“Dia da Consciência Negra”), utilizando-se da seguinte fundamentação: “Com efeito, a criação de um novo feriado de natureza civil – não se trata, evidentemente, de feriado religioso ou com conotação religiosa – estaria a invadir a competência privativa da União para legislar sobre direito do trabalho (22-I, Constituição Federal de 1988), por envolver interrupção do expediente, dia de repouso remunerado, compensação de jornada, obrigações para os empregados e todas as outras implicações, não só trabalhistas, como também de ordem civil e comercial que dele poderiam advir. A respeito, já assentou o PRETÓRIO EXCELSO que “implícito ao poder privativo da União de legislar sobre direito do trabalho está o de decretar feriados civis, mediante lei federal ordinária, por envolver tal iniciativa consequências nas relações empregatícias e salariais”. Dentro dessa órbita, editou a União a Lei Federal n 9.093/1995 que assim dispõe: ‘Art. 1... São feriados civis: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Supremo Tribunal Federal 23/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o acórdão reclamado suspendeu cautelarmente a eficácia de parte da Lei municipal 14.224/2013, a qual, ao acrescer disposições à Lei municipal 10.921/2003, instituiu o dia 20 de novembro como feriado municipal (“Dia da Consciência Negra”), utilizando-se da seguinte fundamentação: “Com efeito, a criação de um novo feriado de natureza civil – não se trata, evidentemente, de feriado religioso ou com conotação religiosa – estaria a invadir a competência privativa da União para legislar sobre direito do trabalho (22-I, Constituição Federal de 1988), por envolver interrupção do expediente, dia de repouso remunerado, compensação de jornada, obrigações para os empregados e todas as outras implicações, não só trabalhistas, como também de ordem civil e comercial que dele poderiam advir. A respeito, já assentou o PRETÓRIO EXCELSO que “implícito ao poder privativo da União de legislar sobre direito do trabalho está o de decretar feriados civis, mediante lei federal ordinária, por envolver tal iniciativa consequências nas relações empregatícias e salariais”. Dentro dessa órbita, editou a União a Lei Federal n 9.093/1995 que assim dispõe: ‘Art. 1... São feriados civis: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 16757 AGR / PR I – os declarados em lei federal; II – a data magna do Estado fixada em lei estadual; III – os dias do início e do término do ano do centenário de fundação do Município, fixados em lei municipal. Art. 2... São feriados religiosos os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão’. Como se vê, o campo normativo passível de preenchimento pelos Município na matéria em tela estaria restrito à fixação dos dias de início e término do ano do centenário de fundação e dos feriados religiosos, respeitada a tradição local e o máximo de quatro datas, sendo uma delas obrigatoriamente a Sexta-feira da Paixão. Assim o Legislativo Municipal, ao somar nova e independente hipótese de feriado cívico, qual o ‘Dia da Consciência Negra’ não estaria complementando a Lei Federal, tampouco legislando sobre assunto de predominante interesse local, mas voltando-se contra as regras de distribuição de competência estabelecidas nos incisos I e II do art. 17 da Carta Estadual”. (eDOC 30) Conforme se depreende do excerto acima transcrito, o Tribunal a quo entendeu que a instituição de feriado cívico por lei municipal teria afrontado o art. 17, I e II, da Constituição estadual, que assim dispõe: “Art. 17. Compete aos Municípios: I – legislar sobre assuntos de interesse local; II – suplementar a legislação federal e a estadual no que couber”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Supremo Tribunal Federal RCL 16757 AGR / PR I – os declarados em lei federal; II – a data magna do Estado fixada em lei estadual; III – os dias do início e do término do ano do centenário de fundação do Município, fixados em lei municipal. Art. 2... São feriados religiosos os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão’. Como se vê, o campo normativo passível de preenchimento pelos Município na matéria em tela estaria restrito à fixação dos dias de início e término do ano do centenário de fundação e dos feriados religiosos, respeitada a tradição local e o máximo de quatro datas, sendo uma delas obrigatoriamente a Sexta-feira da Paixão. Assim o Legislativo Municipal, ao somar nova e independente hipótese de feriado cívico, qual o ‘Dia da Consciência Negra’ não estaria complementando a Lei Federal, tampouco legislando sobre assunto de predominante interesse local, mas voltando-se contra as regras de distribuição de competência estabelecidas nos incisos I e II do art. 17 da Carta Estadual”. (eDOC 30) Conforme se depreende do excerto acima transcrito, o Tribunal a quo entendeu que a instituição de feriado cívico por lei municipal teria afrontado o art. 17, I e II, da Constituição estadual, que assim dispõe: “Art. 17. Compete aos Municípios: I – legislar sobre assuntos de interesse local; II – suplementar a legislação federal e a estadual no que couber”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 16757 AGR / PR Nota-se que o dispositivo-paradigma tido por violado refere-se à norma de reprodução obrigatória pelos estados-membros (art. 30, I e II, da Constituição Federal). O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da RCL 383, rel. min. Moreira Alves, Pleno, DJ 21.5.1993, fixou entendimento de que é da competência do Tribunal de Justiça local julgar ação de controle de constitucionalidade abstrato de norma municipal em face de dispositivos da Constituição estadual que reproduzam dispositivos da Federal de repetição obrigatória. Eis a ementa do julgado: “Reclamação com fundamento na preservação da competência do Supremo Tribunal Federal. Ação direta de inconstitucionalidade proposta perante Tribunal de Justiça na qual se impugna Lei municipal sob a alegação de ofensa a dispositivos constitucionais estaduais que reproduzem dispositivos constitucionais federais de observância obrigatória pelos Estados. Eficacia jurídica desses dispositivos constitucionais estaduais. Jurisdição constitucional dos Estados- membros. - Admissão da propositura da ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça local, com possibilidade de recurso extraordinário se a interpretação da norma constitucional estadual, que reproduz a norma constitucional federal de observância obrigatória pelos Estados, contrariar o sentido e o alcance desta. Reclamação conhecida, mas julgada improcedente”. Nesse mesmo sentido, a jurisprudência assentada da Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PROPOSTA POR VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DE CONSTITUIÇÃO ESTADUAL QUE REPRODUZ NORMA CONSTITUCIONAL FEDERAL DE 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Supremo Tribunal Federal RCL 16757 AGR / PR Nota-se que o dispositivo-paradigma tido por violado refere-se à norma de reprodução obrigatória pelos estados-membros (art. 30, I e II, da Constituição Federal). O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da RCL 383, rel. min. Moreira Alves, Pleno, DJ 21.5.1993, fixou entendimento de que é da competência do Tribunal de Justiça local julgar ação de controle de constitucionalidade abstrato de norma municipal em face de dispositivos da Constituição estadual que reproduzam dispositivos da Federal de repetição obrigatória. Eis a ementa do julgado: “Reclamação com fundamento na preservação da competência do Supremo Tribunal Federal. Ação direta de inconstitucionalidade proposta perante Tribunal de Justiça na qual se impugna Lei municipal sob a alegação de ofensa a dispositivos constitucionais estaduais que reproduzem dispositivos constitucionais federais de observância obrigatória pelos Estados. Eficacia jurídica desses dispositivos constitucionais estaduais. Jurisdição constitucional dos Estados- membros. - Admissão da propositura da ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça local, com possibilidade de recurso extraordinário se a interpretação da norma constitucional estadual, que reproduz a norma constitucional federal de observância obrigatória pelos Estados, contrariar o sentido e o alcance desta. Reclamação conhecida, mas julgada improcedente”. Nesse mesmo sentido, a jurisprudência assentada da Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PROPOSTA POR VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DE CONSTITUIÇÃO ESTADUAL QUE REPRODUZ NORMA CONSTITUCIONAL FEDERAL DE 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 16757 AGR / PR OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Tribunais de Justiça estaduais são investidos de competência jurisdicional para exercer a fiscalização abstrata de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e municipais em face de parâmetros insculpidos na Constituição Estadual, ex vi do art. 125, § 2..., da Lei Fundamental de 1988, inclusive em relação a disposições que reproduzem compulsoriamente regras da Constituição da República. Precedentes. (Rcl-AgR 10.500, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 12.653 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. In casu, o Medida Provisória/ES ajuizou ação direta de inconstitucionalidade em face do disposto no artigo 2... da Lei n. 529/2008 do Município de Anchieta, sustentando a existência de vício material do referido artigo, uma vez que a verba fixada a título de subsídio do Presidente da Câmara ultrapassaria o teto remuneratório estabelecido no artigo 26, inciso II, alínea “b”, da Constituição estadual, dispositivo correspondente ao art. 29, VI, “b”, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RCL 8676-AgR, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 22.8.2014); “Agravo regimental em reclamação. 2. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Inocorrência. 4. Não configuração de usurpação quando os tribunais de justiça analisam, em controle concentrado, a constitucionalidade de leis municipais e estaduais em face de normas constitucionais estaduais que reproduzem regra da Constituição Federal de observância obrigatória. 5. Violação à autoridade de decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. 6. Não ocorrência. 7. Ato reclamado que não tem mesmo conteúdo de leis declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal em sede de ação direta de inconstitucionalidade. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (RCL 12.653-AgR, de minha relatoria, Pleno, DJe 15.10.2012). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Supremo Tribunal Federal RCL 16757 AGR / PR OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Tribunais de Justiça estaduais são investidos de competência jurisdicional para exercer a fiscalização abstrata de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e municipais em face de parâmetros insculpidos na Constituição Estadual, ex vi do art. 125, § 2..., da Lei Fundamental de 1988, inclusive em relação a disposições que reproduzem compulsoriamente regras da Constituição da República. Precedentes. (Rcl-AgR 10.500, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 12.653 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. In casu, o Medida Provisória/ES ajuizou ação direta de inconstitucionalidade em face do disposto no artigo 2... da Lei n. 529/2008 do Município de Anchieta, sustentando a existência de vício material do referido artigo, uma vez que a verba fixada a título de subsídio do Presidente da Câmara ultrapassaria o teto remuneratório estabelecido no artigo 26, inciso II, alínea “b”, da Constituição estadual, dispositivo correspondente ao art. 29, VI, “b”, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RCL 8676-AgR, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 22.8.2014); “Agravo regimental em reclamação. 2. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Inocorrência. 4. Não configuração de usurpação quando os tribunais de justiça analisam, em controle concentrado, a constitucionalidade de leis municipais e estaduais em face de normas constitucionais estaduais que reproduzem regra da Constituição Federal de observância obrigatória. 5. Violação à autoridade de decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. 6. Não ocorrência. 7. Ato reclamado que não tem mesmo conteúdo de leis declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal em sede de ação direta de inconstitucionalidade. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (RCL 12.653-AgR, de minha relatoria, Pleno, DJe 15.10.2012). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 16757 AGR / PR Ademais, ainda que assim não fosse, em consulta ao sítio eletrônico do TJ-PR, pude constatar que, em 15.9.2014, o Órgão Especial daquela Corte estadual julgou procedente, por maioria, a Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.011.923-6, de modo que resta prejudicada a presente reclamação, que tem por objeto a impugnação de medida cautelar que suspendeu os efeitos da Lei municipal 14.224/2013. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Supremo Tribunal Federal RCL 16757 AGR / PR Ademais, ainda que assim não fosse, em consulta ao sítio eletrônico do TJ-PR, pude constatar que, em 15.9.2014, o Órgão Especial daquela Corte estadual julgou procedente, por maioria, a Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.011.923-6, de modo que resta prejudicada a presente reclamação, que tem por objeto a impugnação de medida cautelar que suspendeu os efeitos da Lei municipal 14.224/2013. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039750. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) : RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA (0053739/PR) E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : JOSÉ VALTER RODRIGUES (15319/PR) AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ ADV.(A/S) : MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA (PR019406/) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES (22427/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AM. CURIAE. : SAUL DORVAL DA SILVA ADV.(A/S) : MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI (68037/PR) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778868 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.757 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) : RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA (0053739/PR) E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : JOSÉ VALTER RODRIGUES (15319/PR) AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ ADV.(A/S) : MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA (PR019406/) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES (22427/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AM. CURIAE. : SAUL DORVAL DA SILVA ADV.(A/S) : MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI (68037/PR) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 16 a 22.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11778868 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 16 . 757", "ADI 1 . 011 . 923 - 6", "RECLAMAÇÃO 16 . 757", "ADI 1 . 011 . 923 - 6", "RCL 16757 AGR / PR", "RCL 383", "RCL 16757 AGR / PR", "RCL 383", "RCL 16757 AGR / PR", "Rcl", "-", "AgR 10 . 500", "Rcl 12 . 653 AgR", "RCL 8676 - AgR", "RCL 12 . 653 - AgR", "RCL", "Rcl", "-", "AgR 10 . 500", "Rcl 12 . 653 AgR", "RCL 8676 - AgR", "RCL 12 . 653 - AgR", "RCL 16757 AGR / PR", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 1 . 011 . 923 - 6", "RCL 16757", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 1 . 011 . 923 - 6" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei municipal 14 . 224 / 2013", "Lei municipal 10 . 921 / 2003", "22", "-", "I , Constituição Federal de 1988", "Lei Federal n 9 . 093 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei municipal 14 . 224 / 2013", "Lei municipal 10 . 921 / 2003", "22", "-", "I , Constituição Federal de 1988", "Lei Federal n 9 . 093 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos I e II do art . 17 da Carta Estadual ”", "art . 17 , I e II , da Constituição estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos I e II do art . 17 da Carta Estadual ”", "art . 17 , I e II , da Constituição estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 30 , I e II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "art . 30 , I e II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Estadual", "art . 125 , § 2 . . . , da Lei Fundamental de 1988", "Constituição da República", "artigo 2 . . . da Lei n . 529 / 2008", "artigo 26 , inciso II , alínea “ b ” , da Constituição estadual", "art . 29 , VI , “ b ” , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 125 , § 2 . . . , da Lei Fundamental de 1988", "Constituição da República", "artigo 2 . . . da Lei n . 529 / 2008", "artigo 26 , inciso II , alínea “ b ” , da Constituição estadual", "art . 29 , VI , “ b ” , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei municipal 14 . 224 / 2013", "Medida Provisória n 2 .", "Lei municipal 14 . 224 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "Município de Anchieta", "Município de Anchieta", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA", "ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ", "FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA", "ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ", "FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "-", "PR", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA", "ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ", "FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "-", "PR", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "União", "União", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "União", "União", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Medida Provisória / ES", "Câmara", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Medida Provisória / ES", "Câmara", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TJ", "-", "PR", "Órgão Especial", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "-", "PR", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA", "ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ", "FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA", "ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ", "FEDERACÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA", "JOSÉ VALTER RODRIGUES", "MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA", "MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES", "SAUL DORVAL DA SILVA", "MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA", "JOSÉ VALTER RODRIGUES", "MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA", "MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES", "SAUL DORVAL DA SILVA", "MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA", "JOSÉ VALTER RODRIGUES", "MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA", "MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES", "SAUL DORVAL DA SILVA", "MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA", "JOSÉ VALTER RODRIGUES", "MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA", "MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES", "SAUL DORVAL DA SILVA", "MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "RODRIGO AUGUSTO CAMPOS BAPTISTA", "JOSÉ VALTER RODRIGUES", "MARCELO DE SOUZA TEIXEIRA", "MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES", "SAUL DORVAL DA SILVA", "MEIRY CRISTINA CORREIA PEREIRA URBANESKI", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "22 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "20 de novembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "20 de novembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "Sexta", "-", "Feira", "Sexta", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "Sexta", "Sexta", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "8", ".", "2014", "15", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "8", ".", "2014", "15", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "09", "/", "2016", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "22", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO ADV.(A/S) :ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AUXÍLIO MORADIA PARA MAGISTRADO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906491. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO ADV.(A/S) :ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27.11.2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União contra julgado da Quarta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Sergipe, pelo qual se concluiu pela legalidade do pagamento de auxílio moradia a magistrado. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 4. A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar n. 35/1979, Lei n. 5.010/1966 e Lei n. 8.112/1990), procedimento inviável em recurso extraordinário. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL-LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO ADV.(A/S) :ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27.11.2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União contra julgado da Quarta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Sergipe, pelo qual se concluiu pela legalidade do pagamento de auxílio moradia a magistrado. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 4. A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar n. 35/1979, Lei n. 5.010/1966 e Lei n. 8.112/1990), procedimento inviável em recurso extraordinário. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL-LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório RE 849521 AGR / SE Primeira Turma, DJe 23.2.2011). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIDADE COATORA. ILEGITIMIDADE PARA INTERPOR RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JUIZ AUDITOR MILITAR. PROMOÇÃO PARA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO TEMA CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CARTA MAGNA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a pessoa jurídica de direito público a que pertence a autoridade ou o órgão tido como coator é o sujeito passivo do mandado de segurança, razão por que é ele o único legitimado para recorrer da decisão que defere a ordem. 2. Não se encontram prequestionados os arts. 5º, XXXV, XXXVI, LXIX e LXXI, 93, I, II e III, da Constituição Federal, invocados na petição de apelo extremo, pois não foram apreciados no acórdão recorrido, e, embora suscitados na petição dos embargos de declaração, não foram apresentadas contrarrazões ao recurso ordinário em mandado de segurança, momento em que poderiam ter sido oportunamente apontados, não se prestando os declaratórios a inovar matéria constitucional estranha aos autos, como tem reiteradamente decidido esta Corte. 3. De outra parte, o Superior Tribunal de Justiça acolheu a pretensão da impetrante a partir da exegese do Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul (Lei estadual 1.511/94) e de dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN, o que implica dizer que suposta infringência ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta ou reflexa, cujo exame não tem lugar na sede extraordinária. 4. Agravos regimentais improvidos’ (RE 412.430-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 17.3.2006, grifos nossos). ‘AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AJUDA DE CUSTO. REMOÇÃO A PEDIDO. MAGISTRADO. LEI COMPLEMENTAR N. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE Primeira Turma, DJe 23.2.2011). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIDADE COATORA. ILEGITIMIDADE PARA INTERPOR RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JUIZ AUDITOR MILITAR. PROMOÇÃO PARA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO TEMA CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CARTA MAGNA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a pessoa jurídica de direito público a que pertence a autoridade ou o órgão tido como coator é o sujeito passivo do mandado de segurança, razão por que é ele o único legitimado para recorrer da decisão que defere a ordem. 2. Não se encontram prequestionados os arts. 5º, XXXV, XXXVI, LXIX e LXXI, 93, I, II e III, da Constituição Federal, invocados na petição de apelo extremo, pois não foram apreciados no acórdão recorrido, e, embora suscitados na petição dos embargos de declaração, não foram apresentadas contrarrazões ao recurso ordinário em mandado de segurança, momento em que poderiam ter sido oportunamente apontados, não se prestando os declaratórios a inovar matéria constitucional estranha aos autos, como tem reiteradamente decidido esta Corte. 3. De outra parte, o Superior Tribunal de Justiça acolheu a pretensão da impetrante a partir da exegese do Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul (Lei estadual 1.511/94) e de dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN, o que implica dizer que suposta infringência ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta ou reflexa, cujo exame não tem lugar na sede extraordinária. 4. Agravos regimentais improvidos’ (RE 412.430-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 17.3.2006, grifos nossos). ‘AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AJUDA DE CUSTO. REMOÇÃO A PEDIDO. MAGISTRADO. LEI COMPLEMENTAR N. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório RE 849521 AGR / SE 35/1979 E LEI N. 8.112/1990: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO. Relatório 1. Agravo nos autos principais contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto com base na alínea a do inc. III do art. 102 da Constituição da República contra o seguinte julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Maranhão: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO A PEDIDO DE MAGISTRADO DO TRT. AJUDA DE CUSTO. PRESCRIÇÃO TRIENAL. INAPLICALBILIDADE. LC 35/79. INAMOVIBILIDADE. INTERESSE PÚBLICO. I - O prazo prescricional trienal estabelecido pelo Código Civil resta inaplicável ao caso concreto, uma vez que a matéria refere-se a direito público, devendo ser aplicados, desta forma, os institutos e dispositivos legais de Direito Administrativo (artigos 1° a 3° do Decreto n. 20910/32, artigo 110, I, da lei 8112/90). Precedentes do STJ. II - A LC 35/79 não vinculou a ajuda de custo à remoção de ofício, pela Administração. III - A aplicação subsidiária da Lei n° 8.112/90, entendida como necessária pela recorrente, somente tomando por base as diferenciações de modalidades de remoção expressas no art. 36, parágrafo único, I e II, restringiria o âmbito de aplicação do art. 65 da LOMAN, o que soaria desproporcional pela interpretação francamente restritiva de norma garantidora de direito, para além de representar clara limitação normativa à lei complementar proveniente de lei ordinária, efeito legal de difícil visualização, tendo em vista que o âmbito normativo material das duas espécies legislativas não se confunde. IV - Magistrado do trabalho é considerado membro de poder, órgão estrutural do Estado, responsável pela correta aplicação da lei aos casos que se lhe apresentam e não pode ser removido ex officio, pela Administração, em razão da garantia constitucional da inamovibilidade. Assim, a ajuda de custo é 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE 35/1979 E LEI N. 8.112/1990: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO. Relatório 1. Agravo nos autos principais contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto com base na alínea a do inc. III do art. 102 da Constituição da República contra o seguinte julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Maranhão: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO A PEDIDO DE MAGISTRADO DO TRT. AJUDA DE CUSTO. PRESCRIÇÃO TRIENAL. INAPLICALBILIDADE. LC 35/79. INAMOVIBILIDADE. INTERESSE PÚBLICO. I - O prazo prescricional trienal estabelecido pelo Código Civil resta inaplicável ao caso concreto, uma vez que a matéria refere-se a direito público, devendo ser aplicados, desta forma, os institutos e dispositivos legais de Direito Administrativo (artigos 1° a 3° do Decreto n. 20910/32, artigo 110, I, da lei 8112/90). Precedentes do STJ. II - A LC 35/79 não vinculou a ajuda de custo à remoção de ofício, pela Administração. III - A aplicação subsidiária da Lei n° 8.112/90, entendida como necessária pela recorrente, somente tomando por base as diferenciações de modalidades de remoção expressas no art. 36, parágrafo único, I e II, restringiria o âmbito de aplicação do art. 65 da LOMAN, o que soaria desproporcional pela interpretação francamente restritiva de norma garantidora de direito, para além de representar clara limitação normativa à lei complementar proveniente de lei ordinária, efeito legal de difícil visualização, tendo em vista que o âmbito normativo material das duas espécies legislativas não se confunde. IV - Magistrado do trabalho é considerado membro de poder, órgão estrutural do Estado, responsável pela correta aplicação da lei aos casos que se lhe apresentam e não pode ser removido ex officio, pela Administração, em razão da garantia constitucional da inamovibilidade. Assim, a ajuda de custo é 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório RE 849521 AGR / SE devida em qualquer circunstância, sempre que necessária a sua mudança de sede, ficando o pedido de remoção condicionado à aferição de juízos de oportunidade e conveniência, por parte da Administração. V - As alegações recursais não lograram afastar a solidez dos fundamentos da sentença, a qual deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. VI - Honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor devido. VII - Recurso a que se nega provimento” (grifos nossos). Os embargos de declaração opostos pela Agravante foram rejeitados. 2. A Agravante alega que teriam sido contrariados os arts. 2º, 37, caput, 93, inc. VIII, e 95, inc. II, da Constituição da República. Afirma que “a vantagem em questão somente tem cabimento naquelas hipóteses constitucionalmente previstas, que tratam especificamente de remoção por interesse público, situação não verificada no caso. Do contrário, a se entender que toda a remoção de magistrado se dará no interesse público, não haveria razão para que tal expressão constasse daqueles preceitos constitucionais’. 3. A decisão agravada teve como fundamento para a inadmissibilidade do recurso extraordinário a ausência de ofensa constitucional direta. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 4. O art. 544 do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, estabeleceu que o agravo contra decisão que inadmite recurso extraordinário processa-se nos autos, ou seja, sem a necessidade da formação de instrumento, sendo este o caso. Analisam-se, portanto, os argumentos postos no agravo, de cuja decisão se terá, na sequência, se for o caso, exame do recurso extraordinário. 5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A Turma Recursal a quo decidiu o caso em análise 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE devida em qualquer circunstância, sempre que necessária a sua mudança de sede, ficando o pedido de remoção condicionado à aferição de juízos de oportunidade e conveniência, por parte da Administração. V - As alegações recursais não lograram afastar a solidez dos fundamentos da sentença, a qual deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. VI - Honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor devido. VII - Recurso a que se nega provimento” (grifos nossos). Os embargos de declaração opostos pela Agravante foram rejeitados. 2. A Agravante alega que teriam sido contrariados os arts. 2º, 37, caput, 93, inc. VIII, e 95, inc. II, da Constituição da República. Afirma que “a vantagem em questão somente tem cabimento naquelas hipóteses constitucionalmente previstas, que tratam especificamente de remoção por interesse público, situação não verificada no caso. Do contrário, a se entender que toda a remoção de magistrado se dará no interesse público, não haveria razão para que tal expressão constasse daqueles preceitos constitucionais’. 3. A decisão agravada teve como fundamento para a inadmissibilidade do recurso extraordinário a ausência de ofensa constitucional direta. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 4. O art. 544 do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, estabeleceu que o agravo contra decisão que inadmite recurso extraordinário processa-se nos autos, ou seja, sem a necessidade da formação de instrumento, sendo este o caso. Analisam-se, portanto, os argumentos postos no agravo, de cuja decisão se terá, na sequência, se for o caso, exame do recurso extraordinário. 5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A Turma Recursal a quo decidiu o caso em análise 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório RE 849521 AGR / SE interpretando a Lei n. 8.112/1990 e a Lei Complementar n. 35/1979. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL-LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.2.2011). ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO. INCISO LIII DO ART. 5º DA CF/88. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM APOIO NO INCISO III DO ART. 252 DO CPP E NO INCISO III DO ART. 36 DA LOMAN. OFENSA INDIRETA AO MAGNO TEXTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO’ (RE 577.297- AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 7.8.2009). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013 e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 7. Ademais, o Supremo Tribunal, em caso análogo ao deste processo assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE interpretando a Lei n. 8.112/1990 e a Lei Complementar n. 35/1979. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL-LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.2.2011). ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO. INCISO LIII DO ART. 5º DA CF/88. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM APOIO NO INCISO III DO ART. 252 DO CPP E NO INCISO III DO ART. 36 DA LOMAN. OFENSA INDIRETA AO MAGNO TEXTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO’ (RE 577.297- AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 7.8.2009). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013 e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 7. Ademais, o Supremo Tribunal, em caso análogo ao deste processo assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório RE 849521 AGR / SE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’ (RE 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (ARE 743.507, de minha relatoria, decisão monocrática transitada em julgado, DJe 7.8.2013). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013, e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 5. Ademais, em caso análogo ao deste processo este Supremo Tribunal assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’ (RE 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). 6. A assertiva de inobservância do inc. II do art. 5º da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, o qual dispõe não caber “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Leis Complementares ns. 35/1979, 73/1993 e a Resolução n. 133/2011 do Conselho Nacional de Justiça): ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa ao pagamento de horas in intinere decidida pelo acórdão recorrido à luz da legislação infraconstitucional: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636; inocorrência de negativa de prestação jurisdicional ou violação dos princípios 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’ (RE 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (ARE 743.507, de minha relatoria, decisão monocrática transitada em julgado, DJe 7.8.2013). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013, e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 5. Ademais, em caso análogo ao deste processo este Supremo Tribunal assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’ (RE 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). 6. A assertiva de inobservância do inc. II do art. 5º da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, o qual dispõe não caber “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Leis Complementares ns. 35/1979, 73/1993 e a Resolução n. 133/2011 do Conselho Nacional de Justiça): ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa ao pagamento de horas in intinere decidida pelo acórdão recorrido à luz da legislação infraconstitucional: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636; inocorrência de negativa de prestação jurisdicional ou violação dos princípios 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Relatório RE 849521 AGR / SE constitucionais apontados no recurso extraordinário’ (AI 233.548-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). ‘Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJE 8.4.2011). Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Recorrente. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno)”. 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 10.12.2014, interpõe a União, em 15.12.2014, agravo regimental. 3. A Agravante sustenta que, “no paradigma citado, o Plenário Virtual do STF, deixou-se de reconhecer a repercussão geral de matéria diversa” (fl. 3, doc. 26). Assevera ser a contrariedade “à alínea n do inciso I do art. 102 da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE constitucionais apontados no recurso extraordinário’ (AI 233.548-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). ‘Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJE 8.4.2011). Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Recorrente. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno)”. 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 10.12.2014, interpõe a União, em 15.12.2014, agravo regimental. 3. A Agravante sustenta que, “no paradigma citado, o Plenário Virtual do STF, deixou-se de reconhecer a repercussão geral de matéria diversa” (fl. 3, doc. 26). Assevera ser a contrariedade “à alínea n do inciso I do art. 102 da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Relatório RE 849521 AGR / SE Constituição é, por si só, suficiente para levar o recurso extraordinário ao conhecimento e julgamento dessa Corte, pouco importando se as demais alegações que este ente público fez em sua peça recursal sejam ou não infraconstitucional” (fl. 5, doc. 26). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE Constituição é, por si só, suficiente para levar o recurso extraordinário ao conhecimento e julgamento dessa Corte, pouco importando se as demais alegações que este ente público fez em sua peça recursal sejam ou não infraconstitucional” (fl. 5, doc. 26). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 SERGIPE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Conforme consignado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar n. 35/1979, Lei n. 5.010/1966 e Lei n. 8.112/1990), procedimento inviável em recurso extraordinário. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL- LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.2.2011). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIDADE COATORA. ILEGITIMIDADE PARA INTERPOR RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JUIZ AUDITOR MILITAR. PROMOÇÃO PARA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO TEMA CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CARTA MAGNA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a pessoa jurídica de direito público a que pertence a autoridade ou o órgão tido como coator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 SERGIPE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Conforme consignado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar n. 35/1979, Lei n. 5.010/1966 e Lei n. 8.112/1990), procedimento inviável em recurso extraordinário. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL- LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.2.2011). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIDADE COATORA. ILEGITIMIDADE PARA INTERPOR RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JUIZ AUDITOR MILITAR. PROMOÇÃO PARA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO TEMA CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CARTA MAGNA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a pessoa jurídica de direito público a que pertence a autoridade ou o órgão tido como coator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 849521 AGR / SE é o sujeito passivo do mandado de segurança, razão por que é ele o único legitimado para recorrer da decisão que defere a ordem. 2. Não se encontram prequestionados os arts. 5º, XXXV, XXXVI, LXIX e LXXI, 93, I, II e III, da Constituição Federal, invocados na petição de apelo extremo, pois não foram apreciados no acórdão recorrido, e, embora suscitados na petição dos embargos de declaração, não foram apresentadas contrarrazões ao recurso ordinário em mandado de segurança, momento em que poderiam ter sido oportunamente apontados, não se prestando os declaratórios a inovar matéria constitucional estranha aos autos, como tem reiteradamente decidido esta Corte. 3. De outra parte, o Superior Tribunal de Justiça acolheu a pretensão da impetrante a partir da exegese do Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul (Lei estadual 1.511/94) e de dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN, o que implica dizer que suposta infringência ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta ou reflexa, cujo exame não tem lugar na sede extraordinária. 4. Agravos regimentais improvidos” (RE 412.430-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 17.3.2006, grifos nossos). “AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AJUDA DE CUSTO. REMOÇÃO A PEDIDO. MAGISTRADO. LEI COMPLEMENTAR N. 35/1979 E LEI N. 8.112/1990: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO. Relatório 1. Agravo nos autos principais contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto com base na alínea a do inc. III do art. 102 da Constituição da República contra o seguinte julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Maranhão: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO A PEDIDO DE MAGISTRADO DO TRT. AJUDA DE CUSTO. PRESCRIÇÃO TRIENAL. INAPLICALBILIDADE. LC 35/79. INAMOVIBILIDADE. INTERESSE PÚBLICO. I - O prazo prescricional trienal estabelecido pelo Código Civil 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE é o sujeito passivo do mandado de segurança, razão por que é ele o único legitimado para recorrer da decisão que defere a ordem. 2. Não se encontram prequestionados os arts. 5º, XXXV, XXXVI, LXIX e LXXI, 93, I, II e III, da Constituição Federal, invocados na petição de apelo extremo, pois não foram apreciados no acórdão recorrido, e, embora suscitados na petição dos embargos de declaração, não foram apresentadas contrarrazões ao recurso ordinário em mandado de segurança, momento em que poderiam ter sido oportunamente apontados, não se prestando os declaratórios a inovar matéria constitucional estranha aos autos, como tem reiteradamente decidido esta Corte. 3. De outra parte, o Superior Tribunal de Justiça acolheu a pretensão da impetrante a partir da exegese do Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul (Lei estadual 1.511/94) e de dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN, o que implica dizer que suposta infringência ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta ou reflexa, cujo exame não tem lugar na sede extraordinária. 4. Agravos regimentais improvidos” (RE 412.430-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 17.3.2006, grifos nossos). “AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AJUDA DE CUSTO. REMOÇÃO A PEDIDO. MAGISTRADO. LEI COMPLEMENTAR N. 35/1979 E LEI N. 8.112/1990: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO. Relatório 1. Agravo nos autos principais contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto com base na alínea a do inc. III do art. 102 da Constituição da República contra o seguinte julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Maranhão: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO A PEDIDO DE MAGISTRADO DO TRT. AJUDA DE CUSTO. PRESCRIÇÃO TRIENAL. INAPLICALBILIDADE. LC 35/79. INAMOVIBILIDADE. INTERESSE PÚBLICO. I - O prazo prescricional trienal estabelecido pelo Código Civil 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 849521 AGR / SE resta inaplicável ao caso concreto, uma vez que a matéria refere-se a direito público, devendo ser aplicados, desta forma, os institutos e dispositivos legais de Direito Administrativo (artigos 1° a 3° do Decreto n. 20910/32, artigo 110, I, da lei 8112/90). Precedentes do STJ. II - A LC 35/79 não vinculou a ajuda de custo à remoção de ofício, pela Administração. III - A aplicação subsidiária da Lei n° 8.112/90, entendida como necessária pela recorrente, somente tomando por base as diferenciações de modalidades de remoção expressas no art. 36, parágrafo único, I e II, restringiria o âmbito de aplicação do art. 65 da LOMAN, o que soaria desproporcional pela interpretação francamente restritiva de norma garantidora de direito, para além de representar clara limitação normativa à lei complementar proveniente de lei ordinária, efeito legal de difícil visualização, tendo em vista que o âmbito normativo material das duas espécies legislativas não se confunde. IV - Magistrado do trabalho é considerado membro de poder, órgão estrutural do Estado, responsável pela correta aplicação da lei aos casos que se lhe apresentam e não pode ser removido ex officio, pela Administração, em razão da garantia constitucional da inamovibilidade. Assim, a ajuda de custo é devida em qualquer circunstância, sempre que necessária a sua mudança de sede, ficando o pedido de remoção condicionado à aferição de juízos de oportunidade e conveniência, por parte da Administração. V - As alegações recursais não lograram afastar a solidez dos fundamentos da sentença, a qual deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. VI - Honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor devido. VII - Recurso a que se nega provimento’ (grifos nossos). Os embargos de declaração opostos pela Agravante foram rejeitados. 2. A Agravante alega que teriam sido contrariados os arts. 2º, 37, caput, 93, inc. VIII, e 95, inc. II, da Constituição da República. Afirma que “a vantagem em questão somente tem cabimento naquelas hipóteses constitucionalmente previstas, que tratam 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE resta inaplicável ao caso concreto, uma vez que a matéria refere-se a direito público, devendo ser aplicados, desta forma, os institutos e dispositivos legais de Direito Administrativo (artigos 1° a 3° do Decreto n. 20910/32, artigo 110, I, da lei 8112/90). Precedentes do STJ. II - A LC 35/79 não vinculou a ajuda de custo à remoção de ofício, pela Administração. III - A aplicação subsidiária da Lei n° 8.112/90, entendida como necessária pela recorrente, somente tomando por base as diferenciações de modalidades de remoção expressas no art. 36, parágrafo único, I e II, restringiria o âmbito de aplicação do art. 65 da LOMAN, o que soaria desproporcional pela interpretação francamente restritiva de norma garantidora de direito, para além de representar clara limitação normativa à lei complementar proveniente de lei ordinária, efeito legal de difícil visualização, tendo em vista que o âmbito normativo material das duas espécies legislativas não se confunde. IV - Magistrado do trabalho é considerado membro de poder, órgão estrutural do Estado, responsável pela correta aplicação da lei aos casos que se lhe apresentam e não pode ser removido ex officio, pela Administração, em razão da garantia constitucional da inamovibilidade. Assim, a ajuda de custo é devida em qualquer circunstância, sempre que necessária a sua mudança de sede, ficando o pedido de remoção condicionado à aferição de juízos de oportunidade e conveniência, por parte da Administração. V - As alegações recursais não lograram afastar a solidez dos fundamentos da sentença, a qual deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. VI - Honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor devido. VII - Recurso a que se nega provimento’ (grifos nossos). Os embargos de declaração opostos pela Agravante foram rejeitados. 2. A Agravante alega que teriam sido contrariados os arts. 2º, 37, caput, 93, inc. VIII, e 95, inc. II, da Constituição da República. Afirma que “a vantagem em questão somente tem cabimento naquelas hipóteses constitucionalmente previstas, que tratam 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 849521 AGR / SE especificamente de remoção por interesse público, situação não verificada no caso. Do contrário, a se entender que toda a remoção de magistrado se dará no interesse público, não haveria razão para que tal expressão constasse daqueles preceitos constitucionais”. 3. A decisão agravada teve como fundamento para a inadmissibilidade do recurso extraordinário a ausência de ofensa constitucional direta. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 4. O art. 544 do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, estabeleceu que o agravo contra decisão que inadmite recurso extraordinário processa-se nos autos, ou seja, sem a necessidade da formação de instrumento, sendo este o caso. Analisam-se, portanto, os argumentos postos no agravo, de cuja decisão se terá, na sequência, se for o caso, exame do recurso extraordinário. 5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A Turma Recursal a quo decidiu o caso em análise interpretando a Lei n. 8.112/1990 e a Lei Complementar n. 35/1979. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL- LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.2.2011). ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO. INCISO LIII DO ART. 5º DA CF/88. FALTA DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE especificamente de remoção por interesse público, situação não verificada no caso. Do contrário, a se entender que toda a remoção de magistrado se dará no interesse público, não haveria razão para que tal expressão constasse daqueles preceitos constitucionais”. 3. A decisão agravada teve como fundamento para a inadmissibilidade do recurso extraordinário a ausência de ofensa constitucional direta. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 4. O art. 544 do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, estabeleceu que o agravo contra decisão que inadmite recurso extraordinário processa-se nos autos, ou seja, sem a necessidade da formação de instrumento, sendo este o caso. Analisam-se, portanto, os argumentos postos no agravo, de cuja decisão se terá, na sequência, se for o caso, exame do recurso extraordinário. 5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A Turma Recursal a quo decidiu o caso em análise interpretando a Lei n. 8.112/1990 e a Lei Complementar n. 35/1979. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL- LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.2.2011). ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO. INCISO LIII DO ART. 5º DA CF/88. FALTA DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 849521 AGR / SE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM APOIO NO INCISO III DO ART. 252 DO CPP E NO INCISO III DO ART. 36 DA LOMAN. OFENSA INDIRETA AO MAGNO TEXTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO’ (RE 577.297- AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 7.8.2009). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013 e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 7. Ademais, o Supremo Tribunal, em caso análogo ao deste processo assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’ (RE 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (ARE 743.507, de minha relatoria, decisão monocrática transitada em julgado, DJe 7.8.2013). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013, e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 3. Em caso análogo ao deste processo, este Supremo Tribunal assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM APOIO NO INCISO III DO ART. 252 DO CPP E NO INCISO III DO ART. 36 DA LOMAN. OFENSA INDIRETA AO MAGNO TEXTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO’ (RE 577.297- AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 7.8.2009). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013 e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 7. Ademais, o Supremo Tribunal, em caso análogo ao deste processo assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’ (RE 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (ARE 743.507, de minha relatoria, decisão monocrática transitada em julgado, DJe 7.8.2013). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013, e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 3. Em caso análogo ao deste processo, este Supremo Tribunal assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 849521 AGR / SE “REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (RE 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). 4. A assertiva de inobservância do inc. II do art. 5º da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, pela qual se dispõe não caber “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Leis Complementares ns. 35/1979, 73/1993 e Resolução n. 133/2011 do Conselho Nacional de Justiça): “Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa ao pagamento de horas in intinere decidida pelo acórdão recorrido à luz da legislação infraconstitucional: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636; inocorrência de negativa de prestação jurisdicional ou violação dos princípios constitucionais apontados no recurso extraordinário” (AI 233.548-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). “Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE “REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (RE 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). 4. A assertiva de inobservância do inc. II do art. 5º da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, pela qual se dispõe não caber “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Leis Complementares ns. 35/1979, 73/1993 e Resolução n. 133/2011 do Conselho Nacional de Justiça): “Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa ao pagamento de horas in intinere decidida pelo acórdão recorrido à luz da legislação infraconstitucional: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636; inocorrência de negativa de prestação jurisdicional ou violação dos princípios constitucionais apontados no recurso extraordinário” (AI 233.548-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). “Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 849521 AGR / SE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO ” (RE 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJE 8.4.2011). 5. Por outro lado, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não ocorre a competência originária prevista na al. n do inc. I do art. 102 da Constituição Federal quando a pretensão formulada for de interesse comum a magistrados e a outros agentes públicos, e não exclusivo dos magistrados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO RE Nº 742.578. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102, I, N, DA CF). INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA. 1. A ajuda de custo nos casos de remoção de magistrado, posto controvérsia de natureza infraconstitucional, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do RE nº 742.578, da Relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 6/6/2013. 2. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é definida pela Constituição Federal para o julgamento de demandas de interesse geral da magistratura. Precedentes: Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 29/09/2011, Rcl 16.817, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 29/4/2014; Rcl 16.409-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 11/2/2014; Rcl 16.815-MC, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 9/12/2013; Rcl 16.971, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 3/2/2014; AO 1.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 4/11/2013 e ARE 743.103, AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de de 7/5/2014. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido manteve a decisão de primeira 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO ” (RE 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJE 8.4.2011). 5. Por outro lado, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não ocorre a competência originária prevista na al. n do inc. I do art. 102 da Constituição Federal quando a pretensão formulada for de interesse comum a magistrados e a outros agentes públicos, e não exclusivo dos magistrados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO RE Nº 742.578. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102, I, N, DA CF). INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA. 1. A ajuda de custo nos casos de remoção de magistrado, posto controvérsia de natureza infraconstitucional, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do RE nº 742.578, da Relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 6/6/2013. 2. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é definida pela Constituição Federal para o julgamento de demandas de interesse geral da magistratura. Precedentes: Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 29/09/2011, Rcl 16.817, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 29/4/2014; Rcl 16.409-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 11/2/2014; Rcl 16.815-MC, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 9/12/2013; Rcl 16.971, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 3/2/2014; AO 1.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 4/11/2013 e ARE 743.103, AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de de 7/5/2014. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido manteve a decisão de primeira 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 849521 AGR / SE instância, na qual se discute o pagamento de ajuda de custo a magistrado em decorrência de remoção, quando decorridos menos de 24 meses do último pagamento. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 721.087-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 21.8.2014). “COMPETÊNCIA – ALÍNEA ‘N’ DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTERESSE DA MAGISTRATURA – ALCANCE. A incidência da alínea ‘n’ do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, sob o ângulo do interesse da magistratura, pressupõe exclusividade, não alcançando situação em que outros segmentos sejam destinatários da norma. Precedentes: Agravo Regimental na Ação Originária nº 465-9/RS, relatado pelo ministro Celso de Mello, Questão de Ordem na Ação Originária nº 230-3/RJ, relatada pelo ministro Moreira Alves, e Agravo Regimental na Reclamação nº 1.952-7/MA, relatado pela ministra Ellen Gracie, cujos acórdãos foram publicados, respectivamente, no Diário da Justiça de 25 de abril de 1997, 14 de maio de 1999 e 12 de março de 2004” (Rcl 5.256-AgR, Relator o Ministro Marco Aurélio, Pleno, DJe 07.11.2013). 6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal RE 849521 AGR / SE instância, na qual se discute o pagamento de ajuda de custo a magistrado em decorrência de remoção, quando decorridos menos de 24 meses do último pagamento. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 721.087-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 21.8.2014). “COMPETÊNCIA – ALÍNEA ‘N’ DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTERESSE DA MAGISTRATURA – ALCANCE. A incidência da alínea ‘n’ do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, sob o ângulo do interesse da magistratura, pressupõe exclusividade, não alcançando situação em que outros segmentos sejam destinatários da norma. Precedentes: Agravo Regimental na Ação Originária nº 465-9/RS, relatado pelo ministro Celso de Mello, Questão de Ordem na Ação Originária nº 230-3/RJ, relatada pelo ministro Moreira Alves, e Agravo Regimental na Reclamação nº 1.952-7/MA, relatado pela ministra Ellen Gracie, cujos acórdãos foram publicados, respectivamente, no Diário da Justiça de 25 de abril de 1997, 14 de maio de 1999 e 12 de março de 2004” (Rcl 5.256-AgR, Relator o Ministro Marco Aurélio, Pleno, DJe 07.11.2013). 6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO ADV.(A/S) : ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887250 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO ADV.(A/S) : ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887250 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8029847
2015-02-24T00:00:00
2015-03-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AUXÍLIO MORADIA PARA MAGISTRADO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur296461
- Acórdão(s) citado(s): (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) RE 412430 AgR (2ªT), AI 804043 AgR (1ªT). (SÚMULA 636) AI 233548 AgR (1ªT), RE 631736 ED (1ªT), AI 745965 AgR (2ªT). (COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA) Rcl 5256 AgR (TP), ARE 721087 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) ARE 715226, ARE 711989. Número de páginas: 18. Análise: 31/03/2015, BMP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
849521
[ "LEG-FED LCP-000035 ANO-1979\n LOMAN-1979 LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL\n\n", "LEG-FED LCP-000073 ANO-1993\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-005010 ANO-1966\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS\n\n", "LEG-FED RES-000133 ANO-2011\n RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 849521 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO ADV.(A/S) : ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO ADV.(A/S) :ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AUXÍLIO MORADIA PARA MAGISTRADO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906491. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Relatório 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO ADV.(A/S) :ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27.11.2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União contra julgado da Quarta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Sergipe, pelo qual se concluiu pela legalidade do pagamento de auxílio moradia a magistrado. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 4. A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar n. 35/1979, Lei n. 5.010/1966 e Lei n. 8.112/1990), procedimento inviável em recurso extraordinário. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL-LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO ADV.(A/S) :ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27.11.2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União contra julgado da Quarta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Sergipe, pelo qual se concluiu pela legalidade do pagamento de auxílio moradia a magistrado. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 4. A apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar n. 35/1979, Lei n. 5.010/1966 e Lei n. 8.112/1990), procedimento inviável em recurso extraordinário. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL-LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE Primeira Turma, DJe 23.2.2011). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIDADE COATORA. ILEGITIMIDADE PARA INTERPOR RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JUIZ AUDITOR MILITAR. PROMOÇÃO PARA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO TEMA CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CARTA MAGNA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a pessoa jurídica de direito público a que pertence a autoridade ou o órgão tido como coator é o sujeito passivo do mandado de segurança, razão por que é ele o único legitimado para recorrer da decisão que defere a ordem. 2. Não se encontram prequestionados os arts. 5..., XXXV, XXXVI, LXIX e LXXI, 93, I, II e III, da Constituição Federal, invocados na petição de apelo extremo, pois não foram apreciados no acórdão recorrido, e, embora suscitados na petição dos embargos de declaração, não foram apresentadas contrarrazões ao recurso ordinário em mandado de segurança, momento em que poderiam ter sido oportunamente apontados, não se prestando os declaratórios a inovar matéria constitucional estranha aos autos, como tem reiteradamente decidido esta Corte. 3. De outra parte, o Superior Tribunal de Justiça acolheu a pretensão da impetrante a partir da exegese do Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul (Lei estadual 1.511/94) e de dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN, o que implica dizer que suposta infringência ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta ou reflexa, cujo exame não tem lugar na sede extraordinária. 4. Agravos regimentais improvidos’ (Recurso Extraordinário 412.430-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 17.3.2006, grifos nossos). ‘AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AJUDA DE CUSTO. REMOÇÃO A PEDIDO. MAGISTRADO. LEI COMPLEMENTAR N. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE Primeira Turma, DJe 23.2.2011). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIDADE COATORA. ILEGITIMIDADE PARA INTERPOR RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JUIZ AUDITOR MILITAR. PROMOÇÃO PARA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO TEMA CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CARTA MAGNA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a pessoa jurídica de direito público a que pertence a autoridade ou o órgão tido como coator é o sujeito passivo do mandado de segurança, razão por que é ele o único legitimado para recorrer da decisão que defere a ordem. 2. Não se encontram prequestionados os arts. 5..., XXXV, XXXVI, LXIX e LXXI, 93, I, II e III, da Constituição Federal, invocados na petição de apelo extremo, pois não foram apreciados no acórdão recorrido, e, embora suscitados na petição dos embargos de declaração, não foram apresentadas contrarrazões ao recurso ordinário em mandado de segurança, momento em que poderiam ter sido oportunamente apontados, não se prestando os declaratórios a inovar matéria constitucional estranha aos autos, como tem reiteradamente decidido esta Corte. 3. De outra parte, o Superior Tribunal de Justiça acolheu a pretensão da impetrante a partir da exegese do Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul (Lei estadual 1.511/94) e de dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN, o que implica dizer que suposta infringência ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta ou reflexa, cujo exame não tem lugar na sede extraordinária. 4. Agravos regimentais improvidos’ (Recurso Extraordinário 412.430-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 17.3.2006, grifos nossos). ‘AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AJUDA DE CUSTO. REMOÇÃO A PEDIDO. MAGISTRADO. LEI COMPLEMENTAR N. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE 35/1979 E LEI N. 8.112/1990: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO. Relatório 1. Agravo nos autos principais contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto com base na alínea a do inc. III do art. 102 da Constituição da República contra o seguinte julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Maranhão: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO A PEDIDO DE MAGISTRADO DO TRT. AJUDA DE CUSTO. PRESCRIÇÃO TRIENAL. INAPLICALBILIDADE. Lei Complementar 35/79. INAMOVIBILIDADE. INTERESSE PÚBLICO. I - O prazo prescricional trienal estabelecido pelo Código Civil resta inaplicável ao caso concreto, uma vez que a matéria refere-se a direito público, devendo ser aplicados, desta forma, os institutos e dispositivos legais de Direito Administrativo (artigos 1... a 3... do Decreto n. 20910/32, artigo 110, I, da lei 8112/90). Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. II - A Lei Complementar 35/79 não vinculou a ajuda de custo à remoção de ofício, pela Administração. III - A aplicação subsidiária da Lei n 8.112/90, entendida como necessária pela recorrente, somente tomando por base as diferenciações de modalidades de remoção expressas no art. 36, parágrafo único, I e II, restringiria o âmbito de aplicação do art. 65 da LOMAN, o que soaria desproporcional pela interpretação francamente restritiva de norma garantidora de direito, para além de representar clara limitação normativa à lei complementar proveniente de lei ordinária, efeito legal de difícil visualização, tendo em vista que o âmbito normativo material das duas espécies legislativas não se confunde. IV - Magistrado do trabalho é considerado membro de poder, órgão estrutural do Estado, responsável pela correta aplicação da lei aos casos que se lhe apresentam e não pode ser removido ex officio, pela Administração, em razão da garantia constitucional da inamovibilidade. Assim, a ajuda de custo é 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE 35/1979 E LEI N. 8.112/1990: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO. Relatório 1. Agravo nos autos principais contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto com base na alínea a do inc. III do art. 102 da Constituição da República contra o seguinte julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Maranhão: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO A PEDIDO DE MAGISTRADO DO TRT. AJUDA DE CUSTO. PRESCRIÇÃO TRIENAL. INAPLICALBILIDADE. Lei Complementar 35/79. INAMOVIBILIDADE. INTERESSE PÚBLICO. I - O prazo prescricional trienal estabelecido pelo Código Civil resta inaplicável ao caso concreto, uma vez que a matéria refere-se a direito público, devendo ser aplicados, desta forma, os institutos e dispositivos legais de Direito Administrativo (artigos 1... a 3... do Decreto n. 20910/32, artigo 110, I, da lei 8112/90). Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. II - A Lei Complementar 35/79 não vinculou a ajuda de custo à remoção de ofício, pela Administração. III - A aplicação subsidiária da Lei n 8.112/90, entendida como necessária pela recorrente, somente tomando por base as diferenciações de modalidades de remoção expressas no art. 36, parágrafo único, I e II, restringiria o âmbito de aplicação do art. 65 da LOMAN, o que soaria desproporcional pela interpretação francamente restritiva de norma garantidora de direito, para além de representar clara limitação normativa à lei complementar proveniente de lei ordinária, efeito legal de difícil visualização, tendo em vista que o âmbito normativo material das duas espécies legislativas não se confunde. IV - Magistrado do trabalho é considerado membro de poder, órgão estrutural do Estado, responsável pela correta aplicação da lei aos casos que se lhe apresentam e não pode ser removido ex officio, pela Administração, em razão da garantia constitucional da inamovibilidade. Assim, a ajuda de custo é 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE devida em qualquer circunstância, sempre que necessária a sua mudança de sede, ficando o pedido de remoção condicionado à aferição de juízos de oportunidade e conveniência, por parte da Administração. V - As alegações recursais não lograram afastar a solidez dos fundamentos da sentença, a qual deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. VI - Honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor devido. VII - Recurso a que se nega provimento” (grifos nossos). Os embargos de declaração opostos pela Agravante foram rejeitados. 2. A Agravante alega que teriam sido contrariados os arts. 2..., 37, caput, 93, inc. VIII, e 95, inc. II, da Constituição da República. Afirma que “a vantagem em questão somente tem cabimento naquelas hipóteses constitucionalmente previstas, que tratam especificamente de remoção por interesse público, situação não verificada no caso. Do contrário, a se entender que toda a remoção de magistrado se dará no interesse público, não haveria razão para que tal expressão constasse daqueles preceitos constitucionais’. 3. A decisão agravada teve como fundamento para a inadmissibilidade do recurso extraordinário a ausência de ofensa constitucional direta. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 4. O art. 544 do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, estabeleceu que o agravo contra decisão que inadmite recurso extraordinário processa-se nos autos, ou seja, sem a necessidade da formação de instrumento, sendo este o caso. Analisam-se, portanto, os argumentos postos no agravo, de cuja decisão se terá, na sequência, se for o caso, exame do recurso extraordinário. 5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A Turma Recursal a quo decidiu o caso em análise 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE devida em qualquer circunstância, sempre que necessária a sua mudança de sede, ficando o pedido de remoção condicionado à aferição de juízos de oportunidade e conveniência, por parte da Administração. V - As alegações recursais não lograram afastar a solidez dos fundamentos da sentença, a qual deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. VI - Honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor devido. VII - Recurso a que se nega provimento” (grifos nossos). Os embargos de declaração opostos pela Agravante foram rejeitados. 2. A Agravante alega que teriam sido contrariados os arts. 2..., 37, caput, 93, inc. VIII, e 95, inc. II, da Constituição da República. Afirma que “a vantagem em questão somente tem cabimento naquelas hipóteses constitucionalmente previstas, que tratam especificamente de remoção por interesse público, situação não verificada no caso. Do contrário, a se entender que toda a remoção de magistrado se dará no interesse público, não haveria razão para que tal expressão constasse daqueles preceitos constitucionais’. 3. A decisão agravada teve como fundamento para a inadmissibilidade do recurso extraordinário a ausência de ofensa constitucional direta. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 4. O art. 544 do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, estabeleceu que o agravo contra decisão que inadmite recurso extraordinário processa-se nos autos, ou seja, sem a necessidade da formação de instrumento, sendo este o caso. Analisam-se, portanto, os argumentos postos no agravo, de cuja decisão se terá, na sequência, se for o caso, exame do recurso extraordinário. 5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A Turma Recursal a quo decidiu o caso em análise 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE interpretando a Lei n. 8.112/1990 e a Lei Complementar n. 35/1979. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL-LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.2.2011). ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO. INCISO LIII DO ART. 5... DA Constituição Federal de 1988/88. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM APOIO NO INCISO III DO ART. 252 DO CPP E NO INCISO III DO ART. 36 DA LOMAN. OFENSA INDIRETA AO MAGNO TEXTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO’ (Recurso Extraordinário 577.297- AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 7.8.2009). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013 e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 7. Ademais, o Supremo Tribunal, em caso análogo ao deste processo assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE interpretando a Lei n. 8.112/1990 e a Lei Complementar n. 35/1979. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL-LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.2.2011). ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO. INCISO LIII DO ART. 5... DA Constituição Federal de 1988/88. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM APOIO NO INCISO III DO ART. 252 DO CPP E NO INCISO III DO ART. 36 DA LOMAN. OFENSA INDIRETA AO MAGNO TEXTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO’ (Recurso Extraordinário 577.297- AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 7.8.2009). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013 e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 7. Ademais, o Supremo Tribunal, em caso análogo ao deste processo assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’ (Recurso Extraordinário 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (ARE 743.507, de minha relatoria, decisão monocrática transitada em julgado, DJe 7.8.2013). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013, e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 5. Ademais, em caso análogo ao deste processo este Supremo Tribunal assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’ (Recurso Extraordinário 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). 6. A assertiva de inobservância do inc. II do art. 5... da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, o qual dispõe não caber “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Leis Complementares ns. 35/1979, 73/1993 e a Resolução n. 133/2011 do Conselho Nacional de Justiça): ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa ao pagamento de horas in intinere decidida pelo acórdão recorrido à luz da legislação infraconstitucional: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636; inocorrência de negativa de prestação jurisdicional ou violação dos princípios 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’ (Recurso Extraordinário 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (ARE 743.507, de minha relatoria, decisão monocrática transitada em julgado, DJe 7.8.2013). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013, e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 5. Ademais, em caso análogo ao deste processo este Supremo Tribunal assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’ (Recurso Extraordinário 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). 6. A assertiva de inobservância do inc. II do art. 5... da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, o qual dispõe não caber “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Leis Complementares ns. 35/1979, 73/1993 e a Resolução n. 133/2011 do Conselho Nacional de Justiça): ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa ao pagamento de horas in intinere decidida pelo acórdão recorrido à luz da legislação infraconstitucional: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636; inocorrência de negativa de prestação jurisdicional ou violação dos princípios 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Relatório Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE constitucionais apontados no recurso extraordinário’ (AI 233.548-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). ‘Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJE 8.4.2011). Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Recorrente. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno)”. 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 10.12.2014, interpõe a União, em 15.12.2014, agravo regimental. 3. A Agravante sustenta que, “no paradigma citado, o Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, deixou-se de reconhecer a repercussão geral de matéria diversa” (fl. 3, doc. 26). Assevera ser a contrariedade “à alínea n do inciso I do art. 102 da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE constitucionais apontados no recurso extraordinário’ (AI 233.548-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). ‘Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJE 8.4.2011). Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Recorrente. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno)”. 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 10.12.2014, interpõe a União, em 15.12.2014, agravo regimental. 3. A Agravante sustenta que, “no paradigma citado, o Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, deixou-se de reconhecer a repercussão geral de matéria diversa” (fl. 3, doc. 26). Assevera ser a contrariedade “à alínea n do inciso I do art. 102 da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Relatório Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE Constituição é, por si só, suficiente para levar o recurso extraordinário ao conhecimento e julgamento dessa Corte, pouco importando se as demais alegações que este ente público fez em sua peça recursal sejam ou não infraconstitucional” (fl. 5, doc. 26). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE Constituição é, por si só, suficiente para levar o recurso extraordinário ao conhecimento e julgamento dessa Corte, pouco importando se as demais alegações que este ente público fez em sua peça recursal sejam ou não infraconstitucional” (fl. 5, doc. 26). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 SERGIPE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Conforme consignado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar n. 35/1979, Lei n. 5.010/1966 e Lei n. 8.112/1990), procedimento inviável em recurso extraordinário. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL- LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.2.2011). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIDADE COATORA. ILEGITIMIDADE PARA INTERPOR RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JUIZ AUDITOR MILITAR. PROMOÇÃO PARA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO TEMA CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CARTA MAGNA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a pessoa jurídica de direito público a que pertence a autoridade ou o órgão tido como coator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal 24/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 SERGIPE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Conforme consignado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar n. 35/1979, Lei n. 5.010/1966 e Lei n. 8.112/1990), procedimento inviável em recurso extraordinário. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL- LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.2.2011). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIDADE COATORA. ILEGITIMIDADE PARA INTERPOR RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JUIZ AUDITOR MILITAR. PROMOÇÃO PARA O TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO TEMA CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CARTA MAGNA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a pessoa jurídica de direito público a que pertence a autoridade ou o órgão tido como coator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE é o sujeito passivo do mandado de segurança, razão por que é ele o único legitimado para recorrer da decisão que defere a ordem. 2. Não se encontram prequestionados os arts. 5..., XXXV, XXXVI, LXIX e LXXI, 93, I, II e III, da Constituição Federal, invocados na petição de apelo extremo, pois não foram apreciados no acórdão recorrido, e, embora suscitados na petição dos embargos de declaração, não foram apresentadas contrarrazões ao recurso ordinário em mandado de segurança, momento em que poderiam ter sido oportunamente apontados, não se prestando os declaratórios a inovar matéria constitucional estranha aos autos, como tem reiteradamente decidido esta Corte. 3. De outra parte, o Superior Tribunal de Justiça acolheu a pretensão da impetrante a partir da exegese do Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul (Lei estadual 1.511/94) e de dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN, o que implica dizer que suposta infringência ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta ou reflexa, cujo exame não tem lugar na sede extraordinária. 4. Agravos regimentais improvidos” (Recurso Extraordinário 412.430-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 17.3.2006, grifos nossos). “AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AJUDA DE CUSTO. REMOÇÃO A PEDIDO. MAGISTRADO. LEI COMPLEMENTAR N. 35/1979 E LEI N. 8.112/1990: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO. Relatório 1. Agravo nos autos principais contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto com base na alínea a do inc. III do art. 102 da Constituição da República contra o seguinte julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Maranhão: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO A PEDIDO DE MAGISTRADO DO TRT. AJUDA DE CUSTO. PRESCRIÇÃO TRIENAL. INAPLICALBILIDADE. Lei Complementar 35/79. INAMOVIBILIDADE. INTERESSE PÚBLICO. I - O prazo prescricional trienal estabelecido pelo Código Civil 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE é o sujeito passivo do mandado de segurança, razão por que é ele o único legitimado para recorrer da decisão que defere a ordem. 2. Não se encontram prequestionados os arts. 5..., XXXV, XXXVI, LXIX e LXXI, 93, I, II e III, da Constituição Federal, invocados na petição de apelo extremo, pois não foram apreciados no acórdão recorrido, e, embora suscitados na petição dos embargos de declaração, não foram apresentadas contrarrazões ao recurso ordinário em mandado de segurança, momento em que poderiam ter sido oportunamente apontados, não se prestando os declaratórios a inovar matéria constitucional estranha aos autos, como tem reiteradamente decidido esta Corte. 3. De outra parte, o Superior Tribunal de Justiça acolheu a pretensão da impetrante a partir da exegese do Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul (Lei estadual 1.511/94) e de dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN, o que implica dizer que suposta infringência ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta ou reflexa, cujo exame não tem lugar na sede extraordinária. 4. Agravos regimentais improvidos” (Recurso Extraordinário 412.430-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 17.3.2006, grifos nossos). “AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AJUDA DE CUSTO. REMOÇÃO A PEDIDO. MAGISTRADO. LEI COMPLEMENTAR N. 35/1979 E LEI N. 8.112/1990: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO. Relatório 1. Agravo nos autos principais contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto com base na alínea a do inc. III do art. 102 da Constituição da República contra o seguinte julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Maranhão: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO A PEDIDO DE MAGISTRADO DO TRT. AJUDA DE CUSTO. PRESCRIÇÃO TRIENAL. INAPLICALBILIDADE. Lei Complementar 35/79. INAMOVIBILIDADE. INTERESSE PÚBLICO. I - O prazo prescricional trienal estabelecido pelo Código Civil 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE resta inaplicável ao caso concreto, uma vez que a matéria refere-se a direito público, devendo ser aplicados, desta forma, os institutos e dispositivos legais de Direito Administrativo (artigos 1... a 3... do Decreto n. 20910/32, artigo 110, I, da lei 8112/90). Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. II - A Lei Complementar 35/79 não vinculou a ajuda de custo à remoção de ofício, pela Administração. III - A aplicação subsidiária da Lei n 8.112/90, entendida como necessária pela recorrente, somente tomando por base as diferenciações de modalidades de remoção expressas no art. 36, parágrafo único, I e II, restringiria o âmbito de aplicação do art. 65 da LOMAN, o que soaria desproporcional pela interpretação francamente restritiva de norma garantidora de direito, para além de representar clara limitação normativa à lei complementar proveniente de lei ordinária, efeito legal de difícil visualização, tendo em vista que o âmbito normativo material das duas espécies legislativas não se confunde. IV - Magistrado do trabalho é considerado membro de poder, órgão estrutural do Estado, responsável pela correta aplicação da lei aos casos que se lhe apresentam e não pode ser removido ex officio, pela Administração, em razão da garantia constitucional da inamovibilidade. Assim, a ajuda de custo é devida em qualquer circunstância, sempre que necessária a sua mudança de sede, ficando o pedido de remoção condicionado à aferição de juízos de oportunidade e conveniência, por parte da Administração. V - As alegações recursais não lograram afastar a solidez dos fundamentos da sentença, a qual deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. VI - Honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor devido. VII - Recurso a que se nega provimento’ (grifos nossos). Os embargos de declaração opostos pela Agravante foram rejeitados. 2. A Agravante alega que teriam sido contrariados os arts. 2..., 37, caput, 93, inc. VIII, e 95, inc. II, da Constituição da República. Afirma que “a vantagem em questão somente tem cabimento naquelas hipóteses constitucionalmente previstas, que tratam 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE resta inaplicável ao caso concreto, uma vez que a matéria refere-se a direito público, devendo ser aplicados, desta forma, os institutos e dispositivos legais de Direito Administrativo (artigos 1... a 3... do Decreto n. 20910/32, artigo 110, I, da lei 8112/90). Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. II - A Lei Complementar 35/79 não vinculou a ajuda de custo à remoção de ofício, pela Administração. III - A aplicação subsidiária da Lei n 8.112/90, entendida como necessária pela recorrente, somente tomando por base as diferenciações de modalidades de remoção expressas no art. 36, parágrafo único, I e II, restringiria o âmbito de aplicação do art. 65 da LOMAN, o que soaria desproporcional pela interpretação francamente restritiva de norma garantidora de direito, para além de representar clara limitação normativa à lei complementar proveniente de lei ordinária, efeito legal de difícil visualização, tendo em vista que o âmbito normativo material das duas espécies legislativas não se confunde. IV - Magistrado do trabalho é considerado membro de poder, órgão estrutural do Estado, responsável pela correta aplicação da lei aos casos que se lhe apresentam e não pode ser removido ex officio, pela Administração, em razão da garantia constitucional da inamovibilidade. Assim, a ajuda de custo é devida em qualquer circunstância, sempre que necessária a sua mudança de sede, ficando o pedido de remoção condicionado à aferição de juízos de oportunidade e conveniência, por parte da Administração. V - As alegações recursais não lograram afastar a solidez dos fundamentos da sentença, a qual deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. VI - Honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor devido. VII - Recurso a que se nega provimento’ (grifos nossos). Os embargos de declaração opostos pela Agravante foram rejeitados. 2. A Agravante alega que teriam sido contrariados os arts. 2..., 37, caput, 93, inc. VIII, e 95, inc. II, da Constituição da República. Afirma que “a vantagem em questão somente tem cabimento naquelas hipóteses constitucionalmente previstas, que tratam 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE especificamente de remoção por interesse público, situação não verificada no caso. Do contrário, a se entender que toda a remoção de magistrado se dará no interesse público, não haveria razão para que tal expressão constasse daqueles preceitos constitucionais”. 3. A decisão agravada teve como fundamento para a inadmissibilidade do recurso extraordinário a ausência de ofensa constitucional direta. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 4. O art. 544 do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, estabeleceu que o agravo contra decisão que inadmite recurso extraordinário processa-se nos autos, ou seja, sem a necessidade da formação de instrumento, sendo este o caso. Analisam-se, portanto, os argumentos postos no agravo, de cuja decisão se terá, na sequência, se for o caso, exame do recurso extraordinário. 5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A Turma Recursal a quo decidiu o caso em análise interpretando a Lei n. 8.112/1990 e a Lei Complementar n. 35/1979. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL- LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.2.2011). ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO. INCISO LIII DO ART. 5... DA Constituição Federal de 1988/88. FALTA DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE especificamente de remoção por interesse público, situação não verificada no caso. Do contrário, a se entender que toda a remoção de magistrado se dará no interesse público, não haveria razão para que tal expressão constasse daqueles preceitos constitucionais”. 3. A decisão agravada teve como fundamento para a inadmissibilidade do recurso extraordinário a ausência de ofensa constitucional direta. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 4. O art. 544 do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, estabeleceu que o agravo contra decisão que inadmite recurso extraordinário processa-se nos autos, ou seja, sem a necessidade da formação de instrumento, sendo este o caso. Analisam-se, portanto, os argumentos postos no agravo, de cuja decisão se terá, na sequência, se for o caso, exame do recurso extraordinário. 5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A Turma Recursal a quo decidiu o caso em análise interpretando a Lei n. 8.112/1990 e a Lei Complementar n. 35/1979. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUIÇÃO DE RELATOR. LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL- LOMAN. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIII, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 804.043-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 23.2.2011). ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO. INCISO LIII DO ART. 5... DA Constituição Federal de 1988/88. FALTA DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM APOIO NO INCISO III DO ART. 252 DO CPP E NO INCISO III DO ART. 36 DA LOMAN. OFENSA INDIRETA AO MAGNO TEXTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO’ (Recurso Extraordinário 577.297- AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 7.8.2009). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013 e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 7. Ademais, o Supremo Tribunal, em caso análogo ao deste processo assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’ (Recurso Extraordinário 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (ARE 743.507, de minha relatoria, decisão monocrática transitada em julgado, DJe 7.8.2013). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013, e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 3. Em caso análogo ao deste processo, este Supremo Tribunal assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM APOIO NO INCISO III DO ART. 252 DO CPP E NO INCISO III DO ART. 36 DA LOMAN. OFENSA INDIRETA AO MAGNO TEXTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO’ (Recurso Extraordinário 577.297- AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 7.8.2009). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013 e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 7. Ademais, o Supremo Tribunal, em caso análogo ao deste processo assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: ‘REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL’ (Recurso Extraordinário 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (ARE 743.507, de minha relatoria, decisão monocrática transitada em julgado, DJe 7.8.2013). Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: Agravo em Recurso Extraordinário n. 711.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 31.5.2013, e Agravo em Recurso Extraordinário n. 715.226, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 3.5.2013. 3. Em caso análogo ao deste processo, este Supremo Tribunal assentou a ausência de matéria constitucional e a inexistência de repercussão geral: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE “REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (Recurso Extraordinário 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). 4. A assertiva de inobservância do inc. II do art. 5... da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, pela qual se dispõe não caber “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Leis Complementares ns. 35/1979, 73/1993 e Resolução n. 133/2011 do Conselho Nacional de Justiça): “Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa ao pagamento de horas in intinere decidida pelo acórdão recorrido à luz da legislação infraconstitucional: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636; inocorrência de negativa de prestação jurisdicional ou violação dos princípios constitucionais apontados no recurso extraordinário” (AI 233.548-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). “Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE “REPERCUSSÃO GERAL. ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. REMOÇÃO A PEDIDO. AJUDA DE CUSTO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (Recurso Extraordinário 742.578, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 19.6.2013, grifos nossos). 4. A assertiva de inobservância do inc. II do art. 5... da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, pela qual se dispõe não caber “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Leis Complementares ns. 35/1979, 73/1993 e Resolução n. 133/2011 do Conselho Nacional de Justiça): “Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa ao pagamento de horas in intinere decidida pelo acórdão recorrido à luz da legislação infraconstitucional: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636; inocorrência de negativa de prestação jurisdicional ou violação dos princípios constitucionais apontados no recurso extraordinário” (AI 233.548-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.3.2005). “Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO ” (Recurso Extraordinário 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJE 8.4.2011). 5. Por outro lado, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não ocorre a competência originária prevista na al. n do inc. I do art. 102 da Constituição Federal quando a pretensão formulada for de interesse comum a magistrados e a outros agentes públicos, e não exclusivo dos magistrados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO Recurso Extraordinário n 742.578. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102, I, N, DA Constituição Federal de 1988). INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA. 1. A ajuda de custo nos casos de remoção de magistrado, posto controvérsia de natureza infraconstitucional, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário n 742.578, da Relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 6/6/2013. 2. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é definida pela Constituição Federal para o julgamento de demandas de interesse geral da magistratura. Precedentes: Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 29/09/2011, Rcl 16.817, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 29/4/2014; Rcl 16.409-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 11/2/2014; Rcl 16.815-MC, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 9/12/2013; Rcl 16.971, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 3/2/2014; AO 1.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 4/11/2013 e ARE 743.103, AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de de 7/5/2014. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido manteve a decisão de primeira 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO ” (Recurso Extraordinário 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJE 8.4.2011). 5. Por outro lado, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não ocorre a competência originária prevista na al. n do inc. I do art. 102 da Constituição Federal quando a pretensão formulada for de interesse comum a magistrados e a outros agentes públicos, e não exclusivo dos magistrados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO Recurso Extraordinário n 742.578. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102, I, N, DA Constituição Federal de 1988). INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA. 1. A ajuda de custo nos casos de remoção de magistrado, posto controvérsia de natureza infraconstitucional, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário n 742.578, da Relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 6/6/2013. 2. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é definida pela Constituição Federal para o julgamento de demandas de interesse geral da magistratura. Precedentes: Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 29/09/2011, Rcl 16.817, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 29/4/2014; Rcl 16.409-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 11/2/2014; Rcl 16.815-MC, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 9/12/2013; Rcl 16.971, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 3/2/2014; AO 1.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 4/11/2013 e ARE 743.103, AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de de 7/5/2014. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido manteve a decisão de primeira 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE instância, na qual se discute o pagamento de ajuda de custo a magistrado em decorrência de remoção, quando decorridos menos de 24 meses do último pagamento. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 721.087-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 21.8.2014). “COMPETÊNCIA – ALÍNEA ‘N’ DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTERESSE DA MAGISTRATURA – ALCANCE. A incidência da alínea ‘n’ do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, sob o ângulo do interesse da magistratura, pressupõe exclusividade, não alcançando situação em que outros segmentos sejam destinatários da norma. Precedentes: Agravo Regimental na Ação Originária n 465-9/RS, relatado pelo ministro Celso de Mello, Questão de Ordem na Ação Originária n 230-3/RJ, relatada pelo ministro Moreira Alves, e Agravo Regimental na Reclamação n 1.952-7/MA, relatado pela ministra Ellen Gracie, cujos acórdãos foram publicados, respectivamente, no Diário da Justiça de 25 de abril de 1997, 14 de maio de 1999 e 12 de março de 2004” (Rcl 5.256-AgR, Relator o Ministro Marco Aurélio, Pleno, DJe 07.11.2013). 6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE instância, na qual se discute o pagamento de ajuda de custo a magistrado em decorrência de remoção, quando decorridos menos de 24 meses do último pagamento. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 721.087-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 21.8.2014). “COMPETÊNCIA – ALÍNEA ‘N’ DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTERESSE DA MAGISTRATURA – ALCANCE. A incidência da alínea ‘n’ do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, sob o ângulo do interesse da magistratura, pressupõe exclusividade, não alcançando situação em que outros segmentos sejam destinatários da norma. Precedentes: Agravo Regimental na Ação Originária n 465-9/RS, relatado pelo ministro Celso de Mello, Questão de Ordem na Ação Originária n 230-3/RJ, relatada pelo ministro Moreira Alves, e Agravo Regimental na Reclamação n 1.952-7/MA, relatado pela ministra Ellen Gracie, cujos acórdãos foram publicados, respectivamente, no Diário da Justiça de 25 de abril de 1997, 14 de maio de 1999 e 12 de março de 2004” (Rcl 5.256-AgR, Relator o Ministro Marco Aurélio, Pleno, DJe 07.11.2013). 6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7906493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 24/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO ADV.(A/S) : ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887250 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849.521 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO ADV.(A/S) : ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7887250 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849 . 521", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849 . 521", "AI 804 . 043 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849 . 521", "AI 804 . 043 - AgR", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 412 . 430 - AgR", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 412 . 430 - AgR", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE 35 / 1979", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE 35 / 1979", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "AI 804 . 043 - AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 577 . 297 - AgR", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 715 . 226", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "AI 804 . 043 - AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 577 . 297 - AgR", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 715 . 226", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 742 . 578", "ARE 743 . 507", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 711 . 989", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 715 . 226", "Recurso Extraordinário 742 . 578", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 849521 AGR", "Recurso Extraordinário 742 . 578", "ARE 743 . 507", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 711 . 989", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 715 . 226", "Recurso Extraordinário 742 . 578", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "AI 233 . 548 - AgR", "Verbete 636 da Súmula desta", "AI 745 . 965 - AgR", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 631 . 736 - ED", "Recurso Extraordinário 849521 AGR /", "AI 233 . 548 - AgR", "AI 745 . 965 - AgR", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 631 . 736 - ED", "Recurso Extraordinário 849521 AGR", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "AI 804 . 043 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849 . 521", "AI 804 . 043 - AgR", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 412 . 430 - AgR", "Recurso Extraordinário 849521", "Recurso Extraordinário 412 . 430 - AgR", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "AI 804 . 043 - AgR", "Recurso Extraordinário 849521 AGR", "AI 804 . 043 - AgR", "Recurso Extraordinário 849521 AGR", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 577 . 297 - AgR", "Agravo em Recurso Extraordinário n", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 715 . 226", "Recurso Extraordinário 742 . 578", "ARE 743 . 507", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 711 . 989", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 577 . 297 - AgR", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 711 . 989", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 715 . 226", "Recurso Extraordinário 742 . 578", "ARE 743 . 507", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 711 . 989", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 715 . 226", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 742 . 578", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 233 . 548 - AgR", "AI 745 . 965 - AgR", "Recurso Extraordinário 849521", "Recurso Extraordinário 742 . 578", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 233 . 548 - AgR", "AI 745 . 965 - AgR", "Recurso", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 631 . 736 - ED", "Recurso Extraordinário n 742 . 578", "Recurso Extraordinário n 742 . 578", "Rcl 2 . 136 - AgR", "Rcl 16 . 817", "Rcl 16 . 409 - AgR", "Rcl 16 . 815 - MC", "Rcl 16 . 971", "AO", "ARE 743 . 103 , AgR / CE", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 631 . 736 - ED", "Recurso Extraordinário n 742 . 578", "Rcl 2 . 136 - AgR", "Rcl 16 . 817", "Rcl 16 . 409 - AgR", "Rcl 16 . 815 - MC", "Rcl 16 . 971", "AO 1 . 809", "ARE 743 . 103 , AgR / CE", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "ARE 721 . 087 - AgR", "Agravo Regimental na Ação Originária n 465 - 9 / RS", "Ação Originária n 230 - 3 / RJ", "Agravo Regimental na Reclamação n 1 . 952 - 7 / MA", "Rcl 5 . 256 - AgR", "Recurso Extraordinário 849521 AGR / SE", "ARE 721 . 087 - AgR", "Agravo Regimental na Ação Originária n 465 - 9 / RS", "Ação Originária n 230 - 3 / RJ", "Agravo Regimental na Reclamação n 1 . 952 - 7 / MA", "Rcl 5 . 256 - AgR", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 849 . 521" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 35 / 1979", "Lei n . 5 . 010 / 1966", "Lei n . 8 . 112 / 1990", "Constituição da República", "LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA", "ART . 5 . . . , INC . LIII , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 35 / 1979", "Lei n . 5 . 010 / 1966", "Lei n . 8 . 112 / 1990", "Constituição da República", "LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL - LOMAN", "ART . 5 . . . , INC . LIII , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LXIX e LXXI , 93 , I , II e III , da Constituição Federal", "Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul", "Lei estadual 1 . 511 / 94", "Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "LOMAN", "LEI COMPLEMENTAR N . 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LXIX e LXXI , 93 , I , II e III , da Constituição Federal", "Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul", "Lei estadual 1 . 511 / 94", "Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "LOMAN", "LEI COMPLEMENTAR N . 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI N . 8 . 112 / 1990", "alínea a do inc . III do art . 102 da Constituição da República", "Lei Complementar 35 / 79", "Código Civil", "artigos 1 . . . a 3 . . . do Decreto n . 20910 / 32", "artigo 110 , I , da lei 8112 / 90", "Lei Complementar 35 / 79", "Lei n 8 . 112 / 90", "art . 65 da LOMAN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI N . 8 . 112 / 1990", "Lei Complementar 35 / 79", "Código Civil", "artigos 1 . . . a 3 . . . do Decreto n . 20910 / 32", "artigo 110 , I , da lei 8112 / 90", "Lei Complementar 35 / 79", "Lei n 8 . 112 / 90", "art . 65 da LOMAN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 2 . . . , 37 , caput , 93 , inc . VIII , e 95 , inc . II , da Constituição da República", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Lei n . 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 2 . . . , 37 , caput , 93 , inc . VIII , e 95 , inc . II , da Constituição da República", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Lei n . 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 112 / 1990", "Lei Complementar n . 35 / 1979", "Constituição da República", "LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL -", "ART . 5 . . . , INC . LIII , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "INCISO LIII DO ART . 5 . . . DA Constituição Federal de 1988 / 88", "INCISO III DO ART . 252 DO CPP", "INCISO III DO ART . 36 DA LOMAN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 112 / 1990", "Lei Complementar n . 35 / 1979", "Constituição da República", "LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA", "ART . 5 . . . , INC . LIII , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "INCISO LIII DO ART . 5 . . . DA", "Constituição Federal de 1988 / 88", "INCISO III DO ART . 252 DO CPP", "INCISO III DO ART . 36 DA LOMAN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "inc . II do art . 5 . . . da Constituição da República", "Leis Complementares ns . 35 / 1979", "73", "/", "1993", "Resolução n . 133 / 2011 do Conselho Nacional de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "inc . II do art . 5 . . . da Constituição da República", "Leis Complementares ns . 35 / 1979", "73", "/", "1993", "Resolução n . 133 / 2011 do Conselho Nacional de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno", "alínea n do inciso I do art . 102 da 7 Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil", "alínea n do inciso I do art . 102 da", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 35 / 1979", "Lei n . 5 . 010 / 1966", "Lei n . 8 . 112 / 1990", "Constituição da República", "LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL", "ART . 5 . . . , INC . LIII , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 35 / 1979", "Lei n . 5 . 010 / 1966", "Lei n . 8 . 112 / 1990", "Constituição da República", "LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL", "ART . 5 . . . , INC . LIII , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "MANDADO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 .", "Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul", "Lei estadual 1 . 511 / 94", "Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "LOMAN", "LEI COMPLEMENTAR N . 35 / 1979", "LEI N . 8 . 112 / 1990", "alínea a do inc . III do art . 102 da Constituição da República", "Lei Complementar 35 / 79", "Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LXIX e LXXI , 93 , I , II e III , da Constituição Federal", "Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul", "Lei estadual 1 . 511 / 94", "Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "LOMAN", "LEI COMPLEMENTAR N . 35 / 1979", "LEI N . 8 . 112 / 1990", "alínea a do inc . III do art . 102 da Constituição da República", "Lei Complementar 35 / 79", "Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . a 3 . . . do Decreto n . 20910 / 32", "artigo 110 , I , da lei 8112 / 90", "Lei Complementar 35 / 79", "Lei n 8 . 112 / 90", "art . 65 da LOMAN", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . a 3 . . . do Decreto n . 20910 / 32", "artigo 110 , I , da lei 8112 / 90", "Lei Complementar 35 / 79", "Lei n 8 . 112 / 90", "art . 65 da LOMAN", "arts . 2 . . . , 37 , caput , 93 , inc . VIII , e 95 , inc . II , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Lei n . 12 . 322 / 2010", "Lei n . 8 . 112 / 1990", "Lei Complementar n . 35 / 1979", "Constituição da República", "LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL", "ART . 5 . . . , INC . LIII , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "INCISO LIII DO ART . 5 . . . DA Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Lei n . 12 . 322 / 2010", "Lei n . 8 . 112 / 1990", "Lei Complementar n . 35 / 1979", "Constituição da República", "LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL", "LOMAN", "ART . 5 . . .", "INC . LIII , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "INCISO LIII DO ART . 5 . . . DA", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INCISO III DO ART . 252 DO CPP", "INCISO", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INCISO III DO ART . 252 DO CPP", "INCISO III DO ART . 36 DA LOMAN", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Complementares ns . 35 / 1979", "73", "/", "1993", "Resolução n . 133 / 2011 do Conselho Nacional de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . II do art . 5 . . . da Constituição da República", "Leis Complementares ns . 35 / 1979", "73", "/", "1993", "Resolução n . 133 / 2011 do Conselho Nacional de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "al . n do inc . I do art . 102 da Constituição Federal", "ART . 102 , I , N , DA Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "al . n do inc . I do art . 102 da Constituição Federal", "ART . 102 , I , N , DA Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "alínea ‘ n ’ do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "alínea ‘ n ’ do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "União", "Quarta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Sergipe", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "União", "Quarta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Sergipe", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "TRIBUNAL", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Maranhão", "TRT", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Maranhão", "TRT", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Plenário", "Supremo Tribunal", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Plenário", "Supremo Tribunal", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "União", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "União", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "LOMAN", "Primeira Turma", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Maranhão", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Maranhão", "TRT", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Plenário", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Plenário", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Plenário", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SERGIPE", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO", "ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO", "ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO", "ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR", "CÁRMEN LÚCIA", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ayres Britto", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "CÁRMEN LÚCIA", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Moreira Alves", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Moreira Alves", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS ANTÔNIO GARAPA DE CARVALHO", "ANTÔNIO SOARES SILVA JÚNIOR", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "02", "/", "2015", "24 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "27", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "27", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "2", ".", "2011", "17", ".", "3", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "2", ".", "2011", "17", ".", "3", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "2", ".", "2011", "7", ".", "8", ".", "2009", "31", ".", "5", ".", "2013", "3", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "2", ".", "2011", "7", ".", "8", ".", "2009", "31", ".", "5", ".", "2013", "3", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "6", ".", "2013", "7", ".", "8", ".", "2013", "31", ".", "5", ".", "2013", "3", ".", "5", ".", "2013", "19", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "6", ".", "2013", "7", ".", "8", ".", "2013", "31", ".", "5", ".", "2013", "3", ".", "5", ".", "2013", "19", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "3", ".", "2005", "26", ".", "6", ".", "2011", "8", ".", "4", ".", "2011", "10", ".", "12", ".", "2014", "15", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "3", ".", "2005", "26", ".", "6", ".", "2011", "8", ".", "4", ".", "2011", "10", ".", "12", ".", "2014", "15", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "23", ".", "2", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "23", ".", "2", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "3", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "3", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "2", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "2", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "8", ".", "2009", "31", ".", "5", ".", "2013", "3", ".", "5", ".", "2013", "19", ".", "6", ".", "2013", "7", ".", "8", ".", "2013", "31", ".", "5", ".", "2013", "3", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "8", ".", "2009", "31", ".", "5", ".", "2013", "3", ".", "5", ".", "2013", "19", ".", "6", ".", "2013", "7", ".", "8", ".", "2013", "31", ".", "5", ".", "2013", "3", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "6", ".", "2013", "18", ".", "3", ".", "2005", "26", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "6", ".", "2013", "18", ".", "3", ".", "2005", "26", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "4", ".", "2011", "6", "/", "6", "/", "2013", "29", "/", "09", "/", "2011", "29", "/", "4", "/", "2014", "11", "/", "2", "/", "2014", "9", "/", "12", "/", "2013", "3", "/", "2", "/", "2014", "4", "/", "11", "/", "2013", "7", "/", "5", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "4", ".", "2011", "6", "/", "6", "/", "2013", "29", "/", "09", "/", "2011", "29", "/", "4", "/", "2014", "11", "/", "2", "/", "2014", "9", "/", "12", "/", "2013", "3", "/", "2", "/", "2014", "4", "/", "11", "/", "2013", "7", "/", "5", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2014", "25 de abril de 1997", "14 de maio de 1999", "12 de março de 2004", "07", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2014", "25 de abril de 1997", "14 de maio de 1999", "12 de março de 2004", "07", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "02", "/", "2015", "24", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) :MARA DENISE POFFO WILHELM EMENTA: AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. 1. Decisão que está alinhada com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Inviabilidade do recurso que a impugna. A parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 07 a 13 de outubro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926366. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 962251 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926366. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) :MARA DENISE POFFO WILHELM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário e recurso extraordinário com agravo interpostos contra acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. HORA EXTRA. SALÁRIO-MATERNIDADE. LICENÇA-PATERNIDADE. ADICIONAL DE INSALUBRIDA. PERICULOSIDADE. NOTURNO. AUXÍLIO-ACIDENTE. PRIMEIROS QUINZE DIAS DE AFASTAMENTO. FÉRIAS GOZADAS E TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS GOZADAS. AVISO PRÉVIO INDENIZADO. COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. 1. O adicional de horas-extras possui caráter salarial, conforme art. 7º, XVI, da Constituição Federal e Enunciado n° 60 do TST. Consequentemente, sobre ele Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) :MARA DENISE POFFO WILHELM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário e recurso extraordinário com agravo interpostos contra acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. HORA EXTRA. SALÁRIO-MATERNIDADE. LICENÇA-PATERNIDADE. ADICIONAL DE INSALUBRIDA. PERICULOSIDADE. NOTURNO. AUXÍLIO-ACIDENTE. PRIMEIROS QUINZE DIAS DE AFASTAMENTO. FÉRIAS GOZADAS E TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS GOZADAS. AVISO PRÉVIO INDENIZADO. COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. 1. O adicional de horas-extras possui caráter salarial, conforme art. 7º, XVI, da Constituição Federal e Enunciado n° 60 do TST. Consequentemente, sobre ele Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 962251 AGR / SC incide contribuição previdenciária. 2. O salário-maternidade e a licença-paternidade têm natureza salarial e integram a base de cálculo da contribuição previdenciária. 3. Integram o salário-de-contribuição as verbas recebidas pelo empregado a título de adicional noturno, adicional de insalubridade e adicional de periculosidade, e suas respectivas integrações 4. tratando-se de férias efetivamente gozadas, é devida a contribuição. Em relação ao adicional de 1/3, realinhando a posição jurisprudencial desta Corte à jurisprudência do STJ e do STF, no sentido de que a referida verba que detém natureza indenizatória por não se incorporar à remuneração do servidor para fins de aposentadoria, afasta-se a incidência de contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias. 5. Segundo orientação do Superior Tribunal de Justiça, não deve incidir contribuição previdenciária sobre a remuneração paga pelo empregador ao empregado durante os primeiros quinze dias de afastamento do trabalho por motivo de incapacidade, uma vez que tal verba não possui natureza salarial. 6. Ainda que operada a revogação da alínea 'f' do § 9º do art. 214 do Decreto 3.038/99, a contribuição não poderia ser exigida sobre a parcela paga ao empregado a título de aviso prévio, porquanto a natureza de tais valores continua sendo indenizatória, não integrando, portanto, o salário-de-contribuição. 7. As contribuições previdenciárias recolhidas indevidamente podem ser objeto de compensação com parcelas vencidas posteriormente ao pagamento, relativas a tributo de mesma espécie e destinação constitucional, conforme previsto nos arts. 66 da Lei 8.383/91, 39 da Lei 9.250/95 e 89 da Lei 8.212/91, observando-se as disposições do art. 170-A do CTN’. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC incide contribuição previdenciária. 2. O salário-maternidade e a licença-paternidade têm natureza salarial e integram a base de cálculo da contribuição previdenciária. 3. Integram o salário-de-contribuição as verbas recebidas pelo empregado a título de adicional noturno, adicional de insalubridade e adicional de periculosidade, e suas respectivas integrações 4. tratando-se de férias efetivamente gozadas, é devida a contribuição. Em relação ao adicional de 1/3, realinhando a posição jurisprudencial desta Corte à jurisprudência do STJ e do STF, no sentido de que a referida verba que detém natureza indenizatória por não se incorporar à remuneração do servidor para fins de aposentadoria, afasta-se a incidência de contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias. 5. Segundo orientação do Superior Tribunal de Justiça, não deve incidir contribuição previdenciária sobre a remuneração paga pelo empregador ao empregado durante os primeiros quinze dias de afastamento do trabalho por motivo de incapacidade, uma vez que tal verba não possui natureza salarial. 6. Ainda que operada a revogação da alínea 'f' do § 9º do art. 214 do Decreto 3.038/99, a contribuição não poderia ser exigida sobre a parcela paga ao empregado a título de aviso prévio, porquanto a natureza de tais valores continua sendo indenizatória, não integrando, portanto, o salário-de-contribuição. 7. As contribuições previdenciárias recolhidas indevidamente podem ser objeto de compensação com parcelas vencidas posteriormente ao pagamento, relativas a tributo de mesma espécie e destinação constitucional, conforme previsto nos arts. 66 da Lei 8.383/91, 39 da Lei 9.250/95 e 89 da Lei 8.212/91, observando-se as disposições do art. 170-A do CTN’. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 962251 AGR / SC Os recursos buscam fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. Enrico Rossi Importação e Exportação LTDA alega violação aos arts. 7º, IX, XVI, XVII, XVIII e XIX; 195, I a; e 201, caput, e § 11, todos da Carta. Defende a natureza indenizatória dos valores pagos a título de férias remuneradas; horas extras; salário maternidade e paternidade; e adicionais de insalubridade,periculosidade e noturno. Requer seja afastada a incidência de contribuição previdenciária sobre as verbas mencionadas. A União, por sua vez, alega contrariedade aos artigos 97, 103-A, 150, §6º, 195, I, a, 201, caput, e §11, todos da Carta, bem como à Súmula Vinculante nº 10. Aduz que o acórdão que julgou os embargos declaratórios não analisou todas as questões suscitadas, violando os princípios do contraditório, ampla defesa, devido processo legal, e da motivação das decisões. Postula a incidência de contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias; aviso prévio indenizado; e primeiros quinze dias de afastamento por motivo de incapacidade. Registra a natureza remuneratória das verbas mencionadas. A pretensão deduzida pelas partes não encontra amparo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que vem, reiteradamente, negando a repercussão geral de controvérsias relativas à cobrança de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador, quando pendente discussão acerca da natureza jurídica das verbas. Nesse sentido, confiram- se os seguintes precedentes: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AVISO PRÉVIO INDENIZADO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC Os recursos buscam fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. Enrico Rossi Importação e Exportação LTDA alega violação aos arts. 7º, IX, XVI, XVII, XVIII e XIX; 195, I a; e 201, caput, e § 11, todos da Carta. Defende a natureza indenizatória dos valores pagos a título de férias remuneradas; horas extras; salário maternidade e paternidade; e adicionais de insalubridade,periculosidade e noturno. Requer seja afastada a incidência de contribuição previdenciária sobre as verbas mencionadas. A União, por sua vez, alega contrariedade aos artigos 97, 103-A, 150, §6º, 195, I, a, 201, caput, e §11, todos da Carta, bem como à Súmula Vinculante nº 10. Aduz que o acórdão que julgou os embargos declaratórios não analisou todas as questões suscitadas, violando os princípios do contraditório, ampla defesa, devido processo legal, e da motivação das decisões. Postula a incidência de contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias; aviso prévio indenizado; e primeiros quinze dias de afastamento por motivo de incapacidade. Registra a natureza remuneratória das verbas mencionadas. A pretensão deduzida pelas partes não encontra amparo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que vem, reiteradamente, negando a repercussão geral de controvérsias relativas à cobrança de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador, quando pendente discussão acerca da natureza jurídica das verbas. Nesse sentido, confiram- se os seguintes precedentes: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AVISO PRÉVIO INDENIZADO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 962251 AGR / SC contribuição previdenciária sobre as verbas pagas a título de aviso prévio indenizado, fundada na interpretação da Lei 8.212/91 e do Decreto 6.727/09, é de natureza infraconstitucional. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.” (ARE 745.901-RG, Rel. Min. Teori Zavaski) “TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE LOCALIDADE (GEL), TRANSFORMADA EM VANTAGEM PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI). INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre a Gratificação Especial de Localidade, fundada na interpretação das Leis 9.527/97 e 9.783/99, é de natureza infraconstitucional. 2. O Supremo Tribunal Federal vem reiteradamente rejeitando a repercussão geral de temas análogos, em que a incidência de tributo sobre determinada verba supõe prévia definição de sua natureza, se remuneratória ou indenizatória (AI 705.941-RG, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23/4/2010; RE 611.512-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23/11/2010; RE 688.001-RG, de minha relatoria, DJe de 18/11/2013; ARE 802.082-RG, de minha relatoria, DJe de 29/4/2014; ARE 745.901-RG, de minha relatoria, DJe de 18/9/2014). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC contribuição previdenciária sobre as verbas pagas a título de aviso prévio indenizado, fundada na interpretação da Lei 8.212/91 e do Decreto 6.727/09, é de natureza infraconstitucional. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.” (ARE 745.901-RG, Rel. Min. Teori Zavaski) “TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE LOCALIDADE (GEL), TRANSFORMADA EM VANTAGEM PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI). INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre a Gratificação Especial de Localidade, fundada na interpretação das Leis 9.527/97 e 9.783/99, é de natureza infraconstitucional. 2. O Supremo Tribunal Federal vem reiteradamente rejeitando a repercussão geral de temas análogos, em que a incidência de tributo sobre determinada verba supõe prévia definição de sua natureza, se remuneratória ou indenizatória (AI 705.941-RG, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23/4/2010; RE 611.512-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23/11/2010; RE 688.001-RG, de minha relatoria, DJe de 18/11/2013; ARE 802.082-RG, de minha relatoria, DJe de 29/4/2014; ARE 745.901-RG, de minha relatoria, DJe de 18/9/2014). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 962251 AGR / SC constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.” (RE 814.204- RG, Rel. Min. Teori Zavaski) “REPERCUSSÃO GERAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE VALORES PAGOS PELO EMPREGADOR NOS PRIMEIROS QUINZE DIAS DE AUXÍLIO-DOENÇA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. I A discussão sobre a incidência, ou não, de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador nos primeiros quinze dias de auxílio-doença situa-se em âmbito infraconstitucional, não havendo questão constitucional a ser apreciada. II Repercussão geral inexistente.” (RE 611.505-RG, Rel. Min. Ayres Britto) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. NATUREZA JURÍDICA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. 1. A controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, circunstância que impede a abertura da via extraordinária. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 869.484/SC AgR, Rel. Luís Min. Roberto Barroso) Quanto à alegada violação ao art. 97 da Constituição, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.” (RE 814.204- RG, Rel. Min. Teori Zavaski) “REPERCUSSÃO GERAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE VALORES PAGOS PELO EMPREGADOR NOS PRIMEIROS QUINZE DIAS DE AUXÍLIO-DOENÇA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. I A discussão sobre a incidência, ou não, de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador nos primeiros quinze dias de auxílio-doença situa-se em âmbito infraconstitucional, não havendo questão constitucional a ser apreciada. II Repercussão geral inexistente.” (RE 611.505-RG, Rel. Min. Ayres Britto) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. NATUREZA JURÍDICA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. 1. A controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, circunstância que impede a abertura da via extraordinária. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 869.484/SC AgR, Rel. Luís Min. Roberto Barroso) Quanto à alegada violação ao art. 97 da Constituição, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 962251 AGR / SC ressalta-se que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não se deve confundir interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade dependente da observância da cláusula de reserva de plenário (ARE 723.052, Rel. Ministro Marco Aurélio). No caso, inexiste ofensa aos arts. 97 e 103-A da Carta, ou contrariedade à Súmula Vinculante nº 10, porquanto o Tribunal de origem apenas realizou interpretação sistemática com o intuito de alcançar o verdadeiro sentido da norma, sem que houvesse qualquer declaração de sua incompatibilidade com a Constituição Federal. Assim, resta improcedente a alegação de ofensa aos arts. 97 e 103-A. No mesmo sentido, confira-se o julgado: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante nº 10. Violação. Inexistência. Artigo 5º, inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido’. (AI nº 848.332-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento aos recursos”. 2. A parte agravante sustenta que “tanto o Tema 163 quanto o Tema 20 tratam, justamente, da natureza jurídica da verba – se remuneratória ou indenizatória. Assim, pelo menos em relação às verbas insertas nos temas com repercussão geral já foi reconhecida, não há o que se falar em necessidade de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC ressalta-se que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não se deve confundir interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade dependente da observância da cláusula de reserva de plenário (ARE 723.052, Rel. Ministro Marco Aurélio). No caso, inexiste ofensa aos arts. 97 e 103-A da Carta, ou contrariedade à Súmula Vinculante nº 10, porquanto o Tribunal de origem apenas realizou interpretação sistemática com o intuito de alcançar o verdadeiro sentido da norma, sem que houvesse qualquer declaração de sua incompatibilidade com a Constituição Federal. Assim, resta improcedente a alegação de ofensa aos arts. 97 e 103-A. No mesmo sentido, confira-se o julgado: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante nº 10. Violação. Inexistência. Artigo 5º, inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido’. (AI nº 848.332-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento aos recursos”. 2. A parte agravante sustenta que “tanto o Tema 163 quanto o Tema 20 tratam, justamente, da natureza jurídica da verba – se remuneratória ou indenizatória. Assim, pelo menos em relação às verbas insertas nos temas com repercussão geral já foi reconhecida, não há o que se falar em necessidade de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório ARE 962251 AGR / SC análise da legislação infraconstitucional, na medida em que a repercussão geral pressupõe o cabimento do recurso extraordinário”. Insiste que o caso concreto efetivamente se insere nos Temas 163 e 20 de Repercussão Geral. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC análise da legislação infraconstitucional, na medida em que a repercussão geral pressupõe o cabimento do recurso extraordinário”. Insiste que o caso concreto efetivamente se insere nos Temas 163 e 20 de Repercussão Geral. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. Não deve ser aplicada ao presente caso a repercussão geral reconhecida nos autos do RE 593.068-RG. Isso porque, naquele feito, discute-se a possibilidade de fazer incidir contribuição previdenciária sobre valores percebidos pelo servidor que não encontram ressonância no cálculo do benefício a ser concedido durante a inatividade. Em suma, será dirimido se o princípio da solidariedade é fundamento suficiente para legitimar a incidência sobre parcela da base que não compõe os proventos a receber. Confira-se, a propósito, a ementa do acórdão assentado pelo Plenário Virtual: “CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL. TRIBUTÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. REGIME PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. BASE DE CÁLCULO. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. GRATIFICAÇÃO NATALINA (DÉCIMO-TERCEIRO SALÁRIO). HORAS EXTRAS. OUTROS PAGAMENTOS DE CARÁTER TRANSITÓRIO. LEIS 9.783/1999 E 10.887/2004. CARACTERIZAÇÃO DOS VALORES COMO REMUNERAÇÃO (BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO). ACÓRDÃO QUE CONCLUI PELA PRESENÇA DE PROPÓSITO ATUARIAL NA INCLUSÃO DOS VALORES NA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926368. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. Não deve ser aplicada ao presente caso a repercussão geral reconhecida nos autos do RE 593.068-RG. Isso porque, naquele feito, discute-se a possibilidade de fazer incidir contribuição previdenciária sobre valores percebidos pelo servidor que não encontram ressonância no cálculo do benefício a ser concedido durante a inatividade. Em suma, será dirimido se o princípio da solidariedade é fundamento suficiente para legitimar a incidência sobre parcela da base que não compõe os proventos a receber. Confira-se, a propósito, a ementa do acórdão assentado pelo Plenário Virtual: “CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL. TRIBUTÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. REGIME PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. BASE DE CÁLCULO. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. GRATIFICAÇÃO NATALINA (DÉCIMO-TERCEIRO SALÁRIO). HORAS EXTRAS. OUTROS PAGAMENTOS DE CARÁTER TRANSITÓRIO. LEIS 9.783/1999 E 10.887/2004. CARACTERIZAÇÃO DOS VALORES COMO REMUNERAÇÃO (BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO). ACÓRDÃO QUE CONCLUI PELA PRESENÇA DE PROPÓSITO ATUARIAL NA INCLUSÃO DOS VALORES NA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 962251 AGR / SC BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO (SOLIDARIEDADE DO SISTEMA DE CUSTEIO). 1. Recurso extraordinário em que se discute a exigibilidade da contribuição previdenciária incidente sobre adicionais e gratificações temporárias, tais como 'terço de férias', 'serviços extraordinários', 'adicional noturno', e 'adicional de insalubridade'. Discussão sobre a caracterização dos valores como remuneração, e, portanto, insertos ou não na base de cálculo do tributo. Alegada impossibilidade de criação de fonte de custeio sem contrapartida de benefício direto ao contribuinte. Alcance do sistema previdenciário solidário e submetido ao equilíbrio atuarial e financeiro (arts. 40, 150, IV e 195, § 5º da Constituição). 2. Encaminhamento da questão pela existência de repercussão geral da matéria constitucional controvertida. 4. Cumpre esclarecer que contribuição previdenciária recolhida pelo empregador não tem relação de retributividade e equivalência com o benefício previdenciário que será usufruído pelo empregado. Esta sim é exclusivamente solidária. Ainda que incida sobre parcelas não incorporáveis, a contribuição patronal não guarda qualquer sinalagma com os proventos. Assim, há que se concluir que a controvérsia do presente recurso extraordinário não tem relação com aquela constante do RE 593.068-RG. 5. Quanto à questão debatida no RE 565.160/SC, ela não se assemelha à matéria debatida nos autos. Naquele recurso, investiga-se a natureza da parcela salarial a fim de verificar se está alcançada pelo conceito de salário, conceito esse que está consolidado na legislação trabalhista. De modo que, no caso apontado como paradigma, o Supremo quer perquirir a extensão do conceito de salário, isto é, quais as parcelas tem natureza de salário e quais outras que não podem ser consideradas como tal. 6. A discussão é sobre a possibilidade de o princípio da solidariedade legitimar a incidência da contribuição previdenciária sobre parcelas não incorporáveis na aposentadoria. No caso dos autos, a matéria cinge-se a verificar a possibilidade de incidência de contribuição 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926368. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO (SOLIDARIEDADE DO SISTEMA DE CUSTEIO). 1. Recurso extraordinário em que se discute a exigibilidade da contribuição previdenciária incidente sobre adicionais e gratificações temporárias, tais como 'terço de férias', 'serviços extraordinários', 'adicional noturno', e 'adicional de insalubridade'. Discussão sobre a caracterização dos valores como remuneração, e, portanto, insertos ou não na base de cálculo do tributo. Alegada impossibilidade de criação de fonte de custeio sem contrapartida de benefício direto ao contribuinte. Alcance do sistema previdenciário solidário e submetido ao equilíbrio atuarial e financeiro (arts. 40, 150, IV e 195, § 5º da Constituição). 2. Encaminhamento da questão pela existência de repercussão geral da matéria constitucional controvertida. 4. Cumpre esclarecer que contribuição previdenciária recolhida pelo empregador não tem relação de retributividade e equivalência com o benefício previdenciário que será usufruído pelo empregado. Esta sim é exclusivamente solidária. Ainda que incida sobre parcelas não incorporáveis, a contribuição patronal não guarda qualquer sinalagma com os proventos. Assim, há que se concluir que a controvérsia do presente recurso extraordinário não tem relação com aquela constante do RE 593.068-RG. 5. Quanto à questão debatida no RE 565.160/SC, ela não se assemelha à matéria debatida nos autos. Naquele recurso, investiga-se a natureza da parcela salarial a fim de verificar se está alcançada pelo conceito de salário, conceito esse que está consolidado na legislação trabalhista. De modo que, no caso apontado como paradigma, o Supremo quer perquirir a extensão do conceito de salário, isto é, quais as parcelas tem natureza de salário e quais outras que não podem ser consideradas como tal. 6. A discussão é sobre a possibilidade de o princípio da solidariedade legitimar a incidência da contribuição previdenciária sobre parcelas não incorporáveis na aposentadoria. No caso dos autos, a matéria cinge-se a verificar a possibilidade de incidência de contribuição 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 962251 AGR / SC previdenciária em parcelas remuneratórias que não se incorporam à aposentadoria do contribuinte. 7. Como se percebe claramente, a conclusão do Tribunal de origem não diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926368. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC previdenciária em parcelas remuneratórias que não se incorporam à aposentadoria do contribuinte. 7. Como se percebe claramente, a conclusão do Tribunal de origem não diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) :MARA DENISE POFFO WILHELM V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846941. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) :MARA DENISE POFFO WILHELM V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Tipo Texto 524 ARE 962251 AGR / SC atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846941. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) : MARA DENISE POFFO WILHELM (12790/SC) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944563 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) : MARA DENISE POFFO WILHELM (12790/SC) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944563 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11956210
2016-10-14T00:00:00
2016-11-03T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. 1. Decisão que está alinhada com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Inviabilidade do recurso que a impugna. A parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur359013
Número de páginas: 15. Análise: 07/11/2016, MAD.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
962251
[ "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-00932 INC-00003 \n PAR-ÚNICO\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 962251 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) : MARA DENISE POFFO WILHELM
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) :MARA DENISE POFFO WILHELM EMENTA: AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Decisão que está alinhada com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Inviabilidade do recurso que a impugna. A parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 07 a 13 de outubro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926366. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 962251 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926366. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) :MARA DENISE POFFO WILHELM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário e recurso extraordinário com agravo interpostos contra acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. HORA EXTRA. SALÁRIO-MATERNIDADE. LICENÇA-PATERNIDADE. ADICIONAL DE INSALUBRIDA. PERICULOSIDADE. NOTURNO. AUXÍLIO-ACIDENTE. PRIMEIROS QUINZE DIAS DE AFASTAMENTO. FÉRIAS GOZADAS E TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS GOZADAS. AVISO PRÉVIO INDENIZADO. COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. 1. O adicional de horas-extras possui caráter salarial, conforme art. 7..., XVI, da Constituição Federal e Enunciado n 60 do Tribunal Superior do Trabalho. Consequentemente, sobre ele Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) :MARA DENISE POFFO WILHELM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário e recurso extraordinário com agravo interpostos contra acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. HORA EXTRA. SALÁRIO-MATERNIDADE. LICENÇA-PATERNIDADE. ADICIONAL DE INSALUBRIDA. PERICULOSIDADE. NOTURNO. AUXÍLIO-ACIDENTE. PRIMEIROS QUINZE DIAS DE AFASTAMENTO. FÉRIAS GOZADAS E TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS GOZADAS. AVISO PRÉVIO INDENIZADO. COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. 1. O adicional de horas-extras possui caráter salarial, conforme art. 7..., XVI, da Constituição Federal e Enunciado n 60 do Tribunal Superior do Trabalho. Consequentemente, sobre ele Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 962251 AGR / SC incide contribuição previdenciária. 2. O salário-maternidade e a licença-paternidade têm natureza salarial e integram a base de cálculo da contribuição previdenciária. 3. Integram o salário-de-contribuição as verbas recebidas pelo empregado a título de adicional noturno, adicional de insalubridade e adicional de periculosidade, e suas respectivas integrações 4. tratando-se de férias efetivamente gozadas, é devida a contribuição. Em relação ao adicional de 1/3, realinhando a posição jurisprudencial desta Corte à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a referida verba que detém natureza indenizatória por não se incorporar à remuneração do servidor para fins de aposentadoria, afasta-se a incidência de contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias. 5. Segundo orientação do Superior Tribunal de Justiça, não deve incidir contribuição previdenciária sobre a remuneração paga pelo empregador ao empregado durante os primeiros quinze dias de afastamento do trabalho por motivo de incapacidade, uma vez que tal verba não possui natureza salarial. 6. Ainda que operada a revogação da alínea 'f' do § 9... do art. 214 do Decreto 3.038/99, a contribuição não poderia ser exigida sobre a parcela paga ao empregado a título de aviso prévio, porquanto a natureza de tais valores continua sendo indenizatória, não integrando, portanto, o salário-de-contribuição. 7. As contribuições previdenciárias recolhidas indevidamente podem ser objeto de compensação com parcelas vencidas posteriormente ao pagamento, relativas a tributo de mesma espécie e destinação constitucional, conforme previsto nos arts. 66 da Lei 8.383/91, 39 da Lei 9.250/95 e 89 da Lei 8.212/91, observando-se as disposições do art. 170-A do CTN’. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC incide contribuição previdenciária. 2. O salário-maternidade e a licença-paternidade têm natureza salarial e integram a base de cálculo da contribuição previdenciária. 3. Integram o salário-de-contribuição as verbas recebidas pelo empregado a título de adicional noturno, adicional de insalubridade e adicional de periculosidade, e suas respectivas integrações 4. tratando-se de férias efetivamente gozadas, é devida a contribuição. Em relação ao adicional de 1/3, realinhando a posição jurisprudencial desta Corte à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a referida verba que detém natureza indenizatória por não se incorporar à remuneração do servidor para fins de aposentadoria, afasta-se a incidência de contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias. 5. Segundo orientação do Superior Tribunal de Justiça, não deve incidir contribuição previdenciária sobre a remuneração paga pelo empregador ao empregado durante os primeiros quinze dias de afastamento do trabalho por motivo de incapacidade, uma vez que tal verba não possui natureza salarial. 6. Ainda que operada a revogação da alínea 'f' do § 9... do art. 214 do Decreto 3.038/99, a contribuição não poderia ser exigida sobre a parcela paga ao empregado a título de aviso prévio, porquanto a natureza de tais valores continua sendo indenizatória, não integrando, portanto, o salário-de-contribuição. 7. As contribuições previdenciárias recolhidas indevidamente podem ser objeto de compensação com parcelas vencidas posteriormente ao pagamento, relativas a tributo de mesma espécie e destinação constitucional, conforme previsto nos arts. 66 da Lei 8.383/91, 39 da Lei 9.250/95 e 89 da Lei 8.212/91, observando-se as disposições do art. 170-A do CTN’. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 962251 AGR / SC Os recursos buscam fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. Enrico Rossi Importação e Exportação LTDA alega violação aos arts. 7..., IX, XVI, XVII, XVIII e XIX; 195, I a; e 201, caput, e § 11, todos da Carta. Defende a natureza indenizatória dos valores pagos a título de férias remuneradas; horas extras; salário maternidade e paternidade; e adicionais de insalubridade,periculosidade e noturno. Requer seja afastada a incidência de contribuição previdenciária sobre as verbas mencionadas. A União, por sua vez, alega contrariedade aos artigos 97, 103-A, 150, §6..., 195, I, a, 201, caput, e §11, todos da Carta, bem como à Súmula Vinculante n 10. Aduz que o acórdão que julgou os embargos declaratórios não analisou todas as questões suscitadas, violando os princípios do contraditório, ampla defesa, devido processo legal, e da motivação das decisões. Postula a incidência de contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias; aviso prévio indenizado; e primeiros quinze dias de afastamento por motivo de incapacidade. Registra a natureza remuneratória das verbas mencionadas. A pretensão deduzida pelas partes não encontra amparo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que vem, reiteradamente, negando a repercussão geral de controvérsias relativas à cobrança de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador, quando pendente discussão acerca da natureza jurídica das verbas. Nesse sentido, confiram- se os seguintes precedentes: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AVISO PRÉVIO INDENIZADO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC Os recursos buscam fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. Enrico Rossi Importação e Exportação LTDA alega violação aos arts. 7..., IX, XVI, XVII, XVIII e XIX; 195, I a; e 201, caput, e § 11, todos da Carta. Defende a natureza indenizatória dos valores pagos a título de férias remuneradas; horas extras; salário maternidade e paternidade; e adicionais de insalubridade,periculosidade e noturno. Requer seja afastada a incidência de contribuição previdenciária sobre as verbas mencionadas. A União, por sua vez, alega contrariedade aos artigos 97, 103-A, 150, §6..., 195, I, a, 201, caput, e §11, todos da Carta, bem como à Súmula Vinculante n 10. Aduz que o acórdão que julgou os embargos declaratórios não analisou todas as questões suscitadas, violando os princípios do contraditório, ampla defesa, devido processo legal, e da motivação das decisões. Postula a incidência de contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias; aviso prévio indenizado; e primeiros quinze dias de afastamento por motivo de incapacidade. Registra a natureza remuneratória das verbas mencionadas. A pretensão deduzida pelas partes não encontra amparo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que vem, reiteradamente, negando a repercussão geral de controvérsias relativas à cobrança de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador, quando pendente discussão acerca da natureza jurídica das verbas. Nesse sentido, confiram- se os seguintes precedentes: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AVISO PRÉVIO INDENIZADO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 962251 AGR / SC contribuição previdenciária sobre as verbas pagas a título de aviso prévio indenizado, fundada na interpretação da Lei 8.212/91 e do Decreto 6.727/09, é de natureza infraconstitucional. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.” (ARE 745.901-RG, Rel. Min. Teori Zavaski) “TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE LOCALIDADE (GEL), TRANSFORMADA EM VANTAGEM PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI). INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre a Gratificação Especial de Localidade, fundada na interpretação das Leis 9.527/97 e 9.783/99, é de natureza infraconstitucional. 2. O Supremo Tribunal Federal vem reiteradamente rejeitando a repercussão geral de temas análogos, em que a incidência de tributo sobre determinada verba supõe prévia definição de sua natureza, se remuneratória ou indenizatória (AI 705.941-RG, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23/4/2010; Recurso Extraordinário 611.512-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23/11/2010; Recurso Extraordinário 688.001-RG, de minha relatoria, DJe de 18/11/2013; ARE 802.082-RG, de minha relatoria, DJe de 29/4/2014; ARE 745.901-RG, de minha relatoria, DJe de 18/9/2014). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC contribuição previdenciária sobre as verbas pagas a título de aviso prévio indenizado, fundada na interpretação da Lei 8.212/91 e do Decreto 6.727/09, é de natureza infraconstitucional. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.” (ARE 745.901-RG, Rel. Min. Teori Zavaski) “TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE LOCALIDADE (GEL), TRANSFORMADA EM VANTAGEM PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI). INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre a Gratificação Especial de Localidade, fundada na interpretação das Leis 9.527/97 e 9.783/99, é de natureza infraconstitucional. 2. O Supremo Tribunal Federal vem reiteradamente rejeitando a repercussão geral de temas análogos, em que a incidência de tributo sobre determinada verba supõe prévia definição de sua natureza, se remuneratória ou indenizatória (AI 705.941-RG, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23/4/2010; Recurso Extraordinário 611.512-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23/11/2010; Recurso Extraordinário 688.001-RG, de minha relatoria, DJe de 18/11/2013; ARE 802.082-RG, de minha relatoria, DJe de 29/4/2014; ARE 745.901-RG, de minha relatoria, DJe de 18/9/2014). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 962251 AGR / SC constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.” (Recurso Extraordinário 814.204- RG, Rel. Min. Teori Zavaski) “REPERCUSSÃO GERAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE VALORES PAGOS PELO EMPREGADOR NOS PRIMEIROS QUINZE DIAS DE AUXÍLIO-DOENÇA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. I A discussão sobre a incidência, ou não, de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador nos primeiros quinze dias de auxílio-doença situa-se em âmbito infraconstitucional, não havendo questão constitucional a ser apreciada. II Repercussão geral inexistente.” (Recurso Extraordinário 611.505-RG, Rel. Min. Ayres Britto) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. NATUREZA JURÍDICA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. 1. A controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, circunstância que impede a abertura da via extraordinária. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 869.484/SC AgR, Rel. Luís Min. Roberto Barroso) Quanto à alegada violação ao art. 97 da Constituição, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.” (Recurso Extraordinário 814.204- RG, Rel. Min. Teori Zavaski) “REPERCUSSÃO GERAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE VALORES PAGOS PELO EMPREGADOR NOS PRIMEIROS QUINZE DIAS DE AUXÍLIO-DOENÇA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. I A discussão sobre a incidência, ou não, de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador nos primeiros quinze dias de auxílio-doença situa-se em âmbito infraconstitucional, não havendo questão constitucional a ser apreciada. II Repercussão geral inexistente.” (Recurso Extraordinário 611.505-RG, Rel. Min. Ayres Britto) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. NATUREZA JURÍDICA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. 1. A controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, circunstância que impede a abertura da via extraordinária. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 869.484/SC AgR, Rel. Luís Min. Roberto Barroso) Quanto à alegada violação ao art. 97 da Constituição, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 962251 AGR / SC ressalta-se que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não se deve confundir interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade dependente da observância da cláusula de reserva de plenário (ARE 723.052, Rel. Ministro Marco Aurélio). No caso, inexiste ofensa aos arts. 97 e 103-A da Carta, ou contrariedade à Súmula Vinculante n 10, porquanto o Tribunal de origem apenas realizou interpretação sistemática com o intuito de alcançar o verdadeiro sentido da norma, sem que houvesse qualquer declaração de sua incompatibilidade com a Constituição Federal. Assim, resta improcedente a alegação de ofensa aos arts. 97 e 103-A. No mesmo sentido, confira-se o julgado: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante n 10. Violação. Inexistência. Artigo 5..., inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido’. (AI n 848.332-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento aos recursos”. 2. A parte agravante sustenta que “tanto o Tema 163 quanto o Tema 20 tratam, justamente, da natureza jurídica da verba – se remuneratória ou indenizatória. Assim, pelo menos em relação às verbas insertas nos temas com repercussão geral já foi reconhecida, não há o que se falar em necessidade de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC ressalta-se que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não se deve confundir interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade dependente da observância da cláusula de reserva de plenário (ARE 723.052, Rel. Ministro Marco Aurélio). No caso, inexiste ofensa aos arts. 97 e 103-A da Carta, ou contrariedade à Súmula Vinculante n 10, porquanto o Tribunal de origem apenas realizou interpretação sistemática com o intuito de alcançar o verdadeiro sentido da norma, sem que houvesse qualquer declaração de sua incompatibilidade com a Constituição Federal. Assim, resta improcedente a alegação de ofensa aos arts. 97 e 103-A. No mesmo sentido, confira-se o julgado: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante n 10. Violação. Inexistência. Artigo 5..., inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido’. (AI n 848.332-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento aos recursos”. 2. A parte agravante sustenta que “tanto o Tema 163 quanto o Tema 20 tratam, justamente, da natureza jurídica da verba – se remuneratória ou indenizatória. Assim, pelo menos em relação às verbas insertas nos temas com repercussão geral já foi reconhecida, não há o que se falar em necessidade de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório ARE 962251 AGR / SC análise da legislação infraconstitucional, na medida em que a repercussão geral pressupõe o cabimento do recurso extraordinário”. Insiste que o caso concreto efetivamente se insere nos Temas 163 e 20 de Repercussão Geral. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC análise da legislação infraconstitucional, na medida em que a repercussão geral pressupõe o cabimento do recurso extraordinário”. Insiste que o caso concreto efetivamente se insere nos Temas 163 e 20 de Repercussão Geral. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. Não deve ser aplicada ao presente caso a repercussão geral reconhecida nos autos do Recurso Extraordinário 593.068-RG. Isso porque, naquele feito, discute-se a possibilidade de fazer incidir contribuição previdenciária sobre valores percebidos pelo servidor que não encontram ressonância no cálculo do benefício a ser concedido durante a inatividade. Em suma, será dirimido se o princípio da solidariedade é fundamento suficiente para legitimar a incidência sobre parcela da base que não compõe os proventos a receber. Confira-se, a propósito, a ementa do acórdão assentado pelo Plenário Virtual: “CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL. TRIBUTÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. REGIME PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. BASE DE CÁLCULO. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. GRATIFICAÇÃO NATALINA (DÉCIMO-TERCEIRO SALÁRIO). HORAS EXTRAS. OUTROS PAGAMENTOS DE CARÁTER TRANSITÓRIO. LEIS 9.783/1999 E 10.887/2004. CARACTERIZAÇÃO DOS VALORES COMO REMUNERAÇÃO (BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO). ACÓRDÃO QUE CONCLUI PELA PRESENÇA DE PROPÓSITO ATUARIAL NA INCLUSÃO DOS VALORES NA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926368. Supremo Tribunal Federal 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. Não deve ser aplicada ao presente caso a repercussão geral reconhecida nos autos do Recurso Extraordinário 593.068-RG. Isso porque, naquele feito, discute-se a possibilidade de fazer incidir contribuição previdenciária sobre valores percebidos pelo servidor que não encontram ressonância no cálculo do benefício a ser concedido durante a inatividade. Em suma, será dirimido se o princípio da solidariedade é fundamento suficiente para legitimar a incidência sobre parcela da base que não compõe os proventos a receber. Confira-se, a propósito, a ementa do acórdão assentado pelo Plenário Virtual: “CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL. TRIBUTÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. REGIME PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. BASE DE CÁLCULO. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. GRATIFICAÇÃO NATALINA (DÉCIMO-TERCEIRO SALÁRIO). HORAS EXTRAS. OUTROS PAGAMENTOS DE CARÁTER TRANSITÓRIO. LEIS 9.783/1999 E 10.887/2004. CARACTERIZAÇÃO DOS VALORES COMO REMUNERAÇÃO (BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO). ACÓRDÃO QUE CONCLUI PELA PRESENÇA DE PROPÓSITO ATUARIAL NA INCLUSÃO DOS VALORES NA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 962251 AGR / SC BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO (SOLIDARIEDADE DO SISTEMA DE CUSTEIO). 1. Recurso extraordinário em que se discute a exigibilidade da contribuição previdenciária incidente sobre adicionais e gratificações temporárias, tais como 'terço de férias', 'serviços extraordinários', 'adicional noturno', e 'adicional de insalubridade'. Discussão sobre a caracterização dos valores como remuneração, e, portanto, insertos ou não na base de cálculo do tributo. Alegada impossibilidade de criação de fonte de custeio sem contrapartida de benefício direto ao contribuinte. Alcance do sistema previdenciário solidário e submetido ao equilíbrio atuarial e financeiro (arts. 40, 150, IV e 195, § 5... da Constituição). 2. Encaminhamento da questão pela existência de repercussão geral da matéria constitucional controvertida. 4. Cumpre esclarecer que contribuição previdenciária recolhida pelo empregador não tem relação de retributividade e equivalência com o benefício previdenciário que será usufruído pelo empregado. Esta sim é exclusivamente solidária. Ainda que incida sobre parcelas não incorporáveis, a contribuição patronal não guarda qualquer sinalagma com os proventos. Assim, há que se concluir que a controvérsia do presente recurso extraordinário não tem relação com aquela constante do Recurso Extraordinário 593.068-RG. 5. Quanto à questão debatida no Recurso Extraordinário 565.160/SC, ela não se assemelha à matéria debatida nos autos. Naquele recurso, investiga-se a natureza da parcela salarial a fim de verificar se está alcançada pelo conceito de salário, conceito esse que está consolidado na legislação trabalhista. De modo que, no caso apontado como paradigma, o Supremo quer perquirir a extensão do conceito de salário, isto é, quais as parcelas tem natureza de salário e quais outras que não podem ser consideradas como tal. 6. A discussão é sobre a possibilidade de o princípio da solidariedade legitimar a incidência da contribuição previdenciária sobre parcelas não incorporáveis na aposentadoria. No caso dos autos, a matéria cinge-se a verificar a possibilidade de incidência de contribuição 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926368. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO (SOLIDARIEDADE DO SISTEMA DE CUSTEIO). 1. Recurso extraordinário em que se discute a exigibilidade da contribuição previdenciária incidente sobre adicionais e gratificações temporárias, tais como 'terço de férias', 'serviços extraordinários', 'adicional noturno', e 'adicional de insalubridade'. Discussão sobre a caracterização dos valores como remuneração, e, portanto, insertos ou não na base de cálculo do tributo. Alegada impossibilidade de criação de fonte de custeio sem contrapartida de benefício direto ao contribuinte. Alcance do sistema previdenciário solidário e submetido ao equilíbrio atuarial e financeiro (arts. 40, 150, IV e 195, § 5... da Constituição). 2. Encaminhamento da questão pela existência de repercussão geral da matéria constitucional controvertida. 4. Cumpre esclarecer que contribuição previdenciária recolhida pelo empregador não tem relação de retributividade e equivalência com o benefício previdenciário que será usufruído pelo empregado. Esta sim é exclusivamente solidária. Ainda que incida sobre parcelas não incorporáveis, a contribuição patronal não guarda qualquer sinalagma com os proventos. Assim, há que se concluir que a controvérsia do presente recurso extraordinário não tem relação com aquela constante do Recurso Extraordinário 593.068-RG. 5. Quanto à questão debatida no Recurso Extraordinário 565.160/SC, ela não se assemelha à matéria debatida nos autos. Naquele recurso, investiga-se a natureza da parcela salarial a fim de verificar se está alcançada pelo conceito de salário, conceito esse que está consolidado na legislação trabalhista. De modo que, no caso apontado como paradigma, o Supremo quer perquirir a extensão do conceito de salário, isto é, quais as parcelas tem natureza de salário e quais outras que não podem ser consideradas como tal. 6. A discussão é sobre a possibilidade de o princípio da solidariedade legitimar a incidência da contribuição previdenciária sobre parcelas não incorporáveis na aposentadoria. No caso dos autos, a matéria cinge-se a verificar a possibilidade de incidência de contribuição 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 962251 AGR / SC previdenciária em parcelas remuneratórias que não se incorporam à aposentadoria do contribuinte. 7. Como se percebe claramente, a conclusão do Tribunal de origem não diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926368. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC previdenciária em parcelas remuneratórias que não se incorporam à aposentadoria do contribuinte. 7. Como se percebe claramente, a conclusão do Tribunal de origem não diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) :MARA DENISE POFFO WILHELM V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846941. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) :MARA DENISE POFFO WILHELM V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Tipo Texto 524 ARE 962251 AGR / SC atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846941. Supremo Tribunal Federal ARE 962251 AGR / SC atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11846941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 14/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) : MARA DENISE POFFO WILHELM (12790/SC) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944563 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.251 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA ADV.(A/S) : MARA DENISE POFFO WILHELM (12790/SC) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 7 a 13.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11944563 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962 . 251", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Enunciado n 60 do Tribunal Superior do Trabalho", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962 . 251", "Enunciado n 60 do Tribunal Superior do Trabalho", "ARE 962251 AGR / SC", "Súmula Vinculante n 10", "Súmula Vinculante n 10", "ARE 962251 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "ARE 745 . 901 - RG", "AI 705 . 941 - RG", "Recurso Extraordinário 611 . 512 - RG", "Recurso Extraordinário 688 . 001 - RG", "ARE 802 . 082 - RG", "ARE 745 . 901 - RG", "ARE 962251 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "ARE 745 . 901 - RG", "AI 705 . 941 - RG", "Recurso Extraordinário 611 . 512 - RG", "Recurso Extraordinário 688 . 001 - RG", "ARE 802 . 082 - RG", "ARE 745 . 901 - RG", "ARE 962251 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "Recurso Extraordinário 814 . 204 - RG", "Recurso Extraordinário 611 . 505 - RG", "Recurso Extraordinário 869 . 484 / SC AgR", "ARE 962251 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "Recurso Extraordinário 814 . 204 - RG", "Recurso Extraordinário 611 . 505 - RG", "Recurso Extraordinário 869 . 484 / SC AgR", "ARE 962251", "ARE 723 . 052", "Súmula Vinculante n 10", "Súmula Vinculante n 10", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 848 . 332 - AgR", "ARE 962251 AGR / SC", "ARE 723 . 052", "Súmula Vinculante n 10", "Súmula Vinculante n 10", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 848 . 332 - AgR", "ARE 962251 AGR / SC", "ARE 962251 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 593 . 068 - RG", "Recurso Extraordinário 593 . 068 - RG", "ARE 962251 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 593 . 068 - RG .", "Recurso Extraordinário 565 . 160 / SC", "ARE 962251 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 593 . 068 - RG .", "Recurso Extraordinário 565 . 160 / SC", "ARE 962251 AGR / SC", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 962251 AGR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 962251 AGR / SC", "ARE 962251", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962 . 251" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 , Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , XVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , XVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea", "arts . 66 da Lei 8 . 383 / 91", "39 da Lei 9 . 250 / 95", "89 da Lei 8 . 212 / 91", "art . 170 - A do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea", "arts . 66 da Lei 8 . 383 / 91", "39 da Lei 9 . 250 / 95", "89 da Lei 8 . 212 / 91", "art . 170 - A do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts", "artigos 97 , 103 - A ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 212 / 91", "Decreto 6 . 727 / 09", "Carta Magna", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Leis 9 . 527 / 97", "9", ".", "783", "/", "99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 212 / 91", "Decreto 6 . 727 / 09", "Carta Magna", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Leis 9 . 527 / 97", "9", ".", "783", "/", "99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "art . 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "art . 543 - A do Código de Processo Civil .", "art . 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "Constituição Federal", "Artigo 97 da Constituição Federal", "art . 97 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 97 e 103 - A da Carta", "Constituição Federal", "Artigo 97 da Constituição Federal", "art . 97 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS 9 . 783 / 1999", "10", ".", "887", "/", "2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS 9 . 783 / 1999", ".", "887", "/", "2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 40 , 150 , IV e 195 , § 5 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 40 , 150 , IV e 195 , § 5 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 , Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 , Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "ENRICO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA", "Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "ENRICO", "Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SC", "Enrico Rossi Importação e Exportação LTDA", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Enrico Rossi Importação e Exportação LTDA", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UNIÃO", "ENRICO ROSSI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARA DENISE POFFO WILHELM", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARA DENISE POFFO WILHELM", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARA DENISE POFFO WILHELM", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ELLEN GRACIE", "Teori Zavaski", "CEZAR PELUSO", "ELLEN GRACIE", "ELLEN GRACIE", "Teori Zavaski", "CEZAR PELUSO", "ELLEN GRACIE", "ELLEN GRACIE", "Teori Zavaski", "Ayres Britto", "Roberto Barroso", "ELLEN GRACIE", "Teori Zavaski", "Ayres Britto", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARA DENISE POFFO", "WILHELM", "ROBERTO BARROSO", "ENRICO ROSSI", "MARA DENISE POFFO WILHELM", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ENRICO ROSSI", "MARA DENISE POFFO WILHELM", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ENRICO ROSSI", "MARA DENISE POFFO WILHELM", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "10", "/", "2016", "07 a", "13 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "03", "/", "2009", "23", "/", "4", "/", "2010", "23", "/", "11", "/", "2010", "18", "/", "11", "/", "2013", "29", "/", "4", "/", "2014", "18", "/", "9", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "03", "/", "2009", "23", "/", "4", "/", "2010", "23", "/", "11", "18", "/", "11", "/", "2013", "29", "/", "4", "/", "2014", "18", "/", "9", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "03", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "03", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2016", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }